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‘Sumario CONCEITOS BASICOS Projeées Cartograficas. 44, Introdugso 12, ACarta Ideal 13. Classificagao das Projegdes Cartograficas .. 1.3.1. Quanta a0 Método 113.2. Quanto & Superficie de Projecdo., 133. Quanto ds Propriedades, 1.34, Quanto ao Tipo de Contato entre as Supericies de Projegao e Referéncia 12 1.3.5. Quanto & Localizagdo do Porto de Vista esnucwmsnnennmsnennannnsi : pint 1.36. Quanta & Posicao da Superficie de Projegao 13 Projecdo Universal Transversa de Mercator (UTM). 24, Introdugao 22. Caracteristicas Basicas da Projecio UTM 16 23, Vantagem da Projegdo Secante, 2.4, Importancia para a Engenharia 25. Convergéncia Meridiana 28, Distorgdo Angular 2.7. Azimutes Plano e Geodésico.. 28. Fatorde Escala 2.9. Legenda de uma Carta UTM. Legislagao Cartografica, 3A, Dirotrizos e Bases da Cartografia, 3.4.4. Normas Especicagées Técnicas 30 3.1.2. Padrao de Exatidao Cartografico (PEC) snemnnemursnsemarn . rns 3.1.3, Analise estalistica dos dados ¢ avaliagd0 do PEC. .u.rm rina’ 3.1.3.1. Método de avaliagdo do PEC através do desvio padrio da amosira, 32 3.1.3.2. Método de avaliagao do PEC através da porcentagem da amostra . pnd 3.1.3.3. Método de avaliagao do PEC através de testes de hipoteses snennemnsrnemnsrnane 3.2. Diretrizes e Bases da Cartografia, 3.2.1, Sistema Cartogrtico Nacional 32.2, Comissio Nacional de Cartagrafa - Concar 36 3.23. Infraestrutura Nacional de Dados Espacias (INDE). 37 3.2.3.1. Defiigdes e Componentes de uma INDE... : mninnnomninomenninnnn’ 3232. _Perfilde Metadados Geoespaciais do Brasil (PNGB). 39 324, Diretorio Brasiero de Dados Geoespacais. a 3.24.1. DBDG e 0s padrées de interoperabilidade de govero eletrénico rninnnnnennnimnnnnnnnn Representagao Computacional de Dados Geogrsficos. 4.1. Modelagem de Dados Geograticos. 4.1.1. Universo Conceitual 4.12, Universo de Representagao 4.13. Conversio Entre Estruturas de Dados 41.3.1. Velorzagao. Referéncias Bibliograficas, CONCEITOS BASICOS AA descrigdo da area através de mapas, cartas ou planta nasceu da necessidade do Homem conhecer € entender seu teritio para assim dominé-o e exploré-o, As civlizagdes mais remotas jé utlizavam os mapas como um meio de armazenar dados para veicularem informagdes sobre a superficie terrestre. ‘A evolugdo das tecnologias aéreas e espaciais permitiu 0 mapeamento de grandes areas com preciso. Paralelamente, as tecnologias computacionais também foram se desenvolvendo e se tomando cada vez mais acessiveis. Com isso a automagao de processos de mapeamento e de gerenciamento de banco de dados também teve importante papel na disseminagao da Cartogratia ‘A conjungao de todos esses condicionantes levou ao desenvolvimento das tecnologias de aquisigao, armazenamento e processamento de dados espaciais. As novas tendéncias nos processos de tomada de decisdo na economia e na administragao publica evidenciam e apresentam a necessidade de aplicagdes dentro da perspectiva da Cartogratia, A Cartografia Digital e os Sistemas de Informagao Geogrética (SIG) sd0 ferramentas que auxilam nas andlises dos dados espaciais, favorecendo os estudos de anélise complexa do espago geogréfico e suas relagdes CULTURA EM CARTOGRAFIA O interesse pela informagéo geografica vem sendo potencializado pela necessidade de espacializagdo dos dados espaciais. Conhecer onde esta? que mudou? Por onde ir? So algumas das perguntas que a cartografia digital, associada a um Sistema de Informagdo Geogréfica (SIG), tenta responder. Assim, conhecer as caracteristicas da cartografia, seus erros, suas aplicagées ¢ essencial para as instituigdes que desejam espacialzar os dados ullizados nas andlises de planejamento, execugdo e monitoramento, ‘A grande maioria dos brasileiros possui um conhecimento de Cartografia muito restrito devido ao nivel de imporlancia que é dado ao ensino de Cartografia nos bancos escolares. No ensino fundamento e médio, a Geogratia e a Cartogratia sao encaradas como disciplinas secundarias, No ensino superior, os cursos de Geografia, Engenharia Cartogréfica e Engenharia de Agrimensura s4o poucos e com baixa aceitacao pelos estudantes, Isto pode ser um fator que gera uma falta de cultura cartografica, com muitos érgaos publicos e de inicitiva privada desconhecendo as potencialidades do uso da Cartogratia No ambit governamental brasileito, a Cartografia teve seu desenvolvimento a partir da Segunda Guerra Mundial, com maior énfase aos interesses militares. Instituigdes como os atuais Instituto Cartografico da ‘Aeronautica (ICA), Diretoria de Servigo Geografico (DSG) ¢ Diretoria de Hidrografia e Navegagao (DHN) eram responsaveis pela Cartografia, mapeando o pais nas escalas 1:50,000 a 1:250,000. Hoje temos uma evolugdo nas ciéncias de aquisigao e processamento de dados espaciais. A geodésica espacial, através do Sistema Global de Posicionamento por Satélite (GNSS), os novos satélites de aquisigao de imagens com resolugao submétrica, a evolugdo da tecnologia da informagdo (TI) so algumas das areas da ciéncia que vem auxiiando a atualizagao cartografica, gerando produto cartografico em escala maiores. LimTAGGES Do MAPA CONVENCIONAL © mapa convencional, geralmente em papel, & um ambiente limitado, onde a representagao do mundo real é restringida pelos procedimentos de transportar os dados sobre a superficie fisica para o mapa. Para a descrigdo das feigdes cartograficas utlizam-se de tais recursos: = Simbolos especiais; = Tragos especiais; = Hachuras; = Separagdo em cores; = Estilos de textos. Ha uma grande variedade de simbolos e métodos de descrigdes das feigdes cartograficas. As atualizagdes da cartografia eram limitadas, principalmente, pelo alto custo dos servigos de produgdo de dados espaciais e também pelo meio de disseminagao da informago (meio analégico) que era empregado. O problema da limitagao dos dados analégicos ¢ potencializado quando se trabalha com uma base de dados de diferentes sistemas de projegdo. A necessidade de desenvolver a transformagao entre os sistemas & obrigatoria, tendo em vista os erros que poderdo acontecer se esse procedimento no for executado. Assim, a tecnologia da computagdo é uma aliada para a converséo, armazenamento e processamento dos dados, tornado-a indispensavel para projetos de engenharia, geologia, etc. Escala A escala & uma proporgao matematica, ou seja, uma relagao numérica entre o mapa ¢ a realidade que ele representa, O milimetro, 0 centimetro, o metro e 0 quiémetro sao medidas de distancia, Uma régua, por exemplo, & dividida em trés unidades: milimetros (mm), centimetros (cm) e decimetros (dm). Um milimetro corresponde, mais ou menos, & largura de um alfinete, um centimetro a 10 mm, um decimetro a 10 om, um metro a 10 dm ou 100 cm e, um quilémetro 100,000 cm ou 1000 m. Dominar essas nogées ¢ importante para se trabalhar com mapas, pois eles normalmente so feitos em centimetros ou milimetros, que na realidade mapeada corespondem a quilémetros ou metros, ‘A proporgéo entre a terra e seu mapa chama-se escala. A escala pode ser expressa de diferentes modos, pode também ser numérica e/ou grafica. Por exemplo, uma escala de 1/25.000 significa que 1 centimetro ou qualquer outra unidade de comprimento, no mapa, esté representado 25,000 vezes menor do que no terreno. Este numero pode parecer estranho, mas um metro tem 100 centimetros; assim, cada centimetro neste mapa representa exatamente 250 metros no terreno, ‘A escala pode ser numérica ou gréfica. Escala numérica - & representada por uma fragdo na qual numerador representa uma disténcia no mapa, € 0 denominador, a distancia correspondente no terreno. Assim, escala (E) é: E = d/ D, onde: d é a distancia entre dois pontos no mapa e D a distancia entre esses mesmos dois pontos no terreno, Em uma escala 1/100.000, por exemplo, qualquer medida linear no mapa (d) é, no terreno (D), 100.000 vezes maior. A escala numérica pode ser representada por qualquer uma das seguintes formas: 1:100.000 ou 411100,000. Escala grafica - & a que representa as disténcias no terreno sobre uma linha graduada. Normalmente, uma das porgdes da escala esté dividida em décimos, para que se possa medir as distancias com maior preciso E mais indicada para se visualizar a escala e para medir disténcias. Podemos tomar qualquer comprimento no mapa ¢ [é -lo na escala gréfica em quilémetros, metros, etc., Necessitando-se medir ao longo de uma estrada curva, usa-se um compasso ou instrumento chamado curvimetro ESCALA GRAFICA ES 2 oo 2 100 km: Precisao Grafica E a menor grandeza medida no terreno, capaz de ser representada em desenho por meio da escala mencionada. A experiéncia tem demonstrado que o menor comprimento grafico que se pode representar em um desenho é 0,2 mm, sendo portanto, este erro admissivel, Portanto, 0 erro pode ser determinado por: Erro admissivel no terreno = erro maximo desejavel no papel x denominador da escala Exemplo: Para um mapa na escala de 1:100.000, admitindo-se um erro no papel de 0,2 mm, temos: Erro admissivel no terreno = 0,2 mm x 100.000 = 20 m © erro tolerdvel, portanto, varia na razao direta do denominador da escala e inversa da escala, ou seja, quando menor fora escala, maior sera o erro admissivel Os elementos cujas dimensdes forem menores que os valores dos etros de toleréncia, nao serdo representados graficamente, Em muitos casos é necessério utlizar-se convengées cartogréficas, cujos simbolos iro ocupar no desenho, dimensées independentes da escala, AEscolha da Escala ‘Aeescolha da escala depende da menor feigdo no terreno que deseja -se representar. Portanto: Denominador da Escala = menor feigéo (m) / erro maximo desejavel no papel Exemplo: Considerando uma regiéo da superficie da Terra que se queita mapear e que possua mmuitas feiges de 10 m de extensdo, a menor escala que se deve adotar para que essas feigdes tenham representagao sera’ Denominador da Escala = 10 m / (0,2 mm) = 50.000 Qual a melhor escala ? Nao existe um melhor tipo de escala, A escolha da escala é determinada em fungao da finalidade do mapa e da conveniéncia da escala. Assim, pode-se dizer que o primeiro item determina a escala e 0 segundo, a construgao do mapa. E sempre bom lembrar que o tamanho da escala varia de acordo com a area a ser representada no mapa. Uma area pequena, como um bairro, por exemplo, exige uma escala grande, com denominador pequeno. Uma area grande, como o Brasil, por exemplo, exige uma escala pequena, com denominador grande. Quanto maior for a escala maiores sero os detalhes sobre o espago mapeado. Por exemplo, um mapa urbano possui muito mais detalhes do que um mapa politico do mundo. Cap. I Projecées Cartograficas Introdusio A confeogao de uma carta exige, antes de tudo, o estabelecimento de um método, segundo o qual, a cada ponto da superficie da Terra corresponda um ponto da carta e vice-versa. Diversos métodos podem ser empregados para se obter essa correspondéncia de pontos, constituindo os chamados “sistemas de projegses". A teoria das projegdes compreende 0 estudo dos diferentes sistemas em uso, incluindo a exposigdo das leis segundo as quais se obtém as interligagées dos pontos de uma superficie (Terra) com os da outra (carta), Sao estudados também os processos de construgao de cada tipo de projegao e sua selego, de acordo com a finalidade em vista 0 problema basico das projegdes cartograficas & a representagdo de uma superficie curva em um plano. Em termos praticos, o problema consiste em se representar a Terra em um plano. Plano P1 (X,Y) Elipsdide ga) Al) CARA) Pi (@ , A) (po (@2,A2)/ 1 P2 (Xa Yo) Figura 1 - Pontos correspondentes na superficie da Terra ena carta Conforme a Figura 2, a forma de nosso planeta é representada, para fins de mapeamento, por um elipsbide (ou por uma esfera, conforme seja a aplicagao desejada) que é considerada a superficie de referéncia a qual estéo relacionados todos os elementos que desejamos representar (elementos obtidos através de determinados tipos de levantamentos) Elipséide de Referén Figura 2 - Formas da terra para fins de mapeamento Podemos ainda dizer que nao existe nenhuma solugdo perfeita para o problema, e isto pode ser rapidamente compreendido se tentarmos fazer coincidir a casca de uma laranja com a superficie plana de uma mesa, Para aleangar um contato total entre as duas superficies, a casca de laranja teria que ser distorcida, Embora esta seja uma simplificagao grosseira do problema das projegdes cartogréficas, ela expressa claramente a impossibilidade de uma solugdo perfeita (projegdo livre de deformagées). Poderiamos entao, questionar a validade deste modelo de representagao j que seria possivel construir representacGes tridimensionais do elipsbide ou da esfera, como & 0 caso do globo escolar, ou ainda expressé-lo matematicamente, como faz os geodesistas. Em termos teéricos, esta argumentagdo € perfeitamente valida e o desejo de se obter uma representagao sobre uma superficie plana 6 de mera conveniéncia, Existem algumas razdes que justficam esta postura, ¢ a mais direta é: 0 mapa plano é mais facil de ser produzido e manuseado. Podemos dizer que todas as representagdes de superficies curvas em um plano envolvem: “extensées” ou “contragdes" que resultam em distorgdes ou "rasgos". Diferentes técnicas de representagao sao aplicadas no sentido de se alcangar resultados que possuam certas propriedades favordveis para um propésito especifico, 1.2. A Carta Ideal ‘A construgao de um sistema de projego sera escolhida de maneira que a carta venha a possuir propriedades que satisfagam as finalidades impostas pela sua utiizago, ideal seria construir uma carta que reunisse todas as propriedades, representando uma superficie rigorosamente semelhante & superficie da Terra. Esta carta deveria possuir as seguintes propriedades: ‘© Conformidad lanutengao da verdadeira forma das areas a serem representadas, ou seja, preserva 08 angulos; + Equivaléncia: Inalterabilidade das areas + Eqilidistancia: Constincia das relagdes entre as distancias dos pontos representados e as distancias dos seus correspondentes, = Azimutais: Manutengao dos azimutes. Essas propriedades seriam facilmente conseguidas se a superficie da terra fosse plana ou uma superficie desenvolvivel. Como tal no ocorre, tora-se impossivel a construgao da carta ideal, isto &, da carta que reunisse todas as condigdes desejadas. A solucao sera, portanto, construr uma carta que, sem possuir todas as condigées ideais, possua aquelas que satisfagam a determinado objetivo. Assim, € necessério, ao se fixar © sistema de projegao escolhido, considerar a finalidade da carta que se quer construir. Em Resumo: as representagdes cartograficas sao efetuadas, na sua maioria, sobre uma superficie plana (Plano de Representagao onde se desenha o mapa). O problema basico consiste em relacionar pontos da superticie terrestres ao plano de representagdo, Isto compreende as seguintes etapas: a, Adogéo de um modelo matematico da terra (Gedide) simpliicado, Em geral, esfera ou elipsbide de revolugao; b. Projetar todos os elementos da superficie terrestre sobre 0 modelo escolhido (tudo 0 que se vé num mapa corresponde a superficie terrestre projetada sobre o nivel do mar aproximadamente); c. Relacionar por processo projetive ou analitico pontos do modelo matematico com o plano de representagao escolhendo-se uma escala e sistema de coordenadas ‘Antes de entrarmos nas técnicas de representagao propriamente ditas, introduziremos alguns Sistemas de Coordenadas utilizados na representagdo cartografica 1.3. Classificagéo das Projegées Cartogréficas Existem diferentes projegdes cartograficas, uma vez que ha uma variedade de modos de projetar sobre um plano os objetos geograticos que caracterizam a superficie terrestre, Consequentemente, torna-se necessério classificé-las sob seus diversos aspectos, a fim de melhor estudé-las. 1.3.1, Quanto ac Método Quanto ao matodo, as projegdes cartograficas podem ser Geométricas e Analiticas, a) Geométricas - baseiam-se em princ/pios geométrics projetivos. Podem ser obtidos pela intersego, sobre a superticie de projegto, do feixe de retas que passa por pontos da superficie de referéncia partindo de um centro perspectivo (ponto de vista). Figura 3 - Projegéo Geométrica: definida por um ponto de vista e por Raios Visuais b) Analiticas - baseiam-se em formulagao matematica obtidas com 0 objetivo de se atender condigdes (caracteristicas) previamente estabelecidas (é o caso da maior parte das projegdes existentes). Figura 4 - Projego Analitica: baseada om formulago matematica 13.2. Quanto 4 Superficle de Projegio Quanto & superficie de projegdo, as projegdes cartograficas podem ser Planas, Cénicas, Cilindricas e Poli superfciais. Qualquer superficie que pode ser planificada é uma superficie de desenvolvimento a) Planas - Um plano é usado como superficie de projecao (ou superficie de desenvolvimento). Este tipo de superficie pode assumir trés posigées basicas em relagdo a superficie de referéncia: polar, equatorial e obliqua (ou horizontal) Figura 5 ~ Projegéo Plana b) Génicas - embora esta ndo seja uma superficie plana, j@ que a superficie de projegao é 0 cone, ela pode ser desenvolvida em um plano sem que haja distorgdes, e funciona como superficie auxiiar na obtengao de uma representagdo. A sua posigéo em relagdo a superficie de referéncia pode ser: normal, transversal ¢ obliqua (horizontal). Figura 6 ~ Projego Cénica ) Cilindricas - tal qual a superficie cénica, a superficie de projegao que utliza o clindro pode ser desenvolvida em um plano e suas possiveis posigdes em relagdo a superficie de referéncia podem ser: equatorial, transversal e obliqua (ou horizontal) 10 Figura 7 ~Projegao Cllindrica 4) Poli-Superficais - se caracterizam pelo emprego de mais do que uma superficie de projegao (do mesmo tipo) para aumentar o contato com a superficie de referéncia e, portanto, diminuir as deformagées (plano- poliédrica; cone-policénica; cilindro-policlindrica), Figura 8 ~ Projegio Policénica 1.3.3. Quanto as Propriedades Na impossibilidade de se desenvolver uma superficie esférica ou lipsbidica sobre um plano sem deformagées, na pratica, buscam-se projegées tais que permitam diminuir ou eliminar parte das deformagdes, conforme a aplicagao desejada, Assim, destacam-se: a) Equi especial, sto &, os comprimentos sao representados em escala uniforme. intes - As que no apresentam deformagées lineares para algumas linhas em b) Conformes - Representam sem deformagao, todos os angulos em tomo de quaisquer pontos, ¢ decorrentes dessa propriedade, nao deformam pequenas regides. MW ¢) Equivalentes - Tém a propriedade de nao alterarem as areas, conservando assim, uma relagdo constante com as suas correspondentes na superficie da Terra. Seja qual for a porgdo representada num mapa, ela conserva a mesma relagao com a area de todo o mapa, 4) Afilaticas - Nao possui nenhuma das propriedades anteriores, ou seja, sdo projegdes em que as reas, os angulos e os comprimentos nao so conservados \Vale ressaltar que as propriedades acima descritas so basicas e mutuamente exclusivas. Elas ressaltam mais uma vez que nao existe uma representagdo ideal, mas apenas a melhor representagao para um determinado propésito 134. Quanto a0 Tipo de Contato entre as Superficies de Projecao e Referéncia 2a) Tangentes - a superficie de projegdo é tangente a de referéncia (plano- um ponto; cone e cilindro- uma linha): Figura 9 ~ Projeges Tangentes b) Secantes - a superficie de projego secciona a superficie de referéncia (plano - uma linha; cone- duas linhas desiguais; cilindro- duas linhas iguais). Figura 10 - Projecées Secantes 12 Atraves da composigéo das diferentes caracteristicas apresentadas nesta classificagio das projegdes cartograficas, podemos especiicar representagdes cartogréficas cujas propriedades atendam as nossas necessidades em cada caso especifico. 1.3.5. Quanto & Localizacéo do Ponto de Vista Numa projec&o cartografica o ponto de vista encontra-se numa determinada posicao, caracterizando-a como: a) Gnémica ou Central — O ponto de vista situado no centro do elipséide. b) Estereogratica — ponto de vista situado na extremidade diametralmente oposta & superficie de projegao, €) Ortografica — ponto de vista situado no infnito. Figura 11 - Projegdes com pontos de vista em diferentes posigdes. 1.3.6. Quanto a Posicho da Superficte de Projecso ‘A posigao da superficie de projegdo com relagdo a superficie de referéncia determina as caracteristicas da projegdo cartografica. Dessa forma, a projegdes podem ser classificadas como: a) Equatorial - 0 centro da superficie de projegdo situa-se no equador. Figura 12 - Projegao Equatorial b) Polar — 0 centro do plano de projecao & o palo. Figura 13 - Projecao Polar ¢) Transversal - O eixo da superficie de projego encontra-se perpendicular em relagdo ao eixo de rotagao da terra; Figura 14 -Projegdo Transversal 4) Obliqua - Quando esta em qualquer outra posigao, 14 Cap. II Projecao Universal Transversa de Mercator (UT) Introdugio A Projego UTM (Universal Transversa de Mercator) & a mais utiizada nos mapeamentos, trabalhos cientiicos e também no planejamento, projeto basico e projeto executive de um empreendimento de Engenharia, A falta de famiiaridade dos engenheiros com essa projegao tém prejudicado o andamento de muitos projetos. A Projegao Cilindrca Transversa de Mercator fol desenvolvida durante a 2° Guerra Mundial e é aplicada no sistema UTM, utiizado na produgdo das cartas topograficas do Sistema Cartogrético Nacional 2.2. Caracteristicas Basicas da Projecio UIM 16 ‘Além de cilindrica e transversa, a projecao UTM também é secante e conforme, © mundo é dividido em 60 fusos, onde cada um se estende por 6° de longitude. Os fusos s4o numerados de um a sessenta comegando no fuso 180° a 174° W Gr., continuando para este. UTM Zone Numbers gq HMMS NW OME 8 AH LAS TTI BN UMS OU NS SLT x lal Cc a = N o 3 oO 9 o 2. a ary ao Tr wo Universal Transverse Mercator (UTM) System Pott osn2 O74 Figura 16 - Fusos da Projegao UTM O sistema prevé a adogao de 60 cilindros de eixo transverso, obtidos através da rotagdo do mesmo no plano do equador, de maneira que cada um cubra a longitude de 6° (amplitude do fuso), a partir do anti-meridiano (- 180°) de Greenwich. 7 Figura 17 - Rotagées do Cilindro © quadriculado UTM esta associado ao sistema de coordenadas plano-retangulares, tal que um dos eixos que determina a origem do sistema coincide com a projegdo do Meridiano Central do fuso (eixo N apontando pata Norte) 0 outro eixo, com 0 do Equador. Assim, cada ponto do elipséide de referéncia (descrito por lalitude, longitude) estaré biunivocamente associado ao Meridiano Central (MC), coordenada E (Este) e coordenada N (Norte), definidos como: Meridiano Central: Meridiano correspondente a metade do fuso UTM Este: Distancia do ponto ao Meridiano Central Norte: Distancia do ponto a linha do Equador projetada na nova figura ‘A cada fuso é associado um sistema cartesiano métrico de referéncia, atribuindo a origem do sistema (intersegao da linha do Equador com 0 meridiano central) as coordenadas 500.000 m, para contagem de coordenadas ao longo do Equador, e 10.000.000 m ou 0 (zero) m, para contagem de coordenadas ao longo do meridiano central, para os hemistério sul e norte respectivamente. Isto elimina a possibilidade de ocorréncia de valores negatives de coordenadas, conforme pode ser visto na figura 18. 18 —— crip ut Meridianos e peleielos I—— neriaianos de secancia Obs: croqui sem escala Figura 18 — Sistema de Coordenadas Planas (UTM) O MC e 0 equador sdo representados por retas (quadriculado plano-retangular) © os demais meridianos por linhas céncavas. Os meridianos e paralelos interceptam-se em &ngulos retos na projegao. Cada fuso deve ser prolongado alé 30° sobre os fusos adjacentes criando-se assim uma area de superposigao de 1° de largura. Esta area de superposigdo serve para faciltaro trabalho de campo em certas alividades. Vale ressaltara que o sistema UTM é usado entre as latitudes 84° N e 80" S, pois a partir dessas latitudes ha uma sobreposigao de fusos, como pode ser visto nas figuras 19 e 20. Nessas areas onde ha sobreposigéo, a projegdo adotada mundialmente é a Estereografica Polar Universal. sobreposicio de fusos nos pélos Figura 19 - Sobreposicdo de fusos nos pélos 19 Figura 20 Representagio do pélo norte na projegdo UTM 2.3, Vamtagem da Projecio Secante ‘Avaliando-se a deformagao de escala em um fuso UTM (tangente), pode-se verificar que o fator de escala & igual a 1(um) no meridiano central ¢ aproximadamente igual a 1.0015 (1/666) nos extremos do fuso. Desta forma, aribuindo-se a um fator de escala k = 0,9996 ao meridiano central do sistema UTM (o que faz com que © cilindro tangente se tome secante), torna-se possivel assegurar um padrdo mais favoravel de deformacao em escala ao longo do fuso, O erro de escala fica imitado a 1/2.500 no meridiano central, e a 1/1030 nos extremos do fuso. Desta forma, conforme pode ser visto na figura 21, utilizando-se um cilindro tangente, o fator de escala k aumenta na medida em que se afasta do ponto de tangéncia, enquanto que o ciindro secant, o valores de k so maiores e menores que 1, ou seja, tem margem de aumento menor, Citinaro ket ket 7 a Tangente a i Citindro Ket et Tangente kot lips 7 Figura 21 - Mesmo arco do elipsdide projetado no cilindro tangente @ secante. 2.4, Importinela para a Engenharia 20 Em projetos de Engenharia é fundamental que se adote um sistema de coordenadas ortogonal. Neste caso, a projecéo UTM é a mais adequada, pois permite abranger uma drea extensa em um sistema ortogonal com significative controle de distorgées. Vale lembrar que a projegao UTM é a mais utiizada nos mapeamentos e trabalhos cientiicos e também no planejamento, projeto basico e projeto executivo de um empreendimento de Engenharia, Figura 22 Importancia do Sistema de Coordenadas Ortogonais na Engenharia A projegao UTM & mais indicada para regides de predominancia na extenséo Norte-Sul, pois a escala aumenta com a distancia em relago ao meridiano central. Entretanto, mesmo na representagao de areas de grande longitude, podera ser utiizada. & a mais indicada para o mapeamento topogratico de grande escala, 2.5. Convergéneia Meridiana Os Angulos medidos no Elipstide estdo referidos ao Norte Geogréfico (NG) ou Norte Verdadeiro (NV), cuja representagao na projegéo UTM, € dada por uma linha curva, céncava em relagao ao MC. As quadriculas UTM formam um sistema de coordenadas retangulares, com diregdo Y (NQ) - Dirego Norte - Sul, Dessa forma, as duas linhas foram, portanto, um angulo variével para cada ponto, denominado Convergéncia Meridiana (y) Como pode ser visto na figura 23, no hemisfério sul a Convergéncia Meridiana (y) é positiva para pontos situados a Oeste do MC e negativa para pontos situados a Este do MC. 21 Na, WW N_ Nv, NO s Fonts Foner. 107 Figura 23 — Representagao da Convergéncia Meridiana (y) nos Quadrantes UTM Abaixo segue a equagao utiizada para o célculo aproximado da Convergéncia Meridiana (y), Onde: +y = Convergéncia Meridiana; Ad.= Diferenga de longitude entre o ponto dado e a longitude do MC; = Latitude do ponto dado, Para exempliicar, calcule a Convergéncia Meridiana (;) para a latitude e longitude geodésicas, da Estagao Meteorolégica da UFJF ~ MG: 4 = -43°21'51,371" = -21°46"12,232" Calculo aproximado: Para 2. = -43°21°51,371", o Meridiano Central (MC) = - 45°00'00" ‘Ad = -43°21'51,371"— (-45°00'00") = 1°38'08,629" 4, = 1°38'08 629" * sen (- 21°46'12,232") ‘A= - 0°36'23,899" 2 2.6. Distorco Angular ‘A Distorgao Angular coresponde a diferenga entre o Angulo projetado e o Angulo geodésico, A figura 24 apresenta 0 célculo da distorgao angular do ponto 2 para os pontos 1 ¢ 3. ‘Transformadas entre o plano UTM e 0 elipséide. a =B+Wa-Wos B=atw.-Wa, Forte: Feria, 1097 Figura 24 Distorgo Angular entre dots alinhamentos. 2.7, Azimutes Plano e Geodésico Para entender 0 conceito de azimute, € necessario compreender antes que significa Norte Magnético & Norte Verdadeiro e Norte de Quadricula, © planeta Terra pode ser considerado um gigantesco ima, devido a circulagao da corrente elétrica em seu nicleo formado de ferro e niquel em estado liquido. Estas correntes criam um campo magnético, como pode ser visto na figura 25. Este campo magnético ao redor da Terra tem a forma aproximada do campo Magnético a0 redor de um ima de barra simples figura 25). Tal campo exerce uma forga de atrago sobre a agulha da bissola, fazendo com que mesma entre em movimento e se estabilize quando sua ponta imantada estiver apontando para o Norte magnético, Pélo geomagnético Palo gengnitico Equador geogrifico-— Equador magnético Figura 25 - Campo magnético ao redor da Terra A Terra, na sua rotagao diaria, gira em torno de um eixo. Os pontos de encontro deste eixo com a superficie terrestre determinam-se de Pélo Norte e Pélo Sul Verdadeiros ou Geograficos (figura 26). O eixo magnético nao coincide com o eixo geografico. Esta diferenga entre a indicagao do Pélo Norte magnético (dada pela biissola) e a posigéo do Polo Norte geagréfico denomina-se de declinagao magnéttica, © Azimute de uma diregao & o Angulo formado entre a meridiana de origem que contém os Pélos, magnéticos ‘ou geograticos, ¢ a diregdo considerada. E medido a partir do Norte, no sentido horério e varia de O° a 360° (figura 26) £Q re PL fae 20018 pee 10019) w face nora E j= 21015) 2 xo BS 20 's Figura 26 - Representagao do Azimute 24 0 grid UTM nao é alinhado de forma exata aos meridianos e paralelos, Para perceber isto, é sé ver como nao corre paralelo as laterais do mapa. Desta forma, o Norte de Quadricula é definido pelo norte da carta, ou seja, pela diregdo norte do quadriculado de coordenadas planas do mapa, a7] | Figura 27 - Norte Magnético, Geogréfico e de Quadricula De acordo com a figura 28, a convergéncia meridiana indica 0 quanto 0 Norte de Quadricula esté deslocado para leste ou oeste do norte verdadeiro (ou geogrético). Assim, pode-se definir Convergéncia Meridiana como 0 Angulo formado entre o Norte Verdadeiro e o Norte de Quadricula. A Convergéncia Meridiana varia com as coordenadas e seu valor é nulo no meridiano central do fuso, Figura 28 - Convergéncia Meridiana nos 4 Quadrantes ‘A figura 29 apresenta a relagdo entre os azimutes plano e verdadeiro, considerando, além da Convergéncia Meridiana, a Distorgéo Angular. 25 JAzP = AzG - y+ Wx Equador |AzP = AzG + y- ‘Px: XQ yy Figura 29 - Relago Azimutes Plano e Verdadeiro 2.8. Fator de Escala Para a redugéo da superficie de referéncia a superficie plana, utiiza-se um Fator de Escala (K). A distancia plana é obtida mutipicando-se distancia geodesica (sobre o elipsbide de referéncia) pelo fator de escala K, como apresentado na equagaof a seguir. Onde: Distancia UTM = Distancia plana, medida diretamente no mapa. Distancia Elip = Distancia real, considerando a curvatura da terra, K = Fator de Escala 26 Para o célculo do Fator de Escala no MC (Ks) uiliza-se a seguinte equacao Dessa forma, 0 erro de escala fica limitado, dentro de cada fuso, a: 1/2.500. 0 fator de escala & pontual e varia em fungao da localzagdo do ponto na superticie plana. O Fator de Escala ‘em um determinado ponto pod r calculado atraves da seguinte equagdo: Ko = 0,9996 (fator de escala no MC) Onde: K = fator de escala E’ = ordenada entre o MC e 0 ponto considerado Rm = Raio médio de curvatura Vale ressaltar que nas linhas de secdncia a deformagao é nula (K = 4), entre as linhas de secdncia ha redugdo (K < 1) ¢ na rea exterior as linhas de secéncia hé ampliagdo (K >1 ), conforme apresentado na figura 30. Figura 30 - VariagSes no Fator de Escala (K) 27 Segundo Silva et. al. (1977), para aplcar o fator de escala para a correcao da distancia entre dois pontos, pode-se: Usar o valor do fator de escala médio, se a distancia for pequena; Usar uma média ponderada entre os pontos extremos e 0 ponto médio, se a distancia for grande. Para exemplificar, calcule 0 fator de escala para um ponto de ordenada E = 320,000 m sobre um elipsbide 320.000 — 500.000 = - 180.000 m para o qual o Rm = 6.356.778 m. Ko = 0,9996 E Rm = 6.356.778 m K=1,0000 2.9. Legenda de uma Carta UTM Numa carta em que se utliza a projegao UTM, algumas informagdes sdo imprescindiveis para que 0 usuario possa fazer a leitura correta dos dados representados. Denominadas de informagdes marginais, o nome da projego, o datum horizontal e vertical, a origem das coordenadas, o meridiano central, a convergéncia meridiana e 0 fator de escala no meridiano central completam a carta. A figura 31 apresenta um esboco de uma carta UTM e em seguida sao apresentadas as informagdes que devem fazer parte da carta, 28 “GRID” ORTOGONAL \ > Figura 31 - Carta na Projecao UTM Projegao Universal Transversa de Mercator Datum vertical: Imbituba-SC Datum horizontal: SAD-69 Origem das coordenadas do UTM: equadar e MC do fuso Meridiano Central: 45°, Convergéncia meridiana do centro da folha: 53 ' 60" Fator escala: 0,9996 29 Cap. III Legislacao Cartografica Diretrizes e Bases da Cartografia © avango das diretrizes ¢ bases da Cartografia Nacional teve inicio com 0 Decreto-Lei N° 243, de 28 de fevereiro de 1967. O Decreto fixa as caracteristicas no que tange a finaidade, o sistema cartografico nacional instituigdes responséveis de coordenar a execugao da politica cartografica, da representagao do espago territorial, da cartografia sistematica, entre outras que definem as normas e especificagdes técnicas da cartografia brasileira 3.1.1. Normas e Especificagées Técnicas As Instrugdes Reguladoras das Normas Técnicas da Cartografia Nacional sao fixadas pelo Decreto n° 89,817 de 20 de junho de 1984, que atende aos termos da regulagdo estabelecida pelo Decreto-Lei n® 2431/1967. As Instrugdes vigentes preservam a competéncia de cada entidade citada no Decreto-Lei n° 243/1967 de estabelecer normas, contudo definem preceitos gerais que deverdo ser observados por essas entidades, conferindo Comissao Nacional de Cartografia (CONCAR) a competéncia de homologa-las e reuni-las na Coletanea Brasileira de Normas Cartogréficas, bem como estabelecer normas de carater geral, néo atribuidas especificamente a cada uma daquelas entidades. Para os _levantamentos geodésicos, encontra-sehomologada, como Norma Técnica da Cartograia Terrestre Nacional, as Especificagdes e Normas Gerais para Levantamentos 30 Geodesicos, estabelecidas pela Fundagao Instituto Brasileiro de Geografia ¢ Estatistica - (IBGE), por meio da Resolugdo PR n° 22 de 21 de julho de 1983, e retficagtes posteriores relativas aos parémetros para a transformagao de coordenadas entre Sistemas Geodésicos e as normas preliminares para o posicionamento como a utlizagao do Sistema de Posicionamento Global - (GPS) Os estudos das normas toram-se de fundamental importancia, tendo em vista que os processos de aquisigéo, processamento e homologagdo das informagSes espaciais segue padrées pré-estabelecidos Percebe-se que na pratica da produgéo da cartografia, a aplicagao das normas cartograficas por parte dos profissionais que trabalham com aquisigao de dados © confecgdo de mapeamentos néo sao aplicadas corretamente, A evidéncia dessa afirmativa pode ser vista nos trabalhos de produgao de dados cartogréficos, onde na maioria das vezes, ndo s4o apresentados os padres de exalidéo cartograficos (PEC) do produto final. 3.1.2, Padréo de Exatidio Cartografico (PEC) Segundo Aronoff (1981) 0 objetivo de qualquer levantamento geografico e lidar com o erro inerente ao processo, seja ele aquisigao de novas informagdes ou simplesmente sua converséo, onde o erro nao devera ser eliminado e sim gerenciado elou minimizado, O erro, neste contexto, pode ser definido como alguma discrepancia entre as situagdes descritas na imagem (mapa) e a realidade (VIEIRA et al., 2006). ‘As medidas planimétricas extraidas de uma carla impressa em papel esto sujeitas a dois tipos de imprecisées bem caracterizadas. O Etro Gréfico ou Precisto Grafica geralmente aceltos como sendo 0,2 mm, correspondente ao limite da acuidade visual humana eo Padrao de Exatidao Cartogréfica (PEC) ~ que é 0 indicador de dispersto relativo a 90% de probabilidade que define a exatidéo de trabalhos cartogréticos. O artigo 9°, Capitulo II, do Decreto 89.817/1984 descreve a classificagao das cartas quanto a sua exatidao (Brasil, 1984), A Tabela 1 ilustra os valores do PEC e do Erro Padrao (EP) planimétrico e altimétrico segundo anorma Tabela 1: Valores do PEC o do EP de acordo com o Decroto-Loi no, 89,847 / 1984, Planimetria Altimetria Classe | pec F PEC | WS. escala_| 03m, eseals_| Tia equcatinsa | da equating [0.8mm escala_[ 0.5mm. escala_| 6 da equcstinca | 216 0a eqiistanca C—[10mm: escala“[_0.6 mm escala | da equcstinca | 112d eqiislanca ‘Att. 10 do decreto 89.817 / 1984 estabelece que *E obrigatéria a indicagao da classe no rodapé da folha, ficando 0 produtor responsave! pela fidelidade da classificagdo". Todas as cartas topogréficas do mapeamento sistematico brasileiro executadas pelo método aerofotogramétrico sao classificadas no padrao 31 “Classe A’, Assim, qualquer coordenada obtida as cartas estard sujeita a uma composigdo de incertezas de 0.2 mm na sua identiicagéo e 0.5 mm na sua posigéo geogréfica. Ou seja, em uma carta topografica de escala 1: 200,000 as incertezas seriam 40m ¢ 100m respectivamente. J na cartografia digital (CD) os projetos devem permitir a incorporagdo de dados geograficos provenientes de diferentes fontes, Assim, em um mesmo projeto haverd informagao de posigao geogréficas com deferentes graus de preciso elou confiablidade. Em CD o Erro Gratico no existe, porem surgi o termo chamado de resolugao. Os trabalhos digitaizados a partir de cartas topograficas impressas poderdo manter 0 PEC da carta original, desde que seja feito controle adequado do processo de digitalizacao. Importante salientar que nenhuma carla digitalizada poderd ter um PEC superior ao da carla impressa, utiizada no processo de conversao, 3.1.3, Anélise estatistica dos dados ¢ avaliagéo do PEC. Na literatura existem alguns métodos de andlise dos produtos cartogréficos através de processos estatisticos. Estes métodos se baseiam na analise dos residuos das coordenadas dos pontos de controle definidos no produto cartografico ¢ de seus homélogos coletados em campo ou em algum produto que seja mais preciso Com objetivo de visualizar a aplicagao das metodologias para avaliagao da qualidade posicional, definido no Decreto-Lei no. 89.817/84, & apresentado os métodos através do desvio padrao, porcentagem, e de teste de hipdteses. 3.13.1. Método de avaliacio do PEC através do desvio padrio da amostra Sociedade dos Engenheiros Agrimensores de Minas Gerais (SEAMG, 2006) descreve um roteiro para classificar uma carta quanto ao padréo de exatido cartografico, devem.se calcular os residuos da resultante das coordenadas planimétricas, obtida através das coordenadas de campo (Ec , Nc) e da carta (Ei, Ni), conforme a Equagao (1), = wi quasdot ‘Adquiridos os valores dos residuos, calcula-se 0 desvio padréo amostral (S), ou erro padréo (EP). O proximo asso é obter o valor do PEC para a carta através da Equacdo (2) PEC atc =1,6449xS Equagéo 2 32 ‘A andlise dos resultados devera ser feita comparando os valores encontrados no PEC, com os valores descritos para as classes A, B ou C (Tabela 1), de modo que o PEC calculado da carta seja menor que os valores padres do PEC, para uma dada escala de referéncia, conforme a Equagao (3). PEC oate< PEC. pocratn_tt Equagao 3 3.1.3.2, Método de avaliagio do PEC através da porcentagem da amostra Apercentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando "por cento’, "a cada centena") é uma medida de razo com base 100 (cem). E um modo de expressar uma proporgao ou uma relagao entre 2 valores. Para trabalhos de andlise posicional de produtos cartograficos, um valor é a coordenada base de um ponto (adquiridas em produtos de melhor exatiddo) e o outro é a coordenada do mesmo ponto no produto analisado. VERGARA et al. (2001) avaliaram 0 PEC planimétrico de dados vetoriais e cartas atualizadas a partir de imagens orbitais SPOT e LANDSAT, verificando se 90% dos residuos sdo inferiores aos valores determinado pelo Decreto-Lei 89.817/84 para uma dada escala, Para os dados vetoriais foi obtida a classificago Classe A para a escala de 1:50.00 e apés a plotagem da carta obteve-se a classificagao Classe B para a escala 1150.000. Para a analise do PEC altimétrco, utiza-se os residuos das altitudes para determinar a precisdo cartogratica, através dos valores adquiridos de uma fonte cartografica de PEC conhecido e dos existentes na carta produzida, conforme a Equagao (4). AH =H, ars — Hart producide Equacio4 Com as informagdes dos residuos, efetua-se o calculo do PEC, de modo que 90% dos pontos de controle nao apresentem residuos superiores aos valores determinados pelo Decreto-Lei 89.817/84 para uma dada eqiidistancia da curva de nivel (Tabela 1), com o mostra a Equacao (5) 90%(AH < PEC perc-tei) Equagio 5 3.1.3.3. Método de avaliagio do PEC através de testes de hipéteses Outro método para avaliar o Padrao de Exatidéo Carlografico ¢ através de procedimentos descritos por MERCHANT (1982), Esse método € considerado completo, pois alem de avaliar 0 PEC ele avalia se no produto cartogréfico existe alguma tendéncia nas componentes da coordenadas. O método se baseia em testes estatisticos, onde nao se avaliam erros isolados e sim, o desvio padréo da amostra. Segundo GALO e CAMARGO (1994), a andlise estatistica da qualidade geométrica de um produto cartografico é obtida por meio da analise de precisdo e analise de tendéncia, esta ultima usada para verificar erros sistematicos, As andlises séo realizadas através de testes de hipdteses sobre a media e 0 desvio padréo amostral dos residuos, obtida pela diferenga entre as coordenadas de campo (Ec , Nc) e imagem (Ei, Nj), conforme a Equagao (6). (az,.AN,,) E.- EN. N,) Equagao 6 Obtém-se, entéo, a media (AE ,AN)) ¢ desvio padrdo (S) para cada uma das componentes, Pode-se também obter as estatisticas usando a resultante planimétrica a partir da Equagdo (1): Com estas estatisticas amostrais, realizamos testes especificos para a avaliagdo de tendéncia e precisdo. Teste de Tendéncia: Para o teste de tendéncia utliza-se 0 teste t de Student, observando um nivel de confianga (1 - a) igual a 90% 10). A partir do ntimero de pontos coletados, obtém-se um valor limite tx+02 tabelado, Dessa forma, se © valor absoluto do teste t calculado for menor que o valor do teste f tabelado, Equagao (7), para as duas (a= componentes (Norte e Este), ou somente o componente altimétrico e/ou a resultante planimétrico, a imagem estara livre de erros sistematicos nas suas coordenadas. Poe [ 70; Equagio 12 Portanto, para uma determinada escala, a imagem sera classificada com a classe A, B ou C em fungao dos resultados obtidos nos testes de preciso. 3.2. Diretrizes e Bases da Cartografia 3.2.1. Sistema Cartogréfico Nacional AAs atividades cartograficas no Brasil sdo desenvolvidas através de um sistema Unico, denominado Sistema Cartografico Nacional - SCN, estando sujeito a disciplina de planos e instrumentos de cardter normativo constantes na legislagéo em vigor, O SCN é constituido pelas entidades nacionais pibicas e privadas, que tenham por atribuigéo executar trabalhos cartograficos ou atividades correlatas. O Decreto Lei n°243/67 estabelece que 0 espago territorial € representado através de cartas e “oultras formas de expressées afins’, tais como fotocartas e mosaicos. Cabe ao IBGE propor alteragdes nas Instrugdes Reguladoras das Normas Técnicas da Cartografia Terrestre Nacional, de maneira a assegurar a coordenagao e uniformidade das normas técnicas para as cartas gerais, empregadas pelo SCN. 3.22, Comisséo Nacional de Cartografia - Concar A CONCAR & um org colegiado do Ministério do Planejamento, atualizada conforme Decreto sin? de 1° de gosto de 2008, descendente da antiga COCAR (Comissao de Cartografia), instituida pelo Decreto lei 243 de 28 de fevereiro de 1967, que fixa as diretrizes e bases da Cartogratia brasileira e da outras providéncias Atribuig6es da CONCAR: + Assessorar o Ministro de Estado na supervisdo do Sistema Cartogratico Nacional (SCN); + Coordenar a execugdo da Politica Cartografica Nacional; + Exercer outras atibuigées nos termos da legislagao, A Comisséo Nacional de Cartografia (CONCAR), de acordo com 0 Decreto sin? de 10 de maio de 2000, composta por um Presidente e Secretario Executivo e por representantes de érgdos e entidades, de acordo as espectficagées descrilas nas normas internas. 36 3.2.3. Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) © termo infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) é usado frequentemente para denotar um conjunto basico de tecnologias, poliicas e arranjos insttucionais que faciitam a disponibilidade e o acesso a dados espaciais (COLEMAN et tal, 1997; GSDI, 2003). Com objetivo de promover 0 adequado ordenamento na geracao, armazenamento, acesso, compartihamento, disseminagao e uso dos dados geoespaciais de origem federal, estadual, disttal e municipal, em proveito do desenvolvimento do pais, foi instituida pelo Decreto Presidencial n° 6.66/08 a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE. A INDE também visa promover a utiizagéo, na produgao dos dados geoespaciais nos padrées e normas homologados pela Comissao Nacional de Cartografia (Concar), além de evitar a duplicidade de acdes © 0 desperdicio de recursos na obtengao de dados geoespaciais pelos drgdos da administragao publica, por meio da divulgagao dos metadados relativos a esses dados disponiveis nas entidades e nos érgéos publicos. Uma das atividades para implementacdo da INDE é a elaborago do plano de acdo, que teve suas tarefas finalizadas em janeiro de 2010, pelo Comité para o Planejamento da INDE (CINDE). © CINDE foi constituido entre Janeiro e Margo de 2009 e reuniu 110 membros representantes de 26 organizagées brasileiras, sendo 22 ligadas ao governo federal, trés secretarias estaduais e uma universidade O plano de agdo da INDE. Desde 0 inicio da década de 1990 a construgo das chamadas Infraestruturas de Dados Espaciais (IDEs) vern sendo considerada uma agao essencial de boa governanga, tanto pelo Estado quanto pela sociedade, em diversos paises, conforme a pesquisa de Onsrud (2001). 3.2.3.1. Defimig6es e Componentes de uma INDE A formulagdo e compreensto dos conceitos associados a termos ¢ expressdes tais como dados, dados geograficos, informagao ndo geografica, informago geografica ou geoespacial tém um peso cada vez maior no alendimento as demandas da gestdo do conhecimento e da gestdo territorial e ambiental. Existem varias definigdes sobre o termo genérico da Infraestrutura de Dados Espaciais. Cabe observar que o marco legal da INDE brasileira acompanha a vertente mais atual e abrangente da definigdo de uma IDE, na qual o conceito de servigos prevalece sobre 0 de dados gevespaciais. Se antes a énfase era nos dados que 0 usuario poderia acessar, agora a énfase recai nos variados “usos’ que podem ser feitos desses dados. Masser (2002) aponta o seguinte conjunto de motivagées para a implementagéo de uma IDE: + Aimportancia crescente da informagao geogrética (IG) dentro da sociedade de informacao; + Anecessidade de os governos coordenarem a aquisigdo e oferta de dados; + Anecessidade de planejamento para o desenvolvimento social, ambiental e econémico como citado por Clinton (Ordem Executiva 1994, criagdo da IDE americana): “IG @ crucial para promover desenvolvimento econémico, melhorar nosso monitoramento de recursos @ proteger 0 meio ambiente", + A modemizacao do governo, em todos os niveis de gestao e desenvolvimento (aquisigéo, produgao, andlise e disseminago de dados e informagées). De acordo ao plano de ago para implementago da INDE brasileira, uma IDE deve estar fundamentada em cinco pilares, ou componentes, 08 quais, segundo Wamest (2006), sao fortemente relacionados e interagem entre si. A Figura 32 apresenta esses componentes e serviu de base para elaboragao Plano de Ago. Dados (1G) de Referéncia © Teméticos Institucional_ Poltca, legislarao & ccoordenas8o, Figura 32 - Componentes de uma IDE Fonte: Adaptado de Warnest (2005) Dados — Constituem 0 componente central. Numa IDE, quando se diz ‘dados” compreendem-se varios conjuntos de dados geoespacials, classificados em trés categorias: de referéncia, tematicos e de valor agregado. Pessoas - As partes envolvidas ou interessadas, também chamadas atores: o setor piblico e o setor privado respondem pela aquisigdo, produgdo, manutengao e oferta de dados espacials; o setor académico & 38 responsavel pela educagao, capacitagao, treinamento e pesquisa em IDE; e 0 usuario determina que dados espaciais so requeridos e como devem ser acessados (WILLIAMSON et al, 2003) Institucional — © componente institucional compreende as questées de politica, legislagao e coordenagao. Da perspectiva de politica, a custodia, 0 prego e o licenciamento tém papeis importantes (Warnest, 2005) Tecnologia - Descreve os meios fisicos e de inftaestrutura necessérios para o estabelecimento da rede e dos mecanismos informaticos que permitam: buscar, consultar, encontrar, acessar, prover e usar os dados geoespaciais, Teoricamente auxiia a manter, processar, disseminar e dar acesso a dados espaciais (WILLIAMSON, et. al, 2003). Normas e Padrées - Permitem a descoberta, 0 intercémbio, a integragao e a usabilidade da informagao espacial, Padres de dados espaciais abrangem sistemas de referéncia, modelo de dados, diciondrios de dados, qualidade de dados, transferéncia de dados e metadados. 323.2. Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (PMGB) Com 0 estabelecimento da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, o componentes de metadados - normalmente definidos como “informagées que descrevem os dados" - de informagdes geoespaciais séo elementos centrais 4 dindmica de todo este processo, conforme definido no Art. 2° decreto 6.66/08 “conjunto de informagdes descritvas sobre os dados, incluindo as caracteristicas de seu levantamento, produgao, qualidade © estrutura de armazenamento, essenciais para promover @ sua documentagéo, integragao e disponibilizagao, bem como possibiltar sua busca e exploragao" De acordo com (CONCAR, 2008), em virtude do grande niimero de insttuigées envolvidas na produgao e distribuigo de dados geoespaciais, & necessério a aderéncia a um conjunto de normas e padrées comuns que iréo garantir a interoperabilidade entre sistemas diversos. Para tanto, é necessério a existéncia de padres de metadados consolidados e estruturados, com segdes especificas, com objetivo de: + Identificar o produtor e a responsabilidade técnica de produgéo; + Padronizar a terminologia utiizada; + Garantir a transferéncia de dados; + Viabilzar a integragdo de informagées; + Identiicar a qualidade da informacao geogrética e subsidiar a anélise do usuario quanto & adequagao a suas aplicagses; + Garantir os requisitos minimos de divulgagao e uso dos dados geoespaciais. Para cria esse padréo de metadados, o CEMG (Comité de Estruturagio de Metadados Geoespaciais) formou em maio/2008 um grupo de trabalho especifico (GT1- CEMG), formado por representantes de varios érgaos da CONCAR, produtores do SCN (Sistema Carlografico Nacional), para consolidar uma proposta de perfil nacional de MG (Metadados Geoespacias). O peril deve ser aplicado principalmente aos metadados de produtos da Cartografia Sistematica Basica, mas © GT1-CEMG especiicou também uma versdo sumarizada do perfil (Tabela 2), baseada no “Core Metadata for Geographic Datasets’ da norma ISO 19115, para ser adotada pelos demais produtores de IG. Tabela 2: Perfil MGB sumarizado Entidades @ elementos do Nucleo de Metadados do Perfil MGB Sumarizado Emdade/Ehmente | Ohvigateiedade| Enidale Elemento | Obigatovedod Ta ipnics—TE page Repeats | eo Toa SESS — SS TRE OTTS RENSERT sega — ET pc TSS CS aaa —| TE RT OI oe IGS CE | COBO ne TRIS — wT IST Ra aga aaa Tr Eanesa Tapas —| apc Dat ae ase — | “er aes ae aaa © PMGB descreve os ambiente de aquisigéo, edigdo e divulgagdo dos dados, pois atuaimente existem diversos softwares que implementam ambientes de documentacdo, edigéo, recuperacao e divulgagao de metadados geoespaciais. Exemplos desses softwares so 0 ArcIMS Metadata Server (da ESRI), 0 GeoConnect Geodata Management Server (da Intergraph) e o GeoNetwork (da FAOIONU). AA ferramenta sugerida para documentagao, edigéo e distribuigéo de metadados, no caso da INDE, é 0 GeoNetwork (GEONETWORK, 2008). Dentre as principais caracteristicas do GeoNetwork, que justficam sua recomendagao, destacam-se: Livre e de cbdigo aberto; = Mecanismos de busca avangados; Suporte native a padres de MGs conhecidos (ex.: FGDC, ISO 19115); Edigéo de metadados baseada em perfis definidos de MG; 40 = Sincronizagao de metadados entre catdlogos distribuidos; Interface com usuario em diversos idiomas2; Controle de acesso; = Gerenciamento de usuarios e grupos de usuarios; Uso de protocolos que permite conexao com diversos produtos de MG. Na estrutura do Perfil do MGM a primeira seco é a Identiicagdo. A Tabela 3 apresenta as caracteristicas descritas nessa segao, Tabela 3: Seco 6 a Identificago do perfil MGB. TDENTIFICAGRO|CRagio Thue (17 elementos) Data Exiga ‘Series ISEN Resume (Objetvo. (Creditos Status Resgonsavel pole Recurso (Nome da Organizagao_ Fungo. Palavras Chaves Deserves [Discipinar Toponimica rTematica Pré-Visualizaga Grafica Informagao de Dados Agregados [Nome Tipo de Associagao Nesse quadro pode-se observar que a informagéo @ necesséria para a identiicagdo univoca de um determinado Conjunto de Dados Geoespaciais (CDG). Além disso, esta segio ndo é diretamente implementada, os seus elementos sdo incluidos nas segSes especializadas Identificagio do CDG e Identiticagao do Servigo. ‘A CONCAR tem a responsabilidade de definir os tipos de representagao espacial nos quais estaréo englobados os conjuntos de dados geoespaciais a serem catalogados pela norma ISO, criando assim uma lista controlada brasileira. Existem outras segdes no PMGB que descrevem as caractetisticas no desenvolvimento de trabalhos com IG, Assim, todas as insttuigdes que desejam executar atividades no mbito de produgdo de dados geoespaciais devem seguir as normas e procedimentos adotados na INDE. 3.24, Diretério Brasileiro de Dados Geoespaciais Segundo definido no Decreto no 6.66/08 , “o Diretorio Brasileiro de Dados Geoespaciais (DBDG) é um sistema de servidores de dados, distribuidos na rede mundial de computadores, capaz de reunir 41 eletronicamente produtores, gestores e usuarios de dados geoespaciais, com vistas ao armazenamento, compartifhamento e acesso a esses dados e aos servigos relacionados”. O DBDG trata da descrigao logica e fisica, bem como do Portal Brasileiro de Dados Geoespaciais, denominado Sistema de Informagdes Geograficas do Brasil ou “SIG Brasil, Este utimo constitui uma interface virtual do DBDG, que possibilta a Publicagao de informagées sobre dados geoespaciais e servigos, facilitando a localizagao e 0 acesso a esses recursos. 3.241. DBDG cos padrées de interoperabilidade de governo eletrnico AA implantago de sistemas distribuidos com recursos de interoperabilidade pode ser feita por meio de diferentes tecnologias. No Brasil, as definigdes referentes as tecnologias associadas a interoperabilidade sao definidas pelo PING —_(hito:/Amww.governoeletronico, gov briacoes-2-projetos/eping-padroes-de- interoperabilidade ): A arquitetura e-PING - Padres de Interoperabilidade de Governo Eletrénico — define um conjunto minimo de premissas, pollicas e especiicagdes técnicas que regulamentam a utlizagdo da Tecnologia de Informagao e Comunicagdo (TIC) no governo federal, estabelecendo as condigdes de interago com os demais Poderes & esferas de governo e com a sociedade em geral 0 e-PING define ainda um conjunto de polticas gerais que devem ser seguidas nas implementagdes dos segmentos especificos que o compdem, quais sejam: = Alinhamento com a intemet; = Adogao do XML como padrao primario de intercdmbio; = Adogdo de navegadores (browsers) como principal meio de acesso; = Adogdo de metadados para os recursos de informagao do governo = Desenvolvimento © adogao de um Padrdo de Metadados do Governo Eletrinico; = Desenvolvimento e manutengao da Lista de Assuntos do Governo; = Suporte de mercado para as solugdes propostas; = Escalabilidade; = Transparéncia; = Adogao Preferencial de Padres Abertos. 42 © Portal brasileiro de dados geoespaciais é um “Web site que constitu’ um ponto de entrada para contedido geagréfico disponivel na Web”. Assim, 0 SIG-Brasil seré um geoportal que servira de ponto de entrada ao DBDG © DBDG ¢ a estrutura basica sobre a qual se desenvolve 0 portal de acesso aos metadados e dados geograficos. A Figura 33 esquematiza a estrutura geral de acesso aos dados segundo o modelo proposto em GSDI (2004) porai—f {oretono ce Serniores| I 1 Senvgerien de ae wet paosespades Fen: 6501 (2006 adapta Figura 33 - Estrutura de acesso de dados Para representar os requisitos funcionais foi formulado um diagrama de caso de uso que relaciona as funcionalidades previstas inicialmente para 0 Portal SIG Brasil 7 Pesauisar C tistatados ~~ seeespatas pameget, ae > Consultar documentos) ‘Consular insttuigoey dereterénca 89 DEDG ‘Consutarwed service) Cones) ~~ Ermsaar apcaiaes Gennaro ~Consuitar estatistica) Ne roral SS 7 Ghar eaiar > \metadados Figura 34 Funcionalidade do Portal SIG Brasil Outras informagées sobre o PMGB podem ser adquiras no site do Portal SIG Brasil (htto://sigbrasil.ibge.gov.bricimi) Cap. IV Representacao Computacional de Dados Geograficos Na literatura existe uma diversidade de conceituagdes e termos empregados para definir dados espaciais e informagao geogratica ou geoespacial. Pela importancia de tais conceitos para o entendimento do processo de representagao computacional, toma-se fundamental a visualizagao entre os dois conceitos. Dados so observagdes ou o resultado de uma medida (por investigagao, célculo ou pesquisa) de aspectos caracteristicos da natureza, estado ou condigao de algo de interesse, que sdo descrits através de representagdes formais e, ao serem apresentados de forma direta ou indireta a consciéncia, servem de base ou pressuposto no processo cognitivo (Casanova et, al, 2005). A informagao @ gerada a partir de algum tratamento ou processamento dos dados por parte do seu usuario, envolvendo, além de procedimentos formais (tradugéio, formatagéo, fusdo, exibicdo, etc.), processos cognitivos de cada individuo (LISBOA, 2001; MACHADO, 2002; SETZER, 2001) 4.1, Modelagem de Dados Geogrificos “Um modelo é uma construgdo artificial na qual partes de um dominio (dominio origem) séo representadas em outro dominio (dominio destino)” (Worboys e Duckham, 2004). Segundo Casanova et, al, (2005), 0 propésito 44 da modelagem é simplficar ¢ abstrair 0 entendimento do dominio, ou universo, de origem e representa-lo sob a forma de expresso do dominio, ou universo, de destino. Dois universos relacionam-se no processo de modelagem de dados geogréficos: Universo Conceitual, que contém uma definigéo matematica formal das entidades do mundo real, consideradas relevantes para o estudo; Universo de Representagdo, onde as diversas entidades formais so mapeadas para representagées geométricas. 41.1. Universo Conceitual “O dado geogréico pode ser estudado segundo duas visdes complementares: 0 modelo de campos e 0 modelo de objetos’ Casanova et, al, (2005). O modelo de campos enxerga o mundo como uma superficie continua, sobre a qual os fendmenos geogréficos variam segundo diferentes distribuigdes. O modelo de objetos representa o mundo como uma superficie ocupada por objetos identifcaveis, com geomettia & caracteristicas proprias, Segundo xda analise do universo do mundo real pode-se constatar dois grandes tipos de dados: Campo geogréfico (Geo-campos): correspondem a grandezas distribuidas espacialmente, como tipo de solo, topografia ¢ teor de minerais Objetos geograficos (ou Geo-objetos): individualizaveis e tem identificagéo com elementos do mundo real, como lotes num cadastro urbano e postes numa rede elétrica.” © campo geogrético ou geo-campo é formado por variaveis cujos valores so defiidos em todas as posigdes da regido geogréfica de estudo, ou seja, séo variéveis espacialmente continuas, Variaveis como temperatura, topografia, teor de minerais, reflectncia e emitancia pertencem a classe de dados geograficos. © campo objetos geograticos ou geo-objetos & formado por variaveis que apresentam descontinuidade espacial e podem ser individualizadas, ou seja, estas varidveis nao s4o definidas em todas as posigies da regido geogréfica de estudo, Varidveis como rios, determinada cultura em uma imagem ou lotes em um mapa cadastral pertencem a esta classe de dados geograficos. 45 4.1.2, Untrerso de Representacio No universo de representagao, definimos as representagdes geométricas que esto associadas as classes do Universo conceitual. Primeiramente, devemos considerar as duas grandes classes, ou estrutura de dados, para representagdes geométricas: Representagao Vetorial e Representagdo Matricial Representagao Vetorial ‘As estruturas vetoriais so utlizadas para representar as coordenadas das fronteiras de cada enlidade geografica, através de quatro formas basicas: pontos, linhas, areas (ou poligonos) e superficie, definidas por suas coordenadas cartesianas. A figura 35 apresenta uma ilustragao dos modelos de representacdo grafica de dados vetoriais em ambiente computacional Pontos Unhas oe v2 " 1 Figura 35 —Representagdes Vetoriais em 2D ‘A representagao vetorial por entidade gréfica “Ponto” abrange todas as entidades que podem ser representadas por um inico par de coordenadas. Para as Linhas, arcos ou elementos lineares séo Tepresentadas por um conjunto de pontos conectados. As Areas ou poligonos sao representados por um Conjunto de linhas que a compdem com repetigéo do primeiro ponto, Os modelos de representacao citados anteriormente so descritos em duas dimensGes (2D). 46 ‘As Grades Triangulares ou TIN (Triangular Irregular Network) so dados vetoriais que representam uma superficie através de um conjunto de faces triangulares interigadas (Figura 36). Para cada um dos trés vertices do tringulo sé armazenadas as coordenadas de localizagao (x,y) ¢ do atributo z Figura 36 —Representagées Vetoriais em 3D Representagdo Matrictal A representagao matricial consiste no uso de uma malha quadriculada regular sobre a qual se constréi, célula a célula, o elemento que esta sendo representado. Esse modelo supde que o espago pode ser tratado como uma superficie plana, onde cada célula esta associada a uma porgdo do terreno, ‘Aeestrutura matricial pode ser utlizada para representar diferentes tipos de dados: Grade regular: representagao matricial na qual cada elemento da matriz esta associado a um valor ‘numérico, como mostra a Figura 37a. Matriz temética: representagdo matricial 2D na qual cada valor da matriz € um cédigo correspondente & uma classe do fendmeno estudado, como mostra a Figura 37b. rie [Frio tle @ (b) Figura 37 Representagdo Maticial por Grande Regular (a) e por Matiz Tematica(b). De acordo com Casanova et. al, (2005), cada modelo de estruturas de dados (vetoriais e matticiais) podem apresentar caracteristicas positvas e negativas na sua representacao em ambiente computacional, tendo em 47 vista sua natureza conceitual, A tabela 01 apresenta uma comparagéo entres as duas estruturas de representagao, levando em considerago os aspectos: relacionamentos espaciais, andlise, armazenamento.Na tabela,o formato mais vantajoso para cada caso é apresentado em destaque. Tabela 01: Comparacao entre estruturas vetoriais e matriciais (Casanova et.al, 2005). Aspecto Vetorial Matriciat Armazenamento Por coordenadas (mais Requer mais espago de eficiente) armazenamento Algoritmas Problemascomerros _Processsamento mais ripido geométricos e eficiente Escalas de trabalho Adequado tanto a Mais adequado para grandes quanto a pequenas escalas (L pequenas escalas menores) Anélise, Simulagio e Representagio indireta Representa melhor Modelagem de fendmenos continuos fenémenos com variagio Algebra de mapasé continua no espaco limitada Simulacio ¢ modelagem 4.1.3. Conversho Entre Estruturas de Dados A conversao dos dados cartograficos para o meio digital pode ser obtida por meio de dois processos: A aigitalizagao por varredura eletrénica seguida de vetorizacdo e a digitalizagao manual. © processo da digitaizagao por varredura eletrénica envolve a utlizagao de equipamentos imageador (escaner) para a conversdo de dados analégicos (mapas, cartas, etc.) em formato matricial e meio digital. As imagens raster resultantes do processo de escanerizagao podem ser transformadas em arquivos de vetores através do método de Velorizagao, J8 0 processo de digitalzagao manual utiliza uma mesa digitalizadora para desenhar o mapa manualmente através de uma fina grade ortogonal de fios elétricos. Esse processo é um método de conversao de dados analégicos para digitais, sendo extremamente demorado a sua execugdo. As feipdes dos mapas sao capturadas sobre mesas digitalizadoras com periféricos tragadores (mouse). E necessaria a insergao de pontos sobre cada entidade a fim de que estas sejam armazenadas em arquivos digitais ‘Atualmente é um processo pouco utilizado devido ao advento de novos processos de digitalizagéo que empregam escaners © programas. Contudo, quando 0s originais esto muito danificados @ assim, a imagem escanerizada nao pode ser bem interpretada, o método manual é muito bem empregado 48 (Figura 38), Figura 38- Digtaizagdo Manual 4.1.3.1. Vetorizagéo Com o avango no desenvolvimento dos algoritmos, sistemas de linquagem de programagao e em termos de hardware, 0s trabalhos relacionados com a computagéo gréfica tinham grandes esperangas nos bons resultados obtidos no software que automaticamente lam imagens raster e criavam arquivos CAD (Computer- Aided Design). Atualmente, existem varios softwares que fazem exatamente isto: oria um arquivo CAD de uma imagem raster. Na maioria das vezes, o resultado desse processo é uma série de pollinhas justapostas, inclusive os textos, Para tanto, é necesséria uma consideravel limpeza no arquivo para eliminar possiveis erros. Alguns softwares dividem os elementos em layers tomando como critério as espessuras de linha da imagem No processo automatico, o programa assume determinadas tarefas e realiza vetorizacdes sem auxilio do operador, O software Arogis, produzido pela empresa ESRI, tem uma extensdo que desenvolve 0 processo de vetorizagdo automatica, © Arescan é uma extensdo integrada na arquitetura ArcGIS. & constituida por um conjunto de ferramentas para a converséo raster-vetor, de facil utlizag4o, que permite, com base em imagens, criarinformagao vetorial que pode ser armazenada em formato shapefiles. © ArcScan destina-se a entidades que F2=—eomone = necessitem converter imagens em informagao vetorial. Dado que uma grande quantidade de informagéo geogréfica existe ainda na forma de mapas impressos, & crucial ter acesso a uma ferramenta que permita integrar estes documentos num SIG. Estes documentos podem derivar de atividades em areas como engenharia, topografia,cartografia e outras, Daas Figura 39 - AreScan — Vetorizago Automatica 49 50 Referéncias Bibliograficas ARONOFF, S., Geographics information systems: A management perspective. WDL Publications. Otawwa - Canada, 1991 BRASIL, Decreto n° 89.817 de 20 de junho de 1984, Normas Técnicas da Cartografia Nacional. Brasilia, Didrio Oficial da Unido, 1984. CASANOVA, M. A, Cémara, G., Davis Jr, C., Vinhas, L, Queiroz, G.R. Banco de Dados Geograficos. Curtiba, Exitora MundoGEO, 2005, INTRA, Jorge P. Escola Politécnica da Universidade de S4o Paulo, Apostila Sistema UTM, Sao Paulo, 2003 COLEMAN, D. J.; MCLAUGHLIN, J. D.; NICHOLS, S. E, Building spatial data infrastructure. In: Permananent Congress Meeting Of The Federation Intemationale des Geometres (Fig), 64., 1997, Singapore. Proceedings. Singapore, 1997. GALO, M; Camargo, P. de 0.; © uso do GPS no controle de qualidade de cartas. 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