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Manual de Apoio

UFCD 7854 - Plano de Negócio - criação de


micronegócios

Formador

Márcia Fonseca

julho, 2017
Objetivos

• Identificar os principais métodos e técnicas de gestão do tempo e do trabalho, de forma o obter

melhores níveis de eficácia e eficiência.

• Identificar fatores de êxito e de falência, pontos fortes e fracos de um negócio.

• Elaborar um plano de ação para a apresentação do projeto de negócio a desenvolver.

• Elaborar um orçamento exequível para apoio à apresentação de um projeto com viabilidade

económica/financeira.

• Elaborar um plano de marketing, de acordo com a estratégia definida. • Elaborar um plano de

negócio

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O que é um Plano de Negócios?

Um plano de negócio é uma narrativa escrita que descreve o que o novo negócio pretende atingir.


Na maioria das situações O Plano de Negócio tem dois usos: dentro da empresa e fora da empresa.


Dentro da empresa, o plano ajuda a desenvolver um “road map” a seguir na execução das estratégias e

planos.


Fora da empresa, apresenta aos potenciais investidores e outros stakeholders qual é a oportunidade de

negócio que a empresa persegue e como o pensa fazer road map–roteiro; stakeholders–partes interessadas


Para gerir um negócio, usam-se várias ferramentas, entre elas é fundamental que exista um Plano de

Negócios.

Ele é um documento que permite retratar a situação atual e projetar no futuro o desenvolvimento do

negócio, diminuindo as possibilidades de riscos que todos os empreendimentos têm.

O Plano de Negócios indica caminhos para a gestão (administração) de forma a planear e decidir a

respeito do futuro, tendo como base os recursos disponíveis e potenciais, a sua situação financeira

atual , em relação ao mercado, aos clientes e à concorrência.

Com o Plano de Negócios é possível pensar nos riscos e propor planos para diminuí-los e até mesmo evitá-

los;

Identificar pontos fortes e fracos em relação à concorrência e ao ambiente em que se atua ou atuará;

Conhecer o mercado e definir estratégias de marketing para seus produtos e serviços;

Analisar o desempenho financeiro do empreendimento, avaliar investimentos, retorno sobre o capital

investido;

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Enfim, ter-se-á um poderoso guia que norteará todas as ações. O Plano de Negócios não é uma

ferramenta estática, pelo contrário, é uma ferramenta muito dinâmica e deve ser atualizado e

utilizado de tempos em tempos.

É a principal arma de Gestão que se pode utilizar em busca do sucesso do Negócio

Planeamento e Organização do Trabalho

A estrutura base do plano de negócios é bastante padronizada porque há um conjunto de elementos que

são, necessariamente, sempre importantes.

Por exemplo:

É importante perceber o seu modelo de negócios.

É importante saber qual é o mercado alvo que deseja conquistar.

É importante conhecer quem são os seus concorrentes.

Mas, é também importante conhecer os montantes do investimento e as fontes de financiamento.

Organização Pessoal do Trabalho e Gestão do Tempo

Quem vai escrever o plano de negócios? Deve-se contratar alguém especializado?

Deve ser o empreendedor a escrever o Plano de Negócios e não os especialistas, embora o empreendedor

possa, e deva, socorrer-se do apoio de especialistas para a sua elaboração.

A ajuda de um especialista ou de um consultor é importante mas é também importante que você

participe ativamente na sua elaboração. Porque durante este processo vai detetar


lacunas, inconsistências, fontes de incerteza em que não tinha pensado.

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Organização Pessoal do Trabalho e Gestão do Tempo

Escreva o plano de forma simples e concisa mas coerente e completa.

Evite palavreado complexo, frases longas, erros ortográficos, frases de compreensão difícil, parágrafos

demasiado longos.

Foque os aspetos essenciais, inclua figuras e tabelas que facilitem a compreensão dos dados e informações,

Planeamento e Organização do Trabalho

Atitude, trabalho e orientação para os resultados

Qual ou quais as mensagens que quer transmitir no plano de negócios?

Há um conjunto de mensagens importantes:

Quem é o empreendedor ou equipa promotora e qual a sua competência para este negócio?

Em que consiste o produto ou serviço?


O mercado alvo é realista? Atrativo? Atingível?

O negócio tem viabilidade económica... viabilidade estratégica... viabilidade organizacional?

As previsões financeiras têm sentido? Estão elaboradas com base em dados realistas?

Atitude, trabalho e orientação para os resultados

Os planos podem falhar por variadas razões e na sua maioria estas prendem-se com a elaboração

imperfeita do plano.

Alguns exemplos de imperfeições:

- Os objetivos definidos não são realistas demonstrando fraca capacidade de análise dos

empreendedores.

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- O empreendedor não se compromete suficientemente com o negócio. O empreendedor não fez uma

análise da concorrência.

- A análise do mercado alvo não está bem fundamentada em necessidades identificadas ou a sua

dimensão não é realista face à capacidade da nova empresa.

- O empreendedor não transmite confiança. Apresentação deficiente do plano. 


Todas estas lacunas são ultrapassáveis!

Atitude, trabalho e orientação para os resultados

Um plano de negócios poderá ter vários níveis de complexidade;


No entanto deverá ter uma estrutura que respeite, no mínimo, a abaixo descrita

Estrutura do Plano de Negócios

1. Introdução ou Sumário Executivo 2. Apresentação da Empresa



3. Análise do meio envolvente

4. Análise do mercado
5. Estratégia da Empresa

6. Plano de Marketing

7. Plano de Organização e de Recursos Humanos 8. Plano de Produção ou Operações

9. Plano Económico – Financeiro

10. Calendário de Execução

11. Anexos

1. Introdução ou Sumário Executivo

Existe quem considere esta a principal secção do plano de negócios, pois nela está a informação que levará

o leitor a decidir se continuará a ler o documento ou não.

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Esta secção é um resumo breve de todo o documento.


Esta secção será a última a ser escrita, pois depende de todas as outras, e só tem valor quando redigida

depois de se ter uma visão mais geral de todo o documento.

A principal função desta parte é atrair e cativar o leitor para o resto do documento, mostrando os

principais pontos relatados.

2. Apresentação da Empresa

Esta fase pode ser das mais complicadas para o jovem empreendedor, sem grande experiência em

análises estratégicas.

A análise estratégica do negócio deve começar pela construção das declarações de visão, missão, e

objetivos.

• Visão:


A visão é o que a empresa é ou quer ser. É a definição do carácter e da personalidade que deseja para a

sua empresa.


Na declaração de missão devem estar as aspirações e direção para as quais a organização está voltada.

A visão não expressa fins quantitativos, mas mostra a filosofia, as esperanças e sonhos da empresa. Apesar

disto não deve ser algo fantasioso.

A visão deve ser feita de maneira a que não possa ser aplicada a outros negócios, por isso nada de colocar

visões genéricas.

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• Missão:


A declaração de missão é constituída por um pequeno texto, nunca mais de duas frases ou um parágrafo.

Nela devem estar contidas as estratégias gerais da empresa, e a forma como essas estratégias irão ser

refletidas nos produtos e clientes.

Deve haver referência aos tipos de produtos que a empresa oferece, área geográfica de influência,

mercados a que se dirige, e filosofia de atuação.

Objetivos:

É muito importante que uma empresa tenha os seus objetivos bem definidos.

Como se costuma dizer, “qualquer caminho é válido para quem não sabe para onde quer ir”. A palavra-

chave para a construção dos objetivos é que eles sejam SMART:

eSpecíficos Mensuráveis Atingíveis Relevantes Temporais

Por vezes é difícil distinguir as metas dos objetivos.


As metas são os resultados gerais que a empresa deseja atingir. Os objetivos são as etapas necessárias à

conquista das metas.

Análise SWOT:

SWOT é o acrónimo inglês para forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (strengths, weaknesses,

opportunities and threats).

Esta fase é a que vai permitir a análise do ambiente interno e externo da empresa.

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Ambiente externo (oportunidades e ameaças):

Os fatores externos que influenciam a sua empresa podem ser de dois tipos.

Em primeiro temos as forças macroambientais, ou seja, a influência dos fatores demográficos,

económicos, tecnológicos, políticos, legais, sociais e culturais.

Em segundo temos os fatores microambientais, ou seja, aqueles fatores que afetam apenas a sua

empresa ou uma área mais pequena de influência, como sendo consumidores, concorrentes, canais de

distribuição e fornecedores.

Aqui devem ser encontradas as oportunidades que o ambiente nos coloca. Estas podem ser o surgimento

de novas tecnologias, novos nichos de mercado, ou alterações favoráveis do ambiente político- económico,

etc. As oportunidades devem ser classificadas em termos de atratividade e probabilidade de ocorrência.

As ameaças do exterior são todas aquelas condições impostas pelo ambiente, que, se não forem tomadas

precauções irão resultar num decréscimo de vendas ou baixa de valor para o cliente e empresa.

Deve ser avaliadas em termos de importância e probabilidade de ocorrência.

Ambiente interno (forças e fraquezas):

O estado interno da empresa está patente nas forças e fraquezas encontradas.

As forças e fraquezas são avaliadas pelo nível de desempenho em relação à concorrência, e grau de

importância.

Aliado a esta análise devem também surgir quais os Fatores Críticos de Sucesso (FCSs), competências

chave da empresa, forças concorrenciais, e os resultados dos outros instrumentos de análise estratégia,

que fogem do âmbito deste documento, mas que o empreendedor deve conhecer para saber quais os que

melhor se adequam à análise que pretende fazer.

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Estudos de Mercado

Um estudo elaborado nos E.U.A. determinou que as empresas utilizavam a pesquisa de mercado para

diversas funções as quais em ordem de popularidade decrescente são:

A medição do potencial do mercado


A determinação das características do mercado Análise de Quota de Mercado


Análise de vendas


Estudos de Modelos de Negociação


Estudos sobre a competitividade dos produtos Previsão a curto prazo(até 1 ano)


Aceitação de novos produtos e o potencial Previsões a longo prazo


Estudos de Políticas de Preços

Testes de produtos existentes

Ambiente geral –


A empresa vai ser construída mediante dois condicionantes:


Envolvente Contextual: Conjuntos de características que definem o exterior e que condicionam o campo

da sua atuação e ao mesmo tempo lhe concedem o essencial da sua razão de ser.


Envolvente Transacional: Conjunto de entidades, indivíduos ou organizações que entram em contacto

direto com essa organização geralmente através de uma relação de troca – Transação


O ambiente tarefa da organização consiste em tudo o que envolve diretamente a atividade da empresa.

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Segmentação do Mercado

Muito poucas são as empresas com capacidade para atuarem com sucesso em todo o mercado.

Normalmente direcionam os seus esforços para determinados segmentos.

Um segmento de mercado é uma parte do mercado constituída por um conjunto de clientes (atuais ou

potenciais) com características relativamente homogéneas

Segmentar um mercado significa, em primeiro lugar, dividi-lo em grupos de clientes com características

relativamente homogéneas. Para isso, é necessário identificar critérios de segmentação. Existindo, a

priori, múltiplos critérios possíveis, tem sido prática a sua sistematização em diversas categorias. Uma

das classificações mais difundidas para mercados de consumo baseia-se em quatro grandes critérios:

geográficos (país/região, dimensão do agregado populacional, clima,...);


demográficos (sexo, idade, nível de rendimento do agregado familiar,...);


psicográficos (estilo de vida, personalidade,...);


de comportamento face ao produto (hábitos de utilização, grau de fidelização, benefícios

procurados,...).

BENEFÍCIOS DA SEGMENTAÇÃO

A segmentação dos mercados tem uma importância crucial, pois:

• possibilita uma análise de oportunidades mais eficaz;

• é a base de todo o processo de targeting (i.e., seleção dos segmentos-alvo);

• •permite o desenvolvimento de um posicionamento competitivo.

Como definir um público-alvo

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O público-alvo é o conjunto de pessoas que possuem as mesmas características ou interesses.

Para caracterizar os diferentes públicos podemos utilizar vários padrões, como pequeno exemplo: idade,

sexo, nível económico, estrato social, interesses, entre outras.

O público-alvo é a tradução do termo utilizando no Marteking: target, é precisamente a mesma coisa.

Para definirmos um público-alvo devemos tem em conta vários critérios:

Critérios demográficos

Critérios mais utilizados: sexo, idade, nacionalidade

Critérios demográficos

Critérios mais utilizados: sexo, idade, nacionalidade

Critérios geográficos

Critérios mais utilizados: Residência Litoral/interior, zona urbana/rural, localização

Critérios sócio demográficos

Critérios mais utilizados: Educação, classe social, profissão, rendimento, dimensão do agregado familiar.

Critérios Comportamentais

Os comportamentos são aqui seleccionados nomeadamente: gostos pessoais, sensibilidade ao preço,

sensibilidade à qualidade.

Critérios psicográficos

Neste capítulo são definidas as variáveis como: a personalidade, estilo de vida, valores morais.

Definição de estratégia:

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Neste momento você já está consciente das forças e fraquezas da sua empresa, conhece melhor o ambiente

que o rodeia, e já sabe por onde quer ir. Por isso está apto a formular a sua estratégia.

Os tipos de estratégias que se podem tomar estão resumidos no quadro seguinte:

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