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Alumínio e suas ligas

O alumínio é um metal intensamente utilizado para fins de


engenharia, empregado tanto pela construção civil quanto pela
indústria aeronáutica de ponta. É um dos elementos químicos mais
abundantes da crosta terrestre (atrás do silício e do oxigênio), e, ao
contrário de outros elementos metálicos, não orocce naturalmente
em sua forma metálica. As características que o tornam tão atraente
são sua baixa densidade (cerca de 2,70 g/cm^3, segundo o site
Matweb.com), relativa resistência, quando utilizado combinado com
outros metais (na forma de liga metálica) e possibilidade de sofrer
tratamento térmico, que implementa ainda mais suas propriedades
mecânicas.

A obtenção de alumínio é relativamente expendiosa,


principalmente devido ao gasto com energia elétrica necessário à
reação de separação da alumina (óxido de alumínio). Nesse sentido, a
alta afinidade do alumínio pelo oxigênio pode ser considerada uma
desvantagem. Em contrapartida, essa mesma afinidade confere
resistência a corrosão bastante alta, graças à criação de uma película
de óxido de alumínio, aderente e insolúvel, que impede a
continuidade da oxidação. Além disso, essa camada de óxido é
extremamente dura (em sua forma cristalina chamada coríndum, o
óxido de alumínio tem dureza suficiente para ser utilizado como
abrasivo e como componente de ferramentas de usinagem – fonte:
Saint Gobain Abrasivos), e por vezes busca-se o seu espessamento
por meio de um tratamento denominado anodização. Por causa da
leve porosidade da camada, o filme anodizado pode receber
pigmentos colorantes. Quanto às propriedades elétricas, o alumínio
tem maior resistividade que o cobre, o que significa que este último é
melhor condutor; em contrapartida, a densidade do cobre é muito
maior, e a razão condutividade-peso do alumínio é superior. Portanto,
é largamente utilizado em cabos de transmissão de energia elétrica.

Vale também destacar que o alumínio é altamente reativo, e,


quando finamente pulverizado, tem potencial de utilização como
combustível sólido para foguetes, produção explosivos e mesmo no
processo de soldagem (aluminotermia, utilizada na soldagem de
trilhos, por exemplo).

Ligas de alumíno

Na condição de metal puro, o alumínio tem baixa resistência


mecânica – inferior a 90 MPa na condição de recozido – o que o
tornaria um material interessante apenas em aplicações muito
específicas. Por essa causa, adicionam-se elementos de liga, que
implementam suas propriedades mecânicas, podem possibilitar
tratamento térmico e em alguns casos aumentam a fluidez (o que é
vantajoso no processo de fundição).

Um dos maiores problemas do alumínio e suas ligas é a


porosidade por causa dos gases dissolvidos no metal fundido, dos
quais destaca-se o hidrogênio. Ao retornar ao estado sólido, a
solubilidade desses gases torna-se praticamente nula, o que forma
bolhas. Evita-se isso borbulhando nitrogênio ou um gás inerte, ou
ainda adicionando tabletes de hexacloroetano, durante o processo de
fundição.

Tratamento térmico das ligas de alumínio

O principal tratamento utilizado no alumínio e suas ligas é a


precipitação de partículas de outra fase, obstruindo assim o
movimento das discordâncias. Para que isso se torne possível, é
necessário inserir outro elemento, preferencialmente com baixa
solubilidade no alumínio a temperatura ambiente. O caso mais usual
é a utilização de cobre, e abaixo é mostrado o diagrama de fases da
liga Al-Cu:
Para exemplificar, supõe-se agora que uma liga alumínio-cobre
contendo 5% desse último elemento foi aquecida até 550°C, o que
garante que todo o cobre estará dissolvido no alumínio. Após sofrer
resfriamento brusco (por exemplo, em água), a solução apresenta
supersaturação de cobre, o qual em situações normais teria
solubilidade restrita a cerca de 0,2%. Posteriormente, ocorre a
migração natural dos átomos de cobre, iniciando a formação de uma
nova fase segregada, mas que ainda é coerente com a matriz
original. Com o passar do tempo, a nova fase se precipita, agora
incoerente. Os parâmetros de rede não mais coincidem com os da
matriz e forma-se um cotorno de grão. Um dos aspectos mais
interessantes desse processo é que a liga tratada possui resistência
mecânica superior à não tratada, porém sem alterações na
capacidade de elongamento. Ou seja, a fase segregada dificulta o
deslizamento dos planos cristalográficos, mas não altera o quanto
eles podem se deslocar.

Se, ao invés disso, a liga fosse resfriada lentamente também


haveria a formação do precipitado CuAl2, porém com granulação
muito mais grosseira. O resultado seria um material com baixa
resistência mecânica, pois o percentual de cobre que permaneceria
na matriz supersaturada seria de apenas 0,2%, frágil devido às
extensas partículas de CuAl2 (um composto cristalino frágil), e sem
um agente bloqueador de discordâncias – afetando também a
resistência mecânica.

Se a estrutura temperada da liga é mantida em temperatura


ambiente, observa-se que a resistência e dureza aumentam
gradualmente até atingirem um valor máximo, em aproximadamente
seis dias. Após esse período, nenhuma mudança apreciável das
propriedades ocorre. A estrutura obtida do resfriamento brusco – uma
fase supersaturada de cobre - não é uma estrutura de equilíbrio na
temperatura ambiente, e tal elemento será rejeitado da solução
assim que forem dadas as mínimas condições para formar as
partículas de CuAl2. Esse estágio jamais será alcançado à
temperatura ambiente, pois a difusão dos átomos de cobre na matriz
de alumínio é muito lenta. Entretanto, certo movimento acontece, e
os átomos de cobre tomam posição entre os átomos de alumínio em
um princípio de formação de nova fase. Esses núcleos possuem
microestrutura distinta do resto da matriz, porém ainda são coerentes
e contínuos com ela e causam distorção. Isso efetivamente bloqueia o
movimento das discordâncias e o limite de escoamento é aumentado.
Uma melhoria de propriedades mecânicas acima das obtidas
pelo envelhecimento natural é adquirida por meio do revenimento da
liga em temperaturas próximas de 200°C por um período curto. Esse
tratamento é especificamente chamado de precipitação, e aumenta a
quantia dos precipitados pela aceleração da taxa de difusão. Contudo,
se a temperatura ou tempo de tratamento não forem rigorosamente
controlados, a fase coerente pode reverter-se em precipitado
totalmente incongruente e descontínuo. O resultado é a queda da
dureza e da resistência mecânica.