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MATRIZES:

A Psicologia como Campo de Conhecimento Científico

Profa. Msc. Graça Martins/2015
Profa. Msc. Graça Martins/2015

Conteúdo Geral

O sujeito da modernidade e o nascimento das

ciências

Os desdobramentos sociais da modernidade: a individualização

A invenção do “psicológico”: o espaço de dispersão

dos saberes e éticas psicológicas

Panorama das matrizes do pensamento psicológico

A compreensão crítica do projeto científico da psicologia

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 2 fama 2015
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Introdução

Visões sobre a História da Psicologia

Visão Histórico-Descritiva

Concepção historiográfica tradicional

Compreensão de uma história como encadeamento linear de

fatos e teorias

Exemplos: Schultz, Wertheimer e Heidebreder

Visão Crítico-Estrutural

Busca elucidar os fundamentos epistemológicos e os

determinantes histórico-sociais que levaram à criação da

psicologia como campo de conhecimento científico

Preocupa-se com as matrizes das diversas teorias e práticas psicológicas independente do seu encadeamento temporal

Exemplos: Figueiredo, Foucault e Japiassu

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 4 fama 2015
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A Psicologia como Ciência Independente

As psicologias pré-científicas

Concepções psicológicas imbuídas nos sistemas filosóficos e

teológicos

O “marco” da psicologia científica

Laboratório de psicofisiologia sensorial de Wilhelm Wundt

(Leipzig, Alemanha, 1879)

Necessidade de compreender a ruptura em jogo nessa passagem

Não se trata apenas da passagem do conhecimento filosófico ou do senso comum para o científico mas, também, da constituição sócio-histórica do espaço das psicologias e a

necessidade de um discurso científico sobre elas

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 5 fama 2015
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Nascimento das Ciências Humanas

Psicologia emerge junto outros campos científicos de estudo do

homem

Economia, Antropologia, Biologia, Sociologia

O positivismo e o paradoxo da psicologia

Filosofia positivista como fundamento de todo conhecimento

científico

Teoria dos três estágios do conhecimento:

Teológico ou fictício

Abstrato ou metafísico

Científico ou positivo

A impossibilidade da psicologia como ciência objetiva e positiva:

Superposição entre sujeito e objeto como limite epistemológico

Situada entre as ciências biológicas e sociais

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 6 fama 2015
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Paradoxo da Psicologia

Um campo de saber entre o humano e o científico; entre o biológico e o social

Uma disciplina científica permanentemente em crise

Um espaço de dispersão sem perspectiva de unificação

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 7 fama 2015
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A Constituição do Espaço Psicológico

Condições para a Criação da Psicologia Científica

1. Crença nos métodos e técnicas da ciência em obter um conhecimento rigoroso

e técnicas da ciência em obter um conhecimento rigoroso 2. Experiência muito clara da subjetividade privatizada

2. Experiência muito clara da subjetividade privatizada

2. Experiência muito clara da subjetividade privatizada 3. Experiência de crise dessa subjetividade Matrizes
2. Experiência muito clara da subjetividade privatizada 3. Experiência de crise dessa subjetividade Matrizes

3. Experiência de crise dessa subjetividade

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A Modernidade

Período histórico compreendido entre 1454 (fim da idade média) e 1789 (começo da idade

contemporânea)

Passagem das sociedades tradicionais para a mercantil e burguesa

Marcada pelos movimentos do Renascimento e

Iluminismo

Período em que se origina e consolida a noção

de subjetividade privada

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Características da Modernidade

Falência do sistema medieval

Abertura da Europa ao resto do mundo

Perda dos lugares sociais tradicionais

Destruição das ilusões míticas e teológicas

O antropocentrismo e o humanismo

Crença em uma razão e vontade fundantes do homem

O nascimento da ciência e o problema do conhecimento

verdadeiro

A revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Angústia da liberdade

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Sujeito Moderno

O Racionalismo como marco da

Modernidade

A incerteza do conhecimento e a dúvida metódica como garantia de verdade

O sujeito transcendental e a verdade como

representação correta do mundo

O dualismo entre mente e corpo na

compreensão do homem

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Dualismo Corpo e Mente

CORPO

Substância extensa Exterior e público

Fonte de enganos Sede das paixões e afetos

Submetido a controles

Dimensão de objeto

MENTE

Substância pensante Interior e privada

Fonte da razão Sede da vontade

Campo de autonomia Dimensão de sujeito

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Ilustração:

O Cavaleiro Inexistente

Romance de Italo Calvino (1993)

Conto de literatura fantástica que satiriza os

romances de cavalaria

Apresenta uma ilustração da noção de sujeito

característica da modernidade

Cavaleiro sem corpo

Pura razão autônoma

Mantido pela vontade de servir

Pura razão autônoma – Mantido pela vontade de servir 05/09/2015 Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 14 fama
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Liberalismo e Imperialismo

Período histórico compreendido entre 1789 (começo

da idade contemporânea) e 1908 (primeira guerra

mundial)

Consolidação do Estado liberal burguês na Europa

Marcado pela Revolução Industrial e suas

conseqüências geopolíticas

Marcado pelos movimentos do Romantismo e pela emergência do Regime Disciplinar

Período em que a noção de subjetividade privada

começa a declinar

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 15 fama 2015
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Emergência e Ruína do Sujeito

Análise das condições epistemológicas em jogo nas teorias modernas a respeito do homem

Emergência do sujeito moderno como

decorrência da condição de desamparo em que

se encontrava o homem europeu na passagem do Renascimento para a Idade Moderna

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 16 fama 2015
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Emergência e Ruína do Sujeito

Perda da tradição como parâmetro de verdade: o desencantamento do mundo como essência da

modernidade

Valorização do Homem como centro do mundo: o

sujeito auto-fundado em sua vontade e razão livres

para dominar a Natureza

Nascimento de uma subjetividade privatizada a

partir da distinção entre público e privado: a

valorização do “eu”

Valorização da razão como legitimadora do

conhecimento: o sujeito como fundamento da

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verdade

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Os Sistemas Filosóficos e

o Sujeito do Conhecimento

1° Momento (séc. XVI) racionalismo (Descartes) e

empirismo (Bacon) como métodos de obter acesso

ao conhecimento verdadeiro e, assim, embasar as crenças e ações humanas.

2° Momento (séc. XVIII) o iluminismo como

aprofundamento da investigação epistemológica, conciliando racionalismo e empirismo, mas,

simultaneamente, reconhecendo as limitações da

hipótese de um sujeito transcendental (Hume e

Kant).

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 18 fama 2015
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Os Sistemas Filosóficos e

o Sujeito do Conhecimento

3° Momento (séc. XVIII e XIX) reação ao projeto

iluminista liberal, por meio do movimento

Romântico, em que a vontade, a expressividade e o retorno ao Absoluto adquirem o papel central na

atividade subjetiva, levando a um aniquilamento da

idéia de “eu” ou de “sujeito” (Schopenhauer e

Nietzsche).

4° Momento (séc. XIX) retomada do projeto da modernidade por meio do nascimento das ciências

humanas e, em especial, da psicologia.

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 19 fama 2015
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Emergência e Ruína do Indivíduo

Análise das condições sócio-econômicas que deram sustentação ao processo de

individualização no ocidente moderno

As concepções teóricas e filosóficas acerca do homem emergem a partir de um

contexto de mudança das relações sociais e econômicas em jogo na

modernidade

A ruína do feudalismo e das relações tradicionais de filiação social e organização do

trabalho: a perda do sentido comunitário

A emergência do mercantilismo e da lógica de mercado: a sobreposição das relações econômicas sobre o social, universalizando a idéia de que o interesse particular se sobrepõe ao interesse geral

A atomização do social: a idéia de indivíduo livre e dono de sua força de trabalho

para vendê-la a proprietários privados, implicando a responsabilidade sobre seu

próprio destino

Nascimento do individualismo moderno como base de compreensão das dinâmicas

sociais e econômicas

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Confluência de Crises

A modernidade e sua crise no século XIX

A ruína dos ideais de subjetivação e individualidade

A destruição das utopias e a manutenção das desigualdades sociais

O crescimento dos regimes disciplinares

A emergência das condições de constituição do espaço do “psicológico”

A constituição da subjetividade privatizada

A consolidação dos métodos e técnicas da ciência

A crise da subjetividade privatizada

A ocupação da subjetividade pela ciência

Agora como forma de tomar o psíquico como objeto de conhecimento e não

seu fundamento transcendental.

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• Ontológico e Metafísico • Ético Sujeito • Epistemológico • “Abstrato” • Social e Histórico
• Ontológico e Metafísico
• Ético
Sujeito
• Epistemológico
• “Abstrato”
• Social e Histórico
• Político
Indivíduo
• Econômico
• “Prático” e “Concreto”
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Sujeito Indivíduo XV XVI XVII XVIII XIX XX Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 05/09/2015 23 fama
Sujeito
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XV
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O Espaço das Ideologias

Liberalismo

Sujeitos livres e iguais, dotados de razão e iniciativa

Com interesses próprios, mas solidários em seus direitos

Sociedade atomizada e democratizada

Romantismo

Sujeitos expressivos e singulares, dotados de criatividade

A expressão da singularidade, por meio dos sentimentos permite a

comunhão com a natureza comum

Sociedade organizada em tornos de gênios

Regime Disciplinar

Sistemas de redução da liberdade e docilização dos indivíduos

Elaboração de técnicas de controle social e individual que redundam na

tecnocracia e no cientificismo utilitarista

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O Espaço Psicológico

Romântica Liberal Disciplinar
Romântica
Liberal
Disciplinar

Uma tentativa de dar conta da crise da subjetividade no final do século XIX, criando um

espaço de discursos e práticas sobre o “psicológico” que se orienta segundo os vértices

do triângulo formado pelas polaridades das éticas romântica, liberal e disciplinar

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A Ocupação do Espaço Psicológico

Alguns Projetos de Psicologia

Duas vertentes:

Teorias “Científicas”

Estruturalismo, Funcionalismo e Behaviorismo

Gestalt

Psicologia Cognitiva e Construtivismo

Teorias “Compreensivas

Fenomenologia e Existencialismo

Humanismos

Psicanálises

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As Psicologias Científicas

Objetivam explicar os fenômenos psíquicos e comportamentais a

partir de métodos experimentais

Estudos sobre sensação, percepção, memória e cognição

Estudos sobre a adaptação do homem ao seu ambiente de

trabalho e estudo

Parte da mensuração quantitativa, de teorias explicativas e

pressupostos funcionalistas

Encontram familiaridade com os campos biológico e físico-

matemático

Histórico:

Estruturalismo: primeira vertente

Funcionalismo e Gestalt: reações ao elementarismo

Behaviorismo: comportamento observável

Cognitivismo e Neurociências: modelos atuais

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As Psicologias Compreensivas

Visam compreender os fenômenos psíquicos naquilo que

expressam do sentido da vida humana

Estudos sobre a singularidade, a criatividade e a originalidade

da experiência humana

Preocupação com o sentido do sofrimento e da felicidade

Parte de experiências qualitativas, teorias compreensivas e

pressupostos humanistas e existenciais

Encontram familiaridade com os campos das ciências

humanas e de algumas filosofias

Histórico:

Psicologia como ciência do espírito: primeira vertente

Fenomenologia e Existencialismo: embasamento filosófico

Psicologias humanistas: um amplo leque.

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A Psicanálise e a Psiquiatria

Saberes de origem médica, não psicológica, que,

contudo, estão intimamente ligados a este campo

Psiquiatria

Uma especialidade médica que data do século XIX, junto com a criação dos manicômios

Ganhou força nos anos 50 com o avanço da

psicofarmacologia, que, atualmente, é seu grande

referencial teórico e técnico

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A Psicanálise e a Psiquiatria

Psicanálise Embora tenha nascido no seio da medicina,

representa uma ruptura tanto com o saber médico, que considera o corpo do ponto de vista

biológico, quanto o psicológico, que considera a

mente apenas do ponto de vista da razão

consciente

Se constituiu como a primeira psicoterapia, de

forma tal que a grande maioria das escolas de

psicologia clínica dela derivam, de alguma maneira

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Algumas Polaridades

Explicação e Compreensão

Força e Sentido

Inato e Aprendido

Biológico e Comportamental

Individual e Social

Razão e Emoção

Ciência e Arte

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Fronteiras com outros Campos de Saber

Ciências Biológicas e da Saúde

Biologia, Medicina, etc.

Ciências Sociais

Antropologia, Sociologia, Economia, etc.

Filosofia

Estética, Ética, Metafísica, Epistemologia, etc.

Arte, Cultura e Política

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Matrizes do Pensamento Psicológico

Proposta de Figueiredo (1995a)

Mapeamento dos fundamentos epistemológicos das

diversas teorias e práticas psicológicas

Objetivo além das dicotomias tradicionais:

Biológico ou Humano

Científico ou Especulativo-Filosófico

Explicação e Compreensão

Preocupação com a estrutura e o fundamento das teorias, mais do que com a história linear de seu desenvolvimento

e suas particularidades práticas e metodológicas

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 36 fama 2015
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Matrizes Pós-Românticas
Matrizes
Pós-Românticas
Matrizes Cientificistas
Matrizes
Cientificistas
Matrizes Românticas
Matrizes
Românticas
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Matrizes Cientificistas Nomotética e Quantificadora Matrizes Românticas Atomicista e Mecanicista Funcionalista e
Matrizes Cientificistas
Nomotética e
Quantificadora
Matrizes Românticas
Atomicista e
Mecanicista
Funcionalista e
Organicista
Vitalista e
Historicismo
Naturista
Idiográfico
Nativista
Ambientalista
Matrizes Pós-Românticas
Fenomenológica
e Existencialista
Estruturalismos
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Matrizes Cientificistas

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Matriz Nomotética e Quantificadora

Define a natureza dos objetivos e procedimentos de uma prática como sendo realmente científicos

Considerada uma super matriz, presente em

todas as tentativas de se fazer da psicologia

uma ciência natural

Busca a ordem natural dos fenômenos

psicológicos na forma de classificações e leis

gerais com caráter preditivo

Esquema geral da lógica experimental:

Hipotetização Cálculo Mensuração

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 40 fama 2015
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Matriz Atomicista e Mecanicista

Matriz muito influente no início da psicologia científica

Busca de relações deterministas ou probabilísticas, segundo

uma concepção linear e unidirecional de causalidade

Como preliminar ao estudo da causalidade, efetua a análise dos

fenômenos de forma a identificar seus elementos constituintes

mínimos

Subjacente a esse procedimento analítico está a concepção atomística da realidade

Dessa forma, a temporalidade encontra-se reduzida a um

processo mecânico de desdobramento das potencialidades de um estado inicial, segundo um encadeamento de causas e

efeitos

Esquema geral da causalidade mecanicista:

SR T 1 T 2 T 3

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 41 fama 2015
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Matriz Funcionalista e Organicista

Matriz mais influente na história da psicologia

Baseada em uma noção de causalidade funcional, em que os fenômenos mantêm relação com as conseqüências e as incorporam em suas próprias definições

A análise é feita de tal forma a identificar e respeitar a totalidade

estruturada do organismo e seus padrões de interação funcional com o

ambiente

A temporalidade é pensada em termos da história do organismo, em

termos de desenvolvimento e evolução

A compreensão da temporalidade no esquema funcional levará a duas submatrizes:

Ambientalista desenvolvimento da função por suas conseqüências adaptativas imediatas

Nativista natureza biologicamente herdada das funções adaptativas

Há um resgate do sentido, pensado em termos de processos de adaptação

Esquema geral da causalidade funcional:

S D RS

T 1 T 2 T 3

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 42 fama 2015
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Matrizes Românticas e Pós- Românticas

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 43 fama 2015
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Matriz Vitalista e Naturista

Compreende aquilo que fora excluído pelas matrizes

cientificistas do campo da psicologia

Fundamenta-se na divisão entre a ordem natural e a ordem

vital, como dois campos distintos

Dentro da divisão entre razão e vida, toma o partido do

qualitativo, indeterminado, criativo e espiritual, em lugar do

interesse tecnológico e científico

Predomina o interesse estético, contemplativo e apaixonado,

em que se anulam as diferenças entre sujeito e objeto de

conhecimento e a diferença entre ser e conhecer

Esquema geral da ordem vital e natural: “amor, integração e

harmonia”

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 44 fama 2015
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Matrizes Compreensivas

As linhas compreensivas partem todas de uma problemática instaurada

pelo Romantismo (cujo vitalismo-naturismo é expressão direta): a expressão.

Buscam pensar a experiência humana inserida no universo cultural, estruturada e definida por ele, manifesta simbolicamente

Diante dos fenômenos vitais de natureza expressiva coloca-se a exigência de compreensão, que pressupõe uma intenção comunicativa e um ato

interpretativo

Saídas distintas para esse problema foram encontradas pelos três

movimentos:

Historicismo idiográfico

Estruturalismo

Fenomenologia e existencialismo

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 45 fama 2015
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Historicismo Idiográfico

Busca a captação da experiência tal como se constitui na vivência imediata

do sujeito, com sua estrutura particular de significados e valores,

irredutível a esquemas formais e generalizantes

A compreensão psicológica deve individualizar o sujeito, buscando o

sentido de sua história

O método pressupõe categorias como a reconstrução do sentido e a

simpatia, caindo, em última instância no problema do ciclo hermenêutico

As limitações metodológicas e a impossibilidade de uma fundamentação

rigorosa das ciências do espírito no historicismo idiográfico levaram às

reações pós-românticas

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 46 fama 2015
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Estruturalismos

Trata-se de uma reação anti-romântica de tendência cientificista

Preocupação em elaborar métodos e técnicas de interpretação que

conquistem o mesmo grau de segurança e objetividade que o obtido pelas

ciências naturais

Para tanto, a interpretação tenta se modelar pelos procedimentos de hipotetização, cálculo e mensuração, tentando desenvolver uma mediação metodológica que neutralize a subjetividade do pesquisador e

a consciência imediata do sujeito

Busca reconstruir as estruturas geradoras das mensagens, as regras que inconscientemente controlam a organização das formas simbólicas e a emissão dos discursos

As estruturas geradoras possuem uma existência trans-histórica e

transindividual, sendo capazes de a partir de um conjunto finito de

elementos engendrar uma variedade infinita de formas

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Fenomenologia e Existencialismos

Fenomenologia: faz um resgate da tradição filosófica

racionalista e iluminista Propõe uma alternativa para a fundamentação do

conhecimento, sem cair na legitimação naturalista-

empirista ou subjetivista-historicista, por meio de

um resgate do sujeito transcendental como

estrutura apriorística da existência

O fenômeno é intencionalidade: a consciência e

sempre consciência de algo

Sendo os eventos subjetivos atos constitutivos do

mundo, a fenomenologia proporciona as normas

para compreender e interpretar as modulações da

consciência individual

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 48 fama 2015
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Fenomenologia e Existencialismos

Existencialismos: tem origens comuns à

fenomenologia, mas com repercussões ainda mais

profundas no campo psicológico

As várias correntes existencialistas têm em comum o

intuito de descrever e elaborar as categorias

analíticas da existência concreta

Nessa perspectiva, o homem é um ser que não tem

essência alguma pré-definida

Compreensão como reconstrução do mundo:

explicitação dos horizontes implícitos que conferem

sentidos aos atos e vivências conscientes,

desvelando o projeto existencial que subjaz a todas

as ações.

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Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 49 fama 2015
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O Espaço “Psicológico”

O Espaço “Psicológico” Ética Disciplinar  Matrizes Psicológicas- Graça Martins- fama 2015 Matrizes
Ética Disciplinar 
Ética
Disciplinar
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 Matrizes Psicológicas- Graça Martins- fama 2015 Matrizes Românticas Matrizes Cientificistas Ética
 Matrizes Psicológicas- Graça Martins- fama 2015 Matrizes Românticas Matrizes Cientificistas Ética

Matrizes

Românticas

Graça Martins- fama 2015 Matrizes Românticas Matrizes Cientificistas Ética Romântica Matrizes Pós-

Matrizes

Cientificistas

fama 2015 Matrizes Românticas Matrizes Cientificistas Ética Romântica Matrizes Pós- Românticas 05/09/2015

Ética

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Matrizes Pós- Românticas 05/09/2015
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Românticas Matrizes Cientificistas Ética Romântica Matrizes Pós- Românticas 05/09/2015 Ética Liberal 50
Ética Liberal
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Conclusão

Conclusão

Características da Psicologia como Campo do

Saber

Uma compreensão multifacetada do espaço da psicologia, levando em consideração suas oposições e triangulações em todos os níveis teóricos, constituindo um espaço de dispersão sem perspectiva de unificação

Desse modo, é preferível falar em uma constelação ou

arquipélago das psicologias, ao invés de uma única Psicologia

Reprodução no plano teórico da ambigüidade da posição de seu

objeto:

Sujeito: dominador e dominado

Indivíduo: liberto e reprimido

Sem um direcionamento epistemológico seguro, é preciso atentar para os posicionamentos éticos que demarcam as polaridades do

05/09/2015
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campo.

Matrizes Psicológicas- Graça Martins- 52 fama 2015
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NOTAS

Slide do Prof. Msc. Robson Araújo

Slide utilizado e adaptado pela Profa. Msc. Graça Martins/2014
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Profa. Msc. Graça Martins/2014

REFERENCIAS

Bibliografia Figueiredo e Santi (2003): caps. 1- 3 Figueiredo (1995a): caps. 1 e 2