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phd 307 Hidrologia Aplicada Resumo de Aula: Águas Subterrâneas ──────────────────────────────────────────────

Resumo de Aula Águas Subterrâneas Rubem La Laina Porto

Resumo de Aula

Águas Subterrâneas

Rubem La Laina Porto Kamel Zahed Filho

────────────────────────────────────────────────────────── ASUBT; rllp/kzf; nov92

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Águas Subterrâneas

Resumo de Aula

Objetivo: O objetivo das aulas sobre águas subterrâneas no curso de Hidrologia Aplicada é apresentar conceitos básicos sobre o tema uma vez que a limitação de tempo não permite maior aprofundamento. Alunos interessados no assunto são aconselhados a consultar as referências citadas no final destas notas.

1. HIDROLOGIA DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

ontem: ciência que estuda a ocorrência, distribuição e movimentação da água na parte subterrânea da terra.

hoje: a definição deve ser ampliada para incluir aspectos de qualidade da água, poluição e descontaminação.

O Ciclo Hidrológico é um sistema (constituído de partes física ou funcionalmente integradas).

A separação em hidrologia superficial e subterrânea é artificial e imposta pela necessidade de

simplificar os estudos.

2. CARACTERÍSTICAS

# movimento lento relativamente a águas superficiais:

Α velocidades típicas: 1 m/dia (águas subterrâneas)

1 m/s

(águas superficiais)

Α relação: dezenas de milhares de vezes

Α fluxo: água subt.> laminar

água superf.> turbulento

Α tempo de residência médio: 280 anos (até dezenas de milhares de anos)

Α recarga muito pequena

Α enorme volume de poros

# consequências:

1. reserva grande e confiável (imune a variações climáticas de curto e médio prazos) e naturalmente protegidas contra poluição.

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2. em contrapartida, uma vez poluído pode levar séculos para se auto-descontaminar através de seus mecanismos de fluxo. Os métodos de descontaminação artificial são lentos e muito caros.

3. ESTIMATIVA DAS RESERVAS

As estimativas das reservas mundiais variam consideravelmente entre autores (entre 4 e 60 milhões de km 3 ) mas de qualquer forma são muito grandes.

No Brasil a estimativa é de 100.000 km 3 dos quais cerca de 50% na bacia do Paraná.

Nos EUA mais de 50% da água potável é proveniente de águas subterrâneas.

No Brasil as estatísticas são incompletas. No ESP existem mais de 10.000 poços tubulares.

4. VANTAGENS DO USO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PARA ABASTECIMENTO

Α imune a flutuações climáticas (secas prolongadas por exemplo)

Α relativamente protegida contra poluição

Α geralmente dispensa tratamento e grandes adutoras

Α escalonamento no tempo é mais flexível (os poços vão sendo construidos na medida

necessidades)

das

5. AQUÍFEROS, AQUITARDES E AQUICLUDES

Aquíferos: formação geológica capaz de armazenar e transmitir "quantidades significativas " de água sob gradientes naturais.

Quantidades significativas: são aquelas economicamente viáveis, por exemplo para suprir:

Α abastecimento municipal: 500 a 10.000 m 3 /dia

Α abastecimento rural: 20 a 100 m 3 /dia

Α abastecimento residencial: 5 a 20 m 3 /dia

Conceito de aquífero é portanto relativo ( em regiões desérticas 5 m 3 /dia pode caracterizar uma camada geológica como aquífero).

Tipicamente:

Α areias e cascalhos em regiões costeiras e planícies aluviais

Α arenitos

Α basaltos fraturados

Α calcáreos

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Aquitardes: são formações que armazenam água mas não a transmitem com facilidade (tipicamente argilas e folhelhos). Uma ou duas ordens de grandeza menos permeáveis que os aquíferos.

Não são importantes do ponto de vista de produção de água mas podem ser do ponto de vista de poluição (concentrações muito pequenas, da ordem de partes por bilhão de benzeno ou organoclorados podem causar danos à saúde).

Aquicludes: caso extremo de aquitarde; podem ser considerados impermeáveis em termos práticos.

Observação: a necessidade de considerar problemas de poluição não permite tratar nenhuma formação geológica como impermeável. A poluição por solventes pode aumentar significativamente a permeabilidade de argilas.

6. CLASSIFICAÇÃO DOS AQUÍFEROS

Freáticos ou não-confinados: possuem uma superfície freática, ou lençol freático, que é

a superfície superior da zona de saturação sujeita à pressão atmosférica (vide aquífero A na Figura 1).

à pressão atmosférica (vide aquífero A na Figura 1). Artesianos ou confinados : são camadas geológicas

Artesianos ou confinados: são camadas geológicas permeáveis sujeitas a uma pressão maior que a atmosférica devido à presença de camadas relativamente impermeáveis acima e abaixo do aquífero. É

a camada B da Figura 1. A área de afloramento 1 é a área de recarga. Nesta área o aquífero é freático.

Poços perfurados em aquíferos confinados apresentam o fenômeno de artesianismo, ou seja, o nível d'agua se eleva até atingir a linha piezométrica. Poços artesianos podem ser surgentes ou não,

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dependendo da posição da linha piezométrica em relação à superfície do solo.

7. ÁGUA NO SOLO

n =

V

v

V

x 100

Porosidade: é o volume de vazios em uma amostra de solos. Em porcentagem tem-se:

Porosidade efetiva: refere-se à quantidade de água que drena de uma amostra saturada apenas pela

n

=

V

g

e V

x 100

ação da gravidade Retenção específica: é o volume que não drena por gravidade, n r , também chamada capacidade de

n =

n e

+

n r

campo.

Tabela 1 - Valores aproximados de porosidade e porosidade efetiva para diversos materiais

Material

Porosidade

Porosidade efetiva (%)

(%)

Argila

45

3

Areia

35

25

Pedregulho

25

22

Pedregulho e areia

20

16

4

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Arenito

15

8

Calcáreo e folhelho

5

2

Quartzito e granito

1

0.5

8. MOVIMENTO DA ÁGUA NO SOLO

Os vazios do solo são geralmente interconectados e permitem, portanto, que a água se mova através deles. A facilidade ou dificuldade que um solo tem em transmitir água é a sua propriedade hidrogeológica mais significativa. Este parâmetro chamado de condutividade hidráulica, K, tem a dimensão de velocidade.

O tamanho dos poros e o grau de interconexão entre eles condicionam o valor deste parâmetro.

Exemplos:

Χ Areia e pedregulho têm grande condutividade hidráulica pois seus poros são grandes e

interconectados.

Χ Basalto vesicular tem muitos poros que entretanto não são conectados e portanto sua

permeabilidade é pequena.

Χ Argila tem porosidade grande mas os poros são muito pequenos e a água tem dificuldade

para movimentar-se.

A Tabela 2 apresenta faixas de valores de K para diversos tipos de solo.

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Tabela 2 - Faixas de variação da condutividade hidráulica para diversos materiais

Material

Permeabilidade Intrínseca (darcys)

Condutividade

(cm/s)

Argila

10 -6 a 10 -3

10 -9 a 10 -6

Silte, silte arenoso e areia argilosa

10 -3 a 10 -1

10 -6 a 10 -4

Areias siltosas, areias finas

10

-2 a 1

10 -5 a 10 -3

Areia de granulometria variada

1

a 10 2

10 -3 a 10 -1

Pedregulho de granulometria variada

10

a 10 3

10 -2 a 1

granulometria variada 10 a 10 3 10 - 2 a 1 Q = K A (

Q = K A

(

h a

-

h b

)

= - K A (

dh

)

 

L

dl

O Experimento de Darcy

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K =

Q

A (

dh

dl

)

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ρ g

µ

K =

K

i (

)

K é função do meio poroso e do fluido

onde:

K i = condutividade intrínseca

μ = viscosidade dinâmica ρ = densidade do fluido

g = aceleração da gravidade

Quanto maior as aberturas menor a resistência ao movimento. A quantidade de vazios é função do

K

i = C

D

m

2

 

quadrado do diâmetro médio dos grãos do solo D m :

C é o fator de forma que depende do arranjo dos grãos no solo. K i tem dimensão de área.

V

a = K

D h

D l

É comum a apresentação da Lei de Darcy na forma:

onde por analogia com a equação da continuidade substituiu-se Q/A por V a .

V a é a velocidade aparente e não representa a velocidade média do fluido pelos poros mas a vazão por

unidade de área.

V

n

=

V

a

n

A velocidade média da água é:

9. HIDRÁULICA DE POÇOS

em regime permanente:

Se um poço atravessa totalmente um aquífero freático extenso, isotrópico e homogêneo, no qual o lençol é horizontal, ao ser iniciado um bombeamento forma-se uma depressão circular pois não poderá haver escoamento em direção ao poço se não houver gradiente hidráulico. Esta depressão é chamada de cone de depressão e o abaixamento do nível de água Z chama-se rebaixamento.

Sendo Y a espessura original do aquífero e Y - Z = y, pode-se calcular a vazão afluente ao poço a uma distância x deste poço pela lei de Darcy:

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Q = 2π x y K

dy

dx

A = 2π x y

sendo

onde

A = área do cilindro através do qual se verifica o escoamento

K s = condutividade hidráulica

dh/dx = gradiente hidráulico

Perfurando-se poços de observação a distâncias r 1 e r 2 do poço que está sendo bombeado e se os valores de y nesses poços forem d 1 e d 2 , a integração da equação 10 dará, após algumas

Q = 2.72

r

1 r

1

K Y (

d 2

-

d 1

) = 2.72

T (

d 2

-

d 1

)

log

(

r 2

)

log (

r

2

)

simplificações:

T = K x Y

Esta fórmula foi proposta por Dupuit (1863). Esta fórmula também se aplica a aquíferos artesianos com seus termos indicados na Figura 3.

A equação de Dupuit tem aplicações muito limitadas porque:

Χ para que as linhas de fluxo sejam horizontais é preciso que o poço atravesse todo o

aquífero

Χ admite-se regime de equilíbrio (regime permanente), ou seja, as variáveis do problema

não se alteram com o tempo; esta condição demoraria muito tempo para ocorrer (anos) e na prática nunca se verifica; para aplicá-la com penetração parcial (resultados aproximados) deve-se ter r>1.5y e observar uma série de outras condições difíceis de ocorrer na prática.

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em regime não permanente: Será analisado somente o caso de

em regime não permanente:

Será analisado somente o caso de aquíferos confinados. A análise de aquíferos freáticos é um pouco mais complicada, embora seja baseada em conceitos semelhantes.

A água de um aquífero confinado é obtida da expansão elástica da água quando a pressão é reduzida e

pela redução dos poros pela compactação do aquífero.

O parâmetro que caracteriza este processo chama-se armazenamento específico, S e , e é definido como

sendo a quantidade de água liberada por um volume unitário de aquífero quando a carga piezométrica

abaixa 1 m ( unidade metro -1 ).

Chama-se coeficiente de armazenamento S ao produto do armazenamento específico pela espessura

S =

S

e x b

do aquífero b:

S

é adimensional.

O

valor de S é normalmente pequeno. Valores da ordem de 0.001 são típicos. Como a expansão

elástica da água é muito pequena o valor de S depende mais da compressibilidade do aquífero.

Para se obter uma produção significativa de um poço perfurado em aquífero confinado é necessário uma grande extensão de aquífero e/ou um rebaixamento elevado da linha piezométrica.

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Exemplo 1

Um aquífero de 400 Km 2 cujo coeficiente de armazenamento é 0,005 contém um único poço. Qual a quantidade de água produzida se a linha piezométrica for rebaixada de 30 m?

V= 0.005 x 400 x 10 6 x 30 = 60 x 10 6 m 3

Este volume é suficiente para atender à demanda de uma cidade de 80.000 habitantes durante 10 anos, admitindo consumo de 200 l/hab.dia.

durante 10 anos, admitindo consumo de 200 l/hab.dia. Método de Theis Admite aquífero isotrópico e homogêneo

Método de Theis

Admite aquífero isotrópico e homogêneo de espessura constante com o poço penetrando totalmente no aquífero.

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h

0 - h =

Q

2

3

4

- 0.5772 -

ln

u + u -

u

+

u u

-

T

4 π

2 _ 2!

3 _ 3!

4 _ 4!

u =

r

2 S

4 T t

onde

Q = vazão de bombeamento constante

h = posição da linha piezométrica após o tempo t h 0 = posição da linha piezométrica antes do início do bombeamento

r = distância do poço de observação ao poço de bombeamento

T

= transmissividade do aquífero

S

= coeficiente de armazenamento

A

série infinita entre colchetes é chamada função do poço W(u). A Tabela 3 mostra valores de W(u)

Exemplo 2

 

Um poço está localizado em um aquífero que tem um a condutividade hidráulica de 15m por dia

e coeficiente de armazenamento de 0.005. O aquífero tem 20 m de espessura e está sendo

bombeado com uma vazão constante de 2500 m 3 /dia. Qual é o rebaixamento a uma distância de 7 m do poço após 1 dia de bombeamento?

T = 15 m/dia x 20 m = 300 m 2 /dia

u = (7 m ) 2 x 0.005 / (4 x 300 m 2 /dia x 1 dia) = 0.0002

Da Tabela 3 para u= 0.0002, W(u) = 7.94

h 0 - h = (2500 m 3 /dia x 7.94) / (4 x 3.14 x 300 m 2 /dia) = 5.26 m

em função de u.

T e S são os parâmetros mais importantes de um aquífero confinado. Eles podem ser obtidos da equação de Theis através dos chamados testes de bombeamento. Nestes testes bombeia-se o poço durante um tempo longo (1 a 2 dias) e registra-se o rebaixamento em poço de observação situado a uma distância r. No sistema formado pelas equações 15 e 16 as únicas incógnitas são T e S.

A solução não é explícita mas pode ser feita por métodos gráficos e numéricos.

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