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6 ATIVIDADES: PARA QUE? Como serdo as atividades que ni (95 nossos alunos fazerem? Qual atividades? 8 10 professores, vamas oferecer para 40 nosso papel durante a execucao dessas conteddos -onducao de ‘eis wos de aprendizagem pretendidos se- de analise de atvidades ige des alunos. vidades em term: Neste capitulo vamos anal ensinados-aprendicos. Destacaremos papel do professor n atividades, potencializanco que jam atingidos. Por fim, ap segunds 0 nivel de autonomia investigativa que Ca (MENSTRO)) | new RE) De olho na sala de aula Monsiros na parede! CObservar imagens de microrganismas, obtidas de ur microsc6pio, pode ser ‘Ainds mais 22 oe microrganigmos estiverem vas, £2 imagens forem projetadas na pa altamente eztinul movimentando. O que dizer, entao, 5 rede ou em um teldo, em tamanho aigante Assim pensava 0 professor Paulo: “Esta tivadora de intraduzir aos javens alunos do 2 ganismos” ’@ maneira altamente mo- §N© -© Mundo dos micror- Microrgar 100 E assim fol feito. O professor Paulo deixou toda a demonstracdo preparade: © microscépio acoplado aa projetor e, na lémina de microscopia, uma gota de ‘gua retirada do pratinho de um vaso de planta. Quando 0 apatelho fo! ligado e a imagem foi focada, uma criatura imensa, ccheia de clos, em “alta velacidade", cruzou 0 campo de projegéo. As criancas deram um pulo, agitadas: — Meu Deus! 0 que é aquilo? — Deve ser um monstro gigante! — Parece um disco voador! —£ um ser tertivell — Aiguma coisa de cutro planeta, Questionamento + Seré que urna aula camo essa, pare alunos do 2 ena pode ser valde para o ‘prentizogem do concsto de miergonisma? + Voce acta edequado mostrar imagens de micrgaris Bane? DE sue apna 9 ara alunos do ismos: seres fantasticos! Numa aula de observacéo de microrganismos, muitas criangas de 2? ano deixam afiorar figuras de sua imaginac3o para descrever o que vem. Para elas, ‘os microrganismos talvez ndo sejam pequenos nem estejam na agua que foi colocada no microscopio. Talvez até sejam extraterrestres. Parecem discos voa- dores, monstros dizarros, fantasmas transparentes, Pode ser que o professor que apresentou essas criaturas para as criancas acredite que seus alunos estejem realizando uma atividade valida para aprender algo sobre microrganismos, Afinal, as criangas foram ao laboratério e estavam muito atentas para o que lhes era mostrado. Mas, nessa situagéo, alguns ques- tionamentos padem ser feitos. Coma vimos no capitulo anterior, as criangas menores sdo fortemente in- ‘luenciadas pela propria percepcao da realidad, Assim, é previsivel que tenham grande dificuldade para perceser os fatos com base em um ponto de vista diferente do seu, Dessa forma, imagine a dificuldade que elas tém para compreender que aquilo que estao vendo sao seres vivos mindsculos, que cabem em uma gota de agua e cuja imagem é ampliada pelo microscopic. Afinal, o que os alunos estéo vendo ¢ surpreendente e muito mais fantastico: s8o Imagens grandes, que se locomovem pare cé e para ld, contraindo-se e "voando" na parede em que as ertes 2dy rustle. E certo que essas crlangas vao sair do laboratério com imagens novas ¢ fan- ‘tasticas em mente. Da mesma maneira no é de surpreender se muitas dessas imagens mentais ‘orem incoerentes com o que, cientificamente, conhecemios por microrganismos, Levande isso em consideracéo, & primeira vista alguns poderiam afiemar que mostrar microrganismos para criangas do 2° ano conduz a resultados indesejados. £ daf concluiriam que essa atividade devesse ser evitads nes- se ano. No entanto, convém lembrar que, para considerar uma estrtegla didética valida ou nao, ¢ importante primeira levar em conta os objetivos pretendidos. Nesse sentido, se 0 objetivo ¢ possbiltar 20s alunos a conceltuagéo de mi- crorganismo da forma estabeleca pelo conhecimento clentifico, evidente- mente 2 atvidade realzada nao éa mais apropriada. Forém, seo que o professor pretend com essa atvidade era a ampliagto de Geterminada zona de desenvolvimento praximal, entéo a atvidadetaiver possa ser considerada adequade. Vamos a seguir analsar melhor esse conceito, Zona de desanyol e zona de dase: Leia a seguir a lista dos conteddos conceituais que apresentamos sobre seres vives. Vea que conceito ser vivo ¢relacionado com os conceltos reproducéo, desenvolvimento, crescimento, animal e vegetal. \sso quer dizer que 20 final de uma unidade didatica aue tem oor obietiva 0 ensino-anrendizacem de tals proposicGes conceituais se espera que as alunos tenham desenvolvido capaci= dades que os possiblitem operar significatvamente esses conceltos. Ou sela, que consigam resolver satisfatoriamente verdadeiros problemas que exijam 2 utlizagao dos significados desses conceitos, al mun —smes0s AMO? 101 Alguns contetidos conceituais relacionados a seres vivos Proposigdes conceituais * Todos os seres vivos se desenvolver. * O desenvolvimento & caracterizado pelas mudanas que 0 ser vivo softe du- rante sua vida + Todas as espécies de seres vives tém 2 capucidade de se reprodur. + Reproduzinse quer dizer ter flhos, + Durante o seu desenvolvimento, um ser vivo passa por diferentes fases. + De maneira geral, os seres vivos crescem durante uma fase do desenvolvi- ‘mento e no durante toda a sua vida A planta cresce em direclo @ luz. + Todos os seres vivos precisam crescer ¢ se desenvolver. + Desenvolvimento ¢ diferente de crescimento + Seres ndo vivos, como os mineris, podem crescer. + No crescimento, s6 ha alteracio do tamenho, + No desenvolvimento, outras coisas, além do tamanko, sto modificadas. Conceitos + Desenvolvimento, reprodugio, crescimento, eres vivos, seres no vivos, fa- ses do desenvolvimento, animal e vegetal substancias que retiram do ambiente para ee ee) Segundo o pesquisador russo Vygotsky (1896-1934), 0 primeiro a utilizar os conceitos de zona de desenvolvimento real e zona de desenvohimento proxi- mal, quando os alunos conseguem realizar certas tarefas sem nenhuma ajuda, dizemos que eles aperam significativamente conceltos relacionados @ tarefa gue constituer a sua zona de desenvolvimento real. Porém se eles precisam da ajuda de outros colegas cu de professores para realizarem certas tarefas, izemos que estéo lidando com 2 zona de desenvclvi- mento proximal relativa aqueles concetos relacionados & tarefa. Quanto maio: a clficuldade do aluno para resolver uma atividade, maior a intervencao do professor para ajudé-lo. Consequentemente, menor serd a efi ciéncia da atividade para promover uma ampliagio da zona de desenvaivimen- -anceitos que astéo sendo estudados. Por isso devemos propor aos alunos atividades nas quals eles necessitem ‘apenas de uma pequena ajuda para realzé-as, Ou sea, a8 atvidades deve favorecer que 0s alunos deem 0 préximo passo. Nés, professores, dariamos semente um "empurrdezinha” ‘Assim os microrganisrmas podem ser mastrados para alunos de 2° ano desde que tenharnos claro que 2 demonstracdo pode senir para a ampliagsa da zona de desen- volvimento proxi, relacionada ao conceito ser vivo, corno onto de partida para as rlancas comecarem a perceber que existem coisas além daquilo que elas poder vere que existe um mundo muito maior do que aquele que elas conhecem, na oma emanasrocasnaisus Com isso queremos dizer que, se urn professor deseja fazer determinads ati- vidade com 0s alunos, ele deve reflei sobre os reais objetivos dessa atividade € avaliar se ela ¢ adequada em ‘undo do nivel cognitiva e da zona de desenval- vimento real das criancas. Ele deve promover 0 préximo passo, isto é, no ficar prado nem ir além das possibilidedes dos alunos. AAlém disso, fazer atividades que ampliem a zona de desenvolvimento proxi- ‘mal nos anos iniciais do Ensino Fundamental é importante para que as criancas inicier um processo de superacso de suas dficuldades cognitivas e, no futuro, sejam capazes de construi signficados para conceitos (como o de microrgan mo, por exemplo) mais proximos dos ceentificamente estabelecides. Uma mettfora pera or conceit de zona de dezenvolvimento proximal ere ‘enquanto guns podem realizar stterminacatarefs sem aud, outros ‘precitam de aida pare faze, Existem coisas que nao podemos ver? ‘Vamos a seguir analisar a atividade de observagao de microrganismos, pre- sente em uma unidade didatica sobre seres vivos e nBo vives, para entendermos como € possivel acequar atividades aparenternente complexas 20s primeiros {anos do Ensino Fundamental Para iss, inicialmente questionamos: + Que cbjetives especfices podria ter uma demonstracio de cbservacso de microrganisimas para criangas do 2° ano? * Come planejar a execucSo de uma atividade como essa, de modo com pativel com essa fala etaria? A demonstragie de observacio do mictorganismos pars alunos de 2° ane pode servi para que percebam que a dversidade dos seres vivos & maior do que 2d canhecida por eles. (Outro objetivo seria a familarizagSo dos alunos no s6 com 2 existencia de colsas que néo conseguimas ver, mas tamibém de aparelhos (como lupas e mi croscépios) que aumentam a imagem dos corpos. A seguir mostramos coma amos ese. us) 7 lum professor idealizou a atividade para atingr esses abjetivos. Repare que, no | exemolo que epresentames, a aula & crgida pelo professor apesar de os alunos ‘stare em intense atvidede Nao se trata de uma sugesto, mas apenes de um exemplo para reflexao, tres pianejamentos pader ser realzados, de acordo com as caracterstcas da turma, da escola do professor. Prablema inital ~ Existem coisas que ndo podemos ver? Desenvelvimento * Mostrar aos alunos a agua que sera colocada no mlcroscépio. + Perguntar se existe dentro do copo outra coisa além da gua + Pedir aos alunos que desenhem 0 copo e a agua antes da observagio 20 microscépio. | + Pedir ales que coloquem uma gota da égua em uma lamina de microscopia. | * Indicar que € gua da lamina que serd vista através do microscépic. | * Ligar 0 microscdpio, sem colocar a lamina com a agua, ¢ perguntar aos alu nos se eles veem algo + Colocar a amostra no campo de visto fcalizare detxar que os alunos vejam os microrgenismos. Se possive, mostar outras coisas além da gota de gua e uulizar outros aparelhos éptices, como lupas, comparando as possbiidades de amplagto das imagens * Dar tempo aos alunos para que regisuem deserihos: — do copo com a égua; — da lamina de microscopia — da preparacao da lamina; — do que foi visto quando 2 lamina com a dgua ainda nao havia sido posi- eionada no microsceplo; — do que foi visto quando se colocou a lamina com a agua no mlerosebpio, — de como seria visto 0 copo com agua caso os olhos pudessem ver tanto quanto os microsc6pios + Propor discussses com base ems algumas questOes que surgem com 2 ealiza- co da atvidade: — © que, quando a lamina com agua ainda ndo tinha sido colocads no mi- croscopio, pudemes ver na dgua? — Onde estavam agueles sees vistos na lamina? Por que eles “desaparece- fan quando (6 apagads «uz do micresipio? Cnde bs podem se | 0 que v aiexemopio fet | —Existem outros aparelhos que fazem o mesmo que 0 microscépio? ~ Sugerir pesquisa e atividades exploratéras com outros aperelhos, como a observacio de insetos por meto de lupas a. >| Resolugaoinicial aparelie especial. Repare que como nlo era objetivo da atividade tabalhar | microrganismo conceitualmente, a utlizagio do termo “seres pequenos" foi | suficiente para o que se pretendia) ) Para que os resultados dessa atividade sejam satisfatérios com crianges do 28 ano, # necessaria grande interferéncia do professor durante toda a execu 80, Assim, ele podera ajudar os alunos no s6 2 organizar as informagbes que recebem durante a realizacéo da atividade como também a tirar conclusées a respeito delas. Ou seja, 0 professor ajuda as criangas a avenca, favorecendo que realizem tarefas que nao conseguiriam realizar sozinhas. Observasao de microrganismos ae micrescéplo Envolve aprendizagem ou manifestaciic de: ‘© Manipulagao de thateriais pe, eon) ‘Tecnicas de manipulagdo. Tarefa A formulacae inicial “Existem colsas que no poderros ver?” precisa ser bas- tante trebalhada para se tornar um problema para os alunos. Paraisso, alaumas discussces preliminares com situacGes mais concretas e préximas da realidade {dos alunos poderiam ser procosias * Qual é a menor coisa que voces [8 virarn? + Voces ja vram uma pulga? Como é possivel vé-la melhor? + Sera que existe coisas menores do que uma pulga? + Quals aparelnes nas ajudam a ver essas coisas? 105 Da mesma forma que 0 problema inicial, todo o desenvolvimento da ati dade — desde a execucao da tarefa realizada em lataratorio até a estratégia utlizada para chegar a uma resolucao do problema — fol sugerido e erientace pelo professor. Aparentemente 0 professor diviciu as tarefas realizadas nessa atividade em dois momentos, de acorde com os contatides trabalhades. No primeita mo- mento, foi contemplado o uso de técricas de manipulaggo. No segundo, explo- rou-se o dominio de procedimentos relacionados a investigacio. £ muito importante 0 professor desemoenhar esse tipo de orientacao com criangas pequenas, pois ainda esto no inicio do aracesso de aprendi- zagem de conteddes procedimentais, come técnicas de manipulacdo @ pro- cedimentos relacionados a investigacso. Trabalhando de forma a promover 2 aprendizagem desses conteddos @ o desenvolvimento das capacidades cognitivas das criangas, © professor possibilita que, no fuluru, etividades que exijam dos alunos um papel investigativo mais ativo © independente sejam propostas, Observasito de microrganismos na égua (2! ano) Problema Desenvolvimento palo BfRSSE IY Desinido pelo professor. mieten alm * Envolve 0 aso de tenis nies de manipilacto, proce- dimentos relieionados & tnvesagagio € desenvol- vvmento de capacidades copnitivas ee ‘aparelho: die os Trabalhande com procedimentes e atitudes Enquanto planeja e executa atlvidades, ¢ importante que 0 professor pro- mova a aprendizagem de todos os conteudos: conceituass, procedimentais & atitudinals. Vamos utlizar uma atividade de observacio do desenvolvimento de irines ¢ de sementes de alpiste para exemplficar como isso pode ser feito, OssERVACAO E REGISTRO Muitas vezes, aquéris e terarios séo utlizados nas aulas de Ciéncias apenas pore trebelher conteddes conceitusis. Desperdica 2e, accim, uma Stima opor tunidade de realizar atividades de observacso e de trabalhar certos conteddos. procedimentas ¢ atitudinass, coma: Despertar o interesse do aluno para objetos @ fendmenos do ambiente (natural e sociaD, * Desenvalver a capacidade sensorial e educé-la para captar as distintas sensacées. + Favorecer a cbjetividade. * Estimular atitudes cientficas, como curiosidade, atengSo, organizacéo, paciencia e rigor nas observacées. ‘+ raticar habilidades relacionadas & comunicacao. » Estiniuler v desenivabiienty Uo reapeie pelas coisas da netureza, ‘A cbservaceo do desenvolvimento de girinos ¢ umn exempio de atividade que utiliza aquériosfterrérios e pode ser planejada para trabalhar tanto os contad- os procedimentais e atitudinais quanto 0 conceito de ser vivo. i ba 1 108 Vejames, nesse sentido, algumas proposictes conceltuais + Todos os seres vives se desenvolver, + O desenvolvimento ¢ caracterizado pelas mudancas que 0 ser vivo sofre durante sua vida * Durante o seu desenvolvimento, um ser vivo passa por diferentes fases, Mas para que essa atividade seja mais efetiva, no pode ter por objetivo apenas a aprendizagem dos conteddos conceituais. Deve também propor- cionar aos alunos a aprendizagem de contetidos procedimentais e atitucl- nais relacionados acs procedimentos investigatives de observacgo e docu- mentacdo. Se 0 abjetivo da atividade & favorecer a aprendizagem da observagso da realidade e o desenvohimento de técnicas de documentacdo e registro, as ati= vidades propostas devern ciiar oportunidades para a realizacdo de tarefas nas ‘auais 0s alunos usem tais procedimentos de manelra contextualizeda, Nesse exemple, 0 professor pode iniciaimente propor a observagso livre do aquario e de seus componentes, Os resultados podem mostrar até que ponto cada aluno & capaz de fazer uma observacao da realidace sem inser nela as- pectos da sua imaginacdo. Com base nessas informacbes o professor pode planejar atividades que pos- siblitem o desenvalvimento de pracedimentos relacionados & observatzo e, 20 mesmo tempo, favorecam a construgdo dos conceites de desenvolvimento € fases do desenvolvimento. Como essas atvidades séo feitas com criancas pequenas que esto come: gando a aprender a observar, ¢ importante o professor orientar cada passo da atividade, Para isso, & muito util determinar c problema inicial, o desenvoli- mento da atividade e defini as respostas que serdo trabalhadas com os alunos durante a execucio da atividade. Uma vez claramente determinacios os objeti- vos, 0 professor orlenta 0 trabalho das crlangas indicando-Ines 0 que, como & quando realizar suas observagbes e seus registros, ‘A seguir, presentamos um exemplo das principals etapas de uma atiidade ‘em que os alunos fizeram observacSo do desenvolvimento dos girinos,dirigidos pelo professor, Estudio do desenvolvimento do girino | Problema | + Que animal é este? | Desenvetvimenta | + Observar o aquério e as molficagdes que ocorrem nos animas que esto nele. | Regisero + Tr dia de ulservayie Das: 92 OOO How: 99S | | @9909 Ho GO89O \i C_.) : + Pedic ao alunos que cbervem oaquario ¢completem 0 desenho sugeido | acima, | + Onlentar os alunos a pegar um irino com uma redinha ecolocélo mun prato.. | + Fomecer aos alunos uma série dé orientacdes para a observacao do animal. | —Observara cor do girine | —Marcar quis séo as partes que o girino tem ¢ quais as que no tem: Gots Grea Bradaceivas @ —Olhaé a parte da frente do girino ¢ desenhi-lo —Olhar a parte posttior do gino e responder a perginta:— Ele tem “iabo"? —Solicitar que mecam 4 cauda do girino: — Que material podemos usar | pata saber quanto mede a cauda do girino? | Registro + 28 dia de observacta Daa © 9OG9 Hon GS9O | + Perguntar: —Quantos grinos havia dentro do aquatic no primeiro dia da observagto? Todos eles ainda estdo vives? —Quantos girinos ha hoje no aquéris? + Pedir aos alunos que passem amto na pele do gitino. Solictar que escolhara, entre as palavras a seguir, aquelas que combinam com o que sentiram so ‘passar a mao na pele do gir. suave — lisa — aspera — dura — grudénta —resiscente — fraca — ‘grossa — seca — timid — agradavel — nojenta + Solicitar descricio dos girinos, completando: O girino que eu observei no dia © © © © estava medindo BOSE. Ee tinha uma owuda que media © © to do corpo media 5 DS.O. omit — avons te cu ‘08 Do modo camo foi planejado, esse roteiro diige 2s observacdes dos alunos procurando dar orientacdes que possibilitem iniciar o dominio dos procedimen- ‘0s de observacéo @ documentacéo de informactes. Se simplesmente tivesse sido pedido aos alunos que cbservassem os gitinos e registrassem o que viram, © professor ndo estaria favorecende 0 desenvolvimento das procedimentos de abservacio e documentagao. E esperado que, depois desse trabalho, a qualidade das observacées @ dos ragistres das alunos seja superior & anterior. Esperamos que, nesse exemplo, que clare o que se quer dizer com “ub- servacéo dirigida pelo professor”. Quando pede aos alunos que completem 0 Gesenho do aquério ou que assinalem as partes do girino, 0 professor dirige a ‘bservacio dos alunos para certos aspectos, orientanco-os a buscar, de manei= ra objet, algumas caracteristicas desse "objeto", Ao peditlhes que passem ‘2 mao sobre a pele do girino © tentem defini as sensacées, cra uma oportuni- dade pare que os alunos percabam que a utiizaco de outros sentidos, além da vis80, pode ser Util na observacao de um objeto de estucio. Além da observaco, outros procedimentes relacionados & investigac$o po- deriam ser deservalvidos no mesmo roteira, Um deles seria definir instrumten- tos adequados para uma medics @ realizéla de forma rigorosa, Lombremes quo para havor aprondiaagam eignifiestiva am uma atvidsdo que envolva contetidos procedimentais, & fundamental que os alunos parti ipern de uma discussao sobre as tarefas que esto executando. Sem isso, a atividade pode se converter num roteito de tarefas. Portanto, @ importante ressaltar que, além de conteddos conceituais relacio- rnados a0 “desenvolvimento dos seres vivos”, nessa atividade também podem ser trabaihados conteddos procedimentais e atitudinals com base em uma in- tervencio decente muito bem pontuada. Construindo relacdes 110 Outras atividades podem ser propostas 20s alunos no decorrer de sua vida es- colar para que generslizem as observagbes conceituais sobre o desenvolvimento dos girinos para outtos seres vivos e, assim, construam relagbes mais amplas entre os conceitos desenvolvimento, fases do desenvolvimento e ser vivo. Nesse sentida, em um 2° ano, por exemplo, pode-se usar uma atividade de descricia do desenvolvimento de sementes de alpiste. Com base na observacao do desenvolvimento das sementes, os alunos podem obter algumas informa: Bes como: 2 semente de alpiste germinou; comecaram a sair folhinhas; ela Cresceu; a semente foi ficando diferente. Mas s@ 0 professor se desse por satiseito com tais resultados, estaria per- dendo 2 oportunidade de trabalhar mais profundamente conteUdos conce- tuals ¢ 0 modo come as criangas lidar com as informagies. Estaria perdendo 2 opertunidade de propor alqumas atividades que permitissem maior atuacso dos alunos em alguma etapa de sua execucao. Uma possibilidade & que o professor, apés 0 trabalho de observacéo do desenvolimenta de girinos e de sementes de alpiste, proponha discussbes em grupo partindo, por exemplo, da seguinte questdo: “Por que o gino eo alpiste podem ser considerados seres vivos?” Para resolver um problema desse tipo, os alunos nao precisam utilizar téc- nicas de manipulacso. Fazendo essa pergunta, o professor esta criando uma ‘oportunidade para que eles pensem, argumentem, enfim, usem e desenvolvam suas capacidades cognitivas, Como no 2% ano 0s alunos so muito jovens, € importante sugerirmos al gum tipo de estratégia de resolucSo que eles possam utilizar para resolver 0 problema proposto. Uma sugestio de estratégie, fundamentalmente dirigide pelo professor, sera solcitar que os alunos retomassem as informagées obtidas €@ registradas com a realizacdo das atividades de observacéo dos girinos e do alpiste e montassem (luntamente com 0 professor) uma tabela, como @ que apresentamos a seguir Precisam de Criam folhas Crescem — Modificamse. z : x x 0s alunos podem sugerir outras colunas. Nessa fase de montagem da ta- bela ¢ interessante trabalhar alguns conteddos procedimentais relacionados & Investigacao, como a organizacgo dos dads e a traducéo deles para uma for- ma grafica. Além disso, ao analisar a tabela com a ajuda do professor, 0 aluno estara fazendo a andlise e a sintese das informagbes que possui para formular respostas 20 problema. Com isso, terd oportunidad de exercer e desenvolver suas capacidades cognitivas. Camo nessa discussdo mals aorofundads resposta néo esta definida pelo professor, as alunos tem malor atua3o que nas atividades de observacéo des- critas anteriormente. Sao eles que formularao as respostas. f lagico que existe uma resposta considerada correta am relacéo ao conhecmento cientificamente estabelecido, porem devemos entender que os alunos esto canstruindo 0 seu conhecimanta sabre o conceita ser viva. Assim, é bem possivel que, nesse pro- c2ss0, acabern nos fornecendo argumentos e respostas nem sempre coerentes com 0 canhecimenta cientifco (0 quadro a seguir resume a atuacéo do professor e ado aluno na realizacSo da atividade de comparagao entre o desenvalmento do girino & do alpiste. 0 que 0 alpiste e 0 girino tém em comum? (22 ane) 27) Deno pl profesor ae Delinido pelo Niveis de autonomia da inv: Neste capitulo demos exempios de atividades que podem ser realizadas para trabalhar diferentes tipos de conteddo: conceituais, procedimentais & atitudinais. Conforme vimos, realizar uma atividade nao significa, necessaria mente, que 0 aiuno utilize técnicas manipulativas ou sala do espaco fisico da sala de aula, Muitas vezes, quando criangas passeiamm por um parque ou museu, vsitamn ma industria ou s80 levadas ao laboratério da escola, 2 maioria elas esta sim- plesmente executando, de forma automatica e até inconsciente, algumas acdes preestabelecidas gelo professor ou pelos colegas. Nessas acasiées, no se pode dizer que essas criancas esto realizando ati vidades cogritives que favorecem uma aprendizagem significativa, pois tal aprendizagem esté associada a uma intensa atividade intelectual. Portanto, & necessirio oferecerlhes situagées nas quais sejam solicitadas a pensar, para Potencializar uma aprendizagem signiticativa, Na atividade "Existem ccisas que no podernos ver?", enfatizamos 0 trax elko compatival com 9 nivel cognitive dos alunos que pode ser realizado para 2 aprendizager de um cantatido conceitual. 14 na atividace “Estudo do desenvalvimento do girino”, mostramos uma possibiidade de roteiro de cbservacio dirigida, que tinha por objetivo o aprendizado de contetidos pro- cedimentais @ atitudinais relacionados aos procedimentos ce observacao registro da realidade. 1. Na atividade de resolucso de questéo “Por que © girino 0 alpiste podem ser considerados seres vives?", exemplificamos como os alunos podem ser so- lictados a executar uma intensa atividade mental ao terem de pensar sobre as informacées ce que disp6em, crganiza-ias, analsé-las, sintetizé-las ¢ fornular algumas conclusies para resolver o problema proposto, Destacamos que apesar de tas atividades poderem propiciar a aprendiza- gem de diferentes tipos de conteidos, elas constituer exempios de atividades gue requeremn pouca autonomia investigativa dos estudentes. SBo extrema- mente dirigitas pelo professor, enelas os aluns esta0, principalmente, toman- o cantata com alguns conceitos cientificos e aprendendo algumas técnicas de manipulacso @ procedimentes relacionados & investigago. E possivel que, fem momentos posteriores, quando jé tiveretn certo dominio desses conteudos, eles sintam necessidade de usé-os de forma mals autonoma e realizem suas précrias investigacées, ademas portanto classifica as atvidades segundo o nivel de autonomia de investigacao (ou de “abertura para a investigacio") que exijam des alunos. 0 ‘quadro 2 seguir (Geu, 1995) da uma idela dessa diferenciagso. Classificacio das atividaces Problema Desenvolvimento Resposta Definigo pelo didetien. Repare que a atividade de observacdo de microrganismos e 3 do desenvol- vimento de girinos possufam um nivel de autonomia ©, pois nelas o professor quem define o problema, o métado a ser utlizado na sua resolucdo e a res- posta Par sua ver, a tivities em niin os lines cleveriam snlucinnar a questo “Por que 9 gino @ o alpste sao seres vivos?” pode ser considerada de nivel 1 de autonomia investigativa. Nesse caso, cabe 20s alunos definirem as respostas ue darao. No préximo capitulo, dscutirernos atividades com niveis de auto~ nomia investigativa 2 e 3, que passibiltam uma maior atuagso, principalmente para criangas de 9 e 10 anos de dade, 18 LEITURA COMPLEMENTAR 1. [Principios para operacionalizar intengies educativas] {Em iguais condicbes, uma atividade € preferivel a outra s:] 1. [ou] permnitir ao aluno que tome decistes razcavels quanto ao modo de de- senvoive-la e veriicar as consequéncias da sua escolha. 2, [ul atibuir ao aluno um papel ativo em sua realizacto. 3. (ul exdgir do aluno uma peoquisa de ideise, processor intelectuais, atonte- ccimentos ou fenémenos de oréem pessoal ou social ¢estimul-lo e compro- meters com a mesma 4. (.] obriger 0 alumo a interagir com sua reaidade. 15. (oJ puder ser realizada por alunos de diversos niveis de capacidade ¢ com interesses diferentes 6. [.1 obrigaro aluno a examinar nam novo contexto uma ideia, um conceito, una lel ete. que jé conhece. 7. (od obrigar o aluno a examinar idelas ou acontecimentos que normalmente so aceites sem discussto pela sociedade, 8, [.]colocar o uno e 0 ecucador numa posigio de sucesso, fracasso ou cxftica, 9, [..] obrigar 0 aluno a reconsiderar €revisa seus esforgos iia, 10, [.] obrigar a aplicar e dominarregrassignficaives, normas ou dsciplinas. 11, [..] oferecer ao aluno a possibilidade de planejer a atividade com outros, partcipar de seu desenvolvimento e comparar os resultados obtidos. 12. [.] for relevante para os propésitese interesses explicitos dos alunos. ae}. n: Cou, Cle. Psatogi curl. Ho Paso: tic, 196,» 82. 1. Voct acha que os prinetpios propostos enfatizam adequadamente o papel do aluno nas situagées de ensino-aprendizagem? Se voce fosse completar essa lista com mais um ou dois itens, o que escreveria? 2. Se voce fosse fazer uma listagem de principios para operacionalizar as inten- ‘goes edlucativas dos professores, destacando como eles deveriam atuar duran- te as atividades de ensino-aprendizagem, o que escreveria? 2. [Fatores que influenciam na dificuldade de os alunos investigarem] Os teabalhos pritices experimentals sto considerados uma das atividades mais. Importantes no ensino de Cigncias por diferentes razdes: motivam os alunos, per ritem um conhecimento vivencial de muitos fenémenos, permaitem iustrar a rl fo de variveis signficativas na interpretacao de um fato, podem ajudar na com- preensio de conceites, permitem realizar experimentos para contrastar hipoteses emunciadas, so oportunidades para o trabalho em grupo € desenvolvimento de atiades, ua aecmcus asco Aspesar de seu valor formativo, algunas atividades prétcas podem ser custosas: por que ¢ preciso dispor de materiais,insirumentos e produtos adequados; exigem tempo para sua preparagio e requerem certo conhecimento e experiéncia do professor para a sua realizagdo. Por estes ¢ outros motives, nlo so fetas com a frequencia desjavel Por outro lado, os resultados de diversas pesquisas mostra que nem setagre se conseguem os resultados que os proessores esperavamn obier com a resliza¢ao estas stividades. Atribui-se grande parts destasineficiencias do carter fechado ern aque tai atividades sto propostas. Ou sea, a sua apresentacéo como um conjunto de instrugbes que os estudantes devem seguir, sem dar a eles nem tempo nem opor- tunidade para que avaliem qual o objetivo que se pretence atingir com a atividade proposta e como se pode resolvé-ts [.] O grau de abertura de uma atividade prtica indica @ facilidade ou difculdade para realizar a investigacdo. Saber quis sfo os fatores que fazer uma investigacdo ser mais dificil € uma questo importa, Jd que ter uma resposta a isso significa poder graduaradificuldade das investigardes que propems aos alunos e, portanto, tntroduzir certa progressto nestas atividades.[..] Podemos dizer que a dificuldade de uma investigacdo depende: + da maneira em que se faz o emuncado do problema que se vai resolver. Por exemplo, conforme as variives que sero medidas sejam mais ou menos eplicita, ou se indique ou nto o material de que se precisa; + da carga concentual necessana para compreender ¢ resolver 0 problema; do contesto em que se propte a investigacto; da natureza da varitvel dependente; do nomero ¢ dos tipos de varifves independentes que interferem, sabendo- se que a dificuldade ¢ maior no caso de varidveis continuas que de variaveis ceategérices; + do ntimero de varidveis que se deve controlar; + dacomplexidade das medidas e dosinstrumentos de medidas que poderto ser utitzados, A dificuldade de qualquer investigacto pode ser graduada mediante aajuda pres- tada em cada momento pelo professor, sejacraimente ou por folhas de orientacso, dando pistas ou sugestdes sobre procedimentos que se convém seguir. [..] ‘Cone, Aue Lot vabsjo pits en cals. tien Ausasne, Mar Pia (O°) [rene enc, bacloa: 6726, 2003. p, 11545. (raducio des autor) Sore 0 TEXTO 4. A partir da letura do texto cite alguns fatores que representam dificuldade em. ‘uma investigacto. 2. O temto sugere que nto se deve propor atividades nem abertas demais, nem fechadas demais. Baseado no que voot-estudou nesse capitulo procure res- ponder: como isso pode ser feito? oreo sei ae? 15 7 | As INVESTIGACGES NA SALA DE AULA ja que cai do céu quando chove? De onde vem as goti- 0 lado de fora de um copo gelado? xplorar diferentes tioos de ativid sdas em torno do tema Ga icos, Descreveremos mais a fundo um ciclo investigativa, explcita- db professor na conducae de investigacGes em sala de aula & “eristicas peculiares do trabalho investigative com s alunos do Ensino Fundamental De olhe na sala de aula 0 destilador magico ratérios, também sugere algumas atividades aos colegas. Nesse caso, cle ideia de mostrar aos alunos um destilador em fur Mal entram no laborat6rio, algumas criangas apentam para um recipient de vidro de formato estranho que esta perto do professor e perguntam: — Que vidro engr fom agua colori 0 professor Marca mega sua demonstracio, expli- cando aos alunos: — Isto € um destilador, Desti.. o qué? — perguntam algumas criances. — Para que serve? — querem saber outras. Num tom de mistério, a professor diz; © cestilador ¢ uma espécie de instrumento magico. Ele faz a Agua azul ficarincolor. Muitas criancas dvi —A aah ‘do ouvirem? Pois entéo. O vapor ura ele escapa e vai para este tubo, que est fio. Q vira aqua liquida de nove e cai como gotinhes sem cor do au intigada com 0 que o professor Marcos diz, uma crianca pergunta! veita a deixa e ja professor -orno isso ¢ passive azul esquenta e ferve, Depols de ferver, e's continua no 292 3 explce 3e até esta abertul — Mas, sea Sgua que pinga do outro lado ¢ a mesma agua azul que estave lesquentendo aqui, ertéo ela deve ser azul também! Nao ¢ a agua que ¢ azul, O azul da agua provém de um corante que eu coloque’ chamado ania. Quando a gua evapora, &s6 ela que evapora, enc Co corente, O vapor passa para o outro lado do destllador, mas 0 corante fica nesta parte que 0 fogo es: esquentanda — tenta esclarecer o professor. No entanto, essas exaicarbes nao sao suficientes para convencer os alunos. O professor percebe que, para cles, 26 ha ums l6gica: sa 2 agua que ara a7 fers) invisvel e vai pingar do outro lado do destiadoy, ela sé pode pingar na cor azul © professor sugere, entzo: — Vamos esperar alguns minutos, até que a destiacéo termine com toda a gua colorida. Vacs veto que vai aparecer 4gua incolor do outro lado. Quando a evaperacéo termina, é exatamente 0 que acontace. Os alunos ‘cam admirades, acham inerivel o truque do professor Marcos. Qutros querem saber mais: — Como é que voct fez esse truque? Como voce tirou a cor da éoua? Depols dessa aul, 2 fama do professor Marcos ficou ainda maior: era co- hihevide cone uni dos professores mais legais da escola, que sempre tinha algum truque novo e superinteressante para mostrar 8s criancas. Questionamento + Como voct araa a aprendizagem propceda por essa via co loboraéro? Teme estabelecer 0 que 0 canges aprender; — quo’steriam sito os objets de oprenclzngem proposts pels professores — se e demonstacae do destlador fi adequad ao nivel cogrive dos alunos, As demonstracées praticas: espetaculos de magia? 'A motnagia ea disposiceo dos alunos durante a demonstragto do desta or slo de simiar —~ um passo ine que todo professor deve obetar er Saas nterengBes dates. Alunes motwedos tm muita cuiosidade, vontage de aprender © cansequentemente, tm mals chances de se erwolverprofunda- mente com 2 stuaeSo de aprereagern No entanto, parece que os professores no tiveram a inteno de defini laramente 2 Ide ae leboraterio coro uma stuegdo contalad, que pudes- te tovoreer 8 aprendzagemn de detarinedos contetdos, © profesor Marcos procuou ser stencoso eco nas suas exoleagtes, mas deiou de consierar © gue os aunes pensavam, © cbjetio ca vista a0 laboratéro parece te so gpenas mostar um deslador aos alunos ‘ contequenda So poder ter Sco et: 0 cestadortrnouse un ayactho exotica © maga para os alunos Seu “segreso"& algo state cos carga poss pace set desvendads por bons micas, como 9 professor Mares, or Ss, os potesores devern estar atntos 20 so de emonsvacbes pti ces nas aul de Citncs (cone, sigs, toe em ovtas dress) “els corre 6 rio de mute mais enveter do que endnar™ ne One PITEA CEASA COA (ia ay Matéria @ suas propriedades muito dificil para crancas de # ono estabelecerem relagbes corretas entre | ratéria e suas propriedades. No caso, desconhecem que ¢ um corante que da | a cor azul a gia. Para ela, « propria agua ¢ azul, e, nesse caso espectica (ao contririo dos testes piagetianos com sclagto de agua e agdcar, por exemplo), no conseguem desvincular a matéra 4gza ou liquide azulado daquilo que sera uma propriedade sua! 0 fato de scr seul ConDUZINDO DEMONSTRACOES PRATICAS Uma das formas de otimizar a uso didatico das demonstragbes préticas nas ‘aula de Ciencias para o Ensino Fundamental ésolicitar dos alunos mais atvids de intelectual durante as dernonstractes, Isso pode ser feto perguntando, oor exempi: =O que voré acha que vsi acontecer?" & AQUE. POR ALT 1 BONHIS... POR AQT. EENTAO..c que voces ~) ‘ACHAM QUE VAT [ACONTECER > () Cutra forma ¢ estimular 0s alunos a observarem com atengSe 0s resutados btidos nas demonstragtes e elaborer explicacbes para 0 ocorrido. No caso da demonstracio do destiador, os professores pederiam ter ques- tionado: ‘+ Oque voce acha que vai ocorrer com a Agua azul quando ela for des- tileda? ‘+O que ocorreu de fato? Apés 2 destlagio, a 4gua ficou incolor ou um pouco azulada? + 0 resultado cbservado fol diferente daquele que voct esperava? *+ Por que vocé acha que isso ocoreu? mss wercacen na Laan 19 Com esses questicnamentas, o aluno pode se colocar numa posicao muito mais ativa diante do que Ihe é Gemonstrado. € evidente que ¢ desejavel que isso ocorra, pois uma posicdo extremamente passiva dos alunos em nada favorece uma aprendizagem significativa, nem o desenvolvimento de sues autonomias. ALGUMAS FINALIDADES DAS DEMONSTRACOES PRATICAS corte que, em certas crcurstancias, 0 usu Ue Uemonstragses préticar tem algumas vantagens, Por exemplo, se 0 material ndo é suficente para o trabalho indivicual ou em grupo, a demonstracao pratica € um bom recurso didatico, pois requer apenas 0 material da demenstrador Mas 2 QUEPOSSO Gaze se 50 THES TUBS SE ENSAZO NAO EST#0, (QUeBRADOS? Uma demonstiacéo pritice também pode servir para ilusrar uma exposicao ‘eérica do professor permitindo que os alunos canhegam de forma mais palbs- vel as teorias abstratas. £ importante salientar que as demonstragées praticas podem e devem set uliizeas pelos professores, mas comente para atender 2 finalidades fruito bem demarcadas. ste &, nao devem ser a Gnico instrumento didatico para viabilizar a aprendizagem de determinado contedo e, assim, colocar- se no lugar de todas as possiveis estratégias de ensino em uma unidade cidatica, Para ensinar 0 ciclo da Sgue, por exemplo, no é deseiavel que a professora Mariana simplesmente d8 uma aula te6rica sobre o assunto, ilustrando-e com uma demonstracge do destilador “no laboratério do professor Marcos". Da ‘mesma forma, em um laboratéria, as demonstracSes praticas no se justificam sem a participacéo intelectual mais vigorosa dos alunos (para que nao se tor rem meros “aspetdculos de pura magia") Questionamento + O que vocé acha que acanteceria se 0 professor Marcos tvesse sugerido 2 professora Mariana que apresentasse aos alunes néo urn destador mas um ‘cop com dgua gelada? 120 rioaaemenes caus Indagando sobre fenémenos do dia a dia Nao & somente com recursos fantasticos, elementos surpreendentes ou aparatos de alta tecnologia que os professores podem cativar a atencao motivar 0s alunos nas aulas de Ciéncias. Um simples cope com Agua gelada, por exemplo, ¢ muito mais fédl de arranjat do que um destilador e pode nao ser algo to banal como se pense 8 primeira vista, Basta que se transforme num objeto de estudo. Para sso, deve- “se enxergar nele aigum problema 2 ser resolvdo. esse aspecto, 0 professor pode ajudar os alunos a abservarem coisas que Jamais haviam percebido (pelo menos, de manera consciente) em aigo trivial, ‘am algo que aparentemente nao apresenta nada ce nove. Iss0 pode ser feito com a proposiglo de questoes que criem um cima inst taante e de investigacéo em sala de aula. Vejamos algumas sugestdes, (— Formagao de gotas de agua na superficie externa do copo “Antes da observecao das gotinhas + Onde existe agua? Somente dentro do copo? Eniste agua fora do copo? FE daqui a algans minutos, val existir gua fore do copo? Por que? Depots da observart das gotinhas * Antes de colocarmos égua gelada dentro do copo, havia agua do lado de fora? + Sea temperatura da agua dentro do copo ¢ aixa, qual sect a temperatura da gia que se forma no lado:de fora? + Quando voc! notou que apareceu égua do lado de fora do copa? Demorou | muito tempo para a agua aparecer? | + Deconde vot acha que vio agua que est do ndo de fors do capo? + Essas gotas si diferentes da agua de dentro do copo? ‘Como voct explicaria 0 aparecimento dessis gotas? car ~ as sncesia ADEA 121 Para fazer perguntas interessantes sobre fatas do dia a dia, o prafessor pre- isa ter arimo e curiosidade insacidve's para indagar sobre aguilo que observa ‘Ao mesmo tempo, é necessério estar sempre preocupado em achar respostas para as questdes intrigantes que formula Acreditamos ser muito importante para o professor ter essa postura, pois ‘com base na observacéo critica coerente e constante sobre coisas 130 ro- tineiras como um simples copo com agua gelads, a queda de um corpo ou a semelhanca entre parentes, os alunos v2o desenvolvendo esse espirito Ccunoso e indagador. Assim, estarde desenvolvenda alguns valores e algumas atitudes diretamente relacionados &s ciéndas da natureza — como vontade de saber (mais) sobre as coisas, por exemplo. Dé para imaginar como seria limitado ¢ conhecimento para um aluno, ou mesmo para a humanidade, se do exstisse essa vontade empreendedora, essa vontade de saber mais sobre ‘que nos cerca? © ciclo investigative Ferceber oaparecimento de gotinhas de aqua na superficie externa do copa ‘com agua gelada € apenas 0 primeiro passo em uma investigagao sobre 0 35- sunto, Depo's desse contato inicial com a realidade, devem ser utizadas estra- ‘€alas para descobrir a resposta 4s seguintes questOes: * Como a Sgus fei parar do lado de fora do copo se 0 professor sé havia colocado dqua dentro dele? Por que isso aconteceu? ‘+ Existe outra forma de fazer com que isso aconteca sem usar Sgua gelada? = HS olguma forma de evitar que isso econtege? Quando o que ocorreu com 0 copo com agua gelada se torna um verds- deiro problema a ser investigado, surgem indacaqdes sobre os diversos aspec> tos relacionados a esse problema. Diferentes pessoas fargo diferentes inda- ‘gages, e essas indagagSes definem os possiveis caminhos pelos quais cada pessoa caminhard dent‘o de um ciclo de investigacdo. Portanto, os exemplos, de indagacées e atividades aqui apresentados s80 apenas alguns dos cam- hos passives Deve-se estar atento para 0 fato de que agora ndo se trata de uma “de- ‘monstragdo de magia”; a situacSo requer comportamento de verdadeiros clen- ‘istas, Par isso, 6 importante que 0 professor estimule e valorize as indagagées dos alunos. suas primetras tentativas de resposta merecem néo sO © respetto do professor, mas também ser consideradas verdadelras hiodteses explcativas om a5 quais se trabalharé. Observe como essas hinteses fazem parte do ciclo de investigagao (Gu. Pe- fez, 1993, p. 206). wa. gaia caw CEI aa TART ei es sascoouine (“Geen | ‘ nomasmuemt, [Sacer | | (Suadopotientica abe) 4 TS! Sakewrg ates | | ignore ants | “oman ote —_ i {sere recoLocacio nowas ‘aS, rewsho BorROKET, { Comunicac dos esata | oes ce nage ee | outa equpes certain) Jouerooe ( cfg uncetangmer da ‘evesigagto. wrens veo anruncoes, nerocuEs 00 AER AnEsAAEUTOS ‘cioaa ‘eb pra verter fase at pots paraearstuir cies cera modi erga atudes (pesoas ou soca asin comoasconensies bre ‘lnc, paso eponbes ‘eos niger dlc em taro ds tgs ciao re] Assim, se no exemnplo um aluno disser que “as gotinhas de que que pere- ceram do lado de fora vieram de dentro do copo", @ professor deve considerar esse palpite do aluno como uma hipétese explicative e, com a ajuda desse alu- no e de seus colegas, crar experimentos para testi-la, TESTANDO HIPOTESES EXPLICATIVAS Um modo de testar as hipdteses explicativas € fazer as atividades experi- _mentais investigativas. Nao se trata de demonstracdes ii espetariiles re ma gle fertos para entreter criangas, mas de atividades planeladas e executadas ‘bor professores e alunos com o objetivo de verificar a veracidade das hipeteses formuladas. Portanto, para fazer ur 108 investigacéo, o professor de Ciencias, além de reconhecer as hipdteses explicativas dos alunos, deve incentivé-los auxlié-los a olanejar e a executar experimentos investigatives apropriados para averigué-las. Experimento investigative Um experimente no deve ser confundiéo com uma auividade pratica do po demonserskto. Thyuauty esta alts possibilta 9 contate do aluno com czttos endmenos ou fates, o expetimento destina-se-atesiar hipoteses previa- | mente formuladas. No nosso caso, como 0 ensino de Ciencias ocorre com criangas dos anos iniciais, que geralmente tém dificuldade ou ndo estéo acostumadas a crier Por si mesmas propastas de experiments, o professor deve aunilis-las. De qualquer forma, ele deve se preocupar em ir aumentando pouco a pouco a autonomia das criangas. sso possiblitard que, nos anos posteriores, elas for- mulem e executem seus proprics projetos experimentais, No caso do copo com agua gelada, uma das maneiras de 0 professor au- xiliar seus alunos a elaborar um experimento serie indicar-Ihes um possivel caminho investigativo a ser seguico. Caberia aos alunos, com base nessa dica do professor, segui-lo ou néo. Por exemplo, para testar & hipdtese de que as gotinhas do lado externo do cope vieram de dentro dele, o profes: sor poderia perguntar: “Se o liquido gelado que esta dentro de copo fosse colorido, de que cor vocé acha que seriam as gotinhas que se formariam do lado de fora?” Diante dessa pergunta, ¢ quase certo que os alunos perceberso que ume atividade simples thes daré slguma idela sobre a veracidade da hipdtese expl- cativa: delxar um copo com iiquico colorido gelado em algum lugar e observar © que acontece. Se a hipétese explcativa “as gotinhas de agua que aparece ‘a superticie externa do copo vém de dentro” estivesse correta, alunos espe Tariam que as gatinhas de lado de fora também fossem coloridas Mas isso ndo encerraria as nossas investigagbes| Afinal de contas, apesar de ssa atividade poder esciarecer que a agua no vem de dentra do capo, ela néo é suficiente para explicar de onde a agua ver a "Koma maes NCUA SEO ne wh Com base na observe de algo to crrgueira coma a aparecimento de gotiohas de dqua ra superficie de um copo gelsda, pode ocorer uma investiga, deste que ‘9s alunos Indeguem sobre © que otore formalem hipéreses expleatvesepercebam aramente qualsdlasetzo send testedas. Para resover esse problema central da investigacio, & necessério tormuler rovas hip6teses exalicatvas e testilas * Sea dgua no velo de dentro do copo, de onde ela pode ter vindo? + Seré que isso 56 acontece com a 4gua? A resposta 2 essas questdes talvez nao leve diretamente 8 resposta do pro- blema central, ou seja, de onde ver @ agua que aparece do lado de fora do cop9. Contudo, experimentos que fornecam elementos para compreender me- lhor 0 papel da gqua de dentro do copo nesse processo talvez sejam importan- tes para conseguir, no futuro, abordar mais diretamente o problema central. Considerando esse um dos caminhos para prossegui @ investigagao, poce- ria ser testace a hipotese: * Qualque liquide colocado no cope — suco, refrigerante ou outra bebida — romovers o aparecmento de gotinhas de agua em sua superficie externa, Esse caminho, embara néo responda diretamente a questo “de onde vern 2 qua que aparece do lado de fora do copo", fornece mais alguns elementos so- bre o problema que ests sendo investigado. Além disso, é facil para os alunos su- dgerirem atvidades experimentais para verfcar se com qualquer Iiquido aparecem as tas gotinhas. Podem sugeri, par exemplo, que coloquemos suco de laranja feito na hora em um copo e um reirigerante tirado da geladeira em outro, Para que essa atividade constitua um experimento em seu sentido mais tegi- timo, 05 alunos témn de prever e cepois constater em quais casos se observa 2 formacao das goticulas. Bessa forma, a ivestigacso pade ganhar outras infor ‘magoes que permitrao thar novas rumiosinvesugativos. sso porque, pera Les tar suas hipdteses, supde-se que as criangas acabem gor usar diversos liquidos, geralmente em diferentes temperatures (por exemoio, bem gelado, somente ligeramente resiriado, & temperatura ambiente). Assim, constatar8o ue no caso de liquids a temperatura ambiente ndo ocorre a formacéo de goticulas 1a parte externa do cope. umm? Ab ernmaatNa AAoE 15 26 OLHA, NESTE APARECERAM No MEU NAO. (OCORREU NADA, O PROFESSOR EM UM TRABALHO INVESTIGATIVO Em um trabalho investigativo como este que estamos exemplificando, cabe a0 professor ajudar os alunos a no centralizarem tanto a atencao em hipoteses {que se desviem do problema central que esta sendo investigado, Suponha, por exemplo, que um aluno estela preccupado com o fato de nao terem surgide goticulas na parte externa do cope com suco de laranje, dirigindo todes as suas hipteses 2o suco em si. O professor, como orientador de investigagso, pode sugerir 8 cianca que, para resolver 0 problema, procure ‘que existe em comum entre os liquidas em que acorreu © aparecimento das goticulas. Um bom argumento poderia ser: "Se em todos os copos contendo i quidos que foram tirados da geladelra apareceram as goticulas, deve haver alga em comum entre eles que favorece a ocorréncia desse fenémeno. O mais importante a ser estudado no momenta no so as diferencas entre esses liquides, mas alguma semelhanga que se relacione ao fenémeno es tudado’ Com i850, 06 alunos vo abtendo varios elementos que thes permitem for ular hip6teses como: "NBo interessa o que hé dentro do copo; se for gelado, sempre aparecero gotinhas de agua do lado de fora”. Com base nessa hipdtese, o professor pode colaborar com os alunos apre- sentando a seguinte questo, que serviria como indicador de novos experi- menos: "Se 0 importante @ 4 Wwinperatura, © que aconteceria se houvesse dentro do copo algo gelado mas que nao fosse liquido? Poderiam aparecer gotinhas do lado de fora?” Nesse caso, um simples teste que muitos alunos prontamente indicam é co- locar pedras de gelo num cope. Logo, percaberfamos que aparecem gotinhas de Agua na superfide externa do recipiente. i | | Como se vé, durante toda a reaizacdo de uma atividade como a apresen- tada, cabe 20 professor 0 papel de orientador clentifico das investigacGes. O uadro a seguir resume esses encamrinhamentos, et 0 professor deve: + Incentivar os alunos a formular hipéteses explicativas + Auniliar na elboracio das hipétesese dos experimentos para testa, + Pozabilitar a cfetiva comprovagto experimental daz hipéteses dos alunos, + Colaborar nas discusses, evitando que os alunos se desviem demais do ob- | Jetivo central. + Propor atividades em que o aluno perceba claramente o que ¢ por que vat | fazer, ¢ as relagdes com aquilo que jé foi feito. PROCEDIMENTOS E ATITUDES Esse trabalho investigative do “copo com agua gelada” permite que os alu- nos aprendam significativamente conceitos como agua, estado fisico, termpe- ratura e vapor de gua (afinal, as goticulas que apareceram do lado de fora do cope $80 provenientes do vapor de éaua que se condensou no ar). Alem disso, possibita que lidem com varios conteddos procedimentais e atitudinais relacio- radios @ atividade cientifica possivel também que desenvolvarn uma atitude mais favordvel ern rela G80 as proprias ciéncas da natureza e & atividade cientifica como um todo. Isso quer dizer que, se antes as criangas concebiam 0 cientistas como pessoas excntricas ou “lluminadas” — a exemplo do professor Marcos — ea Ciénda como um conjunto de respostas verdadeiras sobre tudo, agora tém a cportuni- dade ce perceber que 2 Ciencia se faz de outra forma. Percebem que ela é felt par meio da indagacio continua sobre as coisas, da eleboracso e verficacao de hipoteses explicativas e da formulagdo de modelos teéricos mais amplos. Mais ue isso, podem sentir que ao trihar esse caminho ndo se chega a um lugar final, mas sempre se avanca, construindo eremmedelando 0 conhecimento sobre 0s fatos e fendmenos. Nao vamos nes estencier na investigacéo que utlizarios como exemnplo para uma turma de 4° ano. Até aqui, nosso trabalho preccupou-se mais em averi- ‘guar como aparecer gotinhas do laco de fora do copo & nao por que tal fato corte, Foi feita uma investigaco, e os dados obtidos permitiram descrever melhor um processo e compreender que a temperatura influi nele ‘Ainda néo sabernas quais s£o 2s causas desse fenémeno, ou seja, “o que é que a temperatura faz para desencadear a formagéo das gotinhas” Dependendo da profundidade cam que o professor desele trabalhar 0 con- teiido conceltual, ele pode cirigir futures atvidades para ajuder, por exernplo, 0 alunos a responder mais espacificamenta 4 questo: “De ande vim as gotinhas que aparecem do lado de fora do copo?” Uma classificacao dos tipos de atividades praticas Para analisar a5 situagSes apresentadas neste capitulo, convém conhecer uma classificacso das atividades praticas. co Classificacdo das atividades praticas Demonstracoes praticas | Atividades realizadas pelo professor, is quaiso aluno assiste sem poder inter- | vir, Possbilitam 20 aluno maior contato com fenomenos jé conhecidos, mesino | que ele ndo tenha se dado conta deles. Permitem também 0 contato com novos elementos — equipamentos, instrumentos e até fendmenos. Experiments dustraivos Atividades que o aluno pode realizar e que cumprem as mesmas finalidades | das demonstragses praticas eeeere | Atividadles que oaluno realiza e que nao sio obrigatoriamente dirigidas o tem- | po tado pelo professor. Nelaso aluno tem conta dreto com fatos ou fenomenos | que precisa apurar, sejam ou no comuns no seu dia a cia, Aproximam-se das | atividades investigatvas, orm nae implicam a realizacéo de testes de hipoteses. | Experimentos imvestigtivos | "Atividades priticas que exigem grande atividade do aluna durante sua execu- | {ao Diferetu dis outs por envolverens obriguurianciie diseusay de ales, claboracao de hipoteses explicatives e experimentos para testé-las. Possibilitar | a0 aluno percorrer um ciclo investigative, sem contudo trabalhar nas areas de | fronteira do conhecimento, como fazer os centistas. Na demonstracéo prética do destilador, os alunos ndo tiveram oportunidade Ce intervic. Alem disso, 0 “segredo magico" do destilador nao foi bem escla- recido. Nao howe oportunidade para © questionamento dos alunes sobre 0 ‘que observaram rem foram desenvoividas atitudes diretamente relacionadas 8 investigacéo de um problema. Talvez, nesse caso, nem mesmo um verdadeiro problema tenha side proposte, Quando um aluno duvidou do professor Marcos, langando a hipétese de ‘que a agua sairia azul do outro lado do destilador, sua ideia em nenhum mo- mento foi considerada uma hip6tese verdadeira, oassivel de verficaco. O pro- fessor pareceu muito mais preccupaco em mostrar que as afirmacées dele, professor, é que eram verdadeiras, ‘Assim, além de simplesmente verem um desilador, os alunos s6 puderam constatar que o professor estava com a razéo; "a agua que era azul seiu incolor 0 outro lado do destilador" SituagGes como essa tém um efeito muito negative na aprencizagem das Ciencias, pois reforcam 0 esterestipo de que cientistas sdo pessoas especias, ‘que detém todo o conhecimento, Reafirmam idelas estereotipadas de que 0 Conhecimento dentifico corresponde 2 verdade sobre os fatos, endo que é uma interpreracao do mundo, baseada num corpo de conhecimentos @ nas rcunstancias em que s8o construidos. Dai a importincia de um trabalho investigativa com criangas. Ao fazermos um trabalho de investigacdo, todas essas falhas que apareceram na demons- tragSo pratice do professor Marcos dever ser evitedes. Principalmente porque, fem uma atividade de investigacao, a preocupagao ndo & s6 com as mudancas 18 Tena merc ct eA cconceituais que, eventuaimente, venham a ocorer. Objetiva-se @ producéo, 2 ampliacdo e a reformulacEo de contalidas tanto conceltuals como procedi- meniais @ attudinals. Ou seja, uma mudanga ndo s6 conceitual, mas também metodoléaica e atitudinal Confarme ja destacemnos, as demonstragbes também tém finalidades dida- ticas especificas. No quadro 2 seguir, apresentamos lado a lado algumas dlierencas entre os objetivos des demonstracées (¢ experiéncias meramente ilustrativas) 2 das investigagdes e experimentos cam testes de hipéteses, Demonstracées e experiéncias Hustrativas Investigacées e experimentos «+ Deseavolver a antonomia dos alunes. Frome « cpeadingse GEA] ‘pels mudanga to sb conta, ms também metodologica e atitudinal. | + Poser « visto de citncis come | uma inerpetagio do mundo, © mio conta ur confit de reapeiea pe | tase definidas. : Deseavoiver amplamente hablidades e capacidades relacionadas @ spre dizagem om crt © trabalho investigatiy © trabatho investgstio com criancas mais nova tem caraterscas pré- pris, Por um lado, sea inedequado, por exempio, eng de alunos do 1? ou Er ana qu parcrram todo um cele invesigtvo,formulondo corererts | poteses © eis de tests or out, sera nsuftieme neo celcar nenhury trabalho que oF aude a superar a motodoiogia das syperficalaades e a faze imvesigacses ‘© objetivo ce um vabalho baseatio na ivestigecio, nessa etapa do Ersino Fundamental menos que 23 crangas adauram conhecimentos competes com o centfico e mais que deserwolvam a Cbservacto dos fatos Ga vid, cormecer a enearger proces aa sau tadex, afscancose 9 dar pate para suas props ndagecdes Para iso, s40adequadas as atvidades exlortiias e de busca & 0s expe- Timentos states, descrtives Ou ivesigatvos, desde que o professor est elec! rts «seer acids em coda eps cuneiform potas adequados ds cangasefavorea um proceso de mudanga metodolgia, € imparante que professor ndo se equeva de Que, 20 fazer tas atirdedes, cove possitr que 25 ciancds mals ovens cornecem a conhecer¢ a ndeger mas Sobre o mundo. Asti, elas poder graculmente acqurinforacoes, Compendia, cometaraYaer prevsdes oat tomar exes is, J 130 Em sintese, no podemos dizer em que ano o professor pode comecar realizar verdadeiras investigagées com seus alunos, Cabe 20 professor propor a eles verdadeiros groblemas e fazer um trabalho visando que gradativamente deiner de encarat as coisas pelo senso coum, superficial e acriticemente. € patural que, a0 avancarem nesse caminho, as ciancas comecem a exigit Que o professor as ajude a averiguar, de forma mais rigarosa e critica, © mundo. Ou Se(a, s80 elas que nos indicam claramente © momento em que pademos de mode wfetivy ser uientedores de suas investigases. ‘Ser ortentador ce uma investigacéo Implica der dicss, que ajudam os alu- nos na busca do canhecimento que ests serdo procurado. Cabe ao professor orientar e incicar um caminho de investigagao, ¢ nao ficar @ todo momento dando respostas definivas ou sugerindo conhecimento pronto ou elaborado. Isso no quer dizer, no entanto, que o professor nao deve fornecer fatos novos 20s aluncs. ‘Cabe 20 professor estar atento para 0 fato de que néo ¢ uma atividade praticaisolada, mas todo um processo que inclu ciscusstes e atividades inter- Caladas, que permite a formulagdo de idelas e a construgso de teorias e conhe- cimentos sobre o problema que esté sendo investigado. ‘0 quacio a seguir (Gx Pees © Vasces Casto, 1996, 2. 155 63) spresenta uma sintese dos elementos des atividades investigativas que devem estar presentes no trabalho realizado com os alunos. aspectos fundamentals para a orlentaciio Aisne estigativa da Incervensao diltlee [Apresentar situagees problemiticis abertas com nivel de difienldade ade- mado. Forel sb inte alec as sass expos Favuiecei & audlise quatative das stuagdee propeetas Estabelecer a elaboracdo de hipdteses com atividade central da investigncio cienutfica Dar impartincia & elaboragao de projetos e & realizaclo de expevimentos pelos préprios alunos. Esubelecer uma anélise rigorosa dos resultados # luz dos conhecimentos dispontvels. Fazer considersgbes sobre as possivels petspectvas cinhtécnicalsociedade eos estudos realizados, Buscar a integragio do estudo reilizado para @ construglo de um corpo de conhecimentos coerent= Dar imiportzncia a elaboracio de regstros, memorisis ou telat6rios clentifi- ‘os, como documentos que refit o que ft fet Eniatizar a dimensao coletiva do conectmento clentifco, favorecendo 0 trabalho cooperative grupel e& integracio entre os grupos de trabalho, laches enue t ‘© QUE Os ALUNOS PODEM FAZER Muitos aspectos aresentados no quadto anterior consttuem taefas extre- mamente complexes que nas anos incais de Ensino Fundamental devern ser