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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MATEMÁTICA – LICENCIATURA E BACHARELADO Ens 103 – Metodologias de Pesquisa

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MATEMÁTICA – LICENCIATURA E BACHARELADO

Ens 103 – Metodologias de Pesquisa em ensino de Ciências e Matemática

Profª Drª Virgínia Cardia Cardoso (CMCC)/ Profª Drª Maria Inês Ribas Rodrigues

MODELO DE FICHAMENTO DE LEITURA

NOME FABRÍCIO MASAHARU OIWA DA COSTA

RA 11033210

TURMA 3ª e 5ª feira

AUTOR(ES) DO TEXTO: GATTI, Bernardete Angelina TÍTULO DO TEXTO: Estudo Quantitativos em Educação REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DO TEXTO: GATTI, B. A., “Estudos Quantitativos em Educação”, Educação e Pesquisa, v. 30, n. 1, São Paulo, 2004 OBJETIVO DO TEXTO: Analisar de forma crítica a utilização de pesquisas quantitativas em educação, enfatizando o gradual desmerecimento deste tipo de pesquisa e retomando sobre áreas em que a pesquisa quantitativa faz-se necessário como um fonte de dados que possibilita a melhor interpretação e dimensionamento do problema a ser solucionado.

RESUMO DO TEXTO:

O artigo traz a necessidade de se utilizar pesquisas quantitativas em educação e que seu atual desuso podem demonstrar uma nova tendência que se estabiliza no campo, porém, isso não deveria desmerecer nem menosprezar as vantagens da pesquisa quantitativa, como por exemplo, para saber taxas de analfabetismo, evasão escolar de outros problemas que atingem de maneira macroscópica a grande maioria, senão todos os países. Também é necessário levar em consideração que existem limitações e que estas devem ser analisadas quanto ao tipo de metodologia a ser utilizada na pesquisa, por exemplo, o professor pesquisador que for utilizar uma pesquisa censitária em sua pesquisa precisará ter ótimos conhecimentos de tratamento da informação, estatística e buscar os melhores referenciais para tratar do tema, o que acaba não acontecendo. A autora inicia o artigo abordando sobre a maioria das pesquisas em educação no Brasil serem qualitativas, restringindo as quantitativas principalmente no que se refere ao rendimento educacional realizados por sistemas de ensino em alguns estados. Este fato pode se dar por diferentes motivos, as vezes pela dificuldade de uma leitura crítica de dados numéricos, ou um cegamento em vista a esses dados ou mesmo por motivos ideológicos. Assim, ao se fazer pesquisas quantitativas precisaria ser levado em consideração a utilização correta de técnicas e métodos para tratamento informacional e estatístico, a capacidade do pesquisador em realizar boas perguntas e ter uma boa interpretação para que não ocorram vícios ou indução ao erro. Um ponto interessante é que muitas vezes essas pesquisas não são conduzidas por educadores, o que acaba excluindo normalmente as discussões em voga nas pesquisas e nas escolas onde os professores atuam. Existe um viés na pesquisa quantitativa, relacionado à sua epistemologia e condições de uso. Primeiro, é necessário ter noção sobre o manuseio dos dados visto que os mesmos não podem ser apenas divulgados de forma bruta, mas apenas após uma lapidação e preparação que facilite sua compreensão mas que não distorça as informações que pretende passar e também, mas não menos importante, o contexto com o qual se está trabalhando a pesquisa e a metodologia empregada, o que levam a questionamentos e busca de métodos confiáveis, por isso a ênfase no domínio dessas habilidades. Por outro lado, existe uma necessidade na quantificação de certos parâmetros, por exemplo, as taxas de analfabetismo e onde se localizam, pois logicamente, não há sentido em analisar de forma qualitativa quantos analfabetos existem em uma cidade, outros exemplos que poderiam ser colocados são a taxa de evasão da escola, ou a quantidade de investimentos. Mas é preciso levar em consideração uma forte tradição que se estabeleceu na educação quanto ao uso de pesquisa qualitativa, ou seja, mesmo a pesquisa quantitativa já tendo predominado no campo (antes da década de 70), a presença de tabelas e gráficos acabam por ter uma análise descritiva e de análise multidimensional, principalmente se utilizando dos questionários como fonte de dados, e também pelo fato de muitas das pesquisas não serem conduzidas por educadores, podem levar a conclusões e discussões que não estão em pauta no cenário atual.

Para que seja feita uma pesquisa quantitativa de qualidade, o pesquisador precisa estar atento ao contexto e suas reflexões, sendo o método um recurso que pode ser utilizado para análise. Para isso, é necessário um amplo conhecimento na área em que se está realizando a pesquisa, além da epistemologia e conhecimentos

das teorizações e conceitos inerentes a este tipo de análise. A autora busca distinguir três tipos de dados, a categorização que busca classificar e ver a frequência de ocorrência nessas classes, os ordenados cuja preocupação não é a frequência em que ocorrem mas a ordem com que os dados podem ser dispostos, e o métrico, que se relaciona com a possibilidade de medir ou mensurar o objeto estudado, lembrando da discussão epistêmica que deveria ser considerada, pois essas ideias são arbitrárias e não fazem parte da natureza em si. A autora busca então visitar alguns trabalhos que foram feitos de forma quantitativa na Educação, procurando nas principais revistas brasileiras. Começando pela análise do analfabetismo, percurso escolar e fracasso escolar, um ponto muito interessante posto nesta parte é sobre a distinção entre dado e indicador, sendo o segundo um refinamento do primeiro, para que se possa utilizar o mesmo como uma forma de parâmetro de ações e reflexões a serem feitas na área, e sobre o tema disposto, coloca que o analfabetismo e evasão escolar acabam sendo uma forma mais moderada de se expor a exclusão que o sistema educacional ocasiona, principalmente à população pobre. Assim, também aponta pesquisas históricas apontando para isso como um estigma de máxima exclusão e que, em outra pesquisa, o não acesso de muitas crianças à educação infantil constitui-se como uma forma de discriminação e exclusão. Conclui-se esta parte com a reflexão sobre a qualificação e otimização de recursos, mas que quase sempre é feito por improviso, o que acaba em fracasso. Segue para uma breve explanação sobre as pesquisas sobre repetência, colocando que a principal causa da repetência é ela mesma. Outra competência interessante de ser interessada e que a autora faz uma breve revisão é “A questão do letramento: uma discussão recente”, abordando o conceito que se é utilizado como parâmetro para classificação de alfabetizado/analfabeto e analfabeto funcional, evidenciados por teste, levando também a consideração de habilidades e atitudes cotidianas e profissionais como base. Traz um trecho que ilustra bem essa ideia de se ter uma visão integrada da aquisição, manutenção e desenvolvimento de habilidades de escrita e leitura em diferentes contextos na vida de uma pessoa. A garantia de acesso a essas habilidades é um modo de permitir uma coesão nas sociedades atuais, principalmente na igualdade de oportunidades e acesso à cultura. Outro ponto encarado pela autora são as políticas da educação básica, que de forma muito significativa, mostra uma pesquisa realizada ao final da ditadura militar, discutindo e contrapondo pontos do sistema, agregando dados sobre a escola da época, sendo a importância de se discutir esse tema é perceber que está estritamente relacionado com a democratização do ensino. É nesse processo que começam a se moldar as políticas atuais, como a requalificação da educação infantil e o processo de expansão necessário para tal, e é neste meio que a desigualdade de custeio e qualidade se demonstram deficitárias principalmente nas áreas pobre habitadas principalmente por negros. Observou-se as falas que ficaram apenas nas promessas de políticos, cujo discurso apoia a democratização do ensino, mas na realidade não ´e o que se percebe. Discorre então sobre outras pesquisas que foram feitas na área, abordando a questão financeira dos municípios, a influências dos fatores sociais na educação, os jovens e a educação, a avaliação educacionais, e outros temas que aparecem de forma variada, discutindo principalmente sua natureza social e de desigualdade que se mostra como um fator decisivo na qualidade e oferecimento da educação nos sistemas públicos do país. Para concluir, a autora faz uma reflexão sobre o uso, de maneira adequada, dos métodos quantitativos para uma pesquisa significativa, trazendo uma visão mais fenomenológica da educação, sendo uma ferramentas importante para a delimitação e implementação de políticas mais adequadas, assim como na solução de problemas em larga escola e na administração e gestão. Assim, como tenta desmistificar a visão que muitos educadores e pesquisadores acabam tendo dos números, e destacando as vantagens de se utilizar esse tipo de pesquisa.

COMENTÁRIOS DO ANALISTA:

Creio que, à luz da discussões feitas em sala, o texto consegue abordar de forma bastante detalhada a questão da pesquisa quantitativa em educação, buscando desmistificar a visão que acabou se estabelecendo nos últimos anos na área de educação, principalmente o que se relaciona à questão de pesquisas qualitativas que ainda representam grande parte do que se tem feito. A análise estatística e utilizando diferentes recursos de análise permite ao pesquisador obter dados que seguem rigor científico e são plausíveis de serem empregados em Educação. Mas é preciso ficar atento para que não haja discrepâncias e para que isso ocorra é preciso que o professor / pesquisador dominem as técnicas e o conteúdo no qual está estudando.