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OFICINA DE ORALIDADE

Apresentação geral

Observação do quadro de Paul Cézanne, Os Jogadores de Cartas, óleo sobre tela, 1890.

Produção de textos conversacionais, a partir dos elementos observados no quadro.


Descritores de desempenho (NPPEB, pág. 82)

 Interagir com espontaneidade e à-vontade em situações informais de comunicação:

 iniciar e manter conversas simples com diversos tipos de interlocutores.

 respeitar os princípios adequados às convenções que regulam a interação verbal e não-verbal.

Conteúdos (NPPEB, pág. 82)

 registo de língua: formal e informal;

 locutor e interlocutor;

 cooperação e cortesia;

 formas de tratamento.

Conhecimentos prévios (NPPEB, página 33)

 Os alunos terão já treinado o uso da palavra, de forma clara e audível, no âmbito das tarefas a reali-
zar;

 Os alunos já produzem discursos com diferentes finalidades, de acordo com intenções específicas:

 expressar sentimentos e emoções;

 relatar, recontar, contar;

 informar, explicar, dar instruções; descrever;

 formular avisos, recados, perguntas, convites;

 partilhar informações e conhecimentos.

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Guião para o professor

1ª etapa

 Os alunos observam a pintura de Paul Cézanne, Os Jogadores de Cartas, e descrevem-na, identi-


ficando o contexto:

Dois camponeses estão a jogar cartas numa taberna/café. Um deles fuma cachimbo. Em cima da
mesa, há uma garrafa.

 O professor informa os alunos sobre a tarefa a realizar: preparação de um texto conversacional, a


partir dos elementos observados, atendendo aos tópicos seguintes:

a) O jogador A (o que fuma cachimbo) explica porque está ali;

b) O jogador B (o que está em frente ao jogador que fuma cachimbo) interrompe-o para lhe ofe-
recer uma bebida;

c) De seguida, o jogador A descreve a garrafa que está na mesa;

d) O dono da taberna vem atender os clientes;

e) O jogador B faz um pedido ao dono da taberna e agradece-lhe.

 O professor escolhe três alunos para desempenharem os papéis de jogador A (a personagem que
fuma cachimbo), de jogador B (a personagem que está em frente ao jogador A) e de dono da ta-
berna.

 Os três alunos dramatizam a situação, de acordo com as instruções dadas.

 Depois da dramatização, o professor analisa a situação de comunicação criada, com os alunos,


colocando-lhes as questões seguintes:

a) Qual dos dois jogadores parecia estar mais desatento? (Resposta: talvez o o jogador A, por-
que este facilmente desvia a sua atenção do jogo para falar de outros assuntos)

b) O que é que o jogador A revelou sobre si quando explicou os motivos por que estava a jogar
na taberna? (A resposta depende das revelações que o jogador A tiver feito)

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c) Por que motivo é que o jogador B terá interrompido o jogador A para lhe oferecer uma bebi-
da? (Resposta: talvez para desviar a sua atenção de alguma situação que o preocupasse e para
o ajudar a concentrar-se de novo no jogo)

d) Por que motivo podemos dizer que a personagem que interveio no final da dramatização tra-
balhava na taberna? (Resposta: porque esta personagem veio atender os clientes e recebeu o
pedido de um deles)

 A turma aplica uma lista de verificação à dramatização, atendendo aos tópicos seguintes:

a) A postura corporal apresentada pelo aluno que desempenhou o papel de jogador A estava
em consonância com o seu estado de espírito?

b) O jogador B interrompeu o jogador A de forma cortês?

c) O jogador B mostrou que estava descontraído?

d) Quando o dono da taberna veio atender os clientes, a postura corporal destes mudou?

Conclui: o que dizemos no decurso de uma conversa depende do contexto situacional. As nossas
circunstâncias, características e expectativas, bem como as dos nossos interlocutores, fazem parte
do contexto situacional.

2ª etapa

 O professor pede a outros três alunos que assumam os papéis de jogador A, jogador B e dono da
taberna e dá aos alunos que vão assumir os papéis de jogador A e de jogador B um documento
contendo informações sobre algumas características específicas dessas personagens (ex.: o joga-
dor A é uma pessoa séria, gosta muito de jogar às cartas e espera ganhar aquele jogo; o jogador
B é uma pessoa divertida e não está interessado em jogar até ao fim).

 O jogador A ignora o conteúdo do documento distribuído ao jogador B e vice-versa.O professor


pede a cada um dos dois alunos que leia várias vezes o seu documento e diz a ambos que respei-
tem os dados aí contidos, quando procederem à dramatização. O aluno que vai representar o pa-
pel de dono da taberna não recebe qualquer documento.

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 O professor informa que os alunos têm três minutos para fazerem a dramatização, de acordo com
as instruções dadas.

 Depois da dramatização, o professor poderá colocar as perguntas seguintes aos alunos da assis-
tência:

a) Qual dos dois jogadores mostrou que estava mais interessado em jogar?

b) Que aspetos da comunicação verbal e não-verbal permitiram chegar a essa conclusão?

c) Qual dos dois jogadores mostrou que era uma pessoa divertida?

d) Que aspetos da comunicação verbal e não-verbal permitiram chegar a essa conclusão?

 O professor poderá, depois, pedir aos dois alunos que desempenharam os papéis de jogador A e
de jogador B que leiam o texto que lhes fora entregue antes da dramatização. Na posse desta in-
formação, os restantes alunos da turma dirão se ambos os papéis foram bem representados e
apresentarão sugestões para adequarem melhor a dramatização aos constrangimentos que cada
aluno/ator tinha (contexto), atendendo à linguagem não-verbal (gestos, entoação, postura corpo-
ral) e à linguagem verbal (registo de língua, léxico utilizado, formas de tratamento).

 Os alunos registam a conclusão seguinte:

Nesta oficina de oralidade, aprendi:

O contexto situacional diz respeito às circunstâncias de tempo e de lugar do locutor e do interlocu-


tor.

Dependem do contexto aspetos como os seguintes:

a) formas de tratamento;

b) registos de língua (formal e informal);

c) vocabulário utilizado;

d) gestos e postura corporal;

e) entoação...

Abel Mota

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