Sei sulla pagina 1di 3
: sendo pnts”. Asim, recht a ole; mas Laks € que og da ean para oformalismreverencando ica angiistia. A apologia de Benjamin condicionada pelos argumentos de Lukacs.O artista, como i "onbogern ltou a produzir muitas obras criticas em seus anos de América. voltar para a Europa, em 1947, publicou seu trabalho mais "BAN | > leines Organon fitr das Theater (Pequeno Organon para o' ¥ = eaeentennnte RUAN NTEFS ee enersrapee 2 vey adivisio da acéo em, oN opostos (cada qual com seu Gestus basico), ye «& separao das vis artes do drama para um idéntcoestanhamento mituo~ 5 €08 desenvolvia segundo . = muusiages raeailaacnserpero.o bone parve posi f A primeira parte do manifesto de Brecht est: ce, irpreet Pr tinicajusiieag, O pblico da idade cientiica, porém, exige um tipo de entre- Grednt-2 0 base ay Kali db fraleo € 0 entre 40 veedlo o PATE =o SniLa yay. oO homem ainda recorre diversio relevante para ‘remate dos mais puros desejos da humanidade”, facil e enganoso” provedor de prazeres passageiros ao qual se ia “como se vai ao bordel”. Avperspectiva de Artaud, entretanto, eraa de um teatro que pudesse mudar o homem psicologicamente ¢ CBr Se in rpreatndo poaytesdametmente opostas,o primeiro estimulando o espectador ao raciocinio ¢ & andlise, 0 outro considerando © pensamento discursivo como uma barreira a0 despertar do ‘espirito aprisionado no corpo. Em Artaud, vislumbramos as inquietagoes dos _te6ricos simbolistas e surrealistas levadas 3 méxima radicalizagdo. ‘A primeira exposigio significativa de Artaud sobre o tes ‘évolution du <écor” [A evolugio do cenério"} (1924), rompe com as idias de seus antigos patronos do Carel des Quatre crest" eptito endo letra. do tee, denunciando 0 objetivo de “reteatralizar 0 teatro”. Em vez disso, “‘yoltar a vida", nfo & maneira dos naturalistas, mas num nivel mais mistico @ “metafisio. Cendgraos atoes tim de surpreender 2 vida ocuta das grandes ‘um teatro aonde 0 piiblico vi, “no para observar, mas para partici Essas idéias foram desenvolvidas mais tarde em manifes cescreveu de 1926 a 1929 em apoio de sua empresa de produ ‘Alfred Jarry. Ele prometia um teatro que mostraria perturbagées de suas vidas reais” e onde o espectador se submet ‘verdadeira operacio envolvendo néo apenas a mente, mas também ‘a carne”, Seria uma teatro mégico, voltado nao para o olho ou o intelecto, mas para ‘isteriosos recessos do coracéo".* "André Breton, ento politicamente empenhado na promocio do surrealismo, expulsou Artaud do movimento por sua visio apéstata da revolucéo como “mera mudanga nas condigGes internas da alma”. Artaud ndo negou a acusacio ¢, em 1927, caracterizou a revolugo de Breton, preocupada com “a necessidade de producio” e “a condigéo dos trabalhadores”, como uma “revolucao para castra- dos”, Para ele, as raizes dos problemas humanos estio muito abaixo da organi- 1) FADIA ai Kohan A Oledeo e Gu &Qo (1328) a zaGio social: a nica revoludo merecedora de incentivo ¢alibertagio do omen) interior.” Naturalmente, tais declaracées levaram os crticos politicamente engajados a qualificar Artaud de fo com “arte ou beleza”; era extrateatral, uma reintegragio da vida em si mesma ‘uma visio préxima da alucinagdo da realidade humana, a “realidade da sensaglo € da inquietagao” em sua plenitude. No comego dos anos 30, Artaud produziu uma série de ensaios que foram fos em sua obra m: ‘mas 0 modelo dessa sinalizacdo Ihe escapou até que péde contemplar o desem ppenho dos bailarinos balineses. Entdo, finalmente, captou “a idéia do teatro puto ‘onde tudo, concepgao e sgrau de sua objetiva atores se tornaram 8 animados” cujos gritos e gestos despertavam na ‘que a linguagem Iogica e discursiva nao conseguia reproduzir.® Desde 0 comeco de sua carreira como poeta, Artaud vivera obcecado pela sensagio de que as palavras eram incapazes de captura constantemente repisado cia com jacques Rivire}, de usada, jd ndo deve ser humanista, ‘uma linguagem encantatéria.®* ‘metafisico”. Langou dois manifestos em defesa do théatre de la ruauté em 1932 e 1933, suplementan- ddo-os com cartas e os ensaios “Le thédtre alchimique” [0 teatro alquimico") (1932), “En finir avec les chefs-d’oeuvre” [*Chega de obras-primas!”] (1933) “Le théatre et la peste” ["O teatro e a peste”) (1934). Desde 0 inicio Artaud recusou uma interpreta¢io moral ou fisica da crueldade. Derramamentos de as 0 espectador do teatro de Artaud, encerrado no ‘ago mistica sugerida por Schopenhauer, rem Artaud postula uma contraposicio apolinea originaria da arte. A Ginica e verdadeira tarefa do teatro é revelar 0 amago da treva na propria vida. ‘Todas as armadilhas da sociedade moderna, especialmente ocidental ~ sua moralidade, seus tabus, suas instituigGes ~ constituiamt, na opinio de Artaud, vas intencionais de negar e refrear essa crueldadecésmica, as quais, como s6es freudianas, minaram profundamente a satde ‘A disparidade entre sentimento e linguagen, que le agora a considerava manifestacio pessoal deuma cr ‘uma tentativa, em termos nietzschianos, de edificar uma sociedade apolinea em ddsaio a dionisfaca, No ensaio rapsbdico “O Teatro’e peste” (1933), Artaud» as confrontar a alma, talvez demas ‘ abissais que nao admicem reconci ‘equivocadas era 0 conceito de explicava o titulo de sua obra capital: _duplo do verdadeiro teatro”, Isso nada tem a ver, a © paradoxo de Wilde segundo o qual a natureza i duplos do teatro que descobri hi muitos anos: da alquimia e outras ciéncias ocultas. Em termos ocultétas tradicionais, Artaud traga a origem do drama até a segunda fase da crigdo, quando “matéria € ‘materializasio” surgiram do espirito original indiviso.” ‘Artaud também utiliza 0 conceito do duplo ao fala: da arte do ator em “Un athlétisme affectiP” ("Um atletismo afetivo"] (1936). 6 ator deve ver seu corpo, como o duplo de um “espectro” eterno, plistico, sempre inacabado “como 0 Ka das mimias egipcias”. Cada parte do corpo tem set poler mistico especial; cada ny SS ee. eyo aly Spore) obo3) 07 wae wae A SF 382 TEORIAS DO TEATRO tuem”.”' Nesse cadinho se Artaud, durante os quais coletados em O teatro e seu duplo. predominio da tradicio critica orientada para 0 texto, impediu que as idéias de Artaud exercessem influéncia si produziu que se comparasse aos ensaios Copeau e Jouvet, diz Pitoéff, “consiste unicamente em ajudar o pensamento do autor a ser revelado de modo mais claro ao espectadar.” “O senhor do teatro é autor”, declara Dulin. Jouvet mostra interesse por um estudo hist6rico da arquitetura teatral.” Baty, como era de criagdo inteira e mesmo Deus, numa harmonia pantefstica; Artaud preferiia adentrar o homem para em seu intimo surpreender 0 conflito€ a rebeliao. A teoria de Gouhier, obviamente, também se inspira em Copeau. O texto “nfo € a totalidade da pera”, mas seu “germe”, ao qual a encenacao deve sempre permanecer fiel: Todavia, o teatro nao pode ser julgado como género literatio; trata-se de uma arte isol baseada na “exteriorizacéo da vontade” e na “ presentificacZo por meio das presencas” dos atores e do cenério."*Essa criago de uma realidade cénica ¢ a aproximacdo maxima que o homem consegue da criacao divina e constitui, pois, o supremo esforco de seu espirito para superar a fraqueza da condicao humana.” Aqui nada hé de Artaud cinco anos apés 0 aparecimento de sua ot colocé-lo no centro du théatre [Antonin Artaud e a essncia do teatro). Mesmo os primeiros defensores de Artaud, Jean-Louis Barrault (1910) eJean Vilar (1912-1971), apesar de censurarem a geragao prévia por sua subserviéncia “intengao do autor”, continuaram comprometidos com um teatro de texto (ambos, por exemplo, reverenciavam Claudel) e pouco disseram a respeito da vvisdo sombria que constitui o cere dos escritos de Artaud. Vilar, em “Le me en scéne et oeuvre dramatique” [“O encenador ¢ a obra dram 946), fala com aprovacao da énfase de Artaud na natureza “encantat6ria” do texto, texto jor, embora o professor Gouhier acabasse por uss em 1974, no estudo Antonin Artaud et lessence teatro.” Vilar, como Pushkin aquelas épocas privilegiadas ‘em que uma crenga, seja cristé, pagi ou atelstica” inspira o poeta e harmoniza-o com o povo que compartilha o mesmo credo. Jé que isso se tornou invidvel pela fragmentacao da sociedade e a comercializagdo da arte, cumpre que o artista se volte para as causas sociais: “Primeiro temos de construir uma sociedade para depois, quem sabe, construir um teatro condigno”.”* Assim, despeito das suas proprias concepsies fisica e psiquica total. Consi- Igualmente pormenorzada de cada parte do mecanism vocal, ‘muito menos & vontade com a rejeico da fala propugnada por a e gesto nao so como pera e magi, cachorro e gato, mas uma s6 € 10 um péssego de pomar e urh péssego selvagem’.*Na verdade, iakespeare e Moliére, no centro ~ pouco tem a ver com 0 rs de visto encontrado em Artaud, processo deve ser relevante para as preocupacbes do publico, 1 dele a fim de oferecer uma perspectiva. No teatro, o homem vé rama, A linguagem teatral nao parao realismo ‘ua expressio psicol6gica; ela exige o gesto e precisa contribuir diretamente para a montagem de um esquema de engajamento. ‘A énfase no gesto foi bem recebida por Barrault, um dos que comentaram a palestra de Sartre (os outros foram Vilar, Camus e Cocteau). Barrault sugeriu