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Conceitos e fundamentos da Educação a Distância

Sumário

1. Introdução

2. Conceituando EAD

3. A EAD e as TIC

4. Contexto Histórico

5. Evolução EAD

6. O EAD no Brasil

7. Legislação EAD

8. O Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB

9. A EAD no contexto atual

9.1.

Modelo Instrucional

9.2.

Modelo Interativo

9.3.

Modelo Colaborativo

10.

A Educação Online e Novas Educações

11.

Principais Agentes na EAD - UNUEAD

12.

Referências

INTRODUÇÃO

Para iniciar este curso, buscamos apresentar algumas informações relevantes para aqueles que estão começando suas atividades nos cursos a distância e no uso de ambientes virtuais.

nos cursos a distância e no uso de ambientes virtuais. Como as tecnologias tem impactado nas

Como as tecnologias tem impactado nas nossas vidas? O que é educação a distância (EAD)? Quais as suas características? Que possibilidades e desafios nos apresenta essa modalidade de ensino com o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC)? Qual o contexto histórico da EaD no Brasil e no mundo? Qual a situação atual da EAD? Que leis respaldam a EAD no Brasil? Quais as dificuldades da implementação da EAD no Brasil? Ela ajudará a diminuir a exclusão social e digital? Quem é o novo professor que surge com a EAD? E o aluno virtual? Como avaliar na EAD? Como reconhecer cursos de qualidade.

Quando se fala em EAD há mais perguntas que respostas. Essas são algumas questões que nos instigam a pensar e tentar compreender o contexto da educação a distância [1] na contemporaneidade. Convidamos você para refletir sobre essas questões e dialogar com os colegas e professores no fórum O contexto da EAD.

Estamos vivenciando um enorme avanço tecnológico que vem facilitando a difusão de conhecimentos [2] e contribuindo para a transmissão da informação de forma abrangente e veloz. A utilização dos computadores nas ciências em geral tem trazido grandes mudanças em diversas áreas, como comércio, indústria, medicina. Na ciência, a computação automatizada permitiu medições e comparações que nunca foram possíveis antes. Na medicina, na indústria, processos repetitivos foram informatizados, minimizando o erro humano e também liberando o trabalho de tarefas insalubresdo ponto de vista da autorrealização pelo trabalho.

Nestas áreas, saltos enormes foram dados.

Precisamos, portanto, nos preparar para lidar, da melhor forma possível, com as tecnologias deste novo cenário. Uma dessas tecnologias é a Internet (sem dúvida alguma a de maior impacto), que apresenta um crescimento assustador e vem se espalhando pelos cantos mais distantes do planeta. A Internet possibilita uma comunicação universal com suas características de interatividade [3], hipertextualidade [4] conteúdo multimídia, ampla disponibilidade e baixo custo. (PROGED, 2008)

As atuais descobertas científicas e o avanço tecnológico vêm obtendo cada vez mais participação no cotidiano dos indivíduos. Esta nova realidade se reflete nas relações profissionais nas quais, a cada dia, torna-se mais presente o uso de tecnologias digitais [5]. Esta disseminação vem gerando uma grande quantidade de informações, que tem colaborado para o surgimento de novas técnicas e procedimentos em uma velocidade impressionante.

São novos saberes, hábitos e valores que se estabelecem e começam a emergir de forma significativa em vários campos, com o surgimento de tecnologias da informação e comunicação. É emergente a mudança na educação, que tem duplo desafio nesse processo: o de vencer a crise dentro das diversas modalidades de ensino e o de superar as carências de estudos, formação continuada de professores e inclusão digital de professores e alunos.

Nesse contexto, observa-se um incremento substancial na demanda por educação permanente e continuada, fazendo com que o sistema presencial de ensino seja insuficiente para atender à demanda.

de ensino seja insuficiente para atender à demanda. Nessa perspectiva, a educação a distância (EAD) [6]

Nessa perspectiva, a educação a distância (EAD) [6] é cada vez mais vista no cenário da educação brasileira como um caminho/possibilidade de democratização da educação, que pode responder ao desafio da formação continuada e do acesso à educação em todas as regiões do país. Um dos elementos essenciais nos cursos a distância é a comunicação [7], pois é por meio da interatividade que o processo de ensino e aprendizagem se estabelece. Com o avanço da tecnologia torna-se viável a utilização de novos meios de comunicação na EAD, superando tecnologias como correio postal, rádio, telefone e televisão [8]. Esses meios vêm sendo substituídos (ou ressignificados) por recursos interativos e colaborativos que possibilitam a criação e implantação de novos espaços de aprendizagem.

Dessa forma, a educação a distância que utiliza os recursos e interfaces da internet [9] tem contribuído para a disseminação de novas formas de ensino-aprendizagem mediadas pelo uso das tecnologias. A riqueza dos ambientes virtuais [10], colocados a serviço da educação, enriquecem os processos de construção e difusão do conhecimento, mas trazem também novos desafios.

É preciso ter clareza que a EAD é uma modalidade de ensino mediada por diversos processos comunicacionais e tecnológicos e, por isso, também apresenta dificuldades e necessidades específicas para sua implementação com qualidade. São dificuldades culturais, metodológicas, econômicas, sociais.

Dessa forma, é importante observar os diversos aspectos pertinentes ao ambiente educacional [11] que configuram a qualidade da educação: formação docente, metodologia, infraestrutura, material didático, tecnologias utilizadas, sem esquecer da influência dos fatores psicológicos e sociais presentes nas relações de ensino e aprendizagem de qualquer

modalidade de ensino. CONCEITUANDO EAD A educação a distância é uma modalidade de ensino que

modalidade de ensino.

CONCEITUANDO EAD

A educação a distância é uma modalidade de ensino que vem sendo utilizada há muito tempo. A formação a distância é representada, em geral, pela distância física do aluno e do professor. Muitas tecnologias já foram (e ainda são) utilizadas na EAD: correspondência, rádio, TV, videoconferência, Internet. O avanço tecnológico trouxe novos horizontes para a educação a distância. Santos (2005) apresenta o conceito de educação online, que, segundo a autora, é um advento da cibercultura [12] e ressignifica o conceito de distância, pois possibilita a interatividade, a construção colaborativa, ou seja, além de aprender com o material, o participante aprende na dialógica com outros sujeitos envolvidos.

As práticas da EAD tradicional estão pautadas na comunicação em massa, onde o polo emissor está separado do polo receptor. Na educação online o polo emissor é liberado e todos são potencialmente autores. Durante o curso você terá a oportunidade de ler e discutir mais sobre o assunto.

O termo Educação a Distância [13], pode ser entendido como uma modalidade que apresenta um conceito de sala de aula ampliado, com associação de espaço/tempo que ultrapassa a ideia de espaço físico e tempo determinado.

Caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. (Decreto nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005 [14]).

EAD é o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Apesar de não estarem juntos, de maneira presencial, eles podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CDROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

o CDROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. EAD é o processo de ensino-aprendizagem mediado

EAD é o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Apesar de não estarem juntos, de maneira presencial, eles podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CDROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

o CDROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. VOCÊ SABIA? A oferta de cursos na

VOCÊ SABIA?

A oferta de cursos na modalidade a distância tem se configurado com um grande nicho de mercado, por isso presenciamos muitas instituições privadas expandindo os cursos em EAD e chegando a todos os cantos do país. O Governo

Federal também tem investido nos últimos anos em cursos a distância através das universidades públicas e do sistema Universidade Aberta do Brasil [15].

A EAD E AS TIC

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) [16] na EAD podem ajudar a diminuir a distância entre as pessoas, pois exigem mais comunicação entre alunos e professores. As potencialidades dessa modalidade de ensino são muitas, entre elas, destacamos a possibilidade de democratização da educação, em especial, a formação inicial e pós-graduação. Segundo Lévy (1999, p. 169) [17] "os sistemas educativos encontram-se hoje submetidos a novas restrições no que diz respeito a quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes", apesar da velocidade do crescimento das ofertas.

Na EAD, é importante levar em conta tanto o conteúdo/informação disponibilizados, quanto a construção e difusão do conhecimento, observando a diversidade regional do grupo, a formação social dos sujeitos, dentro de um processo educativo que fomente a construção de novos saberes com base na interatividade e na participação de todos

(alunos, professores, gestores, comunidade

).

Dessa forma, relacionasse a EAD na contemporaneidade a ambientes interativos e colaborativos, favorecendo o processo ensino-aprendizagem centrado no aluno. Segundo Dias (2001, p. 28), nesses ambientes o processo de construção do conhecimento compreende a interação entre pares, a avaliação e a cooperação, salientando a mudança do foco na interação professor-aluno para as relações entre os membros dos grupos. É possível, com a utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem desenvolver práticas pedagógicas mais cooperativas e colaborativas, além de ser um espaço de encontro de pessoas e produção de novos saberes. Permite, também, o exercício da autoria [18], já que nos espaços online a expressão através da escrita significa fazer parte do curso, estar presente no ambiente.

A partir dessa perspectiva, entendesse que a EAD precisa ser pensada, visando a busca da construção de posturas

críticas e criativas, desenvolvendo uma atitude investigativa e fundamentada na produção de conhecimento (PRETTI; ARRUDA, 2004 apud RICCIO, 2006, p. 32). Em outras palavras, pode-se dizer que no contexto da EAD existe uma "mudança" nos papéis presenciados [19] na educação: "o aluno deixa de ser um receptor passivo e torna- se responsável por sua aprendizagem, com direito a trabalhar em ritmo individualizado sem perder, no entanto,

a possibilidade de interagir com seus pares e com seu professor" (OLIVEIRA, 2003, p. 34). O professor deixa de ser "o dono do saber e o controlador da aprendizagem, para ser um orientador que estimula a curiosidade, o debate e a interação com os outros participantes do processo" (Id, p. 34).

com os outros participantes do processo" (Id, p. 34). CONTEXTO HISTÓRICO Muitos autores estabelecem períodos

CONTEXTO HISTÓRICO

Muitos autores estabelecem períodos divergentes para o surgimento da EAD. A principal razão destas divergências está no reconhecimento de certas técnicas e/ou tecnologias como parte do processo de Contexto Histórico EAD. A "pré- história", ou "marco zero", da EAD seria composta pelas diversas formas de disseminar o conhecimento sem a necessidade do contato direto entre as partes envolvidas. Isto passa a acontecer no momento que o homem utilizasse da linguagem escrita para registrar suas ideias, transmitindo-as mesmo sem a presença do autor, a exemplo das Cartas de Platão.

A evolução da escrita viria no século XV com a invenção da imprensa por Johannes Guttemberg, na Alemanha. Este fato

revoluciona a educação na época, quando grande parte do ensino era feita por meio da leitura de livros manuscritos, muito raros e caros, tornando-se privilégio das elites. É interessante observar a reação dos professores e escolas da época, que resistiram à inserção do livro impresso no ambiente de ensino, temendo a substituição do professor pelo livro, já que os alunos poderiam aprender sozinhos e em casa (ALVES, 2001).

No contexto histórico [20], a EAD apresentou diferentes fases ou gerações. Diversos autores sugerem três outros quatro períodos como marcos referenciais para o avanço da EAD, considerando a utilização da tecnologia no processo de mediação pedagógica.

VOCE SABIA? A partir da escrita como meio de propagação de informação, podemos destacar ainda

VOCE SABIA?

A partir da escrita como meio de propagação de informação, podemos destacar ainda as Epístolas de São Paulo como uma intencional

estratégia de Educação a Distância, onde se pretendia transmitir, às comunidades cristãs da Ásia Menor, informações sobre como conviver

em um ambiente não

favorável a sua crença

religiosa. Para saber mais leia:

PETTERS, O. A educação a distância em transição. São Leopoldo:

UNISINOS, 2003.

EVOLUÇÃO EAD

Segundo Ropoli (et al, 2002) a história da EAD [21] tem diferentes fases: A primeira fase da EAD é definida como a geração textual (1890 a 1960), que caracterizou-se pelo estudo por correspondência. Vale destacar que nessa geração a interatividade era escassa ou não existia entre as partes, pois era baseada numa atitude isolada, de autoaprendizagem, apenas com o uso do material impresso. Geralmente estava orientada em um guia de estudos com exercícios escritos e tarefas a serem realizadas e enviadas pelos correios. Naquela geração, a EAD tratava fundamentalmente de atingir uma parcela da população que não tinha outra possibilidade de acesso à educação (por motivos geográficos, falta de escolas próximas, entre outros).

A segunda geração, conhecida como geração analógica (1960 a 1980), teve início com o surgimento das universidades abertas; a primeira no Reino Unido em 1969. Essa geração fundamentava-se em oferecer uma segunda oportunidade de formação a uma grande parcela da população adulta, que não tinha acesso à educação quando em idade escolar.

que não tinha acesso à educação quando em idade escolar. A grande contribuição daquela fase da

A grande contribuição daquela fase da EAD foi que o foco não estava apenas no

material impresso, mas no trabalho de forma sistêmica, uma vez que se combinavam

encontros presenciais, sessões periódicas de tutorias, transmissão de material gravado através

de rádio e de televisão, assim como envio de videoteipes. Além desses pontos, aquela geração

estava respaldada por uma instituição pública que expedia a titulação oficial. A utilização desse material pelas universidades abertas, propiciou uma transição para uma nova fase na qual, em conjunto com os materiais dos cursos transmitidos por TV, ou enviados por formatos

de videoteipes, acrescentou-se a interação por meio de telefone, satélite, cabo.

A partir da década de 90, surge a terceira geração de cursos a distância, marcada pela utilização de ambientes virtuais, baseados no uso do computador e da Internet. Essa fase possibilitou a comunicação de forma síncrona

e/ou assíncrona [22] (chats, fóruns, listas de discussão e outros). Os trabalhos desenvolvidos nessa geração, de certa forma, permitiram a universalização do aprendizado devido aos avanços tecnológicos Vale ressaltar, que esses avanços viabilizam a interação entre alunos e professores que supera a “distância social, bem como a “distância geográficae o "tempo". Porém, ainda estamos falando dos recursos da web 1.0, ou seja, os sites tinham o objetivo informativo de modo que os usuários não tinham nenhuma autonomia sendo apenas consumidoresdas informações.

sendo apenas “ consumidores ” das informações. Atualmente, vivenciamos a quarta geração de EAD,

Atualmente, vivenciamos a quarta geração de EAD, caracterizada pelo uso de banda larga [23], que possibilita estabelecer e manter interação dos participantes de uma comunidade de aprendizagem com maior qualidade e rapidez. Essa geração tem ao seu dispor: teleconferência, web conferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, blogs, wiki, plataformas de ambientes virtuais com interação multidirecional entre alunos e tutores.

com interação multidirecional entre alunos e tutores. A partir dessa atual configuração da educação a

A partir dessa atual configuração da educação a distância evidenciasse a demanda por formação de profissionais para atuarem nos cursos online. Um dos grandes desafios das Instituições de Ensino Superior (IES) e das políticas públicas voltadas para a EAD é a formação de formadores. Para atender aos novos contextos da

educação online é necessário rever os paradigmas educacionais [24], contemplar outro perfil de aluno (aluno virtual) desejoso de aprender com a utilização das tecnologias da informação e comunicação(TIC).

Os investimentos devem ser coerentes com as exigências da atualidade, a fim de vivenciar transformações compatíveis com as mudanças decorrentes da sociedade contemporânea. Entretanto, é necessário que a promoção da educação a distância esteja voltada também para os quatro pilares da educação, definidos pela Unesco que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. as mudanças decorrentes da sociedade contemporânea. Entretanto, é necessário que a promoção da educação a distância esteja voltada também para os quatro pilares da educação, definidos pela Unesco [25] que são:

aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Dessa forma, também em EAD faz-se necessário implementar política educativa diversificada, que garanta o cumprimento desses pilares, respeite os direitos individuais, eduque para uma cidadania consciente e ativa, dando resposta aos desafios das sociedades do conhecimento.

EAD NO BRASIL

A partir da década de 70 vários países começaram a criar universidades públicas para oferecerem cursos a distância com o objetivo de atender, com custo mais baixo, trabalhadores que necessitavam de qualificação. Países como Inglaterra, Alemanha e Espanha conseguiram obter, depois de longa experiência, um bom padrão de qualidade nos seus programas.

um bom padrão de qualidade nos seus programas. A EAD no Brasil não se desenvolveu como

A EAD no Brasil não se desenvolveu como nos países europeus e nos Estados Unidos, ficando sobre esta uma imagem de educação de qualidade A EAD no Brasil duvidosa, sem compromissos com a aprendizagem.

Naquela época, o Brasil não investiu na educação a distância, apenas criou alguns programas que utilizavam essa modalidade como o Projeto Minerva, que visava incrementar a formação geral das populações pouco escolarizadas, e o Logos, voltado à formação de professores leigos (1973-1990) (GATTI e BARRETO, 2009).

Esta conotação negativa da EAD no Brasil também é comum a outros países da América Latina, onde se costuma pensar que não é possível a educação sem a presença física do professor. Isto se deve em grande parte à falta de continuidade dos projetos de EAD implantados na América Latina até hoje (NUNES, 1992), além da falta de critérios e normatização de atos legais por parte dos governos para a montagem, execução e avaliação de tais cursos.

para a montagem, execução e avaliação de tais cursos. VOCÊ SABIA? O contexto da EAD no

VOCÊ SABIA?

O contexto da EAD no Brasil tem seu marco inicial com a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (posteriormente rádio do MEC) em 1923, por Roquete Pinto. Em sua programação transmitia programas de literatura, de radiotelegrafia, de telefonia, de línguas, literatura infantil e sobre outros assuntos de interesse comunitários, ou seja, deu-se início a programas de EAD por rádio difusão.

Em 1936, com o Instituto Rádio Técnico Monitor, começam a surgir programas direcionados ao ramo da eletrônica. Posteriormente em 1941 foi fundado o Instituto Universal Brasileiro (IUB) [26], que tornou-se o maior difusor de cursos profissionalizantes, assim como foi um dos pioneiros na EAD em nosso país, dedicado, especialmente, a cursos de formação radio técnicos a distância.

No decorrer do processo histórico da EAD no Brasil, podemos destacar, o início dos anos 1960, com a Diocese de Natal (Rio Grande do Norte) que criou as escolas radiofônicas, que deram origem ao Movimento de Educação de Base MEB [27], cuja “preocupação básica era alfabetizar e apoiar os primeiros passos da Educação de milhares de jovens e adultos, principalmente da região Norte e Nordeste do Brasil. O projeto foi desmantelado pela ação do governo pós 1964(NUNES, 1992).

pela ação do governo pós 1964 ” (NUNES, 1992). Nos anos 70, o destaque esteve com

Nos anos 70, o destaque esteve com o Projeto Minerva, vinculado ao Ministério da Educação, Fundação Padre Anchieta e Fundação Padre Landell de Moura (FEPAM), fundamentados na Lei nº 5.692 que enfatizava a educação de adultos. O projeto Minerva era transmitido em rede nacional, por emissoras de rádio e emissoras de televisão, e seu objetivo era preparar alunos para os exames supletivos de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial.

Este programa foi implementando como uma solução a curto prazo aos problemas de desenvolvimento econômico do país, já que visava preparar mão-de-obra para fazer frente ao desenvolvimento e à competição internacional. No entanto, teve severas críticas devido ao baixo índice de aprovação (cerca de 77% dos inscritos não conseguiam obter o diploma).

Já em 1978, a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e a Fundação Roberto Marinho, fundaram o Telecurso 2º Grau e em 1981 o Telecurso 1º grau. Em 1995, os dois programas foram substituídos pelo Telecurso 2000.

Em 2008, mais uma mudança, o programa passou a ser chamado de Novo Telecurso. Essa de denominação não é mais utilizada. Atualmente, o programa e a política pública são chamados apenas de Telecurso.

Em 1991, iniciou o Programa Um Salto para o Futuro, em parceria com o governo Federal, as Secretarias de Estaduais de Educação e a Fundação Roquete Pinto, este foi um programa destinado à formação de professores.

A partir de 1993, multiplicam-se congressos e seminários sobre EAD, atraindo um número grande de pessoas, passando a ser assunto obrigatório na agenda dos educadores.

a ser assunto obrigatório na agenda dos educadores. E em 1995, o Governo Federal, cria a

E em 1995, o Governo Federal, cria a Subsecretaria de Educação a Distância. Nesse mesmo ano, marca também o lançamento da TV Escola, programa concebido e coordenado pelo MEC, em âmbito nacional. O objetivo principal do programa é o aperfeiçoamento e valorização dos professores da rede pública e a melhoria da qualidade de ensino, por meio de um canal de televisão dedicado exclusivamente à educação. O lançamento do programa foi em caráter experimental, em 4 de setembro de 1995, operando definitivamente a partir de março de 1996.

1995, operando definitivamente a partir de março de 1996. PARA REFLETIR É notório que neste contexto

PARA REFLETIR

É notório que neste contexto histórico viveu-se a etapa do ensino por correspondência, passou-se pela transmissão radiofônica, e posteriormente televisiva. Os processos atuais na EAD fazem uso de novos meios tecnológicos: da telemática à multimídia, da internet à telefonia móvel. O que nos reserva o futuro?

Em 27 de maio de 1996 foi criada a Secretaria de Educação a Distância SEED pelo Decreto nº 1.917. Entre as principais ações da SEEC estavam o canal TV Escola e Proinfo Programa Nacional de Informática na Educação. A SEED foi extinta em maio de 2011 e os seus programas e ações serão vinculadas a novas administrações conforme Decreto nº 7.480 de 16 de maio de 2011.

No Brasil, a educação a distância assumiu várias formas, mas a partir da década de 70 é que efetivamente ampliou-se a sua oferta com a teleducação. No final do século, a partir do consenso de que um país com a dimensão e as características do nosso teria que romper com as amarras do sistema convencional e tentar buscar alternativas de garantir a educação inicial e continuada como direito de todos, a EAD toma novo fôlego.

Novos programas são concebidos, a exemplo do da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e da Escola Técnica Aberta do Brasil (eTec Brasil). O grande desafio do momento é garantir qualidade à EAD. Acredita-se que o avanço das políticas públicas educacionais e as tecnologias de informação e comunicação têm um papel fundamental na intensificação e apoio aos cursos a distância e para atingir os objetivos da

um sistema integrado de instituições públicas para, utilizando do

UAB, que são:

ensino a distância; levar ensino superior até municípios brasileiros que não contam com

oferta ou cujos cursos ofertados são insuficientes para atender à população." O programa

Escola Técnica Aberta do Brasil tem também um objetivo de "

ensino técnico público por meio de uma rede nacional de escolas de ensino profissionalizante, na modalidade a

distância." (MEC, 2007)

escolas de ensino profissionalizante, na modalidade a distância." (MEC, 2007) " formar democratizar o acesso ao

"

formar

democratizar o acesso ao

VOCÊ SABIA? No caso dos cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico, o

VOCÊ SABIA?

No caso dos cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico, o credenciamento é realizado junto ao M inistério da Educação. Após a solicitação de autorização de funcionamento dos cursos que a instituição pretende oferecer, o processo é analisado pela Secretaria de Educação Superior, por uma Comissão especialista na área do curso e por especialistas em educação a distância. Desta forma, o trâmite é o mesmo aplicado aos cursos presenciais.

LEGISLAÇÃO EAD

é o mesmo aplicado aos cursos presenciais. LEGISLAÇÃO EAD Desde a definição da EAD enquanto modalidade

Desde a definição da EAD enquanto modalidade de ensino na Lei de Diretrizes e Bases LDB 9394\96, passando pelas metas do Plano Nacional de Educação, até a criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em 2006, são várias as ações normativas e de execução que vão incorporando a EaD ao contexto educacional brasileiro.

Em 3 de abril de 2001, a resolução nº 1 [28], do Conselho Nacional de Educação estabeleceu as normas para o funcionamento de cursos da pós-graduação lato e stricto sensu.

A LDB lei nº 9.394 [29] foi regulamentada pelo Decreto nº 5.622 publicado no D.O.U (Diário Oficial da União) de 20 de dezembro de 2005.

Decreto nº 5.773 [30] de 9 de maio de 2006 dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação, inclusive dos casos referentes à oferta de cursos na modalidade a distância.

Decreto nº 6.303 [31] de 12 de dezembro de 2007 altera alguns dispositivos dos Decretos 5.622 e 5.773. Em 6 de junho de 2006 através do Decreto nº 5.800 [32] é instituído o Sistema Universidade Aberta do Brasil.

No decorrer dos anos outras bases legais direcionadas a EAD foram discutidas e regulamentadas no cenário nacional:

Portaria Normativa nº 2 [33], de 10 de janeiro de 2007, que dispõe sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância.

Portaria Ministerial nº 4.361 [34], de 29 de Dezembro de 2004, que normatiza os procedimentos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior (IES).

Portaria Ministerial nº 4.059 [35], de 10 de Dezembro de 2004, que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial.

Portaria Normativa nº 10 [36], de 02 de julho de 2009, Fixa critérios para dispensa de avaliação in loco e dá outras providências. (avaliação institucional polos).

Portaria Normativa nº 7 [37], de 22 de Junho de 2009, dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES.

Com base nessas regulamentações foram adotados alguns critérios para os níveis de ensino: Para a educação básica, de acordo com o Art. 2º do Decreto nº 2.494/98 [38], os cursos a distância com certificação ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos, de ensino médio, da educação profissional e de graduação são oferecidos por intermédio de instituições públicas ou privadas especificamente credenciadas para esse fim.

Quanto à oferta de cursos a distância, o Decreto nº 2.561/98 [39] vem delegar competências às autoridades integrantes dos sistemas de ensino, na qual trata o Art. 8º da LDB, em que promove os atos de credenciamento de instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições.

Dessa forma, as propostas de cursos nesses níveis, passam a ser encaminhados ao órgão do sistema Municipal ou Estadual, com exceção as instituições vinculadas ao sistema Federal de ensino, em que o credenciamento deverá ser realizado diretamente pelo Ministério da Educação.

Quanto a pós-graduação a distância, a possibilidade de cursos de mestrado, doutorado e especialização a distância, é descrita no Art. 24 do Decreto 5.622/05 [40], tendo em vista o dispositivo no § 1º do art. 80 da Lei nº 9.394/96, de 1996, que determina que os cursos de pós-graduação stricto sensu a distância serão oferecidos exclusivamente por instituições

disso, estabelece que esses cursos devem incluir,

necessariamente, provas presenciais e defesa presencial de monografia ou trabalho de conclusão de curso.

credenciadas para tal fim pela União. Além

Além dessas especificações quanto aos níveis de ensino, pode-se ressaltar a questão dos diplomas e da certificação dos cursos a distância emitidos por instituições estrangeiras. De acordo com o Art. 6º do Decreto 2.494/98 [38], os diplomas e certificados de cursos a distância emitidos por instituições estrangeiras, para terem validade nacional, devem ser reconhecidos e registrados por universidades brasileiras que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior ou em área afim. No entanto, percebesse que, ao longo dos anos, a discussão em torno das bases legais da EAD no cenário nacional se fez uma constante, na busca de regulamentá-la.

É importante visitar o site do MEC, onde consta toda regulamentação da EAD no Brasil [41]. para a educação básica, educação superior e educação profissional, pós-graduação e emissão de diplomas e certificados de cursos a distância. No site da Associação Brasileira de Educação a Distância ABED [42] encontrasse uma compilação da legislação brasileira sobre EAD por estado da federação

[43].

brasileira sobre EAD por estado da federação [43]. SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - UAB O

SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - UAB

O Sistema Universidade Aberta do Brasil foi criado pelo MEC em 2005 tendo como objetivo expandir e interiorizar a

oferta de cursos e programas de educação superior no país através da modalidade a distância, além de ampliar o acesso

educação superior pública levando tais cursos às diferentes regiões do país. Para começar, vejam abaixo uma entrevista com Carlos Bielschowsky.

à

O

Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) não propõe a criação de uma nova instituição mas sim, a articulação das

existentes, possibilitando levar ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros que não possuem

cursos de formação superior ou cujos cursos ofertados não são suficientes para atender a todos os cidadãos.

A UAB tem como prioridade a formação de educadores, por meio do estímulo à articulação e integração de um sistema

nacional de educação superior, formado por instituições públicas de ensino superior (IES), em parceria com estados e municípios brasileiros. Nesta parceria, as IES são responsáveis pelo desenvolvimento e oferta dos cursos, enquanto os estados e municípios são responsáveis pela estruturação e manutenção dos polos presenciais.

O MODELO UAB

A figura abaixo mostra o modelo geral do funcionamento da UAB:

figura abaixo mostra o modelo geral do funcionamento da UAB: Atualmente a UAB é um programa

Atualmente a UAB é um programa da Diretoria de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior [44] (DEDCAPES).

A EAD NO CONTEXTO ATU AL

No contexto das discussões em torno da Educação a Distância a questão da comunicação e da interação é entendida como aspecto fundamental para o sucesso dessa modalidade de educação. Nessa perspectiva, surgem os ambientes virtuais de aprendizagens [49], com recursos que potencializam a interatividade nos processos educativos.

No contexto atual da EAD algumas mudanças são A EAD no contexto atual evidentes, porém, são mudanças que vão desde a troca do suporte midiático (da apostila impressa para um site na internet) até propostas inovadoras que potencializam as possibilidades do ciberespaço [50], com a ideia de uma educação para liberdade. Nesse sentido a EAD possui algumas especificidades, e, portanto, necessita estar fundamentada em propostas que promovam a interação, a colaboração e a cooperação dos alunos entre si, não apenas com acesso a informações e conteúdos mas, sobretudo com trocas, discussões, compartilhamento de experiências fazendo parte do processo de aprendizagem.

de experiências fazendo parte do processo de aprendizagem. PARA REFLETIR Vale ressaltar que a utilização dos

PARA REFLETIR

Vale ressaltar que a utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem por si só não garantem uma modificação da lógica da "transferência de conhecimento". É necessário que a proposta pedagógica definida para uso destes ambientes supere esta lógica da transmissão- recepção; já que estes espaços possuem como característica própria à interatividade [51], a possibilidade de interconexão entre sujeitos das diversas partes do globo, a troca de informações e a construção de trabalhos coletivos. Tais atividades fazem parte de um mundo sem fronteiras, com muitas possibilidades abertas a serem exploradas.

Assim, serão abordadas as características de alguns modelos perceptíveis na educação a distância, cuja fundamentação é feita pela categorização dos modelos trazidos por Ropoli et al (2002).

modelo instrucionaldos modelos trazidos por Ropoli et al (2002). O modelo interativo O modelo colaborativo O MODELO

O

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MODELO INSTRUCIONAL

O modelo instrucional apresenta como base a transmissão de informação e conteúdo, prevê pouca participação do professor ou tutor e não utiliza estratégias colaborativas no processo de aprendizagem. Na realidade este modelo caracteriza-se por ser autoexplicativo, acompanhado de textos escritos de forma dialógica, testes online, com interface bem elaborada e com elementos gráficos.

Apresenta como característica própria não explorar a utilização de espaços colaborativos para troca de informações e experiência. Os conteúdos são transmitidos para um aluno passivo, que não tem a possibilidade de questionar ou interferir na informação recebida. Em outras palavras, pode-se dizer que neste prevalece a educação bancária, centrada no conteúdo, sem uma proposta de interatividade ou colaboração.

MODELO INTERATIVO

MODELO INTERATIVO Outro modelo de cursos a distância é o modelo interativo. Este apresenta como característica

Outro modelo de cursos a distância é o modelo interativo. Este apresenta como característica principal uma forte participação do professor ou tutor e a presença de atividades planejadas de forma a acompanhar o desempenho dos alunos. A intervenção do professor surge como forma de auxiliar o aprendizado e, nesse contexto, existe muita discussão e participação dos alunos. O conteúdo pode trabalhar os principais conceitos, abordando-os de forma simples e objetiva, de modo a explorar questões que incentivem a interação de todos.

Além disso, existe a possibilidade de explorar materiais complementares, instigando a iniciativa dos alunos de buscar novas informações, e, até mesmo, trazendo questões para colocar aos colegas do grupo. Nesse sentido, os conteúdos apresentados têm o objetivo de envolver e são desenvolvidos no decorrer do curso, a partir de opiniões e reflexões dos participantes e com as ideias formuladas nas áreas de discussão.

MODELO COLABORATIVO

Já o último modelo associado aos cursos a distância no contexto atual, o colaborativo, prevê atividades colaborativas como estratégias de aprendizagem. O professor é um auxiliador do processo de interação entre as comunidades que se formam no processo educativo. Nesse sentido, destaca-se o papel do professor como orientador e desafiador, numa perspectiva em que, este deixa de ser apenas um provedor de informações e passa a ser um gerenciador de entendimento.

Quanto ao conteúdo a ser trabalhado nesse modelo, o destaque está associado a propostas de desafios, que venham incentivar a discussão e a produção do conhecimento no grupo de estudo. Vale ressaltar que, para promover a colaboração, torna-se necessário prever a formação de turmas de modo que os alunos possam interagir, visando trocas de informações, experiências e expectativas, propondo soluções e aprimorando o conhecimento.

Nas experiências que visam à construção colaborativa, cada sujeito passa a participar efetivamente da produção de conhecimento, saindo da condição de receptor passivo, e passando a valorizar seus conhecimentos e experiência de vida. Nessa perspectiva emerge uma educação para a cidadania, com sujeitos que constroem, modificam, buscam a sua cidadania, são co-autores em seu processo de aprendizagem.

Este último modelo é mais condizente com a perspectiva da EAD no contexto da cibercultura, onde emergem possibilidades de comunicação multilateral com todos; de uma educação hipertextual e não linear, em que cada sujeito tem a possibilidade de fazer suas escolhas e construir os caminhos mais adequados à sua formação; de uma educação que promova a multivocalidade, em que cada voz pode ser a sua própria ou a do outro e não mais apenas daquele que detêm o poder; com possibilidade de autoria, de abertura de conteúdos, de acesso como liberdade.

A EDUCAÇÃO ONLINE E NOVAS EDUCAÇÕES

Ao falar em educação online [52], entende-se que com o advento das tecnologias, esta apresenta-se no contexto da EAD como uma oportunidade de atingir um público maior e diferenciado. Nesse sentido, faz-se necessário pensar em educação a distância, de forma a associar a uma concepção metodológica pautada na interação e na construção do conhecimento de forma colaborativa, enfatizando que o aprendente é o centro do processo.

Como o uso intensivo das tecnologias da informação e comunicação ampliou-se a ação da EAD, de modo a intensificar o processo de ensino-aprendizagem, ficou mais evidente a necessidade de maior autonomia e autoria por parte dos sujeitos envolvidos, por meio da interlocução entre os sujeitos, o ambiente e as tecnologias. Assim, traz-se para esse contexto a questão da interatividade com os ambientes virtuais de aprendizagem, potencializando atividades com práticas colaborativas, com espaços de escritas hipertextuais e que tem marcado de forma significativa a educação online.

Segundo Lévy (1994), a interatividade [53] pode ser compreendida como a possibilidade dos sujeitos participarem ativamente, interferindo no processo com ações, reações, intervindo, tornando-se receptor e emissor de mensagens que

ganham plasticidade, permitindo a transformação imediata. Em outras palavras, pode-se dizer que a interatividade cria novos caminhos, novas trilhas, novas possibilidades, fazendo valer as escolhas dos sujeitos.

Além disso, pode-se destacar também os conceitos relacionados à educação online, no sentido de superar a lógica do uso das TIC's apenas como instrumento e/ou ferramentas, para que possam ser entendidas como fundamento, integrando o contexto de ensino-aprendizagem, numa perspectiva de que Educação online e Novas Educações não basta introduzir nesse contexto a presença das TIC ou mesmo todos os recursos midiáticos para se alcançar uma nova

uma vez que essa presença,

educação. Segundo Pretto (1996, p.112) é necessário repensá-la em outros termos. ( por si só, não garante essa nova educação.

)

Pode-se pensar, portanto, em novas educações, onde torna-se necessário "retomar a discussão sobre o que se entende como sendo usos dessas tecnologias e quais as possibilidades para a educação, seja ela presencial ou a distância" (BONILLA E ASSIS, 2005). Além disso, essas mesmas autoras complementam afirmando que ao pensar em "novas educações", significa pensar em ampliar a participação na produção e circulação de conhecimento. Sendo assim, torna- se fundamental buscar as possibilidades e potencialidades do uso dessas tecnologias, como elementos carregados de conteúdos, como representantes de uma nova forma de pensar e sentir(PRETTO, 1996, p.115).

Essa educação está fundamentada numa perspectiva de aprendizagem [54] na dimensão de Redes, que acontece de forma paralela, integrante e integrada com o conjunto das atividades, possibilitando a multiplicidade de troca, o acesso a conteúdos em diversos formatos, com o prolongamento do tempo de discussões, e, sobretudo, estreitando a fronteira entre o virtual/presencial. Isso trará possibilidades para que as TIC possam estruturar ambientes colaborativos de aprendizagem e não apenas ser tomadas como meras fontes de consumo de informação.

Em suma, pode-se dizer que esse processo desencadeia alguns nós previamente delineados, com novas e constantes possibilidades. Que nesse caminho, o fundamental é poder estabelecer conexões e construir coletivamente. Vale destacar, que essa concepção não se resume em mais um novo modelo pedagógico, pois se for pensado dessa forma estará limitando tais possibilidades e sujeitando os aprendentes ao lugar de receptores.

PRINCIPAIS AGENTES NA EAD - UNUEAD

PROFESSOR CONTEUDISTA

O professor conteudista é o responsável pela produção do material didático de determinada disciplina ou curso. Ele tem as seguintes atribuições:

I. adequar conteúdos, materiais didáticos, mídias e bibliografia utilizados para o desenvolvimento do curso à

modalidade de educação a distância;

II. adequar e disponibilizar, para o coordenador de curso, o material didático nas diversas mídias;

III. revisar a linguagem do material didático desenvolvido para a modalidade de educação a distância;

IV. participar e/ou atuar nas atividades de capacitação desenvolvidas na UnUEAD;

V. participar de grupo de trabalho que foca a produção de materiais didáticos para a modalidade de educação a

distância;

VI. desenvolver pesquisa de acompanhamento das atividades de ensino desenvolvidas nos cursos na modalidade a

distância e publicar os resultados da pesquisa em eventos, seminários, congressos, artigos e publicações próprias

da instituição e/ou outras.

PROFESSOR FORMADOR

O professor formador, a partir do material didático desenvolvido pelo professor conteudista, é o responsável por planejar a disciplina e participar das atividades de docência a ela relacionadas. Ele tem as seguintes atribuições:

I. participar da equipe multidisciplinar da UnUEAD para o desenho instrucional da disciplina, o desenvolvimento da

metodologia, inclusive a de avaliação da aprendizagem e a formatação no ambiente virtual de aprendizagem.

II. desenvolver as atividades docentes juntamente com os coordenadores, tutores e demais colaboradores, mediante

o uso dos recursos e metodologia previstos no plano de ensino;

III. auxiliar e acompanhar as atividades acadêmicas de todos os colaboradores atuantes nas disciplinas,

especialmente,

a orientação dos tutores presenciais e dos tutores a distância para a consecução de suas

atividades;

IV.

supervisionar e orientar de forma detalhada os tutores nos casos em que eles estejam com dificuldades no

atendimento aos alunos;

V. orientar os alunos quando os tutores não conseguirem realizar o atendimento;

VI. apresentar ao coordenador do PIC, ao final da disciplina ofertada, relatório de desempenho dos estudantes e do

desenvolvimento da disciplina.

TUTOR

O professor tutor na educação a distância é responsável por fazer a mediação entre você, o professor formador e os conteúdos, acompanhando toda a sua trajetória durante o curso. O tutor o motivará e o ajudará a não se sentir sozinho; ele estará disponível para esclarecer suas dúvidas, receberá as atividades de aprendizagem e irá orientá-lo sobre a melhor forma de estudar. Ele tem, ainda, as seguintes atribuições:

I. supervisionar e ser o moderador nas discussões;

II. supervisionar os projetos individuais e em grupo;

III. dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre o seu progresso;

IV. manter registros dos alunos;

V. ajudar os alunos a gerenciar seu estudo;

VI. responder ou encaminhar questões administrativas;

VII. responder ou encaminhar questões técnicas;

VIII. responder ou encaminhar questões de aconselhamento;

IX. representar os alunos perante a administração;

X. avaliar a eficácia do curso.

VOCÊ (a razão de ser do curso = o ALUNO)

O aluno sempre é a razão maior de qualquer curso. Para um curso a distância, é preciso desenvolver algumas características que são essenciais e compõem o perfil do estudante na EaD. Para isso, é importante que você tenha as seguintes posturas:

I. Confie em você e desenvolva a capacidade de autoaprendizagem e de autoavaliação. Desenvolva sua autonomia.

Seja curioso, aprenda a procurar, localizar, gerir e analisar criticamente a informação disponível e a avaliar o

desenvolvimento de sua aprendizagem.

II. Interaja com os colegas, tutores e professores, pois, a interação com outros é fundamental para a aprendizagem.

III. Aprenda a exercer o espírito crítico e autocrítico.

IV. Dê valor ao estudo e às tarefas a serem cumpridas.

V. Elabore e cumpra um programa de gerenciamento pessoal, fazendo boas escolhas, escolhendo boas estratégias e

gerindo corretamente seu tempo, sua agenda e sua própria conduta.

VI. Abrace o curso com força e dedicação.

Acreditamos que você poderá planejar seu método próprio e estabelecer suas estratégias de estudo. A sua organização, interação, dedicação e disciplina de trabalho são elementos essenciais para o sucesso em um curso na modalidade a distância.

REFERÊNCIAS

UFBA. C urso M oodle para P rofessores - 2012. Disponível em <http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php? id=130503>. Acesso em 21 mar. 2013.