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ALTA DISPONIBILIDADE PARA SERVIÇOS NA INTERNET: O CASO DA CHESF

HIGH AVAILABILITY FOR SERVICES ON THE INTERNET: THE CASE OF CHESF

Germano Vieira Borba

Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), gvborba@chesf.gov.br:

Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar soluções para ampliar a disponibilidade de serviços na Internet da rede corporativa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco –

CHESF. Este trabalho não pretende criar novos produtos, algoritmos ou protocolos de redes.

O trabalho analisou três soluções disponíveis no mercado de TI e propôs a adoção da que

melhor atendeu as necessidades empresarias.

Palavras-chave: Internet; Contingência e Alta Disponibilidade.

Abstract: This article examines three solutions to expand the availability of services from Internet network's corporate Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF. This

work is not intended to create new products, algorithms or network protocols. The objective is

to evaluate three solutions available in the IT market and suggest the adoption of that better

meet the business needs.

Key-words: Internet; Contingency and High Availability.

1. INTRODUÇÃO

A Internet tornou-se imprescindível para os processos de negócio de várias empresas

ao redor do planeta. A Chesf utiliza várias aplicações que requerem conexão à Internet, como correio eletrônico, e-Edital, e-ABV, portal corporativo, pregão eletrônico, nota fiscal eletrônica, conexões com bancos, folha de pagamento, entre outros. Cada aplicativo dá suporte a um ou mais processos de negócio. Portanto, o link de Internet se tornou um ativo de TI crítico na rede corporativa da Chesf.

A utilização de um único link Internet pode resultar num gargalo ou ponto único de

falha, aumentando o risco de indisponibilidade de serviços que dão suporte a alguns processos de negócio.

A Chesf tem uma conexão dedicada à rede mundial de computadores (Internet) com

banda garantida de 45 Mbps e faixa de endereçamento IP fornecida por uma operadora de telecomunicações.

Este estudo pretende analisar as alternativas para implantação de um link Internet de contingência fornecido por uma Operadora diferente da fornecedora do link Internet atual. Esta estratégia visa diminuir o risco de indisponibilidade da conexão à Internet ao utilizar duas conexões de Operadoras distintas. Em caso de falhas na Operadora 1 que cause indisponibilidade no seu respectivo link Internet existe a possibilidade de utilizar o link Internet da Operadora 2.

2. A COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO - CHESF

A Chesf, concessionária de serviço público de energia elétrica controlada pela Eletrobrás, é uma sociedade de economia mista de capital aberto, criada pelo Decreto-lei nº 8.031, de 03 de outubro de 1945, e constituída na 1ª Assembleia Geral de Acionistas, realizada em 15 de março de 1948, tendo por finalidade gerar, transmitir e comercializar energia elétrica.

O seu sistema de geração é hidrotérmico, com predominância de usinas hidrelétricas,

responsáveis por percentual próximo a 97% da produção total. Atualmente, seu parque gerador possui 10.615 MW de potência instalada, sendo composto por 14 usinas hidrelétricas, supridas por nove reservatórios com capacidade de armazenamento máximo de 52 bilhões de metros cúbicos de água e uma usina térmica bicombustível com 346,8 MW de potência instalada.

3. A INTERNET

Hoje a Internet faz parte do cotidiano de empresas e pessoas, mas para chegarmos ao estágio atual da disseminação foi preciso trilhar um longo caminho. Ao longo desses mais de 50 anos desde a criação da Internet ocorreram várias alterações em sua governança e no perfil dos dispositivos conectados. Hoje, temos diversos dispositivos conectados à Internet como Smartphones, Televisores, Blu-Ray Players, Videogames, etc. No início havia apenas os minicomputadores da ARPANET.

3.1. HISTÓRIA DA INTERNET

No auge da Guerra Fria, o EUA criou a Advanced Research Projects Agency – ARPA, em 1957, como uma resposta à derrota sofrida na corrida espacial frente à extinta União Soviética que havia lançado o primeiro satélite artificial, chamado Sputnik. A missão da ARPA era apoiar o desenvolvimento de tecnologias que alçassem os EUA à liderança da corrida espacial. Em meados da década de 1960, o Department of Defense – DoD dos Estados Unidos da América – EUA tinha intenção de desenvolver uma rede de controle e comando capaz de sobreviver a uma guerra nuclear. Nessa época, toda comunicação militar utilizava o sistema de telefonia pública. Sistema considerado vulnerável, por não dispor de grande redundância. Observando a Figura 1 fica fácil entender a vulnerabilidade do sistema. Os círculos representam a centrais telefônicas que hospedam milhares de linhas telefônicas. Já os quadrados representam as centrais interurbanas que interligavam as centrais telefônicas. Para sabotar a comunicação nacional bastava destruir algumas centrais interurbanas e o sistema estaria dividido em ilhas isoladas. Então, o DoD contratou uma empresa chamada RAND Corporation que apresentou um projeto de rede distribuída e tolerante à falhas, elaborado pelo funcionário Paul Baran, conforme Figura 2. O Pentágono gostou do projeto de Baran e solicitou a AT&T, detentora do monopólio de telefonia do EUA, a construção de um protótipo. Segundo, a AT&T o projeto de Baran era inviável e o projeto foi abortado. Enquanto isso, a ARPA passou a investir em projetos de pesquisas com enfoque no inovador conceito de comutação de pacotes proposto por Paul Baran. Segundo Tanenbaum (1997): “A ARPA decidiu que a rede do DoD tinha que ser uma rede de comutação de pacotes. A rede consistiria em minicomputadores chamados IMPs (Interface Message Processors — Processadores de Mensagens de Interface) conectados por linhas de transmissão de 56 kbps. Para garantir sua alta confiabilidade, cada IMP seria conectado a pelo menos dois outros IMPs. A rede tinha de ser uma rede de datagrama, de modo que, se algumas linhas e alguns IMPs fossem destruídos, as mensagens pudessem ser roteadas automaticamente para caminhos alternativos.”

Figura 1 - Sistema de Telefonia Pública Fonte: Tanenbaum (2003) Figura 2 - Rede distribuída

Figura 1 - Sistema de Telefonia Pública

Fonte: Tanenbaum (2003)

1 - Sistema de Telefonia Pública Fonte: Tanenbaum (2003) Figura 2 - Rede distribuída e tolerante

Figura 2 - Rede distribuída e tolerante à falhas

Fonte: Tanenbaum (2003)

A ARPANET entrou em operação experimental em 1969. A rede era composta de quatro nós (Universidade da Califórnia, LA e Santa Bárbara; Instituto de Pesquisa de Stanford

e Universidade de Utah). Os nós escolhidos tinham um grande número de contratos com a

ARPA, além de possuírem computadores diferentes e completamente incompatíveis. A rede cresceu rapidamente à medida que outros IMPs foram instalados e logo se estendeu por todo o EUA.

Na década de 70, surgiu o TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol), grupo de protocolos que é a base da Internet desde aqueles tempos até hoje. A Universidade da Califórnia de Berkley implantou os protocolos TCP/IP ao Sistema Operacional UNIX, possibilitando a integração de várias universidades à ARPANET. Logo, a NSF (National Science Foundation) constatou o impulso da ARPANET nas pesquisas desenvolvidas nas universidades norte-americanas. Ela possibilitou a cooperação entre pesquisadores de todo o país. Infelizmente só as universidades que detinham contratos de pesquisa com o DoD poderiam fazer parte da ARPANET. Essa restrição levou a NSF a criar a sua própria rede chamada NSFNET. A NSFNET era uma rede aberta a todas as universidades e que, dois anos após sua criação, se conectou a ARPANET. Essas duas redes criaram a base para o surgimento da Internet. Com o crescimento vertiginoso da NSFNET ficou claro que o governo não teria condições financeiras de sustentar a rede. Portanto, a NSF incentivou a criação da Advanced Networks and Services – ANS, empresa sem fins lucrativos, fundada por IBM, MERIT e MCI.

Foi o primeiro passo para o uso comercial da rede. Até então, voltada apenas para uso militar

e acadêmico. Em 1990 a ARPANET foi desativada e a ANS assumiu a NSFNET e passou a se chamar ANSNET. Em 1992 a rede da ANSNET se tornou o backbone principal da Internet. E durante

a década de 1990 vários países criaram suas redes nacionais de pesquisa e à exemplo do que ocorreu com a ARPANET e a NSFNET essas redes também foram assumidas pela iniciativa privada. Hoje, a Internet é um grande conjunto de redes de computadores interligadas pelo mundo inteiro. Segundo Tanenbaum (1997): “Grande parte desse crescimento durante a

década de 1990 foi impulsionado por empresas denominadas Provedor de Serviços da Internet (Internet Service Provider - ISP). Essas empresas oferecem aos usuários individuais a possibilidade de acessar uma de suas máquinas e se conectar a Internet, obtendo assim acesso ao correio eletrônico, a WWW e a outros serviços da Internet. Essas empresas reuniram dezenas de milhões de novos usuários por ano durante a década passada, alterando completamente a característica da rede, que passou de um jogo acadêmico e militar para um serviço de utilidade pública muito semelhante ao sistema telefônico. O número de usuários da Internet é desconhecido no momento, mas sem dúvida chega a centenas de milhões em todo o mundo e provavelmente alcançará em breve 1 bilhão de pessoas.”.

3.2. FUNCIONAMENTO DA INTERNET

A Internet é composta por um conjunto de redes conectadas entre si. Essas redes são denominadas Autonomous System – AS. Portanto, não há uma estrutura de rede única, mas diversos backbones nacionais/globais que dão forma à Internet. Esses backbones são formados por links de grande largura de banda e roteadores de borda de alto poder de processamento. E conectados aos backbones nacionais/globais estão os backbones locais/regionais. As redes locais (LAN) de universidades, empresas e usuários finais estão conectadas aos backbones locais/regionais. Nas figuras 3 e 4 podemos observar esses conjuntos de redes interconectadas.

4 podemos observar esses conjuntos de redes interconectadas. Figura 3 - A Internet é um conjunto

Figura 3 - A Internet é um conjunto de redes interconectadas

Fonte: Tanenbaum (2003)

“A Internet é dividida em Autonomous Systems – ASs que pertencem a uma única autoridade administrativa. Um AS é livre para escolher uma arquitetura de roteamento interno e protocolos. Na Internet atual, cada grande ISP é um AS” (COMER, 2006).

Figura 4 - A Internet Fonte: Kurose (2009) Um dos elementos chave do funcionamento da

Figura 4 - A Internet

Fonte: Kurose (2009)

Um dos elementos chave do funcionamento da Internet é o protocolo IP. Este protocolo foi concebido com o intuito de interligar redes e a sua função é transportar pacotes de uma máquina origem para uma máquina destino mesmo que estas máquinas estejam em redes distintas. Cada dispositivo e cada roteador na Internet tem um endereço IP. Este endereço IP possui duas porções. Uma identifica a rede e a outra uma interface de rede do dispositivo. Essa combinação evita que dois dispositivos na Internet possuam o mesmo endereço IP. Há casos em que um dispositivo participa de duas redes simultaneamente. Neste caso, o dispositivo terá dois endereços IP, um para cada interface de rede. Quando um roteador recebe um pacote, ele verifica se sua Tabela de roteamento possui uma rota para a rede de destino. Caso o destino seja um dispositivo local, ou seja, na mesma rede local do roteador o pacote será enviado para o destinatário. Caso contrário, ele identifica qual roteador deverá receber o pacote. Esse processo se repetirá até que o pacote chegue à rede de destino.

Para formar um AS, uma rede deve atender dois requisitos:

a) Divulgar suas rotas (os blocos de endereço dos computadores integrantes do AS)

b) Possuir faixa própria de endereços IP públicos.

Nem sempre uma rede de grande porte é um AS. Por exemplo, um banco que utilize a faixa de endereços IP de uma operadora de telecomunicação não é um AS, mas parte do AS desta operadora. Para que uma empresa transforme a sua rede em AS, primeiro, ela deve adquirir uma faixa de endereços IPs junto ao Comitê Gestor da Internet – CGI. Portanto, os endereços IP

pertencem à empresa ao invés de uma operadora de telecomunicação, como é mais comum. A topologia de uma rede AS requer dois tipos de roteadores: de borda e interno. Empresas podem ser tornar um AS por vários motivos. Por exemplo, uma operadora de telecomunicações para prestar serviços de conexão à Internet precisa ser tornar um AS. Um cliente que utiliza o AS da operadora para se conectar à Internet é visto como parte integrante da rede da operadora. Neste caso, o cliente não precisa configurar um protocolo de roteamento no seu roteador. Esta atividade fica a cargo do administrador do AS, no caso, a operadora de telecomunicações. Desta forma, a rede do cliente terá uma administração mais simples e barata. Apesar de não ser uma operadora de telecomunicações existem empresas que se tornam AS. É o caso de universidades, bancos, órgãos do governo ou qualquer organização de grande porte que deseja ter total independência da operadora de telecomunicação.

4. TOPOLOGIA ATUAL

Atualmente, a Chesf possui um único link de Internet com dupla abordagem. Onde, cada fibra óptica é encaminhada por rotas distintas e, consequentemente, se conectam à Pontos de Presença – POP distintos da operadora, conforme Figura 5.

Presença – POP distintos da operadora, conforme Figura 5. Figura 5 - Topologia Atual - fibra

Figura 5 - Topologia Atual - fibra óptica com dupla abordagem

Fonte: Autor

Esta topologia diminui o risco de indisponibilidade no acesso à Internet ao encaminhar duas fibras ópticas por rotas distintas. Em caso de rompimento de um dos cabos de fibra óptica, o acesso continuaria funcionando no outro cabo.

No entanto, apesar de existir redundância nesta topologia é mais recomendado que o segundo acesso seja fornecido por um meio físico diferente. Ao invés de utilizar dos acessos de fibra óptica o mais prudente seria utilizar o acesso principal via fibra óptica e o segundo acesso via rádio digital.

Outro ponto negativo desta topologia é que o acesso é fornecido por uma única operadora de Telecomunicações. Em caso de falhas na rede desta operadora, haveria indisponibilidade no acesso, segundo AUGUSTO, Denis (2011) “de nada adianta termos dois

links para garantir contingência, ou dupla abordagem, se fazemos uso da mesma operadora de telecomunicação.”.

Portanto, para aumentar o índice de disponibilidade da conexão à Internet é imprescindível a utilização de um segundo link Internet fornecido por uma operadora de telecomunicações diferente da fornecedora do link Internet atual, conforme topologia proposta na Figura 6.

Internet atual, conforme topologia proposta na Figura 6. Figura 6 -Fonte:TopologiaAutorProposta Fonte: Autor 5.

Figura 6 -Fonte:TopologiaAutorProposta

Fonte: Autor

5. SOLUÇÕES DE ALTA DISPONIBILIDADE ANALISADAS

Pelo exposto no item anterior fica latente a fragilidade da topologia atual que apresenta um único ponto de conexão à Internet. Neste caso, o backbone da operadora de telecomunicação torna-se um ponto único de falha.

Portanto, faz-se necessário alterar a topologia de acesso para adicionar um segundo link de Internet. Para viabilizar a topologia proposta na Figura 7. Neste capítulo, apresentamos as três soluções de TI analisadas, identificando seus pontos positivos e negativos.

5.1.

FIREWAL

A primeira solução analisada consiste em utilizar o firewall de perímetro da rede corporativa para prover alta disponibilidade na conexão à Internet. Segundo Harrison, Diogenes e Saxena (2010) “ISP Redundancy é um recurso do Threat Management Gateway (TMG) que oferece alta disponibilidade ou balanceamento de carga de conexões de Internet por meio da utilização de dois links Internet Service Provider (ISP). Este recurso garante que se o link ISP primário falhar, o TMG passará todas as conexões para o link ISP secundário.

Uma vez que o link ISP primário volte a funcionar, o TMG move todas as conexões de volta para o link ISP primário”.

Os links de ambas operadoras seriam conectados ao firewall que se encarregaria de prover a alta disponibilidade no acesso à Internet. Além da alta disponibilidade, esta abordagem também possibilita distribuir a alocação dos serviços entre os dois links Internet. No primeiro link seria alocado apenas o serviço de correio eletrônico enquanto os demais serviços seriam alocados no segundo link.

Esta solução tem dois pontos positivos. O primeiro é não requerer investimos em hardware pelo fato da Chesf já possuir um firewall na sua rede corporativa. Neste caso,

haveria a necessidade de se contratar apenas os serviços de configuração e suporte técnico. Já

o segundo ponto positivo se deve ao fato de não ter custo de aquisição e manutenção de uma faixa de endereços IP própria.

Apesar dos dois pontos positivos, esta solução possui três pontos negativos que listamos a seguir:

a) Difícil implantação e manutenção.

b) Redundância apenas no tráfego de saída, ou seja, no tráfego da rede interna (LAN) para a Internet.

c) Complexa administração de duas faixas de endereçamento IP.

Esta solução é de difícil implantação e manutenção, pois a administração das regras de contingência e balanceamento das duas faixas de endereçamento IP é centralizada no firewall. Outro ponto negativo é que a redundância de acesso será apenas no tráfego de saída, ou seja, no tráfego da rede interna (LAN) para a Internet.

5.2. LOAD BALANCE

A alternativa do load balance tem características técnicas em comum com a solução do firewall. Não há necessidade de investimento numa faixa de endereçamento IP própria, pois os links de ambas operadoras seriam conectados a este equipamento. Esta abordagem permite dividir os serviços entre os dois links. No primeiro link seriam disponibilizados os serviços de correio eletrônico enquanto os demais serviços seriam disponibilizados no segundo link.

(depois revisamos este tipo de citação) (2007): “Normalmente,

as companhias usam o multihome em seus sites com dois links de dois ISPs diferentes e usam

o BGP para fazer o roteamento entre eles. Embora o BGP possa fornecer a disponibilidade do link em caso de falhas, é um protocolo de roteamento complexo e não muito adequado ao multi-homing e ao roteamento inteligente de links. O BGP tem implementação cara e complexa, porque precisa de Números de Sistemas Autônomos (Autonomous System Numbers - ASN) dos ISPs e atualizações de roteadores para ser instalado.“

A utilização de um hardware Load balance reduz a complexidade de redes com vários links Internet. Portanto, a empresa não precisaria da cooperação das operadoras de telecomunicações para atualizar suas tabelas de rotas BGP. Também não precisa de faixa de endereços IP próprios. Esta solução utiliza roteamento avançado baseado em DNS sem utilizar o protocolo BGP. Também é possível agregar links baratos, controlando qual link

Segundo

F5 Networks

usar, com base em políticas de desempenho, custos e localização. Outra vantagem desta solução é redundância do tráfego de entrada e saída para a Internet.

A desvantagem desta alternativa é que o DNS autoritativo do domínio ficaria exposto na Internet. Em caso de invasão do equipamento, os registros DNS estariam comprometidos. Outro ponto negativo é a complexidade de lidar com duas faixas de endereçamento IP, uma de cada Operadora.

5.3. AUTONOMOUS SYSTEM – AS

Segundo a RFC 1930: “Um Autonomous System - AS é uma rede ou grupo de redes sob uma mesma política de roteamento”. Um AS pode ser a rede de uma empresa, universidade, provedor de serviço internet (ISP) etc. São exemplos de ASs, a rede RNP, a USPnet, a rede IP da Embratel.

Todo AS é identificado por um número de 1 a 64511. Os números de 64512 a 65535 são reservados para uso da IANA 1. No Brasil, estes números são atribuídos pelo LACNIC. A Internet é formada pela conexão de vários ASs. E o Border Gateway Protocol - BGP4 é o protocolo utilizado para roteamento entre os diversos AS que compõem a Internet. Roteamento é a atividade responsável por coletar, armazenar e divulgar rotas disponíveis para se chegar a cada ponto da Internet.

Na Internet, os dispositivos são identificados por endereços IP. Dentro de um AS, os endereços IP são agrupados em blocos CIDR (Classless Inter-domain Routing) que são divulgados para os ASs vizinhos pelo BGP. A partir dos blocos recebidos, os roteadores do AS montam uma Tabela de roteamento e assim podem encaminhar os pacotes IP de acordo com seus endereços destino.

A solução AS difere um pouco das outras duas soluções por utilizar uma única faixa de endereçamento IP. Neste caso, ao invés de utilizar a faixa de endereçamento IP das duas operadoras, a Chesf utilizará sua própria faixa de endereçamento IP adquirida junto ao Registro.BR, órgão ligado ao Comitê Gestor da Internet - CGI no Brasil. É o CGI que coordena a atribuição de endereços IPs no Brasil.

Este cenário requer a utilização de um terceiro roteador para coordenar as ações entre os outros dois roteadores das operadoras de telecomunicação. E, ao contrário das soluções anteriores, a faixa de IP divulgada pelos três roteadores será a faixa de IP adquirida pela Chesf. Isto facilita eventuais migrações de operadoras de telecomunicações como já ocorre nos casos de portabilidade numérica, onde o cliente pode mudar de operadora e manter o mesmo número de telefone. Neste caso, por se tratar de acesso à Internet, seria mantido o endereço IP da Chesf. Outra vantagem desta solução, à exemplo do que ocorre na utilização do load balance, é a alta disponibilidade de tráfego de entrada e saída da rede Chesf.

No entanto, a sua complexidade e alto custo de implantação e manutenção o tornam pouco acessível. Além dos elevados investimentos em hardware há escassez de profissionais habilitados no mercado, pois o seu campo de atuação limita-se a provedores de acesso à Internet e operadoras de telecomunicações. A administração do tráfego Internet é muito complexa e em caso de erros de configuração, o AS pode se tornar ponto de troca de tráfego de pacotes não destinados à rede da Chesf.

1 Internet Assigned Numbers Authority, em português Autoridade para Atribuição de Números da Internet é a organização mundial que funciona como a máxima autoridade na atribuição dos "números" na Internet - entre os quais estão os números de portas e os endereços IP.

6.

CONCLUSÃO

Para identificar a melhor solução à realidade da Chesf foram analisados critérios financeiros e técnicos. Na Tabela 1, apresentamos os custos de implantação de cada solução.

SOLUÇÃO

FIREWALL

LOAD BALANCE

AS

Link 01

511.200,00

511.200,00

511.200,00

Link 02

240.000,00

240.000,00

240.000,00

Configuração

8.900,00

11.000,00

166.036,80

Suporte

36.000,00

27.442,80

276.000,00

Hardware

-

153.584,78

298.700,00

Registro.BR

-

-

11.880,00

TOTAL (24 Meses)

796.100,00

943.227,58

1.491.936,80

Tabela 1 - Custo total das soluções

Fonte: Autor.

Na Tabela 1, analisamos o custo total de cada solução para um período de 24 meses. Na solução firewall não temos custo de aquisição de hardware. Nas soluções load balance e AS temos um custo considerável de hardware. Adicionalmente, o AS tem um elevado custo de configuração e suporte. Este fato torna o AS a solução mais cara entre as três analisadas.

Em seguida, realizamos a avaliação técnica, analisamos os pontos positivos e negativos de cada solução. Na Tabela 2, listamos os pontos positivos e negativos de cada solução. Onde destacamos os cinco pontos negativos do AS e apenas dois pontos positivos desta solução. Já nas soluções firewall e load balance temos três pontos negativos.

FIREWALL

LOAD BALANCE

AS (AUTONOMOUS SYSTEM)

POSITIVO

NEGATIVO

POSITIVO

NEGATIVO

POSITIVO

NEGATIVO

Não requer aquisição de hardware.

Difícil implantação

Fácil implantação & administração.

Custo de aquisição do hardware e o contrato de suporte.

Portabilidade de

Difícil implantação & administração.

& administração.

operadora.

Sem custo de aquisição e manutenção da faixa de endereçamento IP própria.

Redundância apenas do tráfego de saída p/internet.

Redundância de tráfego de saída e entrada.

Administração de duas faixas de endereçamento IP.

Redundância de tráfego de entrada e saída.

Aquisição e administração de roteadores p/ambos os links.

 

Administração de duas faixas de endereçamento IP.

Ampla rede de suporte técnico.

DNS autoritativo exposto.

 

Dificuldade de encontrar profissionais capacitados na implantação de BGP.

   

Sem custo de aquisição e manutenção da faixa de endereçamento IP própria.

   

Custo de aquisição e manutenção da faixa de endereçamento IP própria.

         

Administração de tráfego mais complexa.

Tabela 2 – Pontos positivos e negativos

Fonte: Autor.

A identificação da melhor solução utilizou a seguinte metodologia para calcular a

pontuação de cada solução com base em dois critérios objetivos. O primeiro critério analisado foi o financeiro. O segundo critério analisado foi o critério técnico. Cada critério recebeu

pesos diferentes. O financeiro recebeu peso 3, enquanto o técnico recebeu peso 2.

Na Tabela 3, temos o cálculo da nota do critério financeiro. A solução mais econômica recebeu 8 pontos, a segunda 4 pontos e a terceira 2 pontos. Portanto, a melhor solução base no critério financeiro foi o firewall.

SOLUÇÃO

FIREWALL

LOAD

BALANCE

AS

OBS

A solução mais barata recebe 8 pontos, a segunda mais barata recebe 4 pontos e a terceira 2 pontos.

CUSTO

796.100,00

943.227,58

1.491.936,80

PONTUAÇÃO

8

4

2

Nota do critério financeiro.

Tabela 3 - Análise financeira

Fonte: Autor.

Na Tabela 4, calculamos a nota do critério técnico. Cada ponto positivo listado na Tabela 2, rendeu 8 pontos à cada solução. E cada ponto negativo, rendeu 2 pontos à cada solução.

SOLUÇÃO

FIREWALL

LOAD

BALANCE

AS

PRÓS

16

32

16

CONTRA

6

6

10

PONTUAÇÃO (PRÓS - CONTRA)

10

26

6

Tabela 4 - Análise técnica

Fonte: Autor.

Após apuração das notas dos critérios financeiro e técnico, calculamos a pontuação final de cada solução multiplicando as notas de cada critério pelos seus respectivos pesos. Em seguida, somamos a notas ponderadas dos dois critérios e obtemos a pontuação de cada solução, conforme demonstrado na Tabela 5.

A solução firewall obteve 44 pontos de pontuação. Esta pontuação foi obtida pela

soma das notas ponderadas de cada critério, conforme a seguinte fórmula:

Pontuação Final = (nota financeira x peso) + (nota técnica x peso)

Firewall = (8 x 3) + (10 x 2) Firewall = 24 + 20 Firewall = 44

Utilizando a mesma fórmula, calculamos a pontuação final das outras duas soluções, conforme Tabela 5. Portanto, a melhor solução é a load balance que obteve pontuação final de 64 pontos.

CRITÉRIO

FIREWALL

LOAD BALANCE

AS

PESO

FINANCEIRO

8

4

2

3

TÉCNICO

10

26

6

2

PONTUAÇÃO FINAL

44

64

18

 

Tabela 5 - Notas ponderadas

Fonte: Autor.

A presente análise para identificação da melhor solução de TI – Tecnologia da Informação visa à melhoria do índice de disponibilidade do link Internet, minimizando impactos nos processos de negócio e gerando um diferencial competitivo para a Chesf.

Esta prática está em sintonia com o critério de Informações & Conhecimento do Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ, pois tem o intuito de fornecer informações atualizadas, seguras e precisas às partes interessadas com o apoio da TI.

Portanto, a gestão dos ativos intangíveis torna-se fator crítico de sucesso nas organizações. Onde as informações e o conhecimento servem de insumo para o planejamento estratégico e a comunicação. Recomendamos, para pesquisas futuras, avaliar a viabilidade de migrar serviços da rede Chesf para a nuvem.

REFERÊNCIAS

Kurose, James; Ross, Keith W. Redes de Computadores e Internet – 4ª Ed. Bookman, 2007.

COMER, Douglas E. Interligação de Redes com TCP-IP – VOL I – 5ª Ed. Campus, 2006.

Tanenbaum, Andrew S. Redes de Computadores – 3º Ed. Campus, 1997.

Harrison, Jim; Diogenes,Yuri; Saxena, Mohit. Microsoft Forefront Threat Management Gateway (TMG) Administrator's Companion. Microsoft Press, 2010.

MOURA, Alex Soares de. O Protocolo BGP4 – Parte 1. NewsGeneration, v. 3, n. 2, 12 de março de 1999. Disponível em: < http://www.rnp.br/newsgen/9903/bgp4.html>. Acesso em: 01 ago. 2012.

Gateway Load Balancing Protocol Overview. Disponível em:

<http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/iosswrel/ps6537/ps6550/prod_presentation0900aecd801

790a3.html>. Acesso em: 01 ago 2012.

F5 Networks. Conquering Multi-Homed ISPLink Challenges. Disponível em:

<http://www.f5.com/pdf/white-papers/lc-multihome-wp.pdf> Acesso em 01 ago 2012.

AUGUSTO, Denis. A Odisseia dos Projetos com Links de Comunicação. Disponível em:

<http://itweb.com.br/blogs/a-odisseia-dos-projetos-com-links-de-comunicacao>. Acesso em 01 ago

2012.