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UniversidadeUPF

UPFOficial

Universidade de Passo Fundo

universidadeupf

2

UPFOficial Universidade de Passo Fundo universidadeupf 2 Universo UPF Setembro / 2015 espaço do lei tor

Universo UPF

Setembro/ 2015

espaço do leitor

2 Universo UPF Setembro / 2015 espaço do lei tor UPF em NÚMEROS 9 campi instalados

UPF em

NÚMEROS

9 campi instalados em Passo Fundo e região

Mais de 100 municípios abrangidos em sua área de atuação

20.687 alunos matriculados na

graduação, pós-graduação, extensão,

UPF Idiomas e Integrado UPF

17. 195 alunos matriculados na graduação 603 alunos regulares matriculados nos programas stricto sensu

821 alunos matriculados em cursos lato

sensu

432 alunos matriculados na UPF Idiomas

- FUPF

863

alunos matriculados no CEMI - FUPF

773

matriculados na extensão (Creati)

902

professores de Ensino Superior

(48,67% Me., 29,18% Dr.)

1.293 funcionários

61

cursos de graduação em oferta

55

cursos de especialização em

andamento

14 cursos de mestrado institucional

4 cursos de doutorado institucional

10 estágios pós-doutorais

69.363 profissionais formados

10 bibliotecas com 460.421 exemplares de

livros disponíveis em 117.917 títulos

23 anfiteatros e auditórios

174 salas para ensino prático-experimental

300 laboratórios

150 clínicas

49 convênios com instituições estrangeiras

para intercâmbio acadêmico em 15 países

Acompanhe a Universidade nas redes sociais:

em 15 países Acompanhe a Universidade nas redes sociais: "Com um layout moderno e diversificado, a

"Com um layout moderno e diversificado, a Revista Universo UPF atrai a atenção e o interesse pela leitura dos conteúdos. É um importante instrumento de atualização e conhecimento dos projetos e atividades desenvolvidas pela Instituição, nas diferentes áreas de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica. A cada edição, encontramos assuntos atuais,com oenvolvimentodosprofissionaisqueatuam naInstituição,bem comoreportagens com os futuros profissionais, já engajados nos mais diversificados projetos. Parabenizamos a equipe e todos os envolvidos nas edições."

Dr. Hélio Carlos Rocha Diretor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária

O espaço do leitor recebe comentários, sugestões e impressões sobre a revista Universo UPF. Para participar, escreva um e-mail para imprensa@upf.br. Nossos telefones de contato são (54) 3316-8142 e 3316-8138. Boa leitura a todos!

nesta

edição

Pg 7

nQualidade do ar em Passo Fundo é tema de pesquisa

Pg 7 n Qualidade do ar em Passo Fundo é tema de pesquisa Pgs 14 e

Pgs 14 e 15

n Compromisso com a

excelência acadêmica e o diálogo são metas da nova diretoria da FUPF

acadêmica e o diálogo são metas da nova diretoria da FUPF Pg 21 n ICB e

Pg 21

n ICB e Iceg celebram

45 anos de criação

da FUPF Pg 21 n ICB e Iceg celebram 45 anos de criação Pg 22 n

Pg 22

n Um egresso do outro

lado do mundo

anos de criação Pg 22 n Um egresso do outro lado do mundo A Revista Universo
anos de criação Pg 22 n Um egresso do outro lado do mundo A Revista Universo
anos de criação Pg 22 n Um egresso do outro lado do mundo A Revista Universo
anos de criação Pg 22 n Um egresso do outro lado do mundo A Revista Universo

A Revista Universo

UPF também está disponível na versão

digital. Ela pode ser lida

no site www.upf.br

Equipe de produção da revista Universo UPF

www.upf.br Equipe de produção da revista Universo UPF Revista Universo UPF - nº 11 Setembro /

Revista Universo UPF - nº 11 Setembro / 2015

A revista Universo UPF é uma publicação da Univer- sidade de Passo Fundo e tem distribuição gratuita

Reitor

n José Carlos Carles de Souza

Vice-reitora de Graduação

n Rosani Sgari

Vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação

n Leonardo José Gil Barcellos

Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários

n Bernadete Maria Dalmolin

Vice-reitor Administrativo

n Agenor Dias de Meira Junior

Executivo de Comunicação e Marketing FUPF

n Cristiano Mielczarski Silva

Produção de textos: Alessandra Pasinato (MTb/ RS17292), Carla Patrícia Vailatti (MTb/RS14403), Caroline Simor da Silva (MTb/RS15861), Daniele Becker (estagiária), Filippe de Oliveira (MTb/16570), Laisa Priscila Fantinel (MTb 15.894), Leonardo Rodrigues Andreoli (MTb/14508), Natália Fávero (MTb/RS14761), Silvia Brugnera (DRT/13147) e Zulma- ra Colussi (MTb/11.204). Fotografias: Gelsoli Casagrande Edição e supervisão: Silvia Brugnera (DRT/13147) Revisão de textos: Cinara Sabadin Dagneze Projeto gráfico: Fábio Luis Rockenbach e Luis A. Hofmann Jr. Diagramação: Marcus Vinícius Freitas / Núcleo Experimental de Jornalismo FAC UPF Foto de capa: Gelsoli Casagrande

Universidade de Passo Fundo - BR 285, Bairro São José - Passo Fundo/RS - CEP: 99052-900 Telefone: (54) 3316 8100

www.upf.br

Setembro / 2015

Universo UPF

universidade

Setembro / 2015 Universo UPF universidade Fotos: Gelsoli Casagrande 3 Fear inaugura novos prédios Salas de

Fotos: Gelsoli Casagrande

3

Fear inaugura

novos prédios

Salas de aula do Prédio II recebem acadêmicos dos diferentes cursos de graduação da Fear

Número crescente de alunos, oferta de novos cursos e busca por uma forma- ção qualificada motivaram a construção do Prédio II e do Cetec II, inaugura- dos no primeiro semestre de 2015

É crescente, por parte dos jo- vens, a escolha pela formação nas áreas de engenharia e ar- quitetura. Esse fato, aliado

ao propósito de oferecer uma formação qualificada, implicou a necessidade de ampliação do espaço físico da Fa- culdade de Engenharia e Arquitetura (Fear), cuja trajetória conta com mais de 40 anos. Por isso, a Unidade Acadê- mica conta, desde o primeiro semes- tre de 2015, com dois novos espaços: o Prédio II e o Centro Tecnológico II (Ce- tec II), identificados, respectivamente, como V2 e R2. As estruturas somam-se aos outros seis prédios da Fear: G1, G2, I2, H2, L1 e R1, que, juntos, sediam ati- vidades de ensino, pesquisa, extensão e inovação de 12 cursos de graduação, diversos cursos de especialização e três programas de pós-graduação, além de servirem de apoio para atividades de ou- tros cursos e demandas da comunidade regional. O Prédio II possui aproximadamente 3.700m² e tem 17 salas de aula. Além disso, nele está instalado o Laboratório de Modelos e Maquetes (Lammaq), cuja estrutura foi ampliada. Em suas salas, são ministradas aulas para os diferentes cursos de graduação da Unidade. Já o

para os diferentes cursos de graduação da Unidade. Já o Cetec II propiciou a implantação de

Cetec II propiciou a implantação de novos laboratórios e a ampliação de espaços de pesquisa já existentes

Cetec teve seu espaço duplicado com a

inauguração do Cetec II, que disponibi- liza 1.600m². A nova edificação permitiu

a ampliação e a reorganização dos labo-

ratórios de Engenharia Civil e de Enge-

nharia Ambiental e a criação de outros locais de pesquisa, como o Laboratório de Hidráulica. Além desses, abriga os laboratórios de Estruturas, Geotecnia, Materiais de Construção, Geotecnia am- biental, Sistemas prediais, Geodésia e Pavimentação. O diretor da Fear, Dr. Vagner Alves Guimarães, destaca que tão importante

quanto os novos locais de estudo e pes- quisa são os equipamentos disponibili- zados. “Esses novos espaços dispõem de todos os materiais necessários para

o seu funcionamento, incluindo novos

equipamentos científicos, que irão, cer- tamente, contribuir com a qualidade e a inovação dos nossos cursos e serviços”, afirma. Para Guimarães, os novos pré- dios aliam-se aos demais diferenciais da Fear, reunindo as ferramentas neces- sárias para a formação de profissionais de destaque, nos níveis de graduação

e pós-graduação. “Temos um corpo do-

cente qualificado, e os novos laborató- rios e equipamentos trouxeram a atua- lização necessária para uma formação ainda mais sólida, em que teoria e práti- ca são fortalecidas”, considera. O reitor José Carlos Carles de Souza manifestou satisfação por entregar es- truturas tão importantes para a comu- nidade acadêmica. “O crescimento da Fear demanda a ampliação da estrutura física da Unidade. A entrega desses pré- dios representa o cumprimento de um compromisso que assumimos”, destaca.

Novos espaços qualificam a formação Para a egressa Gabriela Liotto Conci,

que se formou em Arquitetura e Urba- nismo no primeiro semestre de 2015, as novas estruturas contribuem para a boa formação dos acadêmicos. Gabriela de- senvolveu a maquete do seu trabalho final de graduação no Lammaq, que agora funciona no Prédio II. Em seu tra- balho, criou o projeto arquitetônico de um condomínio estudantil. “O Lammaq oferece agora um espaço maior, ade-

estudantil. “O Lammaq oferece agora um espaço maior, ade- quado e organizado. Dessa forma, todo o

quado e organizado. Dessa forma, todo

o desenvolvimento da maquete, ou de

qualquer outra tarefa, se torna mais pra- zeroso, contribuindo efetivamente com

o resultado. Além disso, há uma gama

de materiais que são disponibilizados para a confecção dos trabalhos, sendo

necessário apenas força de vontade,

paciência e dedicação por parte dos es- tudantes”, considera a arquiteta e urba- nista, que destaca, ainda, o auxílio, para

a elaboração dos trabalhos, dos profes-

sores e dos profissionais que lá atuam.

Luiz Brock, acadêmico de Arquitetura

e Urbanismo, além de utilizar os prédios

como estudante, se envolveu na concep- ção das obras. Brock atuou como esta- giário na comissão da UPF responsável pelos projetos. “A qualidade técnica norteou a elaboração dos projetos, que não apenas atendem à necessidade de espaço, mas contemplam ainda aspec- tos como ventilação e iluminação”, des- taca o aluno, que aprimorou sua forma- ção profissional com a experiência.

Inauguração ocorreu em 28 de maio

4 Palavra do Reitor José Carlos Carles de Souza* UPF: vencendo desafios em busca do

4

Palavra do

Reitor

José Carlos Carles de Souza*

4 Palavra do Reitor José Carlos Carles de Souza* UPF: vencendo desafios em busca do crescimento

UPF: vencendo desafios em busca do crescimento contínuo

H á pouco mais de um ano, em julho de 2014, fomos empossados para mais um período na Reitoria da Universidade de Passo Fundo - ges- tão 2014/2018 -, cheios de projetos e extremamente motivados com

tudo que a nossa Instituição construiu nos últimos anos. Projetamos, com a participação ativa dos diretores de unidade e dos inte- grantes do Conselho Universitário, um orçamento factível e que permitiria que se desse continuidade ao significativo crescimento em todos os pilares que dão suporte à verdadeira universidade. Por meio das ações próprias da extensão e da pesquisa – referendadas

nos conhecimentos auferidos na Universidade – e da sua aplicação em pro- jetos, estão sendo compartilhadas com a comunidade muitas atividades.

A pesquisa e a pós-graduação contribuem na exata medida da evolução

do pensamento humanista, da ciência e da investigação, incluindo, nessa perspectiva, a inovação tecnológica. E a extensão, por seu permanente en- volvimento comunitário, comporta a aplicação desses conhecimentos em prol da sociedade. Articulado com esses dois destacados pilares está o consagrado espaço da graduação, oferecendo o que há de melhor na área do ensino, ancora- douro natural de todas as demais atividades educacionais na Universidade e marco inicial de qualquer iniciativa envolvendo a academia científica e a sua interação com a comunidade.

Tendo presentes essa complexa organização de ensino, a excelente ca- pacidade e titulação de nossos professores e funcionários e a nossa notá- vel e qualificada infraestrutura, na qual se inclui o espaço do UPF-Parque,

o projeto de universidade que apresentamos permanece apropriado para

a superação dos obstáculos impostos e para a continuidade do acelerado

crescimento da Universidade de Passo Fundo. Essa postura e esse devota- do trabalho permitem que as ações projetadas para a Universidade de Pas-

so Fundo sejam concretizadas e que se amplie o reconhecimento da Insti-

tuição, tanto em nível nacional quanto em internacional, em várias áreas do

conhecimento.

O modelo de universidade em execução, a partir das ações que visam ao compartilhamento dos conhecimentos na área do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação tecnológica – inclusive da interação com a comu- nidade e da conexão com outras instituições de ensino superior no Brasil e no exterior, com o incentivo do intercâmbio discente e docente –, conduz, inexoravelmente, à excelência acadêmica. Entretanto, a sociedade brasileira, que deveria estar se fortalecendo como Pátria Educadora, foi surpreendida e enfraquecida com o desvirtua- mento de alguns pontos que integram o Plano Nacional da Educação. Tal situação se evidencia principalmente no que se refere ao desenvolvimen-

to do ensino superior e à alteração, pelo Ministério da Educação, das regras

referentes ao programa FIES e à consequente negativa no adimplemento dos contratos de financiamento, fato que continua acarretando dificulda- des aos acadêmicos e às Instituições de ensino em todas as regiões do país. Em que pese a realidade marcada pela ausência, nos caixas da Institui- ção, do montante total dos recursos do FIES relativos aos serviços educa- cionais prestados no primeiro semestre de 2015, a UPF, por meio de seus comprometidos professores e valorosos funcionários, respondeu muito bem às ações propostas em nível emergencial, enfrentando a carência de recursos econômicos e procedendo aos ajustes necessários em suas ações, sempre com especial cuidado para não prejudicar o cumprimento de suas atividades prioritárias. Assim, ao iniciarmos o mês de setembro de 2015, já é possível afirmar que a nossa Universidade está superando as dificuldades decorrentes da ausência do repasse do montante total dos valores do FIES. Com o propó- sito de assegurar o pleno desenvolvimento de suas atividades acadêmicas, a Instituição reprogramou suas ações e está cumprindo com todos os seus compromissos. Foi desse modo que experienciamos o enfrentamento do delicado mo- mento de dificuldades econômicas. Esse fato, marcante, nos oportunizou o encaminhamento da sua superação, por meio de ações articuladas conjun- tamente, respeitando o propósito de sempre fortalecer o colegiado. Nesse cenário, vimos reacender, em cada um, o elevado sentimento de pertenci- mento, e que nos une, em uma grande Instituição. Lógica é a conclusão de que, efetivamente, Somos todos UPF.

(*) Reitor da UPF

Universo UPF

Setembro/ 2015

Projeto pedagógico institucional

Eliara Zavieruka Levinski *

O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) é compreen-

* O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) é compreen- dido como instrumento político, filosófico e teórico-me-

dido como instrumento político, filosófico e teórico-me- todológico que representa a identidade pedagógica e orienta as práticas acadêmicas da Instituição, conside- rando o percurso histórico, a inserção no contexto regio- nal, nacional e internacional, a vocação, as concepções e as intencionalidades. Contribui para construir possibili- dades concretas de transformação e (re)significação do seu espaço e do seu fazer. É o núcleo do processo acadê- mico e tem interdependência com Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e os proje-

tos pedagógicos dos cursos (PPC). Pode-se afirmar que busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito e um compromisso definido coletivamente.

O PPI deve expressar uma visão contemporânea de mundo e do papel da educação

superior em face da nova conjuntura globalizada e tecnológica, ao mesmo tempo em que deve explicitar, de modo abrangente, o papel da IES e sua contribuição social nos âmbitos local, regional e nacional, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão como componen-

tes essenciais à formação crítica do cidadão e do futuro profissional, na busca da articulação entre o real e o desejável. Para além de um documento técnico-burocrático, o PPI está associado a um projeto de sociedade e de formação humana, que contribui para o exercício da cidadania, da profissão

e do pleno desenvolvimento pessoal. Adquire sentido quando está presente nas práticas

administrativas, técnicas e pedagógicas da instituição e quando se torna objeto de reflexão dos sujeitos que o representam. O projeto político-pedagógico, segundo Veiga (2003), tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato, procurando preservar a visão de totalidade.

O desafio institucional consiste em organizar processos que coloquem o projeto pedagó-

gico em ação de maneira constitutiva e democrática e, ao mesmo tempo, encontrar estraté- gias que possibilitem a atualização do que foi projetado diante do que está sendo desenvol- vido e das exigências sociais e acadêmicas. Com o propósito de, de modo participativo, atualizar o PPI, em vigência desde 2006, a Universidade de Passo Fundo neste ano está desenvolvendo várias ações, sob coordenação de uma comissão nomeada pelo Conselho Universitário (Consun). A decisão de revisitá-lo de modo participativo está assentada nos princípios da gestão democrática, no pressuposto

de que as pessoas que integram a instituição, a partir dos seus lugares e funções, têm o que dizer e, ao sentirem-se parte do processo, experimentam um sentimento de pertencimento

e se responsabilizam por aquilo que constroem. Tudo isso tem raízes na compreensão de

que o projeto sobrevive se os segmentos da comunidade forem os seus representantes.

A participação não é processo abstrato, mas concreto. É um conceito eminentemente

qualitativo, com uma dimensão política, sendo uma forma de adquirir e distribuir o poder. O projeto pedagógico, como instrumento aglutinador, possibilita aos sujeitos que fazem parte da vida universitária sentirem-se comprometidos com a identidade e a qualidade acadêmi- ca da Instituição. A atualização, neste momento, do PPI da Universidade de Passo Fundo é importante ferramenta para o planejamento e para a avaliação permanente da trajetória institucional

e transcende a mera reformulação do que já existe. Implica um processo de reflexão e de

debate, simultaneamente global e setorizado, e um trabalho coletivo e consciente da comu- nidade acadêmica para a qualificação das práticas da Universidade. Diante dessas reflexões e de acordo com o documento orientativo do PPI (2015), elabora-

do pela Comissão, apresentamos algumas estratégias, que, articuladas, estão constituindo o processo participativo de atualização do PPI.

1. Elaboração e apresentação do plano de ação ao presidente do Consun.

2. Realização de reuniões periódicas da comissão sobre a atualização do PPI.

3. Análise do PPI, com implementação de grupos de trabalho e debate sobre os seus refe-

renciais pedagógicos, bem como suas diferentes interfaces com o Plano Estratégico Institu-

cional (PEI), com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e a Política de Responsa- bilidade Social (PRS).

4. Reuniões com os diretores das unidades acadêmicas e dos campi e a Reitoria.

5. Reunião de mobilização – I Encontro Institucional sobre Atualização do PPI (com pro-

fessores, alunos e funcionários).

6. Apresentação de um roteiro para orientar a discussão com a comunidade acadêmica.

7. Debate nas unidades, nos setores e nas entidades (Associação dos professores e dos

funcionários da UPF e Diretório Central de Estudantes) e encaminhamento dos registros à comissão.

8. Sistematização e organização da primeira versão do documento.

9. Realização do II Encontro Institucional sobre Atualização do PPI para apresentação e

debate da primeira versão do documento. 10. Lançamento do PPI, previsto para novembro de 2015. Com essas compreensões teórico-metodológicas acerca do Projeto Pedagógico Institu- cional, reafirmamos o compromisso epistemológico e ético da Universidade de Passo Fun- do com e na sociedade. Por fim, apoiamo-nos nas palavras de Boaventura de Sousa Santos (2000), para destacar que esse não é um movimento concluído, aliás, sua natureza é ser um movimento sem fim.

REFERÊNCIAS COMISSÃO PPI. Projeto pedagógico institucional: instrumento orientativo para unidades acadêmicas, setores e entidades. Documento digitado. UPF, 2015. VEIGA, Ilma Passos Alencastro; FONSECA, Marília (Org). As dimensões do projeto político- -pedagógico: novos desafios para a escola. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2003. SANTOS, Boaventura de Sousa. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da expe- riência. São Paulo: Cortez, 2000.

(*) Diretora da Faculdade de Educação (Faed)

Setembro / 2015

Universo UPF

comunidade

Setembro / 2015 Universo UPF comunidade 5 Foto: Gelsoli Casagrande O l h a r INCLUSIVO

5

Foto: Gelsoli Casagrande

Olhar INCLUSIVO

No silêncio de uma sala, na sede da Apace, é possível viajar pelo imaginário da Literatura

Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários desenvolve 13 necessidades especiais

projetos destinados à população com

N as manhãs de quarta-feira, um grupo de pessoas se re- úne à beira do campo de fu- tebol da Faculdade de Edu-

cação Física da Universidade de Passo Fundo. Uma alegria toma conta dessas pessoas, que, a cada encontro, sentem- -se renovadas. A felicidade contagiante tem razão na possibilidade de fazer algo tão comum à maior parte das pessoas:

andar de bicicleta. No oposto do bur- burinho, bem longe dali, no centro de Passo Fundo, o silêncio marca outro encontro: é hora de viajar por Lisboa, na história do Primo Basílio, de Eça de Queirós. O que há de tão extraordinário em andar de bicicleta e ler um livro? Nada, não fosse o olhar. É pelo olhar de tercei- ros que pessoas com deficiência visual total ou parcial conseguem realizar ta- refas limitadas ao seu cotidiano. As duas atividades são desenvolvidas pela Uni- versidade de Passo Fundo. Uma, através do projeto de extensão Cegos Leitores e Ouvintes, desenvolvido pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)

e coordenado pelo professor Me. Hercí-

lio Fraga de Quevedo; outra, através de

atividades que integram o Núcleo de Es- porte e Lazer: UPF aberta à comunidade, desenvolvidas em parceria com o Polo Regional de Desenvolvimento de Espor- te Lazer, da Região 04/UPF/Fundergs, sob a coordenação da professora Dra. Lorita Maria Weschenfelder. Os convênios com a Associação Pas- so-Fundense de Cegos (Apace) foram ampliados nos últimos anos porque a Universidade de Passo Fundo, por meio da Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC), buscou apro- ximação com a entidade, com o propó- sito de desenvolver atividades a partir das demandas desse público. “Há dois anos, começamos a ter uma conversa mais direta com a entidade. Revisamos

o rol de demandas e, hoje, eles têm tido

uma participação muito mais efetiva, marcada pelo comprometimento, pela participação, avaliação e sugestão. Isso tem representado a participação de um número maior de alunos cegos, o que acaba repercutindo em outros setores da

instituição, como o Saes, que desenvol- veu e executou um projeto de acessibili- dade no campus”, explica a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, Profª. Bernadete Maria Dalmolin.

Liberdade Everton de Souza, 40 anos, é exemplo da inclusão desse público no universo acadêmico. Formou-se em Pedagogia pela UPF, no final de 2014. É voluntário no ensino de Braile para a Apace e inte- gra um projeto de formação de professo- res municipais, ministrando as discipli- nas de Acesso a recursos pedagógicos e de Alfabetização em Braile. Souza tem baixa visão e também pratica as ativi- dades desportivas e de lazer promovidas pela Faculdade de Educação Física, que inicialmente se desenvolviam na pisci- na. Embora não se caracterizem como projeto de extensão, essas ações inte- gram o rol de projetos de atendimento aos cegos. A ampliação da oferta de ati- vidades, segundo a professora Lorita, se deu em razão de dois elementos impor- tantes, o impacto positivo da natação na

6

Atividade física, como andar de bicicleta, auxilia pessoas com deficiência visual a melhorar a mobilidade e a autoestima

deficiência visual a melhorar a mobilidade e a autoestima Universo UPF Fotos: Gelsoli Casagrande vida dos

Universo UPF

Fotos: Gelsoli Casagrande
Fotos: Gelsoli Casagrande

vida dos associados da Apace e a defini- ção de uma política de extensão inclu- siva assumida pela Instituição. “Nesse momento, percebemos que deveríamos

incluir os cegos em outras atividades, tamanha era a necessidade e o entusias- mo que se apresentava”, disse. A dan- ça, o judô, o goallball, a recreação e o ciclismo passaram a integrar o cotidiano

do grupo. A doação, pelo Conselho Mu-

nicipal do Direito da Criança (Comdica),

de 12 bicicletas adaptadas para cegos

tornou real a prática do ciclismo. Com

o auxílio de monitores voluntários e

estudantes da Faculdade de Educação Física, os participantes se revezam se- manalmente para pedalar. “A atividade física é essencial para

o desenvolvimento intelectual e mo- tor dos cegos. Ela proporciona equilí- brio, direcionamento e noção de late- ralidade e melhora a autoestima”, diz Everton, que também integra a dire- toria da Apace. Mariane Bechi Lanzana, 23 anos, é outro exemplo de superação. Com bai- xa visão desde a adolescência, gosta tanto de pedalar que se tornou uma

PROJETOS

1. Promovendo saúde e qualidade de vida

2. Atuação fisioterapêutica em deficientes visuais

3. Oficina de arte: exploração tridimensional

4. Audioteca - Acervo de áudios para pessoas cegas e com baixa visão

5. Cegos leitores e ouvintes

6. Núcleo de esporte e lazer: UPF aberta à comunidade

7. Atendimento odontológico

8. Atenção odontológica integral e interdisciplinar em pacientes com

necessidades especiais na Apae de Passo Fundo

9. Integração da Universidade com a educação básica

10. Atendimento fonoaudiológico

11. Educação por meio dos sentidos: contribuição multissensorial

da arte para a alimentação saudável de deficientes visuais

12. Sensibilidade e Criatividade - Oficina de Artes Visuais

13. Projeto informática da Apace

das monitoras do grupo. Ao contrário dos demais participantes da atividade, que pedalam posicionados no segundo banco da bicicleta, ela conduz o veí- culo, ocupando o banco da frente. “A sensação é de liberdade, de autocon- fiança”, expressa. Mariane já tem outra meta estabelecida para sua vida: vai cursar Psicologia na UPF. Para a professora Lorita, “o projeto vem para oportunizar o convívio atra- vés das atividades, reafirmando a pos- sibilidade de transformação no modo de pensar, agir e sentir, num processo

que se constrói e reconstrói nas relações

e inter-relações. Percebe-se que a defi-

ciência não os torna menos capazes de usufruir e conduzir suas vidas, na área do esporte e do lazer, não retirando a ca- pacidade de construir sua autonomia e sua história”.

O imaginário Se pedalar traz uma sensação de liber- dade, ler através dos olhos dos outros eleva a imaginação. É isso o que propor- ciona outra atividade desenvolvida com

os cegos, dessa vez através do projeto de extensão Cegos Leitores e Ouvintes, ligado ao Instituto de Filosofia e Ciên- cias Humanas, sob a coordenação do professor Hercílio Fraga de Quevedo.

O projeto atende a um grupo de 46 ce-

gos, integrantes da Apace, e consiste na reunião dessas pessoas para a leitura de obras literárias e a exibição de vídeos, tendo por objetivo promover a inclu- são de cidadãos cegos na cultura letra- da. Todas as quartas, das 10h às 11h, o grupo se reúne para ouvir a leitura feita pelo professor Hercílio. A atividade, que se transformou em projeto de extensão há aproximadamente um ano e meio, já vinha sendo realizada de forma voluntá- ria pelo professor há 12 anos. Assídua no grupo, a aposentada Ruth Rodrigues não mede esforços para se fazer presente no dia de leitura. Seu pro-

Setembro/ 2015

blema com a visão se agravou há trinta anos. Ruth chegou a iniciar o curso de Pedagogia, mas precisou interromper

os estudos em decorrência das dificulda-

des impostas pela deficiência. Participar

e interagir nos debates intercalados das

leituras de obras literárias a faz sentir- -se melhor. A leitura também faz muito bem a Nelson Baugardt, 65 anos, que há nove perdeu a visão, como resultado de uma catarata. “Ler é um ato de generosidade, de construção de relacionamentos e de co- nhecimento”, destaca o professor Hercí- lio. O método utilizado por ele consiste inicialmente na leitura de uma reflexão

e, a partir daí, na leitura do livro esco-

lhido. Normalmente, são lidas dez pági- nas por encontro, porque em muitos ca- sos são necessárias contextualizações e

explicações sobre a obra.

Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Bernadete Maria Dalmolin

Papel institucional Populações especiais, como a dos cegos, recebem uma também especial

atenção da Vice-Reitoria de Extensão

e de Assuntos Comunitários da UPF,

que desenvolve 13 projetos voltados a

esse grupo. “A Extensão evidencia os públicos especiais e olha para as espe- cificidades. Uma instituição de ensino regional comunitária como a nossa tem

a obrigação de atuar de forma inclusi-

va. E nós, como Extensão, temos o papel de evidenciar e tencionar para que es- ses temas sejam tratados dentro da sala de aula e para que o nosso professor se

aproxime dessa realidade, pensando e

estimulando seus alunos a pensar. Esse

é o espaço para tematizar, para que a

gente conviva e consiga ampliar nos- so olhar da formação e da intervenção para atender a esse público de forma satisfatória”, reforça a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, pro- fessora Bernadete Dal Molin. Para ela, as pessoas se tornam melho- res se puderem conviver com todas as diferenças. “Nos tornamos pessoas mais humanas, mais tolerantes”, defende.

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 7 ciênciaeinovação Qualidade do ar em Passo Fundo é tema de

7

ciênciaeinovação Qualidade do ar em Passo

Fundo é tema de pesquisa

Qualidade do ar em Passo Fundo é tema de pesquisa Foto: Gelsoli Casagrande Pesquisa fez parte

Foto: Gelsoli Casagrande

Pesquisa fez parte da dissertação de mestrado do PPGEng/UPF realizada pela alu- na Denise Daris, sob orientação da professora da UPF Drª Luciana Brandli

Pontos de

estudo

- Avenida Brasil

x Posto Ipiranga

Boqueirão (IE)

- Avenida Brasil

x Avenida Sete de

Setembro (Bella

Città)

- Avenida Brasil

x Rua Bento Gon-

çalves (Banco do Brasil)

- Avenida Brasil

x Rua Fagundes

dos Reis (Praça Tochetto)

- Avenida Brasil

x Rua Ângelo Preto (Bourbon)

- Universidade

de Passo Fundo

U ma pesquisa desenvolvida na Universidade de Passo Fundo (UPF) entre abril de 2014 e março de 2015 avaliou

a qualidade do ar em Passo Fundo. O

estudo analisou e monitorou a emissão

de poluentes por veículos nos principais pontos do tráfego urbano da maior via pública da cidade: a Avenida Brasil. O trabalho era parte integrante da disser- tação de mestrado da aluna Denise Da- ris, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGEng/ UPF), e foi orientado pela professora da UPF Dra. Luciana Brandli e coorienta- do pelos professores Dr. Eduardo Korf (UFFS) e Dr. Francisco Dalla Rosa (UPF).

Na pesquisa, intitulada de “Qualidade

do ar oriunda do tráfego urbano em uma cidade de porte médio”, foram coletadas

amostras em cinco pontos distribuídos

no eixo principal de trânsito da Avenida Brasil, selecionados em função do volu-

me de veículos que circulam nessa fai-

xa. Um sexto ponto, chamado de ponto neutro, localizado na UPF, foi utilizado como comparativo.

Passo Fundo tem uma população su-

perior a 183 mil habitantes, sendo con- siderada cidade polo de mais de cem

municípios localizados na região de

abrangência. O conglomerado, confor-

me dados do IBGE (2013), representa

uma população de aproximadamente

um milhão de pessoas. De acordo com

o Detran, a frota de veículos no centro

Poluentes oriundos de emissões veiculares foram monitorados durante um ano nos principais pontos de tráfego urbano da cidade

passa de 113 mil unidades. “Passo Fun- do tem uma frota crescente, principal- mente entre março e dezembro, período letivo, quando o volume de veículos é bem maior”, explicou a então aluna do Mestrado, que defendeu a dissertação

no mês de maio.

Os poluentes analisados foram ozô- nio (O3) e dióxido de nitrogênio (NO2), compostos químicos que caracterizam

as emissões oriundas dos veículos. Essa

delimitação foi definida em função dos

vários tipos de emissões atmosféri- cas geradas por diversos poluentes, os

quais, além de provocarem impactos ambientais locais e globais, podem cau- sar efeitos agudos e crônicos à saúde humana. A orientadora do trabalho, professo-

ra Dra. Luciana Brandli, destacou que

a condição meteorológica foi levada

em conta, uma vez que é um fator fun- damental na dispersão dos poluentes

atmosféricos. “Durante o monitoramen-

to, foram consideradas a temperatura, a

precipitação, a umidade relativa, a ve- locidade do vento e a insolação. A con- dição meteorológica influencia tanto na concentração quanto na dispersão dos poluentes”, ressaltou a orientadora.

belecido por lei e são classificados como de qualidade “Boa”, conforme padrões definidos pela Cetesb para o Índice de Qualidade do Ar (IQA). A importância do monitoramento da qualidade está no fato de que isso nor- teia medidas e políticas públicas volta- das à qualidade de vida e ambiental da população local. A pesquisa mostra que é um momento de repensar uma vida mais sustentável e saudável. “Mesmo atendendo aos parâmetros da legisla- ção, temos que nos preocupar com a po- luição. A tendência é a frota de veículos aumentar e os dados podem ultrapassar os limites da legislação em breve”, ob- servou a professora Luciana.

Amostradores O monitoramento foi feito com o amostrador passivo, por um período de doze meses. Os equipamentos instala- dos em pontos estratégicos, como lom- badas eletrônicas, por exemplo, é for- mado por um corpo cilíndrico, fechado no fundo por uma tela de aço inox, se- guida de uma membrana de teflon, e, na parte superior, por um filtro de celulose impregnado com a solução absorvedora específica para cada poluente.

Resultados Os pontos próximos ao Banco do Brasil e à Pra- ça Tochetto apresentaram maiores concentrações de

dióxido de nitrogênio. O po- luente ozônio foi encontrado principalmente próximo ao Instituto Educacional (IE) e ao Bourbon. Esse fato pode estar relacionado à locali- zação, pois são pontos que apresentam maior fluxo e congestionamento, o que confirma a relação direta com o nível de concentração

de poluentes estudados.

Com relação à legislação,

os valores de concentração

dos poluentes O3 e NO2 encontrados estão em con- formidade com o limite esta-

legislação, os valores de concentração dos poluentes O3 e NO2 encontrados estão em con- formidade com
legislação, os valores de concentração dos poluentes O3 e NO2 encontrados estão em con- formidade com

8

8 especial Universo UPF Setembro / 2015 Mais de 69 mil profissionais já foram formados na

especial

Universo UPF

Setembro/ 2015

8 especial Universo UPF Setembro / 2015 Mais de 69 mil profissionais já foram formados na

Mais de 69 mil profissionais já foram formados na UPF

UPF: uma universidade de

portas abertas para a

comunidade

UPF: uma universidade de portas abertas para a comunidade Voltada ao desenvolvimento comunitário local e regional,

Voltada ao desenvolvimento comunitário local e regional, Universidade prima pelo compromisso social

U m dos grandes diferen-

ciais de uma Instituição

Comunitária de Educa-

ção Superior (ICES) é

sua inserção regional, que, aliada a seu compromisso social, promove a melhoria da qualidade de vida das comunidades nas quais está inseri- da. Além da formação superior e da produção e divulgação científica, es- sas instituições se dedicam a levar o conhecimento gerado para fora dos muros da universidade por meio de seus inúmeros projetos de extensão

e serviços prestados à comunidade. Essa é a essência da Universidade de Passo Fundo (UPF), instituição comunitária criada a partir da união de esforços da comunidade local e regional, da iniciativa privada e do poder público. Neste ano de 2015, a Universidade de Passo Fundo obteve o reconheci- mento, pelo Governo Federal, como Instituição Comunitária de Educação Superior. A certificação foi publicada na portaria 220 do Diário Oficial da União do dia 26 de fevereiro. A qua-

lificação, emitida nos termos da Lei das Universidades Comunitárias do Ministério da Educação (MEC), refe- renda o trabalho desenvolvido, em prol da comunidade, pela UPF, uma das mais importantes instituições do norte do Rio Grande do Sul. Até 2013, as Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil eram classificadas tão somente como públicas ou privadas. Com o reconhecimento da nova modalidade, as universidades reco- nhecidas como ICES poderão, dentre outras prerrogativas, concorrer a edi-

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 9 Números da UPF n 9 campi instalados em Passo Fundo

9

Números da UPF

n

9 campi instalados em Passo Fundo

n

61 cursos de graduação em oferta

e

região

n

55 cursos de especialização em

n

Mais de 100 municípios abrangidos

andamento

em sua área de atuação

n

14 cursos de mestrado institucional

n

20.687 alunos matriculados na

n

4 cursos de doutorado institucional

graduação, pós-graduação, extensão,

n

10 estágios pós-doutorais

UPF Idiomas e Integrado UPF

n

69.363 profissionais formados

n

17.195 alunos matriculados na

n

10 bibliotecas, com 460.241

graduação

n 603 alunos regulares matriculados

nos programas stricto sensu

n

lato sensu

n

Idiomas – FUPF

n

– FUPF

n 773 matriculados na extensão

(Creati)

821 alunos matriculados em cursos

432 alunos matriculados na UPF

863 alunos matriculados no CEMI

tais que eram direcionados somente às instituições públicas e receber re- cursos de órgãos governamentais.

Prerrogativas Conforme o art. 2º da lei nº 12.881, as ICES contam com as seguintes prerrogativas: ter acesso aos editais de órgãos governamentais de fomen- to direcionados às instituições públi- cas; receber recursos orçamentários do poder público para o desenvol- vimento de atividades de interesse público; ser alternativa na oferta de serviços públicos nos casos em que não são proporcionados diretamen-

exemplares no acervo, distribuídos

em 117.917 títulos

n

n

experimental

n

n

n

estrangeiras para intercâmbio

acadêmico em 15 países

23 anfiteatros e auditórios

174 salas para ensino prático-

300 laboratórios 150 clínicas 49 convênios com instituições

te por entidades públicas estatais; e oferecer, de forma conjunta com ór- gãos públicos estatais, mediante par- ceria, serviços de interesse público, de modo a bem aproveitar recursos físicos e humanos existentes nas ins- tituições comunitárias, evitar a mul- tiplicação de estruturas e assegurar o bom uso dos recursos públicos.

Como tudo começou O ensino superior foi uma realida- de distante, porém muito sonhada, dos moradores do interior do estado durante um longo período. Enquanto na capital, ainda no final do século

XIX, foram criadas as escolas de Far- mácia, Química e Engenharia, ape- nas na década de 1930 os primeiros cursos chegaram ao interior do Rio Grande do Sul, tendo como pioneiras as cidades de Pelotas e Santa Maria. Em Passo Fundo, o processo ocor- reu um pouco mais tarde, mas nem por isso de forma menos exitosa. Na metade do século XX, o município passava por um intenso processo de migração das comunidades rurais para a cidade, movimento que era acompanhado pelo aumento dos cur- sos ginasiais, que se preocupavam com a formação de professores para atender à expansão do ensino. Foi nesse período que a comunidade co- meçou a se mobilizar em busca de al- ternativas que possibilitassem que os jovens dessem continuidade a seus estudos e contribuíssem de forma determinante no desenvolvimento da região. Na década de 1950, foram dados os primeiros passos rumo à consolidação de uma das mais im- portantes instituições do norte do Rio Grande do Sul: a Universidade de Passo Fundo. A ousadia desses pioneiros rendeu frutos. No livro Universidade Comu- nitária – Uma experiência inovadora, Darcy Ribeiro resume: “A UPF foi e continua sendo uma experiência fas- cinante. Ela não foi ato da generosi- dade de algum governante. Não caiu de paraquedas num determinado lu- gar. Ela foi pensada e desejada. Nas- ceu do sonho e da vontade de visio- nários”. Ao longo de sua trajetória, mais de 69 mil profissionais foram formados.

trajetória, mais de 69 mil profissionais foram formados. Ser comunitária “Instituições de Ensino Superior
trajetória, mais de 69 mil profissionais foram formados. Ser comunitária “Instituições de Ensino Superior

Ser comunitária

“Instituições de Ensino Superior Comunitárias (ICES) são organizações da sociedade civil que, atendidos determinados requisitos legais, previstos na lei nº 12.881/2013, receberam a definição, a qualificação e o reconhecimento público, como prestador de serviço comunitário apto para atuar na área da educação. Por força de seu marco jurídico específico podem, inclusive, concorrer a editais públicos para obtenção de financia- mentos de projetos na área da educação, principalmente no fomento à pesquisa e à extensão, em igualdade de condições com as entidades de ensino superior federais e estaduais. Dentre os compromissos das ICES, estão os de assegurar programas de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnoló- gica, contemplando, além da formação de seus acadêmicos, a efetiva interação na comunidade, visando ao desenvolvi- mento pleno, tanto do estudante quanto da sociedade. Outra característica das instituições comunitárias de educação é a de que o modelo de gestão administrativa aplica, de forma colegiada e transparente, todos os seus recursos financeiros em seus objetos sociais, sendo vedada a distribuição de sua renda ou patrimônio. A Universidade de Passo Fundo foi criada, em 1968, exatamente com os propósitos supramencionados. Revela, desde a sua gênese, a efetiva participação das lideranças comunitárias, que definiram os seus históricos e os quase cinquentená- rios compromissos sociais. Cumprindo a sua missão, a UPF proporcionou a formação profissional e cidadã de milhares de pessoas que, em consequência, passaram a desenvolver as suas atividades e a prestar relevantes serviços nas respectivas comunidades, contribuindo decisivamente para o progresso econômico e social. Portanto, as instituições de ensino superior comunitárias trazem, em seu âmago, a concepção do compromisso social com a formação de profissionais aptos a promover o desenvolvimento comunitário local e regional”.

Reitor, prof. José Carlos Carles de Souza

10

10 Universo UPF Setembro / 2015 Pioneiras A criação da Sociedade Pró-Uni- versidade de Passo Fundo

Universo UPF

Setembro/ 2015

Pioneiras A criação da Sociedade Pró-Uni- versidade de Passo Fundo (SPU), em 1950, e do Consórcio Universitário

Católico (CUC), em 1956, permitiu à região iniciar a caminhada rumo ao ensino superior. A SPU teve como primeiro presidente César Santos

e foi a responsável, ainda em 1953,

pela compra do prédio então perten- cente à família Barbieux, onde foi instalada a Faculdade de Direito. A SPU também criou as faculdades de Odontologia, Agronomia, Ciências Políticas e Economia e o Instituto de Belas Artes. Ainda em 1960, a SPU comprou uma área de terra de Antô- nio Bittencourt de Azambuja para a construção da Cidade Universitária, onde hoje está instalado o Campus I. Dentre os objetivos do CUC, estava

o de auxiliar na formação dos profes-

sores que atuariam na região. Quan- do o Consórcio foi criado, o idealiza- dor Dom Claudio Colling anunciou

ao conselho da SPU o surgimento

da entidade e da Faculdade de Filo- sofia. Na oportunidade, já se discu- tia a possibilidade de integração à Universidade de Passo Fundo, cuja fundação já estava sendo pensada. A Faculdade de Filosofia oferecia três cursos: Filosofia, Pedagogia e Letras Anglo-Germânicas.

FUPF A integração entre o SPU e o CUC deu origem à Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF), no ano de 1967. A criação da FUPF foi um passo determinante para o surgimento da UPF, o que efetivamente ocorreu no ano de 1968. O ex-reitor da UPF e um dos articuladores desse processo, professor Elydo Alcides Guareschi, destaca, em sua coleção O Processo de Construção da Universidade de Passo Fundo, que “a Fundação foi vista como um novo impulso para a expansão e a melhoria do ensino superior e para o progresso de Passo Fundo”. Nesse período, foi decidido que a

Fundação seria administrada pelos próprios professores, independente das pressões e interferências político- partidárias.

UPF O decreto de reconhecimento da UPF foi assinado pelo presidente Arthur Costa e Silva e pelo ministro da Educação Tarso Dutra, no dia 2 de abril de 1968. O ato aconteceu no Pa- lácio Piratini em Porto Alegre, onde Dom Cláudio Colling falou em nome da comunidade regional. Em seu discurso, destacou: “talvez nenhum outro ato tenha repercussão maior e tão histórica do que este de assinatu- ra do decreto de criação da Universi- dade de Passo Fundo”, fazendo refe- rência aos outros atos realizados na oportunidade. O decreto foi publica- do no Diário Oficial da União no dia 6 de junho de 1968, data em que se co- memora o aniversário da Instituição.

A importância do envolvimento da comunidade na construção da Universidade

“Há, entre o povo, um modo gene-

ralizado de pensar que compreende

o envolvimento da universidade na

comunidade tão somente como ligado

à função de oferecer títulos acadêmi-

cos para que as pessoas possam obter

maior visibilidade social e condições para exercer uma profissão que lhes garanta um emprego para sua sustentabilidade. Para essas pessoas, o olhar se volta para a vida acadêmica, dicotomizando

o olhar se volta para a vida acadêmica, dicotomizando a relação universidade x comunidade. O

a

relação universidade x comunidade.

O

envolvimento da comunidade na

construção da universidade e as rela- ções que o permeiam, porém, requerem outro olhar.

A sabedoria popular acumulada na

vida e na história das pessoas se cons- titui no objeto mais precioso e fecundo da investigação acadêmica. A universidade, por sua natureza, objetiva produzir conhecimentos com a perspectiva de devolvê- -los reelaborados à comunidade. A pesquisa da universidade requer sistematização

dos saberes difusos, presentes e existencializados na sabedoria do povo. O instru- mento de trabalho é o método de investigação construído pela universidade, que, à medida em que o faz, presta serviço à comunidade. Nesse processo dialético – saber popular x saber acadêmico –, acontece a construção da universidade.

A colaboração e a importância da comunidade junto à universidade reside no

envolvimento de ambas e na transformação das práticas populares e assistemáticas em conhecimento disponível. O próprio saber popular reconhece que o maior e o melhor investimento que a universidade pode fazer é aquele direcionado à pessoa humana e à própria comunidade.

A formação dos recursos humanos transcende a mera produção de títulos aca-

dêmicos; compreende o processo de transformação dos saberes e da prestação de serviço à comunidade”.

Ex-professor, Pe. Elli Benincá

Não só Passo Fundo se mobilizou, mas todas as lideranças políticas da região buscaram dar força a essa ideia

“No final de 1949, a comu- nidade alertou-se de que realmente a distância para que os jovens daqui pudessem buscar o ensino superior era grande. Foi Antônio Donim que ‘levantou a lebre’ e os primeiros movimentos para a constru- ção da Universidade foram de pessoas da comunidade, como religiosos, advogados e médicos. Os primeiros passos foram absolutamente decisivos e tivemos dois momentos prin- cipais: o primeiro, na criação da Fundação – com o movimento iniciado em 1950, que pensou em criar a universidade, e, em 1956, com a primeira autori- zação para a formação de um curso superior em Direito –; e, o segundo, quando surgiu um esforço por parte da Curia, liderada por Dom Cláudio, no sentido de criar a Faculdade de Educação. Esses dois movimentos andaram paralelamente, distantes um do outro, até que, no início da revolução, quando houve o fechamento da Instituição, houve a aproximação das duas partes, liderada pelo padre Alcydes Guareschi e por Murilo Annes, que viria a ser o primeiro reitor da UPF. Juntos, esses dois movimentos atuaram na criação da Universi- dade de Passo Fundo, uma instituição comunitária que consolidou sua expansão. Não houve nenhum sujeito que individualmente quisesse criar um esforço para que os jovens de Passo Fundo e região pudessem ter oportunidades mais próximas. Não só Passo Fundo se mobilizou, mas todas as lideranças políticas da região buscaram dar força a essa ideia. O envolvimento da comunidade foi fundamental para a implementação da Universidade de Passo Fundo”.

da comunidade foi fundamental para a implementação da Universidade de Passo Fundo”. Ex-professor, Agostinho Both
da comunidade foi fundamental para a implementação da Universidade de Passo Fundo”. Ex-professor, Agostinho Both

Ex-professor, Agostinho Both

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 11 internacionalização Parceria para produzir e beneficiar a comunidade Acordo

11

internacionalização

Parceria para

produzir e beneficiar

a comunidade

Acordo internacional entre a UPF

e uma universidade húngara visa

à transferência de tecnologia para

transformar a piscicultura em uma fonte de renda ao agricultor familiar da região Norte do RS

C om o objetivo de trazer novas tecnologias, trocar experiên- cias e ampliar projetos que possam ser inseridos na rea-

lidade local e regional, a Universidade de Passo Fundo tem buscado diversas parcerias nacionais e internacionais. Recentemente, por meio da Vice-Reito- ria de Pesquisa e Pós-Graduação, a Insti- tuição firmou um acordo com a Szent Is- tván University, da Hungria, visando ao compartilhamento de informações para ampliar as possibilidades de criação de peixes em nível local e à diversificação novos sistemas de produção. Coordenada pelo professor Dr. Rafa- el Frandoloso, a comitiva que foi até a Hungria contou com a participação de representantes da Universidade Fede- ral do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além de um produtor de Ijuí. Na oportunidade, o grupo pode conhecer a estrutura da Universidade, os laborató- rios e as ações desenvolvidas. Com vários projetos, pesquisas e tec- nologias avançadas para a piscicultura, aquela instituição é referência na área. De acordo com o professor Rafael, a Szent István University é o berço euro- peu da clínica veterinária. Ele ressalta

é o berço euro- peu da clínica veterinária. Ele ressalta Foto: Divulgação que por ela passam

Foto: Divulgação

que por ela passam os melhores clínicos veterinários e essa qualificação é fruto de um currículo exigente, recebendo mais 500 alunos oriundos da Alema- nha, Escócia, Suécia e Inglaterra. “É um dos departamentos mais reconhecidos no mundo em reprodução intensiva de peixes. Eles desenvolvem muitas tecnologias e, com o apoio do governo Húngaro, que tem programas fortes de incentivo, trabalham a disseminação de tecnologias húngaras no mundo por meio de programas sociais de transfe- rência de tecnologia”, destaca.

Projetos futuros para o bem da comunidade Segundo Frandoloso, essa articula- ção entre as instituições estava sendo organizada há quase dois anos e teve origem a partir da vinda à UPF de um professor húngaro. Com essa visita, foi possível firmar a parceria, por meio de um convênio marco, com ações práticas

deriam desenvolver é o pescado, justa- mente pela rapidez com que os peixes se desenvolvem, pela rentabilidade e pelos recursos naturais existentes. “Essa pos- sibilidade, que queremos tornar uma alternativa, justifica nossa intensão de formalizar parcerias, trazer e validar tecnologias aqui na UPF e de transferir essas tecnologias para os produtores da região”, pontua.

que já terão início no mês de outubro de 2015. “Na Hungria, tivemos atividades de reconhecimento da Universidade,

Centro de referência na UPF Com essa parceria, professores da

as quais possibilitaram que conhecês- semos um pouco sobre o que os húnga- ros estão desenvolvendo em termos de pesquisa e nos permitiram vislumbrar algumas colaborações específicas que podem ocorrer entre o seu departamen-

Hungria passarão a ministrar aulas, cur- sos e palestras na UPF. De acordo com Rafael, abre-se a possibilidade de se aumentar, dentro do curso de Medicina Veterinária, o fomento à área da pisci- cultura, aproveitando o conhecimento e

to de aquicultura e a UPF. Com base

a

estrutura existente na Hungria. “Hoje,

nisso e com a carência que temos em

o

aluno sai do curso muito fechado: ou

tecnologias avançadas para produzir alta densidade de peixes, necessitamos buscar essas tecnologias que eles têm prontas”, explica. Na opinião do profes- sor, hoje, a proteína animal de alta quali- dade e com densidade de produção que Pas- so Fundo e região po-

vai para clínica de pequenos animais, ou para a de grandes animais, ou para a indústria. Não existe ainda muita visão para a área de piscicultura. Esse con- vênio marco permitirá que professores da Szent István University se unam ao corpo docente da UPF, fortalecendo a ideia”, ressalta. A ida de docentes da UPF para parti- ciparem de formação na universidade húngara também está programada. A intenção, segundo Rafael, é de que, em longo prazo, a UPF se torne um centro

Rafael, é de que, em longo prazo, a UPF se torne um centro Em visita à

Em visita à Szent

Istvàn University, na Hungria, co- mitiva analisou ações nas áreas de Engenharia Mecânica, Enge- nharia Elétrica

e

Mecatrônica,

e

foi sinalizada

a

aproximação

daquela institui- ção com o UPF Parque, para

transferência

de tecnologia

e instalação de

empresas.

de referência na formação de pisciculto- res capacitados a produzirem peixes em grande escala. “A partir dessa parceria,

a ideia é conquistar recursos, participar

de editais públicos e privados, para de- senvolver as tecnologias, realizando as pesquisas aqui dentro”, frisa.

12

12 Universo UPF Setembro / 2015 universidade Olhares voltados à FORMAÇÃO DO PROFESSOR PROFESSOR Setor de

Universo UPF

Setembro/ 2015

universidade

Olhares voltados à

FORMAÇÃO DO

PROFESSOR PROFESSOR

Setor de Apoio Pedagógico oferece espaços para aprofundamento, discussão e qualificação docente da UPF

Equipe VRGRAD e SAP com o prof. Ricardo Spíndola Mariz, por ocasião do Encontro de Diretores e Coordenadores

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

O processo de formação docen- te é, para o Setor de Apoio Pedagógico (SAP), ligado à Vice-Reitoria de Graduação

(VRGRAD), um dado de realidade irre- versível, também pontuado pelas Di- retrizes Curriculares dos cursos de gra- duação e instrumentos de avaliação do

Ministério da Educação, extremamente necessário para a excelência acadêmica. É a partir dessa concepção que a equipe tem projetado e desenvolvido, ao longo do ano, atividades de capacitação com

o propósito de possibilitar a constante atualização desses profissionais. As atividades programadas contem- plam as mais diversas áreas do conhe- cimento, oferecendo ao professor fer- ramentas, conhecimento e estratégias para qualificar o dia a dia em sala de aula, além de elementos que lhes possi- bilitem melhorar sua qualidade de vida. Nesse sentido, o SAP tem oportuniza- do o contato dos docentes com temas diversos, como Síndrome de Burnout, inclusão de alunos surdos, docência

universitária, linguagem no contexto universitário, drogas e dependência química, saúde do professor e reflexões sobre a prática docente. De acordo com a Vice-Reitora de Gra- duação, Profª. Rosani Sgari, o SAP vem sendo remodelado, reconstruído e tem um olhar panorâmico, direcionado à prática docente na sua plenitude. A par- tir disso, oferece momentos distintos de sensibilização, como encontros de professores, oficinas e cursos, além da participação na organização das aulas magnas. Essas demandas, segundo ela, partem do setor, mas também dos pró- prios docentes que buscam a formação contínua. “A Vice-Reitoria está sensível e atenta ao cenário da educação supe- rior em nível regional, nacional e inter- nacional e, de forma permanente, volta um olhar diagnóstico sobre solicitações oriundas desse contexto. O processo formativo é uma via de mão dupla, pois sensibilizamos e somos sensibilizados, chamamos, mas também somos chama- dos. Isso é altamente positivo”, destaca. Um dos diferenciais do SAP é privile- giar a liberdade de escolha do professor, incentivando no docente o protagonis- mo na construção de seu trajeto forma- tivo. “Testemunhamos o aumento na de- manda, percebendo que os professores

seu trajeto forma- tivo. “Testemunhamos o aumento na de- manda, percebendo que os professores Fotos: Gelsoli
seu trajeto forma- tivo. “Testemunhamos o aumento na de- manda, percebendo que os professores Fotos: Gelsoli

Fotos: Gelsoli Casagrande

Universo UPF

Universo UPF “Diante da mudança da postura discente, num contexto de inovações tecnológicas permanentes, o

“Diante da mudança da postura discente, num contexto de inovações tecnológicas permanentes, o professor também busca mecanismos e ferramentas para superar os desafios impostos. Ele está tentando buscar alternativas para melhor gerir a aula, para que o objetivo maior, que é a aprendizagem do aluno, se concretize.”

Setembro / 2015

a aprendizagem do aluno, se concretize.” Setembro / 2015 estão enxergando a formação continu- ada como

estão enxergando a formação continu- ada como um instrumento importante e fundamental para que a sala de aula seja um lugar de aprendizado para o aluno e de crescimento para o profes- sor”, pontua a vice-reitora.

Troca de conhecimento, crescimento da Instituição No SAP, os professores contam com

o apoio pedagógico para sua prática

docente. Segundo a coordenadora do Setor, professora Me. Rosane Rigo De Marco, para um processo de formação continuada, é preciso que se esteja em

permanente movimento, envolvendo-se em espaços de estudos e de reflexão so- bre o ensino e a gestão educacional, de modo a fortalecer a proposta pedagógi-

ca da Instituição. Com esse intuito, o Setor volta-se à

prática e não se limita a desenvolver um trabalho teórico. “Na medida em que estamos contribuindo para melhorar a prática docente, esse movimento desen- cadeia uma formação teórica mais quali- ficada. Não temos como separar a teoria

da prática, pois ambas agregam elemen-

tos de reflexão permanente para redi-

mensionar as ações em sala de aula”, pontua a professora Dra. Luciane Bor- dignon, que também integra a equipe.

Com essa troca constante, a Univer- sidade cresce e se qualifica. De acordo com a coordenadora do SAP, existe uma mudança de postura do professor uni- versitário, que tem buscado formação para além da sua área de atuação, como também na metodologia docente. Isso acontece, segundo a professora Rosane, pela mudança do comportamento dos alunos em sala de aula. “Diante da mu- dança da postura discente, num contexto de inovações tecnológicas permanentes, o professor também busca mecanismos e ferramentas para superar os desafios im- postos. Ele está tentando buscar alterna- tivas para melhor gerir a aula, para que o objetivo maior, que é a aprendizagem do aluno, se concretize”, reflete.

Trabalho conjunto Os cursos geralmente são minis- trados por professores da UPF. Essa parceria, segundo a professora Rosa- ne De Marco, “aumenta ainda mais a importância das ações realizadas pelo Setor, promovendo a socialização das experiências e o fortalecimento das práticas”, ressalta. O programa de formação está embasado na indisso- ciabilidade entre o ensino, a pesqui- sa e a extensão e contempla, ainda, o contexto de inovação tecnológica. A programação do ano de 2015 ini- ciou com a realização da aula magna, ministrada pelo professor António Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa, em um encontro que reuniu mais de 600 professores no Centro de Eventos da UPF e que foi organizado em conjunto com a Reitoria. Ao final deste ano, terão sido rea- lizados 13 workshops, três oficinas pedagógicas, dois diálogos pedagó- gicos, um curso de Libras, um curso de iniciação à Universidade, e um grande encontro de gestores, além de cursos desenvolvidos e direcionados a Unidades específicas e outros de te- máticas particulares, destacando-se, neste momento, o trabalho desenvol- vido junto aos cursos de Direito e de Informática. Para 2016, vários temas já foram escolhidos e devem, mais uma vez, enriquecer o trabalho de forma- ção continuada do corpo docente.

o trabalho de forma- ção continuada do corpo docente. 13 Fotos: Gelsoli Casagrande Oficinas "Emoções e

13

Fotos: Gelsoli Casagrande

Oficinas

"Emoções e

relações no

trabalho" (esq.)

e "Violência:

outros olhares"

(dir.)

14

14 Universo UPF institucional Setembro / 2015 Compromisso com a excelência acadêmica e o diálogo são

Universo UPF

institucional

Setembro/ 2015

Compromisso com a excelência acadêmica e o diálogo são metas da

NOVA DIRETORIA DA FUPF

Professora Maristela Capacchi assumiu, em julho, a presidência da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF). Mandato tem duração de dois anos

A nova diretoria da Funda-

ção Universidade de Passo

Fundo (FUPF), empossada

no dia 13 de julho de 2015,

pretende se aproximar cada vez mais das suas mantidas, por meio do diálo- go e da interação. A presidente eleita para os próximos dois anos (2015-2017) foi a professora Maristela Capacchi, que será, na gestão, acompanhada pelo primeiro vice-presidente, professor Ale- xandre Augusto Nienow; pelo segundo vice-presidente, professor Gerson Luís Trombeta; pelo secretário, professor Sérgio Machado Porto; e pelos demais membros conselheiros. A FUPF é mantenedora da Universi- dade de Passo Fundo (UPF), do Centro de Ensino Médio Integrado e do Centro de Línguas da FUPF - UPF Idiomas. É uma entidade administrativa e financei- ramente autônoma, de caráter privado, dotada de personalidade jurídica nos termos da lei e com duração indetermi- nada. A expectativa da diretoria é a de melhorar ainda mais o patamar da Fun- dação. Para isso, a gestão conta com o apoio dos colegas e com a proposição de alternativas que promovam e acrescen- tem melhorias contínuas às mantidas. Entre os principais compromissos que nortearão a conduta da nova gestão, está a garantia do diálogo permanen- te entre os professores e funcionários. “O escopo principal de todas as nossas mantidas é a educação em diferentes ní- veis, por isso, a integração entre elas é fundamental. Sempre que se unem for- ças em torno de um mesmo objetivo, o resultado final tende a ganhar em quali- dade. A FUPF tem trabalhado e continu- ará trabalhando para engrandecer essa

Desafios

interação e solidificar a integração dos interesses comuns, fortalecendo a exce- lência”, revela a presidente da FUPF. Outro comprometimento é com a ex- celência acadêmica e com a qualificação de temas específicos. “Já temos bons in- dicadores de qualidade e buscaremos, em conjunto com as mantidas, a me- lhoria e a qualificação desses índices. O exemplo disso tivemos há poucos dias, com a divulgação da excelente avalia- ção do nosso Integrado UPF no Enem. Outro objetivo que temos e que foi colo- cado em nossos compromissos é contar com comissões de trabalho para qualifi- car a análise sobre temas específicos”, destaca a professora Maristela.

Caráter comunitário Mesmo com problemas referentes aos repasses do Financiamento Estudantil (Fies) por parte do governo federal no primeiro semestre deste ano, a Funda- ção está comprometida com a garantia da permanência dos seus alunos em sala de aula. Esse esforço é considera- do um reflexo do caráter comunitário da Instituição. Essa dificuldade, entre outras razões, motivou a Instituição a

dificuldade, entre outras razões, motivou a Instituição a Professora Maristela Capacchi foi eleita presidente da

Professora Maristela Capacchi foi eleita presidente da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) para mandato 2015-2017

Os desafios para quem assume o Conselho Diretor são diários. De acordo com a nova presidente, é um trabalho que exige interação com temáticas diversificadas. Entre os temas prioritários, estão a promoção de captação de outras fontes de recursos, de modo propositivo e estratégico. Além disso, outro desafio é qualificar a estrutura multicampi, a fim de buscar a diversificação das atividades e a oferta de serviços, tendo em vista a inserção das mantidas na comunidade regional. Nesse contexto, conforme a presidente da FUPF, reforça- se a necessidade de promover a cultura de planejamento estratégico em toda a Instituição.

Fotos: Gelsoli Casagrande

em toda a Instituição. Fotos: Gelsoli Casagrande criar alternativas aos seus acadêmicos e, por isso, foi

criar alternativas aos seus acadêmicos e, por isso, foi criado o Programa de Apoio Estudantil (PAE-UPF), por meio do qual os estudantes podem cursar sua graduação pagando somente 50% do valor da mensalidade. Os 50% restan- tes serão restituídos à UPF, pelo aluno,

após a conclusão do curso, com um ano de carência. “Para garantir a permanên- cia dos alunos em seus cursos, foi criado

o PAE, que já tem a adesão de um gran-

de número de acadêmicos. Essas ações são, sim, voltadas à preocupação com a manutenção dos estudantes em sala de aula, preocupação que está imbricada em nossa cultura comunitária”, ressalta.

Conselheiros

da FUPF

Em busca do desenvolvimento A FUPF também busca oportunidades de desenvolvimento. “O crescimento

acontece a partir da abertura de portas nessa integração com a comunidade, por meio de nossos cursos da Universi- dade, de nossos polos tecnológicos, do conhecimento transmitido pela UPFTV

e pela Rádio UPF e por intermédio da

formação oferecida pelo Integrado UPF

e pela UPF Idiomas”, observa a profes- sora Maristela. Projetos de pesquisa e de extensão também são considerados impulsos para o crescimento. “Também podemos

citar os projetos de pesquisa, que ava- liam e buscam soluções para problemas enfrentados na região, e os projetos de extensão, que chegam até as comuni- dades e ajudam a resolver problemas locais, promovendo intervenções sobre

a realidade”, complementa a presidente da FUPF.

Setembro / 2015

Titular: Maristela Capacchi – Presidente Graduação: Ciências Contábeis, pela URI Mestrado: Contabilidade, pela Unisinos; e Contabilidade, balanço e controle financeiro das empresas, pela Università Di Pavia na Itália (1998), com estágio na Price Waterhouse Coopers (Milão)

Suplente: José Eurides Alves de Moraes Graduação: Engenharia Mecânica, pela UPF Especialização: Engenharia de Segurança do Trabalho, pela UFSCar

Titular: Alexandre Augusto Nienow - 1º Vice- Presidente Graduação: Engenharia Agronômica, pela UFPel Mestrado: Agronomia, pela UFRGS Doutorado: Agronomia, pela Unesp

Suplente: Vildomar Luiz Tartari Graduação: Matemática Licenciatura Plena, pela UPF Especialização: Matemática Aplicada, pela UPF Mestrado: Ensino de Ciências e Matemática, pela UPF (em andamento)

Titular: Gerson Luís Trombetta – 2º Vice- Presidente Graduação: Filosofia - Licenciatura Plena, pela UPF Mestrado: Filosofia, pela PUCRS Doutorado: Filosofia, pela PUCRS

Suplente: Luiz Fernando Kramer Pereira Neto Graduação: Ciências Jurídicas e Sociais, pela Unisinos Especialização: Direito Penal, pela Unisinos Mestrado: Ciências Criminais, pela PUCRS

Titular: Sérgio Machado Porto – Secretário Graduação: Zootecnia, pela UFSM Mestrado: Ciências Biológicas (Zoologia), pela Unesp

Suplente: Silvio Antonio Bedin Graduação: História, pela PUC Goiás Especialização: Ciências Políticas, pela Ulbra Mestrado: Educação, pela UFRGS Doutorado: Educação, pela UFRGS

Titular: Dirceu Lima dos Santos Graduação: Matemática, pela UPF Mestrado: Modelagem Matemática, pela Unijuí

Suplente: Elci Lotar Dickel Graduação: Medicina Veterinária, pela UFPel Mestrado: Medicina Veterinária, pela UFF Doutorado: Ciências Veterinárias, pela UFRGS

Titular: Evanisa Fatima Reginato Quevedo Melo Graduação: Engenharia Florestal, pela UFSM; e Agronomia, pela UFSM Mestrado: Ciências do Solo, pela UFPR Doutorado: Agronomia, pela UFSM

Universo UPF

pela UFPR Doutorado: Agronomia, pela UFSM Universo UPF Conselheiros e suplentes O Conselho Diretor da Fundação

Conselheiros e suplentes

O Conselho Diretor da Fundação UPF é formado por oito professores titulares e oito suplentes, além de dois represen- tantes da comunidade (titular e suplente) e do reitor da UPF, que é membro nato do Conselho, tendo como suplente o vice-reitor Administrativo. Cada conselheiro e suplente tem mandato de quatro anos e, a cada dois anos, há renovação parcial dos conselheiros. A eleição mais recente aconteceu no dia 27 de maio de 2015.

Suplente: Tarcísio Hartmann Graduação: Publicidade e Propaganda, pela UFSM Mestrado: Administração/Agronegócios, pela UFRGS

Titular: Olmiro Cristiano Lara Schaeffer Graduação: Publicidade e Propaganda, pela UPF Especialização: Publicidade e Cultura Contemporânea, pela UPF Mestrado: Educação, pela UPF

Suplente: Edmar Vianei Marques Daudt Graduação: Ciências Jurídicas e Sociais; Administração Pública; e Administração de Empresas, pela UFRGS Especialização: Direito Civil, pela UPF Mestrado: Direito, pela UFPR

Titular: Rubens Rodriguez Graduação: Medicina, pela Universidad Nacional de Asuncion Mestrado: Patologia (Anatomia Patológica), pela UFF Doutorado: Gastroenterologia e Hepatologia, pela UFRGS

Suplente: Gilnei Lopes Pimentel Graduação: Fisioterapia, pela UFSM Mestrado: Ciências do Movimento Humano, pela Udesc

Titular: Paulo Ricardo Cattaneo Prefeito de Soledade

Suplente: Getulio Cerioli Prefeito de Lagoa Vermelha

Titular: José Carlos Carles de Souza – Reitor (membro nato) Graduação: Direito, pela UPF Mestrado: Direito, pela UFPR

Suplente: Agenor Dias de Meira Junior Graduação: Engenharia Mecânica, pela UFSM; e Engenharia Civil, pela UPF Mestrado: Engenharia Mecânica, pela UFSC Doutorado: Engenharia Mecânica, pela UFRGS

15

* Todas as informações foram extraídas do Currículo Lattes dos Conselheiros da FUPF

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16 Universo UPF Setembro / 2015 ciênciaeinovação Jogo eletrônico auxilia na reabilitação de idosos Foto: Gelsoli

Universo UPF

Setembro/ 2015

ciênciaeinovação

Jogo eletrônico auxilia na reabilitação de idosos

Foto: Gelsoli Casagrande

na reabilitação de idosos Foto: Gelsoli Casagrande O jogo atende tanto a pacientes cadeirantes, com

O jogo atende tanto a pacientes cadeirantes, com comprometimento em hemisfério esquerdo ou direito, quanto quem tem maior grau de independência

Jogo sério

Por sua natureza, o Motion Rehab é considerado um jogo sério

voltado à saúde.

O termo sério é

utilizado quando um game possui como finalidade

a educação e o treinamento, além do entretenimento, incentivando a prática do exercício físico e cognitivo.

Game desenvolvido na UPF auxilia idosos em tratamento pós-acidente vascular encefálico e apresenta resultados significativos nos aspectos cognitivo e motor

P rática associada ao público jovem, o ato de interagir com um jogo eletrônico pode au- xiliar idosos com sequelas

de acidente vascular encefálico (AVE),

conhecido como derrame cerebral, a se tornarem mais independentes. A moti- vação de superar desafios, característica típica desse tipo de jogo, associada às possibilidades permitidas pelo sensor de movimentos, chamou a atenção da hoje mestre em Envelhecimento Huma-

no Magliani Fiorin, que viu nesses recur-

sos um meio para tornar o tratamento de

Fisioterapia mais dinâmico e atraente.

O trabalho de Magliani, que envolveu

a criação do jogo Motion Rehab e uma experiência de utilização, foi concluído no final de 2014.

Hoje, uma equipe interdisciplinar dedica-se ao aprimoramento do jogo. O

objetivo é facilitar o seu uso, envolven-

do cada vez mais o idoso na interação, e

oferecer uma versão 3D, utilizando equi- pamentos de realidade virtual. O grupo que trabalha nessa atividade é formado pelos professores Dra. Ana Carolina Ber- toletti De Marchi, Dra. Eliane Lucia Co- lussi e Dr. Rafael Rieder, pelos alunos de graduação Mateus Trombetta, Naiguel Cavassola, Manoela Brum e Giulia Mig- noni, e pelo mestrando em Computação Aplicada Fernando Winckler Simor.

O projeto é desenvolvido em parceria

entre os programas de pós-graduação em Envelhecimento Humano (PPGEH) e em Computação Aplicada (PPGCA) e os cursos Ciência da Computação, Aná- lise e Desenvolvimento de Sistemas e Design Gráfico.

Como é o tratamento? Na área da Fisioterapia, a recupe- ração tradicionalmente se baseia em

alongamentos, exercícios de fortaleci- mento muscular, equilíbrio, marcha, coordenação e correção de posturas inadequadas. Ao tratar pacientes, Magliani, que é especialista em Fi- sioterapia Neurofuncional, percebeu que essas pessoas frequentemente sentem-se desmotivadas, em função da rotina, por isso a ideia de propor algo novo.

O jogo simula um baile da terceira

idade e contempla exercícios de fle- xão e abdução de ombro, extensão de cotovelo, extensão e flexão de qua- dril e joelho, todos com três níveis

de dificuldade. O jogo atende tanto a pacientes cadeirantes, com compro- metimento em hemisfério esquerdo ou direito, quanto quem tem maior grau de independência. Os objetivos são fortalecer a musculatura, traba- lhar o equilíbrio, melhorar amplitude de movimento e controle motor dos membros superiores.

O Motion Rehab funciona em com-

putadores equipados com Kinect, um sensor de movimentos desenvolvido pela Microsoft e ligado ao videogame Xbox, que permite a interação com o jogo sem o uso das mãos no controle/ joystick, a partir da detecção de movi-

Interface já foi aprimorada

e deve ser

novamente

aperfeiçoada

para envolver cada vez mais

o idoso na

interação

mentos em 3D, captando toda a mo- vimentação realizada pelo corpo que estiver em frente ao aparelho.

Resultados

Após experiência com 12 pacientes do Centro Regional de Reabilitação Física do município de Giruá RS, constatou-se que o game pode ser utilizado de maneira segura e eficien- te. “Foram evidenciados resultados significativos nos aspectos cognitivo e motor, sendo o primeiro caracterizado pela atenção dividida e o segundo pela independência funcional”, concluiu Magliani em sua dissertação. Dessa for- ma, foi fortalecida a ideia da utilização de games em sessões de Fisioterapia como ferramenta motivadora, com condições de promover independência em pacientes com sequelas de AVE. Magliani percebeu que a interação com o jogo pode representar um momento de descontração e alegria. “Ao mesmo tempo em que os pacientes faziam os exercícios, ouviam música e se divertiam”, observou.

Prêmio e registro O trabalho “Motion Rehab: um jogo sério para idosos com sequelas de aci- dente vascular encefálico” recebeu o prêmio de Melhor Trabalho em Anda- mento do XIV Workshop de Informáti-

ca Médica do XXXIV Congresso da So- ciedade Brasileira de Computação em 2014. O game foi registrado no INPI sob o número BR 51 2014 001087- 2 e seu de- senvolvimento também contou com a colaboração dos professores Adriano Pasqualotti e Marcos Brusso.

Foto: Reprodução

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 17 universidade Acessibilidade, transparência ecompetência devem marcar nova gestão do

17

universidade

Acessibilidade, transparênciaecompetência

devem marcar nova gestão do DCE da UPF

ecompetência devem marcar nova gestão do DCE da UPF Presidente do DCE, Larissa Gehlen Pedro C
ecompetência devem marcar nova gestão do DCE da UPF Presidente do DCE, Larissa Gehlen Pedro C

Presidente do

DCE, Larissa

Gehlen Pedro

C om uma postura aberta ao diálogo e com planejamento efetivo na implementação de propostas de transformação,

assumiu, em junho, o grupo eleito para a gestão 2015/2017 do Diretório Central de Estudantes da Universidade de Pas- so Fundo (DCE/UPF). Escolhidos para representação estudantil em maio, a presidente Larissa Gehlen Pedro e seu grupo de trabalho buscam agora o for- talecimento da entidade e a realização de um trabalho em prol dos acadêmicos. Aluna do curso de Engenharia Civil, La- rissa definiu três pilares que pretende ter como base para o trabalho que será desenvolvido pelo Diretório: acessibi- lidade, transparência e competência. Com as propostas de campanha como diretrizes norteadoras para as ações a serem desenvolvidas ao longo dos pró- ximos dois anos, a gestão está estrutu- rada para que seja mantido um diálogo aberto e constante entre os pares que compõem o universo acadêmico. Conforme a presidente, para os pró- ximos dois anos de gestão, o foco é cumprir 100% das propostas que fo- ram construídas pela equipe e apre- sentadas durante o processo eleitoral. Algumas metas, segundo ela, serão prioridade e iniciam já neste semes- tre, e, outras, serão desenvolvidas ao longo da gestão. “De forma urgente,

representação

estudantil eleita para os próximos dois anos. Diálogo constante é uma das diretrizes que a presidente Larissa Gehlen Pedro tem como foco

Os

três

pilares

estruturam

a

proposta

de

trabalho

da

temos a obrigação de mudar a imagem do DCE, pois vemos que o aluno ain- da não se identifica com o Diretório e nossas ações serão focadas para que o estudante perceba que o DCE mudou, que está com uma estrutura diferente, que o modo de trabalho é outro. Va- mos tentar sanar os problemas que os estudantes vêm encontrando. A longo prazo, queremos cumprir aquilo que propomos”, salienta.

Academia x sociedade Com o propósito de incentivar a transformação social, a gestão do DCE propõe-se a mobilizar os acadêmicos, para que atuem como agentes transfor- madores. Para isso, serão criadas cam- panhas permanentes, relacionadas a todas as áreas que compreendem a so- ciedade. “Vemos a universidade como um espaço de debate e de formação, por isso, propomos criar discussões nas áreas de racismo, LGBT e violência contra a mulher, em campanhas com cunho humanitário, e ofereceremos espaços para debates sobre temas po- lêmicos e atuais, como a maioridade penal. Pretendemos, ainda, participar ativamente do Plano Municipal de Educação”, pontua Larissa.

Diálogo constante

Os espaços de discussão que são promo- vidos pela Reitoria da UPF são reconhecidos

pela gestão do DCE, que pretende aproveitar

a postura adotada pela gestão da Univer-

sidade e dar seguimento a esse diálogo aberto. Para Larissa, estar à frente do DCE é um desafio e, mais do que isso, representar os diferentes perfis que compreendem o universo acadêmico é uma grade responsa- bilidade. Algumas ações já tiveram início e uma delas compreende a padronização das car-

teiras estudantis para o modelo nacional da União Nacional dos Estudantes. Na opinião dela, serão dois anos com demandas que

irão obrigar o DCE a mudar sua postura “Nos- sa gestão se dará em um momento de crise

e teremos vários desafios pela frente, mas

nos preparamos para conseguir desenvolver

todas as nossas propostas e fazer com que

o ambiente dentro da UPF seja favorável a

todos, tanto para os acadêmicos quanto para os professores”, conclui a presidente do DCE.

Dentre as propostas de cunho social, está o projeto “Força Tarefa”, que bus- ca integrar as empresas juniores, os es- critórios-escola, as escolas-modelo e os projetos de extensão, além de voluntá- rios interessados em participar de ações que gerem resultados para a comunida- de. “Nossa intenção é ir na comunidade local e regional para desenvolver algum trabalho social envolvendo a área técni- ca de formação do estudante. Assim, de forma efetiva, poderemos mudar a reali- dade da cidade”, explica.

Movimento estudantil A simpatia de Larissa com o movi- mento estudantil iniciou quando a

acadêmica atuou junto ao colegiado da Engenharia Civil e, posteriormente, tra- balhou como voluntária em uma sema- na acadêmica e em outras atividades do Diretório Acadêmico da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (Dafear), para

o qual, mais tarde, no ano de 2014, seria eleita presidente. “O trabalho à frente do DA foi fundamental. Tivemos a sor- te de juntar uma equipe bem preparada que buscou alinhamento e trabalhou de forma exemplar. Essa experiência foi imprescindível”, afirma. Conforme ela, a gestão do Dafear, assim como será a do DCE, foi pautada com base nos princípios de acessibi- lidade, transparência e competência. “Todos os acadêmicos precisam sentir- -se bem dentro do DCE, devem encon- trar abertura para falar com qualquer representante da entidade. Também, temos que trabalhar de forma transpa- rente e os alunos precisam saber o que vem sendo realizado na UPF. E, por fim, a competência é fundamental, pois

é preciso fazer, mas fazer bem feito”, destaca. De acordo com Larissa, essa fórmula

já foi utilizada junto a outras entidades das quais fez parte, sempre com bons resultados. “Das 52 propostas do nosso material de campanha do Dafear, cum- primos 49, com essas três vias pautando

o trabalho. Não sabemos trabalhar de

outro jeito que não com acessibilidade, transparência e competência”, define.

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18 Universo UPF Setembro / 2015 curso de graduação JORNALISMO: convergência midiática e tecnologia orientam

Universo UPF

Setembro/ 2015

curso de graduação

JORNALISMO: convergência midiática e tecnologia orientam formação

Com novo currículo em vigor desde agosto, o curso, que completa 19 anos, busca a convergência entre as disciplinas teóricas e práticas

Foto: Fabiana Beltrami
Foto: Fabiana Beltrami

Coordenadora do curso de Jornalismo, professora Dra. Bibiana de Paula Friderichs

F ormar profissionais críticos, éticos, articulados e criativos para atuar nas diversas interfaces com as quais o jornalismo se relaciona e possibilitar

a formação de um profissional qualificado a

entender, interagir e transformar os diversos contextos nos quais a comunicação e os conceitos midiáticos estão inseridos. Essas são algumas das características que marcam o curso de Jornalismo da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo (FAC/UPF).

Com aulas minis-

tradas no Campus I

da UPF desde o ano

de 1996, o curso já formou mais de 700

profissionais aptos a atuarem no mercado de trabalho e que hoje fazem parte do cenário jornalístico, tanto em nível regional quanto em estadual e nacional. A formação privilegia

a capacitação para

o atendimento das exigências de percepção

da realidade social e cultural para o registro,

a recriação e a interpretação dos contextos da

sociabilidade por meio do texto, do som e da imagem, através da produção de impressos, peças radiofônicas e televisivas ou para a internet. Sob a coordenação da professora Dra. Bibiana de Paula Friderichs, o curso de Jornalismo

está com novo currículo, composto por uma grade curricular de nove semestres. As aulas

são ministradas nos turnos da manhã (para os ingressantes no vestibular de verão) ou noite

(se ingressarem no vestibular de inverno). No decorrer do curso, as aulas também acontecem aos sábados pela manhã em alguns semestres

e, eventualmente, no turno da tarde, em razão

de divisão de turmas. Um dos destaques do novo currículo está no estabelecimento de um conjunto de disciplinas

ligadas às novas tecnologias e às mídias digitais, permitindo que o acadêmico conheça as ferramentas disponíveis e seu significado para

a sociedade. Outra alteração importante está

na implementação do estágio obrigatório, que possibilitará a experimentação supervisionada e deve auxiliar na aproximação entre o mercado de trabalho e a academia.

O novo projeto reflete o amadurecimento do

curso, atendendo às mudanças tecnológicas

a demandas sociais. Para a coordenadora

do curso, professora Bibiana, o processo de

e

jornal, rádio, televisão e internet e também lhes permite ocupar posições de relevância na comunicação de empresas, instituições públicas e da sociedade civil. A carreira do profissional do Jornalismo, contudo, é marcada por constantes desafios,

relacionados aos índices vexatórios de leitura

do povo brasileiro, à competitividade antiética

e à preponderância na maioria dos meios de comunicação. Para a coordenadora substituta, professora Dra. Sonia Regina Schena Bertol,

substituta, professora Dra. Sonia Regina Schena Bertol, reformulação foi orientado pelo desejo de formar
substituta, professora Dra. Sonia Regina Schena Bertol, reformulação foi orientado pelo desejo de formar
substituta, professora Dra. Sonia Regina Schena Bertol, reformulação foi orientado pelo desejo de formar

reformulação foi orientado pelo desejo de formar profissionais que estejam em contato com a comunidadedaqualfazemparte.“Nesseprojeto,

existem algumas ferramentas que possibilitam aos profissionais buscar a gratificação. “Penso que talvez eles estejam numa busca constante

o fazer profissional passa a ser compreendido

de referências, que possam nos munir da

a partir do compromisso do jornalista com a

sociedade e com os acontecimentos atuais e/ou

bagagem necessária para atingirmos todos os públicos – não apenas os eruditos, mas também

históricos relevantes socialmente. Além disso,

os

populares, e lhes proporcionar uma visão

as ferramentas da narrativa jornalística são

de

mundo comprometida com valores éticos e

compreendidas sob a perspectiva da conexão e convergência. Por isso, as disciplinas, embora organizadas em uma grade curricular, têm um intenso diálogo, convergindo entre si por meio das ações de pesquisa e extensão”, comenta.

humanistas”, explica. Para que os profissionais estejam em constante atualização, a Universidade de Passo Fundo, por meio da Faculdade de Artes e Comunicação, oferece dois cursos

Mercado de trabalho A formação possibilita aos graduados o ingresso no mercado de trabalho nas áreas de

de especialização na área da comunicação,

a Especialização em Jornalismo em Mídias

Digitais, e a Especialização em Comunicação Organizacional.

e a Especialização em Comunicação Organizacional. Infraestrutura O curso de Jornalismo proporciona aos alunos,
e a Especialização em Comunicação Organizacional. Infraestrutura O curso de Jornalismo proporciona aos alunos,

Infraestrutura

O curso de Jornalismo proporciona aos alunos, desde o início da academia, o contato prático com a profissão, por meio dos laboratórios de TV e vídeo e de fotografia. As disciplinas práticas utilizam amplamente a estrutura laboratorial, a qual, no entanto, também pode ser utilizada em atividades extraclasse dos alunos, o que, inclusive, caracteriza um diferencial do curso. Além dos equipamentos específicos, os alunos também podem utilizar a infraestrutura da Universidade, tendo acesso a computadores, à internet e ao ambiente virtual de aprendizagem. Contam também com a Rede de Bibliotecas, que possui um acervo bibliográfico específico das áreas de Jornalismo, Comunicação e áreas correlatas. Uma das conquistas do curso, em termos de infraestrutura, é o Núcleo Experimental de Jornalismo (Nexjor), um espaço que propicia aos estagiários a vivência prática das atividades e onde são desenvolvidos produtos jornalísticos experimentais e institucionais, sob a supervisão de professores.

Nexjor é um espaço que propicia aos estagiários a vivência prática da profissão

Setembro / 2015

Universo UPF

Fotos: Gelsoli Casagrande

curso de graduação

Fisioterapia: atenção

e

cuidado na promoção

e

reabilitação da saúde

Com os

atendimentos,

os futuros

profissionais

se aproximam

das atividades

práticas

Há 17 anos formando profissionais, curso na UPF é destaque e possibilita várias formas de inserção no mercado de trabalho

E m seus 47 anos de história, a

Universidade de Passo Fundo

(UPF) formou milhares de pro-

fissionais nas mais diversas

áreas do conhecimento. Das graduações que integram a área da saúde, o curso de bacharelado em Fisioterapia se destaca por vários fatores, tais como a infraes- trutura, o corpo docente, e o expressivo índice de 829 fisioterapeutas formados em seus 17 anos de existência. Tendo como objetivo a formação de fisioterapeutas comprometidos com os princípios éticos, com senso crítico, e que sejam capazes de atuar na assis- tência individual e coletiva, na pre- venção e na reabilitação de alterações de saúde, a graduação está localizada junto às dependências da Faculda- de de Educação Física e Fisioterapia (Feff), Campus I. No curso, os acadê- micos têm a possibilidade de atuar na clínica escola e nos laboratórios modernos, por meio de aulas práticas, estágios supervisionados e ações de pesquisa e extensão universitária. Os espaços viabilizam a formação técnico-científica e possibilitam uma iniciação científica de qualidade. Se- gundo o coordenador, professor Me. Fabiano Chiesa, na clínica, referência na região, a maioria dos atendimentos

realizados são de pacientes oriundos do SUS. “Há mais de 20 mil metros quadrados, divididos entre a clínica e os laboratórios de especialidades, en- tre eles o de cardiopulmonar, o de bio- mecânica, o neurofuncional, o derma- tofuncional, o de uroginecologia, o de ortopedia e traumatologia e o de saúde do trabalhador”, conta.

Reconhecimento nacional motiva- do pelos diferenciais Com duração de dez semestres, sendo

o último destinado ao estágio supervi- sionado, e com aulas ministradas nos

turnos da manhã e da tarde, o curso pos- sui diferenciais, como as parcerias com empresas e órgãos públicos, que enfa- tizam a atividade prática e estimulam

a visão empreendedora do estudante,

preparando-o para o domínio de novas tecnologias e tendências. Além disso, a graduação é bem avaliada pelo Ministé- rio da Educação (MEC), conquistando, numa escala de 1 a 5, conceito 4. De acordo com Chiesa, a Fisioterapia da UPF é citada todo ano no Guia do Es- tudante, da editora Abril, com quatro es- trelas, e já foi referida, pelo ranking da Folha de São Paulo, como um dos três principais cursos da área do RS, princi- palmente devido a questões relaciona-

área do RS, princi- palmente devido a questões relaciona- 19 Foto: Gelsoli Casagrande das à pesquisa,

19

Foto: Gelsoli Casagrande

das à pesquisa, à internacionalização e ao mercado de trabalho. Com a proposta de oportunizar a con- tinuidade de formação aos alunos, a graduação ainda oferece cursos de pós- -graduação que atendem às demandas solicitadas e de mercado. Segundo o professor, inúmeros estudantes já cur- sam residência multiprofissional e o mestrado em Envelhecimento Humano.

Atuação em diversas esferas O mercado de trabalho da Fisioterapia

é amplo e nele o profissional tem a pos- sibilidade de exercer suas atividades de forma autônoma, em associações espor- tivas, clubes e academias, clínicas de ci- rurgia plástica e estética e em centros de atenção à saúde. Também pode atuar no atendimento hospitalar clínico e cirúrgi- co e nos serviços de urgência, emergên- cia e terapia intensiva. Várias são as áreas que englobam o exercício da profissão, tais como a Fi- sioterapia ortopédica, traumatológica

e desportiva; reumatológica; geriátri- ca e gerontológica; neurofuncional;

cardiopulmonar; na saúde do traba- lhador; hospitalar; dermatofuncional;

e uroginecológica e obstétrica, além

de pilates e outras. “Ao final do cur- so, os egressos da UPF são capazes de desenvolver ações de saúde no âmbito da promoção e da reabilitação indivi- dual e coletiva, bem como de intervir em problemas ou situações de saúde e doença, considerando o contexto so- cial e econômico da população, funda- mentado no perfil epidemiológico da região na qual trabalham. Eles ainda estão aptos a planejar e oferecer assis- tência humanizada, integrar equipes multiprofissionais e buscar e produzir conhecimento por meio de atividades investigativas, que lhes permitem in- vestir em sua permanente educação”, comenta o coordenador do curso.

permanente educação”, comenta o coordenador do curso. Coordenador, professor Me. Fabiano Chiesa comemora a boa

Coordenador, professor Me. Fabiano Chiesa comemora a boa avaliação do curso pelo MEC

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20 Universo UPF Setembro / 2015 Foto: Gelsoli Casagrande façopartedestahistória Dedicação e pensamento no FUTURO

Universo UPF

Setembro/ 2015

Foto: Gelsoli Casagrande

façopartedestahistória

Dedicação e pensamento no

FUTURO

Características guiam o trabalho do professor Dr. Elci Dickel há quase 30 anos na UPF

I ntegrante do corpo docente da

Universidade de Passo Fundo

desde 1986, o professor Dr. Elci

Dickel sempre foi um entusiasta

das boas iniciativas e da construção de estruturas e currículos que ofereçam qualificação à comunidade local e re- gional. Foi com esse pensamento que integrou as comissões de criação dos cursos de Medicina Veterinária e de En- genharia de Alimentos. Com 29 anos de casa, completados no mês de agosto, ele segue ministrando aulas, atenden- do a alunos, orientando mestrandos e doutorandos e acreditando que as ações feitas no presente contribuem para o futuro. O início de sua trajetória docente na UPF se deu em 1986, quando foi chama- do para ministrar disciplinas no curso de Agronomia, onde permaneceu por dois anos como professor convidado. Em 1988, Dickel prestou concurso, foi aprovado em 1º lugar e passou a ser professor efetivo da Universidade. Dois anos mais tarde, em 1990, preocupado em qualificar a formação dos acadêmi- cos, ele foi para o Rio de Janeiro, onde cursou seu Mestrado, na Universidade Federal Fluminense. Os primeiros projetos de pesquisa iniciaram dentro do Centro de Pesqui- sas em Alimentação da Universidade de Passo Fundo (Cepa/UPF) e foi tam- bém nessa época que se efetivaram as primeiras tratativas e articulações para a criação dos cursos de Medicina Vete- rinária e de Engenharia de Alimentos.

Para o professor, esse foi um período de intensa formação e busca de qua- lificação para consolidar os projetos realizados e transformar a Faculdade de Agronomia e Medicina Veteriná- ria (FAMV) em uma referência para

a região. “Depois do meu doutorado

em Ciências Veterinárias pela UFRGS, regressei para Passo Fundo já como professor do curso de Medicina Vete- rinária, do qual fui coordenador por quatro anos. Na mesma época, tam- bém foi criado o curso de Engenharia de Alimentos, em um tempo de muito trabalho, quando ministrei aula em três cursos de graduação”, lembra. Dickel recorda que, para buscar re- ferências, exemplos e conhecimento,

foram necessárias várias viagens a Por-

to Alegre, Santa Maria, Pelotas e Lajes.

Em universidades e instituições de ensi- no superior, ele conheceu, juntamente com uma equipe, diversos laboratórios

e tentou trazer para a UPF as experiên-

cias positivas das ações com as quais teve contato. “Quando da criação do curso de Medicina Veterinária, viaja- mos muito para conhecer a realidade da

região e das demais instituições, para que pudéssemos ter essa escola diferen- ciada que temos hoje. Sempre conver- sando e pontuando aquilo que seria me- lhor para que tivéssemos um curso forte

e que pudesse servir à comunidade. As-

sim, pensamos esta estrutura que temos hoje, visando possibilitar o aprendiza- do, por meio da pesquisa, do ensino e da inovação tecnológica”, ressalta.

Com quase 30 anos de UPF, Elci mantém-se motivado em sala de aula

Referência na região sul do país Segundo o professor, mais do que pensar em um curso de graduação, a equipe procurou elaborar um currículo voltado para atender às demandas da comunidade. Na opinião de Dickel, a Faculdade de Medicina Veterinária da UPF é, hoje, referência no cuidado com pequenos animais, com gado de leite e com hi- giene e inspeção de alimentos e segue ampliando horizontes. “Na atualidade,

temos muitos desafios, como a vinda para a região de outras instituições e a mudança de perfil dos estudantes, mas continuamos lutando pela qualidade do ensino, tendo um corpo docente enxu- to e formado por professores doutores extremamente qualificados e capacita- dos”, frisa, lembrando que um dos di- ferenciais do curso é que muitos alunos concluem os estudos, cursam mestrado

e doutorado e regressam para fazer par-

te do corpo docente. Dickel também participou do proces- so de construção e estruturação do Mes- trado em Bioexperimentação e há dois

anos faz parte do Conselho da Fundação Universidade de Passo Fundo. Como docente, tanto em sala de aula quanto nas atuações em instâncias administra- tivas, ele busca ser um transformador

e um alicerce para a Instituição. “Aqui

dentro, procuramos estar sempre in- teirados da realidade da Universidade, conhecer os desafios e buscar a reflexão para a solução dos problemas, como um suporte para a administração”, declara.

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 21 universidade ICB e ICEG celebram 45 ANOS de criação Unidades

21

universidade

ICB e ICEG celebram 45 ANOS de criação

Unidades acadêmicas tiveram, ao longo de quatro décadas e meia, importante papel na formação de profissionais de diversas áreas

O ano de 2015 marca di- ferentes celebrações na UPF. Os institutos de Ci- ências Biológicas (ICB)

e de Ciências Exatas e Geociências

(Iceg) completam 45 anos de funda- ção. Juntas, as duas unidades aca- dêmicas já formaram quase 6 mil profissionais, em diversas áreas do conhecimento, especialmente pro- fessores que ajudaram a difundir co- nhecimentos pela região e em todo o

Brasil. Congregam, ainda, 13 cursos de graduação (bacharelados, licen- ciaturas e tecnólogos), além de cur- sos de pós-graduação lato e stricto sensu. O reitor da UPF José Carlos Carles de Souza destaca a importância da dupla celebração. “Este é um momen-

destacando o papel fundamental das

duas unidades acadêmicas na forma- ção de professores de diversos níveis.

A professora Dra. Jurema Schons,

diretora do ICB, destaca que a unida- de tem como missão colaborar com a

produção e a difusão de conhecimen- to nas áreas de ciências biológicas e da saúde, oportunizando à comuni- dade regional a excelência do ensino integrada à pesquisa e à extensão comunitária. “O Instituto tem hon- rado o compromisso com a formação de pessoas que têm por missão atu- ar como agentes de transformação”, pontua. O ICB também já tem duas propostas de mestrado elaboradas, que serão enviadas para a Capes nes- te ano: em Ciências Ambientais e em Ciências da Saúde.

to

para resgatar, valorizar o passado

O

diretor do Iceg, professor Dr. Cris-

e

projetar o futuro. É uma história

tiano Cervi, destaca o comprometi-

que nos enche de orgulho”, salienta.

mento de todos os envolvidos ao lon-

A

vice-reitora de Graduação Rosani

go desses anos. “Há 45 anos, o Iceg

Sgari, compartilha da opinião. “É tempo de celebrar a vida que aqui se propaga, nasce e renasce todos os dias no pensamento dos alunos, professores e gestores. Reconhece- mos a qualidade e a competência do capital intelectual aqui constituído, e celebramos também as relações, os afetos e as amizades construídos no decorrer dessa caminhada”, pontua,

vem formando cidadãos com postura crítica, ética e humanista, honrando a missão de nossa Universidade. Es- ses 45 anos de história foram constru- ídos com a dedicação das pessoas que trabalharam com responsabilidade, ética, e comprometimento”, salien- ta. O Iceg também tem importante contribuição no campo da inovação tecnológica, por meio da articulação

Fotos: Gelsoli Casagrande

ICB e Iceg prepararam ampla programação comemorativa ao aniversário de 45 anos
ICB e Iceg
prepararam
ampla
programação
comemorativa
ao aniversário
de 45 anos

do Polo de Exportação de Software do Planalto Médio e do Parque Cien- tífico e Tecnológico UPF Planalto Médio. “As ações desses projetos es- tão promovendo o desenvolvimento sustentável, atraindo investimentos e mudando a matriz produtiva local, tornando Passo Fundo uma referên- cia estadual no âmbito de ciência e tecnologia”, ressalta Cervi.

Iceg

O Iceg foi implantado pela portaria 06/70, em 17 de dezembro de 1970, pelo então reitor Murilo Coutinho Annes. O corpo social do Instituto é composto atualmente por quase 1,1 mil alunos, 98 professores e 22 colabo- radores. Ao longo desses anos, a unidade já formou mais de 1,5 mil licencia- dos, bacharéis e tecnólogos nos nove cursos ofertados (licenciaturas em Matemática, Química, Física e Geografia; bacharelados em Química, Ciência da Computação e Engenharia de Computação; e tecnólogos em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e em Sistemas para Internet). Na pós-gradua- ção, o Iceg atua aprimorando talentos por meio de diversos cursos de espe - cialização e MBA, bem como em dois cursos de mestrado, o de Computação Aplicada e o de Ensino de Ciências e Matemática.

ICB

A criação do ICB data, igualmente, de 1970, formalizada por portaria também assinada pelo reitor Murilo Coutinho Annes. Seus primeiros cursos foram Ciên- cias 1º Grau e Habilitação em Biologia (Licenciatura Plena), na forma de comple- mentação dos estudos para o exercício do magistério. Ao longo das décadas, o Instituto ampliou o número de cursos de graduação oferecidos. Em 1977, iniciou o curso de Enfermagem, que, à época, era denominado Enfermagem e Obstetrí- cia; em 1980, passou a ser oferecido o curso de Ciências Biológicas Licenciatura Plena, que, posteriormente, foi dividido em Licenciatura e Bacharelado; o curso de Farmácia foi implantado em 1997; 2003 foi o primeiro ano em que o curso de Nutrição foi oferecido; e o curso superior de tecnologia em Estética e Cosmética passou a ser oferecido em 2009. Além desses, o ICB também oferta cursos de pós-graduação.

22

22 Universo UPF Setembro / 2015 reconhecimento Conheça a trajetória do Dr. Vinícius Rosa, egresso do

Universo UPF

Setembro/ 2015

reconhecimento

Conheça a trajetória do Dr. Vinícius Rosa, egresso do curso de Odontolo- gia da UPF, que atua como professor pesquisador em Cingapura, na Ásia

Q uando ingressou na Facul-

dade de Odontologia da

Universidade de Passo Fun-

do (FO/UPF), no ano 2000,

Vinícius Rosa ainda não imaginava que

iria consolidar sua carreira profissional longe da rotina dos consultórios, tam- pouco que iria fazê-lo muito longe de casa. A escolha pelo curso foi motivada pelo interesse nos trabalhos práticos que o irmão, então acadêmico do quin- to semestre de Odontologia, desenvol- via. Mas foi a iniciação científica que incentivou Rosa a dedicar-se à área da pesquisa. “Já no terceiro ano de faculdade eu percebia que não levava muito jeito para ‘ser dentista’ e então mergulhei de cabeça para construir um currículo que me tornasse competitivo para entrar em um curso de mestrado em uma renoma- da universidade, como a Universidade de São Paulo (USP)”, enfatiza. A estra- tégia deu certo: a realização do douto- rado, também pela USP, oportunizou ao pesquisador a vivência no exterior. “Durante o doutorado, morei nos Es- tados Unidos para desenvolver minha tese sobre regeneração pulpar com cé- lulas tronco e isso despertou meu inte- resse em sair do Brasil para trabalhar no exterior”, conta. Atualmente, Rosa atua como profes- sor pesquisador na Faculdade de Odon- tologia da Universidade Nacional de Cingapura (NUS), que se destaca como

a 22ª melhor universidade do mundo.

“Trabalho com desenvolvimento de filmes ultrafinos de carbono ou outros materiais bidimensionais avançados para aumentar a diferenciação de cé- lulas tronco em osteoblastos e neurô- nios”, explica. A oportunidade surgiu

de um interesse mútuo: dele, de seguir uma carreira exclusiva de pesquisador,

e da NUS, em contar com um professor

que pudesse desenvolver uma linha de

pesquisa na interface materiais/células

e tecidos. A escolha por aquela universida- de não foi feita ao acaso. “A NUS tem três mil alunos de doutorado pagos e publicou 8.200 artigos em peer review journals em 2014, é um ambiente mui- to positivo para o desenvolvimento de um pesquisador”, justifica. Cingapura

Um egresso do outro lado do

MUND

justifica. Cingapura Um egresso do outro lado do MUND tem 5,2 milhões de habitantes e duas

tem 5,2 milhões de habitantes e duas universidades entre as melhores do mundo (a Universidade Tecnológica de Nanyang - NTU - figura na 39ª posição). “É um país que respira pesquisa e de- senvolvimento e essas posições geram um ambiente propício para a ciência, para a descoberta e para a colabora- ção”, explica o pesquisador. Desenvolvendo seu trabalho entre a pesquisa e a docência, o professor não esquece o papel desempenhado pela Universidade de Passo Fundo na sua carreira e ressalta a importância da sua formação. “Foi na UPF que me formei cirurgião-dentista e essa é a pro- fissão que vou levar comigo. Mesmo trabalhando hoje como pesquisador de materiais avançados e células tronco, mantenho o foco no fato de que sou um pesquisador de odontologia e meu tra- balho tem que ser útil à minha profis- são”, ressalta. Além de ter concluído sua graduação na UPF, o pesquisador também esteve na Instituição como docente de gradu- ação e do curso de mestrado do Progra- ma de Pós-Graduação em Odontologia (PPGOdonto), experiência que ele des- taca como uma das mais marcantes en- tre as vividas na Universidade. “Como

aluno, participei do Diretório Acadêmi- co, do Diretório Central de Estudantes, fui membro da Câmara de Extensão e do Conselho Universitário. Procurei sempre me envolver no máximo de ati- vidades que a UPF oferecia. Mas sem dúvida o momento mais marcante foi voltar como docente, trabalhar com aqueles que foram meus professores e poder contribuir com o crescimento da Instituição”. Rosa esteve na UPF em junho deste ano, quando, a convite do PPGOdonto, ministrou uma palestra para estudan- tes de graduação, mestrandos e egres- sos. Aos acadêmicos que sonham em seguir sua trajetória profissional, atu- ando na área da pesquisa no exterior, ele ressalta que o caminho é possível, mas que é preciso estar preparado e sair da zona de conforto. “A compe- tição por vagas e recursos é ferrenha. Trabalhar no exterior como pesqui- sador é viável, mas exige dife- renciação e desconforto. Como tantos outros mercados, o mercado da pesquisa também está saturado e, por isso, é ne- cessário se reinventar para a realidade de pesquisa fora do Brasil”, finaliza.

Egresso da UPF, Dr. Vinícius Rosa atua como professor pesquisador em Cingapura.

de pesquisa fora do Brasil”, finaliza. Egresso da UPF, Dr. Vinícius Rosa atua como professor pesquisador

Setembro / 2015

Universo UPF

Setembro / 2015 Universo UPF 23 fiquepordentro Representação institucional Fortalecendo seu caráter comunitário, UPF

23

fiquepordentro

Representação institucional

Fortalecendo seu caráter comunitário, UPF representa Passo Fundo e região em ações que visam ao crescimento local e regional

Cumprindo agenda em Porto Alegre, o reitor da UPF José Carlos Carles de Souza buscou
Cumprindo agenda em Porto
Alegre, o reitor da UPF José
Carlos Carles de Souza buscou
o apoio do ministro-chefe da
Secretaria de Aviação Civil Eliseu
Padilha, para resolver proble-
mas referentes aos repasses do
Financiamento Estudantil (Fies)
do governo federal no primeiro
semestre deste ano. A vice-reitora
de Graduação, Rosani Sgari,
acompanhou essa agenda.
Em agosto, o reitor da UPF José
Carlos Carles de Souza esteve
reunido com o ministro da Ciên-
cia, Tecnologia e Inovação Aldo
Rebelo. O encontro aconteceu
durante o seminário “Os planos,
programas e projetos do Minis-
tério da Ciência, Tecnologia e
Inovação no Estado do Rio Gran-
de do Sul”, realizado na Câmara
Municipal de Vereadores, em
Porto Alegre.
A Universidade de Passo Fundo (UPF),
representada pelo reitor José Carlos Carles de
Souza, participou ativamente das tratativas,
encontros e reuniões para viabilizar melhorias
no aeroporto regional Lauro Kourtz. O local
conquistou a elevação para categoria 5 e
recebeu, em agosto, o primeiro voo do Airbus
A318. A aeronave, com capacidade para 120
passageiros, pertence à empresa Avianca. O rei-
tor esteve presente na solenidade que marcou
o voo inaugural, que contou com a presença
de lideranças políticas e da comunidade

Aditivo de convênio do módulo II do UPF Parque é assinado

O reitor da UPF José Carlos Carles de Souza e o

secretário estadual de Desenvolvimento Eco-

nômico, Ciência e Tecnologia Fábio Branco as-

sinaram um aditivo de convênio para o Módulo II do Parque Científico e Tecnológico UPF Planalto Médio (UPF Parque). De acordo com o documento, a parceria entre o governo do estado e a UPF é prorrogada por mais dois anos. O convênio inicial para a Incubadora e a Central de Equipamentos Multiuso (Cemulti), que compõem o Mó- dulo II, tinha duração de dois anos. Com esse aditivo, o prazo foi prorrogado, garantindo um período de qua- tro anos para o desenvolvimento das ações. Na mesma oportunidade, foram avaliadas possibilidades de datas para a inauguração oficial do Módulo II do UPF Parque, em uma solenidade que deverá contar com a presença do governador do estado José Ivo Sartori.

com a presença do governador do estado José Ivo Sartori.   UPF recebeu novos alunos com
com a presença do governador do estado José Ivo Sartori.   UPF recebeu novos alunos com
 
 

UPF recebeu novos alunos com programação especial

O ingresso no ensino superior traz uma série de expectativas. Sonhos, objeti- vos e a certeza de que serão

anos intensos e inesquecíveis fazem parte dos desejos dos acadêmicos que iniciaram as aulas na Universidade de Passo Fundo (UPF) no segun- do semestre de 2015. Para deixar esse momento ainda mais especial, a Universidade recebe os novos alunos em mais uma edição da Recep- ção Acalourada. A atividade contou com a participação da Reitoria e com a apre- sentação artística do grupo Dionisos. Para o reitor José Carlos Carles de Souza, esse é um dos contatos mais impor- tantes entre Universidade

e

aluno, e é por isso que a

Instituição valoriza tanto esse momento. “Cada início de semestre, a UPF recebe os novos acadêmicos, por intermédio da Reitoria, da Coordenação e da Direção dos cursos. O propósito

é

justamente dar a esses

estudantes as boas-vindas, mostrando-lhes tudo que irão encontrar no universo acadê- mico e oferecendo condições de serem ótimos cidadãos e profissionais”, declara. Também participaram da ação de boas-vindas o vice-reitor de Pesquisa e Pós- Graduação Leonardo José Gil Barcellos, a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Bernadete Maria Dalmolin, e o vice- reitor Administrativo Agenor Dias de Meira Junior.

Lançamentos da UPF Editora

Agenor Dias de Meira Junior. Lançamentos da UPF Editora Comunicação alternativa: mediação para uma inclusão

Comunicação

alternativa:

mediação para uma inclusão social a partir do Scala Org. Liliana Maria Passerino e Maria Rosangela Bez

do Scala Org. Liliana Maria Passerino e Maria Rosangela Bez Diagnóstico instrumental para o direcionamento do

Diagnóstico instrumental para o direcionamento do espaço rural de Passo Fundo 2012-2014 Benami Bacaltchuk, Ilvandro Barreto de Melo e Luiz Ataídes Jacobsen

Ilvandro Barreto de Melo e Luiz Ataídes Jacobsen Trabalho e renda: possibilidades de extensão universitária

Trabalho e renda:

possibilidades de extensão universitária Org. Bernadete Maria Dalmolin e Lísia Rodigheri Godinho

Todos com

e-book disponível

para download

gratuito

www.upf.br/editora

Bernadete Maria Dalmolin e Lísia Rodigheri Godinho Todos com e-book disponível para download gratuito www.upf.br/editora
24 Universo UPF Setembro / 2015

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Universo UPF
Universo UPF

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24 Universo UPF Setembro / 2015
24 Universo UPF Setembro / 2015