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• Perscrutando o texto –

Marapatá pg. 02

• Acentuação das palavras


paroxítonas pg. 04

• Dificuldades da língua pg. 05

• Literatura –
Barroco pg. 08

• Redação pg. 10

Na Amazônia, o barco
moradia, meio de transpé orte
e de subsistência

,
aõ do Barroco
ress ário
o Preto, etxpônico e liter
Our o arquite
estil
Português 03. Sobre a estrutura do poema, assinale

E agora,
a alternativa incorreta.
a) Predominam os versos isométricos.
Professor João BATISTA Gomes b) As estrofes são organizadas em oitavas.

que profissão
c) Quando à rima, predominam os versos
brancos.
d) Há, no poema, exemplo de dístico.

escolher?
e) Há, no poema, exemplo de verso
Texto 1 prosaico.

04. Observe os versos seguintes:


Marapatá
Que doce mistério
Aníbal Beça
Abriga teu dorso
Armandinho de Paula
Tão importante quanto a preparação para De ilha afogada
o vestibular é a escolha da futura Que doce mistério No curso das mágoas?
profissão, já que o mercado de trabalho Abriga teu dorso A partícula que (verso 1) tem valor de:
atual torna-se cada vez mais seletivo e De ilha afogada
a) conjunção;
exigente. No curso das mágoas?
b) pronome;
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) lança, O Velho Bahira
c) substantivo;
em novembro, uma pesquisa com Se mira nas águas
d) preposição;
valiosos dados sobre o mercado de Espelho da lua
e) advérbio.
Narciso nheengara
trabalho e a remuneração. O estudo,
chamado de "Retornos da Educação no 05. Ainda com base nos versos da
Mercado de Trabalho", realizado pelo
É Marapatá, porta de Manaus questão anterior, a função sintática da
Centro de Políticas Sociais, vinculado ao
É Marapatá, patati-patatá expressão “teu dorso” é:
Instituto Brasileiro de Economia da FGV, a) sujeito;
Que mana maninha b) objeto direto;
avalia o impacto educacional no
Que dança sozinha c) adjunto adverbial;
desempenho no trabalho.
Savana de seda d) adjunto adnominal;
A pesquisa vai apresentar um ranking das Pavana de cio e) aposto.
profissões nacional e detalhado para os 27 Campim canarana
Estados e os 200 maiores municípios do Bubuia banzando 06. Sobre a expressão “patati-patatá”
País. Alguns dados já foram divulgados. Canção enrugada usada na segunda estrofe, escolha a
De uma forma geral, os pós-graduados Banzeiro de rio explicação plausível:
em Administração são os mais bem a) Indica que a conversa não é fantasiosa.
remunerados (média de R$ 5.210,00). Vá logo deixando b) Sugere que o emissor está mentindo.
No quesito salário e empregabilidade, Senhor forasteiro c) É popularmente usada quando não se
médicos com nível de doutorado A sua vergonha quer fazer enumeração longa.
registram um índice de ocupação de 93% Em Marapatá d) É usada para indicar falta de vocabulário
e um ganho médio mensal de R$ Vergonha se verga do autor.
5.091,00. Já entre os graduados, 91% Na cuia do ventre e) Corresponde a lero-lero.
estão empregados, mas o salário médio No V da ilharga
07. Observe os versos seguintes:
Vincando por lá
cai para R$ 3.841,00. Teologia é a carreira
Que mana maninha
universitária com menores salários (R$
Cunhã se arretando Que dança sozinha
1.183,00), mas em segundo lugar no Savana de seda
Tesão de mormaço
quesito horas trabalhadas por semana, Pavana de cio
Abrindo as entranhas
só perdendo para os médicos.
A flor do tajá Escolha a frase em que o vocábulo mani-
Se você quer uma ajuda sobre qual E o macho fungando nha tenha valor sintático idêntico ao do
caminho seguir, uma dica. A FGV está Flechando, fisgando texto.
disponibilizando em seu site Mordendo a leseira a) Doravante, vou chamá-la de maninha.
www.fgv.br/cps um software interativo Dizendo: “Ulha já!” b) Ela é minha maninha mais nova.
chamado Espelho Educacional, em que
c) Vem cá, maninha, tu não te mancas
cada pessoa pode inserir a combinação
não?
dos seus dados, como sexo, idade, local
d) Estou amando a maninha do Ricardo.
de moradia, entre outros. Dessa forma, Perscrutando o texto e) Isabela – a maninha – passou no
poderá cruzar dados do impacto da vestibular.
carreira escolhida sobre o salário e a 01. O texto 1 classifica-se como:
probabilidade de encontrar ocupação, 08. Observe os versos seguintes:
a) écloga;
além de dados gerais sobre a pesquisa. b) soneto; Que mana maninha
O linque é http://www4.fgv.br/cps/ c) elegia; Que dança sozinha
simulador/quali2/index.htm d) poema lírico; Savana de seda
Mas o importante é ter em mente que e) epitalâmio. Pavana de cio
aliar vocação, força de vontade e A seqüência de de vogais e consoantes
02. Pode-se garantir que os versos da
conhecimento do mercado pode que se repetem, emprestando ao poema
primeira estrofe são:
representar a receita do sucesso um efeito sonoro, chama-se:
a) alexandrinos;
profissional. a) eufemismo;
b) decassílabos;
Portanto mãos à obra! b) anáfora;
c) em redondilha maior;
c) pleonasmo;
d) em redondilha menor
d) enjambement;
e) livres.
e) aliteração.

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09. A figura que responde à questão

Desafio
anterior foi excessivamente empregada
no período literário denominado: Leitura moderada
a) barroco;
b) arcadismo;
Papagaio

Gramatical
c) romantismo; Alcides Werk
d) parnasianismo; Por falar engraçado, dizer “louro”,
e) simbolismo. o papagaio perde a liberdade.
10. Observe os versos seguintes: Troca o universo verde da floresta
pelo pequeno espaço da cidade.
Que mana maninha
Que dança sozinha
Move-se trôpego, andar desengonçado,
Savana de seda
gingando vai atrás do carcereiro; 01. (FGV) Assinale a alternativa em que a
Pavana de cio
domesticado, esquece a própria espécie grafia das palavras está correta.
Escolha a alternativa incorreta: – galináceo entre as aves do terreiro. a) Beneficiente, asterístico, excessão,
a) O emprego de savana constitui metá- estrambólico.
fora. Para prazer dos homens é um palhaço, b) Pretencioso, assessor, acessório,
b) Pavana designa certo tipo de música. em busca da comida é um flibusteiro, ascensão.
c) A expressões “de seda” e “de cio” têm acostuma-se ao trato das comadres c) Alto falante, malpassado, subitem,
idêntica função sintática. e segue parolando o dia inteiro. subabitação.
d) Os dois quês têm idêntica função d) Previlégio, prazeirosamente,
morfológica. Já vai longe a lembrança da floresta. empecilho, intitular.
e) O uso de uma vírgula após mana não Como escravo, entre as almas mais pequenas, e) Pertubado, estupro, driblar, poleiro,
contradiz norma gramatical. do seu mundo selvagem só lhe resta aborígene.
o verde claro de suas próprias penas.
11. Observe os versos seguintes:
Do livro: In Natura – Poemas
Capim canarana
Bubuia banzando para a juventude, Valer Editora, AM, 1999 Dificuldades da língua
Canção enrugada
Banzeiro de rio 02. Assinale a alternativa em que o uso
do verbo PREFERIR está de acordo
Semanticamente, a expressão “Bubuia
Perscrutando o texto com a norma culta da língua escrita.
banzando” encerra:
a) Prefiro mil vezes morrer do que casar.
a) metáfora e aliteração;
01. Nas alternativas seguintes, propõe-se b) No Brasil Colonial, muitos preferiam a
b) antítese e eufemismo;
a troca de palavras do poema por morte à escravidão.
c) prosopopéia e aliteração;
outras de mesma carga semântica. c) O senador disse que prefere mais o
d) metáfora e eufemismo;
Assinale a proposta incoerente. Senado do que o Ministério.
e) prosopopéia e antítese.
d) Há quem prefiro antes a vida de
a) trôpego: que move os membros com
12. Observe os versos seguintes: casado à de solteiro sem raízes.
dificuldade, arrastadamente. e) Consumidor deve preferir mais
Vá logo deixando
b) gingando: inclinando-se para um e compras a vista do que a prazo.
Senhor forasteiro
outro lado, ao andar.
A sua vergonha
c) galináceo: relativo aos galiformes
Em Marapatá
(galinhas, perus, faisões, etc.).
Vergonha se verga Arapuca
Na cuia do ventre d) flibusteiro: aventureiro, trapaceiro.
No V da ilharga e) parolando: cantando à maneira dos
03. Assinale a alternativa em que o uso
Vincando por lá papagaios selvagens.
do verbo PREFERIR está de acordo
A troca de Vá por Vai: 02. De acordo com o poema, o papagaio com a norma culta da língua escrita.
a) inviabilizará o uso da palavra Senhor; perde a liberdade: a) Prefiro casamento à vida de solteiro.
b) implicará mudança na forma verbal a) porque troca o verde da floresta pelo b) Prefiro o casamento a vida de solteiro.
deixando; pequeno espaço da cidade; c) Prefiro o casamento à vida de solteiro.
c) implicará a troca de “A sua vergonha” b) porque se submete aos caprichos do d) Prefiro casar à viver solteiro.
por “A tua vergonha”; e) Prefiro casar do que viver solteiro.
carcereiro;
d) implicará a troca de “Vergonha se
c) porque esquece a própria espécie, 04. (FGV) Em fluvial, temos um caso de
verga” por “Vergonha te verga;
tornando-se galináceo; adjetivo cuja acepção é “relativo a
e) não implicará nenhuma mudança
gramatical.
d) porque se acostuma ao trato das rio”. Assinale a alternativa em que
comadres; NÃO tenha havido correta
13. Observe os versos seguintes: e) porque fala engraçado e diz “louro”. correspondência entre o adjetivo e a
Cunhã se arretando noção a que se relaciona.
03. No verso 1, pode-se trocar a
Tesão de mormaço a) pluvial: chuva
preposição por pela conjunção:
Abrindo as entranhas b) cuprino: cabra
A flor do tajá a) porque; c) plúmbeo: chumbo
Assinale a alternativa incorreta. b) posto que; d) argênteo: prata
c) se; e) lupino: lobo
a) Associado a Cunhã, a expressão “A flor
d) conquanto;
do tajá” constitui metáfora. 05. (FGV) Assinale a alternativa em que
e) enquanto.
b) O acento gráfico em tajá deve ao fato NÃO exista correta correspondência
de ser palavra oxítona terminada em “a”. 04. No verso 13, lembrança exerce a entre o adjetivo e a noção a que se
c) A expressão “A flor do tajá” encerra função sintática de: relaciona.
linguagem conotativa. a) esplênico: baço
a) objeto direto;
d) A troca de arretando por arreitando b) onírico: sonho
b) sujeito;
não fere a norma culta da língua. c) vesical: bexiga
c) adjunto adnominal;
e) Em “Cunhã se arretando”, a troca de d) rupestre: raposa
posição do pronome átono fere a norma d) predicativo do sujeito;
e) filatélico: selo
culta da língua. e) predicativo do objeto.

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Momento Acentuação das palavras
paroxítonas
Exercícios

01. Há uma palavra em que a grafia/acentua-

Prosódico
1. PAROXÍTONA (definição) ção gráfica não se enquadra na norma
Palavra cuja sílaba tônica é a penúltima. culta da língua. Identifique-a.
mesa série álbum a) tríceps, bíceps
tórax xérox rubrica b) caqui, cáqui
pudica sótão recorde c) jóqueis-clube
empresa ímã hífen d) reptil, réptil
hifens próton prótons e) caráter, caráteres
Paroxítonas: prosódia e sinonímia 02. Há uma palavra em que a
2. PAROXÍTONAS ACENTUADAS
grafia/acentuação gráfica não se enquadra
Barbárie Estado ou condição da gente Levam acento gráfico todos os vocábulos na norma culta da língua. Identifique-a.
bárbara. Fonética: bar-bá-rie – rb paroxítonos terminados em “um xirus não
= encontro consonantal; ie = a) ímã, ímãs
lei ditongo ps”.
ditongo crescente oral. b) éter, éteres
Essa frase mnemônica (fácil de reter na
Bênção Ação de benzer ou de abençoar; c) nódoa, nódoas
memória) contém todas as terminações das
bendição; graça divina. Plural: d) róseo, róseos
palavras paroxítonas acentuadas: um, x, i, r,
bênçãos. Fonética: en = dígrafo; e) ambar, ambares
ão = ditongo decrescente nasal; us, n, ão, l, ei, ditongo oral e ps.
seis letras e cinco fonemas. Veja, a seguir, as explicações e os 3. PAROXÍTONAS SEM ACENTO
Blasfemo Que blasfema; blasfemador. exemplos necessários para cada a) Terminações “em”, “ens” – Não levam
Fonética: bl e s-f = encontros terminação. acento gráfico as palavras paroxítonas
consonantais. a) um, uns – Vale para o singular e para o terminadas em em ou ens.
Boêmia Vadiagem, vida airada. A plural: álbum – álbuns; fórum – fóruns. Exemplos:
pronúncia [bo-e-mi-a] é popular
b) x – Veja que tórax faz o plural os tórax. Éden, edens, hímen, himens.
e antigramatical. Fonética: bo-ê-
Dúplex, tríplex, córtex, xérox, Félix (x = Líquen, liquens, hífen, hifens.
mia – o-e = hiato; ia = ditongo
s), fênix (x = s).
crescente oral.
b) Prefixos paroxítonos – Não levam acen-
Bolívar Nome próprio; unidade c) i – Vale para o singular e para o plural:
to gráfico os prefixos paroxítonos anti-,
monetária e moeda da cáqui – cáquis; táxi – táxis.
semi-, super-, inter-, hiper-, maxi-, mini-
Venezuela. Plural: bolívares. d) r – Vale para o singular e para o plural, por serem considerados elementos áto-
Bômbix O gênero-tipo dos bombicídeos; mas observe: palavras paroxítonas nos. Mas os prefixos podem virar subs-
qualquer espécie desse gênero terminadas em r tornam-se tantivos; então, justifica-se o acento: as
como o bicho-da-seda, cuja proparoxítonas no plural: éter – éteres; múltis, as mínis, a máxi.
mariposa adulta é branco- revólver – revólveres; hambúrguer –
cremosa. Fonética: om = hambúrgueres. c) Timbre fechado – Palavras paroxítonas
dígrafo; x = ks (dífono); seis de sílaba tônica fechada e sem relação
Caráter tem plural especial: caracteres.
letras e sete fonemas. nenhuma com as regras expostas não se
Bórax O borato de sódio decaidratado, e) us – Veja que o plural é feito com ajuda acentuam jamais.
cristalino, usado como anti- do artigo: vírus – os vírus; bônus – os
Exemplos:
séptico. Forma variante: borace. bônus; vênus – as vênus.
Fonética: x = ks (dífono); cinco Flor, flores, dor, dores, amor, amores.
f) n – Atenção! Se a palavra paroxítona
letras e seis fonemas. terminada em n fizer o plural em ens, a Forma, formas, forno, fornos, lobo, lobos.
Cânon Regra geral de onde se inferem forma plural não será acentuada: hífen – Governo, governos, termo, termos.
regras especiais; relação, hifens; éden – edens; líquen – liquens; Sede, sedes, parede, paredes.
catálogo, tabela; padrão, modelo, hímen – himens. Reboco, rebocos, sufoco, sufocos.
norma, regra. Plural: cânones.
Se o plural for feito em ons, tanto o plural
Forma variante: cânone. Fonética:
quanto o singular terão acento gráfico:
on = dígrafo; cinco letras e quatro Exercícios
fonemas. íon – íons; próton – prótons; nêutron –
nêutrons, cátion – cátions.
Caracteres Plural de caráter. 03. Há erro de acentuação gráfica em:
Celtibero União dos povos celtas + iberos g) ão – A terminação -ão vale para o
a) ítem – ítens
[é]; o natural ou habitante da masculino e o feminino, para o singular e
b) próton – prótons
Celtibéria. Fonética: l-t = encontro o plural: órfão – órfãos; órfã – órfãs; ímã
c) nêutron – nêutrons
consonantal. – ímãs; zângão – zângãos.
d) íon – íons
Ciclope Gigante mitológico de um olho só h) l – Vale para o singular e para o plural: e) fóton – fótons
no meio da testa. Fonética: cl = réptil – répteis; fóssil – fósseis; jóquei –
encontro consonantal. jóqueis. Note ainda que répteis e 04. Há um item com erro gramatical.
Cível Relativo ao Direito Civil. Plural: fósseis terminam em ditongo Identifique-o.
cíveis. decrescente oral. a) O ímã é um corpo de material
Clitóris Pequeno órgão alongado, erétil, i) ei – O encontro vocálico ei é ditongo ferromagnético com imantação
situado na parte superior da vulva. decrescente oral: jóquei, jóqueis; fôreis, permanente.
Fonética: cl = encontro amáreis, éreis, tivéreis. b) O caráter agressivo de certos jovens
consonantal. dificulta-lhes o relacionamento.
j) ditongo – As paroxítonas terminadas em
Cóccix Pequeno osso que termina a ditongo oral, quer crescente quer c) O mercadinho vem sendo alvo dos
coluna vertebral na parte inferior. maus-caráteres de outros bairros.
decrescente, no singular ou no plural,
Fonética: coc-cix – c-c = encontro d) Os liquens vivem em lugares os mais
são sempre acentuadas: água, infância,
consonantal; x = s. inóspitos, comumente sobre rochas e
série, mágoas, nódoa, tábuas, sério,
Córtex Casca de árvore; cortiça. Fonética: cascas de árvore, e desenvolvem
rosário.
r-t = encontro consonantal; x = ks estruturas reprodutivas assexuais
(dífono); seis letras e sete k) ps – Veja que o plural é feito com a ajuda
especializadas.
fonemas. Forma variante: córtice. do artigo: bíceps – os bíceps; tríceps –
e) Hímen complacente é aquele que não
Plural: córtices. os tríceps; Quéops.
se rompe à passagem do pênis.

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05. Há uma palavra em que a Albifloro Que tem flores alvas; albiflor.

Dificuldades
grafia/acentuação gráfica não se enquadra Fonética: l-b e fl = encontros
na norma culta da língua. Identifique-a. consonantais.
a) semideus Algaravia Confusão de vozes; língua
árabe; linguagem confusa e

da língua
b) semi-reta
c) antiinflamatório ininteligível. Fonética: al-ga-ra-
d) antiinflação vi-a – lg = encontro
e) súper-resistente consonantal; i-a = hiato.
Alimária Animal irracional; animal de
06. Há uma palavra em que a carga, besta, animália. Fonética:
grafia/acentuação gráfica não se enquadra a-li-má-ria – ia = ditongo
na norma culta da língua. Identifique-a. crescente oral.
a) superabundância Aljôfar O orvalho da manhã; lágrima de 1. FIM e FINAL
b) superintendência mulher bela. Plural: aljôfares.
c) minissaia a) Fim – Usa-se em oposição a início.
Fonética: l-j = encontro
d) interâmnio consonantal. Veja exemplos:
e) hiper-ácido 1. Tudo na vida tem um fim.
Alopecia Ausência, congênita ou não, dos
cabelos ou dos pêlos do corpo; Tudo na vida tem um início.
atricose, atriquia, falacrose, 2. Trabalhava rápido: queria chegar ao
Caiu no vestibular peladura. Fonética: a-lo-pe-ci-a – fim da tarefa.
i-a = hiato. Queria chegar ao início da tarefa.
07. (FGV) Assinale a palavra que está
Anidrido Substância derivada de um 3. Tenham todos um bom fim de
graficamente acentuada pela mesma regra semana.
ácido pela eliminação de uma
que determina o acento em inadimplência. Tenham todos um bom início de
ou mais moléculas de água.
a) Mágoa. semana.
Apoteose Final deslumbrante. Fonética: e-
b) Há. o = hiato. b) Final – Usa-se em oposição a inicial.
c) Sabiá. Veja exemplos:
Ambrosia Comida gostosa, deliciosa; não
d) Heróico. 1. Não podemos assistir à partida
confundir com Ambrósia, nome
e) Baú. final.
próprio. Fonética: am-bro-si-a –
am = dígrafo; br = encontro Não podemos assistir à partida
08. (FGV) Assinale a alternativa em que as inicial.
consonantal; i-a = hiato; oito
palavras sejam, depois de corretamente
letras e sete fonemas. 2. O casal de heróis morreu no
acentuadas, respectivamente: oxítona,
Âmbar Substância sólida, resina. Plural: capítulo final.
oxítona, paroxítona, proparoxítona,
âmbares. Fonética: am = O casal de heróis morreu no
proparoxítona e oxítona.
dígrafo; cinco letras e quatro capítulo inicial.
a) Nobel, somali, avaro, interim, habitat, fonemas.
ureter. 2. SUBSTANTIVOS MASCULINOS
Austero Severo, sério, compenetrado. Muitos substantivos de nossa língua
b) Novel, triplex, avaro, aziago, habitat,
Fonética: au = ditongo causam dúvida quanto ao gênero. A seguir,
masseter.
decrescente oral; st = encontro
c) Novel, triplex, cádmio, aziago, habitat, uma lista de palavras para as quais se
consonantal.
cateter. recomenda o gênero masculino.
d) Transistor, ruim, cádmio, mister, habitat, Aziago Agourento; dia de azar;
O ágape
cateter. infausto, infeliz. Fonética: i-a =
O alude (avalancha)
e) Transistor, ruim, cádmio, austero, hiato.
O anátema
habitat, cateter. Azimute Distância angular, medida sobre O aneurisma
o horizonte, a partir de um ponto O antílope
origem, geralmente o sul, no O apêndice
Arapuca sentido dos ponteiros do relógio O apostema
ou no sentido inverso, até o O axioma
09. Identifique a palavra em que a norma culta círculo vertical que passa por O caudal (torrente impetuosa; cachoeira)
da língua não abona a indicação do timbre um dado astro. Ângulo entre a O champanha
da vogal tônica. perpendicular ao plano de O clã
incidência e o plano de vibração O dó
a) Fecha (ê).
de uma radiação O matiz
b) Espelha (ê).
eletromagnética O cataclismo
c) Algoz (ô).
planopolarizada. O clarinete
d) Colmeia (ê).
e) Obsoleto (é). Avaro Mesquinho, pão-duro; que tem O diabetes
avareza, que é sórdido e O plasma
excessivamente apegado ao O diagrama
4. PAROXÍTONAS (prosódia e
dinheiro. Sinônimos: avarento, O grama (peso)
sinonímia)
amarrado, cainho, forreta [ê], O guaraná
Abside Recinto semicircular; qualquer fuinha, mão-de-finado, mão-de- O hematoma
recinto abobadado. Fonética: leitão, mão-de-vaca, morrinha, O herpes
b-s = encontro consonantal. muquira, muquirana, sovina, O hosana
Acórdão Decisão proferida em grau de tamanduá, unha-de-fome. O jângal (floresta, selva, mata)
recurso por tribunal coletivo. Avito Que procede dos avós ou O lança-perfume
Plural: acórdãos. Fonética: r-d = antepassados. O lhama
encontro consonantal; ão = O magazine
ditongo decrescente nasal. Bafio Cheiro característico da umidade
O magma
e ausência de renovação do ar;
Acrimônia Sabor amargo; aspereza; O milhar
mofo, bolor. Fonética: ba-fi-o –
acridez. Fonética: a-cri-mô-nia – O orbe (esfera, mundo)
i-o = hiato.
cr = encontro consonantal; ia = O pernoite
ditongo crescente oral. Barbaria Selvageria, crueldade, O pijama
atrocidade, barbaridade, O praça (soldado)
Acrobacia Arte ou profissão de acrobata;
barbarismo. Fonética: bar-ba-ri- O sanduíche
acrobatismo. Fonética: a-cro-ba-
a – rb = encontro consonantal; O telefonema
ci-a – cr = encontro
i-a = hiato.
consonantal; i-a = hiato.

5
a) constitui um eufemismo;

Momento
b) contém erro de pontuação;
c) constitui uma prosopopéia;
Texto 3 d) contém gradação e aliteração;
e) contém verbos de regências distintas.

Fonético
A Cidade da Bahia
06. Na primeira estrofe, pode-se perceber:
Gregório de Matos
a) erro de pontuação;
A cada canto um grande conselheiro, b) silepse de número;
que nos quer governar cabana e vinha, c) erro de acentuação gráfica;
não sabem governar sua cozinha, d) erro de ortografia;
e podem governar o mundo inteiro. e) silabada.

SILABADA Em cada porta um freqüentado olheiro,


que a vida do vizinho e da vizinha Arapuca
Significado:
pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Erro de pronúncia que consiste em para a levar à Praça, e ao Terreiro.
deslocar, indevidamente, o acento 07. Na seqüência “não sabem governar
Muitos mulatos desavergonhados, sua cozinha, e podem governar o
tônico da palavra.
trazidos pelos pés os homens nobres, mundo inteiro” (primeira estrofe), a
Formação: posta nas palmas toda a picardia.
oração coordenada sindética é:
De sílaba + -ada (derivação sufixal). a) aditiva;
Estupendas usuras nos mercados, b) adversativa;
Exemplos: todos os que não furtam, muito pobres, c) conclusiva;
A seguir, uma lista de palavras que e eis aqui a cidade da Bahia. d) explicativa;
aparecem com constância em provas e) alternativa.
de vestibulares. 08. Na segunda estrofe, a seqüência “a
Perscrutando o texto
Pronúncia errada Pronúncia certa vida do vizinho e da vizinha” tem
função de:
acrimonia acrimônia 01. Sobre o poema em questão, assinale
acrobácia acrobacia a afirmativa incorreta. a) complemento verbal;
b) predicativo do sujeito;
agape ágape a) Todos os versos do poema são c) adjunto adverbial;
alacre álacre decassílabos. d) sujeito;
algarávia algaravia b) Na primeira estrofe, há exemplo de rima e) complemento nominal.
aliquota alíquota rica.
ambar âmbar 09. A oração “para a levar à Praça, e ao
c) Há rima rica na segunda estrofe.
ariete aríete Terreiro” (segunda estrofe) é:
d) Todas as rimas do poema são femininas.
áustero austero e) A rima desavergonhados/mercados é a) subordinada adverbial final;
ávaro avaro pobre. b) subordinada adjetiva;
azíago aziago c) subordinada substantiva;
benção bênção 02. O pronome nos da primeira estrofe: d) subordinada adverbial causal;
biotipo biótipo a) é sinônimo de nós e tem função de e) subordinada adverbial condicional.
boemia boêmia objeto direto; 10. Na oração “para a levar à Praça, e ao
caráteres caracteres b) é sinônimo de nós e tem função de Terreiro” (segunda estrofe), o
catéter cateter objeto indireto; monossílabo a aparece três vezes,
circuíto circuito c) indica posse e tem função de objeto respectivamente como:
duplex dúplex direto; a) artigo, artigo e artigo;
eletrodo elétrodo d) indica posse e tem função de adjunto b) preposição, preposição e preposição;
fenotipo fenótipo adnominal; c) pronome, artigo e artigo;
filântropo filantropo e) é sinônimo de nós e tem função de d) pronome, artigo e preposição;
frênesi frenesi sujeito. e) preposição, artigo e preposição.
genotipo genótipo
03. Na primeira estrofe, podem-se 11. Dentro da estrofe seguinte, opte pelo
habitat hábitat
perceber duas figuras de linguagem. item com erro de análise morfológica:
hângar hangar
a) Metonímia e antítese. A cada canto um grande conselheiro,
íbero ibero
b) Prosopopéia e eufemismo. que nos quer governar cabana e vinha,
improbo ímprobo
c) Hipérbato e hipérbole. não sabem governar sua cozinha,
interim ínterim
d) Metáfora e animismo. e podem governar o mundo inteiro.
júniors juniores
e) Catacrese e anacoluto. a) cada (verso 1): pronome indefinido.
latex látex
levedo lêvedo b) a (verso1): preposição.
luciferes lucíferes c) grande (verso 1): adjetivo.
maquinária maquinaria
Arapuca d) vinha (verso 2): verbo.
e) inteiro (verso 4): adjetivo.
masséter masseter
04. Sobre o verso “todos os que não
misântropo misantropo 12. Dentro da estrofe seguinte, opte pelo
furtam, muito pobres”, assinale a
Nóbel Nobel item com erro de análise morfológica:
afirmativa incorreta.
Queops Quéops Em cada porta um freqüentado olheiro,
récorde recorde a) Contém três ditongos.
que a vida do vizinho e da vizinha
requiem réquiem b) O monossílabo os é pronome pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
rúbrica rubrica demonstrativo. para a levar à Praça, e ao Terreiro.
ruim ruim c) O monossílabo que é pronome relativo.
d) O monossílabo os é artigo definido. a) que: conjunção.
sêniors seniores
e) Contém elipse. b) olheiro: substantivo.
triplex tríplex c) vida: substantivo.
uréter ureter 05. A seqüência “pesquisa, escuta, d) freqüentado: adjetivo.
xerox (cópia) xérox (cópia) espreita e esquadrinha” (segunda e) para: preposição.
estrofe):

6
Dificuldades
18. Sobre a estrofe seguinte, do poeta
modernista Carlos Drummond de
Caiu no vestibular Andrade, assinale a afirmativa
incorreta.

da língua
IRENE NO CÉU
Preso à minha classe e a algumas roupas
Irene preta
vou de branco pela rua cinzenta.
Irene boa
Irene sempre de bom humor. Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Imagino Irene entrando no céu:
(Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma)
– Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão: a) O acento grave indicador de crase, no
– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença primeiro verso, constitui agressão à
(Manuel Bandeira, Poesias, 1955) norma culta da língua. 1. PAGAR EM ou COM CARTÃO?
b) Explica-se a falta de acento grave antes A construção correta, que respeita a
13. (FGV) O poema Irene no céu, de Manuel lógica do verbo pagar (quando usado
de algumas (verso 1) pela
Bandeira, apresenta muitas das caracte- como intransitivo ou transitivo direto) é
impossibilidade do uso do artigo.
rísticas do Modernismo brasileiro. A
“pagar (algo) com cartão”. A idéia
característica que lhe falta é: c) O substantivo enjôo e a forma verbal
coerente é “pagar uma coisa com
a) o aproveitamento do recurso da vêem têm acento gráfico respaldado
outra”, e não “em outra”.
linguagem oral, familiar; pela mesma regra.
b) o redescobrimento da realidade Veja construções certas e erradas:
d) O vocábulo enjôo contém dígrafo e
brasileira; 1. Ela pagou a mensalidade escolar no
ditongo.
c) a liberdade formal de expressão; cartão. (errado)
d) o exercício da crítica social; e) A estrofe contém prosopopéia. 2. Ela pagou a mensalidade escolar com
e) a obediência à ordem direta na cartão. (certo)
construção da frase. 19. Sobre a estrofe seguinte, do poeta 3. Você pode pagar tudo no cartão de
modernista Manuel Bandeira, assinale crédito. (errado)
14. (FGV) Na construção de seu poema, a afirmativa incorreta. 4. Você pode pagar tudo com cartão de
Manuel Bandeira evita:
Se queres sentir a felicidade de amar, crédito. (certo)
a) o estilo sublime ou elevado; 5. Pague tudo em dez vezes, no cheque
[esquece a tua alma
b) o verso branco;
A alma é que estraga o amor pré-datado ou no cartão. (errado)
c) o discurso direto;
Só em Deus ela pode encontrar satisfação. 6. Pague tudo em dez vezes, com
d) a anáfora expressiva;
Não noutra alma cheque pré-datado ou com cartão.
e) a economia verbal.
Só em Deus – ou fora do mundo (certo)
15. O verso “Imagino Irene entrando no
As almas são incomunicáveis 2. AJUDAR-LHE ou AJUDÁ-LO?
céu” corresponde, gramaticalmente, a:
Deixa o teu corpo entender-se com outro
Ajudar, no sentido de “dar ajuda a,
a) Imagino-lhe entrando no céu.
b) Imagino ela entrando no céu.
auxiliar, socorrer”, é verbo transitivo
[corpo
c) Imagino-a entrando no céu. direto (exige complemento sem
porque os corpos se entendem, mas as
d) Lhe imagino entrando no céu. preposição). Por isso, não aceita o
almas não.
e) Imagino-te entrando no céu. pronome átono lhe(s) como
(Manuel Bandeira, Belo Belo)
complemento. O objeto direto pode
16. Sobre a fala de São Pedro “– Entra, a) As formas verbais queres e esquece ser representado pelos seguintes
Irene. Você não precisa pedir licença”, (verso 1) estão em sintonia gramatical. pronomes pessoais oblíquos átonos:
é correto afirmar: b) A partícula que do verso 2 é expletiva. a) o, a, os, as (para pessoas e coisas);
a) Irene tem função de sujeito. c) A construção “esquece a tua alma” b) lo, la, los, las (para pessoas e coisas);
b) A forma verbal entra combina com o
corresponde, gramaticalmente, a c) no, na, nos, nas (para pessoas e
pronome você.
“esquece-te de tua alma”. coisas);
c) Falta uniformidade entre as formas
verbais e o pronome você. d) O vocábulo corpos tem plural d) me, te, se, nos, vos (para pessoas).
d) A troca de entra por entre constitui metafônico.
agressão à norma culta da língua. Veja construções certas e erradas:
e) A seqüência “porque os corpos se
e) Em entra, há dois encontros entendem, mas as almas não” encerra 1. Sempre que posso, tento ajudar-lhe.
consonantais.
período simples. (errado)

17. Sobre a estrofe seguinte, do poeta 2. Sempre que posso, tento ajudá-la.
barroco Gregório de Matos, assinale a (certo)
afirmativa incorreta. Dificuldades da língua 3. Sempre que posso, tento ajudar-te.
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, (certo)
20. Escolha a alternativa em que a norma
Depois da Luz se segue a noite escura, 4. No passado, ajudei-lhe muito.
Em tristes sombras morre a formosura, culta da língua escrita foi respeitada.
(errado)
Em contínuas tristezas a alegria. a) Aqui, você poderá pagar seu débito com
(Gregório de Matos) 5. No passado, ajudei-a muito. (certo)
cartão de crédito, em ambiente seguro.
a) A estrofe contém hipérbato, figura b) Como pagar contas no cartão de crédito 6. Quando precisar, ajudá-la-ei. (certo)
comum na poesia barroca. sem expôr os dados cadastrais? 7. Quando precisar, ajudar-lhe-ei.
b) A estrofe contém antítese, figura comum c) Quando você precisar de mim, estarei (errado)
na poesia barroca.
sempre disposto a ajudar-lhe. 8. Nesta questão, ninguém pode ajudar-
c) No último verso, percebe-se zeugma.
d) Para aqueles que escolhem pagar no lhe. (errado)
d) Uma vírgula depois de tristezas constitui
agressão à norma culta da língua. cheque pré-datado, a dívida pode ser 9. Nesta questão, ninguém pode ajudá-
e) No primeiro verso, percebe-se elipse. parcelada em até seis vezes. lo. (errado)
e) O importante é que, apesar de tudo que
nos aconteceu, eu ainda lhe amo muito.

7
Literatura
g) O ensino, em Portugal e no Brasil, é

Contexto
profundamente verbal e religioso, voltado
para os dogmas da Igreja Católica.
Professor João BATISTA Gomes h) A capital do Brasil é Salvador, Bahia. Lá
vivem a elite intelectual e política brasileira.

Histórico
i) Na sociedade brasileira dos séculos XVII
e XVIII, ainda não há um público leitor
BARROCO (1601 – 1768) para consumir obras literárias. O movi-
mento barroco não pode, pois, espalhar-
se pelo Brasil inteiro, de norte a sul. Fica
1. INTRODUÇÃO
restrito a dois núcleos culturais da época:
a) Duração no Brasil: 1601 a 1768 (todo o Pernambuco (onde nasce, com Proso-
século XVII e mais da metade do século popéia, de Bento Teixeira) e Salvador
CRONOLOGIA HISTÓRICO-LITERÁRIA XVIII). (onde vive Gregório de Matos).
DO BARROCO NO BRASIL b) Obra inauguradora: Prosopopéia, poema
3. CARACTERÍSTICAS DO BARROCO
épico de Bento Teixeira.
1601 Publicação de Prosopopéia, de Bento i a) CULTISMO ou GONGORISMO – É o
c) Outros nomes para o movimento:
Teixeira; início do Barroco no Brasil. jogo de palavras; é o rebuscamento da
Seiscentismo: em homenagem aos anos
1608 Em fevereiro, nasce o padre Antônio forma, é a obsessão pela linguagem
Vieira, em Portugal. de 1600 no Brasil.
culta, erudita. Viram moda a inversão da
1611 Fundação da atual cidade de Fortaleza. Grupo Baiano: no Brasil, o Barroco lite- frase (hipérbato) e o uso de palavras
rário desenvolve-se na Bahia (Salvador). difíceis.
1612 Os franceses dão nome de São Luís ao
povoado que se tornará a capital do Gongorismo: em homenagem ao poeta É o abuso no emprego de três figuras de
Maranhão. espanhol Luiz de Gôngora; é também a linguagem: a metáfora, a antítese e o
1614 Vieira, com apenas 6 anos, chega ao denominação do Barroco na Espanha. hipérbato.
Brasil. Marinismo: denominação do Barroco na O principal cultista do barroco mundial é
1621 A sede do governo do Brasil passa a Itália, pela influência de Giovanni Battista o espanhol Luiz de Gôngora. No Brasil,
ser a Bahia. Marino. Gregório de Matos.
1624 Primeira Invasão Holandesa ao Brasil. Efuísmo: denominação do Barroco na b) CONCEPTISMO – É o aspecto
1625 Morre Giovanni Battista Marino, poeta Inglaterra. construtivo do Barroco, voltado para o
do Barroco italiano. Preciosismo: denominação do Barroco jogo das idéias e dos conceitos.
1627 Morre Luiz de Gôngora, poeta do na França. É a preocupação com as associações
Barroco espanhol.
d) Origem: movimento fundado na Espanha inesperadas, seguindo um raciocínio lógi-
1630 Segunda Invasão Holandesa ao Brasil. para combater a simplicidade do Classi- co, racionalista.
1634 Antônio Vieira ordena-se padre. cismo; adota, assim, uma arte rebuscada, O principal conceptista do barroco
1636 Nasce, em Salvador, Gregório de sobrecarregada de figuras de linguagem. mundial é o espanhol Francisco de
Matos Guerra, que se torna o maior Quevedo. No Brasil, padre Antônio Vieira.
poeta do Barroco brasileiro. 2. PAINEL HISTÓRICO-CULTURAL DO
BARROCO c) TEOCENTRISMO x
Nasce, em Salvador, Manuel Botelho ANTROPOCENTRISMO – O rebusca-
de Oliveira, autor de Música do a) O Barroco é conhecido como a arte da
mento da arte barroca é reflexo do dile-
Parnaso. Contra-Reforma.
ma em que vive o homem do seiscentis-
1640 Restauração do trono português. Padre b) A reação da Igreja Católica ao protestan- mo (os anos de 1600). Daí as preferên-
Antônio Vieira prega o Sermão pelo tismo luterano e calvinista principia com cias por temas opostos: espírito e maté-
bom sucesso das armas de Portugal a convenção do Concílio de Trento, rea- ria, perdão e pecado, bem e mal, céu e
contra as de Holanda, na igreja de lizado entre 1544 e 1563, na localidade inferno. Tudo isso gera a preocupação
Nossa Senhora da Ajuda, em Salvador, de Trento, norte da Itália.
Bahia. com a brevidade da vida (carpe diem)
c) A cúpula da Igreja Católica, reunida em
1645 Morre Francisco de Quevedo, poeta do 4. AUTORES DO BARROCO
Trento, resolve iniciar uma Contra-Refor-
Barroco espanhol. BRASILEIRO
ma, que atua por meio de um órgão exe-
1652 Pe. Antônio Vieira transfere-se para o
cutivo: a Santa Inquisição, sistema eclesi- 1. BENTO TEIXEIRA
Maranhão.
ástico, ideológico-administrativo, de cen-
1654 Expulsão definitiva dos holandeses do Inicia o Barroco no Brasil com o poema
sura, que, por intermédio do Tribunal do
Brasil. épico Prosopopéia.
Santo Ofício, investiga, leva a julgamento
1655 Vieira profere o Sermão da Sexagésima e condena aqueles que não contribuem 2. GREGÓRIO DE MATOS
na Capela Real para a preservação, a defesa e a manu- É o “Boca do Inferno”, poeta maior do
1661 Gregório de Matos forma-se em Direito tenção da Doutrina Católica. Barroco brasileiro.
e ingressa na magistratura, em
d) Três vítimas famosas da perseguição da 3. PADRE ANTÔNIO VIEIRA
Portugal.
Contra-Reforma: Galileu Galilei, Giordano
1680 Fim do Barroco em Portugal. É o maior orador sacro de nossa literatura.
Bruno e Copérnico.
1683 Dom Pedro II torna-se rei em Portugal. 4. MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA
e) Assim, a época barroca é marcada pela
1694 Destruição do Quilombo dos Palmares, contradição: de um lado, o Humanismo É o autor de Música do Parnaso (1705),
depois de 50 anos de resistência. clássico e o Renascimento, com apelos primeira obra publicada por um autor
1696 Morre Gregório de Matos em ao racionalismo, ao prazer e ao apego brasileiro.
Pernambuco. aos bens materiais (é o Antropocentris- BENTO TEIXEIRA
1697 Em julho, falece, na Bahia, o padre mo). De outro, o homem é pressionado
Origem e formação – Vem jovem para o
Antônio Vieira. pela Igreja Católica a um regresso ao
Brasil; forma-se no Colégio da Bahia, onde
1711 Morre, em Salvador, Manuel Botelho de Teocentrismo medieval, à renúncia aos
se torna professor de primeiras letras.
Oliveira, autor de Música do Parnaso. prazeres, à mortificação da carne.
Crime – Assassina a esposa em 1594; fugin-
1729 Nasce Cláudio Manuel da Costa, f) O Barroco literário convive, pois, com
do à prisão, refugia-se em Pernambuco, no
primeiro poeta do Arcadismo brasileiro. valores opostos: fé x razão, alma x cor-
convento dos beneditinos, em Olinda.
1744 Nasce no Porto, Portugal, Tomás po, bem x mal, perdão x pecado, espí-
Antônio Gonzaga, o maior poeta do rito x matéria, Deus x homem, virtude x Intenção laudatória – A redação de Proso-
Arcadismo brasileiro, autor de Marília prazer. popéia acontece durante o isolamento no
de Dirceu. convento. Tudo indica que o motivo não é
outro senão o de agradar os poderosos,

8
principalmente Jorge de Albuquerque Coe- frente do governo de maio de 1682 a junho

Desafio
lho, donatário da Capitania de Pernambuco. de 1684.

PROSOPOPÉIA Nariz de embono – Agressão sem igual so-


fre Antônio Luiz Gonçalves da Câmara Couti-
Epopéia – Poemeto épico, em 94 estâncias
nho, governador-geral do Brasil entre outu-

Literário
(o mesmo que estrofes) de oitava-rima (as
bro de 1690 e maio de 1694; dizem que o
estrofes de oito versos têm os dois últimos
ilustre político tem o maior nariz da História
rimando entre si), em versos decassílabos
do Brasil, e que aceita ser chamado de tu-
(dez sílabas métricas), conforme ensina
do, menos de “narigudo”. Contra ele,
Camões, em Os Lusíadas.
Gregório dirige a seguinte quadra:
Enredo – O livro conta os feitos históricos
Nariz de embono,
de Jorge de Albuquerque Coelho, governa-
Com tal sacada,
dor de Pernambuco, a quem o autor preten- 01. (FGV) Foi um movimento literário do
Que entra na escada
de agradar. século XVII, nascido da crise de
Duas horas primeiro que o dono.
Plágio – A imitação de Os Lusíadas é fre- valores renascentistas. Caracteriza-se
Caramurus: alvos prediletos – A verdade é na literatura pelo culto dos contrastes,
qüente, desde a estrutura até as construções
que ninguém escapa à língua ferina do Boca a preocupação com o pormenor e a
sintáticas. Isso tira da obra o valor literário
do Inferno: autoridades, comerciantes, pa- sobrecarga de figuras como a
pretendido, ficando a fama histórica de ser o
dres, freiras, juízes, militares, brancos, pre- metáfora, as antíteses, hipérboles e
livro inaugurador do Barroco brasileiro.
tos, mulatos, índios. Mas há dois alvos pre-
alegorias. Essa linguagem conflituosa
CLASSIFICAÇÕES: diletos: o relaxamento moral da Bahia e os
reflete a consciência dos estados
a) Primeiro poema épico de nossa literatura. caramurus (primeiros colonos nascidos no
contraditórios da condição humana.
Brasil e que aspiram à condição de fidal-
b) Poema laudatório (que contém louvor).
gos). O soneto cujo excerto apresentamos a Trata-se do:
PERSONAGENS: seguir é famoso por tratar de tal questão. a) Romantismo.
a) Proteu (narrador). Na mitologia grega, A cada canto um grande conselheiro, b) Trovadorismo.
“Proteu” é deus marinho, capaz de se Que nos quer governar cabana e vinha, c) Humanismo.
transformar em animais, em água e em Não sabem governar sua cozinha, d) Realismo.
fogo. E podem governar o mundo inteiro. e) Barroco.
b) Jorge de Albuquerque (herói). Exílio – Tantas apronta o poeta baiano que é 02. (UFAM) Leia a estrofe seguinte:
exilado do Brasil, para Angola. Dizem que
GREGÓRIO DE MATOS uma das causas do exílio são estes versos
A vós correndo vou, Braços Sagrados,
Nascimento e morte – Gregório de Matos Nessa Cruz sacrossanta descobertos,
que acusam o governador-geral de
Guerra nasce em Salvador, Bahia, em 7 de pederasta e amante dos seus criados: Que para receber-me estais abertos,
abril de 1636. Falece em Pernambuco, em E por não castigar-me estais cravados.
Mandou-vos acaso El-Rei
1696. a) Arcadismo
Com as fêmeas não dormir,
Viagem a Portugal – De família abastada, Senão com vosso criado, b) Barroco
Gregório estuda com os jesuítas de Salva- Que é bomba dos vossos rins? c) Romantismo
dor. Em 1650, com 14 anos, embarca para d) Parnasianismo
Poesia lírico-amorosa – Gregório produz
Portugal (Lisboa), aonde vai com o propó- e) Simbolismo
também poesia lírico-amorosa, considerada
sito de estudar Direito.
a de melhor teor literário. 03. Que figuras do Barroco sobressaem
Juiz em Portugal – Matricula-se na Universi- na estrofe abaixo de Gregório de
Cultismo – A poesia sacra de Gregório de
dade de Coimbra, onde se forma em julho Matos?
Matos às vezes é simples pretexto para
de 1661 e passa a exercer a magistratura.
exercício do cultismo. Veja o jogo de Anjo no nome, Angélica na cara,
Volta ao Brasil – Interrompe a carreira de palavras na estrofe a seguir. Isso é ser flor e Anjo juntamente,
juiz para voltar ao Brasil (por volta de 1680).
O todo sem parte não é todo, Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Nessa altura, já tem seu talento de
A parte sem o todo não é parte, Em quem, senão em vós se uniformara?
repentista e zombeteiro reconhecido.
Mas se a parte o faz todo, sendo parte, a) Prosopopéia e antítese.
Poesia satírica – Apesar de exercer funções Não se diga que é parte, sendo todo. b) Antítese e metáfora.
religiosas e de ter um irmão padre (Eusébio
OBRAS DE GREGÓRIO DE MATOS c) Metáfora somente.
de Matos), Gregório não perdoa a Igreja Ca-
d) Metáfora e hipérbole.
tólica baiana: faz sátiras ferinas contra pa- Manuscritos – Enquanto vive, os poemas
e) Antítese e hipérbole.
dres e freiras, chegando mesmo a usar pala- de Gregório circulam de mão em mão, de
vrões em pleno século XVII. forma manuscrita, ou de boca em boca, no 04. Assinale o item de correlação
E nos frades há manqueiras?... Freiras... aspecto oral. incorreta.
E que ocupam os serões?... Sermões. Obras publicadas – As obras de Gregório a) Quinhentismo: século XVI no Brasil.
Não se ocupam em disputas?... Putas. de Matos somente são publicadas no século b) Seiscentismo: século XVII e mais da
XX, entre 1923 e 1933, pela Academia metade do século XVIII no Brasil.
Com palavras dissolutas
Brasileira de Letras, em seis volumes: c) Neoclassicismo: século XVIII no Brasil.
Me concluís, na verdade,
Que as lidas todas de um frade I. Sacra (contém todos os poemas d) Romantismo: século XVIII e parte do
São freiras, sermões e putas. religiosos). século XIX no Brasil.
II. Lírica (contém todos os poemas lírico- e) Realismo: século XIX no Brasil.
Veja o que diz o poeta sobre a Sé da Bahia,
órgão central da Igreja Católica no Brasil: amorosos). 05. Assinale o item de correlação
A nossa Sé da Bahia, III. Graciosa (contém poemas que exploram incorreta.
com ser um mapa de festas, o humor). a) Prosopopéia: poema épico.
é um presepe de bestas, IV e V. Satírica (contém todos os poemas b) Na Festa de São Lourenço: peça teatral.
se não for estrebaria. que exploram a sátira). c) Obras Poéticas: poemas líricos.
Sátiras políticas – Depois de ridicularizar a VI. Última (contém poemas misturados). d) Suspiros Poéticos e Saudades:
Igreja Católica, Gregório volta sua pena romance.
satírica contra o governador-geral da Bahia, e) Cartas Chilenas: poemas satíricos.
Antônio de Sousa Meneses, que esteve à

9
Temas Redação
Indecisão
Dissertar é emitir sua visão (crítica, de pre-

dissertativos
ferência) sobre um assunto proposto. É
Professor João BATISTA Gomes analisar de modo impessoal e com total ob-
jetividade. Mas o que fazer diante de temas
subjetivos ou pessoais? Não se pode con-
denar o emprego do “eu” ou do “nós” em
dissertações bem-estruturadas. O que
Pecados mortais da acontece, às vezes, é o uso de tais prono-
dissertação (continuação) mes sem argumentação que os justifique.
Ao invés de mostrar firmeza e segurança, o
PECADO 4– Provérbios, frases feitas, aluno passa ao examinador a idéia de inde-
ditos populares cisão e de fraqueza.
TEXTO
O diagnóstico sobre a situação atual da Lugar-comum Expressões pessoais
escola é sombrio. O problema da escola pode As frases feitas, os provérbios, os ditos que Outro aspecto negativo é a mistura de pro-
ser sintetizado em três facetas: a escola, na estão na boca de todo mundo empobre- blemas pessoais ou particulares com a pro-
configuração histórica que conhecemos cem a redação, dando a impressão de que
blemática sobre a qual se está dissertando.
(baseada num saber cumulativo e revelado), é o autor não tem criatividade. Veja expres-
Aconselha-se, pois, que o candidato evite o
obsoleta, padece de um déficit de sentido para sões que você deve evitar.
uso das expressões seguintes. Se forem
os que nela trabalham (professores e alunos) e a) Primeiro parágrafo empregadas, entretanto, de forma adequa-
é marcada, ainda, por um déficit de Para iniciar a dissertação (primeira linha da, no momento certo, podem estar coe-
legitimidade social, na medida em que faz o do primeiro parágrafo), não use: rentes e ser valorizadas pelo examinador.
contrário do que diz (reproduz e acentua
1. Atualmente... 1. Na minha opinião...
desigualdades, fabrica exclusão relativa).
2. Antigamente... 2. No meu entender...
A construção da escola do futuro deverá
3. Hoje em dia... 3. Ao meu ver...
orientar-se por três finalidades fundamentais: a
4. Nos dias de hoje... 4. No meu ponto de vista...
de construir uma escola onde se aprenda pelo
5. No mundo de hoje... 5. Eu vejo por mim mesmo...
trabalho e não para o trabalho, contrariando a
6. Dando início ao meu trabalho... 6. Como já aconteceu comigo...
subordinação funcional da educação escolar à 7 Desde os primórdios da nossa exis- 7. Isso é o que eu penso...
racionalidade econômica vigente. É na medida tência... 8. Conforme a minha visão do mundo...
em que o aluno passa à condição de produtor
Observação: 9. Eu acho...
que nos afastamos de uma concepção
10. Eu imagino que...
molecular e transmissiva da aprendizagem, Algumas das expressões acima podem ser
11. Eu penso que...
evoluindo da repetição de informação para a usadas no corpo dos parágrafos sem que
isso implique lugar-comum. 12. Eu concluo que...
produção de saber; a de fazer da escola um
lugar onde se desenvolva e estimule o gosto b) Último parágrafo Solução
pelo ato intelectual de aprender, cuja Para iniciar o último parágrafo da Deve-se adotar na dissertação uma atitude
importância decorrerá do seu valor de uso para dissertação, não use: crítica, dizendo verdades universais, aplicá-
“ler” e intervir no mundo e não dos benefícios veis a todos. A questão pessoal soa como
1. Finalizando o meu trabalho...
materiais ou simbólicos que promete no futuro; depoimento, e dissertar exige mais que
2. Concluindo...
a de transformar a escola num lugar em que se isso: tem-se de argumentar, sustentando
3. Resumindo tudo o que eu disse
ganhe gosto pela política, isto é, onde se viva a antes... idéias que convençam.
democracia, onde se aprenda a ser intolerante 4. Em síntese...
com as injustiças e a exercer o direito à palavra, 5. Em resumo...
PECADO 6 – Misturar dissertação com
usando-a para pensar o mundo e nele intervir. religião
c) Em qualquer parte do texto
Finalmente, é imperioso pensar a escola a partir
De modo geral, não use as expressões Argumentação
de um projeto de sociedade, com base numa
idéia do que queremos que sejam a vida e o seguintes em texto dissertativo: A dissertação é baseada sempre na argu-
devir coletivos. Não será possível uma escola 1. Como já dizia meu avô... mentação cuja base é a lógica. Misturá-la
que promova a realização da pessoa humana, 2. A esperança é a última que morre... com questões de fé é inconcebível, pois os
livre de tiranias e de exploração, numa 3. Quem avisa amigo é... dogmas religiosos, os preceitos e as cren-
sociedade baseada em valores e pressupostos 4. Quem espera sempre alcança... dices independem de provas ou de evidên-
que sejam o seu oposto. 5. Dar a volta por cima... cias constatáveis.
(Rui Canário, em Sinapse, 29.07.2003) 6. Agradar a gregos e a troianos... Veja algumas construções que denotam
7. Colocando um ponto final... fanatismo e exagero por parte de quem as
INSTRUÇÕES: 8. De mão beijada... usa:
a) Tendo em vista as idéias expostas, bem 9. De vento em popa... 1. A solução para a violência urbana está
como suas próprias experiências e 10. Depois de um longo e tenebroso
em Jesus Cristo, nosso salvador.
informações sobre o assunto, desenvolva inverno...
11. Ensaiar os primeiros passos... 2. Freqüentar a igreja regularmente e
uma redação a partir do seguinte tema:
12. Faca de dois gumes... confessar-se uma vez por semana: é o
UMA ESCOLA QUE NOS PREPARE PARA A conselho que dou para quem está
13. Fazer das tripas coração...
VIDA: UTOPIA? passando por conflitos familiares.
14. Passar em brancas nuvens...
b) Dê um título sugestivo à sua redação. 15. Pôr a casa em ordem... 3. O conflito pela posse da terra só
c) Na avaliação da sua redação, serão 16. Procurar chifre em cabeça de acontece no Brasil por falta de leitura da
ponderados: cavalo... Bíblia. Tanto o Velho quanto o Novo
17. Tábua de salvação... Testamento trazem ensinamentos que,
1. a correta expressão em língua portu-
18. Tirar o cavalo da chuva... se aplicados ao campo brasileiro,
guesa;
resolveriam o problema da Reforma
2. a clareza, a concisão e a coerência na Observação:
Agrária.
exposição do pensamento; Algumas das expressões listadas podem
ser empregadas coerentemente, desde que 4. Antes de cultura e de educação, o povo
3. sua capacidade de argumentar logica-
predomine a criatividade. Às vezes, os luga- brasileiro precisa mistificar-se, aceitar
mente em defesa de seus pontos de
res-comuns denotam ironia. Nesse caso, ao Jesus como salvador universal. Aí, sim,
vista;
invés de depreciar, valorizam o texto em todos os problemas de injustiças sociais
4. seu nível de atualização e informação; serão resolvidos.
que se inserem.
5. a originalidade na abordagem do tema.
Solução
PECADO 5 – Incluir-se na dissertação

10
Em nenhuma hipótese, crendices ou dog- 9 – Repetições

Desafio
PECADO
mas devem servir de base para a compo-
sição de textos dissertativos. Os aspectos Vocabulário escasso
místicos ou esotéricos não combinam com A repetição (quer da idéia, quer da mesma
visão crítica. palavra) causa impressão desagradável a

Gramatical
PECADO 7 – Emoções exageradas quem lê: sugere pobreza de vocabulário.
Faz-se mister, nesse caso, o uso de sinôni-
Emoções pessoais mos adequados.
Às vezes, o tema que se está explorando Veja construções erradas; compare-as, a
na dissertação engloba problemas e/ou si- seguir, com o modelo correto.
tuações pelos quais o escrevente já passou
1. Errado – A poluição, por sua vez, preju-
(ou está passando). Nesse caso, devem-se
evitar as emoções pessoais. Elas denotam dica qualquer tentativa de desenvolvi-
01. Escolha a alternativa com erro de
revolta, e o registro no papel pende para o mento, pois o desenvolvimento só con-
separação silábica.
exagero. segue beneficiar o homem se estiver dis-
sociado da poluição. a) su-bi-tem, su-ba-quá-tico
Veja algumas construções que depreciam o
b) su-bli-nhar, sub-lin-gual
texto dissertativo: Certo – A poluição, por sua vez, preju-
c) su-bes-ta-ção, su-bu-ma-no
dica qualquer tentativa de desenvolvi-
1. Os autores do último pacote econômico d) su-ba-bi-ta-ção, su-ba-é-reo
mento, pois as inovações só conseguem
deveriam ser exterminados, um a um, e) su-bo-cu-lar, su-bo-fi-ci-al
beneficiar o homem se estiverem dis-
pelo mal que fizeram à economia do
Brasil.
sociadas de qualquer aspecto maléfico. 02. Escolha a alternativa com erro de
2. Errado – A inflação gera desemprego; separação silábica.
2. Pessoas como essas, que estupram e
matam, devem arder para sempre no para combater a inflação, o governo de- a) ab-rup-ção
fogo do inferno. ve atacar o déficit público e abaixar as b) a-brup-to
taxas de juros, pois com juros tão eleva- c) a-bru-ta-lha-do
3. Morte aos monstros que assaltam e
dos, os ricos é que se beneficiam do fe- d) trans-por-te
roubam em nome do progresso...
nômeno da inflação. e) tran-sa-ma-zô-ni-ca
4. A morte é castigo muito pequeno para
quem estupra e mata... Certo – A inflação gera desemprego;
03. Escolha a alternativa com palavra
para combatê-la, o governo deve atacar
5. Criminosos assim não merecem a pena graficamente errada.
o déficit público e abaixar as taxas de
de morte. Merecem uma doença a) subumano
juros, pois é sabido que o fenômeno in-
incurável, que provoque o b) sub-reitor
apodrecimento lento do corpo e da flacionário beneficia os ricos e prejudica
os pobres. c) sub-base
alma...
d) subalimentado
6. Pessoas assim não devem morrer. PECADO 10 – Inovações na caligrafia e) sub-secretário
Devem ficar presas para sempre,
mesmo depois de mortas, para que Letra grande 04. Opte pela letra somente com palavras
suas almas não cometam crimes por aí. Numa dissertação de vinte linhas (tamanho dissílabas.
7. O abuso sexual contra crianças deve ser mínimo exigido em concursos e vestibula- a) pneus, adeus, Manaus, mingaus
punido com a morte. Não a morte pura e res), se a letra do aluno é muito grande, b) dia, tia, rio, frio
simples, por meio de choque elétrico ou esse mínimo deve ser ampliado para vinte e c) pais, cais, mais, seio
de injeção letal. Os pedófilos devem, cinco, trinta linhas. A razão é óbvia: muitos d) voa, côa, moa, magoa
antes de morrer, passar pelo estupro, alunos aumentam a letra para alcançar a e) rua, lua, nua, Deus
para que sintam a mesma dor que quantidade de linhas exigidas no exame.
provocaram em suas vítimas. 05. Escolha a única construção que
Espaços entre as palavras respeita a norma culta da língua.
PECADO 8 – Abreviações e números Os espaços em branco entre as palavras a) Antes de viajar, verifique a calibragem
Caráter didático constituem recurso muito usado por quem do pneu sobressalente do seu carro.
O caráter didático da dissertação poda tem dificuldade de escrever. Porém os pro- b) Antes de viajar, verifiques a calibragem
inovações e vícios próprios da pressa ou fessores encarregados da correção conhe- do pneu sobresselente do teu carro.
do desleixo. Por isso, as expressões numé- cem bem esse artifício. Por isso, se você, c) Antes de viajar, verificas a calibragem
ricas devem ser escritas por extenso, e as naturalmente, escreve assim, tente evitar os do pneu estepe do teu carro.
abreviações devem ser usadas com caute- espaços exagerados entre as palavras. Se d) As donas-de-casa vêm dando,
la, até pelo aspecto da correção gramatical. não for possível, escreva uma dissertação ultimamente, verdadeiras lições de
Poucos têm segurança no momento de com bastantes linhas. economia.
grafar por extenso determinados números e e) Em outras épocas, ela adorava jantar
Letra muito pequena
de abreviar determinadas palavras. fora e dar gorjetas bem gordas ao
Veja exemplos que a norma culta condena: Há alunos com letra tão reduzida que, de-
garçon.
pendendo do caso, o professor, mesmo de
1. O vestibular é injusto e ñ (não) mede óculos, não consegue ler. Pior ainda: o pró-
capacidade de ninguém. prio aluno, quando questionado sobre o
2. É c/ (com) desespero que notamos o que escreveu, também não consegue.
Arapuca
aumento da criminalidade no Brasil.
Letra ilegível 06. Escolha a alternativa com erro de
3. Faz-se necessária uma reforma profunda
no ensino p/ (para) q/ (que) se possa Às vezes, o aluno demonstra que vai fazer grafia/separação silábica.
exigir mais do aluno brasileiro. vestibular para Medicina por meio da grafia a) á-güe
das palavras: já exibe letra de médico. Para b) a-pa-zi-gú-e
4. Nos E.U.A. (Estados Unidos), o racismo
é mais forte que no Brasil. decifrá-la, só pedindo ajuda ao pessoal que c) ar-gú-em
trabalha em farmácias. Não se trata de letra d) a-ve-rí-güe
5. Pesquisas atestam que 90% (noventa
feia, mas de escrita ilegível. A sua grafia po- e) o-bli-qú-es
por cento) do povo brasileiro votam sem
de ser feia e legível. Nesse caso, tudo bem.
consciência político-social.
Dissertação não é um concurso de caligra-
fia.

11
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.

Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 2)
01. B
Vice-Reitor
02. C
Carlos Eduardo Gonçalves 03. B
04. A
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionário 05. E
Antônio Dias Couto brasileiro da língua portuguesa. São Paulo: 06. C
Melhoramentos, 1975. 07. C
Pró-Reitor de Extensão e
ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de 08. E
Assuntos Comunitários
questões vernáculas. 3. ed. São Paulo: Ática, 09. E
Ademar R. M. Teixeira 1996. 10. E
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa _______. Gramática metódica da língua 11. C
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01. a-F, b-V, c-V, d-V, e-F

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