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CLASSE MULTISSERIADA Estudo dirigido Técnica pode ser usada em sala de aula e fora do

CLASSE MULTISSERIADA

Estudo dirigido

Técnica pode ser usada em sala de aula e fora do espaço escolar

•NORA CECÍLIA BOCACCIO CINEL Especialista em Lingüística e em Supervisão de Sistemas Educacionais. Porto Alegre/RS.

Inúmeros autores têm-nos en- sinado que os melhores professo- res talvez não sejam aqueles que tenham completo domínio das técnicas de ensino mais refinadas, nem os que se utilizam dos recur- sos mais sofisticados da atuali- dade, mas os que entram na sala de aula cheios de entusiasmo, boa vontade, uma grande dose de criatividade para comunicar e sa- bedoria para ouvir e aprender. Especialmente às classes mul- tisseriadas, se adapta o perfil des- se mestre. No entanto, nunca é demais a ele saber aplicar algumas estratégias de ensino que facili- tem o seu trabalho e oportunizem aos alunos uma aprendizagem de qualidade. Uma das estratégias que mais convêm ao trabalho docente e aos alunos, nessas classes, é aquela que conhecemos como Estudo Dirigido. O estudo dirigido é uma técni- ca fundamentada no princípio di- dático de que o professor não en- sina: ele é o agilizador da aprendi- zagem, ajuda o aluno a aprender. É o incentivador e o ativador do aprender. De maneira especial, essa técnica põe em evidência o modo como o aluno aprende. Pode atender, com vantagens, às exigên- cias do processo de aprender, uma vez que, utilizando-se de dados re- ais contidos nas diferentes áreas do conhecimento, incentiva a ativida- de intelectual do aluno, força-o à descoberta de seus próprios recur- sos mentais, facilitando-lhe o de- senvolvimento das habilidades e operações de pensamento signifi- cativas – identificar, selecionar, comparar, experimentar, analisar,

S S E M ULT IS S CL A E R IADA
S S E
M ULT IS S
CL A
E R IADA

c o n c lu i r, solucionar problemas, aplicando o que apren- deu – e pos-

sibilitando-

lhe ajustar-

se às tarefas que deve executar para alcançar o previsto nos objetivos.

O estudo dirigido predispõe o

aluno à criatividade, uma vez que

a sua finalidade principal está vol- tada à atividade da reflexão, e o

pensamento reflexivo, de acordo com as circunstâncias do indiví- duo, provoca a necessidade de in- ventar, buscar modos pessoais de operar com inteligência e resol- ver o que lhe foi proposto.

O produto do trabalho do alu-

no pode adquirir, desse modo, forte cunho de autenticidade e pessoalidade. Para aplicar essa técnica, o professor solicita ao aluno uma determinada tarefa, fornecendo- lhe instruções de como realizá- la. Principalmente nas séries das classes multisseriadas (1 a à 4 a ou

5 a ), essas instruções devem ser claras e simples. Sua aplicação parte de um incentivo comum: um texto, por exemplo, ou um cartaz ou a observação de um ambiente ou cena. A partir desse incenti- vo, o professor deverá elaborar inúmeras e diversificadas tarefas ou questões para que o aluno as resolva. Um estudo dirigido pode ser desenvolvido em sala de aula para, entre outros objetivos:

• oportunizar situações para o alu-

no aprender por meio de sua pró- pria atividade, de acordo com seu ritmo pessoal;

• facilitar o atendimento das dife-

renças individuais, pelo professor;

• favorecer o desenvolvimento do

sentido de independência e de se- gurança do aluno;

possibilitar a criação, a correção

e

o aperfeiçoamento de hábitos de

estudo, a fixação, a integração e a ampliação da aprendizagem. Um estudo dirigido pode ser realizado em sala de aula ou como tarefa para casa. Porém, em sala de aula, com a presença do docen-

te para esclarecer dúvidas e orien-

tar quando necessário, a técnica

pode revestir-se de mais eficácia

e tornar-se mais eficiente para a

aprendizagem de qualquer área do conhecimento. É importante que

o professor acompanhe o trabalho

em todas as suas fases: na execu- ção, na correção e na avaliação. O texto incentivador ou qual- quer outro recurso que desenca- deie a tarefa deve ser abrangente, na simplicidade, enfocando as- pectos relevantes à área do conhe- cimento em estudo, proporcional

aos diferentes níveis apresentados por uma classe multisseriada, com questões que exijam do aluno o raciocínio e a criatividade e que oportunizem o desenvolvimento das suas capacidades de análise, síntese, interpretação, ordenação, avaliação e conclusão. Para exemplificar um traba- lho com a técnica do estudo di- rigido, podemos buscar orienta- ções nos Parâmetros Curricula- res Nacionais, relacionados aos 1 o e 2 o ciclos, usando o tema transversal Meio Ambiente co- mo conteúdo a ser desenvolvi- do numa classe multisseriada, em diferentes níveis. Inicialmente, é preciso que o professor ( ou a professora) es- teja bem informado sobre a prin- cipal função de um trabalho com

o tema Meio Ambiente: contri-

buir para a formação de cida-

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CLASSE MULTISSERIADA dãos conscientes, aptos para de- cidirem e atuarem na realidade socioambiental de um

CLASSE MULTISSERIADA

dãos conscientes, aptos para de- cidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da so- ciedade, local e global. Para que isso aconteça, é necessário que a escola se preocupe mais com o trabalho relacionado a atitudes, formação de valores, ensino e aprendizagem de habilidades e procedimentos ambientalmente corretos, na prática diária: gestos solidários, hábitos de higiene pes- soal e ambiental e participação ativa em tarefas de valorização e preservação da natureza e do mun- do que nos rodeia. Explorar o tema Meio Ambien- te, segundo os PCN, requer co- nhecimento e informação por par- te da escola. Isso não quer dizer que todos os professores deverão saber tudo sobre o assunto, mas que deverão dispor-se a aprender a aprender e a ensinar seus alu- nos, num verdadeiro e constante processo de construção e de pro- dução de conhecimento (aluno/ professor). Esse trabalho deve servir para auxiliar os alunos a construírem uma consciência global das ques- tões relacionadas ao meio e a as- sumirem posições compatíveis com valores que se referem a sua proteção e à melhoria de suas con- dições de vida. Sem dúvida, o trabalho com a realidade local pode oferecer um universo acessível e conhecido, a ser explorado: sua casa, sua co- munidade, sua região. Como tema transversal, o Meio Ambiente apresenta um conjunto de conteúdos que pode- rão ser tratados nas mais diversas áreas do conhecimento. Ciências, História, Geografia, Língua Por- tuguesa, Matemática e Arte pare- cem ser, conforme os PCN, as principais parceiras para o de- senvolvimento dos conteúdos, pela própria natureza dos seus ob- jetivos de estudo e por constituí- rem instrumentos básicos de

construção do saber e de expres- são do conhecimento construído. A técnica do estudo dirigido presta-se aos propósitos expres- sos nas orientações didáticas re- lativas ao Meio Ambiente (PCN), especialmente a que define a ne- cessidade de estabelecer, para os alunos de todas as idades, uma relação entre a sensibilização ao meio ambiente, a aquisição de conhecimentos, a atitude para resolver os problemas e a clari- ficação de valores, procurando, principalmente, sensibilizar os mais jovens para os problemas ambientais existentes na sua própria comunidade. As três sugestões de estudo dirigido que apresentamos a se- guir podem auxiliar o professor ou a professora no desenvolvi- mento de seu trabalho, numa sala de aula de classe multisseriada. Poderão, também, ser adaptadas às situações de classes de ensino por ciclos (1 a e 2 a ; 3 a e 4 a séries), no Ensino Fundamental.

ESTUDODIRIGIDO1(1 O CICLO)

n De onde vêm os alimentos

Conteúdos conceituais

• Identificar os alimentos consu- midos em casa e na escola.

• Identificar a procedência e a ori- gem dos alimentos.

• Desenvolver habilidades de ob-

servação, identificação, compara- ção, classificação, descrição oral

e produção textual.

Conteúdos procedimentais

• Um grande cartaz com diferen-

tes gravuras de alimentos e peque- nas frases significativas pode

constituir-se no incentivo ao de- senvolvimento de uma tarefa bem variada e rica em informações so- bre os alimentos e a alimentação, em geral.

• A partir da exploração do cartaz,

em sala de aula, o professor soli- citará aos alunos que façam uma lista dos alimentos que são con- sumidos ou usados normalmente em suas casas e, depois, os da es- cola. Num grande pedaço de pa-

pel pardo ou em folhas de ofício(a critério do professor), os alunos serão orientados a representarem

com desenhos ou, então, com gra- vuras coladas, seus alimentos pre- feridos e o que costumam consu- mir habitualmente, formando um painel.

• A partir desse momento, os alu-

nos devem ser incentivados a es- creverem frases ou palavras (con-

forme o nível do grupo) relacio- nadas aos desenhos e às gravuras

Melancia gostosa! Cenoura faz bem. Mamão = saúde F igoédoce?
Melancia gostosa!
Cenoura faz bem.
Mamão = saúde
F igoédoce?

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do painel. Essas frases ou palavras deverão ser coladas no local con- veniente (abaixo do

do painel. Essas frases ou palavras deverão ser coladas no local con- veniente (abaixo do desenho, ao lado da gravura, etc.).

do as origens de todos os alimen- tos indicados até esse momento (os do quadro de incentivo, os do painel construído e outros suge-

Em seguida, concluída essa eta-

ridos por eles).

pa, o professor, no quadro-de-giz, listará todos os alimentos repre- sentados, incentivando os alunos

Ao professor competirá escla-

recer o significado dos termos origem animal, vegetal, mineral

a

se expressarem sobre aqueles de

e procedência e acompanhar aten-

que mais gostam, os de que me- nos gostam, como costumam co- mer (se fritos, assados, cozidos

tamente a realização da tarefa, es- clarecendo dúvidas, respondendo às perguntas. Nessa etapa, será ne-

no molho, refogados, etc.), explo- rando os termos e explicando o que for necessário.

cessário esclarecer aos alunos a diferença entre a origem (vaca, por exemplo) e os seus produtos

Familiarizados com a variedade

derivados (carne, leite, manteiga,

e

a diversidade dos alimentos, o

couro, etc.), incentivando-os à

docente lançará um problema: Os alunos devem descobrir de onde vêm os alimentos. Do mercado?

busca de informações em mate- riais que estiverem ao seu alcan- ce (desde simples jornais ou re-

Da horta? Do galinheiro? Do pomar? Da fábrica? Do campo?

vistas até a internet, se possível), para construírem suas respostas.

Da padaria?

Depois de bem exploradas as

CLASSE MULTISSERIADA

um fruto;

a couve é um alimento, identi-

ficado como folha e conhecido

como uma dentre outras verduras;

o charque é um alimento, pre-

parado como carne seca e retira- do de uma rês (gado bovino); Û o toucinho é um alimento,

Û

Û

identificado como gordura retira- da do porco;

a cenoura é um alimento, é

uma raiz e é conhecida como um

dentre outros legumes, etc.

Conteúdos atitudinais

• Participar com responsabilida-

de na realização de todas as tare-

fas propostas.

• Realizar corretamente todas as tarefas.

Û

ESTUDODIRIGIDO2(2 O CICLO)

• Os alunos deverão procurar as

respostas entrevistando pessoas, observando seu meio ambiente, o local onde vivem; verificando de onde seus familiares trazem os alimentos para casa, isto é, de- terminando a procedência dos alimentos.

• A partir das respostas dos alu-

nos, competirá ao professor ou à professora estabelecer as dife- renças entre os alimentos manu- faturados e os alimentos consu- midos in natura, propondo, en-

tão, a organização de uma classi- ficação dos alimentos conforme

a sua procedência, num quadro de

informações sobre a origem dos alimentos, poderá ser proposta aos alunos a elaboração de um quadro como o que sugerimos a seguir (Figura 1).

• Neste quadro, os alunos estarão

elaborando uma classificação dos

alimentos.

• De posse de todas as informa-

ções coletadas e dos conhecimen- tos construídos ao longo do estu- do dirigido, o professor poderá enriquecer o trabalho, propondo aos alunos a exploração de no- ções, tais como:

Û a banana é um alimento que é

n Vida no sítio

Conteúdos conceituais

• Identificar elementos do meio.

• Estabelecer relações entre os

elementos do meio.

• Construir noções de ecossiste- ma.

• Concluir que existe interde-

pendência entre os seres vivos e brutos.

• Desenvolver as habilidades de

observação, identificação, es- tabelecimento de relações, conclusão.

• Desenvolver o raciocínio lógico.

duas colunas. O professor não deve esquecer de aguardar as res- postas de seus alunos,
duas colunas. O professor não
deve esquecer de aguardar as res-
postas de seus alunos, a cada ta-
FIGURA 1
ORIGEM DOS ALIMENTOS
refa proposta, verificando a apren-
dizagem, reforçando conteúdos,
retomando noções, sempre que
necessário.
Vegetal
Animal
Mineral
Nome
Desenho
Nome
Desenho
Nome
Desenho
Vencida mais essa etapa, mais
uma tarefa deverá ser proposta:
Qual é a origem dos alimentos que
conhecemos e que consumimos
habitualmente? A couve, por
exemplo: é de origem animal, ve-
getal ou mineral? A água? O lei-
te? A carne? Os alunos deverão
procurar as respostas determinan-
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CLASSE MULTISSERIADA Conteúdos procedimentais • Para desencadear esse estudo dirigido, o professor pode optar entre

CLASSE MULTISSERIADA Conteúdos procedimentais

• Para desencadear esse estudo dirigido, o professor pode optar entre duas alternativas, dependen- do da localização da escola e das possibilidades dos envolvidos no trabalho: ou propor a observação minuciosa, detalhada do ambien- te que circunda o estabelecimen- to de ensino (se estiver localiza- do em área rural) ou confeccio- nar um painel com riqueza de de- talhes, em partes destacáveis, como sugerimos na Figura 2, que represente um sítio, e apre- sentá-lo aos alunos para a ativi- dade de observação. Qualquer uma das opções poderá consti- tuir-se em incentivo para a reali- zação do trabalho, mas para a 2 a tarefa do estudo dirigido o pai- nel será necessário. • A primeira tarefa a ser propos- ta aos alunos será: permanecer em silêncio durante alguns mi-

nutos e observar atentamen- te a cena (do ambiente natu- ral ou do painel) procurando fixar o maior número de de- talhes possível. • A seguir, o professor coloca- rá, no quadro-de-giz, um con- junto de perguntas que deverão ser respondidas pelos alunos dentro de um tempo previamen- te determinado, de acordo com o ritmo do grupo. Tais pergun- tas poderão ser, por exemplo:

– Que elementos são vistos na paisagem?

– Que materiais existem

nela?

– Que seres vivos aparecem no ambiente?

– Existe alguma fonte de

energia na paisagem?

– Que elementos da paisa-

gem precisam de ar? De á-

gua? De sol? De terra?

– Que elementos da paisa-

gem necessitam das plantas? Dos animais? Do homem?

– A paisagem é natural? Foi

transformada? Por quem? Como?

Em quê?

– Que seres brutos aparecem na

paisagem? Muitasoutrasperguntaspoderão ser colocadas no quadro-de-giz para que os alunos as respondam, por escrito, em folhas de papel ofício ou de outro modo, a critério do docente. • Terminado o tempo marcado, as

respostas serão recolhidas pelo pro- fessor ou pela professora que, ime-

diatamente, proporá um jogo de faz- de-conta de raciocínio, utilizando as

partes destacáveis do painel, incen- tivando os alunos a pensarem e a par-

ticiparem ativamente, orientando-os a refletirem e a responderem, oral-

mente, a cada questão formulada. Por exemplo:

– Se retirarmos o milharal da pai-

sagem, quem ficará prejudicado?

FIGURA 2 REVISTA DO PROFESSOR, Porto Alegre, 19 (73): 31-35, jan./mar. 2003
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– Repondo o milharal no seu lugar e retirando o pasto, quem sai perdendo? –

– Repondo o milharal no seu

lugar e retirando o pasto, quem

sai perdendo?

– Repondo o pasto e tirando

as alfaces da horta, quem fica sem a verdura?

– Se não houvesse um rio, se- ria possível a vida?

– Agora, façam de conta que

o ar que existe no sítio sumiu. O que acontecerá?

– As galinhas e as vacas su-

miram. O que poderá acontecer?

– Todas as pessoas foram em- bora. Como ficará o sítio?

– Como as pessoas modifica-

ram a paisagem?

– Se as árvores frutíferas do

pomar morressem, os passari- nhos teriam o que comer? O professor (ou a professora) poderá incentivar, também, os alu-

nos a proporem um sem-número de perguntas e vai orientando-os

a analisarem o painel, procurando

explorar as mais variadas situa- ções, de tal sorte que eles sejam levados a considerarem as rela- ções entre os elementos do meio,

a interdependência entre os dife-

rentes seres e entendendo em que consiste um ecossistema.

Conteúdos atitudinais

• Participar atenta e comprometi-

damente das tarefas propostas.

• Empenhar-se em realizá-las ade- quada e corretamente.

ESTUDODIRIGIDO3(2 O CICLO)

n Cidade em crise!

Conteúdos conceituais

• Identificar problemas apresen-

tados numa situação hipotética.

• Identificar possíveis causas dos

problemas.

• Apresentar possíveis soluções

para os problemas identificados.

• Apontar os profissionais e o tipo de trabalho a ser realizado para

solucionar os problemas.

• Desenvolver a atenção e as habi-

lidades de identificar, estabelecer

relações, solucionar problemas.

Conteúdos procedimentais

• Para iniciar o estudo dirigido, o professor proporá aos alunos uma situação hipotética, uma história

de faz-de-conta, focalizando uma cidade cheia de problemas que de- verão ser examinados, entendidos, resolvidos, envolvendo diferentes atitudes e diferentes profissões e decisões.

• A história poderá ser apresentada

oralmente ou por escrito. A segun- da alternativa (por escrito) será a mais adequada porque oferecerá ao

aluno a oportunidade mais signifi- cativa de refletir sobre as situações e buscar soluções que visem sanar os problemas ou as dificuldades. Na história poderão constar si- tuações simuladas de necessida- des econômicas de uma cidade que esteja em crise, como por exemplo:

– Vários produtos de alimen-

tação como leite, arroz, farinha

de trigo, feijão, ovos, entre ou- tros, estão escassos:

– Houve falta de produção?

– Por que isso estaria ocor- rendo?

– Que providências precisam ser tomadas?

– O que pode ocorrer se con- tinuar a faltar produtos?

– Resolver os problemas da

cidade é competência somente da população ou o governo deve

auxiliar ou tomar sozinho a res- ponsabilidade de consertar a si- tuação?

– De que modo as pessoas e o

governo podem auxiliar na so- lução dos problemas?

– Que tipo de trabalho deve- rá ser feito?

– Quem deverá fazê-lo?

– Que profissões estarão en-

volvidas? etc.

• Aos alunos será dada a oportuni-

dade de realizarem outras questões que julgarem necessárias. Todos deverão procurar responder aos questionamentos e oferecer solu- ções para os problemas apresen- tados. Os alunos poderão formar duplas ou trios para expressar, por

CLASSE MULTISSERIADA

escrito, suas idéias e opiniões, com vistas à solução dos problemas, en- tregando-as ao professor.

• Junto com os alunos, o profes-

sor fará um levantamento das res- postas que apontam explicações sobre os acontecimentos na cida- de e as possíveis soluções, com- patibilizando-as, comentando, ana- lisando e fazendo uma síntese a ser colocada no quadro-de-giz.

• Todos os alunos deverão registrá-

las em seus cadernos para realiza- rema próximatarefa: escolher, den- tre assoluções apresentadas, aquela que, no seu ponto de vista, seria a

mais significativa e, portanto, a pri- meira a ser providenciada; escrevê-

la em seucaderno;justificar sua op-

ção e identificar o tipo de trabalho e de profissional necessários ao in- cremento da solução.

• Cada aluno, posteriormente, apre-

sentará sua escolha, oralmente, jus- tificando-a. Nesse momento, o pro- fessor ou a professora poderá de- sencadear um debate que torne evi- dente a atenção e a criatividade dos alunos em relação ao tema. Para fi- nalizar, poderá sersugerida aos alu- nos a criação de um painel com os problemas solucionados.

Conteúdos atitudinais

• Participar comprometidamente

do trabalho.

• Realizar adequadamente as tare- fas propostas.

CONCLUSÃO Qualquer uma dessas sugestões de estudo dirigido representa um trabalho a ser desenvolvido em

vários momentos, com cuidado, para que os alunos possam retirar dessas oportunidades as melhores

e mais significativas aprendiza- gens que elas podem oferecer.

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Ministério da Educação e do Despor- to. Secretaria deEducaçãoFundamental. Parâme- tros curriculares nacionais: meioambiente, saú- de: 1 a a 4 a séries. Brasília, 1997. v. 9.

SANT'ANNA, Flávia M. Microensino e habi- lidades técnicas do professor. 2. ed. Porto Ale- gre: Bels, 1975.

técnicas do professor . 2. ed. Porto Ale- gre: Bels, 1975. REVISTA DO PROFESSOR, Porto Alegre,

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