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GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ


CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA
INTERNATO URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Aluna: Ana Cecília Storino Corrêa da Silva Matricula: 20061003033


Modulo: F 5º ano Letra:P

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

Caso clínico
Hospital Divina Providência – UTI adulto Data: 11/02/2010 Turno: Matutino

Paciente: Olgarina Batista Ferreira Leito: 04

Diagnóstico: Insuficiência Cardíaca Descompensada

Paciente feminina, no 2º dia de internação na UTI do HDP. Relata que veio ontem para
consulta no ambulatório e foi internada imediatamente na UTI para estabilizar e fazer
exames. Apresenta história arrastada e piora progressiva dos sintomas, como dispnéia
aos mínimos esforços, dispnéia paroxística noturna, “sensação de febre” à tarde e dor de
garganta há algumas semanas.

Exame físico
Geral: Paciente normocorada, hidratada, anictérica e acianótica. Sem edemas,
clínicamente estável e regular estado geral.

Neurológico: Paciente alerta, orientada no tempo e espaço. Pupilas isocóricas e


fotoreativas, Glasgow 15

Cardiovascular: Ausculta cardíaca: Bulhas cardíacas normofonéticas com ritmo


regular e sem sopros.
PA=150X62 mmHg FC= 73bpm
Sem sinais de TVP.

Respiratório: Sem suporte respiratório,respirando ar ambiente Ausculta pulmonar:


Murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios. FR: 16
Sat O2 oxímetro: 97%

Gastrointestinal: dieta branda, sem vômitos, ainda não evacuou na UTI.


Exame do Abdome: Ruídos hidroaéreos presentes, flácido, globoso, sem dor a palpação
e sem visceromegalias.

Renal e Metabólico: Balanço hídrico +220/7h, paciente usando fralda.


Na :141; K:3,3; Uréia: 29; Creatinina: 0,9

Hemato-infeccioso: sem sangramentos.


Febril (Temp= 37,3 °C) Sem antibiótico. Leucócito 6,7

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC): Tratamento do Paciente Descompensado



A ICC é a incapacidade cardíaca de bombear sangue suficiente para suprir as
necessidades de oxigênio e nutrientes dos tecidos e órgãos ou de fazê-lo utilizando
pressões ou volumes diastólicos anormalmente aumentados.
A doença pode se instalar de forma aguda e súbita como no infarto agudo do
miocárdio, miocardite aguda, endocardite bacteriana aguda; mas freqüentemente a
disfunção cardíaca evolui e manifesta-se insidiosamente, com a progressão de uma
doença de base, como a hipertensão arterial ou miocardiopatia isquêmica crônica.
Os principais sintomas do paciente com insuficiência cardíaca são a dispnéia e a
fadiga, predominantemente durante o esforço. Cabe ressaltar que a ausência desses
sintomas não exclui a presença de insuficiência cardíaca. Outros sintomas são a dispnéia
paroxística noturna, a ortopneia, o edema de membros inferiores, tosse noturna,
alterações do sono, apnéia noturna (precedida ou seguida de hiperventilação) e
respiração de Cheyne-Stokes.
O paciente agudamente descompensado geralmente está inquieto, dispnéico,
pálido e sudorético.
Nos casos graves ou nos aumentos agudos da pressão arterial esquerda, pode
haver edema pulmonar agudo franco, com falta de ar intensa, tosse, sibilos, cianose,
sensação de asfixia e morte iminente.
O diagnóstico da ICC fundamenta-se em um julgamento clínico baseado na
história e exame clínico rigorosos. Os exames subsidiários ajudam a complementar a
impressão clinica, na procura da causa da IC e , principalmente, na procura de seus
fatores precipitantes e agravantes.

Classificação funcional
A quantificação da limitação do esforço tendo sido utilizada desde 1964 por
meio da classificação proposta pela New York Heart Association (NYHA).
CLASSE FUNCIONAL SINTOMAS
I Assintomático nas atividades usuais
II Sintomas desencadeados por esforços habituais
III Sintomas presentes em esforços menores
IV Sintomas em repouso ou aos mínimos esforços

Estágios da insuficiência cardíaca


O estadiamento da insuficiência cardíaca é uma forma diferente de
classificação, baseada nas alterações estruturais do coração, guardando correlação com a
progressão da doença. Valoriza a necessidade do controle nas fases pré clínicas da
doença.
Estágio A: risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca, tendo em vista
comorbidades como hipertensão, doença coronariana e diabetes, mas que não apresenta
anormalidade estrutural ventricular.
Estágio B: presença de doença cardíaca estrutural secundária a comorbidades, como
HVE, doença valvar com dilatação ventricular, IAM prévio, mas sem menção de
sintomas ou perda significativa da função global de VE.
Estágio C: insuficiência cardíaca sintomática, associada a doença estrutural cardíaca.
Estágio D: pacientes com sintomas de difícil controle.