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Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Curso Técnico

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Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

- EEEP Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Curso Técnico de Desenho da Construção Civil Linguagem,

Curso Técnico de Desenho da Construção Civil

Linguagem, trabalho e tecnologia
Linguagem,
trabalho e tecnologia
Integrado à Educação Profissional Curso Técnico de Desenho da Construção Civil Linguagem, trabalho e tecnologia
Governador Cid Ferreira Gomes Vice Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho Secretária da Educação Maria

Governador Cid Ferreira Gomes

Vice Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho

Secretária da Educação Maria Izolda Cela de Arruda Coelho

Secretário Adjunto Maurício Holanda Maia

Secretário Executivo Antônio Idilvan de Lima Alencar

Assessora Institucional do Gabinete da Seduc Cristiane Carvalho Holanda

Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC Andréa Araújo Rocha

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SUMÁRIO

Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

1.0.

INTRODUÇÃO

 

02

1.1.

A LÍNGUA

02

2.0.

TEXTO, TEXTUALIDADE

 

02

2.1. TEXTO

03

2.2. TIPOS DE TEXTOS

03

2.3. OS GÊNEROS DE TEXTOS

03

3.0.

COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL

06

3.1. COESÃO TEXTUAL

08

3.2. COERÊNCIA TEXTUAL

09

4.0.

COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL E OS PARÁGRAFOS

10

5.0.

VARIEDADE DA LÍNGUA

 

13

6.0.

ENUNCIADO, DISCURSO E INTENÇÃO

17

7.0.

ESTUDO DA LÍNGUA FORMAL CULTA

18

7.1.

CAMPOS SEMÂNTICO E LEXICAL

18

8.0.

PRÁTICA DA NORMA CULTA LÍNGUA PADRÃO

23

9.0.

ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS

 

23

10.0.

NOTAÇÕES LÉXICAS

26

11.0.

EMPREGO DOS PORQUÊS

28

12.0.

CONCORDÂNCIA VERBAL

33

 

12.1. CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO SIMPLES

33

12.2. CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO COMPOSTO

35

12.3. CASOS ESPECIAIS

 

35

13.0.

REFLEXÕES SOBRE A LÍNGUA

39

14.0.

CONCEITOS DE LÍNGUA E FALA

40

 

14.1. LINGUAGEM CULTA LIGUAGEM INFORMAL

40

14.2. CONCEITO E FUNÇÃO DE UMA LÍNGUA

40

14.3. LÍNGUA ÁGRAFA NOÇÃO DE ERRO

41

14.4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE LÍNGUA

41

14.5. CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

 

41

15.0. A COMPREENSÃO LEITORA E O

ENEM

44

16.0.

VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA

53

 

16.1. VARIAÇÃO DIALETAL

54

16.2. VARIAÇÃO DE REGISTRO

57

17.0.

LÍNGUA FALADA

59

18.0.

LÍNGUA ESCRITA

59

19.0.

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

61

20.0.

REPETIÇÃO

67

 

20.1.

PRÁTICA TEXTUAL: COMO EVITAR A REPETIÇÃO

67

21.0.

REFERÊNCIAS

 

76

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1.0.

INTRODUÇÃO

1.1.

A LÍNGUA

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Na origem de toda a humanidade comunicativa do ser humano está a linguagem, que é a capacidade de se comunicar por meio de um código. O mais utilizado desses códigos comunicativos é a língua. Língua é “um conjunto de sons e ruídos, combinados, com os quais um ser humano, o falante, transmite a outro ou outros seres humanos, o ouvinte ou ouvintes, o que está na sua mente”. A Língua é, portanto, um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. Em outras palavras: um grupo social convenciona e utiliza um junto organizado de elementos representativos os signos linguísticos.

Ao empregar os signos que formam a nossa língua, você deve obedecer a certas regras de organização que a própria língua lhe oferece. Assim, por exemplo, é perfeitamente possível antepor- se ao signo árvore o signo uma, formando a sequência uma árvore. Já a sequência um árvore contraria uma regra de organização da língua portuguesa, o que faz com o que a rejeitamos. Perceba, pois, que os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. O conhecimento de uma língua engloba não apenas a identificação de seus signos, mas também o uso adequado de suas regras combinatórias.

Como a língua é um patrimônio social, tanto os signos como as formas de combiná-los são conhecidos e atacados pelos membros da comunidade que a emprega. Pode-se dizer, por isso, que a língua é um verdadeiro “contrato” que os indivíduos de um grupo social estabelecem. Aceitos os termos desse contrato, a comunicação está garantida.

2.0. TEXTO, TEXTUALIDADE

O texto tem organização e estrutura próprias que definem o seu sentido - e é o sentido do texto que estabelece a comunicação entre dois sujeitos: destinador e destinatário. Portanto, o texto é um todo com significado e com o objetivo de comunicação.

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2.1. TEXTO

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Existem várias definições para texto. É fundamental saber que um texto é uma ocorrência linguística dotada de certa formalidade, o que lhe dá sentido e lhe permite exercer a sua função sociocomunicativa. Os estudos mais comprometidos com o texto fazem parte da Linguística Textual. Esse ramo da ciência linguística pode levar o estudo para além da frase e até além do próprio texto.

Um texto tem que ter uma estrutura tal que, ao longo do seu percurso, a relação entre seus elementos sejam mantidas. Estas são as relações de coesão e coerência, sem as quais o texto perde o seu sentido ou se torna monótono. Conforme a função à qual se destina, o texto fica enquadrado num certo tipo de gênero.

2.2. TIPOS DE TEXTOS

O tipo de texto é determinado pelo modo de se estabelecer a interação entre texto e leitor. Isso significa que o tipo é caracterizado pela natureza linguística de sua construção teórica, ou seja, por seus tempos verbais, aspectos lexicais e sintáticos, relações entre seus elementos. A classificação do tipo de texto dá-se pela predominância de sequências textuais. Os principais tipos textuais são:

Descritivos, dissertativo, narrativo, argumentativo, expositivo, injuntivo.

2.3. OS GÊNEROS DE TEXTOS

Se o tipo é organizado pelos seus elementos formais, o gênero é caracterizado pelo seu estilo, pela sua função sociocomunicativa, ou seja, para o fim a que se destina. Surgem, pois, vários gêneros (orais e/ou escritos):

bula de remédios, bilhete, narrativas, artigos de opinião, crônicas, romances, receitas, classificados, reportagens jornalísticas, carta pessoal, carta comercial, catálogos, lista telefônica, telefonema, email, cardápio, chat, manual de instruções, resenha, outdoor, plano de aula, aula virtual, resumo, charge, boletim de ocorrência, edital de concurso, relatório, piada,

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conversação comum, conferência, sermão, romance, biografia, horóscopo, reunião, etc.

Tipos e gêneros podem conviver num mesmo texto. Assim sendo, um texto, por exemplo, do gênero carta, pode ser do tipo narrativo, argumentativo, etc. Um romance pode trazer trechos descritivos, embora seja predominantemente narrativo. Em uma bula de remédio, estão presentes três tipos: descritivo, dissertativo e injuntivo. Na fábula, o narrativo e argumentativo. Concluímos que, um mesmo tipo de texto pode ocorrer em vários gêneros. (Fonte: LPeU Língua Portuguesa em Uso. Texto: tipos e gêneros)

– Língua Portuguesa em Uso. Texto: tipos e gêneros) EXERCÍCIOS Leia os textos apresentados abaixo. Depois,

EXERCÍCIOS

Leia os textos apresentados abaixo. Depois, responda às questões propostas.

TEXTO 1

TEXTO 2

Receita de acordar palavras

palavras são como estrelas facas ou flores elas têm raízes pétalas espinhos são lisas ásperas leves ou densas para acordá-las basta um sopro em sua alma e como pássaros vão encontrar seu caminho.

(Roseana Murray. Receitas de olhar. São Paulo:

FTD, 1997. P.10)

Numa língua existe, pois, ao lado da força centrífuga da inovação, a força centrípeta da conservação

(Celso Cunha)

TEXTO 3

As palavras, afinal, vivem na boca do povo. E são faladíssimas.

(Luís Fernando Veríssimo)

TEXTO 5

TEXTO 4

É a fala que faz evoluir a língua

(Ferdinand de Saussure)

A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.

(Luís Fernando Veríssimo)

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TEXTO 6

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Veja Na sua atividade de poeta, tradutor e ensaísta, o senhor não se sente como defensor de uma língua ameaçada de extinção, o português? José Paulo Paes O tradutor luta pela afirmação da sua língua. Na conversação e na escrita, tem havido uma corrupção séria, uma aviltamento do idioma português. Quando se fala em computadores, em tecnologia, é natural que ocorra preponderância do inglês, e isso não me preocupa. Mas o descaso com relação a nossa própria língua, sim. Para mim, a identidade nacional é fundamentalmente a língua. Aviltar uma é aviltar a outra. Veja Como isso acontece? Tome-se uma conversa entre adolescentes. É entrecortada, cheia de exclamações. Não há fluência de expressão, e eles parecem não Ter capacidade de expressar um pensamento completo. Esses jovens não trocam experiências, apenas reafirmam comportamentos e atitudes que já são conhecidos por todo o grupo. É a uniformização da sociedade de consumo, que dispensa a troca de experiências e também torna dispensável a língua. Tal situação se agrava porque o ensino é ruim e eles não leem.

(Veja, 03/ 04/ 96)

TEXTO 7

CARNE MOÍDA DIFERENTE

Ingredientes:

500g de carne moída; Tomates, cebola, alho, temperos a gosto para refogar;

1 lata de creme de leite;

1 lata de milho verde; 300g de muçarela*.

Modo de fazer:

Refogue a carne com os temperos até que fique bem sequinha. Reserve em um refratário. No liquidificador coloque o milho e o creme. Bata.

Derrame sobre a carne moída reservada e depois coloque as fatias de mussarela por cima e leve ao forno até que o queijo derreta. O tempo previsto de preparo é de 30 minutos.

Aproveite para fazer este prato tão saboroso sempre que estiver atarefada, você não irá se arrepender.

(*Palavra aportuguesa do termo italiano mozzarella, encontrada nos dicionários Aurélio, Houaiss, Aulete e VOLP)

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5

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1)

Os textos apresentados possuem características diferentes. Os textos 4 e 5 abordam tema sobre a língua qual a finalidade dos autores quando produziram tais textos?

2)

Os textos 1 e 2 apresentam uma linguagem suave, denotando musicalidade e ritmo ao texto. Qual o gênero desses textos?

3)

Indique o texto cujo objetivo principal é:

a) Indicar passos a seguir para obter um resultado.

b) Argumentar para persuadir o interlocutor sobre ponto de vista.

c) Apresentar as respostas aos questionamentos feitos ao autor do texto sobre um assunto.

4)

Indique o gênero textual utilizado para a produção dos textos que:

a) Indicam passos a seguir para obter um resultado.

b) Argumentam para persuadir o interlocutor sobre ponto de vista.

c) Apresentam as respostas aos questionamentos feitos ao autor do texto sobre um assunto.

3.0.

COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL

Contextualizar elementos de coesão e coerência textuais no processo da escrita constitui uma prática didática de intenção qualitativa. Portanto, esse reforço deve ser trabalhado com discernimento e dedicação, pois desconhecê-lo significará pôr em risco toda a técnica apontada.

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3.1. COESÃO TEXTUAL

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Já se mostrou que a coesão é responsável por grande parte da textualidade. Esse recurso textual denota o estágio superior da linguagem quando recupera, como referência, palavras e informações já empregadas, e isso é que torna possível a compreensão das mensagens. Contudo, não se devem repetir as mesmas palavras e informações, como no parágrafo abaixo:

“A China é um país fascinante um país em que tudo é dimensionado em termos gigantescos. A China possui uma civilização milenar e a China possui a terceira maior extensão territorial do Planeta”.

Sem que as repetições fossem feitas, a mensagem não seria compreendida. Porém, tal como se mostram, esses recursos são primários, e poderão até ser justificados na linguagem oral, mesmo que cansem os receptores instruídos; o recurso coesivo repara tais limitações, conforme mostrado na reescrita a seguir:

“A China é mesmo um país fascinante, onde tudo é dimensionado em termos gigantescos. Ela possui uma civilização milenar e abriga a terceira maior extensão territorial do Planeta.”

A palavra China continua aparecendo três vezes no texto, só que explicitada uma única vez como referência, e as repetições estão contidas, porém escondidas, em Ela, no início do segundo período e em abriga, na segunda oração do segundo período. Esse tipo de recurso que recupera palavras e informações já tratadas é denominado de coesão anafórica ou regressiva.

Constituem recursos de coesão regressiva:

Os sinônimos;

Os pronomes sujeitos, oblíquos, relativos e demonstrativos;

As preposições e as conjunções;

As elipses;

A pontuação.

No caso da coesão catafórica ou progressiva (para frente), os elos de coesão conectores possuem função dupla: evitam repetição de palavras e informações idênticas, ao mesmo tempo em

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que fazem o texto progredir e isso é feito acrescentando, exemplificando, comparando, opondo, dando continuidade, apontando a causa da consequência ou vice-versa, condicionando ou concluindo, além de recorrer às construções paralelas. Mostra-se o uso desses recursos de transição no exemplo a seguir:

“Os jornais noticiaram o fato como suicídio. Contudo, existem fortes razões para desconfiar de que aquilo fora assassinato. Sabe-se, por exemplo, que a vítima sempre detestou aramas de fogo. Além disso, nada havia em sua vida particular ou econômica a justificar o gesto. É evidente, por outro lado, o morto possuir vários inimigos e agenciar diversos investidores. Em suma tudo aponta para um homicídio”

Constituem recursos de coesão progressiva:

O uso do mesmo sujeito;

Os pronomes oblíquos e indefinidos;

Os advérbios, algumas preposições e as conjunções;

Os advérbios, algumas preposições e as conjunções;

O emprego de estruturas frasais paralelas;

A seleção vocabular de campo lexical convergente.

3.1. COERÊNCIA TEXTUAL

A estrutura do parágrafo permite a fácil percepção das incoerências nele existentes. Estas podem ocorrer em dois aspectos: no campo gramatical e no do pensamento lógico.

No campo gramatical

a) Pontuação inadequada como em:

Se uma pessoa quer subir na vida, tem de trabalhar com afinco. O governador do Estado que não era omisso as providências para resolver a questão. (Veja a ambiguidade: quem não era omisso? O governador ou o Estado? O governador, pois não? A incoerência será eliminada se a oração adjetiva explicativa for colocada entre vírgulas).

b) A frase fragmentada como em:

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Nenhum trabalhador poderá produzir bem. Quando não está satisfeito com as condições que lhe são oferecidas.

c)

A

frase siamesa como em:

O ser humano progride constantemente tem de se esforçar para isso.

d)

O

erro do paralelismo como em:

Em público, a pessoa demonstra insociabilidade, ser irritável, desconfiança e não ter segurança.

e)

O

erro do falso paralelismo como em:

Trata-se da origem da imprensa e como ela progrediu nos últimos quatrocentos anos.

No campo do pensamento lógico:

a)

Ambiguidade com a posição do adjunto adverbial como em:

Pessoas que trabalham muito frequentemente ficam doentes.

b)

Erro de silogismo como em:

Como o céu está cheio de nuvens negras, portanto fará um dia lindo.

c)

Erro de argumento como em:

Certas plantas dormem porque têm dificuldade dormitiva

O

argumento é insuficiente para defender a declaração existente na primeira oração.

d)

Erro de emprego inadequado das palavras como em:

A primeira obrigação do professor de Português é dominar a gramática totalmente, tem que saber a gramática totalitária. (Fonte: A descoberta da palavra. Alvisto Skeff Sobrinho)

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Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] EXERCÍCIOS Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 1. Faça

EXERCÍCIOS

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1. Faça a correção e a reescrita dos seguintes parágrafos em seu caderno.

a) Não se concebe que a inventividade dos responsáveis pela criação das máquinas, equipamentos e processos produtivos, que tornam mais fácil e confortável o viver de cada um, não seja incapaz de criar também os meios necessários para eliminar seus inconvenientes, pois a ciência e a tecnologia hoje alcançaram níveis inimagináveis, não encontram mais barreiras para tornar realidade o que o homem sonha, o que está faltando é respeito à vida, é a visão do outro e de seus direitos.

b) O tabagismo tanto pelos riscos que representa para a saúde da população como pela complexidade dos fatores que o determinam não pode ser encarado com gestos apenas bem- intencionados, só será eficazmente combatido na medida em que o juizado de menores, as instituições médicas e pedagógicas os meios de divulgação conjugarem esforços numa ampla campanha destinada não apenas só a divulgar os males que origina, mas o ataque às causas que o determinam.

c) Enquanto a percepção sensorial se fizer no homem normalmente, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá sentir senão um gato; e é falsa a interpretação que do bichano fizer um totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes.

d) Faça a correção e a reescrita dos seguintes parágrafos, em seu caderno, para que se tornem coesos e coerentes, evitando as repetições.

TEXTO 1 Foi aí que eu não aguentei mais e saí daquele lugar, correndo sem destino, em busca de algo que não sabia bem o que era. Quando abri os olhos, meio tonta e violenta, vi que estava em uma sessão de hipnose para poder lembrar o que tinha acontecido na nave dos extraterrestres uma semana atrás. Analisei que não fora um sonho, o que vira era real. A partir daquele dia, assumi uma personalidade introvertida e misteriosa.

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TEXTO 2 A realidade é que o Estado quer legalizar uma coisa que já vem sendo feita nas penitenciárias, só que de maneira surda, escondida dos nossos olhos para que nós não tenhamos conhecimento da verdade.

TEXTO 3 É preciso lembrar que essa união deixa as pessoas mais solidárias umas com as outras. Desse modo, evita-se que elas vivam tão isoladas nesse mundo onde o individualismo e o egoísmo são fatores que predominam sobre o coletivismo.

4.0. COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL E OS PARÁGRAFOS

Uma série de palavras, dispostas organizadamente, encerrando uma unidade comunicativa e correspondendo a uma ideia completa é chamada de FRASE. Na escrita, a FRASE inicia-se com letra maiúscula e termina com um ponto, qualquer que seja ele, dependendo da necessidade afirmativa, exclamativa ou interrogativa determinada pelo autor.

A FRASE poderá ser organizada com ausência ou presença de verbos. Neste último caso, passa também a ser chamada de PERÍODO, com uma ou mais ORAÇÕES.

Algumas vezes, uma única FRASE ou um único PERÍODO não é suficiente para apresentar uma ideia completa, visto a ideia principal necessitar de outras complementares na constituição de um todo maior, formando uma única unidade comunicacional.

Para que a FRASE seja chamada de TEXTO, além de representar uma ideia completa, deve também constituir uma unidade comunicativa, devido possuir COESÃO e COERÊNCIA entre as partes que a compõem.

Alguns textos, quando apresentam várias ideias comunicativas, organizam-se em forma de PARÁGRAFOS. Os parágrafos podem ser formados por uma ou várias FRASES, POR UM OU VÁRIOS PERÍODOS, mas sempre dispostos na escrita por trechos com entradas e mudanças de linha.

Tomemos como exemplo um conto, tipo de texto narrativo. Como podemos determinar a

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organização de PARÁGRAFOS nos contos? Além de serem organizados por apresentaram unidades

comunicacionais, eles podem ser organizados segundo o espaço ou o tempo trabalhado no enredo.

Veja o exemplo a seguir:

TEXTO 1 Parágrafo organizado segundo mudança de espaço.

1 – Parágrafo organizado segundo mudança de espaço. Depois da discussão, recolhi-me a meu quarto. Ali

Depois da discussão, recolhi-me a meu quarto. Ali fiquei, horas a fio, repassando o que me disseram: a pouca idade, o perigo do passeio e a inexistência de companhia responsável. Responsável, o que seria? Fiquei ali, deitado, remoendo as ideias e conversando com o travesseiro. Um argumento surgiu-me. Teria de apresenta-lo a meus pais. Levantei-me, desci à sala, onde meus pais assistiam a televisão. Quando me viram com os olhos vermelhos, mas o rosto tranquilo, deram-me atenção e eu pude apresentar meu argumento.

TEXTO 2 Parágrafo organizado segundo mudança de tempo.

2 – Parágrafo organizado segundo mudança de tempo. Embarquei no ônibus, pois convencera meus pais sobre

Embarquei no ônibus, pois convencera meus pais sobre a ida ao passeio. Escolhi o lugar, do lado da janela, para melhor aproveitar a paisagem. De lá, dei adeus para papai e mamãe, afinal uma semana distante iria resultar em saudade e choro, meus e dos meus pais. Todos estavam acomodados e o veículo deu partida. Vinte minutos depois, já deixava a cidade para trás, então comecei a falar com o meu vizinho de banco. Era um garoto gordo, de nome Alex e que morava bem perto de minha casa. Engraçado, nunca nos víramos antes. Assim mesmo, logo fizemos amizade.

Muitas vezes, pode-se recorrer à organização mista dos PARÁGRAFOS, tanto por espaço

quanto por tempo, desde que eles sejam construídos de forma a facilitar a organização das ideias, a

preservar a criatividade e o estilo, facilitando a compreensão do leitor.

Importa, antes de tudo, que os parágrafos estejam dispostos com COESÃO e COERÊNCIA,

sejam bem escritos quanto aos aspectos vocabulares e gramaticais e passem emoção, além de maior

número de informações aos leitores.

além de maior número de informações aos leitores. EXERCÍCIOS JOGO EM GRUPO Quando solicitado pelo professor,

EXERCÍCIOS

JOGO EM GRUPO

Quando solicitado pelo professor, você irá se juntar a quatro de seus colegas e formar uma

equipe. Os cinco membros do grupo, depois de sentados em círculos, elegerão o redator da equipe,

que será encarregado de passar a limpo os textos produzidos por você e por seus colegas do time.

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O jogo consistirá na organização dos parágrafos dos dois textos a seguir, um narrativo e outro argumentativo-dissertativo. Não se esqueça de considerar as formas de organização através de parágrafos. Ganhará o jogo o time que, no tempo indicado pelo professor, apresentar a tarefa solicitada.

TEXTO 1

TEXTO 1 Era o dia da festa cívica organizada pelo grêmio da Escola. Cada aluno convidou

Era o dia da festa cívica organizada pelo grêmio da Escola. Cada aluno convidou os pais, e aquela sala imensa estava repleta, num burburinho de vozes excitadas, na expectativa de apresentar e de assistir aos números. Com certo atraso, o diretor subiu ao palco, com um ar contrariado que foi dando lugar ao de contentamento por, finalmente, iniciar a apresentação. Para ele, a semana que antecederá à

festa fora muito tensa, cheia de problemas e de soluções, mas aí estava o resultado. Relaxou no instante em que suspirou profundamente e pegou no microfone. Falou para a plateia sobre a importância do

evento, disse o trabalho que dera atender às solicitações dos alunos e professores

seu contentamento e anunciando o primeiro número, a apresentação do coral das sextas séries. A professora Betina entrou no palco com os alunos, todos se encaminhando para os locais ensaiados, por ordem de entrada e de tamanhos. Todos pigarreavam, como se estivessem afinando as vozes. Iniciaram a canção, a princípio um pouco baixo, depois numa altura correta de segurança ganha. Quando terminaram a apresentação do primeiro número, foram aplaudidos. A professora curvou-se em agradecimento. Os alunos repetiram o movimento. Todos não, menos o Filipe. Ele ficou ali, parado um tempão, perdido, mesmo quando os outros deixaram o palco. Estava dormindo em pé, de olhos abertos, e foi preciso o diretor acordá-lo. Ele começou a cantar sozinho, sem se dar conta do que fazia. Foi uma risada geral

Finalizou, externando

TEXTO 2

TEXTO 2 Como dirimir o trabalho infanto-juvenil no Brasil O Brasil encontra-se no século XXI, com

Como dirimir o trabalho infanto-juvenil no Brasil O Brasil encontra-se no século XXI, com mais da metade da população localizada abaixo da linha de pobreza. Em consequência a tal fato, crianças e adolescentes entram prematuramente no mercado de trabalho para complementarem a renda familiar. A constituição brasileira determina claramente que é inconstitucional o trabalho infantil de menores de dezesseis anos de idade. Mas não serão somente palavras que irão salvar as crianças de levarem uma vida severa no labor das casas de farinha, nas lavouras, no corte de cana. Muitas são expostas ao manejo de ferramentas cortantes e a longas jornadas de trabalho que as tiram toda a força, deixando-as sem tempo para estudar. A inserção prematura de crianças e adolescentes no mercado de trabalho violenta suas possibilidades de desenvolvimento. Uma vez que seja esse desenvolvimento impróprio, isso lhes prejudicará a saúde e a formação física e mental. É importante assegurar aos menores o direito à liberdade e o respeito aos seus direitos. Assim, o trabalho infanto-juvenil deve ser combatido, pois com o tempo, haverá um imenso contingente de adultos sem uma formação profissional qualificada. E isso acarretará um montante de trabalhadores desempregados futuramente. É preciso prevenir esse problema com a criação de programas que combatam mais severamente esse mal que assola nossos jovens e crianças.

5.0. VARIEDADE DA LÍNGUA

Em um país grande como o Brasil, encontramos pessoas de todos os tipos e origens, que possuem maneiras de falar próprias de sua região, alterações da língua portuguesa, mas quem mantém a organização e o sentido da mesma língua. A essas variações que uma língua apresenta em

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razão das condições sociais, culturais e regionais nas quais a língua portuguesa é utilizada,

chamamos de variedades linguísticas.

Cada maneira de falar de cada região ou gripo de falantes são eficazes desde que atendam à

compreensão de seu interlocutor. Se houve comunicação, então, a língua foi utilizada eficazmente.

Mas há uma que tem maior prestígio diante dos falantes da língua, que é utilizada em livros,

documentos, revistas, jornais; falada ou escrita por pessoas que tiveram acesso aos estudos. Essa

variedade chama-se LÍNGUA PADRÃO ou norma culta. A escola propõe-se a ensinar esta

variedade a todas as crianças e jovens, tornando-os bons usuários da língua.

Tornar-se um usuário competente da língua materna significa falar adequadamente, de

acordo com a situação em que está inserido. Devemos ter o domínio tanto da norma padrão, como

também devemos ter o conhecimento de normas NÃO-PADRÃO, ou seja, de outras variedades da

língua, para falar com pessoas de qualquer lugar do país.

Em determinados contextos, devemos usar a fala; em outros, a escrita. Em outros, devemos

ser mais formais na fala; em outros, menos formais. É a situação discursiva em que o usuário da

língua está que irá dizer a variedade linguística ideal para o momento. Por isso, um conselho:

aprenda a observar a língua e seus usuários, pois “quem não se comunica se trumbica”.

Acesso à língua padrão: questão de cidadania! Você já percebeu como algumas pessoas simples, sem instrução e sem facilidade para se expressar ficam tímidas diante de outras pessoas que falam com clareza e fluência? Ter acesso à língua padrão e saber se expressar por meio dela não é privilégio de poucos. Ao contrário, é um direito de todo cidadão. Apropriando-nos da língua padrão, colocamo-nos em pé de igualdade linguística com todas as outras pessoas e, assim, fica mais fácil termos nossa voz ouvida e nossos direitos respeitados.

termos nossa voz ouvida e nossos direitos respeitados. EXERCÍCIOS TEXTO 1 O visitante vai passando pelo

EXERCÍCIOS

TEXTO 1

O visitante vai passando pelo corredor do hospital, quando vê o amigo saindo disparado,

cheio de tubos, da sala de cirurgia:

- Aonde é que você vai, rapaz?!

- Tá louco, bicho, vou cair fora!

- Mas, qual é, rapaz?! Uma simples operação de apendicite! Você tira isso de letra.

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E o paciente:

- Era o que a enfermeira estava dizendo lá dentro: “Uma operaçãozinha de nada, rapaz!

Coragem! Você tira isso de letra! Vai fundo, homem!” - Então, por que você está fugindo? - Porque ela estava dizendo isso era pro médico que ia me operar! (Ziraldo. As melhores anedotas do mundo. Rio de Janeiro: Globo, 1988. p. 62.)

1) A anedota é um gênero narrativo em que alguém conta um episódio engraçado. Apresenta, geralmente, os elementos essenciais de uma narrativa: fatos, personagens, tempo e lugar. Identifique, na anedota em estudo:

a) O fato principal;

b) As personagens envolvidas;

c) O tempo;

d) O lugar.

2)

O narrador da anedota faz uma contextualização do fato e coloca em evidência a fala das personagens, reproduzida quase sempre com fidelidade.

a) Que tempo verbal predomina na anedota?

b) Levante hipóteses: que efeito tem o emprego desse tempo verbal e do diálogo na anedota?

3)

Observe que a anedota se encaminha para um final inesperado: a inexperiência médica.

a) Há, antes do final da anedota, alguma pista que prepara o desfecho?

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b) Se houvesse algum tipo de antecipação do desfecho, a anedota seria engraçada? Justifique.

4)

A anedota é, originalmente, um tipo de texto oral, que passa de uma geração a outra por meio da fala. Quando transcrita, isto é, reproduzida em livros e revistas, ele resulta em um texto que conserva marcas da oralidade. Na transcrição dessa anedota, que marcas da oralidade foram conservadas?

dessa anedota, que marcas da oralidade foram conservadas? 01. O texto de Jô Soares retrata vários

01. O texto de Jô Soares retrata vários diálogos, isto é, uma situação em que uma pessoa faz uma pergunta e a outra responde.

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a) Por que o título é “Perguntas idiotas”?

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b) Que variedade está sendo empregada nos diálogos do texto acima?

6.0.

ENUNCIADO, DISCURSO E INTENÇÃO

02.

Releia a conversa entre o ascensorista e o hóspede. Considere a situação: são duas pessoas que não se conhecem, num hotel; o elevador está parado no térreo.

a) Por que você acha que o ascensorista perguntou “Sobe?” ao hóspede?

 

b) Que outra pergunta o ascensorista poderia fazer ao hóspede naquela situação?

03.

Observe agora a conversa entre a namorada e o namorado. Ela, surpresa com o presente, faz uma pergunta óbvia (“São flores?”), mas sua finalidade certamente era outra.

a) Que outra frase poderia expressar o que ela sentiu e desejou comunicar naquele momento?

b) Depois de receber a resposta do namorado, o que você acha que ela diria na seqüência?

Leia as situações abaixo para responder à questão 04.

Leia as situações abaixo para responder à questão 04. Uma senhora grávida está andando na rua

Uma senhora grávida está andando na rua e dá mostras de que não se sente bem, parecendo que vai desmaiar. Um homem que a observava se aproxima e diz: “Está tudo bem, senhora?”

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[EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional A mesma senhora grávida acabou de jantar em um

A mesma senhora grávida acabou de jantar em um bom restaurante. O garçom, ao trazer a

conta, gentilmente pergunta a ela: “Está tudo bem, senhora?”

II Intencionalidade Discursiva

04. Qual é a intencionalidade implícita na pergunta do homem e do garçom, ou seja, o que eles

realmente pretendem saber?

7.0. ESTUDO DA LÍNGUA FORMAL CULTA

7.1. CAMPOS SEMÂNTICO E LEXICAL

As palavras existentes em determinada língua constituem o seu léxico. Ninguém as

consegue empregar todas, e mesmo os chamados “intelectuais” ou “operários das palavras” as

utilizam segundo o universo vocabular (repertório) de que dispõem recolhidos ao longo da vida nas

fricções das conversas e nas leituras.

Como o léxico português é formado por cerca de 300.000 palavras, e um intelectual usa

universo vocabular médio de até 5.000, ele tem consciência de que precisa recorrer ao léxico, sob a

forma de dicionário, se deseja escrever em razoável nível de linguagem culta e formal.

Léxico é o nome que é dado ao conjunto de vocábulos de certo idioma. O léxico português tem origem latina, criado pela formação vernácula e importado de id iomas estrangeiros. Algumas das estruturas que deram origem ao vocábulo português são: elementos não Greco- latinos, termos técnicos greco-latino, empréstimo grego, latim vulgar e o latim clássico. (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/portugues/o-lexico-portugues.html)

“Mas, afinal, o que é Língua Padrão?

( )

Mesmo que nunca tenhamos pensado objetivamente a respeito, nós sabemos (ou procuramos

Nós costumamos “medir nossas palavras”,

entre outras razões porque o ouvinte vai julgar não somente o que se diz, mas também quem diz. E

a linguagem é altamente reveladora: ela não transmite só informações neutras; revela também nossa

classe social, e região de onde viemos, o nosso ponto de vista, a nossa escolaridade, a nossa

saber o tempo todo) o que é e o que não é permitido

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intenção

Nesse sentido, a linguagem também é um índice de poder.

Assim, na rede das linguagens de uma dada sociedade, a língua padrão ocupa um espaço privilegiado: ela é o conjunto de formas consideradas como o modo correto, socialmente aceitável, de falar ou escrever.” (Carlos Alberto Faraco e Cristóvão Tezza)

( ) O hábito de consulta aos dicionários, o bom nível de leitura e a conversa participativa constituem práticas úteis ao desenvolvimento e da imaginação. Como consequência, consegue-se obter maior capacidade de percepção, de entendimento, de discernimento, de expressão do mundo interior, de julgamento, de aprendizagem e de comunicação, além de correção formal, porque foi possível aprender a empregar as palavras com significado correto.

Após dez anos de escolaridade, qualquer jovem possui latentemente um universo vocabular razoável, pois desfruta da competência comunicativa. O desafio a enfrentar, propõe-lhe a ampliação desse universo e os procedimentos para consegui-lo, além da consciência para atingi-lo emergencialmente, motivá-lo-á se pretende o sucesso.

Nessa direção, há uma série de informações a conhecer e procedimentos para transforma-las em prática necessária à melhoria do vocabulário e à ampliação do universo vocabular (repertório), entre as quais se destacam a sinonímia e as noções de campo semântico e campo lexical. A sinônima estuda o levantamento de palavras cujos significados estejam próximos aos de outras, com finalidade de evitar a monotonia da repetição de palavras em um texto. Tal ocorrência, além de demonstrar pobreza linguística por parte do redator, constitui estilística e erro de coesão textual.

Os linguistas afirmam inexistirem sinônimos perfeitos, explicando que os significados de algumas palavras convergem contextualmente para os de outras, entretanto, sem identificação completa.

Pesquisando em um dicionário de sinônimos sobre palavras substitutivas para o vocábulo morrer, encontrar-se-ão os verbos falecer, expirar e extinguir. Isolados, esses termos indicariam possível perfeição sinonímica, mas, como as palavras não são empregadas fora de um contexto, o

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uso contextual encarregar-se-á de demonstrar o contrário:

EX: O homem A chama da vela aceitas). A flor do vaso

morreu / faleceu / expirou / extinguiu (relação-valor não aceita).

extinguiu-se

/

morreu

/

faleceu

/

expirou

(relações-valores

não

morreu / faleceu / expirou / extinguiu (relações-valores não aceitas).

Em caso de substituição imperativa, além de consulta ao Dicionário de Sinônimos ou de evocação à memória, o redator poderá proceder à análise de possíveis gradações dos novos vocábulos, podendo, ainda, recorrer aos pronomes, às elipses e às expressões.

Persistem inúmeras controvérsias teóricas e aplicadas a propósito das ideias que encerram os elementos campo semântico e campo lexical. Às vezes, os dois elementos são confundidos nos procedimentos (

Francis Vanoye, em Usos da Linguagem, define campo semântico como “o conjunto de significações assumidas por uma palavra num certo enunciado”, como acontece com o vocábulo bruto em “Encontrei um diamante bruto.” – “O homem bruto agrediu o menino.” E “Meu salário bruto soma dois mil reais.”

Quando as palavras convergem para a mesma ideia ou noção, isto é, nomeiam componentes de um mesmo contexto, diz-se que elas participam de idêntico campo lexical ou da mesma série lexical. Assim, os vocábulos noiva, noivo, aliança, livro, juiz, padre, pastor, igreja, cartório, padrinho, madrinha, banho, convite, recepção, amor, convivência, pajem, dama, música e contentamento participam do mesmo campo lexical ou da mesma série lexical da palavra casamento.

ou da mesma série lexical da palavra casamento . EXERCÍCIOS 1) Faça, em seu caderno, a

EXERCÍCIOS

1)

Faça, em seu caderno, a reescrita dos parágrafos abaixo.

a. Não se concebe que a inventividade dos responsáveis pela criação das máquinas, equipamentos e processos produtivos, que tornam mais fácil e confortável o viver de cada um, não

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seja incapaz de criar também os meios necessários para eliminar seus inconvenientes, pois a ciência e a tecnologia hoje alcançaram níveis inimagináveis, não encontram mais barreiras para tornar realidade o que o homem sonha, o que está faltando é respeito à vida, é a visão do outro e de seus direitos.

b. O tabagismo tanto pelos riscos que representa para a saúde da população como pela complexidade dos fatores que o determinam não pode ser encarado com gestos apenas bem- intencionados, só será eficazmente combatido na medida em que o juizado de menores, as instituições médicas e pedagógicas os meios de divulgação conjugarem esforços numa ampla campanha destinada não apenas Sá a divulgar os males que origina, mas o ataque às causas que o determinam.

c. Enquanto a percepção sensorial se fizer no homem normalmente, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá sentir senão um gato; e é falsa a interpretação que do bichano fizer um totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes.

2)

Traduza o parágrafo, reescrevendo-o em norma culta.

“Leia um pouco, rapaz. Abra de vez em quando um livro de contos do velho Machado. Não dá pé? A praia não deixa? E você cochila na primeira página? T ente outra vez. Insista. Se por acaso sua cuca estiver fundindo, se você estiver na fossa, devido a um grilo fortuito, acabará encontrando lenitivo ao descobrir nos escritos do velho a magia de certas palavras exprimindo coisas sutis, inclusive a razão do seu grilo.” (fragmento de crônica de Carlos Drummond de Andrade.)

3)

Reescreva o parágrafo em norma culta

“E capotou. Quer dizer, a frente do carro dele pegou no primeiro carro; e o segundo, ele ficou debruçadinho assim, saca? Que gracinha! Ai, né, chegaram: Ô num sei que, num sei lá, que que houve? Viraram o carro, né? Cê tá legal aí? Ô tudo bem, tudo bem. Que cara! Puta, que barbeiro, né? E ele num tem carta. Aí desviaram o carro. Ligou o carro, o carro vruuuuuuuuuuummmm, pegou, e ele, tchibuuuuuuuuuuummmmmm, queimou o chão, pôs o pé no mundo, né? E foi embora,

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sumiu, né?” (fragmento transcrito por Dino Preti.)

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4) Reescreva o parágrafo utilizando um repertório vocabular adequado a uma criança de dez anos. “Para realizar o trabalho a que se propunham, os ”filhos de Adão” contavam com um importante instrumento, a língua comum, o código unificador. Graças a tal fato, podiam projetar, pela linguagem, o que viria a ser a torre. É importante notar que antes de existir como dado físico, a torre já estava definida como linguagem: o projeto de fazê-la chegar ao céu é anterior à própria realização do objetivo.” (fragmento de texto de Adilson Citelli.)

5)

Retire do retângulo as palavras aglutinando as que fazem parte do mesmo campo semântico dos termos indicados.

imenso rancor torpe - desprotegido cevado abandonado obeso encorpado aversão repugnância solitário ira miserável nutrido impuro sórdido ermo asqueroso imundo sozinho mendigo repulsão pedinte indigente carente.

a. POBRE

b. GORDO

c. SÓ

d. ÓDIO

e. SUJO

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8.0. PRÁTICA DA NORMA CULTA LÍNGUA PADRÃO

Para que serve a ortografia?

A Língua é um instrumento vivo e dinâmico de comunicação e interação social. Modifica-se, pelo uso, de acordo com a evolução histórica e com o local em que é falada. Assim, a cada dia, novos vocábulos aparecem, outros têm sentido alterado, enquanto outros caem no esquecimento.

Se a língua é tão variável em seus aspectos lexical (vocabulário), fonético e sintático, o

mesmo não ocorre com a ortografia. Presas às origens etimológicas das palavras, as normas ortográficas servem para sistematizar e uniformizar a escrita, a fim de que ela se preserve e, com isso, consigamos ler textos escritos em outros países que falam a mesma língua ou textos escritos há séculos.

9.0. ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS

Abaixo, apresentamos alguns problemas que podem surgir no momento de escrever.

Uso das letras k,w,e y.

A letra K emprega-se em abreviaturas e símbolos:

K= potássio;

Kr= criptônio;

Kg= quilograma;

Km=quilômetro.

É

também usada em palavras estrangeiras em sua forma original: Kaiser; smoking.

 

E

em

nomes

próprios

estrangeiros

e

seus

derivados:

Kant;

Shakespear;

kantismo.

Shakespeareanano.

A letra W pode ser substituído por u ou v, conforme seu valor fonético: sanduíche

sandwíche.

Usa-se também em nomes próprios e seus derivados: Wagner; wagneriano; Darwin; darwinismo.

É também usado em símbolos e abreviaturas: W=oeste ou watt;

ws= watt-segundo.

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Y=

ítrio.

E o Y é usado também em derivados portugueses de palavras estrangeiras: byroniano; taylorista.

A letra Y, que é substituído pelo i, é empregada em abreviaturas e símbolos: yd= jarda;

Uso do H

a

hidrogênio; hoje; homem. No interior de palavras como parte de dígrafos: chave; malha; pinheiro. No final de algumas interjeições: Ah!; Argh!

Sem

valor

fonético

algum,

letra H é

empregada

no

início

de

Uso do S

palavras:

humano;

O S aparece pesquisa=pesquisador

em

Casa= casinha Camisa= camisinha

palavras

derivadas

de

uma

primitiva

em

que

existe

o S:

Nos sufixos ês, -esa, na indicação de nacionalidade, título, origem: português, portuguesa; irlandês, irlandesa; marquês, marquesa. No sufixo isa, na indicação de ocupação feminina: poetisa, pitonisa, papisa. Na conjugação dos verbos pôr e querer e derivados: pus, pusera, pusesse, puséssemos; quis, quisera, quisesse, quiséssemos.

carinhoso,

espalhafatoso, estudiosa, dengosa.

Nos

sufixos ense, -oso, -osa,

na

formação

de

adjetivos:

paranaense,

Uso do Z

O uso do z é empregado nas palavras que derivam de outra em que já existe z: rapaz:

rapazinho, rapaziada

Raiz: enraizar

Baliza: abalizado, balizador

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O z também aparece nas terminações ez, -za, formadoras de substantivos abstratos

derivados de adjetivos: inválido- invalidez

rígido- rigidez

nobre- nobreza.

E nas terminações izar (formador de verbos) e izacão (formador de

substantivos):humano- humanizar- humanizado.

Global- globalizar- globalização

Emprego das palavras g e j

O g é usado nas palavras terminadas em ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio e terminadas em gem: adágio, colégio, litígio, relógio, refúgio, ferrugem, massagem selvagem.

E o g também é usado nas palavras derivadas de outras que já contenham g: faringite

(faringe), ferrugento (ferrugem).

O j é usado nas palavras de origem tupi (indígena) e africana: biju, canjica, jabuticaba, jacaré, pajé.

Nos verbos terminados em jar ou jear: viajar, arranjar, sujar, gorjear.

E também em palavras derivadas de outras já grafadas com j: lisonja- lisonjeiro varejista-

varejo

lajeado- laje.

Emprego das letras e, i.

A letra e pode ser confundida, na língua oral, com a letra i, portanto siga as seguintes orientações:

Use a letra e em palavras com os prefixos ante- e anti-.: anteontem, antebraço, antever, antecâmara. (ante- significa “antes”). Algumas formas dos verbos com infinitivos terminados em oar e uar também usa o e:

abençoe (abençoar), perdoe (perdoar), efetue (efetuar). A vogal i é usada em palavras com o prefixo anti-: antiacadêmico, antialcoólico, anticoncepcional. (anti- significa “contra”).

Em algumas formas dos verbos com infinitivos terminados em air, -oer, -uir: cai (cair), sai (sair), mói (moer), possui (possuir).

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Emprego das letras o e u

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Geralmente, na língua oral, a letra o confunde-se com a letra u. Porém, na escrita, deve-se ter o cuidado de não confundi-las, pois podem produzir significados diferentes. Escrevem-se com a letra o: abolir, boteco, comprido, cobrir, engolir, focinho, mágoa, polenta, moleque, nódoa, lombriga, sotaque, zoeira.

Escrevem-se

a jabuticaba, tabuleiro, usufruto.

com

letra u:

Uso de c, s , ss, sc, xc

acudir,

bueiro,

bulir,

escapulir,

curtume,

cuspir,

jabuti,

Nos vocábulos de origem árabe, tupi e africana usam-se: açaí. Caçula, criciúma, paçoca, Juçara, Ceci, cacimba.

Nos substantivos e adjetivos derivados de verbos terminados em nder e ndir, usa-se s:

pretender - pretensão; suspender - suspensão; fundir - fusão.

Nos substantivos derivados dos verbos terminados em edr, -dir, -tir e mir, usa-se ss, ous, depois de n e r: ceder-cessão; interceder intercessão; agredir agressão; compreender - compreensão.

Por razões etimológicas,

usam-se sc e xc entre vogais: ascender, crescer, efervescente,

discernir, exceto, excesso, exceder, excitar.

10.0. NOTAÇÕES LÉXICAS

Para representar fonemas muitas vezes há necessidade de recorrer a sinais gráficos denominados notações léxicas. As principais são:

» Acento agudo (´) - indica som aberto das vogais ou destaca a sílaba tônica da palavra:

vovó.

» Acento circunflexo (^)- indica som fechado ou destaca a sílaba tônica entre as vogais a, e, o: trânsito, você.

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» Acento grave (`)- indica a fusão de dois as (a+a) denominada crase: vou a a feira= vou à

feira.

 

» Til (~)- indica a nasalização de vogais (a e o): irmã, irmão.

 

» Cedilha (Ç)-

é

usada

na

letra c antes

de a, o, u,

para

indicar

o

fonema

: cabeça, paçoca.

 

» Apóstrofo (´)- indic

» Hífen (-) - é usado na ligação de palavras compostas: pão-de-ló. Na união do pronome ao verbo: amo-te. Na separação de sílabas: vo-vó. Na separação de sílaba em final de linha.

Analogia de forma e significado

Entenda o que são: parônimos, homônimos, sinônimos e antônimos.

» Parônimos são vocábulos que tem grafia e pronúncia parecidas e significados diferentes:

Cavaleiro- que cavalga Imergir- mergulhar

cavalheiro- homem cortês emergir- vir à tona

Mandado- particípio de mandar

mandato- procuração

» Homônimos são vocábulos com a mesma pronúncia mas com grafias e significados diferentes:

Cela- cubículo

Ascender- subir

sela- arreio acender- atear fogo

sela- arreio acender- atear fogo

» Sinônimos são vocábulos semelhantes na significação, mas diferentes na forma:

Belo, lindo, bonito, formoso. Afastado, distante, longe, apartado, remoto, longínquo.

» Antônimos são vocábulos diferentes na forma e opostos na significação:

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Bom/mau

dia/noite

amigo/inimigo

11.0. EMPREGO DOS PORQUÊS

POR QUE

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alegre/triste

A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo":

Exemplos:

Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa. Por que você comprou este casaco?

Há casos em que por que representa a sequência preposição + pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual, pelos quais, pelas quais).

Exemplos:

Estes são os direitos por que estamos lutando. O túnel por que passamos existe há muitos anos.

POR QUÊ

Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a ser tônico.

Exemplos:

Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê? Será deselegante se você perguntar novamente por quê!

PORQUE

A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.

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Exemplos: Vou ao supermercado porque não temos mais frutas. Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?

PORQUÊ

A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo).

Exemplos:

Não consigo entender o porquê de sua ausência. Existem muitos porquês para justificar esta atitude. Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.

Veja abaixo o quadro-resumo:

Forma

Emprego

 

Exemplos

Por que

Em frases interrogativas (diretas e indiretas)

Em substituição à expressão "pelo qual" (e suas variações)

Por que ele chorou? (interrogativa direta)

Digam-me por (interrogativa indireta)

que ele

chorou.

Os

bairros por que passamos

eram

sujos.

 

(por que = pelos quais)

 

Por quê

No final de frases

 

Eles estão revoltados por quê? Ele não veio não sei por quê.

 

Porque

Em

frases

afirmativas

e

em

Não fui à festa porque choveu.

 

respostas

 

Porquê

Como substantivo

 

Todos sabem o porquê de seu medo.

 
) 1) Explique a diferença de sentido entre: a) Descrição e

1)

Explique a diferença de sentido entre:

a) Descrição e discrição

b) Emergir e imergir

c) Eminente iminente

d) Descriminação e discriminação

EXERCÍCIOS

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2)

3)

4)

e) Comprimento e cumprimento

f) Soar e suar

Substitua as estrelas por s ou z:

a) O sucesso foi tão grande que ele bi

por s ou z : a) O sucesso foi tão grande que ele bi b) Era

b) Era um menino muito ajui

foi tão grande que ele bi b) Era um menino muito ajui ado. ou todas as

ado.

ou todas as canções.

c) Quando ele tra

d) Furou o pneu tra

e) Ele foi muito corte

c) Quando ele tra d) Furou o pneu tra e) Ele foi muito corte presentes, todos
c) Quando ele tra d) Furou o pneu tra e) Ele foi muito corte presentes, todos
c) Quando ele tra d) Furou o pneu tra e) Ele foi muito corte presentes, todos

presentes, todos correm atrá

eiro.

com as moças.

.
.

f) A aride

todos correm atrá eiro. com as moças. . f) A aride do clima era vi ível

do clima era vi

ível nas plantas esqueléticas e nas fendas do solo.atrá eiro. com as moças. . f) A aride do clima era vi g) A seleção

g) A seleção france

esqueléticas e nas fendas do solo. g) A seleção france a jogou o melhor futebol da

a jogou o melhor futebol da Copa.

h) O menino de

france a jogou o melhor futebol da Copa. h) O menino de ajeitado pi ou nas

ajeitado pi

ou nas mudas do cafea jogou o melhor futebol da Copa. h) O menino de ajeitado pi al. Substitua as

da Copa. h) O menino de ajeitado pi ou nas mudas do cafe al. Substitua as

al.

Substitua as estrelas por g ou j:

a) O estran eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca.

eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos
eiro não foi entil ao chamá-lo de cafa este e de eca. b) Ho e comeremos

b) Ho e comeremos erimum, iló, berin ela e ema de ovo de galinha. Dessa forma, acabaremos com o e um imposto pelo mon e.

Dessa forma, acabaremos com o e um imposto pelo mon e. c) Apesar de bom motorista
Dessa forma, acabaremos com o e um imposto pelo mon e. c) Apesar de bom motorista
Dessa forma, acabaremos com o e um imposto pelo mon e. c) Apesar de bom motorista

c) Apesar de bom motorista ao mudar o tra eto, Ricardo bateu o ipe na sar eta.

d) O esuíta teve um esto digno.

e) O

f) A ti ela, onde estava o elo, caiu.

um esto digno. e) O f) A ti ela, onde estava o elo, caiu. eito é
um esto digno. e) O f) A ti ela, onde estava o elo, caiu. eito é

eito é evitar o uso constante deum esto digno. e) O f) A ti ela, onde estava o elo, caiu. íria ao

onde estava o elo, caiu. eito é evitar o uso constante de íria ao fazer redações.
onde estava o elo, caiu. eito é evitar o uso constante de íria ao fazer redações.
onde estava o elo, caiu. eito é evitar o uso constante de íria ao fazer redações.

íria ao fazer redações.

eito é evitar o uso constante de íria ao fazer redações. g) Apesar de pobre, ele

g) Apesar de pobre, ele nunca perdeu a ma estade.

Forme substantivos femininos a partir das palavras abaixo, empregando convenientemente s ou z:

a) Limo, defender, barão, surdo, freguês.

5)

Forme verbos a partir de:

a) Análise, síntese, paralisia, civil, liso.

6)

Preencha os espaços com as palavras grafadas corretamente.

“A

de uma guerra nuclear provoca uma grande

na humanidade e deixa

Futuro.”

quanto ao

a) Espectativa tensão exitante.

b)

Espetativa tenção hesitante.

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7)

c) Expectativa tensão hesitante.

d) Expectativa tenção hezitante.

e) Espectativa tenção exitante.

No texto abaixo, algumas palavras estão sem cedilha, til, acento agudo, acento circunflexo. Coloque estes sinais onde estiver faltando.

A gente vinha de maos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava contente porque meu irmao mais velho estava me dando a mao e ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Ate bem pouco tempo ninguem me batia. Mas depois descobriam as coisas e viviam dizendo que eu era o cao, que eu era o capeta, gato ruco de mau pelo. Nao queria saber disso. Se nao estivesse na rua eu comecaria a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa alem de cantar, assobiar. Mas eu, por mais que o imitasse, nao sabia nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda nao tinha boca de soprador. Mas como eu nao podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma musica que mamae cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeca para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mao na agua, fazendo sabao virar espuma. Depois torcia a roupa e ia ate a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamae era alta, magra, mas muito bonita.

8)

Escolha dez palavras que você reescreveu corretamente com o sinal gráfico e relacione à regra de uso desse sinal, justificando a sua correção. Responda em seu caderno.

9)

Escolhendo entre as letras indicadas entre os parênteses, reescreva o texto a seguir, em seu caderno, de forma que a grafia das palavras fique correta.

- Por que não posso ficar vendo televi

- Porque você tem de dormir.

- Por qu

- Porque está na hora, ora essa.

(e, ê)?

HORA DE DORMIR

ão (s, z)?

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-

Hora essa?

 

-

Alé

(n, m) do mais, isso não é programa para menino.

 

-

Por quê?

 

(

)

-

Não comece com coisa não, que eu perco a pa

iência

(s, c, ss, ç).

-

Pode perder.

 

-

Deixe de ser ma

criado

(l, u).

-

Você mesmo que me criou.

-

O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?

 

-

Falo como qui

er

(s, z) , pronto.

-

Não fique responde

do

(n, m) não: cale essa boca.

 

-

Não calo. A boca é minha.

 

-

Olha que eu ponho de castigo.

 

-

Pode pôr.

 

(

)

-

Atrevido, ma

criado

(l, u). Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria cora

em

(g, j) de responder a meu pai como você fa

sç, c, ç), não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abu falava “está na hora de dormir”, estava na hora de dormir.

- Naquele tempo não tinha televisão.

- Mas tinha outras coisas.

- Que outras coi

- Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir.

-

- Como? Repete, para você ver o que acontece.

-

- Tome para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a ter respeito a

seu pai.

) (

- Então você não tem pena de seu pai? Vamos! Tome a bem

- Papai.

- Que é?

Quando ele

(s, z). Ele me de

ia

(sc, ss, sç, c, ç) o bra

ando

(s, z)

o

(sc, ss,

as

(s, z)?

ato (ch, x).

ato (ch, x).

ão

(sc, ss, sç, c, ç) e vá dormir.

- Me descu

pe

(l, u).

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- Está descu

- Por que não posso ficar vendo televisão?

12.0. CONCORDÂNCIA VERBAL

pado

(l, u). Deus o aben

oe

(sc, ss, sç, c, ç). Agora vai.

Fernando Sabino

Para que serve a concordância?

Tanto a concordância verbal quanto a nominal estão relacionadas com os princípios lógicos da língua. Assim, concordar adequadamente é o mesmo que ter domínio dos mecanismos básicos de funcionamento da língua, defendidos pelo padrão culto. Se não observarmos esses mecanismos durante a interlocução, ainda assim é possível haver comunicação. Porém, dependendo de quem é nosso interlocutor, da expectativa que ele tem em relação a nós ou da impressão que desejamos passar a ele, o desvio das normas do padrão culto pode frustrar a finalidade da comunicação. Em certas situações formais de interação verbal por exemplo, numa entrevista para conseguir um emprego, no preenchimento de uma ficha, numa carta ou num artigo enviados a um jornal, numa palestra, etc. -, o desvio reiterado das regras de concordância pode causar a impressão de baixo nível cultural, pouca leitura, desleixo em relação à língua e até ser fonte de preconceito. Conhecer as regras de concordância do padrão culto serve,entre outros fins, como meio de adequação e interação social.

12.1. CONCORDÂNCIA VERBAL

Regra Geral

O verbo concorda com o sujeito a que se refere em número e pessoa. Veja:

Vocês acham / que as pesquisas de opinião são de segurança?

oração

2ª oração

Esse é o princípio básico da língua em relação à concordância verbal. Há, entretanto, casos que, do ponto de vista da norma culta, merecem ser comentados.

Concordância do verbo com o sujeito simples

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1. Quando o sujeito for um substantivo coletivo, o verbo ficará no singular. Mas quando o sujeito for um coletivo acompanhado de adjunto ou distante do verbo, admite-se verbo no plural.

A

torcida invadiu o campo e agrediu o juiz.

O

grupo de estudantes gritavam (gritava) palavras de ordem.

O

elenco se reuniu e, depois de quinze minutos de muita discussão, resolveram (ou

resolveu) continuar o espetáculo.

2. quando o sujeito for representado por nomes próprios de lugar ou títulos de obra, o verbo ficará no plural se o nome estiver precedido de artigo no plural.

Os Estados Unidos estão concedendo ajuda financeira aos países assolados pela seca.

3. Quando o sujeito for um pronome de tratamento, o verbo ficará na 3ª pessoa.

Vossa Senhoria está melhor?

4. Quando o sujeito for um pronome interrogativo ou indefinido singular seguido das

expressões de nós, de vós, dentre vós, dentre nós, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. Se

o pronome estiver no plural, o verbo ficará na 3ª pessoa do plural ou concordará com o pronome pessoal da expressão.

Qual de nós apitará o jogo amanhã? Quais de nós sabem (ou sabemos) da verdade?

5. Quando o sujeito for uma expressão partitiva (parte de, um porção de, etc.) seguida ou não

de um substantivo no plural, o verbo ficará no singular ou no plural.

A maioria dos funcionários preferiu (ou preferiram) férias coletivas.

6. Quando o sujeito contiver uma expressão que denota quantidade aproximada ( cerca de, perto de, etc.), o verbo concordará com o numeral que o acompanha.

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Cerca de dez mil pessoas assistiram ao campeonato mundial de futebol.

12.2.

CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO COMPOSTO

7.

se o sujeito composto estiver posposto ao verbo, este concordará com o núcleo mais próximo ou com todos, ficando no plural.

Foi ao cinema a mãe, os filhos, e a filha. Foram ao cinema a mãe, os filhos e a filha.

8. Se o sujeito composto for constituído por pessoas gramaticais diferentes, o verbo ficará no plural. Havendo 1ª pessoa (eu, nós), ela prevalece sobre todas as outras; havendo a 2ª pessoa (tu, vós) e 3ª pessoa (ele, eles), o verbo pode ficar na 2ª ou na 3ª pessoa.

Eu, tu e ele ficaremos juntos no grupo de teatro. Tu e ele sois amigos? Tu e ela são amigos?

9. Se os elementos do sujeito estiverem unidos por ou, o verbo ficará no singular ou no plural, de acordo com o valor semântico da conjunção. Se exprimir:

Exclusão, o verbo ficará no singular:acordo com o valor semântico da conjunção. Se exprimir: João ou Pedro dirigirá o carro agora.

João ou Pedro dirigirá o carro agora.

Adição, o verbo ficará no plural:no singular: João ou Pedro dirigirá o carro agora. Cinema ou teatro agradam -me. Retificação, o

Cinema ou teatro agradam-me.

Retificação, o verbo concordará com o elemento mais próximo:o verbo ficará no plural: Cinema ou teatro agradam -me. O pai ou os pais dela

O pai ou os pais dela virão falar com você hoje à tarde.

12.3. CASOS ESPECIAIS

10. Quando indicar hora e distância, o verbo ser concorda com o predicativo. Nesse caso, ele é impessoal, ou seja, não apresenta sujeito.

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É uma hora. São três horas Daqui até a feira, são dois quilômetros. 11. Os verbos haver, fazer, estar, ir, quando indicam tempo. meses não a vejo. Faz dois anos que não tiro férias. Está frio hoje. Vai em dois ou mais anos que eles se separaram.

12. Os verbos impessoais, por não apresentarem sujeito, ficam na 3ª pessoa do singular (exceto o verbo ser). Relampejou a noite toda. Já houve duas discussões sérias entre nós.

noite toda. Já houve duas discussões sérias entre nós. 1. Complete o seguinte período: “ uma

1. Complete o seguinte período: “ uma proposta de casamento recusá-las.

a) Faziam apareceram deviam

b) Faziam apareceu devia

c) Fazia apareceram devia

EXERCÍCIOS

apenas dois meses que ela ficara viúva e mais de

haver sérios motivos para ela

, mas

d) Fazia apareceu - deviam

e) Fazia apareceu devia

2. Entre as frases a seguir, há duas nas quais a concordância do verbo ser está em desacordo com a

norma culta. Identifique-as e reescreva-as, adequando-as ao padrão culto da língua.

a) Esqueça, pai, isso já são coisas do passado.

b) Em minha classe, o líder é eu.

c) Quem são vocês?

d) Hoje é 28 de outubro.

e) Os Lusíadas, de Luís de Camões, é a obra-prima da literatura portuguesa.

3. Leia as frases a seguir e indique aquelas em que a concordância verbal não segue os padrões da

norma culta. Em seguida, faça alterações para adequá-las a esse padrão.

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a) Uma porção de presos fugiu da penitenciária estadual ontem.

b) Esses quinze por cento de comissão já me satisfazem.

c) Muitos de nós reclamou do mau atendimento daquele restaurante.

d) Nenhum de nós teremos a coragem de lhe contar a verdade.

e) Cerca de dez aviões se aproximaram do aeroporto de Cumbica neste momento.

4. Circule as opções corretas indicadas entre parênteses que completam as frases a seguir:

devem)

a) Com essas medidas, acredito que não

casa. (haverá/ haverão)

b) Já

c) Penso que existir outros meios para que você possa atingir seu objetivo. (deve/

mais problemas de ordem econômica aqui em

objetivo. (deve/ mais problemas de ordem econômica aqui em três dias que ele não aparece por

três dias que ele não aparece por aqui. (faz/ fazem)objetivo. (deve/ mais problemas de ordem econômica aqui em d) muito tempo, ali alguns fatos estranhos.

em três dias que ele não aparece por aqui. (faz/ fazem) d) muito tempo, ali alguns

d)

em três dias que ele não aparece por aqui. (faz/ fazem) d) muito tempo, ali alguns

muito tempo,

que ele não aparece por aqui. (faz/ fazem) d) muito tempo, ali alguns fatos estranhos. (Há/A

ali alguns fatos estranhos. (Há/A aconteceu/aconteceram)

alguns fatos estranhos. (Há/A – aconteceu/aconteceram) Todo texto manifesta um opinião PRÁTICAS DE LEITURA

Todo texto manifesta um opinião

PRÁTICAS DE LEITURA EXERCÍCIOS

O jornalismo dos anos 90 no Brasil responde a duas direções fundamentais. De um lado, o jornalismo que resiste às exigências do mercado: a prática do jornal vem marcada pela presença do autor da reportagem, da crônica, do ensaio; pelos voos ousados no campo da interpretação, da sensibilidade, da poesia; pelo investimento em grandes trabalhos de investigação que incidem sobre a esfera social, política e moral; pela denúncia que não busca a sensação barata, a venda fácil e certa da miséria humana; enfim, um jornalismo marcado pelo exercício diário da ética e da inteligência, em que o leitor é convocado a participar ativamente dos problemas.

De outro, o jornalismo que responde à tendência do mercado: tal jornalismo consagra os manuais de redação e estilo na produção do jornal, os quais ambicionam apagar a presença do autor e buscam, ao máximo, a prática da assim chamada escrita “objetiva”, supostamente destituída de opinião e recheada de dados estatísticos, mapas e tabelas cuja função é “facilitar a leitura” e dar

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sustentação aos dados reunidos no texto.

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Claro que tudo isso é um grande engano. Não há e nunca houve, de fato, nenhum jornalismo

“objetivo” e “sem opinião”: todo texto – jornalístico ou não manifesta um opinião. Até mesmo a

demonstração de uma fórmula por dois expositores. Os caminhos escolhidos para chegar ao mesmo

ponto revelam a diferença de estilo, revelam o autor.

(Adaptado de ARBEX JR., Quem escreve com as mãos? Caros Amigos, São Paulo, n.25, abr 1999. p. 8-9. Apud:

vestibular da UFMG.)

1)

No primeiro parágrafo do texto, o autor afirma que durante os anos 90, o jornalismo brasileiro

esteve diante de dois caminhos distintos. Identifique esses dois caminhos e, com suas palavras,

defina a principal característica de cada um.

2)

Qual é a tese defendida pelo autor?

3)

O fragmento apresentado é composto por quatro parágrafos.

a)

Que expressões marcam a oposição entre as duas direções comentadas?

4)

Em relação às duas direções fundamentais mencionados no primeiro parágrafo:

a) Com qual se alinha o autor?

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b)

Justifique sua resposta a partir da seleção vocabular e dos recursos gráficos presentes nos

parágrafos 2 e 3.

13.0.

REFLEXÕES SOBRE A LÍNGUA

Estudar Gramática é realmente importante? Ela não é apenas um amontoado de regras aborrecidas que só perturbam nossa espontaneidade quando falamos e escrevemos? Para que nossa discussão sobre o assunto torne-se mais profunda, leia atentamente o texto abaixo, trechos de um depoimento dado pelo professor e filólogo Antônio Houaiss, membro da Academia Brasileira de Letras, à revista Sala de Aula.

Se só minoria fala bem, é porque a maioria come mal.

uma coisa é uma língua ágrafa, uma língua sem escrita (há cerca de 10500 delas no mundo),

sem escolas, sem professores e sem alunos, e outra coisa é uma língua gráfica, como o português,

“(

)

que tem mais de 400 mil palavras e é utilizada por mais de 150 milhões de pessoas”.

“Nas línguas ágrafas, com cerca de 3 mil palavras, não há erros de gramática ou de

linguagem. Alguns povos ainda as utilizam. Por que nas nossas sociedades gráficas, com escrita,

existe o erro de gramática? Porque estas sociedades acumulam o presente com o passado, de tal

maneira que o uso vivo da língua, o grupo em que a pessoa se insere, não bastam para que ela tenha

um conhecimento da totalidade da língua que lhe está sendo transmitida. Então se institucionalizam

as redes de escolas, de professores e de alunos, para que essa língua possa continuar a ter suas

funções fundamentais, que são as de fornecer as chaves do saber, as chaves do poder, mas que

exigem um tempo muito grande de investimento no indivíduo. Numa língua gráfica, como o

português, o que se aprende não é o número de palavras que a língua armazena e sim a capacidade

de lidar com elas, utilizando dicionários, enciclopédias e tantas outras obras. Línguas dessa natureza

são o que é falado e o que é escrito, acumulados.”

Houaiss entende que no Brasil – “862º lugar em qualidade de ensino, com um dos mias

indecentes sistemas de ensinos do mundo contemporâneo” – não se pode culpar a criança de chegar

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aos 11 anos falando um português abaixo da crítica.

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“Enquanto na França ou na Inglaterra, a criança, a partir dos 5 anos, fica seis a dez horas por dia na escola, e nela permanece durante doze anos de sua vida, a realidade brasileira é bem outra. A língua é um vetor de todo o aprendizado. Quando você aprende Matemática, Física ou Botânica, você está aprendendo a língua. Então, quando você tem uma escola com oito, dez horas de duração, você está na prática aprendendo alguma coisa, mais a língua. Acontece que no Brasil não existe o ensino de base e o problema, é claro, vai desembocar no ensino secundário.

“Não nego que no Brasil existam pessoas que falem o português correto, mas são uma minoria. E isto é culpa de nossa sociedade, onde 75% da população vivem à beira ou mergulhados na miséria. Numa sociedade como a nossa, existem, além das classes propriamente ditas, várias culturas. Na cultura ágrafa do Brasil, nenhum brasileiro tem deixado de falar a nossa língua. Sem aprender a ler, sem aprender a escrever, aprende a língua de sua contigüidade. Essa língua ela fala com perfeição. Então os erros que a gente pensa que ele está cometendo não são erros. São erros do nosso ponto de vista, porque nós, não dando a ele a formação que ele deveria ter, queríamos que ele tivesse a nossa formação.”(REVISTA SALA DE AULA. Nº15, out. 1989, ano 2. p.15.)

14.0. CONCEITOS DE LÍNGUA E FALA

1) No início do 2º parágrafo do texto, Antonio Houaiss afirma que nas línguas ágrafas não há erros de gramática nem de linguagem. Isso se refere ao fato de uma língua só ter o aspecto “fala”? Justifique sua resposta. (5 escores)

14.1. LINGUAGEM CULTA LIGUAGEM INFORMAL

2)

Segundo o autor, por que existe o erro de gramática? (4 escores)

14.2. CONCEITO E FUNÇÃO DE UMA LÍNGUA

3)

Ainda relacionado ao texto, qual a função de uma língua? (4 escores)

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14.3. LÍNGUA ÁGRAFA NOÇÃO DE ERRO

4)

No texto, no início, o autor passa a ideia de que língua ágrafa é a que não tem escrita; no final, ele escreve:

“Na cultura ágrafa do Brasil, nenhum brasileiro tem deixado de falar a nossa língua. Sem aprender a ler, sem aprender a escrever, aprende a língua de sua contiguidade. Essa língua ele fala à perfeição. Então, os erros que a gente pensa que está cometendo não são erros.”

Pergunta-se:

a) Em que consiste a cultura ágrafa do Brasil?

b) Por que se afirma não ser erro os que pensamos cometer?

14.4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO DE LÍNGUA

5)

Segundo as informações lidas no texto e usando as informações do seu repertório, responda:

a) O tupi-guarani é uma língua ágrafa? Justifique a sua resposta.

b) O dialeto usado pelas comunidades carentes, cheios de erros, segundo afirmam, é ágrafo? Justifique a sua resposta.

14.5. CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

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1)

Como você sabe, os provérbios condensam ensinamentos ou lições de vida característicos da sabedoria popular de uma cultura através de uma linguagem predominantemente conotativa. Leia os provérbios e explique o significado de cada um deles.

a) Falar é prata, calar é ouro.

b) Filho de peixe, peixinho é.

c) Quem espera sempre alcança.

Leia o anúncio que segue e responda às seguintes questões.

o anúncio que segue e responda às seguintes questões. Desenho da Construção Civil – Linguagem, Trabalho

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2)

O anúncio explora a ambiguidade (duplo sentido) e o trocadilho (jogo de palavras) como meio

de atrair a atenção do consumidor.

a) Qual o sentido da palavra bocas em suas duas ocorrências: “quatro bocas” e “seis (bocas)”?

b) Observe, na parte inferior do anúncio, os tipos de arroz oferecidos. Relacione essa variedade

com o enunciado principal do anúncio. Que novo sentido ganha a expressão “e um marido

com seis”?

3)

No dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, há três verbetes para a palavra boca, o primeiro

deles com muitos sentidos. Veja:

boca 1 : S.f. 1. Cavidade na parte inferior da face (

cavidade, constituída de pelos lábios (

boca 2 : S.f. Brás. Gír. F. red. De boca - de -fumo. ( ) boca 3 : S. 2 g. Brás. 1. Indivíduo dos bocas, tribo indígena do PA. ( )

);

2. A parte exterior desta

)

);

8. Abertura no tampo do fogão (

Levando em conta essas informações, responda: as duas ocorrências da palavra bocas, no

anúncio, constituem um caso de polissemia? Explique.

4) O anúncio foi publicado numa revista de circulação nacional, de público predominantemente

feminino. Lembrando que, hoje em dia, bem mais do que no passado, muitos são os casais que

dividem as tarefas domésticas, responda:

a) A quem se dirige o anúncio: aos homens ou às mulheres? Justifique sua resposta com

elementos do texto.

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b) Portanto, na opinião do anunciante, as conquistas sociais da mulher retiraram-na da cozinha ou não? Por quê?

5)

Como você sabe, as palavras pequeno e grande são antônimas. Observe o emprego dessas palavras neste enunciado:

Um elefante pequeno é um animal grande.

Essa frase é possível do ponto de vista lógico? Se sim, que sentido(s) ela pode ter?

15.0. A COMPREENSÃO LEITORA E O ENEM

ela pode ter? 15.0. A COMPREENSÃO LEITORA E O ENEM DE OLHO NO ENEM 1. O

DE OLHO NO ENEM

1. O poema abaixo pertence à poesia concreta brasileira. O termo latino de seu título significa “epitalâmio”, poema ou canto em homenagem aos que se casam. EPITHALAMIUM II

he = ele S = serpens & = e h = homo She = ela

he = ele

S =

serpens & = e

h =

homo She = ela eva

e =

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(Pedro Xisto)

Considerando que símbolos e sinais são utilizados geralmente para demonstrações objetivas, ao serem incorporados no poema “Epithalamium - II”,

(A)

adquirem novo potencial de significação.

(B)

eliminam a subjetividade do poema.

(C)

opõem-se ao tema principal do poema.

(D)

invertem seu sentido original.

(E)

tornam-se confusos e equivocados.

02.

original. (E) tornam-se confusos e equivocados. 02. A conversa entre Mafalda e seus amigos (A) revela

A conversa entre Mafalda e seus amigos

(A)

revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam convergir.

(B)

desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas.

(C)

expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posições divergentes.

(D)

ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate político de idéias.

(E)

mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para superar divergências.

Instruções: As questões de números 03 e 04 referem-se ao poema abaixo.

Brasil

O Zé Pereira chegou de caravela E perguntou pro guarani da mata virgem

― Sois cristão?

― Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da

Morte Teterê tetê Quizá Quizá Quecê! Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!

O negro zonzo saído da fornalha

Tomou a palavra e respondeu ― Sim pela graça de Deus Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum! E fizeram o Carnaval

(Oswald de Andrade)

03.

Este texto apresenta uma versão humorística da formação do Brasil, mostrando-a como uma junção de elementos diferentes. Considerando-se esse aspecto, é correto afirmar que a visão apresentada pelo texto é

(A)

ambígua, pois tanto aponta o caráter desconjuntado da formação nacional, quanto parece sugerir que esse processo, apesar de tudo, acaba bem.

(B)

inovadora, pois mostra que as três raças formadoras portugueses, negros e índios pouco contribuíram para a formação da identidade brasileira.

(C)

moralizante, na medida em que aponta a precariedade da formação cristã do Brasil como causa da predominância de elementos primitivos e pagãos.

(D)

preconceituosa, pois critica tanto índios quanto negros, representando de modo positivo apenas o elemento europeu, vindo com as caravelas.

(E)

negativa, pois retrata a formação do Brasil como incoerente e defeituosa, resultando em anarquia e falta de seriedade.

04.

A polifonia, variedade de vozes, presente no poema resulta da manifestação do

(A)

poeta e do colonizador apenas.

(B)

colonizador e do negro apenas.

(C)

negro e do índio apenas.

(D)

colonizador, do poeta e do negro apenas.

(E)

poeta, do colonizador, do índio e do negro.

05.

O jivaro Um Sr. Matter, que fez uma viagem de exploração à América do Sul, conta a um jornal sua conversa com um índio jivaro, desses que sabem reduzir a cabeça de um morto até ela ficar bem

pequenina. Queria assistir a uma dessas operações, e o índio lhe disse que exatamente ele tinha contas a acertar com um inimigo.

O Sr. Matter:

― Não, não! Um homem, não. Faça isso com a cabeça de um macaco.

E o índio:

― Por que um macaco? Ele não me fez nenhum mal! (Rubem Braga)

O assunto de uma crônica pode ser uma experiência pessoal do cronista, uma informação obtida por ele ou um caso imaginário. O modo de apresentar o assunto também varia: pode ser uma descrição objetiva, uma exposição argumentativa ou uma narrativa sugestiva. Quanto à finalidade pretendida, pode- se promover uma reflexão, definir um sentimento ou tão-somente provocar o riso. Na crônica O jivaro, escrita a partir da reportagem de um jornal, Rubem Braga se vale dos seguintes elementos:

 

Assunto

Modo de apresentar

Finalidade

(A)

caso imaginário

descrição objetiva

provocar o riso

(B)

informação colhida

narrativa sugestiva

promover reflexão

(C)

informação colhida

descrição objetiva

definir um sentimento

(D)

experiência pessoal

narrativa sugestiva

provocar o riso

(E)

experiência pessoal

exposição argumentativa

promover reflexão

06.

Cândido Portinari (1903-1962), em seu livro Retalhos de Minha Vida de Infância, descreve os pés dos

trabalhadores.

Pés disformes. Pés que podem contar uma história. Confundiam-se com as pedras e os

Pés sofridos com

muitos e muitos quilômetros de marcha. Pés que só os santos têm. Sobre a terra, difícil era

espinhos. Pés semelhantes aos mapas: com montes e vales, vincos como rios. (

)

distingui-los. Agarrados ao solo, eram como alicerces, muitas vezes suportavam apenas um corpo franzino e doente.

(Cândido Portinari, Retrospectiva, Catálogo MASP)

As fantasias sobre o Novo Mundo, a diversidade da natureza e do homem americano e a crítica social foram temas que inspiraram muitos artistas ao longo de nossa História. Dentre estas imagens, a que melhor caracteriza a crítica social contida no texto de Portinari é

a crítica social contida no texto de Portinari é (A) (B) (C) (D) (E) 07. Nesta

(A)

a crítica social contida no texto de Portinari é (A) (B) (C) (D) (E) 07. Nesta

(B)

a crítica social contida no texto de Portinari é (A) (B) (C) (D) (E) 07. Nesta

(C)

crítica social contida no texto de Portinari é (A) (B) (C) (D) (E) 07. Nesta tirinha,

(D)

social contida no texto de Portinari é (A) (B) (C) (D) (E) 07. Nesta tirinha, a

(E)

07.

Nesta tirinha, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para:

a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para: (A) condenar a prática de exercícios físicos.

(A)

condenar a prática de exercícios físicos.

(B)

valorizar aspectos da vida moderna.

(C)

desestimular o uso das bicicletas.

(E) criticar a falta de perspectiva do pai.

Instruções: As questões de números 08 e 09 referem-se ao poema abaixo.

Cidade grande

Que beleza, Montes Claros. Como cresceu Montes Claros. Quanta indústria em Montes Claros. Montes Claros cresceu tanto, ficou urbe tão notória, prima-rica do Rio de Janeiro, que já tem cinco favelas por enquanto, e mais promete.

(Carlos Drummond de Andrade)

08.

Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a

(A)

metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria linguagem.

(B)

intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.

(C)

ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica.

(D)

denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo.

(E)

prosopopéia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo-lhes vida.

09. No trecho “Montes Claros cresceu tanto,/ (

que já tem cinco favelas”, a palavra que contribui para

estabelecer uma relação de consequência. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo de relação:

),/

(A)

“Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias que eu não era Deus / se sabias que eu era fraco.”

(B)

“No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu / a ninar nos longes da senzala e nunca se esqueceu / chamava para o café.”

(C)

“Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais que a mão de uma criança.”

(D)

“A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / que rio e danço e invento exclamações alegres.”

(E)

“Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas que esperam ser escritos.”

16.0. No ano passado, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete:

CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE

A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação:

(A)

Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase.

(B)

A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha.

(C)

Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência.

(D)

A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase.

(E)

Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase.

17.0. A Propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A Propaganda está muitas vezes ligada à idéia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos. Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da parcialidade. (Adaptado de Norberto Bobbio, et al. Dicionário de Política)

Segundo o texto, muitas vezes a propaganda

(A)

não permite que minorias imponham ideias à maioria.

(B)

depende diretamente da qualidade do produto que é vendido.

(C)

favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto.

(D)

está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto.

(E)

convida o comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender.

18.0.

Do pedacinho de papel ao livro impresso vai uma longa distância. Mas o que o escritor quer, mesmo, é isso: ver o seu texto em letra de forma. A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa; ela faz amadurecer o texto da mesma forma que a adega faz amadurecer o vinho. Em certos casos, a cesta de papel é melhor ainda. O período de maturação na gaveta é necessário, mas não deve se prolongar muito. ‘Textos

que, com esta frase, deu testemunho das

guardados acabam cheirando mal’, disse Silvia Plath, (

)

dúvidas que atormentam o escritor: publicar ou não publicar? Guardar ou jogar fora?

(Moacyr Scliar. O escritor e seus desafios.)

Nesse texto, o escritor Moacyr Scliar usa imagens para refletir sobre uma etapa da criação literária. A ideia de que o processo de maturação do texto nem sempre é o que garante bons resultados está sugerida na seguinte frase:

(A)

“A gaveta é ótima para aplacar a fúria criativa.”

(B)

“Em certos casos, a cesta de papel é melhor ainda.”

(C)

“O período de maturação na gaveta é necessário, (

).”

(D)

“Mas o que o escritor quer, mesmo, é isso: ver o seu texto em letra de forma.”

(E)

“ela (a gaveta) faz amadurecer o texto da mesma forma que a adega faz amadurecer o vinho.”

19.0.

A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada. ( )

andava léguas e léguas a pé, de engenho a engenho, como uma edição viva das histórias de Mil e Uma

Noites (

Havia sempre rei e

rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. O que fazia a velha Totonha mais curiosa era a cor local

Os rios e as florestas por onde andavam os seus personagens se

pareciam muito com o Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco. (José Lins do Rego. Menino de engenho) A cor local que a personagem velha Totonha colocava em suas histórias é ilustrada, pelo autor, na seguinte passagem:

era uma grande artista para dramatizar. Tinha uma memória de prodígio. Recitava contos

)

inteiros em versos, intercalando pedaços de prosa, como notas explicativas. (

que ela punha nos seus descritivos. (

)

)

(A)

“O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco”.

(B)

“Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações”.

(C)

“Era uma grande artista para dramatizar. Tinha uma memória de prodígio”.

(D)

“Andava léguas e léguas a pé, como uma edição viva das Mil e Uma Noites”.

(E)

“Recitava contos inteiros em versos, intercalando pedaços de prosa, como notas explicativas”.

20.0.

PEQUENOS TORMENTOS DA VIDA De cada lado da sala de aula, pelas janelas altas, o azul convida os meninos, as nuvens desenrolam-se, lentas como quem vai inventando

preguiçosamente uma história sem fim

nada

avião entrasse por uma janela e saísse por outra!

Sem

fim é a aula: e nada acontece,

Bocejos

e moscas. Se ao menos, pensa Margarida, se ao menos um

(Mário Quintana. Poesias)

Na cena retratada no texto, o sentimento do tédio

(A)

provoca que os meninos fiquem contando histórias.

(B)

leva os alunos a simularem bocejos, em protesto contra a monotonia da aula.

(C)

acaba estimulando a fantasia, criando a expectativa de algum imprevisto mágico.

(D)

prevalece de modo absoluto, impedindo até mesmo a distração ou o exercício do pensamento.

(E)

decorre da morosidade da aula, em contraste com o movimento acelerado das nuvens e das moscas.

21.0.

A DANÇA E A ALMA

A DANÇA? Não é movimento,

súbito gesto musical.

É concentração, num momento,

da humana graça natural.

No solo não, no éter pairamos, nele amaríamos ficar.

A dança não vento nos ramos:

seiva, força, perene estar.

Um estar entre céu e chão, novo domínio conquistado, onde busque nossa paixão

libertar-se por todo lado

Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir à forma do ser, por sobre o mistério das fábula

(Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 366.)

A definição da DANÇA, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é

(A) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os

seus momentos de sua existência.

(B) a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação

de seu espírito.

(C) a manifestação do ser humano, formada por uma sequência de gestos, passos e movimentos

desconcertados.

(D) o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais,

ruídos, cantos, emoções etc. (E) o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por consequência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura.

16. VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA

As variedades linguísticas correspondem a uma dimensão da pluralidade da linguagem. É comumente considerada numa escala valorativa, às vezes até moral, que leva a tachar os usos característicos de cada variedade como certos ou errados, aceitáveis ou inaceitáveis etc. Tomaremos, entretanto, como fundamento básico para o enfrentamento dessa questão, o fato de que existe uma língua que é viva, concreta, flexível e mutável, de acordo com os mais variados fatores de ordem social, ideológica, histórica, enfim, e que todas essas “variedades” devem ser percebidas, apreendidas, compreendidas, através de uma atitude não preconceituosa, não hierarquizada, porém analítica, reflexiva. Usaremos como base, a fim de identificar os tipos de variedades lingüísticas, uma classificação possível bastante abrangente e clara dentre muitas outras, a partir dos estudos de

Halliday, McIntosh e Strevens (1974). Basicamente, podemos ter dois tipos de variedades linguísticas:

1. Os dialetos: variedades que ocorrem em função dos que usam a língua (os locutores). 2. Os registros: também chamados de estilo, ocorrem em função do uso que se faz da língua (depende dos interlocutores).

16.1. VARIAÇÃO DIALETAL

A comunicação não é regida por normas fixas e imutáveis. Ela pode transformar-se, através do tempo, e, se compararmos textos antigos com atuais, notaremos grandes transformações no estilo e nas expressões. Por que as pessoas se comunicam de formas diferentes? Temos que considerar múltiplos fatores, como: época, região geográfica, ambiente e status sócio- cultural dos falantes. Há uma língua-padrão.

O modelo de língua-padrão que existe é uma decorrência dos parâmetros utilizados por um grupo

social que se diz mais culto, ou seja, por pessoas de instrução niveladas pela escola. É mais restrita, pois

constitui privilégio e conquista cultural de um número reduzido de falantes. Às vezes, dependendo do processo comunicativo que se deseja adotar, como também do meio em

que se encontra, uma mesma pessoa pode, dependendo da situação sócio-cultural dos indivíduos com quem se comunica, usar níveis diferentes de linguagem. Dentro desse critério, entretanto, devemos reconhecer, num primeiro momento, dois tipos de língua: a falada e a escrita.

A partir daí, saber que há, pelo menos, seis dimensões de variação dialetal: a territorial, a social, a

de idade, a de sexo, a de geração e a de função.

1.1. Territorial, geográfica ou regional: variação que acontece entre pessoas de diferentes regiões em que se fala a mesma língua. Geralmente acontece devido:

a) às influências que cada região sofreu durante a sua formação; b) aos falantes de uma dada região constituírem uma comunidade linguística geograficamente limitada em função de estarem polarizados em termos políticos e/ou econômicos e/ou culturais, e desenvolverem, então, um comportamento linguístico comum que o identifica e distingue. Aqui se incluem os diferentes falares que encontramos no Brasil, como os falares gaúcho, nordestino, paulista, carioca, o chamado dialeto caipira etc.

As diferenças entre a língua usada em uma região e outra são normalmente no plano fonético, caracterizando-se pelo “acento linguístico”, que é a soma das qualidades físicas do som (pronúncia, entonação, timbre etc.) e no plano léxico, através do patrimônio vocabular próprio, típico de uma região (palavras diferentes para dizer a mesma coisa, as mesmas palavras com sentidos diferentes em uma e outra região etc.).

Evidentemente, não existem limites claros e precisos entre os diferentes dialetos regionais. É difícil dizer, por exemplo, onde acaba o dialeto nordestino e começa o caipira ou o carioca, e a distinção do falar gaúcho, se é nítida em relação ao nordestino, não é tão nítida assim em relação ao modo característico de usar a língua no Paraná e em Santa Catarina.

“A la pucha, tchê! O índio está mais por fora do que cusco em procissão – o negócio hoje é a tal de comunicação, seu guasca!” “Deu-lhe com a boleadeira nos cascos, e o piá correu mais que parelheiro em cancha reta”.

1.2. Social ou grupal: representam as variações que ocorrem de acordo com a classe social a que pertencem os usuários da língua. É uma modalidade hermética, porque pertence a grupos fechados. São exemplos dessa dimensão de variedade linguística a língua grupal técnica, ou seja, os jargões profissionais ou de grupos (linguagem de artistas, professores, médicos, mecânicos, estivadores, dos marginais, classe social alta econômica e/ou culturalmente, favelados etc.). A língua grupal técnica desloca-se para a escrita, e somente é compreendida quando a sua aprendizagem se faz junto com a profissão. A língua grupal gíria, definida como forma própria de utilização da língua por um grupo social o qual se identifica por esse uso que faz da língua e se protege do entendimento por outros grupos, pode também ser considerada como uma forma de dialeto social. Existem tantas quantos forem os grupos fechados. Há a gíria policial, a dos jovens, dos estudantes, dos militares, dos jornalistas etc.

VOCÊ SABIA??? Quando a gíria é grosseira, recebe o nome de calão.

.

Os dialetos sociais exercem, na sociedade, um papel de identificação grupal, isto é, o grupo ganha identidade pela linguagem. Esse fato mantém implicações políticas, uma vez que marca a participação das pessoas nas lutas, nos ideais, nas reivindicações etc. do grupo.

“O materialismo dialético rejeita o empirismo idealista e considera que as premissas do empirismo materialista são justas no essencial”.

“o negócio agora é comunicação, e comunicação o cara aprende com material vivo, descolando um papo legal. Morou?”.

1.3. De idade: representam as variações decorrentes da diferença no modo de usar a língua entre pessoas

com idades diferentes, normalmente faixas etárias diversas: crianças, jovens, adultos, velhos etc. Durante a vida a pessoa passa de um grupo para outro, adotando as formas de um grupo e abandonando as de outro.

1.4. De sexo: representam as variações de acordo com o sexo e/ou gênero de quem fala. Algumas diferenças são determinadas por razões gramaticais, como certos fatos de concordância. Assim, um homem não diria a frase: “Estou preocupada com a festa”. Há, porém, diferenças mais sutis, que têm a ver com as restrições sociais quanto à imagem que se faz do comportamento apropriado para homens e mulheres. Desse modo, espera-se que um homem enuncie as frases X ao invés das frases Y:

X. Rapaz (Cara), preciso te contar o que aconteceu ontem na festa. Comprei uma camisa muito bonita (transada, legal).

Y. Querido (Ai, menino), preciso te contar o que aconteceu ontem na festa. Comprei uma blusinha linda.

1.5. De geração ou histórica: representam estágios no desenvolvimento da língua. As variantes históricas

dificilmente coexistem e são mais percebidas na língua escrita, por causa do registro, que as faz permanecer no tempo. Um texto português da era medieval contém formas de dizer que hoje já se configuram como arcaicas, pois já sofreram várias formas de evolução (fonética, lexical, sintática etc.). Observe um trecho de um texto de Carlos Drummond de Andrade baseado nas diferenças entre os modos de dizer de antes e os do momento em que o texto foi produzido:

“Acontecia o indivíduo apanhar uma constipação, ficando perrengue, mandava um próprio chamar o doutor e, depois ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era phtysica e feia era o gálico. Antigamente os sobrados tinham assombrações, os meninos

lombrigas, asthma, os gatos; os homens portavam celouras, botinas e capa de goma, a casimira tinha de ser superior e mesmo X.P.T.O. London; não haviam fotógrafos, mas retratistas, e os Cristãos não morriam, descansavam. Mas isso tudo era antigamente, isto é, outrora.” (In Revista Diner’s, Setembro/68, p. 46-53, apud Cajal et al., 1982: 15-17)

1.6. De função: representam as variações na língua decorrentes da função que o falante desempenha. Um

exemplo seria o chamado “plural majestático”, em que governantes ou altas autoridades expressam suas

intenções ou desejos, utilizando-se do pronome “nós”, simbolizando sua posição de representante do povo.

“Nós trabalhamos para que o povo desta cidade se sinta seguro. Por isso reforçamos e aparelhamos a polícia.”

16.2. VARIAÇÃO DE REGISTRO

Podem ser classificadas como sendo de três tipos diferentes: grau de formalismo, modo e sintonia. É importante chamar a atenção para o fato de que entre esses tipos de registro existem correlações e superposições, o que não impossibilita sua análise e caracterização isoladas.

CUIDADO!!! Quando redigimos um texto, não devemos mudar o registro, a não ser que o estilo assim o permita. Assim, se estamos dissertando e, nesse tipo de redação, usa-se, geralmente, a língua-padrão não podemos passar desse nível para um outro, como a gíria, por exemplo.

2.1. Grau de formalismo: representa um escala de formalidade, entendida como um maior cuidado e

apuro no uso dos recursos da língua (no nível fonológico, no sintático ou das construções, no léxico, nos usos estilísticos etc.) e também como uma maior variedade de recursos utilizados, aproximando-se, cada vez mais, da língua padrão e culta em seus usos mais “sofisticados” (nos textos literários, nas obras científicas etc.).

2.2. Modo: entende-se a língua falada em contraposição à língua escrita. A língua escrita constitui um

sistema à parte, com características próprias que a marcam como um estilo diferente da língua falada. Observe algumas diferenças entre essas duas modalidades da língua:

2.2.1. A língua falada pode usar uma série de recursos que no escrito não podem ser usados (entonação, ênfase de termos ou sílabas, duração de sons, velocidade com que se dizem as seqüências lingüísticas etc).

2.2.2. Na língua falada aparecem truncamentos (de palavras e frases), hesitações,

repetições e retomadas, correções que não ocorrem na escrita. Tais fenômenos devem-se:

a) à formulação do texto concomitante ao dizer, o que justificaria as hesitações (que

podem, entre outras coisas, levar a truncamentos e repetições, pausas, retomadas, alongamentos etc.), as

correções e outros fatos presentes no texto falado; b) não sobrecarregar a memória do interlocutor, o que talvez justifique o fato observado por muitos estudiosos de que as construções do oral são mais simples, menos complexas e longas;

c) impedir que ele tome a palavra antes que terminemos.

2.2.3. Devido à interação face a face, no oral é possível:

a) observar as reações do interlocutor, o que pode levar a explicações, repetições,

reformulações, cortes nas frases, por que se percebe que o outro já entendeu;

b) observar marcas da relação entre o falante e o ouvinte na conversação como os

marcadores conversacionais (Uhn!; Certo?; Sabe?);

c) sempre se valer do contexto imediato de situação e formular frases que seriam

incompreensíveis na escrita sem a formulação de um prévio quadro de referência, o que não é necessário na língua falada.

A língua escrita e a oral apresentam, cada uma, um conjunto próprio de variedades de grau de formalismo. Essas variedades, na língua escrita, apresentam uma tendência para maior regularidade e geralmente maior formalidade que as da língua falada; porém, importa chamar a atenção para o fato de que não é verdadeira a afirmação de que a língua falada seria informal, e a escrita, formal. Podemos ter textos altamente formais na língua falada e textos totalmente informais na língua escrita. Convém lembrar que a língua escrita também pode apresentar variantes dialetais, embora estas sejam usualmente pouco numerosas e menos marcantes que na língua falada. Atrav