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Monografia apresentada ao CPAJ - Teologia Aplicada 1

CENTRO DE PÓS GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER

Curso: Doutorado em Ministério


Disciplina: Teologia Aplicada- DMIN 303
Professor: Dr. Valdeci dos Santos
Aluno: Gildásio Jesus Barbosa dos Reis

Monografia apresentada como requisito parcial da disciplina Teologia


Aplicada no curso de Doutorado em Ministério da
Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper

VISÃO CORRETA DA ESCRITURA

INTRODUÇÃO:

“Porque o evangelho não é uma doutrina de


língua, mas de vida.”1

O Evangelho não é uma reflexão a ser feita em cima de dogmas, de


doutrinas. O Evangelho é uma realidade concreta e pessoal, porque consiste na
compreensão e no anúncio da própria pessoa de Jesus.2 “A boa teologia
desloca-se da cabeça até o coração e, finalmente, até a mão”.3 Sendo assim,
devemos entender que a teologia não pode ficar limitada ao campo teórico, mas
deve atingir as áreas da nossa vivência comum e diária. Deve existir uma estreita
relação entre teoria e prática cristã. Sobre esta relação e dependência da
teologia e prática na vida, Hermisten é da seguinte opinião:

A teologia não termina em conhecimento teórico e abstrato, antes


se plenifica no conhecimento prático e existencial de Deus através
das Escrituras e da iluminação do Espírito. Conhecer a Deus é
obedecer a seus mandamentos. Fazer teologia é tarefa da Igreja;
não é um estudo descompromissado feito por transeuntes
acadêmicos.4

1
CALVINO, Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV. São Paulo, Cultura Cristã. P. 181
2
SANTOS, Valdeci. Ementário do Curso Teologia Aplicada. Centro Presbiteriano de Pós- Graduação
Andrew Jumper. 2017.
3
GRENZ, Stanley J.; OLSON, Roger E. Quem Precisa de Teologia? Um convite ao estudo sobre Deus e sua
relação com o ser humano. São Paulo: Editora Vida, 2003. p.51
4
COSTA, Hermisten Maia Pereira. Fundamentos da teologia Reformada. Ed. Mundo Cristão. SP: 2007.
p.12
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Podemos então concluir que saber teologia é mais do que apenas


conhecer intelectualmente, é mais do que dominar determinado conteúdo. Com
certeza inclui isso, mas caminha em direção a colocar em prática este
conhecimento adquirido. Existe o prazer puro do conhecimento, mas o
aprendizado deve produzir mudanças em nossas vidas. O próprio Jesus, em
João 13.17, disse: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados se as praticardes”.

Sobre isso, John MacArthur, se expressou de maneira muito


esclarecedora:

Naturalmente, o conhecimento sozinho não é virtude. Se alguém


“sabe que deve fazer o bem e não faz nisso está pecando” (Tg.
4:17). O conhecimento sem amor corrompe o caráter: “No que se
refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos
somos senhores do saber” (1Co. 8:1). O conhecimento que não
se mistura com a obediência endurece o coração: “Porque, se
vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido
o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos
pecados” (Hb. 10:26).5

Pensando nisso que nos propomos neste trabalho escrever sobre um


tópico doutrinário que julgamos de muita importância para a vida cristã – A
doutrina da Escritura Sagrada.

Uma filosofia bíblica de ministério, dentro de uma perspectiva reformada,


precisa ser consistente na maneira de encarar sua relação com a Escritura. A
mensagem cristã vem a nós através da Bíblia, portanto, nossa visão sobre a
Bíblia precisa estar correta.

Não é novidade para alguns, que uma aversão ao cristianismo doutrinário


tem crescido muito, bem como, uma intolerância em relação à doutrina e a
confessionalidade. Muitos líderes evangélicos acolhem práticas ministeriais,
muitas vezes sem perceber que tais práticas não encontram autorização na
Escritura.6

Nosso pressuposto é que o ministério reformado fundamenta-se na


revelação de Deus, conforme é vista na Escritura. A doutrina protestante da Sola
Scriptura (somente a Escritura) afirma que Deus tem um plano eterno e que este
só pode ser corretamente compreendido através de Sua revelação especial.
Todos os outros esforços que o homem lançar mão, o levarão ao misticismo e à
falsas religiões. Por outro lado, o que vai determinar se nosso ministério está

5
MACARTHUR, John Jr. Sociedade sem Pecado. Editora Cultura Cristã. SP: 2002. p. 200,1
6
MOHLER, Jr. R. Albert; Reforma Hoje. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã. 1999 p. 60
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sendo fiel é a nossa submissão à Escritura. Neste trabalho veremos que pelo
menos, quatro convicções devem nortear nossas práticas: 1) A convicção de que
a Bíblia é inspirada por Deus, 2) A convicção de que a Bíblia é inerrante; 3) A
convicção de que a Bíblia é autoritativa; 4) A convicção de que a Bíblia é
suficiente.

A Igreja Reformada através de seus símbolos de fé também deu grande


ênfase ao relacionamento cuidadoso das Escrituras. Confira o que diz o
Catecismo Maior na pergunta 159: Como a Palavra de Deus deve ser pregada
por aqueles que para isto são chamados?
R: Aqueles que são chamados a trabalhar no ministério da palavra devem
pregar a sã doutrina, diligentemente, em tempo e fora de tempo, claramente,
não em palavras persuasivas de humana sabedoria, mas em demonstração
do Espírito de Deus; sabiamente, adaptando-se às necessidades e às
capacidades dos ouvintes; zelosamente, com amor fervoroso para com Deus
e para com as almas de seu povo; sinceramente, tendo por alvo a glória de
Deus e procurando converter, edificar e salvar as almas.7

MachArthur diz que “a perda de uma fundamentação bíblica é o motivo


primário do declínio da pregação na igreja contemporânea”8. E Kenneth Macrae,
em seu artigo “A Pregação e o Perigo do Comprometimento”, pondera o
seguinte:

Não deveríamos tentar aprimorar o evangelho. Não podemos melhorá-lo; é


presunção tentar melhorar aquilo que Deus, em sua perfeição nos outorgou.
Se começarmos a brincar com o evangelho, diminuindo aqui e
acrescentando ali, para torná-lo mais aceitável aos nossos ouvintes, não
podemos esperar Deus abençoar aquilo que Ele não outorgou. Temos de
pregar o evangelho assim como ele se encontra na Palavra de Deus; e,
quando nos propomos a expor um texto, precisamos declarar exatamente o
que o texto afirma9.

A prática ministerial, portanto, dentro da perspectiva reformada, crê que


Deus continua governando a Igreja através da Bíblia. Sendo assim, nossa atitude
para com ela reflete nossa atitude para com Deus. Ninguém que afirma amar a
Deus, poderá ter uma atitude para com a Palavra de maneira que desonre a
Deus. Aqueles que reivindicam amá-Lo, devem dar provas desse amor
demonstrando zelo para com a Escritura sagrada: “Oh! quanto amo a tua lei! Ela
é a minha meditação o dia todo...Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu
paladar! mais doce do que o mel à minha boca”. (Salmo 119:97,103)

7
Catecismo Maior de Westminster, resposta á pergunta 159.
8
MACARTHUR, John, Jr. Com Vergonha do Evangelho. São José dos Campos, SP: Editora Fiel. 1997.
p. 283
9
MACRAE, Kenneth A. A Pregação e o Perigo do Comprometimento. Fé Para Hoje. São José dos Campos,
SP, Ano 2000, Número 7. p. 4
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I. A CONVICÇÃO DE QUE A BÍBLIA É INSPIRADA POR DEUS.

Todo o edifício da verdade cristã está fundamentado na doutrina da


inspiração, a qual pode ser definida como a ação de Deus levando homens à
registrarem sem erro, a sua revelação especial. Devemos entender como inútil
discutir qualquer doutrina ensinada pela Escritura, sem o reconhecimento de que
ela é divinamente inspirada. Tudo que podemos chamar de Escritura foi
inspirado por Deus. Para ajudar em nossa compreensão do que queremos dizer
por “inspiração” precisamos olhar três aspectos importantes e quais são as
evidências da inspiração:

1) Três aspectos importantes sobre a inspiração

1.1. Deus é o causador da inspiração.

“Pois jamais a profecia teve origem na vontade humana,


mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo
Espírito Santo” 2 Pe 1:21

O apóstolo Pedro afirma de maneira muito clara que a Deus é a fonte


principal da verdade bíblica – “homens falaram da parte de Deus”. A Bíblia vem
de Deus para nós. João Calvino, nas Institutas, ressalta exatamente esse ponto
em seu comentário sobre 2 Timóteo 3.16. Diz ele:

“Devemos à Escritura a mesma reverência que devemos a Deus, porque


ela procede somente dele”. Em suas Institutas da Religião Cristã, Calvino
acrescenta: “A plena autoridade que [as Escrituras] têm para os fiéis não
procede de outra consideração senão de que eles são convencidos de
que elas procedem do céu, como se Deus fosse ouvido falando a eles”.

Steve Lawson, em palestra na Conferência da Fiel, afirmou quanto ao


pensamento de Calvino: “Nós devemos ter a mesma reverência com as
Escrituras que temos para com Deus, pois ela vem dEle mesmo, e não há nada
nela que seja do homem”.

1.2. Os homens foram instrumentos da inspiração

“Pois jamais a profecia teve origem na vontade humana,


mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo
Espírito Santo” 2 Pe 1:21
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Os homens foram apenas instrumentos, canais a serviço da fonte. Seus


escritos foram produzidos, obviamente segundo a intenção que cada um tinha,
no contexto histórico onde viviam, e dentro dos limites culturais que os cercavam.
Mas cada texto que produziam não deixaram de ser palavra de Deus, a vontade
de Deus, em linguagem humana.

1.3. A Bíblia toda é o produto final da inspiração

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para


redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, 17 para que o homem de
Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”. II Tm
3:16,17

As Escrituras Sagradas são produtos da instrumentalidade de seus


autores humanos. O Espírito Santo que é o autor primário dirigiu, guiou e
supervisionou os escritores bíblicos a fim de que eles registrassem sem erro a
revelação de Deus. O Espírito Santo usou as características de cada autor, no
que diz respeito ao caráter, cultura, língua, hábitos, educação, dons, estilo, etc.
Embora Deus seja o elemento causador, deduzimos também que há uma
participação do homem no registro bíblico. É o chamado elemento Divino-
Humano.

2) Evidências da Inspiração das Escrituras

2.1. Evidências diretas da Inspiração.

a) Os escritores do V. T. alegaram ser inspirados. (Dt. 31:19-22; 34:10; Nm.


16:29; II Sm. 23:2; Jr. 9:12; I Re. 21:19)

b) Os escritores do NT testemunharam da inspiração do VT

 O testemunho do Apóstolo Paulo (II Tm 3:16,17; Atos 28: 25,26; Gl 3:8);


Pedro (II Pe 1:19-21; I Pe 1:12), de Lucas (At 7: 37,38); Tiago (Tg 4:5)

c) Os escritores do NT testemunharam da inspiração do NT

 O testemunho do Apóstolo Paulo: I Ts 2:13, I Co 14:37; II Co 13:3, I Co


2:13; Gl 1:8,9
 O testemunho de João: Jo. 20:30,31; Jo 21:24,25; Ap 22:18,19
 O testemunho do Apóstolo Pedro sobre outros escritores: II Pe 3:16

d) O Senhor Jesus Cristo também testemunhou sobre a Inspiração das


Escrituras: Mt 5:17-20; 10:19-20; Jo. 10:33-36; 16:7,13
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5. Os escritores do NT Introduzem citações do VT com fórmulas tais como: "O


Espírito Santo disse" (Hb. 3:7); "Disse Deus" (At. 2:17; I Cor. 9:9-10) - veja outros:
At. 4:25; Hb. 4:7.

2.2. Evidências indiretas da Inspiração das escrituras.

a) A unidade da Bíblia: A Bíblia foi escrita por, no mínimo 36 autores das


mais diferentes classes, culturas e posições, num período de 16 séculos,
e mesmo assim existe uma extraordinária harmonia em todas as suas
partes.

b) A transformação de vidas: Milhões de pessoas têm sido transformadas


através da leitura da Bíblia. As Escrituras é o único instrumento que é
capaz de fazer uma obra no coração do homem.

c) A Escritura satisfaz a necessidade espiritual das pessoas: Ela satisfaz ao


coração do homem de qualquer posição ou classe, de qualquer clima ou
país, de qualquer idade ou período de vida.

3. A CONVICÇÃO DE QUE A BÍBLIA É INERRANTE.

A infalibilidade da Escritura acompanha necessariamente a inspiração. A


Bíblia não contêm erros; ela é correta em tudo o que declara. Visto que Deus
não erra e sendo a Bíblia a sua palavra, segue-se que tudo o que ela diz está
correto. (Jo 10:35, Lc 16:17).

Quando se fala que a bíblia é inerrante, se quer dizer que em tudo o que
a bíblia ensina, seja religioso, moral, social ou físico, ela é absolutamente
verdadeira e livre de erros. (2TM 3.16; Sl 12.6; Sl.119.96; Rm 15.4). A inspiração
da Bíblia não exige que ela use linguagem cientifica em suas afirmações. A
linguagem da Bíblia é a linguagem do homem comum. Sl. 19.7-11.

A inerrância da Escritura está baseada na fidelidade do profeta na


transmissão da mensagem, mas a força da inerrância está no elemento divino
da Palavra que foi enunciada. Tanto a mensagem como o mensageiro devem
ser reconhecidos como provindos de Deus e confiáveis no que dizem. (Dt.18:20;
Dt. 13: 1-5).

4. A CONVICÇÃO DE QUE A BÍBLIA TEM AUTORIDADE.

A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida


e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou
igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o
seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de
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Deus. II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13. (Confissão de Fé de


Westminster, cap 1, 4)

O conceito da doutrina da autoridade da Escritura é que a Bíblia é fonte


segura e infalível de qualquer informação e assunto tratado por ela. A autoridade
da Escritura é consequência natural de sua inspiração e infalibilidade. Tal
autoridade não depende do testemunho da igreja nem do testemunho de
nenhuma pessoa. Sua autoridade é inerente. A Escritura tem autoridade porque
ela é a Palavra de Deus. Podemos então afirmar que se aquilo que a Escritura
afirma não for confiável, então não temos nenhuma outra base segura para a
nossa fé.

O apóstolo Pedro ensina sobre esta autoridade da Escritura em sua


segunda carta (2 Pedro 3:16):

Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há


pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem,
e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

O Senhor Jesus também afirma a base autoritativa da Escritura. A forma


como ele cita a Palavra para esclarecer uma controvérsia atesta isso. Em Mateus
4.4,6,7 e 10 exemplifica isso quando ele se utiliza da expressão “está escrito”.

5. A CONVICÇÃO DE QUE A BÍBLIA É SUFICIENTE.

O conceito reformado da suficiência das Escrituras é de que não existe outra


fonte em que o cristão possa achar orientações para sua vida. Cremos que “A
Bíblia é a única regra de fé e prática”. Cremos que a Bíblia é suficiente e não
precisamos de nenhum outro veículo de informação. Tudo o que Deus quis nos
informar para a nossa salvação está nas Sagradas Escrituras. Paulo Anglada
afirma que

Ela é um manual completo de doutrina, sobre práticas eclesiásticas e vida


cristã (...) Isso não significa que a Bíblia seja exaustiva. As Escrituras não
contém toda a vontade de Deus, mas toda a vontade de Deus que quis
que soubéssemos está contido na Bíblia.10

10
ANGLADA. Paulo. Sola Scriptura – A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos.
1998. P. 73
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Davi fez a seguinte afirmação no Salmo 19.7-11, onde declara de maneira


clara a doutrina da suficiência das Escrituras:

A lei do SENHOR é perfeita, e restaura a alma; o testemunho do


SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR
são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e
ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece
eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.
Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais
doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado
o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

Igualmente o apóstolo Paulo, em 2 Timóteo 3.15-17, declarou a plena


suficiência das Escrituras, dizendo:

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para


repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de
Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.

De acordo com esta declaração do apóstolo Paulo, podemos entender de


que não necessitamos das chamadas “novas revelações do Espírito”. Isso
porque, a Bíblia é suficiente e não precisamos, nem devemos acrescentar nada
a ela. Interessante a exortação de Paulo, em Gálatas 1.8: “Mas, ainda que nós
mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos
tenho anunciado, seja anátema”. E de acordo com a Confissão de Fé de
Westminster, “À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas
revelações do Espírito, nem por tradições dos homens...” (Confissão de Fé de
Westminster, cap 1, seção 6)

A Confissão de Fé de Westminster no I capítulo sobre a Escritura


Sagrada, inciso VI, também declara a doutrina da suficiência das Escrituras:

Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a


glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente
declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À
Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do
Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser
necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora
compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias,
quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades
humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência
cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas
(Ref. II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor.
11:13-14.)

Podemos afirmar que:

a) Não existe mais revelação nos dias de hoje, no mesmo pé de igualdade


com a Escritura;
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b) A Escritura é sempre a mesma, mas sempre que vamos até ela,


descobrimos coisas novas;
c) Embora cada parte da Bíblia tenha sido escrita em uma determinada
época, ela nunca esteve limitada ao tempo.

Tudo que uma pessoa precisa para chegar ao nível espiritual máximo desta
vida, pode ser encontrado na Escritura. Portanto a Escritura é suficiente. (2Tm
3.16-17).

Tudo o que o Senhor desejou revelar à sua Igreja em matéria de fé e pratica


está registrado nas páginas da Escritura. (Jo 20:30-1; II Tm 3:16,17; Sl 119:105;
II Ts 2:2; I Co 2:9; Dt 12:32)