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MDE-CAÇADOR

MEMORIAL DESCRITIVO Projeto de Instalações Elétricas

Estação de Tratamento de Lodo Caçador – Santa Catarina

1 - APRESENTAÇÃO

MDE-CAÇADOR

O presente memorial descritivo refere-se às instalações e equipamentos elétricos do sistema de bombeamento de esgotos, da Estação de Tratamento de Lodo, na cidade de Caçador, Estado de Santa Catarina. Tem por objetivo a descrição detalhada do projeto elétrico e fornecimento dos materiais para todo o sistema.

2 – DADOS BÁSICOS E NORMAS TÉCNICAS

Para a elaboração deste projeto elétrico foram utilizados os dados básicos fornecidos pelos projetos hidráulicos e arquitetônicos, sendo o mesmo consubstanciado nas recomendações de projeto da CASAN, bem como nas prescrições das seguintes entidades nacionais ou estrangeiras, onde aplicáveis:

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

CELESC Companhia Estadual de Energia Elétrica

ANSI American National Standard Institute

NEMA National Electrical Manufacturers Association

NEC National Electrical Code

IEC International Eletrotechnical Commission

Em especial, deverão ser respeitadas as características fixadas nas seguintes normas técnicas, exigíveis na aceitação e/ou recebimento dos materiais e equipamentos:

NBR 5354/77 Requisitos Gerais para materiais de instalações elétricas prediais

NBR 6808/81 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão

NBR 6146/80 Invólucro de equipamentos elétricos - proteção de polivinila (PVC) para tensões até 750 V - sem cobertura

NBR 7288/82 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila (PVC) para tensões de 1 a 20 Kv

NBR 6150/80 Eletroduto de PVC rígido

NBR 6689/81 Requisitos gerais para condutos de instalações elétricas prediais

NBR 5283/77 Disjuntores em caixas moldadas

NBR 6235/80 Caixas de derivações de instalações elétricas prediais

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NBR 7094/81 Máquinas Elétricas Girantes - motores de indução

3 – SUPRIMENTO DE ENERGIA

Os sistemas elétricos das unidades de bombeamento serão supridos de energia desde as redes de distribuição da CELESC em baixa tensão, de acordo com as normas definidas pelo Regulamento de Instalações Consumidoras desta concessionária. Foram considerados os seguintes parâmetros básicos:

Tensão de Fornecimento de Energia Elétrica em BT:

Freqüência:

4 – RAMAL DE LIGAÇÃO

380/220 V

60

Hz

A tomada de energia será feita em baixa tensão a partir da rede existente da CELESC, junto à Estação de Tratamento de Lodo, através de ramal de entrada trifásico na tensão 380/220 V,constituído por condutores de cobre seção 25 mm². O ramal de ligação de energia está suportado por armação secundária com isolador de porcelana 1 kV, devidamente fixadas ao poste da concessionária de energia.O ramal de entrada será executado com cabos de cobre isolados em PVC classe 750 V, singelos, bitola 25,0 mm², instalados em eletrodutos de PVC rígido roscável desde a entrada de energia, até a caixa de medição tipo MPPN (dim.: 500x250x230mm), e desta até o QDG. A medição de energia será feita através de equipamento montado em caixa tipo MPPN fixado no poste conforme detalhe prancha EL-04-04, contendo os medidores e o disjuntor geral de B.T., com corrente nominal de 70A. O aterramento do quadro de medidores será realizado através de haste de aterramento cobreada DN 19x2400 mm, interligada por cabo de cobre com isolamento para 750 V, na seção 25,0 mm².

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– POTÊNCIA INSTALADA - DEMANDA

As demandas foram determinadas considerando-se as condições de uso de cada equipamento, na situação mais desfavorável, tendo sido adotada, em cada caso, a demanda máxima provável da unidade como base para o dimensionamento dos componentes.

6 – FORMAS DE INSTALAÇÃO

Os condutores dos circuitos serão instalados em eletrodutos aparentes ou embutidos, conforme detalhado no projeto, com caixas terminais e de passagem onde necessários. Nas instalações externas, a tubulação será subterrânea em eletrodutos de PVC rígido entre caixas de passagem, envelopados em concreto quando na passagem de veículos.

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Nas ligações entre as caixas de passagem subterrâneas e os quadros de distribuição serão utilizados eletrodutos e curvas de PVC rígido roscáveis, com buchas e arruelas de alumínio para fixação e acabamento nos quadros.

7 – PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES

Cada circuito será protegido individualmente contra as sobrecorrentes provocadas por sobrecargas prolongadas ou curtos-circuitos, por meio de dispositivo (disjuntor termomagnético), instalado a montante do ponto de consumo de acordo com o consumo individual de energia e capacidade de curto-circuito de cada unidade de bombeamento.

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- ATERRAMENTO

O

neutro do sistema de distribuição de baixa tensão e todos os componentes

metálicos das instalações não integrantes dos circuitos elétricos, (armários dos

quadros de distribuição de força, etc), serão ligados ao aterramento geral, conforme a norma ABNT 5410.

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– ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

O

alimentador de força foi projetado para suportar a demanda prevista para a

implantação de fim de plano da estação elevatória, de forma a garantir o

abastecimento confiável e com qualidade, de acordo com as normas brasileiras em vigor.

O alimentador geral será subterrâneo a partir da caixa de medição tipo MPPN

(dim.:500x250x230mm) através de cabos de cobre singelos, seção 25 mm² para as fases e neutro, isolados em PVC antichama com capa externa em PVC antichama, classe 0,6/1 kV.

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– QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL - QDG

O

QDG será composto por cubículo metálico para ser instalado na sala de

tratamento de lodo, com dim.(1200x600x300mm), sendo acessível na parte frontal por portas fixadas na estrutura através de dobradiças. O grau de proteção mínimo será IP-54. A entrada de energia no QDG será através disjuntor termomaganético 70A. No QDG serão instalados os disjuntores para iluminação, tomadas e alimentação dos motores conforme detalhe 2, prancha EL-04-04.

11 – DISTRIBUIÇÃO DE FORÇA

A alimentação de força dos motores será através de condutores de cobre,

múltiplos, bitola 2,5 mm² por fase e neutro, com isolação em PVC 0,6/1 kV,

instalados em tubulação de PVC rígido roscável em instalação embutida até atingir o poço de bombas.

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No interior do poço de bombas os cabos alimentadores seguirão em instalação aparente até atingirem os bornes de ligação no corpo dos conjuntos.

12 – REDES EXTERNAS

Toda a distribuição de força para a estação de tratamento de lodo será desenvolvida por eletrovias subterrâneas através de condutores de cobre eletrolíticos isolados em PVC antichama com capa externa em PVC, classe de isolamento para 0,6/1 kV, instalados em eletrodutos de PVC, nas bitolas indicadas em projeto. Todos os trechos das eletrovias subterrâneas serão protegidos mecanicamente contra danos externos nas tubulações elétricas, em lance único, através de envelopes de concreto armado em toda a extensão e assentados em valas de profundidade mínima de 40cm. O acabamento das tubulações junto à caixa de passagem deverá ser com buchas adequadas e toda a tubulação deverá ser vedada com massa plástica em suas extremidades após a passagem dos cabos. A fim de limitar os trechos subterrâneos e facilitar a enfiação elétrica será construída uma caixa de passagem em alvenaria, posicionada no terreno junto ao poste de medição, de acordo com o desenho. A caixa de passagem subterrânea será devidamente rebocada em suas faces internas, terá sistema de drenagem no fundo e possuirá tampa de concreto com perfeito assentamento de modo a impedir a entrada de água e de roedores.

13 – EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES

Para execução dos serviços deverão ser obedecidas rigorosamente as especificações da ABNT aplicáveis e em especial os seguintes pontos:

Os condutores deverão ser instalados de tal forma que os isente de esforços mecânicos incompatíveis com a sua resistência ou com a do seu isolamento;

As emendas e derivações deverão ser executadas de modo a assegurar resistência mecânica adequada e contato elétrico perfeito, utilizando-se para tal conectores e acessórios adequados;

O condutor de aterramento deverá ser facilmente identificável em toda sua extensão, devendo ser devidamente protegido nos trechos onde possa vir a sofrer danificações mecânicas;

O condutor de aterramento deverá ser preso aos equipamentos por meios mecânicos, tais como braçadeiras, orelhas, conectores e semelhantes e nunca com dispositivos de solda a base de estanho, nem apresentar dispositivos de interrupção, tais como chaves, fusíveis, etc., ou ser descontínuo, utilizando carcaças metálicas como conexão;

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Os condutores somente deverão ser lançados depois de estarem completamente concluídos todos os serviços de construção que possam vir a danificá-los;

poderão

Somente

ser

utilizados

materiais

de

primeira

qualidade,

fornecidos

por

fabricantes

idôneos

e

de

reconhecido

conceito

no

mercado;

Todas as instalações deverão ser executadas com esmero e bom acabamento, conforme recomenda a boa técnica.

14 – ESPECIFICAÇÒES TÉCNICAS MATERIAIS

Para condutores de baixa tensão poderão ser empregadas emendas de compressão ou de aperto, desde que providenciem a perfeita interligação elétrica e mecânica dos condutores. Deverão ser isoladas de modo a reconstituir no mínimo as características elétricas do isolamento original dos condutores emendados. Para condutores de média tensão deverão ser empregadas emendas pré- fabricadas do tipo enfaixadas, vulcanizadas ou termocontráteis, de acordo com a especificação do projeto.

As emendas dos condutores deverão ser compatíveis com as características

do sistema elétrico e dos condutores em que serão instaladas, especialmente no que se refere aos seguintes pontos:

a) classe de tensão e tensão de operação do sistema;

b) material, seção e tipo do isolamento do condutor;

c) forma de fixação e conexão;

d) uso interno ou externo.

Não será permitida emenda com amarrações de fios ou dispositivos de solda a estanho. Para condutores de alumínio somente poderão ser utilizados conectores específicos para cabos de alumínio, em conjunto com massa apropriada. Bornes de passagem com corpo rígido em material incombustível e conector em bronze com parafusos de aperto bicromatizados, adequados à seção dos condutores a serem conectados.

Hastes de aterramento com núcleo de aço carbono SAE 1010/1020, revestida com camada de cobre eletrolítico com espessura mínima de 0,25 mm, isenta de impureza e rebarbas, em peças de 3,0 m de comprimento.

Materiais Complementares Deverão ser resistente e duráveis, sem amassamentos ou danos na superfície queprejudiquem a sua durabilidade ou sua condutividade elétrica, bem como seu isolamento e tratamento anticorrosivo. Quando possuírem roscas estas deverão estar em perfeito estado de conservação, devendo ser rejeitadas aquelas peças que possuírem algum fio cortado ou danificado.

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Todos os materiais não constantes desta especificação deverão ser de primeira qualidade e fornecidos por fabricantes idôneos com reconhecido conceito no mercado. Cabos de cobre nu – CC formados por um encordoamento de um ou mais fios de cobre eletrolítico nu, na têmpera meio-dura, fabricados e ensaiados de acordo com as prescrições da NBR 5111, NBR 6524 e NBR 7575.

As bitolas serão de acordo com as indicações do projeto.

Cabos de baixa tensão isolados em PVC Condutores de cobre estanhado, têmpera mole, compactados, nas bitolas indicadas em projeto, múltiplos ou singelos, isolados em cloreto de polivinila antichama (PVC), classe de tensão 0,6/1 kV, classe de temperatura 70°C, fabricados de acordo com as normas NBR 7288, NBR 6251 e NBR 6880 da ABNT.

Conduletes de alumínio Em liga de alumínio silício, com paredes lisas e sem cantos vivos, com tampa e junta de vedação de borracha. Entradas rosqueadas calibradas, rosca gás com

no mínimo 5 filetes, nas posições indicadas em projeto, com batentes internos

para os eletrodutos.

Caixas de passagem subterrâneas Em alvenaria ou concreto, com fundo autodrenante e tampa de concreto com alças não salientes, com entradas laterais para eletrodutos, rebocadas internamente e impermeabilizadas As dimensões e características específicas deverão ser de acordo com as indicações do projeto.

Disjuntores em caixa moldada Os disjuntores em caixa moldada devem ser construídos e ensaiados de acordo com a norma NBR IEC 947-2 da ABNT. Devem ser tropicalizados, com comando manual por alavanca, possuindo em cada fase disparadores termomagnéticos de ação direta.

A tensão mínima de 600V, capacidade de ruptura mínimo de 10kA e corrente nominais e número de pólos conforme indicação do projeto.

O mecanismo de abertura deve ser do tipo disparo livre (trip-free), com

dispositivo de indicação visual de atuação. Deverão ser providos de terminais ou conectores próprios para as bitolas dos condutores previstos no projeto para conexão aos disjuntores.

Eletrodutos rígidos de PVC De PVC rígido na cor preta, roscável, classe A, em peças de 3,0 m de comprimento. Eletrodutos flexíveis metálicos A prova de tempo, gases e vapores, executados com fita contínua de aço zincado, com revestimento externo em PVC extrudado, próprios para uso com terminais rosqueados.

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Quadro Geral de Baixa Tensão - QDG Características construtivas Os quadros devem ser projetados, construídos, testados e fornecidos conforme as recomendações aplicáveis das últimas revisões das Normas Técnicas das seguintes associações:

a) ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

b) ANSI - American National Standards Institute

c) IEC - International Eletrotechnical Comission

d) NEMA - National Electrical Manufactures Association

e) ASTM - American Society of Testing Materials

Os quadros devem ser constituídos de seções verticais padronizadas, feitas de

chapas de aço com bitola mínima 12 MSG para os perfis estruturais e 14 MSG para as portas, laterais e fundo, justapostas e interligadas de forma a constituir uma estrutura rígida, totalmente fechada, com possibilidade de ampliação em ambas as extremidades. O número de compartimentos deve ser adequado em função da quantidade de equipamentos instalados.

O quadro deve possuir barramento para a alimentação das unidades. Todos os

barramentos devem ser de cobre eletrolítico 99,9%, com cantos arredondados, pintados com uma cor para cada fase e terra.

Os barramentos devem ter capacidade de condução de corrente mínima para 100 A, e devem ser dimensionados de modo a suportarem os efeitos térmicos e mecânicos produzidos pelas correntes de curto-circuito do sistema. Na porta do painel deverão ser instaladas plaquetas de identificação em plástico laminado com fundo preto e gravação em letras brancas. Na primeira linha deve ser gravado o código de referência do equipamento, e nas demais

linhas sua função, sendo estes dados indicados no projeto. Para equipamentos futuros (previsões), as plaquetas devem ser fornecidas sem gravação.

O painel deverá vir equipado com sinalização por meio de lâmpadas: cor verde

para indicação de equipamento desligado e cor vermelha para indicação de equipamento ligado.

A substituição das lâmpadas e lentes deverá ser possível pela frente, sem a

abertura da porta do compartimento. Os condutores devem ser de cobre, encordoados, com isolamento mínimo para 750 V e seção mínima 1,5 mm² para comando e 2,5 mm² para força. As entradas e saídas dos cabos no quadro devem pela parte inferior do mesmo. Os blocos terminais, quando incluídos, devem ser em número suficiente para receber os cabos de comando, controle e sinalização, além de mais 20% dos bornes utilizados como bornes de reserva. Todos os bornes devem ser numerados de forma visível e permanente, e ter capacidade adequada aos circuitos considerados, sendo todos com isolamento para 750V. Todas as partes metálicas não previstas para condução de corrente devem ser ligadas ao barramento de terra do quadro, o qual deve ficar na parte inferior interna do mesmo e fornecido com conectores adequados, do tipo não soldado, na bitola mínima de 4 mm².

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O acabamento dos quadros deverá ser resistente à corrosão causada por

umidade ou atmosfera característica ao ambiente onde será instalado. O tratamento anticorrosivo deve consistir de no mínimo duas demãos de tinta

anti-oxidante nas partes internas e externas além da pintura final de acabamento, na cor cinza claro.

3.4

ELÉTRICAS

ESPECIFICAÇÕES

TÉCNICAS

DE

3.4.1 – Montagem das Instalações Elétricas

3.4.1.1 – CONDUTORES

MONTAGEM

-

INSTALAÇÕES

Os condutores a serem utilizado para a rede aérea deverão ser convenientemente instalados sobre isoladores e cruzetas suportadas por

postes de madeira ou concreto, conforme indicado no projeto, rigorosamente de acordo com os padrões de montagem de redes aéreas da Concessionária

de

energia elétrica local.

O

tensionamento dos cabos pelo esforço ou pela flecha deve atender as

especificações de projeto. Quando não indicado no projeto, devem ser seguidas as recomendações das normas NBR 5433 e NBR 5434 e Regulamento das Instalações Consumidoras da Concessionária de energia.

Deve ser observado, em especial, a igualdade da flecha dos condutores dentro

de um mesmo vão.

As emendas e terminações dos condutores devem atender as especificações

do projeto, e nos casos omissos, à norma NBR 5434. As emendas de cabos de

cobre e alumínio devem ser feitas com conectores apropriados, utilizando-se pasta inibidora adequada.

3.4.1.2 - ACESSÓRIOS E MATERIAIS COMPLEMENTARES

O posicionamento de cruzetas, ferragens, isoladores, pára-raios e chaves

devem atender às especificações e desenhos de projeto e as normas da Concessionária de energia local.

As emendas e terminações dos condutores devem atender às especificações

de projeto, e nos casos omissos, à norma NBR 5434. As emendas de cabos de

alumínio devem ser feitas com conectores apropriados, utilizando-se pasta inibidora adequada.

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As amarrações dos condutores nos isoladores devem atender às especificações e recomendações da Concessionária de energia local.

3.8.1.2 - Quadros de Proteção e Comando

3.8.1.2.1 - SERVIÇOS PRELIMINARES

A presente especificação de montagem aborda os principais serviços para a

instalação de quadros de proteção e comando para equipamentos elétricos em unidades novas e nas unidades existentes da CASAN.

A montagem dos quadros deverá ser executada em observância às diretrizes e

detalhes fornecidos pelo projeto dos mesmos, e de acordo com os respectivos memoriais descritivos,assim como às recomendações e instruções de montagem específicas determinadas pelos fabricantes dos equipamentos, e a esta especificação de montagem.

Por ocasião do recebimento dos equipamentos, devem ser verificados o grau de proteção dos invólucros dos quadros, de acordo com as especificações do projeto, e o estado geral da pintura e conservação dos cubículos metálicos. Deve ser verificada também a existência da documentação técnica completa dos mesmos, inclusive as folhas de testes devidamente preenchidas com os dados obtidos nos ensaios realizados em fábrica. Os quadros devem ser armazenados em local limpo, seco e abrigado, assentados sobre estrados, dormentes ou pranchões de madeira, e protegido contra danos mecânicos. Durante o período de armazenamento, devem ser mantidas as embalagens originais de fábrica, e caso estas não apresentem condições satisfatórias de proteção, os quadros devem ser cobertos com lona plástica. Os resistores de aquecimento devem ser mantidos ligados e os termostatos ajustados a 40°C. A temperatura no interior dos com partimentos dos quadros deve ser verificada periodicamente. A verificação de temperatura deve ser feita na parte superior dos compartimentos, devendo ser superior à temperatura ambiente. A instalação dos quadros deve ser executada segundo as indicações do projeto, e as prescrições do manual de instalação do fabricante, sob o acompanhamento permanente da FISCALIZAÇÃO da CASAN.

3.8.1.3.4 - INSTALAÇÃO DE ELETRODUTOS

Os eletrodutos ao serem colocados na vala devem ser alinhados e

posicionados com a utilização de espaçadores. A distância máxima entre espaçadores, quando não indicada em projeto, deve ser de 2,5 m.

A posição relativa e afastamentos entre eletrodutos nos envelopes deve ser

conforme desenhos de projeto. Nos casos em que eletrodutos de energia e de

telefonia ou instrumentação estejam presentes no mesmo envelope, deve ser

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observado o afastamento mínimo entre os mesmos, conforme especificações nos projetos.

O alinhamento e a inclinação individual dos eletrodutos devem ser conforme

desenhos de projeto. Os desvios no alinhamento e elevação da rede de dutos devem ser no máximo de 5cm, com relação aos valores de projeto. As conexões entre os eletrodutos devem ser feitas com luvas rosqueadas, não sendo permitido o uso de solda. O emprego de rosca corrida nas conexões envelopadas deve ser evitado. Não é permitido o uso de uniões ou reduções em trechos enterrados.

O curvamento dos eletrodutos deve ser executado conforme recomendações e

exigências contidas em normas. Curvas com amassamentos, mordeduras ou avarias no revestimento devem ser rejeitadas.

A quantidade de curva entre dois pontos de puxamento deve estar de acordo com as especificações de projeto. Nos casos em que surjam desvios angulares decorrentes de interferências não previstas em projeto, deve ser observado que o somatório das deflexões não ultrapasse a 270°. Caso este limite seja ultrapassado, deve ser feito um estudo das tensões de puxamento para a nova condição de instalação. Os eletrodutos deverão ser rosqueados nas luvas de modo a permitir que as extremidades dos mesmos fiquem perfeitamente unidas com as luvas. Durante a instalação deverão ser tomadas as devidas precauções para proteger os eletrodutos contra danos, devendo as suas extremidades serem tampadas com buchas plásticas, ou por outro método aprovado pela FISCALIZAÇÃO. Deve ser evitada a circulação de pessoal diretamente sobre a rede de eletrodutos não concretada. Quando isto for inevitável, deve ser prevista proteção mecânica adequada. Os eletrodutos que afloram ao nível do piso, devem ter comprimento mínimo de 15 cm entre o início da parte roscada e o ponto de afloramento do tubo. O posicionamento dos eletrodutos de espera deve ser executado através de gabaritos e a verificação da verticalidade dos mesmos, com o auxílio de prumo ou nível. As faces cortadas dos eletrodutos deverão ser perpendiculares ao seu eixo; as extremidades deverão ser limpas, lixadas e/ou limadas a fim de eliminar rebarbas e cantos vivos; não será permitido o uso de juntas paralelas ou ajustes folgados. Deverá ser instalado fio de arame ou nylon no interior dos eletrodutos e em toda a extensão, a fim de facilitar a enfiação dos cabos e condutores. Depois de concluída a instalação os elementos que finalizarem, por meio de luvas deverão ser tampadas com um bujão de aço galvanizado, ou outro

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método aprovado pela FISCALIZAÇÃO. Os eletrodutos não terminais por luvas deverão ser tampados preferencialmente com buchas plásticas. As tampas deverão ser mantidas, exceto durante a inspeção e teste, até que os condutores sejam instalados. Deve ser realizado o teste de verificação do estado inteiro das redes de eletrodutos, antes da liberação para a concretagem. A rede de dutos deve ser concretada imediatamente após a verificação citada, desde que não seja constatada obstrução de nenhum eletroduto.

3.8.1.3.5 - CONCRETAGEM DE ELETRODUTOS

Antes de ser iniciada a concretagem, a rede de eletrodutos deve estar limpa, isenta de terra e outros quaisquer materiais estranhos. Se necessário, a limpeza deve ser feita com jato de água e ar comprimido.

Na concretagem dos eletrodutos, o concreto deve ser lançado sem queda livre, para não deslocar ou danificar os eletrodutos e para que o mesmo não seja desagregado. A escolha e a utilização dos vibradores devem ser compatíveis com o serviço a ser executado, de modo a se obter um melhor adensamento. Sempre que possível o trecho entre duas caixas de passagem deve ser concretado de uma só vez. Nos casos de necessidade de interrupção da concretagem, a extremidade do concreto deve ficar inclinada de aproximadamente 45° e possuir superfície irregular. Quando do prosseguimento da concretagem a junta deve estar limpa. O procedimento de cura e a identificação do topo do envelope devem estar de acordo com as especificações de projeto. Quando não indicado, deve ser aplicado óxido de ferro (vermelhão) diretamente sobre o concreto, para identificação das redes elétricas, assegurando-se um espessura mínima de 3

mm.

Deverá ser providenciado o teste de verificação da rede de eletrodutos após a sua concretagem. Caso seja constatado obstrução de algum duto, o envelope deve ser refeito total ou parcialmente, de modo a satisfazer todas as exigências não atendidas.

3.8.1.3.6 - TESTES E SERVIÇOS COMPLEMENTARES

Deve ser feito teste de verificação do estado interno da rede de eletrodutos antes da liberação para a concretagem, sendo que os eletrodutos devem permitir a passagem de um gabarito com 90% do diâmetro interno dos mesmos. A CONTRATADA deve fornecer um certificado, por trecho. Devem ser feitos ensaios em corpo de provas de concreto para envelopes e caixas, de acordo com a norma NBR 5739.

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Deve ser efetuado o teste de verificação do estado interno da rede de dutos, após a concretagem. A CONTRATADA deve fornecer um certificado de teste, por trecho de envelope construído. Devem ser mantidas tamponadas todas as entradas de eletrodutos não utilizados. Todas as caixas de passagem e devem ser mantidos fechados e com as juntas de vedação em boas condições.

A CONTRATADA deverá fornecer todos os materiais e equipamentos

necessários para a total montagem das redes de tubulações subterrâneas para distribuição de energia elétrica, ressalvando-se os casos em que for expressamente indicado o contrário nos documentos do projeto.

O custo dos testes e serviços complementares referentes às redes de

tubulações subterrâneas deverão estar incluídos nas verbas correspondentes

às

valas, caixas de passagem, instalação e concretagem de eletrodutos a que

se

referirem, não sendo motivo de pagamento adicional à CONTRATADA.

3.8.1.4.3 - POSTES

As dimensões e demais características dos postes, além de serem compatíveis

com as especificações do projeto, devem ser compatíveis com as luminárias e demais acessórios a serem montados nos mesmos, de forma a permitir um ajuste perfeito dos componentes do. A locação e engastamento de postes devem atender às especificações e desenhos de projeto.

Deve ser verificada a perfeita verticalidade dos postes, e a correta instalação das luminárias e demais acessórios do sistema de iluminação externo nos postes. Todos os postes metálicos deverão ser interligados ao sistema de aterramento,

ou aterrados através de haste de aterramento própria.

8.2.1.4.4 - LUMINÁRIAS

As instalações de luminárias, lâmpadas, reatores, dispositivos de proteção e

demais acessórios deve ser conforme especificações de projeto e, em casos

omissos, conforme recomendações do fabricante. Não serão aceitas luminárias que não estiverem completas e em perfeito estado de funcionamento.

3.8.1.4.5 - TESTES E SERVIÇOS COMPLEMENTARES

Após a total montagem dos sistemas de iluminação externa deverão ser executados no mínimo os seguintes testes:

- resistência de isolamento dos circuitos; - teste funcional dos circuitos;

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- verificação da tensão nas luminárias; - verificação da corrente nas luminárias;

3.8.1.5 – Sistemas de Aterramento

3.8.1.5.1 - SERVIÇOS PRELIMINARES

A presente especificação de montagem elétrica aborda os principais serviços

para a execução dos sistemas de aterramento das unidades novas e nas unidades existentes da CELESC.

As superfícies de contato dos equipamentos a serem aterrados devem estar

rigorosamente limpas. Após a conexão e aperto devem ser untados com pasta anti-oxidante. Quando não indicado em projeto as hastes devem ser enterradas a uma profundidade mínima de 2,5 m e ter um espaçamento máximo entre si de 25 m.

Deve ser atingido o valor de resistência especificado em projeto.

As conexões internas às estruturas metálicas embutidas, armaduras ou outras

partes metálicas deverão ser soldadas por método exotérmico, excetuando-se

as

conexões aos equipamentos galvanizados que deverão ser feitos por meio

de

conectores.

A CONTRATADA deverá instalar e testar todo o sistema de aterramento, o qual

deverá aterrar efetiva e permanentemente as partes neutras, carcaças dos transformadores, eletrodutos, pára-raios e todas as estruturas metálicas, conforme indicado no projeto.

3.8.1.5.2 - HASTES DE ATERRAMENTO

As instalações das hastes de aterramento deverão ser conforme as

especificações de projeto e, em casos omissos, conforme as recomendações

do

fabricante.

As

hastes de aterramento deverão ser instaladas sempre na posição vertical e

paralelas entre si. Quando instalado mais de um eletrodo, a distância mínima

entre eles deverá corresponder ao comprimento efetivo da haste de aterramento.

8.2.2.5.3 - CONDUTORES DE ATERRAMENTO

O

lançamento do cabo de terra deve atender às especificações e aos desenhos

do

projeto. Para instalações subterrâneas, caso não seja indicada em projeto,

deve ser adotada a profundidade mínima de 40 cm. Quando não especificado em projeto, a rede de terra deve ser constituída basicamente de cabos de cobre nu, trançado, bitola mínima 25 mm², interligando as hastes de aterramento.

A utilização de cabo terra isolado somente deve ser admitida quando

especificado em projeto e no aterramento do painel de medidores.

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As emendas de cabos de terra subterrâneos deverão ser soldadas por processo exotérmico. Emendas por conectores somente serão permitidas se efetuadas acima do solo. O condutor de aterramento deverá ser facilmente identificável em toda sua extensão, devendo ser devidamente protegido nos trechos onde possa vir a sofrer danificações mecânicas. Nos pontos de afloramento, os cabos de aterramento deverão ficar protegidos contra danos mecânicos através de eletrodutos de PVC rígido.

3.8.1.5.4 – ACESSÓRIOS

As ligações aos equipamentos elétricos que possam ser removidos para a manutenção deverão ser feitas com conectores tipo grampo ou sapata de bronze fosforoso. A ligação dos cabos da malha de aterramento às hastes deverá ser por meio de conectores apropriados ou solda exotérmica. Todos os conectores deverão estar devidamente fixados aos equipamentos ou hastes de aterramento e com o aperto adequado.

OBSERVAÇÕES FINAIS

1. Todas as unidades consumidoras deverão ser providas de equipamento para

correção do fator de potência (se necessário), para que este se mantenha superior a 0,92 e inferior a 1,00.

2. Todos os equipamentos que existirem certificados no mercado deverão ter o

selo PROCEL.

3. O ramal de ligação e o condutor neutro devem ser rígidos.