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O INSTRUMENTO DE CONTRATAÇÃO DO ATLETA PROFISSIONAL DE FUTEBOL

E CONTRATOS ACESSÓRIOS

RESUMO

Carlos Eduardo Cavalheiro 1

O presente artigo tem como objeto a exposição e análise dos contratos celebrados por entidades de prática desportiva e atletas profissionais de futebol no Brasil, à luz da Lei Pelé, instituída no ano de 1998. Para atingir este propósito, inicialmente é feita uma exposição do contrato de trabalho do atleta profissional de futebol. Discorre também sobre os contratos civis de cessão de direitos federativos e de cessão de direitos econômicos, celebrados entre os atletas profissionais de futebol, entidades de prática desportiva.

PALAVRAS-CHAVE: vínculo desportivo; cessão de direitos federativos; cessão de direitos econômicos.

INTRODUÇÃO

O presente artigo discorre sobre um tema que desperta curiosidade em grande

parte da população, justamente por se tratar de uma exposição de como é tratado o

direito desportivo no Brasil.

Como o enfoque deste artigo são os contratos decorrentes de atividade de

prática desportiva, são estudadas as novas exigências da Lei Pelé no tocante à

contratos de trabalho de atletas profissionais de futebol, contratos civis de cessão de

direitos federativos e contratos civis de cessão de direitos econômicos.

A partir da vigência da Lei Pelé, este instrumento contratual acabou por se

tornar diferenciado, com inúmeras alterações e com termo estipulado.

Na exposição deste artigo ainda são exploradas as modalidades de contratos

de cessão temporária e cessão definitiva de direitos inerentes a atletas profissionais

para outras entidades de prática desportiva, e envolvem altas somas em dinheiro.

1 Acadêmico do curso de Direito, Escola de Direito e Relações Internacionais do Complexo de Ensino Superior do Brasil - UniBrasil.

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Isso porque estas modalidades vêm sendo usadas com muita freqüência pelas entidades de prática desportiva.

1 O INSTRUMENTO DE CONTRATAÇÃO DO ATLETA PROFISISONAL DE FUTEBOL E SUAS CARACTERÍSTICAS

Inicialmente, cabe-nos entender o significado do termo “atleta". Atleta é toda pessoa que pratica esportes. No entanto, atleta profissional é toda pessoa que pratica esporte, não por mera liberalidade, mas aquele que pratica o esporte como uma profissão. Neste sentido, o atleta profissional de futebol atuante no Brasil tem sua profissão regulamentada de maneira especial. Isso porque, além de aplicar-se ao seu contrato todas as regras da Consolidação das Leis do trabalho, justamente por ser um trabalhador, a Lei Pelé também deve ser observada, justamente porque é ela quem regulamenta de modo específico a profissão. O contrato de trabalho do atleta profissional de futebol deve conter o nome das partes contratantes, devidamente individualizadas e caracterizadas e o prazo da vigência, justamente pela natureza do contrato, como veremos mais adiante. Deve conter prazo determinado, estabelecer a remuneração, com especificação do salário, prêmios e gratificações, além de bonificações e luvas, quando for o caso, disposição de que os contratantes conhecem a legislação vigente e os estatutos que regulamentam e disciplinam a entidade em que estiverem vinculados além do número da carteira de trabalho do atleta profissional. Ainda, como qualquer outro trabalhador, o atleta profissional de futebol tem garantidos todos os direitos positivados expressamente no artigo 7º 2 da Constituição Federal.

2 Artigo 7º da Constituição Federal: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória,

dentre outros direitos; II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; (

igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à previdência social.”

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);

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Observe-se que a diferença deste contrato está no fato que, junto das condições gerais, as regras próprias de sua atividade devem ser interpretadas de forma harmônica. Contudo, vale ressaltar que o fato de submeterem-se a uma normatização específica não afasta a aplicação de todos os preceitos contidos na Consolidação das Leis do Trabalho, além de ser disciplinado pelo Estatuto dos Jogadores da FIFA naquelas situações que envolvam transferências internacionais dos atletas profissionais. A Consolidação das Leis do Trabalho prevê em seu artigo 443 3 que o contrato de trabalho pode ser pactuado de forma tácita ou expressa, inclusive verbal. A sua vez, o contrato do atleta profissional de futebol, ao contrário dos demais contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, só será válido se for celebrado de forma escrita.

Ademais, a regra específica trazida no artigo 28 da Lei Pelé estabelece que o contrato deve ser pactuado formalmente, com previsões específicas, como remuneração e penalidades em caso de rescisão. Estas obrigatoriedades ocorrem porque o atleta profissional somente terá condições de desenvolver sua atividade se o contrato estiver devidamente registrado na entidade de administração desportiva competente. De mesmo modo, a já revogada Lei 6.354/1976, tratava do contrato de trabalho do atleta profissional de futebol em seu artigo 3º 4 , sendo expressa ao determinar que o contrato do atleta profissional de futebol deve ser escrito, dentre outras formalidades. A Lei Pelé, legislação que rege o desporto no Brasil, recepcionou em parte o contido na Lei 6.354/1976, incluindo a obrigatoriedade da inclusão da cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão unilateral do contrato, dispondo o seu artigo 28 da seguinte forma:

3 Artigo 443 da Consolidação das Leis do Trabalho: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.”

4 Artigo 3º da Lei 6.354/1976: “O contrato de trabalho do atleta, celebrado por escrito, deverá conter: I - os nomes das partes contratantes devidamente individualizadas e caracterizadas; II - o prazo de vigência, que, em nenhuma hipótese, poderá ser inferior a 3 (três) meses ou superior a 2 (dois) anos.”

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Art. 28. A atividade do atleta profissional, de todas as modalidades desportivas, é caracterizada por remuneração pactuada em contrato formal de trabalho firmado com entidade de prática desportiva, pessoa jurídica de direito privado, que deverá conter, obrigatoriamente, cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão unilateral. § 2 o O vínculo desportivo do atleta com a entidade desportiva contratante tem natureza acessória ao respectivo vínculo trabalhista, dissolvendo-se, para todos os efeitos legais: I - com o término da vigência do contrato de trabalho desportivo; ou II - com o pagamento da cláusula penal nos termos do caput deste artigo; ou III - com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial de responsabilidade da entidade desportiva empregadora prevista nesta lei.

Vale lembrar que, mesmo não existindo o contrato de trabalho, a formação e o reconhecimento do vínculo podem existir, desde que presentes os requisitos presentes do artigo 3º 5 da Consolidação das Leis do Trabalho, quais sejam: pessoa física que presta serviços de natureza não eventual e empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Entretanto, a ausência deste instrumento acaba por gerar prejuízos para ambas as partes, haja vista que o atleta profissional não poderá disputar competições profissionais, porque como se viu, o contrato deve estar registrado na entidade que administra a modalidade, e para o clube, porque não poderá exigir o valor da cláusula penal numa eventual rescisão antecipada do contrato. Já o atleta não-profissional de futebol não pode ter reconhecido o vínculo de emprego. Isso porque não estão presentes os pressupostos legais para o reconhecimento da relação de emprego, quais sejam: pessoalidade, onerosidade, eventualidade e subordinação. Além disso, deve estar presente a pessoalidade e não eventualidade na prestação do serviço. No que tange à onerosidade, destaque-se que o simples fato da entidade de prática desportiva fornecer incentivos materiais ao atleta não é suficiente para caracterizá-la. Ademais, na prática amadora, não há obrigação de se estar presente em todos os treinamentos e nos jogos, o que descaracteriza a eventualidade. Outra peculiaridade do contato de trabalho de um atleta profissional de futebol face aos contratos regidos unicamente pela Consolidação das Leis do trabalho é a duração da relação de trabalho.

5 Artigo 3º da Consolidação das Leis do Trabalho: “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste mediante salário.”

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Como se sabe, a regra geral adotada pela Consolidação das Leis do Trabalho é de que contratos de trabalho não tenham termo determinado, em respeito ao princípio da continuidade, exceto aqueles previstos no artigo 443, § 2º 6 da legislação supramencionada, que podem ser convencionados tácita, expressa, verbalmente ou por escrito por prazo determinado ou indeterminado. No caso dos atletas profissionais de futebol, a regra é determinação expressa do tempo de vigor do contrato de trabalho, o qual deve obrigatoriamente ter duração mínima de 3 (três) meses e máxima de 5 (cinco) anos, de acordo com artigo 30 7 da Lei Pelé. Assim, não se aplicam a estes contratos a determinação do artigo 445 8 da Consolidação das Leis do Trabalho que dispõe que os contratos por prazo determinado não poderão ter prazo estipulado por mais de 2 (dois) anos, além do artigo 451 9 do mesmo codex, o qual menciona que, prorrogado o contrato a termo, passará a vigorar sem determinação de prazo. E tratando-se de um contrato de trabalho por tempo determinado, ainda que haja suspensão ou interrupção do referido contrato em virtude de um acidente de trabalho, o tempo da suspensão ou interrupção não pode jamais ser considerado para o fim de se prorrogar o referido Contrato de Trabalho sem a anuência do atleta profissional de futebol, eis que, ao se exceder o prazo estabelecido para o fim da vigência do contrato, o mesmo passa a ser considerado como um contrato de trabalho por tempo indeterminado. Nesse sentido Sérgio Pinto MARTINS, assim leciona:

Nos contratos por tempo determinado, o período de suspensão ou interrupção do contrato de trabalho não influenciará em nada no término do referido pacto, pois as partes sabiam de antemão quando haveria a cessação do citado ajuste. Assim, se ocorrer, por exemplo, doença do empregado ou acidente de trabalho 15 dias antes da cessação do contrato de trabalho, o

6 Artigo 443, § 2º da Consolidação das Leis do Trabalho: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado.”

7 Artigo 30 da Lei 9.615/1998: “O contrato de trabalho do atleta profissional terá prazo determinado, com vigência nunca inferior a três meses.”

8 Artigo 445 da Consolidação das Leis do Trabalho: “O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.”

Artigo 451 da Consolidação das Leis do Trabalho: “O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.”

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empregador irá remunerar esses dias e o contrato cessará. Não ficará o contrato de trabalho suspenso até o empregado recuperar sua capacidade de trabalho. Isso tanto ocorrerá nas hipóteses previstas para a contratação por tempo determinado, como também no contrato de experiência, que hoje é considerado espécie de contrato por tempo determinado. Se o pacto laboral terminar no dia 30 de junho e o empregado sofrer acidente de trabalho ou ficar doente no dia 21 de junho, a empresa não terá de pagar os salários de cinco dias após o dia 30 de junho, nem o pacto laboral irá ficar interrompido ou suspenso até o retorno do empregado à empresa. Caso o empregador entenda que o contrato de trabalho fica interrompido até o dia 5 de julho, retornando o empregado ao trabalho por mais 15 dias, o pacto laboral se transformará em contrato por tempo indeterminado, pois foi excedido o prazo de contratação. Assim, o contrato de trabalho termina exatamente no último dia do prazo combinado entre as partes. Se

o empregado se acidentou ou ficou doente nos últimos 15 dias do contrato de trabalho, este não

No contrato de

se suspende ou interrompe, cessa no último dia acordado entre as partes. (

trabalho por tempo determinado disciplinado pela Lei n. 9601, a regra a observar é a mesma, ou

seja, se o empregado sofrer acidente de trabalho ou ficar doente, tendo de se afastar, o contrato de trabalho não será prorrogado pelo tempo igual ao do afastamento. No último dia acordado, terminará o pacto laboral.

).

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Nos mesmos termos da doutrina supra transcrita, verifica-se que a regra geral estabelecida na Consolidação das Leis do Trabalho com relação aos Contratos de Trabalho por tempo determinado é no sentido de se proibir terminantemente o acréscimo de eventual prazo de suspensão ou interrupção na vigência do referido contrato, seja por acidente de trabalho ou por qualquer outro motivo. É justamente por isso que nos contratos de trabalho por prazo determinado não há que se falar em garantia e/ou estabilidade de emprego. Nesse sentido, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região já se pronunciou no seguinte sentido:

CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO – ESTABILIDADE ACIDENTÁRIA – INEXISTENTE. Ao firmar o contrato por prazo determinado o reclamante já sabia, antecipadamente, a data de sua extinção. Mesmo que ocorresse um fato superveniente, como o acidente de trabalho, esta circunstância não tem o condão de se sobrepor ao limite do contrato e assegurar a manutenção do emprego. Conclui-se, portanto, que o empregado dispensado em razão do término de contrato por prazo determinado, não tem direito à estabilidade provisória de que trata o art. 118, caput, da Lei 8213/91. Recurso do Reclamante a que se nega provimento 11 .

10 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2002. p. 322;323. 11 BRASIL. PARANÁ. Tribunal Regional do Trabalho da 9º Região. Recurso Ordinário n.º

10963-2003-008-09-00-4. Recorrente: João Fernandes Cavalheiro e Recorrido: Apoio Recursos Humanos Ltda., Construtora Arce Ltda. Relator Sérgio Murilo Rodrigues Lemos. 01.02.2005. Publicado

do Trabalho do Paraná. Disponível em:

no

<http://www.trt9.jus.br/internet_base/publicacaoman.do?evento=Editar&chPlc=725347&procR=AAAbqKA

AaAAKelIAAN>. Acesso em: 13 abr. 2009.

Diário

da

Justiça

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E não é outro o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho:

CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO – ESTABILIDADE PROVISÓRIA DO ARTIGO 118 DA LEI N. 8213/91 NÃO ASSEGURADA. Em se tratando de contrato a prazo, previsto no artigo 443, §§ 1º e 2º, da CLT, que tem por finalidade disciplinar a prestação de serviços de natureza transitória, não há que se falar em garantia e/ou estabilidade de emprego, que pressupõe a existência de contrato por prazo indeterminado. Recurso de revista conhecido e não provido 12 .

Estes contratos ainda deverão ser numerados pelas entidades de prática desportiva, em ordem sucessiva e cronológica, datados e assinados pelo atleta profissional ou pelo seu responsável legal, caso seja menor de 18 anos, sob pena de nulidade. Importante salientar que, muito embora um responsável tenha que assinar o contrato do atleta profissional menor de 18 (dezoito) anos, todos os direitos a ele garantidos serão pagos pelo empregador normalmente. Ao final do contrato, acabadas as recíprocas obrigações, nenhuma indenização será devida, por qualquer das partes. Entretanto, se a entidade de prática desportiva empregadora não realizar o pagamento de salários do atleta profissional, terá este o contrato rescindido automaticamente, ficando assim livre do vínculo desportivo, podendo assim se transferir para qualquer outra agremiação desportiva, conforme disposição do caput do artigo 31 13 da Lei Pelé. Neste sentido o Professor Wágner GIGLIO 14 assim leciona "Três, também, são as formas que o empregado pode adotar, para rescindir o contrato: comunica sua intenção diretamente ao empregador, afasta-se do serviço e propõe ação denunciando

12 BRASIL. DISTRITO FEDERAL. Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de Revista n.º 706217/2000. Relator Ministro Milton de Moura França. Publicado em 13.11.2003. 14.11.2003. Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal. Acesso em: 27 abr. 2009.

13 Artigo 31 da Lei 9.615/1998: “A entidade de prática desportiva empregadora que estiver com pagamento de salário de atleta profissional em atraso, no todo ou em parte, por período igual ou superior a três meses, terá o contrato de trabalho daquele atleta rescindido, ficando o atleta livre para se transferir para qualquer outra agremiação da mesma modalidade, nacional ou internacional, e exigir a multa rescisória e os haveres devidos.”

14 GIGLIO, Wágner D. Justa Causa. 2. ed. São Paulo: LTr, 1986, p. 322.

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o contrato

reconhecimento da justa causa."

ou,

permanecendo

em

serviço,

Prossegue o conceituado autor:

ingressa

em

juízo

para

obter

o

Na primeira hipótese, a comunicação do ato de vontade rescisória pode ser feita pessoalmente, pelo empregado, através de interposta pessoa ou por carta, como exposto no item 4b, in fine. Na segunda, a comunicação é feita judicialmente, através da citação, cumprindo lembrar que, por cautela, deve atingir o empregador antes de decorridos trinta dias, a contar do seu afastamento do serviço, para que não se consume, antes, o despedimento por abandono de emprego. A rigor, só na terceira hipótese é que o empregado considera rescindido o contrato; nas demais, rescinde-o, de direito e de fato.

Poderá ainda o atleta profissional de futebol firmar seu primeiro contrato profissional a partir dos 16 (dezesseis) anos de idade, no entanto, o contrato só poderá ser celebrado com a anuência de seu representante legal. Como sabido, a Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXXIII 15 proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 (dezoito) anos. No entanto, a capacidade de um atleta profissional de futebol firmar contrato com menos de 18 (dezoito) anos, e em detrimento disso, desempenhar profissionalmente atividades desportivas aos 16 (dezesseis) anos, pode levá-lo a participar de partidas de futebol em período noturno, o que ocorre corriqueiramente. A luz da Constituição Federal, a impressão que se tem é de que a normatização não é respeitada pelos clubes, vez que grande parte das partidas de futebol são realizadas no período noturno, e, muitas vezes, inúmeros atletas profissionais com menos de 18 (dezoito) anos estão atuando, sem qualquer intervenção do Ministério Público do Trabalho. Porém, como é a Lei Pelé que institui normas específicas sobre o desporto e

dá outras providências ao mesmo, é ela quem deve ser observada, e, em seu artigo

29 16 prevê que a entidade formadora do atleta profissional terá o direito de assinar com

15 Artigo 7º inciso XXXIII da Constituição Federal: São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

16 Artigo 29 da Lei 9.615/1998: “A entidade de prática desportiva formadora do atleta terá o direito de assinar com esse, a partir de dezesseis anos de idade, o primeiro contrato de trabalho profissional, cujo prazo não poderá ser superior a cinco anos.”

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este a partir dos 16 (dezesseis) anos de idade, o primeiro contrato de trabalho profissional.

A Lei Pelé, em seu artigo 28, § 1º 17 determina que as normas gerais da

legislação trabalhista e da Previdência Social são de aplicação subsidiária ao contrato

de trabalho do atleta profissional de futebol. Referida lei, em seu artigo 45 18 ainda obriga as entidades de prática desportiva

a contratarem seguro de acidentes de trabalho para atletas profissionais a ela

vinculados, com o objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos. Nessa esteira, resta evidente que a relação entre clube e atleta profissional é

empregatícia. No caso de disputa de partidas no período noturno, em tese, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho, os maiores de 16 (dezesseis) anos e os menores de 18 (dezoito) anos não poderiam estar trabalhando. Contudo, como é a Lei Pelé que regulamenta e confere outras providencias a profissão, é ela quem deve ser observada e seguida, e, em todo o seu conteúdo, não proíbe a disputa das partidas em período noturno ao atletas profissionais maiores de 16 (dezesseis) anos e menores de 18 (dezoito) anos.

A partir da celebração destes contratos de trabalho, inicia-se o vínculo

desportivo do atleta profissional com o clube, vínculo este que só irá cessar quando o

contrato chegar ao termo final ou mesmo, quando qualquer das partes rescindir o

17 Artigo 28 da Lei 9.615/1998: “A atividade do atleta profissional, de todas as modalidades desportivas, é caracterizada por remuneração pactuada em contrato formal de trabalho firmado com entidade de prática desportiva, pessoa jurídica de direito privado, que deverá conter, obrigatoriamente, cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão unilateral. § 1 o Aplicam-se ao atleta profissional as normas gerais da legislação trabalhista e da seguridade social, ressalvadas as peculiaridades expressas nesta Lei ou integrantes do respectivo contrato de trabalho.”

18 Artigo 45 da Lei 9.615/1998: “As entidades de prática desportiva são obrigadas a contratar seguro de acidentes de trabalho para atletas profissionais a ela vinculados, com o objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos. Parágrafo único. A importância segurada deve garantir direito a uma indenização mínima correspondente ao valor total anual da remuneração ajustada no caso dos atletas profissionais.’’

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contrato de trabalho antes do prazo pré-fixado, conforme regulamentação dada pelo artigo 28, § 2º 19 da Lei 9.615/98.

E é deste vínculo desportivo que nasce o direito federativo. Assim, verifica-se

que direito federativo (vínculo desportivo) nada mais é do que o registro administrativo

pela CBF do Contrato de Trabalho que um atleta profissional de futebol mantém junto a um Clube por um período pré-estabelecido.

A jurisprudência já sedimentou o entendimento de que o clube será sempre o

detentor do direito federativo (vínculo desportivo) do atleta profissional de futebol, pelo período que o registro do contrato de trabalho firmado entre o referido clube e o atleta perdurar junto a CBF, senão vejamos:

ATLETA PROFISSIONAL DE FUTEBOL. VÍNCULOS DISTINTOS. RESPONSABILIDADE. De acordo com a Lei 9.615/1998, a chamada "Lei Pelé", duas espécies de vínculo se estabelecem entre o atleta profissional de futebol e a entidade contratante: o vínculo desportivo e o empregatício. O artigo 28 do diploma estabelece que o vínculo desportivo tem caráter acessório em relação ao vínculo de emprego, o que significa que ele se dissolve, para todos os efeitos legais, com o término de vigência do contrato de trabalho. Para que surta efeitos na prática, além de anotada na CTPS do jogador, a rescisão contratual precisa ser formalizada pelo termo rescisório, documento que deve ser apresentado à Federação a que se vincula o time contratante, para que aquela entidade registre a desvinculação do atleta e novo contrato possa ser firmado com outra entidade esportiva. Esse caráter acessório do vínculo desportivo em relação ao de emprego significa que a entidade desportiva que mantém participação no valor da cláusula penal do contrato de trabalho do atleta deve arcar com a responsabilidade por verbas devidas até que ocorra a efetiva rescisão do contrato. 20

Assim, conclui-se que a partir do momento em que há o rompimento, extinção ou resilição do Contrato de Trabalho, haverá também a extinção do direito federativo do atleta profissional junto a entidade de prática desportiva, vez que este é acessório daquele, e, em se tratando de contratos acessórios, o principal deve ser seguido.

19 Artigo 28, § 2 o da Lei 9.615/1998: “O vínculo desportivo do atleta com a entidade desportiva contratante tem natureza acessória ao respectivo vínculo trabalhista, dissolvendo-se, para todos os efeitos legais: I - com o término da vigência do contrato de trabalho desportivo; ou III - com o pagamento da cláusula penal nos termos do caput deste artigo; ou ainda III - com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial de responsabilidade da entidade desportiva empregadora prevista nesta Lei.”

20 BRASIL. PARANÁ. Tribunal Regional do Trabalho da 9º Região. Recurso Ordinário n.º 09615-2005-002-09-00-8. Recorrente: Fabio Junior de Souza Almeida-Paraná Clube-Sport Club do Recife e Recorrido: Vitória S.A. Relatora Marlene T. Fuverki Suguimatsu. 25.01.2008. Publicado no Diário

da

em

<http://www.trt9.jus.br/internet_base/jurisprudenciaman.do?evento=Editar&chPlc=2733959>. Acesso em 13 abr. 2009.

Justiça

do

Trabalho

do

Paraná.

Disponível

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2 CONTRATOS DE CESSÃO DE DIREITOS FEDERATIVOS

A cessão temporária dos “direitos federativos” por uma agremiação desportiva em favor de outra, somente será possível por empréstimo e pelo período do contrato de trabalho que possuir com o atleta profissional. Chegando a termo o contrato com a entidade cessionária, o atleta profissional deve voltar ao trabalho na entidade que o cedeu.

No entanto, uma vez findo o contrato com a entidade em que o atleta profissional detinha vínculo, encerrou-se também o vínculo desportivo com àquela entidade, estando o atleta profissional livre para negociar com qualquer outra entidade de prática desportiva. É corriqueiro que os atletas profissionais que não estejam sendo aproveitados sejam cedidos temporária e gratuitamente à outra agremiação, como forma de se livrar do pagamento do salário contratado, vez que o clube cessionário passará a ser o responsável pelo pagamento do salário do atleta e encargos trabalhistas e fiscais, bem como, para se obter uma tentativa de valorização do atleta, caso este se destaque durante o período do empréstimo, desde que acordado previamente. Tratam-se de contratos de cessão de direitos federativos à título gratuito. Ainda na modalidade de empréstimo a título gratuito, não é muito usual, mas possível que clubes cedam seus atleta sem qualquer contraprestação e, ainda, persistam responsáveis pelo pagamento do salário e encargos, no todo ou em parte. Isso ocorre quando a entidade de prática desportiva detentora dos direitos federativos/econômicos do atleta profissional almejam que ele adquira experiência em clubes de menos expressão. Já na modalidade de empréstimo a título oneroso, uma agremiação faz o empréstimo de seu atleta mediante o recebimento de soma em dinheiro, ou mesmo, para receber outro jogador (sob a forma de empréstimo, ou até definitivamente) em substituição àquele emprestado.

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Em ambas as modalidades de empréstimo, seja a título gratuito ou oneroso, o contrato de trabalho de origem mantido com seu real empregado não se suspende, até mesmo porque há que permanecer vigente para que a cessão seja válida. Assim, muito embora no período do empréstimo o atleta não esteja prestando o trabalho propriamente dito ao seu empregador, seu contrato continua vigente e seu empregador ainda assim é beneficiado por seu trabalho, o que se consubstancia no recebimento de soma em dinheiro pelo empréstimo; ou pelo recebimento temporário ou definitivo de outro atleta profissional em substituição ao emprestado; ou mesmo por simplesmente eximir-se do pagamento de salário durante o período do empréstimo, persistindo a ser o titular dos direitos econômicos do atleta profissional de futebol. Vale ressaltar que tanto o contrato de trabalho quanto o contrato acessório de direitos econômicos e financeiros não se suspendem em razão de empréstimos formalizados, e os períodos dos empréstimos não são somados ao tempo restante do contrato que falta para o atleta prestar seus serviços ao seu real empregador. Exemplifica-se, um atleta que possui um contrato de trabalho com determinado clube pelo período de 01 (hum) ano. Caso o referido atleta profissional seja emprestado a outra entidade de prática desportiva no segundo mês de vigência de seu contrato de trabalho pelo período de 03 (três) meses, quando retornar do empréstimo em seu quinto mês, este terá que cumprir apenas o que falta para o término de seu contrato de trabalho de origem, ou seja, apenas 07 (sete) meses. Importante ressaltar que tanto o clube cessionário quanto o cedente são solidariamente responsáveis pelo pagamento de todas as verbas ao atleta profissional, salvo nos casos já mencionados, nos quais os clubes previamente estipulam quem vai ficar responsável pelo pagamento dos encargos provenientes. Nesta esteira é de se concluir que, em caso de eventual propositura de demanda trabalhista pelo não pagamento das verbas salariais ou quaisquer outras verbas decorrentes da relação de emprego, ambos os clubes responderão solidariamente. Passadas considerações sobre os contratos de cessão de direitos federativos, os contratos de cessão de direitos econômicos/financeiros serão analisados.

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3 CONTRATOS DE CESSÃO DE DIREITOS ECONÔMICOS/FINANCEIROS

Com o fim do passe e a criação do direito federativo pela Lei Pelé, surgiu no mundo desportivo o instituto do direito financeiro/econômico. Em razão das transferências de atletas profissionais de futebol representarem grandes quantias de dinheiro, clubes, empresários de jogadores e os próprios atletas passaram a estabelecer participações nas negociações dos direitos federativos dos

atletas profissionais quando da transferência dos referidos direitos do Clube que o atleta profissional encontra-se vinculado para outros Clubes no Brasil e no exterior, o que, na prática, passou a ser chamado de negociação de direitos financeiros, ou ainda, de direitos econômicos dos atletas profissionais de futebol. Portanto, verifica-se que as negociações envolvendo os valores dos direitos federativos (vínculo desportivo) de atletas profissionais de futebol passaram a ser denominadas de negociações de direitos financeiros/econômicos. Na realidade, estes direitos surgem a partir do momento em que o contrato de trabalho é celebrado entre a entidade de prática desportiva e o atleta profissional de futebol e devidamente registrado na Confederação Brasileira de Futebol.

A partir deste momento, o clube é titular da integralidade dos direitos

federativos/econômicos do atleta profissional, e, desta forma, as partes podem convencionar por meio de um contrato de natureza civil uma porcentagem para o atleta profissional destes direitos econômicos em caso de rescisão contratual.

A porcentagem acertada entre a entidade de prática desportiva e o atleta

profissional não tem um valor base fixado na legislação, ficando a critério das partes

convencionarem o montante a que cada uma terá direito. Importante salientar que o valor percentual irá variar de acordo com a expressão da entidade de prática desportiva na mídia. Ou seja, se o clube for de grande expressão nacional, geralmente as partes convencionam que o clube ficará com uma porcentagem maior do valor a ser pago a título de cláusula penal, justamente porque o clube acaba sendo uma espécie de vitrine, o que leva o atleta profissional a uma ter uma maior representatividade junto à mídia.

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Por outro lado, se o atleta profissional for um jogador de grande notoriedade, este poderá convencionar com o clube uma porcentagem maior para si no caso de uma eventual rescisão unilateral. Entretanto, os direitos financeiros/econômicos podem ser adquiridos por outra entidade de prática desportiva a partir do momento em que esta demonstrar interesse em um atleta profissional de futebol que possua vínculo com outro clube. Para que o contrato em vigor seja rescindido e o atleta profissional possa defender outra equipe, a entidade interessada deve pagar o valor arbitrado na cláusula penal.

Na prática ocorre a cessão dos direitos econômicos de um atleta profissional de uma agremiação para outra, no entanto, muitos clubes não detém a verba suficiente para custear a cláusula penal prevista para a rescisão do contrato do atleta profissional e tê-lo em seu plantel de imediato. Em face deste problema, muitas entidades de prática desportiva formam parcerias com investidores, os quais adquirem este direito econômico, vinculam o atleta profissional a um clube “laranja” como é chamado na gíria, ou seja, clube que não disputa competições profissionais e sem expressão alguma, e realizam a cessão definitiva dos direitos federativos do atleta profissional ao clube em que estão procedendo com o investimento. Um ótimo exemplo de repercussão nacional é o caso do atleta profissional de futebol Keirrison, o qual teve seus direitos econômicos adquiridos pela empresa Traffic Sports, proprietária do Desportivo Brasil, entidade de prática desportiva sem qualquer expressão. Este atleta profissional acabou sendo registrado junto ao Desportivo Brasil, iniciando-se assim o vínculo desportivo com a referida entidade. Entretanto, por não ter expressão alguma e não ser um clube que disputa competições esportivas, acabou por ceder os direitos federativos do atleta profissional Keirrison a Sociedade Esportiva Palmeiras, clube com notória expressão nacional e mundial. Em verdade, o investimento não está sendo realizado no clube em que o atleta profissional está sendo emprestado, mas sim, é um investimento no próprio atleta

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profissional, servindo o clube apenas como uma vitrine para que, posteriormente, o atleta profissional possa ser negociado com clubes maiores ou até mesmo de outros países, momento em que será rescindido seu contrato com o clube “laranja” mediante o pagamento da cláusula penal, onde investidores lucrarão com a negociação. De imediato, o clube ganhará apenas um atleta profissional de qualidade, e, no caso de uma esperada valorização do atleta profissional, por óbvio que o clube que serviu de vitrine para o atleta profissional também receberá parte destes direitos nesta valorização. Entretanto, o artigo 28, § 2º da Lei Pelé acabou por determinar que o vínculo federativo do atleta profissional de futebol com a entidade de prática desportiva encerra-se a partir do momento em que o contrato de trabalho chega ao termo final, dispondo nos seguintes termos:

Art. 28. A atividade do atleta profissional, de todas as modalidades desportivas, é caracterizada por remuneração pactuada em contrato formal de trabalho firmado com entidade de prática desportiva, pessoa jurídica de direito privado, que deverá conter, obrigatoriamente, cláusula penal para as hipóteses de descumprimento, rompimento ou rescisão unilateral. § 2 o O vínculo desportivo do atleta com a entidade desportiva contratante tem natureza acessória ao respectivo vínculo trabalhista, dissolvendo-se, para todos os efeitos legais: I - com o término da vigência do contrato de trabalho desportivo; ou II - com o pagamento da cláusula penal nos termos do caput deste artigo; ou III - com a rescisão decorrente do inadimplemento salarial de responsabilidade da entidade desportiva empregadora prevista nesta Lei.

Nesta esteira, conclui-se que os direitos econômicos/financeiros nada mais são do que o antigo passe previsto nas legislações desportivas anteriores a Lei Pelé, entretanto, encerrando-se o contrato de trabalho, o atleta profissional de futebol está liberado para trabalhar em qualquer outra entidade de prática desportiva, não ficando mais vinculado de forma perpétua como as outras legislações estudadas previam.

CONCLUSÃO

No

presente

artigo

foi

constatado

que

as

inovações

legislativas

sempre

buscaram

trazer

melhorias

as

entidades

de

prática

desportiva

e

aos

atletas

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profissionais, entretanto, até o ano de 1998 não era dado ao esporte a importância devida.

Isso porque, por muito tempo, os atletas profissionais eram vistos apenas como um instrumento, vez que as entidades de prática desportiva faziam o que bem entendiam, justamente porque o vínculo desportivo do atleta profissional com a entidade de prática desportiva era para sempre, destoando dos princípios constitucionais garantidos na Constituição Federal de 1988. Com a promulgação da Lei 9.615/1998, mais conhecida como Lei Pelé, os atletas profissionais tiveram seus direitos garantidos, e deixaram de ser vistos apenas como atletas profissionais, mas também como empregados, tendo garantidos os direitos ao trabalhador previstos no artigo 7º da Constituição Federal. Como a Lei Pelé acabou por equiparar o atleta profissional a um empregado e a entidade de prática desportiva como empregadora, os contratos celebrados entre os atletas profissionais e as entidades de prática desportiva passaram a ser contratos de trabalho com características especiais, tendo termo estipulado e multa no caso de rescisão antecipada. Assim, garantiu-se ao atleta profissional o direito de ser um trabalhador livre a partir do momento em que seu contrato de trabalho chegar a termo, apagando definitivamente aquela impressão escravagista existente quando ainda vigoravam a Lei do Passe e a Lei Zico, respectivamente. Por fim, é importante mencionar que esta alteração melhorou e muito a condição dos atletas profissionais, que hoje têm o direito de laborar onde melhor lhe convier, e ainda, vale destacar que as entidades de prática desportiva continuam a lucrar com a rescisão de contrato de atletas profissionais de futebol.

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REFERÊNCIAS

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MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

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Apoio Recursos Humanos Ltda., Construtora Arce Ltda. Relator Sérgio Murilo Rodrigues Lemos. 01.02.2005. Publicado no Diário da Justiça do Trabalho do Paraná. Disponível em: <http://www.trt9.jus.br/internet_base/publicacaoman.do?evento=Editar &chPlc=725347&procR=AAAbqKAAaAAKelIAAN>. Acesso em: 13 abr. 2009.

BRASIL. DISTRITO FEDERAL. Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de Revista n.º 706217/2000. Relator Ministro Milton de Moura França. Publicado em 13.11.2003. 14.11.2003. Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal. Acesso em: 27 abr. 2009.

GIGLIO, Wagner D. Justa Causa. 2. ed. São Paulo: LTr, 1986.

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