Sei sulla pagina 1di 259

PROGRAMA BRASILEIRO DE

ELIMINAÇÃO DOS HCFCs – PBH

Curso sobre Sistemas de Água Gelada


Presidência da República
Michel Temer

Ministério do Meio Ambiente


José Sarney Filho

Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental


Everton Frask Lucero

Departamento de Mudanças Climáticas


Adriano Santhiago de Oliveira

Gerência de Proteção da Camada de Ozônio


Magna Leite Luduvice
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

SECRETARIA DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E QUALIDADE AMBIENTAL

DEPARTAMENTO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

GERÊNCIA DE PROTEÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO

PROGRAMA BRASILEIRO DE
ELIMINAÇÃO DOS HCFCs – PBH

Curso sobre Sistemas de Água Gelada


Projeto para o Gerenciamento Integrado do Setor de Chillers – BRA/12/G77

MMA

Brasília, 2016

1
Coordenação das Atividades

Ana Paula Pinho Rodrigues Leal


Frank Amorim
Marina Lopes Ribeiro

Elaboração

L. Tomaz Cleto
Mauricio Salomão Rodrigues

Colaboração

Alex Marques da Silva


Cleonice Soares de Araújo
Gabriela Teixeira Rodrigues Lira
Tatiana Lopes de Oliveira

Coordenação do Projeto BRA/12/G77

Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental


Departamento de Mudanças Climáticas
Gerência de Proteção da Camada de Ozônio
SEPN 505, Lote 2, Bloco B, Ed. Marie Prendi Cruz
CEP: 70.730-542 – Brasília-DF
Telefone: (61) 2028-2272
ozonio@mma.gov.br
www.mma.gov.br/ozonio

Implementação do Projeto BRA/12/G77

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD


Unidade de Implementação e Monitoramento, Protocolo de Montreal
Setor de Embaixadas Norte, Quadra 802, Conj. C, Lote 17
Brasília-DF, CEP: 70800-400
Tel: (61) 3038-2014
www.protocolodemontreal.org.br

Empresa Contratada para Execução

Somar Engenharia Ltda


Tel: (11) 3763 6964/ 3719 0932

REPRODUÇÃO DESTE DOCUMENTO


Este documento pode ser reproduzido na íntegra ou em parte sem consentimento prévio por escrito desde que a
parte reproduzida seja atribuída ao Ministério do Meio Ambiente e ao Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento.

2
Sumário

Prefácio………………………………………………………………………………………4
Conteúdo Cursos……………………………....................……………………………….5
Introdução …………………………………………………...............…………………….6
Conceitos de Refrigeração para Chillers…………………………...............…………..8
Conceitos de Eficiência em Sistemas de Refrigeração ..........................................20
Tipos de Sistemas de Água Gelada........................................................................36
Novas Concepções de Sistemas de Água Gelada..................................................49
Eficiência Energética em Sistemas de Água Gelada Existentes.............................90
Comparações entre Sistemas de Água Gelada e Outros Sistemas......................110
Projetos Eficientes com Sistemas de Água Gelada...............................................125
Benefícios Econômicos de Sistemas de Água Gelada Eficientes..........................136
Controle e Monitoramento para Automação de Sistema de Água Gelada.............143
Operação e Manutenção de Sistemas de Água Gelada........................................155
Processos de Comissionamento............................................................................175
Processos de Retrocomissionamento - Relato de Caso........................................194
Procedimentos para Medição e Verificação (M&V) de Desempenho....................222
Linhas de Financiamento e Mecanismos para Projetos de “Retrofit”
em Sistemas de Ar Condicionado..........................................................................236

3
PREFÁCIO

O Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio é um tratado


internacional criado para proteger a camada de ozônio por meio da eliminação da produção e
consumo das Substâncias Destruidoras do Ozônio (SDOs). Estabelecido em 1987, este acordo
entrou para a história ao se tornar o primeiro tratado sobre meio ambiente a ser universalmente
ratificado pelos 197 países.

O Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal (FML) é o mecanismo


financeiro criado para prover assistência técnica e financeira aos países em desenvolvimento
para a eliminação total do consumo de SDOs de acordo com os cronogramas acordados para
cada tipo de substância controlada.

O Brasil é um país signatário do Protocolo de Montreal e é considerado elegível à assistência


financeira do FML, por ser classificado como um país do Artigo 5 (A-5). O País atingiu a
eliminação total dos clorofluorcarbonos (CFCs) em 1º de Janeiro de 2010, com o auxílio do
FML. Desde então, o consumo de CFC encontra-se totalmente banido dos processos de
manufatura de espumas de poliuretano, na fabricação de equipamentos de refrigeração e ar
condicionado, como solvente, esterilizante, propelente em medicamentos, etc.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é uma das agências
implementadoras do Protocolo de Montreal que presta assistência técnica e operacional aos
países do Artigo 5 para a eliminação total das SDOs. No Brasil, o PNUD trabalha em
cooperação com o governo brasileiro, atuando como agência líder para a execução das ações
de proteção da camada de ozônio.

Na 47ª reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo


de Montreal, realizada em 2005, foi aprovado o desenvolvimento de um projeto demonstrativo
com o objetivo de realizar o manejo integrado no subsetor de resfriadores de líquido, com
ênfase na utilização de tecnologias energeticamente eficientes e livres de CFC, estimulando a
substituição de equipamentos obsoletos com este tipo de substância.

Tal iniciativa deu origem ao Projeto BRA12G77, que visa estimular o aumento do interesse das
partes diretamente envolvidas (proprietários, usuários finais e empresas de engenharia) por
projetos de sistemas de água gelada otimizados e processos de retrocomissionamento de
sistemas ar condicionado em edifícios existentes, com vistas à modernização e otimização da
eficiência energética em edificações, produzindo benefícios ambientais e econômicos como
resultado final.

Em 2013 iniciou-se no Brasil o processo de eliminação dos HCFCs, que será plenamente
concluído em 2040, embora, a partir de 2030, o consumo residual seja limitado a 2,5% do
consumo sobre a linha de base (média do consumo de 2009 e 2010).

Tais ações não só demandam a realização de atividades para a redução do consumo de


SDOs, como também aparecem como excelente oportunidade para demonstrar que a adoção
de práticas eficientes pode produzir benefícios ambientais e econômicos aos interessados em
adotar sistemas e projetos eficientes em instalações de ar condicionado que utilizam
resfriadores de líquido – (chillers).

A seguir, as principais atividades que compõem o Projeto BRA/12/G77:


01) Guia Informativo contendo informações básicas sobre sistemas de água gelada para
edifícios e as opções tecnológicas de baixo GWP livres de CFC ou HCFC.

4
02) Manual sobre Sistemas de Água Gelada para edifícios, dividido em 3 volumes:
I) Conceitos sobre Chillers e Sistemas de Água Gelada;
II) Projeto, Instalação e Operação de Sistemas de Água Gelada;
III) Estratégias de Otimização de Sistemas e Análises Técnico-Econômicas.
03) Eventos Técnicos de capacitação para aperfeiçoamento de profissionais do setor de
ar condicionado e de gestores de edificações públicas e privadas, incluindo:
• 02 Seminários destinados aos profissionais do setor de ar condicionado, realizados no
Rio de Janeiro e Fortaleza;
• 01 Workshop destinado aos profissionais do setor de ar condicionado, realizado em São
Paulo;
• 02 Cursos destinados aos profissionais do setor público, realizados em Brasília e São
Paulo.
04) Processos de Retrocomissionamento em sistemas de ar condicionado (envolvendo
central de água gelada, condicionadores de ar e circuitos de distribuição de ar), em
edifícios que possuam resfriadores de líquido (sistema de água gelada) em operação
com CFC ou HCFC.

CONTEÚDO DOS CURSOS


A proposta dos cursos é divulgar os principais conceitos sobre Chillers e Sistemas de Água
Gelada e suas aplicações em sistemas de ar condicionados para edifícios, com ênfase nos
aspetos de projeto, instalação e operação.

Os cursos serão elaborados e aplicados pelos consultores da Somar Engenharia Maurício


Salomão Rodrigues e L. Tomaz Cleto e abrangendo os seguintes principais tópicos:

1º DIA:
• Conceitos de refrigeração para Chillers;
• Principais tipos de sistemas de água gelada;
• Conceitos de eficiência ligados aos aspectos da refrigeração;
• Eficiência energética proporcionada pela utilização de sistemas de água gelada eficientes e
“retrofit” de sistemas obsoletos;
• Metodologias para elaboração de projetos de sistema de água gelada eficientes;
• Processos de comissionamento de sistema de água gelada;
• Sistemas de controle e monitoramento para automação de sistema de água gelada;
• Operação e manutenção de sistemas de água gelada;

2º DIA:
• Projetos com novas concepções de sistemas de ar condicionado e de sistemas de água
gelada;
• Principais vantagens da utilização de sistema de água gelada em comparação com outros
sistemas disponíveis no mercado;
• Benefícios econômicos proporcionados pela utilização de sistemas de água gelada
eficientes;
• Processos de retrocomissionamento de sistema de água gelada;
• Procedimentos para medição e verificação (M&V) de desempenho para um sistema de
água gelada;
• Potenciais linhas de financiamento e mecanismos que facilitem a execução de projetos de
“retrofit” em sistemas de ar condicionado.

5
INTRODUÇÃO – SISTEMAS DE ÁGUA GELADA
Ao longo da história da tecnologia da climatização de ambientes por meio de sistemas
mecânicos, o sistema de água gelada ainda é solução mais eficaz em atender os requisitos de
conforto térmico dos usuários, incluindo temperatura, umidade relativa e qualidade do ar nos
ambientes ocupados.

SUSTENTABILIDADE
Nos últimos anos, com o fortalecimento do conceito de sustentabilidade aplicado às edificações
por meio dos processos de certificação e etiquetagem, foram desenvolvidas novas tecnologias
tornando os sistemas de água gelada ainda mais eficientes e versáteis para atender os
requisitos de conforto e qualidade do ar dos usuários, razão de ser dos sistemas de
climatização.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO SISTEMA


Além do aspecto de eficiência energética dos equipamentos, os sistemas foram otimizados por
meio de conceitos de chillers em série, circuito único com vazão de água gelada variável,
desacoplamento das cargas sensíveis e latentes, que possibilita a aplicação de sistemas
dedicados de resfriamento e desumidificação do ar exterior (DOAS) e a utilização de vigas
frias, com resultados superiores a 30% quando comparados com a eficiência energética de
sistemas tradicionais de água gelada ou sistemas com expansão direta.

CARGA DE FLUIDO FRIGORÍFICO REDUZIDA


Com os recentes desafios na busca de fluidos frigoríficos com baixo GWP, as melhores
alternativas exigem restrições de uso. Alguns apresentam índices de toxicidade elevados
(Amônia), e outros são inflamáveis (Hidrocarbonetos e os sintéticos HFOs). Ainda não há uma
solução final, mas já é consenso geral no desenvolvimento de novas tecnologias que,
independente de quais sejam os novos fluidos, a carga total deverá ser muito reduzida.
Os sistemas de água gelada apresentam a menor carga de fluido frigorífico (restrita apenas à
central de água gelada). Além disso, já estão disponíveis chillers com cargas da ordem de 10 a
15 vezes menores que chillers convencionais e 50 vezes menores que sistemas de expansão
direta. Este é um requisito pouco observado no Brasil, mas que se intensificará nos próximos
anos.

6
RETROCOMISSIONAMENTO
O retrocomissionamento é o processo de comissionamento a ser realizado em edifícios
existentes, que consiste em uma investigação detalhada do sistema, incluindo projeto
executivo, instalação e condições de operação e desempenho atuais, a fim de identificar
problemas e otimizar o sistema de ar condicionado do edifício.

O retrocomissionamento não se trata de um simples diagnóstico energético do sistema, pois


tem como principal objetivo recuperar os requisitos de conforto, qualidade do ar e eficiência do
projeto.

O “retrofit” de sistemas de ar condicionado exige altos investimentos e só se viabiliza em


edifícios com sistemas obsoletos e muito deficientes. Já o retrocomissionamento se mostra
viável mesmo em novos sistemas. Quanto melhor o projeto e mais eficiente o conceito do
sistema, maiores são as oportunidades de otimização para atender os requisitos dos usuários
nos ambientes, e trazer aumento significativo da eficiência do sistema, com retorno do
investimento em prazos muito curtos.

Através do processo de retrocomissionamento em edifícios existentes é possível melhorar a


produtividade dos usuários, com o aumento do conforto térmico, e simultaneamente trazer
ganhos operacionais ao sistema, com o aumento da eficiência energética a redução de custos
de operação, além de trazer benefícios para proteção da camada de ozônio e do sistema
climático.

Os processos de comissionamento são também uma oportunidade para a capacitação das


equipes técnicas das empresas de operação e manutenção dos edifícios, na medida em que
se envolvem no processo e participam das ações de correção no sistema.

Como resultado final do projeto, vislumbra-se um crescimento do conhecimento em todo setor


de ar condicionado sobre sistemas de água gelada, principalmente sobre as novas tecnologias
e otimização de sistemas existentes.

Processos de retrocomissionamento em sistemas de ar condicionado aplicados nos EUA


mostraram resultados com aumento da eficiência energética entre 15% e 40% após as
medidas de correções. Além disso, há outros benefícios não energéticos, alguns mais
relevantes, como o conforto térmico, a qualidade do ar interior e a produtividade dos usuários.

7
CONCEITOS DE REFRIGERAÇÃO PARA CHILLERS
L. Tomaz Cleto

8
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Conceitos de Refrigeração
para Chillers
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Diagrama Pressão x Entalpia (P x h)

9
1
Diagrama Pressão x Entalpia (P x h)

• Indica as propriedades termodinâmicas do


fluido refrigerante;
• Permite visualizar processos termodinâmicos
e verificar o comportamento de um sistema;
• Cada fluido refrigerante possui um diagrama
próprio;
• É utilizado para dimensionar os vários
componentes de um sistema.

Diagrama Pressão x Entalpia (P x h)


Ponto Crítico
Gás

Líquido Linha de
Subresfriado
Mistura de Vapor Saturado
Líquido e
Pressão

Vapor
Vapor
Superaquecido
Linha de
Temperatura
Constante
Linha de
Líquido Saturado

Entalpia

10
2
Evaporador

R-717

Efeito de
pressão

Refrigeração

Tev= +5ºC
5.16 bar abs
4 4’ 1

evaporador
entalpia

Evaporador

Mistura de
refrigerante Líquido
e Vapor
D

Refrigerante
vapor
Ar

11
3
Superaquecimento

R-717
pressão

Tev= 5°C Ts= 10°C

5.16 bar abs


4 4’ 1

{
entalpia
superaquecimento

Superaquecimento
Tabela – Pressão x Temperatura - R-717
p= 5.16 bar abs Tev= 5ºC

Ts= 10ºC

Ar

Superaquecimento = Ts - Tev = 5°C

12
4
Compressor

R-717

2
pressão

compressor

4 4’ 1

entalpia

Compressor

A B

Refrigerante Refrigerante
(VaporSuperaquecido ) (VaporSuperaquecido)
a baixa pressão fluindo a alta pressão flui para
do evaporador o condensador

13
5
Calor de Compressão

R-717

2iso
13.90 bar abs 79.2°C
pressão

Tcd= 36°C

Tev= 5°C

5.16 bar abs Calor de


4 4’ 1 Compressão
Isoentrópica
entalpia

Condensador

Refrigerante
(VaporSuper
aquecido)

Refrigerante
líquido
ar externo

14
6
Condensador

R-717

subresfriamento

3 condensador 2’ 2

{
13.90 bar
34°C 3’ +36°C
pressão

4 4’ 1

entalpia

Subresfriamento
Tabela – Pressão x Temperatura - R-717
p= 13.90 bar abs Tcd= +36ºC
B

Refrigerante
(VaporSuper
aquecido)

Refrigerante
líquido
ar externo
Ts= +34ºC
Subresfriamento = Tcd -Ts = 2°C

15
7
Dispositivo de Expansão

Mistura de
refrigerante
Líquido e vapor

Refrigerante Líquido C

Dispositivo de Expansão

R-717

3 2’ 2

dispositivo de
3’
pressão

expansão

4 4’ 1

entalpia

16
8
Ciclo Básico de Refrigeração
Lado de Alta
B
Pressão
Linha de
descarga
Condensador

Linha de
Líquido A Compressor
Evaporador
C D
Linha de Sucção
Dispositivo de
Expansão Lado de Baixa
Pressão

Ciclo Básico de Refrigeração

17
9
Ciclo Básico de Refrigeração

CONDENSADOR

Sub-resfriamento

COMPRESSOR

DISPOSITIVO
DE EXPANSÃO

Superaquecimento

EVAPORADOR

Equações Básicas do Ciclo


 Capacidade Frigorífica:
Qev = mRef x (h1 – h4) (kg/s x kJ/kg = kW) ou
Qev = mRef x (h4’ – h4) (kg/s x kJ/kg = kW)
 Potência Absorvida:
Wcp = mRef x (h2 – h1) (kg/s x kJ/kg = kW)

 Calor Rejeitado:
Qcd = mRef x (h2 – h3) (kg/s x kJ/kg = kW)

18
10
Equações Básicas do Ciclo
 Rendimento Volumétrico do Compressor:
 Ref  v1
m D Vol.Comp vol
vol   Ref 
m
D Vol.Comp vsuc
 Rendimento Isoentrópico do Compressor:

h 2i  h1  Ref (h 2i  h1 )
m
iso  iso 

h 2r  h1 Wcp

19
11
CONCEITOS DE EFICIÊNCIA EM SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO
L. Tomaz Cleto

20
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Conceitos Eficiência Energética


em Sistemas de Refrigeração
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Eficiência Energética – SI – COP

COP (Coefficient Of Performance)

 Chiller – Condensação a Água


Qev
COP
Wcp
 Chiller – Condensação a Ar
Qev
COP 
(Wcp  Wvent)
2

21
Eficiência Energética - IP

 Chiller – Condensação a Água

Wcp
kW/ton
Qev

 Chiller – Condensação a Ar
Wcp  Wvent
kW/ton 
Qev
3

Eficiência Energética
Para um determinado Chiller, a eficiência energética
depende:
 Da característica dos componentes

 Eficiência do Compressor
 Eficácia dos Trocadores de Calor
 Da característica dos fluidos
 Fluido Refrigerante
 Fluido Secundário
 Fluido para Rejeição de Calor (Água, Ar)
 Das condições de operação
 Temperaturas de Saída (Evaporador/ Condensador)
 Condições do Ar Externo

22
Eficiência Energética

Para um determinado Chiller, a eficiência energética


depende:
 Do dimensionamento do Circuito de Refrigeração

 Do tipo de Evaporação

 Expansão Seca (Válvula de Expansão com


Controle de Superaquecimento)
 Evaporação Inundada
 Da manutenção do Chiller
 Carga de Fluido Refrigerante
 Tratamento de Água
 Limpeza dos Trocadores de Calor

COP – Requisitos Mínimos


IESNA/ANSI/ASHRAE Standard 90.1
Condições AHRI Standard 550/590
Faixa de
Tipo de Chiller Capacidade Eficiência Mínima Requerida Variação Variação
(kW)
2010 2013 2013
ASHRAE 90.1 - Ed 1989 2004 1989 -> 2013 2004 -> 2013
PATH B PATH A PATH B
COP 2.40 2.80 2.80 2.99 2.87 24.4 6.6
< 528
Condensação a Ar IPLV 2.40 3.05 3.66 4.05 4.67 94.6 53.1
(Scroll ou Parafuso) COP 2.60 2.80 2.80 2.99 2.87 14.8 6.6
> 528
IPLV 2.60 3.05 3.66 4.17 4.76 83.1 56.1
COP 3.70 4.45 4.45 4.89 4.69 32.1 9.9
< 528
IPLV 3.80 5.20 6.00 6.29 7.18 88.9 38.1
Condensação a Água > 528 e COP 3.70 4.90 4.90 5.33 5.18 44.2 8.9
(Scroll ou Parafuso) < 1055 IPLV 3.80 5.60 6.51 6.52 8.00 110.5 42.9
> 1055 e COP 4.60 5.50 5.50 5.77 5.63 25.5 4.9
< 2110 IPLV 4.70 6.15 7.18 6.77 8.59 82.8 39.7
COP 3.70 5.00 5.50 5.77 5.07 56.0 15.4
< 528
IPLV 3.80 5.25 7.82 6.40 8.00 110.5 52.4
> 528 e COP 3.70 5.55 5.50 5.77 5.54 56.0 4.0
Condensação a Água < 1055 IPLV 3.80 5.90 7.82 6.40 8.00 110.5 35.6
(Centrífugo) > 1055 e COP 4.60 6.10 5.86 6.29 6.02 36.7 3.0
< 2110 IPLV 4.70 6.40 8.79 7.40 9.26 97.0 44.7
COP 4.60 6.10 5.96 7.04 6.02 53.1 15.4
> 2110
IPLV 4.70 6.40 8.79 7.40 9.26 97.0 44.7

23
Eficiência Energética - Approach

Temperatura de Condensação

Água de
Resfriamento
LIFT
(DPcp)

Água Gelada

Temperatura de Evaporação

Eficiência Energética - Approach

24
Eficiência Energética - Approach

 Approach no Condensador

 2U  TCD - TsAgResf

 Approach no Evaporador

 2L  TsAgGel - TEV

Eficiência Energética - Approach

Quanto Menor o Approach de Projeto no Condensador:


 Menor a Temperatura de Condensação
 Menor o Lift do Compressor (Maior Impacto)
 Menor a Potência Absorvida no Motor Elétrico
 Maior o COP do Chiller

Quanto Menor o Approach de Projeto no Evaporador:


 Maior a Temperatura de Evaporação
 Menor o Lift do Compressor (Menor Impacto)
 Maior a Densidade do Vapor na Sucção do Compressor
 Maior a Capacidade de Resfriamento do Chiller
 Maior o COP do Chiller

25
Eficiência Energética - Approach

Na análise operacional do desempenho de um Chiller, a


verificação do Approach é essencial.

O Approach é um item de projeto tão importante quanto a


capacidade, a potência absorvida e o COP.

Apesar de nem sempre ser fornecido, deve ser item de


projeto obrigatório nas propostas dos fornecedores dos
Chillers.

É de simples verificação e pode indicar os possíveis


desvios de desempenho do Chiller.

Eficiência Energética - Approach

Approach típico nos trocadores de um Chiller:

No Evaporador:

NÃO HÁ  Precisa ver na Folha de Dados do


Chiller em cada Projeto.

No Condensador:

NÃO HÁ  Precisa ver na Folha de Dados do


Chiller em cada Projeto.

26
Equações dos Trocadores de Calor

 Fluxo de Calor Trocado – Equações dos Fluidos:

Qm
 água  Cpágua  (T 1  T 2) Qm
 Ref  (h1  h 2)

 Fluxo de Calor Trocado – Equação do Trocador:

Q  K  Aex  TML
13

Equações dos Trocadores de Calor

Coeficiente Global de Transferência de Calor:

1
K
 1  1  Aex tt 
ex  ff ex    ff in    
  in  Ain t 
OBS: K será sempre menor que o menor a

14

27
Diferença de Temperatura
Média Logarítmica – ∆TML (LMTD)

Diferença de Temperatura
Média Logarítmica – ∆TML (LMTD)

28
∆TML - Evaporador

Evaporador

T1
(T1  T 2)
TML 
(T1  Tev )
ln
(T 2  Tev )

T2 T2
Tev Tev

∆TML - Condensador
Condensador
Tcd
Tcd
T2
(T 2  T1)
TML 
(Tcd  T1)
ln
(Tcd  T 2)

T1 T1

29
Equações dos Trocadores de Calor

 O desempenho do trocador e a avaliação de


novas condições de operação NÃO podem ser
analisadas pelas equações dos fluidos.

 A equação do trocador, apesar de complexa, é a


única que indica o seu comportamento real.

O Conceito de Efetividade:
• Evaporadores e Condensadores:
 K .A 
 NTU
  1 e NTU   
 C min 

C min  m agua  cpagua


• Evaporador:

Q    C min  (T 1  Tev)
• Condensador:

Q    C min  (Tcd  T 1)
20

10

30
O Conceito de Efetividade:

A vantagem do cálculo da efetividade está no fato de


que a relação K.A é conhecida:

Q
KA 
TML
Com o Chiller operando em 100% de capacidade e com
a vazão de água próxima do projeto é possível realizar
análises em campo com resultados muito próximos do
real.
21

COP – Requisitos Mínimos


IESNA/ANSI/ASHRAE Standard 90.1
Cargas Parciais – IPLV
Faixa de
Tipo de Chiller Capacidade Eficiência Mínima Requerida Variação Variação
(kW)
2010 2013 2013
ASHRAE 90.1 - Ed 1989 2004 1989 -> 2013 2004 -> 2013
PATH B PATH A PATH B
COP 2.40 2.80 2.80 2.99 2.87 24.4 6.6
< 528
Condensação a Ar IPLV 2.40 3.05 3.66 4.05 4.67 94.6 53.1
(Scroll ou Parafuso) COP 2.60 2.80 2.80 2.99 2.87 14.8 6.6
> 528
IPLV 2.60 3.05 3.66 4.17 4.76 83.1 56.1
COP 3.70 4.45 4.45 4.89 4.69 32.1 9.9
< 528
IPLV 3.80 5.20 6.00 6.29 7.18 88.9 38.1
Condensação a Água > 528 e COP 3.70 4.90 4.90 5.33 5.18 44.2 8.9
(Scroll ou Parafuso) < 1055 IPLV 3.80 5.60 6.51 6.52 8.00 110.5 42.9
> 1055 e COP 4.60 5.50 5.50 5.77 5.63 25.5 4.9
< 2110 IPLV 4.70 6.15 7.18 6.77 8.59 82.8 39.7
COP 3.70 5.00 5.50 5.77 5.07 56.0 15.4
< 528
IPLV 3.80 5.25 7.82 6.40 8.00 110.5 52.4
> 528 e COP 3.70 5.55 5.50 5.77 5.54 56.0 4.0
Condensação a Água < 1055 IPLV 3.80 5.90 7.82 6.40 8.00 110.5 35.6
(Centrífugo) > 1055 e COP 4.60 6.10 5.86 6.29 6.02 36.7 3.0
< 2110 IPLV 4.70 6.40 8.79 7.40 9.26 97.0 44.7
COP 4.60 6.10 5.96 7.04 6.02 53.1 15.4
> 2110
IPLV 4.70 6.40 8.79 7.40 9.26 97.0 44.7

11

31
Condições AHRI Standard 550/590

IPLV – Integrated Part Load Value

1
IPLV 
 0.01 0.42 0.45 0.12 
 A  B  C  D 

A  COP a 100% de Capacidade


B  COP a 75% de Capacidade
C  COP a 50% de Capacidade
D  COP a 25% de Capacidade

Condições AHRI Standard 550/590


IPLV – Integrated Part Load Value
1
IPLV
 0.01 0.42 0.45 0.12
 A  B  C  D 
Interpretação:
 1% do tempo de operação a 100% de Capacidade
 42% do tempo de operação a 75% de Capacidade
 45% do tempo de operação a 50% de Capacidade
 12% do tempo de operação a 25% de Capacidade
Dados Climáticos - Média ponderada das 29 cidades que totalizaram 80% (em
capacidade) das vendas de Chillers nos EUA, no período de 1967 a 1992.

Maiores detalhes  AHRI Standard 550/590 – Appendix D

12

32
Condições AHRI Standard 550/590
Evaporador
Temperatura de Saída de Todas as
ºF 44 ºC 6.67
Água Gelada Condições
Vazão de Água Gelada gpm/ton 2.4 L/s/kW 0.04305
Fator de Incrustação h.ft².ºF/Btu 0.0001 m².ºC/W 0.000017
Condensador – Água
100% ºF 85 ºC 29.44
Temperatura de Entrada 75% ºF 75 ºC 23.89
de Água de Resfriamento 50% ºF 65 ºC 18.33
25% ºF 65 ºC 18.33
Vazão de Água de
gpm/ton 3 L/s/kW 0.05382
Resfriamento
Fator de Incrustação h.ft².ºF/Btu 0.00025 m².ºC/W 0.000043
Condensador – Ar
100% ºF 95 ºC 35.00
Temperatura de Entrada 75% ºF 80 ºC 26.67
de Ar (Bulbo Seco) 50% ºF 65 ºC 18.33
25% ºF 55 ºC 12.78
Fator de Incrustação h.ft².ºF/Btu 0 m².ºC/W 0

Condições AHRI Standard 550/590


IPLV – Integrated Part Load Value
1
IPLV
 0.01 0.42 0.45 0.12
 A  B  C  D 

Exemplo – Condensador – Água


100% ºF 85 ºC 29.44
Temperatura de Entrada 75% ºF 75 ºC 23.89
de Água de Resfriamento 50% ºF 65 ºC 18.33
25% ºF 65 ºC 18.33

Interpretação:
 1% a 100% de Capacidade com TEAgResf = 29.44ºC
 42% a 75% de Capacidade com TEAgResf = 23.89ºC
 45% a 50% de Capacidade com TEAgResf = 18.33ºC
 12% a 25% de Capacidade com TEAgResf = 18.33ºC

13

33
Condições AHRI Standard 550/590
NPLV – Non Standard Part Load Value
Condições de operação de projeto diferentes do AHRI 550-590
Evaporador
Temperatura de Saída de
ºF 36 a 60 ºC 2.22 a 15.56
Água Gelada
DT de Água Gelada ºF 5 a 20 ºC 2.78 a 11.11
Fator de Incrustação h.ft².ºF/Btu 0 a 0.001 m².ºC/W 0 a 0.00017

Condensador - Água
Temperatura de Entrada de
ºF 55 a 105 ºC 12.78 a 40.56
Água de Resfriamento
Vazão de Água de
gpm/ton 1.0 a 6.0 L/s/kW 0.0179 a 0.1076
Resfriamento
Fator de Incrustação h.ft².ºF/Btu 0 a 0.001 m².ºC/W 0 a 0.00017

Condensador - Ar
Temperatura de Entrada de
ºF 55 a 125 ºC 12.78 a 51.67
Ar (Bulbo Seco)

Condições AHRI Standard 550/590


IPLV – Integrated Part Load Value
1
IPLV
 0.01 0.42 0.45 0.12
 A  B  C  D 
tonsR x horas

Temperatura do Ar Exterior (ºF)

14

34
Condições AHRI Standard 550/590
IPLV – Integrated Part Load Value
Grupo 1 – 24/7 – 0ºF (-17.8ºC) e acima – 24.0%
Grupo 2 – 24/7 – 55ºF (12.8ºC) e acima – 12.2%
Grupo 3 – 12/5 – 0ºF (-17.8ºC) e acima – 32.3%
Grupo 4 – 12/5 – 55ºF (12.8ºC) e acima – 31.5%

Grupo 1 Grupo 2
tonsR x horas

tonsR x horas

Temperatura do Ar Exterior (ºF) Temperatura do Ar Exterior (ºF)

Condições AHRI Standard 550/590

SPLV – System Part Load Value ou


RPLV – Real Part Load Value
Dependerá:
• Localidade do projeto
• Condições de operação de projeto
• Horário de funcionamento do sistema (edifício)
• Quantidade de Chillers em operação
• Lógicas de controle da temperatura de água de
resfriamento
Tudo isso é possível obter desde a fase de projeto, com a
ferramenta da simulação energética do edifício.

15

35
TIPOS DE SISTEMAS DE ÁGUA GELADA
L. Tomaz Cleto

36
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Tipos de Sistemas de Água Gelada


Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Circuito Único – Vazão Constante


Válvulas de 3 Vias
Fan-Coils
Válvulas de 3 Vias

Válvulas de Bloqueio
Motorizadas

Bombas de Água Gelada

Chillers

37
Circuito Único – Vazão Constante
Válvulas de 3 Vias
 Sistema mais simples.
 Controle mínimo.
 Maior consumo de energia no sistema de água gelada.
 Válvulas de 3 Vias precisam ser dimensionadas de maneira
adequada. Evitar superdimensionamento da carga térmica.
 Sistema opera com vazão total sempre.
 É possível variar a vazão de maneira discreta:
 1 Chiller  1 BAG / 2 Chillers  2 BAGs,
 Porém será necessário verificar em campo o desempenho
dos Fan Coils.
 Neste caso será necessário instalar válvulas de bloqueio
motorizadas junto aos Chillers ou montar as BAGs
dedicadas aos Chillers.

Circuito Único – Vazão Constante


Válvulas de 2 Vias + Válvula Pressostática
Fan-Coils
Válvulas de 2 Vias

Válvulas de Bloqueio Válvula


Motorizadas Pressostática

Bombas de Água Gelada

Chillers

38
Circuito Único – Vazão Constante
Válvulas de 2 Vias + Válvula Pressostática

 Sistema mais simples


 Controle mínimo
 Maior consumo de energia no sistema de água gelada
 Válvula de controle do bypass precisa ser dimensionada de
maneira adequada. Evitar superdimensionamento válvula e do
diâmetro do tubo do bypass.
 CAG opera com vazão total sempre.
 É possível variar a vazão de maneira discreta
 1 Chiller  1 BAG / 2 Chillers  2 BAGs,
 Neste caso será necessário instalar válvulas de bloqueio
motorizadas junto aos Chillers ou montar as BAGs
dedicadas aos Chillers.

Circuito Primário – Secundário


Válvulas de 2 Vias / By Pass Livre
Válvulas de 2 Vias

Bombas de Água Gelada Fan-Coils


Circuito Secundário - BAGSs
Vazão Variável
By Pass Livre

Chillers
Bombas de Água Gelada
Circuito Primário - BAGPs
Vazão Constante

39
Circuito Primário – Secundário
Válvulas de 2 Vias / By Pass Livre

 Sistema mais completo


 Ótimo Controle, porém depende do TAB bem feito e da lógica
de controle correta.
 Menor consumo de energia no sistema de água gelada (cerca
de 25% a 30% menor) na análise de consumo anual.
 Bypass é livre e pode ter fluxo nos 2 sentidos.
 Circuito primário opera com variação discreta de vazão
 1 Chiller  1 BAGP / 2 Chillers  2 BAGPs,
 Melhor trabalhar com BAGPs dedicadas aos Chillers.
 Circuito Secundário opera com vazão variável continua, em
função da carga térmica (controle das Válvulas de 2 Vias).
 É muito comum ter vazão excessiva no circuito secundário
(Síndrome de Baixo ∆T).

Circuito Primário Variável


Válvulas de 2 Vias + Válvula de Vazão Mínima
Fan-Coils
Válvulas de 2 Vias

Válvula para Controle de


Válvulas de Bloqueio
Vazão Mínima nos
Motorizadas
Chillers

Bombas de Água Gelada


Vazão Variável - BAGs

Medidores
de Vazão

Chillers

40
Circuito Primário Variável
Válvulas de 2 Vias + Válvula de Vazão Mínima

 Sistema mais completo


 Ótimo Controle, porém depende do TAB bem feito e da lógica
de controle correta.
 Menor consumo de energia no sistema de água gelada (cerca
de 30% a 40% menor) na análise de consumo anual.
 Todo circuito de água gelada (incluindo Chillers) opera com
vazão variável continua, em função da carga térmica (controle
das Válvulas de 2 Vias).
 A função do bypass é de garantir a vazão mínima nos Chillers.
 Não utlizar Válvula do tipo Borboleta para o controle de vazão
mínima no bypass.
 É essencial a utilização de medidores de vazão nos Chillers.

Circuito Primário Variável


Válvulas de 2 Vias + Válvula de Vazão Mínima

 Preferencialmente utilizar sistema com barrilete nos Chillers.


Neste caso, é essencial utilizar válvulas motorizadas
apropriadas.
 Diminui uma das principais causas da vazão excessiva
(Síndrome de Baixo ∆T).
 Sistema fica limitado caso haja múltiplos ramais (prédios, ou
prumadas). Difícil escolher o ramal para controle de vazão das
BAGs.

41
Circuito Único Variável – Bombas  Fan Coils
Válvulas de 2 Vias / Bomba Auxiliar
Válvulas de 2 Vias

Fan-Coils
Bombas de Água Gelada
Principais – BAGMs
Vazão Variável Bombas de Água Gelada
Auxiliares – BAGXs
Controle de Vazão Mínima

Medidores
de Vazão

Válvulas de
Bloqueio
Motorizadas

Chillers

Circuito Único Variável – Bombas  Fan Coils


Válvulas de 2 Vias / Bomba Auxiliar

 Sistema mais completo


 Ótimo Controle, porém depende do TAB bem feito e da lógica
de controle correta.
 Menor consumo de energia no sistema de água gelada (cerca
de 35% a 45% menor) na análise de consumo anual.
 Todo circuito de água gelada (incluindo Chillers) opera com
vazão variável continua, em função da carga térmica (controle
das Válvulas de 2 Vias).
 A função da bomba auxiliar (BAGX) é de garantir a vazão
mínima nos Chillers.
 É essencial a utilização de medidores de vazão nos Chillers.

42
Circuito Único Variável – Bombas  Fan Coils
Válvulas de 2 Vias / Bomba Auxiliar

 Preferencialmente utilizar sistema com barrilete nos Chillers.


Neste caso, é essencial utilizar válvulas motorizadas
apropriadas.
 Diminui uma das principais causas da vazão excessiva
(Síndrome de Baixo ∆T).
 Sistema pode ser facilmente aplicado em caso de múltiplos
ramais (prédios, ou prumadas). Neste caso, cada ramal terá
um conjunto de BAGMs com controle apropriado.

Circuito Único Variável – Bombas  Fan Coils


Múltiplos Ramais Principais

Ramal 01

Ramal 02

Chillers

43
Sistemas com Termoacumulação C

de Gelo Ice Ball Thermal Storage

PRESSURIZED SYSTEM - SERIES - LOAD DOWNSTREAM

Bombas de Água Gelada


CHILLER
Circuito Primário - BAGPs P1

Vazão Constante
Sol. Água + Etileno Glicol CHILLER

P2

M
CHILLER BYPASS

p/ Fan LOAD
Coils M

Válvulas de
STORAGE BYPASS Controle de 3 Vias
M
Bombas de Água Gelada
Circuito Secundário - BAGSs STORAGE
Vazão Variável
Sol. Água + Etileno Glicol
STORAGE
Tanques de
Termoacumulação
STORAGE de Gelo
L
Tanque de
Inventário de
Sol. de Etileno
Glicol

EXPANSION/ TANK DETAIL


INVENTORY TANK

C
San Diego, CA 1995
CONCEPTUAL DESIGN - NO SCALE NOT APPROVED FOR CONSTRUCTION

DG33B95

Sistemas com Termoacumulação


de Gelo Ice Ball Thermal Storage
ATMOSPHERIC SYSTEM - SERIES - LOAD UPSTREAM

CHILLER
P1 Bombas de Água Gelada
Bombas de Água Gelada Circuito Secundário - BAGSs
Circuito Primário - BAGPs CHILLER
Vazão Variável
Vazão Constante P2 V1 M
Água Gelada
V2
Sol. Água + Etileno Glicol

V3 M P3 LOADp/ Fan Coils


V4

BYPASS
V6
Trocador de Calor
Válvulas de
V5 M Intermediário - PHE
Controle de 3 Vias
Água Gelada/ Sol Glicol

STORAGE

Tanques de
Termoacumulação
de Gelo
STORAGE

TANK DETAIL GRID

C
San Diego, CA 1992
CONCEPTUAL DESIGN - NO SCALE NOT APPROVED FOR CONSTRUCTION
DG8H92

44
Sistemas com Termoacumulação
de Gelo
Sistema com Ice Balls Sistema com Serpentinas
Cryogel (USA) / Cristopia (FRA) Calmac - AIRCO (USA)

Sistemas com Termoacumulação


de Gelo

45
Sistemas com Termoacumulação
de Gelo

Sistemas com Termoacumulação


de Gelo

10

46
Sistemas com Termoacumulação
de Água Gelada

Sistemas com Termoacumulação


de Água Gelada

11

47
Sistemas com Termoacumulação
de Água Gelada

Sistemas com Termoacumulação


de Água Gelada

12

48
NOVAS CONCEPÇÕES DE SISTEMAS DE ÁGUA GELADA
L. Tomaz Cleto

49
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Novas Concepções de Sistemas de


Água Gelada
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

50
2

51
3

52
4

53
5

54
Taxa de Fluxo e
Diferença de Temperatura
• Quando a vazão cai 50%, o T duplica
 Até que o controlador do chiller controller
descarregar o chiller, ou…
 Até que, por medida de segurança, o chiller pode até
desligar por baixa temperatura.

55
Mudanças na Taxa de Fluxo

• Selecione válvulas de bloqueio motorizadas que abram em


pelo menos 2 minutos;
• Selecione chillers que reajam rapidamente a mudanças na
taxa de fluxo;
• Pergunte ao fabricante:
– “Quando ocorre mudanças na taxa de fluxo, o que
acontece com …”
 Temperatura de água de fornecimento do Chiller?
 A velocidade do “drive” de velocidade variável – se ele existir?

56
Controle de Vazão Mínima

• Vazão mínima do chiller.


• Análise da entrada em operação do próximo chiller.
• Variação máxima de carga (vazão) do chiller por minuto.
• Utilizar válvula de controle de vazão (não utilizar válvula
borboleta).
• Utilizar medidores de vazão do tipo magnético tubular
ou pressão diferencial (DP mínimo deve ser analisado).
• Selecionar chillers preferencialmente com vazão mínima
menor que 0.4 da vazão máxima.
• O projetista deve detalhar rigorosamente a lógica do
sistema de automação, prevendo cada condição de
operação possível.

Controle de Vazão Mínima


• Limites (consulte o fabricante)
 Fluxos Absolutos – Mínimo e máximo
 Alterações na Taxa de Fluxo
• 2% do fluxo projetado por minuto
não é bom o suficiente
• 10% do fluxo projetado por minuto
no limite “borderline”
• 30% do fluxo projetado por minuto
bom para a maioria das aplicações de conforto
• 50% do fluxo projetado por minuto
melhor relação
• Bypass com válvula de controle – sempre necessário no
arranjo VPF.

57
Circuito Único Variável
Bombas  Fan Coils  Chillers

Circuito Único Variável


Bombas  Fan Coils  Chillers

DP

Bombas Principais
Vazão Variável

DP
Min.

58
Circuito Único Variável
Bombas  Fan Coils  Chillers

DP

Bombas Principais
Vazão Variável

DP
Vazão
Minima

10

59
Circuito Único Variável
Bombas  Fan Coils  Chillers

Bombas Principais
Vazão Variável

11

60
Resumo Comparativo

PRIMÁRIO + PRIMÁRIO CIRC. ÚNICO+


SECUNDÁRIO VARIÁVEL BOMBA AUX.

1 por Chiller + 1 Operante +


Bombas Primárias Nenhuma
1 Reserva 1 Reserva
Selecionadas para Selecionadas para
Selecionadas para
perda de pressão perda de pressão
perda de pressão
Bombas de dos Chillers + dos Chillers +
dos Fan Coils +
Distribuição Fan Coils + Fan Coils +
Tubulação +
Tubulação + Tubulação +
Válvulas.
Válvulas. Válvulas.
Válvula de
Bomba Auxiliar.
Sem obstrução. Controle.
Dimensionada
Linha de Dimensionada Dimensionada
para a vazão
By Pass para a vazão do para a vazão
mínima do maior
maior Chiller mínima do maior
Chiller
Chiller

Situação Real
Síndrome de Baixo ∆T

12

61
Caso Real
Primário/ Secundário
Potência
Carga Qtde % Carga Vazão Vazão Hman % Consumo
Total
Térmica URs URs Pri Sec BAGSs Horas/Ano de Energia
(Bombas)

kW m³/h m³/h m.w.c kW % MWh


2000 1 57 503 711 17.0 87.9 2 15.4
2500 1 71 503 852 17.0 97.4 3 25.6
3000 1 86 503 981 17.0 101.3 3 26.6
3500 1 100 503 1101 17.0 140.5 5 61.6
4000 2 57 1006 1247 17.0 146.0 7 89.5
4500 2 64 1006 1389 17.0 153.4 9 121.0
5000 2 71 1006 1528 17.0 161.3 11 155.5
5500 2 79 1006 1664 17.4 172.4 11 166.1
6000 2 86 1006 1798 19.5 195.7 13 222.9
6500 2 93 1006 1930 21.7 221.3 13 252.0
7000 2 100 1006 2059 23.9 280.4 9 221.1
7500 3 71 1509 2180 26.1 307.9 5 134.9
8000 3 76 1509 2298 28.2 337.6 5 147.9
8500 3 81 1509 2414 30.4 366.7 2 64.2
9000 3 86 1509 2527 32.5 398.3 1 34.9
9500 3 90 1509 2637 34.7 432.6 1 37.9
10000 3 95 1509 2745 36.8 468.3 ---
10500 3 100 1509 2850 39.0 411.5 ---

Total 1777

Caso Real
Primário/ Secundário
Circuito Primário/ Secundário
Vazão de Água Gelada - Sistema Atual
3000 11.0
Vazão Total URs - Primário
Vazão Total - Secundários

2500 Vazão Total - Medições 10.0


Temperatura - Alimentação Secundários
Vazão de Água Gelada (m³/h)

2000 9.0
Temperatura (ºC)

1500 8.0

1000 7.0

500 6.0

0 5.0
2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000 11000

Carga Térmica Atual (kW)

13

62
Caso Real
Circuito Único Variável
Vazão de Água Gelada - Sistema Atual vs Circuito Único Variável
3000
Vazão Total URs - Primário
Vazão Total - Secundários
2500 Circ Unico Variavel - DT= 4.0ºC
Circ Unico Variavel - DT= 6.0ºC
Vazão de Água Gelada (m³/h)

2000

1500

1000

500

0
2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000 11000

Carga Térmica Atual (kW)

Caso Real
Circuito Único Variável

Consumo de Energia - Sistema Atual vs Circuito Único Variável


2000
Consumo de Energia - Sistema Atual
1800 Consumo de Energia - Circ Unico Variavel - DT= 4.0ºC
Consumo de Energia - Circ Unico Variavel - DT= 6.0ºC
Consumo de Energia Anual (MWh)

1600

1400

1200

1000

800

600

400

200

0
0.0 1000.0 2000.0 3000.0 4000.0 5000.0 6000.0 7000.0 8000.0 9000.0

Horas-Ano

14

63
Caso Real
Circuito Único Variável

Redução do
DT de Operação no
Consumo de
Circuito Único Variável
Energia
MWh/ano

DT= 4.0ºC 580

DT= 6.0ºC 1106

Vazão Variável no Chillers


Recomendações e Cuidados
• Sistemas com 3 Chillers ou mais.
• Evitar VPF (BAGs  Chiller  Fan Coils) para múltiplos
prédios ou ramais.
• Neste caso utilizar o circuito único variável (BAGMs 
Fan Coils  Chillers) com um conjunto de BAGMs
dedicado a cada ramal (controle dos inversores).
• Neste caso utlizar BAGX ao invés da válvula de by pass.
• Em Sistemas com Tanques de Termoacumulação de
Água Gelada, manter Circuito Primário-Secundário.
• Em Sistemas com Chillers em Série realizar análise de
carga parcial em cada chiller (100% de carga com 50%
da vazão).
• Não deixe na mão da empresa de automação o
desenvolvimento da lógica de controle.

15

64
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Chillers em Série
Leonilton Tomaz Cleto
Manoel Gameiro – Trane
Execução Implementação Realização

Opções de Configuração

• Paralelo • Série
 Afetado pela decisão  Simplifica o controle
por fluxo constante/ da planta;
variável;  T > 8oC;
 Problemas com o  Muito propício para
sequenciamento de Sistemas com vazão
dois Chillers. variável nos Chillers.

16

65
Sistema com Chillers em Paralelo
Vazão Constante e Válvulas de 3 Vias

6.7ºC

12.2ºC

Sistema com Chillers em Paralelo


Vazão Constante - 40% de carga
Desligar um Chiller  Temperatura de Saída Geral se eleva!

6.7ºC

11.7ºC

Off
9.4ºC
11.7ºC

17

66
Sistema com Chillers em Paralelo
Vazão Constante - 40% de carga
Desligar uma Bomba e um Chiller  Diminuição na Vazão Total

6.7°C

Off

Aumento na Vazão 6.7°C


da BAG Operante
~10.0°C

Sistema com Chillers em Paralelo


Vazão Constante - 40% de carga
Alterar o SP do Chiller Operante  Diminuição do COP em até 20%
~9.0°C

4.5°C
Off

6.7°C
~9.0°C

18

67
Desafios para Chillers em Série
Serviços/ manutenção
• Necessário uma linha de Bypass para manobras. Uma
linha pode ser utilizada por ambos os Chillers.
• Chiller Reserva – Isso deveria ser padrão!

Altura Manométrica da Bomba do Chiller


• Pode ser compensado pelo aumento do DT e redução da
vazão no sistema.
• Pode ser compensado pela redução de nr de passes no
lado da água no trocador de calor
• ASHRAE GreenGuide recomenda ΔT entre 7ºC e 11ºC
• Ideal para sistemas com Vazão Variável nos Chillers

Vantagens de Chillers em Série

• Chiller “upstream” é mais eficiente;


• Chillers iguais podem entregar maior
capacidade;
• Simplifica sistemas com Vazão Variável nos
Chillers composto por dois Chillers.
• Chiller Reserva !!!

19

68
Evaporadores em Paralelo
Compressor Parafuso – Condensação a Ar

Diminuição da Vazão e Alteração do SP:

Configuração Te Ts Capacidade kW/ton


(°C) (°C) (ton) Chiller BAGs Total
2 Chillers,
12.2 6.7 394 1.254 0.0399 1.294
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 385 1.269 0.0083 1.277
Paralelo

Reduz capacidade total em 2.3% e melhora a eficiência em 1.4%

Sistema de Bombeamento de
Volume Constante (Chillers em Série)
10.2ºC

5.5ºC
15.0ºC

20

69
Evaporadores em Série
Compressor Parafuso – Condensação a Ar

Te Ts Capacidade kW/ton
Configuração
(°C) (°C) (ton) Chiller BAGs Total

2 Chillers,
12.2 6.7 394 1.254 0.0399 1.294
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 385 1.269 0.0083 1.277
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 403 1.223 0.0171 1.240
Série

Aumenta a capacidade total em 2.3% e melhora a eficiência em 4.4%

Evaporadores em Série
Compressor Centrífugo – Condensação a Água

Te Ts Capacidade kW/ton
Configuração
(°C) (°C) (kW) Chiller BAGs Total

2 Chillers,
12.2 6.7 800 0.572 0.0495 0.621
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 800 0.609 0.0109 0.620
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 800 0.557 0.0347 0.592
Série

Melhora a eficiência em 5.0%

21

70
Efeito do Número de Passes

Eficiência
Nr de Vazão Perda de Carga
do Chiller
Passes (m³/h) (kPa)
(kW/ton)
1 273 14.3 0.633
2 273 115.3 0.603

Evaporadores em Série
Compressor Centrífugo – Condensação a Água

Te Ts Capacidade kW/ton
Configuração
(°C) (°C) (kW) Chiller BAGs Total

2 Chillers,
12.2 6.7 800 0.572 0.0495 0.621
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 800 0.609 0.0109 0.620
Paralelo
2 Chillers,
15.0 5.5 800 0.557 0.0347 0.592
Série
2 Chillers,
15.0 5.5 800 0.567 0.0121 0.579
Série – 1 Passe

Melhora a eficiência em 7.2%

22

71
Chillers em Série
Absorção + Centrífugos
electric
chiller

absorption
chiller

three-way valve

Melhor condição de operação para o Chiller de Absorção


Aumento de Capacidade e Eficiência
Maior estabilidade Operacional

Chillers em Série
Opções de Configuração

• Evaporadores em Série – Condensadores em Paralelo


• Evaporadores em Série – Condensadores em Série
• Série – Série – Contrafluxo

23

72
Chillers Paralelo - Paralelo
35.0°C 27.8°C 35.0ºC 27.8ºC

15ºC 5.5ºC

15ºC 5.5ºC
35.0ºC

29.5ºC 29.5ºC Mesmo “Lift”

5.5ºC 5.5ºC

Chillers Série (Evap) / Paralelo (Cond)

35.0ºC 35.0ºC

27.8ºC 27.8ºC

15.0ºC 10ºC 5.5ºC

35.0ºC

“Lift” do 2º
25.0ºC Estágio é Maior
29.5ºC

Lift Médio = 27.3ºC


10.0ºC

5.5ºC

Redução total de 8.2%

24

73
Chillers Série (Evap) / Paralelo (Cond)

SAT. LIQUID
Chiller
Upstream
Heat Rejection
Pressure

Reduced Lift

Refrigerant Effect
(Capacity) SAT. VAPOR
Chiller
Downstream

Enthalpy

Chillers Série – Série – Contrafluxo

35.0ºC 31.0ºC 27.8ºC

15.0ºC 10.0ºC 5.5ºC

35.0ºC

31.0ºC

25.0ºC
~ Mesmo “Lift”
25.5ºC

Lift Médio = 25.2ºC


10.0ºC

5.5ºC

Redução total de 17%

25

74
Chillers Série – Série – Contrafluxo

SAT. LIQUID
Chiller
Upstream
Heat Rejection

Reduced Lift
Pressure

Reduced Lift

Refrigerant Effect
(Capacity) SAT. VAPOR
Chiller
Downstream

Enthalpy

Vantagens de Chillers em Série


• Simplifica o bombeamento e o sequenciamento dos Chillers
 Sem transições de taxa de fluxo;
 Torna mais simples a operação e controle de sistemas com
vazão variável nos Chillers.
• O Chiller “Upstream” opera a temperaturas altas
 Aumenta a eficiência;
 Aumenta a capacidade (10% ou mais para absorção).
• Simples carregamento preferencial de chillers
 Ajustar o “setpoint” do chiller “upstream”
• Para cima, para descarregar;
• Para baixo para carregar.

26

75
Chillers em Série e Redundância
Múltiplos Chillers no Sistema (> 2) – Quantidade Par

15.0ºC 15ºC

Evaporadores Evaporadores
em Paralelo em Série 10.0ºC

5.5ºC 5.5ºC

Chillers em Série e Redundância


Múltiplos Chillers no Sistema (> 2) – Quantidade Impar

15.0ºC 15ºC

NC
Evaporadores Evaporadores NO
em Paralelo em Série 10.0ºC
NC

5.5ºC 5.5ºC

 O chiller do meio pode operar em modo “upstream” ou “downstream”

27

76
Vantagens de Chillers em Série

• Útil em condensador e evaporador;


• Adaptável em aplicações de substituição da CAG;
• Simplifica sequenciamento de circuitos com vazão
variável nos Chillers;
• Aumenta eficiência do sistema com o mesmo (ou
menor) custo inicial.

Chillers em Série - Instalação


Shopping Rio Mar - Recife/PE
Projeto: Interplan Planejamento Térmico

ALTA MÉDIA BAIXA

Back Up Back Up

28

77
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

RESFRIAMENTO DEDICADO DE AR
EXTERNO (DOAS)
Leonilton Tomaz Cleto
Cristiano Rayer Brasil – Midea Carrier
Execução Implementação Realização

DOAS Significado - AHRI


• DOAS ou “Dedicated Outdoor Air System” é um produto que,
através de condensação a Ar, condensação a Água ou dos
denominados “water sources”, desumidifica 100% do ar
externo para o ponto de orvalho e inclui reaquecimento que
é capaz de aumentar a temperatura de bulbo seco do ar
para a condição projetada para o ambiente. Este ar externo
condicionado é então insuflado direta ou indiretamente no
espaço condicionado. Ele pode pré-condicionar o ar externo
através de “rodas térmicas”, trocadores de calor ou outros
aparatos de transferência de massa e/ou calor.

• Em outras palavras, DOAS é um Sistema Dedicado para Ar


Externo.

29

78
DOAS – Por que DOAS?

• Usando DOAS você pode simplificar o sistema, prover


economia de energia e assegurar os requisitos de taxa de
ventilação a serem atingidos, como especificado no ASHRAE
Standard 62.1 ou maiores.
• Aplicação de Recuperador Total de Energia (ASHRAE 90.1)
• Usado para desacoplar cargas sensíveis/latentes

DOAS

Obs.: A “condição neutra” possui um range de temperatura entre


20ºC – 24ºC e umidade relativa ~60%.

30

79
DOAS

• DOAS não controla a temperatura ou umidade relativa da


zona e também não pode manter a temperatura ou umidade.

• O tratamento do ar externo (renovação) com utilização de


rodas entálpicas, por exemplo, retiram em torno de
60%~65% da carga térmica do ar externo, através da troca
com o ar de expurgo.

DOAS

• Para prevenir resfriamento ou aquecimento em excesso em


uma ou mais zonas, as unidades DOAS, tipicamente,
insuflam ar em uma “condição neutra”, que não afeta
negativamente o espaço condicionado.

Obs.: A “condição neutra” possui um range de temperatura


entre 20ºC – 24ºC e umidade relativa ~60%.

31

80
DOAS - Overview
Projetado para 100% de ar externo no pico da carga

 Sem recirculação de ar da zona condicionada


 Alta capacidade de resfriamento e desumidificação
 Alta capacidade de aquecimento

DOAS – Tipos de Unidades

Sistemas Package
 Resfriamento a Ar ou Água de expansão direta (DX)
 Aquecimento elétrico, gás ou heat pump
 Instalações internas e externas
 Baixa vazão ou pressão estática (<25k m³/h ou 500 Pa)

Air Handling Units


 Resfriamento água gelada ou DX
 Aquecimento elétrico, gás ou água quente
 Instalações internas e externas
 Alta vazão ou pressão estática (>25k m³/h ou 750 Pa)

Ambos produtos facilitam a customização de Sistemas.

32

81
DOAS – Tipos de Unidades

Air Handling Units

DOAS – Aplicação

Controlar a Pressão de uma Edificação


 Repor o ar exaurido da edificação
 Manter o insuflamento ou a temperatura de zonas
 Exemplos de Aplicação
 Cozinhas, banheiros, laboratórios

Sistemas de Ventilação
 Parte de um sistema dedicado de ar externo
 Prover ventilação de uma determinada zona
 Manter a temperature do ar insuflado
 Exemplos de Aplicação
 Salas de aula, salas de hotéis, escritórios, etc…

33

82
DOAS - Overview
Edificações necessitam de ventilação

 Substituir ar de baixa por de alta qualidade


 Repor o ar removido por exaustão
 Diluir ou elimina contaminantes
 Elevar significativamente os níveis de QAI e conforto dos
ocupantes

DOAS – Custo da Qualidade do Ar Interior (QAI)

Ar externo possui uma faixa enorme de condições possíveis:


EXTREMAMENTE QUENTE EXTREMAMENTE ÚMIDO EXTREMAMENTE FRIO

Até 56ºC Bulbo Seco Até 31ºC Ponto de Orvalho Abaixo -60ºC Bulbo Seco

Alto Custo para condicionar o ar externo


 Alto custo de equipamentos (resfriamento/aquecimento/desumidificação)
 Alto custo de energia (resfriamento/aquecimento/desumidificação)
 Minimizar custos somente o mínimo ar necessário

34

83
DOAS – Custo da Qualidade do Ar Interior (QAI)

Como eu vou saber que cada zona está recebendo a correta


quantidade de ar?

Excesso de Ventilação = Pouca de Ventilação =


Desperdício de Energia Baixa QAI

DOAS

Uma unidade DOAS é um tipo de Sistema HVAC


dedicado ao condicionamento e insuflamento de ar
externo.

DOAS provém ventilação acurada para zonas:


 Escolha do tipo de Sistema
 Melhora a QAI
 Melhora o conforto dos ocupantes
 Pode prover menor custo de energia

DOAS (V) + Sistemas Auxiliares (HAC) =


Completo Sistema de HVAC

35

84
Edificação com DOAS

Sistema Dedicado de Ar Externo.


 Unidade de 100% de ar externo e Sistema de Distribuição
 Condiciona e Insufla o Ar

Unidades de Resfriamento & Aquecimento Auxiliares.


 Somente Refriamento ou Refriamento/Aquecimento de zonas
 Mantém as condições das zonas
 Exemplo de Unidades:
 VRF, RTU, Splitão, AHU, Vigas Frias

DOAS – APLICAÇÃO

Sistema de resfriamento Auxiliar (AHU)

36

85
DOAS – APLICAÇÃO
VANTAGENS DESVANTAGENS
 Assegura que somente a  Medição e balanceamento é mais
quantidade exata de ar externo é difícil em relação ao ar externo
direcionado a cada AHU, uma vez insuflado diretamente na zona
que, o ar externo é dutado através de difusores.
diretamente ao AHU;  Se o sistema DOAS opera durante
 Garante que a quantidade correta períodos sem ocupação, os
de ar externo é insuflado na zona; ventiladores precisarão operar
 Evita custos extras para instalação também;
de dutos adicionais e difusores.  Necessária a fabricação de um
plenum em campo para fazer a
mistura do ar externo com o ar de
retorno.

DOAS – APLICAÇÃO
VANTAGENS DESVANTAGENS
 Facilita a medição e  Necessita de instalação adicional
balanceamento da vazão de ar, de dutos e difusores, as vezes,
assegurando que a quantidade vários difusores para um correto
exata de ar insufle em cada zona; insuflamento do ar externo;
 Permite que o sistema DOAS fique
ligado durante o período sem
ocupação;
 O AHU não precisa permanecer
ligado em períodos sem ocupação;

37

86
DOAS – ÁGUA GELADA
CHILLERS DEDICADOS
BAGP
 Dois chillers independentes

 Dois setpoints diferentes


12,2ºC
 Maior eficiência do chiller do loop ACB

 Possibilidade de downsize do chiller do 5,5ºC


loop ABC sem redução da capacidade
BAGP
 Custo inicial maior devido a utilização
de múltiplos chillers ACTIVE
CHILLED
BEAM

16,6ºC

13,3ºC

DOAS – ÁGUA GELADA


CHILLERS/TROCADORES COMUNS

 Somente um chiller no loop


 Não permite elevar temperatura de água gelada
 Não há ganho de eficiência no chiller
 Não possibilita o downsize do chiller
 Necessária instalar válvula reguladora no trocador de calor
 Menor custo inicial com chillers, mas necessário uma boa lógica de
controle e adicionar outros periféricos

38

87
DOAS – ÁGUA GELADA
CHILLERS TRADICIONAL/ DOAS DESACOPLADA

 DOAS desacoplada do loop do chiller


 Permite trabalhar com elevada temperatura de água gelada
 Ganho de eficiência no chiller
 Possibilita o downsize do chiller do loop ABC sem redução da capacidade

16,6ºC

13,3ºC

DOAS – ÁGUA GELADA


INSTALAÇÃO SÉRIE CONTRA-FLUXO

ACTIVE
CHILLED
BEAM

39

88
DOAS – ÁGUA GELADA
INSTALAÇÃO SÉRIE/PARALELO

Shopping Rio Mar


Local: Recife/PE
Projeto: Interplan Planejamento Térmico

Projeto Inovador
Aproveitamento da luz natural
Piso Radiantes
Tetos Radiantes
Condensação de Água reaproveitada
 (8) chillers 19XR totalizando 5.500TR

Resultado:
Redução de 20% a 30% de Energia Elétrica
Redução de 25% de água de reposição nas Torres

DOAS – ÁGUA GELADA


INSTALAÇÃO SÉRIE/PARALELO
• Shopping Rio Mar
Alta Temperatura Média Temperatura Baixa Temperatura
Entrada 18,5ºC 14,0ºC 10,0ºC
Água Gelada Saída 14,0ºC 10,0ºC 4,0ºC
Vazão 615m³/h 388m³/h
Entrada 30,0ºC 30,0ºC 30,0ºC
Água de Condensação Saída 36,5ºC 36,5ºC 36,5ºC
Vazão 484,0m³/h 433m³/h 424m³/h
COP Mínimo 7,6 6,8 5,5
Capacidade 920TR 810TR 770TR

40

89
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS DE ÁGUA GELADA EXISTENTES
L. Tomaz Cleto

90
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Eficiência Energética em Sistemas


de Água Gelada Existentes
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Circuito Primário – Secundário


Válvulas de 2 Vias / By Pass Livre
Válvulas de 2 Vias

Bombas de Água Gelada Fan-Coils


Circuito Secundário - BAGSs
Vazão Variável
By Pass Livre

Chillers
Bombas de Água Gelada
Circuito Primário - BAGPs
Vazão Constante

91
Sistema Existente
Condições Reais Máximas da CAG

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Equipamento Potência COP %W kW/ton
kW
Chillers 1027 4.451 77.9 0.790
BAGPs 65 70.323 4.9 0.050
BAGSs 83 55.072 6.3 0.064
BACs 95 48.116 7.2 0.073
Torres (Ventiladores) 49 93.286 3.7 0.038
Total 1319 3.466 1.015

Consumo de Energia
3087 MWh
Anual Estimado

Sistema Existente
Apenas Substituição dos Chillers

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Equipamento Potência COP %W kW/ton
kW
Chillers 773 5.913 84.7 0.595
BAGPs 65 70.323 7.1 0.050
BAGSs 83 55.072 9.1 0.064
BACs 95 48.116 10.4 0.073
Torres (Ventiladores) 49 93.286 5.4 0.038
Total 1065 3.815 0.922

Consumo de Energia
2492 MWh
Anual Estimado

Potência Consumo Energia


(kW) (MWh)
Reduções 254 (19%) 595 (19%)

92
Sistema Existente
Substituição dos Chillers e Otimização da CAG

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Equipamento Potência COP %W kW/ton
kW
Chillers 773 5.913 84.7 0.595
BAGPs 0 0 0 0
BAGSs 65 70.323 7.1 0.050
BACs 59 77.475 6.5 0.045
Torres (Ventiladores) 33 138.515 3.6 0.025
Total 930 4.915 0.716

Consumo de Energia
1775 MWh
Anual Estimado

Potência Consumo Energia


(kW) (MWh)
Reduções +135 (13%) +717 (29%)

Sistema Existente
Substituição dos Chillers e Otimização da CAG

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Subst. Chillers +
Condição Inicial Subst. Chillers
Otimiz. CAG
Redução Redução
Potência Potência Potência
(Inicial) (Inicial)
kW kW % kW %
Chillers 1027 773 -24.7 773 -24.7
BAGPs 65 65 0.0 0 -100.0
BAGSs 83 83 0.0 65 -21.7
BACs 95 95 0.0 59 -37.9
Torres (Ventiladores) 49 49 0.0 33 -32.7
PotênciaTotal 1319 1065 -19.3 930 -29.5

MWh MWh % MWh %


Consumo de Energia 3087 2492 -19.3 1775 -42.5

93
Sistema Existente
Substituição dos Chillers e Otimização da CAG

Otimização de CAG
1400

Torres
1200
BACs
Potência Total (kW)

BAGSs
1000
BAGPs

800
Chillers

600

400

200

Inicial Subst. Chillers Subst. Chillers +


Otimiz. CAG

Desempenho do Chiller
Situação Inicial

Central de Água Gelada


Chiller - UR-01 - Eficiência Energética
1.4
Eficiência Energética - EER (kW/ton)

1.2

1.0

0.8

0.6

0.4

0.2

0.0
08:00 10:00 12:00 14:00 16:00 18:00 20:00

22/10 - Hora (hh:mm)

94
Desempenho do Chiller
Após Otimização da CAG
Central de Água Gelada
Chiller - UR-01 - Eficiência Energética
1.4
Eficiência Energética - EER (kW/ton)

1.2

1.0

0.8

0.6

0.4

0.2

0.0
10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

04/12 - Hora (hh:mm)

Fatores que afetam a eficiência


operacional, mesmo em edifícios
com um bom projeto:

• Comissionamento mal executado.


• Alterações no conceito original do projeto.
• Construção com baixa qualidade.
• Componentes baratos e não confiáveis.
• Controles programados de forma ineficiente ou incorreta.
• Operação ruim.
• Usuários ruins (ex: temperatura ambiente = 19ºC).

95
Problemas Comuns nas Instalações:

Partindo da premissa (improvável) de que as


instalações estavam em ótimas condições de
funcionamento quando entregues aos usuários, os
Edifícios não rendem o desempenho esperado
porque...

Problemas Comuns nas Instalações:

Os Edifícios não rendem o desempenho


esperado porque...

 Há Perda de Informações desde o Projeto até a Operação.


 Operadores Recebem Documentação Insuficiente.
 Os Edifícios são mais Complexos (BMS, VFDs, VAVs, etc.).
 Falta de Treinamento à Equipe de Operação.
 Operadores Gastam Mais Tempo “Tentando” Minimizar as
Reclamações.

96
Problemas Comuns nas Instalações:

Os Edifícios não rendem o desempenho


esperado porque...
 Quem instalou o AVAC não foi o mesmo que forneceu o
sistema de controle e o TAB foi contratado junto com a
instalação do AVAC.
 Automação Incompleta quando Comparada com a
Concepção do Projeto :
• Equipamentos Operando Desnecessariamente.
• Chillers não Integrados à Automação.
• Sensores e VAVs Não Aferidos Fisicamente.
• Lógicas Padrões Não Otimizadas Para Aquele Edifício.

Problemas Comuns nas Instalações:

Os Edifícios não rendem o desempenho


esperado porque...
 Alterações Drásticas de “Lay-Out” no Ambiente.
 Alteração da Carga Interna.
 Alteração da Temperatura de “Conforto” (24ºC  19ºC).
 Alteração dos Horários de Operação.
 Alteração de Várias Condições de Operação dos
Equipamentos do Sistema.

97
Qual é o Desempenho Esperado?

Comparação do Desempenho

Desempenho
Expectativa do Projeto
Usuário ???

Qual é o Desempenho a ser Alcançado?

Comparação do Desempenho

Desempenho
Função do
Retro-Comissionamento Projeto

Real / Atual

98
Retro-Comissionamento

É um processo de operação assistida que visa o


resgate das Condições de Projeto do sistema e a
Otimização da Operação de forma a se obter o
melhor desempenho da instalação, não apenas nas
condições de carga máxima, mas principalmente
nas condições reais, dia a dia.

Retro-Comissionamento

Projeto Instalação Start-Up

Retro-Comissionamento

OPERAÇÃO

99
Experiências Recentes com
Sistemas de Água Gelada Existentes
(3 a 7 anos em operação)

2 Data Centers
2 Hospitais
3 Edifícios Comerciais
1 Shopping Center

Resultados Principais

• Desempenho energético do sistema de HVAC,


em média 25% abaixo dos valores de projeto.
• Lógicas de controle incompletas.
• Sistema de automação parcialmente entregue.
• Set points alterados.
• Sistema em funcionamento (muitas horas) fora do
horário de ocupação.
• Sensores mal posicionados/ descalibrados/ invertidos.
• Telas com gráficos de tendência desativadas.

10

100
Resultados Principais

• Tomadas de ar externo fechadas.


• Ventiladores de ar externo desligados.
• Ciclos economizadores inoperantes.
• Chillers com baixa carga de fluido refrigerante.
• Inversores de frequência mal controlados. Motores
operando com 60 Hz desnecessariamente.
• Circuito secundário com vazão superior ao circuito
primário.
• Torres de resfriamento com controle inadequado,
operando com 29.5ºC, mesmo no inverno em SP.

Resultados Principais

• Erros de Projeto.
• Erros de Instalação.
• Empresas de manutenção desconhecem requisitos
de operação e eficiência dos equipamentos.
• Operadores sem treinamento adequado e sem
conhecimento técnico para operar o sistema.
• Operadores desconhecem os Manuais dos Sistemas.
• Reclamações quanto ao conforto térmico.
• Difusores de insuflamento bloqueados.
• Usuários requerem operação manual do ar
condicionado.

11

101
Chillers com Múltiplos Circuitos

Chillers com Múltiplos Circuitos


Set-Point de Água Gelada= 5.5ºC
Entrada - Geral
Chiller com Múltiplos Circuitos Saída - Geral
Chiller 01- Temperatura de Água Gelada
Saída - Módulo 01
10.0 Saída - Módulo 02
Saída - Módulo 03
9.0

8.0
Temperatura (°C)

7.0

6.0

5.0

4.0

3.0

2.0
06:00 08:00 10:00 12:00 14:00 16:00 18:00 20:00 22:00 00:00 02:00 04:00 06:00

23/11/2011 - Hora (hh:mm)

12

102
Chillers com Múltiplos Circuitos

Edifício 02 Temperatura de Entrada no Chiller


Chiller UR-03A Temperatura de Saída do Chiller
Temperatura da Água Gelada Temp. Saída - Circuito 1
14.0
Temp. Saída - Circuito 2
13.0
Temp. Saída - Circuito 4
12.0

11.0
Temperatura (°C)

10.0

9.0

8.0

7.0

6.0

5.0

4.0

3.0
06:00 08:00 10:00 12:00 14:00 16:00 18:00 20:00 22:00 00:00

17/03/2016 - Hora (hh:mm)

Circuito Primário – Erro Típico


BAGP Reserva - Válvulas de Bloqueio Manual
Válvulas de 2 Vias

BAGSs Fan-Coils

By Pass Livre

BAGP-01

BAGP
Chillers
Reserva
Valvulas Manuais
Sempre Abertas
BAGP-02

13

103
CAG - Análise Operacional

CAG - Análise Operacional

14

104
Circuito Primário – Operação Correta
BAGP Reserva - Válvulas de Bloqueio Manual
Válvulas de 2 Vias

BAGSs Fan-Coils

By Pass Livre

BAGP-01

BAGP
Chillers
Reserva
Valvulas Manuais
Sempre Fechadas
BAGP-02

Circuito Primário – Operação Correta


BAGP Reserva - Válvulas de Bloqueio Manual
Válvulas de 2 Vias

BAGSs Fan-Coils

By Pass Livre

BAGP-01

BAGP
Chillers
Reserva
Valvulas
Motorizadas

BAGP-02

15

105
Tanque de Termoacumulação de Água
Gelada – 05:00

Tanque de Termoacumulação de Água


Gelada – 10:30

16

106
Tanque de Termoacumulação de Água
Gelada – 17:30

Tanque de Termoacumulação de Água


Gelada
Vazão de Água Gelada - Circuito Primário/ Secundário
500
Vazão - UR-01
450 Vazão - Circ Secundário - Total
Vazão - Circ Primario - Total
400
Vazão de Água Gelada (m3/h)

350

300

250

200

150

100

50

0
09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

03/07/2013 - Hora (hh:mm)

17

107
Tanque de Termoacumulação de Água
Gelada

Chiller - Tag: UR-01 - Temperatura da Água Gelada


17.0
Temperatura de Entrada no Chiller
16.0
Temperatura de Saída do Chiller
15.0

14.0

13.0
Temperatura (°C)

12.0

11.0

10.0

9.0

8.0

7.0

6.0

5.0
09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

03/07/2013 - Hora (hh:mm)

Tanque de Termoacumulação de Água


Gelada

Chiller - Tag: UR-01 - Carga Parcial

110

100

90

80

70
Part Load (%)

60

50

40

30

20

10

0
09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00
03/07/2013 - Hora (hh:mm)

18

108
Tanque de Termoacumulação de Água
Gelada – 17:00

Sistemas com Tanque de


Termoacumulação de Água Gelada

• Diferencial de Temperatura de projeto no Tanque de


Água Gelada deve ser igual ao do Chiller e dos Fan
Coils – Muito Cuidado no Dimensionamento das
Serpentinas!!!
• Controle de Vazão do Circuito Secundário (BAGSs) 
Utilizar temperatura geral de retorno (entrada tanque)
como elemento de controle alternativo.
• Evitar a operação dos Chillers em carga parcial 
Otimizar operação durante períodos mais amenos,
entre carga e descarga do tanque.

19

109
COMPARAÇÕES ENTRE SISTEMAS DE ÁGUA GELADA E
OUTROS SISTEMAS
L. Tomaz Cleto

110
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Comparações entre Sistemas de Água


Gelada e Outros Sistemas
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Circuito Primário – Secundário


Válvulas de 2 Vias / By Pass Livre
Válvulas de 2 Vias

Bombas de Água Gelada Fan-Coils


Circuito Secundário - BAGSs
Vazão Variável
By Pass Livre

Chillers
Bombas de Água Gelada
Circuito Primário - BAGPs
Vazão Constante

111
Sistema Existente
Condições Reais Máximas da CAG

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Equipamento Potência COP %W kW/ton
kW
Chillers 1027 4.451 77.9 0.790
BAGPs 65 70.323 4.9 0.050
BAGSs 83 55.072 6.3 0.064
BACs 95 48.116 7.2 0.073
Torres (Ventiladores) 49 93.286 3.7 0.038
Total 1319 3.466

Consumo de Energia
3087 MWh
Anual Estimado

Eficiência Energética em
Sistemas de Ar Condicionado
EER EER
Sistema Compressor Total Observações
(kW/ton) (kW/ton)
Roof-Top/
1.30 – 1.40 1.50 – 1.65 Compressor Scroll Hermético.
Self a Ar (10–30 ton)
VRF a Ar (10–40 ton) 1.05 – 1.10 1.20 – 1.40 Compressor Scroll - VFD
VRF a Água (10–40 ton) 0.80 – 0.95 0.95 – 1.15 Compressor Scroll - VFD
Chiller a Ar (150–400 ton) 0.85 – 1.20 1.10 – 1.45 Compressor Parafuso /Scroll
Chiller a Água (150–700 ton) 0.55 – 0.70 0.90 – 1.15 Compressor Parafuso
Chiller a Água (300-4000 ton) 0.45 – 0.60 0.75 – 0.95 Compressor Centrífugo - VFD
Sistema de Termoacumulação
0.65 – 0.75 0.85 – 0.95
de Gelo com Chiller a Água Compressor Parafuso
0.90 – 1.10 1.20 – 1.35
(250 – 3000 ton)
Sistema de Termoacumulação
Compressor Parafuso ou
de Água com Chiller a Água 0.40 – 0.60 0.65 – 0.75
Compressor Centrífugo - VFD
(250 – >10000 ton)

112
Sistemas de Ar Condicionado
VRF

Sistemas de Ar Condicionado
Tipo VRF

113
Sistemas de Ar Condicionado
Tipo VRF

Sistemas de Ar Condicionado
Tipo VRF

114
Sistemas de Ar Condicionado
Tipo VRF

Sistemas de Ar Condicionado
VRF x Água Gelada
Sistema de Fluxo de
Item Descrição Sistema de Água Gelada
Refrigerante Variável
Parcial com limitado controle da
Atende plenamente desde que
1 Conforto Humano umidade, e distribuição limitada do
projetado de forma completa
ar no ambiente

Processos de resfriamento,
De difícil aplicação, devendo ser Atende plenamente desde que
2 aquecimento, umidificação
analisado caso a caso projetado de forma completa
e desumidificação

Parcial - necessita de um sistema Atende plenamente desde que


dedicado de ar externo com projetado de forma completa.
3 Qualidade Interna do Ar resfriamento e desumidificação, Sistemas dedicados de ar
filtragem e distribuição nos externo são sempre
pavimentos recomendáveis

4 Custo Inicial 10% a 15% mais caro

Melhor para condensação a água 0.75 kW/ton a 0.95 kW/ton


5 Custo Operacional com 1.00 kW/ton e pior para (Centrífuga + Bombas + Torres +
condensação a ar com 1.25 kW/ton Fan-Coils)

115
Sistemas de Ar Condicionado
VRF x Água Gelada
Sistema de Fluxo de
Item Descrição Sistema de Água Gelada
Refrigerante Variável
Bom desempenho para
Distância são vencidas no
Capacidade de distâncias de até 100 m. Acima
6 projeto da tubulação e seleção
refrigeração de 100 m a redução de
da bomba
capacidade é significativa

Não é simples. Poderá ser Fácil de ser atingido com a


Aumento da capacidade
7 necessário novas linhas e nova seleção da serpentina e
de refrigeração
acréscimo de equipamentos da válvula de controle
Operação em carga
8 Bom desempenho e controle Bom desempenho e controle
parcial

Excelente controle, permitindo Controle limitado sobre a


Controle dos custos
9 uma redução do custo de CAG. Controle somente do
operacionais
operação Condicionador da própria sala

Compatibilidade com
Parcial. O projeto deverá ser
10 Normas e Totalmente compatível
feito considerando as restrições
Recomendações

Sistemas de Ar Condicionado
VRF x Água Gelada
Sistema de Fluxo de
Item Descrição Sistema de Água Gelada
Refrigerante Variável
Gerenciamento do Parcial. O projeto deverá ser feito
11 Simples de ser feito
refrigerante considerando as restrições

Novos sistemas com cargas


12 Carga de Refrigerante 4 a 5 vezes maior
muito reduzidas

Simples através das mais Não é simples para o usuário.


diferentes interfaces desde um Poderá ser feito a partir de um
13 Operação pelo usuário
termostato com controle a um termostato com liga/desliga e
computador rotações a até um computador

Elevada devido a quantidade


Reduzida - menor quantidade
14 Possibilidade de pane excessiva de componentes e
de componentes e partes
partes.
15 Tempo de vida Até 15 anos Até 25 anos

Mais simples - basta falar de


Deve-se tomar cuidado para
consumo, simplicidade de
16 Estratégia de vendas não cansar o cliente com muita
operação e controle total do
informação técnica
sistema

116
Exemplo de um Edifício Comercial

• Altura total: 161 m


• Total de Pavimentos: 33
• Área de piso do Pavimento: 2100 m2
• Demanda Elétrica: 5.4 MW
• Carga de Térmica de Resfriamento: 9850 kW (2800 ton)
• Projetado para água gelada  Alterado para VRF

Exemplo de Edifício Comercial

• Unidades Condensadoras
– Na laje Superior – 32
– No piso Térreo – 30
• Em cada metade de Pavimento
– Unidades internas
• 14 de 14 kW (4 ton)
• 1 de 3.2 kW (0,9 ton)
– Unidade externa
• 1 de 148 kW (42 ton)
• 54 hp

117
Exemplo de Edifício Comercial

• Linhas de refrigerante
– Distância vertical – 50 m
– Comprimento médio total de 180 m
• Condensação a água
– TBU: 24ºC
– Água de Resfriamento: 30ºC
• Condensação a ar
– TBS: 33ºC

Como Obter a Atenção do Cliente

• Diga somente o que o cliente irá entender!


• Consumo de energia é menor.
• O usuário controla o sistema.
• Relatórios técnicos detalhados não produzem
resultado.
• A mensagem a ser usada deve ser direta e
simples.

118
Como Obter a Atenção do Cliente

• Não fale sobre


– Carga térmica e o seu perfil
– COP ou Relação kw/ton
– Consumo de energia relacionada com a
carga térmica

• Fale sobre:
– Contas de energia elétrica
– Consumo de energia elétrica por área (W/m²
ou kWh/m²) de instalações semelhantes.

Como Obter a Atenção do Cliente


• Carga Térmica é uma hipótese
– Transmissão, insolação
– Pessoas e equipamentos
– Ar externo

• Contas de Energia
– São reais e pagas todo mês

Além disso:
• VRF oferece o controle completo do sistema nas
suas mãos.
• É uma tecnologia atual.

119
Linha de Líquido

Diagrama P&h do
• Não há problema refrigerante
Pressão
• Máxima perda de MPa
Perda de pressão total
capacidade é de 2%
• O diferencial total de Perda de pressão linha de líquido
pressão entre a linha de Condensado
r
líquido e após a válvula
de expansão é igual a Compresso
soma da perda de r

pressão mais a perda de Evaporador


pressão na válvula de
expansão
Entalpia kJ/kg
• A entalpia é a mesma Efeito de
• É necessário o uso de Perda de pressão na
refrigeração
válvula de expansão válvula de expansão

eletrônica

Linha de Sucção
• É uma limitação Diagrama P&h do
Refrigerante
• Máxima perda de capacidade
é de 25%
Pressão
• A pressão de sucção é MPa Perda de pressão na
mantida constante linha de líquido+
válvula de expansão
• A pressão no evaporador é a
pressão de sucção mais a Condensado
perda de pressão r

• A pressão de evaporação Evaporador Compresso


será maior r
– Reduzindo a capacidade
de remoção do calor
latente Enthalpia kJ/kg
– Não há problema de Perda de
remoção do calor sensível Efeito de
pressão na refrigeração
• É recomendado um sistema linha de sucção
dedicado de tratamento do ar
externo, para controlar o calor
latente

10

120
Linha de Sucção

Diameter Suction Line - Equivalent length


kW pol mm 20 40 60 80 100 120 140 160 180
Refrigerant Charge kg 1 5/8 42 1,01 2,02 3,04 4,05 5,06 6,07 7,08 8,10 9,11
Cooling Capacity Tr Pressure Drop in ºC – saturated temperature equivalent
70,32 20 1 5/8 42 0,28 0,55 0,83 1,10 1,38 1,66 1,93 2,21 2,48
87,90 25 1 5/8 42 0,41 0,82 1,24 1,65 2,06 2,47 2,89 3,30 3,71
105,48 30 1 5/8 42 0,57 1,14 1,72 2,29 2,86 3,43 4,01 4,58 5,15
123,06 35 1 5/8 42 0,76 1,51 2,27 3,02 3,78 4,53 5,29 6,04 6,80
140,64 40 1 5/8 42 0,96 1,92 2,88 3,84 4,80 5,76 6,72 7,68 8,65

A – Perda de pressão na linha de sucção em ºC equivalentes;


B – Células em azul perda de carga máxima de 2ºC, bom desempenho;
C – Células em amarelo perda de pressão de 2ºC a 3ºC , desempenho aceitável;
D – Células em rosa perda de pressão de 3ºC a 5ºC, desempenho insuficiente quanto ao calor latente;
E – Células em vermelho perda de pressão superior a 5ºC, não aprovado, não há remoção do calor latente nas condições
de conforto
E – Diâmetro da linha de sucção 1 5/8” (42 mm);
F – Para um comprimento máximo equivalente de 180 m a redução de capacidade será de 25% do valor nominal;
G – Para o sistema atingir um desempenho aceitável o comprimento da linha de sucção máximo será de 100 m;

ABNT NBR 16069:2010


Segurança em Sistemas Frigoríficos

• Detetor de vazamento de refrigerante – Onde?


• Ventilação mecânica – Onde?
• Limite da quantidade de refrigerante – Cálculo!
• Declaração de ensaio e responsável

11

121
Standard 62.1-2013 – Ventilation for
Acceptable Indoor Air Quality

• O grau de filtragem mínimo é MERV 6 (G3 ABNT)


– Unidades internas são normalmente
equipadas com MERV 2
• MERV 6 ou superior é especial

• DOAS – É obrigatório um sistema dedicado de


tratamento do ar externo

Qualidade Interna do Ar

Rotor do ventilador de um evaporador Highwall após 2 anos de operação

12

122
Qualidade Interna do Ar

Rotor do
ventilador
de um
evaporador
Highwall
após 2 anos
de
operação

Unidades Internas sem Dutos

• É um bom equipamento de refrigeração do ar.


• Não é um equipamento de condicionamento de ar
completo.
• Não importa se é para expansão direta ou água
gelada.

13

123
Conclusão

• A principal diferença está na unidade interna


empregada e no risco da tubulação de refrigerante.
• High wall hidrônico é tão limitado quanto o de
expansão direta.
• Vazamento de refrigerante em acidente ou em
reparos

Conclusão - Desvantagens

• Maior custo inicial


• Filtros de baixa eficiência
• Distribuição de ar inadequada
• Reduzido controle da umidade
• Muitos itens
• Problemas com PMOC

14

124
PROJETOS EFICIENTES COM SISTEMAS DE ÁGUA GELADA
L. Tomaz Cleto

125
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Projetos Eficientes com


Sistemas de Água Gelada
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Distribuição de Custo de um Edifício


ao longo da sua Vida Útil

Fonte: Steve Tom, PhD, PE – Ecolibrium – 04/2009

126
Soluções para Economia do Consumo de
Energia em Sistemas de Ar Condicionado
NO VERÃO
 Eliminar os Filtros de Ar – 5% a 7%.
 Aumentar a temp. de água gelada (2ºC a 4ºC) – 6% a 12%.
 Desligar o fornecimento de Ar Externo – 15% a 25%.
 Desligar um (ou mais) Chillers – 25% a 40%.
 Desligar Chillers, Bombas e Torres (só Ventilação) – 85% a 90%.
 Desligar todo Sistema de Ar Condicionado – 100%.

Distribuição de Custo Real de um Edifício


ao longo da sua Vida Útil

Fonte: Steve Tom, PhD, PE – Ecolibrium – 04/2009

127
Soluções para Economia do Consumo de
Energia em Sistemas de Ar Condicionado
NO VERÃO

 Eliminar os Filtros de Ar – 5% a 7%.


 Aumentar a temp. de água gelada (2ºC a 4ºC) – 6% a 12%.
 Desligar o fornecimento de Ar Externo – 15% a 25%.
 Desligar um (ou mais) Chillers – 25% a 40%.
 Desligar Chillers, Bombas e Torres (só Ventilação) – 85% a 90%.
 Desligar todo Sistema de Ar Condicionado – 100%.

QUALQUER MEDIDA DE ECONOMIA QUE


DIMINUA O CONFORTO (PRODUTIVIDADE)
DOS USUÁRIOS É INVIÁVEL!

No Mundo Real...

UM EDIFÍCIO PODE NASCER BOM


E SE TORNAR RUIM OU PODE JÁ
NASCER RUIM.

128
Fatores REAIS não considerados
nas fases de projeto e construção

• Sistema com muitas limitações para manutenção.


• Sistema de operação difícil, com falta de elementos de
controle e regulagem no campo.
• Equipamento ruim/ Projeto ruim.
• Superdimensionamento de equipamentos e sistemas.
• Sensores mal instalados/ descalibrados.
• Zoneamento ruim.

Conforto Térmico – ASHRAE 55

PBR-CET
AC-Std
Prop-Sust
VRF-Std

129
Conforto Térmico

AC STD (24ºC/50%)  PBR-CET (22ºC/50%)


• Vazão de Ar – Fan-Coil: 14%

• Carga Térmica - Ar Externo: 50%

• Carga Térmica da Sala: 18%

• Capacidade da Serpentina: 23%

• Temperatura de Insuflação: 13.0ºC  10.7ºC

• COP CHILLER = 6.15  5.85 5%

Conforto Térmico

AC STD (24ºC/50%)  Prop-Sust (25ºC/55%)


• Vazão de Ar – Fan-Coil: 16%

• Carga Térmica - Ar Externo: 15%

• Carga Térmica da Sala: 7%

• Capacidade da Serpentina: 9%

• Temperatura de Insuflação: 13.0ºC  15.0ºC

• COP CHILLER = 6.15  6.20 2%

130
Conforto Térmico

AC STD (24ºC/50%)  VRF-STD (24ºC/65%)


• Vazão de Ar – Fan-Coil: 17%

• Carga Térmica - Ar Externo: 18%

• Carga Térmica da Sala: 16%

• Capacidade da Serpentina: 17%

• Temperatura de Insuflação: 13.0ºC  16.7ºC

• COP CHILLER = 6.15  6.90 12%

Conforto Térmico

Análise do Índice de Conforto Térmico:

http://comfort.cbe.berkeley.edu/

131
Simulação - Caso 01
Projeto de Laje Corporativa – SP

• CAG – Condensação à água


• Pré-resfriamento com roda entálpica.
• Cargas - 69% Sensível/ 31% Latente (Simulação)
• Setpoint Ambiente = 23°C +/- 1°C
• Temp. na saída da serpentina = 11.1°C
• UR - Zonas Térmicas - Inverno = 45% / Verão = 50%
(Simulação)
• Carga Térmica - Simulação = 2077 ton (33.7 m²/ton)
• Carga Térmica - Projetista = 3550 ton (19.7 m²/ton)

Simulação - Caso 02
Projeto de Laje Corporativa – SP

• VRF – Condensação à água


• Roda entálpica.
• Cargas - 73% Sensível/ 27% Latente (Simulação)
• Setpoint Ambiente = 24°C +/- 1°C
• Temp. na saída da serpentina – VRF = 17.3°C
• Temp. na saída da roda entálpica = 28.0°C
• UR - Zonas Térmicas - Inverno = 50% / Verão = 67%
• Carga Térmica – Simulação = 1043 ton (39.3 m²/ton)
• Carga Térmica – Projetista = 2000 ton (20.5 m²/ton)
• Capacidade VRF = 2560 ton (16 m²/ton)

132
Análise Comparativa
Simulação x Default
Simulação - 31 m²/ton Default - 20m²/ton
Área Climatizada m² 36000 36000
Qtde Pav 25 25
Carga Térmica Total ton 1161 1800
Carga Térmica/Pav. ton 46 72
Capacidade Total - CAG ton 1600 1800
Qtde Chillers 3x 400 ton + 1 Reserva 3x 600 ton
DOAS Sim Sim
DOAS + Chiller Dedicado Sim Não
Chillers em Serie Sim Não
SP Chillers Normais ºC 13.0 / 10.0 6.7
SP Chiller DOAS ºC 5.0 6.7
Condicionadores de Ar Vigas Frias+Fan-Coils Fan-Coils
Referência - Eficiência ASHRAE 90.1-2013 ASHRAE 90.1-2013
COP Instalação 5.19 3.91
Eficiência kW/ton 0.677 0.900

Análise Comparativa
Simulação x Default
Aumento em Bombas de Água Gelada
100 Motores dos Ventiladores
Iluminação
Deslocamento de Ar
Demais Cargas
80

Total = 61.5
60

40
Chillers - 61.5%

Chillers - 49.7%
20

0
Sistemas Convencionais DOAS e Vigas Frias

Base de Estudo: ASHRAE Journal

133
Novas Referências
(Conforto em Escritórios)
Tradicional Novo
Setpoint Ambiente ºC 24.0ºC (Clo 1.0) 25.0ºC (Clo 0.61)
Umidade Relativa % 50% (Clo 1.0) 55% (Clo 0.61)
Temperatura de
ºC 11ºC a 13ºC 13ºC a 15ºC
Insuflação
Temperatura de Água
ºC 12.2ºC  6.7ºC 15ºC  7.0ºC
Gelada
Vazão de Água Gelada L/s/kW 0.04305 (2.4 gpm/ton) 0.0300
Temperatura de Água de
ºC 29.5ºC  35.0ºC Max.TBUASHRAE-Ref + 4.0ºC
Resfriamento
Temperatura de Bulbo Max.TBUASHRAE-Ref 0.4%
ºC 24.0ºC (São Paulo)
Úmido do Ar Externo (São Paulo= 23.2ºC)
Vazão de Água de
L/s/kW 0.05382 (3.0 gpm/ton) 0.0400
Resfriamento
Altura Manométrica
m.c.a. 25 0.0
BAGPs
Altura Manométrica BAGMs  Cálculo
m.c.a. 35 a 40
BAGSs (Real Típico: 21 a 25 m.c.a.)
Altura Manométrica Cálculo
m.c.a. 25 a 30
BACs (Real Típico: 15 a 19 m.c.a.)

Referências Tradicionais

Capacidade Total 4571 kW 1300 ton


Potência
Equipamento COP %W kW/ton
(kW)
Chillers 780 5.861 85.4 0.600
BAGPs 65 62.508 7.1 0.056
BAGSs 83 48.952 9.1 0.072
BACs 95 42.768 10.4 0.082
Torres (Ventiladores) 33 123.121 3.6 0.029
Fan Coils (Ventiladores) 173 23.486 18.9 0.150
Ar Externo (Ventiladores) 30 135.433 3.3 0.026
Total 1259 3.631 0.969

Consumo de Energia
2401 MWh
Anual Estimado

134
Novas Referências

Capacidade Total 4160 kW 1183 ton


Potência
Equipamento COP %W kW/ton
(kW)
Chillers 702 5.929 65.9 0.593
BAGPs 0 0 0.0 0
BAGSs 46 99.370 4.3 0.035
BACs 35 130.600 3.3 0.027
Torres (Ventiladores) 33 138.515 3.1 0.025
Fan Coils (Ventiladores) 133 30.501 14.6 0.115
Ar Externo (Ventiladores) 30 135.433 3.3 0.026
Total 979 4.250 0.828

Consumo de Energia
1867 MWh
Anual Estimado

Reduções Potencia 280 kW Consumo 535 MWh 22.5%

Novas Referências

Tradicional vs Novas Referências


1400

Ar Externo
1200 Fan Coils
Torres
Potência Total (kW)

1000 BACs
BAGSs
800 BAGPs
Chillers

600

400

200

Tradicional Novas Referências

10

135
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS DE SISTEMAS DE ÁGUA
GELADA EFICIENTES
L. TOMAZ CLETO

136
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Benefícios Econômicos de Sistemas


de Água Gelada Eficientes
Leonilton Tomaz Cleto

Execução Implementação Realização

Análise Comparativa
Simulação x Default
Simulação - 31 m²/ton Default - 20m²/ton
Área Climatizada m² 36000 36000
Qtde Pav 25 25
Carga Térmica Total ton 1161 1800
Carga Térmica/Pav. ton 46 72
Capacidade Total - CAG ton 1600 1800
Qtde Chillers 3x 400 ton + 1 Reserva 3x 600 ton
DOAS Sim Sim
DOAS + Chiller Dedicado Sim Não
Chillers em Serie Sim Não
SP Chillers Normais ºC 13.0 / 10.0 6.7
SP Chiller DOAS ºC 5.0 6.7
Condicionadores de Ar Vigas Frias+Fan-Coils Fan-Coils
Referência - Eficiência ASHRAE 90.1-2013 ASHRAE 90.1-2013
COP Instalação 5.19 3.91
Eficiência kW/ton 0.677 0.900

137
Análise Comparativa
Simulação x Default
Simulação - 31 m²/ton Default - 20m²/ton
Carga Térmica Total ton 1161 1800
Custo Instalação HVAC R$/ton 10.000,00 8.000,00
Custo Instalação HVAC R$ 11.610.000,00 14.400.000,00
-2.790.000,00 (19%)
Custo Condicionadores R$ 874.000,00 900.000,00
3.070.000,00
Custo Chillers R$ 3.450.000,00
(1 Reserva)
Custo Bombas + Torres R$ 581.000,00 1.440.000,00

Custo Total
R$ 4.525.000,00 5.790.000,00
Equipamentos Principais
-1.265.000,00 (22%)

Análise Comparativa
Simulação x Default

Simulação - 31 m²/ton Default - 20m²/ton


Carga Térmica Total ton 1161 1800
Qtde Chillers 3x 400 ton + 1 Reserva 3x 600 ton
COP Instalação kW/kW 5.19 3.91
Eficiência kW/ton 0.677 0.900
Consumo de Energia
MWh 2491 3308
Anual Estimado
Custo Anual - Energia R$/ano 1.370.000,00 1.820.000,00
Economias R$/ano 450.000,00 ---

138
Referências Tradicionais vs Novas
Referências Tradicionais
Capacidade Total 4571 kW 1300 ton
COP 3.631 kW/kW 0.969 kW/ton
Potência 1259 kW
Consumo de Energia
2401 MWh
Anual Estimado
Novas Referências
Capacidade Total 4160 kW 1183 ton
COP 4.250 kW/kW 0.828 kW/ton
Potência 979 kW
Consumo de Energia
1867 MWh
Anual Estimado

Reduções Demanda 280 kW Consumo 535 MWh 22.5%


Economias R$ 240.000,00/ano

Análise Comparativa
Tradicional x Novas Referências
Carga Térmica Total ton 1183 1300
Custo Instalação HVAC R$/ton 8.000,00 8.000,00
Custo Instalação HVAC R$ 9.465.000,00 10.400.000,00
-935.000,00 (9%)
Custo Condicionadores R$ 710.000,00 845.000,00
Custo Chillers R$ 2.250.000,00 2.500.000,00
Custo Bombas + Torres R$ 750.000,00 1.000.000,00

Custo Total
R$ 3.710.000,00 4.345.000,00
Equipamentos Principais
-635.000,00 (15%)

139
Distribuição de Custo de um Edifício
ao longo da sua Vida Útil

Fonte: Steve Tom, PhD, PE – Ecolibrium – 04/2009

Distribuição de Custo Real de um Edifício


ao longo da sua Vida Útil

Fonte: Steve Tom, PhD, PE – Ecolibrium – 04/2009

140
Custo por m2/Ano
• Energia Elétrica: US$ 25.00
• Manutenção: US$ 30.00
• Produtividade: US$ 4500.00
2% no Aumento da Produtividade : US$ 90,00

Considerações sobre Custos e Produtividade:


Qual o Resultado se busca?

1% a 2% de melhoria na produtividade dos usuários


(5-9 min/dia) paga:
 os custos totais mensais de energia e manutenção.
 em 6 meses os custos totais de um projeto de HVAC bem
feito (considerando 2x o custo do projeto “Feijão com Arroz”).
 em 1 ano os custos totais da diferença na execução do
sistema de HVAC bem feito.
 em 3 meses os custos totais da diferença de um sistema de
automação completo e otimizado para o HVAC.

141
Ar Condicionado não é Eficiência

142
CONTROLE E MONITORAMENTO PARA AUTOMAÇÃO DE
SISTEMA DE ÁGUA GELADA
L. TOMAZ CLETO

143
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers
Controles e Monitoramento
para Automação de Sistemas
de Água Gelada
Leonilton Tomaz Cleto
Execução Implementação Realização

Baixo Desempenho dos Sistemas


de Ar Condicionado

Sistemas de controle e monitoramento mal


aplicados, com lógicas incompletas, sem
instrumentação de campo apropriada e muitas
vezes mal instalada, além de equipes de
operação sem qualificação são as principais
causas do baixo desempenho de um sistema de
ar condicionado de alta eficiência.

144
Fluxograma de Engenharia
Chillers

Fluxograma de Engenharia
BAGSs/ BAGMs

145
Esquema de Controle
Fan Coils/ Ambiente

Esquema de Controle
Caixas de VAV

146
Esquema de Controle
Caixas de VAV

Lógica de Operação – Chillers

SEQUÊNCIA DE OPERAÇÃO DOS CHILLERS – MODO DE OPERAÇÃO AUTOMÁTICO

No modo de operação automático, todo sistema pode operar sobre controle da automação. A
seguir o descritivo das rotinas de operação:

REQUISITOS PRELIMINARES PARA A OPERAÇÃO DO SISTEMA:


• Deverá ser estabelecida uma sequência de partida dos Grupos dos Chillers (URs) que
envolve os seguintes componentes:
1 Chiller - UR
1 BAGP (dedicada ao chiller em funcionamento ou BAGP reserva)
1 BAC (qualquer – em função da sequência de partida ou BAC reserva)
1 V2V-UR na tubulação de entrada de água de resfriamento do chiller em
funcionamento.
1 V2V-TR na tubulação de entrada de água de resfriamento da torre em funcionamento
(definida pela sequência de partida dos Grupos das Torres).
• Deverá ser estabelecida uma sequência de partida dos Grupos das Torres de
Resfriamento que envolve os seguintes componentes:
1 Torre de Resfriamento e seus Ventiladores (VTRs).
1 V2V-TR na tubulação de entrada de água de resfriamento da torre em funcionamento.

147
Lógica de Operação – Chillers
SEQUÊNCIA DE OPERAÇÃO DOS CHILLERS – MODO DE OPERAÇÃO AUTOMÁTICO

REQUISITOS PRELIMINARES PARA A OPERAÇÃO DO SISTEMA:

• Cada Chiller possui uma BAGP dedicada, exceto quando opera a BAGP reserva (BAGP-02).
• As BACs não são dedicadas aos Chillers (arranjo em barrilete). Portanto, qualquer BAC pode
operar com qualquer chiller e dependem apenas da sequência de partida das BACs
previamente definida, para operação conjunta com a atual sequência de partida dos Chillers.
A última BAC na sequência de partida atual será definida como BAC reserva e em caso de
falha de alguma BAC, a BAC reserva entrará em operação.
• Cada Chiller possui uma V2V-UR dedicada.
• Cada Torre de Resfriamento possui uma V2V-TR dedicada. Os VTRs (ventiladores da torre)
só entrarão em funcionamento quando houver fluxo de água de resfriamento pela respectiva
Torre (V2V-TR aberta). As rotinas da sequência de operação dos ventiladores das torres
estão descritas no item 8.4.
• As V2V-TRs não são dedicadas aos chillers (ex. V2V-TR-CO-BG-03 com UR-03), mas para
que um chiller entre em funcionamento é necessário que haja pelo menos uma V2V-TR
aberta. Para “N” chillers em funcionamento é necessário que haja pelo menos “N” V2V-TRs
abertas. A sequência de abertura das V2V-TRs é definida pela sequência dos Grupos de
Torres.
• A sequência de partida dos Grupos dos Chillers e das Torres de Resfriamento será
estabelecida pelo operador.

Lógica de Operação – Chillers


SEQUÊNCIA DE OPERAÇÃO DOS CHILLERS – MODO DE OPERAÇÃO AUTOMÁTICO
INÍCIO DE OPERAÇÃO:
A partir de um sinal de liberação de operação da CAG e/ou através de programação horária haverá a
solicitação de operação dos seguintes componentes:
BAGP dedicada ao 1ºUR da sequência de partida.
1ªBAGS da sequência de partida de cada circuito secundário.

OPERAÇÃO DO 1ºUR
• Com os circuitos secundários e a 1ªBAGP em funcionamento, haverá o aumento de temperatura da água
gelada indicada no sensor TE-GE-PR-01 (com “Set Point” de projeto de 6.0ºC e faixa de zona neutra de
+/- 0.5ºC). Será então iniciado o processo de partida do 1ºUR.
• Caso o resumo de falha do 1ºUR (UAHH-1ºUR) estiver ativo (Chiller em falha), então será alterada a
sequência de partida atual e o 2ºUR na sequência atual passará a ser o 1ºUR. Neste caso será solicitada
a parada da BAGP dedicada ao 1ºUR e solicitado o funcionamento da BAGP dedicada ao 2ºUR.
• Para o 1ºUR é necessário que todos os elementos do 1º Grupo (auxiliares à sua operação) estejam em
funcionamento ou na posição solicitada para que o 1ºUR possa funcionar.
• Portanto, após liberada a solicitação de partida do 1ºUR, serão acionados os elementos do 1º Grupo,
rigorosamente na seguinte sequência:
• Partida da BAGP dedicada ao 1ºUR, com confirmação de funcionamento (já em operação).
• Partida da 1ªBAC, conforme a sequência de partida, com confirmação de funcionamento.
• Abertura total (100%) da V2V-UR dedicada ao 1ºUR, com confirmação de posição E
(simultaneamente) a abertura total (100%) da 1ªV2V-TR, conforme a sequência de partida, com
confirmação de posição.
• Com a confirmação dos indicadores acima, é liberado o sinal de partida do 1ºUR. Caso o 1ºUR esteja
pronto para partir com as proteções elétricas do chiller liberadas, este entrará em operação, com
confirmação de funcionamento.

148
Monitoração de Dados e Gráficos
MONITORAÇÃO DE DADOS OPERACIONAIS E GRÁFICOS DE TENDÊNCIAS
Deverão estar disponíveis gráficos de tendência (Trends) em função do tempo das seguintes
variáveis:

TIR-01 – Temperatura de Saída de Água Gelada nos Chillers (Circuito Primário).


TIR-02 – Temperatura de Entrada de Água Gelada nos Chillers (Circuito Primário).
TIR-11 – Temperatura de Saída de Água Gelada – UR-01.
TIR-21 – Temperatura de Saída de Água Gelada – UR-02.
TIR-31 – Temperatura de Saída de Água Gelada – UR-03.

TIR-03 – Temperatura de Alimentação de Água Gelada para os Circuitos Secundários.


TIR-04 – Temperatura de Retorno de Água Gelada dos Circuitos Secundários
TIR-101 – Temperatura de Retorno de Água Gelada do Circ. Secundário do Bloco A.
TIR-111 – Temperatura de Retorno de Água Gelada do Circ. Secundário do Bloco B.

TIR-05 – Temperatura de Entrada (Geral) das Torres de Resfriamento.


TIR-06 – Temperatura de Saída (Geral) Torres de Resfriamento.
TIR-81 – Temperatura de Saída de Água de Resfriamento – TR-01.
TIR-82 – Temperatura de Saída de Água de Resfriamento – TR-02.

FI-101 – Vazão de Água Gelada – Circuito Secundário do Bloco A.


FI-111 – Vazão de Água Gelada – Circuito Secundário do Bloco B.

Monitoração de Dados e Gráficos


MONITORAÇÃO DE DADOS OPERACIONAIS E GRÁFICOS DE TENDÊNCIAS
Deverão estar disponíveis gráficos de tendência (Trends) em função do tempo das seguintes
variáveis:

CIR-11 – Capacidade – UR-01.


CIR-21 – Capacidade – UR-02.
CIR-31 – Capacidade – UR-03.

MIR-11 – COP – UR-01.


MIR-21 – COP – UR-02.
MIR-31 – COP – UR-03.

JIR-11 – Potência Ativa no UR-01.


JIR-21 – Potência Ativa no UR-02.
JIR-31 – Potência Ativa no UR-03.

JIR-01 – Potência Ativa Total das Bombas Primárias.


JIR-02 – Potência Ativa Total das Bombas Secundárias.
JIR-05 – Potência Ativa Total das Bombas de Resfriamento.
JIR-06 – Potência Ativa Total das Torres de Resfriamento.

149
Monitoração de Dados e Gráficos
MONITORAÇÃO DE DADOS OPERACIONAIS E GRÁFICOS DE TENDÊNCIAS
Deverão estar disponíveis gráficos de tendência (Trends) em função do tempo das seguintes
variáveis:

CIR-100 – Capacidade Total do Sistema de Água Gelada (kW ou ton).


JIR-10 – Potência Instantânea Total Absorvida pelos Chillers (kW).
JIR-100 – Potência Instantânea Total Absorvida no Sistema de Água Gelada (kW).
MIR-100 – COP do Sistema de Água Gelada (kW/kW ou kW/ton).

TIR-201 – Temperatura de Bulbo Seco do Ar Externo (ºC).


TIR-202 – Temperatura de Bulbo Úmido do Ar Externo (ºC).
MIR-201 – Umidade Relativa do Ar Externo (%UR).

MONITORAÇÃO DE DADOS DOS FAN COILS E PAVIMENTOS


• Temperatura de Bulbo Seco do Ar – Zonas de Resfriamento (ºC)
• Umidade Relativa do Ar – Zonas de Resfriamento (%UR).
• Temperatura de Bulbo Seco do Ar – Insuflação nos Pavimentos (ºC)
• Posição de Abertura das Válvulas de Controle de Vazão de Água Gelada (%)
• Vazão de Água Gelada nos Fan Coils (m³/h)
• Temperaturas de Entrada/ Saída de Água Gelada nos Fan Coils (ºC)
• Carga Térmica Atual/ Capacidade Atual dos Fan Coils (kW)
• Potência Absorvida nos Motores dos Ventiladores dos Fan Coils (kW)

Medidor de Vazão tipo Hélice (Paddle)

Medidor de Vazão - Circuito Secundário


160.0

140.0
Medidor - Sistema
120.0 Medidor - Yawatz
Vazão de Água Gelada (m3/h)

100.0

80.0

60.0

40.0

20.0

0.0

-20.0
53 45 40 35 33

Frequência da BAGS (Hz)

150
O “Santo BMS” e a Confiabilidade dos
Dados Verificados nas Telas.

Vazão Capacidade Vazão Capacidade


Prédio
BMS BMS YWZ YWZ
(m³/h) (ton) (m³/h) (ton)
01 750 719.2 53 50.8
02 503 998.0 189 375.0
03 389 283.0 359 261.2
04 431 826.7 229 439.2
05 287 256.5 141 125.9
Total - SEC 2360 3083.2 971 1251.1

Total - PRI 1350 1339.3 1235 1225.2

O “Santo BMS” e a Confiabilidade dos


Dados Verificados nas Telas.

Vazão Capacidade Vazão Capacidade


Prédio
BMS BMS YWZ YWZ
(m³/h) (ton) (m³/h) (ton)
01 750 719.2 53 50.8
02 503 998.0 189 375.0
03 389 283.0 359 261.2
04 431 826.7 229 439.2
05 287 256.5 141 125.9
Total - SEC 2360 3083.2 971 1251.1

Total - PRI 1350 1339.3 1235 1225.2

151
Recomendações Básicas
Medidores de Vazão
• Para Vazão de Água Variável utilizar apenas Medidores de
Vazão Magnéticos.
• Instalar medidores de vazão de água gelada em cada Chiller
(Capacidade atual e COP atual).
• Instalar válvulas de 2 vias de controle de vazão de água
gelada nos Fan Coils com monitoração de vazão e
temperaturas de água gelada (Capacidade atual e COP atual).
• Instalar medidores de vazão e válvulas de balanceamento em
trechos retos (10x OD  5x OD). Pode ser na entrada ou na
saída do equipamento (a vazão é a mesma).

Recomendações Básicas
Controle dos Circuitos Secundários
• Para controle de vazão de água gelada (circuito secundário
ou principal) instalar Sensor de Pressão Diferencial (não
utilizar 2 sensores de pressão).
• Instalar o sensor de pressão diferencial no final do circuito.
• Instalar pontos paralelos (Tees com conexões) para
verificação do ∆P em campo.
• Para cada circuito (ramal/ prédio) instalar um conjunto de
BAGSs (ou BAGMs) e um controlador de pressão
diferencial.
• Instalar um sensor de temperatura no retorno principal de
cada circuito secundário (ou principal).
• Instalar um sensor de temperatura na alimentação geral dos
circuitos secundários (após o bypass).

152
Recomendações Básicas
Lógicas de Operação - Chillers
• A sequência de operação dos Chillers deve ser realizada por
temperatura de saída de água gelada (alimentação para os
circuitos secundários ou principais), associada à análise de
porcentagem de carga (% FLA – corrente) dos Chillers em
operação (ex. %FLA > 95%).
• A parada de um Chiller deve ser ser realizada por análise de
porcentagem de carga (% FLA – corrente) dos Chillers em
operação (ex. %FLA < 45%).
• Não se deve utilizar o conceito de “BTU-meter”. Um Chiller
otimizado com baixa temperatura de água de resfriamento
pode atingir até 20% a mais da capacidade nominal. Um
Chiller com baixo desempenho não irá atingir a capacidade
nominal com temperatura de de água de resfriamento de
projeto.

Recomendações Básicas
Lógicas de Controle – Chillers/Torres
• A temperatura de projeto de saída de água gelada dos
Chillers é um valor para Setpoint de controle.
• A temperatura de projeto de entrada de água de
resfriamento nos Chillers (saída das torres) NÃO é um valor
para Set-point de controle. É a temperatura máxima
admissível e serve para dimensionamento das torres e
condições extremas de funcionamento dos Chillers.
• O Setpoint de controle da temperatura de água resfriamento
na entrada dos Chillers (saída das torres) deve ser definido
com o fabricante dos Chillers, em função do modelo.
• Chillers Centrífugos permitem temperaturas muito baixas
(até 10ºC dependendo do modelo  ver no manual).
• Chillers Parafuso ou Scroll não permitem grandes variações
e devem ser cuidadosamente analisados.

10

153
Recomendações Básicas
Lógicas de Controle - Otimização
• Os equipamentos permitem ajustes de Setpoint ao longo do ano
que podem melhorar ainda mais o desempenho do Sistema de
Água Gelada.
• A temperatura de água gelada pode ser alterada até ~10.0ºC
durante os períodos mais frios/secos do ano. Isso aumenta o
COP dos Chillers.
• Em sistemas primário/secundário é possível variar a vazão de
água gelada nos Chillers (com inversores nas BAGPs). Isso não
afeta o COP dos Chillers, mas diminui a potência das BAGPs.
• A temperatura de água de resfriamento mais baixa requer mais
tempo de funcionamento dos ventiladores das torres (ou maior
frequência quando houver inversores), mas reduz a potência
dos Chillers (que é 20 vezes maior que a potência dos
ventiladores das torres).

Recomendações Básicas
Lógicas de Controle - Otimização
• Diz o sábio:
“Os Chillers funcionam com melhor desempenho em carga
parcial. Portanto vale a pena operar mais Chillers com cargas
parciais do que menos Chillers com cargas mais elevadas”
(ex.: 3x 66% ao invés de 2x 100%)  GRANDE BOBAGEM!!!

• Nos resultados de selecionamento dos Chillers (cálculo do


IPLV), o melhor COP ocorre em carga parcial porque em 75%
de carga, a temperatura de água de torre utilizada é de 23.9ºC
e em 50% de carga a temperatura é de 18.3ºC.
• Solicite ao fabricante a seleção de 1 Chiller com 100% e água
de torre a 23.9ºC e a 18.3ºC e compare.
• Além disso, com 3 Chillers serão 3 BAGPs e 3 BACs operando
contra 2 Chillers + 2 BAGPs e 2 BACs.

11

154
OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS DE ÁGUA GELADA
L. TOMAZ CLETO

155
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers
Operação e Manutenção de
Sistemas de Água Gelada
Leonilton Tomaz Cleto
Maurício de Barros – Consultar Engenharia Ltda
Execução Implementação Realização

Eficiência Energética - Approach

156
Eficiência Energética - Approach

 Approach no Condensador

 2U  TCD - TsAgResf

 Approach no Evaporador

 2L  TsAgGel - TEV

Eficiência Energética - Approach

Quanto Menor o Approach de Projeto no Condensador:


 Menor a Temperatura de Condensação
 Menor o Lift do Compressor (Maior Impacto)
 Menor a Potência Absorvida no Motor Elétrico
 Maior o COP do Chiller

Quanto Menor o Approach de Projeto no Evaporador:


 Maior a Temperatura de Evaporação
 Menor o Lift do Compressor (Menor Impacto)
 Maior a Densidade do Vapor na Sucção do Compressor
 Maior a Capacidade de Resfriamento do Chiller
 Maior o COP do Chiller

157
Análise Operacional - Approach

Na análise operacional do desempenho de um Chiller, a


verificação do Approach é essencial.

O Approach é um item de projeto tão importante quanto a


capacidade, a potência absorvida e o COP.

Apesar de nem sempre ser fornecido, deve ser item de


projeto obrigatório nas propostas dos fornecedores dos
Chillers.

É de simples verificação e pode indicar os possíveis


desvios de desempenho do Chiller.

Análise Operacional - Approach

Análise Operacional em campo


Trocador Approach Resultado Provável Causa Recomendação
Evaporador Alto
Diminuição da Sujeira no Evaporador, Limpeza dos tubos
Capacidade no lado água gelada do Evaporador
Condensador Normal

Evaporador Normal Aumento do Sujeira no Condensador,


Limpeza dos tubos
Consumo de no lado água de
do Condensador
Condensador Alto Energia resfriamento

Evaporador Alto
Diminuição da Carga de fluido Corrigir a carga de
Capacidade refrigerante baixa fluido refrigerante
Condensador Baixo

Evaporador Baixo Aumento do


Carga de fluido Corrigir a carga de
Consumo de
refrigerante excessiva fluido refrigerante
Condensador Alto Energia

158
Análise Operacional
Vazão de Água Gelada
Uma vez definido o set point de saída de água gelada de um Chiller, a
vazão de água gelada pode ter um impacto mínimo no desempenho de
um Chiller e não traz nenhum impacto no “approach” do evaporador.

A redução da vazão de água gelada resulta em menor consumo de


energia na bomba de água gelada. Porém o impacto operacional de
redução de vazão de água gelada em um sistema existente pode
afetar negativamente o desempenho dos Fan Coils, onde o aumento
do diferencial de temperatura da água gelada (e não a diminuição da
vazão) pode diminuir a eficácia das serpentinas de água gelada.

Em sistemas existentes, a diminuição de vazão pode trazer melhorias


no desempenho, porém será necessária uma análise prévia para
verificação do impacto da diminuição da vazão nos Fan Coils.

Análise Operacional
Vazão de Água de Resfriamento
Em Chillers com condensação a água, o set point a ser controlado é o
da temperatura de entrada de água no condensador. Neste caso, a
diminuição da vazão de água de resfriamento (em relação ao valor de
projeto) trará um impacto negativo no desempenho de um Chiller, pois
com a redução da vazão, para uma determinada capacidade, haverá
um aumento na temperatura de saída e na temperatura de
condensação. Isto resulta em maior “lift” no compressor e maior
consumo de energia.

Porém, analisando rigorosamente o conjunto Chiller + Bomba (BAC) +


Torre de Resfriamento, a diminuição da vazão pode resultar em uma
pequena redução no consumo de energia total destes equipamentos.

É importante observar que também no caso do condensador, a


diminuição de vazão de água de resfriamento dentro de uma faixa bem
ampla (em alguns casos até 50% da vazão de projeto) traz um impacto
mínimo na eficácia e no “approach” do condensador.

159
Situação Real
Síndrome de Baixo ∆T

Principais Causas da Síndrome de


Baixo ΔT
CAUSAS COMUNS:

• Setpoint baixo, fora das condições de projeto


• Válvulas de controle inoperantes
• Falta de calibração de sensores
• Falta de intertravamento da válvula com o condicionador de ar
• Vazamento em válvula de controle fechada (close-off)
• Filtro de ar sujo
• Incrustação na serpentina (água ou ar)
• Falta de balanceamento ou rebalanceamento
• Serpentinas mal selecionadas
• Válvulas de controle mal selecionadas
• Ligação hidráulica invertida do condicionador de ar
• Substituição de condicionadores de ar e válvulas de controle sem
respeitar o ΔT de projeto original
• Temperatura de alimentação de água gelada elevada (setpoint
errado, deficiência no Chiller, mistura de água quente pelo bypass)
• Cargas de processo sem controle (indústria)

160
Impactos na Operação da CAG
OPERAÇÃO DA CAG COM ΔT DE PROJETO

BY-PASS
CARGA % 100%
ΔT 5,5 °C
URA-1/2/3 3 x 180 TR
CARGA 540 TR
QTD CHILLER OP 3
BAGP-1/2/3 300 m3/h
BAGS-1 300 m3/h
BY-PASS 0 m3/h
TEMP AGUA 7,0 °C

Impactos na Operação da CAG


OPERAÇÃO DA CAG COM ΔT DE PROJETO
BY-PASS

CARGA % 100% 60%


ΔT 5,5 °C 5,5 °C
URA-1/2/3 3 x 180 TR 3 x 180 TR
CARGA 540 TR 324 TR
QTD CHILLER OP 3 2
BAGP-1/2/3 300 m3/h 200 m3/h
BAGS-1 300 m3/h 180 m3/h
BY-PASS 0 m3/h 20 m3/h
TEMP AGUA 7,0 °C 7,0 °C

161
Impactos na Operação da CAG
OPERAÇÃO DA CAG COM BAIXO ΔT

BY-PASS
CARGA % 60%
ΔT 4,0 °C
URA-1/2/3 180 TR
CARGA 324 TR
QTD CHILLER OP 2
BAGP-1/2/3 200 m3/h
BAGS-1 245 m3/h
BY-PASS -45 m3/h
TEMP AGUA 7,7 °C

Impactos na Operação da CAG


OPERAÇÃO DA CAG COM BAIXO ΔT
BY-PASS

CARGA % 60% 60%


ΔT 4,0 °C 4,0 °C
URA-1/2/3 180 TR 180 TR
CARGA 324 TR 324 TR
QTD CHILLER OP 2 3
BAGP-1/2/3 200 m3/h 300 m3/h
BAGS-1 245 m3/h 245 m3/h
BY-PASS -45 m3/h 55 m3/h
TEMP AGUA 7,7 °C 7,0 °C

162
Impactos na Operação da CAG

OPERAÇÃO DA CAG COM BAIXO ΔT:

- Maior consumo da BAGS em função da maior vazão de água gelada.

- Maior número de Chillers em operação para evitar fluxo invertido no


by-pass e a mistura da água mais quente do retorno pelo excesso de
vazão da bomba secundária.

- Maior consumo de bombas primárias (BAGP), bombas de


condensação (BAC) e ventiladores das torres de resfriamento em
função do maior número de Chillers em operação.

Impactos na Operação da CAG


OPERAÇÃO DA CAG COM BAIXO ΔT E PRIMÁRIO VARIÁVEL:

CARGA % 60%
ΔT 4,0 °C
URA-1/2/3 3 x180 TR
CARGA 324 TR
QTD CHILLER OP 2
BAGP-1/2/3 245 m3/h
∑ AHU 245 m3/h
BY-PASS 0 m3/h
TEMP AGUA 7,0 °C

163
Conceitos – Serpentinas e Válvulas
de Controle
SERPENTINA

Calor Sensível:

q= UA ΔTm

ΔTm= (Ta1-Tw2) - (Ta2-Tw1)

ln [(Ta1-Tw2) / (Ta2-Tw1)]

Conceitos – Serpentinas e Válvulas


de Controle
VÁLVULAS DE CONTROLE

164
Conceitos – Serpentinas e Válvulas
de Controle
VÁLVULAS DE CONTROLE - AUTORIDADE

Conceitos – Serpentinas e Válvulas


de Controle
DESEMPENHO DA SERPENTINA, VAZÃO DE ÁGUA E ΔT

10

165
Conceitos – Serpentinas e Válvulas
de Controle
SIMULAÇÃO DE DESEMPENHO COM SOFTWARE DE SELEÇÃO:

Fabricante Nacional
Gabinete tamanho 10 ton
Calor total = 35 kW = 10 ton
Vazão de ar = 6.800 m³/h
TBS / TBU = 25°C / 18°C
Temperatura de entrada da água = 7.0°C
Vazão de água = 5.5 m³/h (ΔT=5.5°C)

Serpentina selecionada:
6 filas / 11 circuitos / 9 FPI

Conceitos – Serpentinas e Válvulas


de Controle
SIMULAÇÃO – CARGA PARCIAL:

Gabinete tamanho 10 ton


Carga térmica = 35 kW = 10 ton
Vazão de água = 5.5 m³/h (ΔT=5.5°C)
Serpentina: 6 filas / 11 circuitos / 9 FPI

Vazão de Ar (100%)= 6800 m³/h

Capacidade Capacidade Capacidade Vazão de Temp. saída


3 Vazão (%) Delta T (K)
(kW) (ton) (%) Água (m /h) da água (°C)
Seleção (máximo) 36.8 10.5 5% 5.5 100% 12.7 5.7
Carga térmica 35.1 10.0 0% 4.7 85% 13.4 6.4
Carga = 90% 31.7 9.0 -10% 3.5 64% 14.8 7.8
Carga = 80% 28.2 8.0 -20% 2.6 47% 16.3 9.3
Carga = 70% 24.7 7.0 -30% 2.0 35% 17.9 10.9
Carga = 60% 21.0 6.0 -40% 1.5 26% 19.5 12.5
Carga = 50% 17.6 5.0 -50% 1.1 20% 20.9 13.9

11

166
Conceitos – Serpentinas e Válvulas
de Controle
SIMULAÇÃO – FILTRO DE AR SUJO

Gabinete tamanho 10 ton


Carga térmica = 35 kW = 10 ton
Vazão de água = 5.5 m³/h (ΔT=5.5°C)
Serpentina: 6 filas / 11 circuitos / 9 FPI

Redução de vazão de ar 70% = 4760 m3/h

Capacidade Capacidade Capacidade Vazão de Temp. saída


3 Vazão (%) Delta T (K)
(kW) (ton) (%) Água (m /h) da água (°C)
Vazão água proj 30.7 8.7 -13% 5.5 100% 11.8 4.8
Vazão água 110% 31.3 8.9 -11% 6.1 110% 11.4 4.4
Vazão água 120% 31.9 9.1 -9% 6.6 120% 11.1 4.1
Vazão água 130% 32.3 9.2 -8% 7.2 130% 10.9 3.9
Vazão água 140% 32.7 9.3 -7% 7.7 140% 10.7 3.7
Vazão água 150% 33.2 9.4 -6% 8.3 150% 10.5 3.5
Vazão água 160% 33.5 9.5 -5% 8.8 160% 10.3 3.3

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas


de Água Gelada
CAUSA:
- Válvulas de controle inoperantes

PROBLEMA:
Falta de controle ou controle manual leva a condições de temperatura
de saída da água aleatórias

AÇÕES:
- Substituição ou manutenção corretiva das válvulas de controle

12

167
Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de
Água Gelada
CAUSA:
- Falta de balanceamento
- Perda de balanceamento

PROBLEMA:
Serpentinas podem operar com excesso de vazão

AÇÕES:
- Execução de balanceamento em instalações novas e em instalações
existentes sempre que houver alterações relevantes no circuito
hidráulico

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de


Água Gelada
CAUSA:
- Setpoint fora das condições de projeto
- Problemas de calibração de sensores de temperatura

PROBLEMA:
Válvula de controle opera 100% aberta para alcançar uma capacidade
térmica acima da condição máxima de projeto, operando com excesso
de vazão sem alcançar o resultado desejado.

AÇÕES:
- Manter setpoint dentro das faixas de projeto (automação)
- Identificar e corrigir problemas de calibração de sensores de
temperatura

13

168
Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de
Água Gelada
CAUSA:
- Falta de intertravamento entre a válvula de controle e o
condicionador de ar

PROBLEMA:
Válvula de controle permanece aberta permitindo o fluxo de água
quando o condicionador de ar está desligado.

AÇÕES:
- Programar lógica de comando para fechamento da válvula quando o
status do condicionador for off (automação), ou;
- Utilizar atuadores normalmente fechados (NF) com retorno por mola,
ou;
- Utilizar comando elétrico para fechamento da válvula quando o
ventilador do condicionador for desligado

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de


Água Gelada
CAUSA:
- Ligação hidráulica invertida no condicionador de ar

PROBLEMA:
O trocador de calor opera em configuração de corrente-paralela e não
em contra-corrente, resultando em temperaturas de saída da água
gelada mais baixas e deficiência de capacidade.

AÇÕES:
- Inverter a ligação hidráulica do condicionador de ar

14

169
Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de
Água Gelada
CAUSA:
- Filtro de ar sujo
- Incrustação da serpentina

PROBLEMA:
A redução da vazão de ar pela obstrução do filtro ou da serpentina
reduz a capacidade térmica do condicionador fazendo com que a
válvula de controle se abra para tentar compensar esta deficiência.

AÇÕES:
- Rotinas de manutenção adequadas para limpeza das serpentinas e
substituição dos filtros
- Substituição de serpentinas velhas com muita incrustação e aletas
danificadas
- Ventiladores acionados por variadores de frequência para compensar
a variação de perda de carga nos filtros de ar no caso de aplicação
de filtros de maior eficiência

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de


Água Gelada
CAUSA:
- Serpentina mal selecionada. Causas comuns:
- Falta de conhecimento técnico dos responsáveis pela compra ou venda
(compra de fan coil “por ton”, ou seja, por tamanho de gabinete).
- falta de software de seleção.
- baixa velocidade da água em função da escolha errada do número de
circuitos.
- falta de informação do ΔT do sistema de água gelada.

PROBLEMA:
Deficiência de capacidade da serpentina leva a abertura da válvula de controle e
operação com excesso de vazão. A seleção de serpentinas com baixa
velocidade da água nos tubos pode levar ao escoamento em regime laminar,
reduzindo significativamente a troca de calor e o ΔT.

AÇÕES:
- Verificação da seleção de cada serpentina pelo projetista ou profissional com
conhecimento do assunto.
- Procurar selecionar um número de circuitos que garanta velocidades mais
altas em carga plena (maior perda de carga).

15

170
Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de
Água Gelada
CAUSA:
- Válvulas de controle mal selecionadas, sem autoridade.

PROBLEMA:
Deficiência de controle leva a operação com excesso de vazão e baixo
ΔT.

AÇÕES:
- Selecionar válvulas com autoridade elevada
- Levar em consideração o diferencial de pressão de todo o circuito
hidráulico e em diferentes condições de operação para
dimensionamento da válvula.

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de


Água Gelada
NOVAS TECNOLOGIAS EM BALANCEAMENTO E CONTROLE:

• Válvulas de controle independente de pressão:

Mantém o fluxo independente das variações de pressão no circuito


hidráulico em função da atuação do regulador de pressão diferencial,
evitando problemas de baixa autoridade da válvula de controle.

ASHRAE Journal: Building Performance with


District Cooling – Moe, Eric M. – July 2005

16

171
Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de
Água Gelada
NOVAS TECNOLOGIAS EM BALANCEAMENTO E CONTROLE:

• Válvulas de controle eletrônicas independente de pressão com


função de gerenciamento do ΔT

Medição de vazão associada a


programação do controlador garante a
função de controle independente de
pressão.

Medição de temperatura na entrada e


saída de água gelada permite medir o
Delta T e a troca de calor, impedindo o
acréscimo de vazão de água quando a
serpentina está saturada
(gerenciamento do ΔT).

Mitigação do Baixo ΔT em Sistemas de


Água Gelada
NOVAS TECNOLOGIAS EM BALANCEAMENTO E CONTROLE:

• Válvulas de controle eletrônicas independente de pressão com


função de gerenciamento do ΔT

Exemplo de simulação de filtro de ar sujo e


baixo ΔT apresentado anteriormente

17

172
Aspectos importantes para um bom
desempenho da manutenção preventiva
• O sistema de AC não foi concebido apenas para funcionar,
ou para “gelar o ar”.
• O sistema de AC foi concebido para garantir o conforto,
com alta eficiência energética e operação confiável.
• Equipe Técnica x Bombeiros (operação “apaga incêndio”)

Chaves:
• Equipe técnica capacitada (coisa rara).
• Engenheiro com formação em Ar Condicionado.
• Consultoria para análise do BMS e operação eficiente.

Operação Eficiente do Sistema de


Água Gelada

• Oportunidades de aproveitamento de água gelada.


• Quanto mais eficiente o conceito do projeto inicial,
maior a quantidade de desvios verificados.
• Maiores oportunidades de melhorias.

Chaves:
• Retro-comissionamento.
• Treinamento específico da equipe técnica.
• Consultoria para análise do BMS e operação eficiente.

18

173
Garantia das condições de conforto
e a percepção pelos usuários.
• Conforto do usuário é tudo!
• É a razão de ser do sistema de AC.
• Os projetos nem sempre levam o conforto a sério, ou…
• …Temperatura de 23.0ºC no ambiente não é tudo.
• Responsabilidades do Condomínio x Área Privativa

Chaves:
• Retro-comissionamento.
• Alterações de Projeto/ Instalação.
• Consultoria para análise do BMS e operação eficiente.

Atendimento a Demandas Específicas

• Chillers com capacidade distintas (pelo menos um


Chiller de menor capacidade).
• Equipamentos dedicados.
• Equipamentos reservas.
• Data-Centers em instalações de conforto? Cuidado!

Chaves:
• Flexibilidade desde o projeto.
• Muitos edifícios são instalações industriais e devem
ser tratados como tal.
• “You can’t always get what you want!”
(como já dizia Mick Jagger)

19

174
PROCESSOS DE COMISSIONAMENTO
MAURÍCIO SALOMÃO RODRIGUES

175
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Processo de Comissionamento
Maurício Salomão Rodrigues

Execução Implementação Realização

Alinhando Conceitos

• PROJETO:
– “Processo único, consistindo de um grupo de
atividades coordenadas e controladas com datas para
início e término, empreendido para alcance de um
objetivo conforme requisitos específicos,
incluindo limitações de tempo, custo e recursos.”
NBR 10006

– “Um empreendimento temporário, com objetivo de criar


um produto, serviço ou resultado único.”
– PMI / PMBOK, 2004

176
Fases do Projeto

Pré desenho e Desenho e Ocupação e


Construção
especificações especificações Manutenção

Estrutura do Projeto no LEED®

• Requisitos de Projeto do Proprietário - OPR


• Comissionamento - Desde o Pré-Projeto
(Concepção)
• Bases de Projeto - BoD
• Simulação – Ferramenta para o BoD
• Manuais dos Sistemas – Documentação para
Pós Ocupação

177
O Proprietário sabe o que quer?

 Os clientes normalmente sabem exatamente o que NÃO


precisam, depois de ver o produto;

 Mesmo quando dizem que sabem o que precisam, a


informação deve ser vista, revista, e revista, e revista ....

 À medida que o produto se desenvolve (fica mais tangível), os


clientes veem novas possibilidades e tentam mudar o projeto;

 Seu projeto fracassará se o produto não for corretamente


utilizado ou não atender as especificações de seu cliente.

Requisitos de Projeto do Proprietário


(OPR)

OPR “É TUDO”!
• É a “Carta Magna” de todo processo, desde a
concepção até a operação.
• É o desejo supremo do cliente expresso com
o conhecimento profundo e a experiência dos
seus consultores.

178
Requisitos de Projeto do Proprietário
(OPR)

OPR “É TUDO”!
• Deve ser desenvolvido pelos consultores do
projeto em conjunto com o representante do
proprietário.
• Consultores envolvidos no OPR:
• Autoridade de Comissionamento (EA C-03)
• Arquitetura (+ Iluminação)
• Engenharia de Facilities do Proprietário
• Engenharia de Operação e Manutenção
• Consultoria de Ar Condicionado
• Consultoria LEED®

Requisitos de Projeto do Proprietário


(OPR)

OPR “É TUDO”!
• Deve ser gerado na concepção do projeto.
• Não poderia ser desenvolvido após o projeto.
• Pode e deve ser revisado e adequado ao longo de
todo processo:
• Custos e Viabilidades Econômicas
• Viabilidades Técnicas
• Novas Tecnologias
• Deve ser claro e específico quando necessário, mas
não “engessado”. O detalhamento deve vir no “BoD”.

179
OPR – CONTEÚDO

• Deve quantificar os requisitos;


• Deve incluir parâmetros e critérios de
comparação com outros projetos semelhantes
(benchmarks);
• Deve estar pronto na fase de Pré desenho e
especificações;
• Este documento é a base para as verificações de
Comissionamento.

OPR – CONTEÚDO

• Cronograma e orçamento do projeto;


• Escopo do processo de comissionamento ;
• Requisitos da documentação de projeto;
• Diretrizes do proprietário;
• Restrições ou limitações ligadas ao local da instalação;
• Requisitos do usuário;
• Requisitos ocupacionais;
• Requisitos de treinamento da equipe do proprietário;
• Requisitos de qualidade dos materiais de construção em
função do LCC pré definido;

180
Bases de Projeto – (BoD)
BoD é o “Fiel Escudeiro” do OPR
• Deve ser desenvolvido no início do projeto.
• Deve ser revisado ao longo de todo processo para se
adequar ao OPR.
• Deve ser bem detalhado para todos demais
participantes do processo.
• Desenvolvido pela Equipe de Projetistas:
• Iluminação
• Ar Condicionado e Ventilação
• Elétrica; Hidráulica; Civil

Comissionamento e BoD

• Descrição de cada opção de sistema de HVAC


considerada na fase de pré-projeto.
• A definição final do sistema de HVAC escolhido,
indicando as razões pela preferência.
• Premissas de cálculos
• Procedimentos analíticos e ferramentas de cálculos
utilizados para a definição da concepção dos sistemas.
• Condições ambientais
• Limitações do projeto
• Premissas operacionais

181
Comissionamento e BoD
• Cálculos que demonstrem a evolução do projeto
desde as premissas até a definição dos sistemas.
• Descritivo dos sistemas identificando de que forma o
projeto irá cumprir o OPR.
• Descrição detalhada do sistema de automação e das
lógicas de controle dos sistemas.
• Normas e legislação específicas que influenciam o
desenvolvimento do projeto.
• Diretrizes e normas do proprietário que influenciam o
desenvolvimento do projeto.

Comissionamento e BoD

• Demonstração do atendimento aos


requisitos do OPR, incluindo a apresentação
de uma matriz que identifique de que
maneira os itens do OPR serão atendidos
pelo projeto e como eles estão identificados
nos documentos de construção.

182
Conceito - Comissionamento

• MÉTODO – do grego methodos, “caminho para


chegar a um fim”
• METODOLOGIA – do grego methodos + logos, “o
estudo ou conhecimento do caminho”
• COMISSIONAMENTO – tradução livre do inglês
commissioning, do latim committere (confiar),
através de commissus e commission, (cargo ou
missão de confiança); por extensão, “ato de atribuir
tal cargo ou missão”; na terminologia naval, “ato de
entregar um navio ao serviço ativo”

Conceito - Comissionamento

O termo Comissionamento vem da

construção naval. Um navio comissionado é

um navio considerado pronto para o serviço.

Antes de ser agraciado com este título, no

entanto, um navio deve passar vários marcos.

183
Conceito - Comissionamento

O equipamento é instalado e testado, os problemas


são identificados e corrigidos, e a tripulação
potencial é amplamente treinada.

Um navio comissionado é aquele cujos materiais,


sistemas e equipe tenham passado, com êxito, por
um profundo processo de garantia de qualidade.

Comissionamento

METODOLOGIA DE COMISSIONAMENTO

“O conhecimento do caminho para entregar


uma instalação ao serviço ativo.”

184
Comissionamento

É prepará-lo para a sua


missão, assegurando que
todos os seus equipamentos
estão operacionais e que todo
o necessário para a viagem
está disponível a bordo antes
da partida.
19

Comissionamento

O Comissionamento implementa um
processo, focado na qualidade, para verificar e
documentar que o desempenho de instalações,
sistemas e conjuntos satisfazem os objetivos e
critérios definidos nos Requisitos de Projeto do
Proprietário (Intenção do Projeto ou
Especificação de Requisitos do Usuário).
2007 ASHRAE HANDBOOK

10

185
Comissionamento
Comissionamento é uma abordagem de
Engenharia bem planejada, documentada e
gerenciada para partida e transferência de sistemas e
equipamentos para o usuário final (operação), que
resulta em um ambiente funcional seguro, que atende
aos requisitos estabelecidos no projeto (design) e as
expectativas dos envolvidos (stakeholders)
ISPE – Commissioning and Qualification volume 5

Comissionamento
Comissionamento é o processo de assegurar que
os sistemas e componentes de uma edificação ou
unidade insustrial sejam projetados, instalados,
testados, operados e mantidos de acordo com as
necessidades e requisitos operacionais do
proprietário. O comissionamento pode ser aplicado
tanto a novos empreendimentos quanto a unidades e
sistemas existentes em processo de expamsão,
modernização ou ajuste.
Wikipedia, a enciclopédia livre

11

186
O Processo de Comissionamento
ASHRAE Guideline 0 - 2005

Apresentar os
conceitos descritos
no ASHRAE
Guideline 0 – 2005.
“THE
COMMISSIONING
PROCESS”

12

187
HISTÓRICO:

• Em 1982 a ASHRAE montou um comitê que tinha


por objetivo documentar as boas práticas que
conduziam a entrega de projetos de acordo com
os requisitos do Proprietário;
• Em 1989 foi publicado o Commissioning
Guideline que foi revisado em 1996;

HISTÓRICO:

• Esta versão, de 2005, é o resultado da experiência


em projetos que atenderam aos requisitos do
proprietário, dos ocupantes, usuários de
processos e de operação com um alto nível de
satisfação, o que resultou em uma redução de
custo para a entrega do projeto.

13

188
Estrutura do Conhecimento de
Comissionamento

Ashrae Guideline 0 –
2005
O Processo de
Comissionamento

NIBS Guideline 3 – 2006


Ashrae Guideline 1 –
Requerimentos técnicos Guidelines 2-200X até 14-
2007
para o Processo de 200X
Requerimentos técnicos Comissionamento de Guidelines para Estrutura,
para o Processo de
paredes, pisos, forros, elétrica, Iluminação,
Comissionamento em
etc. interiores, tubulação, etc.
sistemas de HVAC

Estrutura do Conhecimento de
Comissionamento

• Guidelines de Comissionamento em preparação:


– Guideline Y Iluminação (IESNA);
– Guideline 1.2 HVAC existentes (ASHRAE);
– Guideline 1.3 Treinamento de operação (ASHRAE) ;
• Esta apresentação foca o ASHRAE Guideline 0 - 2005

14

189
ATIVIDADES DE
COMISSIONAMENTO

Pré desenho e Desenho e Ocupação e


Construção
especificações especificações Manutenção

FASE DE PRÉ DESENHO E


ESPECIFICAÇÕES
• É a fase em que o OPR é desenvolvido e definido;
• O escopo e o Budget de comissionamento são
identificados;
• Desenvolve-se o Plano de Comissionamento inicial;
• Aprovação das atividades do processo de
Comissionamento;
• Revisa e verifica a lista de Lições aprendidas de
outros projetos.

15

190
FASE DE DESENHO E
ESPECIFICAÇÕES
• Nesta fase os requisitos definidos no OPR são traduzidos
em documentos e especificações para construção do
Projeto.
• As atividades de comissionamento devem incluir:
– Verificação do documento BoD (Bases of Design);
– Atualizar o Plano de Comissionamento;
– Desenvolver os requerimentos de Comissionamento que
serão inseridos nas especificações para construção;
– Avaliar o projeto quanto a sua funcionalidade, sequencia
de operação e manutenabilidade (Comissionamento de
projeto)

FASE DE DESENHO E
ESPECIFICAÇÕES
– Desenvolver a lista de verificação da
construção e montagem;
– Definir o escopo e o formato do Manual da
instalação;
– Definir os requerimentos de treinamento;
– Aceitação das atividades de comissionamento
desta fase.

16

191
FASE DE CONSTRUÇÃO
• No final desta fase os sistemas e seus componentes
deverão estar serão instalados, inspecionados e
testados sendo que os resultados devem estar de
acordo com o OPR.
• As atividades de comissionamento são:
– Atualização do OPR;
– Atualização do Plano de Comissionamento;

FASE DE CONSTRUÇÃO

– Verificar se os documentos executivos atendem ao


OPR;
– Desenvolvimento de Planos de teste;
– Verificação dos sistemas e montagens estão de
acordo com o OPR;
– Entrega do Manual do Sistema;
– Verificação do treinamento da equipe de operação e
manutenção;
– Aceitação das atividades de comissionamento desta
fase.

17

192
FASE DE OCUPAÇÃO E
OPERAÇÃO

• Durante esta fase ocorre a entrega final do Projeto.


• O Comissionamento desta fase deve continuar até,
pelo menos, o termino do período de garantia
contratual.
• Entre as atividades de comissionamento temos:
– Utilizar o conhecimento da autoridade de
comissionamento para minimizar os chamados
de fornecedores (redução de custo);

FASE DE OCUPAÇÃO E
OPERAÇÃO
– Auxiliar na elaboração de um guia prático para
operação e manutenção dos sistemas e
componentes instalados;
– Completar os testes sazonais;

– Documentar as lições aprendidas


deste Projeto;
– Aceitação das atividades de comissionamento
desta fase.

18

193
PROCESSOS DE RETROCOMISSIONAMENTO
RELATO DE CASO
MAURÍCIO SALOMÃO RODRIGUES

194
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers

Processo de Retrocomissionamento
Relato de Caso do Projeto Demonstrativo
Maurício Salomão Rodrigues

Execução Implementação Realização

Processo de
Retrocomissionamento

ATIVIDADES REALIZADAS
• Análise do Projeto Executivo
• Definição dos Requisitos Atuais do Sistema de Ar
Condicionado
• Verificação da Instalação
• Verificação de Operação
• Verificação de Desempenho
• Análise dos Resultados da Investigação
• Programa de Melhorias e Plano de Ação de Correções

195
Chillers

Chiller com HCFC-22

196
Bombas de Água Gelada

Bombas de Água de Resfriamento

197
Painéis Elétricos

Torre de Resfriamento

198
Torre de Resfriamento

Análise do Projeto Executivo


Sistema de Água Gelada

VERIFICAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DO SISTEMA


NOVO PROJETO DA CAG
• Aumento da Capacidade Máxima da CAG;
• Chiller Reserva;
• Válvulas de Balanceamento nos Chillers;
• Inversores de Frequência nas Torres e Controle da
Temperatura de Água de Resfriamento;
• Inversor de Frequência nas BACs
• Circuito Único de Água Gelada com Vazão Variável
• Monitoração da Capacidade Atual e Eficiência Energética
dos Chillers e da CAG.

199
Análise do Projeto Executivo
Sistema de Água Gelada

CAPACIDADE MÁXIMA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Sistema em
Sistema Atual
07-2012
kW 3133 3773
Capacidade Máx. do Sistema
ton 891 1073
kW 2358 3773
Capacidade Máx. dos Chillers
ton 671 1073
Potência Absorvida - Chillers kW 554 703
Potência Absorvida - TOTAL kW 752 884
COP - TOTAL kW/kW 2.815 4.269

Análise do Projeto Executivo


Sistema de Água Gelada

DOCUMENTOS DE PROJETO DESATUALIZADOS

• Desenhos “As Built” da CAG


• Desenhos “As Built” da Área das Torres de
Resfriamento
• Manual do Sistema e dos Equipamentos do Projeto de
Alteração (incluindo UR-03, BAC-03/ 03R, TR-03,
Válvulas de Bloqueio e Sistema de Automação).
• PMOC – Revisão para atender requisitos de
Otimização Energética.

200
Análise do Projeto Executivo
Sistema de Distribuição de Ar

DOCUMENTOS DE PROJETO DESATUALIZADOS

• Desenhos “As Built” dos pavimentos


• Não foi identificado o sistema de extração de fumaça
dos pavimentos nos projetos fornecidos. Este item está
descrito no memorial descritivo da instalação.
• As salas de reunião podem apresentar desconforto
ao usuário, visto que a ocupação não é constante e
não há dispositivos VAV para cada uma destas
salas;

Análise do Projeto Executivo


Sistema de Distribuição de Ar
DIMENSIONAMENTO DO AR EXTERNO

Vazão Atual de Vazão Mínima de


Nº de
Pavimento Ar Externo – Ar Externo Desvio (%)
pessoas
Projeto (m³/h) NBR16401 (m³/h)

2º 221 3398 3285 +3.4

10º 200 3398 3276 +3.7

18º 230 3568 3366 +6.0

20º 199 2888 3087 -6.4

201
Análise do Projeto Executivo
Sistema de Distribuição de Ar
PRESSURIZAÇÃO DO EDIFÍCIO
TAG Vazão (m³/h)

VAZÃO DE AR VC-14 81875


EXTERNO CV-08 2294
Total 84168
VA-05 4757
VA-06 10755
VA-07 9769
VAZÃO DE
EXAUSTÃO VC-13 5097
VC-15 2549

Total 32927

Análise do Projeto Executivo


Sistema de Distribuição de Ar
Resumo:

• Atualização dos documentos de projeto;


• Verificação para atendimento da vazão de ar
externo dos pavimentos;
• Melhor desempenho dos condicionadores de ar em
função da substituição do etileno glicol por água
gelada;
• Adequação do sistema existente para o Lay Out
atual.

202
Verificação da Instalação
Sistema de Água Gelada
CENTRAL DE ÁGUA GELADA

Equipamento Desvio Atividade


BAGM-01 Vibração excessiva Manutenção Mecânica
UR-01A Atuador - Válvula Motorizada Manutenção Elétrica
UR-01B Atuador - Válvula Motorizada Manutenção Elétrica
TR-01 Atuador - Válvula Motorizada Manutenção Elétrica
TR-02 Atuador - Válvula Motorizada Manutenção Elétrica
Sujeira no circuito de água
Filtros - Geral Manutenção Mecânica
gelada
Medidor de Vazão Leitura errada no sistema Manutenção de
FE-01 supervisório Automação
Purgadores de Ar Não instalados Instalação Mecânica

Verificação da Instalação
Sistema de Água Gelada
CONDICIONADORES DE AR
Desvio Equipamentos Atividade
Sujeira nos filtros de água gelada Geral Manutenção Mecânica
Isolamento Térmico da Tubulação Geral Instalação Mecânica
FCH-01A
FCH-01B
Válvula de 2 Vias – Sem Atuador/
FCH-03D Manutenção Mecânica
Atuador Desconectado
FCH-03F
FCH-10A
FCV-02
Válvula de 2 Vias – Atuador não FCH-11 Instalação Mecânica/
modula/ Modula muito rápido FCH-08A Elétrica/ Automação
FCH-08B
FCH-03I
Válvula de 2 Vias – Não veda FCH-03J
Manutenção Mecânica
totalmente quando fechada FCH-06
FCH-14
Instalação Mecânica/
Válvula de 2 Vias – Não Instalada FCV-03
Elétrica/ Automação
FCH-03B
Válvula de 2 Vias – Vazamento de
FCH-09 Manutenção Mecânica
Água

203
Verificação da Instalação
Sistema de Água Gelada
CONDICIONADORES DE AR

Desvio Equipamentos Atividade


FCV-02
Inversor de Frequência – Acionamento FCV-04 Manutenção Elétrica/
Direto FCV-08 Automação
FCH-14
FCV-03
Inversor de Frequência – Não Modula FCH-03J Manutenção Automação
FCH-16
FCH-02
Instalação Elétrica/
Inversor de Frequência – Faltante FCH-03F
Automação
FCH-06
FCH-03A
Inversor de Frequência – Apresenta Manutenção Elétrica/
FCH-03G
Falha/ Ruído Excessivo Automação
FCH-07
Bandeja de condensado entupida FCV-07 Manutenção Mecânica
Fan Coil desativado FCH-03K Manutenção Mecânica

Purgadores de Ar Manuais

10

204
Verificação da Instalação
Sistema de Distribuição de Ar
 Difusores desacoplados:

Verificação da Instalação
Sistema de Distribuição de Ar
 Difusores com fitas adesivas:

11

205
Verificação da Instalação
Sistema de Distribuição de Ar
A B C D E F G H J K


4

 
5


6


7

 

8


9


 

Verificação da Instalação
Sistema de Distribuição de Ar

 Desbalanceamento da distribuição de ar;


 Desbalanceamento da vazão de ar dos condicionadores:
• 35% da vazão total do pavimento atende as regiões
centrais, atendidas por VACs;
• 65% da vazão total do pavimento atende as regiões
periféricas, atendidas por VAVs;

12

206
Verificação da Instalação
Sistema de Distribuição de Ar

• As VACs operam como Dampers 0 ou 100% (on – off);

• Este conceito prejudica o controle de temperatura do


pavimento.

Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – BOMBAS

Edifício 01 - São Paulo- SP


BAGM-01A - Curva Característica
60

55

50
Altura Manométrica (mca)

45

40

35

Medições em Campo
30
Q_máx
25
Dado de Placa
20 Q_proj

15 Curva de Projeto

Poly. (Medições em Campo)


10
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700
Vazão (m³/h)

13

207
Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – BOMBAS

Edifício 01 - São Paulo - SP


BAGM-01A - Eficiência
90

80

70
Eficiência (%)

60

50

Medições em Campo
40
Q_máx
Q_proj
30 Dado de Placa
Curva de Projeto
Poly. (Medições em Campo)
20
0 100 200 300 400 500 600 700
Vazão (m³/h)

Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – BOMBAS

Edifício 01 - São Paulo- SP


BAC-01B - Curva Característica
50

45
Altura Manométrica (mca)

40

35

30

Medições em Campo
25
Q_máx

Dado de Placa
20
Q_proj
15 Curva de Projeto

Poly. (Medições em Campo)


10
0 50 100 150 200 250 300 350
Vazão (m³/h)

14

208
Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – BOMBAS

Edifício 01 - São Paulo - SP


BAC-01B - Eficiência
90

80

70
Eficiência (%)

60

50

Medições em Campo
40
Q_máx
Q_proj
30 Dado de Placa
Curva de Projeto
Poly. (Medições em Campo)
20
0 100 200 300 400 500
Vazão (m³/h)

Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – TORRES DE RESFRIAMENTO
Edifício 01 - São Paulo - SP Temp. da Água na Entrada da Torre
TR-03 - "Approach" da Torre Temp. da Água na Saída da Torre
40.0 Temp. de Bulbo Úmido do Ar na Entrada da Torre
Approach

30.0
Temperatura (°C)

20.0

10.0

0.0
08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

17/11/2015 - 19/11/2015 - Hora (hh:mm)

15

209
Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – TORRES DE RESFRIAMENTO
Edifício 01I - São Paulo - SP
TR-03 - Coeficiente de Eficácia da Torre (K.A)
300.0
Coef. de Eficácia da Torre (kW/°C)

250.0

200.0

150.0

100.0

50.0

0.0
08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

17/11/2015 - 19/11/2015 - Hora (hh:mm)

Potência Absorvida – Motor do Ventilador = 10 kW

Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – TORRES DE RESFRIAMENTO
Temp. da Água na Entrada da Torre
Edifício 01 - São Paulo - SP
TR-02 - "Approach" da Torre Temp. da Água na Saída da Torre
Temp. de Bulbo Úmido do Ar na Entrada da Torre
40.0
Approach

30.0
Temperatura (°C)

20.0

10.0

0.0
13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30 19:00 19:30 20:00

05/01/2016 - Hora (hh:mm)

16

210
Verificação de Operação
Sistema de Água Gelada
TESTES OPERACIONAIS – TORRES DE RESFRIAMENTO
Edifício 01 - São Paulo - SP
TR-02 - Coeficiente de Eficácia da Torre (K.A)
250.0
Coef. de Eficácia da Torre (kW/°C)

200.0

150.0

100.0

50.0

0.0
13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30 19:00 19:30 20:00

05/01/2016 - Hora (hh:mm)

Potência Absorvida – Motor do Ventilador = 16 kW

Testes Operacionais nos FCs

17

211
Testes Operacionais nos FCs

Testes Operacionais nos FCs


• Conforme pode ser observado nos gráficos, a
capacidade do fancoil deste pavimento atingiu picos de
200 kW, operando em uma média de 170 kW. Este valor
está coerente com a simulação da serpentina realizada
e mostrada no relatório de Verificação da Instalação.
• Podemos afirmar, também, que a carga térmica deste
pavimento está atingindo o limite do equipamento
mesmo durante o período observado, quando as
temperaturas externas não estavam elevadas. Portanto
poderá haver falta de capacidade em dias mais quentes.
Esta capacidade elevada ocorreu apenas durante três
horas no dia observado

18

212
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-01B - Temperatura da Água Gelada
15.0
Temperatura de Entrada no Chiller
14.0 Temperatura de Saída do Chiller
13.0

12.0
Temperatura (°C)

11.0

10.0

9.0

8.0

7.0

6.0

5.0

4.0
13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30

06/01/2016 - Hora (hh:mm)

Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-01B - Temperatura da Água de Resfriamento
35.0

34.0

33.0

32.0
Temperatura (°C)

31.0

30.0

29.0

28.0

27.0

26.0

25.0

24.0 Temperatura de Entrada no Condensador


Temperatura de Saída do Condensador
23.0
13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30

06/01/2016 - Hora (hh:mm)

19

213
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-01B - Carga Parcial
110

100

90

80

70
Part Load (%)

60

50

40

30

20
% Capacidade Nominal
10
% Corrente Nominal (FLA)
0
13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30

06/01/2016 - Hora (hh:mm)

Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-01B - Eficiência Energética
7.0
COP - Coeficiente de Prerformace (kW/kW)

6.0

5.0

4.0

3.0

2.0

1.0

0.0
13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 17:30 18:00 18:30

06/01/2016 - Hora (hh:mm)

20

214
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS

Edifício 01 - São Paulo - SP


Chiller UR-03 - Temperatura da Água Gelada
14.0
Temperatura de Entrada no Chiller
13.0 Temperatura de Saída do Chiller

12.0

11.0
Temperatura (°C)

10.0

9.0

8.0

7.0

6.0

5.0

4.0
10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

03/12/2015 - Hora (hh:mm)

Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-03 - Temperatura da Água de Resfriamento
37.0
Temperatura de Entrada no Condensador
36.0
Temperatura de Saída do Condensador
35.0

34.0
Temperatura (°C)

33.0

32.0

31.0

30.0

29.0

28.0

27.0

26.0

25.0
10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

03/12/2015 - Hora (hh:mm)

21

215
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-03 - Carga Parcial
110
% Capacidade Nominal
100
% Corrente Nominal (FLA)
90

80

70
Part Load (%)

60

50

40

30

20

10

0
10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00
03/12/2015 - Hora (hh:mm)

Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTES DE DESEMPENHO - CHILLERS
Edifício 01 - São Paulo - SP
Chiller UR-03 - Eficiência Energética
8.0
COP - Coeficiente de Prerformace (kW/kW)

7.0

6.0

5.0

4.0

3.0

2.0

1.0

0.0
10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00

03/12/2015 - Hora (hh:mm)

22

216
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
TESTE FUNCIONAL DO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO

• Sistema opera em modo manual remoto;


• Válvulas motorizadas dos Chillers antigos e Torres antigas
não funcionam;
• Controle “Visual” de partida dos Chillers inadequada;
• Alguns sensores de campo apresentam problemas e
precisam ser corrigidos;
• Faltam Telas específicas no Sistema Supervisório para
monitoração das condições de operação dos Chillers.
• Faltam Telas específicas no Sistema Supervisório para
monitoração da Capacidade Atual e Eficiência Energética
dos Chillers e da CAG.

VERIFICAÇÃO FUNCIONAL
da Rede de Distribuição de Ar
• As não conformidades identificadas na instalação da
rede de distribuição de ar causam disfunção do sistema
de controle de temperatura nos ambientes. Esta
disfunção gera zonas muito frias e outras zonas
quentes.
• Os usuários reclamam com a equipe de operação do
edifício que na tentativa de atendê-los busca uma
operação manual das VAVs anulando o sistema de
controle automático. Esta ação, nem sempre atinge os
resultados esperados causando mais desconforto e uma
consciência coletiva de que o sistema não funciona e
que os usuários devem se conformar com esta realidade
ou buscar soluções individuais como, por exemplo,
obstruir os difusores de insuflamento com fitas adesivas.

23

217
VERIFICAÇÃO FUNCIONAL
da Rede de Distribuição de Ar

• Estas ações individuais, quando combinadas, geram


mais desequilíbrio no sistema de distribuição de ar e,
portanto uma situação caótica que se distancia da
possibilidade de atingir-se o equilíbrio de temperaturas
no ambiente condicionado
• Os sensores de pressão para indicação da saturação
dos filtros dos fancoils não estavam operando.
• Alguns sensores de VAVs apresentaram desvios em
suas leituras. Uma calibração e ajustes dos outros
sensores trarão um resultado satisfatório.

PLANO DE AÇÃO DE CORREÇÕES – SISTEMA DE ÁGUA GELADA


Verificação de Desempenho
Item Descrição Fase Impactos no Sistema Proposta de Solução Prioridade

1 Sistema de Água Gelada


Atuadores das Válvulas de Bloqueio
Motorizadas dos UR-01A/ UR-01B e
TR-01/ TR-02 estão avariados.
Operação/
Manutenção/
Automação
Falta de controle. O sistema de
automação da CAG está
praticamente inoperante por
Substituição dos Atuadores e Válvulas Urgente
causa destas válvulas.

Risco de avaria maior. Ruído e Realizar uma revisão geral na bomba, motor
Operação/
2 Vibração Excessiva na BAGM-01. vibração excessivos que afeta os elétrico, alinhamento, estrutura da base. Como Alta
Manutenção
usuários do Térreo e Mezannino. opção verificar o custo de substituição da bomba.

Falta de Controle nos Fan Coils. Incluir no PMOC um plano de revisão geral e
Válvulas de 2 Vias de controle de vazão de Operação/ Vazão Excessiva de Água contínuo destas válvulas. Como opção, substituir
3 água gelada nos Fan Coils avariadas ou Manutenção/ Gelada. Aumento do consumo de estas válvulas (17 anos) por válvulas inteligentes Alta
com mal funcionamento (16 de 38 - 42%). Automação energia na CAG. Desconforto no com controle e monitoração de consumo de energia
pavimento. com ar condicionado nos pavimentos.
BACs-01A/B/R apresentam um
desempenho muito abaixo dos valores de Operação/ Aumento do consumo de energia
4 Substituição das BACs Alta
projeto e com consumo de energia Manutenção na CAG
excessivo
O sistema de automação está deficiente e Revisão de lógicas, habilitação das telas dos
CAG operando em modo manual
5 não é possível operar o sistema em Automação Chillers. Habilitação de telas de trends e Alta
remoto e sem controle adequado.
automático. benchmarks da CAG.

Falta de controle e vazão


Os Fan Coils não possuem válvulas de Instalação/
6 excessiva nos circuitos Instalação das válvulas de balanceamento Média
balanceamento. Operação
secundários.

Falta de dados para


Projeto
7 Documentação de Projeto Desatualizada. gerenciamento operacionald dos Prover documentação adequada. Média
"As Built"
equipamentos e sistema

Falta de Controle na vazão de ar .


Inversores de Frequência dos Ventiladores Operação/ Incluir no PMOC um plano de revisão geral e
Aumento do consumo de energia
8 dos Fan Coils apresentam problemas (13 Manutenção/ contínuo dos inversores. Como opção, substituir os Média
no Fan Coil. Desconforto no
de 38 - 35%). Automação inversores (17 anos).
pavimento.

Instalação/ Excesso de ar no sistema.


Sistema de purga de ar do circuito de
9 Operação/ Problemas de corrosão interna na Instalação de um sistema de purga automático. Média
água gelada é precário.
Manutenção tubulação.

As torres de resfriamento TR-01 e TR-02 Revisão geral nas torres TR-01 e TR-02 e
Operação/ Aumento do consumo de energia
10 apresentam baixo desempenho e afetam o substituição do enchimento, além de uma análise Média
Manutenção na CAG
desempenho dos chillers. do ventilador OU substituição das torres.

24

218
PLANO DE AÇÃO DE CORREÇÕES – SISTEMA DE ÁGUA GELADA
Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada

PLANO DE AÇÃO DE CORREÇÕES – SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE AR


Verificação de Desempenho
Sistema de Água Gelada
Item Descrição Fase Impactos no Sistema Proposta de Solução

Sem autoridade para controle de


Caixas VAC operando como damper on off sem Instalação/ substituindo todas as caixas VAC por caixas
1 exercer a função de contole de vazão Operação
temperatura nos ambientes
VAV
condicionados

Sem autoridade para controle de


Adequação do sistema de distribuição de ar de cada Instalação/ Projeto de adequação e posterior instalação das
2 pavimento ao respectivo Lay out atual; Operação
temperatura nos ambientes
alterações
condicionados

Calibração dos sensores de temperatura que Operação/ Falta de controle de temperatura


3 apresentaram desvios maiores do que 1,0ºC; Manutenção nos ambientes condicionados
Calibração de sensores

Sem autoridade para controle de


Execução do Teste, Ajuste e Balanceamento do Operação/ Execução do TAB após as alterações descritas
4 Sistema de distribuição de ar com; Manutenção
temperatura nos ambientes
acima
condicionados

Definição dos novos setpoints do sistema de controle Sem autoridade para controle de
Operação/ Durante a Execução do TAB fazer o teste
5 de temperatura dos pavimentos através de ensaio
Manutenção
temperatura nos ambientes
funcional para definição dos set points
funcional do sistema de distribuição de ar condicionados

Emissão de documento contendo o mapeamento de


Sem autoridade para controle de
caixas VAV condizente com o Lay out atual do Projeto "As
6 pavimento para facilitar a identificação de possíveis Built"
temperatura nos ambientes Prover documentação adequada.
condicionados
problemas operacionais do sistema de controle;

Emissão do Manual de Operação do sistema de ar


Condicionado que descreve o funcionamento correto Falta de dados para
Projeto "As
7 do sistema, os setpoints atuais, as capacidades dos
Built"
gerenciamento operacionald dos Prover documentação adequada.
condicionadores, a especificação dos componentes equipamentos e sistema
de controle, etc.

25

219
PLANO DE AÇÃO DE CORREÇÕES – SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE AR
Verificação de Desempenho
Item
Sistema de Água Gelada
Descrição Fase Prioridade Objetivos/ Resultados Estimativa de Custos Benefícios aos Usuários

Caixas VAC operando como damper on off sem Instalação/ Controlar a temperatura dos
1 Alta R$ 200.000.00 Conforto termico
exercer a função de contole de vazão Operação ambientes

Adequação do sistema de distribuição de ar de cada Instalação/ Controlar a temperatura dos Depende de cada
2 Media Conforto termico
pavimento ao respectivo Lay out atual; Operação ambientes pavimento

Calibração dos sensores de temperatura que Operação/ Controlar a temperatura dos Depende de cada
3 Média Conforto termico
apresentaram desvios maiores do que 1,0ºC; Manutenção ambientes pavimento

Execução do Teste, Ajuste e Balanceamento do Operação/ Controlar a temperatura dos estima-se R$9.000.00
4 Média Conforto termico
Sistema de distribuição de ar com; Manutenção ambientes por pavimento

Definição dos novos setpoints do sistema de controle


Operação/ Controlar a temperatura dos imbutir no custo de
5 de temperatura dos pavimentos através de ensaio Média Conforto termico
Manutenção ambientes TAB
funcional do sistema de distribuição de ar

Emissão de documento contendo o mapeamento de


caixas VAV condizente com o Lay out atual do Projeto "As Controle de engenharia sobre o
6 Alta ??? ---
pavimento para facilitar a identificação de possíveis Built" sistema existente.
problemas operacionais do sistema de controle;

Emissão do Manual de Operação do sistema de ar


Condicionado que descreve o funcionamento correto
Projeto "As Controle de engenharia sobre o
7 do sistema, os setpoints atuais, as capacidades dos Alta ??? ---
Built" sistema existente.
condicionadores, a especificação dos componentes
de controle, etc.

Oportunidades de Melhorias
Sistema de Água Gelada

• Retrofit dos Chillers Antigos com HCFC-22;


• Chiller para Sistema Dedicado de Resfriamento de Ar
Externo (DOAS);
• Válvulas de Controle de Vazão de Água Gelada e
Monitoração do Consumo de Energia nos Fan Coils;
• Válvulas de Balanceamento nos Fan Coils.

26

220
Retrofit dos Chillers com HCFC-22

CAPACIDADE MÁXIMA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA


Sistema em Sistema Atual Retrofit - Chillers
07-2012 Real com HCFC-22

Capacidade Máx. do kW 3133 3773 4063


Sistema ton 891 1073 1156
kW 2358 3773 4063
Capacidade Máx. dos Chillers
ton 671 1073 1156
Potência Absorvida - Chillers kW 554 737 687
Potência Absorvida - TOTAL kW 752 921 849
COP - TOTAL kW/kW 2.815 4.097 4.786

COP CHILLERS UR-01A/B kW/kW 4.256 4.050 5.910

O ganho de Eficiência Energética nos Chillers após o


Retrofit será superior a 45%.

27

221
PROCEDIMENTOS PARA MEDIÇÃO E VERIFICAÇÃO
(M&V) DE DESEMPENHO
L. TOMAZ CLETO

222
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers
Procedimentos para Medição e
Verificação de Desempenho
Leonilton Tomaz Cleto
Bruce Hunn – ASHRAE DL
Execução Implementação Realização

• Fundamentar o que chamamos de desempenho


para estabelecer credibilidade sobre os
resultados.
• Facilitar a aferição (“benchmark”) do desempenho
medido/ verificado de maneira adequada, rigorosa
e confiável.
• Garantir os ganhos com eficiência energética não
diminuam a qualidade do ambiente interno (IEQ).

223
• Por que medir?  O Objetivo
• O que medir e como medir?  A Métrica
• Instrumentação
• Abrangência/ resolução espacial
• Abrangência/ resolução temporal
• Quais os benchmarks apropriados?
 Avaliação de Desempenho/ Benchmarking

Performance Measurement Protocols for


Commercial Buildings

224
Performance Measurement Protocols for
Commercial Buildings
Categorias de Medição
• Consumo de Energia
• Consumo de Água Potável
• IEQ – Conforto Térmico
• IEQ – Qualidade do Ar Interior (QAI)
• IEQ – Iluminação / Luz Natural
• IEQ – Acústica

Performance Measurement Protocols for


Commercial Buildings

Níveis de Objetivos
• Básico (Indicativo)
• Intermediário (Diagnóstico)
• Avançado (Investigativo)

Precisão dos resultados/


Custo de Investimento vs
Instrumentação utilizada

225
• Os objetivos são tipicamente para se obter
uma avaliação mais detalhada (tipicamente
desagregada) para identificar como melhorar o
desempenho dos sistemas.
• A ênfase está em medições físicas em vez de
questionários e entrevistas.
• As medições são em maior frequência e com
maior abrangência/resolução espacial.

• Objetivos
 Caracterizar o perfil de consumo de energia no edifício e seu
custos.
 Estabelecer um ranking de desempenho energético.
 Estimar potenciais de poupança de energia.
• Métrica
 Identificar e catalogar as características básicas do edifício
 Contas de consumo de energia – período anual.
 Índices de consumo e custos de energia (por unidade de
área) – período anual.
• Benchmarks
 Classificação do Edifício (Energy Star nos EUA) por tipo de
construção, zona climática (no Brasil está sendo criada).
 Classificação do desempenho energético do edifício.

226
• Objetivos
 Determinar e classificar os níveis de satisfação dos
ocupantes
 Identificar os problemas relacionados ao conforto térmico.
• Métrica
 Avaliar as listas de chamados (reclamações)
 Realizar pesquisas (aplicar questionários) de satisfação
dos usuários e equipes de operação.
 Medições pontuais de temperatura e umidade relativa do
ar, velocidade do ar e temperatura radiante (para
determinar eventuais causas de problemas)
• Benchmarks
 BUS survey database (em desenvolvimento no Brasil)
 ASHRAE Standard 55 – Thermal Comfort

227
6

228
• Objetivos
 Determinar e classificar os níveis de satisfação dos ocupantes.
 Verificar as condições atuais do sistema de HVAC
 Avaliar a conformidade com a ABNT NBR 16401:2008
• Métrica
 Avaliar as listas de chamados (reclamações)
 Realizar pesquisas (aplicar questionários) de satisfação dos
usuários e equipes de operação.
 Verificar a Qualidade do Ar Externo.
 Se houver combustão ao redor, efetuar medições pontuais
de índices de CO.
 Medir as vazões (taxas) de ar externo nas áreas.
• Benchmarks
 BUS survey database (em desenvolvimento no Brasil)
 ASHRAE Standard 62.1 / NBR 16401 – Vazão de Ar Externo.

Intermediário
• Medição da Vazão de Ar Externo em cada
tomada de ar.
• Medição contínua dos índices de CO2 durante
uma semana, nas áreas representativas.

Avançado
• Medição contínua dos índices de CO2, PM 2.5 e
Total VOC.
• Medição contínua de outros contaminantes
quando aplicável (ou suspeito).

229
Edifício Sede da ASHRAE
Atlanta - GA – EUA

Reforma finalizada em 07/2008

Consumo de Energia
Todo edifício utiliza apenas energia elétrica

Período Site EUI Source EUI Site ECI Energy


de 12 (kBtu/ft2-yr) (kBtu/ft2-yr) ($/ft2-yr) Star Rating
meses

09/2006 77.1 257.6 --- 44

09/2010 40.7 136.1 1.30 93


Economia – 47%

07/2014 37.2 116.9 1.38 89

230
Consumo de Energia
Nível Intermediário
Consumo Médio Diário - Pré e Pós Reforma
ASHRAE HQ Consumo Elétrico
4,000
(Consumo Elétrico vs TBS Ar Externo)
Weekends & Holydays (FY2010) Weekdays (FY2010)
Consumo Elétrico (kWh/dia)

Weekdends & Holydays (FY2007) Weekdays (FY2007)


3,500 Weekends & Holydays (FY2010) Model Weekdays (FY2010) Model
Weekends & Holydays (FY2007) Model Weekdays (FY2007) Model
3,000

2,500

2,000

1,500

1,000

500

-
0 20 40 60 80 100 120
Temperatura de Bulbo Seco do Ar Externo (°F)

Consumo de Água Anual


Consumo Anual - Pré e Pós Reforma

Período de 12 Consumo
meses (L/pessoa/dia)

08/2007 57.2

10/2010 18.9

Economia 67%

231
Resultados das Pesquisas de Satisfação dos Usuários
Pre-Reforma: 2005

43% Satisfeitos

Pós Reforma: 2010

8% Satisfeitos

Gradientes de Temperatura – Forro ao Piso

10

232
Gradientes de Temperatura – Forro ao Piso

Resultados das Pesquisas de Satisfação dos Usuários


Pré-Reforma: 2005 Pós-Reforma: 2010

26 % Satisfeitos 77% Satisfeitos

11

233
Resultados das Pesquisas de Satisfação dos Usuários
Pós-Reforma: 2010 Pós-Reforma: 2013

77 % Satisfeitos 70% Satisfeitos

Medição da Vazão na Tomada de Ar Externo


Ocupação Vazão Máxima de
Normal Ar Externo
7353
Vazão Medida (m³/h) 9959
(73 m³/h/pessoa)

Vazão – BMS (m³/h) 6668 10088

Desvio -9.3% +1.3%

12

234
Medição Contínua de CO2
Sala de Reuniões do Centro Educacional

ASHRAE Performance Measurement


Protocols for Commercial Buildings:
Best Practices Guide

13

235
LINHAS DE FINANCIAMENTO E MECANISMOS PARA PROJETOS
DE “RETROFIT” EM SISTEMAS DE AR CONDICIONADO
L. TOMAZ CLETO
ÁLVARO SILVEIRA

236
Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento
Integrado no Setor de Chillers
Linhas de Financiamento e Mecanismos para
Projetos de Retrofit em Sistemas de Ar
Condicionado
Leonilton Tomaz Cleto
Álvaro Silveira – Atla Consultoria
Execução Implementação Realização

237
2

238
3

239
4

240
5

241
6

242
7

243
8

244
9

245
10

246
11

247
12

248
13

249
14

250
15

251
16

252
17

253
18

254
19

255
20

256
21

257