Sei sulla pagina 1di 24
CAPÍTULO CAPÍTULO As cônicas: elipse, hipérbole As cônicas: el e parábola e parábola 6 6
CAPÍTULO
CAPÍTULO
As cônicas: elipse, hipérbole
As cônicas: el
e parábola
e parábola
6 6
Além da teoria
Inspirado na construção mostrada na foto, um engenheiro projetou
uma ponte com as seguintes características: ela terá 160 m de compri-
mento e um dos cabos de sustentação será um arco de parábola preso a
pilares verticais de 20 m de altura. O vértice V da parábola será o ponto
médio do segmento de reta que ligará as bases A e B dos pilares, confor-
me mostra a figura.
20 m
20 m
A
V
B
160 m
Entre os pilares haverá seis cabos, que sustentarão o piso da ponte de
modo que a extremidade inferior de cada um dos cabos e o vértice V
da parábola dividirão o segmento tABu em oito segmentos congruentes
entre si. Qual será o comprimento de cada um dos cabos menores?
1,251,25 mm
Ponte Hercílio Luz,
Florianópolis, SC. (2008)
Neste capítulo, você estudará as cônicas: elipse, hipérbole e
parábola e resolverá exercícios como esse.
í
á
é
90
Capítulo 6
As cônicas: elipse, hipérbole e parábola
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd
90
17.04.10
18:03:52
fAustino
ALEX UCHÔA/IMAGEM BRASIL
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 O que é uma figura cônica Como o nome sugere, uma figura cônica é
1 O que é uma figura cônica Como o nome sugere, uma figura cônica é
1 O que é uma figura cônica Como o nome sugere, uma figura cônica é
1
O que é uma figura cônica
Como o nome sugere, uma figura cônica é obtida a partir de um cone. Para definir esse tipo
de figura, consideramos duas retas r e e concorrentes em V. A figura  obtida pela rotação de
360° de r em torno de e é chamada de superfície cônica circular reta de duas folhas, com
vértice V, eixo de rotação e e geratrizes ilimitadas.
e
e
r
r
geratr iz
V
V
A intersecção de um plano α qualquer com a superfície  é chamada de figura cônica. Essa
figura pode ser um ponto, uma reta, um par de retas, uma circunferência, uma elipse, uma hipér-
bole ou uma parábola. Neste capítulo, estudaremos essas três últimas figuras, definidas a seguir.
r
e
α
� (hipérbole)
V
V
V
� (parábola)
� (elipse)
α
α
Elipse: α não passa pelo vértice
V e intercepta todas as geratrizes
de  obliquamente ao eixo de
rotação e.
Hipérbole: α não passa pelo
vértice V e intercepta as duas
folhas de .
Parábola: α é paralelo
a uma geratriz de .
As cônicas: elipse, hipérbole e parábola
Capítulo 6
91
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd
91
17.04.10
18:04:03
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
iLustRAções: fAustino
Visualizando as cônicas Ao iluminar uma parede plana com o facho cônico de luz proveniente

Visualizando as cônicas

Ao iluminar uma parede plana com o facho cônico de luz proveniente de uma lanterna, ob- servamos algumas figuras determinadas pelas intersecções da superfície do cone com o plano. Essas intersecções são chamadas de figuras cônicas. Por exemplo:

• Se o eixo do cone de luz for oblíquo ao plano da parede, de modo que todas as geratrizes do cone sejam interceptadas pelo plano, então a intersecção desse plano com a superfície do cone é uma elipse.

Elipse
Elipse
• Se uma das geratrizes do cone de luz for paralela ao plano da parede,
• Se uma das geratrizes do cone de luz for paralela ao plano da parede, então a intersecção
desse plano com a superfície do cone é uma parábola.
Parábola
iLustRAções: PAuLo mAnzi
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Se o eixo do cone de luz for paralelo ao plano da parede, então a intersecção desse plano com a superfície do cone é um dos ramos de uma hipérbole (a hipérbole é formada por dois ramos como esse).

Há outras posições possíveis da lanterna para se determinar um ramo de hipér- bole; esse é apenas um exemplo.

Ramo de uma hipérbole
Ramo de uma
hipérbole

O mais completo tratado sobre as cônicas foi escrito pelo matemático e astrônomo grego Apolônio de Perga, por volta de 225 a.C., embora elas já tivessem sido estudadas antes dele.

92 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08
9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

92

9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08

17.04.10

9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08
9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08
9 2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 92 17.04.10 18:04:08

18:04:08

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

CoRtesiA seej

A obra As cônicas, de Apolônio, foi duramente criticada por alguns sábios de sua época, que encaravam esse estudo como puro deleite do autor, sem nenhum interesse no mundo real. O tempo se incumbiu de mostrar que esses sábios estavam enganados:

por volta de 1605, o astrônomo alemão Johannes Kepler descobriu que os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol; em 1632 Galileu Galilei descreveu como parabólica a trajetória de projéteis; em 1662, Robert Boyle descobriu que, sob tem- peratura constante, a função que expressa a relação entre o volume de uma massa fixa de gás e a pressão exercida sobre ela é hiperbólica. Constatamos, ainda, a presença das cônicas em muitas outras situações do mundo real, como na construção de ante- nas, espelhos e lentes parabólicos ou hiperbólicos; na construção de pontes pênseis; nas trajetórias elípticas, parabólicas ou hiperbólicas de astros celestes; em Economia, no estudo da curva parabólica de possibilidades de produção etc.

Os termos elipse, parábola e hi- pérbole foram usados por Apolô- nio por significarem, respectiva- mente, falta, igualdade e excesso. Essas classificações referem-se a um número, chamado excentri- cidade da cônica, que é menor que 1 na elipse (falta), igual a 1 na parábola (igualdade) e maior que 1 na hipérbole (excesso).

RiCARdo AzouRy/tybA
RiCARdo AzouRy/tybA

Antenas parabólicas de transmissão da Embratel, Itaboraí, RJ.

(2008)

PAuLo fRiedmAn/sAmbA Photo
PAuLo fRiedmAn/sAmbA Photo

Os pilares da Catedral de Brasília, DF, têm forma de um hiperboloide. (2006)

2
2

Elipse

Observe na foto abaixo o projeto de modernização do Complexo Mineirão/Mineirinho, em Belo Horizonte, MG, para a copa do mundo de 2014. O estádio manterá a estrutura elíptica atual e receberá uma cobertura de vidro.

elíptica atual e receberá uma cobertura de vidro. Montagem fotográfica do projeto de modernização do

Montagem fotográfica do projeto de modernização do Complexo Mineirão/Mineirinho. (2009)

de modernização do Complexo Mineirão/Mineirinho. (2009) PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 93 As cônicas: elipse,
de modernização do Complexo Mineirão/Mineirinho. (2009) PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 93 As cônicas: elipse,

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

93
93

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

93 17.04.10
93
17.04.10
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 93 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 93 17.04.10 18:04:18
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 93 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 93 17.04.10 18:04:18
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 93 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 93 17.04.10 18:04:18

18:04:18

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

iLustRAções: fAustino

Definimos elipse como a intersecção de um plano com a superfície de um cone, porém, para um estudo analítico dessa cônica, convém defini-la a partir da propriedade comum a todos os seus pontos, enunciada a seguir.

Se achar conveniente, mostrar aos alunos a demonstração dessa propriedade. Ver Suplemento com orientações para o professor.

Ver Suplemento com orientações para o professor . P 2 c F 1 F 2 PF
P 2 c F 1 F 2
P
2 c
F 1
F 2

PF 1 1 PF 2 5 2a

(2a . 2c . 0)

Os pontos F 1 e F 2 são os focos da elipse. A medida 2c é a distância focal (distância entre os focos), sendo c a semidistância focal.

• Qualquer segmento de reta cujos extremos são pontos da elipse é chamado de corda da

elipse. A corda tA 1 A 2 que passa pelos focos F 1 e F 2 é chamada de eixo maior da elipse e sua medida é 2a (veja o item a do exercício resolvido R.1).

94 Capítulo 6

A 1 A 2 5 2a A 1 A 2 F 1 F 2
A 1 A 2 5 2a
A 1
A 2
F 1
F 2

O ponto médio C do eixo maior tA 1

A 2 , que também é ponto médio do segmento tF 1 F 2 , é

e tA 2 C os semieixos maiores (veja o item b do

chamado de centro da elipse, sendo tA 1

exercício resolvido R.1).

C

A corda tB 1

B

2

, que passa por C e é perpendicular ao eixo maior, é o eixo menor da elipse,

sendo os segmentos tB 1

C

iguais, que serão indicadas por b, isto é, B 1 C 5 B 2 C 5 b. Tem-se também:

B 1 F 1 5 B 1 F 2 5 B 2 F 1 5 B 2 F 2 5 a (veja o item c do exercício resolvido R.1)

e tB 2 C os semieixos menores. Esses semieixos têm medidas

A 1

B 1 a b C c F F 1 2
B
1
a
b
C
c
F
F
1
2

B 2

A 2

B

1 F 1 5 B 1 F 2 5 a

Pelo teorema de Pitágoras temos: a 2 5 b 2 1 c 2

Os pontos A 1 , A 2 , B 1 e B 2 são os vértices da elipse.

O número e 5

é o cosseno do ângulo agudo B 1 FB 2 C, temos que 0 , e , 1.

c a é chamado de excentricidade da elipse. Observando que esse número

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23
que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

94
94
que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23

17.04.10

que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23
que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23
que esse número As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 94 17.04.10 18:04:23

18:04:23

PAuLo mAnzi/CidPAuLo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

mAnzi/CidPAuLo

mAnzi/Cid

9.610 de 19 de fevereiro de 1998. mAnzi/CidPAuLo mAnzi/Cid Construção de uma elipse Usando pregos e

Construção de uma elipse

Usando pregos e barbante

Fixe dois pregos em dois pontos distintos de uma tábua e amar- re neles as extremidades de um barbante de comprimento maior que a distância entre os pregos. A seguir, desenhe uma linha na tá- bua com um lápis apoiado no barbante, mantendo-o o mais estica- do possível, conforme mostra a figura.

A linha assim desenhada é uma elipse, pois a soma das distân- cias de cada um de seus pontos aos dois pregos é igual ao compri- mento do barbante.

Luiz Antônio/Cid
Luiz Antônio/Cid

Usando dobraduras

As dobraduras proporcionam interessantes construções geométricas. Uma delas é o traçado de uma elipse. Para isso, adotamos os seguintes procedimentos.

• Desenhamos em uma folha de papel translúcido (papel-manteiga, por exemplo, é uma boa escolha) um ponto interior a uma circunferência, distinto do centro.

um ponto interior a uma circunferência, distinto do centro. • Dobramos a folha em torno de

• Dobramos a folha em torno de uma corda da circunferência de modo que o arco dobrado passe pelo ponto.

de modo que o arco dobrado passe pelo ponto. • Desdobramos a folha e fazemos outra

• Desdobramos a folha e fazemos outra dobra em torno de outra corda, de modo que o arco do- brado passe pelo ponto. Repetimos esse procedimento várias vezes. As retas que contêm essas cordas são tangentes a uma elipse. Quanto mais dobras fizermos, mais visível ficará a elipse.

Quanto mais dobras fizermos, mais visível ficará a elipse. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 95 As cônicas: elipse,
Quanto mais dobras fizermos, mais visível ficará a elipse. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 95 As cônicas: elipse,

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

95
95

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

95 17.04.10
95
17.04.10
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 95 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 95 17.04.10 18:04:36
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 95 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 95 17.04.10 18:04:36
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 95 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 95 17.04.10 18:04:36

18:04:36

Exercícios resolvidos

fAustinofAustino

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

iLustRAções: fAustino

R.1

Considerando a elipse :

B

A

1

F

1

C

1

B 2

P

F

2

A 2

tal que:

PF 1 PF 2 5 2a

F 1 F 2 5 2c, com 2a . 2c

demonstrar que:

a) a medida do eixo maior tA 1 A 2 é 2a.

b) o ponto médio C de tA 1 A 2 também é ponto mé-

dio de tF 1 F 2 (C é o centro da elipse).

c) cada um dos segmentos tB 1 F 1 e tB 1 F 2 mede me-

tade do eixo maior, isto é, B 1 F 1 5 B 1 F 2 5 a.

d) C é o ponto médio do eixo menor tB 1

Resolução

a) A 1 A 1 F 1 1 A 1 F 2 5 2a; logo,

B

2 .

A F

1

1

1

1

 

 

FF

A F

AA

1

1

F F

1

2

A F

1

2

5 2

a

(I)

A 2 A 2 F 1 1 A 2 F 2 5 2a; logo,

A F

2

2

1

FF FF

F F

2

1

 

 

A F

2

1

1

A F

2

2

5 2

a

(II)

Subtraímos (I) e (II) membro a membro:

2A 1 F 1 2 2A 2 F 2 5 0 A 1 F 1 5 A 2 F 2 (III)

Substituímos (III) em (II), concluindo:

F A

A F

2

2

1

F F

FF FF

2

1

1

1



 

1

A A

1

2

5 2

a

A A

1

2

5 2

a

b) A 1 C 5 A 2 C A 1 F 1 1 F 1 C 5 A 2 F 2 1 F 2 C (I)

Provamos em a que A 1 F 1 5 A 2 F 2 (II)

Substituindo (II) em (I), obtemos:

A 1 F 1 1 F 1 C 5 A 1 F 1 1 F 2 C F 1 C 5 F 2 C

Logo, C é ponto médio de tF 1 F 2 .

c) Observando os triângulos B 1 F 1 C e B 1 F 2 C:

A 1

F

1

B 1

C

F

2

A 2

B 2

96 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 96 R.2 F 1 temos: •
6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 96 R.2 F 1 temos: •

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

96
96

R.2

F

1

temos:

B 1 CFB 1 B 1 CFB 2 , pois ambos são retos;

tB 1 C é lado comum aos dois triângulos.

Assim, pelo caso L.A.L. de congruência de triân- gulos, temos que: B 1 F 1 C B 1 F 2 C, portanto:

B 1 F 1 5 B 1 F 2 (I)

Temos ainda:

B 1 B 1 F 1 1 B 1 F 2 5 2a (II)

Substituindo (I) em (II), obtemos:

B 1 F 1 1 B 1 F 1 5 2a 2B 1 F 1 5 2a

e, portanto: B 1 F 1 5 a

tF 1 C

tF 2 C, pois C é ponto médio de tF 1 F 2 ;

Logo, B 1 F 1 5 B 1 F 2 5 a. Analogamente, prova-se que B 2 F 1 5 B 2 F 2 5 a.

d) O quadrilátero B 1 F 1 B 2 F 2 é um losango, pois pro- vamos em c que B 1 F 1 5 B 1 F 2 5 B 2 F 1 5 B 2 F 2 .

Como as diagonais de um losango se cruzam perpendicularmente no ponto médio de cada

uma, concluímos que C é ponto médio de tB 1

B

2 .

B 1

A

1

F

1

C

F

2

A 2

B 2

As figuras abaixo mostram os pontos F 1 e F 2 e um segmento tPQ, cuja medida é maior que a medida

do segmento tF 1 F 2 . Com o auxílio de régua e com-

passo (a régua deve ser usada apenas para o tra- çado de linhas retas e não para efetuar medições), marcar oito pontos quaisquer da elipse de focos F 1 e F 2 , cujo eixo maior tenha a medida do segmen- to tPQ.

F

2

P

Q

Resolução

Traçamos a reta r que passa por F 1 e F 2 .

Traçamos a mediatriz s de Ft 1 F 2 , com s Ft 1 F 2 5 {M}.

Traçamos o arco de centro F 1 (ou F 2 ) e raio

, determinando em s os extremos B 1 e B 2 do

PQ

2

eixo menor.

Traçamos o arco de centro M e raio

PQ

2

, determi-

nando em r os extremos A 1 e A 2 do eixo maior.

17.04.10
17.04.10
arco de centro M e raio PQ 2 , determi- nando em r os extremos A
arco de centro M e raio PQ 2 , determi- nando em r os extremos A
arco de centro M e raio PQ 2 , determi- nando em r os extremos A

18:04:50

iLustRAções: fAustinoiLustRAções:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fAustino

fAustino

e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. fAustino fAustino • Tomamos um ponto T

Tomamos um ponto T, arbitrário, em PQt

, com T P e T Q, e traçamos os arcos: de centro F 1

e raio PT ; de centro F 2 e raio PT ; de centro F 1 e raio TQ ; e o de centro F 2 e raio TQ. As intersecções

desses arcos são pontos E 1 , E 2 , E 3 , e E 4 da elipse.

s B 1 E E 1 2 r M A A 1 F F 1
s
B
1
E
E
1
2
r
M
A
A 1
F
F 1
2
2
E
E
4
3
B
2
PQ 2 P T Q
PQ
2
P T
Q
s B 1 E 1 E 2 r M A 1 A 2 F 1
s
B 1
E 1
E 2
r
M
A 1
A 2
F 1
F 2
E 4
E 3
B 2

Obtendo mais pontos dessa maneira, podemos construir a elipse:

Exercícios propostos 1 (Cesgranrio-RJ) Para delimitar um gramado, um jardineiro traçou uma elipse tangenciando, nos
Exercícios propostos
1 (Cesgranrio-RJ) Para delimitar um gramado, um
jardineiro traçou uma elipse tangenciando, nos
respectivos pontos médios, os quatro lados de um
terreno retangular de 4 m por 3,2 m. Para isso,
usou um fio esticado preso por suas extremidades
M e N, como mostra a figura. Qual a distância en-
B 1
Planeta
F 1
A
A 1
2
Sol
O
F 2
tre os pontos M e N?
2,42,4 mm
B
2
M
N
2 A primeira lei de Kepler estabelece que qualquer pla-
neta do sistema solar descreve uma órbita elíptica em
torno do Sol, estando este em um dos focos da elipse.
Sabendo que a maior e a menor distância da Terra
ao Sol são 1,53  10 8 km e 1,47  10 8 km, aproxima-
damente, calcule a medida do eixo maior e a distân-
cia focal da órbita elíptica da Terra em torno do
Sol.
AA 11 AA 22 55
3 3

10 10
88
km;
km;
FF 11 FF 22 55
6 6

1010
66 kmkm
Resolva a questão 1 do Roteiro de trabalho.
1010 66 kmkm Resolva a questão 1 do Roteiro de trabalho. Equação reduzida da elipse y

Equação reduzida da elipse

y P (x , y ) A 1 A 2 x �2 F 1 (�1,
y
P (x , y )
A 1
A 2
x
�2
F 1 (�1, 0)
F 2 (1, 0)
2
5
4

Associando um sistema de eixos cartesianos ao plano de uma elipse, podemos representá-la por uma equação. Como introdução, estudaremos apenas o caso em que os eixos da elipse são, respectivamente, paralelos aos eixos coordenados do sistema cartesiano. Por exemplo, consideremos a elipse de focos F 1 (21, 0) e F 2 (1, 0), cujo eixo maior mede 4 unidades:

Obtém-se uma equação dessa elipse considerando um ponto genérico P (x, y) e impondo que PF 1 1 PF 2 5 4, ou seja:

(x 2 (21))

22 1 (y 2 0)

1

(x 2 1)

1 (y 2 0)

22 55

4

(

x

1

1

)

2

1

2

yx

1

(

2

1

)

2

1

y

2

( x 1 1)

2

1

y

2

5 4 2

(

x

2 1)

2

1

y

2

1 1 ) 2 1 y 2 5 4 2 ( x 2 1) 2 1
1 1 ) 2 1 y 2 5 4 2 ( x 2 1) 2 1

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

97

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

97 17.04.10
97
17.04.10
2 PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 97 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 97 17.04.10 18:04:59
2 PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 97 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 97 17.04.10 18:04:59
2 PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 97 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 97 17.04.10 18:04:59

18:04:59

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

iLustRAções: fAustino

Quadrando ambos os membros, obtemos:

2 2 ( ( 2 2 ) 1 ) 2 xy 1 1 5 (
2
2
( (
2
2
)
1
)
2
xy
1 1
5
( 4 2
(
xy
2 1
)
1
2 )
2
2
2
⇒ 1
( x 1 1)
y
5 16 2 8
(
x
2 1)
2 1
y
1 (
x
2
2
2
2
∴ 1
x
2
x
15
1
16
2
8
(
x
2
1
)
1
y
1
x

(

8

x

2 1

)

2 1

y

2

(

2

x 2

1)

2 1 y

2

5

5

16

2

4

2 x

4

x

2 1)

2

2

x

22 2 1 y 1 1 ⇒
22
2
1 y
1
1

Quadrando ambos os membros, obtemos:

2 2 (2 ( x 2 1) 2 1 y ) 5 2 2 ⇒
2
2
(2
(
x 2
1)
2 1 y
)
5
2
2
⇒ 4
(
x
2
2 x
1
1
1
y
2
2
4
x
2 4
8
x
1
1
4
y
2
2
x
y
1 11
5
4
3
2 2 (4 2 x ) ⇒ 4[( x 2 1) 2 ) 5 16
2
2
(4
2 x
)
4[(
x 2
1)
2
)
5
16 2
8 x
1
x
2
212 x
16
8
x
5 0

1 yy

2

3

x

]

2

5

1

(

4 2

4

y

2

x

2

)

2

12 0

5

Essa última equação é chamada de equação reduzida da elipse.

Generalizando

Reproduzindo os procedimentos apresentados nesse exemplo para uma elipse qualquer de centro C(x 0 , y 0 ), com eixo maior de medida 2a e eixo menor de medida 2b, conclui-se que, se essa elipse tem:

o eixo maior paralelo ao eixo das abscissas, então sua equação pode ser apresentada sob a forma:

2 2 ( x 2 2 x ) ( y y y y ) 0
2
2
(
x
2 2
x
)
(
y
y
y y
)
0
0
1
2 5 1
2
a b
y b A 1 y 0 A 2 C a O x 0 x
y
b
A 1
y 0
A 2
C
a
O
x 0
x

o eixo maior paralelo ao eixo das ordenadas, então sua equação pode ser apresentada sob a forma:

2 2 ( x 2 x ) 0 ( 1 y y 2 y y
2
2
(
x
2 x
)
0
(
1
y y
2 y y
0 )
5 1
2
2
b
a
y A 1 a y 0 C b A 2 O x 0 x
y
A 1
a
y 0
C
b
A 2
O
x 0
x

Essas duas equações são denominadas equações reduzidas das elipses.

98 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06
9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

98
98
9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06

17.04.10

9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06
9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06
9 8 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 98 17.04.10 18:05:06

18:05:06

Exercícios resolvidos

iLustRAções: fAustino

R.3 Obter a equação reduzida da elipse de centro C nos seguintes casos: Resolução a)
R.3
Obter a equação reduzida da elipse de centro C
nos seguintes casos:
Resolução
a)
C (3, 0)
a)
a 2 5 25 ⇒ a 5 5
y
b 2 5 4 ⇒ b 5 2
6
Como o maior denominador é o da fração que
contém a variável x, concluímos que o eixo
maior é paralelo ao eixo Ox.
y
C
2
2
C
3
8
x
2
3
8
x
2
b)
C (24, 5)
b)
y
a 2 5 9 ⇒ a 5 3
b 2 5 1 ⇒ b 5 1
1
4
Como o maior denominador é o da fração que
x
contém a variável y, concluímos que o eixo
maior é paralelo ao eixo Oy.
y
C
� 4
8
C
5
� 8
2
Resolução
a) Pelo gráfico, temos:
• o centro da elipse é o ponto C (3, 2);
� 5 � 4 �3
x
• a medida do semieixo maior (metade do eixo
maior) é a 5 8 2 3 5 5;
R.5
• a medida do semieixo menor (metade do eixo
menor) é b 5 6 2 2 5 4;
Uma elipse  tem como equação
9x 2  4y 2 2 18x  16y 2 11 5 0.
Representar essa equação na forma reduzida.
Resolução
• o eixo maior é paralelo ao eixo das abscissas.
A forma reduzida pode ser obtida por meio dos se-
Logo, a equação reduzida da elipse é:
guintes procedimentos:
2
2
(
x
x
2
3 ) )
(y
(
y
2
2
)
• Agrupamos os termos em x e os termos em y e
1
5 1
25
16
isolamos o termo independente em um dos
membros da equação:
b) Pelo gráfico, temos:
(9x 2 2 18x) 1 (4y 2 1 16y) 5 11
• o centro da elipse é o ponto C (1, 24);
• a medida do semieixo maior é a 5 0 2 (24) 5 4;
• Fatoramos cada agrupamento, pondo em evi-
dência os coeficientes de x 2 e y 2 :
• a medida do semieixo menor é b 5 4 2 1 5 3;
• o eixo maior é paralelo ao eixo das ordenadas.
9(x 2 2 2x) 1 4(y 2 1 4y) 5 11
Logo, a equação reduzida da elipse é:
• Completamos os quadrados perfeitos nas ex-
pressões entre parênteses, adicionando um mes-
2
2
(
x
x
2
1 ) )
(
(y
y
1
4
)
1
5 1
mo número a ambos os membros da igualdade:
9
16
R.4
Esboçar o gráfico da elipse  nos seguintes casos:
9(x 2 2 2x 1 1) 1 4 (y 2 1 4y 1 4) 5 11 1 9 1 16
ou seja, 9(x 2 1) 2 1 4 (y 1 2) 2 5 36
2
2
(
x x
2
3 ))
y
a) ()
5
1
25
4
• Dividimos por 36 ambos os membros dessa
equação, obtendo a forma reduzida:
2
( y
2
5 )
2
2
(
x
x
2
1 ) )
(y
( y
1
2
)
b) ()
(
x
 4 4
) ) )
2 
5 1
1
5 1
9
4
9
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
iLustRAções: fAustino
9.610 de 19 de fevereiro de 1998. iLustRAções: fAustino PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 99 As cônicas: elipse,
9.610 de 19 de fevereiro de 1998. iLustRAções: fAustino PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 99 As cônicas: elipse,

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

99
99

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

99 17.04.10
99
17.04.10
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 99 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 99 17.04.10 18:05:19
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 99 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 99 17.04.10 18:05:19
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 99 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 99 17.04.10 18:05:19

18:05:19

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exercícios propostos

Exercícios propostos

3 Obtenha a equação reduzida da elipse de centro C e eixos tA 1 A

2 e tB 1

B

2

, em cada um dos casos.

a) y 22 22 ( x ( 22 6 ) ) ( ( y 22
a)
y
22
22
( x
(
22
6 ) )
( ( y
22
3
) )
11
55 11
1616
44
B
1
5
A
C
A
1
3
2
1
B
2
2
6
10
x
y
b)
22
22
( x
(
22
7 ) )
( ( y
11
4 ) )
11
55 11
44
99
5
7
A
x
1
�1
B
1
�4
C
iLustRAções: fAustino

4 Esboce o gráfico da elipse , em cada um dos casos.

a) (

x x

2 9 ) )

2 ( (y y

2

6 )

2

1 5 1

b) (

x x

1 4 ))

2 y

1

2

 

25

 

9

 

16 9

   

VerVer

SuplementoSuplemento comcom orientaçõesorientações parapara oo professorprofessor

 

5 Determine a excentricidade da elipse de focos F 1 e F 2 .

c) y 22 22 xx yy 11 55 11 3636 4949 7 A 1 B
c)
y
22
22
xx
yy
11
55
11
3636
4949
7
A
1
B
1
C
6
x
2
2
x
y
5
1
c)
1
5
1
16
36

y

22

55

5

 

 

F

1

F

2

   
   

4

8

11

x

6 Represente graficamente a elipse de equação 4x 2 1 9y 2 2 16x 2 20 5 0.

VerVer

SuplementoSuplemento comcom orientaçõesorientações parapara oo professorprofessor

7 Uma indústria produz dois tipos, A e B, de refrigerante. Para a produção de x quilolitros do tipo A, o custo de produção por quilolitro, em real, é 100 2 x, para x 60; e, para y quilolitros produzidos do tipo B, o custo de produção, em

, para y 260. Sob essas condições, represente no

plano cartesiano o gráfico formado pelos pontos (x, y) correspondentes à produ- ção de x quilolitros do tipo A e y quilolitros do tipo B, de modo que o custo total

real, por quilolitro é 120 2

y

4

da produção seja R$ 16.800,00.

VerVer

SuplementoSuplemento comcom orientaçõesorientações parapara oo professorprofessor

Linha de produção de refrigerantes em Jundiaí, SP. (2000)

eduARdo knAPP/foLhA imAgem
eduARdo knAPP/foLhA imAgem

100 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36
0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

100

0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36

17.04.10

0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36
0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36
0 0 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 100 17.04.10 18:05:36

18:05:36

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fAustino

3
3

Hipérbole

Devido à sua excepcional estabilidade, a forma do hiperboloide é usada na construção das torres de refrigeração de usinas nucleares. A superfície desse tipo de hiperboloide é obtida pela rotação de uma hipérbole em torno do seu eixo imaginário.

w. Cody/CoRbis/LAtinstoCk
w. Cody/CoRbis/LAtinstoCk

Torres de refrigeração em uma usina de energia nuclear, EUA. (2006)

Da mesma forma que na elipse, necessitamos de uma definição de hipérbole que nos permita um estudo analítico dessa cônica. Por isso, a seguir, definimos hipérbole a partir de uma proprie- dade comum a todos os seus pontos.

a partir de uma proprie- dade comum a todos os seus pontos. S T F F
S T F F 1 2
S
T
F
F
1
2

Se achar conveniente, mostrar aos alunos a demonstração dessa propriedade. Ver Suplemento com orientações para o professor.

Os pontos T, com T α, tais que TF 1 2 TF 2 5 2a, determinam um ramo da hipérbole, e os pontos S, com S α, tais que SF 2 2 SF 1 5 2a, determinam o outro ramo.

• Os pontos F 1 e F 2 são os focos da hipérbole.

• A medida 2c é a distância focal (distância entre os focos), sendo c a semidistância focal.

entre os focos), sendo c a semidistância focal. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 101 As cônicas:
entre os focos), sendo c a semidistância focal. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 101 As cônicas:

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

101

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

101 17.04.10
101
17.04.10
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 101 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 101 17.04.10 18:05:44
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 101 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 101 17.04.10 18:05:44
PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 101 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 101 17.04.10 18:05:44

18:05:44

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

iLustRAções: fAustino

Os pontos A 1 e A 2 , intersecções da hipérbole com o segmento tF 1 F 2 , são chamados de vér-

tices da hipérbole. O segmento tA 1 A 2 é chamado de eixo real da hipérbole e sua medida é 2a (veja o item a do exercício resolvido R.6).

2 a A A F F 1 2 1 2 2 c
2
a
A
A
F
F
1
2
1
2
2
c

O ponto médio C do eixo real tA 1 A 2 , que também é ponto médio do segmento tF 1 F 2 , é cha-

e tA 2 C os semieixos reais (veja o item b do

C

mado de centro da hipérbole, sendo tA 1

exercício resolvido R.6).

C A 1 A 2 F 1 F 2
C
A 1
A 2
F 1
F 2

O segmento tB 1 B

2

do plano α, tal que B 1 A 1 5 B 1 A 2 5 B 2 A 1 5 B 2 A 2 5 c, é chamado de eixo

imaginário da hipérbole (note que a reta B 1 B 2 é a mediatriz do eixo real). Os seg-

mentos tB 1 C e tB 2

C , que têm medidas iguais e são indicados por b, são os semieixos

imaginários.

B

1

c c b A A 1 2 C a F F 1 2 c c
c
c
b
A
A
1
2
C
a
F
F
1
2
c
c
B
2

Pelo teorema de Pitágoras, temos do triângulo retângulo B 1 CA 2 : c 2 5 a 2 1 b 2 (veja o item c do exercício resolvido R.6).

• Chama-se retângulo referência da hipérbole o retângulo MNPQ cujos pontos médios dos lados são A 1 , B 1 , A 2 e B 2 . As retas $MP % e $NQ%, que contêm as diagonais do retângulo re- ferência, são denominadas assíntotas da hipérbole. A hipérbole não tem ponto em co- mum com nenhuma das assíntotas, sendo que a distância entre a hipérbole e cada assín- tota se aproxima indefinidamente de zero.

102 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A
2 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

102

M B N 1 A A 1 2 F F 1 2 C Q B
M
B
N
1
A
A
1
2
F
F
1
2
C
Q
B
P
2
e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A A 1 2 F F 1 2

17.04.10

e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A A 1 2 F F 1 2
e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A A 1 2 F F 1 2
e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 102 M B N 1 A A 1 2 F F 1 2

18:05:49

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Quando o retângulo referência é um quadrado (2a 5 2b), a hipérbole é chamada de equilátera.

O número e 5

mero é a razão entre a hipotenusa e um cateto de um triângulo retângulo, nessa ordem,

concluímos que e . 1.

c a é chamado de excentricidade da hipérbole. Observando que esse nú-

Construção de uma hipérbolede excentricidade da hipérbole. Observando que esse nú- Usando pregos e barbante Uma hipérbole pode ser

Usando pregos e barbante

Uma hipérbole pode ser facilmente desenhada com o auxílio de dois pregos, um barbante e uma haste (pode ser uma régua), da seguinte maneira:

• Em uma das extremidades da haste, amarre uma extremidade do barbante.

• Fixe as outras extremidades da haste e do barbante em dois pregos cravados em pontos distintos, F 1 e F 2 , de uma tábua (a diferença entre o comprimento d da régua e o compri- mento do barbante deve ser menor que a distância entre F 1 e F 2 , ou seja, d 2 , F 1 F 2 ).

• Com a ponta de um lápis, pressione o barbante contra a haste, deslizando a grafite sobre a régua e mantendo o barbante esticado, sempre junto à haste. Dessa forma, obtemos um ramo da hipérbole.

• Repita a operação, invertendo os pontos de fixação na tábua, isto é, fixe a haste em F 2 e o barbante em F 1 . Desse modo, obtemos o outro ramo da hipérbole.

F F 2 1 Luiz Antônio/Cid
F
F 2
1
Luiz Antônio/Cid

Usando dobradura

Assim como fizemos no estudo da elipse, vamos construir a hipérbole por meio de dobradu- ras. Para isso adotamos os procedimentos a seguir.

• Desenhamos em uma folha de papel translúcido um ponto exterior a uma circunferência.

papel translúcido um ponto exterior a uma circunferência. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 103 PAuLo mAnzi/Cid As
papel translúcido um ponto exterior a uma circunferência. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 103 PAuLo mAnzi/Cid As

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

a uma circunferência. PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 103 PAuLo mAnzi/Cid As cônicas: elipse, hipérbole e

103

PAuLo mAnzi/Cid
PAuLo mAnzi/Cid

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

103 17.04.10
103
17.04.10
103 PAuLo mAnzi/Cid As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 103 17.04.10 18:06:00
103 PAuLo mAnzi/Cid As cônicas: elipse, hipérbole e parábola Capítulo 6 103 17.04.10 18:06:00

18:06:00

PAuLo mAnzi/CidPAuLo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

mAnzi/Cid

• Dobramos a folha em torno de uma corda da circunferência de modo que o arco dobrado passe pelo ponto.

de modo que o arco dobrado passe pelo ponto. • Desdobramos a folha e fazemos outra

• Desdobramos a folha e fazemos outra dobra em torno de outra corda, de modo que o arco dobrado passe pelo ponto. Repetimos esse procedimento várias vezes. As retas que contêm essas cordas são tangentes a uma hipérbole. Quanto mais dobras fizermos, mais visível fi- cará a hipérbole.

mais dobras fizermos, mais visível fi - cará a hipérbole. Exercícios resolvidos R.6 Considerando a hipérbole
Exercícios resolvidos R.6 Considerando a hipérbole , M B N S 1 T tal que:
Exercícios resolvidos
R.6
Considerando a hipérbole ,
M
B
N
S
1
T
tal que:
A
A
C
1
2
F
F
1
2
F 1 F 2 5 2c
TF 1 2 TF 2 5 2a
SF 2 2 SF 1 5 2a
0 , 2a , 2c
Q
B
P
2
Demonstrar que:
a) a medida do eixo real tA 1 A 2 é 2a.
b) o ponto médio C de At 1 A 2 também é ponto médio de Ft 1 F 2 (C é o centro da hipérbole).
c) C é o ponto médio do eixo menor tB 1
B
.
2
fAustino

104 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10
0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10

104

0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10

17.04.10

0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10
0 4 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 104 17.04.10 18:06:10

18:06:10

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

iLustRAções: fAustino

9.610 de 19 de fevereiro de 1998. iLustRAções: fAustino R.7 Resolução a) A 1  

R.7

Resolução

a) A 1 Sem perda de generalidade, vamos supor que A 1 F 2 . A 1 F 1 . Assim, temos:

A 1 F 2 2 A 1 F 1 5 2a

1

 

A A

A

AA

2

FF

F

2

1

2

 

2

A F

1

1

5 2

a

(I )

A F

1

2

A 2

Como estamos supondo que A 1 F 2 . A 1 F 1 , temos A 2 F 1 . A 2 F 2 . Assim, podemos escrever:

A 2 F 1 2 A 2 F 2 5 2a

A A

2

1

1

AA

A F

FF

1

1

2

A F

2

2

5 2

a

(

II)

 

 

A F

2

1

Subtraindo membro a membro (I) e (II), obtemos:

2A 2 F 2 2 2A 1 F 1 5 0 A 2 F 2 5 A 1 F 1

(III)

Substituindo (III) em (I), concluímos:

A 1 A 2 1 A 2 F 2 2 A 2 F 2 5 2a A 1 A 2 5 2a

b) Como C é ponto médio de tA 1 A 2 , temos

A 1 C 5 A 2 C e, portanto:

1

F C

1 F C 1 5 2 F C 2 2 2 2 2 A F A

1

5

2

F C

2

2

2

2

2 A F

A C

1

1 1

A C

2 A F

1 1 1 A C 2 A F

 

F

F
F

2

2

F 2

      ⇒ F 2 2 F 2 C A 1 F

C

A

1

C A 1
C A 1

F 1

(I)

Provamos no item a que:

A 2 F 2 5 A 1 F 1

Substituindo (II) em (I), temos:

F 1 C 1 A 1 F 1 5 F 2 C 1 A 1 F 1 F 1 C 5 F 2 C

Logo, C é ponto médio de tF 1 F 2 .

(II)

c) O quadrilátero A 1 B 1 A 2 B 2 é um losango, pois todos os lados têm a mesma medida c. Como as diagonais do losango se cruzam perpendicularmente no ponto médio de cada uma,

concluímos que C é ponto médio de tB 1

B

2

.

 

M

B

1

 

N

 

c

 

c

 

A

 

C

 

A

2

F

1

   

1

c

 

c

 
 

Q

 

B

2

 

P

F 2

As figuras abaixo mostram os pontos F 1 e F 2 e um segmento tPQ, cuja medida é menor que a medida do segmento tF 1 F 2 . Com o auxílio de régua e compasso (a régua deve ser usada apenas para o traçado de linhas retas e não para efetuar medições), marcar seis pontos quaisquer da hipérbole de focos F 1 e F 2 , cujo eixo real tenha a medida do seg- mento tPQ.

F 1

F 2

P

Q

Resolução

Traçamos a mediatriz s do segmento tF 1 F 2 , com s tF 1 F 2 5 {M}.

Traçamos o arco de centro M e raio

A 1 e A 2 do eixo real.

PQ

2

, determinando sobre a reta $F 1 F 2 % os extremos

Tomamos um ponto arbitrário T da reta $PQ%, com T tPQ.

ponto arbitrário T da reta $ PQ % , com T  t PQ . As

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

T  t PQ . As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 105 Capítulo 6 105
T  t PQ . As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 105 Capítulo 6 105

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

. As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 105 Capítulo 6 105 17.04.10 18:06:21

105

Capítulo 6

105 17.04.10
105
17.04.10
. As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 105 Capítulo 6 105 17.04.10 18:06:21
. As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 105 Capítulo 6 105 17.04.10 18:06:21

18:06:21

iLustRAções: fAustino

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fAustino

Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. fAustino • Traçamos os arcos: de

Traçamos os arcos: de centro F 1 e raio PT ; de centro F 2 e raio PT ; de centro F 1 e raio QT ; de centro F 2 e raio QT. As intersecções desse arcos são os pontos H 1 , H 2 , H 3 e H 4 da hipérbole.

s H 1 H 2 M F 1 A 1 A 2 F 2 H
s
H 1
H 2
M
F 1 A 1
A 2 F 2
H 4
H 3

Obtendo mais pontos dessa maneira, podemos construir a hipérbole:

PQ 2 P Q T
PQ
2
P Q
T
s H H 1 2 A F A 1 M F 2 1 2 H
s
H
H
1
2
A
F
A 1 M
F
2
1
2
H
H
4
3
Exercícios propostos 8 O gráfico abaixo representa uma hipérbole  de focos F 1 e
Exercícios propostos
8 O gráfico abaixo representa uma hipérbole  de focos F 1 e F 2 .
y
P
6
a) Determine a medida do eixo real de .
44
b) Determine a distância focal de .
88
c) Determine a medida do eixo imaginário de .
4 4
3 3
d) Determine a excentricidade de .
22
F 1
F 2
e) Determine as coordenadas do centro C de .
(0,(0, 0)0)
x
� 4
4
f) Desenhe o retângulo referência de
ciacia dede
cia de
  .
Ver
Ver
SuplementoSuplemento
comcom orientaçõesorientações parapara oo
g) Desenhe as assíntotas de .
professorprofessor
h) Obtenha as equações das assíntotas de .
y y 5
3xxxx
x x
;;;;
yy
yy y y
55 22
3 x
x
9 Um fio suspenso une os topos de dois postes verticais cada um com 15 m de altura, cujas
bases estão em um mesmo plano horizontal a uma distância 24 m uma da outra. Admitin-
do que o formato do fio seja de um arco de hipérbole cujo centro é um ponto do solo
distante 12 m de cada poste e o vértice esteja a 12 m de altura em relação ao solo, concluí-
mos que um dos focos da hipérbole está a:
a) 12,5 m de altura, em relação ao solo.
b) 13 m de altura, em relação ao solo.
c) 13,5 m de altura, em relação ao solo.
d) 15 m de altura, em relação ao solo.
e) 20 m de altura, em relação ao solo.
alternativaalternativa
ee
Resolva a questão 2 do Roteiro de trabalho.

106 Capítulo 6

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29
0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29

106

0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29

17.04.10

0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29
0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29
0 6 Capítulo 6 As cônicas: elipse, hipérbole e parábola PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd 106 17.04.10 18:06:29

18:06:29

fAustinofAustino

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Equação reduzida da

Equação reduzida da hipérbole

Associando um sistema de eixos cartesianos ao plano de uma hipérbole, podemos representá- -la por uma equação. Como introdução, estudaremos apenas o caso em que os eixos da hipérbo- le são, respectivamente, paralelos aos eixos coordenados do sistema cartesiano. Por exemplo, consideremos a hipérbole de focos F 1 (0, 3) e F 2 (0, 23), cujo eixo real mede 2 unidades:

y F 1 (0, 3) 1 P ( x , y ) x �1 F
y
F 1 (0, 3)
1
P ( x , y )
x
�1
F 2 (0, �3)

Uma equação dessa hipérbole é obtida considerando-se um ponto genérico P (x, y) e impon- do que |PF 1 2 PF 2 | 5 2, ou seja:

2 2 2 2 (x 2 0) 1 (y 2 3) 2 (x 2 0)
2
2
2
2
(x 2 0)
1 (y 2 3)
2
(x 2 0)
1 [y 2 (23)]
2
2
2
2
xy
1
(
2
3
)
2
(
xy
1
(
1
3
)
5  22
2
2
2
x
2 1 (y 2
3 )
5 
2
1
x
1 (y 1
3
)

5 2

Quadrando ambos os membros, temos:

2 2 2 2 ( (x 1 (y 2 3 ) ) 2 5 (
2
2
2
2
( (x
1 (y
2 3
)
) 2
5
( 2 1
x
1
(y
1 3
)
) 2
22
22
2
2
⇒ xx
1 (
y
2 3) 5 4  4
x
1 (
y
1 3)
1
x
1 (
y 1 3
)
2
2
2
2
y
2
6
y
1
944
5
x
1
(
y
1
3
)
11 y
1
6
y 1
9 ⇒
2
2
∴∴
x
1 (y 1
3
)
5
3
y 1
1
Quadrando ambos os membros, obtemos:
2
(
2
2
)
2
2
22
2
x
1
(
y 1
3)
5
(3
y 1
1)
x
1
(
y 1
3)
5
(
3
y
1
1
)
2
2
2
2
2
∴ x
1
y
1
6
y
1
9
5
9
y
1
6 y 11
1
8
y
2
x
2
8
5
0
2
2
y
x
2
5 1
1
8

4

x

2

1 (y 1

3

)

2

5

12

y 1

4

Essa última equação é chamada de equação reduzida da hipérbole.

Generalizando

Reproduzindo os procedimentos apresentados nesse exemplo para uma hipérbole qualquer de centro C (x 0 , y 0 ), com eixo real de medida 2a e eixo imaginário de medida 2b, conclui-se que se essa hipérbole tem:

o eixo real paralelo ao eixo das abscissas, então sua equação pode ser apresentada na forma:

2 2 ( x 2 x ) ( y y 2 y y 0 )
2
2
(
x
2 x
)
(
y y
2 y y
0 )
0
2 5 1
2
2
a
b
2 2 ( x 2 x ) ( y y 2 y y 0 ) 0
2 2 ( x 2 x ) ( y y 2 y y 0 ) 0

PNLEM_Mat_Paiva_v3_C06(090a113).indd

107

y c b F F y 1 2 0 a C x x 0
y
c
b
F
F
y
1
2
0
a
C
x
x
0

As cônicas: elipse, hipérbole e parábola

Capítulo 6

107 17.04.10
107
17.04.10
y c b F F y 1 2 0 a C x x 0 As cônicas:
y c b F F y 1 2 0 a C x x 0 As cônicas:
y c b F F y 1 2 0 a C x x 0 As cônicas:

18:06:35

fAustino

o eixo real paralelo ao eixo das ordenadas, então sua equação pode ser apresentada na forma:

2 2 ( y y 2 y y ( x 2 x ) 0 )
2
2
(
y y
2 y y
(
x
2 x
)
0 )
0
2 5 1
2
2
a
b
y F 1 C b y 0 a c F 2 x x 0
y
F
1
C
b
y
0
a
c
F
2
x
x
0

Essas duas equações são denominadas equações reduzidas das hipérboles.

Exercícios resolvidos R.8 Obter a equação reduzida da hipérbole de cen- tro C, eixo real
Exercícios resolvidos
R.8
Obter a equação reduzida da hipérbole de cen-
tro C, eixo real tA 1 A 2 e focos F 1 e F 2 em cada um
dos casos:
Resolução
a) Pelo gráfico:
• o centro da hipérbole é o ponto C (7, 4);
• a medida do semieixo real é a 5 9 2 7 5 2;
a)
y
• a semidistância focal é c 5 10 2 7 5 3;
• a medida b do semieixo imaginário é dada por:
c 2 5 a 2 1 b 2 ⇒ 3 2 5 2 2 1 b 2
b 2 5 5 ⇒ b 5
5
o eixo real é paralelo ao eixo das abscissas.
Logo, a equação da hipérbole é:
F
C
F
2
2
1
(
x
x
2
7 ) )
( y
(y
2
4
)
2
4
2
5
1
A
A
1
2
4
5
b) Pelo gráfico:
• o centro da hipérbole é o ponto C (24, 5);
7
9 10
x
• a medida do semieixo real é a 5 5 2 4 5 1;
• a semidistância focal é c 5 7 2 5 5 2;
• a medida b do semieixo imaginário é dada por:
c 2 5 a 2 1 b 2 ⇒ 2 2 5 1 2 1 b 2
b)
y
b 2 5 3 ⇒ b 5
3
o eixo real é paralelo ao eixo das ordenadas.
Logo, a equação da hipérbole é:
2
(
x
1
4 )
2
(
y
2
5 )
2
5
1
F
1
3</