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MANUAL PRO ´ XTUDO MÉTODOS DE ESTUDO 2

MANUAL

MANUAL PRO ´ XTUDO MÉTODOS DE ESTUDO 2

PRO´XTUDO

MÉTODOS DE ESTUDO

MANUAL PRO ´ XTUDO MÉTODOS DE ESTUDO 2

INDÍCE

IN DÍCE INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO 9 NOTAS PRÉVIAS 12 AOS TÉCNICOS 12 SOBRE AS COMPETÊNCIAS DE

INTRODUÇÃO

ENQUADRAMENTO

9

NOTAS PRÉVIAS

12

AOS TÉCNICOS

12

SOBRE AS COMPETÊNCIAS DE AUTO-REGULAÇÃO

14

SOBRE O PÚBLICO-ALVO

15

SOBRE A ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO

16

ORGANIZAÇÃO DO PRÓ´XTUDO

21

23

SESSÃO 2 - QUE OBJECTIVOS TENHO?

25

28

29

UNIDADE 2 - PLANIFICAÇÃO

SESSÃO 4 - COMO VENCER A PROCRASTINAÇÃO!

43

46

48

UNIDADE 3 - LEITURA / ESCRITA

58

60

63

UNIDADE 4 - AVALIAÇÃO

75

SESSÃO 10 - O QUE MUDOU?

77

78

GLOSSÁRIO

86

AVALIAÇÃO DO RECURSO

88

CONCLUINDO

92

BIBLIOGRAFIA

94

“ O conhecimento não é recebido passivamente, ‖ quer pelos sentidos, quer pela comunicação, mas é

O conhecimento não é recebido passivamente, quer pelos sentidos, quer pela comunicação, mas é activamente construído pelo sujeito.

Embora o ensino obrigatório e outras actividades complementares se encontrem dirigidos para aquisição de saberes através das áreas curriculares disciplinares e não disciplinares e da responsabilidade dos estabelecimentos de ensino entendeu o ―Fazer a Ponte‖ acompanhar e colaborar com os jovens na área do Estudo Acompanhado. Daí que tenha surgido o ―PRO'XTUDO‖, elemento facilitador na dinamização de um espaço vocacionado para a integração de saberes. O PRO'XTUDO aparece com o objectivo de procurar melhorar o aproveitamento escolar das crianças e jovens acompanhados pelo projecto ―Fazer a Ponte‖, residentes nos bairros do Vale de Alcântara.

A finalidade, segundo Paulo Abrantes, da área de Estudo Acompanhado é ―a aquisição de competências que permitam a apropriação pelos jovens de métodos de estudo e de trabalho e proporcionem o desenvolvimento de atitudes e capacidades que favoreçam uma cada vez maior autonomia na realização das aprendizagens‖ (Artigo 5º, ponto 3, alínea b). Daí que entenda o ―Fazer a Ponte‖ que qualquer contribuição para este desiderato só possa ser compreendido como uma pequena mais-valia para tal fim.

De acordo com Ana Margarida Simão (2002, p. 71), a actividade de Estudo Acompanhado não pode, ou não deve, ser encarado como apenas mais um espaço onde se podem aprender ou treinar técnicas de estudo mas antes, um espaço onde, para além disso, se possam motivar os indivíduos para aprendizagens que possibilitem melhorar as actividades cognitivas e motivacionais, direccionadas uma futura utilização estratégica. O Estudo Acompanhado, pretende ajudar a desenvolver competências genéricas necessárias às diferentes matérias e disciplinas e, ao mesmo tempo, promover a integração biopsicossocial dos intervenientes (alunos, pais, etc.).

Para que seja possível optimizar a tarefa de Estudo Acompanhado é necessário que exista uma forte colaboração entre os todos os responsáveis pela educação das crianças onde, como é evidente, se destacam os professores, com o seu papel fundamental de aplicação de conhecimentos

adquiridos para o efeito, a família e outros responsáveis e interessados na matéria.

No caso do PRO'XTUDO, actividade dinamizada pelo Fazer a Ponte, a apreciação e análise dos resultados referentes às sessões de Estudo Acompanhado é da responsabilidade da coordenação e dos técnicos após recolha das respostas dos jovens, obtidas através de questionários e outros os instrumentos de avaliação e, também, da auscultação dos docentes responsáveis pelos jovens envolvidos, para verificação da performance escolar e individual dos mesmos. Logo, para alcançarmos os propósitos desejados será de utilidade extrema acompanhar e avaliar a cada momento e nas diversas disciplinas se o jovem está, ou não, a progredir relativamente aos objectivos colocados.

Assim sendo e perante os pressupostos apresentados, será de realçar que o que se pretende com este projecto é ajudar as crianças e os jovens a adquirir ou a melhorar, cada vez mais, as suas competências específicas e necessárias para fazer face à obrigatoriedade de resposta/mobilização a saberes nas diferentes disciplinas escolares.

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO Hoje em dia, a probabilidade dos adolescentes se envolverem em comportamentos de risco que possam

Hoje em dia, a probabilidade dos adolescentes se envolverem em comportamentos de risco que possam afectar o seu bem-estar individual é cada vez maior reforçando assim, a necessidade de se intervir no sentido de os ajudar a ser bem sucedidos durante a adolescência, a juventude e, posteriormente, na fase adulta.

A intervenção prevê um espaço planeado e programado que procura interferir

no processo de desenvolvimento. Partindo do pressuposto de que o desenvolvimento social e pessoal é tão importante como o desenvolvimento académico e que, como tal, mudanças positivas no comportamento pessoal irão, provavelmente, afectar o desempenho escolar, o projecto Fazer a Ponte, procura trabalhar algumas competências de vida que permitam, aos indivíduos, aumentar a auto-percepção de controlo pessoal e confiança no seu futuro.

Uma das áreas cruciais de intervenção do projecto Fazer a Ponte é o combate

a situações de absentismo, insucesso / abandono escolar entre as crianças e

jovens residentes nos bairros do Vale de Alcântara, promovendo a sua plena integração social, através de soluções de formação e empregabilidade.

Partindo do princípio basilar de que para aprender a aprender é necessário aprender a pensar, deverá existir nos responsáveis uma preocupação em não só se procurar transmitir conhecimentos mas, sobretudo, em tentarmos focalizar a atenção em processos para promoção da autonomia onde o jovem possa aprender por si próprio. Será pois indispensável, para se desenvolver a capacidade de pensar, evitando oferecer-lhes directamente as soluções, procurar educá-los para a necessidade de focalizar a sua atenção nos problemas, para a forma como são colocadas as questões e, claro, para o adequado o processo de resolução dos mesmos.

O técnico deverá apresentar-se como facilitador de aprendizagens e de promotor de ambientes que favoreçam a postura mental activa dos jovens, permitindo-lhes construir significados acerca dos conteúdos culturais. A finalidade central da intervenção será a de procurar contribuir para que o jovem desenvolva, por si próprio, capacidades para realizar auto-aprendizagens significativas …que lhe permitam aprender a aprender.

Todo o processo de aprendizagem pressupõe a existência de estratégias e competências, que assentem em processos controláveis e envolvam skill & will, ou seja, a aplicação de recursos cognitivos e motivacionais à tarefa específica de aprendizagem. (Rosário, Trigo e Guimarães, 2003). As várias competências surgem agrupadas em quatro grandes categorias: a motivação, a planificação dos hábitos de estudo, o processamento da informação escrita e a preparação para os momentos de avaliação.

O desenvolvimento do recurso incide sobre estas quatro categorias, de forma a mobilizar os jovens a pensar sobre as suas próprias estratégias de estudo e de como as melhorar. Os técnicos têm a responsabilidade de encorajar os jovens envolvidos a explorar as suas próprias potencialidades, a construir o seu portfólio individual, a delinear os seus próprios desafios e objectivos académicos quer a curto quer a longo prazo.

ENQUADRAMENTO

ENQUADRAMENTO A aprendizagem , numa perspectiva construtivista, não se resume a uma ligação estímulo-resposta requer,

A aprendizagem, numa perspectiva construtivista, não se resume a uma

ligação estímulo-resposta requer, também, a construção de estruturas através

da utilização de processos de reflexão e de abstracção. Os problemas que os

jovens apresentam na sua aprendizagem diária não devem ser resolvidos superficialmente através de repetições mecânicas de respostas certas.

O aprendido pelos jovens deve ser fruto de uma construção individual

(portfólio final) realçando o seu protagonismo no processo de aprendizagem. O jovem é o verdadeiro actor do processo uma vez que as novas aprendizagens só serão possíveis a partir de conceitos, crenças, representações e

conhecimentos que este construiu e vai construindo no decorrer das suas experiências prévias. Nesta lógica, assume-se que os alunos aprendem

desenvolvendo-se na medida em que possam construir significados adequados

em torno dos conteúdos do currículo escolar.

O conhecimento não é recebido passivamente quer pelos sentidos, quer pela

comunicação, antes é activamente construído pelo jovem. Nesta linha, a intervenção está orientada para que o jovem desenvolva a sua capacidade criativa para, por si próprio, realizar aprendizagens significativas numa ampla gama de situações e circunstâncias. No fundo, que o jovem aprenda a aprender.

A opção pela elaboração de um recurso centrado nas abordagens dos jovens

ao estudo, está muito relacionada com os pedidos de ajuda recebidos tendo

como foco, o seu estudo pessoal. Os jovens afirmam amiúde que não sabem estudar. A utilização inadequada de estratégias de planeamento e organização da informação (ex: inexistência de um horário de estudo que conviva equilibradamente com a realização de actividades de lazer ou os desorganizados apontamentos que apresentam lacunas ou informação mal estruturada e ilegível), entre outras estratégias possíveis, configuram quadros de comportamento de estudo que geram desconforto e ansiedade, tendo habitualmente como consequência resultados escolares abaixo das expectativas pessoais.

Da vasta experiência proveniente da actividade de Estudo Acompanhado, foi emergindo este projecto que, incidindo sobre as principais dificuldades enunciadas pelos jovens no seu estudo pessoal, procura ajudar a colmatar uma lacuna ao nível de estratégias / competências eficazes de estudo.

A primeira fase deste projecto foi orientada para a procura de resposta a algumas questões no âmbito do processo de estudo dos jovens inseridos no projecto Fazer a Ponte, nomeadamente,

Como estudam os jovens?

Quais os motivos que orientam o seu trabalho escolar?

Que estratégias utilizam quando empreendem as tarefas escolares?

Que relação existe entre as abordagens dos jovens e o seu rendimento escolar?

Muitos dos problemas de aprendizagem identificados nos jovens são explicados pela ausência ou uso inapropriado de estratégias de estudo e pela não existência de hábitos de trabalho favoráveis à aprendizagem. Além disso, muitas crianças e jovens, com fraco rendimento escolar apresentam uma atitude negativa face ao estudo, uma forte desmotivação escolar, um tempo de estudo insuficiente e uma consciência muito limitada da utilidade de adoptar estratégias de aprendizagem.

Após o levantamento de necessidades e de algumas das dificuldades identificadas, verificamos que o objectivo fundamental deste recurso se encontra claramente relacionado com a necessidade de se promover nos jovens a utilização de estratégias de auto-regulação da sua aprendizagem. Estas competências são consideradas fundamentais para que os jovens possam controlar a sua própria progressão na escada educativa.

Assim sendo, aferimos que os hábitos de estudo podem e devem ser definidos como um processo contínuo, associado directamente ao desenvolvimento do jovem no qual o mesmo deve tornar-se consciente de como aprende e das dificuldades que tem, funcionando o portfólio individual como um importante recurso de apoio a memória futura.

FASES DO CICLO DE APRENDIZAGEM AUTO-REGULADA

FASES DO CICLO DE APRENDIZAGEM AUTO-REGULADA Fase Prévia Estabelecimento de objectivos Planeamento estratégico

Fase Prévia

Estabelecimento de objectivos

Planeamento estratégico

Crenças de auto-eficácia

Tipo de objectivos

Interesse intrínseco/valores

Controlo Volitivo

Focalização da atenção

Auto-instrução

Imagens mentais

Auto-monitorização

Auto-instrução Imagens mentais Auto-monitorização Auto-reflexão Auto-avaliação Atribuição causal
Auto-instrução Imagens mentais Auto-monitorização Auto-reflexão Auto-avaliação Atribuição causal

Auto-reflexão

Auto-avaliação

Atribuição causal

Adaptabilidade/defensividade

Auto-satisfação/afecto

A aprendizagem auto-regulada é perspectivada em três fases cíclicas: na fase prévia, é esperado que o estudante estabeleça objectivos académicos, planeie uma estratégia de intervenção e avalie as crenças acerca da sua auto-eficácia; na fase de controlo volitivo destaca-se a focalização da atenção, a auto- instrução e a auto-monitorização da tarefa; e, na fase de auto-reflexão, o último momento do ciclo, o estudante tem a possibilidade de verificar se o seu plano estratégico foi bem sucedido ou se, eventualmente, irá necessitar de algumas alterações que lhe permitam implementar uma resposta mais adaptativa às dificuldades sentidas e assim voltar à fase prévia e (re)definir novos objectivos para uma outra etapa académica.

NOTAS PRÉVIAS AOS TÉCNICOS

NOTAS PRÉVIAS AOS TÉCNICOS Ao longo da vida escolar, o jovem aprende a estudar através das

Ao longo da vida escolar, o jovem aprende a estudar através das experiências que vai tendo de sucesso e insucesso, por experiências anteriores que foram recompensadas ou punidas.

Cabe ao técnico do PRO'XTUDO, através do diálogo e de interacção positiva, aproveitar os momentos de colaboração e apoio à construção de cada portfólio, levar os jovens a tomar consciência e a avaliar as estratégias que cada um utiliza.

Fundamentalmente, os técnicos devem ter uma atitude incentivadora e não directiva, procurando estimular cada participante a dar o máximo de si próprio face a cada tarefa que lhe é proposta e que promova a aquisição de uma metodologia sistemática de estudo.

Ao longo das actividades PRO'XTUDO, a intervenção do técnico deve ter em conta os seguintes aspectos:

Acentuar a cada participante que existem estratégias e conhecimentos que já domina;

Relacionar os conhecimentos adquiridos em cada sessão com os já anteriormente apreendidos;

Tornar os processos cognitivos mais específicos;

Exemplificar a forma como podem ser utilizados determinadas estratégias;

Possibilitar a aplicação das novas aprendizagens nos contextos apropriados.

Para trabalhar com os jovens estratégias de auto-regulação da aprendizagem,

o técnico deverá apresentar determinada estratégia de aprendizagem,

explicando a sua natureza e função mas também, como e quando a devem utilizar para alcançar um determinado objectivo escolar. As instruções sobre a natureza e a sua adequação às tarefas de aprendizagem devem ser claras e objectivas e fazer referência a exemplos concretos e diferenciados. Depois de demonstrar os conteúdos relativos a cada estratégia de aprendizagem, o técnico deve aconselhar a sua utilização em diferentes actividades e conteúdos

de aprendizagem. Após esta fase, o técnico deverá passar à fase da prática

guiada, utilizando os materiais disponibilizados ou adaptando outros, na qual os jovens devem tentar praticar autonomamente cada estratégia apresentada. A tarefa é supervisionada pelo técnico que corrige e sugere a cada jovem as alterações necessárias. Este treino de automatização promove a interiorização da estratégia, possibilitando ao jovem que, no futuro, seja capaz de transferir esta mesma aprendizagem para outros domínios.

O papel do técnico deve estar orientado, sobretudo, para promover oportunidades efectivas para a adopção de estratégias auto-reguladoras, que produza alternativas, antecipe consequências e que avalie sucedido. Simultaneamente, devem fornecer feedback qualitativo e explicativo, para que os jovens possam melhorar as suas realizações e que o portfólio final venha a reflectir algo de importante aprendido e um reforço para a autoestima individual.

SOBRE AS COMPETÊNCIAS DE AUTO-REGULAÇÃO

1. Entendemos as competências como um conjunto de conhecimentos, destrezas e atitudes necessárias para se exercer uma determinada tarefa e para se resolver problemas de forma autónoma e criativa. No domínio dos processos de aprendizagem referimo-nos às competências instrumentais, relacionadas com os conhecimentos sobre como lidar com a informação e organizar recursos pessoais e estratégicos; às competências sistémicas, as quais fazem referência à aplicação dos conhecimentos a situações concretas; e, por fim, às competências interpessoais, relacionadas com a comunicação, cooperação e o incentivo à participação conjunta. Estas competências possibilitam a tarefa de aprender promovendo o saber, o saber fazer, o saber ser e o saber estar.

2. A auto-regulação da aprendizagem não deve ser encarada como uma aptidão mental, mas como o processo de auto-direcção, através do qual os jovens transformam as suas aptidões mentais em competências académicas. Este processo auto-regulatório pode ser ensinado ou modelado por agentes exteriores.

3. As estratégias de auto-regulação da aprendizagem podem ser definidas como as acções e os processos dirigidos para a aquisição de informação ou competências que envolvem actividade, o propósito e as percepções de instrumentalidade por parte dos jovens.

4. O incremento destes processos auto-regulatórios no comportamento de estudo dos jovens é um objectivo importante no projecto Fazer a Ponte porque, para além de muitos jovens, geralmente, investirem pouco (tempo e esforço) no seu processo de estudo individual por vezes desaproveitam grande parte deste tempo, uma vez que lêem e tiram apontamentos ineficientemente, escrevem deficientemente e preparam os exames sem método. Tendo em vista superar esta situação, um treino auto-regulatório poderá ajudá-los por um lado a conhecerem os pontos fortes e as limitações destas estratégias e por outro, a adequarem essas novas estratégias de aprendizagem às tarefas escolares em concreto.

5. O projecto PRÓ'XTUDO foi desenhado para equipar as crianças e jovens com estratégias e processo de auto-regulação, de modo a aumentar a qualidade e profundidade das aprendizagens.

SOBRE O PÚBLICO-ALVO

O PRO'XTUDO está orientado para trabalhar com crianças e jovens do 2º e 3º ciclo de Ensino, questões sobre estratégias e processos de auto-regulação da aprendizagem, equipando-os com conhecimento que permita enfrentar as suas tarefas de aprendizagem com maior qualidade e profundidade.

Naturalmente que o enfoque deve ser dado aos jovens que apresentam maiores dificuldades ao nível do estudo e/ou que estejam em risco de insucesso / abandono escolar.

É, também, propósito deste projecto criar condições favoráveis para a criação de grupos de auto-ajuda entre pares e colegas. Esta estratégia é benéfica por diversas razões, sobretudo porque recorrendo aos colegas, podem escolher-se ou encontrar-se formadores ―naturais‖, que venham a servir como modelos, nomeadamente no que diz respeito ao ensino do valor da escola e da importância de se pensar no futuro.

Com efeito, os jovens bem-sucedidos no ensino podem fornecer imagens reais daquilo que os jovens poderão vir a ser no futuro, pois nasceram na mesma vizinhança, frequentaram as mesmas escolas e confrontaram-se com problemas e obstáculos semelhantes. Por outro lado existem, também, benefícios para o jovem-formador/modelador, que ao tomar consciência do seu potencial desenvolve ou melhora o sentido da responsabilidade, adquirindo novos conhecimentos e competências importantes. Assim sendo, ensinar pode ser uma das melhores formas de aprender.

SOBRE A ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO

O PRO'XTUDO está orientado para se discutir com os jovens do 2º e 3º ciclo, questões sobre estratégias e processos de auto-regulação da aprendizagem de forma a poderem enfrentar as suas tarefas de aprendizagem com maior qualidade e profundidade.

Objectivo geral:

Ensinar os processos de auto-regulação da aprendizagem para a promoção de autonomia no estudo, através da aquisição de métodos, técnicas e estratégias adequadas às suas características e aos conteúdos das disciplinas curriculares.

Objectivos Específicos:

Melhorar a motivação dos jovens contribuindo para o estabelecimento de objectivos pessoais significativos e para o desenvolvimento do sucesso escolar individual que possam favorecer e garantir uma forte responsabilidade pela aprendizagem;

Desenvolvimento de competências de controlo, planeamento e organização do estudo, que permitam levar os jovens a:

Organizar o seu local de estudo;

Organizar e planear o tempo de estudo;

Controlar a atenção/concentração durante o estudo;

Conhecer e manusear os materiais de estudo e a programar a preparação para os testes.

Treinar e desenvolver estratégias cognitivas utilizáveis no estudo de diferentes disciplinas;

Ajudar os jovens a conhecer o modo como aprendem melhor e como devem seleccionar as estratégias mais adequadas a cada tarefa e ao seu próprio estilo de aprendizagem.

Capacitar os jovens para a criação e realização de um portfólio individual que possa funcionar como memória futura.

Pertinência desta ferramenta:

A escolha deste recurso, o PRO'XTUDO, como alvo do projecto de promoção de competências de estudo encontra-se ancorada numa perspectiva de

facilitação:

Dos processos de adaptação à escola e para a diminuição do insucesso/abandono escolar:

Métodos e técnicas de estudo (cada vez mais pertinentes como modo de prevenção das dificuldades de aprendizagem e do insucesso escolar).

Aquisição de processos e estratégias que maximizam o rendimento escolar em determinadas situações e em determinadas matérias.

Reduzir os maus resultados escolares que surgem, por vezes, de processos de estudo pouco eficiente (saber estudar é uma competência fundamental para qualquer aluno).

O objectivo central do PRO'XTUDO prende-se com o desenvolvimento de

competências que permitam ao jovem realizar, com sucesso, as suas tarefas escolares, melhorar o seu rendimento escolar, ser autónomo e responsável pelo seu processo de aprendizagem. Ainda hoje se verifica que muitos jovens demonstram falta de interesse pela aprendizagem, fraca persistência no estudo

e restantes tarefas escolares e, em face dos fracos resultados obtidos, aumentam os níveis de baixa auto-estima.

Sob o guarda-chuvado modelo sociocognitivo da auto-regulação da aprendizagem, este recurso visa equipar os jovens com um repertório de estratégias de aprendizagem que os auxilie a enfrentar os processos de aprendizagem de forma mais competente.

Promover a autonomia e os processos de auto-regulação da aprendizagem é uma componente fundamental no processo de adaptação às exigências da escola e de formação ao longo da vida.

Metodologia:

O manual PRO'XTUDO é constituído por 10 sessões de 45 minutos a

administrar ao ritmo de uma sessão de 15 em 15 dias. Este manual incide em 4 grandes pilares: a motivação para o estudo, a gestão do tempo e do espaço, o

tratamento da informação escrita e a prepararão dos momentos de avaliação.

As competências que se desenvolvem, com este recurso, incidem, sobretudo,

na planificação das actividades de estudo (estabelecimento de horário de estudo, produção de um calendário dos momentos de avaliação, organização do local de estudo, materiais necessários para o estudo…), na descodificação e organização de informação (orientar, questionar, sublinhar, parafrasear e resumir informação escrita), preparação para a realização dos testes de avaliação (material para o teste, observação de períodos de descanso e relaxamento, correcta gestão da ansiedade, método de leitura e valorização das questões do teste, organização do tempo e forma de resposta a cada questão, procedimento de revisão das respostas, etc.) e a construção de um portfólio individual que possa funcionar como memória futura.

Sem motivação dificilmente o jovem consegue atingir os seus objectivos. A principal motivação para o estudo surge da pulsão cognitiva, da ânsia de saber, compreender, conhecer e dominar o mundo, do interesse e da curiosidade. O processo de auto-motivação pode ser inibido por vários factores:

experiências de fracasso escolar, níveis de ansiedade reduzidos ou elevados, utilização de método de estudo inadequados, percepção distorcida da capacidade individual (auto-eficácia), e dificuldades de aprendizagem e ausência de objectivos.

A planificação das actividades de estudo refere-se à correcta e equilibrada organização do horário (diário e/ou semanal), gestão de locais de estudo (quarto, escola, biblioteca), modalidades (individual, grupo) e materiais de estudo.

O tratamento da informação escrita refere-se, predominantemente, aos

processos de leitura, se bem que a informação oral (aulas) possa ser objecto de processos semelhantes cuja principal tarefa é a valorização e hierarquização da informação. A leitura é uma actividade que pressupõe vários momentos e tarefas destinadas a referenciar internamente e externamente a informação presente num texto. Estas funções são descritas na literatura através dos verbos orientar, questionar, analisar, parafrasear e resumir.

A preparação para os momentos de avaliação tem, sobretudo, componentes organizacionais mas, também, cognitivos. Refere-se tanto à preparação como

à execução das provas de avaliação. Estas incluem o estabelecimento e adesão a horários equilibrados de estudo e descanso, a implementação de estratégias de controlo de ansiedade, a auto-monitorização dos tempos atribuídos ao estudo ou à resposta a uma pergunta do teste, e a técnicas de adequada expressão escrita.

Cada sessão recorre a uma metodologia variada e participativa (trabalho de grupo ou individual), com recurso a material de apoio à prática, a jogos psico- pedagógicos, apresentação de casos, resolução de problemas práticos, preenchimento de questionário, construção e actualização contínua do portfólio, etc.

É essencial que os jovens se tornem conscientes dos seus próprios estilos e estratégias de estudo e aprendizagem, que sejam incentivados a pensar cuidadosamente sobre o que estão a tentar atingir com o seu estudo e a compreender as implicações que poderão surgir ao adoptarem abordagens «profundas» ou «superficiais» da aprendizagem. Os «mecanismos» de estudo,

tal como rapidez na leitura, planificação do tempo, ou mnemónicas são

importantes, mas só terão resultados positivos se estiverem sob o controlo do jovem o que, infelizmente, raramente acontece. Apontados como aptidões

isoladas, os jovens provavelmente adoptarão abordagens superficiais de processamento de informação.

Assim, as estratégias serão melhor introduzidas dentro de uma rede de

trabalho que incentive o jovem a reflectir acerca do modo mais eficaz de colocação de metas e prioridades, do modo como interpretar adequadamente

os requisitos das leituras, de como desenvolver a compreensão pessoal e,

finalmente, de como monitorizar a eficácia da sua própria aprendizagem.

O recurso encontra-se sumarizado num manual de apoio aos técnicos

estruturado por sessões com indicação clara dos objectivos e actividade, apresentando no final de cada Unidade algum material de apoio à prática, material e propostas que poderão auxiliar os jovens na preparação do seu portfólio final.

No que respeita ao desenvolvimento concreto de cada componente das estratégias de estudo, admite-se que não seja respeitada a estrutura/ordem de actividades previamente previstas, de modo a podermos ir ao encontro das necessidades específicas de cada jovem, e que as actividades propostas possam ser trabalhadas de forma diferente. Cabe ao técnico ponderar e decidir a cada momento da intervenção.

É de referir, também, que todos os responsáveis pela educação dos jovens possuem um papel de extrema relevância, sejam os professores/escola, a família ou os técnicos. Os professores, porque podem fornecer informação complementar à intervenção alertando/sinalizando dificuldades sentidas pelos jovens na escola. O envolvimento da família, nomeadamente no que respeita a

questões como o ambiente familiar, de estudo ou o planeamento do mesmo. O ideal seria que, cada vez mais, quer os técnicos, quer os professores, quer as famílias pudessem trabalhar em conjunto utilizando uma comunicação triangular e horizontal e no qual todos evidenciassem um papel activo.

ORGANIZAÇÃO DO PRÓ´XTUDO

UNIDADE 1

(3 sessões)

MOTIVAÇÃO

DO PRÓ´XTUDO UNIDADE 1 (3 sessões) MOTIVAÇÃO UNIDADE 2 (2 sessões) PLANIFICAÇÃO UNIDADE 3 (3

UNIDADE 2

(2 sessões)

PLANIFICAÇÃO

MOTIVAÇÃO UNIDADE 2 (2 sessões) PLANIFICAÇÃO UNIDADE 3 (3 sessões) PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO

UNIDADE 3

(3 sessões)

PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO ESCRITA

3 (3 sessões) PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO ESCRITA UNIDADE 4 (2 sessões) PREPARAÇÃO PARA TESTES O QUE

UNIDADE 4

(2 sessões)

PREPARAÇÃO PARA TESTES

DE INFORMAÇÃO ESCRITA UNIDADE 4 (2 sessões) PREPARAÇÃO PARA TESTES O QUE MUDOU? AVALIAÇÃO DO PROGRAMA

O QUE MUDOU?

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA 21
AVALIAÇÃO
DO
PROGRAMA
21
UNIDADE 1
UNIDADE
1

MOTIVAÇÃO

SESSÃO 1

Conhece-te a ti próprio

SESSÃO 2

Que objectivos tenho?

SESSÃO 3

Como é que eu aprendo?

SESSÃO 1 OBJECTIVOS
SESSÃO
1
OBJECTIVOS

CONHECE-TE A TI PRÓPRIO

Aumentar a motivação para o estudo

Conhecer as expectativas, aspirações e projectos de futuro.

Identificar as diferentes atribuições causais (externas e internas)

Responsabilizar o jovem pela própria aprendizagem.

Desenvolver atitudes, condutas e concepções positivas (de si próprio e do sucesso escolar).

Ajudar a consolidar a percepção de como os agentes interactivos e responsáveis podem influenciar decisivamente o seu percurso escolar.

podem influenciar decisivamente o seu percurso escolar. ENQUADRAMENTO Pretende-se criar no jovem a necessidade, a

ENQUADRAMENTO

Pretende-se criar no jovem a necessidade, a vontade e o prazer de aprender e demonstrar-lhe que é essencial actuar no âmbito do desenvolvimento de competências de estudo. A eficácia de uma intervenção deste tipo encontra-se fortemente condicionada pelo grau de envolvimento e participação dos alunos.

Se pretendemos alterar a imagem pessoal do jovem ao nível das suas competências, capacidades e níveis de desempenho, a intervenção do técnico junto dos jovens deve incluir, nos seus objectivos, mudanças nos padrões de atribuição causal, nas expectativas, nas percepções de competência pessoal e nos sentimentos de auto-estima e autoconfiança.

Interesse pelo estudo ACTIVIDADE 1 Após o preenchimento da ficha, o técnico faz o levantamento
Interesse pelo estudo
ACTIVIDADE
1
Após o preenchimento da ficha, o técnico faz o
levantamento das diferentes atitudes e comportamentos identificados
pelos jovens. Em seguida, os jovens analisam e discutem as vantagens
e desvantagens em estudar.
Centrando a discussão nas vantagens em estudar e relacionando-as
com as aspirações e projectos de futuro, pretende-se motivar os jovens
EU… ACTIVIDADE 2 Pessoal e emocional: características pessoais e de personalidade, autonomia, responsabilidade,
EU…
ACTIVIDADE
2
Pessoal e emocional: características
pessoais e de personalidade,
autonomia, responsabilidade,
tomada de decisões, segurança e
confiança em si próprio, sentimentos
de bem-estar e de auto-satisfação.
Numa primeira fase (Quem sou?) é
pedido aos jovens que listem vários
atributos para as diferentes áreas ou
domínios específicos.
Físico: percepção da aparência
física, suas características e traços
corporais, suas habilidades e
competências para a actividade
física.
Académico:
actividade
escolar,
desempenho
nas
disciplinas,
Em seguida, os jovens sugerem para
cada atributo alternativas, alterações
possíveis e desejadas (Como gostaria
de ser?)
resultado
de
um
conjunto
de
experiencias, decisões,
fracassos.
êxitos
e
Com esta actividade dirigida ao
enriquecimento da auto-estima e do
auto-conceito pretende-se que os
jovens se percepcionam a si próprios e
às suas acções, analisem as suas
atitudes e comportamentos, e as
projectem no futuro, considerando as
alternativas possíveis, a tomada de
decisões e suas consequências
Social: competências para as
relações interpessoais e sociais,
adaptação e aceitação social.
24
SESSÃO 2 OBJECTIVOS
SESSÃO
2
OBJECTIVOS

QUE OBJECTIVOS TENHO?

Demonstrar a importância de se criar objectivos / metas a médio e longo prazo, não só a nível académico mas também a nível pessoal.

ENQUADRAMENTO
ENQUADRAMENTO

Os objectivos guiam e potenciam o comportamento;

Os objectivos influenciam a motivação e a aprendizagem, orientando e dirigindo os comportamentos;

Maioritariamente os comportamentos são guiados por objectivos, a sua eficácia depende da intencionalidade;

Os objectivos a longo prazo devem ser fatiadosem objectivos de curto prazo para facilitar a sua operacionalização e concretização.

É

importante dar prioridade aos vários objectivos que guiam a nossa

 

vida;

Uma vez desenhados os objectivos e o plano concreto para a sua realização e é importante antecipar os obstáculos que possam dificultar

o

seu cumprimento;

Após a identificação dos obstáculos, é importante pensar em estratégias que permitam ultrapassá-los.

ACTIVIDADE 3
ACTIVIDADE
3

Vamos estudar com…

Após uma leitura individual silenciosa, os jovens analisam e discutem os comportamentos e atitudes da personagem da história.

São introduzidas e treinadas as competências de resolução de problemas.

Qual o problema?

Quais as alternativas possíveis para a sua resolução?

Que decisões tomar?

Como avaliar os resultados?

Será que conseguimos ou não, atingir os nossos objectivos?

Outra questão que o técnico poderá colocar aos jovens é: Será que podemos influenciar o nosso percurso escolar?

Durante a discussão serão introduzidos os conceitos de motivação, inteligência, esforço, persistência e autoconfiança:

O que é? Pode desenvolver-se/modificar-se? É um factor importante para se ser

bem sucedido?

De seguida deve introduzir-se o conceito de estratégia de aprendizagem como instrumento a utilizar pelos jovens:

O que é? Para que serve? Como e quando usar? É um factor importante para o

estudo?

Com este procedimento pretende-se fazer uma primeira abordagem do conceito e preparar os jovens para as actividades seguintes.

ACTIVIDADE Constrói um objectivo 4 É pedido ao jovem que reflicta e identifique que metas
ACTIVIDADE
Constrói um objectivo
4
É pedido ao jovem que reflicta e identifique que metas pessoais e
profissionais gostaria de atingir a médio e longo prazo.
 Discutir o conceito de objectivo;
 Listar alguns objectivos que os jovens desejem alcançar na vida,
seguindo o critério CRAva (estabelecer 4 objectivos que
respeitam esta estrutura, não exclusivamente relacionados com a
dimensão académica);
 Face aos objectivos identificados, estabelecer prioridades;
 Para cada um destes objectivos averiguar os possíveis
obstáculos, mas também algumas estratégias para os ultrapassar.
CRAva CONCRETA
CRAva
CONCRETA

REALISTAS

AVALIÁVEIS

O QUE FAZER?

COMO?

Definir o

Que objectivos tenho? O que verdadeiramente guia o meu agir?

objectivo

Estabelecer um

Como é que vou alcançar este objectivo? Identificar recursos, passos e tarefas intermédias para o alcançar

plano

Monitorizar o

Estou a seguir o previsto? O que faço conduz-me ou desvia-me do objectivo?

cumprimento

do plano

Avaliar

Alcancei o objectivo? Sim / Não. Porquê…

 

27

SESSÃO 3
SESSÃO
3
OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

COMO É QUE EU APRENDO?

SESSÃO 3 OBJECTIVOS COMO É QUE EU APRENDO?  Auto-conhecimento da forma como cada jovem aprende;

Auto-conhecimento da forma como cada jovem aprende;

Adequar o seu estudo às diferentes disciplinas (não se estuda sempre da mesma forma)

Conhecer as capacidades e limitações.

ENQUADRAMENTO Se os jovens conhecerem melhor a forma como aprendem, podem ser mais autónomos na
ENQUADRAMENTO
Se
os
jovens
conhecerem
melhor
a
forma
como
aprendem, podem ser
mais
autónomos
na
busca
e
selecção
de
estratégias de
estudo.

As actividades propostas podem ajudar os técnicos e os jovens na identificação do estilo preferencial de aprendizagem de cada jovem.

Sou inteligente à minha maneira. Eu sou… ACTIVIDADE 5 O técnico distribui o inquérito, a
Sou inteligente à minha
maneira. Eu sou…
ACTIVIDADE
5
O técnico distribui o inquérito, a que os jovens
respondem individualmente. No fim recebem a ficha de
autocorrecção. De acordo com os tipos de inteligência
revelados como predominantes, cada jovem pede ao
técnico a ficha com as características e as actividades
de estudo autónomas mais adequadas a si próprio.

MATERIAL DE APOIO À PRÁTICA /ACTIVIDADES

29

SESSÃO 1 CONHECE-TE A TI PRÓPRIO
SESSÃO
1
CONHECE-TE A TI PRÓPRIO

Podemos definir Motivação como uma força interior que impele o indivíduo a realizar determinada tarefa, visando atingir um fim específico.

Uma atitude tua no processo de aprendizagem pode dificultar o sucesso.

Se adoptares uma atitude negativa, encontraras defeitos na escola, nos programas, nos livros e nos professores. Para ti, estudar será um ―frete‖, uma obrigação triste e penosa. Desinteressado e resignado, inventarás mil desculpas para adiar o trabalho e fazer o menos possível.

Se, pelo contrário, adoptares uma atitude positiva, verás o estudo como uma ponte que te conduzirá à meta desejada. Apesar das dificuldades, serás optimista e persistente, alcançando um bom rendimento escolar.

Sem motivação nada se faz. Com motivação, tudo é mais fácil e mais rápido. A motivação, a autoconfiança e a persistência fazem subir o rendimento.

Caso desejes cultivar uma atitude psicológica favorável à aprendizagem, deves procurar:

1 Descobrir motivos de interesse no trabalho escolar.

2 Pensar no meu futuro.

Para isso, não deves estudar apenas pelo prazer dos prémios ou pelo receio de castigos imediatos.

3 Ser auto-confiante.

Para isso, deves valorizar as tuas capacidades e não as tuas limitações.

4 Enfrentar as dificuldades sentidas com ―espírito vencedor‖.

Para isso, deves acreditar no SUCESSO.

5 Seguir um curso de acordo com os teus interesses e aptidões.

Para isso, deves pedir conselhos para poder escolher bem.

6 Não te deixar vencer pelos momentos de desânimo.

Para isso, deves ser PERSISTENTE.

DEFINIÇÃO DE OBJECTIVOS A MÉDIO E LONGO PRAZO

As razões que te levam a estudar podem ter várias motivações:

Conseguir Poder ajudar uma boa os outros profissão Adquirir novos Aumentar a conhecimentos auto-estima Alcançar
Conseguir
Poder ajudar
uma boa
os outros
profissão
Adquirir novos
Aumentar a
conhecimentos
auto-estima
Alcançar
Adquirir
prestígio
autonomia
Ascender
Obter
económica e
reconhecimento
socialmente
dos outros
Motivos para
estudar
Ser melhor
que o colega
Evitar
represálias
Evitar conflitos
Não ser
discriminado
pelos colegas
Não ser
Obter
Passar o
incomodado
pequenas
tempo
pelos pais
recompensas

Se as tuas motivações se situam essencialmente abaixo da linha tracejada, o estudo é então encarado como uma obrigação, como uma tarefa desagradável que tens de realizar. A tua motivação é efémera, não existindo um fio condutor que te envolva de uma forma empenhada.

Se não traçares metas que orientem o teu percurso escolar isso acaba por prejudicar o teu desempenho. É preciso estar motivado, ser ambicioso e rigoroso contigo próprio e definir objectivos a curto, médio e longo prazo, que te permitam atingir as metas desejadas.

31

INTERESSE PELO ESTUDO

1
1

Nem todos os jovens mostram o mesmo interesse em relação ao estudo. Uns acham importante estudar, gostam de o fazer e mostram interesse em saber cada vez mais. Outros há, que não gostam de estudar nem sentem qualquer interesse pelos estudos. O que leva os jovens, nesta matéria, a terem interesses tão diferentes?

Muitos jovens sentem interesse pelo estudo porque:

o

São muito inteligentes.

o

São decididos e não desanimam.

o

Estabelecem classificações mínimas a obter nas diferentes disciplinas.

o

Têm ajuda em casa.

o

No futuro querem ser alguém.

o

São curiosos.

o

Outras razões? Quais?

Muitos jovens não sentem interesse pelo estudo porque:

o

Estudar é aborrecido.

o

Quando têm que estudar sentem-se cansados.

o

Pensam que não têm capacidade.

o

Não têm ajuda em casa.

o

Não têm objectivos em relação à sua vida futura.

o

Na escola ninguém lhes dá atenção.

o

Outras razões? Quais?

E tu? Achas que é importante estudar? Porquê?

Eu

Quem sou?

2
2

Como gostaria de ser?

Devemos sentir-nos contentes com as nossas qualidades e não devemos ter vergonha das características que não gostamos, quando elas não podem ser evitadas.

Se alguma característica menos positiva se pode corrigir, há que tentá-lo. Luta para modificá-la.

SESSÃO QUE OBJECTIVOS TENHO? 2
SESSÃO
QUE OBJECTIVOS TENHO?
2

Como construir um objectivo

O quadro seguinte pretende guiar-te nos passos que te possibilitam construir um objectivo/meta.

PLANIFICAÇÃO DE UM OBJECTIVO

O que fazer?

Definir o objectivo.

O que fazer? Definir o objectivo. Como? Seguindo o modelo CRAva (Concreto, Realista, Avaliável)

Como?

Seguindo o modelo CRAva (Concreto,

Realista, Avaliável)

Estabelecer um plano.

Como é que vou alcançar este objectivo?

Identificar recursos, passos e tarefas

intermédias para o alcançar.

Monitorizar o cumprimento

do plano.

Avaliar.

Estou a seguir o que foi previsto?

O que faço conduz - me ou desvia - me do

objectivo?

(A partir das respostas, retirar as

consequências).

Alcancei o objectivo? Sim/Não. Porquê

me do objectivo? (A partir das respostas, retirar as consequências). Alcancei o objectivo? Sim/Não. Porquê …

Vamos estudar com a Carolina…

Eram 14 horas, quando a Carolina chegou da escola para almoçar.

3
3

Enquanto comia, pensava no teste de História que teria no dia seguinte. Ainda não tinha estudado nada, mas tinha a tarde toda pela frente, e chegava! Mas também tinha os TPC de Ciências, de Inglês, e isto para não falar da ficha de Matemática, disciplina a que já tinha negativa garantida.

Bem, o melhor era comer e pensar nisso depois, não fosse a comida saber-lhe mal.

Quando acabou de almoçar, foi estudar… estudar?! Atirou-se para a cama e ligou a televisão, para ver aquela série cheia de rapazes bonitos, só por distracção, enquanto fazia a digestão.

Carolina adoraria ficar a tarde toda a ver aquela série, mas ela acabou e já eram 16 horas. Tinha de estudar. Não sem antes ir buscar as suas bolachas preferidas, é claro.

Começa pelos deveres, pois História ia demorar. Os deveres de Inglês eram fáceis, era só copiar o vocabulário da alimentação. Copiou rapidamente as palavras e passou a Ciências. Aí é que foram elas! Como não tinha estado atenta na aula, pois tinha estado na conversa com o João, não percebia nada, nem das perguntas, nem do significado de algumas palavras. Resolveu que não valia a pena perder mais tempo. Desde o princípio do ano que não percebia nada de Ciências, também não era agora que ia perceber! O melhor era copiar pela Paula no intervalo. Afinal, a Paula era a melhor aluna da turma e Ciências era para gente inteligente, não para burros como ela!

Os deveres de Ciência deixaram-na com fome. De qualquer maneira já eram horas de lanchar.

Logo que voltou a sentar-se na cama para estudar, ficou imediatamente bloqueada. O que é que sairia para o teste? Decidiu rapidamente telefonar à Paula. E como a amiga não vira o episódio da tal série, porque estivera a fazer deveres e a estudar, acabou por lhe contar. Também falaram do João. Entretanto, Carolina vê que são quase horas de jantar e despede-se à pressa, perguntando qual a matéria que saía para o teste.

Assim que desligou o telefone, a mãe da Carolina pediu-lhe para ir à loja do Sr. Gervásio. Logo agora que ela queria começar a estudar História!

Eram 21 horas e meia da noite quando Carolina acabou de jantar. A tarde não lhe rendera e poucas horas lhe restavam para estudar. Voltou ao seu quarto e ligou a televisão para ir vendo a telenovela. Começou a ler os apontamentos…Que apontamentos?! Faltavam-lhe sumários, não sabia a que

aulas pertenciam as fichas de trabalho, enfim, não sabia por onde lhes pegar! Foi buscar o livro de História. A Paula tinha-lhe dito que saíam os capítulos 5, 6 e 7. Parecia muito, mas tirando as figuras, os esquemas e os textos de apoio, era bem menos. No entanto, ao abrir o livro, encontrou um bilhete do João. Aquilo sim, era história para a Carolina!

As horas voaram, por isso resolveu decorar as sínteses dos capítulos, devia chegar…

No relógio da sala soaram as 23 horas e os seus olhos já pesavam. Tinha tido um dia estafante! Decidiu dormir. Paciência! Também se tinha fartado de estudar para o teste de Português e tinha tirado negativa. Quanto mais estudava, pior era. Podia ser que agora até tivesse sorte!

Antes de se deitar, foi jogar um bocadinho no seu computador. Enquanto jogava, suspirava pelo João…o bocadinho prolongou-se e o sono fugiu. Como não ia estudar àquela hora, começou a escrever uma carta ao João. Sempre era melhor do que estudar!

Acabou por adormecer quando já eram 2 horas e um quarto da manhã…

Se fosses a Carolina, como resolverias estes problemas?
Se fosses a
Carolina, como
resolverias estes
problemas?

Constrói um objectivo

4
4

O QUE FAZER?

COMO?

Definir o

 

objectivo

Estabelecer

 

um plano

Monitorizar o

 

cumprimento

do plano

Avaliar

 
SESSÃO COMO É QUE EU APRENDO? 3
SESSÃO
COMO É QUE EU APRENDO?
3

Aprende-se melhor quando se sabe como se aprende!

Se conheceres a forma como aprendes, saberás seleccionar as estratégias mais adequadas à resolução dos problemas que te forem colocados e às tuas características pessoais.

Tendo em conta a forma como a informação é apreendida, processada e relembrada, podemos definir três estilos de aprendizagem:

Visual a aprendizagem processa-se, principalmente, através do sentido da visão;

Auditivo a aprendizagem processa-se, principalmente, através do sentido da audição;

Quinestésico a aprendizagem processa-se, de forma privilegiada, através do movimento e do tacto.

Isto poderá explicar porque alguns compreendem e memorizam melhor o que vêem, outros o que ouvem e outros, ainda, o que fazem.

TIPO DE INTELIGÊNCIA

CARACTERÍSTICAS

Linguística

Pensa com palavras

Lógico-matemática

Pensa através do raciocínio e da dedução

Visual-Espacial

Pensa através de imagens e relações espaciais

Quinestésica

Toma consciência da realidade através do corpo

Musical

Pensa através do ritmo e da melodia

Interpessoal

Pensa através da troca de ideias com outras

pessoas

Intrapessoal

Precisa de um tempo e de espaço s individuais

introspectivos para amadurecer as ideias

5
5

SOU INTELIGENTE À MINHA MANEIRA EU SOU…

Queres descobrir como o teu cérebro funciona e como aprendes melhor?

Responde às perguntas que se seguem, assinalando SIM ou NÃO

 

S

N

 

1.

Quando pensas, os teus pensamentos são expressos em palavras?

   

2. Gostas de utilizar cores diferentes nos teus cadernos?

2. Gostas de utilizar cores diferentes nos teus cadernos?
2. Gostas de utilizar cores diferentes nos teus cadernos?

3. Gostas de “puzzles” ou de outros jogos de lógica?

3. Gostas de “puzzles” ou de outros jogos de lógica?
3. Gostas de “puzzles” ou de outros jogos de lógica?

4. Gostas de fazer jogos de mímica ou de gestos?

4. Gostas de fazer jogos de mímica ou de gestos?
4. Gostas de fazer jogos de mímica ou de gestos?

5. Gostas de utilizar esquemas, gráficos ou tabelas para resolver problemas?

6. Preferes estudar com um colega em vez de o fazeres sozinho?

6. Preferes estudar com um colega em vez de o fazeres sozinho?
6. Preferes estudar com um colega em vez de o fazeres sozinho?

7. Tens facilidade em exprimir oralmente as tuas ideias?

7. Tens facilidade em exprimir oralmente as tuas ideias?
7. Tens facilidade em exprimir oralmente as tuas ideias?

8. Gostas de pensar sobra as causas dos teus problemas e de tentar resolvê -los sozinho?

 
8. Gostas de pensar sobra as causas dos teus problemas e de tentar resolvê -los sozinho?

9. Consegues lembrar -te bem dos pormenores do que vês (formas, cores, posições, etc)?

9. Consegues lembrar -te bem dos pormenores do que vês (formas, cores, posições, etc)?
9. Consegues lembrar -te bem dos pormenores do que vês (formas, cores, posições, etc)?

10. Gostas de ler?

 
10. Gostas de ler?  

11. Quando há um conflito, consegues tentar ver o ponto de vista do outro e compreendê-lo?

11. Quando há um conflito, consegues tentar ver o ponto de vista do outro e compreendê-lo?
11. Quando há um conflito, consegues tentar ver o ponto de vista do outro e compreendê-lo?

12. Gostas de aprender “mexendo” nos objectos?

 
12. Gostas de aprender “mexendo” nos objectos?  

13. Gostas de ter tempo para estar sozinho?

13. Gostas de ter tempo para estar sozinho?
13. Gostas de ter tempo para estar sozinho?

14. Acontece-te bateres os dedos ou os pés ao ritmo de uma canção?

 
14. Acontece-te bateres os dedos ou os pés ao ritmo de uma canção?  

15. Gostas de pensar sozinho sobre o que aprendes ou sobre o que acontece à tua volta?

15. Gostas de pensar sozinho sobre o que aprendes ou sobre o que acontece à tua
15. Gostas de pensar sozinho sobre o que aprendes ou sobre o que acontece à tua

16. Gostas de estudar a ouvir música?

 
16. Gostas de estudar a ouvir música?  

17. Gostas de escrever?

17. Gostas de escrever?
17. Gostas de escrever?

18. Gostas mais de estudar sozinho do que em grupo?

 
18. Gostas mais de estudar sozinho do que em grupo?  

19. Gostas de trabalhar com números, como por exemplo, fazer contas e cálculos?

19. Gostas de trabalhar com números, como por exemplo, fazer contas e cálculos?
19. Gostas de trabalhar com números, como por exemplo, fazer contas e cálculos?

20. Sabes muitas canções de cor?

 
20. Sabes muitas canções de cor?  

22.

Quando pensas, os teus pensamentos são expressos em imagens?

23. Tens facilidade em fazer amigos?

24. Ouves música para relaxar?

 
24. Ouves música para relaxar?  

25. Gostas de fazer experiências sobra a matéria que aprendes?

25. Gostas de fazer experiências sobra a matéria que aprendes?
25. Gostas de fazer experiências sobra a matéria que aprendes?

26. Resolves problemas com facilidade?

 
26. Resolves problemas com facilidade?  

27. Gostas de trabalhar em grupo?

27. Gostas de trabalhar em grupo?
27. Gostas de trabalhar em grupo?

28. Gostas de desenhar ou de tirar fotografias?

 
28. Gostas de desenhar ou de tirar fotografias?  

Agora que terminaste de responder ao inquérito, pede a autocorrecção ao técnico.

AUTOCORRECÇÃO

Fala-se da existência de 7 tipos diferentes de inteligência. Isto que dizer que as pessoas aprendem de maneiras muito diferentes. Contabiliza as tuas respostas SIM para cada um desses tipos de inteligência.

Inteligência Linguística: 1, 7, 10, 17

Inteligência Lógico-Matemática: 3, 5, 19,

26

Inteligência Visual-Espacial: 2, 9, 22, 28

Inteligência Musical: 14, 16, 20, 24

Inteligência Corporal-Quinestésica: 4, 12, 21, 25

Inteligência Interpessoal: 6, 11, 23, 27

Inteligência Intrapessoal: 8, 13, 15, 18

Os teus SIM concentram-se mais numa das inteligências ou repartem-se por 2 ou

3?

Inteligência Lógico- Matemática

Quando pensas, muitas vezes raciocinas sobre as coisas. Na verdade, é bem possível que te sintas desafiado por problemas que exijam que tu raciocines. Provavelmente gostas de encontrar sempre uma explicação para tudo.

As actividades que se seguem poderão ser do teu agrado e dar-te uma grande ajuda quando estudas.

Experimenta-as e treina-as.

Faz experiências.

Levanta questões sobre a matéria e procura respostas.

Constrói/resolve puzzles e outros jogos lógicos.

Faz trabalhos de pesquisa sobre os assuntos que estás a estudar, usando a biblioteca, a Internet, …

Inteligência Linguística

Gostas de ler e de escrever. Na verdade, és capaz de escrever bem e sem erros. Quando pensas, é através de palavras que o fazes. Comunicas muito bem através da palavra.

Há actividades de que deves gostar e que talvez te possam ser muito úteis no teu estudo.

Experimenta-as e treina-as.

Lê vários textos/livros.

Escreve (podes fazer um ―diário de estudo‖, em que diariamente registas o que estudaste).

Conta/inventa histórias (se inventares uma história com conceitos/palavras que tens de memorizar, essa tarefa será mais fácil).

Faz/resolve jogos de palavras.

Debate a matéria com familiares ou amigos.

Inteligência Visual-Espacial

Frequentemente pensas com imagens. Lembras-te facilmente dos pormenores do que vês/observas. Guardas bem na memória as imagens visuais e as relações entre as coisas no espaço.

Há actividades de que deves gostar e que te podem ajudar no estudo.

Experimenta-as.

Faz desenhos ou outras imagens visuais (ex. diagramas, gráficos) sobre o que estudaste.

Vê filmes ou slides sobre as matérias.

Lê livros ilustrados.

Sublinha as palavras-chave com marcadores coloridos.

Para escreveres melhor, descreve as imagens que tens no pensamento; podes desenhar primeiro e escrever depois.

40

Inteligência Musical

Aparecem, frequentemente, no teu pensamento, ritmos e melodias. Gostas de estudar com música. Fixas bem canções e ritmos. Talvez gostes de cantar e de marcar ritmos com o corpo.

As sugestões que se seguem poderão ser do teu agrado e dar bons resultados no teu estudo. Experimenta-as e treina-as.

Quando precisares de resolver um problema, lê-o em voz alta, com ritmo.

Grava a tua leitura e ouve-a. Repete a leitura gravada, melhorando-a.

Quando precisares de escrever, diz as frases/texto em voz alta primeiro e, se te soar bem, escreve de seguida.

Utiliza mnemónicas. Podes ser tu a inventá-las.

Inventa/adapta canções para os conteúdos que queres aprender.

Inteligência Interpessoal

Pensas melhor quando podes trocar ideias com outras pessoas. Gostas de conviver. Fazes amigos com facilidade.

Lê as sugestões que se seguem. Provavelmente vais apreciá-las e elas poderão ajudar-te a estudar melhor. Experimenta-as e pratica-as.

Estuda em grupo

Pede a um familiar ou amigo que te ajude a fazer revisões, discutindo a matéria contigo ou fazendo-te perguntas sobre ela.

Sempre que possível, faz trabalhos a par ou em grupo.

Podes utilizar o correio electrónico para estabeleceres correspondência com os outros jovens e discutires os assuntos que estás a estudar.

Inteligência Corporal- Quinestésica

Certamente tomas consciência da realidade através do corpo, utilizando todos os sentidos. Gostas de aprender mexendo nos materiais e experimentando-os. Às vezes contas pelos dedos. Não gostas de estar parado muito tempo e, de vez em quando, precisas de te mexer (levantar, caminhar, etc.).

Gostas das actividades sugeridas? Experimenta-as e vê se te ajudam no estudo.

Faz dramatizações sobre as matérias.

Faz jogos de gestos sobre a matéria com os teus colegas.

Segue a leitura com um dedo ou um lápis.

Para resolver

representa-o com objectos que tenhas à mão.

Para fixares a forma de escrever uma palavra escreve-a com o dedo, no ar e em superfícies diferentes.

um

problema,

Inteligência Intrapessoal

Gostas de ter o teu espaço próprio. Preferes estudar sozinho. Assim pensas melhor e fazes a tua reflexão pessoal. Aprecias ter tempo para fazer as coisas sozinho.

As

sugestões seguintes podem agradar-te

e

talvez possam ajudar-te no estudo.

Experimenta-as.

Procura encontrar relações entre o que aprendes de novo e os teus interesses pessoais ou as coisas que já sabes.

Estabelece metas pessoais para o teu estudo, de acordo com o teu próprio ritmo.

No fim de estudar, reflecte sozinho sobre o que aprendeste. Podes até escrever um ―diário de estudo‖.

À noite, antes de dormir, faz uma revisão rápida do que estudaste e uma reflexão, também rápida, sobre os resultados obtidos.

UNIDADE 2
UNIDADE
2

PLANIFICAÇÃO

SESSÃO 4

Como vencer a procrastinação!

SESSÃO 5

O dia só tem 24 horas!

SESSÃO 4
SESSÃO
4
OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

COMO VENCER A PROCRASTINAÇÃO!

SESSÃO 4 OBJECTIVOS COMO VENCER A PROCRASTINAÇÃO!  Demonstrar que uma gestão eficaz do tempo aumenta

Demonstrar que uma gestão eficaz do tempo aumenta o rendimento escolar.

Como elaborar uma planificação anual / semanal

ENQUADRAMENTO
ENQUADRAMENTO

É natural e até saudável que o jovem ocupe parte do teu tempo com música, desporto ou convívio. Mas também é importante consagrar uma boa parcela de tempo aos estudos.

As capacidades intelectuais não são as únicas responsáveis pelo sucesso ou insucesso dos jovens. Estudar e obter um bom rendimento requer, para além de motivação, uma adequada planificação.

Tomar consciência do tempo gasto e do tempo perdido, num dia, numa semana, num período… é fundamental para se tomar decisões.

Para lidar com a procrastinação, podem ser utilizadas algumas estratégias tais como: melhorar a gestão do tempo, aumentar a atenção e a concentração na tarefa, dividir os objectivos a longo prazo nuns mais proximais, redução da ansiedade, …

ORGANIZAÇÃO DO HORÁRIO DE ESTUDO

Uma grande parte dos jovens não realiza um estudo regular, limitando-se por vezes a fazer os trabalhos de casa e a estudar apenas na véspera dos testes.

Vantagens da elaboração de um horário de estudo:

Materializa a necessidade do estudo diário e pode motivar o jovem para a sua realização;

Se for dado a conhecer à família esta estratégia, a mesma pode assumir o compromisso de ajudar no seu cumprimento, dando estímulos e evitando obstáculos.

Características do horário de estudo:

Deve ser individual e realista, ou seja, deve basear-se:

1. Nas necessidades de estudo e nas actividades concretas a realizar;

2. Na possibilidade pessoal de levar essa planificação à prática.

O horário deve ser equilibrado, prevendo:

1. Períodos de estudo mais longos nos dias com menos aulas;

2. Períodos de estudo mais curtos nos dias em que há mais aulas.

O horário deve prever revisões diárias da matéria dada nesse dia. Se isso acontecer, a matéria está ainda presente na memória, pelo que o esforço a desenvolver e o tempo a utilizar serão bastante inferiores ao que terá de disponibilizar se as revisões apenas forem feitas alguns dias depois, ou na véspera do teste.

A PLANIFICAÇÃO

Evita:

A ansiedade

O cansaço

A pressão

O esforço

desnecessário

Os problemas de tempo

Os contratempos de última hora

Melhora:

O rendimento

A organização

A concentração

A autonomia

A motivação

Permite:

Ter os estudos em dia

Superar as dificuldades

Ter maior disponibilidade para o lazer

Controlar o tempo

Ter uma visão global da matéria

Planificação ACTIVIDADE Anual 6 É apresentado ao jovem um mapa anual onde este terá que
Planificação
ACTIVIDADE
Anual
6
É apresentado ao jovem um mapa anual onde este terá que
marcar as datas significativas, nomeadamente fins-de-
semana, férias, testes, trabalhos e visitas de estudo. Esta
planificação anual é importante para o jovem possua uma
visão global do seu ano lectivo.
ACTIVIDADE Planificação Semanal 7 Elaborar um horário semanal é um passo importante para tomar consciência
ACTIVIDADE
Planificação Semanal
7
Elaborar um horário semanal é um passo importante para tomar consciência do
tempo a utilizar, semanalmente, nas diversas actividades.
Para a elaboração do horário, o jovem deve seguir os passos enunciados na ficha
―O meu horário de estudo‖. Achamos que não deve haver uma definição rígida de
disciplinas e de tempo para cada uma delas, em todos os dias da semana. Essa
gestão do tempo e das tarefas deverá ser flexível e feita de uma forma realista e
adequada às necessidades, que se vão modificando dia a dia.
O preenchimento do horário de estudo deverá ser antecedido de um debate
sobre a forma como os jovens habitualmente estudam e sobre as vantagens ou
desvantagens que daí advêm. Da sua experiência, será possível chegar à
conclusão de que a elaboração e cumprimento de um horário poderá facilitar o
estudo, dando-lhe melhor organização e servindo de motivação pelo
estabelecimento de um compromisso. Após esse debate, será distribuída e
analisada a ficha.
Cada jovem preenche o seu próprio horário de estudo. Posteriormente, mostrá-lo-
á ao técnico e serão feitas, em conjunto, as modificações necessárias (por
exemplo, aumentar ou diminuir o tempo de estudo ou escolher horas mais
adequadas para estudar).
45
SESSÃO 5 OBJECTIVOS
SESSÃO
5
OBJECTIVOS

UM DIA SÓ TEM 24 HORAS!

SESSÃO 5 OBJECTIVOS UM DIA SÓ TEM 24 HORAS! ENQUADRAMENTO Partindo do plano semanal, o jovem
ENQUADRAMENTO
ENQUADRAMENTO

Partindo do plano semanal, o jovem irá preparar a sua sessão de estudo diária, de forma a estabelecer prioridades.

Estabelecendo metas a curto prazo, escolhendo as alturas mais favoráveis do dia para trabalhar e modificando algumas condições do local de estudo para o tornar mais agradável, aumentará a motivação para as tarefas escolares.

Diariamente, os jovens precisam de planificar o seu estudo, nos períodos previstos no seu horário. As sessões de estudo podem ter objectivos diferentes:

Mais curtos (nos dias muito sobrecarregados de aulas) limitando-se os jovens a fazer as revisões da matéria dada no dia e os trabalhos de casa. Mais longos (nos dias com poucas aulas ou aos fins-de-semana) onde os jovens farão revisões mais aprofundadas e preparação de testes.

Sugestões para a organização do período de estudo

Período inicial 5 minutos para preparação do material necessário – assim se evitam posteriores interrupções

Período inicial 5 minutos para preparação do material necessário assim se evitam posteriores interrupções e quebras de concentração e rendimento.

Duração de

Entre 20 e 40 minutos ao fim deste tempo, o estudo já não dá o rendimento pretendido, pelo que convém descansar um pouco.

cada período

de estudo

Intervalos

Os intervalos para descanso não devem ter uma duração superior a 10 minutos. Não devem ser dedicados a actividades demasiado motivadoras (ex. telemóvel, computador, tv), que poderiam fazer perder a motivação para regressar ao estudo.

entre os

períodos de

estudo

Organização das disciplinas

Início uma disciplina de dificuldade média, para ajudar a ―aquecer o motor‖ ou disciplinas de maior dificuldade, se a motivação para o estudo for muito elevada. Em seguida disciplinas de maior dificuldade, para aproveitar o período de maior rendimento. Por fim disciplinas mais fáceis, quando já se encontra mais cansado e o rendimento é menor.

A MINHA SESSÃO DE ESTUDO… ACTIVIDADE 8 Esta ficha fornece indicações práticas para a planificação
A MINHA SESSÃO DE ESTUDO…
ACTIVIDADE
8
Esta ficha fornece indicações práticas para a planificação da sessão de estudo,
acompanhadas de questões orientadoras.
Para uma maior motivação dos jovens o técnico pode dirigir a actividade,
colocando-lhes questões do tipo:
 Como é que organizas o teu estudo?
 Quando terminas o teu estudo, costumas pensar sobre a forma como ele
decorreu?
Após o debate, o técnico distribui a ficha, cuja aplicação será analisada em função
das conclusões do debate anterior.
Para os jovens terem mais facilidade em planificar as suas sessões de estudo, é
entregue uma grelha, que pode ser usada diariamente.
ACTIVIDADE AUTO-AVALIAÇÃO DA MINHA SESSÃO DE ESTUDO 9 Pretende-se que através do preenchimento da ficha
ACTIVIDADE
AUTO-AVALIAÇÃO DA MINHA
SESSÃO DE ESTUDO
9
Pretende-se que através do preenchimento da ficha de auto-avaliação o jovem
possa introduzir um olhar crítico sobre o resultado das estratégias que utilizou
para atingir os objectivos e a necessidade de as mesmas serem ou não alteradas
face aos resultados alcançados.
A auto-avaliação é o método de excelência para a regulação e auto-regulação de
procedimentos, dado ser um processo interno ao próprio indivíduo.
Como sabemos, uma boa explicação do professor não garante totalidade a
apropriação de conhecimentos, por parte do formando, e que os erros só podem
ser superados por quem os comete e não por aqueles que os referenciam.
No final o técnico deverá debater com o jovem a consistência das
soluções/sugestões apresentadas pelo próprio para melhorar a sua performance.

MATERIAL DE APOIO À PRÁTICA /ACTIVIDADES

48

SESSÃO COMO VENCER A PROCRASTINAÇÃO! 4 É natural e até saudável que ocupes parte do
SESSÃO
COMO VENCER A PROCRASTINAÇÃO!
4
É natural e até saudável que ocupes parte do teu tempo com a música, o
desporto ou o convívio. Mas também é importante consagrar uma boa parcela
de tempo aos estudos.

O estudo e as outras ocupações podem ser conciliados. Ninguém precisa de

renunciar à vida para ser bom estudante. Cabe a cada um optar e estabelecer

a sua escala de prioridades, isto é, fazer uma gestão racional do tempo, dedicando a cada tarefa o tempo que ela merece ou necessita.

Organização do local de estudo

As condições ambientais e pessoais são decisivas para o teu desempenho académico.

Algumas características físicas do local de estudo podem facilitar ou dificultar

os

teus resultados.

O

teu estudo será melhor e render-te-á muito mais, se o teu local de

estudo for:

1 Fixo.

2 Calmo, agradável e isento de perturbações como a música, a televisão, a conversa…

3

Bem iluminado.

4

Simples e sem muitos detalhes que distraiam.

O

teu local de estudo também deve possuir:

1

Uma mesa e cadeira que te garantam uma correcta posição do corpo.

2 Todo o material que te vai ser necessário para estudar sem ter que fazer interrupções.

O tempo de estudo

O tempo não é ilimitado. O dia só tem 24 horas, portanto, há que organizá-lo

bem, para melhor o rentabilizar.

A vantagem da elaboração de um horário de estudo é que materializa a necessidade do estudo diário e pode motivar-te para a sua realização. Assim, os teus dias serão mais equilibrados, evitando sobrecarga de trabalho nuns e demasiado ―alívio‖ noutros.

As características de um horário de estudo são:

Deve ser individual e realista, baseando-se nas necessidades de estudo e nas actividades concretas a realizar, e na possibilidade pessoal de levar essa planificação à prática.

O horário deve ser equilibrado, prevendo períodos de estudo mais longos nos dias com menos aulas e, períodos de estudo mais curtos nos dias mais sobrecarregados.

A PLANIFICAÇÃO

Evita:

A ansiedade

O cansaço

A pressão

O esforço desnecessário

Os problemas de tempo

Os contratempos de última hora

Melhora:

 

O rendimento

A organização

A concentração

A autonomia

A motivação

 

Permite:

 

Ter os estudos em dia

Superar as dificuldades

 

Ter maior disponibilidade para o lazer

Controlar o tempo

Ter uma visão global da matéria

IMPORTANTE: Não é fácil fazer ou cumprir um horário, mas vale a pena tentar. O horário não é uma prisão ou uma ―camisa-de-forças‖, de onde não se possa fugir. O horário é um guia que te leva a trabalhar com regularidade. O trabalho regular representa um exercício de autodisciplina e uma segurança contra imprevistos.

PLANIFICAÇÃO ANUAL

Ano Lectivo 20_ / 20_

6
6
Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Mês Dia
Set.
Out.
Nov.
Dez.
Jan.
Fev.
Mar.
Abr.
Mai.
Jun.
Mês
Dia
Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Mês Dia
Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Mês Dia

Pinta de vermelho os espaços correspondentes a sábados, domingos e feriados.

Assinala datas especificas que não deves esquecer, como férias, aniversários, …

Ao longo do ano vai marcando datas de: testes; trabalhos; visitas de estudo; outros.

Assim, poderás ter uma visão global do teu ano lectivo.

O MEU HORÁRIO DE ESTUDO SEMANAL 7 SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO 8.30
O MEU HORÁRIO DE ESTUDO SEMANAL
7
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
SÁBADO
DOMINGO
8.30
9.30
10.30
11.30
12.30
13.30
14.30
15.30
16.30
17.30
18.30
19.30
20.30
21.30

1. Assinala o horário das aulas com uma cor.

2. Assinala o horário das actividades não escolares mas que são obrigatórias, fixas e regulares, tais como refeições, tarefas domésticas, actividades desportivas, utilizando uma cor diferente.

3. Por fim, assinala os períodos que podes dedicar ao estudo, com outra cor.

4. Dedica diariamente algum tempo para fazer revisões da matéria dada nesse dia e os trabalhos de casa dessas disciplinas. Nos dias em que tiveres menos aulas e numa pequena parte do fim-de-semana, dedica algumas horas a fazer revisões mais aprofundadas, a estudar as matérias em que tens mais dificuldades, a preparar testes, …

52

SESSÃO UM DIA SÓ TEM 24 HORAS! 5
SESSÃO
UM DIA SÓ TEM 24 HORAS!
5

COMO PLANIFICAR E ORGANIZAR A MINHA SESSÃO DE ESTUDO

1. Para o estudo te render, começa por definir os teus objectivos e o trabalho que vais ter que fazer. Há perguntas que te podem ajudar.

Antes do estudo
Antes do
estudo

O

que tenho

Trabalhos de casa das disciplinas de…

de fazer hoje?

Rever matéria dada nas aulas de…

Preparar o teste de…

Fazer revisões da matéria…da disciplina de…

Como vou

Dar mais tempo às disciplinas em que tenho mais necessidade de estudo

distribuir as

actividades?

Começar pela disciplina de dificuldade média e de que gosto mais

Continuar com as disciplinas mais difíceis

Deixar as disciplinas mais fáceis para o fim

Prever pequenos intervalos para descansar

De que

Pensar no material necessário: manuais, cadernos diários, dicionários, máquina de

material vou

precisar?

calcular, lápis, borracha,…

Colocar todo esse material no local de estudo

O

que vou

Que assuntos/matérias vou estudar?

exactamente

Em que capítulos/páginas do manual está essa

fazer?

matéria?

Em que lições do caderno diário está essa matéria?

Que actividades vou fazer para estudar? (ler as páginas do manual, fazer resumos, resolver exercícios,…)

53

2. Quando acabares de estudar, precisas de fazer a avaliação do teu trabalho.

Depois do estudo
Depois do
estudo

Cumpri os meus objectivos?

Posso fazer perguntas a mim próprio ou pedir a um familiar ou a um colega que mas faça

Já consegui aprender aquilo que queria?

Se tiver dúvidas, pergunto a um colega ou anoto-as para perguntar, na aula, ao professor

Atenção:

Se conseguiste cumprir os teus objectivos, estás de parabéns. Vai fazer uma coisa de que gostas como recompensa.

Se não conseguiste atingir os teus objectivos, precisas de rever o teu plano de estudo e analisar o que falhou.

A MINHA SESSÃO DE ESTUDO

DATA:

8
8
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações
Hora Disciplina Matéria Pág. do manual Nº da lição Actividades Observações

Hora

Disciplina

Matéria

Pág. do manual

Nº da lição

Actividades

Observações

AUTO-AVALIAÇÃO DA MINHA SESSÃO DE ESTUDO

9
9

Quando terminares o teu estudo diário, vê se conseguiste atingir os teus objectivos.

Preenche a ficha que se segue.

Se alguma resposta for ―não‖, pensa numa forma de ultrapassar o problema.

Se responderes ―não‖ a tudo, reflecte um pouco e tenta ver o que falhou, para poderes encontrar forma de estudar mais eficaz.

Possíveis dificuldades

Sim

Não

Soluções

1. Distribui bem o tempo pelas várias disciplinas?

     

2. Consegui definir o que tinha que estudar em cada disciplina?

     

3. Consegui encontrar essa matéria no manual e no caderno diário?

     

4. Estudei com atenção e com cuidado?

     

5. Percebi a matéria?

     

6. As actividades que eu escolhi ajudaram-me a aprender?

     

56

UNIDADE 3
UNIDADE
3

LEITURA / ESCRITA

SESSÃO 6

Vamos conhecer um livro!

SESSÃO 7

Quem conta um conto…

SESSÃO 8

Texto Criativo/ Texto Informativo

SESSÃO 6
SESSÃO
6

VAMOS CONHECER UM LIVRO

ENQUADRAMENTO
ENQUADRAMENTO

Uma das áreas em que muitos jovens sentem grande incapacidade é a da leitura. O facto de lhes ser difícil interpretar textos escritos acarreta dificuldades acrescidas em várias disciplinas.

Propomo-nos fazer uma abordagem global da leitura e também de algumas competências específicas deste domínio.

OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

Dar a conhecer as três fases de leitura:

Pré-leitura

Leitura compreensiva

Pós-leitura

OBJECTIVOS Dar a conhecer as três fases de leitura:  Pré-leitura  Leitura compreensiva  Pós-leitura
ACTIVIDADE 10
ACTIVIDADE
10

COMO LER E COMPREENDER MELHOR UM TEXTO

Numa primeira fase é importante explorar os hábitos de leitura de cada jovem. Realizar, de seguida, um pequeno debate sobre a importância da leitura como veiculo prioritário para a aquisição de novos conhecimentos.

Posteriormente, é facultado uma ficha/ajuda para operacionalizar as fases de estudo de um texto. O seu conteúdo pode ser trabalhado de diferentes maneiras:

A ficha referida é lida e analisada e, depois, aplicada por modelação.

É possível levar os jovens a aperceberem-se da melhoria dos resultados práticos quando se faz a abordagem sistematizada de um texto, utilizando o seguinte processo:

1. Pedir aos jovens que leiam um texto e, de seguida, que respondam a um questionário.

2. Pedir aos jovens que trabalhem outro texto, de acordo com as instruções que vão sendo dadas oralmente pelo técnico, de uma forma mais ou menos directa, e que são as que estão contidas na ficha, ex: o técnico pode começar por um questionamento sobre as imagens e sobre o título. Após a leitura do texto, seguindo todas as fases descritas na ficha, os jovens respondem também a um questionário.

3. O técnico promove um debate no grupo sobre a diferença de resultados e dos processos utilizados na leitura dos dois textos.

4. A ficha é distribuída e analisada.

SESSÃO 7
SESSÃO
7
OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

QUEM CONTA UM CONTO…

Conhecer as especificidades dos textos literários.

Fases de escrita de um texto ACTIVIDADE 11 Nesta ficha estão organizadas, em esquema, os
Fases de escrita de um texto
ACTIVIDADE
11
Nesta ficha estão organizadas, em esquema, os passos utilizados na
abordagem à escrita. Depois de a mesma ser distribuída aos jovens, será
analisada em conjunto.
O CAMINHO PARA ESCREVER UM TEXTO ACTIVIDADE 12 Esta ficha ajuda a operacionalizar o esquema
O CAMINHO PARA ESCREVER UM TEXTO
ACTIVIDADE
12
Esta ficha ajuda a operacionalizar o esquema que vem referido nas fases
de escrita de um texto, através da sugestão de questões orientadas,
relativas a cada uma dessas fases. O jovem será então colocado perante
uma situação concreta, que lhe permitirá compreender melhor o processo
para que mais tarde o possa aplicar autonomamente. É de salientar que
este tipo de actividade facilita o trabalho aos jovens que aprendem de uma
forma visual e através de esquematizações.

60

SESSÃO 8 OBJECTIVOS
SESSÃO
8
OBJECTIVOS

TEXTO CRIATIVO / TEXTO INFORMATIVO

Identificar e distinguir texto criativo narrativo / descritivo e texto informativo expositivo argumentativo

TEXTO CRIATIVO – NARRATIVO / DESCRITIVO ACTIVIDADE TEXTO INFORMATIVO – EXPOSITIVO – 13 ARGUMENTATIVO O
TEXTO
CRIATIVO
NARRATIVO
/
DESCRITIVO
ACTIVIDADE
TEXTO INFORMATIVO – EXPOSITIVO –
13
ARGUMENTATIVO
O
técnico pede aos jovens que debatam as características dos diversos
tipos de texto. O debate pode ser feito em pequenos grupos e depois em
situação mais alargada. Conforme o ano de escolaridade e o nível de
conhecimento dos jovens, eles poderão reflectir sobre cada um dos tipos
de
texto – Narrativo, Descritivo e Expositivo-argumentativo – em simultâneo
referindo-se até às semelhanças e diferenças dos textos ou abordar cada
tipo de texto em sessões diferentes.
Posteriormente, é distribuída a ficha respectiva a cada tipo de texto, a qual
será lida e analisada.
Os jovens podem produzir, em pequenos grupos, textos de cada um dos
tipos apresentados e depois apresentá-los ao grupo, que fará comentários
e sugestões de modificação e/ou de melhoria.
É
de realçar, perante os jovens, que um texto nunca deve ser entendido
como um produto acabado, mas como algo que pode sempre ser revisto,
corrigido e melhorado.
61
ACTIVIDADE 14
ACTIVIDADE
14

Texto criativo

MAPA DE IDEIAS

TEXTO CRIATIVO / INFORMATIVO

Pode ser utilizado como uma forma de registar ideias que vão surgindo ou como meio de organizar ideias obtidas previamente. No centro coloca-se a ideia principal. A partir daí surgem diversas ideias, que correspondem a diferentes ramos. Cada uma dessas ideias vai gerar outras, relacionadas com as anteriores e que, por isso mesmo, a elas dizem respeito. Assim, o ―mapa de ideias‖ vai crescendo sucessivamente e, a partir dele, produzir-se- á um conjunto de ideias organizadas e interligadas.

Para redigir o seu texto, o jovem pode optar por eliminar algum dos ramos/ideias e aprofundar outros, com ideias secundárias. No caso presente, do texto criativo, terá que respeitar a existência dos seus elementos (personagens, local, etc).

Os jovens podem efectuar a criação das suas histórias individualmente ou em grupo e os resultados obtidos serão mostrados à turma e discutidos.

Texto informativo

O técnico pode utilizar, com esta ficha, uma forma de tratamento idêntico à referida na actividade anterior.

As ideias que vão surgindo ficam organizadas em parágrafos (cada ramo). Os jovens podem, também, fazer a selecção das ideias que vão explorar e eliminar as que não lhes interessam, ou seja, os ramos que as contêm.

MATERIAL DE APOIO À PRÁTICA /ACTIVIDADES

63

SESSÃO VAMOS CONHECER UM LIVRO 6
SESSÃO
VAMOS CONHECER UM LIVRO
6

SUGESTÕES PARA COMBATER OS FANTASMAS DA LEITURA

Imagina que és uma personagem da história e que estás a viver a própria história. Como te sentes? O que pensas das outras personagens? O que pensas do que está a acontecer? O que pensas que vai acontecer?

Imagina que estás no local onde se passa a história ou que está a ser descrito. Imagina que estás perante o objecto, o animal, a planta, a paisagem, etc., que é objecto do texto.

O que podes ver?

Que cheiros sentes? Que sons ouves?

Podes tocar em alguma coisa? Que sensações tem quando tocas nisso? Está quente ou frio? É macio ou áspero?

Estás a presenciar algo que possas provar? Como imaginas o sabor? É doce, amargo, salgado, ácido, agradável, desagradável?

Procura transformar o texto em imagens. O que vês? Tenta desenhar aquilo que vês. Podes fazer um desenho ou uma sequência de desenhos.

Lê em voz alta.

Podes fazer essa tarefa sozinho. Podes até gravar a tua leitura. Em seguida, ouve-a e faz a tua autocrítica (o texto percebe-se bem? Foi lido de uma forma natural ou “aos soluços”?). Faz nova gravação para corrigir os aspectos que achares que devem ser melhorados.

Podes trabalhar com um colega ou com um familiar. Pede-lhe que ouça a tua leitura. Quando terminares, pergunta-lhe o que ele achou (o texto percebe-se bem? Foi lido de uma forma natural ou “aos soluços”?). Lê-o de novo.

Conversa com um colega sobre o texto. Façam perguntas um ao outro sobre o conteúdo do texto. Discutam as vossas opiniões acerca do texto.

Dramatiza a história do texto, sozinho ou com colegas.

Imagina que és cientista ou um historiador e que estás a investigar o assunto de que o texto trata. Dramatiza aquilo que farias. Podes fingir que estás a tirar fotografias a um monumento ou a ver uma planta ao microscópio.

Tira notas do que achares importante.

Faz esquemas com o que achares importante.

Faz perguntas à margem do texto. No fim, lê-as e tenta responder-lhes.

10
10

COMO LER E COMPREENDER MELHOR UM TEXTO

Para leres e compreenderes bem um texto, experimenta utilizar

este processo.

Antes da leitura

Pesquisa ou leitura rápida

Lê os títulos e os subtítulos.

Lê a introdução e as conclusões.

Observa os mapas, as gravuras e os gráficos.

Auto-questionamento

Transforma o título numa questão.

Tenta fazer perguntas sobre o texto.

Exemplos de questões

TEXTOS NARRATIVOS

Quem são as personagens principais?

Quando e onde se passa a acção?

TEXTOS EXPOSITIVOS

Porque é que o professor quer que eu leia este texto?

O que preciso de ficar a saber?

Durante a leitura

Lê todo o texto, com cuidado, para poderes responder a todas as perguntas que fizeste.

Faz novas perguntas e encontra as respostas.

Presta atenção às palavras mais destacadas.

Procura compreender todos os gráficos, figuras, etc…

Tenta identificar as ideias principais.

Clarifica as palavras/conceitos que não compreendes.

Utiliza uma ou várias destas técnicas: sublinhar, anotar, parafrasear, resumir, esquematizar.

Exemplos de questões

TEXTOS NARRATIVOS

O que acontece a cada personagem nos vários momentos da história?

Porque é que isso acontece?

O que vai acontecer a seguir?

TEXTOS EXPOSITIVOS

Qual é a ideia principal?

Em que me baseio para considerar essa ideia a principal?

Que relação existe entre esta matéria e a que estudei até agora?

Que perguntas podem ser feitas

Depois da leitura

1. Auto-avaliação

Vê se compreendes bem o texto. Responde às perguntas que fizeste ou a perguntas que constem no livro.

Conversa com um colega ou familiar sobre o texto.

2. Memorização

Lê os esquemas, as notas, os resumos.

Repete oralmente a matéria ou grava-a.

Escreve o que queres fixar.

Faz revisões frequentes.

65

SESSÃO QUEM CONTA UM CONTO… 7
SESSÃO
QUEM CONTA UM CONTO…
7
11 Definir o tipo de texto Recolha de ideias / informações  Brainstorming  Mapa
11
Definir o tipo de texto
Recolha de ideias /
informações
 Brainstorming
 Mapa de ideias

FASES DE ESCRITA DE UM TEXTO

ANTES DURANTE DEPOIS
ANTES DURANTE DEPOIS

ANTES

DURANTE

DEPOIS

FASES DE ESCRITA DE UM TEXTO ANTES DURANTE DEPOIS Elaboração de um plano (estruturação de ideias)
FASES DE ESCRITA DE UM TEXTO ANTES DURANTE DEPOIS Elaboração de um plano (estruturação de ideias)
Elaboração de um plano (estruturação de ideias)  Desenvolvimento  Introdução e conclusão Rascunho
Elaboração de um plano
(estruturação de ideias)
 Desenvolvimento
 Introdução e
conclusão
Rascunho
Redacção
Autocorrecção  Avaliar  Reescrever PRODUTO ESCRITO 66
Autocorrecção
 Avaliar
 Reescrever
PRODUTO ESCRITO
66
 Introdução e conclusão Rascunho Redacção Autocorrecção  Avaliar  Reescrever PRODUTO ESCRITO 66
 Introdução e conclusão Rascunho Redacção Autocorrecção  Avaliar  Reescrever PRODUTO ESCRITO 66

O CAMINHO PARA ESCREVER UM TEXTO

12
12

ANTES

1 Que tipo de texto vou escrever?

2 Como vou recolher as ideias/informação?

DURANTE

DEPOIS

3

Como vou organizar a informação?

4

Vou começar a escrever.

Desenvolvimento

Introdução

Conclusão

5

Consegui escrever e responder à tarefa que

me propus fazer?

6 Preciso de melhorar?

SIM

à tarefa que me propus fazer? 6 Preciso de melhorar? SIM NÃO 7 Vou reescrever o

NÃO

tarefa que me propus fazer? 6 Preciso de melhorar? SIM NÃO 7 Vou reescrever o texto,

7 Vou reescrever o texto, melhorando-o (se

necessário).

67

SESSÃO TEXTO CRIATIVO / TEXTO INFORMATIVO 8
SESSÃO
TEXTO CRIATIVO /
TEXTO INFORMATIVO
8

TEXTO CRIATIVO NARRATIVO

13
13

ELEMENTOS

ESTRUTURA

(tipo conto

tradicional)

ACÇÃO

Que acontecimentos vão ser narrados? Como se vão desenrolar?

PERSONAGENS

Quem intervém?

TEMPO

Em que momento decorrem os acontecimentos?

ESPAÇO

Onde se desenrola a acção?

NARRADOR

É ou não personagem da história? Narra na 1ª ou 3ª pessoa? De que modo relata os factos? Sério, irónico, cómico…?

TÍTULO

Que palavra ou expressão pode ser mais sugestiva?

INTRODUÇÃO

Situação inicial/Apresentação do herói.

DESENVOLVIME

Projectos e desejos do herói. Obstáculos levantados à concretização dos desejos. Auxílios prestados para a realização de desejos. Sucessos e insucessos do herói.

NTO

CONCLUSÃO

Situação final/Desenlace

REGRAS

A

ordem do relato dos factos (cronológica

ou outra).

Articulação de frases e parágrafos.

Situar os factos no tempo e no espaço.

Introdução do discurso directo e regras da sua utilização.

Importância do pretérito perfeito.

Variedade e expressividade do vocabulário

e outros recursos expressivos (metáfora,

personificação, hipérbole, ironia, etc.).

68

TEXTO CRIATIVO DESCRITIVO

TIPOS DE

DESCRIÇÃO

TÉCNICAS

REGRAS

DESCRIÇÃO

O

autor usa rigor e imparcialidade.

OBJECTIVA

Faz referência a características

captadas pelos sentidos.

DESCRIÇÃO

O

autor transmite sensações e

SUBJECTIVA

emoções pessoais na descrição

1. Escolher um ponto de observação (uma janela, um miradouro, …) e o modo de observação (fixo ou em movimento)

2. Definir o campo de observação:

Sectores (direita, esquerda…superior, inferior…)

Planos (primeiro, segundo, terceiro…)

3. Efectuar o primeiro registo de observações:

Impressão de conjunto;

Pormenores captados pelos sentidos (formas, cheiros, sons, cor, brilho…)

4. Ordenar as observações:

Da impressão de conjunto para os pormenores;

Dos pormenores para o aspecto global;

Do plano mais próximo para o mais distante.

Construção de parágrafos de acordo com a ordem das observações. Localização (advérbios e locuções adverbiais) e caracterização (adjectivos) de cada um dos aspectos seleccionados. Indicativo presente e imperfeito Evitar a repetição dos verbos ser, haver, ter e estar. Vocabulário sugestivo e outros recursos expressivos (comparação, metáfora, personificação,…)

TEXTO INFORMATIVO EXPOSITIVO/ARGUMENTATIVO

Apresenta uma tese. Fornece os dados e as observações que podem ser úteis para convencer o leitor da sua validade.

TIPOS DE TEXTO

ESTRUTURA

REGRAS

TEXTO

Apresentação global de tudo o que se refere a uma questão:

EXPOSITIVO

Delimitação do tema e fornecimento dos seus antecedentes;

Apresentação do estado da questão;

Desenvolvimento: podendo incluir demonstração, descrição, caracterização, processos e resultados;

Conclusão: síntese das ideias principais.

TEXTO

Apresentação de argumentos ou conjuntos de razões a favor ou contra uma opinião ou tese:

Expressão de certeza, dúvida ou opinião;

ARGUMENTATIVO

Justificação de uma opinião;

Desenvolvimento de um ponto de vista.

INTRODUÇÃO

Colocar o problema (de que se trata?)

Situar no contexto (porquê este problema?)

Enunciar o plano (quais os pontos a focar?)

Não deve ser demasiado longa nem demasiado geral. Um a dois parágrafos.

DESENVOLVIMENTO

De acordo com o que foi referido anteriormente.

CONCLUSÃO

Sintetizar as etapas do plano (resume o desenvolvimento).

Mostrar a resolução do problema.

Definir o ponto de vista sobre o problema, de forma persuasiva.

Deve dar resposta às questões levantadas na introdução. Um a dois parágrafos.

Despertar interesse. Ser concreto. Envolver o leitor, fazendo-o partilhar os nossos pontos de vista.

Destacar aspectos importantes da tese de um texto, evidenciando o problema-alvo.

Usar poucos argumentos, mas de boa qualidade.

Mostrar/provar em vez de declarar. Ser concreto e dar exemplos e pormenores.

MAPA DE IDEIAS

Texto criativo

Inventa uma história ou pensa numa que já conheças.

14
14

Preenche o mapa de ideias, de acordo com essa história.

Podes modificar o mapa, se precisares. Ilustra-o.

Personagens Oponentes Principal Secundárias Titulo Tempo Adjuvante Espaço 71
Personagens
Oponentes
Principal
Secundárias
Titulo
Tempo
Adjuvante
Espaço
71

MAPA DE IDEIAS

Texto informativo

Reflecte sobre o tema indicado pelo teu professor e preenche o mapa de ideias. Podes modificá-lo, se precisares. Ilustra-o.

TEMA
TEMA

72

CONECTORES

Provar

Com efeito

Uma vez que

Ainda mais

Decerto

Sem dúvida

Com certeza

Efectivamente

Deste modo

Na verdade

Ora

Explicar/Clarificar

Isto é

Ou antes

Aliás

Ou seja

Quer dizer

Por outras palavras

Ou melhor

Melhor dizendo

Então

Tomemos como exemplo

Pode dizer-se

É o caso de

Neste caso

Como veremos

Por vezes

Veja-se

Compare-se

Assim

Observe-se

Em relação

No que diz respeito a

Até

Sendo assim

Às vezes

Ligar temporalmente

Quando

Antes

Entretanto

Depois

Logo que

Ilustrar/exemplificar

Assim Por exemplo É de realçar

Ressalta-se

Importa salientar

É importante frisar

Reforçar a ideia

Como já foi dito

Por isso

Na grande maioria

Em favor de

Em virtude de

Além disso

Neste caso

Também

De acordo com

Ou mesmo

Além de

Ainda

Sobretudo

Por esta razão

Note-se

Para além de

Atenuar/restringir

Oposição/contraste

Mas

Porém

Apesar disso

Pelo contrário

Pelo menos

Ressalve-se

Neste caso

No entanto

Todavia

Concluir

Em conclusão Finalmente Por todas estas

razões

Definitivamente

Consequentemente

Em consequência

Em síntese

Enfim

Semelhança

Do mesmo modo

Igualmente

Causa

Porque

Visto que

Dado que

Consequência

Daí

Portanto

Por isso

Ligar espacialmente

Por um lado

Por outro lado

Ao lado de À direita No meio Ao fundo Sobre

UNIDADE 4
UNIDADE
4

AVALIAÇÃO

SESSÃO 9

Qual destas afirmações está correcta?

SESSÃO 10

O que mudou?

SESSÃO 9
SESSÃO
9
OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

QUAL DESTAS AFIRMAÇÕES ESTÁ CORRECTA?

Avaliar as atitudes dos jovens perante uma prova de avaliação, designadamente o antes, durante e depois, de forma a identificar e superar as suas dificuldades.

ENQUADRAMENTO
ENQUADRAMENTO

Muitos jovens queixam-se de que estudam, sabem a matéria mas os testes não lhes correm bem. Outros dizem que não sabem como se devem preparar. Outros, ainda, não se sentem motivados para estudar ou não acreditam nas suas capacidades.

A realização de testes é causa de grande ansiedade para muitos jovens.

A preparação para os testes passa por três fases, que por sua vez pressupõem três condições básicas.

FASES

PRÉ-TESTE
PRÉ-TESTE
PRÉ-TESTE

PRÉ-TESTE

TESTE
TESTE
TESTE

TESTE

PÓS-TESTE
PÓS-TESTE
PÓS-TESTE

PÓS-TESTE

condições básicas. FASES PRÉ-TESTE TESTE PÓS-TESTE CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO  Atitudes
condições básicas. FASES PRÉ-TESTE TESTE PÓS-TESTE CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO  Atitudes
condições básicas. FASES PRÉ-TESTE TESTE PÓS-TESTE CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO  Atitudes
condições básicas. FASES PRÉ-TESTE TESTE PÓS-TESTE CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO  Atitudes
condições básicas. FASES PRÉ-TESTE TESTE PÓS-TESTE CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO  Atitudes

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O SUCESSO

Atitudes positivas

Informação suficiente

Autocontrolo

75

ACTIVIDADE COMO ME SINTO FACE AOS TESTES 15 Os jovens precisam de tomar consciência daquilo
ACTIVIDADE
COMO ME SINTO FACE AOS TESTES
15
Os jovens precisam de tomar consciência daquilo que os atemoriza nos testes,
para que possam encontrar as suas estratégias de resolução. Esta ficha é
preenchida individualmente. Conforme as situações, o técnico pode optar por
diferentes estratégias para posterior tratamento:
 Uma conversa do técnico apenas com o jovem
 Debate em pequenos grupos, seguido de debate alargado ao grupo
 Debate pelo grupo
Ao responder à ficha, o jovem apercebe-se de algumas situações de que não
tinha tomado consciência como, por exemplo, que durante os testes pensa
frequentemente que os outros estão a conseguir fazer bem e só ele é que está
a fazer tudo mal. Nesta situação a tomada de consciência da situação pode ser
suficiente para que resolva o problema. Se não for esse o caso, a detecção da
existência do problema irá facilitar a procura de estratégias de resolução. Com
um debate em grupo, os jovens podem falar das suas experiências pessoais e
da forma como alguns deles ultrapassam este ou aquele problema. Outros
poderão rever-se na situação descrita e conseguir desdramatizar o que o
atormenta ou encontrar meios de enfrentar as suas angústias e viver a
preparação para os testes e a sua execução de uma forma mais positiva.
AUTO-AVALIAÇÃO DO TESTE ACTIVIDADE 16 O objectivo desta ficha é ajudar a que haja uma
AUTO-AVALIAÇÃO DO TESTE
ACTIVIDADE
16
O objectivo desta ficha é ajudar a que haja uma compreensão
de razões que contribuem para o insucesso. Deve ser preenchida no sentido de
transformar os fracassos em oportunidades de aprendizagem.
Isto passa também pelo estabelecimento de um plano de recuperação, pela
definição de objectivos e pela elaboração de um calendário de estudo.
SESSÃO 10
SESSÃO
10
OBJECTIVOS
OBJECTIVOS

O QUE MUDOU?

Avaliação do recurso PRO'XTUDO com vista a completar um ciclo, promover um debate entre os jovens, tendo como linha orientadora a pergunta:

O que mudou?

Preenchimento de uma ficha de avaliação.

MATERIAL DE APOIO À PRÁTICA /ACTIVIDADES

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SESSÃO QUAL DESTAS AFIRMAÇÕES ESTÁ CORRECTA? 9
SESSÃO
QUAL DESTAS AFIRMAÇÕES ESTÁ CORRECTA?
9

Caso deseje alcançar bons resultados nas minhas provas de avaliação (orais ou escritas), devo procurar:

1 Preparar-me com tempo (Não devo guardar o estudo para a última hora).

2 Realizar uma cuidadosa revisão final da matéria, antes de cada prova.

3 Treinar-me para dar respostas (Devo imaginar perguntas e resolver testes antigos).

4 Encarar as provas de avaliação com auto-confiança.

5 Pensar antes de responder.

6 Captar sempre o sentido exacto da pergunta.

7 Responder de forma clara.

8 Evitar falar sobre a matéria que não domino bem, nas minhas respostas.

9 Assumir as responsabilidades perante uma nota negativa.

10 Aproveitar o aviso de uma nota baixa para adoptar novos métodos de trabalho/estudo.

ANTES DO TESTE: PLANIFICAÇÃO DO ESTUDO

RECOLHER INFORMAÇÃO

Data e hora: junto do professor

Matéria: junto do professor, nos livros e cadernos

PERIODO DE TEMPO ATÉ AO TESTE PLANIFICAÇÃO DO ESTUDO

Estipular quantas vezes é necessário ler a matéria

Consideração da matéria a estudar (ver quantas folhas é necessário estudar por dia)

Estipular quanto tem que estudar (para poder ler a matéria x vezes)

COMEÇAR A ESTUDAR CUMPRIR O PLANO DE ESTUDO

Não estudar durante períodos de tempo muito longos

Distribuir o tempo de forma a contemplar as actividades de que se gosta (ver televisão, praticar desporto, passear com os amigos…)

VÉSPERA DO TESTE

Rever a matéria

Fazer exercícios

Fazer testes antigos

Imaginar questões

NO DIA DO TESTE

Recolher informação sobre o teste

Não estudo mais motivo: pode-me provocar ansiedade

Procuro chegar antes da hora marcada

Levo para o teste todo o material necessário

Escuto com muita atenção todas as indicações dadas pelo professor

Leio todo o enunciado do teste antes de começar a responder

Leio cada pergunta com muita atenção e ordeno mentalmente a resposta:

o

Introdução

o

Desenvolvimento

o

Conclusão

Começo pelas perguntas mais fáceis, controlando o tempo

Continuo com as perguntas mais difíceis, conservando a calma

Expresso os meus próprios conhecimentos sem copiar, procurando ser honesto com os

meus colegas.

DEPOIS DO TESTE:

REACÇÃO AO TESTE

Se as notas forem:

- ALTAS

reforçam a minha motivação e auto-confiança indicam que estou no bom caminho

- BAIXAS

não as devo encarar como castigo ou punição

são para mim um “cartão amarelo”, um sério aviso de que necessito de

“mudar de caminho” e de alterar as minhas estratégias face aos testes:

Estudar mais esta ou aquela matéria Pedir explicações ao professor Aprender com os meus erros

não devo culpar os outros

IMPORTANTE: A TUA MEMÓRIA NÃO É ELASTICA! Os teus resultados serão positivos se realmente tiveres estudado e para isso é essencial disciplina e motivação

Para conquistar uma boa memória e combater o esquecimento, deves procurar:

1 Tentar compreender, antes de decorar.

2 Descobrir e fixar a ideia principal das várias informações que desejas reter.

3 Nunca perder de vista o todo (Tens que dividir a matéria em partes, para poder

estudar melhor).

4 Relacionar a matéria nova com os conhecimentos já adquiridos (Tens que

associar o novo com o antigo).

5 Utilizar a auto-avaliação para medir o teu nível de aprendizagem e assim poderes orientar o teu estudo.