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Série Crescimento

AS DOUTRINAS DA GRAÇA

Roteiro de estudos para grupos de discipulado, classes de novos membros, células familiares, etc.

AS DOUTRINAS DA GRAÇA Roteiro de estudos para grupos de discipulado, classes de novos membros, células
AS DOUTRINAS DA GRAÇA Roteiro de estudos para grupos de discipulado, classes de novos membros, células

Est e livro foi publicado em inglês na Grã-Bretanha por Th e Banner of Truth '1 rust, Edinburgh, Scotland, 1991. ©John Benton e John Peet. Edição em português: © Editora Cultura Cristã, 1998. Pu- blicado com permissão.

Tradução: Arnold Bessel

Revisão: Claudete Água de Melo

Formatação: Rissato Editoração

Capa: Expressão Exata

I a edição — 1998

2 a edição — 1999

2 a reimpressão — 2000

3000 exemplares

Publicação autorizada pelo Conselho Editorial:

Cláudio Marra (presidente), Aproniano Wilson dc Macedo, Augustas Nicodcmus Eopes, Fernando Hamilton Costa, Sebastião Bueno ülinto.

Eopes, Fernando Hamilton Costa, Sebastião Bueno ülinto. CDITORÍl CULTURA CRISTÃ Rua Miguel Teles Júnior, 382/394

CDITORÍl CULTURA CRISTÃ

Rua Miguel Teles Júnior, 382/394 - Cambuci 01540-040 - São Paulo - SP - Brasil CPostal 15.136 - Cambuci - São Paulo - SP - 01599-970 Fone: (0**11) 270-7099 - Fax: (0**11) 279-1255 www.oep.org.br - cep@cep.org.br ""—-te: Haveraldo Ferreira Vargas Editor: Cláudio Antônio Batista Marra

BABEL OU JESUS?

A suposta ou verdadeira preocupação com a salvação de incrédulos moveu cruzadas no passado e movimenta muito dinheiro no presente. Parece que a salvação de incrédulos preocupa de fato a igreja.

Mas nem sempre abordamos esse tema levando em conta a opinião de Deus. As cruzadas que o digam, as do passado e muitas do presente. E como se nunca tivéssemos parado de construir a torre de Babel, desen- volvendo nosso próprio meio de levar a humanidade a Deus.

A Reforma do século XVI resgatou a autoridade da Bíblia e com ela as doutrinas da Soberania e da Graça de Deus. Mas, como as heresias pós- Reforma demonstram, precisamos sempre voltar às doutrinas da graça e de novo rejeitar Babel. Vale notar que, depois de relatar Babel, Gênesis conta sobre a iniciativa de Deus em chamar Abraão. Grande lição! Re- jeitamos Babel e nos voltamos para o chamado soberano do Deus que salva o seu povo.

Os estudos deste volume contribuem para olharmos a salvação do pon- to-de-vista de Deus, conforme expresso nas Escrituras. Nada mais in- dicado. Afinal, ele é o Deus da nossa salvação.

4

Cláudio

Marra

Editor

INTRODUÇÃO

Sempre é muito bom quando as pessoas aprendem as doutrinas da gra- ça de Deus pelo estudo da Escritura. Este, portanto, é o propósito deste manual.

Os presentes estudos surgiram em forma de uma série de sermões pre- gados em cultos noturnos na Igreja Batista da rua Chertsey, em Guildford, no outono de 1985. Posteriormente, os sermões foram ar- ranjados em forma de lições para estudos bíblicos domésticos, sendo muito bem aceitas. Ao prepararmos este material, estamos muito cons- cientes de que devemos reconhecimento a muitas pessoas — numero- sas demais para serem mencionadas — de quem aprendemos no decor- rer dos anos. Porém, desejamos reconhecer especialmente a grande ajuda obtida dos ministérios de ensino de Stuart Olyott e Dr. Roy Clements que esclareceram muitos dos assuntos abordados neste ma- nual. Acima de tudo, louvamos nosso Deus pelo tão maravilhoso evan- gelho da graça no qual podemos nos regozijar.

5

O Dr. John Benton Guildford, Surrey.

e pastor da Igreja Batista da

rua

O

Dr.

John

presbítero

da

Pett

é conferencista

igreja.

mesma

no

Guildford

College

Chertsey,

em

of Technology

e

PARTE

1

Princípios Fundamentais

ESTUDO 1

A BÍBLIA

Verificamos que há dois grandes princípios interligados sobre os quais o cristianismo bíblico está fundamentado. Na presente lição, consideraremos o primeiro deles.

Princípio 1: Toda a Bíblia e somen- te a Bíblia

Às vezes, você encontrará esse princípio, que os Reformadores tornaram famoso, escrito em latim:

Tota Scriptura:

Sola Scriptura.

famoso, escrito em latim: Tota Scriptura: Sola Scriptura. Por que precisamos da Bíblia? O Universo e

Por que precisamos da Bíblia?

O Universo e o mundo que nos cerca, criados por

Deus, revelam muitas coisas sobre Deus de um modo compreensível a pessoas de todas as línguas e culturas.

O que você acha que podemos aprender sobre Deus a partir da criação?

Leia Salmo 19.1-4.

Consulte Romanos 1.20. O que o texto diz?

Copie o versículo.

Como podemos responder àqueles que dizem: "Mostra-me Deus e então acreditarei"? (Veja Atos 14.17)

Apesar de a criação falar-nos claramente sobre Deus, deixando-nos sem desculpas para ignorá-lo, há dois problemas. Primeiro, pelo fato de a

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humanidade ter-se afastado de Deus, ela agora está insensível às mani- festações da criação sobre Deus, o Criador. Não devemos nos surpre- ender quando descrentes sustentam uma visão diferente sobre a ori- gem de nosso mundo e não aceitam o ensino bíblico. Na verdade, devíamos esperar por isso (Romanos 1.21). Leia 1 Coríntios 1.21 e 2.14. Muitas pessoas cultas não crêem (embora algumas sim!). O que esses versículos nos dizem sobre o motivo pelo qual elas não crêem?

Segundo, embora a criação fale sobre a existência e o poder de Deus, ela não fala sobre a coisa mais importante para a humanidade perdida e caída: a salvação do pecado e suas conseqüências. A criação fala o bastante sobre Deus a ponto de deixar as pessoas indesculpáveis por não acreditarem nele, mas não fala o suficiente às pessoas para habilitá- las a encontrar o Salvador. Como Romanos 10.14 esclarece esse fato?

Mas Deus, em sua graça, revelou-se em sua palavra registrada na Bí- blia, a Escritura Sagrada.

Leia os seguintes versículos:

1 Pedro 1.23-

25.

Salmo 19.7,8; Mateus 4.4;

Copie 2 Timóteo 3.15.

O que é a Bíblia?

Aprendemos de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que devemos aceitar os

39 livros do Antigo Testamento como a palavra de Deus.

tãos, seguimos a Cristo, devemos segui-lo quanto a isso também.

Para verificar como o Senhor Jesus Cristo referiu-se ao Antigo Testa- mento e como o empregou, veja Mateus 19.4-5; Marcos 7.9-13; Lucas 24.25-27; João 10.34-36. A que partes do Antigo Testamento se refe- rem esses textos?

Se, como cris-

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Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos pelos apóstolos de Cristo e seus companheiros

Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos pelos apóstolos de Cristo e seus companheiros ínti- mos. Como os escritores do Anti- go Testamento, esses homens es- creveram sob especial inspiração do Espírito de Deus, exatamente como Cristo havia prometido. Por exemplo, leia João 14.26 e 16.13. Seus escritos são postos no mesmo nível do Antigo Testamento (1 Tessalonicenses 4.8; 2 Pedro 3.16).

Consulte 2 Pedro 1.21 e 2 Timó-

O que se entende pela

inspiração do Espírito de Deus?

teo 3.16.

Toda a Escritura é para ser aceita como palavra de Deus inspirada pelo Espírito. Segundo Jesus, o Antigo Testamento é a infalível revelação de Deus ao ser humano (Mateus 5.17-18; João 17.17). Mais tarde Je- sus prometeu que aquilo que seus apóstolos escreveriam seria verdade revelada (João 14.26; 16.13). Isso significa que nós devemos aceitar toda a Bíblia, e não extrair ou escolher aquilo de que gostamos e des- cartar partes que não apreciamos ou não podemos provar imediatamente!

QUE OUTRAS INDICAÇÕES HÁ DE QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS?

Há muitos sinais "externos" da veracidade e inspiração divina da Bí- blia. Por exemplo:

— profecias cumpridas a respeito de Cristo c sua igreja;

— confirmações arqueológicas da história bíblica;

— a poderosa transformação de comunidades e nações em épocas passadas pela pregação da Bíblia.

Todavia, os cristãos têm plena certeza de que a Bíblia é a palavra de Deus, em primeiro lugar, não por essas evidências, mas pelo testemu- nho do Espírito Santo neles. Veja 1 João 2.20,27; 1 Coríntios 14:37.

1

1

As evidências externas são para que todos vejam, mas algumas pessoas

jamais chegam a perceber sua importância. Mesmo antes de algumas

evidências específicas terem aparecido, os cristãos acreditavam que a Escritura é a palavra de Deus. Confie em Deus porque ele empenha

sua palavra.

Deus é um Deus fiel que não mente (Números 23.19).

Deus é um Deus fiel que não mente (Números 23.19). O homem natural recusa-se, contrariamente a

O homem natural recusa-se,

contrariamente a toda lógica, a confiar em Deus. Mas o Espí- rito Santo convence o cristão de que Deus é fiel e que sua pa-

lavra, a Bíblia, é confiável.

SOMENT E

Tendo recebido Deus:

— não necessitamos procurar em nenhu m outro lugar para descobrir em que acreditar, como portar-nos ou como interpretar as experiências da vida;

de

a Bíblia

tal

livro

— não devemos procurar em nenhum outro lugar pois a Bíblia é a única fonte infa- lível de revelação que Deus nos deu.

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devemos procurar em nenhum outro lugar pois a Bíblia é a única fonte infa- lível de
devemos procurar em nenhum outro lugar pois a Bíblia é a única fonte infa- lível de

T)TUDO EM QUE DEUS PEDE QUE NÓS CREIAMOS ENCON-

'

TRA-SE NA BÍBLIA (2 Timóteo 3.16-17).

Nada devemos acrescentar {desejar conhecer mais não significa que precisamos conhecer mais) ou tirar dela (Deuteronômio 4.2; Apocalipse

 

22.18-19).

Tudo que contraria o claro ensino da Bíblia é falso (Gálatas 1.8-9).

Devemos examinar tudo à luz das Escrituras (Atos 17.11; 1 João 4.1-2).

Essas concepções não são populares.

Você sempre encontrará "ho-

mens sábios" que "sabem" mais. Como devemos reagir frente a tais

pessoas?

2.

TUD O

O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE

COMO NOS

PORTAR ENCONTRA-SE NA BÍBLIA

Seguindo seus ensinamentos, podemos tornar-nos tudo o que Deus quer que sejamos. Veja Salmo 119.9; 2 Timóteo 3.15-17; Mateus 7.24- 25. O Espírito Santo sempre nos guia segundo a Bíblia (1 Coríntios 14.37-38). Obediência à Escritura traz alegria e bênção (Salmo 1.1-3; 19.8; João 14.21,23).

Como devemos responder a alguém que diz: "Mas a cultura e as condições de hoje são muito diferentes daquelas dos tempos bíbli- cos. Não podemos esperar que a Bíblia nos ensine como devemos nos portar agora"?

TOD A a Bíblia

A Bíblia é a palavra de Deus. Não precisamos procurar fora dela para

descobrir coisas a respeito de Deus ou de nosso relacionamento com

ele. Mas devemos examiná-la para estarmos bem informados sobre tudo

o que se encontra nela.

Se não conhecemos o todo da Palavra de Deus:

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1. NOSSA VISÃO DE CRISTO SERÁ FALHA

Veja Lucas 24.25-27,44. O que seus amigos não-cristãos dizem sobre

Cristo?

convicções deles?

Em que aspectos as convicções que você possui diferem das

Compare com Mateus 16.13-17.

2. NOSSA VIDA ESPIRITUAL SERÁ FALHA

Leia Mateus 4.4; 2 Timóteo 3.15-17. Segundo esses versículos, para que precisamos da Bíblia?

3. TORNAMO-NOS PRESAS FÁCEIS DE

ERROS E TODA ESPÉCIE

FIAS DE ORIGEM HUMANA

Leia Marcos 12.24; Colossenses 2.8.

DE

FALSOS MESTRES,

FILOSO-

ESPECULAÇÃO E

Nota : Todas as seitas e religiões falsas dependem de algum tipo de revelação falsa, diferente daquela da Bíblia. Portanto, cuidado!

Devemo s dar a maior atenção a toda a Bíblia (2 Timóte o 3.16; cf. Salmo 119.9; Romanos 15.4). Devemos dar à Bíblia uma posição central na igreja e na vida cristã. Cuidado com qualquer igreja que negligencie a Bíblia.

Procuramos dar posição central à Bíblia quando:

1. Priorizamos a leitura pública da Bíblia na igreja ao nos congregarmos

(1 Timóteo 4.13).

2. Priorizamos a pregação e o ensino expositivos. Pregação e ensino expositivos quer dizer proclamar o conteúdo bíblico, considerando seu significado no contexto imediato da passagem e no contexto da Bíblia como um todo, e aplicar sua verdade à nossa vida. Desta maneira cada membro da congregação se familiariza com toda a pala- vra e vontade de Deus (Atos 20.27). Quais são as vantagens da pre- gação expositiva em relação à pregação sobre temas avulsos?

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3. Priorizamos a leitura da Escritura e a meditação sobre ela em nossas devoções pessoais diárias (Salmo 1,2).

Qual deveria ser sua resposta àqueles que dizem que é muito difícil estudar a Bíblia sozinho?

Conclusão

Diga, em uma ou duas frases, o que você aprendeu deste estudo.

Este estudo desafiou você, com a ajuda de Deus, a tomar alguma reso- lução ou expressar alguma oração?

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ESTUDO 2

GLÓRIA SOMENTE A DEUS

O principal objetivo da Bíblia é revelar o Deus verdadeiro e vivo. O

presente estudo trata do segundo dos dois grandes princípios interliga- dos sobre os quais o cristianismo bíblico está alicerçado.

sobre os quais o cristianismo bíblico está alicerçado. Sem Deus, o eu torna-se nosso deus. Princípio

Sem Deus, o eu torna-se nosso deus.

Princípio 2: Glória somente a Deus

A mensagem da Bíblia difere

muito da filosofia moderna e

ateísta. Essa filosofia diz que não

há Deus e diz que nosso mundo,

com tudo o que nele há, inclusi-

ve nós, é resultado apenas do aca- so. Tal pensamento leva pessoas

a sustentar uma visão bastante

depressiva: a "de qu e nossa vida, em última análise, é destituída de propósito e significado.

A mensagem da Bíblia é comple-

tamente oposta a essa visão da vida. Ela nos diz que Deus exis- te, que ele é o centro de tudo e que ele criou o mundo e está des- dobrando a História com o propó-

sito de glorificar seu grande nome por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor (Efésios 1.6,14; 3.20-21; Filipenses 2.10-11; judas 25).

O livro de Apocalipse nos mostra que a consumação da História será o

louvor e a adoração de Deus no novo céu e na nova Terra. Copie o cântico de adoração de Apocalipse 5.13.

A mensagem da Bíblia para nós agora é que nossa vida seja dedicada à glória de Deus (Marcos 12.28-30).

1

À primeira vista, isso pode parecer egoísmo da parte de Deus. Mas não é.

Em primeiro lugar, a glória pertence a Deus por direito. Particularmente a História está se encaminhando para seu clímax na segunda vinda de Cris- to. Então todos verão claramente e reconhecerão que realmente Jesus Cristo é Senhor. O cântico do céu diz: "Digno é o Cordeiro, qu e foi morto". Em segundo lugar, enquanto as criaturas glorificam a Deus, elas mesmas são abençoadas. E para a glória de Deus que encontramos alegria e paz no

seu culto. Sua criação encontra satisfação pela glorificação a Deus. Veja, por exemplo, Salmo 96.11-13. Observe comoavinda do Senhor traz bem-estar

ao mundo. Sua presença traz luz e alegria. Ele é o Senhor que leva todas as coisas a cantarem com prazer.

O cristianismo bíblico tem tudo a ver com Deus e sua glória. Muitas per-

versões do cristianismo começam com o ser humano, na verdade, elevan- do o ser humano acima de Deus. Na melhor das hipóteses, essas perver- sões conduzem inevitavelmente a uma fé truncada e distorcida e na pior, elas levam ao caos, reduzindo Deus a um lacaio do ser humano.

Esse princípio de glória soment e a Deu s foi expresso no temp o da Re - forma pela frase latina soli Deo gloria.

É fundamental que você consulte os textos listados abaixo para certifi-

car-se que de fato / isso o que a Bíblia ensina a respeito de Deus. Pri- meiramente, iremos considerar quem Deus é e, depois, o que Deus

fez. Esse procedimento nos fará ver por que toda a glória é devida so- mente a Deus.

Quem Deus

É

1. O SER DE DEUS

Considere cada um desses aspectos da natureza de E»eus e pense em

como nós somos diferentes dele.

Deus é:

Espírito

João 4.24

invisível

João 1.18; 1 Timóteo 6.16

pessoal

Malaquias 2.10; João 14.9,23

infinito—onipresente

Salmo 139.7-10; Jeremias 23.23-24

eterno

Salmo 90.2; 102.27

onisciente

Salmo

139.2-5; Hebreus 4.13

incompreensível

Jó 11.7; Isaías40.18

inescrutável

Isaías 40.13-14; Romanos 11.33-34

todo-suficiente

Êxodo 3.14; João 5.26

soberano

Daniel 4.34-35;

Efésios 1.11

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Confrontadas com uma lista tão espantosa dos atributos de Deus, muitas pessoas poderiam pensar que Deus está tão à frente e tão

distante a ponto de ser irrelevante para nós ou que ele não se preocu- pa conosco. Olhe novamente para a lista. Por que os cristãos podem

se regozijar com cada um desses atributos de Deus?

2. O CARÁTER DE DEUS

Deus é:

santo

Êxodo 15.11; Isaías 6.3

justo

Salmo 97.2; 145.17

amoroso

1 João 4.8,10,16

bondoso

Salmo 86.5; 107.1

sábio

Salmo 104.24; Daniel 2.20

imutável

Malaquias 3.6;

Tiago 1.17

Não-cristãos freqüentement e afi rmam:

devia fazer isso e aquilo ou não

qu e está errado nesse tipo de afi rmação?

"Deus é amor e por isso não

permitir que aconteça tal coisa." O

Como, então, todo o caráter de Deus coopera para o bem de seu povo?

3. DEUS ÉTRIÚN O

A Bíblia ensina que há três pessoas em Deus: o Pai, o Filho (Jesus

Cristo) e o Espírito Santo. Essas três pessoas são o único Deus eter- no e verdadeiro, o mesmo em substância, igual em poder e glória, embora distintas por suas propriedades pessoais.

João 10.30; 2 Coríntios

Leia atentamente Mateus 3.16-17;

("orno esses textos justificam as afirmações feitas no parágrafo

anterior?

28.19;

13.13.

IS

Nota : Antes de tentar explicar isso para alguém, lembre-se (a partir do que já vimos anteriormente) de que Deus é, em última análise, incomprensível para nós. Não tente reduzir Deus à lógica humana. Ele está acima disso. Ele é único. Ele é Deus.

Por que não fazer uma pausa (se é que já não fez), apreciar as coisas recém-aprendidas ou lembrar-se de Deus e adorá-lo? Devemos glorifi- car a Deus por aquilo que ele é (Salmo 48.1).

O que Deus FE Z

Deus é o Deus que agiu e age.

1. DA CRIAÇÃO

Ele é o Deus:

Leia atentamente Gênesis 1.1-31; Hebreus 11.3.

Nós fomos criados por ele. Portanto, demos a ele a glória que lhe é devida (Salmo 95.6). Nossa própria existência depende dele (Atos 17.28). Que tolice tentar viver sem ele!

Há muitas pessoas que tentam explicar a existência do mundo sem referir-se a Deus. Por que você sustenta convicções diferentes em relação a essas pessoas?

Veja o que a Bíblia diz sobre tais pessoas (Salmo 53.1).

2. DA PROVIDÊNCIA

Consulte os Salmos 103.19; 145.16 e Romanos 11.36. Deus está no controle de tudo o que acontece no mundo. Deus provê para nós. Portanto, demos glória a ele. Iremos verificar isso com um pouco mais de atenção na próxima lição. Enquanto isso, relembre algumas das providências de Deus em sua vida. A lista é extensa — anote apenas alguns exemplos.

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3. DO JUÍZO

Leia os seguintes textos: Eclesiastes 12.14; Hebreus 9.27; Apocalipse 20.11-15. Deus cuidará para que justiça seja feita para todos os erros no mundo. Ele nos julgará com justiça. Portanto, demos glória a ele por ser Juiz justo (Salmo 98.9). Como você responderia a uma pessoa que diz: Deus nada faz a respeito do mal no mundo?

4. DA REDENÇÃO

Leia atentamente essas passagens da Escritura: João 3.16; Romanos 3.24-25; 8.3-4; 2 Coríntios 4.6. Se você é cristão é porque Deus o redimiu. Portanto, demos glória a ele (Efésios 1.3). A palavra "re- denção" implica nu m preço qu e foi pago. Qu e preço foi pago para a nossa redenção? Veja 1 Pedro 1.18-19.

Glória SOMENT E

Devemos agradecer às pessoas que são bondosas para conos- co na nossa vida diá- ria, mas temos de nos dar conta de que por detrás de sua bonda- de está a bondade de Deus. Sem Deus, aquela pessoa não es- taria lá para nos mos-

2 0

a

Deus

por detrás de sua bonda- de está a bondade de Deus. Sem Deus, aquela pessoa não
por detrás de sua bonda- de está a bondade de Deus. Sem Deus, aquela pessoa não

trar bondade ou não teria se mostrado bondosa para conosco. Devemos agradecer às pessoas que nos conduziram a Cristo. Mas devemos nos dar conta de que por detrás daquilo que elas fizeram estava, em última análise, a ação de Deus.

Por isso, conquanto seja plenamente correto agradecer a outrem, a ver- dadeira glória pertence a Deus somente. Ele é o, único objeto de nossa adoração.

Se Deus é responsável pela bondade que enconttamos em outras pes- soas, com que se pareceria o mundo se Deus retirasse seu EsDÚito e sua conhecida graça?

Não há outro Deus.

45.21;

É possível a pessoas civilizadas e sofisticadas do século XX ou XXI adorar outros "deuses"? Se é, quais são esses deuses?

Isaías

Consulte Deutetonômio 6.4;

Salmo 18.31;

1 Coríntios 8.4. Portanto, devemos adorar somente a ele.

1. A criação é obra inteiramente de Deus (Jó 38.4-11; Isaías 44.24; Apocalipse 4.11). Ele a realizou sozinho. Por isso devemos dar a glória pela criação somente a ele.

Como algumas pessoas tentam minimizar ou eliminar a ação de Deus na criação?

2. A providência é, em última análise, obra inteiramente de Deus. Leia Romanos 11.36; Salmo 135.6; Mateus 10.29. Devemos dar a glória somente a ele. Cuidado com a tendência moderna de dar crédito à "coincidência", "boa sorte" e "natureza" como, por exemplo, quan- do pessoas dizem: "Tive muita sorte de escapar" ou "A natuteza não arranjou as coisas de um jeito maravilhoso?" O que essas expressões dizem para você a respeito da sensibilidade espiritual de pessoas não redimidas?

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3. O juízo está inteiramente nas mãos de Deus (Atos 17.31; Romanos

2.5-11,16; Apocalipse 20.11-13).

Veja Romanos 12.17-20. nossa vida diária?

Deus julgará. Como esse fato deveria afetar

Devemos dar a glória somente a ele.

Devíamos agradecer a Deus pelo fato de ele ser nosso Juiz, e nin- guém mais.

4. A redenção é obra inteiramente de Deus. Não temos nenhu m mérito

pela nossa salvação. Qualquer orgulho ou congratulação pessoais estão excluídos (Romanos 3.27; 1 Coríntios 4.7). Somos obra de Deus (Efésios 2.8-10). No céu, pessoas dão glória pela sua salvação somente a Deus. Copie Apocalipse 7.10.

Conclusão

Por que podemos afirmar que todas as descrições de Deus feitas neste

estudo são verdadeiras tanto para Jesus Cristo e o Espírito Santo quan-

to

para o Pai?

O

que você aprendeu sobre Deus nesta lição que o ajudará na sua vida

diária?

22

2 3

2 3

ESTUDO 3

A SOBERANIA DE DEUS E A RESPONSABILIDADE HUMANA

No estudo anterior, fomos lembrados da verdade de que a glória per- tence somente a Deus. Ao discutirmos a obra da providência de Deus, dissemos que, em última análise, Deus está no controle de tudo o que acontece no mundo. Também falamos que Deus julga o mundo. Quan-

do essas verdades são vistas em conjunto, surge uma pergunta em nos-

sa mente: "Se Deus está no controle de tudo, como as pessoas podem

ser responsabilizadas pelas coisas que elas fazem?" Pode parecer que Deus não está no controle de absolutamente tudo ou que ele age injus- tamente ao nos julgar. Nesse estudo investigamos o que a Bíblia tem a dizer sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana.

A SOBERANIA DE DEUS

Entendemos por essa afirmação o controle supremo e detalhado de Deus sobre tudo o que acontece no céu e na Terra.

As circunstâncias são importantes. Que m foi o tei

Leia Daniel 4.35.

que disse essas palavras?

Você se recorda da história de como o rei se tornou orgulhoso, acredi- tando que suas grandes realizações eram ações próprias? Deus o humi- lhou (Daniel 4.24-25) e tomou-lhe sua soberania até que ele reconhe- cesse que Deus era o Rei (Daniel 4.31-32). Leia Romanos 11.36. Conforme o apóstolo, Deus é o princípio, o mantenedor e o fim do quê?

A Bíblia fala especificamente sobre Deus preordenando tudo o que

está para acontecer.

Veja Efésios 1.11.

Veja Efésios 1.6,12.

O que Deus realiza de acordo com o seu propósito?

Qual é o propósito do seu plano?

A RESPONSABILIDADE HUMANA

Entendemos por essa expressão que nossas ações e escolhas são nossas

e somos moralmente responsáveis perante Deus. As pessoas não são simplesmente fantoches ou robôs.

Leia Ezequiel 33.1-9. Nestes versículos lemos que Deus considera res- ponsáveis perante ele dois grupos de pessoas. Os pecadores são res- ponsáveis por seus pecados e o profeta/atalaia é responsável por adver- tir as pessoas da vinda do juízo de Deus. O que o versículo 6 diz a respeito da responsabilidade do profeta?

Leia Atos 10.1-4. Deus não nos considera responsáveis somente pelos nossos pecados, mas também reconhece nossa responsabilidade por atos de generosidade e bondade.

Lei 2 Coríntios 5.10 e Apocalipse 20.11-13. De acordo com esses versículos, quem deverá estar perante Deus para ser julgado?

Por causa da cegueira espiritu- al, o ser humano caído não gos-

ta

de falar da soberania de Deus

e

da responsabilidade humana

da soberania de Deus e da responsabilidade humana (ele prefere pensar na soberania do ser humano

(ele prefere pensar na soberania do ser humano e na responsa- bilidade de Deus). Mas, como verificamos, a Bíblia ensina es- Deus está no controle de tudo o que sas verdades. acontece em nosso mundo.

A seguir, tentaremos ver como

essas duas verdades estão relacionadas.

Análise de alguns textos bíblicos

1. ALGUNS EXEMPLOS DA SOBERANIA DE DEUS E AÇÕES

HUMANAS

José.

fizeram foi mau, mas ainda assim favoreceu o plano de Deus .

PECAMINOSAS

Leia Gênesis 37.26-28 e 50.20.

O que os irmãos de José lhe

Reflita

25

sobre Gênesis 50.21.

Qual foi a atitude de José?

Aqui encontra-

se um extraordinário resumo da soberania de Deus, da atividade sa-

Anote as afirmações que cha-

tânica e da responsabilidade humana.

Davi.

Consulte 2 Samuel 24.1,10 e 1 Crônicas 21.1.

mam a atenção para as atividades de Deus, de Satanás e de Davi.

A morte de Cristo. O plano de Deus se cumpriu com precisão na cruz.

ainda que Judas e aqueles que crucificaram o Senhor Jesus sejam tidos como responsáveis por seu ato malvado. Leia Lucas 22.22 e anote a frase que descreve a ação de Deus e a frase que descreve a responsabilidade humana.

Agora leia Atos 2.23, onde Pedro fala sobre os acontecimentos da cruz. Anote a frase que diz respeito à ação de Deus e a frase que descreve a responsabilidade humana.

2. ALGUN S EXEMPLO S DA SOBERANIA DE

DEU S E

BOAS

AÇÕES

A vinda de Cristo.

confiança no evangelho (Mateus 11.20-24;

Mateus 11.28;

HUMANAS

Somos responsáveis pelo arrependimento e pela

Consulte

Atos 2.37-38).

João 7.37;

Apocalipse 22.17. A quem os convites à

salvação são feitos?

Jesus ainda nos diz que somente Deus é quem capacita as pessoas a ir ;

Cristo. Leia João 6.37,44.

Qual é a promessa feita no versículo 37?

26

Como a pessoa que se sente atraída por Jesus pode ser encorajada por aquilo que o Senhor diz no versículo 44?

Vivendo como cristãos. Somos responsáveis por fazer o esforço para vi- ver como convém a cristãos. Pot isso encontramos muitos manda- mentos no Novo Testamento ditigidos a cristãos (1 Pedto 1.13-15). Ainda que respondamos positivamente e obedeçamos, é Deus quem age em nós, diz a Bíblia. Consulte Filipenses 2.12-13. Observe que os versículos dizem que Deus realiza tudo o que ele deseja fazer.

Persistindo na vida cristã. Leia Judas, versículos 1,21 e 24. Que verbo sobre a perseverança e preservação na vida cristã é usado nestes vetsículos e que se refere tanto a nós como a Deus?

Devemos nos guardar embora sejamos guardados por Deus o tempo todo.

Desta breve análise, começa-se a perceber que a Bíblia ensina tanto a soberania de Deus como a responsabilidade humana. São duas coisas

separadas e mesmo assim

Isso pode parecer sem lógica ao nosso limitado entendimento. Se Deus está inteiramente no controle, nossa tendência é pensar que tal fato conduziria a um determinismo que reduziria o ser humano a um fanto- che sem responsabilidade. Por outto lado, se começamos pela respon- sabilidade do ser humano perante Deus, nossa tendência é pensar que o ser humano deve ter vontade livre a tal ponto que Deus somente pode fazer um tanto e não mais do que isso.

Porém, a Bíblia não ensina nenhuma dessas coisas. Ela ensina simulta- neamente a total responsabilidade humana e a completa soberania de Deus, sem fazer concessão a nenhuma delas.

realidades coincidentes.

A necessidade lógica de ambas

A soberania de Deus é necessária ao seu ser e à sua santidade. Se há alguma coisa sobre a qual Deus não pode governar, então ele não é verdadeira- mente Deus. Ainda mais, seria imoral da parte de Deus optar por não controlar ou ter feito um Univetso que ele não controlaria.

2 7

Há uma necessidade lógica semelhante de verdadeira responsabilidade huma- na e liberdade. O cristianismo como

Há uma necessidade lógica semelhante de verdadeira responsabilidade huma- na e liberdade. O cristianismo como um todo pressupõe responsabilida- de humana. A menos que haja espontaneidade no amor, por exemplo, amor não é amor e Deus não é amado de fato por seu povo. Leia Mateus 22.37 e observe que nosso amor é ativo; ele é a resposta de todo o nosso ser. Um ser humano afirmar sinceramente "eu amo você" é uma coisa; mas se as mesmas palavras provêm da boca de um robô qu e foi programado para repetir a frase, é completamente diferente.

Vemos, portanto, que tanto a plena soberania de Deus como a verda- deira responsabilidade humana são logicamente necessárias e ensina- das pelas Escrituras, apesar de não compreendermos inteiramente como ambas se harmonizam. Devemos estar satisfeitos em saber que Deus e o relacionamento que ele mantém com o mundo são maiores do que nosso entendimento.

O grande teólogo Agostinho de Hipona (354-430), sintetizou isso. Ele disse: "O dogma é somente uma cerca em volta do mistério". Em ou- tras palavras, as Escrituras nos guardam do erro, porém, embora elas nos dêem a verdade, não podem nos dar a verdade plena pois Deus é maior do que nosso limitado entendimento é capaz de compreender. Há certas coisas que nós acreditamos apesar de não conseguirmos entendê-las completamente ou explicá-las. Uma dessas coisas é a rela- ção entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana.

28

Mantendo o equilíbrio 1. DEUS E O PROBLEMA DO MAL Vimos a partir dos exemplos

Mantendo o equilíbrio

1. DEUS E O PROBLEMA DO MAL

Vimos a partir dos exemplos de José, de Davi e da cruz de Cristo que o mal não pode se expandir além da esfera da soberania divina. O mal nunca destrona Deus. Em certo sentido, Deus está por trás tan-

to do bem como do mal (Isaías 54.16). Porém, devemos insistir nisso

—, ele não está por trás de ambos da mesma maneira. Embora o mal não esteja fora do seu controle, Deus não é o autor do mal, nem nós

podemos responsabilizá-lo pelo mal. Leia Jó 1.10-12. Segundo essa passagem, quem instigou Jó a pecar?

Consulte agora Tiago 1.17.

2. DEUS E ORAÇÃO

Quem é o autor de todas as coisas boas?

A Bíblia enfatiza a predestinação e soberania de Deus, mas igual-

mente mantém em alta consideração a eficácia das orações do cris- tão. A oração é tão eficaz que alguns ctistãos a compararam à trombe-

ta de Deus anunciando a notícia de que ele está por realizar alguma

coisa. Deus nada realiza sem antes levar seus filhos a orar por isso.

29

Essa é uma maneira de considerar a eficácia da oração.

Em segundo lugar, a oração é tão eficaz que não é errado, de nosso

ponto de vista limitado, retratar a oração como sendo capaz de afetar

a vontade de Deus. Leia Gênesis 18.22-33. Em que consistiu a ora- ção de Abraão?

Qual foi a resposta de Deus?

Leia Isaías 38.1-6.

ta conosco.

a própria razão por que oramos está no fato de confiatmos que Deus

é soberano e, por isso, é capaz de nos atender.

Consulte Jeremias 32.17,26-27. em oração?

Ao mesmo tempo,

Pot intermédio de Cristo, Deus de fato se impor-

Não devemos perder essa confiança.

Por que podemos levar tudo a Deus

3. DEUS E EVANGELISMO

A soberania de Deus em salvar pessoas (Atos 16.14) não representa desculpa para nos acomodarmos e nada fazer sob o argumento de que "Se Deus quiser salvar pessoas ele não precisa da minha ajuda."

A soberania de Deus e nossa responsabilidade de pregar o evangelho

andam de mãos dadas. A soberania de Deus devia servir-nos de encorajamento para levarmos adiante o árduo trabalho de evangelis- mo. Foi assim que as coisas funcionaram para o Senhor Jesus (Mateus 11.25-30) e Paulo (Atos 18.9-11). Mantenha o equilíbtio. A soberania de Deus significa que podemos confiar que ele proverá resultados.

Nossa tesponsabilidade consiste em fazer tudo o que podemos.

4. DEUS E NOSSA SALVAÇÃO

As doutrinas da tesponsabilidade humana e da soberania de Deus são um enorme encorajamento para cada pessoa que busca Cristo.

Você ouviu o evangelho. Agora é responsabilidade sua arrepender-se

e crer. Você precisa chegar a essa decisão. Mas quando você dá as

costas à antiga vida e segue Cristo, é de grande encorajamento saber que Deus está agindo em você e que a obra iniciada por Deus será completada por ele (Filipenses 1.6).

30

Qual é a nossa responsabilidade segun- do as palavras de Jesus em Marcos 1.15? Mas,

Qual é a nossa responsabilidade segun- do as palavras de Jesus em Marcos 1.15?

Mas, quem sabe você diga: Sinto-se muito fraco para abandonar meus pe- cados e não tenho forças para manter- me na fé. Se esse é o caso, lembre-se de que Deus é soberano e gracioso e que ele pode suprir você com poder. Ele pode dar a você verdadeiro arre- pendimento e fé, e conservá-lo no caminho cristão. Leia Efésios 2.8 e 1 Pedro 1.3.

Acredite nele. Confie nele.

arre- pendimento e fé, e conservá-lo no caminho cristão. Leia Efésios 2.8 e 1 Pedro 1.3.
arre- pendimento e fé, e conservá-lo no caminho cristão. Leia Efésios 2.8 e 1 Pedro 1.3.

PARTE II

As Doutrinas da Graça de Deus

ESTUDO 4

O QUE E O SER HUMANO?

O salmista Davi fez a pergunta que escolhemos para servir de título

para este estudo. Ele disse: "Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?" (Salmo 8.3-4). Para Davi era motivo de grande admiração o fato de o Deus de toda majestade interessar-se pela raça humana.

Nos primeiros três estudos, vimos que a Bíblia é o livro de Deus e que ela nos revela principalmente o Deus soberano e sua glória. Mas ela também é o livro que nos traz a resposta pata a pergunta do salmista. "O que é o homem?" Precisamos compreender o ser humano e suas necessidades para compreender o que Deus graciosamente tinha a fa- zer para obter a sua salvação.

DEUS CRIOU ADÃO À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA

O capítulo primeiro de Gênesis é o relato divinamente inspirado da

criação do mundo. Lemos a respeito da criação da

da criação do mundo. Lemos a respeito da criação da noite e do dia, dos oceanos

noite e do dia, dos oceanos e da Terra, da vegeta- ção, dos peixes, dos pássaros e animais. Re- petidamente obsetvamos a fórmula:

"Disse Deus: Haja

E assim se fez."

Porém, quando Gênesis 1 relata

criação do ser humano, essa fórmula é visivelmente quebrada. Não se diz mais simplesmente:

a

"Haja o

ser

huma-

",

pelo contrário,

a "Haja o ser huma- ", pelo contrário, no Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára
a "Haja o ser huma- ", pelo contrário, no Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára
a "Haja o ser huma- ", pelo contrário, no Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára
a "Haja o ser huma- ", pelo contrário, no Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára
a "Haja o ser huma- ", pelo contrário, no Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára

no

Deus, por assim dizer, pri- meiramente pára e toma con selho consigo mesmo: "Façamos

o

te, quando Gênesis 1 relata a criação das

diferentes espécies, aparece a repetida fór-

homem

"

De maneira semelhan

mula de que eles foram feitos "conforme a sua espécie." Em outras palavras, eles foram feitos de acordo com o padrão que Deus havia de- terminado. Mas quando se chega à criação do ser humano, a fórmula é

quebrada novamente. Não se diz: "Façamos o homem

e Deus fez o

homem conforme a sua espécie." Em vez disso, lemos: "Também dis-

se Deus: Façamos o homem à nossa imagem." O próprio Deus serviu

de matriz segundo a qual homem e mulher foram modelados! Leia

atentamente Gênesis 1.26-27. Essa passagem é fundamental para nos-

so estudo.

Observe os seguintes pontos e confira-os, consultando as referências bíblicas. Quando Adão foi criado:

— ele se constituía de corpo e espírito desde o ptincípio (Gênesis 2.7);

— ele foi imediatamente colocado em posição de destaque (Gênesis

A criação da humanidade foi o clímax da criação.

1.28);

— ele era uma criatura justa e moral (Gênesis 1.31; Eclesiastes 7.29);

— ele era uma criatura espiritual, que poderia manter um relaciona mento com Deus (Gênesis 2.7,15-18);

— ele era criatura pessoal, feita para relacionar-se com outros (Gênesis

2.18,22-24);

— ele era uma criatura que nunca precisaria morrer (Gênesis 2.17).

A ciência moderna classifica o ser humano simplesmente como "um

animal" que é parte de uma corrente evolucionária. A Bíblia apoia esse tipo de classificação para o ser humano?

Leia 1 Coríntios 15.39 e observe um interessante comentário sobre esse ponto.

O ser humano é fundamentalmente espiritual. Ele é feito à imagem de

Deus. Possui necessidades e aspirações diferentes de todas as outras criaturas. Como se manifestam as necessidades e aspirações singulares do ser humano no mundo moderno?

36

Consulte Atos 17.16 para verificar como algumas daquelas aspirações se manifestaram em Atenas na época de Paulo.

DEUS FEZ UMA ALIANÇA COM ADÃO

Aliança é uma palavra amplamente empregada nas Escrituras. Basica- mente, significa um comprometimento mútuo.

O capítulo 2 de Gênesis é extraordinário pela introdução do nome de

Deus na aliança: o SENHOR (Trata-se do nome pessoal de Deus, não apenas seu título, mas seu nome. Deus usou esse nome especialmente quando estabeleceu aliança com seu povo. Veja Êxodo 20.2). Mesmo que a palavra "aliança" não seja usada nesse capítulo, aparece esboça- do aqui, no entanto, a primeira aliança entre Deus e o ser humano.

Nessa aliança do Éden, Deus deu muitos privilégios a Adão e Eva. Confira-os você mesmo.

— Ele os colocou no paraíso

("Éden" provém da palavra hebraica para "deleite"; Gênesis

provém da palavra hebraica para "deleite"; Gênesis 2.8). — Ele lhes deu trabalho prazero- so para

2.8).

— Ele lhes deu trabalho prazero-

so para fazer e os frutos do Éden para comer (Gênesis 2.15-16).

— Não faltava para Adão e Eva

bem nenhum de qualquer espé-

cie (Gênesis 2.9-14).

— As criaturas foram postas sob o domínio e cuidado do ser hu- mano (Gênesis 2.19-20).

— Foi dada a bênção do matri-

mônio para companhia e confor-

to (Gênesis 2.18,22-24).

dia do

— No Éde n foi

descanso (Gênesis 2.2-3).

— Homem e mulher desfruta-

vam vida e comunhão com Deus. Não havia culpa ou vergonha no Éden (Gênesis 2.25).

dado o

37

A Bíblia retrata o Éden como um antegozo do céu (compare Gênesis

2.9 com Apocalipse 22.2). Portanto, como as afirmações anteriores des- crevem que o céu será uma experiência plena e prazerosa?

Po-

rém, também houve o lado da aliança que dizia respeito ao ser humano.

Deus deu ao ser humano muita liberdade (veja Gênesis 2.16), mas tam- bém exigiu certas coisas de Adão e Eva, especialmente de Adão como o cabeça da humanidade e da criação. Deus exigiu obediência pessoal,

Todas essas foram dádivas da bondosa aliança de Deus com Adão.

perfeita e permanent e a ele. Essa obediência foi especialmente testa-

da pela proibição de Deus ao homem e à mulher de não comerem do

fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, sob pena de morre- rem (Gênesis 2.16-17).

Por que Adão e Eva inicialmente não achavam pesado e lhes era bem mais fácil obedecer a Deus do que é para nós?

ADÃO QUEBROU A ALIANÇA

20.2), lançou sementes de dúvi-

da, descrença e orgulho na mente de Eva (Gênesis 3.1,4-5).

Eva foi enganada. Adão, estando ao lado dela, escolheu quebtar o claro mandamento de Deus (Gênesis 3.6). Ele caiu em pecado.

0 tentador, Satanás (Apocalipse 12.9;

Você consegue encontrar alguma semelhança na estratégia usada por Satanás com Eva e a que ele usa desde então? Compare Lucas 4.1-13;

1 João 2.16.

Quais são as semelhanças?

38

Dessa maneira o pecado entrou no mundo. Os seres humanos torna- ram-se culpados e envergonhados

Dessa maneira o pecado entrou no mundo. Os seres humanos torna- ram-se culpados e envergonhados (Gênesis 3.10). Caíram sob o poder da morte (Romanos 5.12), foram afligidos e expostos a muitos proble- mas (Gênesis 3.14-24). Foram expulsos do paraíso e perderam a comu- nhão com Deus que antes possuíam (Gênesis 3.23-24).

Resuma brevemente as mudanças ocorridas no mundo pelo manda- mento de Deus e como punição do pecado.

0 PECADO DE ADÃO TEVE CONSEQÜÊNCIAS PERMANENTES PARA TODA A HUMANIDADE

A aliança foi feita com Adão como representante de toda a humanida- de. Como pai da humanidade, ele assumiu o papel de representante não apenas para si mas para todos os seus descendentes. Todos nós pecamos nele e caímos com ele (Atos 17.26; Romanos 5.12-19; 1 Coríntios 15.22).

Hoje em dia as pessoas gostam de pensar na humanidade em termos de indivíduos isolados, semelhante a pés de milho num milharal. Se um pé de milho é quebrado e cai, isso traz pouco ou nenhum efeito sobte os demais. Mas não é assim que a Bíblia retrata a humanidade.

39

Uma vez que Adão era o repre- sentante de toda a humanidade, suas ações afetaram também a nós. Sua queda é nossa queda. Além disso, pelo fato de todos nós sermos descendentes de Adão, as Escrituras retratam a humanidade mais em forma de uma árvore (falamos de árvores genealógicas, por exemplo):

Adão é o tronco da árvore e o res- tante da humanidade são os ga- lhos e ramos que saem do tron- co. Mas de maneira oposta a uma plantação de milho, quando o ttonco de uma árvore se quebra e cai, todo o resto — os ramos, os brotos e tudo mais — cai com ele. Foi o que aconteceu com a humanidade em Adão.

Como o ensino bíblico de que toda a humanidade caiu com Adão pode ser confirmado pelas nossas observações da vida do dia-a-dia?

confirmado pelas nossas observações da vida do dia-a-dia? Todas as pessoas agora são pecadoras, não simplesmente

Todas as pessoas agora são pecadoras, não simplesmente por imitação mas por natureza. Não cometemos pecado por acidente nem mesmo por alguma escolha imparcial. Cometemos pecados porque nossa pró- pria natureza foi corrompida pelo pecado (Salmo 5E5; Jeremias 17.9; Marcos 7.20-23; Romanos 7.18; Efésios 2.3).

Que implicação isso traz para sermos justificados perante Deus? Por exemplo, perdão é tudo de que precisamos?

Veja João 3.3,5-6

O fato de todos sermos pecadores não significa que todos somos tão maus quanto poderíamos potencialmente ser. Também não significa que não podemos ser bondosos, misericordiosos e interessados no bem- estar de nosso semelhante. Alguma coisa da imagem de Deus perma-

40

nece em nós. Mas porque toda a natureza do ser humano agora está manchada pelo pecado, ele é de todo inaceitável ao santo Deus e inca- paz de fazer qualquer coisa que o agrade (Romanos 8.8).

Como isso se contrapõe à visão popular do ser humano?

Nossa relação com Deus está rompida (Gênesis 3.24; Efésios 2.12).

Estamos sob a ira de Deus (Romanos 1.18; Efésios 2.3).

Somos escravos do pecado e de Satanás (João 8.34; nos 6.16-20).

Efésios 2.2;

Roma-

Possuímos um coração que natural- mente rejeita Deus (Romanos 8.7; Tiago 4.4).

Tudo o que as pessoas têm a fazer para acabar no inferno é permane- cer na condição em que estão (Lucas 16.22-26; 2 Tessalonicenses 1.9; Apocalipse 20.12-15; 21.8).

Em resumo, estamos desesperada- mente perdidos e nada podemos fa- zer a respeito (Jó 14.14; Jeremias 13.23; João 3.6a).

Temos de encarar essas duras verda- des porque um diagnóstico errado conduzirá à uma prescrição errada para a cura. A conclusão é que somente Deus pode nos salvar. Não há abso- lutamente nenhuma possibilidade de nos salvarmos a nós mesmos. Consideraremos isso mais detalhada- mente no próximo estudo.

Você está de bem com Deus?

salvarmos a nós mesmos. Consideraremos isso mais detalhada- mente no próximo estudo. Você está de bem

41

Conclusão

Em que aspectos o ser humano de hoje difere do ser humano quando criado por Deus?

Quando abordamos a terrível questão do pecado e suas conseqüências, somos novamente levados a admirar-nos juntamente com Davi sobre nossa pergunta inicial: "Que é o homem, para que dele te lembres?" Mais do que isso, talvez devêssemos perguntar: "Q'uem é esse Deus maravilhoso que apesar de tudo ainda cuida de nós e nos ama?"

42

ESTUDO 5

O QUE ACONTECEU AO SER HUMANO?

A expulsão de Adão do jardim do Eden deu expressão geográfica à nossa separação espiritual de Deus como conseqüência da queda em pecado de Adão. Conforme explicamos no último estudo, o pecado afe- tou todas as pessoas.

Copie Romanos 3.23.

No presente estudo, veremos com mais atenção o que a Bíblia ensina sobre os resultados da queda de Adão na vida de cada pessoa individu- almente. O pecado não deixou o ser humano do jeito que ele era. Ele o mudou profundamente.

O que aconteceu ao ser humano em si?

A vinda do pecado atin-

giu e danificou cada área da vida individual

pecado atin- giu e danificou cada área da vida individual e da personalidade. Por causa do
pecado atin- giu e danificou cada área da vida individual e da personalidade. Por causa do
pecado atin- giu e danificou cada área da vida individual e da personalidade. Por causa do

e da personalidade. Por

causa do pecado, nossos corpos agora estão ex- posto à dor e ao envelhe- cimento, e a morte do- mina sobre nós. Mas isso não é tudo. O homem

interior também foi afe- tado e corrompido.

No seu interior, o ser hu- mano possui sua mente, sua von- tade e suas afeições. As vezes falamos do "co- ração" ao pensarmos no homem interior. De acordo com a Escritura, o home m interior como um todo foi atingido pelo pecado.

43

1.

A MENT E E O PENSAMENTO DO SER HUMANO FORAM

OBSCURECIDOS

 

Essa verdade nos é dita em textos como Gênesis 6.5;

Romanos 1.28;

Efésios 4.18. O incrédulo afirma "Eu não compreendo", quando você lhe fala sobre Cristo. O que você deveria fazer?

Veja Efésios 1.18.

 

2.

A

VONTADE E A CAPACIDADE DE ESCOLHA DO HOMEM

FORAM

ESCRAVIZADAS

 

Leia os seguintes textos da Escritura:

Romanos 6.16,20;

Gálatas

3.22; Jeremias 13.23.

 

Que implicações isso tem para uma pessoa que diz: "Eu me tornarei cristão quando quiser, em algum outro momento"?

3.

AS

EMOÇÕE S

E

OS

DESEJO S

DO

HOME M

FORAM

CORROMPIDO S (Romanos 1.24-27;

2 Timóteo 3.4,6).

O

que você diria a pessoas que estavam transgredindo os manda-

mentos de Deus e justificavam os seus atos, dizendo: "Como pode

ser errada uma coisa que nos é tão boa?"

 

4.

ASSIM O COMPORTAMENTO EXTERNO, QUE PROVÉM DO PENSAMENTO, DA ESCOLHA E DO DESEJO, É NATURAL-

MENT E CONTAMINADO

Veja Marcos 7.20-23;

À VISTA DE DEUS.

Gálatas 5.19-21.

O efeito do pecado sobre a natureza do ser humano muitas vezes é

chamado de "depravação total". Já constatamos que isso não significa

que o ser humano é tão mau quanto potencialmente poderia ser;

significa que não há nenhum aspecto ou nenhuma área de nossa natu- reza que não tenha sido afetada ou corrompida pelo pecado.

mas

44

O que aconteceu ao relacionamento do ser human o com Deus?

A comunhão e amizade que o ser humano possuía com Deus antes da

queda no Eden foram completamente destruídas.

1. O SER HUMAN O É HOSTI L A DEU S (Romanos 1.30; 8.7; Tiago

4.4).

Diante de tantas religiões existentes no mundo, agente poderia pen- sar que isso não é verdadeiro. Mas a atitude real do coração não con- vertido foi exposta no Calvário onde homens ímpios crucificaram o Filho de Deus.

Antes de você tornar-se cristão, como demonstrava essa hostilidade?

2. O SER HUMANO É CULPADO PERANTE A SANTA LEI DE

DEU S (Romanos 2.12;

3.19-20;

Gálatas 3.10).

3. O SER HUMANO ESTÁ DEBAIXO DA IRA DE

3.36;

Romanos 1.18).

DEUS (João

4. O SER HUMANO ESTÁ "MORTO" EM PECADOS (Efésios 2.1-

5;

Quais são as características de uma pessoa morta? Como essas carac- terísticas nos ajudam a compreender o significado de estar espiritu- almente morto?

Colossenses 2.13).

Veja Gênesis 2.17; Ezequiel 37.1-3,11.

5. AS "BOAS" OBRAS DO SER HUMANO SÃO

TOTALMENT E INÚTEIS POR CAUSA DO PECADO (Isaías 64.6; Filipenses 3.4-9).

O ser humano gosta de pensar que ele é capaz

de conseguir sua salvação. Como esse ponto de vista se compara ao diagnóstico bíblico da con- dição espiritual do ser humano perante Deus?

bíblico da con- dição espiritual do ser humano perante Deus? Somente chaves da Deus possui as

Somente

chaves

da

Deus

possui

as

nossa

salvação

45

O que acontece quando o ser human o ouve o evangelho? O evangelho do Senhor

O que acontece quando o ser human o ouve o evangelho?

O evangelho do Senhor Jesus Cristo é a boa nova para nós pecadores. Mas sem a obra do Espírito Santo em nosso coração não há meios de o ser humano responder ao evangelho! Quando ouve o evangelho:

1. O SER HUMAN O CONTINU A A SUPRIMIR A VERDADE (João

9.24-34;

Por que o ser humano faz isso?

Atos 18.5-6;

Romanos 1.18,21).

2. O

EVANGELHO

(Mateus 13.19; João 3.5-10; 1 Coríntios 2.14).

O ser humano o compreende falsamente, o reinterpreta à base de suas idéias preconcebidas. Para exemplificar isso, veja o que aconte- ceu a Paulo e Barnabé quando eles pregaram o evangelho em Listra (Atos 14.8-18).

SER

HUMANO

NÃO

COMPREEND E

O

46

Como a psicologia moderna, tão popularizada, lho e seus efeitos?

interpreta o evange-

3. O SER HUMANO CONSIDERA AS OFERTAS DO EVANGE- L H O TOLA S E SEM VALOR (1 Coríntios 1.18-25; João 18.37-38).

Tudo isso nos ajuda a compreender porque o evangelismo é trabalho duro! Consulte 1 Coríntios 4.1-6 e encontre algumas das verdades que encorajaram Paulo a continuar seus esforços evangelísticos.

O que precisa acontecer para que o ser humano receba o evangelho?

Para ser salva e receber Cristo, a pessoa precisa arrepender-se dos seus pecados e crer no Salvador (Atos 20.21). Mas por causa da escravidão do ser humano ao pecado, ele não tem vontade e é incapaz de fazê-lo

se isso depender somente dele. E necessário que certas coisas aconte- çam para que as pessoas recebam o evangelho:

(j). Pelo fato de a mente humana estar naturalmente obscurecida, é ne- cessário que sua compreensão seja iluminada para que possa apreciar

o evangelho (2 Coríntios 4.4-6; Atos 26.18;

Mateus 16.16-17).

evangelho (2 Coríntios 4.4-6; Atos 26.18; Mateus 16.16-17). ( Zj. Pelo fato de a vontade do

( Zj. Pelo fato de a vontade do ser humano estar escravizada, ele precisa ser liberto e receber poder para voltar-se ao Senhor. Ele não possui

poder próprio para voltar-se a Deus (Atos 11.18;

Falamos da escravidão da vontade do ser humano, mas temos de nos dar conta de que isso, por força da necessidade, significa que sua rejeição a Deus é voluntária. Ele não é mantido cativo contra a sua vontade, pois é sua vontade que se opõe a Deus.

Q^Pelo fato de as emoções do ser humano estarem corrompidas, deve acontecer uma mudança para levá-lo a amar o Senhor. Mas ele não consegue mudar-se a si próprio (Jeremias 13.23; João 3.5-6).

26.18).

47

Com o pode haver alguma esperança?

Tudo parece terrível e desesperador? Se ficar por nossa conta, sim. Mas não se desespere. Continue lendo!

Leia Marcos 10.17-31. Aqui encontramos uma pessoa que rejeita Cris- to. Por quê?

Como isso se enquadra naquilo que aprendemos nesta lição?

Consulte os versículos 24-26. Pode um camelo atravessar pelo fundo de uma agulha? Quão difícil é para pecadores salvarem-se a si próprios?

Consulte o versículo 27. Como Jesus resume a habilidade do ser huma- no para obter a salvação?

Mas há esperança. Veja novamente o versículo 27. Onde Jesus coloca a única esperança para pecadores?

Somente a iniciativa e o poder de Deus podem salvar um pecador.

Leia Efésios 2.1-10. A quem esse texto atribui a obra da salvação? Veja especialmente os versículos 4, 6 e 10.

Que palavras esse texto usa sobre o que acontece a alguém quando é salvo? Compare o versículo 1 com os versículos 4-5.

48

Nossa salvação deve-se total- mente a Deus e sua graça. Con- sulte os seguintes textos

Nossa salvação deve-se total- mente a Deus e sua graça. Con- sulte os seguintes textos que confirmam isso:

Efésios 1.4-5; 1 Pedro 1.2-3.

A incapacidade do ser humano de ajudar-se a si ou voltar-se para Deus mostra a necessidade de Deus agir em favor dele, movi- do por graça e amor puros. Mas como isso funciona? Começare- mos a ver isso em nosso próxi- mo estudo.

Conclusão

Enquanto você reflete sobre esse estudo, qual o papel da oração na obra da pregação e do evangelismo?

O que você aprendeu com este estudo que o leva a querer humilhar-se perante Deus?

49

ESTUDO 6

ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO

Será útil você ler Efésios 1.1-14 antes de dedicar-se a este estudo.

ELEIÇÃ O E PREDESTINAÇÃ O não são palavras inventadas por teólogos. São palavras correlacionadas encontradas na Bíblia que apre- sentam ênfases levemente diferentes.

significa fazer uma escolha. "Refere-se àquela obra da graça de

Deus pela qual ele escolhe indivíduos e grupos para um propósito ou

destino de acordo com a sua vontade" (Bruce Milne).

Eleger

Leia 1 Pedro 1.1-2. De acordo com o versículo 2, com base em que Deus faz a escolha?

Segundo o texto, como as três pessoas da Trindade estão envolvidas em nossa salvação?. Que m faz o quê?

Predestinar

ram escolhidos.

enfatiza o alvo, o fim em vista, o destino daqueles que fo-

enfatiza o alvo, o fim em vista, o destino daqueles que fo- Leia Efésios 1.5. De

Leia Efésios 1.5. De acordo com esse versí- culo, com base em quê Deus faz a escolha?

Qual é o alvo dessa escolha?

A doutrina da eleição

O verbo grego para eleger é eklegomai. Ele

é usado tanto para os atos de escolha de

Deus como de Cristo. A preposição "ek" do verbo mostra que originalmente a pa-

lavra indicava "escolher entre". Dentre toda a humanidade caída, Deus escolheu para si um povo.

50

Leia novamente Efésios 1.3-14. Copie Efésios 1.4.

1. QUAL DAS PESSOAS DA TRINDADE TE M A ATRIBUIÇÃO DE NOS ESCOLHER?

2. QUEM OU QUE DEUS ESCOLHEU? Ao escrever aos cristãos de Efeso, a resposta de Paulo é que Deus "nos" escolheu. Veja os versículos 4 e 11. Os cristãos são chamados de eleitos de Deus. Leia Marcos 13.20 e Colossenses 3.12. Observe como a história do mundo é afetada pelo cuidado de Deus pelos seus eleitos. 3. COMO DEUS OS ESCOLHEU? Ele os escolheu "em Cristo". Veja Efésios 1.4. Na Escritura, fala-se que o Senhor Jesus Cristo é o primeiro grande escolhido, o cabeça dos eleitos de Deus.

De acordo com Mateus 12.15-21, quem é "meu

Leia Isaías 42.1-3.

servo" a quem se refere Isaías?

Leia 1 Pedro 1.20.

Quem é "o qual" e a quem se refere a palavra

"vós" ("por amor de vós") nesse versículo?

A eleição nunca deve ser separada de Jesus Cristo. Os eleitos são salvos unicamente pela obra redentora de Cristo na cruz (Efésios 1.7). Todas as bênçãos espirituais vêm aos cristãos por meio de Cristo (Efésios 1,3). Uma das expressões favoritas de Paulo é "em Cristo".

4. QUANDO DEUS FEZ ESSA ESCOLHA? Deus está atuando agora no mundo de acordo com um plano anteri- ormente por ele traçado. Ele nos escolheu "antes da fundação do mundo" (Efésios 1.4). Observe que não se tratou de uma questão de Deus revisar seus planos depois dos acontecimentos de Gênesis 3!

OS

5. QUE

ESCOLHIDOS? Causou os efeitos de eles serem levados a Cristo, adotados na família de Deus, perdoados e declarados inculpáveis aos olhos de Deus pela obra de Cristo e viverem vida santa (Efésios 1.4-5).

EFEITOS A

ESCOLHA

DE

DEUS TEVE

SOBRE

51

6. Aqueles a quem Deus escolheu, escolheram Deus. Leia Romanos 8.29-30. De acor- do com

6.

6. Aqueles a quem Deus escolheu, escolheram Deus. Leia Romanos 8.29-30. De acor- do com esse

Aqueles a quem Deus escolheu, escolheram Deus.

Leia Romanos 8.29-30. De acor- do com esse texto, quais são as conseqüências da eleição?

COM BASE EM QUE DEUS FEZ ESSA ESCOLHA?

Esse ato de eleger não é base- ado sobre alguma coisa feita pelos escolhidos e nem uma resposta a algo que eles tives- sem feito. Leia novamente Ro- manos 8.29. O que esse versí- culo aponta como razão da es- colha de Deus?

O que Romanos 9.11-12 apon- ta como não sendo a razão da escolha de Deus?

Veja também 2 Timóteo 1.9.

A escolha de pessoas por Deus não está baseada em alguma coisa que está nelas (Veja também Deuteronômio 7.7-8 e 9.4-6). Nesse sentido, a eleição é "incondicional".

A Escritura não ensina que Deus prevê quem crerá em Cristo e então os escolhe. O Novo Testamento não usa a palavra "prever" mas a expressão "conhecer de antemão". Ele conhece de antemão, não as ações das pessoas, mas as pessoas como tais (Romanos 8.29). O fato de Deus conhecer de antemão significa que ele coloca seu amor so- bre elas, não por motivos que estivessem nelas, antes do começo do tempo.

52

A graça de Deus é inteiramente gratuita. Se a escolha de Deus não é

condicionada de forma nenhuma por coisa nenhuma naqueles por

ele escolhidos, que resposta podemos dar às pessoas que dizem:

"Nunca poderei ser salvo porque não sou o tipo de pessoa que Deus

 

escolhe"?

7.

QUAL

É

O

PROPÓSIT O

FINA L

DE

DEU S

EM

NOS

ESCOLHER?

De acordo com o que vimos no segundo estudo, o propósito é a pró- pria glória de Deus (Efésios 1.6).

Se somos cristãos, possuímos o magnífico privilégio de sermos as pes- soas escolhidas pelo Deus vivo para demostrar o quão maravilhoso ele é.

O fato de a nossa eleição ser para a glória de Deus é realmente como

deve ser.

quer outra finalidade (Romanos 11.36).

Ele é Deus, e seria errado nossa eleição ter em vista qual-

Algumas objeções a considerar

Dizer que nossa posição é tal que nada podemos fazer para salvar-nos e que nossa redenção depende inteiramente da soberania de Deus e seus propósitos em escolher é um pensamento bastante humilhante e só- brio. Por isso, as pessoas muitas vezes fazem objeções sobre o ensino bíblico da eleição e predestinação:

EVANGELHO SIMPLES, PAULO O ELEIÇÃO"

Algumas pessoas tentam jogar Paulo contra o Senhor Jesus Cristo e dar a impressão de que o Senhor Jesus não ensinou a eleição. Mas, além do grande erro implícito nessa idéia (jogar uma parte da Bíblia

contta outra), a acusação simplesmente não é verdadeira. Paulo não é

o único escritor do Novo Testamento que ensina a eleição (veja 1

Pedro 1.2; 2 Pedro 1.10; 2 João 1,13). Na verdade, o Senhor Jesus fala seguidamente sobre a eleição nos evangelhos. Verifique algu- mas das coisas que ele diz: Mateus 22.14; João 5.21; 6.37,39,65; 17.6.

1. "JESUS ENSINOU UM COMPLICOU COM A

53

2. "A ELEIÇÃO FAZ COM QUE DEUS PAREÇA INJUSTO"

Essa é uma objeção compreensível a qual devemos responder cuida- dosamente. A Bíblia ensina claramente a predestinação. Mas, como vimos no estudo 3, a relação entre a soberania de Deus e a escolha e responsabilidade humanas é um grande mistério. Embora a eleição pareça tornar Deus injusto, isso não é verdade (Deuteronômio 32.4).

Leia Romanos 9.19-21. Como Paulo responde a acusação de que Deus é injusto na eleição de alguns e não de outros?

Leia Romanos 9.19-21. Como Paulo responde a acusação de que Deus é injusto na eleição de

54

3. "A ELEIÇÃO NEGA O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO"

Esse é um antiquíssimo quebra-cabeça que abordamos no estudo 3. Pessoas falam freqüentemente do livre-arbítrio, mas a Bíblia não fala do mesmo no sentido comumente aceito. Como vimos no estudo 3, nosso relacionamento com o Deus soberano é mais complexo do que podemos compreender. Ele é soberano e, ao mesmo tempo, nós so- mos responsáveis.

De fato, quando a Bíblia fala da vontade do ser humano no contexto da salvação, ela enfatiza sua escravidão, não sua liberdade. Nossa es- cravidão moral e espiritual é uma das principais coisas das quais pre- cisamos ser salvos.

Consulte João 8.34 e 2 Timóteo 2.25-26. De que o ser humano é escravo?

Deus precisa agir primeiro e é isso que ele tem feito no seu amor.

Eleição e predestinação nas confissões da igreja

A eleição e a predestinação são ensinadas nas grandes confissões de fé da igreja.

ARTIGO 17 DOS TRINTA E NOVE ARTIGOS DA IGREJA ANGLICANA

"Predestinação à vida é o eterno pro-

ele decre-

livrar da maldi-

trou continuamente

pósito de Deus pelo qual

da maldi- trou continuamente pósito de Deus pelo qual ção e condenação aqueles que esco- lheu

ção e condenação aqueles que esco-

lheu em Cristo

para levá-los à salva-

ção eterna por meio de Cristo."

A CONFISSÃO

WESTMINSTER "Segundo a sua vontade

colheu em Cristo tinados para a vida

de fé ou de boas obras."

DE

DE

Deus es-

os que são predes- não por previsão

55

A CONFISSÃO DE FÉ BATISTA,

"Deus predestinou (ou preordenou) certas pessoas meio de Jesus Cristo."

1689

à vida eterna por

O uso dessa doutrina no Novo Testamento

é usada na Escritura para desencorajar qualquer

pessoa que busca Cristo sinceramente.

O Novo Testamento usa essa douttina principalmente para o encoraja-

mento dos cristãos. Ela nos assegura que não somos nós simplesmente quem escolhemos Cristo mas, pelo contrário, que Deus nos escolheu. Nossa salvação começa com Deus, e o que Deus começa ele sempre conclui; nada pode frustrar seus propósitos finais. "Serei salvo no fim?" "Serei capaz de continuar firme na vida cristã?" "Deus de fato ama a mimV Essa verdade responde tais perguntas com um poderoso sim!

Essa doutrina nunca

Leia Romanos 8.28-31 e Efésios 1.1-14 e prepare uma lista dos benefí- cios que você, como cristão, recebe por meio da eleição e dos propósi- tos soberanos de Deus.

A verdade sobre a predestinação deve fixar nossas mentes em nosso

destino, que é santidade para a glória de Deus. Portanto, devemos vi- ver agora nossa vida à luz desse destino.

Somos escolhidos para sermos felizes no céu e santos na Terra.

Conclusão

Será de grande encorajamento para você memorizar Efésios 1.4-6.

Um método simples de fazê-lo é o seguinte:

Ler os versículos cm voz alta três vezes, Esctever os versículos três vezes, Recitar os versículos três vezes sem olhar o texto, Recapitular os versículos três vezes por dia durante uma semana.

56

ESTUDO 7

POR QUE JESUS CRISTO MORREU?

O apóstolo Paulo escreveu a partir de sua perspectiva de vida pessoal:

"Mas esteja longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor

Jesus Cristo" (Gálatas 6.14). Referindo-se à sua pregação do evange- lho, escreveu: "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cris-

to e este crucificado" (1 Coríntios 2.2). O grande propósito do culto de

comunhão da igreja ou ceia do Senhor, instituído pelo Senhor Jesus na noite em qu e foi traído, é qu e nós nos lembremos da "morte do Se- nhor, até que ele venha" (1 Coríntios 11.26).

do Se- nhor, até que ele venha" (1 Coríntios 11.26). A ctuz é questão central no

A ctuz é questão central no cristianismo. Todos os cristãos sabem que

a morte de Jesus na cruz foi "pelos nossos pecados". Mas o que isso de

fato significa? Como os acontecimentos do Calvário podem nos dar o perdão? E disso que iremos tratar.

Com o um Deus santo pode conceder perdão?

Leia Isaías 6.1-4. Qual a característica de Deus que mais chama a aten- ção nesses versículos?

Leia Êxodo 3.5 e 19.10-13. O que havia no Senhor para que as pessoas devessem tomar o máximo de cuidado ao aproximar-se dele?

57

Consulte Jó 42.5-6 e Lucas 5.8. O que havia no Senhor que levou Jó e Pedro a sentirem-se tão miseráveis e impuros na presença de Deus?

À santidade de Deus, sua pureza moral impecável e maravilhosa, se

constitui de muitas maneiras no atributo principal de Deus. E, por essa razão, o perdoar pecados não é uma tarefa simples para Deus. E grande engano pensarmos que é.

Por que você pensa que é muito mais fácil para nós perdoarmos nossos semelhantes do que é para Deus perdoar pessoas? Veja Efésios 4.32; Mateus 18.32-33.

Diferentemente de nós, Deus é santo e seu catáter santo de fato é o alicerce sobre o qual todos os valores morais do universo repousam. Esperar que Deus faça ou concorde com qualquer coisa que não seja santa significaria destroná-lo como Deus, e toda a criação acabaria no caos.

A dificuldade de Deus é como perdoar pessoas sem comprometer seu

carátet santo. Se apenas fechasse o olho para o mal, seria o equivalente a dizer que o mal não faz diferença. Isso não tornaria Deus melhor do que o diabo. Como Deus santo, sua justiça — isso é, sua oposição a todo mal — deve ser demonstrada. Como Deus pode perdoar pessoas

e ainda assim permanecer no lado da justiça e ser visto como Deus

justo? Esse foi, por assim dizer, o "obstáculo" a ser vencido quando

Deus planejou salvar-nos.

Como Deus pode mostrar sua justiça?

1. DEUS, O JUIZ

A primeira e mais óbvia maneira para Deus demonstrar sua justiça é

por meio de seu papel de Juiz de toda a terra. dois significados:

a) Deus declara e sustenta publicamente sua santa lei, resumida nos Dez Mandamentos, por exemplo (Êxodo 20.1-17), ou de outra maneira em 1 Coríntios 13.1-8.

Isso tem pelo menos

58

Como esses dois textos podem ser considerados equivalentes na expressão da lei moral? Busque ajuda em Romanos 13.8-10.

Como o Senhor Jesus Cristo endossou publicamente a lei moral

de Deus no Sermão do Monte?

Veja Mateus 5.17-18.

b) Deus como Juiz aplica penalidades sobre aqueles que transgri- dem sua santa lei.

Leia Ezequiel 18.4; Romanos 2.8-9; 6.23. Qual é a penalidade para o pecado?

O que Jesus disse sobre a penalidade para o pecado no Sermão do

Monte?

Veja Mateus 5.21-22,27-30.

Porém, essa demonstração da justiça de Deus pelo exercício de seu papel de Juiz, resulta na condenação de toda a raça humana (Roma- nos 3.20,23).

Para que as pessoas sejam salvas, algum outro meio precisa ser en- contrado.

2. CRISTO, O SALVADOR

Há possibilidade de conceber a justiça e santidade de Deus de alguma outra maneira de forma que pessoas sejam salvas e que a justiça de Deus de fato as absolva em vez dc condená-las? Pa- rece impossível.

forma que pessoas sejam salvas e que a justiça de Deus de fato as absolva em

No entanto, a boa notícia do evangelho é que, pela vinda do Senhor Jesus Cristo, isso é possível. Deus enviou seu Filho ao mundo como homem entre os homens; ele viveu vida pura e santa agradando ple- namente a Deus e, por meio de sua morte sobre a cruz, todos que crêem são declarados justos aos olhos de Deus e salvos.

Leia Romanos 3.21-26.

Como não alcançamos a justiça perante Deus? (versículo 21).

Como o presente da justiça se torna nosso?

(versículo 22).

De onde provém essa justiça?

(versículo 24).

É possível Deus ser justo e santo e, ao mesmo tempo, absolver e perdoar pecadores! Leia Romanos 3.25-26 para certificar-se.

Esse caminho alternativo de Deus demonstrando sua justiça centra- se no seu Filho, Jesus Cristo.

O propósito central da cruz: subjetivo ou objetivo?

Algumas pessoas querem tratar a morte de Cristo como se seu único propósito fosse a produção de algum efeito subjetivo em nós.

Há a teoria da influência moral. Segundo essa teoria, a morte de Cristo foi uma grande demonstração do amor de Deus para conosco qu e nos move a mudarmos nossa mente a respeito de Deus e assim amá-lo.

Há a teoria do exemplo moral. Segundo essa teoria, a morte de Cristo foi uma ilustração de perfeita obediência a Deus e, portanto, mostra-nos

como devemos viver.

assim decidimos reformar nossa vida.

Há a teoria da união mística. Na cruz vemos o sofrimento de Deus da mesma maneira como nós sofremos em nosso mundo caído; assim so- mos conduzidos à fé, sentindo que Deus está conosco em meio às lutas de nossa vida.

Ela nos convence de nosso egoísmo e pecado e

Cada uma dessas teorias contém um elemento de verdade em si, mas todas elas falham no propósito central da cruz.

•0

As dores de quem Cristo carregou?

(versículo 4)

Por causa do qu e Cristo foi traspassado e moído?

(versículo 5)

De que maneira obtemos paz e cura?

(versículo 5)

O

que o SENHOR colocou sobre Cristo? (versículo 6)

É

isso que os cristãos podem dizer acertadamente com respeito a Cris-

to

como nosso substituto, morrendo em nosso lugar (Isaías 53.8).

Há três palavras importantes que o Novo Testamento usa para descre- ver o qu e foi obtido na cruz pela morte de Jesus em nosso lugar.

1. REDENÇÃ O (Romanos 3.24; Colossenses 1.14)

No pano de fundo desse termo está o mercado de escravos onde se pagava um resgate ao senhor do escravo em lugar do escravo a fim de efetuar a libertação deste.

De maneira semelhante, Cristo morreu em nosso lugar para libertar-

O que Jesus disse a seu respeito em Mar-

nos das penas do pecado. cos 10.45?

2. PROPICIAÇÃO (Romanos 3.25;

1 Jo 2.2)

Quando alguém é propiciado, ele foi aplacado, sua ira foi satisfeita e eliminada. A morte de Cristo em nosso lugar tomou todo o poder da ira de Deus contra o pecado e Deus não está mais irado conosco. O que essa palavra nos diz sobre a natureza do pecado?

3. RECONCILIAÇÃO (Romanos 5.10;

2 Coríntios 5.20-21)

Quando um inimigo torna-se nosso amigo, ele foi reconciliado. Atra- vés da mc>rte substitutiva de Cristo, nós fomos reconciliados com Deus.

62

Por trás disso tudo há o extensivo cenário do Antigo Testamento. Deus estabeleceu a cruz no contexto do Judaísmo do Antigo Testamento para mostrar como a morte de Cristo deve ser interpretada. Alguns desses quadros do Antigo Testamento são:

1. O CARNEIRO DE ISAQUE (Gênesis 22.1-19)

Consulte especialmente Gênesis 22.13. Copie a expressão que fala do carneiro sendo oferecido como substituto.

Quem providenciou o sacrifício? (versículo 8)

2. A PÁSCOA (Êxodo 12.1-28)

Como Deus podia ser fiel às promessas feitas a Israel se os israelitas eram tão pecadores quanto os egípcios? (versículos 12-13). Um dia após o anjo da morte haver passado com juízo pela Terra, havia um filho morto em cada lar egípcio, enquanto em cada lar israelita havia um cordeiro morto. Cada filho mais velho dos israelitas podia dizer que o anjo da morte passou sobre ele porque um "cordeiro da páscoa" havia morrido por ele. Como isso retrata a nossa salvação? (1 Coríntios

5.7)

3. O DIA DA EXPIAÇÃO (Levítico 16.1-34)

Na escuridão do Santo dos Santos, onde somente Deus podia enxer- gar, o sangue era aspergido para fazer expiação pelos pecados do povo de Deus. A morte de Cristo satisfaz a justiça de Deus (Hebreus

9.24-28).

Sobre esse pano de fundo do Antigo Testamento, João Batista foi capaz de anunciar vitoriosamente a respeito de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1.29).

63

Seus santos dedos desenvolveram o galho Onde cresceram os espinhos que o coroaram Os pregos
Seus
santos
dedos
desenvolveram
o
galho
Onde
cresceram
os
espinhos
que
o
coroaram
Os
pregos
que
o feriram foram
extraídos
De
veios
secretos por
ele formados.
Ele
fez
as florestas
onde
cresceu
O
lenho
no
qual seu
corpo foi pregado
E
morreu
sobre
uma
cruz
de
madeira
Mas
ele fez
a
colina
onde
ela foi fincada.
O
Sol que
dele esconde a face
por
seu plano
eterno percorre
o
espaço
O céu
que
se
fez
noite sobre sua cabeça,
Foi
por ele
estendido por sobre
a
Terra.
A lança
que
derramou
seu precioso
sangue
Foi
temperada
nas fogueiras
de
Deus.
A cova
na
qual seu
corpo foi
colocado
Foi
talhada
em
rochas
que
suas
mãos
moldaram.
KW. Pitt 8

Como esses versículos, que espelham o ensino da Escritura, respon-

dem à questão:

"Como a morte de uma pessoa pôde trazer salvação

eterna para tanta gente?"

Conclusão

Reflita sobre o que você aprendeu neste estudo e use esse ensinamento na oração, na adoração e no louvor ao Senhor.

64

ESTUDO 8

POR QUEM CRISTO MORREU?

No estudo anterior, vimos que o Novo Testamento ensina que o Se- nhor Jesus, com seu sacrificio substitutivo na cruz:

— de fato redimiu as pessoas das conseqüências dos seus pecados (Gálatas 3.13);

— de fato afastou a justa ira de Deus contra os pecadores (Romanos 3.25; 1 João 4.10);

— de fato reconciliou as pessoas com Deus (Romanos 5.10).

Por quem Cristo realizou essa obra? Há três respostas possíveis.

1. POR TODOS OS PECADOS DE TODOS OS SERES HUMANOS

1. POR TODOS OS PECADOS DE TODOS OS SERES HUMANOS Isso vem a ser o universalismo,

Isso vem a ser o universalismo, que sustenta que Cristo pagou a penali- dade dos pecados de cada indivíduo e, portanto, todas as pessoas são salvas.

Há, sem dúvida, uma relevância

veremos mais adiante, mas a partir da Bíblia fica claro que o inferno

(Na verdade, uma ameça

vazia seria desonesta e contrária à natureza de Deus.). Como sabe-

Veja Mateus 13.41-42 e

não é uma ameaça vazia da parte de Deus

universal na morte de Cristo, como

mos que nem todas as pessoas serão salvas? Apocalipse 20.15.

2. POR ALGUNS PECADOS DE TODOS OS SERES HUMANOS

Mas se Cristo não tirou a dívida total do pecado do individuo, isso significa que a salvação de uma pessoa depende, no mínimo, em par- te de sua própria habilidade de expiar o pecado e satisfazer as santas exigências de Deus.

Está claro que o Espírito Santo habilita os crentes a vencer o poder

65

do pecado em sua vida, mas a Bíblia opõe-se a qualquer pensamento

que sustente a mínima contribuição de méritos humanos para a obra

da salvação como tal.

Leia Romanos 3.27 e Efésios 2.8-10. Por que são excluídas as "obras" realizadas por nós, segundo esses versículos?

Veja também 2 Timóteo 1.9.

3. POR TODOS OS PECADOS DE ALGUMAS PESSOAS

Isso significa que algumas pessoas são definitivamente salvas. Há uma expiação definitiva (algumas vezes isso é chamado de "expia- ção limitada" ou "redenção particular" — redenção de certas pesso- as). Deus tencionou salvar um grupo determinado de pessoas dentre

a humanidad e decaída. Isso é coerente com o qu e foi visto na doutri-

na da eleição. Cristo salvou na cruz todos os que crêem, os eleitos de Deus.

Muitos textos do Novo Testamento apontam para a verdade da re- denção particular. Veja, por exemplo, os seguintes textos:

Mateus 1.21. Quem Jesus salvará?

João 6.37-40. Quem terá vida eterna?

João 10.14-16, 26-28. A favor de quem o Bom Pastor morreu?

Atos 20.28. A que m o Senhor comprou? Qual foi o preço?

Hebreus 10.14.

A quem Cristo tornou perfeito aos olhos de Deus por

seu sacrifício?

Será proveitoso conferir também esses textos: João 15.13-14;

nos 8.31-34;

O Novo Testamento ensina que, na cruz, Jesus não apenas tornou

Roma-

1 Coríntios 8.11;

Efésios 5.25-27;

1 João 4.10-11.

possível a salvação, mas de fato salvou todos aqueles que crêem.

66

A divina foi paga, de uma vez por todas. O teólogo puritano John Owen, comentando

A divina foi paga, de uma vez por todas.

O teólogo puritano John Owen, comentando 2 Corintios 5.21, escreve: "O que significa então? Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós'? Claramente que, por dispensação e consentimento, ele (Deus) atribuiu aquilo de que não era culpado ao seu (de Cristo) encargo. Ele colocou sobre ele e imputou-lhe todos os pecados de todos os eleitos, e procedeu contra ele de acordo. Ele serviu como nossa garantía, carregando de fato toda a divida, e teve de pagar até o último centavo, como faz um fiador quando isso éexigi- do dele; embora ele não tivesse emprestado o dinheiro, nem possuísse um centavo daquilo que constituía a dívida, ainda assim se ele fosse cobrado numa execução, teria de pagar tudo. O Senhor Jesus (se posso dizer assim) foi processado pela justiça do seu Pai e condenado à pena de morte, razão por que foi submetido a tudo que era devido ao pecado; que anteriormente tínhamos provado como sendo morte, ira e maldição. " 9

Algumas objeções e alguns esclarecimentos

1. Obviamente, há textos no Novo Testamento que parecem ensinar que Cristo morreu em favor de "todos" ou "de cada um", mas deve- mos ler essas palavras no seu contexto. Se você pensar a respeito disso, vai concordar que muitas vezes usamos essas palavras em sentido limitado e não universal.

Como exemplos, consideremos duas passagens.

Primeiro, consulte 2 Coríntios 5.14-15.

pelos quais Jesus morreu, segundo o versículo 15?

O que distingue os "todos"

6 7

Segundo, consulte Hebreus 2.9-13. Observe a ligação existente en- tre "todos" (versículo 9), "muitos filhos" (versículo 10), "irmãos" (versículos li e 12), "filhos" (versículo 13) e "salvação deles" (versículo 10). Agora, quem são "todos" mencionado no versículo 9?

A Bíblia usa muitas vezes a palavra "todos" não no sentido de "todas as pessoas em todos os lugares", mas todos de um certo grupo de pessoas. O contexto deixa claro quem é esse grupo (veja João 12.32 e observe os versículos 38-40).

De forma semelhante, a palavra "mundo" precisa ser lida no contex- to. Um bom exemplo é João 4.42. Esse versículo fala de Cristo como "o Salvador do mundo". Isso significa que cada pessoa no decurso de toda a História e em todos os lugares será salva? Não, esse versículo não ensina o universalismo; isso estaria em contradição com o restan- te da Bíblia. Mas o versículo está ensinando que Cristo é o único Salvador de qualquer um em qualquer lugar neste mundo; não há salvação em nenhum outro.

2. Mas precisamos observar que a morte de Cristo possui relevância universal. Quanto a isso há dois aspectos:

a) Jesus morreu por todos no sentido de que ele morreu para que houvesse um evangelho da graça que está aberto para todos e é livremente oferecido a todos. Leia Lucas 24.46-47 e o mais famo- so versículo da Bíblia, João 3.16.

Para quem o perdão dos pecados deve ser proclamado?

Para quem ele é eficaz?

O evangelho deve ser oferecido a todos. Mas é da própria respon- sabilidade do ser humano aceitá-lo ou não; recusar a oferta salvadora de Deus consiste em pecado. Tocamos aqui novamente no mistério que envolve a soberania de Deus na eleição e a res- ponsabilidade do ser humano. Poderíamos imaginar que a doutri- na da eleição excluiria uma livre oferta de perdão a todo o mundo. Mas, biblicamente, isso não é assim. O chamado do evangelho bíblico não é: "Você é um dos eleitos? Se é, então você pode crer

6

e ser salvo". O chamado é: "Crê no Senhor Jesus Cristo — e se

você crê, então é um dos eleitos de Deus" . A morte de Cristo foi em favor de todos no sentido de que todos os que crêem serão salvos por ele.

b) Há outro aspecto universal na morte de Cristo: sua morte adquiriu

o dia da graça para todas as pessoas. O fato de Deus haver permi-

tido qu e a História do mundo continuasse após a queda foi para que o pecado continuasse e se desenvolvesse. Ele podia ter colo- cado um ponto final, destruindo o mundo. Mas Deus quis que a História continuasse para que seus propósitos salvíficos fossem realizados. A morte de Cristo comprou do tribunal de Deus o adi- amento do juízo.

E dessa maneira que alguns textos das Escrituras falam da morte

por aqueles que estão perdidos. Por exemplo, 2 Pedro

de Cristo

2.1 fala de falsos profetas sendo "resgatados" pelo Senhor.

de falsos profetas sendo "resgatados" pelo Senhor. O adiamento do juízo é uma das coisas que

O adiamento do juízo é uma das coisas que está por trás do pensa-

mento de Paulo em Atos 17.30 e Romanos 3.25.

À luz do que acabamos de ver, reflita sobre os seguintes versículos e diga como você acha que eles devem ser entendidos.

1 Timóteo 4.10

1 Timóteo 2.6

1 João 2.2

69

P o r que a doutrina da expiação limitada é importante?

1. Ela é importante porque destaca que Jesus nos salva de fato. A obra da salvação foi completada e acabada sobre a cruz de uma vez por todas

Hebreus 9.26). O Senhor Jesus Cristo fez tudo o que era

Por isso, podemos regozi-

(João 19.30;

necessário para salvar aqueles que crêem.

jar-nos na nossa segurança em Cristo.

Em que ocasiões de nossa vida cristã o pensamento da completa re- denção nos é de especial conforto?

2. Ela é importante porque nos diz que nós, cristãos, podemos afirmar para nós próprios: "Jesus me ama". Quando Cristo morreu na cruz, ele não morreu por uma massa de indivíduos anônimos. Ele morreu em favor de seus escolhidos. Ele suportou nossos pecados. O cristão pode ter certeza de que "Cristo morreu por mini".

Leia Gálatas 2.20. Que efeito a realização dessa obra teve sobre o apóstolo Paulo?

3. Ela é importante porque assegura ao crente a verdade de Romanos 8.32-39. Se Deus entregou seu Filho por nós particular e efetiva- mente, podemos estar certos de que ele não deixará de nos dar todos os outros bens.

Qual é a maior dádiva que Deus nos deu?

Pelo fato de nos ter dado isso, a dádiva mais cara e maior, ele dificil- mente deixará de nos dar coisas menores, não é mesmo? Isso é de grande encorajamento para a nossa fé!

Conclusão

Leia o parágrafo abaixo e medite sobre a morte de Cristo na cruz à luz dessa leitura.

70

71

71

ESTUDO 9

COMO A GRAÇA DE DEUS VEM A NÓS

"Qu e devo fazer para ser salvo?" Essa foi a pergunta qu e o carcereiro de Filipos fez a Paulo e Silas (Atos 16.30). Ele tinha se dado conta desesperadamente da fragilidade de sua vida quando um terremoto sacudiu os alicerces da prisão. Tendo visto o que Jesus realizou pelos pecadores e percebendo a fragilidade de nossa vida, essa é uma per- gunta que nós também devíamos nos fazer.

A graça de Deus provê perdão para os pecadores por meio da morte de

Cristo.

que somos redimidos às custas de Cristo. Mas como essa graça — esse perdão, essa vida espiritual — se torna efetiva em nossa vida?

Ele nos leva a conhecer Deus e nos torna aceitáveis a ele por-

1.

pessoal

DEUS

NOS TRATA

COMO

A primeira coisa na qual

a Escritura insiste é que

a salvação é pessoal. Ter

nascido num país "cris- tão" onde facilmente podemos ouvir o evan- gelho, ser parte de uma família cristã onde a Bí- blia é lida, acompanhar

a cada domingo o povo

à igreja — todas essas são coisas boas mas são insuficientes para nos

salvar. Para que o perdão e a vida espiritual sejam nossos, Deus pre- cisa lidar com cada um de nós particularmente.

Como Jesus enfatizou isso ao mestre religioso, Nicodemos, em João

3.1-8?

isso ao mestre religioso, Nicodemos, em João 3.1-8? INDIVÍDUOS 2. O ÚNICO MEDIADOR Em segundo lugar,

INDIVÍDUOS

2. O ÚNICO MEDIADOR

Em segundo lugar, podemos perguntar:

"Como é possível que as

pessoas possam tratar com Deus no nível pessoal, individual? Não precisamos de alguém que atue como intermediário? O dogma cató- lico-romano sempre considerou a igreja como uma espécie de inter- mediária entre Deus e os pecadores, e concede a graça como se fosse um tipo de substância espiritual levada até o indivíduo pelos sacer- dotes e sacramentos. Portanto, a visão católica tradicional tem sido a de que não pode haver salvação fora da Igreja Católica Romana.

Mas a Bíblia ensina que Jesus Cristo é nosso sacerdote. Ele é o único intermediário entre Deus e os seres humanos. Assim, conhecendo as promessas de Deus no evangelho, somos convidados a ir diretamen- te a Deus por intermédio de Cristo.

Copie 1 Timóteo 2.5

Copie 1 João 2.1

3. FE SOMENTE

Consulte Atos 16.30-31. Qual foi a resposta do apóstolo Paulo ao ho-

mem que lhe perguntou:

"Que devo fazer para que seja salvo?"

Qual foi a resposta do apóstolo Paulo ao ho- mem que lhe perguntou: "Que devo fazer

Recebemos perdão e vida espiritual de Deus quando o Espírito Santo atua em nosso coração para conduzir-nos à fé no Senhor Jesus Cristo.

Verifique isso, consultando João 3.16; Romanos 3.22; 5.1.

O ensino bíblico da salvação pela fé é uma surpresa para muita gente.

As pessoas tendem a pensar a respeito da religião em termos de con- quistar um lugar no céu sendo boas e obedecendo regras. O cristianis- mo é popularmente entendido como se consistisse de cidadãos que observam as leis, que levam vidas retas e são gentis com seus vizinhos. Porém, isso é uma falsa compreensão e significa colocar o carro à frente dos bois.

A Bíblia ensina categoricamente que não somos salvos por nossas boas

ações (Romanos 3.20). Elas nunca seriam boas o suficiente aos olhos do santíssimo Deus, e nós sabemos disso. Não merecemos a salvação. Mas o maravilhoso ensino do evangelho é que Cristo obteve, por seus méri- tos, salvação para nós; ele a adquiriu para seu povo com seu sangue. A ele pertencem as pessoas que possuem fé nele. Somos salvos pela fé em Cristo.*

Uma vez salvos e conhecedores da alegria do perdão de Deus, deseja- remos viver de maneira agradável a ele por gratidão ao seu amor. No entanto, não são as boas ações, mas a fé, simples confiança pessoal em Cristo, que traz salvação.

Em Gálatas 2.15-16, Paulo diz que a salvação vem pela fé somente e não por boas obras. Leia esses versículos e depois tente reescrevê-los em suas próprias palavras.

*Você encontrará algumas vezes na Escritura que o critério para a salvação é a fé (Atos 16.31), às vezes arrependiment o (Lucas 24.47) e outras vezes arrependimento e fé (Marcos 1.15; Atos 20.21). A razão disso é que arrependimento e fé são parte e parcela da mesma coisa; eles são os dois lados da mesma moeda. Verdadeira fé é o voltar-se da alma em confiança ao Senhor. Mas o voltar-se sincero ao Senhor envolve necessariamente o afastamento do pecado e do ego. Portanto, verdadeira fé inclui arrependimento. Verdadeiro arrependimento significa dar as costas ao pecado, entristecido pela vida do passado, e perseguir na prática o que é justo e bom. Mas somente podemos perseguir o que é justo quando confiamos no Senhor e o servimos, ele que é a fonte de toda justiça e bem. Portanto, verdadeiro arrependimento inclui fé. Recebemos a graça de Deus somente pela fé. Fé é o voltar-se da alma para agarrar-se ao Senhor pela fé em Cristo e na sua obra redentora que traz salvação ao indivíduo.

74

Martinho Lutero redescobriu o fato de que Deus dá graça diretamente por meio da fé sem a mediação da igreja e sem o nosso merecimento dela pelas nossas "boas obtas". Essa redescoberta conduziu ao grande reavivamento espiritual, à verdade e à alegria, conhecidos como a Re- forma. O simples prazer de saber que ninguém é ruim demais ou está longe demais para ser salvo por Cristo ao vir a ele em fé, varreu todo o continente europeu e mudou o curso da História. Sola fide ("fé somen- te") foi o grito de guerra da Reforma.

Com o chegamos à fé?

Algumas pessoas ensinaram que todos os seres humanos possuem, por natureza, a habilidade de crer em Cristo se assim o escolherem. Essa idéia é chamada de pelagianismo, por causa de Pelágio, um monge bri- tânico, que fez essa proposição durante os séculos IV e V.

Mas leia 2 Coríntios 4.4. Como esse versículo mostra que o pelagianismo está errado?

Outros reconhecem a cegueira e impotência espiritual dos pecadores, mas dizem que Deus vem e dá a todas as pessoas suficiente graça para

se livrarem, por assim dizer, das algemas do pecado, e então devem por

si mesmas fazer uma livre escolha para crer no Salvador.

chamada de arminianismo, graças a Armínio, um teólogo holandês que

viveu durante o século XVII.

Mas leia Mateus 11.25-27. Como esses vetsículos nos mostram que Je- sus não teve uma visão arminiana de como pessoas chegam ao arrepen- dimento e à fé?

Essa crença é

Outros ainda sustentam que o Espírito Santo atua de tal maneira nos eleitos de Deus que muda a natureza deles fazendo com que queiram confiar em Cristo e assim fazem. Evidentemente, por causa da nossa

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condição de decaídos, todas as pessoas resistem ao chamado do evan- gelho, mas por essa "graça irresistível" ou "chamado eficiente" de Deus, a mente, o coração e a vontade do ser humano são mudados de modo que ele alegra-se em confiar no Salvador. Historicamente esse ponto de vista é chamado de calvinismo, por causa do reformador francês do século XVI.

calvinismo, por causa do reformador francês do século XVI. Leia 2 Coríntios 4.4-6. Como a linguagem

Leia 2 Coríntios 4.4-6. Como a linguagem da criação indica que aquilo que Deus faz é um ato irresistível?

Enquanto o terceiro ponto de vista nos traz filosoficamente algumas dificuldades, o primeiro e o segundo estão cheios de problemas quan- do examinados à luz da Escritura.

Esses pontos de vista são de tal natureza que a salvação é entendida, pelo menos em parte, como realização do ser humano. Tudo é colocado como se dependesse apenas do ser humano escolher a Cristo. Isso é contrário ao ensino da Escritura de que nossa salvação é total realização de Deus, do começo ao fim.

Esses pontos de vista implicam que a morte de Cristo na cruz foi um sério jogo de risco da parte de Deus, pois não possuía nenhuma segu- rança quanto ao resultado. Cristo poderia ter morrido sem que ninguém viesse a escolher ser salvo!

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As verdades básicas e textos da Escritura Em primeiro lugar, observe como essa verdade do

As verdades básicas e textos da Escritura

Em primeiro lugar, observe como essa verdade do chamado eficiente se enquadra novamente em tudo o que vimos até aqui. Se os seres humanos são espiritualmente cegos, mortos e incapazes de se salvarem a si próprios por causa do pecado; se Deus em sua graça tem o propósi- to de salvá-los e se Cristo morreu a fim de obter salvação, então segue- se logicamente que Deus também deve prover os meios para chamá- los aos benefícios da salvação que lhes preparou. Deus efetivamente chama os eleitos à vida espititual e ao perdão.

Em segundo lugar, isso não apenas é lógico, mas é o ensino das Escrituras.

1. A obra do Espírito Santo é absolutamente necessária para sermos capazes de ver a verdade do evangelho e crer (João 3.3; 1 Coríntios

2.12).

2. Fé não é simplesmente nossa resposta a Cristo:

é um dom que Deus

nos concede (Mateus 16.17;

Pense no ensino de Efésios 2.8. Por meio de que somos salvos?

Efésios 2.8;

Filipenses 1.29).

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Como essa graça vem a nós?

De onde provém os meios para recebermos essa graça?

3. O próprio Cristo falou clara e intransigentemente sobre a irresistível

graça salvadora de Deus.

O que Jesus diz que "ninguém" pode fazer?

Leia João 6.36-37,44,64-65.

Como o versículo 37 nos mostra que Jesus sabia que a graça de Deus

é irresistível?

Há três figuras bíblicas que ilustram essas verdades da vocação eficaz.

1. RESSURREIÇÃO

Consulte João 5.24-26 e Efésios 2.1,5.

a iniciativa de Deus em favor do ser humano?

Como esses textos descrevem

Como os acontecimentos da manhã da páscoa nos dao a certeza de que Deus é capaz de realizar a obra da conversão nas pessoas?

2. NOVO NASCIMENTO

Consulte João 3.1-8; 1 Pedro 1.3,23. De que maneira um bebê pode contribuir para dar vida a si mesmo?

Quem possui o poder de dar vida a um bebê? Quem so- mente tem poder para levar pessoas à conversão e salvação?

mesmo? Quem possui o poder de dar vida a um bebê? Quem so- mente tem poder

3. NOVA CRIAÇÃO

Consulte 2 Coríntios 4.6;

o criou? Em última análise, quem nos torna cristãos?

5.17. O mundo se fez a si próprio ou Deus

Leia Efésios 2.10. Como as boas obras sc enquadram no plano de salvação de Deus?

Porém, tendo visto que a vocação eficaz é obra de Deus e que sem a ação divina as pessoas não podem ser convertidas, seria errado concluir que por isso não deveríamos exortar pessoas a voltarem-se para Cristo ou ordenar a elas que se arrependam e creiam. (Lembre-se do estudo 3 a respeito da soberania de Deus e a responsabilidade humana.)

Leia Mateus 11.25-30. Nosso Senhor Jesus Cristo sentia-se feliz em afirmar a verdade da soberania de Deus na salvação (versículos 25-27) junto com a livre oferta do evangelho a todos os que viriam a ele (versículos 28-30).

evangelho a todos os que viriam a ele (versículos 28-30). Conclusão Com base no que aprendemos

Conclusão

Com base no que aprendemos nesse estudo, como você encorajaria um amigo não-cristão que veio a você e disse que desejaria ter uma fé como a sua e que gostaria de cter mas não consegue?

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As verdades aprendidas levam o cristão a empenhar-se no evangelismo com esperança e com oração. Não podemos levar pessoas à fé em Cris- to, mas Deus pode!

podemos levar pessoas à fé em Cris- to, mas Deus pode! C. H. Spurgeon diz: "A

C. H. Spurgeon diz: "A cruz de Cristo não está erguida ali simplesmente para cada pessoa olhar para ela, e então deixar para o acaso se pessoas irão ou não olhar. A cruz está ali livremente para cada alma que vive, todavia, Deus deter- minou que ela não seja negligenciada. Há um número que ninguém pode contar que deverá, por graça irresistível, ser levado a abraçar aquela cruz como a espe- rança das suas almas. Jesus não terá morrido em vão. Deus dará vontade a seres humanos no dia do seu poder.

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ESTUDO 10 OS SINAIS DA GRAÇA Como alguém pode ter certeza de qu e foi

ESTUDO 10

OS SINAIS DA GRAÇA

Como alguém pode ter certeza de qu e foi salvo?

Quando nos tornamos cris- tãos, conhecemos, até certo ponto, a maravilhosa experi- ência subjetiva do Espírito Santo testemunhando ao nos- so espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8.16). O Espírito Santo, em nosso co- ração, nos assegura da verda- . de das promessas salvadoras de Deus e nos leva a nos apoi- armos nelas.

Mas além dessa experiência subjetiva, há mudanças objetivas em nossa vida as quais evidenciam o fato de que fomos salvos. Nosso pensamento, nossos desejos e nosso comportamento começam a mudar por amor a Cristo. Tais mudanças atestam a presença do Senhor em nossa vida. Uma pessoa salva começa a mostrar esses sinais da graça.

Esse processo de mudança não suprime ou sufoca nossa individualida-

Na verdade, ele nos traz grande bênção ao sermos renovados e nos

tornamos as pessoas que Deus quis que fôssemos.

Para que grande mudança Deus nos predestinou?

de.

Para que grande mudança Deus nos predestinou? de. (Romanos 8.29) De acordo com 2 Coríntios 3.18,

(Romanos 8.29)

De acordo com 2 Coríntios 3.18, o que nos acontecerá ao vivermos uma vida olhando para Cristo pela fé?

í

Cristo é o santo Filho de Deus, e quando nos tornamos cristãos nossa vida começa a mudar de tal maneira que também passamos a viver vida santa como ele. Esse processo de mudança varia, até certo ponto, de cristão para cristão, mas devia ficar claro que o processo de mudança para tomar-se mais semelhante a Cristo começou e está continuando. O crescimento e a mudança para sermos semelhantes ao Filho de Deus são sinais de que estamos espiritualmente vivos.

Outra maneira de encarar isso é dizer que nos tornamos cristãos pelo arrependimento e pela fé. E arrependimento e fé implicam mudança. Nunca seremos perfeitos até alcançarmos o céu, e assim nossa cami- nhada cristã neste mundo é de arrependimento e fé contínuos (Mateus

6.12).

Copie as instruções de Paulo para a vida cristã conforme expressas em Colossenses 2.6-7.

Há alguma diferença na maneira como iniciamos a vida cristã e a ma- neira como continuamos nela?

0 teólogo J, I. Packer faz um comentário muito útil a respeito da natureza do arrependimento. Ele diz: "Arrependimento significa voltar-se do seu pecado até onde você o conhece para dar-se o quanto você conhece de si a Deus, o quanto você o conhece. E à medida que seu conhecimento desses três pontos cresce, sua prática do arrependimento deve aumentar. " ,s Dessa maneira, mudança e arrependimento são parte inevitável de um crescente relacionamento com Deus.

Os sinais da graça no Novo Testamento

Como o Novo Testamento descreve os sinais da graça? Diferentes pre- gadores e escritores no Novo Testamento abordam de maneiras dife- rentes o assunto dos sinais da graça na vida de pessoas. Todos falam do mesmo assunto, mas usam maneiras diferentes de expressá-lo e dão diferentes ênfases. Tentemos observar um quadro geral das principais maneiras nas quais a graça de Deus toma-se visível na vida de pessoas.

82

3. O cristão é uma pessoa que vive uma vida de evidente testemunho de Deus (Mateus 5.14-16).

Mas por que somente (Veja Mateus 10.32-33).

Não é fácil viver declaradamente para Cristo.

uma fé que dá testemunho é fé verdadeira?

4. O cristão é uma pessoa que vive uma vida de autonegação e conflito diários com o pecado. Nem sempre ele consegue vencer essa bata- lha, mas ele sempre procura batalhar.

Como Cristo retrata, em Mateus 5.29-30, a ur- gência com a qual deve- mos combater o pecado?

a ur- gência com a qual deve- mos combater o pecado? 5. O cristão é uma

5. O cristão é uma pessoa que é chamada à uma vida de perdão, :.mor sensível e autodoação (Mateus 5.38-48). Somente depois de ter conhecido o amor e o perdão de Deus, ele será capaz de amar outros.

Por que é difícil amar assim como Cristo nos ordena? Como tal amor

deveria nos distinguir de outras pessoas?

(versículos 46-47).

6. O cristão é uma pessoa que deve rejeitar o mundo e seus valores.

A religião mundana espera pelo aplauso das pessoas, mas o cristão deve rejeitar isso e procurar agradar somente a Deus (Mateus 6.1).

"Qual era a direção de nossa vida antes de sermos cristãos? Mobili- dade ascendente! Qual é a direção de nossa vida depois que nos tor- namos cristãos? Mobilidade ascendente — só que Deus está lá para

84

ajudar-nos a ter mais sucesso." O que há de errado nessa afirmação, segundo Mateus 6.19-24?

7. Conquanto usemos, como cristãos, nossos cinco sentidos, devemos viver pela fé e não pelo que vemos: somos chamados a um céu que nunca vimos, por um Salvador que nunca vimos, por meio da obedi- ência ao seu mandamento.

Quem é o homem sábio, segundo Mateus 7.24-27?

O sinal que de fato recebemos a graça de Deus e somos súditos do seu reino é que obedecemos aos mandamentos do Senhor Jesus Cristo movidos por amor ao Salva- dor e não por legalismo. Fazendo assim, nossa vida mudará e nós nos tornaremos mais semelhantes a Cristo. Esse bom fruto vai mostrar que somos dele e isso não pode ser falsificado (Mateus 7.16-20).

AS TRÊS

e isso não pode ser falsificado (Mateus 7.16-20). AS TRÊS O APÓSTOLO PAULO: VIRTUDES CRISTÃS Com

O APÓSTOLO PAULO:

VIRTUDES CRISTÃS

Com freqüência, o apóstolo Paulo expressa em suas cartas três virtudes especiais que caracterizam o cristianismo verdadeiro.

Veja 1 Coríntios 13.13; Colossenses 1.5; 1 Tessalonicenses 1.3. Quais são as três virtudes que marcam a graça salvadora de Deus em nossa

vida?

O

escritor da epístola aos Hebreus pode não ter sido Paulo, mas consul-

te

Hebreus 6.9-12. Ao falar das "coisas que acompanham a salvação", o

85

autor enfatiza as mesmas três virtudes. Até quando ele diz que essas virtudes persistem na vida cristã?

Como essas três virtudes se relacionam ao ensino de nosso Senhor so- bre os sinais da graça no Sermão do Monte?

Leia Gálatas 5.22-23.

no de Paulo sobre o fruto do Espírito?

Como essas três virtudes se relacionam ao ensi-

O APÓSTOLO JOÃO

João escreveu sua primeira carta para que as pessoas tivessem certeza de que elas realmente eram pessoas cristãs salvas (1 João 5.13).

Como João deixa bem claro que nenhum cristão é perfeito nesta vida? (1 João 1.8-10).

Se o cristão cai em pecado, o que ele deve fazer?

(1 João 1.7;

2.1-2)

Porém, havendo esclarecido que os cristãos podem não ser perfeitos, João nos conta que cada cristão se distingue por uma vida modificada.

O cristão é uma pessoa modificada intelectual, moral e socialmente.

Sua mente, sua vontade e seus sentimentos foram ttansformados. Isso mostra que a graça de Deus está na vida de uma pessoa.

A mente do cristão mudou — ele crê em Cristo. Verifique o que João diz em 1 João 3.23; 4.15; 5.1,5.

A vontade

3.6,9;

5.18.

pecado e a favor da obediência.

do cristão mudou — a direção geral de sua vida é contra o

Verifique isso em 1 João 2.3-6;

86

Os sentimentos do cristão mudaram — ele ama Deus e ama outros cris- tãos. Verifique isso em 1 João 2.10; 3.14; 4.7,19-21.

Tudo isso mostra a presença do Espírito Santo em nossa vida (1 João 3.24; 4.13). Como esse ensino sobre a mudança da mente, da vontade e do coração do cristão se enquadra no que vimos no estudo 5 sobre a queda do ser humano?

A CARTA DE TIAGO Consulte Tiago 2.14-26. De acordo com Tiago, como a fé genuína se mostra na vida de alguém?

Algumas pessoas tentam concluir que Tiago contradiz a grande ênfa- se de Paulo de que somos salvos somente pela fé (Romanos 3.28). Mas isso não é verdade. A verdade é que Paulo e Tiago estão abordan- do duas questões um pouco diferen- tes. Paulo está tratando da questão:

"Como pecadores podem ser sal- vos?" Sua resposta é: somente pela fé em Cristo e os méritos deste. Tiago, porém, está abordando a questão: "Como podemos distinguir entre fé genuína e presunção falsa?" Sua resposta é que fé genuína sempre produzirá obediência e boas obras — não na tentativa de mere- cer salvação pois Tiago reconhece que a salvação é pela fé (Tiago 2.5), mas simplesmente porque o cristão confia em Deus e o ama.

Como esse texto mostra que Paulo concorda com

Consulte Gálatas 5.6. Tiago?

porque o cristão confia em Deus e o ama. Como esse texto mostra que Paulo concorda

87

O APOSTOLO PEDRO

Consulte 2 Pedro 1.5-11. Como Pedro relaciona a mudança na vida de

uma pessoa e o crescimento no caráter cristão ao decreto da eleição de

Deus?

Veja também 1 Pedro 1.15-16.

Como o chamado de Pedro aos cristãos para buscarem vida santa com- bina com o propóstito para o qual fomos escolhidos por Deus? (Efésios

1.4)

Portanto, verificamos que, apesar de a ação do Espírito Santo em nosso coração set secreta e invisível, ainda assim a salvação se expressa de maneiras concretas na vida transformada.

Conclusão

Como você resumiria o ensino do Novo Testamento sobre os sinais da graça na vida do cristão?

O

que significa para nós se verificamos que um exame honesto de nos-

sa

vida revela que ela não é diferente da vida das pessoas do mundo?

Se estamos nessas condições, não precisamos desesperar, mas o que devemos fazer?

88

ESTUDO 11

PRESERVAÇÃO E PERSEVERANÇA

Vimos que a Bíblia provém de Deus e trata fundamentalmente a res- peito de Deus. Ela também nos fala a respeito do ser humano. Ela nos diz que, embora o ser humano tenha sido criado originalmente à ima- gem de Deus, ele agora está completamente caído e é incapaz de sal- var-se a si e até mesmo de perceber essa sua necessidade.

Na eternidade, Deus escolheu salvar uma grande multidão dentre a humanidade rebelde. Cristo fez expiação na cruz para esses pecadores eleitos. Deus, por sua vez, efetivamente chama cada um deles e o leva à fé em Cristo e assim para a experiência da salvação.

à fé em Cristo e assim para a experiência da salvação. 0 cristão prossegue para o

0 cristão prossegue para o final da jornada. Uma coisa vital que precisamos ter em mente é que Deus não perde nenhum daqueles que ele escolheu, comprou e chamou (João 6.39). Ele os preserva e leva seguramente cada um deles ao céu. Ele realiza isso assegurando que cada cristão verdadeiro persevere no caminho de Cristo e continue na fé até o fim. A maravilhosa verdade é que nenhum cristão verdadeiro jamais será perdido.

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O QUE APRENDEMOS ATÉ AQUI TORNA CLARA A SEGURANÇA DO

CRISTÃO

Deus o Pai se propôs salvar seu povo em favor de quem Cristo morreu

e em quem o Espírito Santo realiza o novo nascimento. Se algum dos

que Deus se propôs salvar sucumbir e não chegar ao céu, então a onis- ciência de Deus terá fracassado e ele não é mais onipotente e não pode ser Deus!

Leia Isaías 46.9-10.

Qual é a "boa vontade" de Deus?

Se Deus não cumprisse essa promessa, que implicações isso teria para

ele?

Agora consulte Efésios 1.11-12. Qual é o propósito de nossa salvação?

Se podemos nos perder, então esses versículos não são verdadeiros. Mas isso é impossível!

Deus não abandonará seus eleitos. Para que isso acontecesse, ele teria de mudar, negar o que decidiu e fazer alguma coisa que não persistiria para sempre. Essas três coisas Deus não pode fazer. Consulte 2 Timó- teo 2.13 e Eclesiastes 3.14. Qual é o atributo de Deus a que esses tex- tos se teferem?

Uma vez compreendido que Deus é soberano e que ele se propôs sal- var seu povo, fica claro que todos os cristãos verdadeiros estão eterna- mente seguros.

Ele pagou um preço muito alto; é impossível pensar que ele desperdi- çaria o preço. Se o seu poder pode salvar os ímpios, então é suficiente para guardar os crentes!

90

EMBORA CRISTÃOS FALSOS POSSAM E IRÃO SE PERDER, ISSO NUN- CA PODERÁ ACONTECER COM O

EMBORA CRISTÃOS FALSOS POSSAM E IRÃO SE PERDER, ISSO NUN- CA PODERÁ ACONTECER COM O VERDADEIRO CRISTÃO

Às vezes as Escrituras falam de pessoas que chegam ao seio da igreja, e que nos final se perdem, mas sempre fica claro que, embora tais pesso- as tivessem uma aparência de fé, na verdade nunca submeteram-se verdadeiramente a Cristo e não eram cristãos reais.

Leia a parábola do semeador em Marcos 4.1-20. Quem são os cristãos reais e quem são os "cristãos temporários"?

Veja os versículos 16-19.

tãos temporários" desistem da fé?

Quais são os motivos pelos quais esses "cris-

Seja qual for a experiência que eles tiveram com o evangelho, eles nunca

91

se submeteram a Cristo a ponto de, quaisquer que fossem as provações ou outras atrações, ficar firmes nele. O âmago do seu coração de fato nunca foi mudado. Na realidade nunca foram cristãos.

Leia Hebreus 6.4-12. Essa passagem fala da queda daqueles que tiveram algum tipo de experiência com o Espírito Santo. Como o escritor descreve a experiência religiosa que eles tiveram antes de se desviarem?

Tais pessoas são cristãos falsos. O escritor continua explicando que cris- tãos verdadeiros experimentam coisas melhores — "coisas que acom- panham a salvação". Como ele mostra crer que, onde os sinais da graça de fato estão evidentes, tal pessoa nunca se perderá?

TEXTOS BÍBLICOS ESPECÍFICOS ENSINAM QUE OS CRISTÃOS ES- TÃO ETERNAMENTE SEGUROS

1. Alguns textos afirmam que Deus nos preserva. Consulte os seguin- tes textos e identifique o que Deus fará: João 6.37-39; Filipenses 1.6; 1 Tessalonicenses 5.23-24; 2 Timóteo 4.18.

Filipenses 1.6; 1 Tessalonicenses 5.23-24; 2 Timóteo 4.18. Alguns textos confir- mam nossa segurança perante Deus

Alguns textos confir- mam nossa segurança perante Deus como nosso Juiz. Veja Ro- manos 8.31-34. Por que ninguém pode nos acusar?

Veja Judas 24-25.

O que Deus é capaz de fazer?

3. Alguns textos confirmam nossa segurança pela fidelidade de Deus. Veja Hebreus 6.17-18.

Quais são as duas coisas imutáveis que nos dão conforto e certeza?

4. Alguns textos estabelecem a natureza de nossa vida em Deus. é a promessa em João 11.26 e João 10.28-29?

Qual

Consulte 1 Pedro 1.23. O que é imperecível e que implicação isso traz?

5. Alguns textos sublinham o inevitável cumprimento dos propósitos de Deus. Leia Romanos 8.30.

Você é capaz de encontrar qualquer indício de incerteza ali?

Leia Romanos 8.37-39. Liste as coisas que são incapazes de desvincular-nos de Deus. A lista cobre tudo?

6. Alguns textos sublinham nossa perseverança na fé. Veja Romanos

1.17.

O qu e acontecerá aos justos, justificados pela fé?

Veja João 5.18. pelo pecado?

Que m guarda aquele cuja vida não é mais dominada

OS TERMOS BÍBLICOS QUE DESCREVEM A SALVAÇÃO DEIXAM CLARA A VERDADE DA PRESERVAÇÃO DOS CRENTES

1. Vida eterna. Leia João 3.15-16. Como isso mostra que um cristão não pode se perdei?

9 3

Consulte João 17.1-3. eterna?

Em que sentido a vida eterna difere da morte

Vida eterna não significa simplesmente vida de duração infinita mas vida de qualidade diferente, semelhante à vida de Deus. Morte eterna não é aniquilamento, mas punição eterna (Mateus 25.46).

2. Os quadros que retratam os cristãos como sendo a noiva de Cristo (Efésios 5.22-32), seu templo (Efésios 2.19-22) e membros do seu corpo (Efésios 1.22-23), mostram que estamos inseparavelmente uni- dos a ele que é o Eterno, para seu eterno louvor.

Como esses versículos mostram que os crentes estão eternamente seguros?

3. Também somos retratados como sendo filhos de Deus e irmãos de Cristo. Enquanto Cristo vive e é Filho de Deus, temos o favor de Deus.

Leia Romanos 8.14-17. Como sabemos que somos filhos de Deus?

Consulte Efésios 1.4-6. Pode alguém que agora está "em Cristo" tor- nar-se em algum momento inaceitável a Deus?

Conclusão

Os cristãos nunca poderão se perder. Deus nos levará em segurança ao novo céu e à nova Terra. Essa verdade é motivo de inexprimível con- forto para filhos de Deus. Se você é um filho do Deus vivo, não viva como um órfão! Ande em comunhão com seu Pai. A verdade da segu- rança etetna não significa que tomemos a salvação como algo natural e vivamos vida ímpia: mostramos que somos filhos dc Dzvs nela santida-

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de — e que privilégio isso é! A única conclusão adequada é nos curvarmos humildemente em adoração e louvor pela grandio- sa graça que Deus mostrou para conosco.

adequada é nos curvarmos humildemente em adoração e louvor pela grandio- sa graça que Deus mostrou

95

LEITURA S

PAR A

APROFUNDAMENT O

1. Bases da Fé Cristã (3 vol.) — Ludgero Braga

2. Breve Catecismó, O

3. Cânones de Dort, Os

4. Catccismo Maior, O

5. Confissão de Fé de Westminster, A

6. Escolhidos em Cristo — Samuel

7. Glória de Cristo, A — R. C. Sproul

8. Mistério do Espírito Santo, O — R. C. Sproul

Falcão

9. Salvos Pela Graça — A. [loekema

CITAÇÕE S

\. Works of Richard Sibbes, 1973 reeditado, p. 413.

editado por Alexander B. Grosart, Vol.

1, Banner of Truth Trust,

2. Thoma s Watson, A Body of Divinity, Banner of Truth Trust, 1975 reeditado, p. 14.

3. B. B. Warfield, Selected Shorter Writings, Reformed, 1970, p. 104.

4. C.

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10. Matthe w Poole, A Commentary on the Holy Bible, Vol 3, Banne r of Trut h Trust, 1963 reeditado, p. 921.

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