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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Eng. 119 Estruturas de Concreto Armado II Paulo Braga

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P I L A R E S

Atualização: 05/05/2015

1 Bibliografia:

-

Curso de Concreto Armado Vol. 3 - Ed. Dunas, Rio Grande (2ª edição) - José Milton de Araújo

Estruturas

de

Concreto

(Solicitações

normais)

-

Péricles

Brasiliense Fusco.

 

Cálculo e detalhamento de concreto armado Vol. 2 Rpberto Chust Carvalho e Libânio Miranda Pinheiro

F. Hormigón Armado - J. Montoya.

 

Curso de Concreto Vol. II - José Carlos Sussekind.

 

Dimensionamento de Concreto Armado à Flexão Composta - Pfeil.

 

Cálculo de Concreto Armado Vol. II - Lauro Modesto dos Santos.

2 Definição:

-

Os pilares são elementos estruturais prismáticos de eixo, verticais cuja função é transmitir as cargas provenientes da superestrutura às fundações.

3 Verificação da segurança em peças comprimidas:

-

 

N tração

onde:

N sd  N rd M flexão M d Zona de segurança S M N
N sd  N rd
M flexão
M d
Zona de segurança
S
M
N compressão
N
T d
N d
(Figura 1)

N sd = Valor de cálculo da força normal de compressão atuante.

N rd = Valor de cálculo da força normal de compressão resistente.

Devido à incerteza da localização do ponto de aplicação das cargas devemos, mesmo nas peças teoricamente submetidas à compressão simples, assumir uma excentricidade mínima dada por:

e min = (0,015 + 0,03 . h)

onde h é a altura total da seção transversal na direção considerada (em metros)

Resultando num momento mínimo de primeira ordem dado por:

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M dmin = N d (0,015 + 0,03 . h) Portanto a seção deve ser verificada à flexão-composta, ou seja:

4

4.1

-

-

N

M

sd N rd

sd M rd

Determinação do índice de esbeltez () dos pilares:

Comprimento equivalente.

de esbeltez (  ) dos pilares: Comprimento equivalente. Segundo a NBR 6118/2014 no item 15.6,

Segundo a NBR 6118/2014 no item 15.6, o comprimento equivalente do pilar, suposto vinculado em ambas extremidades, é o menor dos valores representados na figura 2.

   h  o     e    Onde:
   h 
o
e
Onde:
o
é
a distância
livre entre as
faces
internas dos elementos
estruturais, supostos
horizontais,
vinculam o pilar;
que
h
a
seção transversal do
é
altura da
pilar, medida no plano
da
estrutura;
é
a distância
entre
os
eixos
dos
elementos
estruturais
( Figura 2)
aos quais o pilar está
vinculado.

4.2

-

No caso de pilar engastado na base e livre no topo,

e

2

.

Raio de giração.

O raio de giração i é dado pela expressão abaixo;

i

I A
I
A

onde :   I

A

momentodeinérciada seçãotransversal

áreada seçãotransversal

 

Para seções retangulares

i

h

12
12

0,288675* h

;

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4.3

-

I

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Pare seções circulares

Índice de esbeltez ().

i

4

0,25*

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O índice de esbeltez é definido pela relação:

5

-

e

i

Classificação quanto à esbeltez:

com o classificados em:

De acordo

índice

de esbeltez

(λ),

os

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pilares podem ser

pilares robustos ou pouco esbeltos → λ

≤ λ1

 

pilares de esbeltez média

→ λ1 < λ

90

pilares esbeltos ou muito esbeltos → 90 < λ

140

pilares excessivamente esbeltos

140 < λ

200

A

NBR 6118:2014 não

admite

pilares com

índice de esbeltez

λ

superior a

normal inferior a 0,10 * f cd * A C , como por exemplo, os postes.

200, exceto aqueles com pouca compressão

com força

Pilares robustos: λ ≤ λ1

Nesses pilares a norma dispensa a verificação dos esforços locais de 2ª ordem.

Pilares de esbeltez média: λ1 < λ ≤ 90

Nesse pilares é obrigatória a consideração dos esforços locais de 2ª ordem.

Pilares esbeltos ou muito esbeltos 90 < λ ≤

140

Nesse pilares é obrigatória a consideração dos esforços locais de 2ª ordem e a consideração da fluência.

Pilares com λ superior a 140, na análise dos efeitos locais de 2ª ordem, devem-se multiplicar os esforços solicitantes finais de

cálculo por um coeficiente adicional n1 =1+[0,01*( λ-140)/1,4]

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6

-

Classificação dos pilares quanto às solicitações iniciais:

 
 
 
 
 

Figura 3

 

PILAR

PILAR

PILAR DE

INTERNO

DE BORDA

CANTO

OU CENTRAL

6.1

-

Pilares solicitados à compressão simples (pilar central).

 

São pilares onde teoricamente só existe força de compressão, como por exemplo, quando existe continuidade das vigas e lajes que chegam nesse pilar.

6.2

-

Pilares solicitados à flexo-compressão normal (pilar de bordo).

 

Pilares que são solicitados por uma força de compressão e um momento agindo em um dos eixos principais de inércia, como por exemplo quando existe interrupição das vigas e lajes que chegam nesse pilar numa determinada direção.

6.3

-

Pilares solicitados à flexo-compressão oblíqua (pilar de canto).

 

Pilares que são solicitados por uma força de compressão e dois momento agindo nos eixos principais de inércia, como por exemplo quando existe interrupição das vigas e lajes que chegam nesse pilar nas duas direções.

7

-

Disposições construtivas:

 

7.1

-

Dimensões externas mínimas.

A norma NBR 6118:2014 no item 13.2.3 estabelece que a dimensão externa mínima do pilar seja 19cm.

Nesse mesmo item ela permite em casos especiais que a dimensão externa mínima b fique no intervalo 14cm b < 19cm, porém exige que as ações sejam majoradas por um coeficiente adicional.

n = 1,95 0,05 x b

ou os valores tabelados abaixo.

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Menor dimensão da seção do pilar (b)

 

b (cm)

19

18

17

16

15

14

n

1,00

1,05

1,10

1,15

1,20

1,25

O coeficiente n deve majorar os esforços solicitantes finais de cálculo nos pilares, quando de seu dimensionamento.

Tabela 01

onde, b é a menor dimensão transversal do pilar.

Não é permitido pilar com área inferior a 360 cm².

7.2 -

Cobrimento das armaduras.

O cobrimento das armaduras é considerado no item 7.4.7 da NBR

6118:2014.

Cobrimento mínimo é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento considerado. Para garantir o cobrimento mínimo (c min ), o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal (c nom ), que é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução (Δc). Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores devem respeitar os cobrimentos nominais, estabelecidos na Tabela 02 abaixo, para Δc = 10 mm.

c

nom

c

min



c

Valores de c nom em pilares de concreto armado para Δc=10mm (NBR

6118:2014)

em pilares de con creto armado para Δc=10mm (NBR 6118:2014) Tabela 02 Nas obras correntes, o

Tabela 02

Nas obras correntes, o valor de Δc deve ser maior ou igual a 10mm. Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução, pode ser adotado o valor Δc = 5mm, mas a exigência de controle rigoroso deve ser explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se, então, redução de 5mm dos cobrimentos nominais prescritos na Tabela 02 acima.

Os cobrimentos são sempre referidos à superfície da armadura externa, em geral à face externa do estribo. O cobrimento nominal deve ser maior que o diâmetro da barra. A dimensão máxima característica do agregado graúdo utilizado não pode superar em 20% o cobrimento nominal, ou seja:

c

nom

c

min



c

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7.3 -

Armaduras longitudinais.

As armaduras longitudinais resistem aos esforços de compressão e tração, diminuem as deformações dos pilares.

O diâmetro das barras longitudinais não deve ser inferior a 10mm e nem superior a 1/8 da menor dimensão da seção transversal (item 18.4.2.1 da NBR 6118:2014), ou seja:

8
8

10mm b

l

No item 17.3.5.3 da NBR 6118/2014, a armadura longitudinal mínima deve ser:

A

s ,min

0,15.

N

d

f yd

0,004. A

c

O valor máximo da área total de armadura longitudinal é dado por:

A

s máx

,

8%.A

c

A maior área de armadura longitudinal possível deve ser 8% da seção

real, considerando-se inclusive a sobreposição de armadura nas regiões de emenda. A NBR 6118:2014, no item 18.4.2.2, estabelece que as armaduras longitudinais devem ser dispostas de forma a garantir a adequada resistência do elemento estrutural. Em seções poligonais, deve existir pelo menos uma barra em cada vértice; em seções circulares, no mínimo seis barras distribuídas ao longo do perímetro. A figura abaixo apresenta o número mínimo de barras para alguns tipos de seção.

o número mínimo de barras para alguns tipos de seção. Seção retangular Seção circular Seção em
o número mínimo de barras para alguns tipos de seção. Seção retangular Seção circular Seção em
o número mínimo de barras para alguns tipos de seção. Seção retangular Seção circular Seção em
o número mínimo de barras para alguns tipos de seção. Seção retangular Seção circular Seção em

Seção retangular

Seção circular

Seção em “L”

Seção em “T”

4 barras

6 barras

7 barras

8 barras

Figura 5

O espaçamento mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, fora da região de emendas, deve ser igual ou superior ao maior dos seguintes valores:

deve ser igual ou superior ao maior dos seguintes valores: Esses valores se aplicam também às

Esses valores se aplicam também às regiões de emenda por traspasse.

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Figura 6

D A D E – P I L A R E S Atualização: 05/05/2015 Figura 6

Quando estiver previsto no plano de execução da concretagem o adensamento através de abertura lateral na face da fôrma, o espaçamento das armaduras deve ser suficiente para permitir a passagem do vibrador.

O espaçamento máximo s l entre os eixos das barras deve ser menor ou

igual a duas vezes a menor dimensão da seção no trecho considerado, sem exceder 40 cm, ou seja:

seção no trecho considerado, sem exceder 40 cm, ou seja: Para LEONHARDT & MÖNNIG (1978) esse

Para LEONHARDT & MÖNNIG (1978) esse espaçamento máximo não deve ser maior do que 30 cm. Entretanto, para pilares com dimensões até 40 cm, basta que existam as barras longitudinais nos cantos.

7.4 Armaduras transversal.

A armadura transversal dos pilares, é constituída por estribos e,

quando for o caso, por grampos suplementares, deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo obrigatória sua colocação na região de cruzamento com vigas e lajes (item 18.4.3 da NBR 6118:2014). Os

estribos devem ser fechados, geralmente em torno das barras de canto, ancorados com ganchos que se transpassam, colocados em posições alternadas.

Os estribos têm as seguintes funções:

a) garantir

longitudinais; b) garantir a costura das emendas de barras longitudinais; c) confinar o concreto e obter uma peça mais resistente ou dúctil.

o posicionamento e impedir a flambagem

das barras

De acordo com a NBR 6118:2014, o diâmetro dos estribos em pilares deve ser superior a 5 mm ou a 1/4 do diâmetro da barra isolada ou

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do diâmetro equivalente do feixe que constitui a armadura longitudinal, ou seja:

do feixe que constitui a armadura longitudinal, ou seja: Em pilares com momentos nas extremidades (portanto,

Em pilares com momentos nas extremidades (portanto, nos pilares em geral), e nos pré-moldados, LEONHARDT & MÖNNIG (1978) recomendam que se disponham, nas suas extremidades, 2 a 3 estribos com espaçamento igual a st/2 e st/4 (Figura 7).

Figura 7
Figura 7

FUSCO (1995) ainda comenta que, de modo geral, nos edifícios, os estribos não são colocados nos trechos de intersecção dos pilares com as vigas que neles se apóiam. Isso decorre do fato de que a presença de estribos nesses trechos dificultar muito a montagem da armadura das vigas. A NBR 6118:2014 deixa claro que é obrigatória a colocação de estribos nessas regiões.

O espaçamento longitudinal entre estribos, medido na direção do eixo do pilar, deve ser igual ou inferior ao menor dos seguintes valores:

deve ser igual ou inferior ao menor dos seguintes valores: constituídas do tipo de Permite-se adotar

constituídas do

ou inferior ao menor dos seguintes valores: constituídas do tipo de Permite-se adotar o diâmetro dos

tipo

de

Permite-se adotar o diâmetro dos estribos

as

espaçamento respeite também a limitação (fyk em MPa):

armaduras sejam

mesmo

, desde que e

o

aço

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7.4.1 Estribos suplementares

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Sempre que houver possibilidade de flambagem das barras da armadura, situadas junto à superfície, devem ser tomadas precauções para evitá-la. A NBR 6118/2014 (item 18.2.4) considera que os estribos poligonais garantem contra flambagem as barras longitudinais situadas em seus cantos e as por eles abrangidas, situadas no máximo à distância de 20.φt do canto, se nesse trecho de comprimento 20.φt não houver mais de duas barras, não contando a do canto (Figura abaixo).

de duas barras, não contando a do canto (Figura abaixo). Figura 8 Quando houver mais de

Figura 8

Quando houver mais de duas barras no trecho de comprimento 20.φt ou barras fora dele, deve haver estribos suplementares ou grampos. Se o estribo suplementar for constituído por uma barra reta, terminada em ganchos, ele deve atravessar a seção do pilar e os seus ganchos devem envolver a barra longitudinal. Se houver mais de uma barra longitudinal a ser protegida junto à extremidade do estribo suplementar, seu gancho deve envolver um estribo principal em um ponto junto a uma das barras, o que deve ser indicado no projeto de modo bem destacado (Figura 18). Essa amarra garantirá contra a flambagem essa barra encostada e mais duas no máximo para cada lado, não distantes dela mais de 20.φt. No caso da utilização dessas amarras, para que o cobrimento seja respeitado, é necessário prever uma distância maior entre a superfície do estribo e a face do pilar.

maior entre a superfície do estribo e a face do pilar. (dois estribos (um estribo poligonal
maior entre a superfície do estribo e a face do pilar. (dois estribos (um estribo poligonal
maior entre a superfície do estribo e a face do pilar. (dois estribos (um estribo poligonal

(dois estribos

(um estribo poligonal

(barra com grampo

poligonais)

e uma barra com ganchos)

envolvendo estribo principal)

Figura 9

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É oportuno comentar que a presença de estribos suplementares pode dificultar a concretagem. Uma alternativa seria concentrar as barras nos cantos, para evitar os estribos suplementares.

A NBR 6118/2014 comenta ainda que, no caso de estribos curvilíneos

cuja concavidade esteja voltada para o interior do concreto, não há necessidade de estribos suplementares. Se as seções das barras longitudinais se situarem em uma curva de concavidade voltada para

fora do concreto, cada barra longitudinal deve ser ancorada pelo gancho de um estribo reto ou pelo canto de um estribo poligonal.

8 Pré-dimensionamento de pilares a compressão simples

Conhecendo-se os seguintes valores:

A c = Área da seção geométrica da peça

A c

= b.h

A cc = Área da seção de concreto comprimido Acc = b.h As A s = Área da seção transversal da armadura longitudinal comprimida

N d = Valor de cálculo da força normal F cd = Valor da resistência de cálculo do concreto F sd = Valor da resistência de cálculo do aço comprimido (para

oo
oo

2 o

)

sd

de cálculo do aço comprimido (para oo  2 o )  sd Figura 10 Condição

Figura 10

Condição de segurança.

N

d

f

sd

0,85.f

cd

.A

cc

s

para

f

sd

sd

2

.A

s

oof cd . A cc   s para   f sd sd  2

mas,

A

cc

A

c

A

s

e

, poisa ruptura do concretona compressãosimplesé 2 o

s e , poisa ruptura do concretona compressãosimplesé 2 o oo logo a condição para o

oo

logo a condição para o dimensionamento é:

N

d

0,85.f

cd

. A

c

A

s

Então ficamos com

f

sd

.A

s

N

d

0,85.

f

cd

.

N

A

c

d

0,85.f

cd

.A 0,85.f

c

cd

(

f

sd

0,85.

f

cd

).

A

s

.A

s

f

sd

.A

s

(eq. 1)

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N

d

0,85. f

cd

( f

sd

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0,85. f

cd

).

A

s

A

c

. A

c

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definindo

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s

A

s

A

c

como a taxa geométrica da armadura longitudinal, obtem-se:

N

d

0,85.f

cd

( f

sd

0,85.f

cd

)..A

s

c

Definindo a tensão ideal de compressão no concreto por:

Logo,

id

0,85.f ( f 0,85.f ).

cd

sd

cd

s

(eq. 2)

id

N

d

A

c

Para calcular a seção geométrica do pilar temos.

A

c

N

d eq

,

0,85.

f

cd

.

A

c

f

sd

0,85.

f

cd

(eq.3)

No entanto, devido a existência das excentricidades decorrentes das imperfeições geométricas e de 2ª ordem, a norma NBR 6118:2003 estabelece que a carga vertical dos pilares devem ser majoradas por um coeficiente para levar em consideração as excentricidades acima mencionadas para que possamos fazer o dimensionamento a compressão simples.

N

d eq

,

N

sd

(1

.

e

h

)

onde,

1

0,39

0,01.

0,8.

d ´

h

sendo um dos valores abaixo:

se s < 1

se 1 < s

6

e a seção for retangular temos

e a seção for retangular temos

(item 17.2.5.1)

1

s

s

se s > 6

e a seção for retangular remos

6

se a seção for circular temos

4

considerando todas as barras iguais, s é dado por:

s

n

h

1

1 

n

v

por:  s   n h  1 1    n  v

O arranjo das armaduras adotado para

detalhamento deve ser fiel aos valores

de

s e

d´/ h

pressupostos.

Figura 11

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9

EXCENTRICIDADES DE PRIMEIRA ORDEM

As excentricidades de primeira ordem consideradas no projeto de pilares são comentadas a seguir.

consideradas no projeto de pilares são comentadas a seguir. Figura 12.Excentricidades iniciais no topo e na

Figura

12.Excentricidades iniciais no topo e na base do pilar (SILVA & PINHEIRO, 2002)

9.1

9.2

Excentricidade inicial

Em estruturas de edifícios de vários andares ocorre um monolitismo nas ligações entre vigas e pilares que compõem os pórticos de concreto armado. A excentricidade inicial, oriunda das ligações dos pilares com as vigas neles interrompidas, ocorre em pilares de borda e de canto. A partir das ações atuantes em cada tramo do pilar, as excentricidades iniciais no topo e na base são obtidas pelas expressões (Figura abaixo):

e

i topo

,

M

topo

N

e

e

i base

,

M

base

N

Aproximações

contínuas.

Pode ser utilizado o modelo clássico de viga contínua, simplesmente apoiada nos pilares, para o estudo das cargas verticais, observando-se a necessidade das seguintes correções adicionais:

vigas

permitidas

pela

NBR

6118:2014

(item

14.6.6.1)

em

a) não podem ser considerados momentos positivos menores que os obtidos se houvesse engastamento perfeito nos apoios internos;

b) quando a viga for solidária com o pilar intermediário e a largura do apoio, medida na direção do eixo da viga for maior que a quarta parte da altura do pilar, não pode ser considerado momento negativo de valor absoluto menor do que o de engastamento perfeito nesse apoio;

c) quando não for realizado o cálculo exato da influência da solidariedade dos pilares com a viga deve ser considerado, nos apoios extremos, momento fletor igual ao momento de engastamento perfeito multiplicado pelos coeficientes relacionados abaixo.

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na viga

M

no tramo superior do pilar

M

no tramo inferior do pilar

M

vig

p

p

,sup

,inf

r

p

,inf

r

p

,sup

r

vig

r

p

,inf

r

p

,sup

.

M

eng vig

,

r

p

,sup

r vig

,inf

r

p

r

p

,sup

. M

eng vig

,

r

p

,inf

r vig

,inf

r

p

r

p

,sup

. M

eng vig

,

onde r i representa a rigidez do elemento “i” da ligação entre os tramos das barras envolvidas na ligação entre viga e pilar conforme a euqação abaixo:

r i

I

i

l

i

9.3 Excentricidade acidental

abaixo: r i  I i l i 9.3 Excentricidade acidental Figura 13 Segundo a NBR

Figura 13

Segundo a NBR 6118:2014 nos itens 11.3.3.4, 11.3.3.4.1, 11.3.3.4.2, na verificação do estado limite último das estruturas reticuladas, devem ser consideradas as imperfeições do eixo dos elementos da estrutura descarregada. Essas imperfeições podem ser divididas em dois grupos:

imperfeições globais e imperfeições locais.

No item 11.3.3.4.1 estabelece que na análise global dessas estruturas, sejam elas contraventadas ou não, deve ser considerado um desaprumo dos elementos verticais.

a) Imperfeições globais

Na análise global das estruturas reticuladas, sejam elas contraventadas ou não deve ser considerado um desaprumo dos elementos verticais conforme mostra a figura abaixo:

1

1

100 l
100
l

a

1

1  1 n 2
1 
1
n
2

é a altura total da estrutura (em metros);

n

é o número de prumadas de pilares no pórtico plano;

θ 1min = 1/300 para estruturas reticuladas e imperfeições locais;

θ 1max

= 1/200;

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Figura 14.Imperfeições geométricas globais (NBR 6118:2014)

Para edifícios com predominância de lajes lisas ou cogumelo, considerar θa= θ1. Para pilares isolados em balanço, deve-se adotar θ1=1/200.

A Consideração das ações de vento e desaprumo deve ser realizada de acordo

com as seguintes possibilidades:

a) Quando 30% da ação do vento for maior que a ação do desaprumo,

considerar somente a ação do vento.

b) Quando a ação do vento for inferior a 30% da ação do desaprumo, considera-se somente o desaprumo respeitando a consideração de θ1min, definido acima.

sem

necessidade da consideração de θ1min. Nessa combinação, admite-se considerar ambas as ações atuando na mesma direção e sentido como equivalentes a uma ação do vento, portanto como carga variável, artificialmente amplificada para cobrir a superposição.

c) Nos

demais casos, combina-se

a

ação

do vento

e desaprumo,

A comparação pode ser feita com os momentos totais na base da construção e

em cada direção e sentido da aplicação do vento, com desaprumo calculado com θa, sem a consideração do θ1min.

Nota O desaprumo não precisa ser considerado para os Estados Limites de Serviço.

b) Imperfeições locais (item 11.3.3.4.2 NBR6118:2014)

No caso de elementos que ligam pilares contraventados e pilares de contraventamento, usualmente vigas e lajes, deve ser considerada a tração decorrente do desaprumo do pilar contraventado.

No caso do dimensionamento ou verificação de um lance de pilar, deve ser considerado o efeito do desaprumo ou da falta de retilineidade do eixo do pilar conforme a figura abaixo.

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Figura 15.Imperfeições geométricas locais (NBR 6118:2014)

Admite-se que, nos casos usuais de estruturas reticuladas, a consideração

apenas da falta de retilineidade ao suficiente.

seja

longo

do

lance

do pilar

Assim, a excentricidade acidental e a pode ser obtida pela expressão:

e a

1

.

l 2
l
2

Para pilar em balanço, obrigatoriamente deve ser considerado o desaprumo, ou seja:

9.4 -

e

a

1

.

l

Resumo para obtenção dos esforços de 1ª e 2ª ordem nos pilares

o desaprumo, ou seja: 9.4 - e a   1 . l Resumo para obtenção

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10 Momento mínimo - Segundo a NBR 6118:2014, o efeito das imperfeições locais nos pilares
10 Momento mínimo
-
Segundo a NBR 6118:2014, o efeito das imperfeições locais nos pilares pode
ser substituído em estruturas reticuladas pela consideração do momento
mínimo de 1ª ordem dado por:
M 1d,min = N d (0,015 + 0,03 . h)
onde h é a altura total da seção transversal na direção considerada (em metros).
Nas estruturas reticuladas usuais admite-se que o efeito das imperfeições
locais esteja atendido se for respeitado o valor de momento total mínimo.
A este momento devem ser acrescidos os momentos de 2 a ordem.
Para pilares de seção retangular, pode-se definir uma envoltória de 1ª
ordem, tomada a favor da segurança, de acordo com a figura abaixo.
Neste caso, a verificação do momento mínimo pode ser considerada atendida
quando, no dimensionamento adotado, obtém-se uma envoltória resistente que
englobe a envoltória mínima de 1ª ordem.
Quando houver a necessidade de calcular os efeitos de 2ª ordem em alguma
das direções do pilar, a verificação do momento mínimo deve considerar
ainda a envoltória mínima com 2ª ordem, conforme 15.3.2.
11 Excentricidade de forma
-

Em

fundamentalmente do projeto arquitetônico. Assim, é comum em projetos a coincidência entre faces (internas ou externas) das vigas com as faces dos

pilares que as apóiam. Quando os eixos baricêntricos das vigas não passam pelo centro de gravidade da seção transversal do pilar, as reações das vigas apresentam excentricidades que são denominadas excentricidades de forma. A Figura 16 apresenta exemplos de excentricidades de forma em pilares intermediários, de borda e de canto. As excentricidades de forma, em geral, não são consideradas no dimensionamento dos pilares, pelas razões apresentadas a seguir. A Figura 17 mostra as vigas V T01 e V T04 que se apóiam no pilar P01, com

dos pilares dependem

edifícios,

as

posições

das

vigas

e

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excentricidades de forma e fy e e fx , respectivamente. As tensões causadas pela reação da viga V T01 , pelo Princípio de Saint-Venant, propagam-se com um ângulo de 45 o e logo se uniformizam, distribuindo-se por toda a seção transversal do pilar em um plano P.

por toda a seção transversal do pilar em um plano P. Figura 16. Exemplos de excentricidades

Figura 16. Exemplos de excentricidades de forma em pilares

A excentricidade de forma provoca, no nível de cada andar, um momento fletor MV T01 = RV T01 .e fy que tende a ser equilibrado por um binário. A Figura 17 também representa esquematicamente os eixos dos pilares em vários tramos sucessivos, os momentos introduzidos pela excentricidade de forma e os binários que os equilibram. Observa-se que, em cada piso, atuam pares de forças em sentidos contrários com valores da mesma ordem de grandeza e que, portanto, tendem a se anular. A rigor, apenas no nível da fundação e da cobertura as excentricidades de forma deveriam ser levadas em conta. Entretanto, mesmo nesses níveis elas costumam ser desprezadas. No nível da fundação, sendo muito grande o valor da força normal proveniente dos andares superiores, o acréscimo de uma pequena excentricidade da reação da viga não afeta significativamente os resultados do dimensionamento. Já no nível da cobertura, os pilares são pouco solicitados e dispõem de armadura mínima, em geral, capaz de absorver os esforços adicionais causados pela excentricidade de forma.

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Figura 17. Excentricidades de forma e binários correspondentes

12 -

Excentricidade suplementar ou fluência

A excentricidade suplementar leva em conta o efeito da fluência. A

consideração da fluência é complexa, pois o tempo de duração de cada ação

tem que ser levado em conta, ou seja, o histórico de cada ação precisaria ser conhecido.

O cálculo da excentricidade suplementar é obrigatório em pilares com

índice de esbeltez λ > 90, de acordo com a NBR 6118:2003. O valor dessa excentricidade e c , em que o índice c refere-se a “creep” (fluência, em inglês), pode ser obtida de maneira aproximada pela

expressão:

e

c

M

 

N

Sg

Sg

e

a

N

Sg

N

N

Sg

. 2,718

e

1

N

e

10. E

ci

.

I

c

l

2

e

(

força de flambagem de Euler

)

MSg, NSg são os esforços solicitantes devidos à combinação quase permanente;

ea

ϕ é o coeficiente de fluência;

Eci = 5600

é a excentricidade acidental devida a imperfeições locais;

fck

1 2

(

MPa

);

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13 -

Ic

le

I

I

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é o momento de inércia no estádio I; é o comprimento equivalente do pilar.

ESBELTEZ LIMITE

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O conceito de esbeltez limite surgiu a partir de análises teóricas de pilares, considerando material elástico-linear. Corresponde ao valor da esbeltez a partir do qual os efeitos de 2ª ordem começam a provocar uma redução da capacidade resistente do pilar. Em estruturas de nós fixos, dificilmente um pilar de pórtico, não muito esbelto, terá seu dimensionamento afetado pelos efeitos de 2ª ordem, pois o momento fletor total máximo provavelmente será apenas o de 1ª ordem, num de seus extremos. Diversos fatores influenciam no valor da esbeltez limite. Os preponderantes são:

excentricidade relativa de 1ª ordem e 1 /h na extremidade do pilar onde ocorre o momento de maior valor absoluto

vinculação dos extremos do pilar isolado;

forma do diagrama de momentos de 1ª ordem.

SOUZA et al. (1994) apresentam um estudo paramétrico de vários casos de pilares sujeitos a momentos fletores de 1ª e 2ª ordem. Os resultados obtidos permitem a formulação de um método prático para a determinação da esbeltez limite. Segundo a NBR 6118:2014 (item 15.8.2), os esforços locais de 2ª ordem em elementos isolados podem ser desprezados quando o índice de esbeltez λ for menor que o valor limite λ 1 , que pode ser calculado pelas expressões:

1

(25

12,5.

e

1

calculado pelas expressões:  1  (25  12,5. e 1 h )  b e

h

)

b

e

35 90

1

sendo e 1 a excentricidade de 1ª ordem. A NBR 6118:2003 não deixa claro como se adota este valor. Na dúvida, pode-se admitir, no cálculo de λ 1 , e 1 igual ao menor valor da excentricidade de 1ª ordem, no trecho considerado. Para pilares usuais de edifícios, vinculados nas duas extremidades, na falta de um critério mais específico, é razoável considerar e 1 =0. O coeficiente α b deve ser obtido conforme estabelecido a seguir.

a) Pilares biapoiados sem forças transversais

b

0,600,40

M

B

M

A

0,40

sendo

:

0,40

b

1,0

MA

é o momento fletor de 1ª ordem no extremo A do pilar (maior valor

MB

absoluto ao longo do pilar biapoiado); é o momento fletor de 1ª ordem no outro extremo B do pilar (toma-se para MB o sinal positivo se tracionar a mesma face que MA e negativo em caso contrário).

b) Pilares biapoiados com forças transversais significativas, ao longo da altura

b

1

c) Pilares em balanço

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b

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0,80 0,20

M

C

M

A

0,85

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sendo

:

1,0

b

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0,85

MA

é o momento fletor de 1ª ordem no engaste;

MC

é o momento fletor de 1ª ordem no meio do pilar em balanço.

d) Pilares biapoiados ou em balanço com momentos fletores menores que o momento mínimo (ver item 10)

14 -

b

1

EXCENTRICIDADE DE SEGUNDA ORDEM

A força normal atuante no pilar, sob as excentricidades de 1ª ordem

(excentricidade inicial), provoca deformações que dão origem a uma nova excentricidade, denominada excentricidade de 2ª ordem.

A determinação dos efeitos locais de 2ª ordem, segundo a NBR 6118:2003, em

barras submetidas à flexo-compressão normal, pode ser feita pelo método geral ou por métodos aproximados. A consideração da fluência é obrigatória para índice de esbeltez λ > 90, acrescentando-se ao momento de 1ª ordem M 1d a parcela relativa à excentricidade suplementar e c .

14.1 -

MÉTODOS DE CÁLCULO

14.1.1

Conceito do método geral

O método consiste em estudar o comportamento da barra à medida que se dá o

aumento do carregamento

aplicável a qualquer tipo de pilar, inclusive nos casos em que as

é

ou

de

sua excentricidade.

O

método

geral

dimensões da peça, a armadura ou a força aplicada são variáveis ao longo

do

seu comprimento.

O

método geral justifica sua utilização pela qualidade dos seus

resultados, que retratam com maior precisão o comportamento real da

estrutura, pois considera a não linearidade bastante precisa.

geométrica, de maneira

a não linearidade bastante precisa. geométrica, de maneira Considere-se o pilar da Figura 18 engastado na

Considere-se o pilar da Figura 18 engastado na base e livre no topo, sujeito à força excêntrica de compressão Nd.

Figura 18. Pilar sujeito à compressão excêntrica

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Sob a ação do carregamento, o pilar apresenta uma deformação que, por sua vez, gera nas seções um momento incremental N d .y, provocando novas deformações e novos momentos. Se as ações externas (N d e M d ) forem menores que a capacidade resistente da barra, essa interação continua até que seja atingido um estado de equilíbrio para todas as seções da barra. Tem-se, portanto, uma forma fletida estável (Figura 19.a). Caso contrário, se as ações externas forem maiores que a capacidade resistente da barra, o pilar perde estabilidade (Figura 19.b). A verificação que se deve fazer é quanto à existência da forma fletida estável.

fazer é quanto à existência da forma fletida estável. Figura 19. Configurações fletidas A estabilidade será

Figura 19. Configurações fletidas

A estabilidade será atingida quando o pilar parar numa forma deformada estável, como mostra a Figura 20, de flecha a, com equilíbrio alcançado entre esforços internos e externos, respeitada a compatibilidade entre curvaturas, deformações e posições da linha neutra, assim como as equações constitutivas dos materiais e sem haver, na seção crítica, deformação convencional de ruptura do concreto ou deformação plástica excessiva do aço.

convencional de ruptura do concreto ou deformação plástica excessiva do aço. Figura 20. Deformada estável Pg.

Figura 20. Deformada estável

Pg. 21

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14.1.2 Pilar padrão

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Como o método geral é extremamente trabalhoso, tendo em vista o número muito grande de operações matemáticas, torna-se inviável a utilização deste método sem o auxílio do computador.

A

NBR 6118:2003 permite a utilização de alguns métodos simplificados, como

o

do pilar padrão e o do pilar padrão melhorado, cujas aproximações são

relativas às não-linearidades física e geométrica. Por definição, pilar padrão é um pilar em balanço com uma distribuição

de curvaturas que provoque na sua extremidade livre uma flecha adada

por:

a

l

r

 

2

0,4.

base

1

10 r

l

2

e

.

base

Analisando-se a Figura 21 e adotando para a elástica a equação (1):

   y  a.sen  . x   l  Assim, tem-se:
y

a.sen
.
x
 l
Assim, tem-se:
y
´

a.
.cos
.
x
l
 l
2
y
´´
a.
.
sen 
.
x
 l 
 l

  

Figura 21. Elástica do pilar padrão

Como:

   1 r   

d

2

y

dx

2

Para a seção média, tem-se:

 

1

r

x

l

/ 2

( y

´´)

x

l

/ 2

a

1

r

.

(1)

Assim, a flecha máxima pode ser:

a

l

2

.

1

r

2

x

l / 2

Para o caso do pilar em balanço, tem-se:

a

l

1

10 r

e

2

.

base

em que

2

10

.

Obtendo-se a flecha máxima, pode-se obter também o momento total, já que o momento de 2a ordem pode ser obtido facilmente pela equação (2).

M

2, base

N a

.

,

logo

M

2, base

N .

l

1

10 r

e

2

.

base

(2)

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ou seja a excentricidade de segunda ordem é dada por:

e

2

l

e

2

.

1

10 r

14.1.3 Método da curvatura aproximada

O método do pilar padrão com curvatura aproximada é permitido para

pilares de seção constante e de armadura simétrica e constante ao longo de seu eixo e λ ≤ 90. A não-linearidade geométrica é considerada de forma aproximada, supondo-se que a configuração deformada da barra seja senoidal. A não-linearidade física é levada em conta através de uma expressão aproximada da curvatura na seção crítica. A excentricidade de 2 a ordem e 2 é dada por:

e

2

l

e

2

.

1

10 r

1/r é a curvatura na seção crítica, que pode ser avaliada pela expressão:

1

0,005

0,005

r

h .(

0,5)

h

N

sd

A

c

.

f

cd

h é a altura da seção na direção considerada; ν é a força normal adimensional.

Assim, o momento total máximo no pilar é dado por:

M

d tot

,

  .

b

M

1

d

,

A

Nd .

l

e

2

1

r

.

10

M

,

1

d

A

16.7.4 Método da rigidez κ aproximada

(3)

O método do pilar padrão com rigidez κ aproximada é permitido para λ ≤ 90 nos pilares de seção retangular constante, armadura simétrica e constante ao longo do comprimento. A não-linearidade geométrica é considerada de forma aproximada, supondo-se que a deformada da barra seja senoidal. A não-linearidade física é levada em conta através de uma expressão aproximada da rigidez.

O momento total máximo no pilar é dado por:

M

d tot

,

b

.

M

1

d

,

A

1

M

1

2

120.

d

,

A

(4)

κ é valor da rigidez adimensional, dado aproximadamente por:

32. 1

5.

M d Tot

,

h N

.

d

  (5)

.

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Observa-se que o valor da rigidez adimensional κ é necessário para o cálculo de M d,tot , e para o cálculo de κ utiliza-se o valor de M d,tot . Assim, a solução somente pode ser obtida por tentativas. Usualmente, poucas iterações são suficientes.

Substituindo a equação (5) na (4) obtemos uma equação do 2º grau onde

necessidade de se fazer

se

determina o iterações:

valor de M d,tot ,sem

a

19200. M

2

d , tot

Equação (6)

h N

d

2

h N

.

.

d

19200.

M

.

b

1

d A

,

).

M

d tot

,

3840.

b

.

h N

.

d

.

M

1

d A

,

0

17 CÁLCULO SIMPLIFICADO DE FLEXÃO COMPOSTA OBLÍQUA

Nas situações de flexão simples ou composta oblíqua, pode ser adotada a aproximação dada pela expressão de interação:

Onde:

M

rd x

,

M

rd xx

,

M

 

rd y

,

M

rd yy

,

1

MRd,x; MRd,y são as componentes do momento resistente de cálculo em flexão oblíqua composta, segundo os dois eixos principais de inércia x e y, da seção bruta, com um esforço normal resistente de cálculo NRd igual à normal solicitante NSd. Esses são os valores que se deseja obter;

MRd,xx; MRd,yy são os momentos resistentes de cálculo segundo cada um dos referidos eixos em flexão composta normal, com o mesmo valor de NRd. Esses valores são calculados a partir do arranjo e da quantidade de armadura em estudo;

α é um expoente cujo valor depende de vários fatores, entre eles o valor da força normal, a forma da seção, o arranjo da armadura e de suas porcentagens. Em geral pode ser adotado α = 1, a favor da segurança. No caso de seções retangulares, pode-se adotar α = 1,2.

18 IMPERFEIÇÕES GEOMÉTRICAS (ITEM 15.3.2 DA NBR6118:2014)

Para pilares de seção retangular, quando houver a necessidade de

calcular os efeitos locais de segunda ordem, cujos momentos totais são calculados a partir dos momentos de 1ª ordem e de acordo com

15.8.3.

A consideração desta envoltória