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Objetivo1: Anatomia e histologia das estruturas anatômicas do olfato e paladar

1.1 OLFAÇÃO: SENTIDO DO OLFATO

O odor e o paladar são sensações químicas porque se originam da

interação de moléculas com os receptores para o olfato e o paladar. Como os impulsos para o odor e o paladar se propagam até o sistema límbico (e também até áreas corticais superiores), certos odores e paladares evocam respostas emocionais intensas ou um afluxo de memórias

Anatomia dos Receptores Olfatórios

O nariz contém de 10 a 100 milhões de receptores para o sentido do olfato

ou olfação, contidos em uma área chamada de epitélio olfatório.

O epitélio olfatório ocupa a parte superior da cavidade nasal, recobrindo a

superfície inferior da lâmina cribriforme e se estendendo ao longo da concha nasal superior.

O

epitélio olfatório consiste em três tipos de células: receptores olfatórios,

as

células de sustentação e as células basais.

Receptores olfatórios são os neurônios de primeira ordem da via olfatória. Cada receptor olfatório é um neurônio bipolar, com um dendrito exposto em forma de um botão e um axônio que se estende pela lâmina cribriforme, terminando no bulbo olfatório. As partes do receptor olfatório que respondem às substâncias químicas inaladas são os cílios olfatórios, que se projetam a partir do dendrito. (Lembre-se de que íransdução é a conversão da energia do estímulo em um potencial graduado no receptor sensitivo.) As substâncias químicas que possuem um odor e, consequentemente, estimulam os cílios olfatórios são denominadas aromáticas. Os receptores olfatórios respondem à estimulação química de uma molécula aromática produzindo um potencial gerador e, assim, iniciando a resposta olfatória. As células de sustentação são células epiteliais colunares da túnica mucosa que reveste o nariz.

As células fornecerão sustentação física, alimentação e isolamento

elétrico para os receptores olfatórios e ajudam a destoxificar as substâncias químicas que entram em contato com o epitélio olfatório. As células basais são células-tronco localizadas entre as bases das células de sustentação. As células sofrem divisão celular continuamente para produzir novos receptores olfatórios que vivem, no máximo, pouco mais de um mês, antes de serem substituídos. Os receptores olfatórios são neurônios e, como já aprendemos, neurônios maduros, geralmente, não são substituídos. No interior do tecido conjuntivo que sustenta o epitélio olfatório estão as glândulas olfato rias de Bowman, as quais produzem uma secreção serosa que é transportada para a superfície do epitélio pelos duetos.

A secreção umedece a superfície do epitélio olfatório e dissolve os odores permitindo, assim, que ocorra a transdução.

As células de sustentação, do epitélio do nariz e as glândulas olfatórias são inervadas pelos ramos do nervo facial (Vil), que é estimulado por certas substâncias químicas. Os impulsos nesses nervos, por sua vez, estimulam as glândulas lacrimais, nos olhos, e as glândulas mucosas, no nariz. O resultado são lágrimas e coriza nasal após inalação de substâncias como pimenta, cebola ou vapores da amônia doméstica

como pimenta, cebola ou vapores da amônia doméstica 1.1.1 Anatomia do Nariz Compreende o nariz externo,
como pimenta, cebola ou vapores da amônia doméstica 1.1.1 Anatomia do Nariz Compreende o nariz externo,

1.1.1 Anatomia do Nariz

ou vapores da amônia doméstica 1.1.1 Anatomia do Nariz Compreende o nariz externo, a projeção visível

Compreende o nariz externo, a projeção visível na face e a cavidade nasal, que se estende posteriormente e é dividida em cavidades direita e esquerda pelo septo nasal.

Suas funções são olfato, respiração, filtração de poeira, umidificação do ar inspirado, além de recepção e eliminação de secreções dos seios paranasais e ductos lacrimais.

Parte externa do nariz

É a parte visível que se projeta da face, seu esqueleto é principalmente cartilagíneo. O tamanho e o formato dos narizes variam muito, principalmente por causa das diferenças nessas cartilagens. Apresenta uma extremidade livre, ou ápice, e outra inserida na fronte, a

raiz. A borda arredondada, entre o ápice e a raiz, é o dorso do nariz.

A superfície inferior do ápice é perfurada por duas aberturas piriformes, as

narinas, que são limitadas lateralmente pelas asas do nariz.

O esqueleto de sustentação do nariz é formado por osso e cartilagem

hialina.

• Parte óssea (parte superior): consiste nos ossos nasais, processos

frontais das maxilas, a parte nasal do frontal e sua espinha nasal, e as partes ósseas do septo nasal.

• Parte cartilagínea (parte inferior): formada por 5 cartilagens principais –

2 cartilagens laterais superiores em forma de trapézio, 2 cartilagens alares laterais e inferiores em forma de U (livres e móveis; dilatam ou estreitam as narinas quando há contração dos músculos que atuam sobre o nariz) e

1 cartilagem do septo.

Cavidade nasal Responsável pela realização das funções referentes ao nariz: via respiratória, aquecimento e umidificação do ar (prepara o ar para a região pulmonar), filtração, cavidade de ressonância da voz e olfato

A entrada da cavidade nasal é anterior, através das narinas. Abre-se

posteriormente na rinofaringe através das coanas (limite ósseo). Seu limite ósseo no crânio é a abertura piriforme, limitada superiormente pelos ossos nasais e inferiormente pelas maxilas.

Relações mais importantes:

• Superior: seio frontal, fossa craniana anterior, seio esfenoidal e fossa craniana média;

• Inferior: palato duro (separa-a da cavidade oral);

• Lateral: órbita e seios maxilar e etmoidal;

• Posterior: rinofaringe;

Mucosa nasal composta por:

• Mucosa respiratória (2/3 inferiores) Epitélio pseudoestratificado

colunar ciliado + Células caliciformes (produzem a secreção mucosa) + Movimento ciliar;

• Mucosa olfatória (terço superior);

• Pele;

• Contínua com o revestimento de todas as camaras com as quais as

cavidades nasais se comunicam rinofaringe, seios paranasais e saco lacrimal e conjuntiva.

Problemas no meato superior gera anosmia (ocorre em praticamente todos os problemas respiratórios) e sinusite esfenoidal.

OBS: Observar coanas (transição do nariz para rinofaringe) onde acaba o septo nasal, o epitélio neuro olfatório, o óstio da tuba auditiva e palatos mole e duro e rinofaringe

Principais artérias da cavidade nasal

Há quatro artérias na parede do septo nasal, sendo as principais:

• Aa etmoidal anterior,

• Aa etmoidal posterior;

• Aa esfenopalatina (sangramento grave).

Encontram-se na região do plexo de Kiesselbach’s ou área K no septo anterior área acessível ao dedo, agentes da filtragem do nariz como partículas de poeira e, por isso, é a região que mais sangra (90% dos sangramentos ou mais), porém, esse sangramento anterior normalmente

é leve e benigno.

Para fazê-lo parar, colocar algodão embebido de adrenalina no nariz ou

sorine. Quando ocorre sangramento da aa esfenopalatina (ramo da aa

maxilar interna e da aa carótida externa), responsável por irrigar bastante

os cornetos nasais porque são importantes centros vasomotores,

caracteriza-se por epistaxe posterior (fluxo sanguíneo para a garganta),

podendo ocorrer vômitos com sangue (diagnóstico diferencial: varizes esofagianas). Normalmente essa artéria é lesada em pacientes hipertensos graves. Praticamente não ocorre sangramento da aa etmoidal posterior (ramo da aa oftálmica, que provém da aa carótida interna). Normalmente é lesada quando há pancadas no nariz, ocorrendo epistaxe grave que sangra anterior e posteriormente.

ANATOMIA dos seios nasais

Os seios maxilares e etmoidais estão presentes desde o nascimento.

O esfenóide e frontal aparecem entre 2 e 3 anos de idade. O

desenvolvimento completo dos seios ocorre aos 18 anos de idade.

O seio etmoidal é separado da órbita por uma fina camada de osso, a

lâmina papirácea. As células etmoidais anteriores drenam para o meato médio e as células

posteriores para o meato superior. O óstio do seio etmóide tem 1 a 2 mm.

O

óstio do seio maxilar drena no meato médio e mede cerca de 2,5mm.

O

óstio acessório, quando presente, está no infundíbulo ou na região

membranosa da parede medial do mesmo. O esfenóide drena para o recesso esfenoetmoidal

O seio frontal varia muito em tamanho.

Cerca de 10% dos adultos têm o frontal rudimentar ou hipopneumatizado.

A área olfatória é uma região situada na parte superior das fossas nasais,

O

ducto frontonasal se abre no meato médio, no recesso frontoetmoidal

sendo responsável pela sensibilidade olfatória.

ou

na fossa nasal dependendo da inserção do processo uncinado.

Essa área é revestida pelo epitélio olfatório, que contém os quimiorreceptores da olfação.

Meato Médio: etmoide anterior / drena seios frontal e maxilar Meato superior: etmoide posterior/ drena seio esfenoidal Dor no fundo do olho: seio etmoidal Dor occipital: seio esfenoidal

1.1.2 Histologia Sistema Respiratório

É costume distinguir no aparelho respiratório uma porção condutora, que

compreende as fossas nasais, nasofaringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos, e uma porção respiratória (na qual ocorrem as trocas de gases), constituída pelos bronquíolos respiratórios, duetos alveolares e

alvéolos.

Fossas nasais

São revestidas por mucosa com diferentes estruturas, segundo a região considerada. Distinguem-se nas fossas nasais três regiões: o vestíbulo, a área respiratória e a área olfotória.

Vestíbulo e área respiratória

O

vestíbulo é a porção mais anterior e dilatada das fossas nasais;

Sua mucosa é continuação da pele do nariz, porém o epitélio estratificado pavimentoso da pele logo perde sua camada de queratina e o tecido

conjuntivo da derme dá origem à lamina própria da mucosa.

Os pelos curtos (vibrissas) e a secreção das glândulas sebáceas e

sudoríparas existentes no vestíbulo constituem uma barreira à penetração

de partículas grosseiras nas vias respiratórias. A área respiratória

compreende a maior parte das fossas nasais.

A mucosa dessa região é recoberta por epitélio pseudoestratificado

colunar ciliado, com muitas células caliciformes (epitélio respiratóriO). Nesse local a lâmina própria contém glândulas mistas (serosas e mucosas),

cuja secreção é lançada na superfície do epitélio.

O muco produzido pelas glândulas mistas e pelas células caliciformes

prende microrganismos e partículas inertes, sendo deslocado ao longo da

superfície epitelial em direção à faringe, pelo batimento ciliar.

A superfície da parede lateral de cada cavidade nasal apresenta-se

irregular, em razão da existência de três expansões ósseas chamadas conchas ou cornetos. Nos cornetos inferior e médio, a lâmina própria contém um abundante plexo venoso. Ao passar pelas fossas nasais, o ar é aquecido, filtrado e

umedecido, atribuindo-se ao plexo venoso função importante nesse aquecimento.

• Área olfatória

O epitélio olfatório é um neuroepitélio colunar pseudoestratificado,

formado por três tipos celulares. As células de sustentação são prismáticas, largas no seu ápice e mais estreitas na sua base; apresentam, na sua superfície, microvilos que se projetam para dentro da camada de muco que cobre o epitélio. Essas células têm um pigmento acastanhado que é responsável pela cor amarelo-castanha da mucosa olfatória. As células basais são pequenas, arredondadas, e situam-se na região basal do epitélio, entre as células olfatórias e as de sustentação; são as células- tronco (stein cells) do epitélio olfatório. As células olfatórias são neurônios bipolares que se distinguem das células de sustentação porque seus núcleos se localizam em uma posição mais inferior. Suas extremidades (dendritos) apresentam dilatações elevadas, de onde partem 6 a 8 cílios, sem mobilidade, que são quimiorreceptores excitáveis pelas substâncias odoríferas.

A existência dos cílios amplia enormemente a superflcie receptora.

Os axônios que nascem nas porções basais desses neurônios sensoriais reúnem-se em pequenos feixes, dirigindo-se para o sistema nervoso central. Na lâmina própria dessa mucosa, além de abundantes vasos e nervos, observam-se glândulas ramificadas tubuloacinosas alveolares, as glândulas de Bowman (serosas). Os ductos dessas glândulas levam a secreção para a superfície epitelial,

criando uma corrente líquida contínua, que limpa os cilios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas substâncias odoríferas.

líquida contínua, que limpa os cilios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas substâncias odoríferas.
1.2 GUSTAÇÃO: SENTIDO DO PALADAR Paladar ou gustação, como a olfação, é um sentido químico.

1.2 GUSTAÇÃO: SENTIDO DO PALADAR

Paladar ou gustação, como a olfação, é um sentido químico. No entanto, é muito mais simples do que a olfação, porque apenas cinco paladares primários podem ser diferenciados: ácido, doce, amargo, salgado e umami. O sabor umami, recentemente descoberto pelos cientistas japoneses, é descrito como “carnudo” ou “saboroso”. Acredita-se que o umami se origine dos receptores gustatórios estimulados pelo glutamato monossódico (GMS), uma substância naturalmente presente em muitos alimentos e acrescida a outros como um intensificador do sabor. Todos os outros sabores, como o chocolate, a pimenta e o café, são combinações dos cinco sabores primários, mais as sensações táteis e olfatórias acompanhantes. Os odores dos alimentos passam para cima, da boca para a cavidade nasal, na qual estimulam os receptores olfatórios. Como a olfação é muito mais sensível do que o paladar, uma determinada concentração de uma substância alimentícia pode estimular o sistema olfatório milhares de vezes mais intensamente do que o sistema gustatório.

Quando temos um resfriado ou alergia, e não conseguimos sentir o gosto

do alimento, na realidade, é a olfação que está bloqueada, não o paladar.

Anatomia dos Calículos Gustatórios e Papilas

Os receptores para as sensações do paladar estão localizados nos calículos

gustatórios.

A maioria dos quase 10.000 calículos gustatórios de um adulto jovem

estão na língua, mas alguns são encontrados no palato mole (parte

posterior do teto da boca), na faringe (garganta) e na epiglote (uma lâmina

de cartilagem sobre a laringe).

O número de calículos gustatórios diminui com a idade.

Cada calículo gustatório é um corpo oval que consiste cm três tipos de células epiteliais: células de sustentação, células receptoras gustatórias e células basais.

As células de sustentação circundam aproximadamente 50 células

receptoras gustatórias em cada calículo gustatório. Uma única microvilosidade longa, chamada de cílio gustatívo, projeta-se a

partir de cada célula receptora gustatória, em direção à superfície, por meio do poro gustatório, uma abertura no calículo gustatório.

As células basais, células-tronco encontradas na periferia do calículo

gustatório, próximo da camada de tecido conjuntivo, produzem células de sustentação que, em seguida, se desenvolvem em células receptoras gustatórias. Cada célula receptora gustatória possui uma duração de vida de

aproximadamente 10 dias. Na sua base, as células receptoras gustatórias fazem sinapse com os dendritos dos neurônios de primeira ordem, que formam a primeira parte

da via gustatória. Os dendritos de cada neurônio de primeira ordem se

ramificam profusamente e fazem contato com muitos receptores

gustatórios em diversos calículos gustatórios.

Os calículos gustatórios são encontrados nas elevações sobre a língua

chamadas de papilas, que fornecem uma textura rugosa à superfície superior da língua. Três tipos de papilas contêm calículos gustatórios:

a) Aproximadamente 12 papilas circunvaladas formam uma fileira em V invertido no dorso da língua. Cada uma dessas papilas aloja entre 100 e

300 calículos gustatórios.

b) Papilas fungiformes são elevações, em forma de cogumelo, espalhadas

sobre toda a superfície da língua, que contêm aproximadamente cinco

calículos gustatórios cada.

c) Papilas folhadas estão localizadas em valetas, nas margens laterais da

língua, mas a maioria de seus calículos gustatórios se degenera no início

da

infância.

d)

Além disso, toda a superfície da língua possui papilas fíliformes. Essas

estruturas filiforraes pontiagudas contêm receptores táteis, mas nenhum calículo gustatório. Aumentam o atrito entre a língua e o alimento, tornando mais fácil para a língua movimentar o alimento na cavidade oral

fácil para a língua movimentar o alimento na cavidade oral 1.2.1 Anatomia da boca CAVIDADE ORAL

1.2.1 Anatomia da boca

CAVIDADE ORAL

A região oral compreende a cavidade oral, os dentes, a gengiva, a língua,

os palatos duro e mole e a região das tonsilas palatinas. Quanto à cavidade oral, esta divide-se em duas porções:

• Vestíbulo da boca (menor): espaço semelhante a uma fenda situado entre os lábios e bochechas, externamente, e entre os dentes e a gengiva, internamente. o Onde se abre o ducto parotídeo ao nível do 2° molar superior. • Cavidade própria da boca (maior): espaço entre as arcadas dentárias mandibular e maxilar. Limitada lateral e anteriormente pelos arcos dentais. Seu teto é formado pelo palato. Posteriormente, comunica-se com a orofaringe. No sulco gengival, no assoalho da cavidade oral, abrem-se os ductos da glândula sublingual na prega sublingual, enquanto o ducto da glândula submandibular se abre de cada lado do frênulo lingual.

Palato

Forma o teto curvo da boca e o assoalho das cavidades nasais. Separa a cavidade oral das cavidades nasais e da rinofaringe, parte da faringe superior ao palato mole. Sua face inferior (oral) é coberta por mucosa oral, densamente povoada por glândulas palatinas, vasos sanguíneos e nervos palatinos. Formado por

2 partes: 2/3 anteriores constituem o palato duro e 1/3 posterior constitui

o palato mole.

Glândulas salivares Temos 3 tipos principais de glândulas salivares: parótidas (drenam a região do 2° molar maxilar na parede lateral da mucosa jugal), submandibulares e sublinguais (drenam na região abaixo da língua). Há pequenas glândulas salivares acessórias dispersas por toda a cavidade oral, como na mucosa jugal, lábios, palato, tonsilas e língua.

1.2.2 Histologia sistema digestivo

O sistema digestivo consiste no trato digestivo (cavidade oral, esôfago,

estômago, intestinos delgado e grosso) e suas glândulas associadas (glândulas salivares, fígado e pâncreas).

Função: obter as moléculas necessárias para a manutenção, o crescimento

e as demais necessidades energéticas do organismo a partir dos alimentos ingeridos. Moléculas grandes, como proteínas, lipídios, carboidratos complexos e ácidos nucleicos, são quebradas em moléculas menores, que são absorvidas através do revestimento do trato digestivo Moléculas grandes, como proteínas, lipídios, carboidratos complexos e ácidos nucleicos, são quebradas em moléculas menores, que são absorvidas através do revestimento do trato digestivo

Estrutura geral do trato digestivo Tubo oco composto por um lúmen, circundado por uma parede formada

por quatro camadas distintas: mucosa, submucosa, muscular e serosa.

A camada mucosa: (a) um revestimento epitelial, (b) uma lâmina própria

de tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos e linfáticos e células musculares lisas, algumas vezes apresentando também glândulas e tecido linfoide, e (c) uma muscular da mucosa, que separa a camada mucosa da submucosa e geralmente consiste em duas subcamadas delgadas de

células musculares lisas, uma circular interna e outra longitudinal externa. Essas subcamadas promovem o movimento da camada mucosa, independentemente de outros movimentos do trato digestivo, aumentando o contato da mucosa com o alimento.

A camada submucosa: tecido conjuntivo com muitos vasos sanguíneos e

linfáticos e um plexo nervoso submucoso (também denominado plexo de Meissner). Esta camada pode conter também glândulas e tecido linfoide.

A camada muscular contém células musculares lisas orientadas em espiral,

divididas em duas subcamadas, de acordo com o direcionamento principal. Na subcamada mais interna (próxima do lúmen), a orientação é geralmente circular; na subcamada externa, é majoritariamente

longitudinal. Entre essas duas subcamadas observa-se o plexo nervoso mioentérico (ou plexo de Auerbach) e tecido conjuntivo contendo vasos sanguíneos e linfáticos.

A serosa é formada por uma camada delgada de tecido conjuntivo frouxo, revestida por um epitélio pavimentoso simples denominado mesotélio

Cavidade oral

A cavidade oral é revestida por um epitélio pavimentoso estratificado,

queratinizado ou não, dependendo da região. lâmina própria tem papilas similares às observadas na derme e é contínua com a submucosa, que contém glândulas salivares menores distribuídas difusamente.

Nos lábios observa-se uma transição do epitélio oral não queratinizado para o epitélio queratinizado da pele.

O palato mole contém, no seu centro, músculo estriado esquelético e

numerosas glândulas mucosas e nódulos linfoides na submucosa.

Lingua

A língua é uma massa de músculo estriado esquelético revestida por uma

camada mucosa

A camada mucosa está fortemente aderida à musculatura, porque o

tecido conjuntivo da lâmina própria penetra os espaços entre os feixes

musculares.

A superfície ventral (inferior) da língua é lisa, enquanto a superfície dorsal

é irregular, recoberta anteriormente por uma grande quantidade de

eminências pequenas denominadas papilas.

O terço posterior da superfície dorsal da língua é separado dos dois terços

anteriores por tuna região em forma de "V''. Posteriormente a essa região,

a superfície da língua apresenta saliências compostas principalmente por

dois tipos de agregados linfoides: pequenos grupos de nódulos e tonsilas

linguais, nas quais os nódulos linfoides se agregam ao redor de invaginações da camada mucosa denominadas criptas

Papilas linguais

Papilas são elevações do epitélio oral e lâmina própria que assumem diversas formas e funções. Existem quatro tipos (ver Figura 15.2):

filiformes, fungiformes, foliadas e circunvaladas.

a) As papilas filiformes: função mecânica de fricção. Seu epitélio de

revestimento, que não contém botões gustativos, é queratinizado.

b) As papilas fungiformes contêm poucos botões gustativos na sua

superfície superior, estão irregularmente distribuídas entre as papilas

filiformes.

c) As papilas foliadas são pouco desenvolvidas em humanos. Elas

consistem em duas ou mais rugas paralelas separadas por sulcos na superfície dorsolateral da língua, contendo muitos botões gustativos.

d) As papilas circunvaladas são 7 a 12 estruturas circulares grandes, cujas

superficies achatadas se estendem acima das outras papilas. Distribuídas na região do V lingual, na parte posterior da lingua. Numerosas glândulas serosas (glândulas de von Ebner) secretam seu conteúdo no interior de uma profunda depressão que circunda cada papila. Esse arranjo similar a um fosso possibilita um fluxo contínuo de líquido sobre uma grande quantidade de botões gustativos ao longo das superficies laterais dessas papilas. Este fluxo é importante na remoção de partículas de alimentos da adjacência dos botões gustativos, para que eles possam receber e processar novos estímulos. As glândulas serosas também secretam uma lipase que provavelmente previne a formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, o que poderia prejudicar sua função. Além deste papel local, a lipase lingual é ativa no estômago e pode digerir até 30% dos triglicerídios da dieta.

Outras glândulas salivares menores de secreção mucosa dispersas pela cavidade oral atuam da mesma maneira que as glândulas serosas associadas às papilas circunvaladas, auxiliando a função de botões gustativos encontrados em outras partes da cavidade oral, como, por exemplo, na porção anterior da língua. Existem pelo menos cinco qualidades na percepção humana de sabor:

salgado, azedo, doce, amargo e o saboroso (sabor do glutamato monossódico). Todas essas qualidades podem ser percebidas em todas as regiões da lingua que contêm botões gustativos. Esses botões são estruturas em forma de cebola, cada uma contendo 50 a 100 células. O botão repousa sobre uma lâmina basal e, em sua porção apical, as células gustativas têm microvilosidades que se projetam por urna abertura denominada poro gustativo. Muitas das células têm função gustativa, enquanto outras têm função de suporte. Células basais indiferenciadas são responsáveis pela reposição de todos os tipos celulares.

têm função de suporte. Células basais indiferenciadas são responsáveis pela reposição de todos os tipos celulares.
têm função de suporte. Células basais indiferenciadas são responsáveis pela reposição de todos os tipos celulares.

Objetivo 2: Estudar fisiologia do olfato e paladar

2.1 Olfato

2.1.2 Sentido da Olfação- Guyton

Membrana Olfatória

Se situa na parte superior de cada narina.

As células receptoras para a sensação da olfação são as células olfatórias, que são na realidade neurônios bipolares derivados

originalmente, do sistema nervoso central.

Cílios das células olfatórios formam denso emaranhado no muco,

e são esses cílios que respondem aos odores presentes no ar que

estimulam as células olfatórias. Entre as células olfatórias na membrana olfatória, encontram-se

muitas pequenas glândulas de Bowman secretoras de muco, na superfície da membrana olfatória.

Estimulação das Células Olfatórias Cílio olfatório- responde ao estímulo químico olfatório. As substâncias odorantes, ao entrarem em contato com a

superfície da membrana olfatória, inicialmente se difundem no muco que recobre o cílio.

A molécula odorante liga-se à porção extracelular da proteína receptora de cada cílio.

A porção intracelular da proteína receptora, no entanto, está

acoplada a uma proteína G, que é formada por combinação de três subunidades. Quando o receptor é estimulado, a subunidade alfa se separa da proteína G e ativa imediatamente a adenilil ciclase, a que está ligada na face intracelular da membrana ciliar, próxima ao recep- tor.

A

adenilil ciclase ativada, por sua vez, converte muitas moléculas

de

trifosfato de adenosina em monofosfato de adenosina cíclico

(AMPc). Por fim, o AMPc ativa outra proteína de membrana próxima, o canal iônico de sódio, o qual se “abre”, permitindo que grande quantidade de íon sódio atravesse a membrana em direção ao

citoplasma da célula receptora.

Os íons sódio aumentam o potencial elétrico intracelular, tornando-o mais positivo, e excitando, assim, o neurônio olfatório

e transmitindo os potenciais de ação pelo nervo olfatório para o

sistema nervoso central. Resumindo: (1) a ativação da proteína receptora pela substância

odorante ativa o complexo da proteína G. (2) Esta por sua vez, ativa muitas moléculas de adenilil ciclase, que

se encontram do lado intracelular da membrana da célula olfatória.

(3) Em consequência, muitas moléculas de AMPc são formadas. (4) Finalmente, o AMPc induz a abertura de número muitas vezes maior de canais de sódio. Portanto, mesmo pequena concentração de substância odorante específica inicia o efeito cascata que abre quantidade extremamente grande de canais de sódio.

Muitos fatores físicos afetam o grau de estimulação:

Primeiro, apenas as substâncias voláteis que podem ser aspiradas para dentro das narinas podem ser percebidas pelo olfato. Segundo, a substância estimulante deve ser pelo menos pouco hidrossolúvel, de modo que possa atravessar o muco e atingir os cílios olfatórios. Terceiro, é útil que a substância seja pelo menos ligeiramente lipossolúvel, provavelmente porque constituintes lipídicos do cílio constituem fraca barreira para odorantes não lipossolúveis.

maior parte da adaptação adicional ocorre no sistema nervoso central. Isso parece ser verdadeiro também para a adaptação das sensações gustatórias.

O mecanismo neuronal, postulado para o fenômeno da

adaptação, é o seguinte: grande número de fibras nervosas centrífugas trafega das regiões olfatórias do encéfalo, em direção posterior, ao longo do trato olfatório e terminam próximas às células inibitórias especiais, no bulbo olfatório, as células granulares.

Tem sido postulado que, após o início do estímulo olfatório, o sistema nervoso central desenvolve rapidamente forte feedback inibitório, de modo a suprimir a transmissão dos sinais olfatórios através do bulbo olfatório.

A Busca das Sensações Primárias da Olfação

Potenciais de Membrana e Potenciais de Ação nas Células Olfatórias

No passado, a maioria dos físiologistas estava convencida de que poucas sensações primárias discretas eram responsáveis por muitas sensações olfatórias, da mesma forma que a visão e o tato de que também dependem de poucas sensações primárias selecionadas. Com base em estudos psicológicos, tenta-se classificar essas sensações como:

A

membrana da célula olfatória, reduzindo o potencial negativo da célula do nível normal de -55 milivolts para -30 milivolts ou menos isto é, a voltagem passa a ser mais positiva.

maioria das substâncias odorantes induz a despolarização da

1.

Cânfora 2. Almiscarado 3. Floral 4. Hortelã 5. Etéreo 6. Irritante

 

7.

Pútrido

Paralelamente, o número de potenciais de ação aumenta para 20

a 30 por segundo, que é frequência alta para as fibras do nervo olfatório.

Em ampla faixa, a frequência dos impulsos do nervo olfatório é aproximadamente proporcional ao logaritmo da força do estímulo, o que demonstra que os receptores olfatórios obedecem aos princípios da transdução de modo semelhante aos outros receptores sensoriais.

Rápida Adaptação dos Sentidos Olfatórios.

Aproxi

madamente, 50% dos receptores olfatórios se adaptam em cerca do primeiro segundo de estimulação. Em seguida, eles se adaptam muito pouco e lentamente. Além disso, todos nós sabemos, por experiência própria, que as sensações de olfação se adaptam quase até a extinção em aproximadamente 1 minuto após entrar em ambiente fortemente odorífico. Por causa disso, a adaptação psicológica é muito maior do que o grau de adaptação dos próprios receptores e é quase certo que a

Afetiva da Olfação":

A olfação, mais ainda do que a gustação, tem a qualidade afetiva

de ser agradável ou desagradável.

Graduações de Intensidades da Olfação. Embora as concentrações limiares das substâncias que evocam a olfação sejam extremamente baixas para muitas substâncias odorantes (se não a maioria), concentrações somente 10 a 50 vezes maiores que o limiar evocam a intensidade máxima da olfação. Isso contrasta com a maioria dos outros sistemas sensoriais, em que os limites de discriminação de intensidade são enormes por exemplo, 500.000 para um no caso do olho e 1 trilhão para um no caso do ouvido. Essa diferença poderia ser explicada pelo fato de que a olfação está mais relacionada à detecção da presença ou ausência de substâncias odorantes do que à detecção quantitativa de suas intensidades. Transmissão dos Sinais Olfatórios para o Sistema Nervoso Central As porções olfatórias do encéfalo estão entre as primeiras estruturas cerebrais desenvolvidas nos animais primitivos, e muitas das estruturas restantes do encéfalo se

desenvolveram ao redor dessas estruturas olfatórias iniciais. De fato, parte do encéfalo que originalmente estava envolvida com a olfação evoluiu mais tarde, dando origem a estruturas encefálicas basais que controlam as emoções e outros aspectos do comportamento humano; este é o sistema chamado sistema límbico

Transmissão dos Sinais Olfatórios para o Bulbo As fibras nervosas olfatórias, que se projetam posteriormente do bulbo são chamadas nervo cranial l ou trato olfatório.

Entretanto, na realidade, tanto o trato como o bulbo olfatórios são protuberância anterior do tecido cerebral da base do encéfalo; a dilatação bulbosa, na sua terminação, o bulbo olfatório, fica sobre a placa cribriforme que separa a cavidade encefálica da parte superior da cavidade nasal.

A placa cribriforme tem várias perfurações pequenas por meio

das quais quantidade de pequenos nervos passa com trajeto ascendente, da membrana olfatória, na cavidade nasal, para entrar no bulbo olfatório, na cavidade craniana.

Cada bulbo tem muitos milhares desses glomérulos, cada um dos quais recebe aproximadamente 25.000 terminações axônicas, provenientes das células olfatórias.

Cada glomérulo também é sítio para terminações dendríticas de cerca de 25 células mitrais grandes e de cerca de 60 células em tufo pequenas, cujos corpos celulares residem no bulbo olfatório superiores ao glomérulo.

Esses dendritos fazem sinapses com os neurônios das células olfatórias, e as células mitrais e em tufo enviam axônios pelo trato olfatório, transmitindo os sinais olfatórios para níveis superiores no sistema nervoso central.

As Vias Olfatórias Muito Antigas, Menos Antigas e Recentes para o Sistema Nervoso Central

O trato olfatório chega ao encéfalo na junção anterior entre o

mesencéfalo e o prosencéfalo; aí, o trato se divide em duas vias, como mostrado na Figura 53-5, uma passando, em situação mediai, para a área olfatória mediai do tronco cerebral, e a outra passando lateralmente para a área olfatória lateral. A área olfatória mediai representa o sistema olfatório muito antigo,

enquanto a área olfatória lateral é a aferência para (1) o sistema olfatório menos antigo e (2) o sistema recente.

O Sistema Olfatório Muito Antigo A Área Olfatória

Mediai. A área olfatória mediai consiste em grupo de núcleos,

localizados na porção mediobasal do encéfalo, imediatamente

anterior ao hipotálamo. Os mais conspícuos são os núcleos septais, localizados na linha média e que se projetam para o hipotálamo e outras partes pri- mitivas do sistema límbico. Essa .é a área encefálica mais relacionada ao comportamento

básico

A importância da área olfatória mediai é melhor entendida

quando se considera o que acontece com animais que tiveram

suas áreas olfatórias laterais removidas, permanecendo somente

o sistema mediai.

A resposta é que isso dificilmente afeta as respostas mais primitivas da olfação, como lamber os lábios, salivação e outras respostas relacionadas à alimentação, provocadas pelo cheiro de comida ou por impulsos emocionais primitivos associados à olfação. Ao contrário, a remoção das áreas laterais abole os reflexos olfatórios condicionados mais complexos.

O Sistema Olfatório Menos Antigo A Área Ol

fatória Lateral. A área olfatória lateral é composta principalmente pelo córtex pré-piriforme, córtex piriforme e pela porção cortical do núcleo amigdaloide. Dessas áreas, as vias neurais atingem

quase todas as partes do sistema límbico, especialmente nas porções menos primitivas, como hipocampo, que parece ser o mais importante para o aprendizado relacionado ao gostar ou não de certos alimentos, de acordo com a experiência prévia com esses alimentos. Por exemplo, acredita-se que essa área olfatória lateral e suas muitas conexões com o sistema límbico comportamental fazem com que a pessoa desenvolva aversão absoluta para alimentos que tenham lhe causado náusea e vômito. Aspecto importante da área olfatória lateral é que muitas vias neurais dela provenientes também se projetam diretamente, para

a parte mais antiga do córtex cerebral, chamada paleocórtex, na porção anteromedial do lobo temporal. Essa é a única área de todo o córtex cerebral em que os sinais sensoriais passam diretamente para o córtex, sem passar primeiro pelo tálamo.

A Via Recente. Foi identificada uma via olfatória mais recente que

passa pelo tálamo, para o núcleo talâmico dorsomedial e, então, para o quadrante posterolateral do córtex orbitofrontal. Estudos em macacos indicam que esse sistema mais novo provavelmente auxilia na análise consciente do odor.

Resumo. Assim, parece ser o sistema olfatório muito antigo o que participa nos reflexos olfatórios básicos, o sistema menos antigo o que fornece o controle automático, mas parcialmente aprendido, da ingestão de alimentos e aversão a alimentos tóxicos e pouco saudáveis, e o sistema recente, que é comparável à maioria dos outros sistemas sensoriais corticais, usado para a percepção e análise conscientes da olfação.

Controle Centrífugo da Atividade no Bulbo Olfatório pelo Sistema Nervoso Central. Muitas fibras nervosas que se originam nas porções olfatórias do encéfalo passam do encéfalo pelo trato olfatório em direção ao bulbo olfatório (/. e., “centrifugamente” do encéfalo para a peri- feria). Elas terminam sobre grande quantidade de pequenas células gr anulares, localizadas entre as células mitrais e células em tufo no bulbo olfatório. As células granulares enviam sinais inibitórios para as células mitrais e em tufo. Acredita-se que esse feedback inibitório possa ser meio de refinar

a capacidade específica dos indivíduos distin- guirem um odor de outro.

2.1.2 Olfato - Constanzo

Os sentidos químicos envolvem a detecção de estímulos químicos

e a transdução desses estímulos em energia elétrica que pode ser transmitida pelo sistema nervoso. Nos seres humanos, o olfato não é necessário à sobrevivência,

embora melhore a qualidade de vida e, até mesmo, nos proteja de perigos.

A anosmia é a ausência do sentido do olfato; a hiposmia, sua

diminuição e a disosmia, sua disfunção. Traumatismo craniano, infecções no trato respiratório superior, tumores da fossa anterior e exposição a substâncias tóxicas (que destroem o epitélio olfatório) podem prejudicar o olfato

Epitélio Olfatório e Receptores:

As moléculas do odor, presentes na fase gasosa, atingem os receptores olfatórios na cavidade nasal: o ar entra nas narinas, cruza a cavidade nasal e sai pela nasofaringe.

A cavidade nasal tem estruturas, denominadas conchas nasais;

algumas delas são revestidas pelo epitélio olfatório, contendo as

células receptoras olfatórias.

O epitélio olfatório é composto por três tipos celulares: células de

sustentação, células basais e células receptoras olfatórias

A) As células de sustentação são células epiteliais colunares revestidas por microvilosidades em sua borda

A) As células de sustentação são células epiteliais colunares

revestidas por microvilosidades em sua borda mucosa, contendo

grânulos de secreção.

B) As células basais ficam localizadas na base do epitélio olfatório

e são células progenitoras não diferenciadas que originam as

células receptoras olfatórias. Mitoses sucessivas para renovação das células receptoras.

C) As células receptoras olfatórias que, também, são neurônios

aferentes primários são os sítios de ligação, detecção e transdução do odor. As moléculas de odor se ligam a receptores presentes nos cílios, que se estendem até a mucosa nasal. Os axônios das células receptoras olfatórias deixam o epitélio olfatório e seguem, centralmente, até o bulbo olfatório. Esses axônios devem passar pela lâmina crivosa, na base do crânio, até chegarem ao bulbo olfatório. Assim, fraturas na lâmina crivosa podem seccionar os neurônios olfatórios, causando disfunções do olfato (p. ex., anosmia). Os axônios do nervo olfatório não são mielinizados e estão entre as menores e mais lentas fibras do sistema nervoso. Uma vez que as células receptoras olfatórias são, também, neurônios aferentes primários, a substituição contínua dessas células receptoras, a partir das células basais, indica a existência de neurogênese contínua.

Transdução Olfatória

No sistema olfatório, a transdução envolve a conversão do sinal químico em sinal elétrico que pode ser transmitido ao SNC. As etapas da transdução olfatória são as seguintes

SNC. As etapas da transdução olfatória são as seguintes 1- As moléculas de odor se ligam

1- As moléculas de odor se ligam a proteínas receptoras olfatórias, localizadas nos cílios das células receptoras olfatórias. Existem, pelo menos, 1.000 diferentes proteínas receptoras olfatórias (membros da superfamília dos receptores ligados à proteína G), sendo cada uma codificada por um gene diferente e encontrada em célula receptora olfatória distinta.

2- As proteínas receptoras olfatórias são acopladas à adenilil ciclase, por meio da proteína G denominada Golf . Quando a molécula de odor se liga, a proteína Golf é ativada, o que ativa a adenilil ciclase.

3. A adenilil ciclase catalisa a conversão do ATP a AMPc. Os níveis

intracelulares de AMPc aumentam, abrindo canais de Na + na membrana celular do receptor olfatório que são permeáveis a Na

+ , K+ e Ca 2+ .

4. A membrana da célula receptora é despolarizada (i.e., o

potencial de membrana é deslocado para um valor médio entre os potenciais de equilíbrio para os três cátions, que resulta em despolarização). Esse potencial receptor despolarizante aproxima

o potencial de membrana do limiar e despolariza o segmento inicial do axônio do nervo olfatório.

5. Os potenciais de ação são, então, gerados e propagados pelos axônios do nervo

Codificação do Estímulo Olfatório (1) As proteínas receptoras olfatórias não estão comprometidas com um só tipo de molécula de odor e cada uma responde a vários odores. (2) As proteínas receptoras olfatórias, porém, são seletivas, respondendo mais a algumas moléculas do que a outras ou mesmo não respondendo. (3) Diferentes proteínas receptoras olfatórias respondem diferentemente à mesma molécula de odor. A proteína receptora “A”, por exemplo, apresenta resposta muito mais forte à “maçã” do que a proteína receptora “B”. (4) Quando a resposta a dada molécula de odor é examinada por muitos receptores, diferentes padrões emergem para diferentes

moléculas. Isto é denominado código de padrão interfibras. Cada molécula de odor produz um padrão único de atividade em população de receptores, que se projeta para glomérulos-alvo do bulbo olfatório (“mapa de odor”).

O SNC interpreta, então, esses mapas de odor (p. ex., uma rosa,

uma gardênia ou uma pessoa especial).

Vias Olfatórias As células receptoras olfatórias são neurônios aferentes primários do sistema olfatório. Os axônios das células receptoras deixam o epitélio olfatório, passam pela lâmina crivosa e fazem sinapse nos dendritos apicais das células mitrais (os neurônios de segunda ordem) no bulbo olfatório. Essas sinapses ocorrem em agrupamentos, denominados glomérulos. Nos glomérulos, aproximadamente 1.000 axônios receptores olfatórios convergem sobre a célula mitral. As células mitrais estão dispostas em camada única no bulbo olfatório e apresentam dendritos laterais, além de dendritos apicais.

O bulbo olfatório também contém células granulares e

periglomerulares (não mostradas). As células granulares e periglomerulares são interneurônios inibitórios que fazem

sinapses dendrodendríticas com células mitrais vizinhas.

Os impulsos inibitórios desempenham a função similar às células horizontais da retina e podem causar inibição lateral que “refina”

a informação olfatória projetada ao SNC.

As células mitrais do bulbo olfatório se projetam para centros

superiores do SNC. À medida que o trato olfatório se aproxima da base do cérebro, se divide em dois tratos principais, um lateral e um medial.

O trato olfatório lateral faz sinapse com o córtex olfatório

primário, que inclui o córtex pré-piriforme.

O trato olfatório medial se projeta para a comissura anterior e

para o bulbo olfatório contralateral.

2.1.3 Olfato- Tortora

Muitas tentativas já foram feitas para distinguir e classificar as sensações “primárias” do olfato. O indício genético, presentemente, indica a existência de centenas de odores primários. Nossa capacidade de reconhecer aproximadamente 10.000 odores diferentes depende, provavelmente, dos padrões de atividade encefálica que surgem da ativação de muitas combinações diferentes de receptores olfatórios. Os receptores olfatórios reagem às moléculas odoríferas do mesmo modo que a maioria dos receptores sensoriais reage a seus estímulos específicos: um potencial gerador (despolarizante) se desenvolve e desencadeia um ou mais impulsos nervosos. Em alguns casos, um odorante liga-se a uma proteína receptora olfatória na membrana plasmática de um pelo olfatório.

A proteína receptora olfatória acopla-se a uma proteína da membrana chamada de proteína G que, por sua vez, ativa a

enzima adenilato ciclase.

O resultado é a seguinte cadeia de eventos: produção de

monofosfato cíclico de adenosina (AMPc) » abertura de canais de sódio (Na') > influxo de N a' » potencial gerador dcspolarizante -» geração de impulsos nervosos e propagação ao longo do axônio do receptor olfatório.

A Via Olfatória

Em cada lado do nariz, os feixes de axônios amielínicos mais finos dos receptores olfatórios se estendem por aproximadamente 20 forames da lâmina cribriforme, localizada no etmoide.

Esses 40 ou mais feixes de axônios, coletivamente, formam os nervos olfatórios (I) direito e esquerdo. Os nervos olfatórios terminam no encéfalo em massas pareadas de substância cinzenta chamadas de bulbos olfatórios, que estão

localizados abaixo dos lobos frontais do cérebro e lateralmente à crista etmoidal do etmoide. No interior dos bulbos olfatórios, os terminais axônicos dos receptores olfatórios formam sinapses com dendritos e corpos celulares dos neurônios do bulbo olfatório. Axônios dos neurônios do bulbo olfatório estendem-se pos- teriormente e formam o trato olfatório. Alguns dos axônios do trato olfatório se projetam em direção à área olfatória primária do córtex cerebral; localizada na face mediai e inferior do lobo temporal, a área olfatória primária e a área na qual começa a percepção consciente do odor. Sensações olfativas são as únicas sensações que chegam ao córtex cerebral sem primeiro fazer sinapse no tálamo. Outros axônios do trato olfatório se projetam em direção ao sistema límbico e hipotálamo; essas conexões são responsáveis pelas nossas respostas emocionais e memórias despertadas por odores. Exemplos incluem a excitação sexual ao sentirmos um determinado perfume, náusea ao sentirmos o cheiro de um alimento que uma vez nos fez passar muito mal, ou a memória de uma experiência da infância despertada por um odor.

A partir da área olfatória primária, as vias também se estendem

até o lobo frontal. Uma região importante para identificação e discriminação do odor

é a área orbitofrontal.

Pessoas que sofrem lesão nessa área têm dificuldade em

identificar odores diferentes.

área têm dificuldade em identificar odores diferentes. 2.2 Gustação 2.2.1 Guyton: Sentido da Gustação

2.2 Gustação 2.2.1 Guyton: Sentido da Gustação

Principalmente função dos botões gustatórios presentes na boca, mas é comum a experiência de que a olfação também contribui intensamente para a percepção do paladar.

Além disso, a textura do alimento, detectada pelos sensores de tato da boca, e a presença de substâncias no alimento que estimulam as terminações dolorosas, tais como a pimenta, alteram sensivelmente a experiência do paladar.

Sensações Primárias da Gustação

Estudos psico-fisiológicos e neurofisiológicos identificaram pelo menos 13 receptores químicos possíveis ou prováveis nas células gustatórias: dois receptores para sódio, dois receptores para potássio, um receptor para cloreto, um receptor para adenosina, um receptor para inosina, dois receptores para doce, dois receptores para amargo, um receptor para glutamato e um receptor para o íon hidrogênio.

As capacidades dos receptores gustatórios mencionados foram agrupadas em cinco categorias gerais chamadas sensações pri- márias da gustação. São elas: azeda, salgada, doce, amarga e "umami".

A pessoa pode perceber centenas de diferentes gostos:

combinações das sensações gustatórias elementares

Gosto Azedo: causado pelos ácidos- concentração do íon hidrogênio, quanto mais ácido o alimento, mais forte se torna a sensação de azedo. Gosto Salgado: provocado por sais ionizados, principalmente pela concentração de íons sódio.

A qualidade do gosto varia ligeiramente de um sal para outro

porque alguns sais provocam outras sensações gustatórias além do salgado. Gosto Doce: não é induzido por categoria única de substâncias químicas. Alguns tipos de substâncias que provocam este gosto são:

açúcares, glicóis, alcoóis, aldeídos, cetonas, amidos, ésteres, alguns aminoácidos, algumas proteínas pequenas, ácidos sulfônicos, ácidos halogenados, e sais inorgânicos de chumbo e berílio. Maioria das substâncias que induzem o gosto doce é orgânica.

Gosto Amargo: Não é induzido por tipo único de agente químico Substâncias que provocam o gosto amargo são quase exclusivamente substâncias orgânicas.

Duas classes particulares de substâncias destacam-se como indutoras das sensações de gosto amargo:

(1) substâncias orgânicas de cadeia longa, que contêm nitrogênio

e (2) alcaloides (cafeína).

Gosto Umami: é o gosto predominante dos alimentos que contêm L-glutamato, tais como caldos de carne e queijo

amadurecido, e alguns fisiologistas o consideram como categoria separada, a quinta categoria de estímulo primário do paladar.

O receptor gustatório para o L-glutamato pode estar relacionado a

um dos receptores sinápticos para o glutamato que também são

expressos nas sinapses neuronais do cérebro.

Limiar para o Gosto

A sensibilidade para o gosto amargo é muito maior do que para

todos os outros gostos- essa sensação tem função protetora importante contra muitas toxinas perigosas presentes nos alimentos.

Botão Gustatório e sua Função

O botão gustatório é composto por cerca de 50 células epiteliais

modificadas, algumas das quais são células de suporte, chamadas células de sustentação e outras são células gustatórias.

As células gustatórias são continuamente substituídas pela divisão mitótica das células epiteliais que as envolvem, assim algumas células gustatórias são células jovens.

Outras são células maduras, que se encontram próximas ao centro do botão; elas rapidamente se fragmentam e morrem. A expectativa de vida de cada célula gustativa é de aproxi- madamente 10 dias nos mamíferos inferiores, mas é des- conhecida em humanos.

Entrelaçadas, em torno dos corpos das células gustatórias, encontra-se rede de ramificações dos terminais das fibras nervosas gustatórias, estimuladas pelas células receptoras gustatórias.

Algumas dessas fibras se invaginam para dentro das pregas das membranas da célula gustatória. São encontradas muitas vesículas abaixo da membrana plasmática próxima das fibras.

Acredita-se que essas vesículas contenham a substância neurotransmissora, que é liberada pela membrana plasmática, excitando as terminações das fibras nervosas em resposta ao estímulo gustatório.

Localização dos Botões Gustatórios. Os botões gustatórios são encontrados em três tipos de papilas da língua, como descrito a seguir:

(1) grande quantidade de botões gustatórios está localizada nas paredes dos sulcos que circundam as papilas circunvaladas, que formam linha em V na superfície posterior da língua. (2) Quantidade moderada de botões gustatórios se localiza nas papilas fungiformes na superfície plana anterior da língua. (3) Quantidade moderada de botões gustatórios se encontra nas papilas foliáceas, localizadas nas dobras, ao longo das superfícies laterais da língua.

Botões gustatórios adicionais estão localizados no palato, e alguns poucos nas papilas tonsilares, na epiglote e até mesmo no esôfago proximal.

Os adultos têm de 3.000 a 10.000 botões gustatórios, e as crianças têm quantidade pouco maior.

Acima de 45 anos de idade, muitos botões gustatórios degeneram, fazendo com que a sensação gustatória diminua na idade adulta.

Especificidade dos Botões Gustatórios para um Estímulo Gustatório Primário.

Cada botão gustatório frequentemente responde principalmente a um dos cinco estímulos gustatórios primários quando a substância identificada está em baixa concentração.

No entanto, em altas concentrações, a maioria dos botões pode ser excitada por dois ou mais dos estímulos gustatórios primários, assim como por outros poucos estímulos gustatórios que não se encaixam nas categorias “primárias”.

Mecanismo de Estimulação dos Botões Gustatórios Potencial Receptor

A membrana da célula gustatória, como a maioria das outras

células sensoriais receptoras, tem carga negativa no seu interior

em relação ao exterior.

A aplicação de substância nos pelos gustatórios causa perda

parcial desse potencial negativo isto é, as células gustatórias

são despolarizadas.

O mecanismo pelo qual a maioria das substâncias estimulatórias

interage com as vilosidades gustatórias, para iniciar o potencial receptor se dá por meio da ligação da substância à molécula receptora proteica, localizada na superfície da célula receptora gustatória, próxima da membrana das vilosidades ou sobre elas.

Essa interação resulta na abertura de canais iônicos que permitem

a entrada de íons sódio e hidrogênio, ambos com carga positiva, despolarizando a célula, que normalmente tem carga negativa.

Então, a substância estimulatória é deslocada da vilosidade gustatória pela saliva, removendo assim o estímulo.

O tipo do receptor proteico em cada vilosidade gustatória

determina o tipo de gosto que é percebido.

Para os íons sódio e hidrogênio, que provocam as sensações gustatórias salgada e azeda, respectivamente, as proteínas receptoras abrem canais iônicos específicos, nas membranas apicais das células gustatórias, ativando, assim, os receptores.

Entretanto, para as sensações gustatórias doce e amarga, as porções das moléculas proteicas receptoras, que se projetam através da membrana apical, ativam substâncias transmissoras que são segundos mensageiros nas células gustatórias e esses segundos mensageiros produzem alterações químicas intracelulares, que provocam os sinais do gosto.

Transmissão dos Sinais Gustatórios para o Sistema Nervoso

Central

Impulsos gustatórios, oriundos dos dois terços anteriores da língua, passam inicialmente pelo nervo lingual e, então, pelo ramo

corda do tímpano do nervo facial e, por fim, pelo trato solitário, no tronco cerebral. Sensações gustatórias, que se originam das papilas circunvaladas, na parte posterior da língua, e de outras regiões posteriores da boca e garganta, são transmitidas pelo nervo glossofaríngeo para

o trato solitário, mas em nível mais posterior.

Por fim, poucos sinais gustatórios são transmitidos da base da

língua e de outras partes da região faríngea pelo nervo vago para

o trato solitário.

Todas as fibras gustatórias fazem sinapse nos núcleos do trato solitário no tronco cerebral. Esses núcleos contêm os neurônios de segunda ordem que se projetam para pequena área do núcleo ventralposteromedial do

tálamo, situada ligeiramente mediais às terminações talâmicas das regiões faciais do sistema da coluna dorsal-lemnisco mediai.

Do tálamo, neurônios de terceira ordem se projetam para a extremidade inferior do giro pós-central no córtex cerebral parietal, onde eles penetram na fissura silviana e na área insular opercular.

Esta área se situa pouco mais lateral, ventral e rostral à área para os sinais táteis da língua, na área somática cerebral I. Fica evidente, por essa descrição das vias gustatórias, que elas cursam paralelamente às vias somatossensoriais da língua.

Reflexos Gustatórios São Integrados no Tronco Cerebral. Do trato solitário, muitos sinais gustatórios são transmitidos pelo interior do tronco cerebral diretamente para os núcleos salivares superior e inferior e essas áreas transmitem os sinais para as glândulas submandibular, sublingual e parótidas, auxiliando no controle da secreção da saliva, durante a ingestão e digestão dos alimentos.

Preferência de Gosto e Controle da Dieta

O fenômeno da preferência gustatória resulta quase certamente

de algum mecanismo localizado no sistema nervoso central, e não

de um mecanismo ligado aos receptores gustatórios, embora os receptores com frequência fiquem sensibilizados para certo nutriente deficiente.

Razão importante para acreditar que a preferência gustatória é

principalmente fenômeno ligado ao sistema nervoso central é que

a experiência prévia com gostos agradáveis e desagradáveis tem papel mais importante na determinação das preferências gustatórias.

Por exemplo, se a pessoa fica doente, logo após ingerir certo tipo de alimento, em geral, ela desenvolve preferência gustatória negativa, ou aversão gustatória para esse alimento em particular;

o mesmo efeito pode ser demonstrado para os animais inferiores.

efeito pode ser demonstrado para os animais inferiores. 2.2.2 Fisiologia- Gustação: Tortora Uma vez que um

2.2.2 Fisiologia- Gustação: Tortora

Uma vez que um estimulador do sentido do paladar é dissolvido na saliva, é capaz de fazer contato com a membrana plasmática dos cílios gustativos, que são sítios de transdução do paladar.

O resultado é um potencial receptor que estimula a exocitose das

vesículas sinápticas da célula receptora gustatória. Por sua vez, as moléculas do neurotransmissor liberado desencadeiam impulsos nervosos nos neurônios sensitivos de

primeira ordem, que fazem sinapse com as células receptoras gustatórias.

O potencial receptor origina-se de formas diferentes para

estimuladores diferentes.

Os íons sódio em um alimento salgado, entram nas células receptoras gustatórias via canais de Na na membrana plasmática.

O acúmulo de Na *, internamente, provoca a despolarização que

leva à liberação do neurotransmissor. Os íons hidrogênio (H*) em estimuladores ácidos, podem fluir

para as células receptoras gustatórias via canais de H+. Além disso, influenciam a abertura e o fechamento de outros tipos de canais iônicos.

Outros estimuladores (rosftvití), responsáveis pela estimulação dos sabores doce, amargo e umami, não entram propriamente nas células receptoras gustatórias. Ao contrário, ligam-se aos receptores na membrana plasmática que são ligados às proteínas G. As proteínas G, em seguida, ativam diversas substâncias químicas conhecidas como mensageiros secundários no interior das células receptoras gustatórias. Mensageiros secundários diferentes provocam despolarização de formas diferentes, mas o resultado é o mesmo liberação do neurotransmissor. Sabores diferentes originam-se da ativação de grupos diferentes de neurônios gustatórios. Além disso, embora cada célula receptora gustatória individual responda a mais de uma dos cinco sabores primários, pode responder mais intensamente a alguns estimuladores do que a outros.

Limiares e Adaptação Gustatórios

O limiar para substâncias amargas, como a quinina, é mais baixo.

Como as substâncias tóxicas frequentemente são amargas, o limiar baixo (ou a alta sensibilidade) pode ter uma função protetora.

O limiar para substâncias ácidas, como o limão, quando

mensurado usando-se ácido clorídrico, é um pouco mais elevado. Os limiares para substâncias salgadas, representadas pelo cloreto

de sódio, e para substâncias doces, quando mensurados usando-

se sacarose, são semelhantes e mais elevados do que aqueles para substâncias amargas e ácidas.

A adaptação completa a um sabor específico ocorre em 1 a 5 minutos de estimulação contínua.

A adaptação do paladar é consequência das alterações que

ocorrem nos receptores gustatórios, nos receptores olfatórios e nos neurônios da via gustatória no SNC.

A Via Gustatória

Três nervos cranianos contem axônios dos neurônios gustatórios de primeira ordem que inervam os calículos gustatórios.

O nervo facial (VII) inerva os calículos gustatórios nos dois terços

anteriores da língua; o nervo glossofaríngeo (IX) inerva os calículos

gustatórios no terço posterior da língua; e o nervo vago (X) inerva os calículos gustatórios na garganta e na epiglote. Desses calículos gustatórios, os impulsos propagam-se ao longo desses nervos cranianos até o núcleo gustatório no bulbo (medula oblonga). Do bulbo (medula oblonga), alguns axônios conduzindo sinais gustatórios se projetam em direção ao sistema límbico e hipotálamo, enquanto outros se projetam em direção ao tálamo.

Os sinais gustatórios que se projetam a partir do tálamo para a área gustatória primária, no lobo parietal do córtex cerebral, dão origem à percepção consciente do paladar.

cerebral, dão origem à percepção consciente do paladar. 2.2.3 Fisiologia- Paladar Constanza O segundo sentido

2.2.3 Fisiologia- Paladar Constanza

O segundo sentido químico é o paladar. Para o sentido do paladar, substâncias 183 químicas denominadas moléculas de sabor são detectadas e transduzidas por quimiorreceptores localizados nos botões gustativos. Os sabores são misturas de cinco qualidades elementares:

salgado, doce, ácido, amargo e umami (levemente salgado, incluindo o glutamato monossódico). As doenças associadas ao sentido do paladar não ameaçam a vida, mas podem prejudicar a qualidade da vida e o estado nutricional e aumentar a possibilidade de envenenamento acidental. Dentre elas, estão a ageusia (ausência de paladar), a hipogeusia (diminuição da sensibilidade do paladar), a hipergeusia (aumento da sensibilidade do paladar) e a disgeusia (distorção do paladar, incluindo sensação na ausência de estímulo paliativo.

Botões Gustativos e Receptores As células receptoras gustativas estão localizadas em botões gustativos presentes na língua, no palato, na faringe e na laringe. Na língua, os botões gustativos são encontrados, às centenas, nas papilas gustativas. Os botões gustativos são anatomicamente similares ao epitélio olfatório e são compostos por três tipos celulares: células de sustentação, células basais e células receptoras As células de sustentação são encontradas entre as células receptoras gustativas. Essas células não respondem ao estímulo gustativo, e sua função é desconhecida. As células basais são células progenitoras não diferenciadas que atuam como precursoras das células receptoras gustativas (como as células basais são precursoras das células receptoras olfatórias). As células basais passam por substituição contínua. Novas células geradas, aproximadamente, a cada 10 dias, migram em direção ao centro do botão gustativo e se diferenciam em células receptoras. As novas células receptoras são necessárias à substituição das que 184 descamam da língua. As células receptoras gustativas são os quimiorreceptores do sistema gustativo. Essas células revestem os botões gustativos e estendem microvilosidades até os poros gustativos. Essas microvilosidades aumentam a área da superfície para detecção do estímulo químico. Diferentemente do sistema olfatório (no qual as células receptoras são os neurônios aferentes primários), as células receptoras do sistema gustativo não são neurônios. São células epiteliais especializadas que funcionam como quimiorreceptores, transduzindo os estímulos químicos em sinais elétricos. Fibras aferentes inervam as células receptoras gustativas e transmitem essa informação ao SNC. Os botões gustativos da língua são organizados em papilas especializadas (Fig. 3- 28). Três tipos de papilas contêm botões gustativos: circunvaladas, foliáceas e fungiformes

As papilas circunvaladas são as de maior tamanho, mas menos numerosas. Essas papilas são dispostas em fileiras, na base da língua. Cada papila circunvalada é cercada por uma vala; os botões gustativos se localizam dos dois lados da vala. Devido a seu

tamanho, as papilas circunvaladas têm cerca de metade do número total de botões gustativos. As células receptoras gustativas das papilas circunvaladas são inervadas pelos NC VII e IX. As papilas foliáceas ficam localizadas nas bordas laterais da língua. Os botões gustativos se localizam nas pregas laterais dessas papilas. As papilas fungiformes ocorrem dispersas pela superfície dorsal da língua e são mais numerosas nas proximidades da extremidade anterior. Essas papilas têm formato de cogumelo (“fungiforme”) e cada uma contém entre três e cinco botões gustativos. As papilas fungiformes são translúcidas e apresentam denso 186 suprimento sanguíneo, o que faz com que tenham aparência avermelhada sobre a superfície da língua. As células gustativas, das papilas fungiformes, são exclusivamente inervadas pelo ramo da corda do tímpano do NC VII.

Transdução do Sabor A detecção das cinco qualidades básicas do sabor envolve diferentes sensibilidades de áreas da língua. Enquanto as cinco qualidades podem ser detectadas em toda a superfície da língua, diferentes regiões do órgão apresentam limiares distintos. A ponta da língua é mais reativa ao doce, ao salgado e ao umami, enquanto sua porção posterior é mais reativa ao amargo, e as laterais respondem mais ao ácido.

Na maioria dos casos, a transdução acaba por levar à despolarização da membrana do receptor gustativo (i.e., potencial gerador despolarizante). Essa despolarização gera potenciais de ação em nervos aferentes que suprem determinada porção da língua. Para a sensação amarga, as moléculas de sabor se ligam a receptores acoplados à proteína G, da membrana do receptor gustativo, e, pelo mecanismo do mediador 1,4,5-trifosfato de inositol (IP3 )/Ca 2+ , ocorre abertura dos canais de potenciais receptores transientes (TRP) e sua consequente despolarização. Para as sensações de doce e umami, as moléculas se ligam à classe diferente de receptores acoplados à proteína G, na membrana da célula receptora gustativa, e, usando IP3 /Ca 2+ , abrem canais TRP, provocando despolarização. Para sensação ácida (mediada por H+ ), o H+ entra no receptor gustativo por meio de canais epiteliais de Na + (ENaC), conduzindo à despolarização. Para a sensação salgada (mediada por Na + ), o

íon entra no receptor gustativo por canais específicos, provocando, diretamente, a despolarização

Codificação do Estímulo Gustativo Segundo uma teoria, existe a codificação-padrão interfibras, em que cada fibra gustativa responde melhor a um estímulo, mas também responde, em menor grau, a outro estímulo. Assim, uma fibra gustativa aferente pode responder melhor ao salgado, mas também responde ao ácido.

Dessa maneira, cada fibra gustativa aferente recebe estímulos de população de receptores gustativos, com padrão distinto de respostas.

O padrão de resposta interfibras codifica, então, determinada

sensação de paladar.

Vias do Paladar Como mencionado, o paladar é iniciado pela transdução de sinais químicos, nas células receptoras gustativas, localizadas nos botões gustativos.

A transdução produz potenciais receptores despolarizantes, que

causam potenciais de ação nos neurônios aferentes primários que inervam regiões específicas da língua. Diferentes regiões da 188 língua são inervadas por ramos de três nervos cranianos.

O terço posterior da língua (onde as sensações amargas e ácidas são mais percebidas) é inervado pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Os dois terços anteriores da língua (onde as sensações doces, salgadas e de umami são mais percebidas) são inervados pelo nervo facial (NC VII).

A parte de trás da garganta e a epiglote são inervadas pelo vago

(NC X). Esses três nervos cranianos (NC VII, IX e X) entram no tronco encefálico, ascendem pelo trato solitário e terminam em neurônios de segunda ordem no núcleo solitário do bulbo. Os neurônios de segunda ordem se projetam, ipsilateralmente, para o núcleo posteromedial ventral do tálamo. Os neurônios de terceira ordem deixam o tálamo e terminam no córtex gustativo

núcleo posteromedial ventral do tálamo. Os neurônios de terceira ordem deixam o tálamo e terminam no
núcleo posteromedial ventral do tálamo. Os neurônios de terceira ordem deixam o tálamo e terminam no
núcleo posteromedial ventral do tálamo. Os neurônios de terceira ordem deixam o tálamo e terminam no
núcleo posteromedial ventral do tálamo. Os neurônios de terceira ordem deixam o tálamo e terminam no

Objetivo 3: Compreender a rinite alérgica e rinosinusite aguda (quadro clinico, causas e fisiopatologia)

3.1 Cecil

Rinite e Rinossinusite

A rinite é geralmente definida como qualquer processo

inflamatório no nariz, com o resultado comum sendo uma

sensação de excesso de muco ou congestão nasal.

O paciente pode ter uma sensação de gotejamento anterior ou

posterior de secreção pelo nariz. A drenagem nasal anterior pode ser percebida pelo paciente como sendo acompanhada por uma atividade como comer (rinite gustativa).

A drenagem nasal posterior é referida como gotejamento nasal posterior.

Em geral, a rinite intermitente e a rinosinusite aguda descrevem condiçôes inflamatórias do nariz e dos seios que duram menos de 4 semanas.

A rinite persistente e a rinossinusite crônica persistem por mais de 12 semanas, apesar do tratamento.

A rinosinusite aguda recorrente é definida por exacerbações que

ocorrem quatro ou mais vezes por ano e duram de 7 a 10 dias por episódio.

Fisiopatologia

Os humanos normalmente produzem cerca de 2 l de muco por dia

a

partir do seu revestimento nasal.

O

nariz funciona primariamente como um sistema de umidificação

e

filtragem, uma vez que

é

recoberto por um muco nasal limpo e renovado, com a função

de aprisionar partículas de materiais e organismos

O revestimento nasal e dos seios consiste de um epitélio

respiratório ciliado; os cílios (em circunstâncias normais) funcionam de uma forma altamente organizada e ordenada para transportar partículas de material aprisionada no muco nasal de uma forma consistente para permitir que o muco seja engolido, evitando assim a deposição nos brônquios.

O nariz também serve como o órgão de olfato para permitir aos

pacientes discernir gostos e evitar alimentos estragados que

poderiam causar doenças.

O sistema nervoso parassimpático controla tanto tónus vascular

quanto a produção de muco pelo nariz. Condições inflamatórias, como resfriado comum, podem causar edema na mucosa nasal e dos seios paranasais, destacando o ciclo nasal regido pelo controle parassimpático neural.

Numa situação normal, um lado do nariz é relativamente descongestionado e o outro lado do nariz é relativamente congestionado devido ao aumento vascular Durante a rinite, a inflamação piora a diferença normal relativa entre o lado descongestionado e o congestionado do nariz, e pode ser entendida como um entupimento nasal desconfortável que muda de um lado para o outro.

A rinosinusite difere da rinite porque o termo implica uma

etiologia infecciosa, em vez de disfunção fisiológica. No entanto, vários mecanismos de inflamação, além de infecção,

podem dar início ao que atualmente é denominado rinosinusite.

Manifestações Clínicas Quando a função normal da mucosa é perdida, os pacientes frequentemente se queixam de crostas ou obstrução nasal,

hipersecreção ou gotejamento posterior nasal, tosse, pressão facial, e fadiga.

A obstrução nasal, que muda de 1ado a lado durante o dia, é

comum em muitos tipos de rinite e pode ser considerada uma exacerbação da fisiologia normal. Os principais sintomas da rinosinusite incluem pressão facial, congestão ou pressão em face, obstrução nasal, rinorreia e anosmia. Os sintomas menores incluem dor de cabeça, halitose, fadiga, dor de dente, tosse e pressão no ouvido. Os sinais principais incluem purulência no nariz observada em

exame endoscópico e em casos agudos, febre. Dor é uma queixa frequente na rinosinusite aguda, mas pouco comum na rinosinusite crónica. Pacientes com rinosinusite crônica frequentemente relatam uma rinosinusite aguda podem manifestar dor facial discreta, mas também têm secreção purulenta nasal evidente, muitas vezes com uma febre ostensiva.

Diagnóstico Diferencial Um rápido inicio dos sintomas presentes durante um curto período de tempo sugere uma infecção viral das vias respiratórias superiores, especialmente se o paciente tem também típicos sintomas clínicos como artralgias, mialgias, febre, calafrios, sintomas gastrointestinais, além de tosse e congestão nasal, gotejamento nasal posterior e dor de cabeça Em comparação, a rinossinusite bacteriana aguda surge com pressão facial e descarga purulenta nasal posterior. Em geral, a doença viral pode progredir para uma infecção bacteriana secundária, que pode se tomar crônica.

O inicio agudo da alergia inalatória é frequentemente sazonal ou

pode ser traçado por um determinado desencadeante.

A rinite alérgica normalmente responde a uma tentativa empírica

de anti-histamínicos enquanto as rinites virais ou bacterianas não

respondem.

A rinosinusite crônica deve ser diferenciada da rinite, que não é

acompanhada pelo mesmo grau de inflamação incessante. Os tipos de rinite incluem a rinite gustativa associada à alimentação, rinite associada ao abuso de vasoconstritores tópicos, rinite associada ao uso ilícito de drogas, rinite de

envelhecimento e rinite alérgica perene, cuja marca é a falta da sazonalidade.

A rinossinusite crônica pode ser causada por infecção virai

crônica, infecção bacteriana crônica, infecção fúngica crónica e alergias crónica. O fator comum subjacente é muita vezes de natureza infamatória.

3.2 Artigo

Sinusite é todo processo inflamatório da mucosa de revestimento

da cavidade paranasal. Atualmente o termo rinossinusite tem sido mais aceito pois rinite e sinusite são doenças em continuidade.

A rinite existe isoladamente, mas a sinusite sem rinite é de

ocorrência rara. As rinossinusites ocorrem geralmente após infecção das vias aéreas superiores viral (80% dos casos) ou após quadro alérgico em 20% dos casos. Estima-se que 0,5 a 2% das IVAS apresentam evolução para sinusite bacteriana. Crianças têm 6 a 8 episódios de IVAS virais ao ano e destas 5% a 13% evoluem para rinossinusite bacteriana. Otite média aguda e rinossinusite aguda bacteriana são as

principais complicações das IVAS virais.

CLASSIFICAÇÃO

A rinossinusite é classificada principalmente de acordo com sua

duração. Embora existam controvérsias, segundo Bailey:

A) AGUDA: menor que 4 semanas. Os sintomas se resolvem

completamente.

B) SUB-AGUDA: 4 sem a 3 meses. Os sintomas se resolvem

completamente.

C) CRÔNICA: maior que 3 meses. Sintomas persistentes residuais

como tosse, rinorréia e obstrução nasal.

D) AGUDA RECORRENTE: são infecções que duram menos de 30

dias, com remissão completa nos intervalos, no mínimo, 10 dias. Caracterizada por 3 episódios em 6 meses ou 4 episódios em 12 meses.

E) CRÔNICA AGUDIZADA: os pacientes têm sintomas respiratórios residuais que são superajuntados com novos e após tratamento antimicrobiano os últimos resolvem, permanecendo os primeiros.

FISIOPATOLOGIA RINOSSINUSITE BACTERIANA

A patogênese da rinossinusite é multifatorial e envolve uma

complexa interação entre mecanismo de defesa do hospedeiro e a

virulência do patógeno.

A chave para função normal sinusal é o sistema de transporte

Subseqüentemente há prejuízo ao epitélio mucoso devido a enzimas proteolíticas liberadas pelos leucócitos. Invasão bacteriana da mucosa é incomum. Com o edema adicional da mucosa, a obstrução do óstio sinusal é completa e o ciclo sinusal descrito por Reilly é perpetuado. Tensão de oxigênio dentro do seio pode chegar a zero, promovendo crescimento anaeróbio e bactérias facultativas, que têm importante implicação na rinossinusite crônica. Mecanismos de defesa do hospedeiro são prejudicados pelas condições de baixa tensão de oxigênio com a geração de radicais livres por leucócitos , dificultando a resolução do processo

Os aspectos clínicos da rinossinusite aguda em adultos são difíceis de distinguir de um resfriado comum ou ainda rinite alérgica na fase precoce da doença.

O sintoma mais freqüente é a DOR que pode ser nasal, facial ou

pode manifestar-se como cefaléia. Em geral, inicia-se pela manhã e diminui durante o dia. Isto se explica pelo acúmulo de secreção durante o sono pela ação da gravidade, que é a mobilidade quando o paciente se levanta, provocando compressão dos filetes nervosos.

mucociliar, sendo o nariz e os seios paranasais revestidos por epitélio ciliado colunar pseudoestratificado.

infeccioso.

Geralmente aparece na região do seio acometido. Dor etmoidal inclui a parte medial do nariz e a área retro-

A

rinossinusite esfenoidal pode se manifestar por dor no vértex ou

Células caliciformes e glândulas seromucosas e mucosas produzem uma camada que tem dois componentes: uma

A interrupção do transporte mucociliar nos seios paranasais é outro fator importante na patogênese da rinossinusite. O

orbitária.

superficial mucosa (fase gel) e uma profunda aquosa (fase sol).

batimento ciliar normal frequentemente é maior que 700

bi-temporal, além de retro-orbitária e irradiada para pescoço e

A

ação ciliar move a camada em direção ao óstio natural do seio e

batimentos por minuto; entretanto, durante rinossinusite, o

ombros.

então para nasofaringe.

batimento ciliar cai para menos que 300. Em adição, a inflamação

Na rinossinusite maxilar aguda pode haver queixa de odontalgia.

O

restabelecimento da camada mucosa é um processo contínuo.

estimula a conversão de células ciliadas para células caliciformes secretoras de muco e essa alteração do epitélio respiratório pode

Outros sinais e sintomas menos freqüentes incluem dor de cabeça vaga, halitose, anosmia, e rinorréia posterior com tosse.

O

transporte mucociliar funciona como uma barreira para

ser irreversível.

Febre está presente em 50% dos adultos com rinossinusite aguda.

infecção por remover bactérias e partículas inaladas.

O quadro doloroso é geralmente acompanhado de obstrução

A

camada aquosa abaixo da camada mucosa contém

A.

Fatores loco-regionais:

nasal e rinorréia, geralmente verdeamarelada, que pode ser uni

imunoglobulinas como IgA secretória, IgG e IgM e outras

1.

obstrução mecânica do Complexo Óstio-Meatal (C.O.M.):

ou bilateral. Havendo história prévia de IVAS o quadro é mais

moléculas que contribuem na defesa do hospedeiro.

edema de mucosa ( IVAS / rinite alérgica / barotrauma )

comumente bilateral e associado a sintomas sistêmicos (febre,

Existem 3 fatores fundamentais para a fisiologia dos seios

desvio de septo / trauma alterando a anatomia local

astenia, letargia).

paranasais: a patência dos óstios, a função ciliar e a qualidade das

pólipos / corpo estranho / tampão nasal /

secreções nasais.

2.

acometimento da função ciliar pela inspiração de ar frio ou

Exame físico freqüentemente revela secreção purulenta na região

O

mais importante fator na patogênese da rinossinusite é a

seco, uso de drogas e medicamentos (descongestionantes tópicos)

do meato médio, que pode ser secundária a rinossinusite maxilar, etmoidal ou frontal.

patência do óstio dos seios.

O tamanho do óstio varia para os diferentes seios, mas pode ser

tão pequeno quanto 1 a 2 mm, que é o diâmetro do óstio do seio etmoidal. Devido ao óstio estreito, o seio etmoidal é provavelmente o mais susceptível à obstrução do óstio e infecção. Enquanto obstrução do óstio do seio na rinossinusite aguda é mais freqüente devido ao edema de mucosa, na rinossinusite crônica, uma anormalidade anatômica que interfere na drenagem através do óstio está freqüentemente presente. Obstrução do óstio sinusal, parcial ou completa, resulta em estagnação de secreções, queda do pH e da tensão de oxigênio dentro do seio.

Estas alterações favorecem o crescimento bacteriano. Secreção estagnada e infecção bacteriana causam inflamação mucosa.

3. nadar em águas contaminadas

4. atresia coanal que interfere na drenagem nasal 5. infecção dentária (seio maxilar)

B. Fatores sistêmicos:

1. condições debilitantes como desnutrição, uso prolongado de

esteróides, Diabetes Mellitus descompensado e quimioterapia.

2. imunodeficiências: IgG, IgA, AIDS (80 % tem sintomas de

rinossinusite)

3. stress (pode levar a alteração do ciclo nasal e obstrução do

óstio)

4. alteração das secreções exócrinas (mucoviscidose) e doença

dos cílios imóveis

SINTOMATOLOGIA E EXAME FÍSICO Rinossinusite Aguda:

Secreção purulenta na região do meato superior implica rinossinusite etmoidal posterior ou esfenoidal. Além disso, a mucosa está difusamente congesta. Os seios paranasais podem ser sensíveis à palpação. Em caso de infecção dentária envolvendo secundariamente o seio maxilar, os dentes acometidos são usualmente sensíveis à percussão. Nas crianças, a rinossinusite freqüentemente simula quadro de IVAS e a diferenciação primária se faz pela cronicidade da infecção. Sintomas gripais geralmente melhoram em 5-7 dias e quando persistem por mais de 10 dias provavelmente traduzem rinossinusite. Os sintomas na criança variam com a idade. Crianças menores comumente apresentam congestão nasal e rinorréia purulenta e a febre é muito mais freqüente.

O diagnóstico é baseado na presença de dois ou mais fatores

maiores ou um maior e dois menores, sendo a presença de secreção nasal purulenta um forte indicador para o diagnóstico. Febre e dor facial na ausência de outros sinais e sintomas nasais não são sugestivos de rinossinusite bacteriana.

Fatores Preditivos de rinossinusite aguda

Maiores:

- Tosse - Febre Dor /pressão Facial - Obstrução ou congestão

nasal - Secreção nasal/ retronasal purulenta Hiposmia /anosmia - Secreção nasal ao exame físico

Menores - Cefaléia - Halitose - Dor em arcada dentária - Otalgia ou pressão em ouvidos

3.3 Harryson

3.3.1 Rinossinusite aguda

Definidas como aquelas com duração < 4 semanas

Ocorrendo a doença principalmente como consequência de uma IRA viral precedente.

A distinção entre sinusite aguda bacteriana e viral a partir dos

achados clínicos é difícil- prescrevam antibióticos com tanta frequência (85 a 98% dos casos) para essa doença

Etiologia

A obstrução dos óstios que resulta em rinossinusite pode ocorrer

em função de causas infecciosas e não infecciosas.

Entre as causas não infecciosas, estão: rinite alérgica (com edema da mucosa ou obstrução por pólipo), barotrauma (p. ex., mergulho em águas profundas ou viagens aéreas) e exposição a irritantes químicos.

A obstrução também pode ocorrer com tumores nasais ou dos

seios paranasais (p. ex., carcinoma epidermoide) e doenças granulomatosas (p. ex., granulomatose com poliangiíte de Wegener ou rinoesderoma), e nas situações em que há modificações no conteúdo do muco (p. ex., fibrose cística) é possível a ocorrência de sinusite em razão de redução na depuração do muco.

A rinossinusite viral é muito mais comum do que a bacteriana. ( rinovírus, o vírus parainfluenza e o vírus influenza).

Causas bacterianas de sinusite: S.pneumoniae e o Haemophilus infhienzae não tipável são os agentes mais comuns, sendo responsáveis por 50 a 60% dos casos.

Os fungos também são causas comuns de sinusite aguda, mas a maioria dos casos ocorre em pacientes imunocomprometidos e, quando se verificam, são infecções invasivas que ameaçam a vida.

Manifestações clinicas Em sua maioria os casos de sinusite aguda ocorrem após ou durante uma IRA viral, e pode ser dificil diferenciar seus quadros clínicos.

Entre os sinais e sintomas comuns à apresentação nos pacientes

com sinusite, estão o corrimento e a congestão nasais, a dor facial

à compressão e a cefaleia.

Muitos acreditam que um corrimento nasal espesso, purulento ou de cor alterada seja um sinal de sinusite, mas este sinal também ocorre precocemente nas infecções virais, como o resfriado comum, não podendo ser considerado específico da sinusite bacteriana.

Outras manifestações são tosse, espirros e febre. A dor de dente, principalmente quando afeta os molares superiores, e a halitose estão associadas à sinusite bacteriana.

Na sinusite aguda, a dor sinusal à compressão muitas vezes tem a mesma localização do seio acometido (particularmente o seio maxilar), podendo piorar quando o paciente se curva ou se deita.

Embora raras, as manifestações das sinusites esfenoidal ou etmoidal avançadas podem ser intensas, como dor frontal ou retro-orbital intensa com irradiação para o occipicio, trombose do seio cavernoso e sinais de celulite orbital.

3.3.2 RINITE ALÉRGICA

A rinite alérgica caracteriza-se por espirros, rinorreia, obstrução

das vias nasais; prurido conjuntival, nasal e faríngeo; e lacrimejamento, todos com relação temporal com a exposição aos alergênios.

Embora geralmente seja sazonal porque é provocada por polens transportados pelo ar, a rinite pode ser perene quando há exposição ambiental crônica.

FISIOPATOLOGIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Rinorreia transitória, espirros, obstrução das vias nasais com lacri- mejamento e prurido da conjuntiva, da mucosa nasal e da orofaringe são as manifestações típicas da rinite alérgica.

A mucosa nasal é pálida e úmida, a conjuntiva mostra-se

congestionada e edemaciada e a faringe geralmente não tem alterações típicas.

O edema das conchas nasais e das mucosas com obstrução dos

óstios sinusais e das tubas auditivas provocam infecções secundárias dos seios da face e da orelha média, respectivamente.

Os pólipos nasais formados por protrusões contendo liquido de edema com quantidades variáveis de eosinófilos podem agravar os sintomas obstrutivos e, ao mesmo tempo, desenvolver-se na nasofaringe ou nos seios da face.

O nariz tem uma área ampla de mucosa cm razão das dobras das

conchas nasais e ajuda a ajustar a temperatura e a umidade do ar inalado e a filtrar as partículas > 10 gm de diâmetro em razão de sua retenção na lâmina de muco; a ação ciliar movimenta as partículas retidas na direção da faringe.

A retenção do polen e a digestão do seu revestimento externo

pelas enzimas da mucosa (p. ex

proteicos, geralmente com pesos moleculares entre 10.000 e

40.000.

lisozimas) liberam alergênios

A interação inicial ocorre entre o alergênio e os mastócitos

intraepiteliais e, em seguida, também envolve os mastócitos

perivenulares mais profundos, ambos sensibilizados com IgE específica.