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Unidade 5 Crescimento e Renovação Celular
Unidade 5
Crescimento e
Renovação Celular

5.1.

Universalidade variabilidade de DNA

e

Existem diferenças relativas ao material genético dos procariontes e dos eucariontes

ao nível da quantidade de DNA

que constitui a informação

genética, da organização e da

localização do DNA da célula

Nos procariontes o DNA encontra-se no hialoplasma, como uma molécula circular, sem outros constituintes associados nucleoide.

O núcleo das células

eucarióticas é separado pelo invólucro nuclear (membrana dupla). Em determinados locais as duas membranas fundem-se e formam os poros nucleares

regulam o movimento de macromoléculas entre o núcleo

e o citoplasma. O invólucro

nuclear está em continuidade com o retículo endoplasmático rugoso.

existir

nucléolos regiões em cuja

constituição entram ácidos nucleicos e proteínas.

No

núcleo,

podem

A substância fundamental do

núcleo é o nucleoplasma. No núcleo existe cromatina, material

fibroso e facilmente corável, constituído por filamentos de DNA associados a proteínas.

As unidades de estrutura da cromatina são os cromossomas.

DNA molécula pertencente à categoria dos ácidos nucleicos; na sua estrutura encontra-se, em código, a informação que programa todas as atividades celulares e que é transmitida de geração em geração.

5.2. Natureza química e estrutura do DNA

Nucleótido Ácido fosfórico Pentose (desoxirribose)

Bases azotadas (adenina, citosina, guanina, timina e uracilo)

o

Bases pirimídicas C, T e U

o

Bases púricas (anel duplo) A e G

Cada nucleótido adquire o nome da base azotada que o constitui (no DNA).

Os nucleótidos ligam-se por ligações covalentes que se estabelecem entre o grupo fosfato de um nucleótido e a pentose do nucleótido seguinte.

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O crescimento da cadeia de DNA efetua- se na direção 5’→ 3’. É nas sequências

O crescimento da cadeia de DNA efetua-se na direção 5’→ 3’.

É nas sequências nucleotídicas (número e ordem dos nucleótidos) que está codificada a informação genética que define as características de cada novo indivíduo.

que define as características de cada novo indivíduo. Figura 1 Estrutura de um fragmento de uma

Figura 1 Estrutura de um fragmento de uma cadeia polinucleotídica

5.3. Estrutura da molécula de DNA vs Estrutura da molécula de RNA

Molécula

de

RNA

 

cadeia

simples

de

polinucleótidos.

Molécula de DNA duas

cadeias

polinucleótidos, enrolados

em espiral, em torno de

eixo imaginário,

formando uma dupla hélice. As pentoses e os grupos fosfato estão orientados para o exterior das cadeias e as bases azotadas emparelham no interior da hélice, onde se estabelecem ligações por

de

um

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pontes de hidrogénio. A adenina emparelha com a timina (A=T) e a guanina com a citosina (G≡C). As duas cadeias são antiparalelas, isto é, à extremidade 3’ de cada cadeia corresponde a extremidade 5’ da outra.

As moléculas de RNA têm dimensões inferiores às das de DNA e podem ocorrer em formas estruturais diferentes, que desempenham funções diferentes.

Tipos de RNA

RNA mensageiro (mRNA);

RNA de transferência (tRNA);

RNA ribossomal (rRNA).

DNA

RNA

Cadeia dupla

Cadeia simples

Desoxirribose

Ribose

A, T, G e C

A, G, C e U

Cadeias longas

Cadeias curtas

Núcleo,

mitocôndrias,

cloroplastos

Hialoplasma

5.4. Replicação do DNA

A molécula de DNA tem a capacidade de copiar a sua própria informação, ou seja, de se replicar.

Segundo a hipótese da replicação semiconstrutiva, a dupla cadeia de DNA separa-se, na presença de enzimas específicas, as DNA polimerases, por rutura das ligações de hidrogénio.

Cada cadeia serve de molde à formação de uma nova cadeia a partir de nucleótidos livres na célula. As cadeias complementares desenvolvem-se em direção antiparalela em relação à cadeia que serve de molde.

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No fim do processo, formam-se duas moléculas de DNA, idênticas à molécula original. Em cada

No fim do processo, formam-se duas moléculas de DNA, idênticas à molécula original. Em cada uma das novas moléculas, uma das cadeias pertence à molécula inicial.

5.5. Síntese de proteínas

São as proteínas que determinam a estrutura e a atividade metabólica das células.

DNA

a estrutura e a atividade metabólica das células. DNA Transcrição mRNA T r a d u

Transcrição

mRNA

a atividade metabólica das células. DNA Transcrição mRNA T r a d u ç ã o

Tradução

Proteína

A síntese de proteínas ocorre nos

ribossomas,

organelos

não

membranares

formados

por

RNA

ribossomal

e

proteínas,

que

se

encontram

no

citoplasma

ou

associados

ao

Retículo

Endoplasmático Rugoso.

A sequência de nucleótidos do DNA contém a informação sob a forma do código genético (código de correspondência entre os nucleótidos e os aminoácidos). Cada tripleto (unidade mais pequena da mensagem genética que é constituída por 3 nucleótidos) de DNA chama-se codogene.

Transcrição síntese de mRNA a partir de DNA. A molécula de DNA serve de molde para a síntese da molécula de mRNA (que é uma cópia das instruções do DNA). A RNA polimerase provoca a abertura da molécula de DNA e inicia a síntese de RNA a partir de nucleótidos livres. A molécula de mRNA transporta a mensagem para o citoplasma, onde ocorre a síntese proteica. Cada tripleto de mRNA (complementar dos codogenes) é um codão que pode codificar um aminoácido ou ordenar o início ou fim da síntese. Antes do mRNA forma-se o RNA pré-

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mensageiro ao qual são retirados os intrões (sequências que não codificam) e unem-se os exões (sequências que codificam).

Tradução

e unem-se os exões (sequências que codificam). Tradução Figura 2 Tradução da mensagem genética - Iniciação

Figura 2 Tradução da mensagem genética

- Iniciação Neste processo verifica- se a ligação do mRNA e de um tRNA iniciador, que transporta usualmente

a metionina, à subunidade

pequena do ribossoma. A subunidade grande do ribossoma

liga-se ao conjunto. O ribossoma

está então funcional.

- Alongamento Esta é a fase de tradução dos codões sucessivos e da ligação dos aminoácidos. Estes acontecimentos sucedem-se regularmente. Um novo tRNA, que transporta um segundo aminoácido, liga-se ao segundo codão. Há a formação de uma primeira ligação peptídica entre o aminoácido que ele transporta e a metionina. O ribossoma avança 3 bases. O processo repete-se ao longo do mRNA.

- Finalização os codões de

finalização (UAA, UAG, UGA) não

anticodão

têm

nenhum

complementar.

Quando

o

ribossoma

chega

a

um

desses

codões,

a

síntese

acaba.

Eles

constituem verdadeiras pontuações

da

mensagem.

A

cadeia

polipeptídica

destaca-se

 

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experimentando posteriormente várias transformações. As subunidades dos ribossomas separam-se e ficam livres para

experimentando posteriormente várias transformações. As subunidades dos ribossomas separam-se e ficam livres para iniciar outro processo.

5.6. Ciclo celular

O ciclo celular corresponde ao conjunto de transformações que ocorre desde que uma célula é formada até ao momento em que ela se divide, originando duas células-filhas. Este é um processo contínuo e dinâmico.

Podem considerar-se, no ciclo celular, duas fases que, por sua vez, se dividem em etapas diferentes: a interfase e a fase mitótica.

em etapas diferentes: a interfase e a fase mitótica . Figura 3 Ciclo Celular Interfase A

Figura 3 Ciclo Celular

Interfase

A interfase corresponde ao período compreendido entre o fim de uma divisão celular e o inicio da divisão celular seguinte. É a fase mais longa do ciclo celular e corresponde a cerca de 90% da duração total do ciclo. Nesta fase do ciclo celular atividade metabólica é intensa; a célula cresce e duplica o seu DNA. Os cromossomas encontram-se dispersos pelo núcleo e não são visíveis.

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As etapas da interfase são:

crescimento e formação de organelos decorre entre o fim da mitose e o início da replicação de DNA. A atividade biossintética é intensa, especialmente de proteínas, enzimas e RNA. Há, também, a formação de organelos celulares. Após esta etapa, as células podem prosseguir para a fase S do ciclo ou entrar na fase G0 (estádio no qual as células continuam metabolicamente ativas, mas não se dividem).

- Intervalo

ou

G1

pós-mitótico

- Período S ou período de síntese de

com

duplicação dos cromossomas ocorre a replicação do DNA da célula. Às novas moléculas de DNA associam-se proteínas e cada cromossoma passa a ser constituído por dois cromatídeos.

DNA

replicação

do

DNA

crescimento celular decorre entre

o fim da replicação do DNA e o

início da mitose. Dá-se a síntese de moléculas necessárias à divisão celular e também de outros

- Intervalo

G2

ou

pré-mitótico

constituintes celulares. O volume da célula praticamente duplica.

constituintes celulares. O volume da célula praticamente duplica. Figura 4 Imagem microscópica da Interfase 4

Figura 4 Imagem microscópica da Interfase

4

Fase mitótica (Fase M) O conteúdo celular, duplicado durante a interfase, é repartido pelas células-filhas.

Fase mitótica (Fase M)

O conteúdo celular, duplicado

durante a interfase, é repartido pelas células-filhas. Esta fase inclui a divisão do núcleo e a divisão do citoplasma.

inclui a divisão do núcleo e a divisão do citoplasma. Figura 5 Mitose Na duas etapas:

Figura 5 Mitose

Na

duas etapas:

fase

mitótica

consideram-se

Mitose / cariocinese divisão do

núcleo

transformações que levam à divisão do núcleo das células eucarióticas.

Apesar de este processo ser contínuo, isto é, uma vez iniciado não sofre pausas, nele distinguem- se, convencionalmente, quatro subfases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

de

é

o

conjunto

- Prófase É, geralmente, a fase mais longa da mitose. Os cromossomas, constituídos por dois cromatídeos unidos por um centrómero, condensam gradualmente, tornando-se mais curtos e espessos. Os centrossomas da célula começam a deslocar-se para polos opostos e forma-se, entre eles, o fuso acromático, constituído por feixes

de microtúbulos proteicos que se

agregam, formando fibrilas. O invólucro nuclear desagrega-se.

-

Metáfase

os

cromossomas

atingem

o

seu

estado

de

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condensação máximo e dispõem-se no plano equatorial (plano equidistante aos polos da célula), com os “braços” para fora, constituindo a placa equatorial e estando prontos para se dividirem. Os centrossomas atingem os polos das células. O desenvolvimento do fuso acromático completa-se, havendo fibrilas ligadas aos cromossomas e outras unindo os dois polos.

- Anáfase os dois cromatídeos de cada cromossoma separam-se, passando a constituir cromossomas independentes. As fibrilas que se encontram ligadas aos cromossomas encurtam e os cromossomas afastam-se em direção aos polos a este processo dá-se o nome de ascensão polar. No final da anáfase, existe, em cada polo, um conjunto idêntico de cromossomas.

Telófase

é

-

mitose. A membrana nuclear reorganiza-se em torno dos cromossomas nos dois polos da célula e os nucléolos reaparecem. Dá-se a dissolução do fuso acromático. Os cromossomas

descondensam, tornando-se menos visíveis. A célula passa a ser constituída por dois núcleos.

o estado final

da

Citocinese divisão do citoplasma durante a anáfase e a telófase, nos animais, forma-se na zona do plano equatorial um anel contráctil de filamentos proteicos. Estes contraem-se e puxam a membrana para dentro, causando um sulco de clivagem que vai estrangulando o citoplasma, até se separarem as duas células filhas.

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5.6.1. Diferenças entre a divisão da célula animal e da célula vegetal Nas células vegetais,

5.6.1. Diferenças entre a divisão da célula animal e da célula vegetal

Nas células vegetais, devido à existência de uma parede esquelética rígida, não é possível a divisão celular do citoplasma por estrangulamento. Neste caso, vesículas do complexo de Golgi alinham-se no plano equatorial da célula, e constituem o fragmoplasto. As vesículas fundem-se e formam a membrana plasmática da célula filha. Pela disposição de fibrilas de celulose, constituem-se as paredes celulósicas, que se formam da parte central para a parte externa da célula, até se ligarem à parede da célula-mãe. A parede formada não é contínua, possui poros por onde se efetuam trocas de substâncias entre as células.

Nas plantas superiores, tal como a cebola, não existem centríolos visíveis. As regiões correspondentes às zonas polares atuam como centros organizadores de microtúbulos que vão originar as fibrilas do fuso acromático.

que vão originar as fibrilas do fuso acromático. Figura 6 Divisão celular animal VS vegetal Biologia

Figura 6 Divisão celular animal VS vegetal

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Elaborado com base em:

Campbell et al., Biology, 2009

Scott F. Gilbert, Biologia do Desenvolvimento, 2003

Nuno Fernandes, Biologia e Geologia II, 2006

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A.L. 1.1. Extração e observação do DNA de células vegetais A extração de DNA pode

A.L. 1.1. Extração e observação do DNA de células vegetais

A extração de DNA pode ser

realizada a partir de diferentes tipos

de células eucarióticas.

Consta

quatro etapas:

fundamentalmente

de

Rutura das células para libertação dos núcleos através de ações mecânicas e químicas para romper as paredes e as membranas, bem como os invólucros nucleares a fim de soltaro DNA existente nos núcleos.

Separação do DNA dos restos das paredes e das estruturas membranares das células, através da filtração.

Separação

 

dos

componentes básicos dos cromossomas: DNA e proteínas precipitação das proteínas e libertação das macromoléculas de DNA.

Separação do DNA através do etanol o DNA foi precipitado e separado podendo ser visualizado.

Porquê

a

utilização

da

cebola/Kiwi/Banana?

Possuem células eucarióticas, com núcleo bem definido contendo ácidos nucleicos (DNA).

Quais

as

etapas

fundamentais da extração do

DNA

Rutura das células para libertação dos núcleos

Separação do material genético dos restos das paredes e das estruturas membranares separação dos

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componentes básicos dos

cromossomas: proteínas e DNA

Separação

do

DNA

da

solução

Qual é o papel do almofariz?

Permite uma homogeneização mecânica, para romper a membrana que delimita a célula

libertar o

como um todo para

núcleo existente no interior.

Qual o papel do detergente?

Como o almofariz não consegue romper os núcleos (devido ao seu reduzido tamanho) recorre-se à emulsificação para libertar o DNA.

As membranas celulares são formadas por uma bicamada de fosfolípidos onde se integram algumas proteínas. Quando o detergente entra em contacto com as membranas nucleares, as suas moléculas penetram na estrutura membranar e separam as macromoléculas fosfolipídicas, provocando também a desnaturação das proteínas, o que provoca a rutura do invólucro nuclear e a dissolução do material genético na mistura de extração.

Qual é a utilidade do cloreto de sódio

Pelo facto de o exterior da molécula DNA possuir uma carga negativa devido à ionização do grupo fosfato logo e, naturalmente, as moléculas de DNA sofriam repulsão umas em relação às outras por possuir cargas iguais. Assim, quando dissolvemos o sal de cozinha na água, este composto dissocia-se rapidamente em NA + e Cl - . Desta forma, num meio com estes iões, a carga negativa do DNA é neutralizada

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com a ligação de Na+ ao grupo fosfato e assim é impedida a repulsão das

com a ligação de Na+ ao grupo fosfato e assim é impedida a repulsão das moléculas de DNA e permitida a agregação dessas moléculas de modo a formar filamentos relativamente espessos e compridos (logo, mais visíveis).

Por que razão é necessário adicionar clorofórmio ou altas temperaturas?

As histonas (proteínas carregadas

positivamente com aa com grupos amina NH3+) são as responsáveis,

no interior da célula, por neutralizar

as cargas negativas dos grupos fosfato. Mas existem outras proteínas associadas ao DNA que é necessário retirar para isolar ao máximo o DNA. Assim, o clorofórmio e outros agentes químicos, como as altas temperaturas, valores extremos de pH, permitem a desnaturação (precipitação) das proteínas e perda de funcionalidade porque interfere com as ligações responsáveis pela estrutura da proteína.

Por que razão é necessário adicionar um álcool ao filtrado que contem o DNA?

O DNA

é

insolúvel

no

etanol

à

temperatura

e

concentração

usadas.

Quando o etanol é lentamente adicionado ao filtrado, o DNA precipita. Uma vez que o DNA precipitado é menos denso que a

água, os filamentos de material genético acumulam-se no topo da camada do filtrado e ascendem lentamente na camada (superior)

do etanol.

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A

resultados obtidos.

imagem

seguinte

ilustra

os

Celular A resultados obtidos. imagem seguinte ilustra os Figura 7 Resultados obtidos da A.L. após 10

Figura 7 Resultados obtidos da A.L. após 10 minutos da sua realização

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