DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
O conceito de Doença Psicossomática está associado à Patologia geral e à vida psíquica consciente e inconsciente. Entretanto, dada à natureza obscura desta inter-relação, há a necessidade de definições precisas para este termo. As noções mais usuais podem ser:
• Expressão psicossomática – empregada para designar sintomas ou síndromes funcionais em que a unidade patológica se constitui de uma expressão fisiológica e uma expressão psicológica manifestamente associada. Trata-se de fenômenos físicos expressivos de estados emocionais. Exemplos: náuseas, vertigens, espasmos, etc. Este termo se aplica para descrever as doenças como expressões de um perfil particular de personalidade ou de conflitos psicológicos. Exemplos: asma brônquica, hipertensão arterial, colite ulcerativa. É nesta perspectiva que os primeiros psicossomatístas conceituavam as clássicas doenças psicossomáticas.
• Psicologia Psicossomática – que pode ser entendida como uma concepção da Medicina, cuja tendência é compreender a doença como uma manifestação do corpo como um todo. Dentro desta perspectiva, a atitude psicossomática transcende a noção de uma etiologia específica e articula-se com todas as dimensões dos seres humanos: psicológica, cultural, social, moral, física entre outras. As emoções fisiológicas, natural de todo indivíduo, são sempre acompanhadas de acontecimento biológico e físico. São as emoções que determinam sempre alguma reação orgânica do indivíduo, ou seja, todo o organismo percebe tais emoções.
Diante de uma carga muito grande de estresse, o indivíduo pode manifestar algumas reações biológicas no corpo em forma de doenças, assim
podemos dizer que toda doença é psicossomática, pois corpo e mente, funcionam em harmonia.
Nossas emoções são as responsáveis por esse processo, e costumamos separá-las em agradáveis e desagradáveis, atuando como poderosos motivadores e moduladores da conduta humana tendendo a nos proporcionar um bem estar emocional e orgânico, sendo responsáveis por motivar nossos comportamentos, ou seja, as boas emoções nos estimulam a condutas saudáveis como alimentação equilibrada, sono de qualidade, enquanto que as emoções negativas podem produzir atitudes não saudáveis.
Dentre
as
principais
psicossomáticas estão:
emoções
relacionadas
as
doenças
• ESTRESSE: representam nossas tensões, estado gerado de estímulos que provocam excitação emocional, perturbam a homeostasia, levam o organismo a disparar um processo de adaptação, caracterizado pelo aumento de adrenalina.
• ANSIEDADE: representam nossa percepção de um acontecimento iminente agradável ou desagradável, podendo alterar nosso estado de humor.
• RAIVA: reação violenta contra aquilo que fere, aborrece ou irrita alguém. Aversão, desejo intenso. Representa nossa agressividade.
• MEDO: inquietação que surge com a ideia de perigo real ou aparente. Susto. Temor. Representam nossas apreensões.
• ANGÚSTIA: representa um misto de emoções como aflições, mágoas, tristezas, opressão. Caracterizada por um mal estar psíquico e físico sem objetivo bem determinado e por expressões corporais penosas como aperto no peito e garganta apertada (sufocamento).
O fator de vulnerabilidade para o desenvolvimento de transtornos psicofisiológicos é a alta ativação do sistema nervoso autônomo e não a capacidade de dissimular emoções, nesse sentido, pessoas com maior capacidade de ocultação de emoções são mais propicias ao surgimento de
doenças, e este fator irá depender do estilo repressivo de enfrentamento das emoções, que se não for controlado e trabalhado provocará alterações no sistema imunológico. Quanto a esse fator é indicado que:
• Não se sinta emoções reativas;
• Sentindo-as, manifestá-las com certo grau de liberdade;
• Não podendo, procurar fazer com que essas emoções sejam mais breves possíveis;
• Não sendo, procurar compensações sadias.
TRANSTORNOS DERMATOLÓGICOS PSICOSSOMÁTICOS
Devido aos distúrbios das emoções é comum que apareçam transtornos relacionados às nossas emoções, e um dos que inspiram fortes cuidados são os transtornos dermatológicos que são os relacionados a expressões manifestas através de prurido, hiperhidrose, urticária, dermatites atópicas, alopécia areata, psoríase, herpes e vitiligo. Portanto é necessário sabermos e entendermos como psicossomática e dermatologia se comunicam para lidar com tais doenças.
Psicossomática e Dermatologia
A importância entre a Psicossomática e Dermatologia, veio a ser
pesquisada por diversos estudiosos, pois até então, essa relação tinha um
conceito muito raso, sobre os fatores que levam uma pessoa a ter uma dermatose, eram entendidas apenas como algo que podia ser tratado externamente, mas de fato não davam atenção a causas internas que podiam ter relação inicialmente pelo psicológico.
A pele tem uma capacidade de refletir problemas emocionais ou
doenças causadas por muitos fatores que, em grande parte das vezes, agem em conjunto de razões genéticas, hormonais e agentes infecciosos. Os fatores emocionais podem denomina-se como resultante de consequência de
transtornos físicos, que por vezes, podem ser a causa estimulante de muitos problemas físicos.
Para Moffaert (1992), a visibilidade de muitas dermatoses tem sérias consequências psicológicas, pois frequentemente é carregada de conceito de contaminação ou falta de higiene, e pode causar no paciente sentimento de isolamento, resultando em sentimentos autodepreciativos que podem levar ao medo social e vergonha. Por outro lado, os distúrbios emocionais, segundo Ginsburg (1996), podem agravar ou retardar a recuperação da desordem de pele ou, de fato, precipitar recaídas naquelas pessoas predispostas.
A saúde mental e física só existe quando o nível do estresse e as respostas defensivas do organismo para o estresse estão em equilíbrio. Mas quando o estresse é suficiente para aniquilar as defesas, então os sintomas irão se desenvolver e as respostas podem ser biológicas ou psicossociais.
Como refere Weinman, Petrie e Morris (1996) cada paciente tem uma representação de sua doença que é única. Leventhal, citado por estes autores, propõe que estas representações refletem a resposta cognitiva do paciente para os sintomas e a doença, e que as respostas emocionais são processadas paralelamente à representação de doença.
Para Medansky et al (1981) bons resultados podem ser obtidos com todos os modelos de terapia, mas o importante é que o médico saiba o valor dessas técnicas e saiba como encaminhar seu paciente. O mesmo autor conclui que a “medicina precisa ser praticada como ciência e como arte. Ciência é o tratamento da doença, arte é a relação com o paciente” (p. 135).
Desta maneira, percebemos que a Psicodermatologia, ao estudar a relação pele/psiquismo/pele, busca romper com uma visão unicausa baseado na existência de apenas uma causa (agente) de um agravo ou doença. Essa concepção, que permitiu o sucesso na prevenção de diversas doenças, termina por reduzi-las à ação única de um agente específico. Em favor de um modelo mais integrativo e multifatorial (MÜLLER, 2001).
ENTENDENDO A PELE
A pele é o maior órgão de todo o corpo humano e graças a ela nos relacionamos com o meio ambiente. Além do fato dela desempenhar papel de vital importância, por ser uma barreira contra infecções e outros agentes agressores externos, é através da pele que podemos perceber o frio ou calor, distinguir diferentes texturas e consistências, sentir dor, manifestar carinho ao toque. Ela é formada por três camadas distintas: epiderme, derme e hipoderme.
A derme é uma camada muito rica em diferentes estruturas. Nela encontramos os vasos sanguíneos, que nutrem a pele, o folículo piloso (local onde nascem os pelos), as fibras de colágeno e elastina (responsáveis pela tonicidade e elasticidade da pele), os nervos sensitivos (responsáveis pelo tato), as glândulas sebáceas (responsáveis por hidratar e proteger a pele) e as glândulas sudoríparas (responsáveis pela transpiração).
A epiderme é a porção mais externa da pele, que é formada por várias outras camadas de células, sempre se renovando. Nela encontramos um pigmento natural que dá cor à pele, chamado melanina.
A hipoderme é a camada mais profunda da pele. Formada por células gordurosas, é responsável por manter a temperatura do corpo, além de funcionar também como uma reserva energética e proporcionar o "formato" ao corpo.
Além disso, temos o desenvolvimento progressivo da ciência no campo da psiconeuroimunologia, sabe-se que mensageiros químicos - os neuropeptídios e outros neurotransmissores (substâncias produzidas pelo sistema nervoso) - levam informações do cérebro para os receptores da pele e vice-versa. Assim, as mais diferentes situações emocionais - ansiedade, euforia, tristeza, angústia, estresse, depressão - acabam causando alguma reação no organismo, inclusive na pele, no cabelos e na unhas.
Diversas pesquisas têm mostrado que os sistemas nervoso, endócrino e imunitário formam um único sistema que recebe a influência direta da mente. Mesmo sem se dispor de aparelho capaz de medir pensamentos e
sentimentos, os dados científicos vêm fazendo com que pacientes e médicos, mesmo os mais céticos, passem a observar o fato de que a pessoa pode somatizar na pele suas emoções como, por exemplo, a agressividade na urticária ou a vida emocional turbulenta na acne. Estima-se que mais de 40% das manifestações cutâneas estejam associadas a influencias psíquicas.
TRANSTORNOS DERMATOLOGICOS PSICOSSOMÁTICOS
Vitiligo
Trata-se de uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam -se devido a diminuição ou ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor a pele) nos locais afetados. A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele como uma distribuição característica, afetando 1% da população, sua etiologia não é completamente elucidada, estudos indicam que mecanismos auto imunes, genéticos, tóxicos, metabólicos, neurais e emocionais podem estar envolvidos. De concreto sabe- se que o vitiligo não é contagioso e que o sucesso do tratamento depende de cada caso.
Ao avaliarmos alguns fatores desencadeantes da doença, o fator emocional é importante no surgimento do vitiligo, percebemos que indivíduos que têm experienciado traumas iniciais no seu desenvolvimento podem se tornar inábeis para lidar com a ansiedade e, quando estressados , poderão desencadear sintomas somáticos na pele. A consequência imediata de cada traumatismo é a angústia que consiste num sentimento de capacidade para adaptar-se á situação de desprazer. Porém, o desprazer cresce e exige uma válvula de escape e tal possibilidade é oferecida pela autodestruição, a qual, enquanto fator que liberta da angustia, será preferida ao sofrimento, ou seja, o individuo procura fugir de seu passado, algo que possivelmente o traumatizou, não encontrando uma válvula de escape para suas angústias e desta forma
descarrega todos os seus conteúdos de desprazer em seu próprio corpo sob a forma de manchas.
Para o paciente com vitiligo o fato mais significativo não são as manchas, que lhe causam nem um sintoma ou prejuízo físico, mais a interpretação que ele faz dela. O vitiligo afeta o paciente de maneira arrasadora e atinge também os familiares, trazendo para estes sentimentos de profundo constrangimento, impotência, gerados do meio social através do preconceito, rejeição.
Visto os prejuízos emocionais e sociais que são gerados devido à doença, o vitiligo é uma das dermatoses que possui efeito psicológico mais "devastador" (Antelo et al., 2008, p. 126). De acordo com Taborda, Weber e Freitas (2005), o vitiligo está no grupo das doenças dermatológicas que afetam a autoestima do portador, podendo desencadear quadros de isolamento e depressão. Além disso, segundo as autoras, o caráter crônico e inestético do vitiligo esta associado a um maior grau de sofrimento psíquico que requer, muitas vezes, intervenção psicológica.
No que diz respeito ao campo da Psicologia, o vitiligo ainda é uma doença pouco estudada. Conhecer o contexto em que o portador de vitiligo está inserido, a forma como sua vida pode ser afetada pela doença e as estratégias que podem ser empregadas no enfrentamento de situações que se estabelecem nesse contexto é importante para que o profissional possa atuar junto ao paciente com maior eficácia. Nesse sentido, a psicologia tem o objetivo de identificar e classificar algumas variáveis psicossociais como a autoestima e relacionamentos interpessoais, e clínicas como comorbidade com outras doenças e estágio atual do vitiligo relativas ao contexto em que o portador está inserido. Busca-se portanto, descrever as experiências vividas por pessoas que se encontram na condição de portador de vitiligo, desde a descoberta das manchas até o tratamento.
Dermatite – Herpes
Denomina-se de Herpes simples as infecções dermatológicas e contagiosas provocadas pela manifestação do vírus Herpes a partir da baixa imunidade apresentada pelo sujeito que a possui. Caracteriza-se por um agrupamento de vesículas nas regiões labial, ocular, anal ou genital que porventura formarão feridas ou crostas, enquanto o vírus se mantem alojado de forma latente nas células ganglionares dos nervos. Entretanto, cabe destacar que nem todos os portadores deste vírus manifestam os sintomas característicos da doença, podendo aparecer em algum momento da vida ou não, dependendo de fatores externos (ambientais), orgânicos e psicológicos (RAPINI, 2003). Segundo Arantes e Vieira (2002) o estresse é um dos principais fatores para a manifestação dos sintomas da herpes, visto que, durante a fase de esgotamento, ocorre no sujeito uma deficiência na produção de anticorpos, provocados pela diminuição dos linfócitos T na corrente sanguínea, permitindo que o corpo esteja suscetível a variadas doenças, infecções ou até mesmo o câncer.
Complementando, Trincheiras (2013) entende que a ansiedade, estresse emocional, fadiga e a própria depressão podem provocar o surgimento da herpes quando já instalada no sujeito, visto que alteram as atividades do sistema nervoso central. Este problema se agrava quando o estresse, por exemplo, se torna crônico no qual ocorre um excesso na quantidade de cortisol na corrente sanguínea, inibindo assim a possibilidade de defesa no organismo pelo sistema imunológico. Apesar dos fatores ambientais estarem relacionados com apresentação dos sintomas de doenças, não são suficientes para que ela de fato se manifeste, porém a forma como o sujeito lida com suas questões, suas emoções (em momentos de tensão emocional) e com as situações que acontecem em sua vida são muito importantes no desencadear dos sintomas (TRINCHEIRAS, 2013; CANDEIRA, 2002). Entretanto, como forma de tratamento para a doença e os sintomas, recomenda-se a prática de atividades físicas, boas noites de sono, ingerir alimentos com pouca taxa de açúcar, como frutas e grãos integrais os quais provocam a reposição de proteínas diminuem a atividade do sistema nervoso
central, além do uso de antivirais recomendadas por médicos. Tendo o estresse como um dos principais fatores que desencadeiam o aparecimento dos sintomas da herpes, deve-se destacar que o seu tratamento é importante para eventuais desconfortos e controle da doença. Dessa forma, compreendendo que o estresse é um resultado de um processo amplo que envolve o sujeito no seu caráter biopsicossocial, pode-se buscar terapias alternativas como a acupuntura que visa alternar “os estados de energia mantendo a organização ideal do órgão e do organismo a ser tratado” (GOMES et al., p. 221, 2012). Além disso, pode-se salientar a importância da psicoterapia individual ou grupal e uso de técnicas para relaxamento do sujeito, podendo auxiliar o mesmo a lidar melhor com suas questões, oferecendo um suporte psicológico que atenda suas demandas psicossomáticas e promovendo a reflexão do seu próprio ser por inteiro juntamente com sua história (TRINCHEIRAS, 2013; CANDEIRA, 2002; LUDWIG, 2006).
Eczema
Trata-se de uma doença atópica, hereditária e não-contagiosa, caracterizada por inflamação crônica da pele. Além do rubor, os eczemas podem apresentar vesículas, pápulas, pústulas e descamação da pele. O ressecamento da pele é significativo. É uma doença emocional que se expressa na pele, sendo muito comum na população, e muitas delas sequer sabem que são portadoras. A eczema, surge com uma coceira no corpo como forma de chamar a atenção do indivíduo para algo que não está bem, ou seja, como um sinal de alerta para que o indivíduo tome providencias optando pela saúde e não pela doença.
Há pessoas predispostas a sofrer de eczema, por tratar-se de uma doença que pode ser hereditária e emocional, sendo que estas são transmitidas de pais para filhos, as vezes por gerações seguidas, como a exemplo da depressão.
As pessoas mais sensíveis da família, aquelas que não conseguem trabalhar suas emoções e engolem todos os problemas familiares, são as mais propensas a sofrerem de eczema e transmitirem para seus filhos, haja vista que não fizerem terapia ou tratamentos para se livrarem das neuroses herdadas dos pais e avós. Geralmente são pessoas “boazinhas” que preferem adoecer do que reagir às doenças emocionais dos membros da família, aceitam tudo calado, só para não contrariar e assim não expressam suas emoções. Outro fato de relevância é que, a eczema se expressa na pele e tudo que se expressa na pele tem origem no fígado. O fígado é diretamente afetado pelas emoções, sejam elas boas ou ruins. Pessoas com o fígado congestionado podem sofrer de mau-humor, inclusive ao acordar. Alcoólatras e viciados em drogas, depois de alguns anos, começam a apresentar problemas de pele.
O tratamento consiste no restabelecimento do equilíbrio emocional que
se encontra em desarmonia, ocasionadas pelas emoções negativas, através de
psicoterapias, fitoterapia, homeopatia, ervas medicinais, elas fazem um trabalho de resgate profundo na raiz das doenças. Podemos salientar aqui que praticas integrativas como a acupuntura, torna-se um grande aliado no tratamento, por ser responsável por equilibrar as energias e desbloquear fluxos sanguíneos, facilitando a comunicação entre os órgãos, e assim reestabelecendo o equilíbrio emocional (principal fator para o desencadeamento da eczema).
Alopecia Areata
A alopecia areata (AA) é uma afecção crônica dos folículos pilosos
e das unhas, de etiologia desconhecida, provavelmente multifatorial com
evidentes componentes autoimunes e genéticos. Caracterizada pela queda dos cabelos e/ou pêlos, por interrupção de sua síntese, sem que ocorra destruição ou atrofia dos folículos, motivo pelo qual pode ser reversível.
Trata-se de uma doença inflamatória podendo variar em: alopecia areata total, onde o indivíduo perde todo o cabelo da cabeça, e, alopecia areata
universal onde caem os cabelos do corpo inteiro. A afecção pode iniciar-se em qualquer idade, havendo um pico de incidência entre os 20 e os 50 anos, sendo que 60% dos doentes apresentam o primeiro episódio da doença antes dos 20 anos. Ambos os sexos são igualmente afetados, porém, tendo sido verificada que em relação às formas graves da doença, em um estudo realizado no Hospital das Clínicas da FMUSP, a ocorrência é de 63% em homens e 36% em mulheres, o que torna essa doença de acometimento mais ao sexo masculino, que ao sexo feminino.
A alopecia areata não é uma doença contagiosa, e seus fatores desencadeantes principais estão relacionados a fatores genéticos (frequência de históriafamiliar); imunológicos (associadosadoençasautoimunes como as ligadas a tireóde, anemia, artrite rematoide e outras;eauto anti-corpos que provavelmente representam fenomenosecundárioaoprocessoinflamório folicular), ou sistema emocional abalado, que podem estar associados a períodos críticos de estresse tais como acidentes, problemas na família, mortes, problemas no ambiente laboral, traumas físicos etc. Garcia-Hernandez (1999) evidencia que os eventos da vida e o estresse intrapsíquico gerados podem ser um papel importante em provocar alguns episódios de AA. A comorbidade de desordens psiquiátricas, principalmente as desordens de ansiedade generalizada, depressão e estados fóbicos é elevada.
Moraes (1999) destaca que autores caracterizam as crianças com AA, como sendo imaturas afetivamente, retraídas, introvertidas, de difícil contato, tímidas, passivas, dependentes e ansiosas, ou ainda, histéricas e neuróticas. Quando se tornam agressivas, vêm sentimentos de culpa e tendência autopunitiva, inclusive com ideias suicidas. Se a hostilidade permanece reprimida, expressa-se simbolicamente através do “choro da pele”. A relação familiar deve ser observada, principalmente no tocante à figura materna. Pesquisas, verificam distorção no relacionamento com criança e mães ambivalentes, ou, criança demasiadamente apegada à mãe superprotetora e autoritária, identificadas ao pai dócil, que estão relacionados ao surgimento da doença. Menciona-se também, mães deprimidas e fóbicas, que rejeitam a criança, enquanto que o pai é rígido ou ausente.
Entre os tratamentos medicamentosos mais indicados pelos médicos dermatologistas estão o uso de minoxidil, corticoides, antralina associados a difenciprona ou metrotrexate. Corticoides injetáveis aplicados em áreas mais afetadas, seja no couro cabeludo, ou no corpo. Tais tratamentos tem por objetivo o controle da doença, bem como redução de falhas e evitar o surgimento de novas. Funcionam como estimulantes dos folículos na produção de novos fios do cabelo.
A terapia capilar constituída por praticas manuais, eletroterápicas e suplementos catalíticos e ionizáveis também é uma das alternativas. Assim como efusões. Torna-se necessário também, adotar uma alimentação saudável ,exercícios físicos regulares para favorecer o sistema cardiovascular, circulação sanguínea pressão arterial de modo a manter as taxas em equilíbrio evitando assim o estresse.
Não se encontrou nos estudos um tratamento eficaz na cura da doença. Mas, existem sim, vários processos que podem dar certo ou não. Destaca-se a importância da participação do psicólogo durante todo o tratamento da alopécia areata. Este profissional desenvolve um papel especial procurando conhecer o paciente e levando-o em busca da cura ou aceitação da alopécia areata.
Quanto a prevenção, não são conhecidas formas predeterminadas, porém é necessário para o tratamento desta doença, adotar alguns hábitos no sentido de minimizar os sintomas como:
• Buscar informações acerca da doença
• Utilizar maquiagens nas áreas afetadas
• Usar chapéus, lenços ou perucas com vistas a preservar a autoestima da pessoa.
• Buscar reduzir o estresse diário a fim de evitar crises agudas de queda de cabelo
• Buscar grupos de apoio para minimizar os abalos emocionais e lidar melhor com as implicações psicológicas decorrentes da doença
Ressalta-se que a tensão e o estresse que constituem cenário da vida moderna fazem com que os cabelos sofram com as doenças psicossomáticas. O estresse afeta o sistema circulatório, prejudica a fixação dos fios, aumenta a taxa de cortisol (hormônio que ajuda no funcionamento do sistema imunológico e controle do estresse) ocasionando a queda de cabelos. O maior prejuízo aos pacientes é de ordem psicológica, visto que por vezes interfere na rotina e na autoestima, provocando danos à qualidade de vida.
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