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Centro Universitário Ritter dos Reis Curso: Elaboração de TCC Professora: Lia Lima Hallwass
Centro Universitário Ritter dos Reis
Curso: Elaboração de TCC
Professora: Lia Lima Hallwass

UNIDADE 2 TCC. POR ONDE COMEÇAR?

DO PROBLEMA DE PESQUISA AO REFERENCIAL TEÓRICO 1

Toda pesquisa científica começa pela formulação de um problema e objetiva buscar a solução do mesmo. O problema da pesquisa costuma ser apresentado geralmente na forma de uma proposição interrogativa direta (GIL, 2010; RUDIO, 2011).

Formulação do Problema

Embora a formulação do problema pareça, às vezes, cansativa e monótona, ela é exigência imprescindível e condição fundamental para que possam surgir as outras etapas do método. Sem uma formulação bem feita do problema, não se sabe que solução se procura e consequentemente é impossível encontrá-la. Formular o problema consiste em dizer de maneira explícita, clara e operacional com qual dificuldade nos defrontamos e que pretendemos resolver, limitando seu campo e apresentando suas características. Isso já foi dito, mas também deve se dizer que o objetivo da formulação do problema é torna-lo individualizado e inconfundível.

Além de conter essas características (RUDIO, 2011), a formulação do problema deve possuir as qualidades seguintes: (i) enunciar uma questão cujo melhor modelo de solução seja uma pesquisa. Por essa razão, não se faz pesquisas sobre problemas cujas razões são conhecidas. Exemplo: “quantos dias tem o ano civil?”; (ii) apresentar uma questão que possa ser resolvida por meio de processos científicos. Assim, não se fazem pesquisas sobre temas

cujas respostas são impossíveis de se encontrar, de provar. Exemplo; “qual a cor das asas dos anjos?”; e (iii) ser factível tanto com relação à competência do pesquisador quanto à disponibilidade de recursos. Por isso, um estudante não deva se propor a investigar um tema que envolve um montante alto de recursos ou um tão complexo que exija conhecimento de

um perito

Isso talvez seja recomendado para uma instituição de renome.

Então, de forma prática, cabem algumas reflexões que cabem a alguém que deseje lançar-se em uma pesquisa. São elas (GIL, 2010; RUDIO, 2011):

Esse problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?

O problema é suficientemente relevante para justificar a pesquisa?

É um problema original? A pesquisa é factível? (exequível)?

Tenho competência para planejar e executar o estudo?

1 Elaborado pela professora Lia Hallwass, como material de apoio no Curso para Elaboração de TCC, proposta à comunidade acadêmica do Curso de Bacharelado em Administração do UniRitter, a partir de 2016/1.

Os dados que a pesquisa exige podem ser obtidos?

É possível chegar a uma conclusão valiosa?

Há recursos financeiros? Há tempo para realizar o trabalho?

O problema é adequado para mim? Serei persistente?

Objetivos. Pra quê? E como defini-los?

O problema também pode ser apresentado sob a forma de objetivos, o que também contribui para a operacionalização da pesquisa. Para definir de maneira adequada os objetivos, é necessário que o problema apresente as características apresentadas nas seções anteriores (RUDIO, 2011). ATENÇÃO! Os objetivos devem ser iniciar com verbos de ação.

Tenhamos como exemplo o problema “Que barreiras sociais dificultam a participação da mulher no mercado de trabalho?” (GIL, 2010). Trata-se de um problema formulado com clareza e objetividade, mas para prosseguir na pesquisa é necessário que se torne mais específico e que seja delimitado a uma dimensão viável. É preciso determinar o universo a ser abrangido pelo estudo. Nele não está claro se refere-se ao país ou ao mundo ou a uma região específica; não está claro se serão tratados um ou vários setores econômicos ou segmentos; também não está claro em qual contexto de tempo esse trabalho está inserido.

Vamos de novo, e se o problema for reconstruído e se transformar em “Com que barreiras sociais se deparam as mulheres as mulheres para ascender a funções gerenciais no setor bancário no estado de Minas Gerais na segunda década do século XXI?” Esse problema poderia ser apresentado sob a forma de objetivos: (i) verificar o nível de participação das mulheres em funções gerenciais no setor bancário do estado de Minas Gerais na segunda década do século XXI; (ii) identificar barreiras sociais à ascensão de mulheres a funções gerenciais nesse setor; (iii) verificar a relação entre a participação de mulheres em funções gerenciais e características das instituições bancárias que as empregam.

Os objetivos podem ser mais especificados mediante análise mais aprofundada do problema. Poderia até mesmo conduzir à definição de um objetivo geral e alguns específicos. Contudo, é importante que eles sejam claros e precisos, iniciando com verbos de ação, como verificar, investigar, descrever, avaliar, analisar; verbos como pesquisar, entender e conhecer não são adequados, pois não trazem clareza e precisão aos objetivos.

Nisso, temos o objetivo geral e os específicos.

O objetivo geral está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com

o conteúdo intrínseco, quer dos fenômenos e eventos, quer das ideias estudadas. Vincula-se

diretamente à própria significação da tese proposta pelo projeto. Deve iniciar com um verbo de ação.

Veja um exemplo de objetivo geral:

Desenvolver um modelo científico de estúdio de produção em rádio, para ser utilizado como referencial básico para novas implantações e a readequação dos existentes em cursos de comunicação social, em instituições de ensino superior, visando a melhoria e otimização da organização do trabalho e usabilidade do sistema à aprendizagem.

E os objetivos específicos apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária

e instrumental, permitindo de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares.

Veja exemplos de objetivos específicos a partir do exemplo de (objetivo) geral anterior:

a) Formular, a partir de um estudo analítico, um referencial teórico-prático sobre as características estruturais, funcionais, morfológicas, diacrônicas e sincrônicas dos estúdios, principal e de gravações, utilizados por emissoras de radiodifusão profissionais;

b) Desenvolver uma metodologia aplicada à implantação de estúdios de produção em rádio em cursos de comunicação social.

Veja outras considerações sobre objetivos:

Quando a pesquisa tem o objetivo de conhecer: apontar, citar, classificar, conhecer, definir, descrever, identificar, reconhecer, relatar;

Quando a pesquisa tem o objetivo de compreender: compreender, concluir, deduzir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, interpretar, localizar, reafirmar;

Quando a pesquisa tem o objetivo de aplicar: desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar, otimizar, melhorar;

Quando a pesquisa tem o objetivo de analisar: comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar, investigar, provar, ensaiar, medir, testar, monitorar, experimentar;

Quando a pesquisa tem o objetivo de sintetizar: compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, produzir, propôr, reunir, sintetizar;

Quando a pesquisa tem o objetivo de avaliar: argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar.

Veja também o quadro abaixo com alguns verbos operacionais que podem ajudar na construção dos objetivos de pesquisa.

Nível de conhecimento/saber

 

Nível de saber-fazer

Apreciar

Explicar

Calcular Construir Consertar Desenvolver (método) Diagnosticar (manutenção) Executar Gerenciar (informática) Instalar Integrar Dominar Localizar Montar (uma operação) Modelar Organizar (um posto) Praticar Preparar Realizar Reparar Tratar Transformar Utilizar

e

todos os verbos técnicos.

Analisar

Identificar

Escolher

Julgar

Citar

Listar

Classificar

Medir

Comparar

Opor

Controlar

Provar

Descobrir

Reconhecer

Descrever

Redigir

Definir

Reagrupar

Demonstrar

Repertoriar

Nomear

Resolver

designar

Selecionar

Diferenciar

Estruturar

Distinguir

Traduzir

Estimar

Transpor

Avaliar

Verificar

Hipóteses ou Suposições

Se o problema é uma questão proposta para ser discutida e resolvida pelas regras da lógica e de outros meios de que se dispõe, as hipóteses podem ser consideradas antecipações de respostas ou soluções provisórias ao problema. No entanto, o pesquisador não pode apenas adivinhar, fazer suposições gratuitas e/ou emitir opiniões superficiais, mas deve realizar um processo onde busca, examina, prova a solução e ao qual se denomina pesquisa científica. A investigação é realizada de forma a confirmar ou refutar tais hipóteses.

Sendo o problema configurado de forma interrogativa, as hipóteses seriam em forma afirmativa. Se em um laboratório um cientista pergunta-se “A droga X cura a doença Y?” está propondo uma questão a respeito de uma droga (ou de uma doença, conforme o contexto). Para esta questão existiriam duas hipóteses possíveis: (a) a droga X cura a doença Y; e (b) a droga X não cura a doença Y. Ambas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Por isso, surgem as hipóteses.

Em geral, sob a perspectiva positivista ou neopositivista, uma hipótese carece de testagem não raramente estatística. As hipóteses normalmente são redigidas no capítulo que apresenta o problema (introdução), mas as informações referentes ao como serão testadas são prestadas no capítulo da metodologia.

A seguir são exemplos de Fernanda Cruz Perrone Kasznar (VERGARA, 1998) e de Claudia

Marquesi Prata (VERGARA, 2007).

Problema:

Até que ponto o desejo de aceitação pelo grupo social influencia o indivíduo na compra de produtos de informática?

Suposição:

O desejo de aceitação pelo grupo social atua como fonte motivadora significativa para o

indivíduo na compra de produtos de informática.

Problema:

Que medidas podem ser adotadas pelo Banco do Brasil no atendimento a seu público externo no sentido de proporcionar-lhe satisfação?

Suposição:

Embora, como nos alerta Albrecht (1992), seja perigoso levantar suposições quando se trata de conhecer o cliente, presumimos que as medidas a seguir relacionadas poderão ser incluídas entre aquelas que nossa pesquisa possa identificar:

Melhoria das instalações dos setores de atendimento;

Melhor equacionamento dos sistemas tecnológicos de apoio desses setores;

Maior ênfase no treinamento de pessoal de contato direto com o público;

Adoção de atividades anti-estresse para esse pessoal;

Aumento do número de funcionários, visando a diminuir o tempo de espera;

Aumento do horário de atendimento.

A escolha do tema da pesquisa

O tema é um assunto sobre o qual se deseja provar ou desenvolver. Musicalmente, o

tema constitui-se no motivo ou ponto de partida de um trecho musical. No estudo que vamos fazer, não interessa saber somente que o tema da pesquisa indica um assunto, pois isso pode ser vago, mas o importante é a elaboração que se realiza, para que ele se torne concreto, determinado, preciso, de forma bem caracterizada e com limites definidos. Se alguém dissesse, por exemplo, que quer fazer uma pesquisa sobre delinquência juvenil, por exemplo, estaria apresentando um assunto, mas não definindo com precisão um tema de pesquisa.

Para transformar um assunto geral em um tema de pesquisa, é necessário observarmos

a realidade, lermos sobre o assunto. Se no mesmo exemplo, alguém dissesse que vai pesquisar

delinquentes juvenis, estaria indicando os elementos do campo de observação (a população), de maneira ainda vaga. Se complementar dizendo que interessa-se mais particularmente por crimes cometidos, estaria começando a estabelecer as variáveis a serem observadas. Disso, precisa ter uma visão do conjunto do campo de observação. Para isso é necessário estabelecer, então, as unidades de observação e variáveis que interessam à pesquisa (RUDIO,

2011):

a. População: a quem se vai observar, indicando idade, sexo, escolaridade, entre outras.

b. Local: onde a população será observada;

c. Circunstâncias: quando a população será observada; e

d. Variáveis: especificidades que podem delimitar a pesquisa ou contribuir para seus resultados.

Usando o caso da pesquisa dos delinquentes juvenis, podemos ter: (A) População:

jovens delinquentes distribuídos por faixa etária, sexo, escolaridade e tipo de delinquência; (B) Local: casas de detenção e similares da cidade de São Paulo que abrigam delinquentes juvenis e toxicômanos; (C) Circunstâncias: cometeram delinquência sob efeito de haxixe; (D) Variáveis: uso de haxixe e prática de homicídio com uso das mãos ou instrumentos brancos. E assim, definidos os elementos do campo de observação, com suas respectivas unidades de observação e variáveis relevantes para a pesquisa, podemos enunciar o tema do estudo:

“Influência de tóxicos em crimes de homicídio cometidos por delinquentes juvenis na cidade de São Paulo”. Mesmo simples, podemos entender que cada termo utilizado no tema/título tem um significado na pesquisa.

O esforço de elaboração de um tema de pesquisa não tem como resultado final apenas

o enunciado formal de uma proposição, mas é oportunidade de nos familiarizarmos com os

termos e logo com o tema. Ao mesmo tempo em que delimita o campo de observação e seus limites. Ao mesmo tempo, um enunciado bem feito pode ser considerado um excelente ponto de partida, pode transformar a ideia ou intuição do pesquisador na possibilidade de uma pesquisa real.

Delimitação do Estudo

A delimitação do estudo refere-se à moldura que o autor coloca em seu trabalho. É

quando o pesquisador decide o que vai ficar dentro e o que vai ficar fora. A delimitação não pode ser confundida com universo e amostra da pesquisa, pois ela trata das fronteiras concernentes a variáveis e pontos que serão considerados e pesquisados.

Veja os exemplos de Walter Facó Bezerra (VERGARA, 1998) e de Rosângela Vianna Alves (VERGARA, 2007).

Problema:

Que instrumento pode permitir avaliar a eficácia do Fundo de Desenvolvimento de Programas Cooperativos ou Comunitários (Fundec) de Infraestrutturas Rurais?

Delimitação do Estudo:

Entre as inúmeras variáveis que podem revelar o grau de eficácia do Fundec, o estudo está circunscrito fundamentalmente àquelas que traduzem a qualidade de vida da população, inclusive quanto ao aspecto de aperfeiçoamento da vida comunitária. Desse modo, será dada ênfase a variáveis concernentes à infraestrutura econômica e social, bem como às relacionadas ao apoio institucional, ao esporte e ao lazer. Entre as primeiras são aqui destacadas: escolas, postos de saúde, abastecimento de água, sistema de esgoto, vias de transporte e comunicação.

Problema:

Até que ponto a teia da conjuntura nacional desencadeou as mudanças no padrão organizacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no período entre 1990-1998, baseando- se no padrão organizacional da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP)?

Delimitação do Estudo:

Este estudo pretende abordar à luz da teoria dos sistemas dinâmicos (CAPRA, 1996) o processo de mudança organizacional ocorrido na FGV no período de 1990-1998. Para tanto, fixa-se a atenção no estabelecimento da configuração que determina as características essenciais do sistema antes e depois da reestruturação, bem como nas relações processuais da mudança. A estrutura, embora apresentando caráter secundário no estudo, também será necessário foco, uma vez que pode ser entendida como a incorporação física do padrão do sistema.

O estudo ficará restrito ás relações internas da EBAP, que formam um subsistema de

dinâmica própria que, no entanto, dependem das interações com o sistema maior, a FGV. Não serão objeto de estudo os processos de reestruturação ocorridos no interior das demais unidades constituintes da FGV. As possíveis alterações no clima e cultura organizacionais decorrentes do processo de mudança também não serão alvo de estudo, pelo menos a princípio. No que concerne ao período escolhido, a delimitação deve-se a dois motivos: 1990 foi o ano em que desencadeou o processo de reestruturação da FGV; e 1998 é o tempo-limite para que se possam acessar dados e concluir o estudo no tempo previsto.

Relevância do Estudo (ou Justificativa)

E, para fechar esta parte, toda pesquisa deve conter uma justificativa, nem sempre tão

científica (GIL, 2010; RUDIO, 2011). O interesse de um pesquisador por um tema (justificativa) pode ser motivado por uma curiosidade intelectual, desejo de ampliar o conhecimento científico, tentativa de resolver uma questão de ordem prática, ganho financeiro, etc. Os motivos podem ser variados, mas para que a pesquisa tenha valor científico, é necessário ser fundamentada e realizada através de método próprio e técnicas.

Relevância do estudo é a resposta que o autor dá a seguinte questão: “em que o estudo

é importante para a área do conhecimento em estudo, para a sua atuação profissional ou

acadêmica ou para a sociedade em geral?” Em outras palavras, o autor justifica a escolha do seu tema, apontando contribuições de ordem prática ou ao estado da arte na área. Não é raro

o autor investir em um enfoque pessoal para a justificativa do tema, o que é correto, pois ele teve naturalmente uma inclinação para ter escolhido determinado tal tema; o que não é adequado são os discursos sobre acessibilidade que beiram ou, pior, deixam transparecer um toque de “não quis ir mais longe porque aqui era mais fácil e seguro” do que correr atrás de algo que eu realmente queria fazer.

A seguir os exemplos de Koffi Djima Amouzou e de João Luiz Gondomar de Oliveira

(VERGARA, 2007).

Problema:

Como solucionar os principais estrangulamentos do sistema de transporte urbano das grandes cidades da África Ocidental?

Relevância do Estudo:

Os governos da África e, particularmente da África Ocidental, enfrentam atualmente o desafio de se desenvolver e buscar níveis de qualidade de vida similares aos de países economicamente avançados. Todavia, esse desenvolvimento deve incluir necessariamente um adequado sistema de transporte urbano que permita às populações das cidades exercerem facilmente, em tempo normal e sem risco, suas atividades cotidianas de trabalho, educação e lazer. Atualmente, não há um sistema de transporte adequado e coerente com o crescimento da população e ao surgimento de atividades modernas que são levadas a efeito em áreas bem afastadas da casa do cidadão e que lhe exigem um sistema de deslocamento rápido. Muitas vezes ocorre que para resolver esse problema [trânsito interurbano entre grandes cidades], os administradores públicos são obrigados a tomar decisões de maneira rápida, sem qualquer pesquisa específica que lhes permita analisar as causas do problema. Isso gera consequências como conflito entre motoristas e usuários do transporte coletivo, entre motoristas e pedestres, polícia e moradores. Esses conflitos sociais decorrem inclusive do aumento do preço do transporte, ao estacionamento dos meios de transporte e à congestão, causada pelo aumento do número de veículos em trânsito, e que causa um ciclo de perda de tempo no trânsito. Outro reflexo é o deslocamento de pessoas a pé por longas distâncias. Essa população que transita a pé fica exposta à poeira, à poluição, ao risco de acidentes, à insolação e, além disso, faz com que perca sua energia andando ao invés de usá-la no trabalho. Isso provoca de modo geral efeitos na economia global do país, devido

à baixa renda do trabalhador, redução de rendimento do estudante, redução de tempo de lazer, etc. Por isso, um estudo que dê tratamento especial à questão de um sistema racional de transporte urbano, coerente com a modernização dos países da África Ocidental, certamente contribui para um desenvolvimento durável e para a melhor qualidade da vida futura dos habitantes, similar à dos países economicamente desenvolvidos.

Problema: Quais os fatores considerados motivacionais pela Geração X, considerando os funcionários do Banco
Problema:
Quais
os
fatores
considerados
motivacionais
pela
Geração
X,
considerando
os
funcionários do Banco Central do Brasil (Bacen)?
Relevância do Estudo:
Admitido o poder da motivação no desempenho profissional dos funcionários de
qualquer empresa, possuir instrumentos para provocar tal motivação passa a ser um dos
principais objetivos perseguidos por seus gestores. No entanto, primeiro é preciso saber o
que buscar. No que diz respeito ao objeto do presente estudo, identificar os fatores
motivacionais que possam impulsionar os funcionários do Bacen no desempenho de suas
tarefas é primordial para a gestão. Além de poder auxiliar a curto prazo na formulação de
políticas de recursos humanos do Banco, o estudo, por lançar um olhar prospectivo à
questão, poderá também auxiliar a médio prazo. Convém lembrar que muito em breve a
Geração X comporá de forma majoritária a força de trabalho do Bacen. Segundo o
Departamento de Planejamento do Banco do Brasil (Depla), até o ano de 2010, o quadro
pessoal da autarquia será praticamente composto por funcionários que ingressaram em
1990, ou seja, a Geração X. Subsidiariamente, este estudo também poderá contribuir para
avaliar possíveis mudanças na cultura organizacional.
Considere-se ainda que estudos que forneça subsídios para mais adequadamente
administrar o Bacen, em razão do amplo alcance de suas atividades na economia do país,
são de interesse de nossa sociedade que deve, cada vez mais, exigir serviços de qualidade.

Definição dos Termos Principais do Trabalho

A definição de termos se refere a uma pequena lista de termos-chave do estudo (palavras-chave). Eles normalmente são dadas no início do trabalho, logo abaixo do resumo, e contribuem para reforçar sobre quais pontos o estudo se refere e, ainda, para facilitar a busca pelo trabalho em bancos específicos (como o Scielo), pois esses termos funcionam como filtros.

Importante registrar que, mesmo expostos no começo do trabalho, tais termos devem ser explicados em seu decorrer, de forma referenciada, como se fosse um dicionário. Isso por que muitas vezes a palavra utilizada pode ter vários significados e, para o leitor, é importante saber qual deles [significados] foi preferido pelo pesquisador.

Inobstante, é importante comentar também que os termos definidos do início do trabalho devem ter relação com o trabalho em si. O que isso significa, que elas não são condenadas a constar apenas abaixo do resumo, sozinhas e abandonadas, mas são as palavras de ordem do trabalho que está sendo construído, isto é, são os conceitos que norteiam a escrita do referencial teórico.

Seguem exemplos de definição de termos propostos por Geraldo Gonçalves Júnior (VERGARA, 1998) e de Humberto Falcão Martins (VERGARA, 2007).

Título do projeto:

Sistemas de informações automatizadas: uma análise crítica de sua eficácia.

Definição de termos:

Eficácia: capacidade de consecução de um objetivo determinado. Banco de dados: coleção abrangente e organizada de dados armazenados em meio físico, com objetivo de minimizar ou evitar a duplicidade de informação. Sistema de informações eletrônico: conjunto de metodologias, técnicas e aplicações de informática voltadas para a automatização de procedimentos organizacionais.

Título do projeto:

A relação flexibilidade e modelo de gestão: uma análise de experiências recentes de flexibilização na administração pública brasileira.

Definição de termos:

Flexibilidade: capacidade de autodefinição de regras de gestão frente a determinadas situações. Modelo de gestão: conjunto de variáveis, como estrutura organizacional e de liderança, padrão de comunicação, concepções de planejamento e controle que definem como uma organização é estruturada e gerida. Administração Pública: gestão dos interesses públicos por meio da prestação de serviços públicos como educação, saúde, segurança, etc.

Referencial Teórico, com Base nos Termos Principais

Referencial teórico é o capítulo onde são apresentados os estudos já realizados sobre o tema, um ponto de partida conceitual sobre o assunto. É uma revisão da literatura, em que o autor revisa o acervo de teorias referentes e suas críticas, como também [revisa] as pesquisas realizadas na área de interesse.

É nesse capítulo que o pesquisador revela suas preocupações, dialoga com os autores

base e outros pesquisadores sobre suas teorias e seus achados, inclusive, considerando as divergências e pontos frágeis das teorias, e indica suas predileções sobre determinado autor, definição, etc. Essas fontes podem ser encontradas em obras (livros), periódicos, teses, dissertações, artigos, relatórios de pesquisa, na mídia eletrônica, em revistas, etc.

É relevante ler os autores da área. Contudo, impressões mais atuais e até menos

científicas podem mostrar que o pesquisador preocupou-se com a evolução do tema ao longo do tempo. E tudo deve estar referenciado sob o risco de o esforço ser considerado plágio. Isso requer sinalizar o autor, o ano, o nome do artigo, o ano da busca na internet, usar aspas ou recuo quando for citação literal e inserir o número da página onde o autor fez a afirmação (conforme o número de linhas, maior ou menos de três linhas) (veja a transcrição literal abaixo como exemplo), etc. Enfim, há normas para essas ações. E tudo o material citado dentro do trabalho automaticamente deve constar nas referências bibliográficas.

O referencial teórico tem também outros objetivos. Por exemplo:

a) permitir que o autor tenha maior clareza na formulação do problema de pesquisa;

b) facilitar a formulação de hipóteses e de suposições;

c) sinalizar para o método mais adequado à solução do problema;

d) permitir identificar qual o procedimento mais pertinente para a coleta e tratamento dos dados, bem como o conteúdo do procedimento escolhido;

e) fornecer os elementos para interpretação dos dados que foram coletados e tratados. (VERGARA, 2007, p. 35-36)

E talvez para se atender essas funções, o referencial precisa ser equivalente ao nível de leitura e de escrita do pesquisador, respeitando seu modo de escrever: alguns mais diretos; outros mais prolixos; outros mais poéticos; e assim por diante. No entanto, considerando que estamos tratando de uma redação, temos que respeitar as regras de português e de gramática, tanto quanto as normas técnicas estabelecidas.

O

referencial

teórico

permite,

por

questões

de

organização

do

pensamento,

subcapítulos ou títulos, cada qual com seu respectivo nome.

Há mais o que dizer sobre o referencial teórico? De modo geral, sim. Há algumas dicas para elaboração do referencial teórico que merecem ser mencionadas. Como exemplos:

Palavras ou expressões estrangeiras devem ser escritas em itálico. Não use aspas as para transcrições literais;

Números cardinais até nove devem ser escritos por extenso; a partir daí em algarismos. Essa regra tem uma exceção: se a frase começar por números, escreva-os sempre por extenso;

reserve-

Nomes derivados de pensadores sempre vão em letras minúsculas (o pensamento marxista, a geometria euclidiana). Isso serve para nomes próprios;

Dê um espaço maior entre os parágrafos, configurando o espaço entre eles. Isso descansa a vista do leitor;

Evite grifar palavras inteiras, escrevê-las em negrito, sublinhado ou em maiúsculas no meio do texto. Não é educado;

Use notas de rodapé sempre que quiser informar ao leitor algum conceito ou significado que não for essencial para o trabalho. Explicações desse tipo no texto testam a linha de raciocínio do autor e do leitor;

Evite o uso da expressão etc. Ela é muito ampla e deixa escapar a precisão que se busca em um trabalho acadêmico;

Na primeira em que uma abreviatura ou sigla é utilizada/apresentada no trabalho sempre deve estar acompanhada de seu significado. Depois pode ser usada normalmente;

Sempre que uma sigla formar um acrônimo deve ser escrita com letras maiúsculas e minúsculas (Petrobras, Unesco). Caso contrário, deve utilizar apenas letras maiúsculas (FGV, DNER, IBGE).

“Outras dicas você descobrirá na leitura atenta de diferentes e competentes autores

Provavelmente, eles lhe provocarão insights que tornarão seu trabalho mais agradável de ser lido” (VERGARA, 2007, p. 45).

[

].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2010. RUDIO, F. V. Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica. 39. Ed. Petrópolis: Vozes, 2011. SILVA, C. R. de O. Metodologia e Organização do Projeto de Pesquisa (Guia Prático). Fortaleza: Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet/CE), 2004. VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 2. Ed. São Paulo: Atlas,

1998.

 

,

S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 9. Ed. São Paulo: Atlas,

2007.