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" Li Adeus ao Trabalho? com toda

a atenção que ele merece. O pro ¬

blema de mudança na composição

orgânica do capital, com as con ¬

trovérsias que vem merecendo,

preocupa, realmente, a todos nós.

Detive-me nele, há tempos, quando

havia em mim energia para isso.

Em quase todas as línguas

ociden ¬

tais, realmente, existe, hoje, extensa

bibliografia a respeito. Atrás disso

está a idéia singular de que a ca ¬

tegoria trabalho está desapare ¬

cendo. E como aquela corrente

que almeja uma sociedade em que

só exista burguesia; sem proleta ¬

riado. Gostei muito de seu livro. Ele é cla ¬ ro, objetivo, informado, indispen ¬

sável aos que se preocupam com

o problema. Parabéns cordiais: tra ¬

ta-se do mais importante livro na

área de economia e política que

apareceu aqui nos últimos anos. E

ponha anos nisso."

Nelson Werneck Sodré, 26 de maio de 1995.

ISBN 85-249 - 0555 -7

9 7 8 8 5 2 4

9 0 5 5 5 1

:

H 1 - 1 - o T * k " ¡ ¡ c - -
H
1
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o
T
*
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AO TRABALHO?
<
e

EDITORA DA

UNTCAMP

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L

D

30 < 3 (

A6 :7í

2006

1i ed.

ex : 5

014 ÕOÍ

Ensaio sobre

as Metamorfoses

e a Centralidade

do Mundo do Trabalho

l; Ia edição

^

/

^

CORT Z

eDITORQ

1

EDITORA ]

UNICAN

I

'

O

livro

de

Ricardo

Antunes

contém

reflexões

teóricas

atual

da

trato"

e

de

grande

interesse

acerca

da

questão

distinção

marxiana

entre"trabalho

abs

¬

"trabalho

concreto",

bem

como

sobre

a

hegemoniacada

sobre

o

segundo

vez

mais

marcada

do

primeiro

na

organização

capitalista

da

sociedade.

social

de

Apoiando-se

na

Georg

Lukács,

o

Ontologia

sociólogo

do

ser

brasileiro

defende

tral

do

corajosamente

a

idéia

de

um

papel

trabalho

como

"protoforma"

cen

¬

da

organização

importância

da

ronomia

àquela

da

sociedade,

do

e

esclarece

estado

real

da

de

a

passagem

da

hete-

autonomia

condição

operária.

NicolasTertulian.

AcluelMarx,n.22,Paris,

1997.

 

RicardoAntunes,

com

este

livro,

colocase

deci

¬

didamente

na

contracorrente

da

ideologia

dominante.

Sem

cair

nas

facilidades

destaúltima,

ele

nos

ofereceuma

análise

minuciosa

das

trans

¬

formações

que

atingem

hoje

em

dia

a realidade

S

i

\

f

,

,

do

trabalho,

tanto

de

maneira

objetiva

quanto

subjetiva.

trabalho"

,

definitiva,

Para

além

da

ideologia

apresenta

uma

refutação

mostrando

que

ela

se

do

sem

fim

"

do

dúvida

assenta

na

confusão

que

costuma

haver

entre

trabalho

concreto

e

trabalho

abstrato

(e,

com

isso,

somos

remetidos

Alain

Bihr.

a

Marx).

Afxid

Prefacioà

edição

italianade

Adeus

ao

Trabalho?

Opondo-se

temporâneo

à

tendência

do

pensamento

con

¬

mais

usual

e

empregando

um

racio

¬

cínio

marxista

meticuloso,

o

autor

se

engaja

em

um

debate

vibrante

sobre

a

importância

do

trabalho,

tanto

como

um

conceito

quanto

na

sociedade

dos

livroousado

dias

de

hoje

(

)

Trata-se

na

formae

na

essência

de

um

e

deve

ser

lido.

Márcio

Valença.

Capilal&

Chss,n.67,Londres,Inglaterra,

Verão

1999.

Aobra

deAntunes

evidenciaconcretamente

não

só

a

atualidade

da

reflexão

marxista

sobre

o

ira-

balho,

mas

também

a

mo

moderno

tem

de

capacidadeque

o

"dourar"

a

pílula

capitalis

¬

para

os

intelectuais

do

Primeiro

Mundo.

(

)

Sua

visão

l

AO

ADEUS

TRABALHO?

Ensaio

sobre

as

metamorfoses

e

a

Centralidade

do

Mundo

do

Trabalho

/

JiÉ

\

95

-

i

¡

f

.>

Texto

revisto

e

ampliado

a

partir

da

T

edição

Dados

Internacionais

de

Catalogação

(Câ

mara

Brasileira

do

Livro,

na

SP,

Publicação

Brasil)

(CIP)

Antunes,

Ricardo,

1953-

Adeus

ao

trabalho?

:

ensaio

sobre

as

metamorfoses

c

a

centralidadc

do

mundo

do

trabalho

São

Paulo

:

Cortez

;

Campinas,

Estadual

de

Campinas,

2006.

SP

/

:

Ricardo

Editora

L.

da

Antunes.

11.

Universidade

ed.

-

3.

0355

1.

ISBN

ISBN

85-249-0555

-

7

85-268-

0333-6

(Cortez)

(Unicamp)

1.

Sindicalismo

2.

Sociologia

industrial

Trabalho

I.

Título.

e

classes

trabalhadoras

índices

Sociologia

para

catálogo

sistemático:

do

trabalho

306.36

CDD-306.36

i

Ricardo

Antunes

AO

ADEUS

TRABALHO?

Ensaio

sobre

as

Centralidade

do

metamorfoses

e

a

Mundo

do

Trabalho

1

Ia

edição

E*

* /

S7

CORT

Z

DITORA

t

l

-

IMTOKA

l»A

UNI

CAMP

J

Copyright © by

Ricardo Antunes

Preparação de originais

Jeverson Barbieri

Revisão:

Ana Maria Barbosa

Editoração eletrónica:

Dany Editora Ltda.

Capa:

Cesar Landucci: sobre vela

Operários, 1933, de Tarsila do Amaral.

Nenhuma parte desta obra pode scr reproduzida ou duplicada

sem autorização expressa do autor c dos editores

Direitos para esta edição

CORTEZ EDITORA

Rua Bartira, 317 - Perdizes

05009-000 Perdizes SP Tel.: ( I I ) 3864 - 0111 - Fax: ( I I ) 3864 - 4290 e-mail: cortez @ cortezcditora.com.br

www. cortezeditora.com.br

EDITORA DA UNICAMP

Caixa Postal 6074

Cidade Univesitária - Barão Geraldo CEP 13083-970 - Campinas - SP - Brasil Tcl.: ( 19) 788- 1015 - Fax: ( 19) 788-1100

www.editora.unicamp.br

Impresso no Brasil - junho de 2006

SUMARIO

Prefácio à 7 Apresentação

edição

I

II

III

IV

Fordismo, Toyotismo e Acumulação Flexível

As Metamorfoses no Mundo do Trabalho

Dimensões da Crise Contemporânea do Sindicalismo:

Impasses e Desafios

Qual Crise da Sociedade do Trabalho?

APÊ NDICE

A Crise Vista em sua Globalidade

9

17

21

47

65

81

107

Indiv íduo, Classe e Gênero Humano: o Momento da Mediação Partid ária

117

Trabalho e Estranhamento

123

A Prevalência da Lógica do Capital

137

Dimensões da Crise Contemporâ nea ou da

Internacional

Mundo do Trabalho c Sindicatos na Era da Reestruturação

Produtiva: Impasses e Desafios do Novo Sindicalismo

Brasileiro

Fim

Material e Imaterial)

O Trabalho, a Produção Destrutiva e a Des-realização da

Liberdade

A Crise Contemporânea e as Metamorfoses no Mundo

do Trabalho

Referências bibliográficas

Nova (Des)Ordem

do Trabalho? (ou as Novas Formas do Trabalho

143

149

159

165

175

193

* ;V

* ; V Assim , todos , juntos , cotidiana , cada ion a continuavam sen

Assim,

todos,

juntos,

cotidiana,

cada

ion

a

continuavam

sen

modo,

a

suo

com

ou

vida

sem

reflexão;

tudo

parecia

seguir

o

seu

bitual,

como

em

situações

extremas,

rumo

nas

t

/

ha

¬

uais

tudo

está

em

jogo,

e

a

vida

continua

como

se

nada

acontecesse.

Goethe

(

Afinidades

Eletivas

)

PREFÁCIO

À

T

EDIÇÃO

Adeus

ao

Trabalho?

teve

sua

primeira

edição

em

1995.

Tem

agora,

em

2000,

sua

7

a

vez

revista

e

ampliada.

 

edição,

pela

publicada

primeira

O

objetivo

central

do

livro

foi,

então,

num

momento

de

forte

questionamento

ao

problematizar,

polemizar

c

significado

da

categoria

Trabalho,

mesmo

contestar

as

teses

que

de

¬

fendiam

o

fim

da

centralidade

do

trabalho

no

mundo

capitalista

contemporâneo.

Teses

que

tiveram

várias

percussões

movimentos

no

interior

das

universidades,

sociais,

dos

sindicatos

e

do

consequências

e

re

¬

das

esquerdas,

dos

próprio

movimento

dos

trabalhado!c:

uma

vez

que,

implícita

ou

explícitamente,

alguns

de

seus

a

reconhecer

o

principais

formuladores

recusavam-se,

papel

-entrai

da

classe

trabalhadora

no

na

fundo,

trans

¬

formação

societal

contemporânea.

Ao

centralidade

do

Trabalho

na

sociedade

questionar

capitalista

o

papel

de

contemporâ

¬

nea,

um

brava:

a

cialidade

prolongamento

analítico

e

classe

trabalhadora

já

não

também

pol

ítico

se

se

mostraria

mais

contestadora,

rebelde,

capaz

de

transformar

a

desdo

poten

¬

¬

ordem

capitalista.

Coerente

fetiehizado

do

com

a

fragmentação

pós-moderna

,

com

ideário

dominante,

estas

formulações,

em

o

culto

grande

medida,

recusavam-se

a

reconhecer

o

sentido

ativo

e

transfor

¬

mador

do

trabalho

e

da

classe

trabalhadora.

Foi

como

uma

primeira

Adeus

ao

resposta

crítica

Trabalho?.

Nele

a

estas

formulações

procuramos

oferecer

que

escrevemos

alguns

elementos

centrais

para

a

tanto

empírica

recusa

daquelas

teses,

carentes

como

anal

ítica.

Podemos

dizer,

tinuamos

sustentando

fortemente

nossas

teses,

de

sustentação,

então,

que

con

¬

uma

vez

que

a

literatura

que

vem

sendo

publicada

desde

então,

sobre

a

chamada

9

crise da sociedade do trabalho, não alterou substantivamente

nossas formulações originais. Neste Prefácio pretendemos retomar, de maneira bastante

sintética e indicativa, outras teses que procuram invalidar a ccntralidade do trabalho, quer pela afirmação da perda de sentido da teoria do valor, quer pela tese que propugna a substituição do valor-trabalho pela ciência, ou ainda pela vigência

de uma lógica societal intersubjetiva e interativa, informacional, que se colocaria em posição anal ítica de superioridade diante da formulação marxiana da centralidade do trabalho e da teoria

do

aprofundado no livro Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a Afirmação e a Negação do Trabalho, recentemente publicado

pela Editora Boitempo. Aqui faremos um esboço, visando complementare atualizar

algumas das críticas feitas em Adeus ao Trabalho?. Embora algumas dessas teses por vezes apareçam ao longo do livro,

mencionadas sempre de

maneira sucinta. Ao retomá-las, poderemos oferecer ao leitor,

valor. Essas teses, nós as desenvolvemos de

modo mais

em

sua

primeira edição, elas foram

ao menos indicativamente, por que essas novas teses

sobre

o desceñ iramento

da

categoria

trabalho

não

invalidam

as

formulações presentes cm Adeus ao Trabalho?, mas, ao con ¬

trário, as reforçam.

Cremos, ao contrário daqueles que defendem a perda de

sentido e de significado do trabalho, que quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, enquanto expressão do

trabalho social, que

é mais complexijicado, socialmente com ¬

binado e ainda mais intensificado nos seus ritmos e processos,

também não podemos concordar com as teses que minimizam

ou mesmo desconsideram o processo de criação de valores de

troca. Ao contrário, defendemos a tese de que a sociedade do

capital e sua lei do valor necessitam cada

vez menos do

trabalho estável e cada vez mais das diversificadas formas de

trabalho parcial ou part-time, tcrceirizado, que são, cm escala

crescente, parte constitutiva do processo de produção capitalista.

Mas, exatamente porque o capital

trabalho

vivo do

processo

de

10

criação

não pode eliminar o

de

valores,

ele

deve

aumentar a utilização e a produtividade do trabalho de modo

que intensifique as formas de extração da mais-valia em tempo

cada vez mais reduzido.

Portanto,

uma

coisa

é ter a necessidade imperiosa de

reduzir a dimensão variável do capital e a conseqiiente ne ¬

cessidade de expandir sua parte constante. Outra, muito diversa,

ê imaginar que, eliminando completamente o trabalho vivo, o

capital possa continuar se reproduzindo. A redução do prole ¬ tariado estável, herdeiro do taylorismo/fordismo, a ampliação

plantas

do

produtivas modernas e de ponía, e a ampliação generalizada

das

desenvolvidas intensamente na era da empresa flexívele da

fortes exemplos da vigência

desverticalização produtiva, são

trabalho mais intelectualizado

formas

de

trabalho

precarizado,

no

interior

das

part-time, terceirizado,

da

um forte sentido de

desperdício e de exclusão, é a própria centralidade do trabalho

lei

do

valor. Como

o capital

tem

abstrato que produz a

não - centralidade do

trabalho , presente

na

massa

dos

excluídos

do

trabalho

vivo,

que,

uma

vez

(des)socializados c (des)individualizados pela expulsão do tra ¬

balho, procuram desesperadamente encontrar formas de indi ¬

viduação e de socialização nas esferas isoladas do não-trabalho

(atividade de formação, de benevolência c de serviços). (Tosei ,

1995: 210)

Também não podemos também concordar com a tese da

transformação da ciência na principal força produtiva, em substituição ao valor-trabalho, que teria se tornado inoperante

(Habermas, 1972: 104). Esta formulação, ao substituira lese

do valor-trabalho pela conversão da ciê ncia cm principal força produtiva, acaba por desconsiderar um elemento essencial dado

pela complexidade das relações entre a teoria do valor e a do

conhecimento científico. Ou seja, desconsidera que o trabalho vivo, em conjunção com ciência e tecnologia, constitui uma

desen ¬

volvimentos capitalistas, uma vez que a tendência do capital para dar â produção um caráter científico c neutralizada pelas

mais íntimas limitações do próprio capital: isto é, pela neces ¬

última, paralisante e anti-social de manter o já criado

sidade

complexa e contraditória unidade, sob as condições dos

11

valor,

enquanto

valor,

visando

restringir

teoria

ciência,

pela

não

mas

base

pode

mesmo

valores

uma

tempo

base

há,

a

produção

135-6)

dentro

da

não

base

limitada

do

capital

.

Não

se

trata

de

dizer

reconhece

o

papel

crescente

tolhida

em

seu

entre

capital

e

restrição

para

o

o

salto

bens

não

(Mészáros,

que

da

a

1989b:

do

valor-trabalho

que

esta

material

superar.

impele

de

a

encontra-se

das

E

é

relações

por

essa

sua

expansão

mas

impede

de

desenvolvimento

trabalho,

que

a

qual

libera

e

da

produção

de

societal

para

a

lógica

do

na

estrutural

incremento

qualitativo

úteis

pode

segundo

se

troca,

sociedade

disponível,

forç

.

produtora

que

a

ciência

converter

principal

desta

produtiva

autónoma

do

que

Més¬

:

133)

e independente.

uma

Prisioneira

da

de

material,

menos

sugere

(Idem

cientificização

um

processo

tecnologia,

conforme

da

ciência.

záros,

tecnologização

Ontologicamente

prisioneira

do

solo

material

estruturado

pelo

capital

,

a

ciência

não

poderia

tornar-se

a

sua

principal

força

produtiva.

Ela

interage

com

o

trabalho,

na

necessidade

preponderante

de

participar

do

processo

de

valorização

do

capital.

Não

se

sobrepõe

ao

valor,

mas

é

parte

intrínseca

de

seu

mecanismo.

Esta

interpenetração

entre

atividades

laborativas

e

ciência

é

mais

complexa:

o

saber

científico

e

o

saber

laborativo

mesclam-se

mais

diretamente

no

râneo,

sem

que

o

primeiro

se

sobreponha

máquinas

inteligentes

não

podem

substituir

inundo

contempo

¬

ao

segundo.

As

os

trabalhadores.

Ao

do

contrário,

operário

a

sua

introdução

que,

ao

interagir

acaba

também

por

transferir

utiliza-se

do

trabalho

intelectual

com

parte

a

máquina

informatizada,

dos

seus

novos

atributos

intelectuais

à

nova

belecc-se,

então,

um

máquina

que

resulta

deste

processo.

Esta

-

complexo

processo

interativo

entre

trabalho

e

ciência

produtiva,

que

não

pode

levar

à

vivo.

Este

necessidade

processo

de

de

encontrar

retroalimentação

uma

força

de

extinção

do

trabalho

impõe

ao

capital

a

trabalho

ainda

mais

complexa,

multifuncional,

que

deve

ser

mais

intensa

e

sofisticada,

ao

menos

explorada

nos

ramos

dotados

de

maior

incremento

tecnológico.

de

maneira

produtivos

a

Com

partir

do

a

conversão

do

trabalho

momento

em

que,

pelo

vivo

em

trabalho

morto,

desenvolvimento

dos

soft-

12

wares,

a

próprias

máquina

informacional

passa

a

desempenhar

atividades

da

inteligência

humana,

o

que

se

pode

presenciar

é

um

processo

de

objetivação

das

maquinaria,

de

transferência

do

da

classe

trabalhadora

para

a

atividades

saber

cerebrais

junto

ci

intelectual

e

cognitivo

informatizada

(Lojkine,

maquinaria

1995:

44).

A

transferência

de

capacidades

intelectuais

para

a

maquinaria

informatizada,

máquina

própria

da

fase

que

se

converte

em

informacional

,

através

linguagem

da

dos

computa

¬

dores,

acentua

a

transformação

de

trabalho

vivo

em

trabalho

morto.

Além

da

transformação

do

trabalho

vivo

cm trabalho

morto,

há

ainda

outra

tendência

caracterizada

pela

crescente

imbricação

entre

trabalho

material

e

imaterial,

uma

vez

que

se

presencia,

no

mundo

contemporâneo,

em

seus

setores

mais

avançados,

a

expansão

do

trabalho

dotado

de

intelectual

(no

sentido

dado

nas

atividades

industriais

mais

pela

produção

informatizadas,

maior

dimensão

capitalista),

quer

quer

nas

esferas

compreendidas

pelo

entre

tantas

outras.

setor

de

serviços

ou

nas

comunicações,

A

expansão

do

trabalho

em

serviços,

em

esferas

não

diretamente

desempenham

atividades

produtivas,

mas

imbricadas

com

o

que

muitas

vezes

trabalho

produtivo,

mostra-se

como

outra

caracterí

stica

importante

da

noção

am

¬

pliada

de

trabalho,

quando

se

quer

compreender

o

seu

signi

¬

ficado

no

mundo

contemporâneo.

Dado

que

no

mundo

da

tecnociência

conhecimento

torna-se

um

elemento

essencial

a

da

produção

produção

de

de

bens

e

serviços,

pode-se

dizer

que

as

capacidades

dos

traba

¬

lhadores

ampliarem

seus