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CURSO DE CAPACITAÇÃO DE AUXILIARES DE BIBLIOECA PARA OS POLOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA UFG

Suely Gomes (org.)

Goiânia 2009

O curso está voltado para capacitação de auxiliares de bibliotecas que atuam nos pólos de apoio presen- cial para educação a distância dos municípios parceiros do CIAR/UFG/UAB.

Reitoria da Universidade Federal de Goiás

Pró-Reitoria de Graduação

Centro Integrado de Aprendizagem em Rede

Coordenador de Produção Cleomar Rocha

Projeto Gráfico

Elízeo Hamu

Editoração Eletrônica Elízeo Hamu

Ilustração Lucas França Borges Yannick Aimé Ferreira Taillebois

Capa Yannick Aimé Ferreira Taillebois

Revisão Linguística Raquel Queiroz de Almeida Suely Henrique de Aquino Gomes

Revisão Pedagógica Daniela da Costa Britto Pereira Lima

Revisão de Conteúdo Suely Henrique de Aquino Gomes

C858

Curso de capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de educação a distância da UFG / Suely Henrique de Aquino Gomes (org.). -- Goiânia :

Centro Integrado de Apredizagem em Rede, Universidade Federal de Goiás,

2009.

148 p. : il. ISBN: 978-85-87191-12-0

Autores: Arnaldo Alves Ferreira Júnior, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, Patricia Martins Pereira, Sheila Cristina Frazão, Tatiane Ferreira, Thalita Franco dos Santos.

1. Curso de auxiliar de biblioteca - EAD. 2. Biblioteca - Processamento tecnico - planejamento - atendimento ao usúario - fontes de informação. 3. Biblioteca universitária. I. Gomes, Suely H. Aquino.

CDU 025 CDD 20ed 025

SUMÁRIO

Módulo 1 - A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função e Dinâmica Tema 1 - Biblioteconomia Tema 2 - Bibliotecas

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Tema 3 - Bibliotecas Universitárias Tema 4 - Formação e desenvolvimento de acervo Tema 5 - Automação de bibliotecas Tema 6 - Direito Autoral

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Módulo 2 - Processamento técnico Temática 1 - Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento 37

Temática 2 - Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio 48

Temática 3 - Preparo Mecânico de Materiais Módulo 3 - Fontes de Informação Tema 1 - Introdução às Fontes de Informação Tema 2 - Introdução às Fontes de Informação Tema 3 - Fontes de Informações Gerais Tema 4 - A Avaliação de Fontes de Informação Módulo 4 - Atendimento ao usuário Tema 1 - Atendimento ao usuário Tema 2 - Regulamento da biblioteca Tema 3 - Serviço de empréstimo Tema 4 - Serviço de referência Tema 5 - Biblioteca em uso Módulo 5 - Planejamento e Organização de Biblioteca Tema 1 - Administração de Bibliotecas Tema 2 - Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração Tema 3 - Diagnóstico da unidade informacional Tema 4 - Relatórios estatísticos Tema 5 - Organização do espaço físico Anexo Anexo

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Apresentação

Caro(a) aluno(a), É com imensa satisfação que apresentamos a 1ª. edição do livro Curso de capacitação de Auxiliares de Bi-

blioteca para os polos de Educação a Distancia da UFG. Resultado do esforço e dedicação de uma equipe de profissionais, professores e técnicos de diversas áreas que gentilmente compartilharam seus conhecimentos para o aprimoramento do produto final, este livro tem como princípio básico fornecer aos alunos e demais interessados no assunto uma síntese do funcionamento de uma biblioteca universitária: sua função social, dinâmica, estruturas, serviços, produtos e processos.

O pleno funcionamento das bibliotecas dos polos é fundamental para a formação dos alunos que opta-

ram pela modalidade de ensino a distância. A ACRL - Association of College and Research Library, no seu Gui-

delines for Distance Learning Library Service, declara que “o acesso adequado aos recursos e serviços bibliote- cários é essencial para que os objetivos do ensino superior sejam atingidos, independente da localização de alunos, professores ou programas de ensino”.

A portaria 301, de 7 de abril de 1998, normatiza, em âmbito nacional, os procedimentos de credencia-

mento de instituições para oferta de cursos a distância. Esse instrumento estabelece como um dos requisi- tos para a autorização de funcionamento destes cursos a estruturação de biblioteca, conforme especificado no Artigo 3º., inciso IV:

IV – descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido: instala- ções físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios; biblioteca atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas de áudio e vídeo.[grifo nosso]

A inclusão, por parte do MEC, da biblioteca como critério para se avaliar as condições de oferta dos

cursos tradicionais, seja em nível de graduação, seja em nível da pós-graduação, é um indicativo da sua im- portância no contexto da formação de profissionais qualificados e da produção de novos conhecimentos.

A exigência justifica-se pelo importante papel que as bibliotecas universitárias vêm cumprindo, ao longo

de sua existência, no apoio às atividades de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas em suas respectivas instituições. Para cumprir suas funções, a biblioteca deve ser concebida como um espaço privilegiado de interação e

encontro entre usuário e autor, entre o novo e o antigo, entre o científico e o cultural, entre o bibliotecário

e os demais funcionários da biblioteca. Assim, toda a estrutura de uma unidade de informação deve estar

orientada para uma perspectiva humana, e todos os produtos, serviços e procedimentos só fazem sentido quando as pessoas (funcionários, usuários e autores) são tomadas como o parâmetro estruturador. Uma das primeiras ações nessa direção é investir na qualificação da equipe que irá atuar na intermediação entre o usuário e a informação. Contar com auxiliares de biblioteca capacitados para desenvolver o traba- lho básico em uma biblioteca englobando processos relativos à organização informacional, processamento técnico dos materiais informacionais, atendimento a usuários, acompanhamento das ações administrativas e dos serviços prestados é fundamental. Assim, este livro foi organizado como material pedagógico para o curso de Capacitação de Auxiliares de

Biblioteca e tem como público alvo o pessoal que atuará nas bibliotecas dos polos de apoio presencial para educação a distância dos municípios parceiros da UFG/UAB.

O livro está estruturado em cinco módulos e teve como eixo norteador as atividades que são de respon-

sabilidade do auxiliar de biblioteca, de acordo com a classificação brasileira de ocupações, elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O módulo 1, intitulado “A biblioteca universitária: estrutura, função e dinâmica”, aborda as principais questões

relacionadas à Biblioteconomia, à biblioteca universitária e à função dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas (bibliotecários e auxiliares de biblioteca). São apresentados noções de direitos autorais e ética

profissional, além de princípios de formação e desenvolvimento de acervo – uma das principais atividades de qualquer biblioteca.

O módulo 2 volta-se para o processamento técnico: como organizar o acervo por área do conhecimento?

Como inserir e manter o catálogo on-line bibliográfico da biblioteca? Como preparar o acervo adquirido para disponibilizá-lo nas estantes da biblioteca? Para capacitá-lo a responder tais questões, dividimos este módulo em três unidades:

•  unidade 1: Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento; •  unidade 2: Inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema Openbiblio; •  unidade 3: Preparo mecânico de materiais. Esperamos, desta forma, possibilitar a compreensão neces- sária dos procedimentos técnicos corriqueiros de uma biblioteca.

O objetivo do módulo 3 é desenvolver a reflexão crítica acerca das necessidades, da busca, acesso, avalia-

ção e uso de fontes de informação no atendimento às demandas dos usuários por levantamentos bibliográ- ficos. São abordados temas relacionados à caracterização, classificação e tipologia de fontes de informação; noções relacionadas à natureza dos suportes informacionais, mecanismos para recuperar a informação de- sejada e por fim, os critérios utilizados para avaliação de fontes de informação. Ao final deste módulo, você estará apto a orientar o usuário sobre as diversas estratégias para recuperação da informação utilizada pelas diferentes fontes de informação. Segundo o sistema de classificação brasileira de ocupações, compete ao auxiliar de biblioteca atender ao usuário, o que implica:

•  Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação. •  Emprestar material do acervo. •  Cadastrar o usuário. •  Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material. •  Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos. •  Aplicar sanções ao usuário. •  Reservar material bibliográfico. •  Monitorar visitas à biblioteca. •  Localizar material no acervo. •  Atualizar o cadastro de usuários. •  Confeccionar o cartão de identificação do usuário. •  Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.

O módulo 4 foi elaborado especificamente com o objetivo de contribuir para a ampliação e consolidação de seus conhecimentos que resultem em um excelente atendimento aos usuários de sua biblioteca. Finalmente, o módulo 5 - Planejamento e Organização - apresenta conceitos, princípios e critérios para que você esteja apto a participar do planejamento e organização do espaço físico da biblioteca de seu polo. Por fim, desejamos que este material contribua para que você faça a diferença na unidade em que você irá atuar. Torcemos pelo seu sucesso!

Profa. Suely Henrique de Aquino Gomes Coordenadora do Curso de Biblioteconomia FACOMB/UFG

Módulo 1 A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função e Dinâmica

Carga horária: 10 horas

Currículo resumido das autoras

Carga horária: 10 horas Currículo resumido das autoras Cláudia Regina Ribeiro Rocha Graduada em Biblioteconomia e
Carga horária: 10 horas Currículo resumido das autoras Cláudia Regina Ribeiro Rocha Graduada em Biblioteconomia e

Cláudia Regina Ribeiro Rocha Graduada em Biblioteconomia e Letras; pós-graduada em Administração do Ensi- no Superior; Gestão Estratégica em Marketing e Mestranda em Desenvolvimento Regional. Atualmente, coordena as Bibliotecas das Faculdades ALFA e atua como Bibliotecá- ria no Sistema de Bibliotecas da UFG. Tem experiência em gestão de serviços em bibliotecas universitárias; autora de livros na área de Normalização e Metodologia Científica.

E-mail: claudiaregina.ribeiro@bol.com.br Telefone: (62) 3521-1152

Suely Henrique de Aquino Gomes Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University - Inglaterra. Professora do curso de Biblioteconomia e do Mestrado em Comunica- ção, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG. Atualmente, ocupa o cargo de coordenação do Curso de Biblioteconomia.

E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com Telefone: (62) 3521-1348

Apresentação do Módulo 1

Apresentação do Módulo 1 Bem-vindos(as) ao estudo do Módulo 1: Biblioteca Universitária: estrutura, função e

Bem-vindos(as) ao estudo do Módulo 1: Biblioteca Universitária: estrutura, função e dinâmica. Você fez uma ótima opção ao participar deste Curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os Polos de Educação a Distância da UFG, que tem início com esta Unidade. Desejamos que aproveite bem esta oportunidade com participação efetiva nas dis- cussões e reflexões propostas!

Resumo do conteúdo do módulo

O módulo 1 do Curso de Capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de Educação a Distância da UFG aborda as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên-

fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e práticas diárias que envolvem o fazer e as decisões profissionais. Neste estudo, faremos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos po- los, seja também capaz de compreender os diferentes papéis desempenhados pelos auxiliares de biblioteca e o bibliotecário, sendo este último o gestor dos processos relacionados aos procedimentos técnico-administrativos

na Biblioteca. Durante o estudo deste módulo, recomendamos que entre em contato conosco através de e-mail, dentro do ambiente virtual de aprendizagem através da ferramenta mensagem. Teremos o maior prazer em atendê-lo.

Vamos lá?!
Vamos lá?!

Roteiro do Módulo 1

Tema

Conteúdo

1

Biblioteconomia:

2

Bibliotecas:

3

Biblioteca Universitária:

4

Formação e desenvolvimento de acervo

5

Automação de bibliotecas

6

Direito Autoral

Tema 1- Biblioteconomia

Biblioquê?
Biblioquê?

Biblioteconomia: Conceito, Origem e Função Social

A biblioteconomia é considerada uma das profissões mais antigas da humanidade, mes- mo assim, não é muito conhecida pela maioria das pessoas. Ela surge da necessidade de re- produzir, organizar, preservar e dar amplo acesso à produção intelectual e cultural da socie- dade. Sua origem está atrelada ao desenvolvimento da escrita, do livro, do ensino superior (universidades) e da imprensa em uma sequência de avanços tecnológicos e culturais. Acredita-se que sua gênese remonta às atividades dos monges que se dedicavam à cópia dos manus- critos, conforme determinava a regra de S. Pacómio. Esta atividade era considerada um exercício espiritual; uma forma de os monges da Idade Média aprimorarem as virtudes e merecerem as graças divinas.

“DuranteaIdadeMédiaolivroerapraticamen-

te uma exclusividade da Igreja, todas as grandes abadias possuíam um scriptorium, onde eram

confeccionados os manuscritos, desde a pre- paração do pergaminho até às ilustrações, que tinham fundamental importância, tanto como elemento decorativo como para representar gra- ficamente os textos” (CECCHINI, 2008).

representar gra- ficamente os textos” (CECCHINI, 2008). Scriptorium: significa “lugar para escre- ver”. Termo
representar gra- ficamente os textos” (CECCHINI, 2008). Scriptorium: significa “lugar para escre- ver”. Termo

Scriptorium: significa “lugar para escre- ver”. Termo usado para designar a sala dos monastérios medievais europeus reser- vada para a copia dos manuscritos pelos escribas.

Manuscrito: documento em pergaminho ou papel; livro escrito á mão.

Pergaminho: o documento escrito em pe- les de cabra, cordeiro, carneiro ou ovelha.

escrito em pe- les de cabra, cordeiro, carneiro ou ovelha. Mas afinal, o que quer dizer
Mas afinal, o que quer dizer Biblioteconomia?
Mas afinal, o que quer dizer Biblioteconomia?

O termo biblioteconomia é composto dos elementos gregos biblíon (livro) + théke (caixa) + nomos (regra), que resulta no termo grego bibliothékenomos, ou “regras para depósito de livros”. Assim, a partir da formação etimológica do termo, a biblioteconomia foi, até recentemente, entendida como conjunto de regras voltado para a organização de livros em espaços físicos específicos denominados bibliotecas. Hoje, o termo não contempla mais de forma fidedigna as atividades e o espaço de trabalho do profissional, uma vez que a proliferação de suportes para o registro do conhe- cimento extrapola a noção de livros organizados em espaços fechados. Atualmente esses espaços recebem diversas denominações: centro de documentação, arquivos, centros de informação, bibliotecas, bibliotecas virtuais, bibliotecas eletrônica ou digital, etc. Essas de- nominações estão reunidas sob o termo genérico “unidades de informação”. Os avanços tecnológicos, científicos e sociais resultaram na produção de uma grande massa documen- tal, registrada nos mais variados suportes (livros, cds, vhs, dvds, etc) e em redes de informações complexas, cujo acesso torna-se difícil sem o auxílio de um profissional que faça o meio de campo entre a informação e aquele que dela precisa – o usuário.

Desta forma, é possível definir a biblioteconomia como o campo do saber que se ocupa do desenvolvi- mento e aplicação de um conjunto de conhecimentos teóricos e técnicos para gerenciar os processos de armazenar, recuperar e disseminar informações em qualquer tipo de veículo ou formato de maneira ágil, eficaz e dinâmica, independentemente das denominações dos lugares constituídos para tal fim (bibliotecas, centros de documentação, instituições públicas ou privadas). A biblioteconomia é regida por alguns princípios conhecidos na área como Lei de Ranghanathan. Estas leis são expressas da seguinte forma:

•  Os livros são para serem usados; •  Todo leitor tem seu livro; •  Todo livro tem seu leitor; •  Poupe o tempo do leitor; •  Uma biblioteca é um organismo em crescimento.

Um pouquinho de história

•  A escrita mais antiga é a ideográfica (representação gráfica de idéias), inscrita em pedras (6000 AC), ossos (1500 AC), placas de madeira encerada, barro (3000 AC), folhas de palmeira, linho e papiro (3500 AC). •  No séc. VI desenvolveram-se várias caligrafias ou estilos de letras nacionais. •  No século IV DC, o pergaminho tornou-se o suporte principal da escrita na Europa. •  Meados do séc. XVI, o papel substitui o pergaminho quase inteiramente, após a imprensa ter utilizado ambos como suporte da escrita. •  No séc. XIII, a indústria e comércio regular do livro começa a estruturar-se. •  A imprensa (Gutenberg) foi um avanço técnico que possibilitou a multiplicação, difusão e populariza- ção dos impressos e livros. •  A invenção de máquinas de escrever no séc. XIX facilitou o trabalho de composição.

Fonte: (ORIGEM

,

2008)

Você sabia que o primeiro curso de biblioteconomia foi criado em 1873, pela Escola de
Você sabia que o primeiro curso de biblioteconomia foi criado em 1873, pela Escola de Chartes, na Fran-
ça?
O primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil foi criado em 1911, pela Biblioteca Nacional, e teve início
em 1915.
Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) foi um pensador indiano, professor de Matemática e é con-
siderado o pai da Biblioteconomia? (NORUZI, 2005)
Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas
Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas

Em uma organização, ninguém trabalha sozinho. Na biblioteca não é diferente. Para cumprir a missão pela qual foi constituída, ela conta com uma equipe de profissionais para desenvolver suas atividades, estru- turar seus produtos, prestar seus serviços e manter o ambiente em condições adequadas para uso. Entre todos aqueles que trabalham na biblioteca, dois profissionais são devidamente capacitados para lidarem com o mundo informacional: o bibliotecário e o Auxiliar de Bibliotecas.

O Bibliotecário: quem é? O que faz?

A designação Bibliotecário é privativa dos Bacharéis em Biblioteconomia, a partir da promulgação da Lei nº 4084, de 30/06/1962, que dispõe sobre a profissão e regula seu exercício. Segundo esta lei, o bibliotecá- rio é um profissional liberal e está incluído no grupo 19 do plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais. O Ministério do Trabalho e do Emprego classifica o bibliotecário na família dos Profissionais da Informação (código 2612) juntamente com os documentalistas e analistas de informação. Como se pode verificar na tabela “Profissionais da Informação” a seguir, diversas nomenclaturas são utili- zadas para designar o bibliotecário, sem, no entanto, se chegar a um consenso. Mas se não existe um acordo sobre a nomenclatura profissional, há consenso sobre as transformações que a profissão sofre e vem sofren- do. Ao longo da história, o bibliotecário passou de guardião de documentos (livros) para mediador entre a informação e aqueles que dela necessitam.

2612 :: Profissionais da informação 2612-05 Bibliotecário - Bibliógrafo, Biblioteconomista, Cientista de
2612 :: Profissionais da informação
2612-05
Bibliotecário - Bibliógrafo, Biblioteconomista, Cientista de informação, Consultor de informação,
Especialista de informação, Gerente de informação, Gestor de informação.
2612-10
Documentalista - Analista de documentação, Especialista de documentação, Gerente de
documentação, Supervisor de controle de processos documentais, Supervisor de controle documenta,
Técnico de documentação, Técnico em suporte de documentação.
2612-15
Analista de informações (pesquisador de informações de rede) - Pesquisador de informações de
rede.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego http://www.mtecbo.gov.br/

Diversos estudiosos têm apontado para um novo perfil do profissional, qual seja o de cientistas da infor- mação e de gestor da informação. Na posição de cientistas da informação, o bibliotecário volta-se para produção de conhecimentos e de- senvolvimento de tecnologias que auxiliem o gerenciamento dos fluxos da informação na sociedade. Como gestor, o bibliotecário planeja, organiza, avalia, estrutura e motiva equipes para viabilizar a coleta, armaze- namento, tratamento, democratização do acesso e agregação de valor à informação. Ambos têm dado con- tribuições importantes para o desenvolvimento social, científico, tecnológico e econômico da sociedade.

Segundo a classificação de ocupações brasileiras do Ministério do Trabalho, compete ao bibliotecário:

•  Localizar, recuperar, disponibilizar a informação, independente do suporte em que ela esteja registra- da; •  Gerenciar unidades, redes e sistemas de informação; •  Tratar tecnicamente a informação; •  Desenvolver serviços, produtos e programas informacionais; •  Disseminar a informação; •  Desenvolver estudos e pesquisas bibliográficas; •  Prestar serviços de consultoria e assessoria em informação; •  Realizar difusão cultural; •  Desenvolver ações educativas; •  Desenvolver competências pessoais (liderança, capacidade de síntese, educação continuada etc).

Em termos da Lei N o 4.084, de 30 de junho de 1962, que regulamenta o exercício profissional,

Art. 6 o – São atribuições dos Bacharéis em Biblioteconomia, a organização, direção e execução dos serviços técnicos de repartições públicas federais, estaduais, municipais e autárquicas e empresas particulares concernentes às matérias e atividades seguintes:

a) O ensino de Biblioteconomia;

b) A fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia reconhecidos, equiparados ou em via de equiparação;

c)

Administração e direção de bibliotecas;

d) A organização e direção dos serviços de documentação;

e) A execução dos serviços de classificação e catalogação de manuscritos e de livros raros e precio- sos, de mapotecas, de publicações oficiais e seriadas, de bibliografia e referência.

Que tal acessar o site http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2612-05? Lá você terá mais informações
Que tal acessar o site http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2612-05?
Lá você terá mais informações sobre as competências do profissional da informação.
Para saber sobre as instituições que oferecem graduação em Biblioteconomia, acesse o site http://www.
cfb.org.br/html/links/links_instituicoes.asp
O Auxiliar de Biblioteca: quem é? O que faz?

Na classificação de ocupações brasileiras, do Ministério do Trabalho e Emprego, o Auxiliar de Biblioteca recebe o código 3711-05, podendo também ser denominado, Auxiliar de bibliotecário, Auxiliar de serviços bibliotecários ou Assistente de Biblioteca. Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego,

“os Auxiliares de Biblioteca são técnicos de nível médio que estão no início de car- reira, cujo exercício não requer experiência profissional anterior. Os profissionais sem formação técnica profissionalizante devem ser classificados como 4151 - Au- xiliares de serviços de documentação, informação e pesquisa. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocu- pacional, exceto os casos previstos na Lei 10.097/2000.”

O Auxiliar de Biblioteca passa a maior parte do tempo em contato direto com os usuários. Por isso, ele pode ajudar o bibliotecário a identificar as demandas de serviços, diagnosticar dificuldades de acesso às informações e ao acervo, observar o uso ou não de espaços da biblioteca e dos recursos de informação. Seguindo orientações do Ministério do Trabalho e Emprego, compete ao Auxiliar de Bibliotecas (http://www.mtecbo.gov.br):

1 - PARTICIPAR DO PROCESSO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO •  Orientar o usuário sobre as diversas linguagens para recuperação da informação; •  Elaborar folhetos, cartazes, clipping e alertas bibliográficas; •  Organizar mural e painel para exposição das novas aquisições; •  Orientar o usuário na preservação do acervo; •  Participar de redes de discussão em diferentes meios; •  Participar na elaboração de publicações e manuais de procedimentos; •  Divulgar materiais promocionais e eventos culturais; •  Auxiliar nas atividades de ensino a distância; •  Auxiliar na organização de teleconferências.

2 - REALIZAR A MANUTENÇÃO DO ACERVO •  Manter o acervo em ordem de acordo com sistema de classificação adotado; •  Realizar higienização e reparação de documentos; •  Participar do remanejamento e inventário do acervo; •  Guardar e substituir documentos; •  Selecionar e preparar documentos para a encadernação; •  Controlar acervo de duplicatas de documentos; •  Auxiliar no descarte de documentos •  Controlar permutas de documentos; •  Conferir documentos encadernados.

3 - ATENDER O USUÁRIO NAS FORMAS PRESENCIAL E A DISTÂNCIA •  Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação; •  Emprestar material do acervo; •  Cadastrar o usuário; •  Pesquisar por solicitação do usuário; •  Realizar serviços de comutação; •  Realizar empréstimos entre bibliotecas; •  Cobrar devolução de empréstimos; •  Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material; •  Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos; •  Auxiliar o usuário em pesquisa bibliográfica; •  Aplicar sanções ao usuário; •  Fazer levantamentos bibliográficos; •  Reservar material bibliográfico; •  Orientar nas normas de apresentação de trabalhos acadêmicos; •  Digitalizar materiais; •  Monitorar visitas à biblioteca; •  Auxiliar na capacitação do usuário para o uso e apropriação da informação; •  Pesquisar bases de dados; •  Localizar material no acervo; •  Atualizar o cadastro de usuários; •  Controlar agenda de eventos e cursos; •  Confeccionar o cartão de identificação do usuário; •  Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.

4 - TRATAR INFORMAÇÃO E DOCUMENTOS

•  Auxiliar na seleção e aquisição de documentos para incorporação ao acervo; •  Tombar documentos para incorporação ao acervo; •  Participar do processo de consistência da base de dados; •  Participar da organização da hemeroteca; •  Magnetizar e etiquetar documentos do acervo; •  Auxiliar na catalogação, classificação e indexação de documentos; •  Alimentar bases de dados; •  Arquivar a produção acadêmica; •  Cadastrar a produção científica do corpo docente; •  Carimbar e cadastrar documentos; •  Desdobrar e arquivar fichas catalográficas; •  Conferir a existência de defeitos nos documentos adquiridos; •  Prestar informações para desenvolvimento de programas de computador para sistemas de informação; •  Realizar permutas de material bibliográfico; •  Controlar aquisição e doação de documentos; •  Auxiliar na elaboração de resumos.

5 - REALIZAR ATIVIDADES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS •  Participar na gestão administrativa da unidade de informação e documentação; •  Participar de reuniões de planejamento e avaliação; •  Colaborar na elaboração do regimento interno da biblioteca e elaboração de projetos; •  Manter cadastro de endereços institucionais; •  Organizar e controlar arquivos administrativos; •  Auxiliar na aquisição de material de consumo, mobiliário e equipamentos; •  Coletar dados, preencher planilhas estatísticas e elaborar relatórios estatísticos; •  Auxiliar na operação de sistemas de contratos eletrônicos; •  Executar serviços de digitação e datilografia; •  Realizar a venda de publicações e materiais correlatos; •  Controlar os estoques de material de consumo; •  Auxiliar no inventário de bens patrimoniais não bibliográficos.

6 - ORGANIZAR ATIVIDADES CULTURAIS E DE EXTENSÃO •  Viabilizar a organização das atividades culturais; •  Fazer contatos com lideranças, instituições da comunidade profissionais para atividades de incentivo à leitura; •  Auxiliar na busca de parcerias; •  Participar na realização de saraus culturais; •  Elaborar programas culturais em conjunto com a comunidade; •  Auxiliar na realização de feiras de livros, organização de exposições; •  Realizar campanhas de doação; •  Apoiar ações da associação de amigos da biblioteca; •  Realizar atividades de leitura, escrita e oralidade; •  Auxiliar na realização da biblioteca itinerante; •  Realizar atividades de leitura em hospitais, presídios e outras instituições; •  Participar da organização de concursos literários.

7 - PARTICIPAR DA ORGANIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DO AMBIENTE •  Controlar as condições de higiene e limpeza do ambiente; •  Organizar a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente; •  Manter a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente; •  Controlar o fluxo do usuário; •  Elaborar a sinalização do ambiente; •  Auxiliar no controle do uso e manutenção dos equipamentos; •  Avaliar o uso e adequação do ambiente. •  Participar na elaboração e análise de critérios estatísticos; •  Reproduzir documentos.

No ambiente da biblioteca, nem sempre as atividades de auxiliares de bibliotecas e bibliotecários estão muito claras. Em um dos poucos estudos realizados a respeito do assunto, Ferreira aponta que bibliotecários em posição de gestores

têm tomado para si tarefas que deveriam ser realizadas pelos auxiliares, a exemplo do registro de materiais bibliográficos e não-bibliográficos, das baixas sofridas no acervo, da conferência dos materiais adquiridos e do arquivamento das faturas de compra de publicações. Nesse sentido, é compreensível que os bibliotecários exi- jam qualidade na realização das tarefas, haja vista que as informações processadas no trabalho informacional nas bibliotecas universitárias são direcionadas para as atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. Porém, isso não significa dizer que os (as) bibliotecários (as) devam tomá-las para si, pois, aos gestores, cabe o papel de orientar os auxiliares na realização do trabalho informacional e acompanhar seu desempenho, o que corresponde, efetivamente, às funções administrativas de co- mando e de controle. (FERREIRA, 2006, p.111)

Independente das atribuições legais, dentro deste cenário, quais as habilidades e atitudes que se deseja de um Auxiliar de Bibliotecas? Consideramos ser importantíssimo que ele/ela mantenha boa comunicação com a equipe da biblioteca e com os usuários; conheça a biblioteca em que trabalha para poder oferecer uma boa orientação ao usuário; seja curioso e procure lidar com diversas mídias - livros, revistas, jornais, CDS, DVDS, computadores. O Auxiliar de Biblioteca deve exercitar constantemente a criatividade e o inte- resse em aprender sempre.

Ética profissional

De uma maneira geral, quando falamos em ética profissional, nos referimos a um conjunto de princípios e valores importante não só para a convivência humana, mas também para o ambiente de trabalho. A ética profissional reflete a nossa imagem, os valores e a imagem da instituição através das pessoas. Estes valores orientam as atividades e as relações de trabalho e constituem-se em princípios fundamentais para a ativi- dade profissional.

Você sabia que ética e moral são quase sinônimas? Veja o glossário.
Você sabia que ética e moral são
quase sinônimas? Veja o glossário.

Ética - do grego ethos, significa “princípio de conduta moral de pessoas, grupos, religião, etc”.

Moral - do latim morales, “trata dos costumes, deveres e modos de proceder dos homens para com outros homens”. Por isso que a ética e a moral são termos indissociáveis.

Fonte: Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa (1999).

Embora não haja um conjunto de regras constituído em relação à ética profis- sional específica para os auxiliares de biblioteca, entendemos que devem ser se- guidas as mesmas regras aplicadas aos profissionais que lidam com a informação, uma vez que estes profissionais também se incluem na classe de trabalhadores da informação. A Resolução Nº. 42 de 11 de Janeiro de 2002, do Conselho Federal de Bibliote- conomia, dispõe sobre Código de Ética da Biblioteconomia e está disponível no site

http://www.cfb.org.br/. No entanto, o compromisso ético do profissional da informação não se restringe à observância de regras de cunho meramente profissional. No contexto de uma sociedade pós-industrial em que a informação as- sume importância cada vez maior no desenvolvimento econômico e social, o compromisso com a ética da informação torna-se fundamental.

A ética da informação trata dos dilemas e conflitos morais que surgem da interação entre o homem e

o ciclo da informação (produção, organização, disseminação e uso). Aborda problemas morais como, por exemplo, a liberdade de intelectual versus acessibilidade, privacidade e confidencialidade da Informação.

A liberdade intelectual diz respeito ao direto de todo usuário da biblioteca de ler, ver e ouvir o que se

quer ler, ver e ouvir sem a censura de funcionários ou repressão institucional. (BUSHA, 1972). Mas, todos podem ter acesso a tudo? Uma criança pode ter acesso a material pornográfico? E material de cunho pedó- filo? É claro que existem limites, portanto, a liberdade intelectual deve ser contextualizada e ponderada em relação a outros valores sociais.

A privacidade é entendida como controle sobre as informações pessoais ou o direito de não ter suas

informações pessoais documentadas e divulgadas. Este direito é ameaçado pela intensificação dos fluxos de informação nas redes de computadores (Internet) e as novas tecnologias de comunicação. Na Europa, a privacidade é entendida como direito fundamental que deve ser garantido pelo Estado; é condição impor- tante para outros direitos humanos como a dignidade, a autonomia e a liberdade. Nos EUA, a privacidade é

um direito individual do consumidor que pode ser trocada por um benefício como, por exemplo, a utilização

gratuita da Internet (PRIVACIDADE

A confidencialidade refere-se à necessidade de estabelecer mecanismos que impeçam o acesso a infor-

mações por pessoas não autorizadas. Envolve mecanismos de segurança de informação.

, 2008).

Tema 2 - Biblioteca: conceitos, funções e tipologias

Tema 2 - Biblioteca: conceitos, funções e tipologias Se a palavra biblioteca vem do grego bi-
Se a palavra biblioteca vem do grego bi- blion (livro) + théke (caixa), então ela
Se a palavra biblioteca vem do grego bi-
blion (livro) + théke (caixa), então ela signifi-
ca “depósito de livro”?

Isso mesmo. A biblioteca, tomando-se a origem grega do termo, é etimologicamen- te definida como um espaço físico em que se guardam livros. E aqui cabem as mesmas observações já feitas anteriormente. Os meios para registrar o conhecimento sofreram avanços significativos ao longo da nossa história: pedra, argila, pergaminho, papel, etc. Hoje em dia a informação é registrada em diversos outros tipos de suportes tais como CDs, fitas, VHS, filmes, DVD, grandes bancos de dados eletrônicos, entre outros. Portanto, atualmente, a biblioteca não é constituída somente de livros impressos em papel e não está confinada a um espaço físico predeterminado. Os avanços tecnológicos permitem estruturar bibliotecas digitais. São grandes os esforços empreendidos no âmbito da biblioteconomia para acompanhar esses avanços tecnológicos. Prevê-se que, em um futuro não muito distante, os acervos das bibliotecas sejam, preponde- rantemente, armazenadas em formato digital ou eletrônico à medida que cresce o volume de informações

disponibilizado nas novas mídias. Apesar de não acreditarmos no desaparecimento dos livros, a tendência é que estes convivam harmonicamente com outros suportes e formas de registros do conhecimento.

A biblioteca, no entanto, não sofre somente influências dos avanços tecnológicos. Como instituição so-

cialmente constituída, sua concepção acompanha as transformações políticas, sociais e culturais do mundo contemporâneo. Ao longo da história, o seu perfil passa de “depósito de livros” para instituições promotoras do amplo acesso à informação. Fica evidente que é preciso pensar a biblioteca de uma maneira mais abrangente. Assim podemos dizer que essa instituição é todo espaço (concreto, virtual ou híbrido) destinado a uma coleção de informações registrada em qualquer suporte - papel ou digitalizadas, com o propósito de reunir, preservar e dar amplo acesso à produção científica, artística, cultural e tecnológica de uma sociedade.

•  Biblioteca de Ninive é apontada pelos historiadores como a biblioteca mais antiga, Mantida pelo
•  Biblioteca de Ninive é apontada pelos historiadores como a biblioteca mais antiga, Mantida pelo rei
Assurbanipal (século VII a.C.), chegou a possuir 25 mil placas de argila em seu acervo.
•  Biblioteca de Carlos Magno – rei dos Francos (768-814), foi a mais importante biblioteca pública na
antiguidade.
•  Biblioteca de Alexandria (Séc. II AC) chegou a ter 700.0000 volumes (pergaminhos) antes de ser
destruída por três incêndios
•  Biblioteca universitária surge no séc. XIII, juntamente com a criação das primeiras universidades.
•  Biblioteca Nacional e Pública do Rio de Janeiro foi a primeira biblioteca oficial do Brasil, criada por
Dom João VI, em 1807, quando a família real mudou-se para o Brasil fugindo de um confronto com
Napoleão.
A biblioteca pode estar associada à função de educar - neste caso, incluem-se as bibliotecas públicas,

escolares, universitárias; de preservar a memória de uma sociedade – como no caso da biblioteca nacional; ou à função de recreação – que pode ser o caso das bibliotecas públicas, comunitárias, escolares e infantis. Porém, a função de disseminar a informação para todo usuário que recorra a seus serviços é comum a todas as elas, independente de sua natureza (CARVALHO, 2002).

“Assim é a biblioteca moderna: recreia, educa e instrui. Viva, dinâmica e amena, não aparece já com a fisionomia dos outros tempos, severa, acética, pouco convidativa. Tudo nela é, agora, um permanente convite à leitura.”

Discurso de Governador JK, na inauguração da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em 1954. http://www.cultura.mg.gov.br

Para Refletir “Os vários incêndios e destruições perpetrados por mãos ignóbeis ao longo da História
Para Refletir
“Os vários incêndios e destruições perpetrados por mãos ignóbeis ao longo da História não impediram,
porém, que as bibliotecas continuassem a ser uma das maiores expressões de persistência da Humanida-
de. Como seria mais fácil rastrear as nossas origens caso não tivesse sido consumido pelo fogo o magnífi-
co acervo de um dos maiores redutos do saber da Antigüidade, a Biblioteca de Alexandria. E são tantos os
outros casos. [
]
O século XXI também já tece sua triste história: após a destruição e o saque ocorridos em
Bagdá, bibliotecários e editores iranianos informaram, na última Feira do Livro de Frankfurt, que enfren-
tam agora a monstruosa tarefa de reconstruir as bibliotecas do país, restaurar manuscritos inestimáveis e
tentar criar um mercado editorial moderno.” (SPITZ, 2003).
Tipos de bibliotecas
As bibliotecas são todas iguais?
As bibliotecas são todas iguais?

Obviamente que não! As bibliotecas têm suas especificidades e dinâmicas definidas em função, principalmente, do seu propósito, usuário ou da instituição que ela serve – fá- bricas, empresas, escolas etc. A partir daí, estabelece-se a estrutura física, ad- ministrativa, de serviços, produtos e acervos para atender às demandas desses usuários ou instituições. Assim, existem vários tipos de bibliotecas: bibliotecas públicas, bibliotecas particulares, bibliotecas escolares, bibliotecas comunitárias, bibliotecas espe- cializadas, bibliotecas infantis bibliotecas universitárias, bibliotecas digitais, só para citar alguns.

Que tal visitar o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Bibliotecas? Lá você encontrará as maiores informações sobre os
Que tal visitar o site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bibliotecas?
Lá você encontrará as maiores informações sobre os diversos tipos de bibliotecas

Um exemplo de biblioteca digital, criada em 2004 e mantida pela Secretaria de Educação a Distância, vinculada ao Ministério da Educação do Brasil, é o Domínio Público. O acervo é constituído por obras de domínio público, ou seja, aquelas que não têm mais restrições impostas pelos direitos autorais ou que foram devidamente cedidas pelos proprietários intelectuais da obra. Seu principal objetivo é promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas em textos, sons, imagens e vídeos (PORTAL As bibliotecas dos polos de apoio presencial para a educação a distância podem ser pensadas na mesma perspectiva das bibliotecas universitárias uma vez que seu público é composto por alunos, professores e funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e ensino de nível superior e seu acervo é pensado para esta finalidade. O propósito das bibliotecas do polo é ser o local onde estudantes, tutores, monitores, funcionários, entre outras categorias de prováveis usuários terão acesso a um ambiente físico de estudo e a importantes fontes de informação para o bom desempenho de suas atividades didático-pedagógicas. As condições de funcio- namento dessas unidades nos polos são estratégicas para a viabilidade e qualidade dos cursos ofertados a distância.

Tema 3 - Biblioteca Universitária

A biblioteca universitária tem um papel a ser desempenhado na for-

mação do aluno e no desenrolar das atividades dos demais atores en- volvidos no processo de formação em nível superior (ensino, pesquisa e extensão). Sua missão não se limita a organizar e dispor em estantes enfileiradas as obras e documentos de que seu usuário precisa. Vai além. Ela tem ao mesmo tempo função cultural, social e educativa. Na sua função educativa, a biblioteca é mais que a extensão da sala de aula. Pode ser pensada como um espaço de auto-aprendizagem e de educação continuada. Espaço de descobertas e de confrontos de idéias que levarão a construção de conhecimentos sólidos e a uma nova com- preensão do mundo. Ainda sob a perspectiva da biblioteca como espaço de aprendiza- gem, algumas bibliotecas universitárias têm envidado esforços para desenvolver em seus usuários competências informacionais indispen-

sáveis para agir em uma sociedade caracterizada como “sociedade da informação”.

caracterizada como “sociedade da informação”. Competência informacional: para que se desenvolva a
caracterizada como “sociedade da informação”. Competência informacional: para que se desenvolva a

Competência informacional: para que se desenvolva a competência informacional, é preciso “ter habilidades para encontrar, avaliar, interpretar, criar e aplicar a infor- mação disponível na geração de novos conhecimentos.” (BELLUZZO et al. 2004,

p.95.)

Ao se envolver no processo pedagógico de desenvolvimento de competências informacionais daqueles

que a ela se reportam, a biblioteca universitária também colabora para a formação de cidadão que sabe como adquirir e usar o conhecimento para que possa exercer seus direitos e deveres. No contexto atual, é sabido que o acesso à informação é condição fundamental para o exercício da cidadania. O exercício da cidadania pressupõe que se tenha, no mínimo, conhecimento dos deveres e direitos fundamentais de cada pessoa.

A biblioteca universitária exerce ainda um importante papel na inclusão digital. É comum que esta unida-

de, principalmente aquela vinculada à instituição pública de ensino superior, abra suas portas não somente para o público de sua instituição, mas para alunos e professores de escolas de ensino médio e superior, seja da rede pública ou privada, e para as comunidades geograficamente próximas ao local de seu funciona- mento. As comunidades vizinhas, em muitos casos, procuram a biblioteca atraídas pela possibilidade de utilização da Internet. Cultura e bibliotecas são, para muitos, termos indissociáveis. A maioria significativa das bibliotecas uni- versitárias dispõe de espaços culturais que visam promover talentos, sensibilizar e propiciar o contato do usuário com as diversas manifestações e representações artístico-culturais locais ou nacionais. Para exercer todas as suas funções, a biblioteca universitária precisa constantemente criar mecanismos de ação que despertem no seu usuário o interesse pela leitura, pelas descobertas e valoração de todas as formas de representações e manifestações culturais como meios de buscar conhecimentos para o seu apri- moramento contínuo.

Para Refletir “Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e me
Para Refletir
“Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e me encontrasse desamparado na rua, não pediria
pão; antes, pediria meio pão e um livro. E eu ataco violentamente aos que somente falam de reivindicações
econômicas sem referir jamais às reivindicações culturais que é o que os pobres pedem a gritos. Está
certo que todos os homens comam, mas que todos os homens saibam. Que gozem todos os frutos do
espírito humano porque o contrário é convertê-los em máquinas a serviço do Estado, é convertê-los em
escravos de uma terrível organização social” – Federico Garcia Lorca, fragmento de um discurso proferido
à inauguração da Biblioteca de Fuentevaqueros (apud CALVO, 2005)

Principais Atividades da Biblioteca Universitária

Quais as atividades de uma Biblio- teca Universitária? Curioso? Nestas unidades você saberá a resposta.
Quais as atividades de uma Biblio-
teca Universitária? Curioso? Nestas
unidades você saberá a resposta.

Para alcançar os propósitos para os quais foi estruturada, a biblioteca realiza uma série de atividades, muitas das quais não são visíveis para o usuário. Durante o cur- so, você terá oportunidade de conhecer três das principais atividades realizadas em uma biblioteca e qual sua participação nestas atividades. São elas:

•  Planejamento e organização do espaço da biblioteca – essas são atividades de natureza administrativa que visam estabelecer os objetivos a longo, médio e curto prazo a serem alcançados pela biblioteca; criar condições para atingir estes objeti- vos; e estruturar os espaços físicos para que estejam de acordo com a natureza da unidade de informação; •  Preparação do material para disponibilizá-lo aos usuários – este conjunto de ações é conhecido no âmbito da Biblioteconomia como “Processamento técnico” e envolve técnicas específicas para a descrição física do documento (catalogação), a descrição do conte- údo (classificação e indexação) e o preparo mecânico do material (tombamento, identificação etc.). •  Atendimento ao usuário – talvez esta seja a atividade fim da biblioteca, a atividade para a qual ela foi constituída – atender com qualidade os seus usuários, prestando-lhes assistência adequada na busca da informação, estruturando serviços para este propósito. Neste curso você terá oportunidade de aprofundar seus conhecimentos no atendimento direto ao usuário através dos serviços de referência e empréstimos. •  Formação e desenvolvimento de acervo – o acervo de uma biblioteca é composto pelos mais varia- dos tipos de documentos que ela disponibiliza para os seus usuários. Os tipos de documentos mais comuns, no entanto, são os livros e as revistas científicas. Mas como esses variados tipos de documen- tos passam a fazer parte do acervo de uma biblioteca? Quais são os procedimentos envolvidos na formação e no desenvolvimento deste acervo?

Nesse módulo, daremos atenção especial aos procedimentos necessários para a Formação e Desenvol- vimento de Acervo. O Processamento Técnico, o Atendimento ao Usuário e o Planejamento de Unidades de Informação serão objetos dos módulos 2, 4 e 5 respectivamente.

Principais Serviços

A biblioteca tem por objetivo oferecer serviços aos usuários. Neste curso você terá oportunidade de conhecer os seguintes serviços promovidos pela maioria das bibliotecas:

a. Consulta local ao acervo – normalmente, a consulta ao acervo é feita através do acesso ao catálogo

da biblioteca, onde se poderá consultar, por diversos campos, como autor, título, assunto, série e outros, a existência do material de interesse do usuário. Em geral, o usuário de bibliotecas tem acesso livre à maioria das coleções (Acesse o site do Sistema de Bibliotecas da UFG: www.bc.ufg.br). Algumas bibliotecas, porém, podem fazer restrições quanto ao acesso ao acervo. Neste caso, o usuário poderá consultar o catálogo da biblioteca para verificar a existência do material, anotar as informações para a localização dos materiais nas estantes e solicitá-lo aos auxiliares de biblioteca.

b. Empréstimo domiciliar – O empréstimo é a única forma de retirada dos materiais da biblioteca. Para uti-

lizá-lo, o usuário precisa estar cadastrado na biblioteca e deve possuir vínculos com a instituição (professor, aluno ou funcionário). O prazo para a devolução dos materiais é uma decisão administrativa e poderá variar de acordo com as categorias e com o tipo de material solicitado.

c. Reserva e renovação de materiais – esses serviços podem ser solicitados pelo usuário no balcão de aten-

dimento da biblioteca ou podem ser feitos diretamente através do sistema automatizado da biblioteca me- diante uso de senha e login.

d.

Levantamento bibliográfico e acesso às bases de dados de pesquisa – este serviço consiste em identifi-

car, pesquisar e levantar informações no acervo da biblioteca, de outras Instituições e em bases de dados de fontes/bibliografias (nacionais ou internacionais), sobre determinado assunto ou autor de interesse. Atualmente, encontram-se disponíveis inúmeras bases de dados de livre acesso (gratuitas) ou de acesso restrito. Neste último caso, é necessário utilizar senhas ou autorizações prévias fornecidas normalmente pela biblioteca de onde a pesquisa está sendo realizada. A UFG disponibiliza através do Portal de periódicos da Capes acesso a várias bases de dados internacionais de textos completos de artigos de mais de 2400 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, além de ba- ses de dados com referências e resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Faz também indicações de importantes fontes de informação com acesso gratuito na Internet. Este serviço pode ser feito diretamente pelo usuário ou pode ser solicitado ao bibliotecário do setor de Re- ferência da Biblioteca.

e. Treinamento de usuários – O treinamento de usuários é um serviço muito importante oferecido pela bi-

blioteca com o objetivo de orientar alunos, professores, funcionários sobre a melhor forma de utilização dos produtos, serviços e acervo. É oferecido a partir do momento em que o usuário é cadastrado no sistema, sen- do realizado de forma individual ou em grupo, mediante agendamento com o bibliotecário responsável.

f. Divulgação de novas aquisições – Esse serviço tem como objetivo divulgar, através de boletins eletrôni-

cos enviados diretamente aos usuários ou impressos, informações sobre os novos materiais bibliográficos adquiridos pela biblioteca e que já se encontram à disposição para serem utilizados, com a finalidade de

promover o uso junto aos usuários. Além do boletim é importante que a biblioteca realize exposições com as novas aquisições, de preferência em local visível e próximo aos usuários.

Você terá oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os serviços oferecidos em bibliotecas ao realizar o módulo 4. Mas nada impede que você familiarize com os serviços prestados pelo Sistema de Bibliotecas da UFG, visitando o site: www.bc.ufg.br.

Aproveite o próximo tópico. Ele será im- portante para os processos de aquisição de materiais
Aproveite o próximo tópico. Ele será im-
portante para os processos de aquisição
de materiais que farão parte do acervo da
Biblioteca.

Tema 4 - Formação e desenvovimento de acervos

O acervo de uma biblioteca é constituído por diferentes tipos de documentos que ficam, de uma maneira geral, disponíveis para o atendimento das necessidades de informação dos usuários. O Auxiliar de Biblioteca deve procurar conhecer as características básicas de cada um deles para que saiba realizar com efetividade suas funções na biblioteca. Muitas vezes, a biblioteca possui um acervo considerado bom, porém, em algu- mas circunstâncias pode não atender às necessidades de informação e de estudo dos usuários. Por isso, é importante que o acervo seja constituído de forma criteriosa, considerando a política de formação e desen- volvimento de coleções definidas pelos bibliotecários. Esta política deve contemplar questões básicas que fazem parte da cadeia documental, desde a escolha (seleção) dos documentos que farão parte do acervo, passando pelos processos de aquisição, avaliação e descarte dos materiais, conservação e restauração de documentos. Todo o profissional que atua em uma biblioteca universitária deve conhecer a política e os procedimen- tos relacionados ao processo de formação e desenvolvimento de coleções. Isto os ajudará a compreender, identificar e encaminhar as demandas dos seus usuários.

Seleção dos documentos

Nem sempre todos os materiais que chegam à biblioteca necessariamente atendem qualitativamente as demandas dos usuários. Por isso, os bibliotecários realizam atividades de seleção dos materiais com base em algumas questões, como:

•  Estes materiais atendem aos usuários da biblioteca? •  É relevante e atende aos objetivos da biblioteca?

Algumas fontes de informação podem ser utilizadas para apoiar as atividades de seleção, como a consul- ta aos catálogos de editores, resenhas de jornais e revistas, recebimento de sugestões de professores, alunos ou funcionários da instituição, usuários em geral, visitas a livrarias ou sites de editores, bibliografias sobre temas específicos. Visto por esse ângulo, a seleção pode ser considerado como um processo intelectual que consiste em escolher os documentos que a Biblioteca deseja adquirir e incorporar no acervo. Tem início a partir do mo- mento em que o responsável pela Biblioteca precisa tomar a decisão se um determinado material poderá ou não fazer parte do acervo, e por isso deve ser feito por um profissional experiente. Uma vez selecionado o que se pretende adquirir, o passo seguinte é observar os procedimentos institu- ídos pela Biblioteca em relação à política de aquisição dos materiais. A política deve ser adequada e bem definida para evitar equívocos nessa etapa.

A qualidade do acervo de uma biblioteca se mede pela capacidade da biblioteca em atender
A qualidade do acervo de uma biblioteca se mede pela capacidade da biblioteca em atender as necessi-
dades dos usuários e não pela quantidade de exemplares armazenados.
Aquisição
Aquisição

Imagine que você está em uma biblioteca universitária e ao atender um professor ele solicita que a biblioteca adquira um determinado material.

Como proceder?

Como a biblioteca poderá adquirir o material?

Há formas diferentes de adquirir os documentos?

A aquisição é o procedimento que permite adquirir o material solicitado, de forma a atender
A aquisição é o procedimento que permite adquirir o material solicitado, de forma a atender as deman-
das dos usuários e os objetivos da biblioteca.
22 22
Auxiliar de Biblioteca
Auxiliar de Biblioteca

Compete ao setor de aquisição da Biblioteca estabelecer uma política de aquisição bem definida para que a escolha dos materiais não seja feita ao acaso, mas em função de alguns critérios, como:

•  Relevância do material e atendimento às necessidades e demandas dos usuários; •  Orçamento disponível para a compra e para o tratamento dos materiais adquiridos; •  As prioridades a serem atendidas de acordo com os cursos; •  Natureza da Biblioteca e dos serviços oferecidos aos usuários.

Formas de aquisição de materiais

A aquisição dos materiais pode ser feita envolvendo procedimentos comerciais ou não. Os procedimen- tos comerciais envolvem a compra propriamente dita; os materiais são adquiridos através de contato com fornecedores, produtores, editores ou livreiros. Os materiais bibliográficos adquiridos de forma não comercial correspondem às doações e permutas, ou seja, a troca de materiais produzidos entre as instituições, órgãos públicos, instituições em geral ou através do próprio autor.

Importante Todos os materiais, independente da sua forma de aquisição, deverão ser encaminhados para recebi-
Importante
Todos os materiais, independente da sua forma de aquisição, deverão ser encaminhados para recebi-
mento no setor de aquisição da Biblioteca para que sejam feitos os procedimentos internos de controle e
encaminhamento dos materiais adquiridos.
AvaliaçãoAvaliação ee DescarteDescarte
Uns materiais têm vida mais curta que outros. Entre eles: os anuários, repertórios e relatórios
Uns materiais têm vida mais curta
que outros. Entre eles: os anuários,
repertórios e relatórios provisórios.

Você já deve ter observado que em uma biblioteca há diferentes tipos de material, com características e finalidades diversas. Cada tipo de documento possui também um ciclo de vida útil diferente, que é influenciado por diversos fatores. O principal deles se refere ao tempo propriamente dito. Com o passar dos anos muitos materiais disponíveis na biblioteca tornam-se obsoletos por vários motivos, entre eles, podemos citar os próprios conteúdos que podem fi- car desatualizados ou não atender mais aos seus usuários; e os danos causados pelo excesso de utilização do material ou causados por agentes naturais, quími- cos ou biológicos. Diante desses fatos, é recomendável que periodicamente se realize proce- dimentos de descarte dos documentos que já não são úteis à Biblioteca. Esse processo requer a definição de critérios claros, estabelecidos pela equipe conforme avaliação feita em relação ao uso dos materiais, a fim de que não haja prejuízos ao acervo e, consequentemente, ao usuário da biblioteca. Portanto, esse procedimento requer cuidados e tomada de decisões acertadas para evitar que sejam descartados itens importantes do acervo. Atividades de planejamento que definam a política de descarte dos materiais, considerando o tempo máximo de permanência das coleções não utilizadas nas estantes, acervos danificados ou obsoletos e de- fasados são medidas fundamentais e necessárias neste trabalho. Pela importância da ação, esta deve ser realizada ou acompanhada pelo bibliotecário responsável.

O processo de descarte objetiva retirar do acervo materiais que já não são úteis para
O processo de descarte objetiva retirar do acervo materiais que já não são úteis para atender à demanda
da Biblioteca, seja por questões relacionadas ao conteúdo ou às condições físicas apresentadas pelos
documentos, em especial quando muito danificados, sem condições de uso ou de recuperação. É preciso
estabelecer critérios para o descarte considerando a utilidade, o valor histórico e o grau de atualização
do documento.

Uma vez retirados do acervo para descarte, os procedimentos técnicos relacionados ao controle das bai- xas deverão ser informados às pessoas responsáveis pela manutenção das coleções para que sejam realiza- das as operações de baixa no registro de cada um deles.

Conservação de documentos

Dentre as atividades consideradas fundamentais para a gestão adequada do acervo em Bibliotecas, des- tacam-se aquelas relacionadas à conservação dos documentos, em seus diversos formatos. A conservação preventiva garante o uso mais prolongado e custos mais baixos de reparação do acervo. Por isso é funda- mental que o Auxiliar de Biblioteca apóie e adote as ações voltadas para a prevenção de danos no acervo, orientando os usuários quanto ao uso correto do documento, zelando pela disposição correta nas estantes, observando e sendo proativo em relação a possíveis ataques de fungos, insetos, excesso de exposição à luminosidade e outros agentes que possam diminuir a vida útil do documento.

É importante que a biblioteca estabeleça medidas de proteção para o seu acervo, reunidas em
É importante que a biblioteca estabeleça medidas de proteção
para o seu acervo, reunidas em uma política de conservação.

Uma boa política de conservação inclui o combate aos agentes químicos, biológicos, físicos e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos documentos. A biblioteca deve adotar periodicamente medidas de controle e prevenção para evitar que o acervo seja danificado ou deteriorado precoce- mente. Uma boa política de conservação prevê o controle e o combate a dete- rioração causada por agentes químicos, biológicos, físicos, animais e humanos e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos documentos. Algumas medidas podem ser adotadas para prevenir a deterioração dos documentos. Estas medidas incluem:

•  Controle da temperatura ambiente adequada (aproximadamente 23 graus), por meio da utilização de aparelhos de climatização; •  Limpeza constante dos documentos e do mobiliário para evitar o ataque de insetos; •  Controle da luz com o uso de persianas ou cortinas especiais, por exemplo, a fim de evitar a exposição direta da luz solar; •  Combate a insetos e microorganismos, por meio da utilização de fungicidas adequados; •  Armazenagem adequada dos materiais na forma vertical para evitar danos físicos nos materiais; •  Procedimentos de encadernação do material danificado; •  Realizar e manter campanhas de orientação quanto ao uso correto dos documentos.

Esta última medida é muito importante, pois estabelece relações de parcerias entre a Biblioteca e os usu- ários, o que garante maior compromisso de que os materiais não serão intencionalmente danificados.

Os principais agentes de deterioração são: 1) Os agentes físicos: •  O próprio tempo, que
Os principais agentes de deterioração são:
1) Os agentes físicos:
•  O próprio tempo, que deteriora os documentos;
•  A variação climática, principalmente em países muito quentes ou úmidos;
•  A falta de ventilação;
•  E o excesso de luminosidade.
2) Os agentes biológicos
•  Os microorganismos, (fungos e bactérias);
•  Insetos;
•  Roedores.
3) Os agentes químicos
•  A própria acidez da celulose;
•  A poluição.
4) A ação humana causada pela
•  Manipulação;
•  Circulação do documento.
Dicas
Para o manuseio dos materiais:
•  Manter as mãos limpas ao manusear os materiais;
•  Conservar os documentos em lugar seguro e limpo;
•  Não rasgar, riscar, dobrar, recortar páginas ;
•  Não utilizar clips metálicos para marcar páginas.
Restauração de documentos
Restauração de documentos

Ações preventivas de conservação do acervo são importantes para evitar que os documentos passem por processos de recuperação ou restauração. Porém, nem sempre é possível combater todos os agentes que causam danos aos materiais. Neste caso, é necessário promover ações que recuperem ou restaurem os documentos danificados. A recuperação e a restauração de documentos exigem técnicas e habilidades específicas; alguns erros nestes procedimentos podem causar maiores danos e efeitos irreparáveis aos materiais. É aconselhável que sejam feitos por pessoas experientes, que dominem as técnicas relacionadas ao trabalho.

Para fazer pequenos reparos nos livros, tenha em mãos: cola plás- tica, tesoura, papel de
Para fazer pequenos reparos nos livros, tenha em mãos: cola plás-
tica, tesoura, papel de seda, pincel redondo para cola, cartolina
ou papelão de 100g e fita gomada.

Pequenos reparos podem ser feitos por pessoal treinado e com a utilização de materiais adequados para o trabalho. Porém, é sempre necessário analisar o material, observar as condições e estado físico, como: o tipo de encadernação existente, a integridade da paginação e se o documento está completo para que procedimentos de recuperação sejam adequados e planejados. As técnicas mais avançadas de recuperação e restauração exigem profissionais com conhecimentos mais especializados, equipamentos e materiais mais adequados ao trabalho. Nesse caso, se não houver nenhum profissional habilitado na biblioteca para recuperar os documentos danificados, recomenda-se encaminha- los para um profissional especializado. Uma boa encadernação permite maior utilização e conservação dos documentos.

Tema 5 - Automação de bibliotecas

A informatização da biblioteca, iniciada no final da década de 60, al-

terou substancialmente a forma como as atividades, os serviços e produ-

tos de informação são estruturados, mantidos e oferecidos à comunida- de. Os computadores e as redes de informação que se estabeleceram a partir da conexão dessas máquinas são importantes aliados no processo

de acesso e democratização da produção cultural, científica e artística.

É inegável que a automação de bibliotecas tem proporcionado diver-

sas vantagens quando comparada com os processos manuais anterior- mente vigentes no ambiente organizacional. Mas, ao mesmo tempo, a

automação de uma unidade de informação se mostra uma tarefa com- plexa e envolve determinados desafios que demandam um planejamen- to sistemático do processo. É necessário avaliar e escolher entre os inú- meros softwares existentes no mercado, tanto comerciais quanto livres, aquele que melhor atende as especificidades daquela biblioteca.

A escolha de um software para automação da biblioteca faz-se com

base em certos critérios como características gerais do software, os mó- dulos oferecidos (circulação, catalogação, relatórios estatísticos, etc), uti- lização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário (AACR2, ABNT,

MARC). Além desses critérios, para sugerir um software para as biblio- tecas dos polos de ensino a distância parceiros da UFG, levaram-se em consideração também as questões econômicas. Assim, a opção por um software livre torna-se atraente. Observados os critérios, o OpenBiblio mostrou-se satisfatório para o gerenciamento de base de dados bibliográficos para os polos de ensino a distância.

dados bibliográficos para os polos de ensino a distância. Protocolo Z39.50: protocolo de comuni- cação entre
dados bibliográficos para os polos de ensino a distância. Protocolo Z39.50: protocolo de comuni- cação entre

Protocolo Z39.50: protocolo de comuni- cação entre computadores desenvolvido para permitir pesquisa e recuperação de informação (textos completos, dados bi- bliográficos, imagens, multimeios, entre outros) em redes de computadores distri- buídos.

AACR2: O código Anglo Americano de Registros Catalográficos – peça chave no processamento técnico de material biblio- gráfico, tem como objetivo a normalização internacional da catalogação. A última atualização do código ocorreu em 2005. Está previsto para 2008 o AACR3, sob a de- nominação de Resource Description and Access – RDA.

ABNT: conjunto de normas cujo objetivo é uniformizar o formato de apresentação da publicação.

MARC: O Machine Readable Cataloging é um conjunto de códigos que torna o for- mato de descrição catalográfica descrito no AACR legível para o computador. O For- mato MARC é muito utilizado no mundo todo. O MEC exige que os sistemas infor- matizados das bibliotecas brasileiras utili- zem o MARC.

Uma das alternativas cada vez mais confiáveis, e destinada à informatização das bibliotecas é adoção
Uma das alternativas cada vez mais confiáveis, e destinada à informatização das bibliotecas é adoção de
software livre de código-fonte aberto, também conhecido como software livre (free software) ou fonte
aberta (open source) uma opção que tem conquistado significativo espaço no mercado das tecnologias
da informação, merecendo atenção dos paises em desenvolvimento. (SILVA, 2007).
O software Openbiblio
em desenvolvimento. (SILVA, 2007). O software Openbiblio Diversas atividades e serviços da biblioteca podem ser
Diversas atividades e serviços da biblioteca podem ser automatiza- dos utilizando softwares livre. O OpenBiblio
Diversas atividades e serviços da biblioteca podem ser automatiza-
dos utilizando softwares livre. O OpenBiblio é um bom exemplo.

O Openbiblio é um software livre que inclui em seu pacote um Catálogo de

acesso aberto (OPAC) para consultas on-line do material inserido na base de da-

dos e Módulos de administração de circulação, catalogação, relatórios. O fator fun- damental para a escolha do Openbiblio para os propósitos deste curso foi, além do que ele oferece, a utilização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário (AACR2, ABNT, MARC). Todas as telas estão traduzidas para o português.

A seguir apresentamos brevemente as opções oferecidas pelo OpenBiblio em

cada um de seus módulos.

1.

OPAC e Páginas de Resultado de Buscas :

a)

Online Public Access Catalog (OPAC) .

b)

Resultado de Busca .

2.

Conceitos gerais para administração da biblioteca:

a)

Entendendo as mudanças de status da bibliografia.

b)

Entendendo o código de barras .

3.

Página de Circulação:

a)

Página de Procurar Membros (Página inicial de Circulação).

b)

Página de Informações do membro.

c)

Visualizando Código de Barras.

d)

Empréstimo.

4.

Página de Catalogando:

a)

Nova Bibliografia e Editar Basic.

b)

Novo Exemplar e Editar Exemplar.

O OpenBiblio oferece também a possibilidade de emissão de diversos tipos de relatórios das atividades realizadas. Esses relatórios podem ser ferramentas importantes para o administrador da biblioteca estrutu- rar ações que levam à melhoria dos serviços e produtos oferecidos ao usuário. Os relatórios padrões são (MANUAL, 2007):

a) Busca de exemplar.

b) Balanço de devolução por usuário.

c) Balanço de devolução por documento.

d) Bibliografia mais utilizada (popular).

e) Lista de membros com débitos na biblioteca (atrasos).

f) Reservas realizadas pelos membros.

No nosso encontro presencial e nos módulos subsequentes, você terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o software que será uma ferramenta importante no seu dia-a-dia na biblioteca em que você irá atuar. Nesse módulo, você aprenderá como excluir do catálogo de sua biblioteca aquele material que foi sele- cionado para o descarte.

O CIAR instalou e configurou o OpenBiblio no servidor web UFG. Você terá acesso a
O CIAR instalou e configurou o OpenBiblio no servidor
web UFG. Você terá acesso a ele via internet pelo endereço:
http://openbiblio.ciar.ufg.br/home/index.php
Exclusão de registros na base de dados

Lembra-se da necessidade de fazer o descarte de material bibliográfico que não aten- de mais as necessidades dos usuários? Pois bem, após selecionar e aprovar os itens a serem encaminhados para descarte, o próximo passo consiste em dar baixa do item no catálogo da biblioteca. Para realizar esta etapa:

•  Acesse o sistema OpenBiblio. •  Selecione a opção “Catalogando”. Esta opção permitirá a inserção de novo item bi- bliográfico ou a busca de itens já inseridos, conforme a seguinte tela:

Fonte: Manual de instalação openbiblio Legenda: 38 – busca por código de barra; 39 –

Fonte: Manual de instalação openbiblio Legenda: 38 – busca por código de barra; 39 – busca por título, autor ou assunto; 40 – busca um item biblio- gráfico; 41 - Inserção de novo item bibliográfico; 42– importação de formato marc

•  Em seguida, selecione a opção “busca um item bibliográfico”. A busca poderá ser por título, autor ou código de barra. Após informar qualquer uma dessas informações, entraremos na tela de Resultado da Pesquisa.

informações, entraremos na tela de Resultado da Pesquisa. Fonte: manual de instalação do openbiblio, p.47 2

Fonte: manual de instalação do openbiblio, p.47

•  Ao clicar em cima do nome da bibliografia selecionada, aparecerão as seguintes opções: “Informações da bibliografia; Editar Basic; Editar Marc; Novo Exemplar; Pedidos de reserva; Apagar; Nova Bibliografia por comparação”. Selecione a opção “Apagar”. Surgirá a seguinte tela:

Selecione a opção “Apagar”. Surgirá a seguinte tela: “Caso a bibliografia tiver exemplares cadastrados, não

“Caso a bibliografia tiver exemplares cadastrados, não será permitida a exclusão.

Será necessário voltar para a tela de informações da bibliografia para excluir cada

Aparecerá a pergunta para a confirmação da exclusão. Caso positivo

clique no botão “Apagar”. Caso for necessário cancele o processo de exclusão de voluntários, clicar em Cancelar.” (MANUAL, 2007).

exemplar [

].

Pronto! O item foi excluído do catálogo da biblioteca.
Pronto! O item foi excluído do catálogo da
biblioteca.

Tema 6 - Direitos Autorais

Não poderíamos concluir este módulo sem apresentar algumas considerações sobre direitos autorais. Esta é uma questão fundamental uma vez que os serviços de fotocópias oferecidos pelas bibliotecas não devem passar ao largo dos aspectos legais envolvidos em tais práticas e, como profissionais da informação,

o bibliotecário e os auxiliares de bibliotecas devem estar atentos tanto aos direitos dos usuários quanto aos dos autores. Nas palavras de Calvo (2004), “Creio não haver nada que possa melhor defender os direitos dos autores que as bibliotecas”. Enquanto realiza o seu trabalho na Biblioteca, você verifica que muitos documentos adquiridos possuem um símbolo ©, seguido de informações de data, autor ou editor.

O que significa este ©? Este símbolo indica que o documento tem sua re- produção
O que significa este ©?
Este símbolo indica que o documento tem sua re-
produção restringida pelo copyright (direito à cópia),
uma dos aspectos do direito autoral.

O direito autoral é um dispositivo legal que prote- ge o autor, tanto em âmbito moral quanto material, de possíveis perdas relacionadas ao uso indevido de al-

guma obra. Indica restrição de reprodução de alguns documentos. Mas não se pode confundir direito autoral com copyright.

O criador de uma obra sempre detém a “paternidade” de sua produção

intelectual e pode repassar o copyright para terceiros. É o que acontece, por exemplo, com autores de trabalhos científicos que, em muitos casos, cedem o copyright para editoras comerciais de revistas científicas como

a Nature ou Science, por exemplo. Apesar de recomendável não é necessário registrar a obra para que ela passe a ser legalmente protegida. A sua simples criação já é suficiente para que seu criador usufrua os direitos autorais de sua obra. O registro pode ser requerido junto a Escola Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, Escola de Música - UFRJ - MEC, Escola de Belas Artes - UFRJ - MEC, Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual - SDAV, Esplanada dos Ministérios, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agrono- mia - CONFEA, Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI. São passíveis de proteção legal as obras literárias e artísticas (roman- ces, poemas, peças de teatro, filmes, trabalhos musicais, desenhos, pin- turas, fotografias, esculturas e desenhos arquitetônicos); programas de rádio e televisão e programas de computador. Mas os direitos do autor não podem se resumir a uma “mera questão econômica” e legal, defende Calvo. Segundo ela, todo escritor / autor teria direito a:

Copyright – direito de reprodução do documento, da exploração comercial da obra.

Direito

produção intelectual.

autoral

direito

de

autoria,

de

1. Formar-se leitor;

2. Tornar-se criador;

3. Fazer-se conhecer;

4. Ser lido;

5. Perdurar;

6. Fazer parte do “corpo cultural”;

7. Estar em permanente diálogo com os leitores e outros criadores;

8. Obter o respeito da comunidade;

9. Agregar valor às suas obras;

10. Obter uma compensação financeira por seu trabalho.

Limitações do direito autoral no Brasil

Mesmo caracterizado como um monopólio, a legislação brasileira (Lei 9.610/98) prevê limitações dos direitos autorais. Estas limitações são tratadas no capítulo IV da lei.

Assim, não constitui ofensa aos direitos autorais “a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante

o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários”. (Lei 9.610/98, Art 46)

É permitida também a reprodução, em um só exemplar, de pequenos trechos, para uso privado do copista,

desde que feita por este, sem intuito de lucro. A utilização de trechos de qualquer obra para fins de estudo é

possível desde que sejam indicados (citados) o nome do autor e da obra da qual a parte citada foi retirada.

LEGISLAÇÃO 1. Nacional: www.planalto.gov.br •  Lei 9.610/98 na íntegra 2. Internacional: www.wipo.int e
LEGISLAÇÃO
1. Nacional: www.planalto.gov.br
•  Lei 9.610/98 na íntegra
2.
Internacional: www.wipo.int e www.upov.int

Resumo do Módulo 1

O módulo 1 do curso de Capacitação de Auxiliares de Biblioteca para os polos de Educação a Distância da UFG abordou as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên- fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e prática diárias que envolvem o fazer e as decisões profissionais. Nesse estudo, fizemos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos polos, seja também capaz de compreender os diferentes papéis desempenhados pelos Auxiliares de Biblioteca e pelo Bibliotecário, sendo este último, o gestor dos processos relacionados aos procedimentos técnicos e administrativos na biblioteca. Você teve oportunidade ainda de conhecer o OpenBiblio, software de automação de bibliotecas escolhi- do para implantação nos polos de ensino a distância que dão apoio ao CIAR/UFG.

Referências

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NORUZI, Ali Reza. Aplicação das Leis de Ranganathan a WEB. ExtraLibris Revista. 2005. Disponível em http:// extralibris.org/revista/aplicacao-das-leis-de-ranganathan-a-web/ Acessado em 15/10/008

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PRIVACIDADE na Internet: estamos perdendo essa batalha?, 2008. Disponível em http://wharton.universia.

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SPITZ, Eva. Uma maravilhosa história das bibliotecas. November 15th, 2003. Disponível em http://biblio.cru- be.net/?p=223, acessado em 13 de outubro de 2008.

Módulo 2 Processamento técnico

Carga horária: 30 horas

Currículo Resumido do(a) autor(a)

Carga horária: 30 horas Currículo Resumido do(a) autor(a) Arnaldo Alves Ferreira Júnior

Arnaldo Alves Ferreira Júnior

Bibliotecário-documentalista, supervisor de processamento técnico do Instituto Fe- deral de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás; Professor do curso de Bibliotecono- mia da Universidade Federal de Goiás, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFG.

E-mail: arnaldojunior@ifgoias.edu.br Telefone: (62) 3227-2750

Apresentação do Módulo 2

Olá! Bem-vindo(a) ao módulo 2 do curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os
Olá!
Bem-vindo(a) ao módulo 2 do curso de Capacitação de Auxiliares
de Bibliotecas para os polos de Educação a Distância da UFG.

Neste módulo, refletiremos sobre os procedimentos realizados pela biblioteca para pro- cessar e preparar tecnicamente os materias para serem utilizados pelos usuários. Para tal, o módulo está estruturado em três unidades: Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento; Inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio; Preparo mecânico de materiais. Aproveite bem esta oportunidade!

Objetivos do Módulo 2

O principal objetivo do Módulo de Processamento Técnico é proporcionar a compreensão das etapas que constituem o preparo dos livros para uso na biblioteca. Aqui serão mostradas as três principais fases pelas quais passa o livro, desde o momento em que se deve identificar o seu conteúdo, cadastrar os dados do livro no sistema de informática, carimbagem/colagem de etiquetas, até que, finalmente, o livro fica pronto para que o usuário possa utilizá-lo.

Roteiro do Módulo 2

Temática

Conteúdo

1

Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento 1) Sistema de classificação do conhecimento: histórico, evolução, principais conceitos. 2) Organização dos conhecimentos no sistema CDU: Índice, Tabelas Principais e Tabelas Auxiliares.

2

Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio 1) Catalogação:

•  Origens. •  Principais conceitos. •  Padrão internacional de descrição bibliográfica (ISBD). •  Principais Códigos de Catalogação Utilizados no Brasil. 2) Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca.

3

Preparo Mecânico de Materiais 1) Conhecendo as partes do Livro. 2) Carimbagem de materiais informacionais. 3) Colagem de bolso. 4) Etiquetagem do material. 5) Noções de registro.

Temática 1 Organização e distribuição de material bibliográfico por áreas de conhecimento

Carga horária: 10 horas

Todos(as) Animados(as)? Claro que sim!
Todos(as) Animados(as)?
Claro que sim!

Nessa unidade você irá conhecer um pouco sobre os conteúdos referentes ao es- tudo dos Sistemas de Classificação. Com certeza você já deve ter se perguntado como as bibliotecas organizam aquela quantidade imensa de livros e outros ma- teriais. É justamente classificando tudo por áreas do conhecimento que a organi- zação das bibliotecas se torna possível.

Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos sistemas de classificação e os conceitos da área, para que você compreenda a terminologia técnica espe- cífica relacionada ao assunto. Em seguida, entraremos no conteúdo referente ao sistema propriamente dito, como está organizado, e é claro, haverá exercícios práticos para assegurar que você com- preenda o máximo possível da unidade.

Ao final dessa temática, você deverá ser capaz de compreender como o conhecimento humano está devi- damente organizado em grandes classes, e distribuir os materiais de sua biblioteca de acordo com essas classes, tornando possível uma perfeita organização.

Tema 1 - Sistema de classificação do conhecimento: Histórico, Evolução, Principais Conceitos

1. Sistema de Classificação Decimal Universal

A classificação do conhecimento humano sempre foi um desafio para os

filósofos, de um modo geral, e para os bibliotecários enquanto organizado- res do conhecimento produzido por uma determinada sociedade. No âmbito da biblioteconomia, os sistemas de classificação são artifícios en- contrados para representar de forma mais fácil e eficiente o conteúdo de deter- minado documento, com o objetivo de recuperar manual ou automaticamente a informação que o usuário solicita (TRISTÃO, 2004). Dentre os sistemas mais conhe- cidos e utilizados, está o sistema de classificação universal.

O início do desenvolvimento do que conhecemos hoje por Sistema de Classificação Universal, teve como precursores Paul Otlet (1869-1944) e seu colega, Henri La Fontaine (1854-1943). Ambos trabalhavam em um índice bi- bliográfico que arrolasse todas as informações publicadas, sob a orientação do Institute International de Bibliographie - IIB (hoje a reconhecida Federação Internacional de Informação e Documentação – FID). Na busca por orientação para desenvolver um esquema de classifica- ção, Otlet tomou conhecimento da Classificação Decimal de Dewey, 5ª

conhecimento da Classificação Decimal de Dewey , 5ª edição, de 1894, da qual conseguiu um exemplar.
conhecimento da Classificação Decimal de Dewey , 5ª edição, de 1894, da qual conseguiu um exemplar.

edição, de 1894, da qual conseguiu um exemplar. Estudando o sistema, ficou impressionado com a riqueza de conteúdos e detalhes do material e, escrevendo para Melvil Dewey, autor da Classificação Decimal que leva seu nome, obteve autorização para a tradução de sua obra para a língua francesa.

para a tradução de sua obra para a língua francesa. Paul Otlet (1869-1944) Fonte:
para a tradução de sua obra para a língua francesa. Paul Otlet (1869-1944) Fonte:
para a tradução de sua obra para a língua francesa. Paul Otlet (1869-1944) Fonte:

Paul Otlet (1869-1944) Fonte: www.mementoproduction.be/Otlet.htm

Otlet (1869-1944) Fonte: www.mementoproduction.be/Otlet.htm Henri La Fontaine (1854-1943) Fonte: FUNDAÇÃO NOBEL:

Henri La Fontaine (1854-1943) Fonte: FUNDAÇÃO NOBEL: http://nobelprize.org/

Impressionados com a capacidade do sistema, Otlet e La Fontaine perceberam que a organização do conhecimento humano poderia ser

expressa internacionalmente através dos números, ou seja, quanto mais

números decimais utilizar, de forma mais específica pode-se representar a informação, e ainda, que os números podiam ser compreendidos em qual- quer idioma, facilitando assim a comunicação da informação.

O trabalho deixou de ser uma simples tradução. Recebeu várias inova-

ções, adaptações e complementos, passando a se constituir em um siste- ma de classificação que permitiria aos bibliotecários especificar e direcio- nar assuntos de forma bem mais objetiva, atendendo as necessidades dos usuários.

bem mais objetiva, atendendo as necessidades dos usuários. CLASSIFICAR significa organizar ob- jetos ou idéias
bem mais objetiva, atendendo as necessidades dos usuários. CLASSIFICAR significa organizar ob- jetos ou idéias

CLASSIFICAR significa organizar ob- jetos ou idéias segundo determinados critérios.

Classificação Decimal de Dewey - siste- ma de classificação que deu origem ao Sistema de Classificação Decimal Univer- sal e cujo autor é Mevil Dewey.

ORGANIZAR, por sua vez, pode ser enten- dida como a atividade voltada para arru- mar de determinado modo; colocar em certa ordem (SOUZA, 1998, apud TRISTÃO,

2004).

Com isso, Otlet e La Fontaine conseguiram implantar um grau maior de detalhamento na organização dos assuntos dentro desse novo esquema de classificação.

O resultado desse trabalho, em língua francesa, foi publicado pelo Ins-

titute International de Bibliographie – IIB, sediado em Bruxelas - no Pa-

lais Mondial, de forma preliminar em 1904, e foi denominada “Manuel du Repertoire Bibliographique Universel” (Manual do Repertório Bibliográfico Universal) e em 1907, surgiu a reimpressão desta edição do Repertório, em forma de catálogo sistemático, sendo hoje a Classificação Decimal Univer- sal - CDU, com aproximadamente 33.000 subdivisões.

Tema 2 - Organização do conhecimento no sistema CDU: Índi- ce, tabelas principais e tabelas auxiliares

A Classificação Decimal Universal (CDU) é um esquema internacional de classificação de conteúdos de docu-

mentos, ou seja, não serve para classificar apenas livros, mas também revistas, filmes, discos e materiais audiovi-

suais, entre outros. Baseia-se no conceito de que todo o conhecimento pode ser dividido em 10 classes principais, e estas podem ser infinitamente divididas numa hierarquia decimal. Os documentos são classificados de acordo com o assunto a que se referem, e é esse que determina o número que lhes é colocado na lombada e em seguida, são arrumados na estante de acordo com o número de classe atribuído. Exemplo:

•  55 Geologia •  32 Política •  61 Medicina •  9 História •  51 Matemática etc.

Se tomarmos, uma classe principal, por exemplo a classe 6, Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia, poderemos ver como esta se subdivide:

•  61 Ciências médicas. •  62 Engenharia. Tecnologia em geral. •  63 Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia. •  64 Ciência Doméstica. Economia Doméstica. •  65 Organização e administração da indústria, do comércio e dos transportes. •  66 Tecnologia química. Indústrias químicas. •  67 Indústrias e ofícios diversos. •  68 Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados. •  69 Construção civil. Materiais de construção. Prática e processos de construção.

A subclasse 62 Engenharia subdivide-se por sua vez em:

•  620 Engenharia em geral. Testes dos materiais. Energia. •  621 Engenharia mecânica. •  622 Engenharia de minas. •  623 Engenharia naval e militar. •  624 Engenharia civil e estruturas em geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção de túneis e de pon- tes. Superestruturas. •  624 Engenharia civil divide-se em áreas diferentes que podem por sua vez ser divididas novamente em áreas ainda mais especializadas:

•  624.01 Estruturas e elementos estruturais segundo o material e o processo de construção. •  624.011 Estruturas e materiais de origem orgânica. •  624.012 Estruturas de alvenaria. •  624.012.45 Estruturas de betão armado. •  624.1 Infra-estruturas das construções. Fundações. Construção de túneis. •  624.2/.8 Construção de pontes etc. •  E assim infinitamente

Estrutura e Notação

A Classificação Decimal Universal – CDU - apresenta-se em dois volumes:

•  Parte 1 – Tabela Sistemática; •  Parte 2 – Índice Alfabético.

A tabela sistemática, por sua vez, subdivide-se em outras duas tabelas: a tabela principal e as tabelas au-

xiliares. Faz uso de números arábicos que, depois de pesquisados, passam a formar a notação que é o código (valor numérico) que representa os conceitos na classificação e expressa sua ordenação. Observando a CDU, na pontuação de suas notações, esta acrescenta um ponto a cada grupo de três dígitos para facilitar a leitura, não tendo, portanto, valor classificatório.

Tabela principal

A tabela principal é igualmente identificada como notação primária, lembrando que notação é o número

que está na tabela de classificação e que representa o assunto que se busca para classificar corretamente os documentos. A base da CDU é constituída por nove classes específicas e uma classe geral, apresenta-se somen- te com um algarismo arábico e na classe 4 – Lingüística, que foi incorporada na classe 8 – Literatura (em 1963), deixando então, a classe quatro vaga para futuras expansões.

Veja como se distribui o conhecimento no Sistema CDU.

0. Generalidades. Informação. Organização.

•  01 Bibliografias. Catálogos. •  02 Bibliotecas. Biblioteconomia. •  03 Livros de Referência: Enciclopédias, Dicionários. •  04 Ensaios, Panfletos, e Brochuras. •  05 Publicações Periódicas. Periódicos. •  06 Instituições. Academias. Congressos. Sociedades. Organismos Científicos. Exposições. Museus. •  07 Jornais. Jornalismo. Imprensa. •  08 Poligrafias. Poligrafias Coletivas. •  09 Manuscritos. Obras Notáveis e Obras Raras.

1. Filosofia. Psicologia.

•  11 Metafísica. •  133 Metafísica da vida espiritual. Ocultismo. •  14 Sistemas e pontos de vista filosóficos. •  159.1 Psicologia. •  16 Lógica. Teoria do Conhecimento. Metodologia da Lógica. •  17 Filosofia Moral. Ética. Filosofia Prática.

2. Religião. Teologia.

•  21 Teologia Natural. Teologia Racional. Filosofia Religiosa. •  22 A Bíblia. Sagradas Escrituras. •  23 Teologia Dogmática. •  24 Teologia Prática. •  25 Teologia Pastoral. •  26 Igreja Cristã em Geral. •  27 História Geral da Igreja Cristã. •  28 Igrejas Cristãs. Seitas. Denominações (Confissões).

•  29 Religiões não-cristãs.

3. Ciências Sociais. Economia. Direito. Política. Assistência Social. Educação.

•  31 Demografia. Sociologia. Estatística. •  32 Política. •  33 Economia. Ciência Econômica. •  34 Direito. Jurisprudência. •  35 Administração Pública. Governo. Assuntos Militares. •  36 Assistência Social. Previdência Social. Segurança Social. •  37 Educação. •  38 Metrologia. Pesos e Medidas. •  39 Etnologia. Etnografia. Costumes. Modas. Tradições. Folclore.

4. Classe vaga.

5. Matemática e Ciências Naturais.

•  50 Generalidades sobre as Ciências Puras. •  51 Matemática. •  52 Astronomia. Astrofísica. Pesquisa Espacial. Geodésica. •  53 Física. •  54 Química. Mineralogia. •  55 Ciências da Terra. Geologia. Meteorologia. •  56 Paleontologia. •  57 Biologia. Antropologia. •  58 Botânica. •  59 Zoologia.

6. Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.

•  61 Ciências Médicas. •  62 Engenharia. Tecnologia em Geral. •  63 Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia. •  64 Ciência Doméstica. Economia Doméstica. •  65 Organização e Administração da Indústria, do Comércio e dos Transportes. •  66 Indústria Química. Tecnologia Química. •  67 Indústrias e Ofícios Diversos. •  68 Indústrias, Artes e Ofícios de Artigos Acabados. •  69 Engenharia Civil e Estruturas em Geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção de Túneis e de Pon- tes. Superestruturas.

7. Arte. Belas-artes. Recreação. Diversões. Desportos.

•  70 Generalidades. •  71 Planejamento Regional e Urbano. Paisagens, Jardins etc. •  72 Arquitetura. •  73 Artes Plásticas. Escultura. Numismática. •  74 Desenho. Artes Industriais. •  75 Pintura. •  76 Artes Gráficas. •  77 Fotografia e Cinema. •  78 Música. •  79 Entretenimento. Lazer. Jogos. Desportos.

8.

Linguagem. Lingüística. Literatura.

•  80 Lingüística. Filologia. Línguas. •  81 vaga. •  82 Literatura em Língua Inglesa. •  83 Literatura Alemã/Escandinava/Holandesa. •  84 Literatura Francesa. •  85 Literatura Italiana. •  86 Literatura Espanhola/Portuguesa. •  87 Literatura Clássica (Latim e Grego). •  88 Literatura Eslava. •  89 Literatura em outras Línguas.

9. Geografia. Biografia. História.

•  90 Arqueologia; Antiguidades. •  91 Geografia, Exploração da Terra e Viagens. •  929 Biografias. •  93 História. •  94 História Medieval e Moderna em Geral. História da Europa. •  95 História da Ásia. •  96 História da África. •  97 História da América do Norte e Central. •  98 História da América do Sul. •  99 História da Oceania, dos Territórios Árticos e da Antártida.

Uma versão adaptada da tabela CDU encontra-se no anexo.

Tabelas auxiliares

As tabelas auxiliares apresentam-se em duas divisões: os sinais e as subdivisões auxiliares. O uso destas ta- belas permite, além dos números simples, a construção de números compostos e sínteses. Os números simples são qualquer número extraído da tabela principal ou auxiliar e citado isoladamente. Por exemplo: Brasil (81) ou Medicina 61. Os números compostos são os criados por síntese, ou seja, a composição feita com números extraídos de mais de uma parte da tabela (principal ou auxiliar), que juntos formam uma notação de assunto. Por exem- plo: Medicina no Brasil 61(81) ou Mineração e Metalúrgica 622 + 669. Outros assuntos podem ainda ser encontrados nas tabelas auxiliares, como:

•  nomes de países (tabela auxiliar comum de lugar); •  idiomas (tabela auxiliar comum de línguas); •  a forma como o assunto se apresenta, se é um dicionário, uma enciclopédia ou um relatório etc. (ta- bela auxiliar comum de formas); •  raças e nacionalidades (tabela auxiliar comum de raça e nacionalidade), podem também mencionar o tempo de que o assunto trata (tabela auxiliar comum de tempo); •  e ainda tratar do ponto de vista sob o qual o assunto pode ser apresentado (tabela auxiliar comum de ponto de vista).

Enfim, nas tabelas da CDU podemos classificar os assuntos de maneira completa e abrangente, passando para os nossos usuários confiabilidade e segurança através de nossos serviços.

Sinais

Os sinais, apresentados na Tabela – Coordenação e Extensão e Tabela – Relação, Subagrupamento e Or- denação são em número de cinco:

•  coordenação, representado pelo sinal de + (adição); •  extensão, representado pela / (barra oblíqua); •  relação, representado pelo sinal de : (dois pontos); •  subagrupamento, representado pelos [ ] (colchetes) e •  ordenação, representado pelos :: (dois pontos duplos).

Os sinais permitem a composição de números, atingindo um grau maior de especificidade e de recupe- ração de assuntos.

maior de especificidade e de recupe- ração de assuntos. Números de classificação utilizando os sinais de

Números de classificação utilizando os sinais de relação (:), coordenação (+) e extenção consecutiva(/).

Subdivisões auxiliares

As subdivisões auxiliares podem ser categorizadas em:

• 

auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e indicam características repeti- tivas, ou seja, aquelas que são aplicadas em todas as classes principais. São eles: auxiliar comum de língua de forma, de lugar, de raça, de tempo, de ponto de vista, de materiais e de pessoas. Incluem-se, também, o asterisco e as extensões alfabéticas. Essas podem ser utilizadas junto a qualquer assunto das tabelas prin- cipais, portanto, fiquem à vontade para utilizá-las quando necessário.

fiquem à vontade para utilizá-las quando necessário. Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da

Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de línguas.

utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de línguas. Exemplo de classificação utilizando os núme- ros

Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de formas.

utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de formas. Exemplo de classificação utilizando os núme- ros

Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de lugares.

•  auxiliares especiais: indicam características que se repetem somente em determinados lugares da tabela, isto é, aqueles que são aplicáveis a um número limitado da tabela, cuja classe principal à qual está subordinada autorize sua utilização. São eles: auxiliares especiais de ponto zero, hífen e após- trofo. Só podem ser utilizadas junto aos assuntos que o sistema permitir, mas não fique preocupado, todas as vezes que essas tabelas especiais precisarem ser utilizadas haverá uma indicação.

especiais precisarem ser utilizadas haverá uma indicação. Exemplo de classificação com auxiliar especial de -

Exemplo de classificação com auxiliar especial de - (hífen).

Em resumo, a CDU utiliza na composição da sua notação números decimais, sinais, símbolos, letras ou palavras, portanto, é uma notação mista. Na estrutura do sistema aparecem, também, outros símbolos iden- tificados a seguir:

•  remissiva “ver” aparece por extenso nas tabelas; •  seta indica “ver também”; •  subdividir como = indica a divisão paralela, os números que antecedem o símbolo podem ser subdivi- didos de maneira análoga à do número que o segue, o que permitirá uma série exatamente análoga, com os mesmos conceitos e mesmos algarismos.

Índice

É o instrumento criado para facilitar a busca de assuntos nas tabelas principais. Ele aparece como um vo- lume 2 – Índice Alfabético e vem separado dos demais. É mais volumoso que o volume 1 – Tabelas Sistemá- ticas. Os assuntos que os bibliotecários identificam nos materiais são procurados neste índice. Os números identificados são anotados e em seguida, são consultadas as tabelas principais. É necessário ter sempre o cuidado de verificar se o número do assunto encontrado realmente corresponde ao assunto que está indi- cado no material. Nem sempre o assunto encontrado no índice corresponde ao assunto procurado. É preciso ter atenção ao classificar, pois os assuntos podem ser estudados sob diversos pontos de vista. Mas não se preocupem, com o dia-a-dia essas observações ficarão mais claras.

A Prática da organização dos materiais por assunto

Para organizarmos os assuntos referentes aos materiais que temos em nossa biblioteca, é preciso seguir alguns procedimentos que garantirão que organizemos de forma correta. Para que você compreenda quais os passos a seguir, observe atentamente o fluxograma abaixo:

os passos a seguir, observe atentamente o fluxograma abaixo: Portal de Referência do Núcleo de Documentação
Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense: • 
Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense:
•  http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/
•  Consórcio CDU: http://www.udcc.org/
•  Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia: http://www.ibict.br/
•  Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação:
http://www.conexaorio.com/biti/psite3.cgi
Resumo da temática 1
Resumo da temática 1
Resumo da temática 1 Resumo da temática 1 O conteúdo desta Unidade se refere tão somente

O conteúdo desta Unidade se refere tão somente à descrição dos conceitos sobre a Teoria da Classifica- ção e sobre a Estrutura do Sistema de Classificação Decimal Universal, que é justamente o sistema adotado pela Universidade Federal de Goiás e por muitas outras bibliotecas universitárias. Sugerimos que o mesmo sistema seja utilizado de forma simplificada para organização do conhecimento e documentos das Bibliote- cas dos Polos de Ensino a Distância do CIAR/UFG.

Referências

CAMPOS, Liene; MENEZES, Estera Muszkat. Classificação Decimal Universal – CDU: instruções e exercícios. Florianópolis: Editora da UFSC, 1987.

DAHLBERG, I. Fundamentos teórico-conceituais da classificação. R. Bibliotecon. Brasília, v.6, n.1, 1978. p.9-21.

GUINCHAT, C. & MENOU, M. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação. 2.ed. corr. aum., por Marie France Blanquet; trad. de Miriam Vieira da Cunha. Brasília : IBICT, 1994. 54p.

PIEDADE, M. A. Requião. Introdução à Teoria da Classificação. São Paulo: Interciência, 1983.

SILVA, Odilon Pereira da; GANIM, Fátima. Manual da CDU. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994.

SOUZA, Sebastião. CDU: como entender e utilizar a edição-padrão internacional em língua portuguesa. 3. ed. rev. ampli. Brasília: Thesaurus, 2004.

TRISTÃO, Ana Maria Delazari. Sistema de classificação facetada e tesauros: instrumentos para organização do conhecimento. Ciência da Informação, Vol. 33, No 2 (2004).

Temática 2 Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio

Carga horária: 10 horas

Apresentação da temática 2

Bem-vindos(as) à temática 2: “Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio”. Essa parte do trabalho de processamento técnico é conhecida por catalogação, cabendo ao Auxiliar de Biblioteca apoiar o bibliotecário nesta atividade. É nessa parte que avaliaremos com muito cuidado os dados que identificam os materiais, tais como au- tores, títulos, dados de publicação, entre outros. Serão por esses dados que procuraremos os livros para os usuários no momento do atendimento, portanto, se esse trabalho não for feito com bastante atenção e cuidado, dificilmente acharemos o livro solicitado.

Vamos ao trabalho! Objetivos da Unidade 2
Vamos ao trabalho!
Objetivos da Unidade 2
livro solicitado. Vamos ao trabalho! Objetivos da Unidade 2 Nessa unidade, veremos o conteúdo referente à

Nessa unidade, veremos o conteúdo referente à etapa de inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio. Primeiramente, é preciso enten- der os termos utilizados na área, para que vocês não se percam durante nossa caminhada, juntamente com um breve histórico da área de catalogação. Depois de entendermos esses conteúdos, aí sim poderemos passar à parte da inserção e manutenção de registros biblio- gráficos. Para essa tarefa, você utilizará o OpenBiblio. Ao final dessa unidade, você será capaz de entender os termos mais utilizados pelo trabalho de catalogação e conseguir identificar nas obras biblio- gráficas os itens mais importantes para identificar corretamente uma obra, bem como inserir esses dados eficientemente no programa de gestão da biblioteca.

Tema

Conteúdo

1

Catalogação: Origens, principais conceitos, padrão internacional de descrição bibliográfica (ISBD), principais códigos de catagolação utilizados no Brasil

2

Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca

Tema 1 - Catalogação: Origem, principais conceitos, padrão in- ternacional de descrição bibliográfica (ISBD), principais códigos de catalogação utilizados no Brasil

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, os Auxiliares de
De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, os Auxiliares de Biblio-
teca devem atuar no tratamento, recuperação, disseminação da informação, administração do acervo e
na manutenção de bancos de dados.
Fonte: http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=3711-05. Acesso em: 12/12/2008
Foi aqui que tudo começou!
Origem

Historicamente, a primeira menção sobre catálogos apareceu na Bibliote- ca de Assurbanipal, em Assíria, datando entre 668-626 a.C. Atualmente, o Mu- seu Britânico de Londres ainda mantém alguns fragmentos de índices desta biblioteca da Antiguidade, como escritas rudimentares. Outra biblioteca a registrar obras em catálogos foi em Alexandria (260-240 a.C.), onde Calímaco realizou a primeira iniciativa para a organização de um catálogo metódico. Da Antiguidade até Renascença, incluindo a Idade Média, os catálogos eram inventários das coleções a que se referiam, ao que hoje poderíamos entender por “livros de tombo”. Em relação à sua organização, a principal característica física dos catálogos era o formato de códice, ou seja, em formato de livro. No convento St. Martin, em Dover na Inglaterra, foi encontrada uma lista de livros datada de 1389, o que se considera como o primeiro catálogo da forma como o compreendemos hoje, pois listava o conteúdo de cada obra do convento, além de uma breve análise das suas partes. Outra obra considerada de importância histórica é o catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka na Alemanha, nos anos de 1410-12. Já no século XV, com o avanço decorrente dos estudos na área de bibliografias, Johann Tritheim – biblió- grafo e bibliotecário alemão – elabora uma bibliografia em ordem cronológica com índice alfabético de autor. Em meados do século XVI, Konrad Gesner – bibliógrafo e naturalista suíço – cria uma bibliografia em ordem de autor junto com um índice de assuntos. Com as ideias advindas dos ideais iluministas no século XVIII e as tentativas de organizar e sistematizar o conhecimento humano produzido até então, surgem as primeiras En- ciclopédias (a Enciclopédia de Diderot e a Enciclopédia Britannica), que podemos considerar como catálogos de conhecimentos. Ainda no século XVIII, o objetivo pelo qual os catálogos eram confeccionados mudou, a partir de então os catálogos passam a ser desenvolvidos para servir como um instrumento de busca de in- formações, resultado do crescimento de bibliotecas na Europa. Em 1791, foi publicado o primeiro código de catalogação e suas características eram a simplicidade e a brevidade, era curto e prático. No final do século XIX, tem-se o início da Biblioteconomia como conhecida hoje, pelo menos em termos teóricos e não práticos. Nesta época surgem também os primeiros pensadores da área:

•  Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra; •  Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos; •  Carl Dziatzko – Instruções Prussianas - Prússia; •  Charles Ammi Cutter – Rules for a dictionary catalogue – Estados Unidos.

No século XX, os desenvolvimentos mais importantes na área da catalogação vão se referir ao desenvolvi- mento do código de catalogação anglo-americano, conhecido na área pela sigla AACR, que é o código mais utilizado no Brasil. Inicialmente, mesmo com uma série de inconsistências, foi adotado pela maioria dos paí- ses, até aqueles que possuíam seus códigos nacionais. Essa utilização se deu talvez pelo fato de que o AACR foi o código mais fiel aos princípios da Conferência de Paris. Ocorrida em 1961, reuniu a maioria das agências

de catalogação do mundo na época, para discutirem os rumos que o processo de catalogação deveria seguir. Em 1967, foi lançada a primeira edição do AACR, inicialmente publicado em duas versões – norte-americana e inglesa – por questões de divergências em alguns pontos. Em 1969, é lançada no Brasil a 1ª edição do AACR, tornando-se a partir de então o código mais utilizado no país. Outro evento notável realizado naquele ano foi a Reunião Internacional de Especialista em Catalogação – RIEC, em Copenhague, Dinamarca. Como maior contribuição deste evento, além do avanço no sentido da padronização das práticas de catalogação, foi a publicação por Michael Gorman, especialista alemão, do documento International Standard Bibliographic Description – ISBD.

A partir deste momento já temos a Catalogação como conhecemos!
A partir deste momento já
temos a Catalogação como
conhecemos!

Principais códigos de catalogação utilizados no Brasil:

•  Código de Catalogação da Biblioteca Vaticana; •  AACR1 (traduzido e publicado em 1969); •  AACR2 (traduzido e publicado em 1983); •  “catalogação referenciada”;

•  ACR2 revisão (traduzido em 2002 e publicado em 2005).

Sobre as ISBD’s

Em 1971, a IFLA - International Federation of Library Associations - publica os estudos do ISBD(M) (para monografia), a ela seguem outras normas para outros tipos de materiais:

•  Obras raras - ISBD (A) •  Material não livro - ISBD (NBM) •  Publicações seriadas - ISBD(S) •  Material cartográfico (mapas, atlas etc.) - ISBD (CM) •  Geral - ISBD(G)

Com o objetivo de ser instrumento de intercâmbio internacional de informação bibliográfica, a padro- nização proposta tem várias vantagens. Entre outras, a de permitir a interpretação dos dados bibliográficos para além dos limites da barreira linguísticas, determina os elementos necessários à descrição bibliográfica, estabelece a ordem de apresentação dos elementos na descrição de materiais, utiliza sequências de pontu- ação padronizadas, e por fim, apresenta a seguinte ordem geral dos elementos da descrição bibliográfica:

•  Zona do título e da indicação do autor; •  Zona de designação geral de material (DGM); •  Zona da edição; •  Zona do pé de impressão (local de impressão, nome do editor, data de publicação, local de impressão, nome do impressor); •  Zona da colação (número de volumes e/ou número de páginas, indicação da ilustração, formato, ma- terial acompanhante); •  Zona de coleção; •  Zona de notas; •  Zona do ISBN, da encadernação e do preço.

O Anglo-American Cataloguing Rules – 2ª Edição (AACR2), de 1978, tem como base o ISBD(M) para des- crição bibliográfica de monografias. A estrutura de zonas do ISBD foi incorporada pelo AACR2, mas alteran- do-se o nome de zonas para áreas. A estrutura do AACR2 está dividida da seguinte maneira:

•  Parte I: trata da descrição bibliográfica dos diversos tipos e suportes de material em seus 12 capítulos, dividi-se de forma determinada, e se dedica a cada um dos suportes a seguir: livros, folhetos, materiais cartográficos, manuscritos, música, gravações sonoras, filmes, microformas etc.; •  Parte II: trata da escolha e forma dos pontos de acesso, ou seja, das informações que se prestam a servir de informação principal na busca de materiais informacionais (cabeçalhos, títulos uniformes e remissivas).

Conheça agora alguns termos da área de Catalogação! Para entender a linguagem do bibliotecário Áreas
Conheça agora alguns termos da área de Catalogação!
Conheça agora alguns termos
da área de Catalogação!

Para entender a linguagem do bibliotecário

Áreas - Seções da descrição que compreendem dados de uma categoria particular ou de um con- junto de categorias. As áreas são compostas pelos elementos.

Entrada principal (ou ficha principal) - Registro catalográfico completo de um documento, apre- sentado na forma que o permita ser identificado. A entrada (ou ficha) principal pode incluir as pistas dos cabeçalhos sob os quais serão acessadas as ou- tras entradas (ou fichas) no catálogo.

Cabeçalho - Palavra ou frase colocada no alto de uma entrada catalográfica, como ponto de acesso

Entrada secundária (ou ficha secundária) - Re- gistro catalográfico produzido a partir da entrada (ficha principal) para possibilitar o acesso a outros dados desse registro no catálogo.

a

um registro do catálogo.

Catalogação - Processo de descrição (ou represen- tação) das características de um documento, que

Fonte principal de informação - A fonte de dados de um documento que tem prioridade no preparo de uma descrição bibliográfica ou de parte dela.

objetiva permitir sua identificação, busca e seleção pelo usuário. Para tanto, inclui os processos de:

1) descrição bibliográfica do documento; 2) determinação dos pontos de acesso ao docu-

 

mento;

3) elaboração do código de localização do docu- mento.

Catálogo - Conjunto de entradas (fichas) principais

Item - Um documento ou um grupo de documen- tos sob qualquer suporte, editado, distribuído ou tratado como uma entidade intelectual autônoma, constituindo a base de uma única descrição biblio- gráfica.

e

secundárias que representam documentos que

compõem um dado acervo de biblioteca. Em uma biblioteca, o acervo e seu catálogo, são decorrentes de objetivos institucionalmente construídos.

Código de localização do documento - Codifica- ção dada a um documento. Realiza a relação do registro bibliográfico que representa o documento como o mesmo. Objetiva o acesso ao documento depois de localizado no registro bibliográfico de um catálogo. (Em geral, em bibliotecas compostas por acervos grandes e com temas genéricos, utili- za-se o código de localização denominado número de chamada).

Número de chamada - Código de localização do documento em uma biblioteca composto por um número de classificação, uma notação referente à entrada principal (autor ou título; em geral, o pri- meiro) e outras informações, quando existentes (edição, volume, exemplar e outros). Os elementos de conteúdo são tratados na indexa- ção e na elaboração de resumos.

Descrição bibliográfica - Conjunto de dados que descreve (ou representa) os elementos característi- cos de um documento. Compõe-se dos elementos de identificação e de descrição física do documen- to. (Refere-se tanto ao processo quanto ao produ- to).

Página de rosto - Página do início de um documen- to, que traz o título principal e, em geral, embora não necessariamente, a indicação de responsabili- dade e os dados referentes à sua produção.

Documento - a informação registrada em qualquer suporte manipulável e “COLEÇÃO” para o conjunto de documentos produzidos por um princípio co- mum.

Pistas - Cabeçalhos registrados na entrada (ficha) principal, que representam os outros acessos pos- síveis a um mesmo registro do catálogo.

Elementos - Palavras, frases ou grupos de caracte- res que representam uma unidade distinta de infor- mação, e compõem uma área.

Ponto de acesso - Nome, termo, código, etc., sob o qual pode ser procurado e identificado um registro bibliográfico.

Entrada analítica - Entrada para parte de um docu- mento, já registrado sob uma entrada abrangente, considerada uma entidade intelectual autônoma.

 
Conheça também a estrutura e a pontuação do Código que se usa para descrever os
Conheça também a estrutura e a
pontuação do Código que se usa para
descrever os materiais da sua biblioteca.
AACR2 : Estrutura e Uso
Áreas e elementos da descrição

Área do título e informações sobre tipos de autoria:

•  Título principal. •  Títulos equivalentes. •  Outras informações sobre o título. •  Indicação de autoria: autor da obra, tradutor, ilustrador, organizador.

Área da edição:

•  Indicação de edição. •  Indicação de responsabilidade relativa à edição. •  Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta) •  Lugar de publicação, distribuição etc. •  Editora, distribuidor etc. •  Data de publicação, distribuição etc. •  Lugar de impressão. •  Impressor. •  Data da impressão.

Área da descrição física (anterior colação):

•  Extensão da publicação. •  Ilustrações. •  Dimensões. •  Material adicional.

Área da série:

•  Título principal da série. •  Título equivalente. •  Outras informações sobre o título da série. •  Indicação de responsabilidade relativa à série. •  ISSN. •  Numeração da série.

Área das notas:

•  Toda informação que o catalogador julgar importante.

Área do número normalizado e das modalidades de aquisição:

•  ISBN. •  Modalidade de aquisição. •  Qualificação. •  AACR2 - Áreas e pontuação.

Área do título e da indicação de responsabilidade:

•  título principal. •  = título equivalente •  : outro título ou informação sobre o título •  / primeiro dado referente à responsabilidade •  , segundo e terceiro dados de responsabilidade •  ; dados análogos subsequentes

Área da edição:

•  .-- indicação de edição. •  / primeiro dado de responsabilidade da edição. •  , segundo e terceiro dados de responsabilidade. •  ; dados análogos subsequentes.

Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta):

•  .-- primeiro local de publicação. •  ; segundo local de publicação. •  : editora. •  , data de publicação. •  ( ) detalhes de impressão (lugar: nome, data).

Área da descrição física (anterior colação):

•  .-- paginação e/ou número de volumes. •  : dado referente à ilustração. •  ; dimensão. •  + material adicional. •  ( ) detalhes físicos do material adicional.

Área da série:

•  .-- título da série. •  : outras informações sobre o título da série. •  / primeira indicação de responsabilidade de série. •  . título da subsérie. •  , ISSN. •  ; numeração dentro da série ou subsérie. •  ( ) indicação de série.

Área das notas:

•  Sem pontuação específica.

Área do número normalizado e das modalidades de aquisição:

•  ( ) qualificação.

Tema 2 - Manuntenção do catálogo on-line da biblioteca

Tema 2 - Manuntenção do catálogo on-line da biblioteca Pessoal, agora que vocês já conhecem um
Pessoal, agora que vocês já conhecem um pouquinho dos princípios da catalogação, vamos ver como
Pessoal, agora que vocês já conhecem um pouquinho
dos princípios da catalogação, vamos ver como inserir
dados no catálogo on-line do OpenBiblio!

Nessa parte do módulo vamos inserir uma obra bibliográfica como exemplo, utilizando o sof- tware OpenBilio, conforme segue abaixo.

utilizando o sof- tware OpenBilio, conforme segue abaixo. Áreas Fontes de Informação Título e indicações

Áreas

Fontes de Informação

Título e indicações de autorias (autor da obra, ilustrador etc).

Página de rosto.

Edição

Página de rosto, outras prelimi- nares e colofão*

Publicação, distribuição, etc.

Página de rosto, outras prelimi- nares e colofão*

Descrição física

Toda publicação

Série

Toda publicação

Notas

Toda publicação

Números normalizados

Qualquer fonte

A Obra a ser inserida é esta acima. Conforme vocês poderão observar, alguns dados já existem na capa como título da obra, autores, editores, porém outros dados deverão ser procurados em outras partes da obra. Observe o quadro acima, ele apre- senta os locais que devem ser observados e os dados que serão importantes para a atividade que iremos realizar.

1º Passo: Abra o OpenBiblio. A primeira tela a aparecer deverá ser esta abaixo, em seguida clique em Cata- logando, como na figura.

aparecer deverá ser esta abaixo, em seguida clique em “ Cata- logando ” , como na

2º Passo: você irá visualizar a tela abaixo; em seguida selecione “Nova Bibliografia”.

tela abaixo; em seguida selecione “ Nova Bibliografia ”. 3º Passo: A página de cadastro aparecerá,

3º Passo: A página de cadastro aparecerá, nela preencha os dados do livro, começando por escolher o tipo de material, nesse caso “Livro”.

por escolher o tipo de material, nesse caso “ Livro ”. 4º Passo: Na primeira parte

4º Passo: Na primeira parte do cadastro preencha os campos solicitados, conforme a figura abaixo:

•  Gênero: dentro das várias opções, marque “Livros novos”; •  Número de Chamada: Essa é a informação que permitirá a localização do livro na estante. Coloque as 3 primeiras letras do sobrenome do primeiro autor em maiúsculas e as 3 primeiras letras do título do livro em minúsculas, assim: SIL/aux; •  Mostrar no OPAC: Marque essa opção para que os dados do livro apareçam nas buscas que os usuários farão; •  Título: Coloque o título em destaque do livro, nesse caso, “Auxiliar de Biblioteca”; •  Restante do Título/Subtítulo: Nesse campo, coloque o restante ou subtítulo do livro em letras minús- culas, “técnicas e práticas para a formação profissional”; •  Indicação de responsabilidade, tradutor etc.: Aqui coloque o nome do segundo autor, iniciando pelo seu sobrenome e separados por vírgula: “Araújo, Iza Antunes”; •  Autor principal: É o primeiro autor mencionado. Coloque da mesma forma que o segundo autor, nesse caso: “Silva, Divina Aparecida da”; •  Descritor de termos (palavras – chave): Nesse campo serão colocadas as palavras que representarão o conteúdo dos materiais, coloque uma palavra-chave em cada campo, lembrando que serão no má- ximo 5, aqui poderá ser “Auxiliar de biblioteca”; •  Descritor de termos (palavras – chave) 2: Outra palavra-chave do nosso exemplo era “Formação pro- fissional”;

Continuando o 4º Passo: Na parte de baixo da tela os dados continuam: •  Edição:

Continuando o 4º Passo: Na parte de baixo da tela os dados continuam:

•  Edição: O exemplar que estamos catalogando pertence à “5. ed.” •  International Standard Book Number (ISBN): É o número normalizado internacional que identifica o livro, pode ser encontrado na contracapa junto ao código de barras, não confundir com este. Para esse livro o número do ISBN é: 8570623518. Sem utilização de hífens. •  Número de Classificação: É o número retirado da Classificação Decimal Universal, no caso é 025, reti- rado da tabela CDU.

Lembrando o Sistema de Classificação Decimal Universal:

0 Generalidades. Informação. Organização. •  01 Bibliografias. Catálogos. •  02 Bibliotecas. Biblioteconomia.

•  Local de Publicação, Distribuição etc.: Se refere ao local de publicação, neste caso “Brasília”; •  Nome da Editora, Distribuidor etc.: O nome da editora é“Thesaurus”; •  Data de Publicação, Distribuição etc.: Entra sempre como ano de publicação do documento o ano em que foi publicado, no caso do exemplo, 2003. •  Descrição Física (número de páginas): O número de páginas, corresponde ao número que constar da última página, neste caso “151 p.”;

Após colocar todos esses dados no formulário de cadastro, clique em Enviar, para efetivar o cadastro da obra.

esses dados no formulário de cadastro, clique em Enviar , para efetivar o cadastro da obra.

5º Passo: A tela abaixo deverá aparecer com a seguinte mensagem em destaque:

abaixo deverá aparecer com a seguinte mensagem em destaque: 6º Passo: Seguindo as informações da tela

6º Passo: Seguindo as informações da tela anterior, a próxima tela deverá ser esta. Deixe a opção “Gerar au- tomaticamente”marcada para o programa criar um código de barras para a obra que estamos catalogando, em seguida clique em “Enviar”;

estamos catalogando, em seguida clique em “ Enviar ”; 7º Passo: Para emitir etiqueta, observe o

7º Passo: Para emitir etiqueta, observe o número criado pelo sistema, nesse caso 000061, em seguida clique em “Relatórios”, como mostrado na figura abaixo:

caso 000061 , em seguida clique em “ Relatórios ”, como mostrado na figura abaixo: 5

8º Passo: Nesta tela, clique em “Busca de Exemplar”;

8º Passo: Nesta tela, clique em “ Busca de Exemplar ”; 9º Passo: No campo “

9º Passo: No campo “Código de Barras começa com”, insira o número do código de barras, quanto ao cam- po “Ordenar por”, escolha a opção de sua preferência, em seguida clique em “Enviar”;

de sua preferência, em seguida clique em “ Enviar ”; 10º Passo: A tela seguinte deverá

10º Passo: A tela seguinte deverá conter os dados, com os dados do material que iremos imprimir a etiqueta de lombada. Nesta tela escolha a opção “Etiquetas”, à esquerda da página, conforme abaixo;

Nesta tela escolha a opção “ Etiquetas ”, à esquerda da página, conforme abaixo; EAD -

11º Passo: Aqui clique apenas em “Submit”;

11º Passo: Aqui clique apenas em “ Submit ”; 12º Passo: O programa irá gerar automaticamente

12º Passo: O programa irá gerar automaticamente uma etiqueta com as informações necessárias à identi- ficação da obra no acervo, conforme a página abaixo. Confira os dados que serão impressos. A seguir basta clicar em “Imprimir” na opção “Arquivo” e pronto.

em “ Imprimir ” na opção “ Arquivo ” e pronto. Resumo da Unidade 2 Nesta

Resumo da Unidade 2

Nesta Unidade foram apresentados os conceitos principais da prática da catalogação e a estrutura da descrição física de documentos. Também foi apresentado a catalogação passo a passo de uma obra biblio- gráfica usando o programa OpenBilio.

Portal de Referência da Universidade Federal Fluminense: < http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia> Acesso
Portal de Referência da Universidade Federal Fluminense:
< http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia> Acesso em:12/12/08
Fundação Biblioteca Nacional: < http://www.bn.br > Acesso em:12/12/08

Referências

BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de janeiro: BNG; Brasilart, 1978.

CINTRA, A.M.; KOBASHI, N.Y.; LARA, M.L.G. de & TÁLAMO, M.F.G. (2002). Para entender as Linguagens Docu- mentárias. 2a. ed. rev. e ampl. São Paulo: POLIS.

CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. Trad. e adaptação do texto norte-americano editado pela ALA por Abner Lellis Corrêa Vicentini com a colab. de Pe. Astério Tavares Campos. Brasília: Ed. Dos Tradutores, 1960.

528p.

CRUZ, Anamaria da Costa. Representação descritiva de documentos: estudos de iniciação. Rio de Janeiro: FE- BAB, 1994. p. 15-97

MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1995. 1123p.

PRADO, Heloisa de A. Organização e administração de bibliotecas. 2 ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Cien- tíficos, 1981.

Temática 3

Preparo Mecânico de Materiais

Carga horária: 6 horas

Prontos(as) para mais uma unidade?
Prontos(as) para mais uma unidade?

Apresentação da Unidade 3

Bem-vindos(as)!

Aqui serão apresentadas orientações referentes ao preparo mecânico de materiais. Os conteúdos que compõem o campo abrangido por essa modalidade estão compreendidos dentro do módulo de processamento técnico. Não se apresenta como uma disciplina em sen- tido amplo, mas como uma atividade posterior à classificação de assuntos e à descrição física de documentos. Seus desdobramentos como atividades inerentes ao processamento técnico se constituem em:

inerentes ao processamento técnico se constituem em: •  Carimbar o material nos devidos lugares e com

•  Carimbar o material nos devidos lugares e com os tipos de carimbos adequados; •  Colar o bolso no livro, onde constarão os dados de empréstimo; •  Etiquetar o material com etiquetas contendo os dados de localização do livro; •  Registro do livro na biblioteca; •  Compor a notação de autor para individualização da obra no acervo e distribuição e organização dos livros nas estantes.

Objetivos da Unidade 3

O objetivo desta unidade é possibilitar a compreensão do conjunto de atividades que compõem o prepa- ro mecânico de materiais, capacitando-o a desempenhá-las com qualidade, aliando eficácia na realização do trabalho com eficiência na utilização dos recursos. Possibilitará, ainda, a compreensão da importância que essa atividade impõe ao processo de busca e recuperação da informação. Aqui, serão abordadas as técnicas de: carimbagem do material; colagem de bolso; etiquetagem do material; noções de registro; composição de notação de autor e por fim, a organização dos livros nas estantes.

Roteiro Unidade Temática 3

Tema

Conteúdo

1

Conhecendo as partes do livro

2

Carimbagem de materiais informacionais

3

Colagem de bolso

4

Etiquetagem de material

5

Noções de registro

6

Composição de notação do autor

7

Organização dos livros na estante

Tema 1 - Conhecendo as partes do livro

O preparo mecânico de materiais informacionais é um processo cuja finalidade é identificá-los como pro-

priedade da instituição, e prepará-lo para que seja devidamente localizado e recuperado. É de fundamental importância que o responsável por essa atividade conheça todas as partes do livro para que não haja erro no momento da efetivação de cada etapa que compõe o processo. A figura a seguir o ajudará nesta tarefa.

Partes do livro

g c g Ab a g d d r
g
c
g
Ab a
g
d
d
r
nesta tarefa. Partes do livro g c g Ab a g d d r Ab a

Ab a

nesta tarefa. Partes do livro g c g Ab a g d d r Ab a

Fonte: http://www.reler.com.br/Estado_Livros_Virtuais.htm

Após conhecer os elementos constitutivos do livro, passemos para a descrição das etapas que compõem o processo de preparo mecânico.

Tema 2 - Carimbagem de materiais informacionais

A carimbagem de um material informacional tem por finalidade firmar propriedade. Geralmente, usa-se

um carimbo no verso da folha de rosto. Na parte inferior ou no local onde não há informações registradas, contendo, por exemplo, a logomarca e/ou nome da instituição, o número e a data do registro, o valor do material, o tipo de aquisição (compra, doação ou permuta) e a data da carimbagem.

Exemplo:

doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página
doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página
doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página
doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página
doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página
doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página

É conveniente carimbar também uma página pré-estabelecida pela biblioteca, a página segredo, isso é

importante para que os livros tenham uma marcação específica. É o mesmo que fazemos quando compramos um livro, nós colocamos nosso nome.

Exemplo:

Uma biblioteca pode estabelecer a carimbagem segredo na página 32. Nas publicações com menos de 32 páginas pode-se carimbar a página 12.

É recomendável, também, carimbar as áreas externas do livro, ou seja, o corte e bordas (superior e inferior).

O ideal é o uso de um carimbo pequeno (estreito) que contenha apenas o nome da instituição.

(estreito) que contenha apenas o nome da instituição. Borda superior Borda lateral Borda inferior Tema 3
(estreito) que contenha apenas o nome da instituição. Borda superior Borda lateral Borda inferior Tema 3

Borda superior

que contenha apenas o nome da instituição. Borda superior Borda lateral Borda inferior Tema 3 -

Borda lateral

Borda inferior

Tema 3 - Colagem de bolso

Locais a ser carimbados

Para facilitar o controle de entrega de materiais emprestados, é interessante o preparo de um bolso para proteger e guardar o cartão e/ou ficha que contém o registro das datas de devolução. Antigamente, usava- se o procedimento manual para empréstimo, isto é, utilizava-se um cartão com o nome do livro e o número de registro que se localizava no bolso, contendo um espaço para registrar o nome do usuário e as datas de empréstimo e devolução. O cartão ficava retido a partir da data do empréstimo na biblioteca juntamente

com a ficha de inscrição do usuário. Após a devolução, o cartão retornava ao bolso do livro. Atualmente, com

a informatização de serviços de biblioteca, dispõe-se nos livros apenas a ficha ou comprovante de emprés-

timo contendo informações sobre as datas de devolução para lembrar ao usuário a data do retorno do livro

à biblioteca. Lembramos que o empréstimo dos materiais é feito atraves do software utilizado pela biblioteca. Caso sua biblioteca ainda não esteja informatizada, recomenda-se o uso do cartão para empréstimo manual. O bolso deve ser colado na parte interna do livro, sempre na mesma posição, pois vale lembrar que deve haver sempre uniformidade quanto às medidas adotadas pela biblioteca. Aconselha-se a fixação na última página do livro. Caso a mesma tenha informações registradas, pode-se fixá-lo no verso da capa. Dentro do bolso coloca-se o cartão (no caso de empréstimo manual) e a ficha para registro de datas.

Exemplos:

Modelo de bolso para alocação de fichas de datas de devolução.

registro de datas. Exemplos: Modelo de bolso para alocação de fichas de datas de devolução. EAD

Modelos da ficha de data de devolução e cartão de empréstimo.

da ficha de data de devolução e cartão de empréstimo. Tema 4 - Etiquetagem do material
da ficha de data de devolução e cartão de empréstimo. Tema 4 - Etiquetagem do material

Tema 4 - Etiquetagem do material

A etiquetagem é o procedimento de identificação do material com o número de chamada a fim de facili- tar a recuperação do material nas estantes. Digita-se o número de chamada na etiqueta, a qual se prega na lombada do livro, protegendo-a com fita adesiva transparente. A identificação pode conter, além do número de chamada (classificação e notação de autor), o número da edição, do exemplar e volume (quando for o caso) para melhor individualização. Vale lembrar que a colagem da etiqueta deve seguir um padrão. Muitas bibliotecas fixam as etiquetas com uma distância de alguns centímetros do final da lombada do livro. Por exemplo: 2cm, 3cm, 4cm etc. As bibliotecas informatizadas têm a possibilidade de imprimirem etiquetas contendo códigos de barras para leitura do material em software, seja para empréstimo, seja para inventário, ou outra atividade correlata. Essa etiqueta pode vir junto à etiqueta de lombada, ou individualizada na página de rosto e/ou outra página pré-estabelecida. Muitas bibliotecas utilizam os dois modelos, isto é, optam por colarem o código de barras tanto na lombada quanto no interior do livro. Esse procedimento é recomendado, pois, caso um código de barras falhe tem-se outra opção. Existe no mercado uma variedade de etiquetas. Aconselha-se a escolha de um material de boa qualidade para melhor conservação. Dentro dessa variedade, existem as diversas numerações correspondentes ao ta- manho. Cada biblioteca se encarrega em escolher o tamanho e o modelo da etiqueta. Exemplos:

em escolher o tamanho e o modelo da etiqueta. Exemplos: Modelo de material com etiquetas de

Modelo de material com etiquetas de lombada

Exemplos: Modelo de material com etiquetas de lombada Modelo de Colagem da etiqueta de lombada com

Modelo de Colagem da etiqueta de lombada com código de barras

de Colagem da etiqueta de lombada com código de barras Modelo de Colagem da etiqueta de

Modelo de Colagem da etiqueta de código de barras na pá- gina de rosto

Tema 5 - Noções de registro

Todo material adquirido pela biblioteca, seja por compra, doação ou permuta, deve ser registrado para possibilitar o controle do acervo. Trata-se do registro de um número a cada exemplar, conhecido como nú- mero de registro, ou número de tombo. Conforme já mencionado anteriormente, esse número é colocado no livro, no campo reservado do carimbo, no local estabelecido pela biblioteca, utilizado no verso da página de rosto. Vale observar que o número aplicado a cada exemplar é estabelecido por meio de uma sequência de en- tradas, uma ordem numérica crescente. A composição desta sequência pode ser pré-estabelecida em uma folha com números de tombos, fazendo um destaque sempre no último número utilizado para não perder a sequência. Pode-se também adotar fichas de tombos, contendo as seguintes informações:

•  Número do registro; •  Data da realização do registro; •  Autor; •  Título; •  Local; •  Ano da publicação; •  Edição; •  Assunto(s); •  Número de classificação; •  Coleção; •  Forma de aquisição (compra, doação ou permuta); •  Outras informações.

Após o preenchimento, os dados devem ser inseridos em catálogo informatizado e as fichas devem ser arquivadas.

É importante ressaltar que além de livros outros documentos também são registrados, tais como: folhetos,

periódicos, vídeos, CDs etc. Para tanto, basta fazer uma adaptação para cada tipo de material. Os procedimentos

são sempre os mesmos, o que muda é o formato do documento. Pode-se também, além das fichas de tombos, fazer um registro de entrada num livro – o livro de tombo. Muitas bibliotecas optam em inserir os dados diretamente nos campos de descrição física oferecidos pelo sof- tware de automação adotado por elas. Mas, vale considerar que a conservação dos dados de registro manual oferece segurança quanto à preservação de dados, caso estes sejam corrompidos. Ou seja, se houver falha no sistema informatizado, pode-se recorrer às fichas e/ou ao livro de tombo para recomeçar o processo. O pro- grama que será utilizado para gerenciar a biblioteca, o OpenBiblio, nos dá a opção de gerar um relatório de tombos inseridos, o que poderá ser impresso e encadernado, gerando assim um livro de tombo a partir dos livros inseridos no sistema. As principais vantagens do registro de entrada são:

•  Identificar cada exemplar dos documentos contidos na biblioteca; •  Tombar como bem patrimonial da instituição; •  Informar de maneira sucinta o número de aquisições que compõem o acervo; •  Fornecer informações sobre baixas (materiais retirados do acervo): motivos; •  Informar o valor financeiro, ou formas de aquisição para fins de relatório estatístico; •  Oferecer atualidade e coerência; •  Oferecer segurança ao patrimônio.

Tema 6 - Composição de notação do autor

A notação de autor refere-se à composição de uma lógica alfabética ou alfanumérica dos dados do autor

e do título. Serve para individualizar os autores numa mesma classificação. Trata-se de um componente mui- to importante, assim como o número de classificação, na organização dos materiais nas estantes. O número de Cutter, ou notação de Cutter, é um sistema muito utilizado em bibliotecas. É um número composto por três dígitos retirados da Tabela de Cutter, criada por Charles Cutter. Consiste em colocar a primeira letra em maiúsculo do sobrenome do autor, seguido do número de Cutter e a primeira letra da primeira palavra do título em minúsculo.

Exemplo: Livro – Cidadania no Brasil: o longo caminho Autor – José Murillo de Carvalho Notação – C324c

A tabela de Cutter pode ser adquirida na versão impressa ou em programa de computador. Através da

internet poderá ser encontrada facilmente no seguinte endereço eletrônico: http://www.davignon.qc.ca/ cutter1.html, ou ainda pode ser instalado no computador da biblioteca, gratuitamente, um programa cha- mado OCLC Dewey Cutter Program, que gera automaticamente o número de autor de acordo com a Tabela de Cutter e pode ser encontrado em: http://www.oclc.org/dewey/support/program/. Muitas bibliotecas brasileiras utilizam o sistema de três letras. Usam-se as três primeiras letras do último sobrenome do autor em maiúsculo e as três primeiras letras do título em minúsculo, desconsiderando arti- gos. É desta maneira que as bibliotecas dos polos de ensino a distância deverão utilizar, pois devem seguir o modelo que o Sistema de Bibliotecas da UFG utiliza.

Exemplo: Livro – As razões do Iluminismo Autor – Sérgio Paulo Rouanet Notação – ROU/raz

Tema 7 - Organização dos livros nas estantes

A organização de livros nas estantes é uma atividade muito importante, pois ordena os materiais para pos-

terior busca e localização. Em bibliotecas cujo acesso às estantes é livre, o sistema utilizado é a arrumação

relativa por assunto. Os livros são reunidos conforme o assunto tratado. Os assuntos são representados pelo código de chamada, que se compõe de um conjunto formado por letras e números. No momento da arrumação, primeiramente leva-se em consideração o número de classificação, consi- derando, em seguida, a notação do autor, ou seja, a ordem alfabética do sobrenome do autor e do título da obra. (Cutter ou sistema de notação de três letras).

O acervo da maioria das bibliotecas encontra-se dividido em: acervo geral, acervo de referência, acervo de

periódicos, materiais especiais (vídeos, CDs, DVDs, etc.). Portanto, o auxiliar precisa se atentar no momento da

ordenação para arquivar os documentos no local adequado. As estantes devem estar assinaladas com as categorias do conhecimento, segundo o sistema de classi- ficação decimal universal (CDU).

Dicas para a organização do acervo
Dicas para a organização do acervo
•  Separar o material segundo a sua natureza (periódico, livro, muitimí- dia) •  Após essa
•  Separar o material segundo a sua natureza (periódico, livro, muitimí-
dia)
•  Após essa separação, organize cada conjunto segundo a classe a que
pertence;
•  Dentro da classe, separar pela ordem alfabética (Cutter ou sistema de
três letras);
•  Observar os exemplares, edição e volume colocando-os na sequência.
•  A organização na estante vai do assunto mais geral para o assunto mais
específico.
•  Os documentos são colocados na estante de cima para baixo e da es-
querda para a direita, de acordo com o número de chamada.
•  Ao atingirem a última prateleira inferior, os documentos continuam na
estante logo à direita.
•  Não ocupe totalmente as prateleiras das estantes. Reserve 20% de es-
paço para a entrada de novas aquisições.
•  Os documentos devem ser colocados na borda das prateleiras, em posi-
ção vertical com auxílio de bibliocantos.

BIBLIOCANTO - suporte para separar e manter em posição vertical livros, discos, fichas e outros documentos.

Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense:
Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense:
http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/

Referências

PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. Rio de Janeiro: Livros técnicos cien- tíficos, 1979.

SILVA, Divina Aparecida da; ARAÚJO, Iza Antunes. Auxiliar de Bibliotecas: técnicas e práticas para a formação profissional. 5. ed. Brasília: Thesaurus, 2003.

Módulo 3 Fontes de Informação

Carga horária: 15 horas

Currículo resumido das autoras

Carga horária: 15 horas Currículo resumido das autoras Thalita Franco dos Santos Mestranda em Ciência da
Carga horária: 15 horas Currículo resumido das autoras Thalita Franco dos Santos Mestranda em Ciência da

Thalita Franco dos Santos Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. Graduada em Bi- blioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é professora substi- tuta da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Foi responsável pela Seção de Desenvolvimento de Coleções do Ministério da Saúde, coordenadora do Centro de Estudos e Informação (CEI) do Grupo Transas do Corpo e da Livraria do SUTRI – restaurante, café e livraria.

E-mail: thalitafdsantos@gmail.com Telefone: (62) 3521-1333

Suely Henrique de Aquino Gomes Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University - Inglaterra. É professora do curso de Biblioteconomia e do mestrado em Comunicação, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia. Atualmente, ocupa o cargo de coordenadora do curso de Biblioteconomia.

E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com Telefone: (62) 3521-1348

Apresentação do Módulo 3

Apresentação do Módulo 3 Bem vindo(a) ao módulo 3 “Fontes de Informação”! Este módulo será realizado
Bem vindo(a) ao módulo 3 “Fontes de Informação”!
Bem vindo(a) ao módulo 3 “Fontes de
Informação”!

Este módulo será realizado na modalidade de Educação a Distância (EAD), por meio de diferentes recursos. Nessa modalidade, é você que organiza seu tempo de estudo e a ela- boração das atividades previstas. No final do curso de auxiliares de bibliotecas, realizaremos um encontro presencial destinado ao último tema do módulo e, principalmente, para sanar as dúvidas que ficaram em relação aos conteúdos apresentados. Entretanto, para evitar que isto aconteça, você terá à sua disposição o contato direto com a tutora, uso de ferramentas como chats, fóruns de discussão e realização de atividades teórico-práticas para fixação da aprendizagem. Esperamos que este módulo ajude na tarefa de sanar as necessidades de informação dos usuários dos polos de Educação a Distância da UFG, assim como suas próprias necessidades informacio- nais. Ressaltamos que esta será uma experiência de aprendizado mútuo e de trocas. Então, vamos lá e bons estudos!

Objetivos do Módulo 3

Com este curso de EAD, objetivamos desenvolver a reflexão crítica das necessidades, da busca, acesso, avaliação e o uso de fontes de informação no contexto dos polos de ensino a distância da UFG. Os objetivos específicos estabelecidos para esse módulo são:

•  Conhecer a tipologia de fontes de informação existentes; •  Habilitar o auxiliar de biblioteca a identificar e utilizar fontes de informação; •  Caracterizar e avaliar fontes de informação; •  Capacitar o auxiliar de biblioteca para a pesquisa de informação em fontes gerais de informação.

Serão abordados temas relacionados à caracterização de fontes de informação como: conceitos, objeti- vos e funções. Classificação e tipologia de fontes de informação: impressas, eletrônicas e multimeios. Noções relacionadas à natureza dos suportes informacionais, prática da pesquisa e recuperação da informação, as- sim como estratégias de busca. Por fim, veremos os critérios utilizados para avaliação de fontes de informa- ção impressas e eletrônicas.

Roteiro do Módulo 3

Tema

 

Conteúdo

1

Introdução às Fontes de Informação

2

A

Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação

3

Fontes de Informação Gerais

4

A

Avaliação de Fontes de Informação

Tema1 - Introdução às Fontes de Informação

Vivemos em uma sociedade “da informação”. Uma das características desta sociedade é a produção intensiva do conhecimento e sua rápida divulgação através dos meios mais variados, gerando um “caos docu- mentário”. Cláudio Starec (2007), consultor de comunicação organizacional e jornalista, indaga:

Como podemos recuperar as melhores informações, se a cada ano a humanidade produz 17 exabytes de informa- ção original? Só para termos uma ideia do que isso sig- nifica, um exabyte é o equivalente a todo o conteúdo da Biblioteca do Congresso Norte Americano, considerado o mais completo do mundo. A sensação é que estamos, literalmente, afogados num oceano de informação, num caos documentário sem precedente na história, que origi- nou uma explosão de informação, mas que nos leva para longe de atingir uma revolução do conhecimento.

É inviável a uma unidade de informação adquirir toda a produção informacional que possa ser de interesse de seus usuários. Sendo as- sim, todos os esforços são direcionados no sentido de garantir acesso ao maior número possível de fontes de informação. Mas há de se ressaltar que a “explosão bibliográfica” torna bastante complexa a tarefa de loca- lizar a informação de que se necessita, conforme já pontuado por Starec

(2007).

Explosão Bibliográfica acesse: www.sibi.ufrj.br/trab_mariza_ago2001.doc Para transitar no universo informacional, é
Explosão Bibliográfica acesse:
www.sibi.ufrj.br/trab_mariza_ago2001.doc
Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol-
Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol-
ver determinadas competências informacionais. Segundo Miranda
ver determinadas competências informacionais. Segundo Miranda

(2004, p. 112), “o desenvolvimento de competências informacionais pode tornar mais efetivo o trabalho de qualquer profissional, no to- cante às tarefas ligadas à informação, principalmente em atividades intensivas de informação”. Segundo a autora, a competência informacional pode “estar ligada à habilidade de mediação que o profissional que trabalha com a informa- ção deve ter para realizar o encontro entre a informação e seu usuário” (Miranda, 2004), o que envolveria o conhecimento do ciclo informacio-

nal do contexto informacional e das tecnologias de informação. Nesse módulo são apresentadas ferramentas necessárias para atuar nessa mediação. Priorizaremos as seguintes fontes eletrônicas de informação: catá- logos de bibliotecas (UFG e dos polos de ensino a distância); Scielo; bibliotecas virtuais; bibliotecas digitais de teses e dissertações e o Google.

Mãos à obra!

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: capacidade em

lidar com as tecnologias da informação, com o ciclo informacional e com os con- textos informacionais.

FOnTe: miranDa (2004)

CICLO INFORMACIONAL: determinação de ne- cessidades de informação, coleta, proces- samento, distribuição e uso da informação. Conhecer o ciclo informacional implica no conhecimento das diversas fontes estrutu- radas para facilitar a distribuição e o uso da informação.

CONTEXTO INFORMACIONAL: contexto em que

se dá o ciclo Informacional: quem é o usu- ário, quais são os recursos à disposição, qual a questão colocada?

TECNOLOGIA

combinação

de computadores, telecomunicação e sistemas de software que ajudam a orga- nização, transmissão, armazenamento e utilização de dados, informações ou co- nhecimentos.

DA

INFORMAÇÃO:

FOnTe: miranDa (2004)

As Fontes de Informação

Você sabe o que é uma fonte de informação? Você já utilizou alguma? Com certeza!
Você sabe o que é uma fonte de informação?
Você já utilizou alguma?
Com certeza!

Podemos considerar fontes de informação todos aqueles instrumentos e recur- sos que servem para orientar a busca por (ou satisfazer uma necessidade de) in- formações que irão atender às demandas informacionais, sejam pessoais ou dos usuários da biblioteca. Geralmente, as fontes de informação são utilizadas diretamente por um profissio- nal da informação, intermediário entre a informação e o usuário (RAMIREZ, [199-]). No entanto, extrapolando o estudo de Miranda (2004, p. 121), acreditamos que o con- junto de conhecimentos e habilidades no manuseio desses recursos informacionais “não precisa estar ligado somente ao profissional da informação ou a um só tipo de trabalho[ensino, pesquisa e extensão]”, principalmente em uma sociedade caracteri- zada como da informação ou do conhecimento. Para o manuseio dos recursos informacionais, voltados para satisfazer as demandas por informação, é fundamental, primeiro, que se conheçam as diferentes tipologias e classificações de fontes de informação. Em um segundo momento, saber como se estrutura uma estratégia de busca. Finalmente, saber o funcionamento, conteúdo e organização das diferentes fontes.

Classificação e Tipologia de Fontes de Informação

As fontes podem ser classificadas segundo o suporte em que a informação foi registrada; o conte- údo e; a cobertura das áreas do conhecimento. Assim, segundo o suporte em que a informação foi registrada, as fontes podem ser classificadas em:

•  Fontes de informação impressas: são aquelas disponibilizadas em formato impresso, utilizando o pa- pel como suporte. Exemplos: livros, dicionários, periódicos, jornais semanais, boletins, relatórios, manu- ais e vários outros. •  Fonte de informação em formato multimeios: são aquelas disponibilizadas em formato multimeios, ou seja, em formatos especiais considerados não convencionais. Como exemplo, podemos citar: car- tazes, folders, fitas de vídeo, fotografias, bases de dados em CD-ROM e outros. •  Fontes de informação eletrônicas: são aquelas que se utilizam de equipamentos eletrônicos. É impor- tante destacar que o formato eletrônico é aquele que possui características que não são compartilhadas com o formato em papel. Possuem mecanismos de busca mais avançados e desenvolvidos, e o acesso pode ser remoto, via internet e de qualquer lugar. Os periódicos, e-books, sites e todas as fontes disponi- bilizadas via internet, são consideradas fontes de informação eletrônicas.

Tendo como base o seu conteúdo e estrutura, as fontes podem ser categorizadas em fontes primárias, secundárias e terciárias. É importante ressaltar que essa classificação é utilizada tanto para as fontes de in- formação impressas, como para as eletrônicas ou em formato multimeios. Mueller (2000) estabelece as seguintes características para cada uma dessas classificações:

Fontes de Informação Primárias:

•  São aquelas que contêm informações originais ou, pelo menos, novas interpretações de fatos ou ideias já conhecidos; •  São geralmente produzidos com interferência direta do autor da pesquisa; •  São dispersas e desorganizadas do ponto de vista de produção, divulgação e controle. São exemplos de fontes de informação primárias:

•  Periódicos (jornais e revistas, científicas ou não). •  Relatórios técnicos.

•  Teses e Dissertações. •  Patentes. •  Nomes. •  Marcas comerciais. •  Traduções. •  Legislação. •  Normas Técnicas.

Fontes de Informação Secundárias:

•  Têm a função de facilitar o uso do conhecimento disperso nas fontes primárias; •  apresentam informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de sua finalidade. São exemplos de fontes de informação secundárias:

•  Bases de Dados e Bancos de Dados. •  Bibliografias e Índices. •  Biografias. •  Dicionários. •  Enciclopédias. •  Livros. •  Manuais. •  Internet. •  Catálogos de Bibliotecas. •  Filmes e Vídeos. •  Siglas e Abreviaturas.

Fontes de Informação Terciárias:

•  Têm a função de guiar o usuário para as fontes primárias e secundárias; •  São documentos que apresentam uma síntese ou uma consolidação das informações. São exemplos de fontes de informação terciárias:

•  Bibliotecas e Centros de Informação. •  Diretórios. •  Revisões de Literatura. •  Guias.

Quanto a cobertura aos conteúdos informacionais, temos as fontes de informação gerais e as fontes de informação especializadas. As fontes gerais de informação abrangem várias áreas do conhecimento. Como exemplo, podemos citar as bibliotecas digitais de teses e dissertações, o SCIELO, bases de dados, bibliotecas, sites e portais, desde que disponibilizem informações de temáticas variadas. Já as fontes de informação especializadas são aquelas cujos conteúdos abrangem uma área específica do conhecimento. Neste caso, podemos citar a Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Ciência e Tecnologia, a Associação Brasileira de Normas Técni- cas (ABNT), entre outras. Neste curso de capacitação, daremos ênfase às fontes de informação gerais por se- rem mais abrangentes.

fontes de informação gerais por se- rem mais abrangentes. Fique atento ao ambiente de aprendizagem do
Fique atento ao ambiente de aprendizagem do curso! Acesse todos os dias para ver as
Fique atento ao ambiente de aprendizagem
do curso! Acesse todos os dias para ver as
novidades e participar das atividades. Até lá!

Tema 2 - A Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação

Até o advento dos computadores, as buscas por informação bibliográfica (livros, artigos, teses, disserta- ções, etc) eram feitas utilizando fontes impressas (secundárias ou terciárias; gerais ou especializadas). Era um trabalho bem moroso.

O desenvolvimento de sistemas automatizados de recuperação de informação facilitou sobremaneira a

tarefa e aumentou a qualidade das pesquisas bibliográficas ao possibilitar a elaboração de estratégias de buscas mais complexas em um período menor de tempo. Segundo Lopes (2002, p 67), os sistemas automatizados demandam experiência com as fontes eletrôni- cas de informação, que devem ser combinadas com um bom conhecimento das linguagens e estratégias de busca desses sistemas. No tema 3 conheceremos e aprenderemos a utilizar algumas dessas fontes de informação. Mas antes disso, é fundamental que você saiba um pouco sobre como elaborar uma boa estratégia de busca para en- contrar a informação desejada.

Estratégias de busca

O dicionário Aurélio eletrônico (2006) define “estratégia” como a “arte de aplicar os meios disponíveis

com vistas à execução de objetivos específicos”; “busca” pode ser conceituada como “procura minuciosa:

revista, exame”. Assim, estratégias de busca podem ser definidas como uma técnica ou conjunto de regras para fazer com que uma pergunta formulada encontre a informação armazenada em alguma fonte. Cada questão dirigida à unidade de informação demandará uma estratégia específica. Para facilitar esse processo, contamos com uma série de dicas e etapas que, se observadas, nos auxiliarão no estabelecimento de estratégias de busca eficazes. Organizamos essas dicas nos seguintes tópicos: pes- quisa de informação; pontos de acesso; recursos de busca.

Pesquisa de informação

Todo o processo de busca por informação inicia-se com a identificação de uma questão que demanda

informações para ser respondida. Assim, o primeiro passo em direção ao estabelecimento de uma boa estra- tégia de busca é entender a questão ou o problema que levou o usuário a procurar a ajuda do profissional de informação. Se a questão não for bem delineada pelo profissional da informação, dificilmente os resultados da busca serão satisfatórios.

O primeiro passo, portanto, é discutir com o usuário o tópico geral da pesquisa, com o intuito de eliminar

mal entendidos, dúvidas e suposições. Este primeiro contato é chamado de “entrevista de referência” e pode

ser realizada face-à-face, por telefone ou mesmo via msn (messenger). Durante a entrevista,

todos os parâmetros relevantes devem ser considerados para se determinarem os limites da busca. Quanto, em termos de recursos financeiros, pode ser gasto na busca? Deve a busca ser limitada nos anos mais recentes? Quais as bases de dados que provavelmente irão fornecer as mais relevantes citações? O pesquisador quer todas as citações que mencionam uma autoridade particular ou somente as que são autorizadas por uma pessoa particular? (LOPES, 2004, p. 69)

Algumas bibliotecas dispõem de formulários próprios para conduzir a entrevista de referência. O formulário adotado pela Biblioteca Central da Universidade Federal de Goiás é apresentado a seguir, como um parâmetro que pode ser adaptado para a realidade do polo em que você irá trabalhar.

Que tal desenvolver um formulário personalizado para a sua Unidade? Mãos à obra!
Que tal desenvolver um formulário
personalizado para a sua Unidade?
Mãos à obra!
EAD - CIAR/UFG/UAB 7 6
•  Não existe uma única estratégia, uma única solução ou uma estratégia pronta e definida
•  Não existe uma única estratégia, uma única solução ou uma estratégia pronta e definida (CENDON,
2006).
•  Leve em consideração a finalidade da pesquisa (trabalho escolar, fundamentação para pós-gradu-
ação, trabalho). Isso pode mudar as fontes a serem utilizadas (LOPES, 2004).
•  Muitas vezes o usuário não tem clareza quanto a sua necessidade informacional. Você pode ajudá-
lo nesta tarefa, mas caberá ao usuário dar as diretrizes sobre a pesquisa (LOPES, 2004).
Pontos de acesso

Os sistemas automatizados possibilitam várias formas (pontos) de acesso ao documento registrado em suas bases de dados: autor, título, resumo, palav