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LIÇÃO 6

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 6ª LIÇÃO DO 1º TRIMESTRE DE


2018 – DOMINGO, 11 DE FEVEREIRO DE 2018

PERSEVERANÇA E FÉ EM TEMPO DE
APOSTASIA

Texto áureo
“Para que vos não façais
negligentes, mas sejais
imitadores dos que, pela fé e
paciência, herdam as
promessas.” (Hb 6.12)
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Hb 6. 1-15

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Passado mais uma semana, chegamos na 6ª lição deste trimestre, distinto


leitor. Isto quer dizer que já estamos na metade de nossas Lições, cujo número total
é de 12 Lições. Pois bem, vamos estudar, desta feita, dando continuidade ao estudo
nesta epístola1 tão importante e gloriosa que é a Carta aos Hebreus, dois temas

1
O étimo epístola, Etimologicamente falando vem do prefixo grego epi (por cima) mais o substantivo
estola (manta = grande pano de lã). Diz-se que, na época da Igreja Primitiva, as cartas, propriamente
ditas, eram colocadas nas bolsas que ficavam nas duas pontas de uma manta; essa manta era
colocada sobre o lombo do jumento que a levava ao destinatário das cartas. Então, nesse caso,
epístola era o recipiente que levava as cartas. Com o passar do tempo, esta palavra tornou-se
sinônima de missiva, carta, isto é, o próprio recipiente que as levava.
1
atualíssimos: Perseverança e fé, abordando o aspecto da apostasia, além do
significado do étimo rudimento e da palavra serviço.

I – A NECESSIDADE DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL

1. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre arrependimento e fé.

Pois bem, mas o que vem a ser a palavra rudimento? O étimo rudimento não
tem nada a ver com a palavra rude, como pode à primeira vista parecer. Esta
palavra vem do grego clássico Stoixéion2, que significa: agulha que projeta a sua
sombra sobre um relógio de sol, hora, caracteres de escrita, letra, elemento ou
princípio de alguma coisa. Nos escritos do Novo testamento, segundo W. C Taylor,
significa princípio elementar, rudimento, e às vezes, elemento ou causa materiais do
universo. Já os autores F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Danker dizem que
significa: elementos de aprendizado, princípios fundamentais, abecedário, como em
Hb 5.12. Em 2 Pe 3. 10, 12, significam espíritos elementares. Portanto, tem haver
com fundamentos ou princípios basilares que norteiam uma determinada instrução
ou doutrina.

Desta maneira, o autor aos Hebreus conclama aos seus leitores que já era
hora de eles crescessem espiritualmente, pois os mesmos já eram arrependidos e
salvos em Jesus Cristo, por meio da fé, e, portanto, deveriam prosseguir para um
amadurecimento mais profundo na vida cristã, deixando para trás estes princípios
elementares que não acrescentavam mais nada in totum no crescer perseverante da
fé.

É importante lembrar que os 3 princípios bíblicos principais citados nos


versículos 1 e 2, tais como em grego é conhecido: (1) metanoias, arrependimento;
(2) pisteos, fé; e (3) didaches, doutrina ou ensinos, não são desprezados pelo autor,
mas que evidentemente, alude aos judeus e às suas cerimônias inanimadas. Assim,
de todas elas os cristãos deveriam desviar-se pelo arrependimento, a fim de
obterem salvação pela fé em Cristo.

2
Obs: a pronúncia do X desta palavra é semelhante ao som espanhol J na palavra Juan, um tanto
aproximado ao som RR português na palavra carro, só que mais gutural.
2
2. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre batismos e imposição de
mãos.

Neste caso, talvez, meu caro leitor você esteja a se perguntar: mais tanto o
batismo (no plural, batismos) e a imposição de mãos não eram usados pelos
cristãos do I século? A resposta, evidentemente, é sim! — mas refere-se à confissão
pública de fé. Nestes casos tais palavras são, portanto, de natureza eclesiástica.
Seguem a sequência histórica, pois a salvação pelo arrependimento e fé deve ser
publicamente confessada na Igreja.

É sabido que na era cristã apostólica e também pelos idos dos seguintes
II, III e IV séculos, que a imposição de mãos era o símbolo da concessão do
Espírito Santo, sendo posteriormente utilizada à ordenação dos anciãos ou líderes
da igreja. Destarte, segundo Orton Wiley era “apenas um símbolo, pois o Espírito
jamais foi comunicado de indivíduo para outro. A imposição das mãos simplesmente
3
assinalava o candidato como objeto pelo qual se faziam orações intensas”.

3. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre ressurreição e juízo.

Quando o autor aos Hebreus trata do terceiro binômio — a ressurreição dos


mortos e o juízo eterno — ele está lembrando aos leitores de sua época que estes
assuntos eram da esfera escatológica e referiasse às perspectivas futuras do crente
na vida. Neste caso Orton Wiley assinala:

A ressurreição assinala a continuação da vida individual do cristão em uma


ordem nova e eterna; ao passo que o juízo, que é eterno, marca a
permanência dessa ordem. Sem o conhecimento dessas verdades
fundamentais, mal poderia alguém se chamar cristão. Elas são essenciais
para um conhecimento de Deus, bem como para a experiência espiritual do
indivíduo. Repare também que essas verdades abrangem toda vida cristã,
desde a cena primeira do arrependimento e fé até a final, a da ressurreição
e do juízo.

II – A NECESSIDADE DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL

1. Apostasia, uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado.

3
The Epistle to The Hebrews, comentada por Orton H. Wiley, Copyright 1959 Beacon Hill Press.
3
Mais uma vez surge uma pergunta: o que vem a ser apostasia? Apostasia
vem do Grego apostasia e significa: “rebelião deliberada, afastamento consciente”.
Segundo F.F Bruce, a palavra “apostasia era usada no grego secular como
referência a uma revolta política e, na LXX (cf. Js 22.22), a uma rebelião contra
Deus.”

Assim, depreende-se que se fizermos uma agregação de Hb 6. 4-6 com Hb


10. 26 temos que o pecado cometido conscientemente é evidenciado pela rejeição
do sacrifício de Cristo; deste modo quem assim faz ser-lhe-á impossível alguém
providenciar perdão para os seus pecados (v. 26). Deste modo, o resultado pode ser
o “juízo” (Hb 10. 27, 30), “castigo”, (Hb 20. 29) e ”morte”, (Hb 10. 28,29).

Nesse caso estamos falando de uma pessoa que já havia sido iluminada, no
grego é Fôutisthéntas que significa literalmente “emitir luz ou brilhar sobre alguma
coisa de modo a levá-la ao conhecimento dos homens”. No grego comum, a palavra
se aplicava somente a objetos, mas, no grego helenístico, aplicava-se também a
pessoas no sentido de instrução. Este é o significado neste contexto.

É importante frisar que a palavra no (v.4), hapax não significa uma vez no
sentido de preparação para algo a seguir, mas de uma vez por todas. Isso significa
que “não é a insignificância, mas a magnitude das realizações e dos privilégios que
caracteriza o destino do apóstata”.

2. Apostasia, uma possibilidade para quem vivenciou a Palavra e o


Espírito.

Arrazoando com os argumentos acima, continuamos a pensar da seguinte


maneira: A palavra geusamenous traduzida como provaram, nos versículos 4 e 5 do
capítulo 6 em questão, gerou muita controvérsia ao longo dos tempos. Explico.
Alguns estudiosos achavam que este provar significava provar levemente, como se
esse movimento fosse feito apenas com a ponta dos lábios. O Reformador Calvino
assim a interpretava, pensando que àqueles que provaram apenas um pouco da
graça de Deus e receberam algumas centelhas da Luz, não o eram de todo
regenerados.

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Pois bem, a Igreja dita Reformada, sempre preocupada com a perseverança
final dos santos, reafirmou e aderiu, de forma corajosa, à opinião de Calvino. Não
obstante, Lindsay reafirmou que esta palavra tem o significado de provar “no sentido
de participar, recebendo plena e copiosamente”. Destacou ao uso da palavra em
Hebreus 2.9, onde se-lê que nosso Senhor provou a morte, “o que, certamente, não
significa que Ele tivesse tocado apenas de leve o sofrimento, mas, antes, que sentiu
toda a amargura da morte”. Percebemos que Calvino interpretada o seu pensamento
de modo a coadunar-se com as suas convicções arbitrárias sobre semelhante
assunto.

Convém dizer que outros grandes comentadores da Epístola, são da mesma


opinião que Lindsay: Alford interpretou o verbo “provaram” como “tendo participado
pessoal e conscientemente”. Grimm afirmou que significa “sentir, ter a experiência
de, experimentar”. Westcott disse que o vocábulo expressa “uma fruição real e
consciente de bênção apreendida em seu verdadeiro caráter”. Para Adam Clarke, o
termo significa “provar significa experimentar ou ter a prova cabal de uma coisa”; já
Cremer opinou que significa “praticamente e, na verdade, a experiência de qualquer
coisa”.

Destarte, a afirmativa “provaram o dom celestial” em hipótese alguma pode


ser enfraquecida, passando a implicar a mera apreciação mental ou estética de
Cristo por um observador não regenerado. De jeito nenhum! Significa “a dádiva ou o
dom da vida espiritual dado a uma pessoa, antes, morta em delitos e pecados; vida
que só o verdadeiramente regenerado em Cristo por intermédio de seu Espírito
Santo conhece.”

3. Apostasia, uma possibilidade para quem viveu as expectativas do Reino.

Bem escreveu o comentarista da Lição: “Ao receber a cristo como salvador,


os crentes já participam antecipadamente das bênçãos do Reino de Deus”. Contudo
ao rejeitarem deliberadamente o Cristo Salvador, rejeitado a graça salvadora, já não
mais terão direito a este Reino eterno. Como bem comentou Ebrard:

Quem quer, porém, que não se tenha obscurecido por preconceitos


dogmáticos deve perceber que o objetivo do nosso autor [da Epístola aos
Hebreus] não é, evidente e certamente, dizem quanto menos se provar os
dons da graça, mais facilmente se pode perder de maneira irrecuperável.
5
Ele disse precisamente ao contrário: quanto mais já se tenha penetrado no
santuário do estado da graça, tanto mais irrecuperavelmente alguém estará
perdido no caso de vir a cair. (Ebrard, Biblical commentary on the Epistle to
the Hebrews, p. 200).

III – A NECESSIDADE DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS

1. O serviço cristão e a justiça de Deus.

Ouçamos, neste contexto, as verdadeiras reflexões de Orton Wiley:

O escritor de Hebreus relembra que, no passado, aqueles irmãos em Cristo


receberam os ministros de Cristo com alegria e partilharam do seu opróbrio,
até a espoliação dos próprios bens. Porque, por amor do nome de Jesus,
eles serviram a outros santos e continuavam a servir, o autor da Epístola
assegura-lhes de que Deus não é injusto para esquecer-se do trabalho e do
amor deles. Embora demonstrando ansiedade por eles, o escritor torna
claro que, de maneira alguma, classifica estes cristãos-judeus com os
apóstatas, pois neles vê um amor ativo: prova de que Deus ainda está com
eles.

2. A perseverança de Abraão e a fidelidade de Deus.

Continuemos com o Mestre Orton Wiley:

Tendo advertido seus leitores contra o perigo da apostasia, exortando-os a


não se tornarem indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela
longanimidade, herdam as promessas (Hb 6.12), o autor de Hebreus volta a
atenção deles para Abraão, que, depois de esperar com paciência, obteve a
promessa. (Hb 6.15). Ele escolheu para apreciação o último de uma série
de quatro acontecimentos em que a fé inabalável de Abraão ajudou-o a
enfrentar e a vencer todas as crises de sua alma, sendo recompensado com
a promessa confirmada pelo juramento solene de Deus.

3. Cristo, sacerdote e precursor do crente.

E finalmente ele conclui:

6
Bruce observou que a maioria dos comentadores deixa de perceber, ou pelo
menos deixa de expressar adequadamente, o significado do
termoprodromos, precursor, que, neste versículo, assume um novo
significado espiritual e torna-se a tônica do capítulo, Foi demonstrado que
Cristo é o Capitão da nossa salvação, conduzindo-nos ao descanso da fé
como nossa herança terrestre e além, até o descanso eterno de nossa
herança celestial. Aqui, contudo, se expressa uma nova ideia: a de que
Cristo, como nosso Precursor, entrou e abriu o Santo dos Santos para nós.
[...], Cristo exerceu este ofício duplo por nós. Durante a Sua humilhação
terrena, Ele foi a nossa Oferta propiciatória e derramou o Seu sangue por
nós, para que fôssemos purificados de todo pecado e toda injustiça. Após
penetrar além do véu, Sua oferta é ainda aceita em benefício nosso e, do
trono intercessório, Ele ministra o Espírito que prometeu aos Seus
discípulos, a promessa que se cumpriu no Dia de Pentecostes, assinalando
a inauguração de uma nova dispensação espiritual, em que vivemos e
servimos mediante o poder do Espírito que em nós habita.

CONCLUSÃO

Assim, concluímos com o seguinte: Os cristãos devem confiar em Cristo e em


seu sacrifício no Calvário, porque a Sua obra abriu caminho para Deus. Os cristãos,
nós devemos estimular outros ao amor e às boas obras, servido a Cristo não por
vista, mas como despenseiros obedientes à sua palavra. Pois como escreveu o
autor aos Hebreus em 10. 23: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem
vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”

Pensando em tudo que aprendemos nesta canção, louvemos a primeira estrofe


do hino 75 da nossa Harpa Cristã:

Tentado não cedas, ceder é pecar,


Melhor e mais nobre, será triunfar,
Coragem, ó crente, domina o teu mal.
Deus pode livrar-te de queda fatal.

[Professor. Teólogo. Tradutor. Jairo Vinicius da Silva Rocha – Presbítero;


Superintendente e Professor da E.B.D da Assembleia de Deus no Pinheiro.]

7
Maceió, 08 de fevereiro de 2018.