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LEGITÍMA DEFESA E DIREITO DE

NECESSIDADE

Quando a questão se colocar num domínio de um determinado ramo de direito não penal (civil, tributário) recorre-se às normas específicas desse ramo mas se for do domínio penal insere-se na norma do art. 31º C.P., sendo que se o facto típico é permitido por qualquer outro ramo da ordem jurídica a permissão é também válida na ordem penal.

O Princípio da Unidade da Ordem Jurídica impõe que uma atuação justificada pelo direito penal não pode depois ser considerada ilícita por qualquer outro ramo de direito, sob pena de perante a ilicitude se poder desencadear uma reação defensiva. Isto é, um comportamento em si é lícito ou ilícito, o que não quer dizer que a própria gravidade da ilicitude não varie em termos de haver comportamentos ilícitos a que corresponde uma sanção civil e outros comportamentos a que corresponde uma sanção penal e, eventualmente casos em que as duas se acumulam. Por exemplo um crime de homicídio pode ser punido com uma pena propriamente dita (prisão de 16 a 25 anos) e pode dar origem a responsabilidade civil: indeminização da família por danos patrimoniais ou por danos morais.

Abuso de poder

O abuso do direito pressupõe a existência do direito, embora o titular se exceda no exercício dos poderes que o integram. O

exercício do direito é ilegítimo quando o agente não agir de boa fé, isto é, quando o titular do direito mais do que prosseguir um interesse seu, vise prejudicar outra pessoa. È também ilegítimo , por contrário aos bons costumes, quando o agente não se conformar com as regras de convivência que, dum dado ambiente e em certo momento, são aceites. O titular dos direitos deve exerce-los, também nos limites do seu fim social e económico, sendo que quando ultrapassar essa fronteira o seu exercício será abusivo, consequentemente o facto já não será conforme o direito. Esta delimitação dos direitos pelo seu abuso tem muita importância no âmbito das causas de justificação.

Também a questão da COLISÃO DE DIREITOS se encontra explanada neste artigo do Código Civil. Assim se houver conflito de direitos ou colisão de direitos o princípio geral é de se os direitos em conflito forem direitos iguais ou da mesma espécie, devem os titulares ceder na medida do necessário para que todos produzam igualmente o seu efeito, sem maior detrimento para qualquer das partes e se os direitos em conflito forem desiguais ou de espécie diferente, prevalece o que deva considerar-se superior.

A LEGITÍMA DEFESA

A ideia básica de legítima defesa é esta: se uma pessoa é agredida e não pode utilizar os meios normais de

repressão dessa agressão , isto é, se não pode chamar a polícia, não pode fazer queixa ao Tribunal em tempo

útil , em princípio ela pode agir pelas suas próprias mãos, em certas situações que excecionalmente isso lhe é

permitido, havendo consagração constitucional. No art.º 21 da CRP diz que na impossibilidade de recurso á

autoridade pública todos tem o direito de repelir pela força qualquer agressão

.

Na CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM, no art. 2º, n.º 2, al. a), há uma limitação em

que a vida só pode ser sacrificada em, legitíma defesa, quando esse sacrifício for absolutamente necessário para assegurar a defesa de qualquer pessoa contra uma violência ilegal, o que excluí a morte do agressor para

defesa de bens patrimoniais. Há um apelo de moderação na defesa, ou pela via da necessidade ou , ou pela via

da proporcionalidade.

PRESSUPOSTOS E REQUISITOS DE

LEGITIMA DEFESA

1 AGRESSÃO ACTUAL E ILICITA:

O art.º 32 C.P. contém uma série de exigências para se poder verificar a justificação do facto, e a primeira exigência é que haja uma

agressão, isto é, um pressuposto para se poder falar numa situação de legitíma defesa é que haja AGRESSÃO humana e não animal, a

não ser que o mesmo esteja a ser utilizado como instrumento por uma pessoa e nesse caso trata-se de uma agressão humana. A agressão pode ser por ação ou por omissão. Como exemplo temos a situação de um indivíduo que está na praia quando outro se esta a afogar , que tem a bóia, que é a única naquele local e não a dá a pessoa que se esta a afogar, neste caso esta a cometer pela sua

omissão, uma agressão sobre a pessoa que se está a afogar.

A agressão tem de ser ACTUAL significando estar eminente, isto é que a ameaça esta prestes a executar-se , em vias de ocorrer ou já

em execução. Não é necessário que já se tenha iniciado a execução da agressão mas é ilegítimo a defesa preventiva, porque neste caso

a ameaça pode ser evitada pelo recurso à força pública. Deve considerar-se actual a agressão enquanto o perigo para o bem agredido perdure e também enquanto a ofensa não se consolida definitivamente. É o caso do ladrão que foge com a coisa furtada sendo que mantem-se a actualidade da agressão enquanto for possível evitar que o ladrão se aproprie da coisa furtada.

PRESSUPOSTOS E REQUISITOS DE

LEGITIMA DEFESA

1 AGRESSÃO ACTUAL E ILICITA (cont):

Também a atualidade da agressão tem de ser REAL e não IMAGINÁRIA. A agressão tem de ser ILÍCITA:

A agressão não tem de constituir um crime, basta que seja ilícita. Não tem de constituir um ilícito penal, basta que seja um facto ilícito, contrário ao direito, que lese ou ponha em perigo de lesão interesses juridicamente tutelados do defendente ou de terceiros. Para que o ato se possa qualificar de ilícito tem de ser voluntário, atribuível à vontade humana, pondo de parte atos praticados em estado de completa inconsciência ( sonambulismo ) ou atos reflexos.Também não existe legitíma defesa recíproca, porquanto a agressão não pode ser ao mesmo tempo justa e injusta. O exercício do direito é ilegítimo quando o titular do direito exceda manifestamente os limites impostos pela boa-fé, pelos bons costumes ou pelo fim social económico desse direito. Há uma necessidade racional do meio empregue na legitíma defesa, sendo que na sua falta estamos perante o excesso de legitima defesa. Aquele que age em legitima defesa só deve usar, dos meios disponíveis naquelas circunstâncias concretas, o menos violento, ou aquele que tenha consequências menos graves. Se uma pessoa é vítima de uma agressão em que a única hipótese de defesa que tem é utilizar uma arma, ela pode faze-lo ainda que a ofensa de que ela iria ser vítima não fosse com uma arma de fogo. Tem a ver com a necessidade racional do meio empregue. Em última analise saber se uma pessoa agiu correctamente em legitima defesa ou se se excedeu, tem a ver com as possibilidades praticas que a pessoa tinha naquele momento da agressão.

PRESSUPOSTOS E REQUISITOS DE

Direito Necessidade

1- Pressupostos Direito Necessidade:

Uma situação de perigo actual para um interesse juridicamente protegido do agente ou de terceiro. Uma conduta conduta ou situação é perigosa quando, segundo as regras da experiência, cria uma forte probabilidade de produzir um resultado desvaliou-

se, ou dito de outro modo, se cria uma possibilidade não negligenciável de vir a causar um dano.

O perigo é a potencialidade de um fenómeno de ser causa de um dano, ou seja, é a modificação de um estado verificado num mundo exterior com a

potencialidade de produzir a perda ou a diminuição de um bem, o sacrifício ou a restrição de um interesse.

O perigo deve ser actual, eminente ou já em produção de dano e o facto justificado pelo direito de necessidade é destinado a evitar que o dano se produza

ou se agrave, de tal modo que para afastar o perigo ou suspender a produção de dano o agente não pode aguardar qualquer delonga.

A causa do perigo que é pressuposto do direito de necessidade pode provir tanto da actividade humana como de acontecimentos naturais, diferentemente

da agressão na legitima defesa que há-de consistir sempre numa actividade humana.

O perigo pode ser causado por acto ilícito de terceiro. Neste caso o acto necessitado não visa repelir a agressão, dirigida contra o agressor, mas afastar o

perigo, sacrificando interesses de terceiro inocente (não agressor). E o perigo pode também ser causado por acto ilícito do próprio agente em direito de

necessidade