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1. Fluxo de Caixa e Análise de Investimentos Aqui será visto a análise de investimentos sobre o ponto de vista

financeiro. Não será levado em conta a análise dos riscos envolvidos e outras considerações que geralmente são relevantes na tomada de decisão sobre um investimento. Existem vários métodos de análise de investimentos, mas serão estudados apenas os dois mais utilizados: o Método do Valor Presente Líquido (VPL) e o Método da Taxa Interna de Retorno (TIR).

O fluxo de caixa é uma tabela ou um diagrama onde são

mostradas as entradas e saídas de dinheiro de um empreendimento, negócio, investimento, etc, no decorrer de um determinado período.

1.1 Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa pode ser representado através de tabela ou

diagrama.

Exemplo

 

Junho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Entrada

   

4.500

7.500

14.800

Saída

16.000

1.500

2.300

 

4.700

Saldo

(16.000)

(1.500)

2.200

7.500

10.100

Saldo

         

Acumulado

(16.000)

(17.500)

(15.300)

(7.800)

2.300

Este exemplo mostra o fluxo de caixa de uma empresa num

período de cinco de meses. A linha Saldo” contém os saldos de cada mês. O saldo de cada mês é calculado pela entrada do mês menos a saída deste mês. A linha “Saldo Acumuladocontém o saldo total do negócio acumulado mês a mês. Ele é calculado somando-se o saldo acumulado do mês anterior com o saldo do mês.

No exemplo acima, supondo que o saldo acumulado deste

negócio, no mês anterior a Julho (Junho) seja igual à zero, então

teremos:

Saldo Acumulado de Julho = 0 + ($16.000)

Saldo Acumulado de Agosto= ($16.000) + ($1.500) = ($17.500)

Saldo Acumulado de Setembro= ($17.500) + $2.200 = ($15.300)

Saldo Acumulado de Outubro= ($15.300) + $7.500 = ($7.800)

Saldo Acumulado de Novembro= ($7.800) + $10.100 = $2.300

Este fluxo de caixa pode ser representado também por um diagrama, mostrando todas as entradas e saídas. Neste caso, as entradas são representadas com setas para cima e as saídas com setas para baixo e todas com os respectivos valores. Para o uso na análise de investimentos é mais prático usar o fluxo de caixa livre onde estão apenas os valores do saldo mensal.

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1.2 Taxa Mínima de Atratividade

Quando tomar uma decisão de investimento o investidor deve ter um parâmetro de comparação entre o que ele considera desejável ou atrativo. Este parâmetro é chamado de Taxa Mínima de Atratividade e representa uma taxa de juros mínima de rentabilidade que o investidor deseja para aquele tipo de investimento.

A taxa mínima de atratividade é determina por cada investidor. Você pode ter investidores distintos que num mesmo tipo de investimento tenham taxas distintas. Por exemplo, para um determinado investidor aplicar um capital num empreendimento imobiliário pode implicar em uma taxa mínima de atratividade de 52% ao ano. Já para outro investidor, aplicar o mesmo capital neste mesmo empreendimento pode implicar numa taxa mínima de atratividade de 45% ao ano. Este parâmetro será utilizado nos métodos de análise de investimentos.

1.3 Método do Valor Presente Líquido (VPL)

Este método consiste em calcular os capitais equivalentes de todas as entradas e saídas de caixa, na data focal ZERO, utilizando como taxa de juros a taxa mínima de atratividade. Somam-se todos os capitais equivalentes das entradas de caixa e subtrai-se da soma de todos os capitais equivalentes das saídas de caixa obtendo-se o Valor Presente Líquido (VPL) do investimento.

é

de

Se o VPL for maior que zero, implica que o investimento

atrativo (tem rentabilidade maior

atratividade).

que

a

taxa

mínima

Se o VPL for menor que zero, implica que o investimento não é atrativo (tem rentabilidade menor que a taxa mínima de atratividade).

Se o VPL for igual à zero, implica que o investimento tem rentabilidade igual à taxa mínima de atratividade.

Para o cálculo do VPL:

(

)

(

)

(

)

(

)

Onde, FCj = fluxo de caixa livre do período j e tma=taxa mínima de atratividade.

Observação: para usar este método na comparação de duas ou mais alternativas de investimentos, o tempo de duração deve ser igual para

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todos os investimentos. Caso contrário usa-se um artifício que veremos mais adiante.

Exemplo 1: Um investidor que adotou taxa mínima de atratividade de 36% ao ano, deseja investir $500.000 num empreendimento que apresenta custos bimestrais de $25.200 e receita mensal de $79.500 durante 8 meses. Analisar se o investimento é atrativo. Exemplo 2: Um investidor deseja comprar um imóvel por $180.000. Ele prevê gastar em reformas, $15.000 no primeiro mês, $12.000 no segundo mês, $12.000 no terceiro mês, $10.000 no quarto mês e $9.000 no quinto mês e espera vendê-lo no sétimo mês por $330.000. Usando o Método de o VPL verificar se este investimento é atrativo para uma taxa mínima de atratividade de 42,6% ao ano.

1.3.1Método do Valor Presente Líquido para Períodos Diferentes de Investimentos Na análise de duas ou mais alternativas de investimentos pelo método do valor presente, deve-se verificar primeiramente se os períodos das alternativas são iguais. Caso estes períodos sejam diferentes então é usado o seguinte artifício:

Calcular o mínimo múltiplo comum dos períodos envolvidos;

Em cada investimento o fluxo de caixa de cada investimento é repetido tantas vezes quantas forem necessárias até atingir o valor do MMC, formando os fluxos de caixas equalizados.

Desta maneira todos os investimentos, para efeito de cálculos e análise, ficarão com a mesma duração.

Exemplo 3: Um investidor tem três alternativas para investir $5.000.000 conforme os fluxos de caixa abaixo.

Investimento 1:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$1.200.000

 

2

$2.800.000

 

3

$3.100.000

 

4

$2.500.000

 

Investimento 2:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$2.700.000

 

2

$2.700.000

 

3

$2.700.000

 

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4

Investimento 3:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$3.600.000

 

2

$3.100.000

 

Se o investidor adotou uma taxa mínima de atratividade de 25% ao ano verificar, pelo método do valor presente líquido, qual a melhor alternativa de investimento.

Resolução: As durações dos investimentos são diferentes (4, 3 e 2 anos). O MMC destes três números é igual a 12 anos. Para cada investimento, é repetido o seu respectivo fluxo de caixa até atingir 12 anos. Os valores do Ano 0 devem coincidir com os valores do último ano do respectivo fluxo caixa:

Investimento 1: Seu fluxo de caixa deve ser repetido 3 vezes:

Ano

Entradas

Saídas

 

0

 

$5.000.000

1

$1.200.000

 
 

2

$2.800.000

 
 

3

$3.100.000

 

4

(*)

 

$2.500.000

 

5

$1.200.000

 
 

6

$2.800.000

 
 

7

$3.100.000

 

8

(*)

 

$2.500.000

 

9

$1.200.000

 

10

$2.800.000

 

11

$3.100.000

 

12

$2.500.000

 

(*) Observe que nos anos 4 e 8 o valor de saída de $2.500.000 é resultante da diferença dos $5.000.000 de saída do ano 0 com o valor de entrada de $2.500.000 do ano 4. O VPL deste fluxo de caixa equalizado, do Investimento 1, é $5.572.901,57

1.4 Método da Taxa Interna de Retorno (TIR) Este método consiste em encontrar a taxa de juros que faz o VPL do fluxo de caixa se igualar à zero. Esta taxa de juros é chamada de TIR (taxa Interna de Retorno) e representa a real rentabilidade do investimento. Para a análise do investimento considera-se:

Se a TIR for maior que a taxa mínima de atratividade, implica que o investimento é atrativo (tem rentabilidade maior que a taxa mínima de atratividade).

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Se a TIR for menor que a taxa mínima de atratividade, implica que o investimento não é atrativo (tem rentabilidade menor que a taxa mínima de atratividade).

Se a TIR for igual à taxa mínima de atratividade, implica que o investimento tem rentabilidade igual à taxa mínima de atratividade.

Cálculo do Valor Inicial Tentativo

1. Tomar o Valor da Simples Soma Algébrica, até o fim do último ano, de todos os Fluxos de Caixa Pontuais, resultando no Fluxo de Caixa Cumulativo. Não será usada nenhuma taxa de juros, isto é, (i=0) para capitalização dos fluxos.

2. Dividir o Valor obtido em 1 pelo Investimento

3. Tomar o valor em porcentagem (%)

4. Dividir o valor obtido em 3 pelo número de anos (n)

5. Valor obtido em 4 é uma “Taxa de Retorno”, considerando-se juros simples, em % ao ano.

Exemplo

Ano j FCj 70 / 50 = 140%/4 =

Ano j

FCj

70 / 50 =

140%/4 =

Ano j FCj 70 / 50 = 140%/4 =
Ano j FCj 70 / 50 = 140%/4 =

0

1

2

3

4

Somatório

-50

30

30

30

30

70

140%

35% ao ano = Valor Inicial Tentativo para cálculo da Taxa de Retorno

-50 30 30 30 30 70 140% 35% ao ano = Valor Inicial Tentativo para cálculo

Cálculo por Interpolação

1. Calcular VPL(i) com uma taxa de desconto inicial i

2. Se VPL(i) > 0, então recalcular VPL com i’ > i. Enquanto o VPL estiver positivo, realizar novo cálculo com i’’>i’, até encontrar VPL negativo.

3. Utilizando os últimos valores calculados de VPL positivo e negativo, encontrar a TIR por interpolação:

Taxa do último VPL positivo (i p )

TIR

Taxa do primeiro VPL negativo (i n )

[(

)

Último VPL positivo (V p )

0

Primeiro VPL negativo (V n )

(

)]

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Exemplo 1: Um investidor que adotou taxa mínima de atratividade de 36% ao ano, deseja investir $500.000 num empreendimento que apresenta custos bimestrais de $25.200 e receita mensal de $79.500 durante 8 meses. Analisar se o investimento é atrativo. Exemplo 2: Um investidor deseja comprar um imóvel por $180.000. Ele prevê gastar em reformas, $15.000 no primeiro mês, $12.000 no segundo mês, $12.000 no terceiro mês, $10.000 no quarto mês e $9.000 no quinto mês e espera vendê-lo no sétimo mês por $330.000. Usando o Método de a TIR verificar se este investimento é atrativo para uma taxa mínima de atratividade de 42,6% ao ano. Exemplo 3: Um investidor tem três alternativas para investir $5.000.000 conforme os fluxos de caixa abaixo.

Investimento 1:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$1.200.000

 

2

$2.800.000

 

3

$3.100.000

 

4

$2.500.000

 

Investimento 2:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$2.700.000

 

2

$2.700.000

 

3

$2.700.000

 

Investimento 3:

Ano

Entrada

Saída

0

 

$5.000.000

1

$3.600.000

 

2

$3.100.000

 

Se o investidor adotou uma taxa mínima de atratividade de 25% ao ano verificar, pelo método da taxa interna de retorno, qual a melhor alternativa de investimento.

1.5 Comparação entre os Métodos da TIR e do VPL Ao se analisar uma ou mais alternativas de investimentos com os métodos estudados deve-se tomar alguns cuidados. O método da TIR pode apresentar vários resultados para um mesmo fluxo de caixa. Este método é utilizado por muitos profissionais da área financeira e marketing na tomada de decisão de investimentos. Sugere-se o método da TIR seja usado por pessoas que tenham profundos conhecimentos na área

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financeira, pois ele apresenta algumas distorções e alguns cuidados devem ser tomados. Deve-se dar preferência ao método do VPL, principalmente quando ocorrer de, ao analisar dois ou mais investimentos, um determinado investimento ser mais atrativo pelo método da TIR e ser menos atrativo pelo método do VPL. Quando um investimento é analisado isoladamente, se ele for atrativo pelo método do VPL, seguramente ele também o será pelo método da TIR. Porém a situação descrita no parágrafo anterior ocorre com certa frequência e quando se deparar com ela escolha o método do VPL para a tomada de decisão.

GRÁFICO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO Este gráfico facilita a “visualização” do comportamento dos investimentos que estão sendo analisados. Neste gráfico o VPL é colocado no eixo y e as taxas de juros no eixo x.

Exemplo:

Para um investimento inicial de $50.000, com taxa mínima de atratividade de 12% ao semestre e com o seguinte fluxo de caixa:

Semestre

Entradas

Saídas

0

 

$50.000

1

$10.000

 

2

$20.000

 

3

$35.000

 

4

$42.500

 

5

$41.000

 

O interessante é montar uma tabela com as taxas e os VPL’s e calcular cada VPL utilizando-se o método já visto.

Taxa

VPL

0%

$98.500

5%

$74.988

10%

$56.402

15%

$41.515

20%

$29.450

25%

$19.563

30%

$11.380

35%

$4.546

40%

$(1.212)

45%

$(6.100)

50%

$(10.280)

55%

$(13.879)

60%

$(16.998)

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Com estes valores traça-se o gráfico VPL x taxa:

8 Com estes valores traça-se o gráfico VPL x taxa: Note o seguinte: 1. Para taxa

Note o seguinte:

1. Para taxa igual a 0%, VPL=98.500, que é a somatória de todos os

saldos do fluxo de caixa

(-50.000+10.000+20.000+35.000+42.500+41.000);

2. Para taxa igual a 12% (igual à taxa mínima de atratividade), VPL é

igual a 44.695, que pelo método do VPL significa que o investimento é

atrativo;

3. O ponto no eixo da taxa de desconto onde a curva passa (quando

VPL=0) tem o valor da TIR (lembre-se que a TIR é taxa de juros que “zera” o fluxo de caixa na data focal ZERO);

Este gráfico se torna mais útil quando utilizado na comparação de duas ou mais alternativas de investimento.

Outro exemplo:

Considere duas alternativas de investimento, para um capital inicial de $100.000, taxa mínima de atratividade de 4% ao mês e com seus respectivos fluxos de caixa abaixo:

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Mês

Investimento 1

Investimento 2

0

-100.000

-100.000

1

35.000

7.000

2

32.000

10.000

3

29.000

13.000

4

26.000

16.000

5

23.000

19.000

6

20.000

22.000

7

17.000

25.000

8

14.000

28.000

9

11.000

31.000

10

8.000

34.000

11

5.000

37.000

12

2.000

40.000

Antes de criar a tabela de VPL x taxa é interessante calcular os valores da TIR de cada investimento e dos VPL’s segundo seus métodos:

Investimento 1 : TIR=23,21% ao mês e VPL=$86.734 Investimento 2 : TIR=15,26% ao mês e VPL=$107.439 Pelo método da TIR o Investimento 1 é melhor que o Investimento 2 e pelo método do VPL o Investimento 2 é melhor que o Investimento 1. Então, qual investimento efetivamente é mais vantajoso que o outro?

A tabela VPL x taxa fica:

Taxa

Investimento 1

Investimento 2

0%

122.000

182.000

2%

103.123

141.041

4%

86.734

107.439

6%

72.424

79.697

8%

59.861

56.654

10%

48.776

37.400

12%

38.946

21.217

14%

30.191

7.542

16%

22.357

(4.079)

18%

15.320

(14.004)

20%

8.973

(22.525)

22%

3.227

(29.877)

24%

(1.993)

(36.249)

26%

(6.752)

(41.799)

28%

(11.102)

(46.652)

30%

(15.093)

(50.916)

32%

(18.763)

(54.667)

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E o gráfico resultante:

10 E o gráfico resultante: Observando as curvas deste gráfico nota-se que o Investimento 2 é

Observando as curvas deste gráfico nota-se que o Investimento 2

é mais sensível à variação da taxa de desconto que o Investimento 1.

Como a parte mais significativa da entrada de caixa ocorre nos últimos períodos então a variação do VPL é maior, pois a influência da taxa+período é mais acentuada. Chega-se a algumas conclusões: quando o custo do capital é baixo

(no caso até 7,3% ao mês que é o ponto de equilíbrio) o Investimento 2

é uma alternativa melhor que o Investimento 1. E quando o custo do

capital se torna maior (no caso, acima de 7,3% ao mês) o Investimento 1 é a melhor alternativa. Como neste exemplo adotou-se uma taxa mínima de atratividade de 4% ao mês é preferível adotar o Investimento 2 que apresenta maior VPL, apesar dele apresentar menor TIR que o Investimento 1.

De outro modo, se houver a necessidade de entrada rápida de caixa pode ser adotado o Investimento 1. Lembre-se que existem vários parâmetros a serem analisados na decisão de um investimento.

1.6 TIR Modificada (TIRM) O método da TIR, vista anteriormente, considera que os saldos positivos dos fluxos de caixa são reinvestidas à uma taxa igual à TIR. Porém, geralmente, os saldos positivos dos fluxos de caixa são reinvestidos ao custo do capital. A TIR modificada é um método que leva

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este fato em consideração e é um avaliador mais preciso que a TIR regular.

A TIR modificada pode considerar, também, que o capital investido

é capitado no mercado financeiro caso o investidor opte em não dispor

de seus próprios recursos. Neste caso, para se calcular a TIRM, é necessário conhecer duas taxas: a de reinvestimento (taxa na qual o mercado financeiro paga pela aplicação) e a taxa e captação (taxa na qual o mercado financeiro cobra pelo empréstimo). Na maioria dos casos utiliza-se apenas da taxa de

reinvestimento, pois parte-se do princípio que o capital investido vem dos recursos próprios dos investidores.

O método da TIR modificada é mais necessário nos casos de fluxo de

caixa não convencional.

O processo para se calcular a TIRM é o seguinte:

1. Todos os saldos positivos do fluxo de caixa são levados à última data

focal deste fluxo à taxa de juros do custo do capital (taxa de

reinvestimento) e somados. (Vamos chamar esta soma de FV – ‘Valor Futuro’);

2. Todos os saldos negativos do fluxo de caixa são levados à data focal

ZERO pela taxa de juros igual ao custo do capital (que pode ser a taxa

de captação quando os recursos são obtidos no mercado financeiro ou a taxa de reinvestimento quando os recursos são dos próprios investidores) e somados (Vamos chamar de PV – ‘Valor Presente’);

3. Calcular a que taxa de juros que faz com que FV se iguale a PV na

data focal ZERO;

(

)

4. Esta taxa é a TIRM.

5. Se a TIRM é maior que a taxa do custo de capital, então o projeto

deve ser aceito, caso contrário não deve ser aceito.

Exemplo: Analisar, pelo método da TIRM, a viabilidade dos dois projetos descritos através de seus fluxos de caixa a seguir e com um custo de capital de 5% ao mês:

Mês

Projeto 1

Projeto 2

0

(50.000)

(50.000)

1

15.000

(15.000)

2

25.000

48.000

3

35.000

52.000

4

(10.000)

15.000

5

(10.000)

(12.000)

6

25.000

(15.000)

7

28.000

15.000

8

32.000

25.000

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Exercícios:

(*) Para os exercícios abaixo utilizar, sempre que possível, os três métodos estudados. Fazer o gráfico do VPL. 1. Uma empresa deseja investir $1.200.000 na compra de um equipamento que lhe dará receita mensal de $87.000. Os custos operacionais e de manutenção são de $15.200 mensais. Sabendo-se que o valor residual deste equipamento (após 18 meses) é de $420.000 e que a taxa mínima de atratividade adotada pela empresa é de 42% ao ano, analisar se este investimento é atrativo.

2. Analisar se os investimentos abaixo são atrativos e qual deles é melhor:

 

Investimento 1

Investimento 2

Semestre

Entrada

Saída

Entrada

Saída

0

-

159.000

-

159.000

1

76.000

23.000

95.500

23.000

2

83.000

 

- 83.000

-

3

95.500

 

- 76.000

-

Considerar taxa mínima de atratividade = 20% ao semestre.

3. Antônio acabou de ser demitido e recebeu de indenização $180.000. Ele está em dúvida em como investir este capital em duas alternativas possíveis: a primeira é aplicar este dinheiro no mercado financeiro num fundo de renda fixa que tem rendimento líquido de 1,5% ao mês. A segunda alternativa é adquirir uma casa lotérica por $180.000, que tem lucro líquido mensal de $4.800 e valor residual, daqui a 12 meses, de $150.000. Em qual alternativa Antônio deve investir?

4. Uma fábrica pretende investir na modernização dos seus equipamentos. Ela fará a alienação dos equipamentos antigos por $120.000 e tem duas opções de compra dos novos equipamentos:

 

Equipamento 1

Equipamento 2

Valor do Equipamento

$600.000

$750.000

Custo Semestral de Manutenção

$35.000

$20.000

Custo Mensal de Mão de Obra

$10.000

$8.500

Custo Mensal de Matéria Prima

$15.000

$20.000

Outras Despesas Semestrais

$50.000

$50.000

Valor Residual após 18 meses

$250.000

$315.000

Receita Mensal

$145.000

$160.000

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Considerando que o custo de capital é de 40% ao ano, qual a melhor alternativa?

5. Verificar se os investimentos abaixo, descritos pelos seus fluxos de caixa, são atrativos e qual deles é o mais interessante. Considerar taxa mínima de atratividade igual a 34% ao ano:

Investimento 1:

Ano

Fluxo de Caixa

0

($300.000)

1

-

2

-

3

$666.698

4

$666.698

Investimento 2:

Ano

Fluxo de Caixa

0

($300.000)

1

$130.000

2

$348.200

3

$480.244

6. Verificar qual dos investimentos abaixo descritos pelos seus fluxos de caixa é o mais atrativo, considerando que a taxa mínima de atratividade e a taxa de reinvestimento são de 1,8% ao mês e a taxa de captação é de 3,6% ao mês:

Mês

Investimento 1

Investimento 2

0

($150.000)

($150.000)

1

($100.000)

($40.000)

2

-

$60.000

3

$69.000

$60.000

4

-

$60.000

5

-

$60.000

6

$95.000

 

7

-

 

8

-

 

9

$95.000

 

10

$125.000

 

1.7 Payback O Payback corresponde ao tempo necessário para que os fluxos de caixa positivos recuperem os fluxos de caixa negativos e é normalmente expresso em anos. Seu cálculo é obtido a partir dos fluxos

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de caixas nominais e a decisão de aceitar ou não um projeto é tomada com base em algum período limite arbitrário (o período de Payback deverá ser inferior a esse limite), sem considerar o custo de capital.

Exemplo:

Uma empresa está analisando a possibilidade de realizar um projeto de vida útil de cinco (5) anos, que exigirá um investimento inicial de $ 1.000,00. As estimativas de fluxos de caixa futuros encontram-se a seguir.

Ano

Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa Acumulado

0

($1.000)

($1.000)

1

$300

($700)

2

$400

($300)

3

$500

$200

4

$500

$700

5

$500

$1.200

Podemos ver que, ao final de dois (2) anos, já recebemos $700 (300+400), mas ainda falta recuperar $300 para igualarmos o investimento inicial de $1.000. No ano três (3) recebemos $500 mais do que suficiente para recuperar os $300 restantes. Assim, o projeto deste investimento é de três (3) anos. Na prática, os fluxos de caixa não se concentram apenas em uma data do ano. Assumindo que os fluxos de caixa se distribuem uniformemente ao longo do ano, pode-se calcular o payback exato, suficiente para recuperar o investimento inicial. No exemplo acima, vê-se que ao final do ano dois (2), ainda falta recuperar $300 e que no ano três (3) é recuperado $500. Assim, é necessária apenas uma fração do terceiro ano.

Fração do 3º ano = 300/500 = 0,60

Logo, o payback exato é de 2,60 anos. A aplicação do método payback é simples e produz um resultado de fácil interpretação,

o tempo necessário para recuperar o capital investido. O payback mede

a liquidez do projeto. No entanto, desconsidera o valor do dinheiro no tempo que se torna uma desvantagem. Buscando eliminar essa desvantagem pode-se utilizar

o payback descontado.

1.8 Payback descontado O payback descontado é calculado de forma similar ao payback normal, mas calcula-se o tempo de retorno do capital investido a partir do valor presente dos fluxos de caixa (considerando o custo de capital).

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15

Exemplo:

Considerando os mesmos dados do exemplo anterior, primeiro é necessário calcular o valor presente de cada entrada ou saída de caixa, levando-se em consideração o custo de oportunidade (25% a.a.).

Ano

Fluxo de Caixa

FC a valor presente

FC a valor presente acumulado

0

($1.000)

($1.000)

($1.000)

1

$300

$240

($760)

2

$400

$256

($504)

3

$500

$256

($248)

4

$500

$204,08

($43,20)

5

$500

$163,84

120,64

Dessa forma, podemos dizer que o payback descontado desse projeto é de cinco (5) anos. Assumindo que os fluxos de caixa se distribuem uniformemente ao longo do ano, poder-se-ia calcular o payback descontado exato, suficiente para recuperar o investimento inicial. No final do ano quatro (4), ainda falta recuperar $ 43,20, sendo que recuperamos, a valor presente, $ 163,84 no ano cinco (5). Assim, precisamos apenas de uma fração do quinto ano.

Fração do 5º ano = 43,20 / 163,84 = 0,26

Logo, o payback descontado exato, é igual a 4,26 anos. Observa- se que o projeto do exemplo acima tem payback nominal de 2,60 anos e payback descontado de 4,26 anos. Cabe ao investidor estabelecer o payback esperado de seus projetos.

Exemplo Um empreendedor fez uma projeção de fluxo de caixa de um novo projeto para sua empresa e está interessado em determinar sua viabilidade por intermédio do VPL, TIR, TIR modificada, payback epayback descontado. O custo de oportunidade é 10% a.a.

Ano

Fluxo de Caixa

 

0 ($10.000)

 

1 ($5.000)

 

2 $7.000

 

3 $8.000

 

4 $9.000

 

5 $10.000

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Exercícios 1. Um estudante está analisando a possibilidade de fazer um projeto de investimento. Determinar sua viabilidade através do VPL, TIR, TIR modificada, payback e payback descontado, sabendo-se que o custo de capital é 1% a.m.

Ano

Fluxo de Caixa

0

($750)

1

($500)

2

-

3

-

4

$100

5

$200

6

$300

7

$300

8

$300

9

$400

2. Uma empresa esta analisando a viabilidade de um projeto com

vida útil de 5 anos, que exigirá um investimento de R$ 5.000,00. Determinar o VPL, TIR, TIR modificada, payback e payback descontado, sabendo-se que o custo de oportunidade é 10% a.a.

Ano

Fluxo de Caixa

 

0 ($5.000)

 

1 $1.000

 

2 $2.000

 

3 $3.000

 

4 $4.000

 

5 $5.000

3. Um empreendedor fez uma projeção de fluxo de caixa de um novo

projeto para sua empresa e está interessado em determinar sua viabilidade através do VPL, TIR, TIR modificada, payback e payback descontado. O custo de oportunidade é 12% a.a.

Ano

Fluxo de Caixa

 

0 ($18.000)

 

1 ($3.000)

 

2 $5.000

 

3 $7.000

 

4 $10.000

 

5 $14.000

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17

1.9 Método do Valor Uniforme Equivalente A aplicação do método do valor uniforme equivalente é mais recomendada quando se decide sobre aquisição de equipamentos cuja reposição seja efetuada periodicamente. Assim, o VUE é adequado para amparar decisões quanto à aquisição, seja por compra, financiamento ou aluguel (leasing), de equipamentos que executem idêntico trabalho. O método permite, também, estabelecer o tempo ótimo de comissionamento de equipamentos. Neste caso cada período de tempo analisado corresponde a uma alternativa de investimento distinta. Em ambos os casos acima comentados, seja em aquisição ou definição de tempo, o objetivo do processo é definir qual alternativa apresenta o maior benefício ou o menor custo equivalente no período. Como exemplo de equipamentos a serem periodicamente repostos cita- se: veículos integrantes de frota de serviços; equipamentos de terraplenagem; maquinas de solda; equipamentos de inserção automática; moldes para injeção, etc.

1º Passo: Elaborar o conjunto de fluxos de caixa do projeto; 2º Passo: Calcular o respectivo valor presente líquido; 3º Passo: Calcular ao valor da série periódica equivalente:

(

)

A decisão recai sobre a alternativa que apresentar o maior valor uniforme equivalente.

Exemplo: considerando os fluxos de caixa das seguintes alternativas de investimento, analisar qual delas é a mais atrativa pelo método do Valor Uniforme Equivalente para uma TMA de 25% ao ano:

Ano

Alternativa 1

Alternativa 2

Alternativa 3

0

(190.000)

(120.000)

(170.000)

1

100.000

90.000

120.000

2

120.000

120.000

120.000

3

120.000

 

120.000

4

120.000

   

Exercicios:

1. Um empresário tem duas alternativas de investimento. Na primeira ele faz um investimento inicial de R$ 900 mil e na segunda, um de R$ 1.100 mil. Para analisar a viabilidade destes investimentos ele adotou o método do valor uniforme liquido e uma taxa mínima de atratividade de 20% a.a. Neste caso, o retorno do primeiro ano tem valor igual para as duas alternativas. Os demais retornos são:

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18

Alternativa 1: R$ 600 mil no 2º ano, R$ 750 mil no 3º ano e R$ 900 mil no 4º ano.

Alternativa 2: R$ 1.000 mil no 2º ano e R$ 900 mil no 3º ano.

Qual o valor do retorno do 1º ano de maneira que as duas alternativas tenham a mesma atratividade?

2. Um empresário tem duas alternativas de investimento. Na primeira, ele faz um investimento inicial de R$ 800 mil e tem 8 retornos anuais de R$ 328,51 mil cada. Na segunda, ele faz um investimento inicial de R$ 500 mil e terá retorno de R$ 300 mil no 1º ano, R$ 350 mil no 2º, há uma dúvida no retorno do 3º ano, e R$ 400 mil no 4º ano. Ele adotou uma taxa mínima de atratividade de 15% a.a. e o método do valor uniforme liquido. Ele quer saber quanto deve ser o retorno do 3º ano da segunda alternativa, de maneira que as duas alternativas tenham a mesma atratividade.

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19

2. Estimação frente à incerteza Nas técnicas de análise de investimentos pode-se considerar a incerteza dentro da taxa mínima de atratividade, como vimos nos módulos anteriores, ou considerá-la nos fluxos de caixas futuros atribuindo a cada um deles certo grau de certeza ou probabilidade de ocorrência. Lembre-se que quanto mais longe no tempo for a projeção do retorno esperado, maior a sua incerteza de ocorrência e consequentemente maior o risco. Então, nas projeções serão consideradas as respectivas probabilidades de ocorrência.

Exemplo Sejam os seguintes fluxos de caixas de duas alternativas de investimentos e suas respectivas probabilidades de ocorrências:

 

Alternativa 1

Alternativa 2

 

Fluxo de

 

Fluxo de

 

Ano

Caixa

Probabilidade

Caixa

Probabilidade

0

(320.000)

 

(430.000)

 

1

125.000

95%

170.000

90%

2

120.000

80%

170.000

80%

3

130.000

75%

175.000

75%

4

120.000

70%

180.000

70%

5

125.000

60%

   

Para uma taxa mínima de atratividade de 14% ao ano, fazer uma análise destes investimentos e riscos envolvidos, utilizando o método da TIR.

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20

3. Depreciação Depreciação significa desvalorização. Quando uma empresa

adquire um ativo imobilizado (máquina, equipamentos, veículos, imóveis, etc) este sofre um desgaste no decorrer do tempo e consequentemente, uma desvalorização. A depreciação real de um ativo destes, num determinado período, é a diferença entre o seu valor de aquisição e o seu valor de revenda. A legislação dos países permite que as empresas recuperem parte deste prejuízo, lançando no seu balanço, periodicamente, parte da depreciação como despesa, diminuindo assim a base de cálculo e o valor

a ser pago do imposto de renda. As empresas devem seguir as regras impostas pela legislação, tais como o método do cálculo da depreciação (a depreciação lançada não é a real e sim a depreciação contábil ou teórica) e o prazo para a depreciação total de cada ativo (por exemplo, máquinas e equipamentos em 10 anos, imóveis em 20 anos, etc). Para o cálculo da depreciação teórica existem vários métodos. É permitida às empresas a escolha de um destes métodos: o Linear, o de Cole e o Exponencial.

3.1 Definições e fórmulas comuns:

Para qualquer um dos métodos, as definições e fórmulas a seguir são válidas:

Onde DPt = Depreciação total nos período 1 à n DPj = Depreciação no período j

Onde: VRn=Valor Residual após n períodos VA=Valor de aquisição

Por exemplo, seja um ativo adquirido por R$ 80.000 e depreciado em 3 anos por R$ 24.000. O seu valor residual, ao final do 3º ano, é de

R$56.000.

3.2 Método Linear No método linear, a depreciação por período é constante, portanto

a depreciação por período é calculada por:

Onde n é o número total de períodos para a depreciação total do ativo.

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21

Exemplo:

Um veículo foi adquirido por uma empresa por R$ 50.000. Se para este tipo de ativo é permitida uma depreciação total em 5 anos, qual o valor da depreciação por ano? Montar uma tabela contendo o plano de depreciação.

3.3 Método de Cole ou da Soma dos Dígitos

No método de Cole, a depreciação por período decresce no decorrer do tempo, segundo a fórmula:

Onde: DPj = depreciação no período j Frj= Fração a depreciar j = período da apuração da depreciação n=total de períodos para a depreciação total do ativo

Exemplo:

Um equipamento foi adquirido por uma empresa por R$ 120.000. Se para este tipo de ativo é permitida uma depreciação total em 10 anos, montar o plano de depreciação.

3.4 Método Exponencial

No método Exponencial, a depreciação por período decresce no decorrer do tempo exponencialmente. Neste método, é impossível depreciar cem por cento do ativo, pela própria definição do método. As fórmulas utilizadas são:

(

(

)

)

Onde: VRj=Valor residual no final do período j td=taxa de depreciação j=número de períodos de depreciação

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22

DPj = depreciação acumulada até o período j VA= valor de aquisição do ativo

Exemplo: uma empresa adota o método exponencial para o cálculo da depreciação dos seus ativos. Um ativo foi adquirido por R$ 70.000 e será depreciado em 5 anos a uma taxa de 25% ao ano. Montar o plano de depreciação.

Exercícios

1. Qual o valor residual de um ativo, após 6 anos de depreciação linear,

adquirido por R$ 75.000 e cujo prazo de depreciação total é de 10 anos?

2. Qual a depreciação no 15º ano de um imóvel, adquirido por R$

1.400.000 e depreciável cem por cento em vinte anos, se o método

utilizado for o da Soma dos Dígitos?

3. Qual o valor residual de um ativo, após 8 anos de depreciação

exponencial, a uma taxa de 18% ao ano, adquirido por R$ 200.000 e cujo prazo de depreciação total é de 10 anos?

4. Uma empresa adquiriu um ativo por R$ 48.000 e fará a depreciação

pelo método linear. O prazo permitido para a depreciação total deste ativo é de 10 anos. Qual o total que será depreciado até o 7º ano?

5. Um imóvel adquirido por R$ 800 mil, totalmente depreciáveis em 20

anos pelo método de Cole, terá qual valor residual no 8º ano?

6. Um automóvel é adquirido por uma empresa por R$ 65.500 e

depreciável totalmente em 5 anos. Se a taxa de depreciação é de 22% ao ano, qual será o total depreciado até o 4º ano?

7. Se um ativo depreciável em 5 anos linearmente, teve uma depreciação

acumulada de R$ 36.000 no 4º ano, então qual o seu valor residual neste

ano?

8. Qual o valor de aquisição de um ativo, depreciável em 10 anos pelo

método de Cole, cuja depreciação no 5º ano é de R$ 27.273?

9. Qual a taxa de depreciação de um ativo adquirido por R$ 98.000 e

com valor residual de R$ 36.961 no 6º ano?

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23

4. Depreciação, Imposto de Renda e Análise de Investimento

As empresas podem lançar a depreciação dos seus ativos permanentes como despesas, diminuindo a sua base de cálculo do imposto de renda sobre o lucro e consequentemente pagando menos imposto. Se a empresa vender seu ativo permanente, apura-se o lucro ou prejuízo pela diferença entre o valor da venda e o valor residual deste ativo.

Caso apure-se lucro, a empresa deverá pagar o imposto de renda sobre este ganho. Caso apure-se prejuízo, a empresa poderá lançá-lo como despesa. Note que os lançamentos são apenas contábeis e não envolvem fluxo de caixa. Por exemplo, se num determinado período a empresa lançou um total de R$ 230 mil como despesas de depreciação não há uma saída de caixa correspondente a este valor. Da mesma forma, se a empresa adquiriu um empréstimo ou financiamento junto a um banco, ela poderá lançar os juros pagos como despesas financeiras.

Exemplo Certo investidor analisa a possibilidade de investir R$ 2,4 milhões numa indústria de componentes eletrônicos, destinando 80% deste valor para a aquisição de equipamentos de produção e instrumentos de medição, e o restante em automóveis e caminhões. Ele receberá um financiamento de R$ 650 mil, que será concedido por um banco, a uma taxa de 14% ao ano, com pagamento em uma única vez ao final do primeiro ano. As receitas operacionais líquidos e os custos e despesas operacionais, nos três anos previstos deste investimento, são apresentados na tabela a seguir (valores em milhares de R$):

 

Ano 1

Ano 2

Ano 3

Receita Operacional Líquida

2.250

3.294

3.186

Custos

e

Despesas

922,50

1.350,54

1.306,26

Operacionais

No final do terceiro ano são previstas as revendas dos equipamentos e instrumentos de medição por R$ 530.000 e os automóveis e caminhões por R$ 280 mil. Os primeiros são depreciados contabilmente em 10 anos e os demais em 5 anos, todos pelo método linear.

Sabendo-se que a alíquota do imposto de renda sobre o lucro é de 37% e a taxa mínima de atratividade do investidor é de 32% ao ano, analisar pelo método da TIR se este investimento deve ser realizado.

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24

 

Valor Residua l 3º ano

 

Revend

     

Ativo

Depreciação

 

a

Lucro

IR

Desp.

Equip.

1.334

192

 

Ano

 

530

(814)

 

(814)

e Inst.

Veíc.

192

96

Ano

 

280

88

(32,56)

 

Juros no 1º ano devidos do empréstimo: 91

 
 

Operação

 

Ano 0

Ano 1

Ano 2

 

Ano 3

Receita Operacional Líquida

 

2.250

3.294

 

3.186

Custos e Despesas Operacionais

 

(922,50)

(1.350,54)

(1.306,26)

Depreciação e prejuízo na venda de ativos

 

(288)

(288)

 

(1102)

Despesas Financeiras

 

(91)

   

Lucro Bruto

   

948,50

1.655,45

 

777.74

Imposto de Renda

   

(350,95)

(612,52)

(287,76)

Lucro Líquido

   

597,56

1.042,94

 

489,98

Crédito da depreciação

 

288

288

 

1.102

Amortização do empréstimo

   

(650)

   

Receita na venda dos ativos

       

777,44

Fluxo de Caixa do Investimento

   

(1.750)

235,56

1.330,94

2.369,42

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Exercícios

1. Uma empresa investirá R$ 1.280.000 num equipamento, depreciável

linearmente em 10 anos, que lhe trará receitas anuais de R$ 750 mil no primeiro ano, R$ 736 mil no segundo ano e R$ 690 mil no terceiro ano. Os custos e despesas totais serão de R$ 320 mil, R$ 380 mil e 395 mil nestes 3 anos. A empresa fará um financiamento de R$ 200 mil, a uma taxa de juros de 14% ao ano e pagamentos em 3 parcelas anuais. No final do terceiro ano, a empresa encerrará as atividades e venderá o equipamento por R$ 926 mil. Se a alíquota do imposto de renda sobre o lucro é de 32%, analisar pelo método do VPL se o investimento é atrativo a uma taxa mínima de 16% a.a.

2. Uma empresa investirá R$ 440 mil num equipamento, depreciável em

10 anos, que lhe trará receitas anuais de R$ 1.200 mil durante 5 anos, custos e despesas totais de R$ 740 mil nos 3 primeiros anos e R$ 810 mil no 4º e 5º anos. A empresa terá despesas anuais com pagamentos de juros de R$ 60 mil, R$ 50,56 mil, R$ 40 mil, R$ 28,13 mil e R$ 14,86 mil respectivamente nestes 5 anos. No final do quinto ano, a empresa venderá o equipamento por R$ 180 mil. Se ela adota o método linear de depreciação e se a alíquota do imposto de renda sobre o lucro é de 35%, calcular o retorno estimado de cada ano, e analise pelo método do VPL se o investimento é atrativo a uma taxa mínima de 18% a.a.

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26

5. Reposição e substituição de ativos permanentes Os ativos permanentes das empresas possuem um tempo de vida útil, portanto eles devem ser trocados periodicamente. Financeiramente é possível haver uma vantagem em trocá-los antes do término do seu tempo de vida, assim, deve-se determinar a melhor periodicidade da troca, sob o aspecto financeiro. Por definição Reposição é a troca do ativo por outro novo e similar e Substituição é a troca do ativo por outro novo e de tecnologia diferente.

5.1 Reposição O objetivo da análise de Reposição (troca de um ativo por outro

novo e similar) é determinar a periodicidade com que deve ser realizada

a troca. Devem ser levados em conta todos os valores financeiros que

envolvem esta troca, tais como despesas de operação e manutenção, valor de revenda do ativo, etc. Para facilitar a análise adotaremos as saídas de caixa com valores positivos e as entradas com valores negativos e a decisão cairá sobre a alternativa que apresentar o menor valor. A técnica de análise consiste em determinar o valor presente líquido e o valor uniforme equivalente dos valores do fluxo de caixa para cada política de troca.

Exemplo: uma indústria opera certo equipamento cujo valor de aquisição

é de R$ 450 mil e os custos de manutenção e valores de revenda, a cada ano do seu tempo de vida útil, são apresentados na tabela a seguir:

Ano

Custo de Manutenção

Revenda

1

5.000

405.000

2

15.000

360.000

3

15.000

315.000

4

15.500

270.000

5

16.000

225.000

6

16.000

180.000

7

20.000

135.000

8

25.000

90.000

9

45.000

45.000

10

50.000

-

Se o custo de oportunidade é de 14% ao ano, determinar a melhor política e reposição para este equipamento.

Calcular o VPL e o VUE para cada possibilidade de troca:

Política de troca a cada ano:

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27

Política de troca a cada 2 anos:

Política de troca a cada 3 anos:

Seguindo o mesmo desenvolvimento para as demais políticas, monta-se a seguinte tabela:

Política de troca (a cada n anos)

VPL

VUE

1

99.737

113.700

2

188.920

114.729

3

263.437

113.470

4

325.368

111.668

5

376.682

109.721

6

418.823

107.704

7

454.871

106.072

8

486.035

104.775

9

517.586

104.639

10

544.911

104.467

Portanto a melhor política de reposição do equipamento é a cada 10 anos por apresentar o menor valor uniforme equivalente (VUE).

5.2 Substituição A substituição é a troca do ativo por outro de tecnologia diferente.

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28

Exemplo:

Uma locadora de veículos possui uma frota cujos gastos com manutenção estão atualmente em R$ 45.000 e crescendo linearmente a uma taxa de R$ 6.000 a mais por ano. A empresa estuda a viabilidade de se substituir toda a frota com um investimento de R$ 350.000. Esta nova frota tem vida útil de 10 anos e seus custos de manutenção são fixos em R$ 10.000 por ano. A desvalorização anual desta frota é de 15% sobre o valor de

revenda do ano anterior. O custo de oportunidade do capital é de 16% ao ano. Com estas informações, analisar e decidir:

a)

Quando efetuar a substituição;

b)

A

melhor política de reposição da frota nova.

Decidir sobre a melhor política de reposição

Ano

O&M

Revenda

VPL

VUE

1

10.000

297.500

102.155

118.500

2

10.000

252.875

178.125

110.965

3

10.000

214.944

234.754

104.526

4

10.000

182.702

277.077

99.020

5

10.000

155.297

308.804

94.312

6

10.000

132.002

332.668

90.283

7

10.000

112.202

350.685

86.834

8

10.000

95.372

364.345

83.881

9

10.000

81.066

374.749

81.351

10

10.000

68.906

382.712

79.184

A melhor política de reposição para a frota nova é a cada 10 anos,

que apresenta um VUE de R$ 79.184. Agora precisamos determinar quando a substituição deverá ser feita. Vamos projetar os custos de manutenção da frota antiga:

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29

Data

Gastos de Manutenção

Final deste ano

45.000

Final do 2º ano

51.000

Final do 3º ano

57.000

Final do 4º ano

63.000

Final do 5º ano

69.000

Final do 6º ano

75.000

Final do 7º ano

81.000

Final do 8º ano

87.000

Final do 9º ano

93.000

A decisão é fazer a substituição no início do 7º ano, pois assim se trocará as despesas de R$ 81.000 (equivalentes no final do ano) por um valor equivalente anual da frota nova de R$ 79.184.

Exercícios

1. Calcular o tempo ótimo de reposição de um equipamento que custa R$

120.000 e, cujos gastos com operação e manutenção e valores de revenda, nos 10 primeiros anos, estão previstos na tabela a seguir. O custo do capital é de 12% ao ano.

Ano

Custos de O&M

Valor de Revenda

1

1.000

108.000

2

1.000

96.000

3

2.500

84.000

4

3.530

72.000

5

4.400

60.000

6

6.930

48.000

7

9.010

36.000

8

13.050

24.000

9

15.520

12.000

10

18.030

0

2. Uma operadora de TV a Cabo e internet necessita trocar toda a sua

rede de cabos, pois ela tem se deteriorado a cada ano e consequentemente a operadora está perdendo clientes. Sua receita, que era de R$ 148 milhões há 7 anos, vem decrescendo à uma taxa

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exponencial de 2% ao ano. [ Rj=Rj-1*(1 - 2%) ] Com um investimento de R$ 38 milhões, é possível trocar toda a rede de cabos, e recuperar a receita. Nos dois primeiros anos a receita permanecerá igual à atual, e depois deste prazo, ela irá crescer exponencialmente a uma taxa de 4% ao ano [ Rj=Rj-1*(1 + 4%) ], em 8 anos. Se o custo de oportunidade é de 10% ao ano, qual a melhor data para a troca da rede?

3. Uma transportadora possui uma frota de caminhões, cujos custos de manutenção serão de R$ 230 mil no final do ano, e crescem linearmente em mais R$ 20 mil a cada ano. Daqui a 5 anos encerra-se a vida útil destes caminhões. Existe a oportunidade de se vender os caminhões, para um ferro velho, a qualquer época, por R$ 30 mil. Uma nova frota de caminhões poderá ser adquirida, para substituir a existente, por R$ 920 mil, com vida útil de 10 anos e cujos custos de manutenção e valores de revenda, ano a ano, estão descritos na tabela abaixo. Se a taxa de desconto é de 12% a.a., quando deverá ocorrer a substituição da frota antiga e qual a melhor política de reposição para a frota nova?

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