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SOLUÇÕES TAMPÃO:

Capacidade Tamponante

Profa. Dra. Solange Maria Cottica

O efeito da diluição de um tampão

Se a solução tampão não é muito diluída, o pH só depende da relação C a /C b e de K a . O pH não se altera significativamente por diluição do tampão com água.

Se a solução já é diluída ([ ]<10 -3 mol/L), uma posterior diluição alterará ligeiramente o pH ao tornarem consideráveis os valores de C a [H 3 O + ] e C b + [H 3 O + ], introduzindo elevado erro no cálculo do pH.

Funcionamento do tampão

A eficiência de um tampão está restrita a uma faixa de pH

 A eficiência de um tampão está restrita a uma faixa de pH Maior eficiência :

Maior eficiência:

pH = pKa

[ácido ou base] = [sal]

Capacidade tamponante de uma

solução tampão

A eficiência de um tampão em resistir à variação de pH é maior quando a relação das concentrações de seus dois componentes é igual à unidade.

Sejam, por exemplo, três soluções tampão constituídas de diferentes misturas de ácido acético e acetato de sódio

a) Hac 0,01 mol/L e NaAc 0,0001 mol/L pH=2,74

b) Hac 0,01 mol/L e NaAc 0,01 mol/L pH=4,74

Capacidade tamponante de uma

solução tampão

Após a adição de 0,5 mL de NaOH 0,01 mol/L a 100 mL de cada uma destas soluções, os valores de pH serão:

a) pH = 2,74 → pH=2,92

b) pH = 4,74 → pH=4,744

c) pH = 6,74 → pH=7,04

Desta forma vemos que a solução (b) é a mais eficiente.

Capacidade tamponante de uma

solução tampão

A eficiência depende também das concentrações efetivas dos componentes. Sejam por exemplo duas soluções:

a) HAc 0,1 mol/L e NaAc 0,1 mol/L pH=4,74

b) HAc 0,001 mol/L e NaAc 0,001 mol/L pH=4,74

Após a adição de 0,5 mL de HCl 0,1 mol/L a 100 mL de cada uma destas soluções, os valores de pH serão:

a) pH= 4,736

b) pH=4,26

Capacidade tamponante de uma

solução tampão

Em termos quantitativos, a capacidade freadora é definida como sendo o número de

moles de base forte requerida para ocasionar

o incremento de uma unidade de pH em 1 litro de solução tampão.

Composição das soluções tampão

em função do pH

i

a

1,00

0,80

0,60

0,40

0,20

0,00

Distribuição das espécies HiB α 0 α 1 pH = pKa 0,0 1,0 2,0 3,0
Distribuição das espécies HiB
α 0
α 1
pH = pKa
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0

pH

α 0 = [HAc]/Ctotal α 1 = [Ac - ]/Ctotal

Ctotal = [HAc] + [Ac - ]

Composição das soluções tampão

em função do pH

i

a

1,00

0,80

0,60

0,40

0,20

0,00

Distribuição das espécies HiB α 0 α 1 pH = pKa 0,0 1,0 2,0 3,0
Distribuição das espécies HiB
α 0
α 1
pH = pKa
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
8,0
9,0
10,0
11,0
12,0
13,0
14,0

pH

α 0 = α 1 = 0,5 → capacidade tamponante máxima

MÉTODOS TITULOMÉTRICOS

Profa. Dra. Solange Maria Cottica

MÉTODOS TITULOMÉTRICOS

Titulometria volumétrica: envolve a medida de volume de uma solução de concentração

conhecida necessária para reagir essencial e

completamente com o analito.

Titulometria gravimétrica: difere unicamente

em relação ao fato de que a massa do reagente é medida em vez do seu volume.

TITULOMETRIA VOLUMÉTRICA

Termos importantes:

Solução

padrão

reagente

exatamente conhecida.

de

concentração

Titulação processo onde o reagente padrão é adicionado à solução de uma analito até que a reação entre os dois seja julgada completa.

Retrotitulação processo onde o excesso de uma solução padrão usado para consumir o analito é determinado por uma segunda solução padrão.

TITULOMETRIA VOLUMÉTRICA

Termos importantes:

Ponto de equivalência ponto na titulação onde a quantidade de reagente padrão adicionada é equivalente à do analito.

Ponto final da titulação momento em que uma

cor ligeiramente perceptível persistir na solução

titulada, ou algumas variações físicas associadas com a condição de equivalência.

persistir na solução titulada, ou algumas variações físicas associadas com a condição de equivalência.

TITULAÇÃO ÁCIDO-BASE, 100 anos de fortes emoções

Químicos e Engenheiros de Bioprocessos e Biotecnologia

Químicos e Engenheiros de Bioprocessos e Biotecnologia Titulando e passando do ponto desde 1917. Prof. Willian

Titulando e passando do ponto desde 1917.

Prof. Willian Vilela: http://qgifisica.blogspot.com.br/2017/01/titulacao-acido-base-100-anos-de-fortes.html

TITULOMETRIA VOLUMÉTRICA

Termos importantes:

Indicadores: frequentemente adicionados à solução de analito para produzir uma alteração física visível (o ponto final) próximo ao ponte de equivalência.

Colorímetros, turbidímetros, monitores de

temperatura, refratômetros, voltímetros, medidores de

correntes e condutivímetros também são usados para

determinar o ponto final de titulação.

TITULOMETRIA VOLUMÉTRICA

Termos importantes:

Padrão primário composto ultrapuro que serve como material de referência para os métodos titulométricos de análise.

Padrão secundário composto cuja pureza pode

ser estabelecida por análise química e que serve

como material de referência para os métodos titulométricos de análise.

TITULOMETRIA VOLUMÉTRICA

Titulometria de neutralização

Titulometria de complexação

Titulometria de precipitação

Titulometria de óxido-redução

Titulometria de Neutralização

Volumetria de Neutralização

São métodos de análise química clássica amplamente empregados para determinar quantidades de ácidos e de bases.

Volumetria de Neutralização

Exemplo

Triglicerídeos

lipase

Volumetria de Neutralização Exemplo Triglicerídeos lipase monoglicerídeo + 2 ácidos graxos A quantidade de ácido
Volumetria de Neutralização Exemplo Triglicerídeos lipase monoglicerídeo + 2 ácidos graxos A quantidade de ácido

monoglicerídeo + 2 ácidos graxos

A quantidade de ácido graxo formada devido à ação da enzima lipase é titulada com solução padrão de NaOH, usando indicador fenolftaleína.

Observação: o analito pode ser originalmente um ácido

ou uma base ou pode ser um composto que possa ser

convertido em ácido ou base.

Indicadores ácido/base

Definição

Um indicador ácido/base é um ácido orgânico

fraco ou uma base orgânica fraca, cuja forma não dissociada possui cor diferente daquela exibida por sua base conjugada ou seu ácido conjugado.

Indicadores ácido/base

Exemplo: indicador tipo ácido orgânico fraco

Hind

Cor ácida Forma não dissociada

+ H 2 0 H 3 0 + +

Ind -

Cor básica Forma dissociada

Base conjugada

Ka = [H 3 0 + ] [Ind - ] [Hind]

Forma dissociada Base conjugada Ka = [H 3 0 + ] [Ind - ] [Hind] [H
Forma dissociada Base conjugada Ka = [H 3 0 + ] [Ind - ] [Hind] [H

[H 3 0 + ] = Ka [Hind] [Ind - ]

Forma dissociada Base conjugada Ka = [H 3 0 + ] [Ind - ] [Hind] [H

Indicadores ácido/base

Exemplo: indicador tipo base orgânica fraca

In

Cor básica

Forma não dissociada

+

H 2 0

InH +

+

OH -

Cor ácida Forma dissociada

Ácido conjugado

Indicadores ácido/base

A característica de um indicador ácido/base é que

exibe coloração diferenciada em função do pH da

solução.

Podem

sintéticas.

ser

tanto

substâncias

naturais

como

Indicadores ácido/base

Fenolftaleína

Indicadores ácido/base Fenolftaleína Incolor Vermelho Teoria de Ostwald: mudança de cor de um indicador deve-se
Indicadores ácido/base Fenolftaleína Incolor Vermelho Teoria de Ostwald: mudança de cor de um indicador deve-se

Incolor

Vermelho

Teoria de Ostwald: mudança de cor de um indicador

deve-se modificações estruturais, que incluem formas

ressonantes.

Indicadores ácido/base

Faixa de pH onde ocorre a mudança de cor

O olho humano não é muito sensível a diferenças

de cor provocadas pela ação dos indicadores ácido/base quando:

0,1 > [Hind] > 10 [Ind - ]

a diferenças de cor provocadas pela ação dos indicadores ácido/base quando: 0,1 > [Hind] > 10

Indicadores ácido/base

Faixa de pH onde ocorre a mudança de cor

[H 3 0 + ] = Ka [Hind] [Ind - ]

[H 3 0 + ] = 10 Ka (máximo) ou

[H 3 0 + ] = 0,1 Ka (mínimo)

Indicadores ácido/base

Faixa de pH onde ocorre a mudança de cor

[H 3 0 + ] = 10 Ka (máximo)

pH (cor ácida) = - log 10 Ka = - log 10 log Ka pH (cor ácida) = pKa - 1

pH (cor básica) = - log 0,1Ka = - log 0,1 log Ka

pH (cor básica) = pKa + 1

Faixa de pH do indicador:

pKa 1

Exemplo: indicador com Ka = 1 x 10 -5 , pKa = 5 A mudança de cor ocorre quando o pH variar de 4 para 6.

Indicadores ácido/base

Indicadores mistos

Em alguns casos é desejável observar uma mudança de cor em um intervalo mais estreito de pH (menor do

que duas unidades de pH), o que não é possível com

um indicador comum. Então, é possível misturar dois indicadores.

Ex. Fenolftaleína e 1-naftolftaleína: altera a cor de

rosa-pálido para violeta em pH 8,9. É utilizado para titular o ácido fosfórico até o estágio diprótico, reação

que tem ponto de equivalência em pH = 8,7.

Indicadores ácido/base

Indicadores universais

É feita a mistura de indicadores a fim de permitir a observação de alteração de cor numa ampla faixa

de pH.

- Não são apropriados para análise química quantitativa, mas podem ser utilizados para

acompanhar o andamento de uma reação química.

Indicadores ácido/base

Indicadores para titulações não-aquosas:

São poucos os indicadores disponíveis para titulações

não aquosas:

Cristal violeta, vermelho de metila, 1-naftol benzeína, azul de Oracet B, vermelho de quinaldina e azul de

timol.

Recurso viável: utilizar a titulação potenciométrica.

Titulação potenciométrica

Titulação potenciométrica é um método volumétrico em que o potencial entre dois

eletrodos é medido (eletrodo de referência e

indicador) como função do volume do reagente adicionado.

Titulação potenciométrica

As titulações potenciométricas são preferidas às titulações manuais, pois são mais precisas.

São também mais facilmente adaptáveis a

automação, onde sistemas de titulação automáticos podem processar volumes de

amostra maiores com o mínimo de

envolvimento do analista.

Titulação potenciométrica

-Método utilizado para estabelecer a concentração de uma solução quando o título é desconhecido.

-Faz-se a leitura do pH (titulado) cada vez que é adicionado uma

fração de titulante.

-Cálculo da concentração.

-Faz-se a leitura do pH (titulado) cada vez que é adicionado uma fração de titulante. -Cálculo

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido forte por uma base forte

Curvas de Titulação • Titulação de um ácido forte por uma base forte 41

41

xxxxxx xxxxxx xxxxxx xxxxxx xxxxxx xxxxxx xxx
xxxxxx
xxxxxx
xxxxxx
xxxxxx
xxxxxx
xxxxxx
xxx

Pré-equivalência: calcular o pH da concentração molar do ácido que não reagiu

Equivalência: [H + ] = [OH - ]

Pós-equivalência: calcular o pH da concentração molar do excesso de base adicionado

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido forte por uma base forte

44
44

Efeito da concentração:

- Faixa

de

viragem

diminui com a [ ];

↓[

indicadores.

] limita

uso de

o

-

Curvas de Titulação

Titulação de uma base forte por um ácido forte

• Titulação de uma base forte por um ácido forte Ponto final da titulação • Pré-equivalência

Ponto final da titulação

Pré-equivalência: calcular o pH da concentração molar da base que não reagiu

Equivalência: [H + ] = [OH - ]

Pós-equivalência: calcular o pH da concentração molar do excesso de ácido adicionado

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido fraco por uma base forte

• Titulação de um ácido fraco por uma base forte • Início: pH para ácido fraco

Início: pH para ácido fraco

Pré-equivalência: forma-se uma solução tampão

Equivalência: pH de sal

Pós-equivalência: pH do excesso de base forte adicionado

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido fraco por uma base forte

Início: calcular pH para ácido fraco:

HAc ↔ Ac - + H +

Pré-equivalência: forma-se uma solução tampão, e calcula-se o pH a partir da [ácido fraco] e da [sal] na equação do Ka:

NaOH → Na + + OH - (dissociação da base) Na + + Ac - NaAc (formação do sal) → [sal] = (V base x [base])/ V total HAc + OH - ↔ Ac - + H 2 O (consumo do OH - ) → [ácido] = (n ° mol restante ácido)/ V total

Equivalência: todo HAc foi convertido em NaAc e o pH é calculado de acordo com o sal formado:

NaOH + HAc NaAc + H 2 O → [sal] = (V base x [base])/ V total → pH = 7+1/2(pKa +logCs)

Pós-equivalência: calcular o pH da concentração molar do excesso de base adicionado

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido fraco por uma base forte

48
48

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido fraco/base forte; ácido

fraco/base fraca

Efeito da força do ácido e base:

viragem

- Faixa

de

diminui com Ka e Kb;

- limita

o

uso

indicadores.

de

Indicadores ácido-base

Curvas de Titulação

Titulação

de

ácidos

fracos

por

uma

base

forte/sistemas complexos

Pontos de equivalência Efeito da força do ácido 51
Pontos de equivalência
Efeito da força
do ácido
51

Curvas de Titulação

Titulação de uma base fraca por um ácido forte

Efeito da força da base 52
Efeito da força
da base
52

Curvas de Titulação

Titulação de uma base fraca por um ácido

forte/sistemas complexos

53
53

Curvas de Titulação

Titulação de uma base fraca por um ácido forte

Curvas de Titulação • Titulação de uma base fraca por um ácido forte Efeito da força

Efeito da força da

base

Curvas de Titulação

Titulação de ácido diprótico fraco por base forte

Pontos de equivalência
Pontos de equivalência

55

Curvas de Titulação

Titulação de um ácido poliprótico com base forte

Curvas de Titulação • Titulação de um ácido poliprótico com base forte 56

Aplicações e cálculos

Padronização de ácidos fortes

Carbonato de Sódio Dois pontos finais são obtidos na titulação do carbonato de sódio. O
Carbonato de Sódio
Dois pontos finais são obtidos na
titulação do carbonato de sódio. O
primeiro corresponde à conversão
do carbonato para hidrogênio
carbonato, que ocorre
aproximadamente
em a pH 8,3; o segundo,
envolvendo a formação de dióxido
de carbono, é observado ao redor
do pH 3,8.

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Aplicações e cálculos

Conclusões importantes

As reações de volumetria de neutralização ocorrem entre um ácido e uma base, produzindo sal e água.

O pH da solução resultante no ponto de equivalência dependerá do sal formado e, portanto, da hidrólise do sal no meio aquoso.

Identificar o tipo de sal formado e sua reação de hidrólise é importante para saber se o ponto de equivalência estará em pH ácido, neutro ou básico.

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Aplicações e cálculos

Conclusões importantes

O pH que corresponde ao ponto de equivalência

permitirá escolher um indicador ácido/base adequado.

O indicador ácido/base adequado é aquele que exibe sua mudança de cor numa faixa de pH que inclui o ponto de

equivalência, permitindo, então, perceber o ponto final

da reação de neutralização.

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Aplicações e cálculos

Conclusões importantes

O acompanhamento de alterações de pH durante todo o

processo de titulação permite descrever as diferentes

curvas de titulação ácido/base sob forma gráfica.

A interpretação das curvas de titulação ácido/base permite evidenciar que a identificação do ponto final em reações que envolvem ácidos e bases fortes é bastante definida.

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Aplicações e cálculos

Conclusões importantes

A interpretação das curvas de titulação ácido/base permite

concluir que a identificação do ponto final em reações que

envolvem ácidos e bases fracas torna-se menos evidente. Deve-se,então, evitar titulação de ácidos fracos com bases fracas ou titulação de bases fracas com ácidos fracos.

Dessa forma, para titular ácidos fracos, usa-se como titulante uma solução de base forte, em concentração adequada.

Similarmente, para titular bases fracas, usa-se como

titulante uma solução de ácido forte, em concentração

adequada.

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