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Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea

solta à sua avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua
despertaram nele maiores ânsias de conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele
pináculo da Sabedoria. Escalou todas as elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. maiores ânsias de conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso pináculo da Sabedoria.
Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e Escalou todas as elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a
mortíferas; porém, para sua desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela Carlos Bernardo
as armas González
mais tremendas Pecotche
e mortíferas;
desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador, representado nos grandes
porém, para sua
Criador, representado nos grandes arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente,
que proporciona em seu percurso informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente, que proporciona em seu percurso RAUMSOL
sua origem, existência e destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de sua origem, existência e destino, em

Logosofia
verificaram-se estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano,
Os avanços quando o ente
iniciais em buscahumano,
do saber inquieto por excelência,
verificaram-se quandodeu rédea
o ente solta à inquieto
humano, sua avidez,porexplorando
excelência, edeu
Do mesmo autor: conquistando
rédea solta terras. Nessa empresa
à sua avidez, explorando encontrou e descobriu
e conquistando muitas
terras. Nessa coisas,
empresaque encontrou
despertaram nele maiores
e descobriu ânsias de
muitas
inquieto por Os excelência, deu rédea
avanços iniciais emsolta
buscaà sua avidez,
do saber explorando equando
verificaram-se conquistando terras. Nessa
o ente humano, empresa
inquieto encontrou edeu
por excelência,
conhecimento. Desde entãonelefoi constante sua preocupação por alcançar descobriu muitas coisas, quesolta
despertaram nele explorando
maiores ânsias de conhecimento.terras.Desde
Nessaentão foi constante
encontrousua preocupação
coisas, que despertaram maiores ânsias de conhecimento. Desde oentão
excelso
foi pináculo
constanteda suaSabedoria.
preocupação Escalou
por por alcançar o excelso
rédea
pináculo
à sua avidez,
da Sabedoria.
e conquistando empresa e descobriu muitas
Introdução ao todas as elevações
alcançar o excelsoquepináculo
pôde, tanto em ciênciaEscalou
da Sabedoria. e em arte,
todascomo em filosofia
as elevações queepôde,
religião. Chegou,
tanto inclusive,
em ciência e em aarte,
descobrir coisas, que despertaram neleEscalou
maiorestodas
ânsiasasde
elevações que pôde,
conhecimento. tantoentão
Desde em ciência e em arte,
foi constante como em
sua preocupação
os como
segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para sua filosofia e religião.por
Chegou, inclusive,
alcançar o excelsoa descobrir
pináculo osdasegredos
Sabedoria. da Escalou
energia todas
termonuclear, fabricando
as elevações comtanto
que pôde, ela asemarmas mais
ciência e em
em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando tremendas e mortíferas;arte, porém,
Conhecimento Logosófico desventura,
com ela asperdeu
armasde vista
mais o caminho
tremendas que haveriaporém,
e mortíferas; de conduzi-lo
para suaàdesventura,
presença deperdeu
seu Criador,
de vistarepresentado
o caminho que nos comopara em sua desventura,
filosofia perdeu
e religião. Chegou,de vista o caminho
inclusive, que haveria
a descobrir de conduzi-lo
os segredos da energiaà presença de
termonuclear,
Exegese Logosófica
“Para o homem que anela supe­rar-se,
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
grandes
percurso
arcanos
informes
da imensa
haveria de conduzi-lo realizaçãodeuniversal.
à presença
diretos deé otudo o que possa
Esserepresentado
seu Criador, caminho é o nos
interessarque
da evolução
ao proporciona
espírito humano
consciente,
grandes arcanos
a respeito
que proporciona
da imensa
deinformes
realização em seu
sua origem, existência e
seu Criador, representado
que proporciona em seuque
caminho
nos com
fabricando grandes
percurso
haveria
arcanos
ela as
informes
armasda
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
imensa
mais realização
tremendas
diretos àdepresença
de conduzi-lo tudo o que
universal.porém,
e mortíferas;
possa
de seu
Esse caminho
interessar
Criador,
para suaé desventura,
ao espírito
representado nos
o da evolução
humano
consciente,
perdeu
grandesa arcanos
respeito da
de vista o
de imensa
sua
universal. Esse caminho da evolução consciente, em seu percurso diretos de A sabedoria logosófica, como fonte de
nada há que m
quando o ente humano, inquieto por excelência, deu
destino,
tudo oem
humano,
queestreita
possa relação,
cominquieto
com
interessar ao aespírito
Suprema
­ elhor lhe aplai­ne o cami­nho mundo interno e descobrindo as maravilhas que nele existem, o
ente por Vontade.s
excelência,avanços
Vontade.s
humano
deu rédea
avanços
a respeito
soltaem
à sua
deiniciais em busca
sua origem,
avidez, explorando
do saber
existência verificaram-se
e destino,
e conquistando
quando o
em estreita
quando oterras. Nessa
origem, existência erealização
quando o
se quando o ente humano,
destino, em
ente
estreita Esse
universal.
humano,
diretos inquieto
de tudo poro que
relação, com aéSuprema
caminho
inquieto
excelência, por
deu rédea
possa interessar
Vontade.s
o da evolução
excelência,
solta à sua
ao espírito
avançosque
consciente,
humanodeu
avidez,
iniciais
explorando
a respeito
em buscaem
proporciona doseu
saber
e conquistando
de sua
verificaram-
percurso informes
terras.eNessa
origem, existência destino,
relação, a Suprema
rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando
iniciais busca do saber verificaram-se ente humano,
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente conhecimentos originais de uma nova
empresa encontrou e descobriu muitas
com coisas, que despertaram nele maiores
iniciais ânsias de conhecimento. Desde então foi o
da inves­ti­ga­ção do que a cla­re­za – pre­ci­sa homem conhecerá seu Criador, masdo isto será de conformidade com seu
empresa encontrou e descobriu muitassoltacoisas, queavidez,
despertaram nele emaiores ânsias de conhecimento. Desde então em estreita relação, a Suprema Vontade.s avanços em busca do saber verificaram-se quando

Os
Os avanços
avanço
inquieto
em direção
foi encontrou
humano,
avanços
por excelência,
constante suainiciais
inquieto
iniciais
preocupação
e descobriu
deu rédea
em busca
à conquista
muitas
por
em
porcoisas,
desse
alcançar
excelência,
busca do
à sua
saber
sabergrande
queodespertaram
explorando
verificaram-se
excelso pináculo
deu rédea
conquistando
e transcendental
da Sabedoria.
nele maiores
verificaram-se solta ânsias Escalou
à sua
quando
terras.
quando Nessa empresa
o ente
todas as elevações
de conhecimento.
avidez, o ente
que pôde,
Desde então foi rédea soltainquieto
humano,
constante sua preocupação à sua avidez, explorando
por excelência,
por alcançar o deu rédeae solta
excelso pináculo conquistando
da à sua avidez, concepção do pensamento universal e
ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando em
Sabedoria. Escalou todas
explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e humano, está promovendo um movimento
as elevações que pôde, tanto terras.
e ao mesmo tempo cer­ ra – de uma desiderato.s
tei­ o humano,
ente
terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas
Os
tanto
avanços
Osexplorando
avanços
humano,
avanços
em ciência
constante
inquieto
iniciais iniciais
e em arte, como
sua preocupação
iniciais
einquieto
conquistando
porem em em
por em
busca
por busca
excelência, busca
filosofia
alcançar
terras.
do do
saber
excelência,
do
e religião.
o excelso
saber
deuNessa saber
Chegou,
pináculo
rédea verificaram-se
da inclusive,
Sabedoria.aEscalou
verificaram-se
empresa
solta
verificaram-se
deu rédea solta
descobrir
encontrou
à sua àavidez,
quando quando
os segredos
todas
quando
sua
tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia
da energia
as elevações
oeente
avidez,
que pôde,
o ente
descobriu
ciência e emNessa
terras.
descobriu
arte, como
Nessa
muitas
em filosofia
coisas, que
e religião. Chegou, inclusive,
maiores ânsias
a descobrir
de
os segredos da energia
empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele maiores ânsias de conhecimento.
empresa encontrou
despertarame nele descobriu muitas
Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso pináculo da Sabedoria. Escalou todas as
termonuclear, fa

expo­si­ção que con­du­za, com fir­me­za e explorando humano,


muitas
explorando
humano,
Os avanços coisas,
e
inquieto
e inquieto
iniciais
conquistandoque
conquistando
porem por
despertaramexcelência,
coisas, que despertaram nele maiores ânsias de terras.
excelência,
busca
terras. do nele
Nessa
deu
saber
Nessa deu
maiores
rédea rédea
empresa ânsias
solta
verificaram-se
empresa solta
à
encontrousua à
de
encontrou sua
avidez,
quando eavidez,
conhecimento.
e odescobriu
ente conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por de saudável reação nos espíritos amantes
elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir
muitas
explorando
humano,
descobriu
termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para sua desventura, perdeu
explorando
Desde então
coisas,
muitas foi
quee conquistando
e conquistando
inquieto
O homem constante
despertaram
por despertaram
coisas, sua
terras.
excelência,
que
deverá terras.
preocupação
nele
despertaram Nessa
deu Nessa
maioresrédeaempresa
nele empresa
por alcançar
ânsias
solta
maiores à de
encontrou
sua encontrou o de
conhecimento.
ânsiasavidez, excelso
e tanto e descobriu
descobriu alcançar ocoisas,
excelso que despertaram
pináculo da Sabedoria. nele
Escaloumaiores
todas as ânsias de
elevações
entãoempenhar seussua melhores
de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador, representado nos grandes arcanos da os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para
Desde
muitasmuitas
pináculo
então
explorando
sem vaci­la­ções, pri­mei­ro ao livre exame e, conhecimento. coisas, coisas,
da
conhecimento. e foi que
Desde que
Sabedoria.
constante
Desdedespertaram
conquistando então Escalou
sua
foi todas
preocupação
foi constante
nele
terras.
constante nele
maiores
Nessa as
suamaiores
elevações
por
empresaânsias
preocupaçãoânsias
alcançar que
de
encontrou de conhecimento.
opôde,
excelso
conhecimento.
por e descobriu
alcançar em que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. do saber e da verdade.
sua desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador,
o Desde
muitasDesde
ciência
pináculo
excelso
imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente, que proporciona em seu percurso
e então
da
então
coisas,
pináculoem foi arte,
Sabedoria.
que foi constante
como
constante
da despertaram
Sabedoria. em
Escalou
sua sua
filosofia
todaspreocupação
preocupação
nele
Escalou e todas
as
maiores religião.
elevações
por por Chegou,
alcançar
ânsias
as que
elevaçõesalcançar
de pôde, o otanto
inclusive,
excelso
conhecimento.
que excelso
pôde, ema conhecimento.
Chegou, inclusive, a descobrirDesde
os segredosentão foi constante
da energia termonuclear, sua
representado nos grandes arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente,

Exegese
esforços e energias em buscar a si mesmo.
informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de sua origem, existência e
Osciênciapináculo
descobrir
eciência
em
preocupação
pináculo da da
osarte, e Sabedoria.
segredos
como
por alcançar da
em Escalou
energia
filosofia
o excelso todas
termonuclear, as por
everificaram-se
religião.
pináculo daeelevações
Chegou,fabricando que pôde,
ocom
oinclusive, oelatanto
ela
aem asem fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para
Desde
tantoOsem então eSabedoria.
foi constante
em arte,Escalou
sua
como todas
preocupação
em as
filosofia elevações que
alcançar
religião. pôde,
Chegou, oente tanto
excelso
­depois, ao conhe­ci­men­to segu­ro daqui­ lo avanços
avanços
avanços iniciais iniciais em busca
em busca do saber
do saber quando ente Entre seus fundamentais ensinamentos
Os iniciais em busca do saber verificaram-se everificaram-se
quando quando ente
humano, que proporciona em seu percurso informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a

Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL


que é obje­to de tão nobre aspi­ra­ção. inquieto
armas
descobrir
ciência
pináculo
inclusive,
humano,
humano,
de
armaspor e
destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
ciência
mais
a emos
da
inquieto
descobrir
vista
mais oos
em
arte,
Sabedoria.
descobrir
inquieto
excelência,
caminho
arte,
tremendas
segredos porcomo
deuos
osconquistando
tremendas segredos
como
da em
Escalou
segredos
excelência,
por
que
em
eenergia
excelência,
rédea
ebuscada
haveriasoltafilosofia
mortíferas;
filosofia
todas
da
deu
energia
mortíferas; deà e
energiaporém,
termonuclear,
rédea
deu
sua religião.
religião.
as elevações
rédeasolta
avidez,
termonuclear,
conduzi-lo
porém,
para
para
fabricando
Chegou,
termonuclear,
soltaà Chegou,
sua
que
sua
explorando à desventura,
avidez,
sua
quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando
sua fabricando
presença
desventura,
inclusive,
com
inclusive,
pôde, avidez,
e
de tanto
fabricando a
conquistando
com
seu
perdeu
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em a
ela as
Criador,
perdeu
sua
Os avanços avançospreocupação
Os desventura,
iniciais emperdeu
busca
iniciais em de
dopor
vista
busca alcançar
saber
do saber o
o verificaram-se
caminho excelso
que haveria
quando
verificaram-se pináculo
deo
quando conduzi-lo
ente o da
humano,
ente
respeito de sua origem, existência e destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais
comciência
elaSabedoria.
descobrirase em
armas Escalou
segredos
arte,
Saberá mais comotodas as elevações
da energia
em
tremendas
prevenir-se contra o que
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filosofia e
mortíferas;
engano pôde,
religião. dastanto
fabricando
Chegou,
porém, para com
inclusive,
sua ela aas humano, à presença
inquieto
inquieto porpordeexcelência,
seu Criador,
excelência, deudeurepresentado
rédea
rédea solta
solta nos
àda
ào suasua grandes
avidez,
avidez, arcanos
explorando
explorando da eestão os que concernem ao conhecimento
terras. Os
Os avanços iniciais em busca do
avanços
explorando
explorando
Nessa empresae iniciais
conquistando
e em
encontrou e do
terras. saber
Nessa
terras.
descobriu Nessa verificaram-se
empresa
muitas empresa encontrou
coisas, quando
encontrou
que e o e
despertaramente
descobriu nele
terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele maiores ânsias de em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua
de
armas
humano,
descobriu
maiores armas
representado
vista
descobrir
e­ desventura,
muitas
Osânsiasmais
avanços mais
omuitas
caminho
os tremendas
perdeu
inquieto
coisas,
de tremendas
nos
segredos de
por
coisas,
que
conhecimento.
iniciais grandes
que da
vista haveria
eque mortíferas;
arcanos
mortíferas;
energia
oDesde
excelência,
despertaram
em busca dode
caminho
despertaram deu
nele da
conduzi-lo
porém,
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então
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imensa
rédea para
haveria
nele
maiores
foi solta para
àrealização
presença
maiores
ânsias
constante
verificaram-se sua
fabricando
àde suasua
desventura,
conduzi-lo desventura,
universal.
de
avidez,
ânsias
de
sua
quando seu
com
de
conhecimento.
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àCriador,
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as perdeu
por eSabedoria.
imensa
conquistando realização
terras.
conquistando Escalou
universal.
Nessa
terras. todas
empresa
Nessa Esse as
encontrou
empresa elevações
caminho é descobriu
e
encontrou que
evolução
e pôde,
muitas
descobriu tanto
consciente,
coisas,
o quequede si mesmo, base ine­gá­vel do conhe­ci­
muitas
Os avanços iniciais em busca do
avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que
Tendo isso em conta, o autor con­si­d
alcançar de
armas
presença de
explorando
conhecimento.
Desde
oOs vista
representado
em ciência
vista o
mais
deentão
excelso
humano, seuo
caminho caminho
nos
tremendas
epináculo
inquieto grandes
e em arte, como
Criador,
conquistando
Desde
foi que
então
constante
por da que
e haveria
arcanos
haveria
mortíferas;
representado
terras.
foisua de da
constante
Sabedoria.
excelência, de
porém,
nos
Nessa
preocupação
deuEscalouconduzi-lo
imensa
em filosofiatale religião.
conduzi-lo empresa
sua
rédea realização
para
grandes à
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por
todas
solta à
presença
sua presença
arcanos
encontrou
alcançar
as
à sua universal.
desventura,
elevações de
da
por de
seu
imensa
eseu seu
Esse
Criador,
perdeu
descobriu
ouniversal.
avidez, excelso
que Criador,
pôde, coisas, queque
despertaram
coisas, proporciona
despertaram
nele
que nele
maiores
despertaram em seude
maiores
ânsias
nele percurso
ânsias
maiores informes
de
conhecimento. diretos
conhecimento.
ânsias de Desde de
então
conhecimento. tudo
Desde então
foiorigem,
constante
Desde
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inclusive, apara conhecer-se
os segredoscomo em
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representado
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realização o
coisas, caminho
universal. nos
que nos
iniciais
grandes
que
Esse grandes
em
despertaram busca
arcanos
haveria
caminho arcanos
do
de
neleé da saber da
imensa
conduzi-lo
o da
maiores imensa
verificaram-se
evolução à
ânsias realização
realização
presença
consciente,
de quando
universal.
de que o ente
Esse
Criador, Esse suaentão em
preocupação
foi ciência
possapor
constante e
interessar
alcançar emao arte,
espírito
o excelso
sua preocupação como
humano
pináculo
por em
alcançar a
da filosofia
respeito
oSabedoria.
excelso de e religião.
sua
Escalou
pináculo todasmento da vida própria, de suas projeções
da
rou essen­ cial e útil a publi­ ca­ alcançar
pináculo
tantoproporciona
ção desta em oavanços
ciência
explorando
humano,
Osentão
representado excelso
e em
edaeeminquieto
nos
seu pináculo
Sabedoria.
arte,
conquistando
iniciais
grandescomo
descobrir
por
percurso em da
Escalou
em Sabedoria.
eexcelência,
busca
arcanos
informes todas
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terras. do
daNessadeu
saber eEscalou
as
imensa
diretos elevações
religião.
empresa
da energia
rédea todas
solta
verificaram-se
realização
de tudo àoconhecimento.
que
Chegou,
encontrouas
esua
elevações
pôde, e tanto
inclusive,
avidez,
quando
universal.
que possa descobriu
oEsse ema
aente existência e destino, asem estreita relação, com aem
Suprema Vontade.
­amplos e pro­fun­dos, uma parte pon­de­rá­que
os
Desde
que
obra, na qual apa­re­ce des­cri­ta, em ter­mdescobrir
saber verificaram-se quando o
pôde,
ciência
destino,
ciência
vel fabricando
para
arcanos Os
os
muitas
pináculo
Chegou,
tremendas Desde
armas
haveria
pináculo
Os
deDesdeem
tanto
segredos
coisas,
explorando
humano,
interessar ao
inclusive,
descobrir
e mortíferas;
então
Os
e mais
de
muitas
descobrir
dasua
vista
emcom
e os
imensa
ciência então
foi
espírito
arte,
conduzi-lo
da
humano,
avanços coisas,
desventura,
oentão
em
explorando
avanços
em
realidade
daestreita e
Sabedoria.
os
avanços
termonuclear,
muitas
explorando coisas, foi
constante
arte,
da
que
e
elafoi
tremendas
Sabedoria.
iniciais
segredos
caminho
realização
arte,
iniciais
ciência
aque
segredos
como
energia
despertaram
conquistando
inquieto humano
relação,
como
asque
inquieto
por
armas em
constante
como
epor
em daem
perdeu
que
sua
em
epor
à presença
em
em
é. Encontrar-se-á
porém,
constante
iniciais
fabricando Escalou
descobrirdaparasua
em
com
a
mais
Escalou
busca
despertaram
energia
haveria
universal.
em
conquistando
busca
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sua
arte,
filosofia
termonuclear,
a
filosofia
mortíferas;
nele
terras.
excelência,
respeito
todas
osbusca
energia segredos
sua
com ela as armas
despertaram
conquistando de
defilosofia
vista
do
como
Suprema
todas
edeu
maiores
Nessa
de
na humildade
asNessa
termonuclear,
desventura,
preocupaçãodo
nele
terras.e porém,
tremendas
seu
excelência,
do saber religião.
preocupação
de
Esseonele
termonuclear,
Criador,
as
ecaminho
conduzi-lo
terras.
saber
por
em
religião.
fabricando
sua
elevações
saber
mais
maiores por
elevações
deu
maiores
caminho
religião.
Nessa
verificaram-se
alcançar
filosofia
ânsias
empresa
rédeaorigem,
daVontade.
energia
Chegou,
solta
perdeu
Chegou,
e mortíferas;
para
rédea
verificaram-se por
que
que
sua
representado
àempresa
épor
Chegou,
que
com
de
fabricando
alcançar
verificaram-se
empresaânsias solta
alcançar
ânsias
fabricando haveria
opresença
da
oreligião.
encontrou
à sua
existência
pôde,
termonuclear,
de
de
excelso
inclusive,
ela
conhecimento.
ovista
encontrou
inclusive,
de porém,
desventura,
pôde,
quando à sua
evolução
quando
as armas
avidez,
tanto
com
excelso
quando
conhecimento.
onos
de
de
inclusive,
encontrou
tanto
e
excelso
conhecimento.
com ela
seu
o
e
ente
descobriu
em
ela
o caminho
mais
oasente
descobriu
a perdeu
grandes
oavidez,
ente as
em
Criador,
consciente,
aente
e descobriu
as elevações
Sabedoria.
Chegou,arte,
comsegredos
queEscalou
Chegou,
inclusive,
pôde,
como aem
ela as armas
perdeu de
tremendas
tanto
todasem
inclusive,
descobrir
filosofiaos
saber verificaram-se quando o ente
mais tremendas
da energia
termonuclear,
ciência
elevações
a
termonuclear,
vista o caminho
e mortíferas; porém, que
e em
descobrir que
segredosChegou,
e religião.
arte,
e mortíferas;
fabricando
pôde,
os
da energia
fabricando
haveria
para com
comotanto
segredos
porém,
com
ela
de conduzi-lo
sua desventura,
em
para
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mais mente, nas esferas das mais altas realiza-
mais
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Sabedoria. excelência,
coração,porém,
iniciais na inocência
busca
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armas
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proporciona mais
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descobriu caminho nos
Criador, representado que haveria arcanos
grandes de conduzi-lo àpara
da imensa presença
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universal.

Logosófica
da con­cep­ção logo­só­fi­ca e, tam­bém, uma humano,
ciência
pináculo e eminquieto
da arte, por
como
Sabedoria. excelência,
em
Escaloufilosofiatodasdeu e rédea
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inclusive,
pôde, tanto em tremendas e mortíferas; porém, desventura,
exten­sa visão da Obra Logo­só­fi­ca, com suas
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armas
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Desde
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conquistando
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descobriu
ela
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excelso
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tanto
perdeu
ela asa humano, inquieto por excelência,
perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à interna, Surpreender a própria realidade
pro­je­ções para o futu­ro da huma­ni­da­de.”
excelência, deu rédea solta à sua
de
pináculo
ciência vista
armas
muitas coisas,
descobrir
e da
ciência
em
descobrir
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ciência
arcanos de
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mais
pináculo
mais
mente
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de armas
Desde vista
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os
da
da
descobrir
e
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caminho
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mais
arte,
tremendas
nos
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em
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como
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Sabedoria.
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ostremendas
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que
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ela
conhecimento.
fabricando
pôde,
inclusive, tantoseu com Criador,
aem perdeu
ela as presença de seu Criador, representado nos grandes entendimento
deu rédea solta à sua avidez,
tal como a Logosofia a mostra ao
do homem, constitui um
arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o dos primeiros e, quiçá, o mais importante
o as excelências inefáveis da vida
Intermédio Logosófico ciência
oarmas
de e
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representado
tremendas
o mais
caminho como
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que filosofia
grandes
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de e
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porém, da para
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inclusive,
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universal.
perdeu
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“O esti­lo logo­só­fi­co, tão incon­fun­dí­vel, avidez, explorando e
de armas
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descobrir
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de vista
mais
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os
caminho
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segredos
tremendas
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vista o caminho
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grandes
caminho
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haveria
que haveriaque
de
mortíferas;
grandes
que arcanos
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da imensa
conduzi-lo
porém,
imensa
da imensa
tudo
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para à
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o que
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presença
à realização
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presença
seu
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de
desventura,
universal.
ela
seu
universal.
de
perdeu
as
Criador,
Essse
Criador,
perdeu
EsseEsse
seu Criador, explorando e conquistando terras.
da evolução consciente, que proporciona em seu dos objetivos a ser alcançado a curto
representado nos grandes arcanos da imensa realização universal. Esse percurso informes diretos de tudo o que possa interessar prazo. Desse encontro surge a necessidade
conquistando terras. Nessa
apa­re­ce neste livro per­fei­ta­men­te deli­nea­do.
interessar ao espírito humano a respeito de sua origem,
Pelo vigor de seu colo­ri­do e pelo ensi­na­
men­to que surge de suas pági­nas, é indu­ existência e destino, em estreita relação, com a Nessa empresa encontrou e
ao espírito humano a respeito de sua origem, existência imperiosa de modificar tal realidade, e é
e destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s então que o ensinamento logosófico, assi-
empresa encontrou e descobriu
Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber
descobriu muitas coisas, que
O homem deverá empenhar
bi­tá­vel que delei­ta­rá o lei­tor, des­per­tan­do
em sua alma res­ so­ nân­ cias afins que o verificaram-se quando o ente humano, inquieto por avanços iniciais em busca do saber verificaram-se nalando as dificuldades que deverão ser
vencidas, conduz pelo caminho do próprio

exegese logosófica
quando o ente humano, inquieto por excelência, deu conhecimento, enquanto ativa a consciên-
farão expe­ri­men­tar não pou­cas sen­sa­ções
muitas coisas, que despertaram
excelência, deu rédea solta à sua avidez, explorando e
despertaram nele maiores ânsias de
rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando cia para posteriores desenvolvimentos.
de agra­dá­vel sabor, ao per­ce­ber estra­nhas
coin­ci­dên­cias com suas pró­prias inquie­
tu­des, moda­li­da­des e incli­na­ções.”
seus melhoresânsiasesforços
de e
conquistando terras. Nessa empresa encontrou e
nele maiores
descobriu muitas coisas, que despertaram nele maiores
ânsias de conhecimento. Desde então foi constante sua
terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas
conhecimento. Desde então foi
coisas, que despertaram nele maiores ânsias de e do futuro, porque encerra uma nova e
A Logosofia é a ciência do presente

Diálogos energias em Desde


conhecimento. buscar-se
então afoisi constanteOsua
conhecimento. Desde então foi constante sua insuperável forma de conceber a vida, de
preocupação
homem por
deverá pensar e de sentir, tão necessária na época
“Depois de f­olhear este livro, nin­guém
dirá que sai de mãos v­azias; de cada constante seus
mesmo sua preocupação
melhores por
esforços alcançar o excelso pináculo da
atual para elevar os espíritos acima da
torpe materialidade reinante.
diá­lo­go flui um ori­gi­nal ensi­na­men­to, do
qual surge o conhe­ci­men­to que ilu­mi­na a alcançar o excelso pináculo da empenhar seus melhores Sabedoria
inte­li­gên­cia e enche de pra­zer o espí­ri­to.”
eSabedoria esforços e energias em Editora
www.editoralogosofica.com.br Logosófica

CapaExegese_ago2012.indd 1-5
buscar-se a si mesmo 24/08/12 10:08
Exegese
Os avanços
Os
Os avanços
Osinquieto
avanços
avanços iniciais
iniciaisemem
iniciais
iniciais embusca
em busca
busca
busca dododo
do saber
saber
saber
saber verificaram-se
verificaram-se
verificaram-se quando
quando
quando
quando o oo oente
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ente
ente
humano,
humano, inquieto Ospor excelência,
por
avanços excelência,
iniciais deu
em deu rédea
busca rédeadodosolta
solta
saber àrédea
sua avidez,
àverificaram-se
sua soltaavidez,
verificaram-se explorando
explorando
quando
humano, Osinquieto
e conquistando
e conquistando
humano, humano,
avanços Ospor
terras.
inquieto
e conquistando
explorando
excelência,
inquieto
iniciais
terras.
avanços
Nessa em
Nessapor
busca
iniciais
empresa
pormaiores
terras.
deu
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excelência,
Nessa
do
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buscasaber
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encontrou descobriu eavidez,
suaààavidez,
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quando avidez,
quando o oente
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muitas
ente
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que
que
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foicoisas, eeconquistando
inquieto
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humano,
despertaram conquistando
despertaram
econstante
conquistando
coisas,
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por
inquieto
que
conquistando nele
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maiores
terras.
despertaram
terras.
terras.
excelência,
nele maiores
Nessa
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ânsias
excelência,
terras. ânsias
Nessa rédea
empresa
nele
empresa
por
empresa
deu
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maiores
encontrou
encontrou
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conhecimento.
encontrou
conhecimento.
encontrou
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muitas
muitas então
explorando foi
muitas
então
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constante foi
Desde preocupação
coisas,
que
então
que que
constante despertaram
sua
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foi por
preocupação
constante
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nele
maiores
sua
maiores oalcançar
maiores
por excelso
ânsias
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ânsias deânsias
alcançar de poroconhecimento.
o excelso
pináculo
conhecimento.alcançar da pináculo
conhecimento.
excelso Sabedoria.
pináculo
o
Desde Desde
excelso
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Desde
foi
Sabedoria.
Escalou todas
então
Sabedoria.
pináculo Escalou
então
foi asfoi
constante
da Escaloutodas
constante
elevações
Sabedoria.
constante suasua
todasassua
que elevações
preocupação
pôde,
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as
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por que
por
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por alcançar
ciência
alcançar
pôde,
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alcançar o tanto
o
excelso excelso
tanto
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excelso
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em em ciência
arte, pináculo
como
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ciência
tanto
da e eda
em em
em
Sabedoria. em da
arte,
filosofia como
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ciência eem
Sabedoria.
eEscalou
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comoem
arte,
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arte,
todas
como todas
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em
eChegou,
religião.
todas
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filosofia
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inclusive,
as eelevações
religião.
filosofia Chegou,
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pôde, etantoqueem
descobrir
que pôde,
religião.
eastermonuclear,
religião. Chegou,
inclusive,
pôde,
os
tanto
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Chegou,
ciência tanto
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em
e em
inclusive, aaciência
descobrir
em daciência
descobrir
inclusive,
arte, energia
eenergia
como
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termonuclear,
arte,
segredos
descobrir
porém,
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para
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segredos
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e religião.
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da
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descobrir
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da
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mais
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tremendas
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tremendas
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energia
mortíferas;
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mortíferas;
mortíferas; perdeu
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perdeu
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desventura,
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desventura,
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armas
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vista
perdeu
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caminho tremendas
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caminho
de que
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caminho à
que
haveria e mortíferas;
presença
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conduzi-lo
que de de
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conduzi-lo
que
à haveria
presença
haveria de porém,
Criador,
conduzi-lo de
de à
seu
conduzi-lo para
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presença
conduzi-lo
Criador,
à desventura,
representado de
de
à
presença seu
seu
presença
representadode perdeu
grandes
Criador,
Criador,
nos
seu de seu
grandes
Criador, de vista
arcanos
Criador,
representado
representado
arcanos o da

Logosófica
caminho daque imensa
imensa haveria de conduzi-lo
realização
realização universal.
universal. à presença
Esse Esse de
caminho é oseu
caminho Criador,
da evolução é o da representado
evolução
representado
consciente, que
O
homem deverá empenhar seus melhores esforços e
energias em buscar a si mesmo. Saberá prevenir-se
contra o engano das aparências para conhecer-se tal
como em realidade é. Encontrar-se-á na humildade de
seu coração, na inocência de sua alma, na pureza de seu
espírito, e daí, com a mente limpa e resplandecente,
experimentará as excelências inefáveis da vida superior.
últimas publicações do autor

Intermedio Logosófico, 216 págs., 1950. (1)


Introducción al Conocimiento Logosófico, 494 págs., 1951. (1) (2)
Diálogos, 212 págs., 1952. (1)
Exégesis Logosófica, 110 págs., 1956. (1) (2) (4)
El Mecanismo de la Vida Consciente, 125 págs., 1956. (1) (2) (4) (6)
La Herencia de Sí Mismo, 32 págs., 1957. (1) (2) (4)
Logosofía. Ciencia y Método, 150 págs., 1957. (1) (2) (4) (6) (8)
El Señor de Sándara, 509 págs., 1959. (1) (2)
Deficiencias y Propensiones del Ser Humano, 213 págs., 1962. (1) (2) (4)
Curso de Iniciación Logosófica, 102 págs., 1963. (1) (2) (4) (6) (7)
Bases para Tu Conducta, 55 págs., 1965. (1) (2) (3) (4) (5) (6)
El Espíritu, 196 págs., 1968. (1) (2) (4) (7)
Colección de la Revista Logosofía (tomos I (1), II (1), III (1), 715 págs., 1980.
Colección de la Revista Logosofía (tomos IV, V), 649 págs., 1982.

(1) Em português
(2) Em inglês
(3) Em esperanto
(4) Em francês
(5) Em catalão
(6) Em italiano
(7) Em hebraico
(8) Em alemão
Carlos Bernardo González Pecotche
RAUMSOL

Exegese
Os avanços
Os
Os avanços
Osinquieto
avanços
avanços iniciais
iniciaisemem
iniciais
iniciais embusca
em busca
busca
busca do do
dodo saber
saber
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verificaram-se
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quando
quando
quando o oo oente
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humano,
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humano, inquieto
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inquietoconquistando
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solta
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descobriu
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explorando
muitas
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que
coisas, despertaram
que
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despertaram
conquistando
coisas,
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inquieto
nele nelepor
maiores
terras. terras.
despertaram
terras. maiores
Nessa
Nessa ânsias
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ânsias
Nessa ânsias
empresa
nele
empresa
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rédea
conhecimento.
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conhecimento.
encontrou
encontrouânsias e e
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avidez,
descobriu
Desde
descobriu
conhecimento.
descobriu então
muitas então
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então
muitas foi
muitas
coisas,
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constante constante
foisua
coisas,
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preocupação
que preocupação
por
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sua preocupaçãoalcançar
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por excelso
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Sabedoria.
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que
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todas
constante
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constante
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constante
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nele
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preocupação
maiores
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maiores
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por
ânsias
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conhecimento.
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excelso em
opôde,
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pináculo
pináculo
Desde
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ciência
Desde
excelso
como
pináculo
tanto
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então
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em
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filosofia
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em
e religião.
todas
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em
filosofia
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inclusive,
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religião.
filosofia
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descobrir
que pôde,
religião.
tanto em
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inclusive,
pôde,
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tanto
inclusive,
Chegou,
ciência tanto
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em a
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inclusive,
descobrir
em
ciência ciência
da
descobrir
inclusive,
arte,
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segredos
termonuclear,
arte,
segredos
descobrir
porém,
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filosofia
comoda
segredos
para
e
em
energia
segredos
termonuclear, da termonuclear,
religião. com
filosofia ela
Chegou,
termonuclear,
da
energia energia
fabricando com fabricando
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armas
inclusive,
etermonuclear,
religião. elaChegou, a
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as fabricando
armas com
maisinclusive,
tremendas
descobrir
comtremendas
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mais elaaas
os
com as
segredos armas
ecom
mortíferas;
descobrir
as
ela armas
as
ede
da
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armas mais
energia
osmais
mais
as
mortíferas;
tremendas
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tremendas
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mortíferas;
tremendas
tremendasporém, desventura,
energia
mortíferas;
epara porém,
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mortíferas;
mortíferas; perdeu
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desventura,
porém,para
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perdeu
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desventura, caminho
desventura,
para
de
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desventura, ela que
perdeu
perdeu
desventura,
caminho que
perdeu haveria
armas
de mais
vista
vista
perdeu
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vista
tremendas
conduzi-lo
caminho e
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que mortíferas;
presença
haveria de
àde seu porém,
de Criador,
conduzi-lo para sua desventura,
representado denos perdeu
grandes de vista
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representado Criador,
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Logosófica
caminho daque imensa
imensa haveria de conduzi-lo
realização universal.
universal. Essepresença
caminho é oseu
caminho da Criador,
evolução o da representado
evolução
representado
consciente, que

11ª edição
Editora Logosófica
São Paulo - 2012
Título do original
Exégesis Logosófica
Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL
Projeto gráfico
Carin Ades
Produção gráfica
Adesign

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

González Pecotche, Carlos Bernardo, 1901-1963.


Exegese logosófica / Carlos Bernardo González
Pecotche ; tradução Fundação Logosófica –
11. ed. – São Paulo : Logosófica, 2012.

Título original: Exégesis logosófica


ISBN 978-85-7097-083-1

1. Logosofia I. Título

12-05552 CDD-149.9

Índices para catálogo sistemático:


1. Logosofia : Doutrinas filosóficas 149.9

Copyright da Editora Logosófica


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Em Prol da Superação Humana
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Vide representantes regionais na última página
A
tendendo a insinuações formuladas por distintos amigos
do mundo das letras e, mais que tudo, por imposição de
uma exigência conceitual, o autor desta obra substitui
pela primeira vez o pseudônimo RAUMSOL, com que costu-
mava assinar suas produções, por seu próprio nome.

Em home­na­gem à ver­da­de, deve mani­fes­tar que o faz com


algum pesar, pois sua vida toda se havia iden­ti­fi­ca­do com essa
pala­vra, que tão fami­liar­men­te res­soa­va aos ouvi­dos de seus
dis­cí­pu­los, e que ele usou, como é públi­co e notó­rio, desde
que deu a conhe­cer ao mundo suas novas con­cep­ções sobre o
Universo e o homem e fun­dou a Instituição que fomen­ta e
desen­vol­ve a obra logo­só­fi­ca, hoje pre­sen­te em ­vários paí­ses
do con­ti­nen­te.*

* N.T.: Publicada em 1956, esta obra teve os originais entregues ao prelo em 1955. Atualmente, o
movimento logosófico se expande por diversos continentes, com presença já oficializada em muitos
outros países.
EXEGESE
Logosófica
Prólogo

A
publicação desta “Exegese Logosófica”, de fácil manu­seio
e clara expo­si­ção, está des­ti­na­da a dar maior agi­li­da­de ao
movi­men­to de aten­ção que os sim­pa­ti­zan­tes da obra
logo­só­fi­ca reque­rem, desde o ins­tan­te em que se pro­põem
intei­rar-se a fundo do méto­do empre­ga­do para o cum­pri­
men­to de sua alta fina­li­da­de huma­ni­tá­ria.

Este livro, ao expor uma parte das prin­ci­pais e ori­gi­nais ­linhas


das con­cep­ções sobre as quais se ­baseia, per­mi­te, sem pre­ven­
ções, o aces­so às cla­ras fon­tes da sabe­do­ria logo­só­fi­ca, pondo,
ao alcan­ce de todos, os ele­men­tos de juízo indis­pen­sá­veis à for­ma­
ção de um con­cei­to claro e pre­ci­so sobre o que ela traz como
ori­gi­na­li­da­de, sobre suas pro­je­ções na vida cons­cien­te dos seres
huma­nos, bem como os fru­tos colhi­dos atra­vés de mais de um
quar­to de sécu­lo.* Isso impli­ca a garan­tia mais abso­lu­ta de serie­
da­de, hones­ti­da­de e sim­pli­ci­da­de, que este movi­men­to de supe­
ra­ção das qua­li­da­des supe­rio­res do espí­ri­to pro­pi­cia.

Propusemo-nos ofe­re­cer, em suas pági­nas, uma sín­te­se


dos pon­tos que con­ver­gem para o pro­ces­so de pre­pa­ra­ção
para o ingres­so na Fundação Logosófica, os quais, por sua
impor­tân­cia, ainda alcan­çam a vida ativa do dis­cí­pu­lo.
* N.T.: Em 1956.

11
Se, para gra­var na memó­ria um estu­do, é pre­ci­so fixar a
aten­ção e repe­ti-lo várias vezes, para se ter cons­ciên­cia de
mui­tas pas­sa­gens da vida em fran­ca evo­lu­ção é neces­sá­rio
repro­du­zi-las com rela­ti­va fre­quên­cia, revi­ven­do-as – para
bene­fí­cio da pró­pria expe­riên­cia logo­só­fi­ca – no nobre exer­cí­
cio de aju­dar a ­outros, com o que se aper­fei­çoam pos­sí­veis
atua­ções não muito efi­cien­tes e feli­zes. Este livro atua­rá como
incen­ti­vo e, ao mesmo tempo, como fator de rea­ti­va­ção das
ener­gias inter­nas, a fim de que o pen­sa­men­to logo­só­fi­co possa
ser apli­ca­do com efi­cá­cia em cada situa­ção ou cir­cuns­tân­cia
que se deva enfren­tar, sendo prin­ci­pal­men­te útil ao dis­cí­pu­lo
naque­las que se rela­cio­nam com a ajuda ao seme­lhan­te,
neste aspec­to tão impor­tan­te de sua soli­ci­tu­de.

Finalmente, pen­sa­mos que, pelo cará­ter essen­cial­men­te


exten­si­vo que dá ao ensi­na­men­to logo­só­fi­co, ele have­rá de
cum­prir ampla­men­te seu bem deli­nea­do obje­ti­vo de asses­so­
ra­men­to a todos os sim­pa­ti­zan­tes desta obra, enri­que­cen­do,
por outro lado, nossa já exten­sa linha biblio­grá­fi­ca.

12
Esquema prévio

A
sabe­do­ria logo­só­fi­ca se carac­te­ri­za por sua ori­gi­na­li­
da­de, ao tra­zer como men­sa­gem uma nova gera­ção de
conhe­ci­men­tos rela­cio­na­dos com a vida inter­na do ser
huma­no, seu pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te e as pro­je­ções
meta­fí­si­cas de seu espí­ri­to.

Instituiu um méto­do de aper­fei­çoa­men­to que ensi­na como


per­cor­rer cada tre­cho na for­ma­ção de uma nova vida e na
supe­ra­ção de todos os valo­res da inte­li­gên­cia e da sen­si­bi­li­
da­de. Os ensi­na­men­tos minis­tra­dos para esse fim, ao desen­
vol­ver as apti­dões bási­cas do homem e deter­mi­nar as nor­mas
que o pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te impõe, per­mi­tem o
escla­re­ci­men­to das ­ideias e a fecun­da­ção cons­tan­te de ­outras
novas, dire­ta­men­te vin­cu­la­das à supe­ra­ção indi­vi­dual.

Para favo­re­cer a rea­li­za­ção de tais prin­cí­pios e obje­ti­vos, no


dia 11 de agos­to de 1930 foi cons­ti­tuí­da a Fundação Logosófica,
ins­ti­tui­ção que reúne em seu seio cen­te­nas de logó­so­fos, que se
orien­tam e se guiam seguin­do suas dis­ci­pli­nas, sob o lema de
prin­cí­pios éti­cos supe­rio­res de res­pei­to, tole­rân­cia e liber­da­de.

Não esca­pa­rá ao juízo de nin­guém que, para con­su­mar


­ideais tão ­nobres e tão gran­des de aper­fei­çoa­men­to, teve-se

13
neces­sa­ria­men­te de criar um meio ade­qua­do às cir­cuns­tân­
cias que d ­ eviam envol­ver, de manei­ra igual, tanto o estu­do
como a inves­ti­ga­ção e a expe­riên­cia, nos vas­tos domí­nios
desta alta ciên­cia.

Pela pri­mei­ra vez se ­ensaia no mundo um méto­do tão efi­


caz para o escla­re­ci­men­to das pro­po­si­ções que a inte­li­gên­cia
sem­pre for­mu­lou a si mesma sobre os enig­mas da vida e os
mis­té­rios da figu­ra huma­na, tão com­ple­xa em sua estru­tu­ra­
ção psi­co­ló­gi­ca e espi­ri­tual. E isso pre­ci­sou ser feito, ine­vi­ta­
vel­men­te, sobre a base do conhe­ci­men­to de si mesmo, con­
si­de­ra­do este em seu mara­vi­lho­so con­teú­do e na dimen­são
de suas ­amplas pro­je­ções.

Ninguém pene­tra em nossa Instituição, na qua­li­da­de de


dis­cí­pu­lo, sem ter for­ma­do, na etapa pre­li­mi­nar que deve
cum­ prir como aspi­ ran­te, um amplo con­ cei­
to sobre este
novo gêne­ro de conhe­ci­men­tos que have­rá de enri­que­cer
sua cons­ciên­cia. Ao ingres­sar, cada um o faz per­fei­ta­men­te
con­vic­to, tanto da ori­gi­na­li­da­de dos ensi­na­men­tos como da
alta moral que seus inal­te­rá­veis prin­cí­pios de bem pres­cre­
vem. Sabe que ensaia­rá um novo e edi­fi­can­te méto­do de
supe­ra­ção indi­vi­dual; que em Logosofia tudo é ati­vi­da­de,
obser­va­ção e prá­ti­ca viven­te dos conhe­ci­men­tos que se
asso­ciam à vida; que pode­rá obser­var cada um dos que cul­
ti­vam as exce­lên­cias do espí­ri­to e que tra­ba­lham por uma
huma­ni­da­de ­melhor, e apro­vei­tar, na edi­fi­ca­ção da nova
vida, os ele­men­tos cons­tru­ti­vos que sur­jam de fatos ou cir­
cuns­tân­cias vin­cu­la­das à sua evo­lu­ção cons­cien­te, em rela­
ção dire­ta com a dos d ­ emais.

14
A todos os dis­cí­pu­los assis­te a mesma prer­ro­ga­ti­va de
obser­var, moti­vo pelo qual nin­guém esca­pa a essa regra dis­
cre­ta, porém sutil, que o pro­ces­so de evo­lu­ção impõe. Esta
nem sem­pre é cum­pri­da, já que exis­te quem a esque­ça pouco
­depois de ingres­sar, fato que obri­ga a rea­fir­má-la com opor­
tu­nos cha­ ma­
dos à aten­ ção. Entretanto, um ser ­ seguiu o
esque­ci­do por todas as par­tes e o obser­vou per­ma­nen­te­
men­te: ele mesmo, que, no final das con­tas, tem inte­res­se
nisso mais do que nin­guém.

A cons­ciên­cia, ao ser ati­va­da, con­tro­la todos os pen­sa­men­


tos e atos do logó­so­fo; isso, natu­ral­men­te, na medi­da em que
ele evo­lui e dá a ela o legí­ti­mo direi­to de cor­ri­gi-lo, enca­mi­
nhá-lo e auxi­liá-lo. Enquanto isto ocor­re, cer­tos conhe­ci­men­
tos logo­só­fi­cos fazem as vezes de cons­ciên­cia, faci­li­tan­do o
desen­vol­vi­men­to inter­no ini­cial do ser e con­du­zin­do-o, com
mão firme, ao conhe­ci­men­to de si mesmo.

15
Considerações sugestivas

A
s ver­da­des que a sabe­do­ria logo­só­fi­ca reve­la ao enten­di­
men­to huma­no não são aces­sí­veis aos seres cujas men­tes
este­jam ­cheias de pre­con­cei­tos, por esta sim­ples razão: as
mãos não podem tomar em suas pal­mas um tesou­ro se per­ma­
ne­cem fecha­das, guar­dan­do pren­das alta­men­te valo­ri­za­das
pela pró­pria apre­cia­ção.

Não se exige do aspi­ran­te a este novo saber que eli­mi­ne,


sem refle­xão, suas anti­gas e enrai­za­das cren­ças sobre fatos,
con­cei­tos, coi­sas ou ideias. Muito pelo con­trá­rio: logo­so­fi­ca­
men­te, não se muda um con­cei­to por outro sem antes obser­
var os bene­fí­cios que, com isso, pos­sam ser obti­dos para a
pró­pria evo­lu­ção. Apenas se con­vi­da a que cada um rea­li­ze um
sere­no e medi­ta­do exame de con­fron­ta­ção entre as v­elhas
cren­ças e as novas con­cep­ções ofe­re­ci­das, a fim de que possa
esco­lher, à luz dos novos conhe­ci­men­tos, as que se mos­trem
melho­res ante a refle­xão. Isso é algo muito conhe­ci­do pelo
logó­so­fo, que já pas­sou por essa notá­vel e ao mesmo tempo
sau­dá­vel expe­riên­cia.

Neste ponto, deve-se ter pre­sen­te que mui­tos pre­con­cei­


tos vêm da infân­cia, incul­ca­dos com a maior boa-fé pelos
pais, nessa idade em que a refle­xão para nada inter­vém. Isso

17
age nos f­ilhos a modo de suges­tão e é, por­tan­to, um fator de
per­tur­ba­ção que afeta con­si­de­ra­vel­men­te a liber­da­de de pen­
sar, quan­do a cons­ciên­cia, no auge da evo­lu­ção, exige a con­
fron­ta­ção sadia e racio­nal com estes valo­res dos quais se
tomou conhe­ci­men­to.

Nem todos param para pen­sar que pos­sam exis­tir ver­da­des


supe­rio­res às que ­supõem conhe­cer; mesmo assim as pres­sen­
tem, e até ali­ men­ tam, incons­
cien­te­
men­te, a ilu­
são de se
encon­tra­rem com elas nos aca­sos da vida.

Os con­cei­tos que ema­nam da sabe­do­ria logo­só­fi­ca estão


basea­dos na rea­li­da­de de uma con­cep­ção supe­rior essen­cial, e
assis­ti­dos pela força de uma lógi­ca irre­fu­tá­vel. Neles, a ver­da­de
não é invo­ca­da, por­que eles são parte da pró­pria ver­da­de. Ao
apre­ciar seu valor e seu poder cons­tru­ti­vo, o aspi­ran­te opta­rá
por adotá-los, aban­do­nan­do os vul­ga­res e anti­gos que pos­sua.
Essa mudan­ça sig­ni­fi­ca­rá um passo posi­ti­vo na reno­va­ção de
suas for­ças inter­nas.

É ver­da­de inques­tio­ná­vel que não há evo­lu­ção sem


mudanças, e isso pres­su­põe que se devam for­ço­sa­men­te
pro­du­zir, no âmbi­to das pró­prias ­ideias e pen­sa­men­tos, as
lógi­cas subs­ti­tui­ções que fazem pos­sí­vel a aco­lhi­da de
­outros novos, mais vigo­ro­sos e fecun­dos; sobre­tu­do se for
leva­do em conta que esses agen­tes da inte­li­gên­cia terão de
cola­bo­rar ati­va­men­te na for­ma­ção de uma cons­ciên­cia
capaz de abar­car os conhe­ci­men­tos mais valio­sos e atuar,
com segu­ran­ça e domí­nio, no mundo meta­fí­si­co, o das
­ideias-mães e dos pen­sa­men­tos cul­mi­nan­tes.

18
Quem não gosta de ter
um conhecimento a mais?

U
m, dois ou mais conhe­ci­men­tos ser­vem, na vida cor­
ren­ te, para aumen­ tar a efi­cá­
cia na pro­ fis­
são ou no
desem­pe­nho de qual­quer ati­vi­da­de. Em ciên­cia, filo­so­
fia e arte, por exem­plo, ser­vem para aper­fei­çoar a inves­ti­
ga­ção ou domi­nar ­melhor o campo da expe­riên­cia pes­soal.
Mas a tota­li­da­de des­ses conhe­ci­men­tos, por mais varia­da
que seja sua natu­re­za, embo­ra ins­trua e capa­ci­te a inte­li­gên­cia
no desen­vol­vi­men­to gra­dual de apti­dões men­tais, pro­je­ta-se
sem­pre para a parte exter­na do ser, sem pro­mo­ver nenhu­ma
vin­cu­la­ção com seu mundo inter­no; referimo-nos, é claro,
ao mundo inter­no do ângu­lo em que a Logosofia o con­ce­be
e ensi­na a viver. Não há dúvi­da que a refe­ri­da capa­ci­ta­ção
inte­lec­tual moti­va e dá lugar à ele­va­ção da moral e da cul­
tu­ra do ser, mas esta, salvo pou­cos casos, não per­ma­ne­ce
livre das impli­ca­ções do ins­tin­to, por não exis­tir a força
neu­tra­li­zan­te da cons­ciên­cia como fator deci­si­vo do com­
por­ta­men­to indi­vi­dual.

O conhe­ci­men­to logo­só­fi­co, por outro lado, supe­ran­do


tudo o que se possa ima­gi­nar, ensi­na a forma inte­li­gen­te e
segu­ra de apro­vei­tar as ener­gias inter­nas. Guia o dis­cí­pu­lo,
pro­pi­cian­do-lhe o encon­tro con­si­go mesmo, com suas fon­tes
vivas, com seus recur­sos igno­ra­dos, que ­depois aflo­ram à vida,

19
para con­ver­ter em rea­li­da­de o que outro­ra foram recôn­di­tas
pos­si­bi­li­da­des.

Sendo os conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos potên­cias está­ti­cas


que ­ganham ati­vi­da­de e poder tão logo são liber­ta­dos do mis­
té­rio que os apri­sio­na, só devem ser usa­dos hones­ta­men­te,
com pure­za men­tal, nos altos fins da evo­lu­ção indi­vi­dual.
Paralelamente a essa hon­ro­sa con­du­ta, que vigo­ra­rá como
norma ao longo do cami­nho do aper­fei­çoa­men­to, deve­rá ser
obser­va­da a que cor­res­pon­de ao uso des­ses conhe­ci­men­tos, a
ser­vi­ço da gran­de obra de supe­ra­ção psi­co­ló­gi­ca e espi­ri­tual
da espé­cie huma­na.

Comprazer-se com a posse de um conhe­ci­men­to a mais,


em se tra­tan­do de algo que ofe­re­ce tão sin­gu­la­res prer­ro­ga­ti­
vas, sig­ni­fi­ca haver com­preen­di­do e valo­ri­za­do sua imen­sa
trans­cen­dên­cia para o mundo e para os h ­ omens.

20
Difusão logosófica

A
difu­são do ensi­na­men­to logo­só­fi­co é assun­to que ­requer
a máxi­ma aten­ção por parte do dis­cí­pu­lo, pois se trata de
dar a conhe­cer um saber novo, que, por essa mesma
causa, exige uma elu­ci­da­ção espe­cial. É expli­cá­vel que, dian­te
de toda ver­da­de nova, se façam repa­ros, uma vez que ela apa­
nha as men­tes des­pre­ve­ni­das. Esses repa­ros são, pre­ci­sa­men­te,
os que dão ao logó­so­fo opor­tu­ni­da­de de usar o ensi­na­men­to
cor­res­pon­den­te, capaz de dis­si­par toda dúvi­da. Conhecendo
por expe­riên­cia pró­pria esse caso, fará bem em não se afas­tar
em nada do pen­ sa­
men­ to ori­gi­
nal da Logosofia. Para isso,
conta com uma vasta biblio­gra­fia, que escla­re­ce, com a devi­da
ampli­dão e minú­cia, os conhe­ci­men­tos que a con­cep­ção logo­
só­fi­ca des­co­bre à inte­li­gên­cia huma­na. A essa biblio­gra­fia,
pois, deve­rá recor­rer, quan­do a inter­pre­ta­ção dada sobre esses
conhe­ci­men­tos não satis­fi­zer ple­na­men­te aos escla­re­ci­men­tos
soli­ci­ta­dos pelos que se inte­res­sem por pene­trar mais a fundo
nesta ciên­cia trans­cen­den­te e intei­ra­men­te huma­na em suas
pro­je­ções evo­lu­ti­vas, sem esque­cer que a difu­são do pen­sa­
men­to logo­só­fi­co somen­te com­preen­de uma infor­ma­ção
sumá­ ria sobre suas vir­ tu­
des, sobre as exce­ lên­cias de seu
méto­do e os resul­ta­dos obti­dos atra­vés de lon­gos perío­dos de
expe­ri­men­ta­ção indi­vi­dual e livre do ensi­na­men­to.

21
Sem que­rer ­entrar aqui no asses­so­ra­men­to dire­to, tra­ta­do
em ­outros capí­tu­los, será útil, não obs­tan­te, a reco­men­da­ção
de que aque­les que rece­be­rem as pri­mei­ras infor­ma­ções sejam
aler­ta­dos de que a pala­vra “crer” é subs­ti­tuí­da, na lin­gua­gem
logo­só­fi­ca, pela pala­vra “saber”. É para uma firme e sóli­da con­
vic­ção que se quer levar o aspi­ran­te, isto é, a pro­var por si
mesmo as trans­cen­den­tais ver­da­des que a con­cep­ção logo­só­
fi­ca con­tém, visto que a prá­ti­ca inter­na des­sas ver­da­des é o
fator pre­pon­de­ran­te para seu aqui­la­ta­men­to na cons­ciên­cia.
Isto deve­rá ser escla­re­ci­do de modo muito espe­cial, a fim de
que não paire a menor con­fu­são a res­pei­to.

22
Concepção da vida

A
ver­da­dei­ra vida é a que a Logosofia ensi­na a viver. Conta
essa vida com dois cam­pos ou zonas per­fei­ta­men­te defi­ni­
das: a inter­na, onde o espí­ri­to absor­ve o conhe­ci­men­to de
si mesmo (eli­xir da feli­ci­da­de), e a exter­na, onde o ser prova a
con­sis­tên­cia das exce­lên­cias logo­só­fi­cas na prá­ti­ca diá­ria.

Mas, antes de alcan­çar a cons­ciên­cia dessa rea­li­da­de, deve-


-se expe­ri­men­tar, median­te o pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te,
uma série de mudanças psi­co­ló­gi­cas e con­cei­tuais que deter­
mi­nem, posi­ti­va­men­te, a vin­cu­la­ção com a vida supe­rior.

A ampli­tu­de de obje­ti­vos e opor­tu­ni­da­des que tal pro­ces­so


abre à vida, per­mi­te que esta fru­ti­fi­que em ­ideias e pen­sa­men­
tos da mais bela qua­li­da­de. É um dever não inter­rom­pê-lo,
para não dimi­nuir, assim, as pos­si­bi­li­da­des nem os alcan­ces
da inte­li­gên­cia.

Conhecer a rea­ li­


da­
de do mundo inter­ no, com seus
impon­de­rá­veis ele­men­tos, que con­fi­gu­ram a psi­co­lo­gia indi­
vi­dual, é fazer com que essa rea­li­da­de per­ten­ça ao domí­nio
da pró­pria von­ta­de. Tal domí­nio abar­ca o conhe­ci­men­to real
dos pen­sa­men­tos que atuam na mente. Atraindo e esco­
lhen­do os melho­res, pode o logó­so­fo ser­vir-se deles para

23
pro­mo­ver a com­ple­ta rea­li­za­ção de seus ane­los e aspi­ra­ções
e, inclu­si­ve, alcan­çar os gran­des obje­ti­vos que tenha pro­
pos­to para si mesmo na vida.

O conhe­ci­men­to das rea­ções do tem­pe­ra­men­to, da sus­ce­


ti­b i­li­da­d e, e ainda o da zona em cons­tan­te rebel­dia do
pró­prio ser auto­ri­tá­rio, com sua impul­si­vi­da­de impres­sa
nas pala­vras e nas ações, ajuda a res­guar­dar a vida de toda
even­tua­li­da­de impre­vis­ta e desa­for­tu­na­da. As ener­gias que
ali­men­tam tais rea­ções, apro­vei­ta­das em vir­tu­de do pro­
ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te, pas­sam a impul­sio­nar as ati­
vi­da­des da inte­li­gên­cia para fins de alta uti­li­da­de prá­ti­ca,
como o são aque­les que con­cer­nem ao aper­fei­çoa­men­to dos
três sis­te­mas: men­tal, sen­sí­vel e ins­tin­ti­vo

A vida exter­na, a que se pro­je­ta para fora de nós mes­mos


nas rela­ções com nos­sos seme­lhan­tes e nos con­ta­tos com fatos
e coi­sas, deve refle­tir, se não toda, uma parte pon­de­rá­vel de
nossa vida inte­rior.

Organizada essa vida inte­rior e cui­da­do­sa­men­te lim­pos


todos os seus rin­cões, que bri­lha­rão como espe­lhos, ter-se-á
alcan­ça­do um novo e m ­ elhor con­cei­to de si mesmo, e já não
se incor­re­rá na supe­res­ti­ma­ção dos pró­prios valo­res, por já
fazer parte do haver indi­vi­dual o que antes só se pos­suía em
apa­rên­cia.

À medi­da que os conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos vão ilu­mi­


nan­do os âmbi­tos escu­ros do enten­di­men­to, o dis­cí­pu­lo expe­
ri­men­ta as emo­ções mais feli­zes. Como não expe­ri­men­tá-las,

24
se está conhe­cen­do seu peque­no mundo? Um mundo que,
embo­ra peque­no, não deixa de ser tão mara­vi­lho­so como tudo
o que foi cria­do para o bem do homem e exal­ta­ção cons­cien­te
de seu espí­ri­to.

25
Os conhecimentos logosóficos

O
s conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos são for­ças que a inte­li­gên­cia
usa para incre­men­tar a vida espi­ri­tual do ser, e quem os
pra­ti­ca sabe que são fon­tes de ener­gia inter­na de ines­ti­
má­vel valor para a sua pró­pria. Carecer deles é pri­var-se das
mara­vi­lho­sas prer­ro­ga­ti­vas con­ce­di­das à inte­li­gên­cia, e tam­
bém pri­var a exis­tên­cia de seus mais excel­sos atri­bu­tos.

Sem o con­cur­so de tão ines­ti­má­veis ele­men­tos de inte­li­


gên­cia – que dão igual ampli­tu­de ao pen­sa­men­to e à ideia,
assim como ao sen­ti­men­to e à cons­ciên­cia –, a vida se torna
esté­ril e som­bria.

Se no ter­re­no comum os bens que con­ce­dem tan­tas satis­


fa­ções ao indi­ví­duo são os mate­riais e, por­tan­to, pere­cí­veis,
razão pela qual quiçá exci­tem sua cobi­ça, no trans­cen­den­te,
ou seja, no mundo supe­rior, fonte do saber eter­no, os bens
ima­te­riais – que reú­nem em si os tesou­ros do conhe­ci­men­to
– são efe­ti­vos e impe­re­cí­veis. A capa­ci­da­de para pos­suí-los,
fato em que inter­vém o pro­ces­so de evo­lu­ção, garan­te a per­
ma­nên­cia de sua posse. Quanto ao seu aumen­to, é bom não
igno­rar que, nos domí­nios do saber, con­tra­ria­men­te ao que
ocor­re no mundo cor­ren­te, mais se rece­be quan­to mais se dá.
Onde não há mes­qui­nhez não podem exis­tir limi­ta­ções.

27
O conhe­ci­men­to ­amplia a vida. Conhecer é viver uma rea­
li­da­de que a igno­rân­cia impe­de des­fru­tar.

28
Concepção do bem

A
con­cep­ção do bem con­tra­põe à face uni­ver­sal do mal
seu poder cons­tru­ti­vo e recon­for­tan­te. A bele­za ine­fá­vel
do pri­mei­ro triun­fa em defi­ni­ti­vo con­tra os arti­fí­cios
do últi­mo.

A Logosofia ensi­na a pen­sar no bem e a senti-lo em toda


a sua força. Quem empe­nha seus esfor­ços e ener­gias na lou­
vá­vel empre­sa do pró­prio aper­fei­çoa­men­to cum­pre, de fato,
esse requi­si­to.

Ser bom, mas não tolo, eis aí a ques­tão.

O bem que faça­mos ao seme­lhan­te deve ser espon­tâ­neo,


nunca obri­ga­do, nem ­sequer pelas cir­cuns­tân­cias. Isso quer
dizer que nossa bon­da­de terá de estar subor­di­na­da, uni­ca­
men­te, ao nosso livre-arbí­trio e sen­tir.

29
Sabedoria logosófica

U
ma vez que a sabe­do­ria logo­só­fi­ca traz como men­sa­
gem um novo gêne­ro de conhe­ci­men­tos, sur­gi­dos da
con­cep­ção mais per­fei­ta da rea­li­da­de huma­na, e abre
uma senda de evo­lu­ção cons­cien­te para todos os seres que
ane­lam per­cor­rê-la, devem estes estar pre­ve­ni­dos de que
não se devem mis­tu­rar seus ensi­na­men­tos fun­da­men­tais
com anti­ gas ou moder­ nas filo­so­
fias, nem com ciên­ cia
algu­ma, inclu­si­ve a psi­co­lo­gia.

A ciên­cia, o méto­do e os conhe­ci­men­tos que a con­fi­gu­ram


são abso­lu­ta­men­te ori­gi­nais e, por­tan­to, de sua exclu­si­va
pro­prie­da­de.

Quem antes falou de pos­si­bi­li­da­des para o homem quan­to


a rea­li­zar indi­vi­dual­men­te um pro­ces­so de evo­lu­ção cons­
cien­te, median­te o qual supe­ras­se ao máxi­mo suas con­di­ções
aní­mi­cas e psi­co­ló­gi­cas, assim como as exce­lên­cias de sua
inte­li­gên­cia? A sabe­do­ria logo­só­fi­ca não somen­te des­co­briu
esse cami­nho, mas tam­bém ensi­na a per­cor­rê-lo, até onde
che­gue o pró­prio empe­nho e deci­são de assim fazer.

Quem expli­cou a influên­cia dire­ta que as leis uni­ver­sais


exer­
cem sobre a vida inter­ na do homem? A sabe­ do­ ria

31
logo­só­fi­ca pôs em evi­dên­cia essa influên­cia, ensi­nan­do como
pode ser apro­vei­ta­da inte­li­gen­te­men­te.

32
A obra logosófica

É
ela um vas­tís­si­mo campo expe­ri­men­tal, onde o dis­cí­pu­lo,
com o exer­cí­cio e prá­ti­ca dos conhe­ci­men­tos que ema­nam
da sabe­do­ria logo­só­fi­ca, apren­de a diri­gir com acer­to sua
vida; isso, ao mesmo tempo que com­pro­va a que grau de con­
fu­são e negli­gên­cia con­duz a igno­rân­cia, vista e obser­va­da
numa infi­ni­da­de de seres com quem ele dia­ria­men­te con­vi­ve,
fora da órbi­ta logo­só­fi­ca.

Dos múl­ti­plos aspec­tos em que a obra se con­fi­gu­ra, o dis­cí­pu­lo


­extrai os ele­men­tos vivos que usa para seu aper­fei­çoa­men­to e saber.

Colaborar nela é para ele um dever inde­cli­ná­vel, por­que


dessa cola­bo­ra­ção surge com niti­dez a figu­ra res­pei­tá­vel do
dis­cí­pu­lo.

No exer­cí­cio das diver­sas fun­ções e ati­vi­da­des que tal cola­


bo­ra­ção impli­ca, encon­tra o ­melhor e mais ade­qua­do meio de
ades­tra­men­to cons­cien­te no uso e mane­jo dos conhe­ci­men­tos
logo­só­fi­cos.

O dis­cí­pu­lo sabe que sua vida é parte da obra; seu afã


con­sis­ti­rá, por­tan­to, em pro­cu­rar que essa parte seja sem­pre
digna do todo.

33
A obra logo­só­fi­ca é fonte ines­go­tá­vel de estí­mu­los que se
reno­vam cons­tan­te­men­te, pro­mo­ven­do um aumen­to pro­gres­
si­vo da dinâ­mi­ca men­tal. Ela sus­ci­ta entu­sias­mos ple­nos de
sau­dá­veis empe­nhos, que o dis­cí­pu­lo apro­vei­ta para impul­sio­
nar seu ânimo rumo a pro­ gres­
sos cada vez maio­ res, não
somen­te em sua evo­lu­ção, mas tam­bém nos aspec­tos mais
salien­tes de sua vida.

34
Apreciação de valores

A
esta altu­ra do movi­men­to logo­só­fi­co, após cinco lus­tros*
de valio­sís­si­ma expe­riên­cia, são já indis­cu­tí­veis os
extraor­di­ná­rios resul­ta­dos obti­dos pelo ensi­na­men­to
logo­só­fi­co, que abre para os ­homens novos hori­zon­tes e
assi­na­la, como rota única para trans­pô-los, a do conhe­ci­
men­to de si mesmo, do mundo men­tal ou meta­fí­si­co, das
leis uni­ver­sais e de Deus.

As pos­si­bi­li­da­des de alcan­çar esse desi­de­ra­to a nin­guém


estão veda­das, qual­quer que seja sua idade e grau de cul­tu­ra.
Mas não há dúvi­da que os valo­res ­morais e inte­lec­tuais, con­
quis­ta­
dos na vida comum, per­ mi­
tem uma ascen­ são mais
rápi­da nessa rota; isso, como se pode enten­der, sem­pre na
depen­dên­cia de que os pos­sui­do­res de tais valo­res sai­bam,
com acer­to, dife­ren­çá-los dos conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos, com
os quais have­rão de auxi­liar-se efi­caz­men­te ao longo de todo
o seu per­cur­so.

* N.T.: Dados de 1956.

35
Sistema mental

N
ada mais vasto e gran­dio­so, do ponto de vista das pos­si­
bi­li­da­des huma­nas, do que esta des­co­ber­ta. Sem conhe­
cer seu fundo pre­ ci­
so e com­ ple­
to, é muito difí­ cil e
ingra­ ta a tare­ fa de ir desa­lo­
jan­
do a natu­ re­za infe­
rior do
homem, em favor da supe­rior. É que os atos trans­cen­den­tais
da vida estão inti­ma­men­te vin­cu­la­dos ao plano men­tal e espi­
ri­tual. Daí a neces­si­da­de impe­rio­sa que obri­ga o homem a
conhe­cer a si mesmo, median­te o pro­ces­so de sabe­do­ria que
impli­ca des­co­brir como fun­cio­nam os sis­te­mas que inte­gram
o meca­nis­mo micro­cós­mi­co, ou seja, o seu pró­prio mundo
inter­no, cons­cien­te de tudo quan­to nele ocor­re.

O sis­te­ma men­tal, inte­gra­do pela mente supe­rior e pela


infe­rior, é a prova mais pal­pá­vel da ­genial cria­ção da estru­tu­ra
psi­co­ló­gi­ca huma­na. Desconhecido pelo pró­prio homem que
o pos­sui, sua rea­li­da­de se mani­fes­ta tão logo os conhe­ci­men­tos
logo­só­fi­cos reve­lam sua exis­tên­cia.

A evo­lu­ção cons­cien­te deve sua rea­li­da­de à efe­ti­vi­da­de


desse mara­vi­lho­so sis­te­ma, con­fi­gu­ra­do pelas duas men­tes,
pelas facul­da­des da inte­li­gên­cia nas fun­ções res­pec­ti­vas, e
pelos pen­sa­men­tos.

37
Os pensamentos

P
ela pri­mei­ra vez, após sécu­los de reclu­são nas som­bras
do igno­to, foi con­ce­di­do aos pen­sa­men­tos um lugar
proe­mi­nen­te, ao serem tra­ta­dos como cor­res­pon­de à
rea­li­da­de de sua exis­tên­cia. Foi a sabe­do­ria logo­só­fi­ca que
ilu­mi­nou tão curio­so como pro­di­gio­so acon­te­ci­men­to, per­
mi­tin­do ao homem conhe­cê-los e iden­ti­fi­cá-los em seus
impul­sos e ten­dên­cias.

Tratando-se de enti­da­des ani­ma­das autô­no­mas, que podem


pas­sar num ins­tan­te de uma mente para outra, o logó­so­fo
apren­de a dife­ren­çar os que são pró­prios dos a­ lheios, a repe­lir
os maus e a ficar com os bons. Mas não se deve crer que essa
sele­ção seja tão fácil, nem que baste sim­ples­men­te querê-lo: há
pen­sa­men­tos que são pouco menos que donos da vida, e o
homem se sub­me­te a eles man­sa­men­te, pois cos­tu­mam ser
mais for­tes que sua von­ta­de.

Os conhe­ci­men­tos que a sabe­do­ria logo­só­fi­ca ofe­re­ce a res­


pei­to dos pen­sa­men­tos são tão extraor­di­ná­rios em sua ori­gi­na­
li­da­de como em sua lógi­ca, e têm um valor fun­da­men­tal para
a evo­lu­ção cons­cien­te do ser. Magnífica é a chave que se refe­re
à pro­cria­ção dos pró­prios e ao m­ elhor empre­go que se há de
fazer dos ­alheios.

39
Os pen­sa­men­tos são con­subs­tan­ciais com o espí­ri­to, mas,
uma vez con­ce­bi­dos na mente, podem ter total auto­no­mia,
com pres­cin­dên­cia da tute­la que sobre eles exer­ça a inte­li­gên­
cia, ou sub­me­ti­dos à sua auto­ri­da­de.

Já se disse que o pen­sa­men­to não tem forma nem figu­ra.


Tampouco a teria o homem, se, uma vez con­ce­bi­da sua cria­ção
na mente de Deus, esta não se tives­se mate­ria­li­za­do. Um edi­fí­
cio, antes de ser cons­truí­do, está na qua­li­da­de de pen­sa­men­to
na mente do arqui­te­to; do mesmo modo a escul­tu­ra, na do
artis­ta, e, assim, tudo aqui­lo que, antes de ser mate­ria­li­za­do,
per­ma­ne­ce na mente como pen­sa­men­to ou em esta­do
ima­te­rial.

O logó­so­fo sabe que em sua mente podem exis­tir pen­sa­


men­tos úteis e inú­teis. Dele depen­de eli­mi­nar os últi­mos –
que, além de não ser­vi­rem, estor­vam – e incli­nar-se para a
gera­ção daque­les que sejam de alta uti­li­da­de para a rea­li­za­ção
de seus pla­nos de aper­fei­çoa­men­to.

40
A imaginação

A
Logosofia, ao defi­nir a ima­gi­na­ção, dá-lhe o nome de
“ima­gens em ação”. É indu­bi­tá­vel que se faz neces­sá­ria a
rea­li­za­ção de um pro­ces­so de conhe­ci­men­to para que
essas ima­gens se movam equi­li­bra­da e inte­li­gen­te­men­te.
Deve-se suben­ten­der que no ser cor­ren­te, caren­te de ilus­tra­
ção acer­ca dessa rea­li­da­de, essas ima­gens se movem de forma
dis­cri­cio­ná­ria, capri­cho­sa ou arbi­trá­ria.

A ima­gi­na­ção deve ser tra­ta­da com sumo cui­da­do. Não


deve ­influir na vida do dis­cí­pu­lo, embo­ra saiba que cir­cuns­
tan­
cial­
men­ te pode ser­vir-se dela para suas explo­ra­ ções no
mundo meta­fí­si­co. Nesse caso, esta­rá vigi­lan­te para que ela
cum­pra sua fun­ção sem se exce­der em suas infor­ma­ções.

A ima­gi­na­ção é cria­do­ra somen­te quan­do não se afas­ta da


rea­li­da­de.

Na mente do ser comum – é bom ter isto em conta –, a forma


como hiper­tro­fia as ima­gens, que ela apre­sen­ta como reais, pro­
mo­ve con­fu­são e enga­no. É fre­quen­te con­fiar nela em dema­sia e,
no final das con­tas, atri­buir as con­se­quên­cias a ­outros fato­res,
nunca à pró­pria ima­gi­na­ção. Por essa razão, a Logosofia pre­vi­ne
con­tra sua influên­cia, que é neces­sá­rio neu­tra­li­zar.

41
A ima­gi­na­ção con­vi­da ao como­dis­mo. Crê que vai a todas
as par­tes, e não apa­re­ce em nenhu­ma; embria­ga-se com a
fic­ção, e, de mil pro­je­tos, raras vezes e com muita difi­cul­da­de
con­se­gue levar um até o fim. Para ela tudo pare­ce fácil, e
insis­te com o ser para acre­di­tar nisso. Essa mano­bra tira
força da von­ta­de, que acaba por ser anu­la­da. Mesmo que a
ima­gi­na­ção, quan­do con­du­zi­da pela inte­li­gên­cia, possa pres­
tar às vezes algum ser­vi­ço, não é reco­men­dá­vel recor­rer a ela.

Na rea­li­za­ção de todas as coi­sas, espe­cial­men­te as difí­ceis,


é a atua­ção da inte­li­gên­cia a que deve pre­va­le­cer, pois ela
move e ativa a von­ta­de para cum­prir com êxito sua ges­tão.
Esquecer esta rea­li­da­de é pre­fe­rir uma infe­rio­ri­da­de que nin­
guém pode nem deve dese­jar.

42
Como refazer a vida

C
abe des­ta­car as ínti­mas satis­fa­ções que o aspi­ran­te
expe­ri­men­ta, ao obter as pri­mei­ras com­pro­va­ções da
ver­da­de con­ti­da nos conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos. É
nesse momen­to que ele tem a sen­sa­ção de pene­trar num
mundo novo, até então des­co­nhe­ci­do, mas de um valor
incal­cu­lá­vel para a capa­ci­ta­ção pro­gres­si­va do espí­ri­to no
domí­nio cons­cien­te da imen­si­dão cria­da, e seu ânimo tra­
duz a mais fran­ca emo­ção quan­do vê, com admi­ra­ção, que
é abso­lu­ta­men­te real a pos­si­bi­li­da­de de refa­zer sua vida,
for­jan­do-a sobre bases sóli­das e com uma ampli­dão que
antes teria con­si­de­ra­do impos­sí­vel.

Como se pode con­se­guir isso? A Logosofia indi­ca os meios


que devem ser uti­li­za­dos, ensi­nan­do que o gran­de ele­men­to,
a maté­ria-prima com que há de ser ela­bo­ra­da a nova vida, terá
de se e­xtrair do pró­prio ser. Nessa maté­ria-prima e­ntram o
entu­sias­mo, o esfor­ço, a paciên­cia, a per­se­ve­ran­ça, a von­ta­de,
etc. O resul­ta­do das obser­va­ções, estu­dos, expe­riên­cias e
conhe­ci­men­tos que vão sendo assi­mi­la­dos, cons­ti­tui o segun­do
gran­de ele­men­to com que se obte­rá a pri­mei­ra com­bi­na­ção
psi­co­ló­gi­ca com dire­ta inter­ven­ção da cons­ciên­cia, con­di­cio­
na­da pela inte­li­gên­cia.

43
Não se quis sem­ pre conhe­ cer os enig­mas que a vida
huma­na encer­ra? Impõe-se, então, refa­zê-la, mas não em sua
orga­ni­za­ção fisio­ló­gi­ca, sujei­ta a leis ine­xo­rá­veis, que não
per­mi­tem come­çar de novo as fun­ções bio­ló­gi­cas, e sim em
sua estru­tu­ra­ção men­tal e psi­co­ló­gi­ca, que é o que mais inte­
res­sa ao espí­ri­to huma­no, seja qual for a idade em que se
encon­tre; refa­zê-la crian­do uma nova indi­vi­dua­li­da­de, para
poder assim pene­trar em seu enig­ma e deci­frá-lo, de acor­do
com o grau de sabe­do­ria que seja alcan­ça­do à medi­da que se
vá cum­prin­do o pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te.

44
Deficiências psicológicas

A
Logosofia as des­cre­ve em deta­lhes e com exa­ti­dão, mos­
tran­do de forma pre­ci­sa seus alcan­ces e a forma de liber­
tar-se delas. Vamos nos limi­tar a enun­ciá-las, a fim de
que o lei­tor possa ter cabal cons­ciên­cia de sua impor­tân­cia e,
ao mesmo tempo, con­ven­cer-se de que é tare­fa ine­vi­tá­vel des­
pren­der-se do fardo que cada uma delas repre­sen­ta, caso se
quei­ra ascen­der às altu­ras da per­fei­ção e da sabe­do­ria.

As prin­ci­pais, que somam qua­ren­ta e qua­tro, são: falta


de von­ta­de; indis­cri­ção; indo­lên­cia; falsa humil­da­de; ina­
dap­ta­bi­li­da­d e; obs­t i­n a­ç ão; vai­d a­d e; irri­ta­b i­l i­da­de; deso­b e­
diên­cia; timi­d ez; sober­ba; nece­d a­d e; dis­pli­cên­cia; impa­
ciên­c ia; debi­l i­d a­d e; sus­c e­t i­b i­l i­d a­d e; intro­m e­t i­m en­t o;
indis­ci­pli­na; aspe­re­z a; egoís­m o; desor­dem; brus­q ui­dão;
intem­p e­r an­ç a; indi­f e­ren­ç a; desas­s eio; cobi­ç a; falta de
memó­ria; ver­bor­r a­gia; pre­s un­ç ão; ran­cor; impul­s i­v i­da­de;
des­cum­pri­m en­t o; vee­m ên­c ia; into­le­r ân­cia; amor-pró­prio;
tei­mo­sia; cre­d u­li­d a­d e; incons­t ân­c ia; hipo­cri­s ia; petu­l ân­
cia; curio­si­da­d e; fatui­d a­d e; negli­gên­cia; rigi­dez.

A Logosofia assi­na­la ainda ­outras vinte e duas, cola­te­rais


das ante­rio­res, espe­ci­fi­can­do-as como “pro­pen­sões”, de acor­do
com a seguin­te clas­si­fi­ca­ção: pro­pen­são ao enga­no; a adu­lar; à

45
fri­vo­li­da­de; à dis­si­mu­la­ção; a pro­me­ter; a crer; à ilu­são; ao
delei­te dos sen­ti­dos; ao iso­la­men­to; ao exa­ge­ro; ao fácil; ao
aban­do­no; à dis­cus­são; ao desa­len­to; ao deses­pe­ro; à desa­ten­
ção; à ira; a con­fiar no acaso; ao vitu­pé­rio; ao pes­si­mis­mo; à
licen­cio­si­da­de; ao des­cui­do.

Não se pense que a eli­mi­na­ção de uma ou mais defi­ciên­


cias impli­ca uma tare­fa pesa­da ou detes­tá­vel. Muito pelo con­
trá­rio: nada é mais grato que a satis­fa­ção pro­por­cio­na­da pelo
triun­fo sobre qual­quer uma delas, embo­ra seja lógi­co supor
que, por se estar mode­lan­do a pró­pria escul­tu­ra, isso deman­de
­alguns gol­pes for­tes do mar­te­lo, antes de empre­gar o buril.

A expe­riên­cia logo­só­fi­ca já dei­xou demons­tra­do quão


valio­sa é essa parte da obra de supe­ra­ção que o ser deve
cum­prir.

46
As duas metades da vida

T
odo aspi­ran­te ao saber logo­só­fi­co deve ter em conta que
sua vida, a par­tir do momen­to em que ini­cie o pro­ces­so
de evo­lu­ção cons­cien­te, se divi­di­rá em duas meta­des.
Uma per­ten­ce­rá ao pas­sa­do. Dela nada igno­ra, e lhe será fácil
ela­bo­rar um resu­mo de tudo quan­to fez enquan­to a viveu. A
outra, a que have­rá de viver logo­so­fi­ca­men­te, será de um
volu­me pelo menos dez vezes maior em rela­ção à pri­mei­ra, e
no seu trans­cur­so deve­rão veri­fi­car-se nele gran­des e sau­dá­
veis mudanças, que pro­mo­ve­rão alter­na­ti­vas de pro­fun­da
reper­cus­são inter­na e defi­ni­rão sua con­du­ta futu­ra.

Esta é uma rea­li­da­de com­pro­va­da por cen­te­nas de dis­cí­pu­


los, que hoje – tanto como ontem, e como há mais de vinte e
cinco anos* – levam adian­te, com fer­vo­ro­so entu­sias­mo, esta
obra de bem.

* N.T.: Dados de 1956.

47
Aspectos do processo logosófico

E
ntre os mui­tos aspec­tos que con­fi­gu­ram o pro­ces­so logo­só­
fi­co, o aspi­ran­te veri­fi­ca­rá, logo de iní­cio, que ­alguns deles,
os de pers­pec­ti­va mais ime­dia­ta, cedem ao influ­xo da nova
orien­ta­ção e, em seu lugar, apa­re­cem elo­quen­tes mani­fes­ta­ções
de uma posi­ti­va supe­ra­ção. Isso ocor­re, natu­ral­men­te, com
todos aque­les aspec­tos que se acham den­tro do qua­dro psi­co­
ló­gi­co que defi­ne as pre­dis­po­si­ções do ser.

É ten­dên­ cia muito comum, por exem­ plo, atri­buir a si


mesmo toda a razão nas dis­cus­sões, seja de que natu­ re­za
forem. O dis­cí­pu­lo, que já conhe­ce como se com­por­tam os
pen­sa­men­tos, sabe tam­bém que a fun­ção de pen­sar não deve
ser sur­preen­di­da por pre­mên­cias cir­cuns­tan­ciais. Adestrado
con­ve­nien­te­men­te nessa fun­ção, está apto para dotar a mente
de todos os ele­men­tos que auto­ri­zem a emis­são de um juízo
sere­no e acer­ ta­
do. Portanto, não peca­ rá por exces­ sos de
autossufi­ciên­cia quan­do o que se esti­ver bus­can­do, na elu­ci­
da­ção de um pro­ble­ma ou assun­to, é sua solu­ção. Se o que
pro­põe mantém a dissidência de opi­niões, isso não será obs­tá­
cu­lo para que tudo cul­mi­ne num cor­dial aper­to de mãos.
Buscará em segui­da, den­tro de si, as pos­sí­veis ­razões que assis­
tiam a seu con­ten­dor, tra­tan­do de nelas des­co­brir o ele­men­to
que por­ven­tu­ra lhe tenha fal­ta­do.

49
Outra ten­dên­cia muito comum, den­tro do qua­dro psi­co­ló­
gi­co já apon­ta­do, é a de atri­buir aos ­demais a culpa de toda
cir­cuns­tân­cia adver­sa que acon­te­ça na vida, como tam­bém de
todo fato que afete o con­cei­to ou os pró­prios inte­res­ses. O dis­cí­
pu­lo não busca em ­outros as cau­sas de suas even­tuais con­tra­
rie­da­des, que apren­deu a encon­trar den­tro de si. Tampouco é
exas­pe­ra­do pela impa­ciên­cia, que depri­me o ânimo, e em seu
lugar pra­ti­ca, com inte­li­gên­cia e habi­li­da­de, tal como lhe
ensi­na o méto­do logo­só­fi­co, a paciên­cia, evi­tan­do com isso
­sofrer as con­se­quên­cias das alte­ra­ções que a incom­preen­são
ou a deses­pe­ran­ça pro­mo­vem.

As inci­ta­ções da natu­re­za infe­rior já não o tira­ni­zam; sua


mani­fes­ta pre­fe­rên­cia pelas ele­va­das satis­fa­ções da natu­re­za
supe­rior, que cati­vam e for­ta­le­cem seu espí­ri­to, per­mi­te-lhe
domi­nar esta­dos de vaci­la­ção ou de debi­li­da­de.

Um aspec­to muito impor­tan­te, que ganha rea­li­da­de nas


pri­
mei­ ras eta­pas do pro­ ces­
so, é o que libe­ ra, diga­ mos
assim, a expres­são ver­bal das tra­vas que obs­truem seu bom
fun­cio­na­men­to. Participam deste bene­fí­cio aque­les que
nunca esti­ve­ram sub­me­ti­dos a dis­ci­pli­nas uni­ver­si­tá­rias, e
podem tam­bém ates­tar esta ver­da­de os que cul­ti­va­ram suas
facul­da­des inte­lec­tuais seguin­do tais dis­ci­pli­nas. O estu­do
cor­ren­te não ofe­re­ce tais prer­ro­ga­ti­vas, e as exce­ções obe­
de­cem quase sem­pre a carac­te­rís­ti­cas ina­tas. A fami­lia­ri­za­
ção com as con­cep­ções logo­só­fi­cas sobre o sis­te­ma men­tal,
os pen­sa­men­tos e a inte­li­gên­cia agi­li­zam de forma sin­gu­lar
os movi­ men­ tos ínti­ mos da vida psí­ qui­
ca, dando como
resul­ta­do, entre ­outros, maior faci­li­da­de no uso da pala­vra.

50
Paralelamente a isso, acen­tua-se a capa­ci­da­de de cap­tar e
com­preen­der sem esfor­ço o pen­sa­men­to ­alheio, o que serve
de van­ta­gem para a pró­pria obser­va­ção e para o acer­to na
con­du­ta ­social.

51
Essencial

À
medi­da que o dis­cí­pu­lo anele avan­çar no mundo supe­
rior, deve afas­tar-se sim­bo­li­ca­men­te do mundo comum.

Ninguém pode ir ao lugar que se pro­põe, se pre­


ten­de, ao mesmo tempo, per­ma­ne­cer no ponto de par­ti­da.

53
Saber querer

M
uitos são os que se apro­xi­mam das por­tas desta fonte
ori­gi­nal de conhe­ci­men­tos, mas é fato com­pro­va­do
que, salvo rarís­si­mas exce­ções, nin­guém sabe o que
na ver­da­de quer, ao dar esse passo. O saber logo­só­fi­co leva
o aspi­ran­te, a par­tir desse ins­tan­te, a for­jar den­tro de si um
ver­da­dei­ro que­rer, ensi­nan­do-lhe para tanto a conhe­cer, com
abso­lu­ta segu­ran­ça, o que é que deve que­rer acima de todas
as aspi­ra­ções ­nobres. A igno­rân­cia a esse res­pei­to é o que
pro­mo­ve nele con­fu­são e deso­rien­ta­ção.

55
Campo experimental e experiências

P
ara o logó­so­fo, o campo expe­ri­men­tal é a pró­pria vida, o
mundo, e muito par­ti­cu­lar­men­te seu pró­prio mundo
inter­no. É ali onde se devem veri­fi­car os fatos que reve­
lem, passo a passo, os pro­gres­sos alcan­ça­dos no pro­ces­so de
evo­lu­ção cons­cien­te.

Sendo que uma parte pon­de­rá­vel dos conhe­ci­men­tos


logo­só­fi­cos é des­ti­na­da a esse pro­ces­so, que impli­ca ao
mesmo tempo o conhe­ci­men­to de si mesmo, tudo o que
nele se expe­ri­men­te deve ser estu­da­do a fundo, do mesmo
modo que se deve levar à expe­riên­cia aqui­lo que se estu­de,
para que a assi­mi­la­ção do conhe­ci­men­to seja total. Esta
dire­triz, clara e sim­ples, tende a eli­mi­nar qual­quer inten­to
de espe­cu­la­ção inte­lec­tual, pois não cabe nela n­ enhum tra­
ta­men­to exter­no com vis­tas a bene­fi­ciar a pes­soa de forma
egoís­ta ou mes­qui­nha.

No que con­cer­ne às expe­riên­cias, estão elas clas­si­fi­ca­das


em três gru­pos: as de ordem men­tal, as de ordem sen­ti­men­tal
e as de ordem ins­tin­ti­va, todas elas pro­mo­vi­das pela força
reno­va­do­ra dos novos pen­sa­men­tos e ­ideias ins­pi­ra­dos na
sabe­do­ria logo­só­fi­ca.

57
As que se pro­ces­sam na ordem men­tal são múl­ti­plas e da
mais diver­sa índo­le, e todas con­cor­rem para um único e sau­
dá­vel fim: o triun­ fo do logó­ so­fo sobre as difi­ cul­
da­des
sus­ci­ta­das pelas defi­ciên­cias e ten­dên­cias de sua anti­ga vida;
triun­fo alcan­ça­do median­te a sujei­ção à dura, mas recon­for­
tan­te e lumi­no­sa prova do desa­lo­ja­men­to e subs­ti­tui­ção delas
por novos e valio­sos ele­men­tos, que dão a ele maior hie­rar­quia
moral e espi­ri­tual.

As expe­riên­cias de ordem sen­sí­vel cor­res­pon­dem em parte


ao aspec­to moral e, em parte, ao sen­ti­men­to pro­pria­men­te dito.
No pri­mei­ro caso, pro­du­zem-se em con­se­quên­cia da con­ver­são
obri­ga­tó­ria dos valo­res inter­nos, repre­sen­ta­dos por con­cei­tos
enrai­za­dos há muito tempo. A cons­ciên­cia, enri­que­ci­da pelos
conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos, é quem obri­ga a rever o acer­vo
moral e a reno­vá-lo. Nos sen­ti­men­tos se pro­mo­ve idên­ti­ca
como­ção, que, de tão sau­dá­vel, vem a ser alta­men­te bené­fi­ca
para a expe­riên­cia.

A supe­ra­ção deve alcan­çar os sen­ti­men­tos, e estes devem


ele­var-se acima da medio­cri­da­de do sen­tir. O amor à vida, aos
seme­lhan­tes, a Deus, deve encer­rar for­mas de con­cep­ção que
liber­tem o espí­ri­to das res­tri­ções impos­tas pelas cren­ças
gene­ra­li­za­das.

Finalmente, temos as expe­riên­cias nas quais inter­vém o


ins­tin­to, que apre­sen­tam o qua­dro psi­co­ló­gi­co mais obs­ti­
na­do, uma vez que o ins­tin­to resis­te a toda modi­fi­ca­ção de sua
influên­cia na vida do ser. Mas a força incon­tí­vel da evo­lu­ção
cons­cien­te con­se­gue gra­dual­men­te domi­nar seus impul­sos e,

58
inclu­si­ve, neu­tra­li­zar sua ação devas­ta­do­ra, até que, dócil já,
serve a fins mais ele­va­dos, sendo suas ener­gias – as mes­mas de
que antes se valia – uti­li­za­das agora para embe­le­zar a vida e
ofe­re­cer ao espí­ri­to os delei­tes esté­ti­cos pro­por­cio­na­dos tanto
pelas peque­nas como pelas gran­des con­quis­tas da inte­li­gên­cia,
em sua cons­tan­te ascen­são rumo à per­fei­ção.

Eis então des­cri­tos três aspec­tos proe­mi­nen­tes da luta pela


supe­ra­ção; uma luta lógi­ca sob todos os aspec­tos, se levar­mos
em conta que se trata nada menos que de repa­rar o dano cau­
sa­do à vida duran­te o longo tempo em que este­ve escra­vi­za­da
pela igno­rân­cia.

59
Ética logosófica

S
e bem seja certo que a cultura comum contribui de
maneira apreciável para o aquilatamento da moral, sua
influência não alcança a vida interna, onde necessaria-
mente é gestada a moral dos conhecimentos superiores, que
regulam a conduta do ser.

A cons­ciên­cia, quan­do inte­gra­da por esses conhe­ci­men­tos,


que têm sua fonte na sabe­do­ria logo­só­fi­ca, impõe modos de
viver e de atuar acima dos ­comuns, ajus­tan­do todos os pen­sa­
men­tos e ações à con­cep­ção ampla e gene­ro­sa da sabe­do­ria
que os ins­pi­ra, cujos prin­cí­pios pres­cre­vem cla­ras nor­mas éti­
cas de ele­va­da hie­rar­quia.

O dis­cí­pu­lo que rea­li­za seu pro­ces­so de evo­lu­ção cons­


cien­te com deci­são inque­bran­tá­vel, sabe que sua con­du­ta
deve ser égide invul­ne­rá­vel con­tra a dia­lé­ti­ca do sofis­ta,
argu­men­to inques­tio­ná­vel de con­vic­ção para o céti­co, força
incon­tí­vel para o recal­ci­tran­te cole­cio­na­dor de ­ideias mumi­
fi­ca­das, e ação vivi­fi­ca­do­ra para o que escu­ta com boa dis­
po­si­ção de ânimo a pala­vra do conhe­ci­men­to.

61
Em todas as mani­fes­ta­ções de sua vida, deve des­ta­car-se a
ética logo­só­fi­ca, tem­pe­ran­te e reta, como um dos recur­sos
mais efi­ca­zes do pro­ce­di­men­to ou con­du­ta que se tenha posto
à prova.

62
Possibilidades metafísifcas
do ser humano

L
ogosoficamente enca­ra­da, a psi­co­lo­gia estu­da e faz expe­ri­
men­tar a vida do espí­ri­to.

O dis­cí­pu­lo sabe que isso é ver­da­de, pelas com­pro­


va­ções que já pôde fazer no mundo meta­fí­si­co, gra­ças às
dire­ti­vas logo­só­fi­cas, que per­mi­tem a seu espí­ri­to atuar ali
livre­men­te.

Esse mundo é para ele tão real como o físi­co. Mediante a


orga­ni­za­ção do sis­te­ma men­tal, que é con­subs­tan­cial com o
espí­ri­to, pode atuar nos dois: no físi­co, solu­cio­nan­do os
pro­ble­mas da vida com a auto­no­mia que o saber alcan­ça­do
lhe con­fe­re; e no meta­fí­s i­c o, supe­r an­do com os novos
conhe­ci­men­tos o exer­cí­cio das facul­da­des da inte­li­gên­cia, o
desen­vol­vi­men­to das ­ideias e o domí­nio da ati­vi­da­de men­tal
nos pla­nos mais ele­va­dos das pers­pec­ti­vas cons­cien­tes.

A ignorância trava as engrenagens do sistema mental.


Impõe-se, pois, emancipá-lo dessas travas e propiciar seu livre
desenvolvimento. O conhecimento logosófico, ao aperfeiçoá-lo,
permite cumprir essa alta finalidade.

63
A Logosofia não é matéria de discussão

E
m Logosofia não cabe a dis­cus­são. Seus ensi­na­men­tos, por
difí­cil que sua inter­pre­ta­ção pare­ça ser, ao final se escla­re­
cem com uma ampla com­ preen­ são de seu con­ teú­do;
quan­to a seus conhe­ci­men­tos, reque­rem uma pre­pa­ra­ção
inter­na espe­cial, antes de serem assi­mi­la­dos pela cons­ciên­cia.

Os ensi­na­men­tos, por serem de uma só ori­gem e repre­sen­


ta­rem valo­res de alta hie­rar­quia para a evo­lu­ção do indi­ví­duo,
não são maté­ria de dis­cus­são; não podem sê-lo, por­quan­to não
exis­te ante­ce­den­te algum que apre­sen­te pon­tos de cone­xão
com sua con­cep­ção ori­gi­nal.

65
Perguntas e inquietudes

É
fato muito com­pro­va­do na expe­riên­cia logo­só­fi­ca o esta­do
de incer­te­za e inse­gu­ran­ça que a gene­ra­li­da­de dos seres
huma­nos apre­sen­ta. Isto se evi­den­cia, muito par­ti­cu­lar­
men­te, nos pri­mei­ros con­ta­tos com a Logosofia. Com efei­to,
obser­va-se que, salvo os casos em que a pes­soa tenha segui­do
dis­ci­pli­nas uni­ver­si­tá­rias, não há uma ordem nas men­tes, por
nor­mais que sejam. Essa falta de ordem se refle­te nas per­gun­
tas que for­mu­lam, quan­do se põe à sua dis­po­si­ção a maior
boa-von­ta­de para satis­fa­zê-las.

Os aspi­ran­tes ao saber logo­só­fi­co têm diver­sas per­gun­tas


que, comu­men­te, for­mu­lam com o maior desem­ba­ra­ço. Talvez
isso acon­te­ça por­que não sejam as que mais viva­men­te inte­res­
sam à sua inte­li­gên­cia, ou por­que, no momen­to de per­gun­tar,
esque­çam as essen­ciais. O logó­so­fo, que pas­sou por idên­ti­cas
cir­cuns­tân­cias, sabe que as inquie­tu­des do espí­ri­to se con­den­
sam em inter­ro­ga­ções pro­fun­das, que a timi­dez natu­ral e, às
vezes, o amor-pró­prio impe­dem de mani­fes­tar. Para essas
per­gun­tas fun­da­men­tais da vida ele se diri­ge, com o fim de
elu­ci­dar e escla­re­cer, para o aspi­ran­te, tão impor­tan­te aspec­to
desse recla­ mo inter­ no em busca de con­ vic­
ção. Fica claro,
porém, que antes este deve­rá acei­tar, sem dar lugar a dúvi­das,
o fato ine­gá­vel de não ter podi­do satis­fa­zê-las em nenhu­ma

67
outra parte e por ­nenhum outro meio, razão pela qual esta­ria
bus­can­do, agora, acal­mar suas inquie­tu­des na fonte da sabe­
do­ria logo­só­fi­ca.

Há algo de suma impor­tân­cia nesta ques­tão de fundo, que é


o seguin­te: toda per­gun­ta pode ser res­pon­di­da, e sua res­pos­ta
satis­fa­zer a quem a for­mu­le, mas não esta­mos nos refe­rin­do
aqui às que nos são fei­tas em nome das ver­da­dei­ras inquie­tu­
des inter­nas. Somente quan­do o ensi­na­men­to logo­só­fi­co põe
o aspi­ran­te dian­te de rea­li­da­des que ele antes des­co­nhe­cia, é
que sur­gem novas inter­ro­ga­ções, e as inquie­tu­des ver­da­dei­ra­
men­te ori­gi­nais – aque­las que per­ma­ne­ciam está­ti­cas no
espí­ri­to, espe­ran­do o momen­to de sua ati­va­ção defi­ni­ti­va –
arti­
cu­ lam-se na alma com per­ fei­
ta niti­
dez. Pois bem; a
expe­riên­cia já nos demons­trou, com a elo­quên­cia que surge
da mais rigo­ro­sa evi­dên­cia, que as inquie­tu­des do espí­ri­to não
se acal­mam nem mesmo com as res­pos­tas mais inob­je­tá­veis.
A inquie­tu­de é algo con­subs­tan­cial com o pró­prio ser; é um
vazio, algo que lhe falta à alma, que lhe fal­tou sem­pre, uma
neces­si­da­de pro­fun­da­men­te aden­tra­da na vida, não sendo
fácil, por­tan­to, fazê-la aflo­rar à super­fí­cie. Pertence ao foro
ínti­mo, ao ser inter­no, ao espí­ri­to.

Com segu­ran­ça e tato ini­ma­gi­ná­veis, a sabe­do­ria logo­só­fi­ca


con­duz o aspi­ran­te ao encon­tro de suas pró­prias inquie­tu­des.
A par­tir daí, fazen­do-o ­seguir um pro­ces­so lógi­co de evo­lu­ção
cons­cien­te, per­mi­te-lhe tor­nar seus os conhe­ci­men­tos que,
gra­dual e posi­ti­va­men­te, o vão levan­do a uma com­preen­são
ampla, clara e ter­mi­nan­te, não somen­te do por­quê daque­las
inquie­tu­des, mas tam­bém de como supe­rá-las. Tais avan­ços,

68
efe­tua­dos em suces­si­vas eta­pas de seu pro­ces­so de evo­lu­ção
cons­cien­te, cons­ti­tuem de fato pas­sos impor­tan­tes que apu­
ram os valo­res inter­nos e for­ta­le­cem extraor­di­na­ria­men­te a
inte­li­gên­cia e a sen­si­bi­li­da­de.

Para o logó­so­fo, uma coisa são as per­gun­tas for­mu­la­das a


esmo ou por casua­li­da­de, e outra as que sur­gem das neces­si­
da­des ­vitais do pro­ces­so de evo­lu­ção. As pri­mei­ras, como tudo
o que se faz com pres­sa para aquie­tar as habi­tuais intri­gas dos
pen­sa­men­tos, em sendo satis­fei­tas não edi­fi­cam sobre bases
fir­mes; as segun­das, ao con­trá­rio, ser­vem de ponte para que
ingres­sem na cons­ciên­cia os conhe­ci­men­tos que have­rão de
ilu­mi­ná-la. Tendo isso em conta, não se incor­re­rá ­jamais em
com­por­ta­men­tos enga­no­sos ante uma ques­tão tão séria e
impor­tan­te para o escla­re­ci­men­to das ­ideias que deve­rão
gover­nar a vida futu­ra.

69
Algo sobre a comodidade

Q
uando o discípulo se acostuma a sacrificar sua como-
didade em proveito da diligência, experimenta um
prazer superior ao que antes essa comodidade lhe
proporcionava.

Saber desfrutar com plena consciência os espaços cômodos


que conseguimos conquistar na vida, significa compreender
que o excesso de comodidade é tão pernicioso como o próprio
abandono.

71
Polaridade

A
vida do logó­so­fo se apoia sobre dois polos: o pro­ces­so de
evo­lu­ção cons­cien­te, que inter­na­men­te rea­li­za, e sua
estrei­ta vin­cu­la­ção com a obra logo­só­fi­ca, da qual seu
espí­ri­to se sus­ten­ta.

Na pro­por­ção de seu avan­ço nesse pro­ces­so, surge sua


iden­ti­fi­ca­ção com a obra logo­só­fi­ca e sua preo­cu­pa­ção no sen­
ti­do de que ela se esten­da pelo mundo.

O logó­so­fo se forma à medi­da que vive e pra­ti­ca os conhe­


ci­men­tos que ingres­sam em sua cons­ciên­cia. Antes de mode­lar
sua vida e erigi-la em exem­plo para os ­demais, deve conhe­cer
cada uma das fer­ra­men­tas que deve­rão servi-lo em tão deli­
ca­da empre­sa, bem como seu uso, a fim de fazê-lo com acer­to
e pre­ci­são. É tare­fa de anos, mas ofe­re­ce a van­ta­gem de per­mi­
tir-lhe sor­ver desde o iní­cio o néc­tar da sabe­do­ria logo­só­fi­ca,
com o que o ânimo se enche de vibran­tes e sin­gu­la­res estí­mu­
los. Seu mundo inter­no se conec­ta assim ao logo­só­fi­co, cons­
ti­tuí­do pela obra em todos os aspec­tos que a con­fi­gu­ram.

Por expe­riên­cia pró­pria, fica saben­do que o cen­tro de gra­


vi­da­de, a força que sus­ten­ta sua von­ta­de, é a segu­ran­ça e o
entu­sias­mo que sur­gem espon­tâ­neos de seu ser, após a série de

73
com­pro­va­ções que vão assi­na­lan­do seu ades­tra­men­to. Por
outro lado, uma vez que a sabe­do­ria logo­só­fi­ca, em seus prin­
cí­pios fun­da­men­tais, tam­bém se con­fi­gu­ra como ciên­cia do
afeto, sente e ama a obra pro­fun­da­men­te, por­que sabe que nela
encon­trou a feli­ci­da­de ansia­da.

74
Disciplinas logosóficas

A
s dis­ci­pli­nas logo­só­fi­cas não impe­dem o pro­ces­so das
dis­ci­pli­nas cor­ren­tes; muito pelo con­trá­rio, seu exer­cí­cio
as aper­fei­çoa, visto que ten­dem à supe­ra­ção do indi­ví­
duo. Sua par­ti­cu­la­ri­da­de con­sis­te, por um lado, no fato de
ins­pi­rar-se em nor­mas que esta­be­le­cem as dife­ren­tes fases em
que se efe­ti­va o pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te e, por outro
– como uma con­se­quên­cia lógi­ca do ante­rior –, num gran­de
anelo de evo­lu­ção, fun­da­men­ta­do nos mais altos pro­pó­si­tos de
bem pró­prio e uni­ver­sal, esti­mu­la­do cons­tan­te­men­te pela
força e entu­sias­mo ense­ja­dos pelas suces­si­vas obser­va­ções
sobre os pro­gres­sos da inte­li­gên­cia em maté­ria de con­cep­ções
e de capa­ci­da­de. A isso se deve acres­cen­tar que tais dis­ci­pli­nas
são cum­pri­das por força de uma neces­si­da­de cons­cien­te­men­te
expe­ri­men­ta­da.

Sua prá­ti­ca é favo­re­ci­da pelo fato de não serem rígi­das,


mas sim fle­xí­veis, o que per­mi­te ao logó­so­fo a cômo­da posi­ção
de adap­tá-las à sua vida, acen­tuan­do-as à medi­da que sua evo­
lu­ção se faz mais efe­ti­va e que são apre­cia­dos os bene­fí­cios de
seu exer­cí­cio.

As dis­ci­pli­nas logo­só­fi­cas em nada per­tur­bam a vida cor­


ren­te em rela­ção aos afa­ze­res diá­rios; ao con­trá­rio, orde­nam

75
inte­li­gen­te­men­te os movi­men­tos de cada ati­vi­da­de, vigo­ri­
zan­do os úteis e eli­mi­nan­do os inú­teis, o que dá como resul­
ta­do um maior ren­di­men­to do tempo, que é apro­vei­ta­do no
cui­da­do do espí­ri­to e da vida supe­rior.

76
Particularidades

U
ma das par­ti­cu­la­ri­da­des que mais res­sal­tam na vida do
dis­cí­pu­lo é sua moda­li­da­de e cará­ter. Sempre se acha
bem dis­pos­to para o que for e, sobre­tu­do, ale­gre, com
uma ale­gria ampla­men­te sen­ti­da. Cada triun­fo alcan­ça­do em
seu pro­ces­so, cada conhe­ci­men­to trans­cen­den­te que ingres­sa
em sua cons­ciên­cia, cada obser­va­ção em que colhe valio­sos
ele­men­tos vivos que ser­vem para seu aper­fei­çoa­men­to, cada
pro­gres­so, é moti­vo de expan­são para sua alma, por­que sabe
– e sabe com cer­te­za – que cons­ti­tui o resul­ta­do de suas pró­
prias rea­li­za­ções, cons­cien­te­men­te pla­ne­ja­das e orien­ta­das em
seu pro­ces­so de evo­lu­ção.

A influên­cia cons­tru­ti­va dos conhe­ci­men­tos logo­só­fi­cos é


per­ce­bi­da na supe­ra­ção das qua­li­da­des, o que impri­me moda­
li­da­des sua­ves, pre­ci­sas, lim­pas e enér­gi­cas, que dis­tam muito
daque­las ­outras – já desa­pa­re­ci­das – de impul­si­vi­da­de, brus­
qui­dão, vio­lên­cia e tor­pe­za.

Não des­car­ta­mos que exis­tem exce­ções, pes­soas que, sem


o con­cur­so da Logosofia, che­ga­ram a cer­tos ­níveis de cul­
tu­ra inter­na; entre­tan­to, desde o momen­to em que essa
cul­tu­ra inter­na não con­fi­gu­ra um pro­ces­so de evo­lu­ção per­fei­
ta­men­te deter­mi­na­do, care­ce de sig­ni­fi­ca­ção quan­to à sua

77
pro­je­ção psi­co­ló­gi­ca na huma­ni­da­de. Fica então limi­ta­da à
mera pers­pec­ti­va pes­soal, não se poden­do ensi­nar a o­ utros a
rota segui­da, tal como faz o logó­so­fo, que conhe­ce, até onde
lhe foi dado che­gar, essa rota que não tem fim.

Logosoficamente, a cul­tu­ra inter­na é o resul­ta­do do aper­


fei­çoa­men­to segui­do atra­vés de um gran­de pro­ces­so de evo­lu­
ção, cons­cien­te­men­te rea­li­za­do.

78
Popularização logosófica

E
mbora já tenha trans­cor­ri­do um quar­to de sécu­lo* desde
que a sabe­do­ria logo­só­fi­ca deu a conhe­cer os prin­cí­pios
fun­
da­men­ tais sobre os quais edi­ fi­
ca­
ria sua obra, bem
como o enun­cia­do das ver­da­des que lhe ­dariam soli­dez, estes
não per­ten­cem ainda ao domí­nio públi­co. Serão neces­sá­rias
déca­das de esfor­ços e sacri­fí­cios para a pre­pa­ra­ção de gran­des
­núcleos de logó­so­fos. A pro­pa­ga­ção do ensi­na­men­to irá, pois,
sendo leva­da a termo à medi­da que o núme­ro e a efi­ciên­cia
des­tes o per­mi­ti­rem. Sua ampla popu­la­ri­za­ção depen­de­rá
espe­cial­men­te do resul­ta­do dos ­ensaios que se estão fazen­do e
dos que opor­tu­na­men­te sejam fei­tos nos diver­sos seto­res da
comu­ni­da­de uni­ver­sal.

* N.T.: Relembre-se que esta obra, publi­ca­da em 1956, teve os ori­gi­nais dados ao prelo em 1955.

79
Técnica da informação
e preparação do estudante

U
m campo de ­amplas pers­pec­ti­vas de ades­tra­men­to é
ofe­re­ci­do ao dis­cí­pu­lo na infor­ma­ção e pre­pa­ra­ção do
aspi­ran­te.

É fato notó­rio, e repe­ti­da­men­te cor­ro­bo­ra­do na expe­riên­cia,


que as pes­soas que soli­ci­tam infor­mes sobre a obra logo­só­fi­ca
põem à prova o cabe­dal daque­les dis­cí­pu­los que têm a seu
cargo essa tare­fa.

A neces­si­da­de de escla­re­cer os con­cei­tos e ensi­na­men­tos,


evi­tan­do que sejam con­fun­di­dos pelo enten­di­men­to comum,
leva o dis­cí­pu­lo a recor­rer à pró­pria expe­riên­cia e, tam­bém, a
fatos e cir­cuns­tân­cias que foram para ele a demons­tra­ção mais
elo­quen­te do valor trans­cen­den­te da Logosofia. Recordando
como se foram defi­nin­do ante sua com­preen­são as expli­ca­ções
que então rece­be­ra, repro­duz, com o refor­ço do saber próprio,
as ima­gens men­tais que neces­si­ta expor para satis­fa­zer as
per­gun­tas que lhe são for­mu­la­das.

Liberado de pre­con­cei­tos e fir­ma­do em con­vic­ções, fala ao


aspi­ran­te – mais que da obra, cuja dimen­são esca­pa aos cál­cu­
los de seu juízo – daqui­lo que ela fez nele, dos bene­fí­cios rece­
bi­dos, da feli­ci­da­de alcan­ça­da sob a égide da sabe­do­ria que a

81
ins­pi­ra, e, situan­do-se no ponto em que se acha seu inter­lo­cu­tor,
que, em ati­tu­de receo­sa – mes­cla de ansie­da­de e de dúvi­da –,
encon­tra difi­cul­da­des no uso de seu livre racio­cí­nio, mede a
dis­tân­cia que ele pró­prio per­cor­reu.

Revive assim o pro­ces­so que ini­cia­ra em seus pri­mei­ros


con­ta­tos com o pen­sa­men­to logo­só­fi­co, e esse rea­vi­va­men­to
de seu acer­vo lhe per­mi­te apli­car, com efi­ciên­cia, o méto­do de
difu­são deste novo gêne­ro de ver­da­des.

82
O ensinamento como bússola

O
s ensi­n a­m en­t os logo­s ó­f i­c os devem ser com­p a­n hei­ros
inse­p a­r á­v eis do dis­c í­p u­l o. Eles lhe indi­c am, muito
espe­cial­men­te, com­ba­ter a inér­cia men­tal, ocu­pan­do
seus momen­tos de ócio em ati­var a boa dis­po­si­ção para acu­
mu­lar ele­men­tos de valor que for­ta­le­çam sua inte­li­gên­cia.
Quanto mais ele se eleve, mercê dos conhe­ci­men­tos que con­
si­ga incor­po­rar à sua vida, tanto mais ampla será a visão de
seu enten­di­men­to.

Descuidar da linha de con­du­ta tra­ça­da pelo ensi­na­men­to


logo­só­fi­co é con­tra­riar sen­si­vel­men­te os pro­pó­si­tos e retar­dar
o pro­ces­so evo­lu­ti­vo. Ele é a bús­so­la do espí­ri­to em suas
explo­ra­ções no mundo inter­no e meta­fí­si­co.

83
A observação consciente

A
obser­va­ção assu­me no dis­cí­pu­lo fun­da­men­tal impor­tân­
cia, mas há de ser sere­na e cons­tan­te­men­te rea­li­za­da. Sua
crí­ti­ca, pro­du­to da obser­va­ção, deve ser sem­pre cons­tru­
ti­va e ins­pi­ra­da no exclu­si­vo anelo de aju­dar, e agirá bem se a
usar para reco­lher ele­men­tos posi­ti­vos que sir­vam à sua inte­
li­gên­cia para aumen­tar os valo­res de seu espí­ri­to.

Quando se con­se­guir que a obser­va­ção, tal como aqui


indi­ca­mos, cons­ti­tua um hábi­to, notar-se-á que a cons­ciên­
cia atua. E isso se com­pro­va por­que desa­pa­re­ce, gra­dual e
defi­ni­ti­va­men­te, o inve­te­ra­do cos­tu­me de dis­trair a mente
com coi­sas vagas. O vazio men­tal, pro­du­zi­do pela sus­pen­
são fre­quen­te do pen­sa­men­to, é uma espé­cie de “bran­co
letár­gi­co” * – assim a Logosofia o deno­mi­na –, o qual, sem
ser sono, ­retrai a aten­ção como se o fosse, de modo que
olhan­do não se vê, e ouvin­do não se escu­ta.

A facul­da­de da obser­va­ção deve cons­ti­tuir-se em vigia


per­ma­nen­te da for­ta­le­za inter­na do dis­cí­pu­lo. Isso lhe evi­ta­rá
incor­rer em erros, como os que são come­ti­dos quan­do se ela­
bo­ra um juízo com base na apre­cia­ção ­alheia, e tam­bém evi­
ta­rá que em sua mente se intro­du­zam, sub-rep­ti­cia­men­te,
* N.T.: No ori­gi­nal, “sopor blan­co”.

85
pen­sa­men­tos de índo­le inde­se­já­vel, como os alar­mis­tas, os
ten­den­cio­sos ou aque­les sim­ples­men­te noci­vos para o campo
men­tal pró­prio.

86
Indicação complementar

É
acon­se­lhá­vel ano­tar todos os avan­ços que se vão com­pro­
van­do desde o iní­cio dos estu­dos e da prá­ti­ca logo­só­fi­ca,
por­que, além da satis­fa­ção que cada pro­gres­so pro­por­
cio­na, a ano­ta­ção ajuda a aper­fei­çoar a téc­ni­ca na apli­ca­ção do
ensi­na­men­to.

Tendo em conta que a efi­cá­cia no mane­jo e uso do ensi­


na­men­to depen­de da inter­pre­ta­ção exata que dele se faça, o
dis­cí­pu­lo deve esfor­çar-se por absor­ver sua essên­cia por
meio de con­ti­nua­dos e­ nsaios, até domi­nar com cer­te­za cada
conhe­ci­men­to. Circunstâncias adver­sas, que é neces­sá­rio
evi­tar a todo o custo, por­que aten­tam con­tra os melho­res
pro­pó­si­tos de supe­ra­ção, são as cria­das pela des­con­ti­nui­da­de
e pela dema­sia­da con­fian­ça na pró­pria perí­cia.

87
Inconveniências da teorização em Logosofia

S
endo o ensi­na­men­to logo­só­fi­co emi­nen­te­men­te cons­tru­
ti­vo, livre de argu­men­ta­ções des­ne­ces­sá­rias, rea­li­zá­vel e
prá­ti­co por exce­lên­cia, o dis­cí­pu­lo agirá bem ao não teo­
ri­zar com ele. Teorizar é uma roti­na cor­ren­te que j­amais deve
ser apli­ca­da ao ensi­na­men­to.

A memo­ri­za­ção pura e sim­ples o man­tém fora da órbi­ta


inter­na, o que de ­nenhum ponto de vista é acon­se­lhá­vel, por­
que com isso o dis­cí­pu­lo se forma por fora, e não por den­tro,
que é o essen­cial.

A faci­li­da­de de recor­dar os ensi­na­men­tos não quer dizer


evo­
lu­ção, enten­ da-se bem. Por esse cami­ nho, cai-se na
mira­gem; e ali, onde se acre­di­tou ter avan­ça­do muito, se
encon­tra uma rotun­da desa­pro­va­ção. O pro­ces­so é o que
conta, e é o que fala­rá, com ver­da­dei­ra auto­ri­da­de, sobre o
que foi rea­li­za­do.

Apontadas com toda a exa­ti­dão as incon­ve­niên­cias da


teo­ri­za­ção, con­se­quên­cia ine­vi­tá­vel de se memo­ri­zar o ensi­
na­men­to, somen­te fica um cami­nho: o da pró­pria e real
supe­ra­ção.

89
O conhe­ci­men­to surge do ensi­na­men­to cons­cien­te­men­te
vivi­do ou apli­ca­do com acer­to em cada cir­cuns­tân­cia da vida.
É jus­ta­men­te nessa dife­ren­ça de pro­ce­di­men­to que se apren­de
onde resi­de a gran­de efi­cá­cia do méto­do logo­só­fi­co.

Os conhe­ci­men­tos que se for­mu­lam e se con­cre­ti­zam na


mente, num pleno e efi­cien­te uso das facul­da­des da inte­li­gên­
cia, devem fazer parte da cons­ciên­cia. No trato diá­rio com o
ensi­na­men­to, con­vém apro­fun­dar-se em seu con­teú­do tan­tas
vezes quan­tas sejam neces­sá­rias. Ele é ativo e exige ati­vi­da­de,
movi­men­to, apli­ca­ção. Os resul­ta­dos não se fazem espe­rar
quan­do o saber logo­só­fi­co é pra­ti­ca­do com cons­ciên­cia.

90
Dar é ensinar

O
dis­cí­pu­lo deve recor­dar que a gene­ro­si­da­de é uma arte e
um poder, quan­do admi­nis­tra­da com inte­li­gên­cia. No
campo expe­ri­men­tal da Logosofia, ele ins­tan­ta­nea­men­te
se bene­fi­cia ao dar, pois no ato de aju­dar inter­vêm fato­res
inter­nos de ines­ti­má­vel valor evo­lu­ti­vo.

Dar sig­ni­fi­ca para o logó­so­fo um dever irre­cu­sá­vel e obe­


de­ce a uma impe­rio­sa neces­si­da­de de seu espí­ri­to, por estar
esse fato inti­ma­men­te rela­cio­na­do com seu pro­ces­so inter­no
de evo­lu­ção cons­cien­te. Atuações dessa natu­re­za têm nele uma
fina­li­da­de espe­cia­lís­si­ma: fazer com que ­outros par­ti­ci­pem das
rique­zas do saber logo­só­fi­co, segu­ro de lhes pôr ao alcan­ce,
desse modo, os máxi­mos recur­sos de bem. Mas a prá­ti­ca dessa
arte, que não obe­de­ce tão só a uma neces­si­da­de do espí­ri­to, e
sim tam­bém a uma voca­ção natu­ral deste, r­ equer que se pos­
sua pri­mei­ro, em maior ou menor grau, a fonte des­ses recur­sos
com que se quer favo­re­cer o pró­xi­mo. Neste caso, o auxí­lio
logo­só­fi­co será tanto mais efi­caz quan­to mais sutil seja o tato
e mais vibran­te o sen­tir que se exte­rio­ri­zem, ao ser rea­li­za­da a
fun­ção huma­ni­tá­ria.

91
Como a sim­ples men­ção do conhe­ci­men­to logo­só­fi­co
não basta para per­sua­dir aque­le a quem se dese­ja auxi­liar,
o dis­cí­pu­lo se vê amiú­de obri­ga­do a revi­ver den­tro de si
mui­tos ensi­na­men­tos, inclu­si­ve os momen­tos feli­zes que
eles lhe pro­por­cio­na­ram, trans­mi­tin­do-lhe suas con­vic­ções
e ao mesmo tempo robus­te­cen­do-as. Essa revi­ves­cên­cia, na
qual se efe­tua uma ver­da­dei­ra rea­ti­va­ção das zonas cul­ti­va­
das pela inte­li­gên­cia, é uma das tan­tas cir­cuns­tân­cias
pro­pí­cias para que flo­res­ça o conhe­ci­men­to logo­só­fi­co e se
afir­me o poder de dar.

Aquele que dá, ensi­


na, por­
que todo exem­
plo é um
ensi­na­men­to.

92
Algo mais sobre inquietudes

T
odos os seres huma­nos têm inquie­tu­des espi­ri­tuais em
per­ma­nen­te insa­tis­fa­ção.

Para o dis­cí­pu­lo, porém, é coisa sabi­da que as suas


foram satis­fei­tas em gran­de parte pela Logosofia, e que ela lhe
des­per­tou ­outras, mais posi­ti­vas, e que tam­bém con­tri­buiu
para satis­fa­zê-las ampla­men­te, enchen­do-o de paz e bem-estar.
O mundo meta­fí­si­co, a alma e o espí­ri­to, o além-mundo, a
cons­ciên­cia supe­ra­da, etc., dei­xa­ram de ser para ele rea­li­da­des
impe­ne­trá­veis.

A Logosofia já pro­nun­ciou sua pala­vra sábia e certa a res­


pei­to, e o logó­so­fo se sente pleno de feli­ci­da­de e segu­ran­ça,
enquan­ to cum­ pre seu pro­ ces­so de com­ preen­são rumo ao
escla­re­ci­men­to de mis­té­rios inson­dá­veis para o vulgo.

De onde vie­ mos? Por que esta­ mos na Terra? Para onde
vamos? Estas são inda­ga­ções que sem­pre encon­tra­ram o mais
com­ple­to mutis­mo, ou uma argu­men­ta­ção basea­da em supo­si­
ções ou hipó­te­ses. Já o logó­so­fo com­pro­va, à medi­da que rea­li­za
seu pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te, que tais inda­ga­ções se defi­
nem por si sós, ao se evi­den­cia­rem à sua inte­li­gên­cia obje­ti­vos de
gran­de trans­cen­dên­cia para sua vida.

93
Nada pode expli­car ­melhor e con­ven­cer mais do que os
conhe­ci­men­tos que se con­subs­tan­ciam com tão elevadas inda­
ga­ções, mas a mente des­pre­pa­ra­da para rece­bê-los nunca os
pode­rá com­preen­der.

Conceber a ideia de uma pos­sí­vel expli­ca­ção de seme­


lhan­tes pro­po­si­ções não impli­ca estar em con­di­ções de
abar­car a gran­de­za do con­teú­do essen­cial que as resol­ve.
Entre a mente que inqui­re e os conhe­ci­men­tos que a satis­
fa­zem, deve ­mediar um pro­ces­so racio­nal e cons­cien­te, que
pre­pa­re a ilu­mi­na­ção men­tal, bem como sua con­se­quen­te e
defi­ni­ti­va com­preen­são.

94
A semente logosófica

A
semen­te logo­só­fi­ca, à seme­lhan­ça do bom ­cereal, é
entre­gue ao dis­cí­pu­lo para que a ­semeie em seu campo
men­tal. Naturalmente, antes ele deve­rá arar a terra,
para garan­tir uma boa colhei­ta. A prin­cí­pio lhe será cus­
to­so, tal­vez por falta de téc­ni­ca, mas não é isto o que mais
há de preo­cu­pá-lo.

Ocorre com fre­quên­cia que, após uma ou duas boas


colhei­tas, o dis­cí­pu­lo, em vez de reno­var a semen­te para
con­ser­var o “pedi­gree”, é ten­ta­do a con­si­de­rar que a que ele
pro­du­ziu está em con­di­ções de com­pe­tir com a sele­cio­na­da,
e mis­tu­ra o ­cereal bom com a semen­te de sua fabri­ca­ção.
Tão logo obser­va o escas­so ren­di­men­to da nova colhei­ta,
per­ce­be que, em lugar de espi­gas dou­ra­das, o joio cobre seu
deso­la­do campo.

Isso quer dizer que se deve estar sem­pre em dia com o


ensi­na­men­to, pois ele evo­lui con­ti­nua­men­te rumo aos
gran­des conhe­ci­men­tos da sabe­do­ria logo­só­fi­ca.

95
Advertência importante

O
aspi­ran­te deve ter pre­sen­te que o mundo comum – ou,
dizen­do mais pro­pria­men­te, o meio ambien­te em que
deve atuar por força das cir­cuns­tân­cias – tal­vez lhe seja
hos­til, tão logo deixe de con­vi­ver com a fri­vo­li­da­de e o desa­li­
nho moral que são pró­prios dele. Não impor­ta; com pru­dên­
cia, tole­rân­cia e paciên­cia, have­rá de ven­cer essa resis­ten­te
opo­si­ção. Sem se cho­car com a moda­li­da­de comum, é pos­sí­
vel ten­tar uma con­ci­lia­ção, pro­cu­ran­do, natu­ral­men­te, que
os seme­lhan­tes per­ce­bam as van­ta­gens evi­den­cia­das por uma
con­du­ta inte­li­gen­te e um domí­nio per­fei­to da situa­ção.

97
Elementos que configuram
a conduta do logósofo

A
s mudanças que o aper­fei­çoa­men­to impõe a todo ser que
rea­li­za o pro­ces­so de evo­lu­ção cons­cien­te são nota­das
cla­ra­men­te na con­du­ta. A Logosofia ofe­re­ce todos os ele­
men­tos que con­fi­gu­ram essa con­du­ta, e ensi­na, ao mesmo
tempo, a forjá-la com os conhe­ci­men­tos que se vão adqui­
rin­do nos esfor­ços de supe­ra­ção.

A condição de discípulo impõe, necessariamente, a posse de


aptidões que no mundo corrente são de exceção. A circuns-
pecção, por exemplo, deve ser para ele uma norma invariável.

O exer­cí­cio natu­ral e cons­tan­te da paciên­cia e da tole­rân­cia


­influi deci­di­da e defi­ni­ti­va­men­te nas mudanças apre­ciá­veis de
con­du­ta. Erigidas em vir­tu­des cons­cien­te­men­te pra­ti­ca­das,
enri­que­cem a inves­ti­ga­ção e o conhe­ci­men­to de si mesmo, ao
mesmo tempo que per­mi­tem esta­be­le­cer perió­di­cos cote­jos
com evo­lu­ções para­le­las de con­dis­cí­pu­los, sur­gin­do daí – ao
se com­pro­va­rem as trans­for­ma­ções pró­prias e as deles – a evi­
dên­cia de como vão fican­do para trás os que per­ma­ne­cem
­alheios ao refe­ri­do exer­cí­cio.

99
Valor do tempo

A
falta de tempo, mani­fes­ta­da por aque­les que creem estar
absor­vi­dos intei­ra­men­te por suas preo­cu­pa­ções, acar­re­ta
um défi­cit que, mais cedo ou mais tarde, acaba pro­du­
zin­do ­sérios dese­qui­lí­brios em suas vidas.

Existe uma medi­ção do tempo que todos deve­mos conhe­


cer: se em dez minu­tos é pos­sí­vel cum­prir uma tare­fa e não a
cum­pri­mos – e, pelo con­trá­rio, des­per­di­ça­mos o tempo, ocu­
pan­do nessa tare­fa duas horas –, tere­mos gasto inu­til­men­te
um valor cuja perda, no futu­ro, have­re­mos de lamen­tar.

O tempo é um dos agen­tes de maior impor­tân­cia na senda


do aper­fei­çoa­men­to.

Aperfeiçoamento tam­bém sig­ni­fi­ca sim­pli­fi­ca­ção, inten­si­


da­de, velo­ci­da­de.

Logosoficamente, a vida ganha inten­si­da­de por ter sido


sim­pli­fi­ca­da, e por­que todos os movi­men­tos da inte­li­gên­cia
se tor­nam velo­zes, pois esta já não mal­gas­ta o tempo em
diva­ga­ções inú­teis, nem per­mi­te a pre­gui­ça men­tal que a
intu­mes­ce. E quan­do se con­se­gue fazer num dia o que se
fazia em vinte ou trin­ta, a vida se a­ mplia de forma extraor­

101
di­ná­ria, já que desse modo se mul­ti­pli­cam as pos­si­bi­li­da­des
de des­fru­tá-la cons­cien­te­men­te, e se avan­ça no cum­pri­men­to
de seu gran­de obje­ti­vo.

O tempo se perde, em gran­de parte, quan­do não se faz


nada; quan­do a mente diva­ga ou não pensa. Tempo que se
perde é vida esté­ril, que não mere­ce s­equer a honra de ser
recor­
da­da. Eis um cha­ ma­
do de aten­ção para aque­les que
lamen­ta­vel­men­te malo­gram seu tempo.

A admi­nis­tra­ção do tempo é fator pre­pon­de­ran­te na vida.


É pre­ci­so ganhá-lo como o pão; e ele é ganho quan­do se vive
cons­cien­te­men­te. Viver assim é man­ter, em tudo o que se faz,
uma per­ma­nen­te aten­ção.

Dominar o tempo, fazen­do com que seja fér­til ou pro­du­


ti­vo, é ter con­quis­ta­do uma das cha­ves da evo­lu­ção.

Instruído sobre seus valo­res, o dis­cí­pu­lo deve saber usá-lo


com inte­li­gên­cia. Tanto a dis­tra­ção como a apa­tia viciam as
ener­gias e per­ver­tem o ânimo.

O tempo mais bem apro­vei­ta­do para o espí­ri­to é aque­le


que o ser físi­co ocupa em sua evo­lu­ção cons­cien­te. Ter cons­
ciên­cia do tempo que se vive nos domí­nios do saber sig­ni­fi­ca
haver trans­cen­di­do a escra­vi­dão a que é sub­me­ti­do o homem
em sua igno­rân­cia.

Dois ins­tan­tes subli­mes vive o dis­cí­pu­lo nas pri­mei­ras


eta­pas do cami­nho: o pri­mei­ro, quan­do, guia­do pelo saber

102
logo­só­fi­co, encon­tra final­men­te o tempo neces­sá­rio para dedi­
car à pró­pria evo­lu­ção, que será a obra de sua vida; o segun­do,
quan­do, ­depois de apro­vei­tar esse tempo com inte­li­gên­cia,
per­ce­be que pode aju­dar na evo­lu­ção de seus seme­lhan­tes.

103
O Mestre

O
dis­cí­pu­lo sabe dos des­ve­los, das lutas e sacri­fí­cios do
autor da obra logo­só­fi­ca ao longo de vinte e cinco anos
decor­ri­dos.* Sabe tam­bém que se lhe chama Mestre por­
que sua vida sem­pre foi e é um per­pé­tuo ensi­na­men­to.

É o maior amigo do dis­cí­pu­lo, a quem assis­te pater­nal­


men­te com seus ­sábios con­se­lhos e segu­ra orien­ta­ção.

Recordá-lo uma vez ao dia, com emo­ção de gra­ti­dão, é


uma sin­ge­la home­na­gem que cada dis­cí­pu­lo deve tri­bu­tar-lhe
na inti­mi­da­de de seu cora­ção.

O Mestre se recor­da de todos os seus dis­cí­pu­los, enquan­to


tra­ba­lha, infa­ti­ga­vel­men­te, para que seja maior o núme­ro dos
que escu­tam sua pala­vra e se bene­fi­ciam com seus pen­sa­men­
tos, que tra­zem ao mundo um novo gêne­ro de ver­da­des.

* N.T.: Reitera-se que os ori­gi­nais desta obra foram dados ao prelo em 1955.

105
Parte final

J
ulgamos que esta “Exegese Logosófica” cum­ pri­
rá sua
ampla mis­são e fará as vezes de ponte leva­di­ça, aces­sí­vel
somen­te aos que nos pro­cu­rem com os melho­res pro­pó­si­
tos de se ser­vi­rem do conhe­ci­men­to logo­só­fi­co para seu bem.

Não é d­ emais rei­te­rar que a tais conhe­ci­men­tos não se


chega pela sim­ples inves­ti­ga­ção, mesmo que nela se apro­
fun­de, mas sim median­te suces­si­vos pro­ces­sos de supe­ra­
ção inte­gral, rea­li­za­dos inter­na­men­te. Só então ingres­sam
no acer­vo indi­vi­dual, como pre­lú­dios de ­outros maio­res
que ilu­mi­na­rão a inte­li­gên­cia.

Nesse sen­ti­do, este livro será um auxi­liar ines­ti­má­vel, tanto


para uma apro­xi­ma­ção às fon­tes do saber logo­só­fi­co como
para o des­per­tar, na mente, de suges­tões que leva­rão a inda­gar
o que se igno­ra e a satis­fa­zer as sãs inquie­tu­des do espí­ri­to em
suas jus­tas deman­das de evo­lu­ção.

107
Sumário

Prólogo…………………………………………………. 11
Esquema prévio……………………………………….... 13
Considerações sugestivas………………………………. 17
Quem não gosta de ter um conhecimento a mais? ……. 19
Difusão logosófica……………………………………… 21
Concepção da vida……………………………………... 23
Os conhecimentos logosóficos…………………………. 27
Concepção do bem…………………………..………… 29
Sabedoria logosófica……………………………………. 31
A obra logosófica……………………………………….. 33
Apreciação de valores…………………………………... 35
Sistema mental…………………………………………. 37
Os pensamentos………………………………………... 39
A imaginação…………………………………………… 41
Como refazer a vida……………………………………. 43
Deficiências psicológicas………………………….......... 45
As duas metades da vida……………………………….. 47
Aspectos do processo logosófico……………………….. 49
Essencial………………………………………………... 53
Saber querer……………………………………………. 55
Campo experimental e experiências………………….... 57
Ética logosófica…………………………………………. 61
Possibilidades metafísicas do ser humano……………... 63
A Logosofia não é matéria de discussão……………...... 65

109
Perguntas e inquietudes………………………………... 67
Algo sobre a comodidade………………………………. 71
Polaridade……………………………………………… 73
Disciplinas logosóficas…………………………............. 75
Particularidades………………………………………… 77
Popularização logosófica……………………………….. 79
Técnica da informação e preparação do estudante......... 81
O ensinamento como bússola………………………….. 83
A observação consciente……………………………….. 85
Indicação complementar…………………………......... 87
Inconveniências da teorização em Logosofia…………... 89
Dar é ensinar…………………………………………… 91
Algo mais sobre inquietudes………………………….... 93
A semente logosófica…………………………………… 95
Advertência importante………………………………… 97
Elementos que configuram a conduta
do logósofo……………………………………………... 99
Valor do tempo………………………………………... 101
O Mestre………………………………………………. 105
Parte final……………………………………………... 107

110
representantes regionais

Belo Horizonte
Rua Piauí, 742 - Funcionários
30150-320 - Belo Horizonte - MG
Fone (31) 3218 1717

Brasília
SHCG/NORTE - Quadra 704 - Área de Escolas
70730-730 - Brasília - DF
Fone (61) 3326 4205

Chapecó
Rua Clevelândia, 1389 D - Saic
89802-411 - Chapecó - SC
Fone (49) 3322 5514

Curitiba
Rua Almirante Gonçalves, 2081 - Rebouças
80250-150 - Curitiba - PR
Fone (41) 3332 2814

Florianópolis
Rua Deputado Antonio Edu Vieira, 150 - Pantanal
88040-000 - Florianópolis - SC
Fone (48) 3333 6897

Goiânia
Av. São João, 311 - Q 13 Lote 23 E - Alto da Glória
74815-280 - Goiânia - GO
Fone (62) 3281 9413

Rio de Janeiro
Rua General Polidoro, 36 - Botafogo
22280-001 - Rio de Janeiro - RJ
Fone (21) 2543 1138

São Paulo
Rua Gal. Chagas Santos, 590 - Saúde
04146-051 - São Paulo - SP
Fone (11) 5584 6648

Uberlândia
Rua Alexandre de Oliveira Marquez, 113 - Vigilato Pereira
38400-256 - Uberlândia - MG
Fone (34) 3237 1130
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea
solta à sua avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua
despertaram nele maiores ânsias de conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele
pináculo da Sabedoria. Escalou todas as elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. maiores ânsias de conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso pináculo da Sabedoria.
Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e Escalou todas as elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a
mortíferas; porém, para sua desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela Carlos Bernardo
as armas González
mais tremendas Pecotche
e mortíferas;
desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador, representado nos grandes
porém, para sua
Criador, representado nos grandes arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente,
que proporciona em seu percurso informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente, que proporciona em seu percurso RAUMSOL
sua origem, existência e destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de sua origem, existência e destino, em

Logosofia
verificaram-se estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente humano,
Os avanços quando o ente
iniciais em buscahumano,
do saber inquieto por excelência,
verificaram-se quandodeu rédea
o ente solta à inquieto
humano, sua avidez,porexplorando
excelência, edeu
Do mesmo autor: conquistando
rédea solta terras. Nessa empresa
à sua avidez, explorando encontrou e descobriu
e conquistando muitas
terras. Nessa coisas,
empresaque encontrou
despertaram nele maiores
e descobriu ânsias de
muitas
inquieto por Os excelência, deu rédea
avanços iniciais emsolta
buscaà sua avidez,
do saber explorando equando
verificaram-se conquistando terras. Nessa
o ente humano, empresa
inquieto encontrou edeu
por excelência,
conhecimento. Desde entãonelefoi constante sua preocupação por alcançar descobriu muitas coisas, quesolta
despertaram nele explorando
maiores ânsias de conhecimento.terras.Desde
Nessaentão foi constante
encontrousua preocupação
coisas, que despertaram maiores ânsias de conhecimento. Desde oentão
excelso
foi pináculo
constanteda suaSabedoria.
preocupação Escalou
por por alcançar o excelso
rédea
pináculo
à sua avidez,
da Sabedoria.
e conquistando empresa e descobriu muitas
Introdução ao todas as elevações
alcançar o excelsoquepináculo
pôde, tanto em ciênciaEscalou
da Sabedoria. e em arte,
todascomo em filosofia
as elevações queepôde,
religião. Chegou,
tanto inclusive,
em ciência e em aarte,
descobrir coisas, que despertaram neleEscalou
maiorestodas
ânsiasasde
elevações que pôde,
conhecimento. tantoentão
Desde em ciência e em arte,
foi constante como em
sua preocupação
os como
segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para sua filosofia e religião.por
Chegou, inclusive,
alcançar o excelsoa descobrir
pináculo osdasegredos
Sabedoria. da Escalou
energia todas
termonuclear, fabricando
as elevações comtanto
que pôde, ela asemarmas mais
ciência e em
em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia termonuclear, fabricando tremendas e mortíferas;arte, porém,
Conhecimento Logosófico desventura,
com ela asperdeu
armasde vista
mais o caminho
tremendas que haveriaporém,
e mortíferas; de conduzi-lo
para suaàdesventura,
presença deperdeu
seu Criador,
de vistarepresentado
o caminho que nos comopara em sua desventura,
filosofia perdeu
e religião. Chegou,de vista o caminho
inclusive, que haveria
a descobrir de conduzi-lo
os segredos da energiaà presença de
termonuclear,
Exegese Logosófica
“Para o homem que anela supe­rar-se,
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
grandes
percurso
arcanos
informes
da imensa
haveria de conduzi-lo realizaçãodeuniversal.
à presença
diretos deé otudo o que possa
Esserepresentado
seu Criador, caminho é o nos
interessarque
da evolução
ao proporciona
espírito humano
consciente,
grandes arcanos
a respeito
que proporciona
da imensa
deinformes
realização em seu
sua origem, existência e
seu Criador, representado
que proporciona em seuque
caminho
nos com
fabricando grandes
percurso
haveria
arcanos
ela as
informes
armasda
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
imensa
mais realização
tremendas
diretos àdepresença
de conduzi-lo tudo o que
universal.porém,
e mortíferas;
possa
de seu
Esse caminho
interessar
Criador,
para suaé desventura,
ao espírito
representado nos
o da evolução
humano
consciente,
perdeu
grandesa arcanos
respeito da
de vista o
de imensa
sua
universal. Esse caminho da evolução consciente, em seu percurso diretos de A sabedoria logosófica, como fonte de
nada há que m
quando o ente humano, inquieto por excelência, deu
destino,
tudo oem
humano,
queestreita
possa relação,
cominquieto
com
interessar ao aespírito
Suprema
­ elhor lhe aplai­ne o cami­nho mundo interno e descobrindo as maravilhas que nele existem, o
ente por Vontade.s
excelência,avanços
Vontade.s
humano
deu rédea
avanços
a respeito
soltaem
à sua
deiniciais em busca
sua origem,
avidez, explorando
do saber
existência verificaram-se
e destino,
e conquistando
quando o
em estreita
quando oterras. Nessa
origem, existência erealização
quando o
se quando o ente humano,
destino, em
ente
estreita Esse
universal.
humano,
diretos inquieto
de tudo poro que
relação, com aéSuprema
caminho
inquieto
excelência, por
deu rédea
possa interessar
Vontade.s
o da evolução
excelência,
solta à sua
ao espírito
avançosque
consciente,
humanodeu
avidez,
iniciais
explorando
a respeito
em buscaem
proporciona doseu
saber
e conquistando
de sua
verificaram-
percurso informes
terras.eNessa
origem, existência destino,
relação, a Suprema
rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando
iniciais busca do saber verificaram-se ente humano,
Os avanços iniciais em busca do saber verificaram-se quando o ente conhecimentos originais de uma nova
empresa encontrou e descobriu muitas
com coisas, que despertaram nele maiores
iniciais ânsias de conhecimento. Desde então foi o
da inves­ti­ga­ção do que a cla­re­za – pre­ci­sa homem conhecerá seu Criador, masdo isto será de conformidade com seu
empresa encontrou e descobriu muitassoltacoisas, queavidez,
despertaram nele emaiores ânsias de conhecimento. Desde então em estreita relação, a Suprema Vontade.s avanços em busca do saber verificaram-se quando

Os
Os avanços
avanço
inquieto
em direção
foi encontrou
humano,
avanços
por excelência,
constante suainiciais
inquieto
iniciais
preocupação
e descobriu
deu rédea
em busca
à conquista
muitas
por
em
porcoisas,
desse
alcançar
excelência,
busca do
à sua
saber
sabergrande
queodespertaram
explorando
verificaram-se
excelso pináculo
deu rédea
conquistando
e transcendental
da Sabedoria.
nele maiores
verificaram-se solta ânsias Escalou
à sua
quando
terras.
quando Nessa empresa
o ente
todas as elevações
de conhecimento.
avidez, o ente
que pôde,
Desde então foi rédea soltainquieto
humano,
constante sua preocupação à sua avidez, explorando
por excelência,
por alcançar o deu rédeae solta
excelso pináculo conquistando
da à sua avidez, concepção do pensamento universal e
ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando em
Sabedoria. Escalou todas
explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e humano, está promovendo um movimento
as elevações que pôde, tanto terras.
e ao mesmo tempo cer­ ra – de uma desiderato.s
tei­ o humano,
ente
terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas
Os
tanto
avanços
Osexplorando
avanços
humano,
avanços
em ciência
constante
inquieto
iniciais iniciais
e em arte, como
sua preocupação
iniciais
einquieto
conquistando
porem em em
por em
busca
por busca
excelência, busca
filosofia
alcançar
terras.
do do
saber
excelência,
do
e religião.
o excelso
saber
deuNessa saber
Chegou,
pináculo
rédea verificaram-se
da inclusive,
Sabedoria.aEscalou
verificaram-se
empresa
solta
verificaram-se
deu rédea solta
descobrir
encontrou
à sua àavidez,
quando quando
os segredos
todas
quando
sua
tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir os segredos da energia
da energia
as elevações
oeente
avidez,
que pôde,
o ente
descobriu
ciência e emNessa
terras.
descobriu
arte, como
Nessa
muitas
em filosofia
coisas, que
e religião. Chegou, inclusive,
maiores ânsias
a descobrir
de
os segredos da energia
empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele maiores ânsias de conhecimento.
empresa encontrou
despertarame nele descobriu muitas
Desde então foi constante sua preocupação por alcançar o excelso pináculo da Sabedoria. Escalou todas as
termonuclear, fa

expo­si­ção que con­du­za, com fir­me­za e explorando humano,


muitas
explorando
humano,
Os avanços coisas,
e
inquieto
e inquieto
iniciais
conquistandoque
conquistando
porem por
despertaramexcelência,
coisas, que despertaram nele maiores ânsias de terras.
excelência,
busca
terras. do nele
Nessa
deu
saber
Nessa deu
maiores
rédea rédea
empresa ânsias
solta
verificaram-se
empresa solta
à
encontrousua à
de
encontrou sua
avidez,
quando eavidez,
conhecimento.
e odescobriu
ente conhecimento. Desde então foi constante sua preocupação por de saudável reação nos espíritos amantes
elevações que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. Chegou, inclusive, a descobrir
muitas
explorando
humano,
descobriu
termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para sua desventura, perdeu
explorando
Desde então
coisas,
muitas foi
quee conquistando
e conquistando
inquieto
O homem constante
despertaram
por despertaram
coisas, sua
terras.
excelência,
que
deverá terras.
preocupação
nele
despertaram Nessa
deu Nessa
maioresrédeaempresa
nele empresa
por alcançar
ânsias
solta
maiores à de
encontrou
sua encontrou o de
conhecimento.
ânsiasavidez, excelso
e tanto e descobriu
descobriu alcançar ocoisas,
excelso que despertaram
pináculo da Sabedoria. nele
Escaloumaiores
todas as ânsias de
elevações
entãoempenhar seussua melhores
de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador, representado nos grandes arcanos da os segredos da energia termonuclear, fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para
Desde
muitasmuitas
pináculo
então
explorando
sem vaci­la­ções, pri­mei­ro ao livre exame e, conhecimento. coisas, coisas,
da
conhecimento. e foi que
Desde que
Sabedoria.
constante
Desdedespertaram
conquistando então Escalou
sua
foi todas
preocupação
foi constante
nele
terras.
constante nele
maiores
Nessa as
suamaiores
elevações
por
empresaânsias
preocupaçãoânsias
alcançar que
de
encontrou de conhecimento.
opôde,
excelso
conhecimento.
por e descobriu
alcançar em que pôde, tanto em ciência e em arte, como em filosofia e religião. do saber e da verdade.
sua desventura, perdeu de vista o caminho que haveria de conduzi-lo à presença de seu Criador,
o Desde
muitasDesde
ciência
pináculo
excelso
imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente, que proporciona em seu percurso
e então
da
então
coisas,
pináculoem foi arte,
Sabedoria.
que foi constante
como
constante
da despertaram
Sabedoria. em
Escalou
sua sua
filosofia
todaspreocupação
preocupação
nele
Escalou e todas
as
maiores religião.
elevações
por por Chegou,
alcançar
ânsias
as que
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de pôde, o otanto
inclusive,
excelso
conhecimento.
que excelso
pôde, ema conhecimento.
Chegou, inclusive, a descobrirDesde
os segredosentão foi constante
da energia termonuclear, sua
representado nos grandes arcanos da imensa realização universal. Esse caminho é o da evolução consciente,

Exegese
esforços e energias em buscar a si mesmo.
informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a respeito de sua origem, existência e
Osciênciapináculo
descobrir
eciência
em
preocupação
pináculo da da
osarte, e Sabedoria.
segredos
como
por alcançar da
em Escalou
energia
filosofia
o excelso todas
termonuclear, as por
everificaram-se
religião.
pináculo daeelevações
Chegou,fabricando que pôde,
ocom
oinclusive, oelatanto
ela
aem asem fabricando com ela as armas mais tremendas e mortíferas; porém, para
Desde
tantoOsem então eSabedoria.
foi constante
em arte,Escalou
sua
como todas
preocupação
em as
filosofia elevações que
alcançar
religião. pôde,
Chegou, oente tanto
excelso
­depois, ao conhe­ci­men­to segu­ro daqui­ lo avanços
avanços
avanços iniciais iniciais em busca
em busca do saber
do saber quando ente Entre seus fundamentais ensinamentos
Os iniciais em busca do saber verificaram-se everificaram-se
quando quando ente
humano, que proporciona em seu percurso informes diretos de tudo o que possa interessar ao espírito humano a

Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL


que é obje­to de tão nobre aspi­ra­ção. inquieto
armas
descobrir
ciência
pináculo
inclusive,
humano,
humano,
de
armaspor e
destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais em busca do saber verificaram-se
ciência
mais
a emos
da
inquieto
descobrir
vista
mais oos
em
arte,
Sabedoria.
descobrir
inquieto
excelência,
caminho
arte,
tremendas
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deuos
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tremendas segredos
como
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Escalou
segredos
excelência,
por
que
em
eenergia
excelência,
rédea
ebuscada
haveriasoltafilosofia
mortíferas;
filosofia
todas
da
deu
energia
mortíferas; deà e
energiaporém,
termonuclear,
rédea
deu
sua religião.
religião.
as elevações
rédeasolta
avidez,
termonuclear,
conduzi-lo
porém,
para
para
fabricando
Chegou,
termonuclear,
soltaà Chegou,
sua
que
sua
explorando à desventura,
avidez,
sua
quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua avidez, explorando e conquistando
sua fabricando
presença
desventura,
inclusive,
com
inclusive,
pôde, avidez,
e
de tanto
fabricando a
conquistando
com
seu
perdeu
as
em a
ela as
Criador,
perdeu
sua
Os avanços avançospreocupação
Os desventura,
iniciais emperdeu
busca
iniciais em de
dopor
vista
busca alcançar
saber
do saber o
o verificaram-se
caminho excelso
que haveria
quando
verificaram-se pináculo
deo
quando conduzi-lo
ente o da
humano,
ente
respeito de sua origem, existência e destino, em estreita relação, com a Suprema Vontade.s avanços iniciais
comciência
elaSabedoria.
descobrirase em
armas Escalou
segredos
arte,
Saberá mais comotodas as elevações
da energia
em
tremendas
prevenir-se contra o que
etermonuclear,
filosofia e
mortíferas;
engano pôde,
religião. dastanto
fabricando
Chegou,
porém, para com
inclusive,
sua ela aas humano, à presença
inquieto
inquieto porpordeexcelência,
seu Criador,
excelência, deudeurepresentado
rédea
rédea solta
solta nos
àda
ào suasua grandes
avidez,
avidez, arcanos
explorando
explorando da eestão os que concernem ao conhecimento
terras. Os
Os avanços iniciais em busca do
avanços
explorando
explorando
Nessa empresae iniciais
conquistando
e em
encontrou e do
terras. saber
Nessa
terras.
descobriu Nessa verificaram-se
empresa
muitas empresa encontrou
coisas, quando
encontrou
que e o e
despertaramente
descobriu nele
terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que despertaram nele maiores ânsias de em busca do saber verificaram-se quando o ente humano, inquieto por excelência, deu rédea solta à sua
de
armas
humano,
descobriu
maiores armas
representado
vista
descobrir
e­ desventura,
muitas
Osânsiasmais
avanços mais
omuitas
caminho
os tremendas
perdeu
inquieto
coisas,
de tremendas
nos
segredos de
por
coisas,
que
conhecimento.
iniciais grandes
que da
vista haveria
eque mortíferas;
arcanos
mortíferas;
energia
oDesde
excelência,
despertaram
em busca dode
caminho
despertaram deu
nele da
conduzi-lo
porém,
termonuclear,
então
saber que porém,
imensa
rédea para
haveria
nele
maiores
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presença
maiores
ânsias
constante
verificaram-se sua
fabricando
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desventura,
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universal.
de
avidez,
ânsias
de
sua
quando seu
com
de
conhecimento.
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àCriador,
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as perdeu
por eSabedoria.
imensa
conquistando realização
terras.
conquistando Escalou
universal.
Nessa
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caminho é descobriu
e
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e pôde,
muitas
descobriu tanto
consciente,
coisas,
o quequede si mesmo, base ine­gá­vel do conhe­ci­
muitas
Os avanços iniciais em busca do
avidez, explorando e conquistando terras. Nessa empresa encontrou e descobriu muitas coisas, que
Tendo isso em conta, o autor con­si­d
alcançar de
armas
presença de
explorando
conhecimento.
Desde
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representado
em ciência
vista o
mais
deentão
excelso
humano, seuo
caminho caminho
nos
tremendas
epináculo
inquieto grandes
e em arte, como
Criador,
conquistando
Desde
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então
constante
por da que
e haveria
arcanos
haveria
mortíferas;
representado
terras.
foisua de da
constante
Sabedoria.
excelência, de
porém,
nos
Nessa
preocupação
deuEscalouconduzi-lo
imensa
em filosofiatale religião.
conduzi-lo empresa
sua
rédea realização
para
grandes à
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por
todas
solta à
presença
sua presença
arcanos
encontrou
alcançar
as
à sua universal.
desventura,
elevações de
da
por de
seu
imensa
eseu seu
Esse
Criador,
perdeu
descobriu
ouniversal.
avidez, excelso
que Criador,
pôde, coisas, queque
despertaram
coisas, proporciona
despertaram
nele
que nele
maiores
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maiores
ânsias
nele percurso
ânsias
maiores informes
de
conhecimento. diretos
conhecimento.
ânsias de Desde de
então
conhecimento. tudo
Desde então
foiorigem,
constante
Desde
Chegou, aparências
inclusive, apara conhecer-se
os segredoscomo em
muitas representado
avanços
representado
de vista
realização o
coisas, caminho
universal. nos
que nos
iniciais
grandes
que
Esse grandes
em
despertaram busca
arcanos
haveria
caminho arcanos
do
de
neleé da saber da
imensa
conduzi-lo
o da
maiores imensa
verificaram-se
evolução à
ânsias realização
realização
presença
consciente,
de quando
universal.
de que o ente
Esse
Criador, Esse suaentão em
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foi ciência
possapor
constante e
interessar
alcançar emao arte,
espírito
o excelso
sua preocupação como
humano
pináculo
por em
alcançar a
da filosofia
respeito
oSabedoria.
excelso de e religião.
sua
Escalou
pináculo todasmento da vida própria, de suas projeções
da
rou essen­ cial e útil a publi­ ca­ alcançar
pináculo
tantoproporciona
ção desta em oavanços
ciência
explorando
humano,
Osentão
representado excelso
e em
edaeeminquieto
nos
seu pináculo
Sabedoria.
arte,
conquistando
iniciais
grandescomo
descobrir
por
percurso em da
Escalou
em Sabedoria.
eexcelência,
busca
arcanos
informes todas
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terras. do
daNessadeu
saber eEscalou
as
imensa
diretos elevações
religião.
empresa
da energia
rédea todas
solta
verificaram-se
realização
de tudo àoconhecimento.
que
Chegou,
encontrouas
esua
elevações
pôde, e tanto
inclusive,
avidez,
quando
universal.
que possa descobriu
oEsse ema
aente existência e destino, asem estreita relação, com aem
Suprema Vontade.
­amplos e pro­fun­dos, uma parte pon­de­rá­que
os
Desde
que
obra, na qual apa­re­ce des­cri­ta, em ter­mdescobrir
saber verificaram-se quando o
pôde,
ciência
destino,
ciência
vel fabricando
para
arcanos Os
os
muitas
pináculo
Chegou,
tremendas Desde
armas
haveria
pináculo
Os
deDesdeem
tanto
segredos
coisas,
explorando
humano,
interessar ao
inclusive,
descobrir
e mortíferas;
então
Os
e mais
de
muitas
descobrir
dasua
vista
emcom
e os
imensa
ciência então
foi
espírito
arte,
conduzi-lo
da
humano,
avanços coisas,
desventura,
oentão
em
explorando
avanços
em
realidade
daestreita e
Sabedoria.
os
avanços
termonuclear,
muitas
explorando coisas, foi
constante
arte,
da
que
e
elafoi
tremendas
Sabedoria.
iniciais
segredos
caminho
realização
arte,
iniciais
ciência
aque
segredos
como
energia
despertaram
conquistando
inquieto humano
relação,
como
asque
inquieto
por
armas em
constante
como
epor
em daem
perdeu
que
sua
em
epor
à presença
em
em
é. Encontrar-se-á
porém,
constante
iniciais
fabricando Escalou
descobrirdaparasua
em
com
a
mais
Escalou
busca
despertaram
energia
haveria
universal.
em
conquistando
busca
preocupação
sua
arte,
filosofia
termonuclear,
a
filosofia
mortíferas;
nele
terras.
excelência,
respeito
todas
osbusca
energia segredos
sua
com ela as armas
despertaram
conquistando de
defilosofia
vista
do
como
Suprema
todas
edeu
maiores
Nessa
de
na humildade
asNessa
termonuclear,
desventura,
preocupaçãodo
nele
terras.e porém,
tremendas
seu
excelência,
do saber religião.
preocupação
de
Esseonele
termonuclear,
Criador,
as
ecaminho
conduzi-lo
terras.
saber
por
em
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presença
em
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