Sei sulla pagina 1di 13
FACULDADES SANTO AGOSTINHO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 8ºB PROF (A):

FACULDADES SANTO AGOSTINHO

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 8ºB

PROF (A): KELY FABIANA DE ASSIS

ACADÊMICO: OSÉAS LEITE SILVA

TRABALHO AVALIATIVO Geração CA/CC e Máquina Síncrona Operando como Gerador

MONTES CLAROS - MG

2017

1 Introdução

Um Gerador Elétrico é um dispositivo que produz uma Força Eletromotriz (f.e.m.) pela variação do número de Linhas de Fluxo (Linhas de Força) magnético, Φ, que atravessam uma Bobina de Fio. O seu princípio de operação é baseado na Indução Eletromagnética, definida pela Lei de Faraday. Em 1831, tanto Michael Faraday, no Reino Unido, como Joseph Henry, nos Estados Unidos, demonstraram cada um a seu modo, mas ao mesmo tempo, a possibilidade de transformar energia mecânica em energia elétrica. O gerador de Faraday consistia num disco de cobre que girava no campo magnético formado pelos polos de um ímã de ferradura e produzia corrente contínua. Um ano depois, outro pesquisador obteve corrente alternada valendo-se de um gerador com ímãs e enrolamento de fio numa armadura de ferro. As máquinas elétricas foram desenvolvidas em ritmo acelerado, com o surgimento do enrolamento em anel e do enrolamento em tambor até hoje empregado. Somente cerca de 50 anos depois das experiências de Faraday e Henry foram obtidos geradores comercialmente aproveitáveis. No fim do século XIX, a invenção da lâmpada elétrica e a instalação de um sistema prático de produção e distribuição de corrente elétrica contribuíram para a rápida evolução dos geradores e motores elétricos. A partir de pequenos geradores, simples aparelhos de pesquisa em laboratório, foram construídos alternadores e dínamos de pequena potência e, finalmente, gigantescos geradores. Embora diversas formas de energia (mecânica, térmica, química etc.) possam ser convertidas em eletricidade, o termo "gerador elétrico" se reserva, na indústria, apenas para as máquinas que convertem energia mecânica em elétrica. Conforme as características da corrente elétrica que produzem, os geradores podem ser de corrente contínua (dínamos) e alternada (alternadores). As máquinas CA tradicionais classificam-se em duas categorias:

síncronas e de indução.

1

2 Gerador CC

A máquina de corrente contínua pode produzir força mecânica rotativa, motor, ou gerar energia elétrica CC a partir de uma força mecânica rotativa, gerador. Um gerador CC, como o motor CC, possui três componentes principais: enrolamento de estator, armadura e comutador. No gerador CC, o enrolamento do estator é alimentado com tensão CC para produzir um campo magnético fixo. Pelo fato de essa tensão dar origem ao campo magnético do estator, recebe o nome de tensão de excitação. Esse campo magnético corta as espiras do enrolamento da armadura (ou vice-versa) quando ele, por ação mecânica, girar dentro do campo.

quando ele, por ação mecânica, girar dentro do campo. Figura 1- Constituição de uma máquina CC

Figura 1- Constituição de uma máquina CC

Campo magnético mais espira em movimento resultam em indução eletromagnética, que resulta em ddp que é levada ao meio externo peto conjunto de escovas mais comutador.

2

O comutador é um retificador mecânico, montado sobre o eixo isolado eletricamente

no gerador, ligado cada lâmina a sua espira, correspondentemente, tem como função inverter

o sentido da corrente dando-lhe um sentido unidirecional. Existem dois modos para aumentarmos a tensão gerada:

Aumentar o campo magnético fixo;

Aumentar a rotação mecânica aplicada a máquina, aumentando a frequência dos pulsos e a tensão media. Ao aplicar uma carga ao gerador, temos corrente circulando e, consequentemente, queda de tensão gerada. Para suprir essa queda, a máquina que fornece potência mecânica ao gerador deve aumentar o torque aplicado e/ou devemos aumentar a tensão de excitação.

2.1 Excitação shunt ou em derivação (paralelo)

O circuito do enrolamento de campo que produz a excitação está em paralelo ou em

derivação com o circuito de armadura. Nesta configuração, é necessário apenas uma fonte de corrente contínua para alimentar o circuito de armadura e de campo, pois ambos os circuitos estão em paralelo. Como o enrolamento de campo está em paralelo ou em derivação com o

circuito de armadura, é possível utilizar o mesmo tipo de condutor do caso de excitação independente.

com o circuito de armadura, é possível utilizar o mesmo tipo de condutor do caso de

3

2.2

Excitação série

O circuito do enrolamento de campo que produz a excitação está em série com o circuito de armadura, sendo assim necessário apenas uma fonte para alimentar o circuito de campo e da armadura. Como neste caso a corrente que circula no enrolamento de campo que produz a excitação é a mesma corrente que circula no enrolamento da armadura, é necessário um enrolamento próprio para o circuito de excitação, capaz de suportar correntes relativamente altas da armadura.

capaz de suportar correntes relativamente altas da armadura. 2.3 Excitação independente ou separada Nesta

2.3 Excitação independente ou separada

Nesta configuração o circuito de excitação da máquina é alimentado por uma fonte adicional independente ou separada da fonte de corrente contínua que alimenta a armadura. Em geral o enrolamento de campo que produz a excitação é constituído de condutores que não suportam grandes correntes, pois a excitação em geral utiliza correntes baixas para produzir o campo magnético em comparação com as correntes que circulam no enrolamento de armadura.

4

2.4 Excitação Composta Com dois enrolamentos de excitação, um em série e outro em derivação,

2.4 Excitação Composta

Com dois enrolamentos de excitação, um em série e outro em derivação, podendo existir o esquema de ligação longo ou curto e composto aditivo ou subtrativo. Neste esquema de ligação utiliza-se uma combinação da excitação série e shunt, de forma a aproveitar os benefícios de ambas as ligações. Em muitas aplicações o enrolamento série é utilizado para compensar o efeito desmagnetizante da reação de armadura.

muitas aplicações o enrolamento série é utilizado para compensar o efeito desmagnetizante da reação de armadura.

5

3 Gerador CA ou Gerador Síncrono

Os geradores de corrente alternada são as responsáveis pela geração da energia elétrica que movimenta o país, que chega as nossas casas, que nos serve diariamente. É difícil imaginar um país no mundo, cuja industrialização está presente, viver sem a energia elétrica fornecida por essas máquinas. Um gerador CA possui um rotor bobinado, como a armadura do gerador CC, mas sem o comutador que, como lido anteriormente, é o retificador mecânico do gerador CC. Sem o retificador a corrente passa a circular num sentido durante 180º e em outro sentido nos outros 180º de uma rotação do eixo. O rotor bobinado gira dentro de um campo magnético que normalmente é produzido pela excitação de bobinas montadas no estator da máquina ou o mais comum, em que se aplica tensão de excitação ao rotor e este, ao girar, faz com que o campo magnético criado nele corte as bobinas do estator, possibilitando o surgimento de tensão induzida nessas bobinas.

o surgimento de tensão induzida nessas bobinas. Figura 2 - Vista esquemática de um gerador síncrono

Figura 2 - Vista esquemática de um gerador síncrono monofásico com um único enrolamento e dois polos

6

Se o rotor está girando a uma velocidade angular constante ωm, pela lei de indução

de Faraday, a tensão induzida na fase “a” é:

indução de Faraday, a tensão induzida na fase “a” é: A frequência elétrica da tensão induzida

A frequência elétrica da tensão induzida está “sincronizada” com a velocidade

mecânica. Velocidade síncrona: Velocidade do campo girante em uma máquina multipolos:

Velocidade do campo girante em uma máquina multipolos: A potência mecânica transferida pela máquina primária é

A potência mecânica transferida pela máquina primária é assim convertida em

energia elétrica (descontadas as perdas).

convertida em energia elétrica (descontadas as perdas). Onde:  P m a x = potência máxima

Onde:

P max = potência máxima possível;

V = tensão de entrada;

E A = tensão interna gerada;

X S = reatância síncrona da máquina.

7

Para que a máquina síncrona seja capaz de efetivamente converter a energia mecânica aplicada no seu eixo, é necessário que o enrolamento de campo localizado no rotor da máquina seja alimentado por uma fonte de tensão contínua de forma que, ao girar, o campo magnético gerado pelos polos do rotor tenha um movimento relativo aos condutores dos enrolamentos do estator. Devido a esse movimento relativo entre o campo magnético dos polos do rotor, a intensidade do campo magnético que atravessa os enrolamentos do estator irá variar no tempo, e assim teremos, pela lei de Faraday, uma indução de tensões aos terminais dos enrolamentos do estator. Devido à distribuição e disposição espacial do conjunto de enrolamentos do estator, as tensões induzidas aos seus terminais serão alternadas sinusoidais trifásicas. Para conectar a parte girante do gerador ao meio externo, utilizam-se anéis fixos ao eixo do rotor que, através de escovas, têm contato com terminais externos. O detalhe desses anéis é que são completamente diferentes de um comutador. O contato de cada anel com sua respectiva escova é contínuo e o número de anéis equivale ao número de fases geradas ou, no caso de excitação no rotor (mais utilizado), existem dois anéis para conexão do positivo e do negativo da fonte de excitação. O gerador de tensão alternada, também denominado alternador, é usado para transformar energia mecânica em energia elétrica. A fonte da energia mecânica, que faz rodar a bobina, pode ser o vento, nas centrais de energia eólica, a corrente de água, nas centrais hidroelétricas, o fluxo de vapor de água evaporada por combustão de carvão, nas termelétricas, e o movimento do motor, no alternador usado para recarregar a bateria num automóvel, etc.

8

3.1 Sincronização

A fonte de energia que utilizamos, que libera potência para movimentar a indústria, não provém de uma única fonte. De fato, sabemos que no Brasil temos algumas hidrelétricas interligadas, suprindo a energia necessária para determinada região. É importante saber como são interligadas duas fontes geradoras de energia a uma rede sem ocasionar um curto-circuito e danificar uma delas. Para conectar duas fontes geradoras de energia, elas devem estar sincronizadas e possuir a mesma tensão gerada, isto é, devem gerar a mesma tensão sob a mesma frequência e defasagem. Os geradores em sincronia, trabalhando juntos, devem possuir um sistema de controle individual que garanta o controle do nível de tensão e da frequência gerada. Para realizar a sincronização, deve-se executar as seguintes etapas:

Ajustar o nível de tensão.

Acertar a sequência de fase.

Corrigir eventual defasagem/frequência.

Para acertar as fases, invertem-se duas das fases do gerador. Para acertar a defasagem, ajusta-se a velocidade do motor que fornece força motriz. O ajuste na velocidade

do motor deve ser fino, isto e, a velocidade pré-ajustada para 60 Hz em um motor de quatro polos é 1800 RPM. Depois de ligada a rede, o gerador fica amarrado eletromagneticamente a ela e qualquer alteração na força motriz não atinge mais a frequência e sim a potência disponibilizada. Quando o gerador está em sincronia com a rede, ele pode ser conectado a ela. Quanto melhor a qualidade da sincronização, menos corrente é absorvida pelo gerador ao ser conectado à rede e ele entra em flutuação, I gerador = 0 A, se não houver necessidade de potência.

9

3.2 Disponibilização de Potência

Um gerador tem como função disponibilizar potência para a rede. Assim que ele e conectado a ela, após a sincronização, se não for exigida potência do sistema, a corrente de saída será próxima a zero (flutuação). Podemos esperar, ao fechar a chave de ligação entre o gerador e a rede, uma corrente pequena de pico, que depende da qualidade da sincronização, em seguida a corrente fica próxima de zero. Ao conectar o gerador à rede, é afetado o gerador, se porventura estiver com tensão ou frequência diferente da rede. A partir desse momento o gerador está amarrado à rede devido ao fluxo constante no estator (campo girante) resultante de tensão e frequência fixas da rede aplicadas ao estator. Interagindo com esse campo, tem-se fluxo criado pela corrente de excitação, possibilitando ao rotor do gerador acompanhar esse campo girante no estator. Para manter essa interação entre rotor e campo girante, e como resultado tensão e frequência, o gerador pode fornecer potência reativa e ativa ao sistema ou absorver potência reativa e ativa do sistema. Aumentando a corrente de excitação a partir da flutuação, aumenta-se o fluxo no rotor e, consequentemente, temos corrente no estator, resultante da potência reativa indutiva imposta à rede. Por outro lado, se reduzirmos a corrente de excitação do rotor, reduzimos o campo nele e, para manter a interação com o campo girante no estator, e absorvida potência reativa da rede. Tratando de potência ativa, para que o gerador contribua com ela para a rede, é necessário torque aplicado ao rotor. Quanto maior a potência ativa solicitada ao gerador, maior deve ser o torque aplicado pela máquina motriz ao rotor. Se a máquina não puder disponibilizar o torque necessário, o gerador passa a consumir potência ativa da rede com forte inclinação a trabalhar como motor síncrono ligado à rede. Deve-se observar que a transformação de energia em um sistema de geração é constante e complexa. Cada parte do gerador e responsável por parte da energia a ser fornecida. O torque aplicado ao rotor sustenta eventuais demandas de potência ativa

10

(trabalho). A corrente de fase medida na saída do gerador representa a potência aparente (soma vetorial da potência ativa e reativa) liberada pelo gerador. Atuando sobre a excitação do rotor partindo da flutuação, o gerador pode fornecer potência reativa indutiva se subexcitado e reativa capacitiva se sobre-excitado. Essas potências são observadas na forma de potência aparente através de amperímetro e voltímetro. Para trabalhar a potência ativa, deve-se atuar na máquina motriz. Partindo da flutuação, se aumentarmos o torque aplicado pela máquina motriz, teremos indicação no wattímetro da potência ativa disponibilizada pelo gerador. Se reduzirmos o torque aplicado pela máquina motriz, o gerador tenta manter o rotor com a mesma velocidade do campo girante e absorve potência ativa da rede.

4 Conclusão

Neste trabalho, foi feito um estudo e levantamento bibliográfico acerca da geração de energia elétrica em corrente contínua e corrente alternada, dos principais equipamentos utilizados para cada tipo de geração, bem como dos seus aspectos construtivos e princípio geral de funcionamento observando as leis e propriedades da física. Observamos que as máquinas síncronas são as mais importantes fontes de geração de energia elétrica. Aproximadamente mais de 99% de toda a potência é gerada por máquinas síncronas. Percebemos também a importância do sincronismo na interligação de sistemas de geração de energia elétrica e como isso afeta a rede como um todo. E por fim analisamos como é realizada a disponibilidade de potência ativa e reativa para a rede e como ela pode ser observada e medida através da potência aparente.

11

5 Referências Bibliográficas

UMANS, Stephen D. Máquinas elétricas de Fitzgerald e Kingsley. 7. ed. Porto Alegre, RS:

AMGH, 2014.

NASCIMENTO JR., G. C., MÁQUINAS ELÉTRICAS: teoria e ensaios, 4. ed., Érica, 2011.

CHAPMAN, Stephen J. Fundamentos de máquinas elétricas. 5. ed. Porto Alegre, RS: AMGH,

2013.

Princípio de funcionamento de gerador síncrono. Disponível em:

<http://sinop.unemat.br/site_antigo/prof/foto_p_downloads/fot_13701pyincipio_pdf_PRINCI

PIO.pdf>. Acesso em 27 de agosto de 2017.

Máquinas Síncronas. Disponível em:

<http://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/engenhariaeletrica/slides-2016-

cap5_eletrotecnica_fabioleao.pdf>. Acesso em 27 de agosto de 2017.

12