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CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO

MONICA ROCHA MELLO RA 1174200

ATIVIDADE – 6ª SEMANA

Relatório apresentado ao Centro Universitário Claretiano, como Atividade Avaliativa da Disciplina de História e Crítica Musical: da Antiguidade ao Barroco, sob orientação da Profª Mariana Galon da Silva.

Curitiba

2016

Polifonia – surgiu no século IX. Iniciou-se com o objetivo de embelezar a música dos rituais religiosos (católicos). Era chamado de Organum. Esse nome se remete ao fato de que as canções eram “organizadas” ou “planificadas”. O Organum aparecia quando uma voz diferente era acrescentada ao Cantochão¹. Vale dizer havia intervalos fixos baseados nas notas da melodia, sendo que esta fica com mais de uma voz. A diferença entre as vozes podia ser um intervalor maior ou menor que uma oitava justa. Já quando uma monodia (melodia de uma só voz) era entoada por diferentes vozes, mesmo que de diferentes tessituras, as notas eram as mesmas para todas as vozes.

Organum Primitivo: a melodia de cantochão, originalmente cantada por uma voz, a "vox principales" (voz principal), é também cantada por outra voz, a vox organalis, em dois intervalos de quartas e quintas, sendo que ambas as melodias podem ser duplicadas com intervalo de uma oitava acima. Ex.:

podem ser duplicadas com intervalo de uma oitava acima. Ex.: E para que possamos entender o

E para que possamos entender o surgimento da Polifonia, há que se voltar ao chamado Canto Gregoriano e traçar um pequeno esboço da história, pois estão muito ligados. O Canto Gregoriano tem função e caráter religioso, ritualístico. Tem esse nome em homenagem do papa Gregório Magno – o idealizador da forma para unificação e padronização da igreja católica. O Canto Gregoriano era cantado apenas por homens, caracterizava-se por não ter andamento e o ritmo se dava a partir da prosódia². O texto era em latim (língua sagrada da Igreja).

No século X houve a primeira intenção da polifonia, com a adição de intervalos de quartas, quintas e oitavas justas à voz principal, como uma tentativa de realçar a estética do Canto em questão. Já no Século XX, a Vox Organilis deixa de ser criada somente com base em dois intervalos fixos e passa a ser composta com base em intervalos de consonância, tanto em uníssono, intervalos e terças, quartas e oitavas. E os intervalos diferentes disso (dissonância) são “resolvidos” imediatamente após sua ocorrência na música. Vale dizer que o andamento continua a ser de modo prosódico, baseado no Latim.

continua a ser de modo prosódico, baseado no Latim. Organum de Saint Martial Na metade do

Organum de Saint Martial Na metade do século XII – nova etapa para a Polifonia e se desenvolveram dois tipos de canto, com duas divisões técnicas; 1º - canto de condução; 2º é o chamado de tropos de Benedicamos Domino – ambos para função ritualística. Ainda no século XII a evolução da Polfonia é visível. A chamada “Vox Principalis” passa a ser colocada em altura mais grave, com notas de duração maior; já a “Vox Organalis” passa a ser colocada em oposição à primeira, colocada em altura mais aguda, com duração menor, no papel de solista; esse é o chamado “Organum Melismático”. O Organum Melismático tira o sentido principal do Canto Gregoriano (que tinha função ritualística, de andamento prosódico e de texto difícil, passando a trazer um texto mais compreensível, com atenção voltada para a Vox Organilis, por ser mais aguda e mais ágil.

Ex.:

Ex.: Organum de Notre Dame Os cantos executados na catedral de Notre Dame eram destinados exclusivamente

Organum de Notre Dame

Os cantos executados na catedral de Notre Dame eram destinados exclusivamente à liturgia. Naquela época foram desenvolvidos ritmos ternários e de andamento mais rápido. Destacaram-se dois grandes mestres de coro: Leonin (1.159 - 1.201 – Cônego da Catedral de Notre Dame) e seu sucessor Perotin (1.170-1.236 – Aluno de Leonin). Enquanto Leonin utilizava uma composição silábica, na qual para cada sílaba era atribuída uma nota e havia “melismas” 3 na voz superior – que caracteriza o evento “organum duplum” 4 ; Pertotin então inseriu mais vozes, que caracteriza o chamado

“organum triplum” (três vozes) e “organum quadruplum” (quatro vozes).

1. Identifique as principais características do organum de Leonin e Perotin.

Leonin

– utilizava predominantemente duas vozes (organum duplum)

– utilizava o tenor litúrgico em notas longas

– sua escrita foi marcada pela alternância entre o “Organum melismático” e

clausula(designava uma sessão para um trecho final ou para um tipo de finalização intermediária do canto) em estilo discante (metrificação da voz

tenor).

Perotin

– sua obra segue o estilo de seu mestre Leonin

– sua geração foi conhecida pela expansão do “Organum” para três também quatro vozes – Organum Triplum e Organum Quadruplum

– O Organum de Perotin possuía maior precisão rítmica comparada ao de Leonin.

– Os tenores eram menos longos

– As três vozes superiores de seus “Organa” - quando observadas

separadamente – formavam entre si uma estrutura semelhante ao “Discante”.

2. Você concorda com o fato de que as Organa de Notre Dame fundaram o conceito europeu e ocidental de compositor? Justifique sua resposta.

Sim, pois se analisarmos o que existia antes, constataremos que tudo se baseava na liturgia; estava tudo voltado para os rituais católicos. Inclusive não havia nenhuma preocupação de revelar ou deixar grafada a autoria, já que a inspiração era atribuída tão somente ao Espírito Santo. Além disso, com o advento da Polifonia, esta foi se tornando cada vez mais independente da fala e do Cantochão. E embora a teoria do Organa ter sido pouco aproveitada, afirmo que com certeza teve um impacto direto na música ocidental a seguir, pois traçou o início da experimentação da música com duas, três e quatro vozes, trazendo a base para toda a formulação teórica que viria a seguir.

Referências:

CANDÉ, de Roland, História Universal da Música, Vol. 1,São Paulo, Martins Fontes, 2001.

CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO. NASCIMENTO, João Paulo Costa do,. SILVA, Mariana Galon da, HISTÓRIA E CRÍTICA MUSICAL: DA ANTIGUIDADE AO BARROCO. Batatais, 2016.

http://www.movimento.com/biblioteca/ (Acesso em 27 Ago 2016)

http://musicanotempo.comunidades.net/ars-antiqua-seculo-xi-xiv (Acesso em 27 Ago 2016)