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Dimensionamento e Estudo do Comportamento à Ruptura de Vigas em Concreto Armado com Adição de

Dimensionamento e Estudo do Comportamento à Ruptura de Vigas em Concreto Armado com Adição de Fibra de Coco Babaçu Submetidas à Flexão

Design and Study of Behavior to Break Beams in Reinforced Concrete with Coconut Fiber Adding Babassu Undergoing Flexion

Klicha Kelen Boni Rosa (1); Gabriel Luan Paixão Mota (2); Danilo Rodrigues Martins (3); Jônatas Macêdo de Souza (4); Alexon Braga Dantas (5); Flávio Roldão de Carvalho Lelis (6).

(1) Graduanda em Engenharia Civil na Católica do Tocantins. E-mail: klicha.boni@gmail.com (2) Graduando em Engenharia Civil na Católica do Tocantins. E-mail: gabrielluan.catolica@gmail.com (3) Graduando em Engenharia Civil na Católica do Tocantins. E-mail: danilosax_tenor@hotmail.com (4) Graduando em Engenharia Civil na Católica do Tocantins. E-mail: jonatasms2@hotmail.com (5) Professor orientador Mestre na Católica do Tocantins. E-mail: alexon.dantas@catolica-to.edu.br (6) Professor coorientador Doutor no IFTO. E-mail: flavioroldao@ifto.edu.br

Resumo

O presente trabalho tem o objetivo de verificar experimentalmente o comportamento, na ruptura, de oito vigas de concreto armado com adição de fibra de coco de babaçu submetidas à flexão, sendo quatro com teor de 05kg/m³ de adição e outras quatro com teor de 10kg/m³ de adição. Identificar os modos de ruptura e desempenho da estrutura no domínio de deformação 2. Serão ensaiadas até a ruptura as vigas de concreto armado de 700mm de comprimento com seção transversal retangular de largura igual a 120mm e altura igual a 170mm. Todas as vigas serão submetidas a dois carregamentos centralizados e aplicados na superfície superior da seção transversal da viga. As vigas serão apoiadas sobre roletes situados a 50mm dos bordos. O esquema de ensaio proposto segue o modelo de Stuttgart. Os resultados obtidos experimentais limite de abertura de fissuração e forças últimas - serão comparados com os valores teóricos calculados pela norma brasileira. Optou-se pela adição da fibra de coco babaçu devido ao seu valor socioeconômico regional, baixo custo e às suas propriedades, como a capacidade de alongamento e resistência mecânica que conferem ao concreto uma maior resistência à fissuração e a tração. Palavra-Chave: Viga, adição de fibra de coco babaçu, taxa de armadura longitudinal, sustentabilidade.

Abstract

This study aims to experimentally verify the behavior, break, eight reinforced concrete beams with the addition of coconut babassu subjected to bending fiber, four with content 05kg / m³ added and four with 10kg content / m³ added. Identify ways to rupture and performance of the structure in the deformation area 2 will be tested to break the reinforced concrete beams 700mm long with rectangular cross section width of 120mm and height equal to 170mm. All beams are subjected to two centralized load and applied to the upper surface of the beam cross section. The beams will be supported on rollers situated 50mm lips. The proposed test scheme follows the model of Stuttgart. The experimental results - cracking open limit and recent forces - will be compared with the theoretical values calculated by the Brazilian standard. We opted for the addition of babassu coconut fiber due to its regional socioeconomic value, low cost and its properties such as elongation and strength that give the concrete a greater crack resistance and traction. Keywords: Beam, adding babassu coconut fiber, longitudinal reinforcement ratio, sustainability.

1 Introdução A história do concreto armado remete-se à Civilização Romana. A descoberta e estudo

1

Introdução

A

história do concreto armado remete-se à Civilização Romana. A descoberta e estudo do

cimento Portland, devem-se a Louis-Joseph Vicat e Joseph Aspdin, respectivamente e, os primeiros a desenvolver as técnicas do concreto armado foram Joseph-Louis Lambot, Joseph Monier e Françóis Hennebique. Já os primeiros estudos teóricos sobre comportamento estrutural de peças em concreto armado foram de Mörsch, através dos

dados de Monier. Com os dados dos estudos de Mörsch, Leonhardt e Walther realizaram os experimentos que ficaram conhecidos como “Ensaios de Stuttgart”. Estes ensaios comprovaram, segundo Chaer et al. (2004), a Teoria Clássica de Mörsch, dando

embasamento para as primeiras redações de normas para o cálculo e construção em concreto armado e, consequentemente, tornando a utilização deste material amplamente disseminada pelo mundo.

A descoberta de novos materiais e o domínio do conhecimento dos materiais estruturais,

principalmente do concreto, mostram-se, sob a ótica histórica, essenciais para a construção e desenvolvimento de uma nação. Visto que, ainda nos dias de hoje, há inúmeras pesquisas referentes ao concreto e em adições e compósitos para reforço do mesmo. De acordo com Mehta e Monteiro (2008), apesar das diversas qualidades e vantagens que o concreto possui sobre outros materiais de construção, ele ainda é

limitado, principalmente no tocante a propagação de fissuras, estas sendo frequentemente presentes e numerosas, conferindo baixa resistência à tração do material. Com o intuito de compensação ou reforço do concreto devido a estas limitações, buscou- se novos materiais, como as barras de aço concreto armado e o concreto reforçado com fibras (CRF). As fibras para reforço do concreto podendo ser de origem mineral, vegetal, metálica, polimérica e cerâmica.

A eficiência da fibra depende de sua atuação como ponte de transferência de tensão ao

longo da fissura que aparece no concreto, considerando que, segundo Figueiredo (2011), aumentaria o reforço pós-fissuração do concreto. Essas combinações buscam aproveitar conjuntamente as capacidades distintas que os materiais apresentam, tornando este novo material com comportamento superior aos materiais originários individualmente. Os resultados obtidos por Quintanilha (2014), Bentur e Mindess (2007), Agopyan (1991) e

Figueiredo (2011) demonstram a viabilidade na adição de fibras às matrizes cimentícias, podendo conferir a estas um incremento nas suas propriedades mecânicas, como a resistência à tração, à flexão e ao impacto, além de um bom comportamento redutor dos efeitos pós-fissuração.

O setor da construção civil é um dos setores que mais impactam o meio ambiente, sendo

que, a aplicação de concreto e concreto armado com fibras vegetais provenientes de resíduos industriais, de beneficiamento de produtos agrícolas e do extrativismo como as fibras vegetais do coco de babaçu contribui com a tecnologia dos materiais de construção, favorece pequenas comunidades e cooperativas de extrativistas e o desenvolvimento sustentável, além de tornar o concreto sustentável e minimizar impactos ambientais, devido durante sua produção emitir uma tonelada de gás carbônico (CO2) por tonelada de clínquer, correspondendo entre 5 e 8% do total emitido anualmente para

atmosfera.

1.1 Problema Analisado A motivação para este presente trabalho deu-se pelo interesse em observar experimentalmente

1.1 Problema Analisado

A motivação para este presente trabalho deu-se pelo interesse em observar

experimentalmente as diferenças entre os padrões de ruptura de vigas em concreto armado com adições de fibras vegetais de coco babaçu, de acordo com as mudanças de taxa de adição da fibra do coco de babaçu. Verificar experimentalmente o comportamento, na ruptura, de oito vigas de concreto armado, sendo quatro com adição

da fibra do coco de babaçu no teor de 05kg/m³ e outras quatro no teor de 10kg/m³,

submetidas à flexão através do modelo de ensaio de Stuttgart. Identificar os modos de ruptura. Traçar um comparativo entre os resultados obtidos experimentais limite de

abertura de fissuração e forças últimas com os valores teóricos calculados pela norma brasileira (ABNT NBR) e entre os resultados teóricos obtidos através deste método com

os resultados obtidos através da ruptura à flexão e entre as duas séries de vigas de

diferentes teores de adição, calculadas para o domínio de deformação 2. Dosar o traço de concreto padrão para 25 MPa com as adições das fibras de coco de babaçu de acordo com o método disposto na norma americana ACI 211.1-91 e traçar um comparativo entre os resultados teóricos obtidos através deste método com os resultados obtidos através da ruptura à flexão. Para os ensaios laboratoriais de caracterização dos agregados miúdos (areia) e graúdos (brita), ou seja, de determinação da composição

granulométrica, será seguida a ABNT NM 248: 2003. Para a determinação da massa específica e da massa específica aparente da areia (agregado miúdo) será seguido o disposto na ABNT NM 52: 2009 e para a determinação da massa específica e da massa

específica aparente da brita (agregado graúdo) será seguido o disposto na ABNT NM 53:

2009.

As vigas, calculadas segundo a ABNT NBR 6118:2014 serão confeccionadas com as

dimensões (C x L x H) mm de (700 x 120 x 170) mm, em concreto armado, sendo ao todo, oito vigas. A areia quartzosa será retirada do leito de lago de Palmas/TO, a brita zero será

de origem granítica da cidade de Palmas/TO e o cimento Portland será o CP II E 32,

devido possuir menores teores de clínquer que, do ponto de vista sustentável, é melhor. A

armadura da viga será confeccionada em aço CA 50 e os estribos da mesma serão em

CA

60. As formas serão confeccionadas com chapas de madeira compensada plastificada

de

15 mm de espessura, montadas com parafusos autobrocantes e fios de arame

recozido e nelas será aplicada uma camada de desmoldante óleo mineral. As vigas serão moldadas conforme a ABNT NBR 14931:2004, enquanto que os corpos de prova serão moldados conforme a ABNT NBR 5738:2003 e rompidos nas idades de 7 e 14 dias de acordo com a ABNT NBR 5739:2007. Será dimensionada a vinculação e procedimento de ensaio em prensa automática com chapas metálicas de suporte e de aplicações das cargas, seguindo o modelo de Stuttgart e seguindo também um plano de aplicação de cargas com um passo de 1000 kgf, em que, a cada passo de carga deverão registradas as aberturas de fissuras. O ensaio será realizado em pórtico automático de ensaio à compressão. As vigas serão apoiadas em suportes metálicos, tipo calha com dois roletes de apoio (fixos não rotacionavam) à 130mm dos bordos das vigas e o suporte que aplicará a carga, serão duas barras

metálicas com 30mm de diâmetro apoiadas em duas chapas metálicas de 3mm de espessura para evitar esmagamento do concreto nesta região, para carregamento em dois pontos de aplicação simétricos, de acordo com o método de ensaio de Stuttgart.

2 Revisão Bibliográfica 2.1 Estudo da Flexão em Vigas no Domínio de Deformação 2 A

2 Revisão Bibliográfica

2.1 Estudo da Flexão em Vigas no Domínio de Deformação 2

A ABNT NBR 6118: 2014 define concreto estrutural como o espectro completo das

aplicações do concreto como material estrutural. Define, também, elementos de concreto armado como aqueles cujo comportamento estrutural depende da aderência entre

concreto e armadura, e nos quais não se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes da materialização dessa aderência. As vigas de concreto armado, dependendo da quantidade de armadura e da forma como são armadas e em qual domínio de deformação no ELU limite relacionado com o colapso da estrutura ou qualquer outra forma de ruína que determine a paralisação da mesma da estrutura são calculadas, podem apresentar, segundo Perelles (2013), diferentes padrões de ruptura e, os tipos de ruptura estão diretamente relacionados com fatores como aproveitamento dos materiais, ductilidade e evolução das deformações. Dependendo das propriedades da viga, MacGREGOR (2012) esclarece que a ruptura por flexão pode ocorrer de três diferentes maneiras: ruptura por tração, a armadura de tração escoa antes que o concreto esmague; ruptura por compressão, o concreto, na região comprimida, esmaga antes da armadura de tração escoar; e ruptura balanceada onde o concreto esmaga e a armadura escoa ao mesmo tempo.

A ruptura por tração tem o tipo de comportamento denominado dúctil, onde a deflexão

devido ao carregamento tem uma longa região plástica. A viga antes de romper de maneira dúctil emite “avisos” através de grandes deflexões e aberturas de fissuras, em momentos próximos à ruptura colapso final da estrutura. A ruptura por compressão não apresenta um comportamento dúctil, pelo contrário, no momento do esmagamento do concreto a viga rompe de maneira repentina e frágil sem qualquer aviso de anormalidade estrutural ou de fissuração. (ARAÚJO, 2014; MacGREGOR, 2012). Admite-se a ocorrência da ruína, segundo Araújo (2014), quando a distribuição das deformações ao longo da altura de urna seção transversal se enquadrar em um dos domínios de dimensionamento. No domínio 2, domínio de dimensionamento das vigas presentes neste estudo, há a deformação excessiva da armadura: quando a deformação na armadura mais tracionada atingir o valor 10‰. Sendo que este domínio se caracteriza por flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto (εc < 3,5‰) e com o máximo alongamento permitido para as armaduras (εs = 10‰).

2.1.1 Estudo do Ensaio de Stuttgart

De acordo com Chaer et al. (2004), os resultados obtidos através dos ensaios de Stuttgart comprovaram experimentalmente a primeira teoria cientificamente consistente, que são as ideias fundamentais de Mörsch (Teoria Clássica de Mörsch). Esta teoria, proposta por W. Ritter e E. Mörsch, em 1900, para a determinação da armadura de cisalhamento essencial para o equilíbrio de uma viga de concreto armado, em que a estrutura resistente da viga no estádio de flexão II, no qual a viga apresenta-se fissurada, pudesse ser associada ao de uma treliça metálica.

Os princípios deste ensaio continuam válidos e são a base de cálculo de cisalhamento de

Os princípios deste ensaio continuam válidos e são a base de cálculo de cisalhamento de estruturas, devido ao modelo ser simplório e direcionar a resultados admissíveis para a quantidade da armadura transversal no estado limite último da estrutura (ELU). O ensaio consiste em vigas de concreto armado bi apoiadas, com duas cargas concentradas de mesmo valor, dispostas de maneira equidistante dos apoios e o carregamento é aumentado até a ruptura, permitindo, numa mesma peça, a observação da flexão pura sem cisalhamento e da flexão simples com cisalhamento. Sendo que, a relevância deste ensaio está na forma como ocorre a distribuição das tensões a partir da aplicação progressiva do carregamento concentrado até atingir a carga de ruptura da viga. (PERELLES, 2013) Chaer et al. (2004), indica que os ensaios de Stuttgart propiciaram a verificação dos mecanismos de ruptura por tração na flexão pura, tração por cisalhamento na flexão simples, compressão por cisalhamento na flexão simples e deslizamento de armadura por deficiência de comprimento de ancoragem. Seguindo-se o modelo de Stuttgart, com o plano de aplicação das cargas e de idealização estrutural, observa-se na figura 1 estes planos, além dos diagramas de momento fletor e de esforço cortante em vigas.

diagramas de momento fletor e de esforço cortante em vigas. Figura 1: Plano de idealização estrutural

Figura 1: Plano de idealização estrutural do ensaio de Stuttgart em vigas. (CHAER et al., 2004).

2.2 Sustentabilidade na Construção Civil

A construção civil possui uma enorme parcela de contribuição não só nos números econômicos e geração de empregos, mas na utilização intensa de recursos naturais e na geração de resíduos e poluição, o que torna o setor muito importante para a economia. Porém, de acordo com Stachera Jr. (2008), no que se refere as emissões de gases causadores do Efeito Estufa na produção de materiais de construção, os impactos ambientais causam problemas tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. Esta preocupação deve-se ao setor possuir altos índices de poluição. Somente a indústria do cimento, segundo Stachera Jr. (2008), é responsável por 10% de todas as emissões de CO2 no Brasil. O cimento consome 5,5GJ (Giga Joules) de energia e libera, aproximadamente, uma tonelada de gás carbônico (CO2) por tonelada de clínquer. A indústria do cimento consume cerca de 4,4% da energia do setor industrial e é a responsável por cerca de 7% da emissão anual de CO2 na atmosfera do Planeta. Apenas o Brasil, com uma produção anual de 38 milhões de toneladas de cimento Portland (comum) para o setor da construção civil, libera para a atmosfera aproximadamente 22,8

milhões de toneladas/ano de gás carbônico. Portanto, torna-se necessário ao setor da construção civil o

milhões de toneladas/ano de gás carbônico. Portanto, torna-se necessário ao setor da construção civil o estudo de novas fontes renováveis e que causem um menor impacto ambiental.

2.3 Utilização de Fibras na Construção Civil

As fibras podem ser classificadas, segundo Franco (2010), em orgânicas e inorgânicas. Ou ainda, em naturais e artificiais, subdividindo-se em naturais de origem mineral, animal e vegetal e, em artificiais de origem metálica, polimérica e cerâmica. Muitas aplicações do concreto reforçado com fibras (CRF) estão associadas a obras de grande demanda social e que são carências cruciais do Brasil, como as obras de infraestrutura, especialmente as de saneamento básico e de transportes. De acordo com Figueiredo (2011), as aplicações do CRF no país são concentradas em pisos industriais, concreto projetado e pré-moldados.

A durabilidade das estruturas pode ser aumentada com o uso do compósito reforçado com fibras, visto que a contenção de fissuras diminui a exposição do concreto a agentes agressivos externos. Porém, essas fibras não eliminam a necessidade de realização de uma boa cura, mas atuam no sentido de minimizar o risco de fissuração plástica. (FIGUEIREDO, 2011).

Dentre as fibras vegetais nativas comuns no Norte e Nordeste, passíveis de aproveitamento, segundo Franco (2010), há o Babaçu (Attalea speciosa), que vem sendo aplicado em uso doméstico, artesanato ou como fonte energética (cascas como carvão). A escolha desta fibra deve-se ao Babaçu possuir grande poder de invasão de áreas perturbadas. Segundo Carrazza et al. (2012), o Babaçu (Attalea speciosa) é uma palmeira de tronco simples, robusto, imponente, mono caule e que pode medir entre 10-30 metros de altura, e entre 20-50 cm de diâmetro (caule). Frutifica a partir do oitavo ano e alcança a produção plena após 15 anos. De acordo com Franco (2010), seus frutos (cocos) são drupas, têm formato oblongo-elipsoidal, medindo de 8 a 15 cm de comprimento e 5 a 7 cm de diâmetro, pesando de 90 a 280 g, possuem coloração marrom e com sementes oleaginosas e comestíveis. Cada safra pode ter entre 3 e 5 cachos por palmeira, e cada cacho pode produzir de 300 a 500 cocos. A casca (93%), conjunto formado pelo epicarpo, mesocarpo e endocarpo, é normalmente desperdiçada nos processos de quebra manual. (FRANCO, 2010) O epicarpo, camada externa, rija e fibrosa, corresponde a 12,6% do fruto, parte do material a ser utilizada nesta pesquisa. Observa-se na figura 2 (a seguir) o coco de babaçu.

Observa-se na figura 2 (a seguir) o coco de babaçu. Figura 2: Babaçual, palmeira de Babaçu
Observa-se na figura 2 (a seguir) o coco de babaçu. Figura 2: Babaçual, palmeira de Babaçu

Figura 2: Babaçual, palmeira de Babaçu e coco de babaçu em corte (CARRAZZA et al., 2012).

2.4 Concreto Armado com Adição de Fibras Vegetais Com o aumento considerável de pesquisas para

2.4 Concreto Armado com Adição de Fibras Vegetais

Com o aumento considerável de pesquisas para o desenvolvimento de materiais de construção utilizando fibras de origem vegetal, verifica-se uma maior preocupação com alternativas sustentáveis, principalmente para reforço de estruturas de concreto. A substituição de fibras sintéticas por fibras vegetais é uma possibilidade bastante importante, pelo fato desta fibra ser de uma fonte renovável, biodegradável e de baixo

custo e por provocar menor impacto ambiental (MARTIN et al., 1996 apud FRANCO,

2010).

Segundo Bentur e Mindess (2007), atualmente, uma gama de materiais de engenharia cerâmicas, plásticos, cimento e produtos de gesso incorporam fibras para melhorar as propriedades nos compósitos ou para suprir necessidades estruturais. Entre as principais características melhoradas estão: resistência à tração, resistência à compressão, módulo de elasticidade, durabilidade, resistência à fadiga, resistência ao impacto e a abrasão, características térmicas e de resistência ao fogo. Atualmente, segundo Figueiredo (2011), a prática de utilização do CRF no Brasil pode ser descrita como uma atividade empírica, pois a utilização dos teores de fibras é fixada como múltiplos de 5 kg por metro cúbico não há a preocupação da realização de uma dosagem para a otimização do mesmo ou uma verificação de desempenho. De acordo com Franco (2010), as fibras podem ser classificadas como: natural ou sintética. As fibras naturais são do tipo: orgânica ou inorgânica. As fibras orgânicas são divididas em vegetais e animais e já as inorgânicas referem-se às fibras minerais. Em comparação com as fibras sintéticas, as fibras vegetais ou lignocelulósicas, possuem as características que tornam seu uso bastante vantajoso, tais como: origem natural abundante, de baixo custo e de fácil renovação, baixa densidade, altas propriedades específicas, sendo menos abrasivas em comparação com as fibras de vidro, não tóxicas e biodegradáveis (BLEDZI, GASSAN, 1999 apud FRANCO, 2010).

As fibras vegetais são materiais que possuem uma geometria aproximadamente uniforme,

diâmetro minúsculo em relação ao seu comprimento, e com natureza bastante diferenciada, variando em função de suas propriedades físico-químicas. Sendo compostas, basicamente pela celulose, a hemicelulose e a lignina, com menores percentuais de outros componentes como pectina, ceras e substâncias solúveis em água, chamados constituintes menores (FIGUEIREDO, 2011; FRANCO, 2010) Segundo Figueiredo (2011), as propriedades mais relevantes das fibras são o módulo de

elasticidade e a resistência mecânica, pois elas definem a capacidade de reforço que a fibra pode proporcionar ao concreto. Cada fibra vegetal denominada fibra técnica é constituída de várias fibras elementares fortemente ligadas entre si, por um material de cementação, constituído principalmente por lignina. (FRANCO, 2010)

O concreto reforçado com fibras é composto por agregados miúdos, graúdos e fibras

curtas, descontínuas, distribuídas aleatoriamente. No concreto, geralmente são usadas fibras com comprimento variando entre 10 e 75 mm, tendo relações de aspecto entre 30 e 150. Em termos de quantidade, as fibras participam na mistura em proporções variando

entre 0,1 e 5% do volume total de concreto. Quando o volume de fibras é pequeno, até 2% do volume de concreto, não é preciso nenhum equipamento ou mão de obra adicional

no preparo do mesmo. O lançamento em formas, adensamento e acabamento são convencionais. (GONÇALVES, 2003)

no preparo do mesmo. O lançamento em formas, adensamento e acabamento são convencionais. (GONÇALVES, 2003) De acordo com AGOPYAN (1991), as fibras, em quantidade, comprimento e formato adequados, podem incorporar à matriz de concreto deformações plásticas significativas, adequando-a para o uso na Construção Civil, já que se pode alterar o comportamento pós-fissuração tornando menos súbita a ruptura do material. Quintanilha (2014) cita as vantagens e desvantagens das fibras vegetais em comparação com as demais fibras de reforço para concreto, podendo-se elencar:

Vantagens: Conservação de energia, abundância, baixo custo, não ser prejudicial à saúde, possibilidade de incremento na economia agrícola, baixa densidade e biodegradabilidade;

Desvantagens: Baixa durabilidade se usada como reforço em matriz cimentícia, variabilidade de propriedades, necessidade de tratamentos químicos, mecânicos ou térmicos para serem utilizadas como reforço de compósitos cimentícios e fraca adesão em seu estado natural a inúmeras matrizes. Segundo Franco (2010), dentre as desvantagens apresentadas pelas fibras em relação às fibras sintéticas, são: o material reforçado por fibras vegetais possui maior flamabilidade e, a falta de uniformidade das propriedades das fibras, dado as modificações na fibra devido sua origem, pois podem ocorrer danos causados durante a colheita e à alta absorção de umidade que pode causar o inchaço das fibras.

As fibras naturais apresentam também algumas desvantagens que devem ser levadas em conta, dentre outras podemos citar: a baixa temperatura de processamento, limitada a 200°C, não podem ser recicladas por meios mecânicos, a reciclagem deve ser por meios térmicos, as fibras se decompõem termicamente acima de 220 °C. (FRANCO, 2010)

O concreto reforçado com fibras naturais é mais vulnerável que outros CRFs com reforço de origem artificial, em termos de durabilidade e os vazios altamente alcalinos presentes no concreto podem deteriorar as fibras. A consistência do concreto pode ser melhorada utilizando-se aditivos plastificantes, para reduzir o fator água-cimento (fa/c), já a durabilidade do concreto pode ser melhorada com a agentes bloqueadores da reação de decomposição das fibras, como silicatos e sulfatos de sódio e magnésio ou com a impermeabilização da fibra com resinas epóxis ou asfálticas. Porém, neste trabalho optou- se, apenas, pela utilização de aditivo polifuncional (plastificante) para redução do fa/c e por este se assemelhar a um concreto usinado com adição de fibras metálicas, como é comumente utilizado pela Indústria da Construção Civil.

3

Metodologia

3.1

Programa Experimental

Este experimento dedica-se à análise à ruptura de vigas em concreto armado submetidas à flexão e com adição de fibras do coco de Babaçu. As dimensões das oito vigas serão de 700 mm de comprimento, 120 mm de largura e 170 mm de altura. Além da confecção das vigas, sendo quatro para cada teor de adição, serão confeccionados três corpos de prova para cada série de vigas com seus respectivos teores. Os dois tipos de concreto a ser confeccionados CRF com fibras do coco de Babaçu em teores de 05kg/m³ e CRF com fibras do coco de Babaçu em teores de 10kg/m³ serão produzidos a partir do mesmo

traço em massa (excetuando-se a adição das fibras) e submetidos aos mesmos ensaios, aos 14

traço em massa (excetuando-se a adição das fibras) e submetidos aos mesmos ensaios, aos 14 dias de cura.

3.2 Materiais

O material a ser empregado para a confecção das vigas deverá estar disponível no Laboratório de Materiais de Construção e Estruturas da Católica do Tocantins, porém, alguns insumos serão comprados em lojas de materiais de construção e a CCA e as fibras do coco de babaçu serão provenientes de doações. Os ensaios de ruptura das vigas em concreto armado serão realizados no Laboratório de Estruturas do IFTO, ambos em Palmas/TO. Serão utilizados cimento Portland CP II E 32, brita 0 de origem granítica, areia grossa quartzosa de lago, fibra do epicarpo do coco de babaçu, água, barras de aço CA 60 com bitola de 5 mm para estribos e para armadura de compressão e barras de aço CA 50 com bitola de 10 mm para armadura de tração, desmoldante óleo mineral, espaçadores plásticos do tipo circular universal, com 50mm de diâmetro, para cobrimento de 20mm, arame recozido e chapas de madeira compensada plastificada de 15 mm de espessura.

3.3 Métodos

Os ensaios de flexão e de avaliação do limite de abertura de fissuração e das forças últimas das vigas em concreto armado serão realizados no Laboratório de Estruturas do IFTO, em Palmas -TO. As vigas serão ensaiadas seguindo um plano de aplicação de cargas com um passo de 1000kgf. A cada passo serão registradas as deformações do concreto, da armadura, o limite de abertura de fissuração e as deflexões das vigas até seu rompimento. O ensaio será realizado em prensa automática de ensaio à compressão. As vigas serão apoiadas sem suportes metálicos, com roletes à 50mm dos bordos e o suporte que aplicará a carga, de acordo com o método de ensaio de Stuttgart, usará as adaptações de pórtico automático para carregamento em dois pontos de aplicação e os apoios das vigas, de acordo com os dispositivos apropriados, em dois pontos simétricos.

3.3.1 Dimensionamento das Vigas

As vigas em concreto armado foram calculas seguindo-se a ABNT NBR 6118:2014. A seguir são demonstrados os cálculos da armadura para as vigas no domínio de deformação 2 através dos métodos de cálculo da norma brasileira.

Domínio 2

Dados Iniciais:

Seção da viga: b = 12cm x h = 17cm Vão efetivo = 70 cm e vão teórico = 66 cm d = 14 cm fck28 = 25 MPa fy = 500 MPa (aço CA 50-A)

Esc = 210.000 MPa Cálculo da Linha Neutra:

 y  0,01 x= 0,036m a = 0,8 x  a = 0,8 x

y 0,01

x= 0,036m

a = 0,8 x a = 0,8 x 0,036m a = 0,0288m

Cálculo da Armadura de Tração pelo somatório das forças igual a zero:

Fc = Fs Fck28 x a x b = As x fy Fck28 x 2,88 x 12 = As x 5000 As = 1,38cm² 2 Ø 10.0 mm (gerando 86 cm de barra, pois, são 66 cm de vão teórico e dobra de 10 cm em cada lado). Estribos Ø 5,0 mm c/ 150 mm, dobrados com 8 cm de largura e 13 cm de altura, gerando 48 cm de barra para compor um estribo.

3.3.2 Obtenção e Caracterização dos Materiais

Para os ensaios laboratoriais de caracterização dos agregados miúdos (areia) e graúdos (brita), ou seja, de determinação da composição granulométrica, será seguida a ABNT NM 248: 2003. Para a determinação da massa específica e da massa específica aparente da areia (agregado miúdo) será seguido o disposto na ABNT NM 52: 2009 e para a determinação da massa específica e da massa específica aparente da brita (agregado graúdo) será seguido o disposto na ABNT NM 53: 2009. Para obtenção das fibras do coco de babaçu, baseando-se nos métodos adotados por FRANCO (2010), o epicarpo seco do coco de babaçu obtido passará por um processo de limpeza (retirada de possíveis resíduos do mesocarpo fixos nele), pré-desfibramento manual e posterior trituração em liquidificador industrial, peneiramento, lavagem com detergente neutro e secagem em estufa à 60ºC por 24 horas para perca de umidade.

3.3.3 Dosagem do Concreto

A caracterização dos materiais ocorreu no Laboratório de Materiais e Estruturas da Escola

Politécnica da Católica do Tocantins bem como a dosagem do concreto e moldagem das

vigas. A dosagem de concreto segue o método ACI 211.1-91. Os ensaios de caracterização dos agregados foram elaborados e, através dos mesmos, obteve-se a dosagem do traço a seguir especificado. Dados iniciais:

A viga possui as seguintes dimensões (C x L x H): (700 x 120 x 170) mm

Fck28 = 25 Mpa

Aço CA-50

Cimento Portland CP II -E 32

Areia: Módulo de finura MF = 1,94; Massa específica γa = 2631,6 g/cm³ e Massa aparente γa = 1561,7 kg/m³

Brita: Massa específica γb = 2652,5 kg/m³ e Massa aparente γb = 1357,3 kg/m³

Fibra do coco de Babaçu: Massa aparente γf = 37 kg/m³

Foram feitos ensaios de massa específica e aparente para a brita, além de uma simples verificação para verificar a dimensão máxima do agregado graúdo. A brita foi enquadrada

na classificação de brita 0, o que era necessário, tendo em vista o reduzido espaço

na classificação de brita 0, o que era necessário, tendo em vista o reduzido espaço entre as armaduras. A dosagem do concreto com as adições da fibra foi realizada para que se obtivesse um fck aos 28 dias de 25 MPa. O aço utilizado foi o CA-50 para as armaduras longitudinais e o CA-60 para as armaduras transversais, chamadas de estribos, e o cimento o CP II E-32, por haver menores teores de clínquer em sua composição. O abatimento requerido para fins de cálculo foi de 100 ± 25 mm. O teor de ar incorporado foi de 2,5%. O consumo de água para o metro cúbico foi de 216 litros e com uma quantidade de cimento de 418,6 kg/m³, cuja relação água/cimento usada foi de 0,516. O consumo de brita por metro cúbico encontrado foi de 863,25 kg, enquanto que a quantidade areia necessária foi de 792,11 kg/m³. Portanto, o traço em massa encontrado e que foi utilizado para a confecção das peças de concreto foi 1:1,892:2,062:0516, sendo os números representando a porção relativa ao cimento, respectivamente, do cimento, areia, brita e água. Os teores de fibra foram de 5 kg/m³, correspondendo a 179g e de 10kg/m³, correspondendo a 358g. As fibras utilizadas, de coco de babaçu podem ser observadas na figura 3.

de coco de babaçu podem ser observadas na figura 3. Figura 3 – Fibras de coco

Figura 3 Fibras de coco babaçu.

Foram confeccionadas formas de madeira com madeirite plastificado, nas mesmas dimensões das peças, e foram dobradas a armação de cada viga, sendo dispostas e afastadas das paredes da forma através de espaçadores plásticos. Isso e a moldagem das peças podem ser observadas na figura 4, enquanto que a cura tanto das vigas como dos corpos de prova foi realizada em tanque com as peças submersas em água após a desforma, 24 horas após a moldagem.

em água após a desforma, 24 horas após a moldagem. Figura 4 – Formas de madeirite,

Figura 4 Formas de madeirite, armaduras e vigas e CPs em tanque de cura.

4 Resultados e Discussões As vigas foram ensaiadas no pórtico metálico, submetidas a passos de

4 Resultados e Discussões

As vigas foram ensaiadas no pórtico metálico, submetidas a passos de carga de 1000kgf, em que a carga foi aplicada em duas seções diferentes na peça, conforme figura 5.

em duas seções diferentes na peça, conforme figura 5. Figura 5: Sistema de aplicação de cargas.

Figura 5: Sistema de aplicação de cargas.

A seguir é demonstrada a figura 6 com os CPs a serem rompidos e a tabela com os resultados dos ensaios dos corpos de prova, sendo os três primeiros com teor adição de fibras de 5kg/m³ e os três últimos com teor de 10 kg/m³, todos ensaiados aos 14 dias.

últimos com teor de 10 kg/m³, todos ensaiados aos 14 dias. Figura 6: CPs para serem

Figura 6: CPs para serem rompidos aos 14 dias.

Tabela 1: Resistência dos Corpos de Prova

aos 14 dias. Tabela 1: Resistência dos Corpos de Prova Em relação aos ensaios dos CPs,

Em relação aos ensaios dos CPs, verificou-se uma leve diferença na média das resistências dos corpos de prova com os diferentes teores, sendo de 32,63 Mpa para o teor de adição de 5kg/m³ e de 27,87 Mpa, sendo mais resistentes os corpos de prova com o menor teor de fibra. Todas as peças vigas ensaiadas aos 14 dias, independentemente da quantidade de adição, romperam por compressão no cisalhamento na flexão simples, conforme a linha de ruptura inclinada à aproximadamente 45 graus com a horizontal, indicando que a força

aplicada e a reação do apoio cisalharam o concreto na biela de compressão, conforme imagens

aplicada e a reação do apoio cisalharam o concreto na biela de compressão, conforme imagens abaixo, onde é possível notar os planos de ruptura. As fissuras começaram a aparecer, estabelecendo o estágio II, também de forma inclinada, mas com abertura ainda pequena e, posteriormente, surgiram as fissuras na região de flexão pura, onde somente havia tração na face inferior. A média de resistência última foi aproximadamente igual para ambas as séries, com leve vantagem naquela de maior adição. Na figura 7 vemos a viga posicionada para o ensaio e nas figuras 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15 podemos ver o comportamento das fissuras nas vigas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 respectivamente, sendo que as vigas foram rompidas de maneira intercalada, iniciando com uma viga que possuía no traço teor de adição de fibra de coco babaçu de

10Kg/m³.

teor de adição de fibra de coco babaçu de 10Kg/m³. Figura 7 - Viga 01 de

Figura 7 - Viga 01 de dominio 2 com 10 kg/m³ a ser rompida

Figura 7 - Viga 01 de dominio 2 com 10 kg/m³ a ser rompida Figura 8

Figura 8 - Viga 01 de dominio 2 com 10 kg/m³

a ser rompida Figura 8 - Viga 01 de dominio 2 com 10 kg/m³ Figura 9

Figura 9 - Viga 02 de dominio 2 com 5 kg/m³

Figura 10 - Viga 03 de dominio 2 com 5 kg/m³ Figura 11 - Viga

Figura 10 - Viga 03 de dominio 2 com 5 kg/m³

Figura 10 - Viga 03 de dominio 2 com 5 kg/m³ Figura 11 - Viga 04

Figura 11 - Viga 04 de dominio 2 com 10 kg/m³

com 5 kg/m³ Figura 11 - Viga 04 de dominio 2 com 10 kg/m³ Figura 12

Figura 12 - Viga 05 de dominio 2 com 5 kg/m³

com 10 kg/m³ Figura 12 - Viga 05 de dominio 2 com 5 kg/m³ Figura 13

Figura 13 - Viga 06 de dominio 2 com 10 kg/m³

Figura 14 - Viga 07 de dominio 2 com 5 kg/m³ Figura 15 - Viga

Figura 14 - Viga 07 de dominio 2 com 5 kg/m³

Figura 14 - Viga 07 de dominio 2 com 5 kg/m³ Figura 15 - Viga 08

Figura 15 - Viga 08 de dominio 2 com 10 kg/m³

A figura 14 expressa em um gráfico os resultados obtidos nos ensaios das vigas na ordem em que foram ensaiadas, dessa forma pode-se observar o comportamento das vigas com diferentes teores.

observar o comportamento das vigas com diferentes teores. Figura 16 – Gráfico com as resistências obtidas

Figura 16 Gráfico com as resistências obtidas durante o ensaio das vigas aos 14 dias

5 Considerações finais

O estudo levado a cabo por este trabalho teve como objeto a análise de duas séries de vigas com adição de fibras naturais de coco babaçu, onde as séries possuíam as mesmas dimensões, com iguais características de aço e concreto. A única variável era a quantidade de fibras adicionadas no traço de cada série: 5 kg ou 10 kg por metro cúbico de concreto.

Após os ensaios e as análises dos resultados conclui-se que as fibras não tiveram grande

Após os ensaios e as análises dos resultados conclui-se que as fibras não tiveram grande ganho na resistência das peças, embora as vigas com maior quantidade de fibras tenham conseguido atingir uma carga maior, evidenciando pouca influência à tração, enquanto que a resistência à compressão é diminuída conforme se aumenta o teor de fibras, como se notou nos ensaios dos corpos de prova. A abertura máxima característica das fissuras não excedeu o limite definido pela ABNT NBR 6118: 2014, da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm, que sob ação das combinações frequentes, não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivas. O limite médio de abertura de fissuração no teor de adição de 5kg/m³ é de 6415 kgf e no teor de adição de 10kg/m³ é de 7790 kgf. Portanto, com o teor maior de adição as vigas tiveram um leve incremento na resistência à abertura de fissuração.

Agradecimentos

Agradecemos primeiramente a Deus, aos nossos orientadores, Alexon Braga Dantas, Flávio Roldão de Carvalho Lelis e Moacyr Salles Neto e aos nosso colegas e colaboradores deste artigo, Carlucio da Silva Marques, Gabriela Peres de Miranda e Marcos Vinicios de Araújo Magalhães, por toda a ajuda laboratorial. Agradecemos, também, à indústria TOBASA Bioindustrial de Babaçu S/A pela doação do epicarpo do coco de babaçu, à Supermix Concreto Palmas TO pela doação de brita zero e ao grupo PET-Civil do IFTO/ Campus Palmas e à Coordenação da Área de Construção Civil do IFTO/ Campus Palmas por todo o apoio na realização dos ensaios das vigas e dos corpos de prova.

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