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(…)

Il Tribunale, in composizione collegiale nelle persone dei seguenti magistrati:


Dott.ssa Franca Mangano Presidente
Dott. Vincenzo Vitalone Giudice
Dott.ssa Cecilia Pratesi Giudice rel.
ha pronunciato la seguente
SENTENZA
nella causa civile di I Grado promossa da:
________________ nata il ___________ in Brasile, ____________ nata il _____________ in
Brasile, _________________ nata il ___________, __________________ nata il __________ in
Brasile, tutti rappresentati ed assistiti dall’Avv. __________________
Attori
contro
MINISTERO DELL’INTERNO
Convenuto, contumace
con l’intervento del Pubblico Ministero presso il Tribunale

OGGETTO: riconoscimento della cittadinanza italiana.

RAGIONI DI FATTO E DI DIRITTO DELLA DECISIONE


Con atto di citazione ritualmente notificato, gli attori hanno convenuto dinanzi al Tribunale di Roma
il Ministero dell’Interno per sentir dichiarare il proprio status di cittadini italiani.
Il Ministero non si è costituito in giudizio.
Gli attori hanno esposto e provato attraverso la produzione di documenti anagrafici muniti di
apostille, di discendere dal cittadino italiano ___________________
(…)
In questa sede, deve osservarsi che la linea di discendenza che riconduce all’avo italiano non
contempla passaggi per via materna intervenuti prima dell’entrata in vigore della nostra Carta
Costituzionale.
La circostanza è rilevante, in quanto nessun ostacolo normativo poteva opporsi – neppure ratione
temporis - alla trasmissione della cittadinanza italiana sulla base della legge vigente al momento in
cui i singoli discendenti sono venuti al mondo; in altre parole la trasmissione è avvenuta
indipendentemente dai successivi portati della giurisprudenza costituzionale e di legittimità, che
hanno determinato dapprima a veder cadere il criterio di trasmissione unicamente maschile, e quindi
a considerare applicabile il sistema adeguato ai valori costituzionali anche ai discendenti nati prima
dell’entrata in vigore della Costituzione Italiana.
Se dunque non ad una lettura giurisprudenziale ma dalla applicazione della normativa vigente si
deve la trasmissione della cittadinanza, la domanda deve essere vagliata sotto il profilo
dell’interesse ad agire.
Ebbene, gli attori hanno dato prova di aver presentato nell’agosto e settembre 2015 al Consolato
d’Italia a Belo Horizonte (MG-Brasile) nonché al Consolato Generale d’Italia a Rio de Janiero (RJ-
Brasile), territorialmente competenti per la rispettive residenze - la richiesta di riconoscimento della
cittadinanza italiana iure sanguinis (doc.18 lett.a-d); domande che sono state regolarmente
accettate dalle suddette autorità Consolari; essi hanno inoltre dato contezza delle liste di attesa
relative alle richieste di riconoscimento della cittadinanza italiana presso dette rappresentanze
diplomatiche: ne emerge che le ultime convocazioni disposte dal Consolato Generale d’Italia a Rio
de Janiero per l’anno 2016 (più precisamente per il periodo compreso tra il 05.01.2016 e
24.02.2016), ai soli fini della presentazione della documentazione occorrente per istruire la pratica,
attengono alle richieste di riconoscimento presentate negli anni 2010 e 2011. Inoltre, sempre
dall’esame della documentazione prodotta dagli attori emerge che, anche per le domande
presentate dinanzi al Consolato d’Italia a Belo Horizonte si è dinanzi ad una paralisi della procedura
amministrativa di riconoscimento dello status civitatis italiano iure sanguinis. In effetti sul sito web
del Consolato d’Italia a Belo Horizonte le domande presentate successivamente al 03.05.2013 non
risultano inserite nella suddetta “lista d’attesa per il riconoscimento della cittadinanza italiana” e le
convocazioni previste per l’anno 2015 riguardano domande presentate nel periodo ricompreso tra
01.01.2006 e 31.12.2006.
Ne deriva pertanto un’assoluta incertezza in ordine alla definizione da parte delle suddette autorità
della richiesta presentata dagli attori.
Ebbene, simili coordinate temporali si sostanziano in un diniego di riconoscimento del diritto vantato
dai richiedenti, giustificando così il loro accesso alla via giurisdizionale.
P.Q.M.
il Tribunale, definitivamente pronunciando, così provvede:
1) dichiara che le signore _______________________ sono cittadine italiane;
2) ordina alle competenti autorità di procedere alle relative annotazioni e trascrizioni nei Registri
dello Stato Civile;

Così deciso in Roma nella camera di consiglio del Tribunale, in data 19.5.2017
Il Giudice rel. ed est. Il Presidente
Cecilia Pratesi Franca Mangano
TRADUÇÃO

(…)

O tribunal, em composição colegial pelas pessoas dos seguintes magistrados:


Dra. Franca Mangano Presidente
Dr. Vincenzo Vitalone Juíz
Dra. Cecilia Pratesi Juíza rel.
pronunciou a seguinte
SENTENÇA

de causa civil de Primeiro Grau promovida por:


nascida em no Brasil, nascida em
no Brasil, nascida em ,
nascida em no Brasil, todas representadas e assistidas
pelo advogado
Autoras
contra
MINISTERO DELL’INTERNO
Polo passivo
com intervenção do Público Ministério através do Tribunal

OBJETO: reconhecimento da cidadania italiana.

RAZÕES DE FACTO E DE DIREITO DA DECISÃO


Com petição ritualmente declarada, os atores acionaram diante do Tribunal de Roma o Ministero
dell’Interno para verem declarado o status de cidadãos italianos.

O Ministero não apresentou defesa.

As autoras apresentaram e provaram através de documentos de registros públicos apostilados


que são descendentes do cidadão italiano___________

(…)

Destarte, deve-se observar que a linhagem de descendência que remete ao antepassado italiano
não contempla passagens por via materna ocorridas antes da entrada em vigor de nossa Carta
Constitucional [1948].

Trata-se de afirmação relevante, porquanto não haveria nenhum obstáculo normativo –


tampouco ratione temporis – à transmissão da cidadania italiana com fundamento na lei vigente
no momento em que cada descendente veio ao mundo; em outras palavras, a transmissão se
deu independentemente das sucessivas definições de jurisprudências constitucionais e de
legitimidade, que determinaram originariamente a queda do critério de transmissão unicamente
masculina, e, portanto, fizeram considerar-se aplicável o sistema pertinente aos valores
constitucionais também aos descendentes nascidos antes da entrada em vigor da Constituição
Italiana.
Se, então, não é através de uma interpretação jurisprudencial, mas de uma aplicação dos
normativos vigentes, que se deve a transmissão da cidadania [italiana], a petição deve ser
avaliada sob o prisma do interesse de ação pela parte interessada.

Destarte, os atores provaram que apresentaram, em agosto e setembro de 2015, ao


Consulado da Itália em Belo Horizonte (MG – Brasil) e também ao Consulado Geral da Itália
no Rio de Janeiro (RJ – Brasil), territorialmente competentes para as respectivas residências,
o pedido de reconhecimento da cidadania italiana iure sanguinis (anexo 18), pedidos que
foram aceitos normalmente pela supracitadas autoridades consulares, que também deram
conhecimento sobre as listas de espera relativas ao reconhecimento da cidadania italiana
através dessas autoridades diplomáticas: disso se nota que as últimas convocações
realizadas pelo Consulado Geral da Itália para o ano de 2016 (mais precisamente pelo período
de 5-1-2016 e 24-2-2016), com o único propósito de apresentação da documentação
necessária para instruir o processo, tratam-se de processos de reconhecimento apresentados
nos anos de 2010 e 2011. Adicionalmente, sempre a partir da análise da documentação
apresentada pelas autoras, nota-se que, também para os pedidos apresentados ao Consulado
da Itália em Belo Horizonte, verifica-se uma paralisia dos processos adminsitrativos de
reconhecimento do status civitatis italiano iure sanguinis. Com efeito, no sítio eletrônico do
Consulado da Itália em Belo Horizonte, os pedidos apresentados sucessivamente desde 3-5-
2013 não estão inseridos na supracitada “lista de espera para o reconhecimento da cidadania
italiana” e as convocações previstas para o ano de 2015 dizem respeito a pedidos
apresentados no período de 1-1-2006 a 31-12-2006.

Disso resulta, portanto, absoluta incerteza sobre a definição, pelas autoridades retro aduzidas,
a respeito do pedido apresentado pelas autoras.

Destarte, os tempos de espera resultam em negação de reconhecimento de direito das


autoras, justificando, assim, o acesso à via judicial.

POR ESSES MOTIVOS


O Tribunal, pronunciando-se definitivamente, assim decide:
1) Declara que as senhoras são cidadãs italianas;
2) Ordena às autoridades competentes de proceder com as devidas anotações e transcrições
nos Registros Públicos;

Assim foi decidido em Roma na câmara do conselho do Tribunal, na data


de 19-5-2017

Juíza relatora Presidente


Cecilia Pratesi Franca Mangano