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Prefácio

A Dbrad~J)a"id tmilç Durkheim (1858-1917) exerceu nmá,-eI

influencia

:iOW "dcsL"TI,-ol, -imento do

pensamento r.oeial. e. embora

vinculado ao !'osuivismu d~ AUI:US1~ Conlle , que ji preconi7a"a a Sociolo);," L'<,lm<.> a cicnci~ !Ia $OC icdade, Dultheim e considerado" principal rund;,durd~ So<;ologia moderna. umde seu.< "pajç funda-

dores_

Filho rle ra\>inn-chefe. teve ~ u reriodo de misticismo, lo m,m -

d,, -<. agnós t ico al>Ós alg um

tempo em j'uris . No.> LYCL'" LOlJ ;s·tc.

Gra " d, ]nuli7a d o n" Qu a lt ir Lat in. enlre

Fra nce

l h e pc " " it ,u c " rr~ r p~ r~ a f: co l e N o

a Soroo n" e. ,,((, Ile.: c de

c 3 Facu lte de Dro'l. pre p"Tou-SC p m o ol"-,-"Io",",,w. q ue

mla l e S U ~ Ti eure. es t abol.eime nw

i'-ers itliri. mundial. em 1879 . IÕm

de pr im eira pl

'

a na fo rmaçã n un

i e.

E n , in o u filowli a e m vliri<J1 li,cu! d~ província ($c " $, St. Q U"\I in.

Troye <) e il\te ~ .'<ou -<e ptla Sociologia. CO!I"\<J a Fr. n l'a . cmoora

di<dl'lin3. não apresenU\~iôe CU!"S<JS rCllulul\:s dcs(~ ci<Õneia.

berço da

tirou um alIO de licença (ISl\S-H6) e foi para a Alemanha. onde se deparou com o trlIbalho de sociólo!>m da en\'efl,'lIdum de I>-bx Webcr. porextmplo.

Ao I\:b'1"1:s$õlr. in,ciou $Cu trabalho de r>ro~~10runi\'ersitãrio ao ser ,ndindo por !.iard e f:$l',nas para minimar aulas de Pedagogia e Ci;;II<Oia Social na Faeultê des Uures de I:Wnlcau~_ de 1887 a 1902.

1872 . r e ce be u " " sr q; " ,II<.>, I' cO T1 diç~o de IIgl'~g': de P"i/()"oph

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A contribuição de Montesquieu à ascensão da Ciência Social 1

Jsnoran(e~ de n!)~~a hi.<tÓr;3, adq uir im<l! <) h'bilo ,te "n~"mr a Cii:-nciH Socia l como nl~o em:mho D no!<.w~ hÍlhims e ao espir ito [nm e ';, . O pr~Sliglo de lrabalho5 recentes .~Ilrc illS-""'lO. c1-(, i tos por cr mn ente, (i1";\'O [o; ing les es e a lemàe!. r llela m- n.l.' e"1u<'C~f

qll~ essa c;~nçj~ '-eio illu7. em nosso pai,. \i~o fO i np~""s uTn f,"n -

cc, . Augu,u.> Com le , que fi rlnou ~eus pr ime ;rol ~Ijccrcc~. dl,;liTlglli"

, ua, porte.' es~e"ci~;s e a ch~rnQL! S<x:i

bá,ha,,,_ na \'er~aM -.

"m n"m~ um tanto

corno wmbl:m u prop. i" 1mp. to d. no,sa

,]ugi:,

aU la! prc'X"paç50 .om problemas SO<: Iai~ '-elO de n<l!'\OS fi lóSQ1;-',

do século XVJll . Ncs:sc brilhante II\ruro de e.•crilOrn, Motltcsqui.u

ocupa um lugar de de~laque Foi ~Ie qu~m. no li,.o E,pi~ilo da,

hi~. expô' os pnncíplos da non ci~ncia.

1. A'u. ~., I."., ". ".,,1. Du

u,Il<Jld~ o:thO'ul~á,. foi ""P'~

h.'m.

Quld S

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poIl"ro~ <cl""ti!K

.", no"I

,. em la~l. p<lo Im~n",<riç

Gou:>ocilh"", é d«hc~ a ~

publo=lo "" 11~vt" d·hl,,.,

I d. Coul&n~•. I·"" t~

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poIlrI~ ti cQ.ml""i_I<Uuil><>-<drmbm <!<

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Condições necessárias para o estabelecimento da Ciência Social

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Um. di$<;plina pode ser chamada ciência K tiver um .;ampo

d.tinido 3 exp lorar. A ,iênçi~ IT.IO de coisas, rulidades. $e não tiver

um maler i al ddinido a UC$.Crc\ ' cr e

imerprel~ r, existe um v'c u o. Além

da dcsc riçlo e da ittt erl'retação da ~1\lidl\dc. ela nilo pode ter função

,.,.1. AArilm':t ica traliO de n limems; RGeomeTria. de e,pa,o e figuras;

a, Cit nci•• Natur~is, de <;orpo:i animados e inanimadOS: e a Psicolo- g i a. da me n te h LJ mana. A n tes que a Ciência Sodal p u de!,c ~omcpr

a ex isti" era prec iso atribuir- lhe um u~~unIO definido. À primeira \·i~ta.e~.'ep,ablema n~o apresenta dif,culdad., n

."unto da (iêoda Social ,ao as "coisas" sociais, ou .Ieja. lei,. coslu -

mes. rdi!!io)cs, elC. Todavia, se olhannos para a história. JX:rcc~mos

que, 3t~ b\:m recentemente, nenhum filósofo jum~is ern:~rarae.,e, assumos sob e,,,, IUl. Pcn~a, 'am qu~ IOdos o~ fenômenos dependiam da vnntade human: e. por isso. nAo conseguinom pcr<:eber que eles

silo"" "erdadciTmi objetos. como !oda &li ou!ra~ coaas na nalUTt:Z3.

que !~m 5U3S carac!eri.!iCB$ panicula

gem ciencias que possam deKTC,·':-los ç c.~plid·los. Parecia-lhe,

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c. con~!lentem.nt•.•xi·

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of"n"cc mais do qu e probabilidad~"i du\'ido.\a~.que têm tanta ~u(un'

quamo qui.<crnIO$ lhes ~onttder. Se agimos com bast' nela,.

nã" é porque os argumentos em q\lç pare;:em se basear não dei am

c'-paço para incencu, mas po;lrque se adaptam a nossos R1!1;menros

~wais: elas in"ana\"elmente le'-um â mesma di~çl0 que /lossas

inclinaçõcs cSpOnlànus. Além do mais. quando no!.ws inlmsscs

pessoa.is e,do ameaçados. ludo mexe com nOSSllS lmoçôes. Quan-

do alguma min afeta seriameme nossa existência ~SS()a1. somos incapazes de enmirni-Ia com atenção e calma. Ui coisas de que

gostamo<, OUTras que detestamos: outras. linda. que desejamos. c a

cada simaç.lo lJaumos nossos gOStos. de.~goSlQ5 e dcscju•. lodos

oh.!!iculo. li rdlex~o. Além disso. n~o há uma regn linnc c r~pida

que possa no. capacirar D perce~r O que é inlrinSCCamente ulil e o que não c. poi'l a mesma coisa pode ser util em um ~5pe.:[() e d3TlO~

km ser comparados

~cordo com ~ua propria

~ua inclio.ção pessoa l . CO "C Cnl'" 'I,," atenção

em um único a'pecto da coi'l e negligcrn:in o OUITO. Algut\s lwmcns.

por exemplo. são

idad ~os q ue nada t e me nt e Utl I ficado

qllC i,>o pos<a gerar. Para outros. a liberdaM '"~m untes de tudo. A

reuni~ o de a ' gumen t o, com os quais (sses ho me ns apói~m Suas upi-

ni ões não renete feniime" os. rcalidnde5 ou a verdadcil"ll orde m da,

coisa,. mas simplc,mente e~t~dos dc me nte . E~~e procedimentu é o opostu da '·~r dadt ira ciência. A ci~nci3 e do diferente da arte que apcnas pode ~eT fi e l la ~UJ propria narureza ao declarar completa mdependência, <)u 5ej~. 30 aplicar_se. com tOlal desconsideração pela ulilidadc . M um objelo

definido com o filo de conh«ê·lo. OiSllntC de debate publko ou prindo. livre de qualquer necessidade vital. um clenti~lade,·c dedi- car-se a ~eus e:m>dos na pa;: e nl quietude do gabinete. $Cm q~ ligo

o force a apr~<M suas conclusões alem do ju.tilica"el por seus aT-

dad

~m outro . Com o a ulilid.de e o prejuízo nJo po

rnalemalkam.:ntc. cada individuo age de

naluTCla e. seguindo

tio m flam.dos pela idéia de h:m nu nia entre o,

consideram t4 0 imporl~nte q ua m o um ( e nàn se perturb am cum a supre!s !.o dt

s tadu fur- 1ilx rdaJc

e

Co"d~. M<om,;•• 9'" o .".I><I«in,,",. d. c:;"",

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gumento, .•\Iesmo em qUCStOC' abstI""Jt~~. sem duvido. no.,a. id~ia, '·~m do coração. f'Oi~ele ea fome de loda nOs.la I'ida. Mas rara que no,<o. sentimento-; nilo no. r~çam dispersar. devem ser go,·emados pela ratlo. A rv.!o tem de ser posta acima do~ acidentes c contin_ gências da ,·ida, POIS. de OUtl1l fomu. trndo menos furça que os de · scjos de 1(.>\los OS upos que nos antmam. ine,·üav(lm~"fIle lomara a direção por eles impoua 1 0 030 Gaer dizer que a ciencia seJI inutil na condução da ,·ida humana. ),1uito pelo contririo. Quantn mais defmida a dislin- ç~oemre a Ci.roa c 8 Arte. maIs util. primcil""J pode ser i .eguuda. O que i: mais ~j:i\·el rara Um ,er humano do que ser s:ldio n, mente e no corpo? Apenas a ciencia pode nos diler o que con'tltu;

uma boa saudc fisic~ c mcnt~l. A Cl~ncin Soci~l. que classifica a.

di,·c

nonnal da vida $<J<iaJ~"1I1 ~ada tipo de sociedade. pela simples razào d~ qu e descreve o tipo em si: o que quer que pertença ao tipo'; no r ·

mal. e O q ue quer que seja TlOmm l ,; Sollldlh·c l. Atem

h 5SO. como um

out,o ramo da ci liltCia lrata de doença< e suas caU$as. somos i" fQr·

mados n~o ~pcna;; a '"Ip

Por

o que deve ser evitado e COmO O~ perigos podcm ser afas

is>o. é impo runte para a própria a11. que a eieneia seja separada e, po' ""im ui,:"r. emancip"da deJu. Ma i s que i sso . cada ciencia deve t er ~ IJ objctll es p ecifico:

pois se companilhasse SC II obje to com us uuIr:!! d';ncius . Seria m- distin gu Í\"el de las.

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sociedades humanas. nilo pode dei~arde descre,·er a forma

ito

do qll" C de.cj:i," c!. m'ls l'lmb.m .ob ,"

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Nem ,odo« 0$ a.~<umos admilem o estuuo eientifico.

como do a, real ida-

d~, com que lida. /l.b, se e~~as realidades ''llriarem cntr<: si ~m om grau tal que não conSliluam um llpu. niu pooJerao S~"fdescri las por

qualquer m"todo racional. Terãn de ser con

urn3 a Um3.

cada qual independente da.< nutras. \{as cada caso indi,·idual Cn\"OJ·

A primeir;t tarefa da Ciencia ê de

cre,·er

idera<las

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~lon""Iui<~. ~.Y

rnIçãc " go\·cmo. as benção~ que =cbc. poderia con~idcnr.me n

mais fdiz do> monao<"

Ek cumprou rl0 b(rn nsc objcl;"oque muitas "eU~ r", censu- rado por niloo achar defeIto em nada . por ter rclópç;ladn a rulldade a

ponto que nunca se aventurou ajulgi -Ia . Porém. ele c.l~,'alonge

, enid" clc: us que (\ acu-

.am de tal imlifcre nça certament~ nào con seguiram compreendI" (l ""'lllfi,ade <1••' U3 ob ra, Tod ,,, i a. ele acreditava que m" ilOS cosrume ~

que S<' afas tam do! n ossos e que 10005 o~ po v os curop<:u s arua lme n te

<lc encarar {l! assunlO~ h umanos co m •.,_,a

tal

rejo il"'" tem uma b;.SC' legitima n. natureza de "cri a.> sociedades. AIi,-

religiões, um:! fom!a

m,,-•. po.>r c(cl11plo, que a PQligamia. fa l$"

moocrada e humana de escra,'j,]lo e muita. Outm. instituições. des~e

tipo 1Ia,";.m sido Ipro~fi~da'para cenC's paiSC5 e periodos. Conside- ,.",·a ate r'I"ItSmo o dnpotismo, a forma de rcgirnl; político que mais

<kt~.I3,"a. n«~'S;.ãrio:1O$ ro,·os orientais.

Di~""nào ck,·C!ll<)'; concluirqu~"1om~squic"mato1mha·~eafas-

I3d" <lu> pn)blema~ rnltico~.Pelo contrário, ele próprio dcçlara C$tar

Icnt.mkl dete rminar ··a. Inslituiçt'\e' mais apropriadas à s.ociedade e

a cada ><-",i~dade,a,

que tem alglLm graL! M vinude em si mc;m~s. c

,\,j ~~,o »I """I~;"~ definiu '" ",E>~ d.o 1

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r: non Ciênda nào emlidememcnlc di.tinla da Ane, mas ao menos existe. E longe de !-Cr suFoc.da ><>b problema.< que en'·ol\"em a,lIo. ela é \) principal'5sunto de seu li,·ro. E li senhora. mas nunca

a serva da Ane. e ror iS-$(1 é mais capaz de permanecer lid a sua

naturera esp<:cili,~.O prinçipal objel;,·Odo aUlor': conhecer e expli. Car o que existe (lU existiu . A maioria das rcgms que ele define 510 \'cru"des - declnrada~ em outra ling uagem - que li Ciência ji, com· p"wo u com S\:u s pró prio~ m ho<ks. Ele nilo oS I:, preoc u r ado co m H in 't itu i,,~o de IJ m~ no'·a orde m política. mJ~ "Um. defin içlo dt no r_

ma . polititas. E qual a flJnç Ao da Ci e n cia ~e nJ o a definição de

mas~ C()m() U s,'pr ema lei de todã SOC Ied ade oi O bem-eSl3r de seU3

memhros. C eomu um3 soci .-d3de n~o pode oe preservar!-Cm prote_

g:~"T Sua natureza específica. basta d~sere'·er essa nStUTCll parn de- t~nninar ror que aquda soo;:i.-d3de de,·c empenhar-se e o qu e de'·c

e,·üar. pois a saúde é 5Cmpre d

Por exemplo: d<"p<.>is de <kmonmar que a democracia e possível

em p<

minar que uma democracia d . \"c;;c ahs ter de e.tender ~U3! frontei_

ras . Como pudemos obse n ·ar, apmas em "j OS exccpc ' onais ~ Ane

~

nor-

cjã.\"el

e a d.,.,nça dc'·c ser e';tada.

"<:luenus

I::stadOlõ. M"ntcsqu,eu niio tem dificuldade em deter-

as q ue n llo possuem. ~ Ja$ duo! prat ica, p<"n1, dOS .1S, qual" i! em

,

uh. <t itu i a

Ciên~i~ .em a m l,la ju ~,ificat i\"" .

maio r e q ual ê e m m ,no . g rau ·· . I" " expli c a por '1 IJ ~ o l ivro n ~o tr aw

A l e m diss(). ,umo e"a. r egras s ão eSl"b.lecida~ por

no'·os

"p o rn,. de l eis. ma< ta mbe m d as r ~ ,,"'~s da

id . hum ~na: nft() SO f\lCnt~

m"I<.XlO!. sào muito d i fer en ""

u"que las d itadas pelo, e~,·ritore~ po.

,oma Ciencia . m3S lum bém com"

\.ne.

De fa to. ele poJe. com

cens

lít

icos an le riores. que formula ram lipo;

que !uposrameme In<ns-

justiça. !-Cr ac u

do

de nlo I\."T cons egu ido distinguir nÍliu.1meme

e,\1Te

cendiam lodtls as ton~ideraçõcsde local e epoca adequadas a tooa a

Ane • Ciência. Ele nAo dedica uma pane de >Cu li,'ro ao que i e outTU ao que ri~,·<,n"!-Cr: Ane e Cirneia estãO tao m,sturad~sque muitas

humanidade. ESla' ·am çon'·encido5 de que uma única forma de regi_ me polilico. uma única diSCIplina moral e uma legal. ~TIconfonne a

,·C""~espassamo!' ~em perçel:>cr de uma li Outra. "a nruadc. h:i. dois conjuntos de problemas en,·ol,·idos ~ seu habito de di~C1tti-los si-

método.

multaneamente tem sua~ d\.-;,,·antagen ,. j:i. qu~ des e

ih,'<."TT1

I diferemes. Todavia. nào ~~ m~.macon fu00 que r~inoucntre m~f()$ an- t~rio re ~. Em pnmciro 1,,1>"'. a c;e" c i a de \lonte,q uk u ~ <I" rato Cicn- cia Soei,,]. Tmta de fe nOmeno. <0";'';'. c o lo da ,·ida do indi vid \,o .

, da~ na história ~"T1tm miÍs ou. no mínimo. imperfeiw. e de,·iam sua

existencia apenas l ,nexperiência de ~u, fundadores. Eua n«nsi- dade nJo n()$ surp=nde. Es<e3 ~ri(OTCS iptora'"anl a h,stória e n~o

Cottscsuir.,m perçeber qu~ os Ioomen, não

as outrlS formas encontra-

naturczade lodo~ os homens. e que tod

0 se m pre: os mesmos ~m

t",la pane. que. pelo cowino, sAo dimim;co.' e dil"ersificados. de forma que di fc , enças de co, tum c , . l e is C imt it"iç~.! sdo ine r ente s 11

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Mo ft l<oq~i . ~. RO\I

~

nalUTel.t do. «>;sa~.

gra s

suas in"estigaÇÕ!:~ele observou diferente~ lÍp<W de sociedade, todas

igualmente "normais", e nun<:a passou por sua cabeça cs(~lecer regra.s \,"lidas pua lodos OS ro\'Os. Ele iJdaptou suas regras par;a cada um dos diferentC51Õ~ de socied••k O .IImemo da monarquia ~ o

veneno da demoçratia. Porêm, nem a monarquia nem a democ"",;. são, em si m"Smas, superiores a todosOSOUlrOS regimes poJil:~OS_ A

co,weni~nciade lima ou OUI~ fonna de governo depende de cOfldi-

çOO particulares de época c 100::8L'

Como vemos. Monlesquieu nAo elll Inl",irameme indif=nlC às vanta)!,eM das coiSlls que desçrevcu. Mas trauva de5se~ problemas ""gundo um no"O método. Nio aprovlva tudo O que ji havia .ido fcito. mas dividia o que era bom ~oque nlo era baseado em normas derivadas do. própriO} fenômenos e, por isso. com:spondenles asua diversidade.

.\tonresquieu . porém. comp~endeu que a~ 11.:-

da vida "a"lm conl a. colldiç~~ de existcnçia. AO longo de

[IlI

Mo nte_<qu ieu Ira ça Iml a acentuada d is lin yilo entre fenó m. no. S<:lciais e 0 < fenôm cn~ cSl udado. por o u mls cicll cias.

Na "cr d a de, ele defi

" e leis q l l C der i vam da

n "l "re~a do ho ·

mem. q ualq ue r q ue

,·,,' c. c q u e por i .so pl:mnccm ao domínio da l'siC<.rlogia pur a_ Ula -

ma-a, de kis d" nature,-a. Slo

vida ou de vi"er em paz. o direitQ de comer. o direilO de ,cMr i Jlrnção pelo se~o oposlO e o direito de mamer relaçõt. sociais oom '>Cu. próximos. Acrescenta que uma cerla ideia de Deus eaprimeiro da~ leis naturai. em impoTlan~ia. senlo em ordem eronulógica, em·

sej" ~ fo m \a pa rt icular de

elas:

wcicd~dc ~11l qu e e le

o dlTc l\o de pre_le rvar a propri.

l_ Ele. ;an W>'KIlr. odmin OmGnIll'qUlO porqu< ,.• moi", lr1t

no "" 00'''' f""nu, mo •• KII

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Dequalquer

modo, cssc~ falores lêm!ôeu prirlcipio c lim na vida do.< individuos e nlo na da sociedade; no muimo, prep.aram o caminho para a "'da social, poi~ ~mbora o inslimo q\lc nos impele a tral'ar relaçõcs com outro~ homens abra o caminho para a soclcdade . ele nllo produz. as forma0;, a natureza OU as leis da sociedade. As Instituições ~ociais uão podrn. ser e~pllcadas por esses fatores. O lrllamento que Monlesquicu dá a lodo a_e problema ç apressado e superficiat O tópico'n~otem relação direla com o lema lk seu lraoolho. O filósofo passa por ele apenas plIra definir 5eu as sunlO com mais p=isão. ou seja. para separâ-lo dos problemas reladonadM. Das leis n3IUTai.•• ele lIiSlingue cJarameme a.< lei, relacionadas à sociedade. às quais d~ um nome especial porque não podem ser inferidas pc1a nalUren do homem. Estas sào o assunto de !leu livro. u vmi3deim objelO de lua bUIeI: incluem o direito da. naç<k~. o di. reilo ci,·il. o direilo polirico e 100$ S $S principais in'lituiçôcs soo;l3is . M a s d e ", mo. l e r cuidado ~o in l erprelar a termjnolo~~" d e Montes .

q uic" . f verdad e que ele não ap l iClt O leml O"m uml a essa. d iver.ms f om l a . de ~ ;feilo. m ns i sso nllo quer rli?cr q l lC ele as con~lde fa e~lTa ·

tl ha, " na tu reza. Para e le . Chl S se büst;am na rea l id.ldc. m eSmo m odo q u e a~ l eis '1 3 !i l l1l i s. j~ que re~ u l1 am n ~o da

hom e m. maS da n atur eza da~ sociedades. SIHII causa. deve m ser b us. cad a, e m cond içôcs .<xiais. e nlo na me nre h ll man • . Se. por exe m - p lo. d e _, ejarHOS compreender o d i reilrl civil dc um" delem tina da n a · çáo. devemo. considerar O lamunho de .ua populaç~o c a nalureza

do~ la,,,. soci.'. enlre seus eidad~<.rS:se nos"" objet;\·o

Seu din:il<.r político. devemos eum;",,, as siruaçôe_1 re$~t;v3S dos govemante.' e dos cidadãos comuns. erc. Obviamenle. como as sO"-

ciedades sào compostas de honrens individuais. sua narure,-" de,·c depender. em par1c. da natureza dos homens. Mas <.r próprio homem varia de uma sociedade' outra: ~ua menlalidade não ~ sempre a mesma, nem '>Cus de!ôejos iguais na mon~Rluia. na democracia ou no despoli.mo_Se Monlcsquieu aplkou a p.alavrI "nalural" apenas âs

bora sua relaçAo~om"5 OUlras leis nlo fiq~cbo.mdara.

m•• n ão da a d a

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~!O"I<-"I";.U. Rou""ou

leis da, ida indh-jdual- como a~ OUI"'S 1~ls não mC=CSSCm Ser chamada. assim - isso deve ser auibuido aos hábilOS de -S"u temp<.!.

hlll os filósofos da çpoç•. um "l'Sla<.IO <Jc nalun:~3" era () CSHWO do

hom~m qu~ vivia sem sociedade. e ~leis naturais~ eram ~quda, às

quais o homem S~ conforma"a ncuc eSlado. MonleSqlÚtu aceiu,lO

o uso IIabltlnl do I~rmo apesar dalmbigilidade queen "ol\"'a_

A " isão d~ Momesquieu I respeito dos fenômenos sociai. d~u

ongem l uma no\"a filosofi~ do dircilo. AI'; aquele momento. cxis-

liam duas c;;/;olas d~ pensal!lCl11o. De a~ordo wm uma delas. o di",;·

10 ~m g ral nlo t inha T3il~$ na narure7.a das coisas, mas era es<a!xk·

cido pda '"ontadc deli~!'lIda de ~1l:~ humanos por meio d~ algum

.Iipo de acordo originaL A uu11'8 afirmava qu~ ~p<:nas uma pane do

di",no ~ra natural. ou seja. a pane que podia ~r derinda da "",lo g~ral homem. ApçnlS a Mlun:ll do homem in\ii,'idual pan.-çia mficientememe eJLlsel e bem definida para .servir como uma base

sólida para o Oir<:iIO, Dess.o; moou, Ci,~ cs.o;uJ~ linha uma opjni~o multo par ecida com a dos filósofos ~n teriore5, Como apena, o, pr il\ '

cipiol b , ;sicOi - dUI

ho m em,", incolltlh'ei! le is panic ulu es em q u e

ab\ lhda, 'am OI cód iyos (.t;,s di vcrsu. nuçÕ(s

no

q u e nega'-. q ue o ho me m fosse impe l ido 11 vida soc i a l por um im p"

lu nalUtol. Acreditavam ainda que as fom'a! politica, e a mainria <Ias

instilUiçõe. ooc iais. senilo a própria 5OCiednde, eram pmdutr,~ <lo purA

e 1\~~o, ;"io nt ~squicu, pur outro hl<lO, deelura que n!to aptna, as iei, gerai" ma.\ tamhém lodo Osistema de leis. p~ssadasc pr~SCnl""

e",rn "fiaturai~". Toda"ia, ~ua$lei$ 010 "!m da "oatUfC~~" do h\J-

mem. mas daquda do \JIsanismo social, Ele compreendia com es- pantosa lucide z que a natureZa du lociedade~ nlo e menos csI'\\' c1 c consistente que. do homem e que nilo ~ mais fileil modifIcar o tipo

de uma sociodade do que a especie de um animal. Ar.sim, e ha.~tanle

con

quall h~vill m uit o po u eos podi~m:;er , I~cio­

,

e ram um prodU lO h um a- Ui :;C Ur Jl lv am J~ Hob b e .,

l-

nad os a nature Za do

a rt ; fiei"L Essel pcns~Jorcl, sem J lj vid,l,

injuslo comparar :\Iontesquieu com Maquil\'el. que \';a as leis como mero. instrumentos que OI principes pO<Ji~m usar como lhe. aprou\'cssc. ) 'Ionlesquieu estabeleceu O Direito em uma base !lo firo

\U'

quo P""'" ~Iynt."l";'" d.r.niu o (

Im!>"

rl. C;to< ;,' _

~1

me qu"nl" Grócio e .<tu~di~lpulos, emOOr~, wmo

nlOdo imelrdmenle no"o. E "cnlade que em diversos tr«llos ek pan.'Cc fal", de

eertn_\

prindpios. inclu.iw princípi O$ de O"ello.\ e,,'ile polillco. como se de. fossem auto-suficltntes e indepcndcnt~~ da nalurC'~ <la~:<oeie-

dadcs_ '"Ante<:; que as leis fossem feilas'", cle CSCfC\'C. '"havia relaç/\.es <Ie po"jvel jusliça. Dúcr que nada hli de Ju.~toou lnjUSlO senão o 'lu.'

€: ortkrrndu ou proibido [lOr lei~ positivas é

anles da d<~riç~o de um circulo nem lodos os raios ~T3m isuais - 'âo ob<!aIllt. e.~setrecho nilo ,'. oJc fomla alguma. eonflit:mle com a mlerprelaç." apresernada aCIma Dizer que os 51s1cnrns Ic!;il'" das M1Cicdad<~ l~m ra;7t< n3 natUreza nào i concluir '1uc não h;i. S<.'111elhança entre as lei. e «IStum<=, <.k: diferente< [lOw'~,A<_<ln' comu

m,~mo que falar que

Ji"crI)Os,. ,lc um

looas as ><J(;i~daru", mesmo aI mais dt ••cmdh~nl~"S lêm algo em

cOmum, lamMm cenas lfi ~ poocm S< ~n~"()rnrada< em ""h

edade" E",,;; s,; o as lei! que t.lomesQuieu ,·Qn,id(."Tl1 aoJcq,.a<la" ã """ iedaM em Jl.eral. I·rc:;cnl~. o,,<lc quer que 3 .•ociedade exi,,". c,· tão implicltas m, PNpria ,,(>Ç~<l<Ie ~oc ied~de e podem :ocr c_'plicoJa, por ela_ A"im. ~u~ "erd~de pooe s~r d"",,,"<Tr'~da. nin impell o se

foram d. f alo e, I"l><.:I,'\:;d~s p~l<l ho mem <lU se as ,oc,(d"J~, exi>lcm

u u se n une ," e., i ,lÍram. R.l, t.l co n c~he·13' co m o po;si"ds. Em o,nro trecho. ;"' \ o IlTc<.quieu c h 3ma a es.as leiS d., lri ~!1I I"" $en ti<ln "h,o )u·

lo e unin "al e dedam ,! UC dl1> 1I~0 S:\O "'ai< qu~ n ra~ilQ hllmana

con,i<lo rada comu u potlcr (IUC go,"~ma torla< a, ,ncled3d~,_ 1:.1a,

podem se, d"du<id~l, pcl~ pura força d~ '37./10, ~ panir rJa rJcfm,ç,\(, de SO<1<-darlc. IO,%<l que M: lenha essa Jcfim~ilo. Tah-e~ porque [lO" sam Ser encontrada.< em lod~s as naçÕ\.'S e >cpm concebida\. em eN-

"T

a.< <oci·

tu ",midu _ currw .nlr;TÍon; I BO e<t~l>elec;mento dl~ roçie•.l<uk., nào as <li>tingue clarameme da~ leis da n~tu"'la, aprn~. uma Qbj~ ~o ju<tifica<la a e<r.;) doutrina; ê que oJivide O Direno e a ~l1ea.que >lo um SÓ, ~n,<lua~t'3t1e~dif~r~m

a e<r.;) doutrina; ê que oJivide O Direno e a ~l1ea. que >lo um SÓ, ~n,<lua~t'3t1e~dif~r~m

de

eI"

em origem e ~m natureza. NlIo ê me;1 pI."TCcb<:r cOmO ela.\ ~ unem. princIpalmente purtlue muitaS ,'e~e' e\110 em desacordo. O I)ircilo

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M~"'=I""'" < 11."",,,,.,,

nem a honro. porque não hi dif~renç"-< de condição. Se os homeM

C(lRCordJlm C()m um" ~()CiL-.Jmlc assim. C porque ~~ $Ubmclt'rll pa<-';·

.-amem. à vontade dn princi~.nu ;"j3 ""meme por medo.

O 'l"ç foi dilo OOSI" p"rn <.lei.'.' claro que Montcsquocu tlistin-

guia llpoS d efinido.' de sociedade. 1,,,0 ",na amda mais • .-idenle !ie

m apenas em pnnci·

p ios ~\lnllul"llis. mas c !T11 00,los o S a s pcc 1Q s da v i da. COS li l m cs. prát i -

en lrás~m o~ em de t alhes. pai, de , nilo d ifer

Ca ! religios:l! . fa m i lia. c a<J mento. criaç ~n d . t~ lhn~. n fi o sào Igua i~ em um a r epu b l ic o , e m um a m on a rq u i a nU e m u m de.'·

poti,mu.l\kntesquieu pare,," ler '" imele.,"do m:,is pejas dlferen. ças cmre as sociC<1arles que ror suas se",c1h~"ças.

cril11e~ e c a~ tiJl,c ,

IJll)

o lennr pode se pergunl3r por que. se MontCsqUIL'U d~ falo

cla.sir1<:ou c dcsçrcvçu tipo; de sociedade•. de aS definiu aSSIm e 100 deu ~5 nomes. Ele não:l.< di<tin~ue e nomeia ha.o;eldo na dil'i_

•lu du u"'.balhu uu na natun:za de >eu, laço~ sociais. mas apena, de acordo com a natUrela da autoridade .<okrana.

pu n w , de' \'!>la nà" silo in compa t ivei." ba

nce e,s ,;rio der'nir ,,,d a lipo em t,rnlOS de '''~propri('dauc css~nd~1.

a part i r da qu~1 J~ outra< ' .

,.,,\·~mo parc,·t tl1,' n dcr " essa conuiç ilo, Nenh um a~pecto d a \'ida pública é mais aparcnt(·. mais evidente, tooos. Como OgO\'ernante ~là 'lO topo, por assim diLCT. d~ so<:i~-d~,k. c c muita. "c.:~., nlu sem 1'1Irlo. chamado de -'cabeça'- da nação. tutlo, aerrona·se. tlepen- de dele. AI(m dls~. ~ prMec,",,<;ores de ' Iontesquicu ~inda não ha\';am dCSC<lbo:-no nenhum oulro .>-p<."Clu dos [enumelll>li \.OC'iais que pudesse Kf\'ir como um principio de da.»ificaç1o~. 3pe«ar da origi_ nalidade de .ua al:.;mJ3gcm, r"i-lhe difieil fUmpt"r mt~tr:tm(nt( com

"puniu de \'i.l~ 1mti!,.'<.1. A"im se explica pur qu e e l e el a"i !ieou a~ socied:lde~ de ator_ do com a forma de gr"'c "," . 1"a \'cnb.tk . e"e mctooo e'liÍ ,ujôto a m uit as obj~çõcs A ru rma d e g o\ocrn o ml o d.l,rmin~ ~ natu reza de

E.S\.'s dtr~rçnu;s

,eguir i am .

primeir.l \'ism , ~ fO "" .l M

A cWo.iC"'

lo>

d•• _ird.oda "'" ~lyM.,,!";.~

"

uma sociedade. Como demon.rramos_a natureT.3 do poder~up~mo

pode ~r modificada. ao pa

cada. Ou. mversamenle. ela pode pt"rmanecer idénnea em ~oc,edade' que dife~m ao cx!~mo, Mas O erro reside nos tcrmus ")lii, 00 'luC na' realidades. pois além do regime poli!ieo ;I.·Iumesquieu meneion" muilas uutrJS c~ra~\cris\icas pela, quai, as ,u<:iedades podem .'er

dirc",nci3da~.

Se de ixam l o.' d e ludo ., u a (emli no log ia . p:o\"3ve lme llt e lI à n pod eremos e n co n trar algo n l 'l' confia , ' e l nu m al! ren~ tra n! e etn tndn

o 1mb:. lho du

hoje . A~ tr~ Ibrma~ de ,·id •.«><ial d escritas c""SlituCtn lrêS lipos

realmente dis1tnt~ e ele da um rel310 ba<unte nato de ~U3~ nature-

zas cspedficR $_ as~im C,-"",, da, dir~

«l

que a eStrulurn social pcrol3ncce 'ntO-

qu~ ~SS;1 dassifie",;'ü). euj", princípios silo "it lldos Ul~

"]]ça,

entre eks, Ob"lamenl~

nàu havia lanla igualdade e fru~alidade na.> anti~a$ cldadelõ-e~tado

quanlo supôs ;l.1unl~squieu. Mas é vmJade que naquelas sociedades

u escupo dos interesgs pri" ados ern ma;, limif:ldo e os .l.<'~Untru;da comunidad~ ocupa,'an , um luga, ",aior que ,,"~ ""çôCi moJ"ma~. Muntesqu;eu tinha uma adtnir.hel comprc-cn-"âo tlo fato tlc que o

cldad~o in dividual de R.oma" de A ICn"S tinh~ pu"quissim", puss

pc s"",i! e q ue i~~ COlllr ibu ia co m a

moderna" po r Ol l t rO l ad o . n

pl o . Cad~ um de TI,).

gião e mndo rle \',11.1: c~,b um lroça UlHa distinção profunda ~Illre.i

propr;o e a ~,M.M. emrc su~s Prc<lCupa,6es pesSOAi, ~ os as.un-

los publicas . l'or i'~. 1 ~olidariedad~ ,",cia l nao pode

nem pode "ir da m~-,;ma rOnle: ela resulta ua dh'isão de trubitlho . que torna os CidAU;;O$ c ~Qnkm $<)Cial dqx."]]d~"]]t~-suns dos QUlrus, Com gr;onde "Isio. MOnlesQuteU di~tingue aquilo a que chama de gO"ema despótico de OUI0)5. lipos de organi:taçào. pui, os impo.'-no. po."f'><\ c lurcu nada unham em comum com a< c idades gre8a~ e t1aliana~ ou cOm aI naçóe~ cri~11~ da Eumpa.

,

u nid a de .Inc ial. Na !ncieda~.

,'id~ i n d i v i d ual t e m um camm m3i~ am-

u a pr ,) pri " p cr"' "'tl lu~dc. Optnt(),t:S. reli-

I( · m ,

~r a me<ma.

Pode-~ argum"hla,. po"-''''. q"" " (;",'cmo Je'pôUcu C ,im_

plesmente uma forma de monarquia . pois me<mO em uma Illo~ar· 'l ui a o ~ i tem o dire i t o de m odifica r lei s, de fon n a q Ll c <LJ~ \'o m a d c"

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Até que ponto Montesquieu acreditaya que os fenômenos sociais estão sujeitos a leis definidas?

c\lon tesq ui cu ,,~\) iW lim itQ a cla~itic~r .1$ so<;icdadts. El o acre _

diTa '1ue os fenôme nos soci~;s. subrcludo aquele< M q,,~ ln U" ~,~ci . alrncmc. '''''"em em urna ()rJ~m\kwrmin~d~ e ~~o.por isw , "dcquado,

do

H um, ill tcrpnc laçlo rac;0l131. ESSll i<léill .: decbrad3 " Q iníà

hvro. e m que ClICl>nlramos a famo~ defini,i\u: ·'Lei., .lão r~laç<k'i

nc'<:~,ür;as q,,~ ;u,\:l:m da n3lure7.a lias CQil~S", r

a detiniçAo IC

apl;•• não aj>'ena< às lei; da naWN:la. ma~ taml~", às que go\'emam

as """jed~dcs humanas.

D~ acorrlQ comAug:uslo Cornte. MOnl~><iulcu ~\lbseqQememc,,_

te se 3faSla desse

ser p,:n:cblda n~ ma.<.<a de fali), <juc acumulou.' L

fundad~_ Sempre que Montesquieu fom,ula

principio. ~ .'uhano.k> ~m que nenhuma oRlem pu<Jc

a~u""ção i in-

uma leI. mo.~lr3que da

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q ." l lt ooa e" ~ li n h a ele nrg llm cn l ",,"o Jcp~ n de e que eS.es erros se rela óo n a m oi. eú,·

lencl3 sociaL <;."; 0 5impksmen, ~

doença, l'>Sim como a saúde, c incT"nle i nalu~za do. ,"r~s

dois estOOo. n:\o,.:IQ cOl1lron05. r~1t~ncc", ao 1Tl\."$Jf1O 11pu. ),odem. por iiSO.• ~rcomparadnse a inlerpr~laÇàl'lde ambos se bc!1dieia desso

c o m p M aç. \ o. )\,1,,, c'~ia ra l ~

1'0 ; tl HJ i l Q l, mp o . m e. mO em

l 'sicologi3 . Como pJn ü, eVHk n: " quo os S(:1"i;!I ,i,'''' c mm na t ura l·

mcme saudã'·elS. concluill·se que a dornça elima violaçao do c,>laoo d~ nalll~7a potltue ê um obst.lculo à saúde. ,\sslm. AnS{Ól~le<:; acre·

[\>TIna, abemml~< da

"ida em", o n , u lt ado d e al.~uma in<:çI1 c,," obscura. N1 co <e ria pv;;sh'd

dill\"!I que a d""nç~, OS monstro.; e lOO:ts h

d a exter~a da s c o i sas q u e lX " i s l ; u

o

prin ci p i o ~o

C~n3",e m ~ f_Iso , N a

m ~d id3 em

do~nça;; <lo OTgani~mo """al. Mas ~

,vos.

Os

opi "d ú cnç. i.~a t ao ben l eom a aparen.

l i vr ar 11 C i "n c i a S"" i al d ~s"", ~õro d " que a doc n ç" n" o oc upa. eu ' lug "r

u rna n~ .~. p ~I1 ic "l "m l< nt e por·

~1.,I\m. um lu ga r !Ao i" ,po rt ,mle

q,,~nto nos soci~dac\cs hUm;lna," pofqU~ () eslado ",mnal não é laO

indelem,inado c:m qualquer OUlm lugar, ""tn IOlo difki! d~ definir.

~c~ em '1ne MOnl.,;quleu pa-

rece alrillllic"o k:,!i.lador o e.""",ho p,xkr de razer vi<Mneia à pru·

pr i o n<!tu r e za . P., c ~~erl\pl<J. ~nl pa i se , nO, q"oi~ <J "al o r ~x<:e~,,,',,

Assim'" nplic.m J

<:,",o,

a

reprima de !!)tl", a. maneirl~ po% i, çl> , .\l a s emtx1ra e.,,,, viciQ na,;.

ç~ de CaU=< t isic a s. jl.lonle~uieu náo acha que S!' opor a ele seri~ , ' iQlur as le i~ da natuTell. mas anles que isso "-,?!"senlaria um esfor.

ço para !r"lU os homent de ,·o!ta a,lia n3tu~7a nonf131. que é m·

eompa! j"d

soci e d~ de'

~ever.1$ puni,M , para d irni ""i r c>se ardor. Se o l~gi>lador 10m too"

~.:iC poder o ", lodos C~:iCS Ca50' _ n 1 0 é ponjUC as soc i~d"des <ar~·

ç.lm de Ici~ou de nalllU.71 llcfinida, pod~ndo. prlnanlo, >cr ~aniza·

ma s anle~ [XIrquc sua ação ser~ 00

scnl;Jo d~ m:tn l~r a nalurcn nonnal d o homem ~ d"~ 5Oci ~ dade' e se

IImltar3 a l le n " , " a u ~ il ,~·13.

das da man~ira que ele d~

in clirw QS h ab i tant . ~ à

i ,, (io l ~n" i ;,- d e r.c o nt end~ q ue

~

k

!!

i

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~

do

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COm ""'" indolen cia . Pda m,,~m~ ra~Ao, el~ d il que em

de pc sw " s sobe rll~, ~ ~c s l~miJas d e'·e m -.'~ er np r q;ar

ia.

Att TO< ponro ~1"""'!9"I.p .<r-.d,t.1Y. 9

OJ r.nw

o

\.

As. im , o PQn l" de 'ISIII de dadeira co ntrad i ç ã o. ióle n ~o dil

Mon lc. y u ie u não Impl ic " um ~ ver·

qu e urn a de t ermin ada or do m . xi~te

ou [~hc .,m rcla~"o aos 1ncsmo~ falos ~ociai~. Sl'mpr~ quo as COis

:!5

;.lo nonn~is.elas se~uem lej~ nec~,";r'3<. e 6.\3 neçc<sidadt cessa

apo."T13S quantlo há um dç~, ',o 00 estado nonn:tl. Conseqii~nlml~nte.

o ~lcme"lo de inccne?)I n.'O deslro, a C;~nçi~ Social. m,,, 3lXn~i

I in1lla ~eu a ka nco .

.-I. CIênc i a Soc i al trato q u a<e qu e exdusi"~meme

do s [ onn , t> OOTI nl n ' de " iu lI ~m w ciedade : n a Qp in

a~ doença, ~Slã" p r~lIC"mCn\e al~m do a l cance da ci ência . porque

do e.<tã" ~lIjeita" à~ I~i< da n31l\r1:2a.

~1<:Smo sua concepção de le' natural. que e fundamental I to·

iilo d e M ont ,, ~ u,e u.

dai hsua~ idéia,. pcrn1<1ne« muilOob«urae impr.ci<3_l ei.<do a,

relaçõe~ n eceo;ti ria, e 1\ 1 u. a~ "e?c~, a ncc css i , bd e m1 0 ~ m

ll i s rc"1. m:l S p u r~m enle l ógica . i\e "e

C3!ôO . ela~ e 'p""" 1'10 O que e~,á inr p l ic adQ M oJ di ni ç àQ d e u ma 50- citrla,k ma~ !.,hcl a dcfiniç~Q nào ,urjn raclooalmente da nalUre73 da SOCledJde ~m questão. Ela~ no~ dir30 cnt~ {I que C racional. ~m

"~7 dQ quc d<' CalQ ~xiSI(. c ~~lmente. ~mbora \'Io",e,;qui~u.longe

de achar que o.; hom~n, 'emwe. Ou nlcg,no fn"lfoenlçmcnlc . "" d~ · , ' i a m do cam inh o TelU. mostre u m lipo d . re~pellí\ e .po má n oo rei"

q u~ fo i cunfinn " cl u pel a

m~smo a~.im qu~ loons OS in <li , id.,os dc trrnl' c.pédc i M nl i ,'u reve·

ccoisas, m as se poM", s<:r v;ol"da~ ~s

c.~pl'ri';nçi a g era l prolo n gn d~ .• 10 ," C<1n h~c~

Iam ,enus ~nomalias. :"\ilo COMe"u~ \'Or que," quc qucr q\iC cSlej~

uni[um!cment~ p

corresponder a nc

tuiçilo da • . <cr , ,, ' i d ão ~ xi~ris$C Cr" tooa, a, cidaJ,:~ ~'1"<;j'a< ~ italiana;.

ele diz ~ e r rep u ~ n Jnt . à rl al n re?~ d as f cpubl i~ :b . Em \ x}fa ap<: n " s o:;

ho m en; g()lc m do rJircilo J e r epudi a r , u a e.'po'~ e m "",,;e~Jde, na<

~uais as mulheres "i"em em um regi",~rlc ~scl"il,'id:,,,d"m~~lic". cle

insi~tc em quc II<'''''''S mt~mas sociedades O conlrario d~"~ril >«:r Hrdatk. Coc.",'" al~ mc5TT1O a diurqu~ apena~ Uni tipo ele >KJ<.·i.,d",1c

,ente em uma e5p.;cie

in1~ira, nlo pode dd.'~r de

~ idudcs Jefinidas. I'or •.xemplo: embora a inqi·

" i"t~otem~nte'"

{;'"O e CMnJl"n . o despolismo. ~"T11bor,1"""0,

n heça q " c .:: rrCCC ;,,,,"',, ~m c,nQS lupre, . Sob essa~ c ;" u ,,-,tãn~ias. a

-o

-o O)

o

,O)

.B a o

,

-o -o O ) o ,O) .B a o ,
-o -o O ) o ,O) .B a o ,
-o -o O ) o ,O) .B a o ,
-o -o O ) o ,O) .B a o ,

m

.\Ioo«$qoi,", R ou".,~",.,'

_

conlOnl3r c

fazer um nulntw >U(iCi~'TUC d~ eomparnçôe. emre a. diversas fonnm de uma cni.a <llda. [)e' .•e nlO<l", l' relações conSlanteS c imul~,'ci.

expn:s>as na Id ,110 d

acidentai• . A

nemente os fenõmeno~ de Comu que oCl'rt:çam um camp<) amplo e rico para comparaçlo. ~13, n'" há ohjeç:l" I comp~rar fenômeno. sndai. d3 m~ma classe da forma com.' ~part:c~'!ll em dif<.:TCnleS '<CIcie<bde. e notar aqueles que sempre concunhun. us que desapa. Tecem ,imuh~ncamenl<' c os que, 3ri,l111 nO mesmo t emp<) e nas ",esmas pmf"'rçõe<. Embora n~o seJ~possh-eI fazcr eSSas C<>IIlv.m· ,,1\('., rel'etidamenle, elas podem, mesmu aSsIm. alen,kr ÍI """cssi<ll.

e.<.<inCl3 da expenmenlaçlo e simplesm~-nlc ,'ariar li.

llnla~ uaqucl~jj que são apenas efemeTlli e

"

di fículdadt _Para de~obrir~! leIs da nalurt:u . b"'l~

de dus C.~po:f1111C"IO' n3 Ci~ncia Social.

embora MO nltsquku nau lenh a di:!C"lIdo o 3!'$Unt". roc,,"he ·

m~lodo. Seu pr"pósil" a"

reunir um grande cOTpU dt, d~oJus a p:trlir da 1"$to". de di\"er&aS na·

e d! rh '~r le l~ d~ l!s.l)e f:. lu . todo ocu tmb,,11ro

"meme lima CO m pilnlç3" du o k is o.>b.~f\·:,da. pelos ",ais di\'Cf'

SOS pnvo< Ce l>er fe il ome nle corr eIO atimlnr qlle. no !::spi!'iro da5 Leis . Mome,ql lie u 1O, I;W;U lJ m nQV" <;il mp;> Ik cs \lJo.1o, a qllc ,1g0 l'a oh,,·

mamu. Vio'dr~ Compa!'ado ,

~

ccu iml i11l;nll11cnlc a ncces.'llade de.«e

çóe' er3 C'''''l'3r;i

d

I,,~

I"' ", bom a

ded l1ç!o lenha d~rt" I lIg~r à e ~r~ r i e ncj a tm ,ua obra

ela ainda rerr~~enlu um p~Jlt'1 maIor du que o pc rm ;l idu !X'l~ C i ê,, · e ia _ Em 'e u pr~fádo, ;nfonn" u leit o r dI' ql l C Jn c l c nde l TI\ l "f <I " C i ê,, " eia Sucia I de ,,\.1,,~il';1 qua>e "'~I~"'~lica, que ele ap.e>enta prindpi · o<: do<: quoi. 3.< le i. pa"iculare~ da~ rocledade.1 d<'Tivam',e de manoi · ra IngiC3. Ob,'ilmen:e. ele per<:eb\l que f'SSeS pnncipio. dewriam '~T lir~dos 0.1., Obs.:" ' lÇ.\O li" realidade, ma, acrellit3sa qu e toda a ci~nei" nla'<~ implkila. por as>\m di.,;r. I'm lnl.,bser>'"ç;;o. de ror· ma que um3 "c, deri, ado<: o<: I'ri'ICiri,,~,o cdificio poderia ~ercOm· pieI_do por p"r~ dcdllç,lu. l'Ju h;i 0.1", id~de ~ue K-nlou agir -",gund"

c,,,", Jinha~.

o ",éwdu do Mun\."Iuio~

"

Examinemns ao

de rodo !ôtu modo de U.lar o metodo indulI\"o.

unw, 3rn1n·

Ele não começa reunindo lodo< OS fllO$

le\'a1\(e$ ao a

jand,,·,,~para que pn am!ôtr examinados e a"aliad05 obJetivamen·

te . Na maior pa"c do temp<). clc lenla, I'Or]>llra dedução. pmnr 3

idéia q ue ji f"frnOU. Maslra que ela eslli lmplicila na natureza ou. • e

preferir. 113 essencia do homem. sociedade. rom~'rt:io. rt:li~ào, ~'IlI suma. na defíniçiio das coisas em queSIto . Apena.$ entlo ele apresen·

la OS f31'" que. em ~ua "p!mão. confirm~m ~1I.l h'pólese." Mas ,e

acreditam"" que:l-< rel ações enlre 35 CO!SlI5 podem Ser demon.lr.I· das pot exp;;rimt.-nlo>. nàu p'xklT1Q~ ~ubonll""f u c~penmen 10 it dctl u· ç~o.1'00 pnd~ <llr pr'0137ia 3 argume"Ul~em que nia confiamo, e que consider3lTlos re lativament e InU le l< para fin. de demon"rraç~o. J'ri mciro , obS"" 'II11<)S os r~'OõmcnOS e apenas depois i11letprc!31110S dedUli\'amen!e aquilo que observamos.

Se c~ a minarmo:s ~, pTÚpri a . d emOMlraçVcS o,Ic "'lo"lesqui~u, "

fácil p e rç e ~r que s~o e

enci alm eme dedu1\V3s.

~ verdade que ck

""""a i",cmc cOllfím, a suas c""clu~' COI11 oh.e rnçM<. ma, loda

es,~1'''''. de . ua 3'11umelltação emuilO fraca. Os fa to, q ue empr e,·

la da H" l,; r i " ,il o aprc, cnw uu s d~ forma brc,c c $1J'1liiri~ e " ,\0 se

", força par " • .<tlhe l ece , ~ Ua verac Idade , mesmo q u ando , ão COn· lIOVe r.'~.'. 'Ele n~ e nUme r a a e.l11o . Se ati rma q u e n~u e xi . l e r elaç ão cau,a ] m l rr doi, fa l "S. n~<J S~ InwmoJ<Jj ' em mO,lJ'~r <l u c ~m to ' ,1" "

o u . 30 ", CtlO;;. n.1 1!1~ior;a ~O$ caso', e l e< apa r e c em ~imul!a llea "'~nt~.

li . Q,

k l ''''· " " ",.",, .1. "''''rloJ< 1'"lma

, "'oM"" 1ooY. 00 ".h.:I,~. A~"m.

d,po;, <k d,r"ir "" ,''', til><" do >o<;.oJaoJ<-.• '" d<n " tõo:o, -I",,". <<em, ,k. -"", <>P'1<'" • d<<e"m, ."'

d,n'"", . ,-e •• W"lmrnl'- (li,,,,, nt. «p_

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Id. ,.,m, ' 1I'l''''1<>d. ","11'10< <~''''' Cr. '"

VI , V[I «('''''"'''10011''''' do» pri""ipio< <I< dif""""", 1''''''"''''

<", ) . 0 ," , ". 1,' r""". de J~lp",.,nf>< e ~

"'" d,r.,.,,, • • I","<il"'" d<>< ui< S"'-'"

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11 . O """ ,'3l~ pon Oquo d. di • f<'W<l'" <I< r",,,lIdado < i,

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<oodiç:lo,!o, ",ul~ ~li'"Tt> XVII_ T!>d

"cio d,ficukbd« qu< nt<J f"'d.", '<r (6(>1, ,41. ,m.doawn.",<

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• '. o -~ • '. 2 , , 1 ,
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'"

.'10"'"><1"'<.011.""",,"

~

do~ fe"iime"o~, 5ii ~~Ia uma ~aida: de\"emo.\ tentar atln~ira própria

cS~"1lCja. defini_Ia c. a panir da defin,.ào, dedu?';. (I que da implica

nj~." n!ode\"em<J~C(lncluirque a n~"'aç'oe inul,!. ma. ant5que

ela p":c;",, ,cr Trulnti<Ja

b ~usp<.:lla al~ .cr cun finnada 1""la r:t7ãO c.

'" por aca'" não puMr = confirmada. de'-. "'f ~jel!ada. Vemo."

quanto e ind'spensa,"e!. na Ciência Social. descobrir nos próprios

'Ute

dados alguma indiç.ç~o dçfinida ql«: """ c~pkilc a distinguir

d"""ç. e

g,ar na deduç:m e 3 nOS afa<1ar dn~ fato.< concmo.<.

lide.

Se "lo hou'-er ~

~inal, ~Orl'lCll\levados a nO. rdu-

IlI1

Quer proceda JXlr Jeduçlo ou por induçâo, Mome-quieu oh.~r·

"a uma re~"TlI metodol~ca que a ci~nci~ mod"T1M n~o lkH ignomr.

O~ fcnõ",cnos sociais s:io norm3lmente classificadO'< de acor · do com çonsideroç.xs que. ~ primeira ,·ist~. podem parecer tOI. I·

m~m~ nllo rel~cionadl~. R ~ loglao. di

ilO. moralidade, com~rcio ~

aumini"'

ça I"' r que c.rla cla

scp"mUamCn lC

' .\p l i c "da pur .i m~lm". sem rdcn: n \:iu ,i~ o u tras. ",

çi\o

parecem. de fato. ter diferentes naturezas. 1"o e~pl,·

e

de fenõmenO:" foi I"'f mu ito lCIl1[>O lralarla

,,,mu se pudesse Ser c.~"rnin"da c

c !1ind~ t

m como ~,

t1.,i c~ , ,,~n l e\'~m ~ co r e m cO II ~ i deraç~o ~ o lrJl~ ,. <lo J I"s n . N~o se

n,.'!" que uma , Ius>": de fen õmenos.e relaciono 11, Outras. mas '" ,d"ç~e' s~o consideradas ~impk~men te acide ntau'. de for ma q u • . ~OmO a Jlalllreza il\lima do. r~"õm~nos nilu plxk ser de terminada.

Por exemplo, a maiori,

parece 'e gu ro ignorar as relaçõe' entre ele

dos moralistas traIa da moralidade e de regra~ de conduta COntO" ela, cxisti"cm por si mc.1I\.ilS ~ niiv ~c preocupam em considera, <J caraler <conõmico das socied:ldes em questão. 0., que IrlUm do 2.<'

sumo d. riq"c~~ afirmam, ,,k 1TUIn~lTl1semelhante. que sua eiencoa. ou ""Ja. a econumla política. ~absolutamente autônoma e [>Ode pr05-

seguir

m a menor atençlo ao SIstema de regra~ 3 que chamamo>

~Iin. Seria PO<'<;"cl citar muito,< Oulros ~.<l-nlplu~.

--'O'-'m'.'-'oo"o d. />Ion1<!9uiou

f,\

Montcsquieu. porém. via muito darJmcn\c \lU<: lodos essel ele-

mentos formam U"' lodo e que. ~e tomados separadamente. sem re- ferinei. ao. nUIros. n10 podem sercomp«:<.:ooidos. Ele n~o separa n

direito da momlidadc. do conlerclo, da religião. etc. e. acima de tudo. nlio considera que ele seja disltnto da furma de SOCiedAde. que afe-

diferen -

tes, tooos 5>1 fenômenos expressam a "Ida de uma dada sociedade.

~o os elcmentos ou órllJ'~do olj!:anismo social. A meoos qoe tcnte · mos comprttnder como se harmonizam e intctul:em. cimpossi"cl conhecer ~uu funções.l'olkmu. ~t~ mesmo nlo distinguir suas na · turezas. pois ele;; pam:crlo realodades dl!õtintas. cada um com sua

um tooo .

Essa atitude ~ responsável por c""nos CITOS que ainda .tão COmunS

entre cientistas ""iais. [

13 lodn. o~ outros fenômenos wo.:i.is. Por mais que sejam

e.~ í"êneia ioocpendente. e",hora ~jJm na ,erdade panes do;

<O

ex plica por que muitos c'Ç()t1omistas po.

Hticos cOMider.ram o interesse p.:s$Ual como Oúnico principio da sociedade c por que negaral11 o direno do le!!isl ~d QT de interfer ir em ",ivid ades rrlacion"uas "u eumércio e a in dús tria. In ve rsameme. cmoorJ pcl" mCS",~ ra~ão. os Illoralistas em gem i c()t1soden,,"aIn (>S

di itos de p ropr ieda d e fixo s e imulIi\"cis, e mbora, li a ve,dad e. d e·

[X"ndllm dê falO,es c<:o"õ'" icos ext rem ame nte varilldcs e inSl~v~is.

h, c crru t i fl ha

de ser <l is!il'a do a n te s q ll e il C i ê nci" Su~ial p " .

,lr li exis t ir. As diversas d i>eiplina,

de". se de.envo lver • n~ ~mo p<lss

q ll c tratavam

sociais d. fa t o p'ep ~raram u ,lIm i" ho para a Gencia Socia l ; f.,i J

partir ,Jeb , Que ela pódc $C de~Il\"ol,"er. Mas a Ciincl~ Suci~1. t \()

parud"m,·nt~ d~ difefCnte' calesoria~ de fenõ mc-no,

<entido es tr ito, pa<<<lU a

mente que n< ramn< ant.~ mencionudos l"Sw"~m ligados pela e<lrIla necessiJ"dc ~ crdm panC$ de um todQ. Ma~ es~a concepção mio po. d.ri" <urgir at~ que ~ percebesse quc lodos os acontecimento. na !õOCicdaJe e'lão rd.ciunallu$. Ao aporl1ar a imerrelação do. fenume· nos sociais. Mont.sq~leu presl'I.-ntlu a unidade de nO"~ ciência embora~ua ,'isão do 3<suntoainda [OS>;!,: ' .IIS". Em nenhum pomoek diz que o~ probkmlls de que lrala poderiam ser o assunto de uma

eXiMir apenas l.Iynndo se pçr<.:d

ou

clara·

I

ú(,

MQn,

qu"u.

11.0"

~

ciência definida que ;nçlui55e lOdos us fenômenO! SQciai. e l;'-e,;

um nl~l<>do C um nOme próprios. Mesmo a.' .• im, >em ,usP<'itar de~",

implicação para SCll~esforço5. ele ""li i pos!endaM li"'" primeira

amos!1'2 rlcsia ciência. Ernbol"ll não tenha dei ibo"radameme tirado as

cunclu.ÔCs 'mpl icitas \'1T1 ~US principiu•• P«1larou " caminbu par.

<tIlS SUC\";'O~5. que. ao ill51iwir a S()duloglo. pouco mais fiL\"tall'

que dar um nome ao campo de estudo que ele inaugurara.

ITTlI

Exi,le, looa"ia, "ma noção da qual \hmt('S(ju,eu p3rctt não I~r

'" dado COn1~~que. em nossa \'poca. Transformou" método da Cirn-

eia Social. que é li noo;ào de progfTtSS/I. Vejamo

o qw ;s:su .ignitica.

Quancio C<,lmparamn,. d,fc'T\,l1IU povos, o! C<>I110 .e cerus forma,

nu propriedades !Ilanife51arnenle inc-n:nles il naIUre," d•

x:iedad~

fo=m .•i"'plc.menle e.•hoça<la. entre cenos VO"OS e se mostras."",

mais dammente em OLltroS. Algumas s<xicd~des!lopc(ILJc"as. e, - p.lh.das por !,,,,,ndes oír.!as; "Ulms s~o gr.lndes e de n<as. Alg uma,

não têm uma , u l0ridadc fim,e011emc ~st"boe lec ida; Ou lm , t,;m uma "dm in i.'lraç~o ,k tst3do sistc 1tw t;çament e organi~"d~, q u e tal senl i r

, I W influ tnc i a p<.>r 1 000 o organismo

i ncom;\",,;,

,o e iedade~ niiu ~stão no m~imo nh·e l . por ~mm dilor. Algumas po'

dem

nlo Que -

r çonsid~rnda~ supcrion:s as outras, Mus Já .,e obscn ' uu qu e

~oc ia l. E n lre eSSes do i s t i p o ~