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Aula 01

Estatuto dos Servidores Públicos do Ceará p/ TCE-CE Professor: Herbert Almeida

Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Ceará p/ TCE/CE - Todos os cargos Teoria e

Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Ceará p/ TCE/CE - Todos os cargos Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida Aula 1

AULA 1: Lei Estadual 9.826/1974 (parte 1)

Sumário

ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO CEARÁ

3

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

3

PROVIMENTO

5

POSSE

18

EXERCÍCIO

21

ESTÁGIO PROBATÓRIO

22

VACÂNCIA

24

DESLOCAMENTO

27

QUESTÕES LEI 9.826/1974

30

QUESTÕES COMENTADAS NA AULA

34

GABARITO

36

REFERÊNCIAS

36

Olá pessoal, tudo bem?

É com muita satisfação que estamos lançando o curso sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Ceará para o concurso do Tribunal de Contas do Estado do Ceará TCE/CE (todos os cargos).

Caso ainda não me conheçam, meu nome é Herbert Almeida, sou Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo aprovado em 1º lugar no último concurso para o cargo. Além disso, obtive o 1º lugar no concurso de Analista Judiciário do TRT/23º Região/2011. Meu primeiro contato com a Administração Pública ocorreu através das Forças Armadas. Durante 7 (sete) anos, fui militar do Exército Brasileiro, exercendo atividades de administração como Gestor Financeiro, Pregoeiro, Responsável pela Conformidade de Registros de Gestão e Chefe de Seção. Além disso, sou professor das disciplinas de Administração Geral e Pública e Direito Administrativo aqui no Estratégia Concursos.

Além disso, no Tribunal de Contas, participo de atividades relacionadas com o Direito Administrativo.

Ademais, os concursos públicos em que fui aprovado exigiram diversos conhecimentos, inclusive sobre Direito Administrativo. Ao longo de meus estudos, resolvi diversas questões, aprendendo a forma como cada organizadora aborda os temas previstos no edital. Assim, pretendo passar esses conhecimentos para encurtar o seu caminho em busca de seu objetivo. Então, de agora em diante, vamos firmar uma parceria que levará você à aprovação no concurso público para o TCE/CE.

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Bom, vamos falar especificamente do nosso curso.

Abordaremos o seguinte conteúdo: Lei Estadual nº 9.826/1974 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará.

O Estatuto, além de bem antigo a Lei Federal (8.112) é de 1990 é um pouco longo. Assim, vamos dividir o curso em duas aulas:

AULA

CONTEÚDO
CONTEÚDO

DATA

Aula 1

Lei Estadual nº 9.826/1974 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará (parte 1)

Disponível

Aula 1 Lei Estadual nº 9.826/1974 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará

Aula 2

Lei Estadual nº 9.826/1974 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Ceará (parte 2)

25/04

Uma última observação. Ao longo de nossa aula, resolveremos questões no estilo verdadeiro ou falso, do Cespe, buscando exemplificar o conteúdo assim que cada tópico é discutido. Ao final da aula, teremos uma bateria de exercícios de múltipla escolha, permitindo que o aluno verifique o seu desempenho depois que todo o conteúdo já foi abordado.

Bom, chega de papo! Aos estudos e aproveitem!

Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais

(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a

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ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO CEARÁ

Disposições preliminares

O Regime Jurídico do Funcionário Civil para os servidores públicos da administração direta, autárquica e fundacional consta na Lei Estadual 9.826, de 14 de maio de 1974 1 . Trata-se de uma Lei Estadual e, portanto, aplica-se exclusivamente ao estado do Ceará. Dessa forma, a União e os municípios não se submetem à mencionada legislação, devendo possuir seus próprios regramentos para os seus servidores.

Além disso, as regras da Lei 9.826/1974 só alcançam os órgãos da administração direta, das autarquias e das fundações públicas, não se aplicando às empresas públicas e às sociedades de economia mista, cujos empregados públicos submetem-se às regras da Consolidação das Leis do Trabalho CLT.

Antes de entrarmos nos detalhes da Lei 9.826/1974, precisamos fazer algumas considerações.

Em primeiro lugar, a Lei foi editada em 1974, ou seja, antes da promulgação da Constituição Federal de 1988. Por isso, vários de seus dispositivos são inconstitucionais ou utilizam nomenclatura divergente do que adotou o atual texto constitucional. Por exemplo, o seu texto utiliza a nomenclatura “funcionário público civil”, ou simplesmente “funcionário”, para designar o que a Constituição Federal chama de “servidor público”. Assim, apesar de o texto da Lei referir-se a “funcionário público civil”, o mais adequado seria mencionar “servidor público”, conforme designação atualizada. De qualquer forma, vamos utilizar, ao longo desta aula, os dois termos como sinônimos.

Além disso, o art. 2º da Lei 9.826/1974 dispõe que suas normas aplicam-se (a) aos funcionários do Poder Executivo; (b) aos funcionários autárquicos do Estado; (c) aos funcionários administrativos do Poder Legislativo; (d) aos funcionários administrativos do Tribunal de Contas do Estado e do Conselho de Contas dos Municípios. Todavia, por força do art. 39 da Constituição Federal, e também da Lei Estadual 11.712, de 24 de julho de 1990, o mencionado Estatuto aplica-se à administração direta, às

1 Pラヴà ケ┌WゲデロWゲà SキS=デキI;ゲがà ┗;マラゲà ミラゲà ヴWaWヴキヴà <à LWキà ゲキマヮノWゲマWミデWà Iラマラà さLWキà 9.826っヱΓΑヴざがà ラ┌à さEゲデ;デ┌デラà Sラゲà “Wヴ┗キSラヴWゲざがàラ┌àゲキマヮノWゲマWミデWàIラマラàさEゲデ;デ┌デラざàラ┌àさLWキざàふIラマàノWデヴ;àマ;キ┎ゲI┌ノ;ぶくàáノYマàSキゲゲラがàケ┌;ミSラàゲキマヮノWゲマWミデWà mencionarmos um dispositivo, sem especificar a lei que a norma pertence, considere que se trata da Lei 9.826っヱΓΑヴくàPラヴàW┝WマヮノラがàゲWà;ラàノラミェラàS;à;┌ノ;à;ヮ;ヴWIWヴàさ;ヴデくàΓ┨ざがàゲWマàWゲヮWIキaキI;ヴà;àノWi, considere que se trata do art. 9º da Lei Estadual 9.826/1974.

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autarquias e às fundações públicas do estado do Ceará. Assim, podemos incluir também os servidores do Poder Legislativo e do Ministério Público do estado entre os sujeitos que se submetem ao mencionado regime jurídico único.

Nesse contexto, acrescenta-se que a Lei 9.826/1974 é o Estatuto dos servidores públicos, em sentido estrito. São os chamados servidores estatutários, justamente porque sua relação profissional se dá por meio das regras previstas em um “estatuto” que, no caso, é a Lei 9.826/1974. Assim, tal diploma legal costuma ser chamado de Estatuto dos Servidores (ou Funcionários) Públicos do Estado do Ceará.

Assim, enquanto o vínculo dos empregados públicos é contratual, a relação entre os servidores públicos e o poder público é legal. Por conseguinte, para os empregados públicos o pacto contratual só poderá ser alterado por concordância das duas partes (empregado e poder público). Por outro lado, o regime jurídico dos servidores públicos poderá ser alterado sempre que o estatuto sofrer alterações. Vale dizer, o servidor público não está livre de modificações legais, que poderão alterar os termos de sua relação com a Administração Pública.

Com efeito, devemos observar que, em vários julgados, o STF e o STJ já reconheceram que o servidor público não possui direito adquirido à imutabilidade do regime jurídico. Dessa forma, como toda lei é passível de modificação, é possível a modificação legal do regime jurídico inicial de um servidor público. Por exemplo, no MS 28.433 Agr/PB, o Supremo Tribunal Federal entendeu que “o servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico, o que, consequentemente, significa que não há violação a direito quando se altera a jornada de trabalho anteriormente fixada2 .

Entretanto, as modificações em lei não poderão retirar aquilo que o servidor já alcançou a título de direito adquirido, ou seja, os direitos dos quais ele já tenha preenchido os requisitos para gozá-los devem ser respeitados.

A Lei conceitua Funcionário Público Civil como o ocupante de cargo público, ou o que, extinto ou declarado desnecessário o cargo, é posto em disponibilidade (art. 3º).

2 No STF, ver MS 28.433 AgR/DF; no mesmo sentido, podemos observar o EDcl no AgR no RESp 1.349.802/RJ, nos ゲWェ┌キミデWゲàデWヴマラゲぎàさOcorre que a natureza do vínculo que liga o servidor ao Estado é de caráter legal e pode, por conseguinte, sofrer modificações no âmbito da legislação ordinária pertinente, as quais o servidor deve obedecer, de modo que não há direito adquirido do servidor a determinado regime jurídico, nos termos de tranquila jurisprudência da Suprema Corte.

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Por outro lado, cargo público é o lugar inserido no Sistema Administrativo Civil do Estado, caracterizando-se, cada um, por determinado conjunto de atribuições e responsabilidades de natureza permanente (art. 4º). O cargo público é, portanto, uma unidade de competência atribuída a um servidor público, criada por lei e prevista em número certo, possuindo denominação própria. Por exemplo, são cargos públicos: Delegado de Polícia Civil do Estado, Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado, etc.

Vamos resolver algumas questões!

Julgue o item a seguir, a respeito do regime jurídico estabelecido pela Lei Estadual n.º

Julgue o item a seguir, a respeito do regime jurídico estabelecido pela Lei Estadual n.º 9.826/1974.

1. (Cespe AJ/STF/2013 - adaptada) Submetem-se ao referido regime jurídico

apenas os servidores civis ocupantes de cargos na administração direta estadual, aí incluídos os servidores do Ministério Público do Estado, do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Estado.

Comentário: conforme já discutimos, a Lei Estadual 9.826/1974 dispõe sobre

o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado do Ceará,

aplicável aos servidores da administração direta, das autarquias e das fundações públicas.

Ou seja, o RJU vai além da administração direta estadual, alcançando também

os servidores das autarquias e das fundações públicas.

Gabarito: errado.

Provimento

Disposições preliminares

Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros, observando- se as condições previstas em lei e regulamento (art. 6º).

Vale destacar que os cargos públicos podem ser de provimento efetivo, quando dependerão de prévia aprovação em concurso público,

e

de provimento em comissão, situação em que serão de livre nomeação

e

exoneração pela autoridade competente (art. 7º).

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Dessa forma, tanto os servidores aprovados em concurso público quanto os chamados servidores comissionados submetem-se às disposições do Regime Estatutário.

submetem-se às disposições do Regime Estatutário. Servidor público é o ocupante de cargo público, podendo

Servidor público é o ocupante de cargo público, podendo ser de provimento efetivo ou em comissão.

Os cargos em comissão serão providos, por livre nomeação da autoridade competente, dentre pessoas que possuam aptidão profissional e reúnam as condições necessárias à sua investidura (art. 8º). Vale mencionar que a escolha dos ocupantes de cargos em comissão poderá recair, ou não, em funcionário do Estado (art. 8º, 1º). Caso venha a recair sobre servidor de entidade da administração indireta, ou em funcionário não subordinado à autoridade competente para nomear, o ato de nomeação será precedido da necessária requisição (art. 8º, 2º).

Ademais, a Constituição Federal, no art. 37, II e V, menciona a existência das funções de confiança e dos cargos em comissão. Aqueles são ocupados exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo; ao passo que os últimos são de livre nomeação e exoneração, existindo alguns casos em que a lei exigirá um percentual mínimo a ser preenchido por servidores de carreira.

Com efeito, a posse em cargo em comissão determina o concomitante afastamento do funcionário do cargo efetivo de que for titular, ressalvados os casos de comprovada acumulação legal (art. 8º, §3º).

Vamos dar uma olhada em mais uma questão!

2. (Cespe – Técnico Judiciário/TRE-RJ/2012 - adaptada) Para os efeitos da Lei Estadual 9.826/1974, servidor

2. (Cespe Técnico Judiciário/TRE-RJ/2012 - adaptada) Para os efeitos da Lei

Estadual 9.826/1974, servidor público é o ocupante de cargo público, conceituação que abrange os ocupantes de cargo em comissão e função de confiança.

Comentário: essa questão é uma pegadinha. Isso porque, de acordo com a Lei Estadual 9.826/1974, servidor é o ocupante de cargo público, que poderá ser de provimento efetivo ou em comissão. Assim, analisando rapidamente a questão, o candidato poderia considerá-la errada.

No entanto, a o art. 37, V, da Constituição Federal estabelece que “as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo

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efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento”.

Assim, toda função de confiança é exercida por ocupante de cargo efetivo. Logo, o cargo público abrange os ocupantes dos cargos em comissão e, também, daqueles que exercem função de confiança. Dessa forma, a questão está correta.

Gabarito: correto.

Feitas essas considerações, vamos analisar as formas de provimento.

Formas de provimento

Segundo Hely Lopes Meirelles 3 , provimento é o ato pelo qual se efetua o preenchimento do cargo público, com a designação de seu titular. Assim, a Lei Estadual 9.826/1974 estabelece nove hipóteses de provimento, vejamos:

a) nomeação;

b) promoção;

c) acesso;

d) transferência;

e) reintegração;

f) aproveitamento;

g) reversão;

h) transposição; e

i) transformação.

Essas formas de provimento são semelhantes às que constam na Lei 8.112/1990, que é o Estatuto dos Servidores Públicos da Administração Pública Federal. Entretanto, na Lei 8.112/1990 não constam o acesso, a transferência, a transposição e a transformação. Ocorre que, no atual texto constitucional, podemos dizer que todas essas formas de provimento são inconstitucionais.

Nessa linha, podemos mencionar o conteúdo da Súmula 685 do STF, que estabelece que “É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia

3 Meirelles, 2013, p. 482.

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aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.

Assim, o acesso (bem como a ascensão), a transferência, a transposição e a transformação são inconstitucionais, uma vez que permite o ingresso em carreira diversa daquela para a qual o servidor público ingressou por concurso 4 .

Além dessas formas de provimento, consta na Constituição Federal a recondução (art. 41, §2º).

Dessa forma, vamos estudar, nesta aula, a nomeação, a promoção, a reintegração, o aproveitamento, a reversão e a recondução. Destacando- se, novamente, que a recondução não possui previsão expressa no Estatuto dos Servidores do Ceará, decorrendo apenas do texto constitucional.

Provimento originário e provimento derivado

em

provimento originário e provimento derivado.

O provimento originário é o que se faz através da nomeação, constituindo o preenchimento inicial do cargo sem que haja qualquer vínculo anterior com a administração. Quando se tratar de provimento em cargos efetivos, o provimento originário dependerá sempre de prévia aprovação em concurso público.

As

formas

de

provimento

apresentadas

acima

se

dividem

As formas de provimento apresentadas acima se dividem A nomeação é a única forma de provimento

A nomeação é a única forma de provimento originário.

Todas os demais tipos constituem hipóteses de provimento derivado, uma vez que pressupõem a existência de prévio vínculo com a Administração. Vale dizer, no provimento derivado, há uma modificação na situação de serviço da pessoa provida, que já possuía um vínculo anterior com o poder público.

Por exemplo, a reintegração é forma de provimento derivado, prevista no art. 41, §2º, da CF, em que o servidor estável é reintegrado ao serviço público em decorrência de invalidação de sua demissão. Nesse caso, o servidor estável foi reintegrado ao serviço público, ou seja, já existia uma

4 Nesse sentido: ADI 231/RJ, RE 602.264/DF.

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prévia relação com o poder público, procedendo-se apenas a invalidação de sua demissão, com consequente reintegração.

Dessa forma, podemos mencionar que são formas de provimento derivado previstas na Lei Estadual 9.826/1974 promoção, reintegração, aproveitamento, reintegração. Acrescentamos ainda a recondução, que decorre de previsão constitucional.

Com efeito, a reintegração e o aproveitamento estão previstos simultaneamente na Lei Estadual 9.826/1974 e na Constituição Federal (CF, art. 41, §§2º e 3º). Portanto, possuem respaldo diretamente na Constituição da República, motivo pelo qual não podem ser consideradas ilegítimas.

É importante frisar isso, pois, ao “pé-da-letra”, o aproveitamento

permite o reingresso do servidor em carreira distinta daquela em que ele foi originariamente provido. O aproveitamento ocorre quando um servidor

é

reintegrado e, por consequência, eventual servidor que passou a ocupar

o

seu cargo precisa ser reconduzido ao cargo de origem ou, se não houver

vaga, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade (CF, art.

41, §2º).

Exige-se, nesse caso, que o cargo de aproveitamento seja de atribuições e vencimentos semelhantes ao anterior.

Assim, a redação da Súmula 685 do STF deve ser analisada com uma certa ressalva, uma vez que existe, no próprio texto constitucional, forma de provimento em cargo distinto ao qual o servidor prestou concurso público.

O fato é que, atualmente, podemos observar uma forma de provimento originário (nomeação) e cinco formas de provimento derivado (promoção, reversão, aproveitamento, reintegração e recondução), conforme iremos discutir abaixo.

Nomeação (provimento originário)

A nomeação é a única forma de provimento originário admitida em nosso ordenamento jurídico, podendo dar-se para provimento de cargo efetivo ou em comissão. Na primeira situação, a nomeação será para cargo da classe inicial ou singular de determinada categoria funcional, e

dependerá de prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas

e títulos, sendo obedecida a classificação dos candidatos habilitados. Por fim, quando for para provimento de cargo em comissão, não depende de

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aprovação em concurso, uma vez que se trata de cargo de livre nomeação ou exoneração.

O Estatuto dos Servidores do Ceará menciona ainda a nomeação para um terceiro tipo de cargo, que são os cargos vitalícios. A vitaliciedade diferencia-se da estabilidade pelo fato de dar maior autonomia aos agentes que a possuem, que só poderão perder o cargo em situações estritas, previstas na Constituição Federal. São exemplos de cargos vitalícios os de Juiz e de Promotor de Justiça.

Vale destacar que como forma de provimento originário, a nomeação independe de prévio vínculo com a Administração. Na verdade, em regra, o nomeado não possui nenhum vínculo com o Poder Público antes de sua nomeação.

Entretanto, existirão situações em que a pessoa já ocupará algum cargo, de provimento efetivo ou em comissão, mas isso não muda a natureza de provimento originário da nomeação. Isso porque a nova nomeação não possui nenhuma relação com o vínculo anterior. Vejamos dois exemplos para deixar as coisas mais claras.

Pedro é servidor comissionado, ocupante do cargo de assistente no gabinete de um Conselheiro X no Tribunal de Contas. Posteriormente, Pedro veio a ser nomeado para ocupar o cargo de chefe de gabinete do Deputado Y, na Assembleia Legislativa. Nesse caso, a nomeação continua sendo provimento originário, pois o provimento no novo cargo não possui relação com o anterior (qualquer pessoa poderia ter sido nomeada para o segundo cargo). Dessa forma, mesmo já sendo agente público, Pedro terá um novo provimento originário quando for nomeado para o outro cargo.

Vamos ao segundo exemplo. Lúcio é servidor efetivo no Tribunal de Justiça, ocupando cargo de técnico administrativo para o qual foi aprovado por meio de concurso público. Alguns anos depois, Lúcio concluiu seu curso superior e prestou concurso para cargo de analista no mesmo órgão. Obtendo a aprovação, foi nomeado para ocupar o cargo. Nessa situação, mesmo já sendo servidor efetivo, Lúcio terá novo provimento originário, pois novamente a nomeação no segundo cargo não possui nenhuma relação com o cargo anterior. Mesmo que Lúcio não fosse servidor, poderia ter prestado o concurso e, depois, ser nomeado para o cargo.

Dessa forma, independentemente se a pessoa possui vínculo anterior ou não, a nomeação é forma de provimento originário, justamente por independer de qualquer vínculo prévio com o Poder Público.

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Com efeito, a nomeação é o ato administrativo unilateral, pois é a manifestação de vontade unicamente da autoridade administrativa competente. Dessa forma, a nomeação não gera nenhuma obrigação para o candidato nomeado, representando somente o direito subjetivo à posse, por meio da qual será formalizado o vínculo funcional com a administração pública.

Portanto, o candidato nomeado não possui obrigação de ocupar o

cargo, mas apenas o direito a formalizar seu vínculo funcional por meio da posse. Não desejando ocupar o cargo, não ocorrerá nenhuma penalidade

ao

Além disso, um ponto muito interessante a se discutir é sobre o direito

do

Há poucos anos, a nomeação era tratada como ato administrativo discricionário, na qual a autoridade competente, por meio de seu juízo de conveniência e oportunidade, poderia decidir se nomeava ou não o candidato aprovado em concurso público.

Todavia, nos últimos anos, esse entendimento sofreu importantes modificações. Atualmente, é firme o entendimento de que o candidato aprovado em concurso público, dentro do número de vagas previstas no edital, possui direito subjetivo à nomeação.

Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal entende que a regra é a

nomeação do candidato aprovado dentro das vagas previstas em edital, afastando-se tal dever apenas em situações excepcionalíssimas, que justifiquem soluções diferenciadas, devidamente motivadas de acordo com

o interesse público. Assim, para justificar o excepcionalíssimo não

cumprimento do dever de nomeação por parte da Administração Pública, é necessário que a situação justificadora seja dotada das seguintes características 5 :

a) superveniência: os eventuais fatos ensejadores de uma situação excepcional devem ser necessariamente posteriores à publicação do edital do certame público;

b) imprevisibilidade: a situação deve ser determinada por circunstâncias extraordinárias, imprevisíveis à época da publicação do edital;

c) gravidade: os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser extremamente graves, implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mesmo impossibilidade de cumprimento efetivo das regras do edital;

candidato, pois não lhe há obrigação de tomar posse.

candidato aprovado em concurso público de ser nomeado.

5 RE 598099/MS.

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d) necessidade: a solução drástica e excepcional de não cumprimento do dever de nomeação deve ser extremamente necessária, de forma que a Administração somente pode adotar tal medida quando absolutamente não existirem outros meios menos gravosos para lidar com a situação excepcional e imprevisível.

Por outro lado, no caso de candidato aprovado fora do número de vagas, o tema não se encontra consolidado na jurisprudência. No STF,

temos depois julgamentos com conclusões totalmente opostas. Nessa linha,

a 2ª Turma do STF entendeu que o direito à nomeação também se estende

ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, desde que surjam novas vagas no prazo de validade do concurso 6 . Em sentido inverso, a 1ª Turma do STF decidiu que a criação de novas vagas durante

o prazo de validade de concurso não gera, automaticamente, direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas do edital, salvo se comprovados arbítrios ou preterições 7 .

Portanto, tal tema é controverso no Supremo Tribunal Federal, sendo que o caso deverá ser solucionado apenas no julgamento do RE 837.311/PI, em que o Plenário deverá firmar o seu entendimento com repercussão geral 8 .

Promoção

A promoção é forma de provimento derivado vertical existente nos cargos organizados em carreiras, em que é possível que o servidor ascenda sucessivamente aos cargos de nível mais alto da carreira, por meio dos critérios de antiguidade e merecimento.

Nesse contexto, o art. 48 da Lei 9.826/1974 dispõe que a promoção é

a elevação do funcionário à classe imediatamente superior àquela em que

se encontra dentro da mesma série de classes na categoria funcional a que

pertencer.

Nessa perspectiva, deve-se tomar cuidado para não confundir a promoção com a ascensão ou acesso. Estas últimas foram consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, uma vez que representam forma de ocupar cargo fora da carreira em que o servidor obteve aprovação em concurso público.

6 ARE 790.897-AgR (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7/3/2014).

7 ARE 757.978-AgR (Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7/4/2014),

8 RE 837.311/PI. Para maior aprofundamento sobre o tema, sugiro a leitura do seguinte artigo que publiquei no site do Estratégia Concursos: Candidato aprovado fora do número de vagas tem direito à nomeação?

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Assim, a promoção deve ocorrer dentro de uma mesma carreira. Por exemplo, o cargo de juiz estadual pode ser organizado em “Juiz Substituto”, “Juiz de Primeira Entrância”, “Juiz de Segunda Entrância”, “Juiz de Entrância Especial” e, finalmente, “Desembargador”. Nesses casos, cada vez que passar de um cargo a outro, o juiz estará sendo promovido, pois a passagem ocorreu dentro da mesma carreira.

Por outro lado, não se admite, por exemplo, que uma pessoa aprovada no concurso de técnico judiciário seja “promovida” para o cargo de analista judiciário. Tal situação caracterizaria a ascensão, forma de provimento que, conforme já discutimos, é inconstitucional.

Com o objetivo de capacitar os servidores públicos, o §2º, do art. 37, da CF, com redação dada pela EC 19/1998, determina que a União, os Estados e o Distrito Federal mantenham escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nesses cursos um dos requisitos para a promoção na carreira.

Reversão

A reversão é o retorno à atividade do funcionário aposentado por invalidez, quando insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria.

A reversão será feita de ofício ou a pedido, de preferência no mesmo cargo ou naquele em que se tenha transformado, ou em cargo de vencimentos e atribuições equivalentes aos do cargo anteriormente ocupado, atendido o requisito da habilitação profissional.

Por fim, para que a reversão se efetive, é essencial que:

a) que o aposentado não haja completado 60 (sessenta) anos de idade;

b) que o inativo seja julgado apto em inspeção médica;

c) que a Administração considere de interesse do Sistema Administrativo

o reingresso do aposentado na atividade.

d) que o início do processo de aposentadoria, nos termos do art. 153 desta

Lei, tenha se dado em até 2 (dois) anos.

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Aproveitamento

O aproveitamento é forma de provimento derivado com previsão

expressa na Constituição Federal (art. 41, §3º) e na Lei Estadual

9.826/1974 (arts. 56 a 59).

Dispõe o art. 41, §3º, da Constituição Federal que, uma vez extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável que o ocupava ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Assim, o aproveitamento é o retorno à atividade do servidor que estava em disponibilidade, devendo ocorrer em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.

Devemos observar que quando for extinto o cargo público, o servidor estável não poderá ser demitido. Por isso que a Constituição lhe assegura o direito à disponibilidade, isto é, o direito a ficar sem exercer suas funções temporariamente, mantendo-se o vínculo com a Administração e assegurando-lhe o direito a receber remuneração proporcional ao tempo de serviço, até que seja adequadamente aproveitado em outro cargo. Dessa forma, podemos perceber que o aproveitamento aplica-se exclusivamente ao servidor estável.

Prosseguindo, quando houver mais de um concorrente à vaga, o aproveitamento do funcionário ocorrerá, preferencialmente, na seguinte ordem:

I - o de melhor classificação em prova de habilitação;

II - o de maior tempo de disponibilidade;

III - o de maior tempo de serviço público;

IV - o de maior prole.

O aproveitamento dependerá de prova de capacidade física e mental

mediante exames de suficiência e inspeção médica, e terá precedência sobre as demais formas de provimento exceto a promoção , quando da existência de vagas.

Ademais, o aproveitamento é vinculado para o agente público e para a Administração. Nessa linha, se houver vaga, o poder público se obriga a realizar o aproveitamento, não podendo realizar outro concurso enquanto existirem funcionários passíveis de aproveitamento.

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Da mesma, o servidor posto em disponibilidade é obrigado a entrar em exercício quando aproveitado. Assim, o Estatuto estabelece que será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o funcionário não tomar posse no prazo legal, salvo por motivo de doença comprovada em inspeção médica. Caso seja provado, em inspeção médica, a incapacidade definitiva, a disponibilidade será convertida em aposentadoria.

Reintegração

A

reintegração consta no artigo 41, §2º, da CF:

 

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.” (grifos nossos)

A

Lei 9.826/1974, por sua vez, dispõe o seguinte:

 

Art. 52 - A reintegração, que decorrerá de decisão administrativa ou judicial, é o reingresso do funcionário no serviço administrativo, com ressarcimento dos vencimentos relativos ao cargo.

Parágrafo único - A decisão administrativa que determinar a reintegração será proferida em recurso ou em virtude de reabilitação funcional determinada em processo de revisão nos termos deste Estatuto.

Art. 53 - A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado, o qual será restabelecido caso tenha sido extinto.

Art. 54 - Reintegrado o funcionário, quem lhe houver ocupado o lugar será reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, sem direito a qualquer indenização, ou ficará como excedente da lotação.

Art. 55 - O funcionário reintegrado será submetido a inspeção médica e aposentado, se julgado incapaz.

A

reintegração

ocorre

quando

um

servidor

tem

sua

demissão

invalidada por processo administrativo ou judicial. Nesse caso, o servidor

deve retornar ao cargo de origem, recebendo ressarcimento de todas as vantagens a que teria jus durante o período de desligamento.

A reintegração dar-se-á no cargo anteriormente ocupado ou, se extinto, será restabelecido.

Na reintegração do funcionário, aquele que estiver ocupando o seu cargo, retornará por meio de recondução ao cargo que anteriormente lhe pertencia, sem que sejam concedidas quaisquer indenizações, ou ficará como excedente em lotação.

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Recondução

Para finalizar as formas de provimento, vamos estudar a recondução, que é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado, em decorrência da reintegração do anterior ocupante do cargo. Trata-se, pois, de provimento derivado previsto expressamente no texto constitucional (art. 41, §2º).

Nunca é demais lembrar que a recondução não está prevista na Lei Estadual 9.826/1974.

Na recondução, o servidor é reconduzido em decorrência de reintegração do anterior ocupante de seu cargo. Para melhor elucidação, vejamos o que dispõe o art. 41, §2º, da CF:

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. (grifos nossos)

Vejamos um exemplo. Lucas é servidor estável no cargo X. Entretanto, sem observar os requisitos legais, sofreu a pena de demissão a bem do serviço público. Em seguida, Otávio, que era servidor estável no cargo Y, foi nomeado para ocupar o cargo de Lucas, uma vez que obteve aprovação em concurso público para aquele cargo. Meses depois, Lucas consegue anular judicialmente a sua demissão, sendo devidamente reintegrado ao cargo X. Nessa situação, Otávio será reconduzido ao cargo Y, sem direito à indenização.

*****

A figura abaixo representa as formas de provimento previstas na Lei 9.826/1974 e na Constituição.

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Originário Nomeação Promoção Reversão Aproveitamento Derivado Reintegração Recondução (não consta na
Originário
Nomeação
Promoção
Reversão
Aproveitamento
Derivado
Reintegração
Recondução (não
consta na Lei
9.826/1974)
Acesso
Formas de provimento
previstas na Lei
9.826/1974, mas que são
inconstitucionais
Transferência
Transposição
Transformação

Formas de provimento

Para fixar, vamos dar uma olhada em questões.

3. (Cespe – TA/ANTT/2013) O servidor público reintegrado ao cargo em razão da declaração judicial

3. (Cespe TA/ANTT/2013) O servidor público reintegrado ao cargo em razão da

declaração judicial de nulidade de ato de demissão não tem direito ao tempo de

serviço, aos vencimentos e às vantagens que lhe seriam pagos durante o período de afastamento.

Comentário: a reintegração somente irá ocorrer quando a demissão do servidor for invalidada, seja por decisão judicial ou administrativa. Caso a reintegração aconteça, o servidor terá direito ao ressarcimento de todas as vantagens pertinentes ao cargo.

Gabarito: errado.

4. (Cespe Assistente 1/CNPq/2011) A transferência e a reversão são formas

de provimento de cargo público vedadas pela legislação.

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Comentário: são aceitos como formas de provimento: (a) nomeação; (b) promoção; (c) readaptação; (d) reversão; (e) aproveitamento; (f) reintegração; e (g) recondução.

A transferência e o acesso também constam na Lei Estadual 9.826/1974, no

entanto, por propiciarem ao servidor a investidura em cargo que não integra

a sua carreira, sem a devida aprovação em concurso público, são considerados inconstitucionais.

Gabarito: errado.

5. (Cespe - Técnico de Apoio à Assistência Penitenciária/DEPEN/2013

adaptada) De acordo com a Lei Estadual 9.826/1974 e a Constituição, são formas

de provimento em cargo público a nomeação, a promoção e a recondução.

Comentário: são formas de provimento de cargo público a nomeação; a promoção; a reversão; o aproveitamento; a reintegração e a recondução.

Apesar de incompleta, a questão não está errada, pois não consta nenhum termo limitar como “somente”, “apenas” ou “exclusivamente”. Assim, realmente a nomeação, a promoção e a recondução são formas de provimento, motivo pelo qual a questão está correta.

Gabarito: correto.

6. (Cespe Analista Legislativo/ALE-CE/2011) Considere a seguinte situação

hipotética. Em razão de os motivos de sua aposentadoria por invalidez terem-se tornado insubsistentes, Jorge foi desaposentado e reingressou no serviço público estadual. Nessa situação, é correto afirmar que ocorreu o provimento de cargo público sob a forma de reversão.

Comentário: perfeito! A reversão é o retorno à atividade do funcionário

aposentado por invalidez, quando insubsistentes os motivos determinantes

da aposentadoria.

Gabarito: correto.

Posse

Segundo o Estatuto, a posse é o fato que completa a investidura em cargo público.

Dessa forma, é a partir da posse que se firma o vínculo funcional com a Administração, momento em que o nomeado passará a servidor público. Vale dizer, antes da posse, o candidato nomeado não é servidor público

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nem possui vínculo jurídico funcional, condição que só ocorrerá no ato da posse.

Nessa linha, a posse é o ato bilateral por meio do qual o servidor é

investido no cargo público, assumindo os seus deveres e responsabilidades. Não se trata, todavia, de contrato administrativo em sentido próprio, uma vez que o servidor público estatutário não firma contrato de trabalho com

o poder público. Isso porque a relação entre o servidor público e a

Administração é de natureza legal ou estatutária. Assim, a posse é o ato necessário para que se firme o vínculo funcional, representando a condição para o seu aperfeiçoamento. Cabe ao nomeado apenas concordar com os termos constantes na posse, adentrando ao regime jurídico aplicável ao cargo.

Com efeito, independem de posse os casos de promoção, acesso e reintegração.

Além disso, somente poderão ser empossados aqueles que cumprirem

os seguintes requisitos:

a) ser brasileiro;

b) ter completado 18 anos de idade;

c) estar no gozo dos direitos políticos;

d) estar quite com as obrigações militares e eleitorais;

e) ter boa conduta;

f) gozar saúde, comprovada em inspeção médica, na forma legal e

regulamentar;

g) possuir aptidão para o cargo;

h) ter-se habilitado previamente em concurso, exceto nos casos de

nomeação para cargo em comissão ou outra forma de provimento para a qual não se exija o concurso;

ou

i) ter

regulamento para determinados cargos ou categorias funcionais.

atendido

às

condições

especiais,

prescritas

em

lei

Contudo, cabe uma ressalva quanto ao requisito de idade mínima de 18 anos para a posse. Isso, porque a Constituição Estadual, em seu art. 155, permite que maiores de dezesseis anos participem de concursos públicos para ingresso nos serviços da administração direta e indireta.

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Além disso, para os casos de transferência, aproveitamento e reversão, não serão exigidas provas de cumprimento dos requisitos de nacionalidade

e idade, visto que esse procedimento já foi requerido anteriormente.

Prosseguindo, pelo art. 21 do Estatuto, as autoridades competentes para dar posse são as seguintes:

I - o Governador do Estado, às autoridades que lhe são diretamente

subordinadas;

II - os Secretários de Estado, aos dirigentes de repartições que lhes são diretamente subordinadas;

III - os dirigentes das Secretarias Administrativas, ou unidades de administração geral equivalente, da Assembleia Legislativa, do Tribunal

de Contas do Estado, e do Conselho de Contas dos Municípios, aos seus

funcionários, se de outra maneira não estabelecerem as respectivas leis orgânicas e regimentos internos;

IV - o Diretor-Geral do órgão central do sistema de pessoal, aos demais

funcionários da Administração Direta;

V - os dirigentes das Autarquias, aos funcionários dessas entidades.

O mesmo artigo, em seu §2º, dispõe que além dos requisitos básicos

para assumir o cargo, o nomeado deverá apresentar, previamente, a declaração sobre acumulação de cargos. Além disso, é obrigatória, no ato

da posse, a apresentação de declaração de bens e valores que constituem

o seu patrimônio.

Interessante notar, ademais, que a posse é a formação do vínculo jurídico, com aceitação das responsabilidades e atribuições. Por isso, ela poderá ocorrer por meio de procuração específica, ou seja, o nomeado poderá outorgar, por meio de procuração, a competência para que outra pessoa assine o termo em seu lugar, desde que esteja ausente do País ou do Estado, ou, ainda, em casos especiais, a juízo da autoridade competente (art. 23). Obviamente que tal regra é apenas para a posse, uma vez que o exercício só poderá ser realizado pelo próprio candidato aprovado em concurso e nomeado.

A autoridade que conceder a posse deverá verificar, sob pena de

responsabilidade:

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I - se foram satisfeitas as condições legais para a posse;

II - se do ato de provimento consta a existência de vaga, com os elementos capazes de identificá-la;

III - em caso de acumulação, se pelo órgão competente foi declarada lícita.

Por fim, a posse deve ser tomada no prazo de trinta dias, a contar da data da publicação do ato no órgão oficial, prorrogável por mais sessenta,

a requerimento do interessado ou de seu representante legal.

Exercício

Vimos acima que a posse pode ser feita por procuração. No caso do exercício, porém, isso não é possível. Isso porque o exercício é personalíssimo, ou seja, somente a pessoa formalmente designada poderá

exercer as atribuições do cargo para o qual foi nomeada. Assim, o exercício

é a efetiva entrada do funcionário em serviço público, caracterizada pela frequência e execução das atividades atribuídas ao cargo ou à função.

O exercício será dado pelo dirigente da repartição ou do serviço em

que for lotado o funcionário.

O art. 33 estabelece o prazo para o início do exercício, que será de

trinta dias, contados da: (a) publicação oficial do ato, no caso de reintegração; (b) data da posse, nos demais casos.

Se o funcionário não entrar em exercício no prazo legal, ele será exonerado do cargo.

O prazo para tomar posse é de 30 (trinta) dias , a contar da data

O prazo para tomar posse é de 30 (trinta) dias, a contar da data da publicação do ato no órgão oficial, prorrogável por mais 60 (sessenta), a requerimento do interessado.

O prazo para o exercício também é de 30 (trinta) dias, a contar: (a) da publicação oficial do ato, no caso de reintegração; (b) da data da posse, nos demais casos.

Continuando, a apresentação, ao órgão de pessoal, dos elementos necessários à atualização de seu cadastro individual é obrigatória ao funcionário que desejar entrar em exercício (art. 36).

O funcionário terá o exercício na repartição em que for lotado e seu

afastamento só poderá ocorrer nos casos previstos em lei ou regulamento

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(art. 34), por no máximo quatro anos consecutivos. Contudo, esse prazo poderá ser estendido:

I - quando para exercer as atribuições de cargo ou função de direção ou de Governo dos Estados, da União, Distrito Federal, Territórios e Municípios e respectivas entidades da administração indireta;

II - quando à disposição da Presidência da República;

III - quando para exercer mandato eletivo, estadual, federal ou municipal, observado, quanto a este, o disposto na legislação especial pertinente;

IV - quando convocado para serviço militar obrigatório;

V - quando se tratar de funcionário no gozo de licença para acompanhar o cônjuge.

Por fim, caso o funcionário seja preso preventivamente, pronunciado por crime comum ou denunciado por crime inafiançável, em processo do qual não haja pronúncia, será ele afastado do exercício, com direito à percepção do benefício do auxílio-reclusão, até sentença passada em julgado.

Vamos dar uma olhada como o assunto já foi cobrado.

7. (Cespe – AJ/TRT 17 ES/2013 – adaptada) Se a publicação do ato de provimento

7. (Cespe AJ/TRT 17 ES/2013 adaptada) Se a publicação do ato de provimento de determinado indivíduo em cargo público estadual tiver ocorrido em 29 de abril de 2013, mas sua posse, somente no dia 15 do mês seguinte, a posse será considerada sem efeito, por ter ocorrido fora do prazo previsto na legislação em vigor.

Comentário: o prazo para a pessoa tomar posse é de trinta dias a contar da publicação do ato de provimento, prorrogável por mais sessenta. Já o prazo de exercício é de trinta dias. Assim, o indivíduo tomou posse dentro do prazo legal, uma vez que entre o dia 29 de abril e o dia 15 de maio decorreram dezesseis dias.

Gabarito: errado.

Estágio probatório

O estágio probatório representa o período de tempo em que a capacidade do servidor será avaliada para o exercício do cargo. Nessa linha, destaca-se que a habilitação em estágio probatório é uma das condições para aquisição da estabilidade.

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Assim, a Lei 9.826/1974 destaca que o estágio probatório terá a duração de três anos, com o objetivo de apurar os requisitos necessários

à sua confirmação no cargo para o qual foi nomeado.

Os requisitos básicos a serem apurados no estágio probatório, além de outros específicos indicados em lei ou regulamento, são os seguintes:

I - adaptação do servidor ao trabalho, verificada por meio de avaliação da capacidade e qualidade no desempenho das atribuições do cargo;

II - equilíbrio emocional e capacidade de integração;

III - cumprimento dos deveres e obrigações do servidor público, inclusive com observância da ética profissional.

Contudo, devemos saber que o estágio probatório e o ganho de estabilidade são coisas distintas. O estágio probatório é um período em que

o servidor será avaliado quanto à aptidão para desempenhar determinado

cargo, enquanto a estabilidade é obtida, uma única vez, pelo servidor público dentro de um mesmo ente federado, ou seja, o servidor torna-se estável no serviço público dentro de um ente federado, e não em um cargo determinado 9 .

Exemplificando, imagine que “A” seja servidor público no órgão Y da União. Após três anos de serviço e cumprido o requisito do §4º do artigo 41 da CF/88, “A” torna-se estável no serviço público. Caso ele seja aprovado em concurso público para o cargo “Z”, ele deverá fazer novo estágio probatório, mas continua estável no serviço público.

Prosseguindo, vale mencionar ainda que o §4º, art. 41, da CF, determina que como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

Essa avaliação especial de desempenho poderá ocorrer (a) extraordinariamente, ainda durante o estágio probatório, diante da ocorrência de algum fato dela motivador, sem prejuízo da avaliação ordinária, e (b) ordinariamente, logo após o término do estágio probatório, devendo a comissão ater-se exclusivamente ao desempenho do servidor durante o período do estágio.

Por fim, o funcionário que não atenda aos requisitos estabelecidos para

o estágio probatório será exonerado (pela inobservância dos itens I e II do

quadro anterior) ou, demitido na hipótese de falta do cumprimento do

9 Alexandrino e Paulo, 2011, p. 363.

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requisito III. Para se efetuar a exoneração ou demissão, a inaptidão deverá ser apurada por meio de sindicância, em que será assegurado o contraditório e a ampla defesa.

Ressalta-se que o ato de exoneração ou de demissão do servidor em razão de reprovação na avaliação especial de desempenho será expedido pela autoridade competente para nomear.

Vejamos como isso já foi cobrado em provas!

8. (Cespe – Assistente 1/CNPq/2011) Caso o servidor público não satisfaça as condições do estágio

8. (Cespe Assistente 1/CNPq/2011) Caso o servidor público não satisfaça as

condições do estágio probatório, a sua exoneração do cargo efetivo ocorre a pedido ou de ofício.

Comentário: o servidor inabilidade em estágio probatório poderá ser exonerado ou demitido, conforme o caso. Porém, sempre será assegurado o direito de defesa.

Cabe observar que a demissão ou exoneração ocorrerão de ofício. Portanto, não existe exoneração a pedido por inabilitação no estágio probatório. Logo, a questão está errada.

Destaca-se, porém, que há a possibilidade de o servidor obter a exoneração a pedido, mas isso não decorre da inaptidão no estágio.

Gabarito: errado.

Vacância

A vacância corresponde às hipóteses em que o servidor desocupa o seu cargo, tornando-o passível de preenchimento por outra pessoa. As hipóteses de vacância estão previstas no artigo 62 e são as seguintes:

a) exoneração;

b) demissão;

c) ascensão funcional;

d) aposentadoria;

e) falecimento.

No caso da exoneração, da demissão e do falecimento, ocorre o rompimento definitivo do vínculo do servidor com a Administração. Já na

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aposentadoria, ocorre a alteração do vínculo ou faz-se surgir um novo. Por fim, como já destacamos em nossa aula, a ascensão é inconstitucional e, por esse motivo, não há que se fazer menção.

Ademais, a aposentadoria ocorre quando o servidor passa à inatividade por ato da Administração Pública, podendo ocorrer de forma voluntária, compulsória (aos 70 anos) ou por invalidez permanente.

Por outro lado, o falecimento é o fato administrativo que gera a vacância em decorrência da morte do servidor.

Já a demissão ocorre em decorrência de cometimento de infração funcional ensejadora da perda do cargo. Portanto, a demissão é uma penalidade administrativa, prevista no art. 196, IV, aplicável por meio de processo administrativo disciplinar.

Por fim, a exoneração é a forma de vacância em que ocorre a dissolução do vínculo jurídico, sem caráter punitivo, que encerra a relação funcional do servidor com a Administração.

A exoneração do servidor efetivo poderá ser a pedido, ou seja, quando o próprio servidor solicita a sua exoneração; ou de ofício, isto é, quando a iniciativa decorre da própria Administração. Utilizando as palavras de Matheus Carvalho, relacionamos as seguintes hipóteses de exoneração de ofício 10 :

a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório (inabilitação em estágio probatório), ou seja, quando o poder público, ao final do período de testes, entender que o servidor não está apto para exercer as funções inerentes àquele cargo;

b) quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido em lei, qual seja o de trinta dias. Nesse caso, há uma presunção legal de desinteresse pelas atividades inerentes ao cargo e a determinação de vacância do cargo para que possa ser preenchido por outro agente público, nos termos da lei;

c) quando o servidor estável não consegue atingir as metas mínimas de eficiência e é considerado insatisfatório na avaliação periódica de desempenho (insuficiência de desempenho) prevista no art. 41 §1º, III, da Constituição da República, sempre garantidos, nestes casos, o contraditório e a ampla defesa. Ressalte-se que a avaliação periódica de desempenho depende de regulamentação por lei

10 Carvalho, 2014.

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específica que definirá as regras aplicáveis, tratando-se o dispositivo constitucional mencionado de norma de eficácia limitada;

d) em casos de excesso de despesas com pessoal, para adequação aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, consoante disposição do art. 169 da Carta Magna, situações em que o ente estatal determinará (nesta ordem) a exoneração de servidores comissionados, em um percentual mínimo de 20%; passando à exoneração de servidores não estáveis; e, por fim, em havendo necessidade, realizando a exoneração de servidores estáveis, nos termos da lei;

e) em casos de servidores detentores de cargos em comissão, casos em que a exoneração será feita por livre decisão da autoridade responsável sem a necessidade de motivação, haja vista se tratar de cargo previsto em lei como cargo de livre nomeação e de livre exoneração.

Além dessas, podemos acrescentar ainda: (a) quando se tratar de posse em outro cargo ou emprego da União, do Estado, do Município, do Distrito Federal, dos Territórios, de Autarquia, de Empresas Públicas ou de Sociedade de Economia Mista, ressalvados os casos de substituição, cargo de Governo ou de direção, cargo em comissão e acumulação legal desde que, no ato de provimento, seja mencionada esta circunstância.

Finalizando a vacância, teremos a ocorrência da vaga na data (a) da vigência do ato administrativo que lhe der causa, (b) da morte do ocupante do cargo, (c) da vigência do ato que criar e conceder dotação para o seu provimento ou do que determinar esta última medida, se o cargo já estiver criado, e (d) da vigência do ato que extinguir cargo e autorizar que sua dotação permita o preenchimento de cargo vago.

*****

Exoneração

Demissão

Aposentadoria

Falecimento.

***** Exoneração Demissão Aposentadoria Falecimento. Formas de Vacância Exercício? Vamos lá! Prof. Herbert
***** Exoneração Demissão Aposentadoria Falecimento. Formas de Vacância Exercício? Vamos lá! Prof. Herbert

Formas de Vacância

Exercício? Vamos lá!

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9. (Cespe – AJ/STF/2013) A vacância decorre, entre outros fatos, da ascensão e da transferência.

9. (Cespe AJ/STF/2013) A vacância decorre, entre outros fatos, da ascensão e

da transferência.

Comentário: a vacância corresponde às hipóteses em que o servidor desocupa o seu cargo, tornando-o passível de preenchimento por outra pessoa. Segundo o artigo 62, ela poderá ocorrer através de exoneração; demissão; aposentadoria; e falecimento.

A ascensão também consta na Lei Estadual 9.826/1974, porém foi considerada inconstitucional (ADI 837/98). Por outro lado, a transferência, que também é inconstitucional, não é considerada forma de vacância no Estatuto dos Servidores do Ceará.

Gabarito: errado.

Deslocamento

A Lei 9.826/1974 apresenta duas hipóteses de deslocamento: a remoção e a substituição. Elas não são formas de provimento nem de vacância, pois representam apenas a troca do local de lotação do servidor. Vejamos os detalhes.

Remoção

A remoção é o deslocamento do funcionário de uma para outra unidade ou entidade do Sistema Administrativo. Ela poderá ocorrer de ofício ou a pedido do funcionário, atendidos o interesse público e a conveniência administrativa.

Essa remoção deverá respeitar a lotação das unidades ou entidades administrativas interessadas e será realizada, no âmbito de cada uma, pelos respectivos dirigentes e chefes, conforme se dispuser em regulamento (art. 37, §1º).

Finalmente, o Estatuto estabelece que deverá ser concedida a remoção, ou será o funcionário posto à disposição da unidade de serviço estadual que houver no lugar de domicílio do cônjuge ou em que funcionar o órgão sede do mandato eletivo com todos os direitos e vantagens do cargo , para acompanhar cônjuge, também servidor público, que for

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designado ex-officio para ter exercício em outro ponto do território estadual ou nacional ou for detentor de mandato eletivo.

Este é um importante instrumento de proteção à família, que ocorre quando o cônjuge ou companheiro também servidor é deslocado no interesse da Administração (de ofício), situação em que o outro servidor do casal também será removido.

Contudo, tal hipótese possui algumas limitações, uma vez que só pode ocorrer nos casos previstos em lei. Assim, se o casal já não residia na mesma localidade, não há que se alegar o direito de remoção vinculada, conforme podemos observar da seguinte decisão do STJ, conforme consta no Informativo 482/2011 11 :

SERVIDOR PÚBLICO. REMOÇÃO. ACOMPANHAMENTO. CÔNJUGE. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA. COABITAÇÃO.

Servidor público federal lotado no interior do Estado da Paraíba requereu a sua remoção para a capital do estado ou, alternativamente, a lotação provisória em qualquer outro órgão da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional para acompanhar a esposa, servidora pública federal, removida de ofício de Campina Grande para João Pessoa. Apesar de a esposa do autor ter sido removida de ofício, o apelante não faz jus à remoção para a sede do TRE/PB, visto que o casal não residia na mesma localidade antes da remoção da esposa. Portanto, o Estado não se omitiu do seu dever de proteger a unidade familiar, que ocorre quando há o afastamento do convívio familiar direto e diário de um dos seus integrantes. AgRg no REsp 1.209.391-PB, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 6/9/2011.

Além disso, também não há direito à remoção quando o agente é aprovado em concurso público, sendo provido originalmente em localidade diferente da que residia com companheiro ou cônjuge. Isso porque quando prestou o concurso público o candidato tinha ciência de que poderia ser nomeado para o desempenho de suas atribuições em localidade diferente da de sua residência, não se podendo invocar o direito à remoção. Nessa linha, vejamos outro precedente do STJ:

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. ESCRIVÃ DA POLICIA FEDERAL. REMOÇÃO PARA O MESMO LOCAL ONDE RESIDE O CÔNJUGE. PROTEÇÃO DO NÚCLEO FAMILIAR. SITUAÇÃO INADEQUADA À LEGISLAÇÃO PERTINENTE. 1. "A primeira investidura em concurso público elide a invocação do instituto da remoção para reintegração da unidade familiar, em razão do prévio conhecimento das normas expressas no edital do certame, as quais vinculam candidatos e Administração, cuja atuação reflete a observância da preservação do interesse público, mediante critérios de conveniência e oportunidade" (AgRg no REsp 676.430/PB, Rel. Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ/SP), Sexta Turma, DJe 14/12/2009). 2. A tutela à família não pode ser vista de forma absoluta, devendo os

11 Vejam em Informativo STJ 482 ou no AgRg no REsp 1.209.391/PB.

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interessados observarem o enquadramento legal para que não se cometa injustiças ou preterição em favor de uma pequena parcela social. Precedentes: AgRg no REsp 1.209.391/PB, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 13/09/2011; MS 12.887/DF, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Terceira Seção, DJe 09/10/2008; AgRg no REsp 1.260.423/CE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 23/02/2012. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 201.588/CE, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/08/2014, DJe 08/08/2014)

Logo, quando for nomeado para investidura inicial em cargo público, não há como exigir o direito à remoção do cônjuge ou companheiro.

Substituição

A substituição é um instrumento fundado no princípio da continuidade, possuindo previsão no art. 39 da Lei 9.826/1974, que determina que os servidores investidos em cargo em comissão terão substitutos indicados em lei, regulamento, regimento ou manual de serviço, nos casos de impedimento legal ou afastamento.

Essa substituição ocorrerá independentemente da lavratura do ato, e poderá ser automática ou através de nomeação.

Nesse segundo caso, a nomeação poderá ser feita pelo:

Governador;

Presidente da Assembleia;

Presidente do Tribunal de Contas;

Presidente do Conselho de Contas dos Municípios; ou

dirigente autárquico, conforme o caso.

Ademais, a substituição deverá ser remunerada por todo o período, excetuados os períodos inferiores a trinta dias, quando essa será gratuita (art. 40, §3º). Essa remuneração abarcará o vencimento e a gratificação de representação de cargo, sendo vedada a acumulação de vencimento, gratificações e vantagens.

Com efeito, nos casos de vacância do cargo em comissão, e até que esse cargo seja provido, poderá ser designado, pela autoridade imediatamente superior, um funcionário para responder pelo expediente. A ele será aplicada a remuneração citada acima gratuita, salvo se exceder de 30 dias, quando então será remunerada por todo o período.

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QUESTÕES LEI 9.826/1974

10. (Cespe TJ/TRE MS/2013 - adaptada) A Lei Estadual n.º 9.826/1974 aplica-se

a) aos servidores temporários.

b) aos servidores públicos efetivos do Distrito Federal.

c) aos servidores públicos militares.

d) aos servidores públicos das empresas públicas.

e) aos servidores públicos das autarquias.

Comentário: vejamos o que estabelece o art. 1º da Lei Estadual 9.826/1974:

Art. 1º - Regime Jurídico do Funcionário Civil é o conjunto de normas e princípios, estabelecidos por este Estatuto e legislação complementar, reguladores das relações entre o Estado e o ocupante de cargo público.

I - aos funcionários do Poder Executivo;

II - aos funcionários autárquicos do Estado;

III - aos funcionários administrativos do Poder Legislativo;

IV - aos funcionários administrativos do Tribunal de Contas do Estado e do Conselho de Contas dos Municípios. (grifos nossos)

Acrescenta-se ainda que o art. 1º da Lei Estadual 11.712/1990 dispõe o seguinte:

Art. 1º - Fica instituída, nos termos do art. 39, caput da Constituição Federal e art. 166, caput, da Constituição Estadual, como regime jurídico único para os servidores da Administração Direta, Autarquias e das Fundações Públicas do Estado, o regime de direito público administrativo da Lei nº 9.826, de 14 de maio de 1974 e legislação complementar. (grifos nossos)

Portanto, a nossa resposta é a opção E.

Vejamos as demais opções:

a) aos servidores temporários se aplica o chamado terceiro regime. Isso porque

eles não são estatutários, pois não estão submetidos ao RJU, mas também não

estão submetidos integralmente à CLT ERRADA;

b) a Lei Estadual 9.826/1974 é uma Lei do estado do Ceará, não se aplicando,

assim, aos servidores do DF ERRADA;

c) aos militares se aplica um estatuto próprio (Estatuto dos Militares) ERRADA;

d) por fim, para os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista, aplicam-se as regras da CLT ERRADA.

Gabarito: alternativa E.

11. (ESAF Analista de Tecnologia da Informação/SEFAZ-CE/2007) São requisitos necessários à confirmação do servidor em estágio probatório, nos termos da Lei Estadual n. 9.826/74, exceto:

a) adaptação do servidor ao trabalho.

b) observância da ética profissional.

c) capacidade de integração.

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d) equilíbrio emocional.

e) presteza.

Comentário: os requisitos necessários para a aprovação no estágio probatório estão vazados no art. 27, §3º. Vejamos:

Art. 27 - §3º - Além de outros específicos indicados em lei ou regulamento,

os requisitos de que trata este artigo são os seguintes:

I - adaptação do servidor ao trabalho, verificada por meio de avaliação

da capacidade e qualidade no desempenho das atribuições do cargo;

II - equilíbrio emocional e capacidade de integração;

III - cumprimento dos deveres e obrigações do servidor público, inclusive

com observância da ética profissional.

Desse modo, pode-se observar que a única alternativa que não está apresentada no referido art. é a letra E presteza.

Gabarito: alternativa E.

12. (FCC Auditor/TCE-CE/2006) Considere as assertivas:

I. após três anos de serviço público, automaticamente o servidor efetivo adquire estabilidade; II. a estabilidade assegura ao servidor efetivo o direito de permanência no cargo provido;

III. o servidor estável somente perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado.

a) Apenas I está incorreta.

b) Apenas II e III estão incorretas.

c) Apenas I e III estão incorretas.

d) Apenas III está incorreta.

e) I, II e III estão incorretas.

Comentário: o estágio probatório representa o período de três anos em que a capacidade do servidor será avaliada para o exercício do cargo. Nessa linha, destaca-se que a habilitação em estágio probatório é uma das condições para aquisição da estabilidade.

Desse modo, para conseguir a estabilidade, o servidor efetivo deve, além ser aprovado no estágio probatório (três anos), ser aprovado em concurso público anteriormente e em avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Assim, a estabilidade não é adquirida automaticamente (incorreta a afirmativa I).

A estabilidade é o direito de permanência do servidor no cargo efetivo, porém

trata-se de um direito relativo, tendo em vista que existem situações em que o

servidor poderá perder o cargo. Portanto, não se pode dizer que ela assegura

a permanência no cargo, pois em determinadas condições o servidor poderá não permanecer no cargo. Logo, o item II está errado.

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Por fim, o item III complementa o tópico anterior. O servidor público estável poderá perder o cargo pelas seguintes situações: (i) sentença judicial transitada em julgado; (ii) processo administrativo com ampla defesa; (iii) insuficiência de desempenho, verificada mediante avaliação periódica, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa; (iv) excesso de despesa com pessoal, nos termos do art. 169, §4º, da CF.

Assim, o terceiro item está errado, pois o servidor poderá perder o cargo em outras condições além da demonstrada na questão.

Gabarito: alternativa E.

13. (VUNESP - Assistente em Ciência e Tecnologia/Fundacentro/2014 - adaptada) Conforme dispõe a Lei Estadual n.º 9.826/1974, reversão é:

a) a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial.

b) o retorno à atividade de servidor aposentado.

c) uma forma de punição ao servidor público que comete falta grave.

d) o retorno do servidor ao cargo que anteriormente ocupava em razão da anulação

de sua promoção.

e) a pena aplicada ao servidor que não honra as suas atribuições relativas ao cargo

que ocupa.

Comentário: a reversão é a forma de provimento que consiste no retorno à atividade de um servidor aposentado. Portanto, já podemos assinalar a alternativa B como correta.

Por outro lado, a alternativa A versa sobre a reintegração. Já as alternativas C e

E tratam de penalidades e não de provimento, logo não seria possível conceituar

a reversão em nenhuma das alternativas. Por fim, a alternativa D não retrata

nenhuma passagem da Lei 9.826/1974.

Gabarito: alternativa B.

14. (VUNESP - Analista em C&T Júnior/CTA/2013 adaptada) Aristeu Fáraco foi aprovado em concurso público para cargo regido pela Lei Estadual n.º 9.826/1974, tendo tomado posse regularmente no respectivo cargo. Nesse caso, o prazo para Aristeu entrar em exercício no serviço público, contado da data da posse, é de:

a) 10 dias

b) 15 dias

c) 30 dias

d) 40 dias

e) 45 dias

Comentário: o prazo para o início do exercício do servidor empossado é de trinta dias, contados da data da posse (art. 33) alternativa C.

Gabarito: alternativa C. Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Ceará p/ TCE/CE - Todos os

Gabarito: alternativa C.

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15. (VUNESP - Analista em C&T Júnior/CTA/2013 - adaptada) Segundo a Lei Estadual 9.826/1974, a Reversão é:

a) o retorno de servidor aposentado à atividade.

b) o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado depois de finda a

pena de indisponibilidade.

c) a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo

resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão

administrativa ou judicial

d) a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis

com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em

inspeção médica.

e) o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro,

com ou sem mudança de sede.

Comentário: já respondemos uma questão semelhante. Portanto, sabemos que a reversão trata do retorno à atividade de um servidor aposentado (alternativa A).

Vejamos as demais alternativas:

b) a opção não descreveu nenhuma forma de investidura. Além disso, não existe

pena de “indisponibilidade” – ERRADA;

c) nesse caso, o que ocorre é a reintegração ERRADA;

d) a alternativa versa sobre a readaptação, que é uma forma de provimento prevista na Lei 8.112/1990, mas que não consta no Estatuto dos Servidores do Ceará ERRADA;

e) a ocorrência de deslocamento, conforme citado na alternativa, reflete a remoção ERRADA.

Gabarito: alternativa A.

É isso!

Espero por vocês em nosso próximo encontro!

Bons estudos e até breve.

HERBERT ALMEIDA.

herbert@estrategiaconcursos.com.br

http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/

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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA

Julgue o item a seguir, a respeito do regime jurídico estabelecido pela Lei Estadual n.º

9.826/1974.

1. (Cespe AJ/STF/2013 - adaptada) Submetem-se ao referido regime jurídico

apenas os servidores civis ocupantes de cargos na administração direta estadual, aí incluídos os servidores do Ministério Público do Estado, do Poder Legislativo e do

Tribunal de Contas do Estado.

2. (Cespe Técnico Judiciário/TRE-RJ/2012 - adaptada) Para os efeitos da Lei

Estadual 9.826/1974, servidor público é o ocupante de cargo público, conceituação

que abrange os ocupantes de cargo em comissão e função de confiança.

3. (Cespe TA/ANTT/2013) O servidor público reintegrado ao cargo em razão da

declaração judicial de nulidade de ato de demissão não tem direito ao tempo de serviço, aos vencimentos e às vantagens que lhe seriam pagos durante o período de afastamento.

4. (Cespe Assistente 1/CNPq/2011) A transferência e a reversão são formas de

provimento de cargo público vedadas pela legislação.

5. (Cespe - Técnico de Apoio à Assistência Penitenciária/DEPEN/2013

adaptada) De acordo com a Lei Estadual 9.826/1974 e a Constituição, são formas de provimento em cargo público a nomeação, a promoção e a recondução.

6. (Cespe Analista Legislativo/ALE-CE/2011) Considere a seguinte situação

hipotética. Em razão de os motivos de sua aposentadoria por invalidez terem-se tornado insubsistentes, Jorge foi desaposentado e reingressou no serviço público

estadual. Nessa situação, é correto afirmar que ocorreu o provimento de cargo público sob a forma de reversão.

7. (Cespe AJ/TRT 17 ES/2013 adaptada) Se a publicação do ato de provimento

de determinado indivíduo em cargo público estadual tiver ocorrido em 29 de abril de

2013, mas sua posse, somente no dia 15 do mês seguinte, a posse será considerada sem efeito, por ter ocorrido fora do prazo previsto na legislação em vigor.

8. (Cespe Assistente 1/CNPq/2011) Caso o servidor público não satisfaça as

condições do estágio probatório, a sua exoneração do cargo efetivo ocorre a pedido

ou de ofício.

9. (Cespe AJ/STF/2013) A vacância decorre, entre outros fatos, da ascensão e da

transferência.

10. (Cespe TJ/TRE MS/2013 - adaptada) A Lei Estadual n.º 9.826/1974 aplica-se

a) aos servidores temporários.

b) aos servidores públicos efetivos do Distrito Federal.

c) aos servidores públicos militares.

d) aos servidores públicos das empresas públicas.

e) aos servidores públicos das autarquias.

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11. (ESAF Analista de Tecnologia da Informação/SEFAZ-CE/2007) São requisitos necessários à confirmação do servidor em estágio probatório, nos termos da Lei Estadual n. 9.826/74, exceto:

a) adaptação do servidor ao trabalho.

b) observância da ética profissional.

c) capacidade de integração.

d) equilíbrio emocional.

e) presteza.

12. (FCC Auditor/TCE-CE/2006) Considere as assertivas:

I. após três anos de serviço público, automaticamente o servidor efetivo adquire estabilidade; II. a estabilidade assegura ao servidor efetivo o direito de permanência no cargo

provido; III. o servidor estável somente perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado.

a) Apenas I está incorreta.

b) Apenas II e III estão incorretas.

c) Apenas I e III estão incorretas.

d) Apenas III está incorreta.

e) I, II e III estão incorretas.

13. (VUNESP - Assistente em Ciência e Tecnologia/Fundacentro/2014 - adaptada) Conforme dispõe a Lei Estadual n.º 9.826/1974, reversão é:

a) a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial.

b) o retorno à atividade de servidor aposentado.

c) uma forma de punição ao servidor público que comete falta grave.

d) o retorno do servidor ao cargo que anteriormente ocupava em razão da anulação

de sua promoção.

e) a pena aplicada ao servidor que não honra as suas atribuições relativas ao cargo

que ocupa.

14. (VUNESP - Analista em C&T Júnior/CTA/2013 adaptada) Aristeu Fáraco foi aprovado em concurso público para cargo regido pela Lei Estadual n.º 9.826/1974, tendo tomado posse regularmente no respectivo cargo. Nesse caso, o prazo para Aristeu entrar em exercício no serviço público, contado da data da posse, é de:

a) 10 dias

b) 15 dias

c) 30 dias

d) 40 dias

e) 45 dias

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15. (VUNESP - Analista em C&T Júnior/CTA/2013 - adaptada) Segundo a Lei Estadual 9.826/1974, a Reversão é:

a) o retorno de servidor aposentado à atividade.

b) o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado depois de finda a

pena de indisponibilidade.

c) a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo

resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial

d) a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis

com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

e) o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro,

com ou sem mudança de sede.

GABARITO

1. E

6. C

6. C

11. E

2. C

7. E

12. E

3. E

8. E

8. E

13. B

4. E

9. E

14. C

5. C

10. E

15. A

REFERÊNCIAS

ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Método, 2011.

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo:

Malheiros, 2014.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas,

2014.

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014.

JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais,

2014.

MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2013.