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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL BRUNO SMANGORZEVSKI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

BRUNO SMANGORZEVSKI MÜLLER

PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO

Boa Vista, RR

2018

BRUNO SMANGORZEVSKI MÜLLER

PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO

Projeto realizado como nota complementar para terceira avaliação da disciplina de Pavimentação.

Professor: Prof. Dr. Joel Carlos Moizinho.

Boa Vista, RR

2018

Sumário

1. Introdução

3

2. Memorial de Cálculo

3

2.1. CBR de

Projeto

3

2.2. Cálculo do N

6

2.2.1. Cálculo do Fator de Carga (FC)

6

2.2.2. Cálculo do Fator Regional ou Climático (FR)

7

2.2.3. Cálculo do Fator de Eixo (FE)

8

2.2.4. Cálculo do Volume Médio Diário (VDM)

8

2.3. Dimensionamento do Pavimento pelo ELSYM5

9

2.4. Custo do Pavimento Flexível Dimensionado

10

3. Seção Transversal do Pavimento

13

4. Conclusão

13

5. Referências Bibliográficas

13

Índice de Figuras

6

7

Figura 3 - Perfil com as características do pavimento e espessura em cm

9

Figura 4 - Seção transversal do pavimento flexível

13

Índice de Tabelas

4

Tabela 1 - Dados do solo do subleito Tabela 2 - Cálculo do FC através da ábaco de equivalência

7

Tabela 3 - Orçamento do pavimento dimensionado

11

3

1. Introdução

Pavimentação é uma estrutura constituída por camadas sobrepostas, construídas sobre a terraplenagem, que possuem espessuras e materiais determinados por um dos inúmeros métodos de dimensionamento e que exercem a função de fundação.

Tem funções de resistir e distribuir de forma conveniente as solicitações de carga e esforços de carga vindas do tráfego para as camadas do subleito, resistir a esforços horizontais (desgaste) e tornar durável a superfície de rolamento, proporcionar melhores condições de comodidade e segurança ao usuário, resistir a intempéries e proteger as camadas inferiores da ação da água

A finalidade de um dimensionamento de pavimentos serve para determinar as espessuras das camadas, subsidiar a decisão quanto ao tipo de pavimento a ser executado, definir os materiais constituintes, elaborar as especificações técnicas dos materiais e camadas que compõem a estrutura.

Através

do

programa

computacional

ELSYM5,

pavimento flexível e fazer seu orçamento.

2. Memorial de Cálculo

2.1. CBR de Projeto

iremos

dimensionar

um

Por meio das tabelas dos dados do subleito, calculamos o índice de grupo e o CBR de cada amostra, depois foi escolhido o menor valor entre o calculado e o que já está na tabela, com isso tira-se a média do CBR e o desvio padrão.

4

Tabela 1 - Dados do solo do subleito

Localização

Granulometria (% ɸ mm)

Índices Físicos

estaca

amostra

Nº 10

Nº 40

Nº 200

WL

WP

IP

IG1

IG2

IG

CBRIG

IS

CBR ADOT

CBR

Expansão

0

1

100

100

25

23

21

2

0

0

0

20

14

8

8

0,7

5

2

100

100

30

25

20

5

0

0

0

20

14

8

8

0,5

10

3

100

100

28

25

20

5

0

0

0

20

14

8

8

1,0

15

4

100

100

30

27

22

5

0

0

0

20

12,5

5

5

0,5

20

5

100

100

35

28

22

6

0

0

0

20

13

6

6

0,8

25

6

100

100

25

23

19

4

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

30

7

99

95

20

32

21

11

0

0

0

20

13,5

7

7

0,0

35

8

100

80

40

29

15

14

1

1

2

15

12

9

9

0,0

40

9

100

75

35

28

15

13

0

0

0

20

13

6

6

1,2

45

10

100

65

25

25

22

3

0

0

0

20

13

6

6

0,0

50

11

100

80

30

29

26

3

0

0

0

20

13

6

6

0,0

55

12

100

90

13

32

25

7

0

0

0

20

13

6

6

0,5

60

13

100

87

30

30

28

2

0

0

0

20

13,5

7

7

0,0

65

14

100

75

35

35

30

5

0

0

0

20

12,5

5

5

0,8

70

15

100

90

25

32

16

16

0

0

0

20

14

8

8

0,6

75

16

100

60

20

25

12

13

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

80

17

100

50

40

25

22

3

0

1

1

18

10,5

3

3

0,0

85

18

100

70

35

22

18

4

0

0

0

20

13

6

6

0,0

90

19

100

80

14

NL

NP

-

-

-

-

-

-

5

5

0,3

95

20

100

75

25

22

20

2

0

0

0

20

12,5

5

5

0,2

100

21

100

65

20

15

10

5

0

0

0

20

13

6

6

0,2

105

22

100

80

40

32

22

10

0

1

1

18

12

6

6

0,5

110

23

100

90

35

32

27

5

0

0

0

20

13

6

6

0,0

115

24

100

87

25

28

25

3

0

0

0

20

13

6

6

0,4

120

25

100

75

30

25

21

4

0

0

0

20

14

8

8

0,5

5

125

26

100

90

28

29

14

15

0

0

0

20

14

8

8

0,0

130

27

100

60

12

32

18

14

0

0

0

20

13

6

6

1,2

135

28

98

50

35

30

26

4

0

0

0

20

13

6

6

0,0

140

29

100

70

25

35

33

2

0

0

0

20

12,5

5

5

1,2

145

30

92

60

25

32

18

14

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

150

31

100

80

20

25

18

7

0

0

0

20

14,5

9

9

0,6

155

32

100

70

40

25

18

7

0

1

1

18

13,5

9

9

1,0

160

33

100

75

22

22

12

10

0

0

0

20

14,5

9

9

0,0

165

34

95

80

10

15

8

7

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

170

35

100

75

22

22

17

5

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

175

36

97

45

18

15

12

3

0

0

0

20

12

4

4

0,5

180

37

100

90

18

32

17

15

0

0

0

20

14

8

8

0,5

185

38

100

60

11

32

28

4

0

0

0

20

14

8

8

0,0

190

39

98

70

30

28

26

2

0

0

0

20

14

8

8

1,0

195

40

100

80

35

25

11

14

0

0

0

20

13

6

6

0,0

200

41

100

60

28

25

16

9

0

0

0

20

13

6

6

0,9

205

42

95

55

17

14

10

4

0

0

0

20

13,5

7

7

0,8

210

43

100

65

15

20

11

9

0

0

0

20

14

8

8

0,0

215

44

100

88

32

30

21

9

0

0

0

20

14

8

8

0,0

220

45

100

85

20

25

22

3

0

0

0

20

14,5

9

9

0,0

225

46

100

85

12

28

12

16

0

0

0

20

12

4

4

0,7

230

47

95

70

13

32

16

16

0

0

0

20

12,5

5

5

0,0

235

48

100

80

26

30

15

15

0

0

0

20

13,5

7

7

0,3

240

49

100

90

13

28

20

8

0

0

0

20

14

8

8

1,0

245

50

100

80

21

26

20

6

0

0

0

20

13

6

6

0,0

250

51

100

75

19

18

15

3

0

0

0

20

12

4

4

1,0

Média

6,5

Desvio padrão

1,5403

6

2.2. Cálculo do N

Para o cálculo do número do número de solicitações, temos a seguinte equação:

=

Onde:

= é á = í = = =

365 × × × × ×

2.2.1. Cálculo do Fator de Carga (FC)

Para o cálculo do FC, baseia-se no fator de equivalência de operações, que relaciona o efeito da passagem de qualquer tipo de veículo com o efeito da passagem do veículo padrão, multiplicando-se o fator de equivalência de operações pela correspondente porcentagem de veículos, obtém-se a equivalência de operações

Figura 1 - Fatores de equivalência de operações
Figura 1 - Fatores de equivalência de operações

7

Tabela 2 - Cálculo do FC através da ábaco de equivalência

Eixo Simples (t)

%

Nº de

Fator de

Equivalência de

eixos

Equivalência

Operações

<5

48

2

-

-

5

18

2

0,09

0,0162

6

18

3

0,3

0,054

8

8

3

0,1

0,008

12

6

3

9

0,54

15

1

3

40

0,40

Eixo Tandem Duplo

(t)

9

10

2

0,4

0,04

15

4

2

5

0,20

17

3

2

9

0,27

Eixo Tandem Triplo

(t)

25

2

3

8

0,160

 

Total

1,6882

2.2.2. Cálculo do Fator Regional ou Climático (FR)

O fator regional é utilizado para considerar as variações de umidade às quais os materiais constituintes do pavimento estão sujeitos durante as estações do ano, e que influem diretamente na capacidade de suporte dos mesmos.

que influem diretamente na capacidade de suporte dos mesmos. Figura 2 - Fatores climáticos regionais no

Figura 2 - Fatores climáticos regionais no Brasil

Como nos foi dado o índice de pluviosidade, igual a 900 mm, pela figura acima determinamos o fator climático igual a 1,4.

8

2.2.3. Cálculo do Fator de Eixo (FE)

Uma vez que o número de eixos por veículo é bastante variado, utiliza-se o

fator de eixo para determinar o número médio de eixos por veículo que circula em uma

determinada rodovia.

= Σ ( × % )

Onde:

= ú í % = í çã

Pela tabela 2, temos o número de eixos e a porcentagem de cada veículo, logo

calculamos:

= 2 × (0,48 + 0,18 + 0,10 + 0,04 + 0,03) + 3 × (0,18 + 0,08 + 0,06 + 0,01 + 0,02)

= 2,71

2.2.4. Cálculo do Volume Médio Diário (VDM)

Adotando o crescimento geométrico, teremos:

= 0 × (1 + )

= 550 × (1 + 0,05) 10 = 895,89 = 896

= × 0

2

896 × 550

2

=

Calculamos o N:

= 723 í/

= 365 × 723 × 10 × 1,6882 × 2,71 × 1,4 = 1,69 × 10 7

9

2.3. Dimensionamento do Pavimento pelo ELSYM5

Para o dimensionar no programa, foram feitas diversas tentativas para encontrar o valor de N bem aproximado do N calculado, considerando para o subleito, reforço, sub-base e base, que o módulo de resiliência sejam de 100 (cem) vezes o

CBR de projeto (MPa) e adotando para coeficiente de poisson para o subleito e reforço de 0,45, para sub-base 0,40, para base 0,35 (cbr = 80%) e para o revestimento tipo CAUQ 0,30 e MR = 10000MPa. Portanto apresenta-se o perfil do pavimento com as características citadas acima:

o perfil do pavimento com as características citadas acima: Figura 3 - Perfil com as características

Figura 3 - Perfil com as características do pavimento e espessura em cm

Inserindo os dados de entrada no programa encontramos as deformações e deslocamento;

Deslocamento vertical na superfície: D0 = 0,235

Deformação específica na base do revestimento: εht = 0,0000832

10

Usando as expressões de cálculo do N dada para o projeto, temos:

DNIT PRO 1179

1 = 1 × 2

 

1 = 1,26. 10 17

2 = 5,682

FHWA

= (Ɛℎ)

=

1,09 . 10

− 6

= 3,512

Shell Ksla

= (Ɛ)

=

6,07 . 10

− 10

= 4,762

Tabela 3 - Resultados de N

DNIT PRO 1179

4,92 × 10 12

FHWA

2,32 × 10 8

Shell Ksla

1,69 × 10 7

Pegamos o menor valor e paragonamos com o N calculado, vimos que os dois deram iguais, podendo suportar as solicitações de carga com essas características, logo obteve-se êxito no dimensionamento.

2.4. Custo do Pavimento Flexível Dimensionado

Para a orçamentação dos processos construtivos neste projeto, foi considerado que a via terá em dimensão final 11 metros de largura por 5.000 metros de comprimento. Ainda para a realização do orçamento foram consideradas composições da TCPO Tabela de Composição de Preços Para Orçamentos do ano de 2010, preços da SICRO Sistema de Custos Rodoviários do ano de 2012 e da SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil do ano de 2017. A tabela 3 apresenta o orçamento referente ao pavimento flexível.

11

Tabela 4 - Orçamento do pavimento dimensionado

ITEM

DESCRIÇÃO

UNID.

QUANTIDADE

PREÇO UNITÁRIO

 

TOTAL

1

REFORÇO DO SUB LEITO - 10160 M³

     

R$

73.482,00

   

h.

     

1.1

Caminhão basculante, potencia 167HP, caçamba 5m³, vida útil 8.000H

produtiva

426,7

R$

90,54

R$

38.635,23

   

h.

     

1.2

Caminhão irrigadeira, diesel, potência 162 HP, capacidade 5.000L - vida útil 8.000H

produtiva

101,6

R$

87,71

R$

8.911,34

 

Rolo compactador vibratório com pneus de tração, cilindro pé de carneiro em aço, potencia 150HP, peso operacional 11,60T - vida útil 8.000H

h.

     

1.3

produtiva

50,8

R$

114,19

R$

5.800,85

   

h.

     

1.4

Trator sobre pneus, potencia 92HP - vida útil 8.000H

produtiva

101,6

R$

66,85

R$

6.791,96

   

h.

     

1.5

Grade de disco rebocável 3,50m - vida útil 20.000H

produtiva

1.016

R$

2,58

R$

2.621,28

   

h.

     

1.6

Motoniveladora sobre pneus 135HP - vida útil 8.000H

produtiva

50,8

R$

151,30

R$

7.686,04

   

h.

     

1.7

Rolo compac. estático de pneus 135HP - vida útil 8.000H

produtiva

50,8

R$

59,75

R$

3.035,30

2

SUB BASE GRANULAR - 9144 M³

     

R$

295.844,26

2.1

Rachão

7.296,91

R$

40,00

R$

291.876,48

 

Rolo compactador vibratório com pneus de tração, cilindro pé de carneiro em aço, potencia 150HP, peso operacional 11,60T - vida útil 8.000H

h.

     

2.2

produtiva

34,75

R$

114,19

R$

3.967,78

3

BASE GRANULAR - 5080 M³

     

R$

242.364,26

3.1

Brita graduada

5.334,00

R$

40,00

R$

213.360,00

 

Rolo compactador vibratório com pneus de tração, cilindro pé de carneiro em aço, potencia 150HP, peso operacional 11,60T - vida útil 8.000H

h.

     

3.2

produtiva

254,00

R$

114,19

R$

29.004,26

4

CONCRETO BETUMINOSO - 1778 M³

     

R$

1.069.112,90

4.1

Concreto betuminoso

t

5.761,04

R$

160,50

R$

924.647,08

   

h.

     

4.2

Vibroacabadora sobre esteiras, potencia 77HP - vida útil 20.000H

produtiva

161,21

R$

138,15

R$

22.270,52

   

h.

     

4.3

Carregadeira sobre rodas 211HP, capacidade da caçamba de 3,30m³-vida útil 8.000H

produtiva

165,95

R$

189,64

R$

31.470,13

12

   

h.

     

4.4

Rolo compactador estático de pneus 135HP - vida útil 8.000H

produtiva

161,21

R$

59,75

R$

9.632,02

   

h.

     

4.5

Caminhão irrigadeira, diesel, potência 162 HP, capacidade 5.000L - vida útil 8.000H

produtiva

924,56

R$

87,71

R$

81.093,16

5

ACOSTAMENTO EM TSD

     

R$

179.400,00

5.1

Tratamento superficial duplo - TSD, com emulsao RR-2c

20.000

R$

8,97

R$

179.400,00

6

SARJETAS E MEIO FIO

     

R$

285.200,00

6.1

Guia (meio-fio) e sarjeta conjugados de concreto, moldada in loco em trecho reto com extrusora, guia 13 cm base x 22 cm altura, sarjeta 30 cm base x 8,5 cm altura.

m

10.000

R$

28,52

R$

285.200,00

7

PINTURA PARA SINALIZAÇÃO

     

R$

861.000,00

7.1

Sinalizacao horizontal com tinta retrorrefletiva a base de resina acrilica com microesferas de vidro

35.000

R$

24,60

R$

861.000,00

 

CUSTO TOTAL

R$

3.006.403,42

13

3. Seção Transversal do Pavimento

13 3. Seção Transversal do Pavimento Figura 4 - Seção transversal do pavimento flexível 4. Conclusão

Figura 4 - Seção transversal do pavimento flexível

4. Conclusão

Portanto os resultados encontrados para o dimensionamento do pavimento flexível foram satisfatórios, batendo e dentro das normas estabelecidas, o projeto tem intuito de mostrar como é dimensionado pelo DNIT, os desenhos foram feitos pelo programa AutoCAD e as planilhas pelo excel.

5. Referências Bibliográficas

SICRO. Sistemas de custos rodoviários. Rio de Janeiro: nov. 2012.

SINAPI. Sistema nacional de pesquisa de custos e índices da construção civil. Brasil:

Caixa Econômica Federal, dez. 2017.

TCPO. Tabelas de composições de preços para orçamentos. 13ª ed. São Paulo:

Pini, 2010.

DE SENÇO. W. Manual de Técnicas de Pavimentação. Volume I. 2ª edição. PINI, jan. 2008

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