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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CLEYDSON FERREIRA DE JESUS

DAYANE DUARTE MARTNS

JULIANA THEODORO DOS SANTOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAVIMENTAÇÃO RÍGIDA E FLEXÍVEL

Coronel Fabriciano

2016

CLEYDSON FERREIRA DE JESUS

DAYANE DUARTE MARTINS

JULIANA THEODORO DOS SANTOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAVIMENTAÇÃO RÍGIDA E FLEXÍVEL

Trabalho de Conlusão de Curso

apresentado ao Curso de Engenharia Civil

do Centro Universitário do Leste de Minas

Gerais como requisito parcial para

obtenção do título de Bacharel em

Engenharia Civil.

Orientador:

Prof.

Euder

de

Souza

Marques

Coronel Fabriciano

2016

CLEYDSON FERREIRA DE JESUS DAYANE DUARTE MARTINS JULIANA THEODORO DOS SANTOS

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PAVIMENTAÇÃO RÍGIDA E FLEXÍVEL

Trabalho de Conlusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil

Aprovado em:

/

/

. Por:

Euder de Souza Marques, Esp. - Unileste

Fabrício Moura Dias, Dr.- Unileste

Marcos Ribeiro Macedo, Esp. - Unileste

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus pela sua infinita bondade, agradecemos a todos que nos apoiaram, fazendo com que essa nova etapa se concretizasse de forma positiva. A família e aos amigos por estarem presente nos momentos difíceis. A todos que torceram e se dispuseram a nos ajudar.

“Na incerteza, os indivíduos criam instintos inovadores. Na rotina, padrões repetitivos.” (THIMER).,

RESUMO

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma revisão bibliográfica com a finalidade de analisar as viabilidades técnica dos pavimentos rígidos (Pavimento de concreto de cimento Portland) e flexíveis (Pavimento de Concreto de Cimento Asfáltico), abordando os materiais utilizados e a composição da estrutura de ambos os modelos de pavimentos, analisando os pontos negativos e positivos de cada método. Diante das diversas situações as quais os pavimentos são empregados, torna-se cada vez mais importante a execução de um projeto baseado em informações precisas e um rigoroso controle de qualidade. Projetar um pavimento de boa qualidade requer composição e posição das camadas constituintes que seja mais viável técnica e economicamente para que possam atender os requisitos de funcionalidade dos pavimentos. A construção de uma estrada deve atender as normas técnicas procedendo da maneira mais econômica possível. Além do fator econômico deve se levar em conta questões como vida útil, resistência, tempo de execução, impacto ambiental e social e segurança durante a execução e utilização

Palavras-chave: Pavimentação. Pavimento rígido. Pavimento flexível.

ABSTRACT

This work was developed from a literature review in order to examine the technical feasibility of the hard floors (cement concrete pavement Portland) and flexible (Cement Concrete Pavement Asphalt), covering the materials used and the composition of the structure both models floors, analyzing the positive and negative points of each method. Given the various situations which floors are used, increasingly important becomes the implementation of a project based on accurate information and a rigorous quality control. Designing a good quality pavement requires composition and position of the constituent layers which is more technically and economically feasible for them to meet the functionality requirements floor. The construction of a road must meet the technical standards by doing the most economical way possible. Besides the economic factor should be taken into account issues such as life, endurance, run time, environmental and social impact and safety during application and use.

Keywords: Paving. Rigid pavement. Flexible pavement.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Distribuição dos esforços sobre as camadas do pavimentos

14

Figura

2

Estrutura

do Pavimento Flexível

15

Figura 3 Estrutura da Pavimentação Rígida

15

Figura 4 - Perfil do subleito para pavimentação

16

Figura

5

Correlação K e CBR

20

Figura 6 Ilustração do Ensaio SPT

22

Figura

7

- Solo recebendo

a terraplenagem

23

Figura 8 Representação do Trator Esteira (TE)

26

Figura 9 Representação da Pá Carregadora (PC)

26

Figura

10

Representação

do

Motonivelador (MN)

26

Figura 11 Representação do Motoscraper (MS)

Figura

13

Densidade do solo

27

Figura 12 Representação dos cortes na seção transversal

27

28

Figura 14 Gráfico da correlação (ɣd) e (w)

29

Figura 15 Curvas da Compactação dos diversos tipo de solo

29

Figura 16 Pavimento de concreto simples com barras de transferência

36

Figura

17

Pavimento

com

armadura distribuída descontínua

36

Figura 18 Pavimento com armadura contínua sem função estrutural

37

Figura 19 Pavimento de concreto estruturalmente armado

37

Figura

20

Pavimento

de

Concreto Simples

37

Figura 21 - Lançamento e adensamento do concreto

38

Figura

22

Nivelamento de concreto

38

Figura 23 Sequência de corte de juntas transversais

39

Figura 24 Limpeza de junta com ferramenta com pontas de cinzel

40

Figura 25 Corte de juntas longitudinal

40

Figura

Figura

26

27

- Imprimação da base

43

Lançamento do CBUQ

43

Figura 28 - Compactação da camada de Revestimento

Figura

Figura

29

30

Brita graduada simples

44

48

Macadame a seco

49

Figura 31 Sistema de junta recebendo aplicação de selante moldado in loco

53

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

11

1.1

Objetivos

12

1.1.1

Objetivo Geral

12

1.1.2

Objetivos Específicos

12

2

REFERENCIAIS TEÓRICOS

13

2.1

Definição de pavimento

13

2.2

Classificações dos Pavimentos

13

2.3

Estruturas dos pavimentos

14

2.3.1

Subleito

15

2.4

Classificação e ensaios de caracterização do solo

17

2.4.1

Coeficiente de Recalque (K) e Índice de Suporte Califórnia (CBR)

19

2.5

Sondagens

SPT

21

2.6

Terraplenagem

22

2.6.1

Classificação dos materiais escavados

23

2.6.2

Empolamento do Material Escavado

24

2.6.3

Custo do Serviço de Terraplenagem

25

2.6.4

Equipamento de Terraplenagem

25

2.6.5

Seções transversais típicas da Terraplanegam

27

2.7

Compactação do Solo

28

2.7.1

Reforços do subleito

33

2.7.2

Sub-base

33

2.7.3

Base

34

2.7.4

Imprimação entre as camadas

35

2.7.5

Revestimento

35

2.7.5.1

Revestimento

Rígido

35

2.7.5.1.1

Processo de Execução do Revestimento de Concreto simples

38

2.7.5.1.2

Abertura e Selagem das Juntas

39

2.7.5.2

Revestimento Flexível

41

2.7.5.2.1

Excecução do Revestimento Asfaltico (CBUQ)

42

2.8

Materiais utilizados na construção de pavimentos

44

2.8.1

Agregados

44

2.8.1.1.1

Brita Graduada Simples (BGS) ou Bica Corrida

48

2.8.1.2

Betumes

49

2.8.1.3

Cimento

Portland

50

2.8.2

Aditivos

e Adições

51

2.8.3

Selantes das juntas

52

2.8.4

Aços

54

3

COMPARAÇÃO TÉCNICA: PAVIMENTOS FLEXÍVEIS E RÍGIDOS

54

3.1

Quanto

a estrutura

54

3.2

Quanto

aos materiais empregados

55

3.3

Quanto ao dimensionamento

56

3.4

Quanto a metodologia de implantação

56

3.5

Quanto a viabilidade técnica e econômica

57

3.6

Quanto

as características físico-químicas

58

4

CONCLUSÃO

60

REFERÊNCIAS

61

11

1

INTRODUÇÃO

As estradas fornecem um meio de conexão entre cidades, estados, países e até mesmo continentes, de modo a facilitar a comunicação e integração regional. As estradas quase sempre geram uma melhoria na qualidade de vida das pessoas, seja na área da saúde, trabalho ou até mesmo aumentando a liberdade de acesso da população. Assim como qualquer modal de transportes, o modal rodoviário necessita de infraestrutura para ser utilizado, essa infraestrutura empregada nas estradas é denominada pavimento. O tipo de técnica empregada na execução do pavimento é muito importante em relação aos custos, qualidade e durabilidade. Segundo um estudo realizado em 2015 pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) sobre as condições das rodovias brasileiras, onde foram avaliados mais de 100 mil quilômetros da malha rodoviária federal e estadual pavimentadas no Brasil, pode-se concluir que 57,3 % das rodovias apresentam imperfeições em geral como deficiências dos pavimentos, problemas na geometria e sinalização das vias. Ainda segundo a CNT o modal rodoviário é o principal meio de transporte utilizado para a movimentação de pessoas e bens, sendo responsável por 61% dos transportes de bens e 95% dos transportes de pessoas. O modal rodoviário tem significativa importância para o desenvolvimento socioeconômico do País. Segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o trânsito está ficando cada vez mais caótico devido ao aumento cada vez mais crescente do número de veículos e as más condições dos pavimentos. Com o tráfego intenso e pesado de veículos, surgem nas estradas várias patologias que são causadas em decorrência dos transtornos gerados pelas intervenções de reparos efetuados, além de elevar os custos para reparos de veículos, que são elevados em até 40% quando o veículo trafega em uma estrada com más condições de uso. Segundo o IPEA as más condições da via podem gerar vários custos, como:

a) 38% de acréscimo no custo de fretes;

b) Elevação de 40% nos custos de manutenção em veículos;

c) Aumento de até 58% no consumo de combustíveis;

d) Aumento de até 50% no índice de acidentes;

e) Aumento de até 100% no tempo gasto em viagens;

12

Na construção de pavimentos pode-se empregar inúmeros processos executivos, porém, de forma generalizada, a tecnologia de pavimentos divide-se em dois tipos básicos: pavimentos rígidos e flexíveis, compará-los é muito importante para a escolha da metodologia empregada, já que esta é altamente relevante em vários aspectos em qualquer região do mundo.

1.1

Objetivos

1.1.1

Objetivo Geral

Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise comparativa para implantação do pavimento em concreto rígido e flexível.

1.1.2 Objetivos Específicos

Realizar

pavimentos.

estudos

comparativos

na

identificação

física

e

química

dos

13

2

REFERENCIAIS TEÓRICOS

2.1

Definição de pavimento

Segundo o Brasil (2006), o pavimento é uma estrutura construída sobre a terraplenagem de um terreno que tem a função de receber cargas impostas pelo trafego de veículos e proporcionar condições satisfatórias de velocidade, segurança, conforto e economia. O pavimento tem a função de proporcionar melhoria operacional, ao se garantir uma melhor condição de rolamento na pista é possível garantir aos usuários uma redução significativa nos custos de manutenção de veículos, pois esses custos estão ligados diretamente as condições da pista de rolamento (BALBO, 2007) .

2.2 Classificações dos Pavimentos

Segundo o Brasil (2006), os pavimentos são divididos e três tipos básicos que são os pavimentos rígidos, pavimentos flexíveis, pavimentos semirrígidos, o pavimento semirrígido não será abordado nesse trabalho.

a) Pavimento Flexível: É o tipo de pavimento em que todas as camadas constituintes sofrem uma deformação elástica significativa quando são submetidos a algum tipo de esforço. Um exemplo típico de pavimento flexível é o pavimento asfáltico. Nas pavimentações asfálticas os materiais utilizados são basicamente: materiais asfálticos (aglutinantes), agregados graúdos (pedras ou brita graduada) e matérias miúdos (areia ou pó de pedra)

b) Pavimentos Rígidos: É o pavimento que se caracteriza por ter uma camada de rolamento com elevada rigidez e relação as camadas inferiores, desse modo ele absorve todas as tensões provenientes dos esforços que lhe são aplicados. Um exemplo de pavimento rígido e que será abordado nesse trabalho é o pavimento de concreto de Cimento Portland.

14

c) Pavimento Semirrígido: É o pavimento que se caracteriza por ter uma camada de rolamento composta por asfalto e sua base constituída por solo cimento. O pavimento semirrígido não será abordado neste trabalho.

Segundo Balbo (2007), todos os elementos constituintes do pavimento devem estar sujeitos as ações compatíveis com a sua capacidade de resistência, de maneira que ocorram deformações permanentes ou rupturas. A figura 1 ilustra comoesforços são distribuídos nas camadas dos pavimentos, os pavimentos rígidos distribuem e aliviam os carregamentos impostos na superfície em comparação aos pavimentos flexíveis.

Figura 1 Distribuição dos esforços sobre as camadas do pavimentos

Distribuição dos esforços sobre as camadas do pavimentos Fonte: Balbo, 2007 2.3 Estruturas dos pavimentos Segundo

Fonte: Balbo, 2007

2.3 Estruturas dos pavimentos

Segundo Brasil (2006), o pavimento é uma superestrutura constituída por um sistema composto por camadas de espessuras finitas, assentadas sobre um semi- espaço considerado infinito, designado subleito, no qual é a fundação do pavimento. Os pavimentos asfálticos são compostos por quatro camadas principais:

camada superficial asfáltica, base, sub base, e reforço do subleito. Existem situações em que a camada de sub-base e reforço do subleito poderão ser dispensadas, porém a camada de rolamento é indispensável para que estrutura possa ser denominada pavimento. Cada camada possui funções e espessuras, que garantem um bom desempenho da estrutura (BALBO, 2007). A Figura 2 apresenta a estrutura típica de um pavimento flexível.

15

Figura 2 Estrutura do Pavimento Flexível

15 Figura 2 – Estrutura do Pavimento Flexível Fonte: Bernucci et al., 2006 Segundo Balbo (2007)

Fonte: Bernucci et al., 2006

Segundo Balbo (2007), nos pavimentos rígidos a estrutura é mais simples em relação ao pavimento flexível, pois as camadas de base e revestimento desempenham uma única função, necessitando apenas de mais uma camada de sub-base e a regularização do subleito. A figura 3 apresenta a estrutura típica dos pavimentos rígidos e flexíveis.

Figura 3 Estrutura da Pavimentação Rígida

Figura 3 – Estrutura da Pavimentação Rígida Fonte: Bernucci et al., 2006 2.3.1 Subleito O subleito

Fonte: Bernucci et al., 2006

2.3.1

Subleito

O subleito é a camada mais inferior da estrutura do pavimento, composta basicamente de solo natural, pode ser descrita como o terreno de fundação do pavimento (Figura 4). Seu objetivo principal é aliviar as tensões sobre as camadas inferiores. Esta camada deve oferecer suporte necessário ao pavimento, podendo

16

haver a necessidade de compactação ou substituição do solo original (BALBO,

2007).

Figura 4 - Perfil do subleito para pavimentação

2007). Figura 4 - Perfil do subleito para pavimentação Fonte: Brasilrevest, 2016, on line. O solo

Fonte: Brasilrevest, 2016, on line.

O solo é fundamental na pavimentação, tanto no ponto de vista de análise de projetos quanto no ponto de vista de análise de materiais, afinal será o solo que irá suportar todas as cargas impostas pelo tráfego na via de rolamento. Além disso o solo será empregado na construção da base e sub-base, por esse motivo é fundamental o estudo adequado do solo que será empregado nas obras de pavimentação. A origem do solo se advém da decomposição de rochas matrizes e materiais orgânicos provocados pelas intempéries, acumulando esse material no próprio local, no caso solo residual, ou em locais remotos, solo transportado. O transporte desse material decomposto pode ser deslocado por ação da água, vento ou gravidade, acarretando diferentes características de solo. Essas características são ocasionadas conforme cada método de formação, região, clima, dentro outros. Desta forma é possível existir diversos tipos de solo para as diversas regiões (BALBO, 2007).

Segundo Balbo:

Solo é qualquer deposito solto ou fofo, resultante do intemperismo, ou da degradação de rochas ou ainda da decomposição de vegetais, incluem-se assim, na categoria solos, diversos materiais não consolidados como sedimentos (pedregulhos, areias, siltes ou argilas), turfas, depósitos calcários como as areias de conchas e corais (como em Fernando de Noronha), os depósitos piroclásticos resultante da erupção de lavas (cinzas vulcânicas), bem como solos residuais jovens ou maduros (BALBO, 2007,

p.66).

17

Através de sua formação, o solo pode apresentar vazios em sua estrutura que podem ser preenchidos totalmente ou parcialmente por ar ou água, formando um sistema polifásico de 3 fases: sólido, liquido e gasoso (SENÇO, 2007). Os estudos para identificação de cada uma destas parcelas componentes do solo é extremamente importante no campo da engenharia, através desse estudo é possível criar índices e classificação do comportamento do solo que será usado como estrutura na pavimentação.

2.4 Classificação e ensaios de caracterização do solo

Há um grandioso número de aspectos que devem ser estudados em relação ao solo para determinação dos parâmetros relacionados as propriedades hidráulicas e mecânicas, para que ele possa ser aplicado em qualquer obra de construção civil. Os solos são encontrados na natureza combinados com outros tipos de solo, quando são de boa qualidade apresenta uma larga faixa de tamanhos de partículas menores preenchendo vazios entre partículas maiores, resultando numa estrutura densa, adequada para compactação. Há três grupos básicos de solo: Coesivo, granular e orgânico, sendo o último inadequado para compactação. O quadro 1 apresenta os tipos tipo de compactação a ser ultizado para cada tipo de solo apresentado (CRISTELLI, 2010).

Quadro 1Métodos para compactação

Tipo de Solo

Método para Compactação

Solos Coesivos

São Compactados e firmemente agregados por tração molecular. Eles são maleáveis e podem ser moldados mas se tornam muito duros quando secos. Possui teor de água próprio, uniformemente distribuído, é crítico para compactação adequada. Normalmente necessitam de uma força de impacto ou pressão. Silte tem uma coesão notadamente mais baixa que a argila.

Solos Granulares

Areia e cascalho alcançam uma densidade máxima e estado completamente seco ou saturado. Curvas de estado são relativamente planas

Fonte: Multiquip, 2011 (adaptado pelos autores, 2016).

18

Segundo Balbo (2007), na fase sólida o solo pode ser classificado de acordo com a granulometria, obtida através de ensaios de peneiramento e sedimentação. Na tabela 1 é possível identificar a classificação de acordo com a fração de solo que foi definida pelo United States Army Corps of Engineers (USACE). Para separação granulométrica de frações de solo superiores a 0,074 mm são usados ensaios de peneiramento e para frações superiores é usado o ensaio de sedimentação.

Tabela 1 - Fração de Solo

Fração

Subdivisões

Diâmetro (mm)

Pedras

>76

Pedregulhos

Areias

Siltes

Argilas

Graúdo

Miúdo

Grossa

Media

Fina

19 a 76 4,76 a 19 2 a 4,76 0,42 a 2 0,074 a 0,42 0,074 a 0,002

<0,002

Fonte: Balbo, 2007

Além do estudo da granulometria do solo que se refere a parte solida, é estudado também a parcela de água presente no solo que são definidas pelos Limites de Atterberg, permitindo a caracterização do subleito nos estados líquido, plástico, semissólido, e sólido. Na transição de cada estado existe um limite usado para definí-los, são eles o Limite de Liquidez (LL), Limite de Plasticidade (LP) e Limite de Contração, como apresenta o quadro 3 (SENÇO,2007). Ainda segundo Senço (2007), o Índice de Plasticidade (IP) determina a quantidade de água necessária para que o solo passe do estado plástico ao líquido, quanto maior o IP, maior a plasticidade do solo. O IP é obtido através da diferença entre o Limite de liquidez e Plasticidade, é representado pela fórmula 1:

IP = LP LL

(1)

19

Quadro 2 - Índices de Plasticidade

Limites de Atterberg

Limite de Liquidez (LL)

Limite de Plasticidade (LP)

Limite de Plasticidade (LP)

Limite De Contração (LC)

Definições

É a transição do estado de consistência do solo plástica para o estado liquido. É determinado através da concha do aparelho Casa grande. Através do LL é possível medir o teor de umidade solo, apresentado em %.

É a transição estado de consistência semissólida para o estado plástico. A padronização do ensaio é realizada pela

NBR-7180.

É a transição do estado de consistência sólida para o estado semissólido, determina o estágio em que o solo saturado deixa de reduzir de volume quando submetido ao processo de secagem.

Fonte: Senço, 2007

Outro fator que deve ser observado para caracterização do solo que será utilizado como subleito e que pode prejudicar o bom desempenho do pavimento são as variações bruscas de características consideradas na área total a ser pavimentada.

2.4.1 Coeficiente de Recalque (K) e Índice de Suporte Califórnia (CBR)

Para medir a resistência do subleito são utilizados dois métodos: o cálculo do coeficiente de recalque (K) e o índice de Suporte Califórnia (CBR), esses dados serão utilizados como dados de entrada para o dimensionamento dos pavimentos (CRISTELLI, 2010). O coeficiente de recalque é o principal parâmetro para o dimensionamento do pavimento de concreto, gera dados sobre o carregamento necessário para causar deslocamento unitário no subleito (NBR 6122/2010; DNIT 055/2004 ME; CRISTELLI, 2010). Os dados são obtidos através de cálculos utilizando a equação

2:

K = P / R (MPa/m) Onde:

(2)

20

P= pressão unitária aplicada sobre uma placa rígida (Mpa) R= recalque ou deflexão (m) = área da placa x deformação É importante ressaltar que o coeficiente de recalque varia de acordo com a umidade do solo, e isso afeta o comportamento do piso em casos de rebaixamento do lençol freático após a sua construção, em função da sedimentação decorrente deste processo (CRISTELLI 2010). Já o Índice de Suporte Califórnia (CBR) é o ensaio no qual é medido a resistência do solo ao cisalhamento por penetração de um cilindro padrão. Os resultados obtidos são comparados, gerando taxas de resistência que podem ser comparadas com o coeficiente de recalque (K) (CRISTELLI, 2010). A Norma Brasileira que padroniza este ensaio é a NBR 9895. A figura 5 mostra o gráfico da correlação K e CBR.

Figura 5 Correlação K e CBR

da correlação K e CBR. Figura 5 – Correlação K e CBR Fonte: Rodrigues, 2006 A

Fonte: Rodrigues, 2006

A tabela 2 estabelece o coeficiente de recalque (K) para os diversos tipos de solos:

21

Tabela 2 Coeficiente de Recalque (K)

TIPOS DE SOLO

K (KPa)

Areia

1000

Areia siltosa

800

Areia Silto-argilosa

700

Areia argilosa

600

Areia argilosa-siltosa

500

Silte

400

Silte arenoso

550

Silte areno-argiloso

450

Silte argilosa

230

Silte argilo-arenoso

250

Argila

200

Argila arenosa

350

Argila arenosa-siltosa

220

Argila Siltosa

220

Argila Silto-arenosa

330

Fonte: Aoki- Velloso , 1975 apud Pereira et.all, 2011

2.5 Sondagens SPT

O SPT (Standard Penetration Test) consiste em um ensaio de resistência a penetração do solo através de um cilindro amostrador padrão, com golpes de um martelo de 65 kg, solto em queda livre a uma altura de 75 cm. A partir da quantidade de golpes e as medidas de penetração desse amostrador define-se a resistência de cada camada do solo, o índice de resistência (N), apresentado a cada metro. A norma técnica utilizada para controle de execução da sondagem e análise dos resultados obtidos é a NBR 6484 (CRISTELLI, 2010). A figura 6 ilustra os componentes de um equipamento de sondagem SPT.

22

Figura 6 Ilustração do Ensaio SPT

22 Figura 6 – Ilustração do Ensaio SPT Fonte: Schnaid, 2000 Ainda segundo Cristelli (2010), os

Fonte: Schnaid, 2000

Ainda segundo Cristelli (2010), os ensaios de sondagem SPT apresentam:

A identificação das diferentes camadas de solo que compõem o subsolo

A classificação do solo de cada camada

O nível do lençol freático

A capacidade de carga do solo em diversas profundidade

2.6

Terraplenagem

Segundo Antas et al. (2010) terraplenagem é conjunto de atividades que tem por finalidade preparar uma plataforma adequada para o uso de veículos, depois de completada com a superestrutura viária. Sendo assim é necessário haver uma escavação do solo e desmonte das rochas. Para que se execute essas atividades é torna-se necessário a utilização de equipamentos apropriados, que apresentem um melhor desempenho. O serviço de terraplenagem é executado em quatro etapas:

escavação, carregamento, transporte e espalhamento. Em terraplenagem para execução de obras rodoviárias e ferroviárias faz-se necessário a melhoria do trajeto a ser utilizado, para que se obtenha um acesso seguro ao local. É importante uma análise criteriosa do local, pois isso influenciará

23

nas escolhas de equipamentos e máquinas e dependendo do deslocamento (trajeto) as máquinas e equipamentos sofrerão desgastes significativos que poderão causar danos e acréscimos ao custo final da obra (CASTRO, 2003). A Figura 7 mostra o solo recebendo a terraplenagem.

Figura 7 - Solo recebendo a terraplenagem

a terraplenagem. Figura 7 - Solo recebendo a terraplenagem Fonte: Brasilrevest, 2016, on line. 2.6.1 Classificação

Fonte: Brasilrevest, 2016, on line.

2.6.1 Classificação dos materiais escavados

Segundo Castro (2003) em terraplenagem classificam-se os materiais escavados conforme o grau de dificuldade de sua escavação. São classificados em três categorias distintas. Na primeira categoria, existem dois tipos de materiais que são os materiais escavados por lâmina de um trator de esteira, nessa categoria incluem-se os solos normais de predominância argilosa, siltosa ou arenosa, e pedregulhos e pedras e os matacões, que são blocos de rochas de até 1m³ que podem ser carregados e transportados com uma certa facilidade. Castro (2003) ainda os classifica na segunda categoria como para serem escavados , necessitam de um trator , podendo permitir o uso de explosivos, fazem parte também dessas categorias as os blocos de rochas com volumes superiores a 1m³ e as rochas brandas , ambas possuem necessidades do uso de explosivos para a sua retirada do solo. E por fim finalizam-se na terceira categoria as rochas sãs e duras, volume elevado onde necessitam constantemente do uso de explosivos para facilitarem a sua escavação.

24

2.6.2 Empolamento do Material Escavado

Denomina-se empolamento um fenômeno característico dos solos onde há a expansão (aumento) do material após sua escavação (CATALANI, 2007; RICARDO, 2007). Tem-se então um volume solto expressado por (Vs) que é maior do que volume natural que é expressado por (Vn). Após essa massa ser compactada ela apresentará um volume compactado expressado por (Vc) que é menor do que (Vn). Pode-se dizer que em média, o volume solto (Vs) possui uma proporção 25% maior do que o volume no terreno natural, e o volume compactado possui uma proporção 15% menor. A massa específica aparente seca natural (γn) será maior do que a massa específica seca solta (γs) e será menor do que a massa específica aparente seca compactada (γc). Sendo assim, existem três relações que são trabalhadas do estudo do empolamento de solos (CASTRO, 2003; RICARDO, 2003). Chama-se de empolamento a primeira relação, onde tem-se a relação entre o volume solto

(Vs) e o volume natural (Vn), representada pela equação 3:

ou

(3)

Chama-se porcentagem (ou taxa) de empolamento [p(%)] a segunda das relações onde tem-se a taxa de aumento, em porcentagem, do volume solto em relação ao volume natural, representada pela equação 4:

p(%) = (ep 1) * 100

(4)

Chama-se fator de empolamento (φ) a terceira relação, onde onde tem-se a relação da massa específica aparente seca ao se escavar o material, e esta por sua vez sempre terá o seu valor menor do que 1, (φ) é expressada pela seguinte equação 5:

φ = Vn / Vs

ou

(5)

A tabela 3 a seguir representa os valores típicos φ, p (%) e ep obtidos:

25

Tabela 3 – valores típicos φ, p(%) e ep

Tipo de Solo

<p

p(%)

ep

Solos argilosos secos

0,71

40

1,40

Solos comuns secos ou úmidos

0,80

25

1,25

Solos arenosos secos

0,89

12

1,12

Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003

2.6.3 Custo do Serviço de Terraplenagem

No serviço de terraplenagem descrevem-se duas formas de pagamento. A primeira é determinada de acordo com a escavação, carregamento e espalhamento, ambos calculados com base no m³. A segunda é de acordo com o transporte, que leva em conta o volume a ser transportado pela quilometragem do descolamento que ocorrerá para descarte do material escavado (CASTRO, 2003; RICARDO,

2003).

2.6.4

Equipamento de Terraplenagem

O mercado tornou-se amplo quando o assunto é terraplenagem. Hoje existem diversos equipamento com tecnologia de ponta para que se efetue o serviço com um prazo mais curto, maior agilidade, qualidade e segurança. Para as etapas de terraplenagem tem se os seguintes equipamentos:

Para a escavação utiliza-se o trator de esteira (TE)

Para carregamento utiliza-se a pá carregadeira (PC)

Para o transporte utiliza-se o caminhão basculante (CB)

Para o espalhamento do material descarregado utiliza-se a motoniveladora (MN).

Dentre as partes do trator esteira (FIGURA 8), destaca-se a lâmina escavadora que é a parte constituída por uma base e por lâminas de corte e cantos de lâmina trocáveis. A esteira metálica permite o uso do Trator de Esteira em diversos tipos de terrenos. A pá carregadeira é o utilizada no carregamento, e é

26

representada na figura 9. A motoniveladora (MN) representada na figura 10 é projetada para o espalhamento do material descarregado e para acabamento, por raspagem, de superfícies. O moto scraper (MS) representado na figura 11 é projetado para executar as quatro etapas do serviço de terraplenagem citados anteriormente. O MS é constituído por um cavalo-mecânico tracionador e por uma caçamba (scraper) para executar a escavação, o auto-carregamento, o transporte e o espalhamento do material escavado (CASTRO, 2003; RICARDO, 2003).

Figura 8 Representação do Trator Esteira (TE)

2003). Figura 8 – Representação do Trator Esteira (TE) Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003 Figura 9

Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003

Figura 9 Representação da Pá Carregadora (PC)

2003 Figura 9 – Representação da Pá Carregadora (PC) Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003 Figura 10

Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003

Figura 10 Representação do Motonivelador (MN)

Castro, 2003; Ricardo, 2003 Figura 10 – Representação do Motonivelador (MN) Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003

Fonte: Castro, 2003; Ricardo, 2003

27

Figura 11 Representação do Motoscraper (MS)

27 Figura 11 – Representação do Motoscraper (MS) Fonte : Castro, 2003; Ricardo, 2003 2.6.5 Seções

Fonte : Castro, 2003; Ricardo, 2003

2.6.5 Seções transversais típicas da Terraplanegam

Castro, 2003; Ricardo, 2003 descrevem que após a execução do serviço de terraplenagem existem três tipos de seções transversais:

As seções em corte pleno ou corte;

As seções em aterro pleno ou aterro;

As seções mistas com parte da seção em corte e outra parte em aterro.

Uma seção transversal em rodovias e ferrovias é caracterizada pela sua plataforma, elemento principal, e pelas linhas de talude, ou simplesmente taludes, de corte ou de aterro. A seguir, na figura 12, temos a representações das seções descritas na citação anterior.

Figura 12 Representação dos cortes na seção transversal

citação anterior. Figura 12 – Representação dos cortes na seção transversal Fonte : Castro, 2003; Ricardo,

Fonte : Castro, 2003; Ricardo, 2003

28

2.7 Compactação do Solo

Segundo Rodrigues (2006), a compactação de um solo é um procedimento que consiste basicamente em se reduzir os vazios com o auxílio de processos mecânicos. A compactação obedece dois parâmetros fundamentais: energia empregada e a umidade do solo. Durante o processo de compactação a água é responsável pelo deslizamento das partículas que se acomodam corretamente numa formação compacta. O grau de compactação do solo é medido através de seu peso especifico aparente seco (ɣd). Bastos (2004) afirma que o processo de compactação tem como objetivos:

Melhorar a resistência mecânica do solo;

Redução da compressibilidade;

Redução da variação volumétrica por umedecimento e secagem;

Redução da permeabilidade.

A figura 13 apresenta a densidade do solo não compactado e compactado.

Figura 13 Densidade do solo

compactado e compactado. Figura 13 – Densidade do solo Fonte: Multiquip, 2016 (adaptado pelos autores, 2016).

Fonte: Multiquip, 2016 (adaptado pelos autores, 2016).

Para determinar a densidade máxima de um solo, são necessários testes feitos em laboratório, o mais comum é o teste de Proctor, que correlaciona o peso especifico aparente seco (ɣd) que um solo atinge quando submetido a uma energia de compactação, a figura 14 apresenta o gráfico da correlação (ɣd) e a umidade ótima (w) obtidos através de ensaios de compactação. A energia de compactação aplicada , são normatizados pela NBR 7182 (BASTOS, 2004).

29

Figura 14 Gráfico da correlação (ɣd) e (w)

29 Figura 14 – Gráfico da correlação ( ɣ d) e (w) Fonte: Bastos, 2004. Bastos

Fonte: Bastos, 2004.

Bastos (2004) salienta que cada tipo de solo possui sua curva de compactação sempre correlacionando entre (ɣd) e (W), como apresenta o gráfico representado na figura 15.

Figura 15 Curvas da Compactação dos diversos tipo de solo

15 – Curvas da Compactação dos diversos tipo de solo Fonte: Bastos (2004). Segundo Balbo (2007),

Fonte: Bastos (2004).

Segundo Balbo (2007), a aplicação da energia de compactação Proctor depende do tipo de projeto de execução, haja vista que em estruturas de pavimentos onde há maior solicitação de carga necessitam de uma fundação mais compacta e

30

resistente para que seja possível resistir aos esforços sem que haja deformações

em sua estrutura.

O quadro 3 estabelece os parâmetros para determinação da energia de

compactação que foram definidos em ensaios de laboratório para determinação do

Proctor normal, intermediário e modificado seguindo as especificações da NBR

7182.

Quadro 3 Especificações para as energias de Proctor Normal, Intermediário e Modificado

Cilindro

Característica de cada energia

Energia de compactação

 

de compactação

Normal

Intermediaria

Modificada

Pequeno

Soquete

pequeno

grande

grande

Número de camadas

3

3

5

Número de golpes por camada

26

21

27

Grande

Soquete

grande

grande

grande

Número de camadas

5

5

5

Número de golpes por camada

12

26

55

Altura do disco espaçador

63,5

63,5

63,5

Fonte: NBR 7182/1968

A energia aplicada na compactação se um solo ou agregado resulta no seu

adensamento e lhe confere maior resistência. Em campo a energia de compactação

é representada pelo aumento do número de passadas do rolo de compactação.

(BALBO, 2007).

Segundo Rodrigues (2006), o controle da compactação do solo ou do

agregado é feita comparando a densidade em campo com a densidade máxima

obtida em laboratório, esse índice é representando por (GC), denominado Grau de

Compactação, referido a energia empregada pela fórmula 6:

GC =

x

100

(6)

Onde:

CG Grau de compactação obtido para determinado tipo de solo (%).

31

-Massa especifica seca obtida em campo através de equipamento de

compactação. - Massa Especifica seca aparente máxima obtida em laboratório, através do ensaio de compactação Proctor normal, intermediário ou modificado.

Ainda segundo Rodrigues (2006) a energia de compactação (E) por unidade de volume pode ser calculada através da fórmula 7:

E =

Onde:

P

= peso do soquete

h

altura do soquete

N

número de golpes por camada

N

número de camadas

V- volume de solo compactado

(7)

É importante fazer o controle da densidade do solo durante a execução da compactação. O método mais utilizado para obtenção do é especificado pela

NBR-7185, mais conhecido frasco de areia. Para tal é necessário também a obtenção do utilizado o método DNER 8664 também conhecido como teste da frigideira. Na Quadro 4 estão prescritos os métodos mais utilizados para obtenção do de campo.

32

Qradro 4 Determinação do ɣd de campo através dos 3 métodos mais utilizados

Método

Referência

Procedimento

de areia

NBR- 7185

   

Cava-se um pequeno buraco de 6” (15 cm) por 6”

(15cm) no material compactado a ser testado. O

material removido é pesado, depois é secado e peso

novamente para que seja possível a determinação do

teor de umidade apresentada em porcentagem.

Determina-se o volume do buraco pelo seu

enchimento com areia seco proveniente de um

dispositivo jarro ou cone. O peso seco do solo

removido é dividido pelo volume da areia necessária

para encher o buraco, esse procedimento fornece a

densidade do solo compactado que é comparada a

densidade máxima de Proctor.

e Nuclear

ASTM

O

medidor usa uma fonte de isótopo radioativo

D2922-91

(Césio 137) na superfície do solo ("backscatter") ou

uma sonda colocada no solo (transmissão direta). A

fonte do isótopo emite fótons (normalmente raios

Gama) que irradiam de volta aos detetores do

medidor no fundo da unidade. O solo denso absorve

mais radiação que o solo solto e as leituras refletem

a

densidade global. A densidade de Proctor relativa é

obtida após comparação da densidade máxima com

o

resultado do teste do material compactado.

Módulo

Federal

O

teste de campo desenvolvido recentemente

de solo

Highway

substitui a densidade do solo. O teste é feito através

Administration

de uma máquina que envia vibrações para o interior

do solo e então mede a deflexão das vibrações pelo

solo. Este teste é muito seguro e rápido assim como

o

este de dureza do solo.

Fonte: Multiquip, 2016 (adaptado pelos autores, 2016).

33

2.7.1 Reforços do subleito

O uso desta camada não é obrigatório, esse reforço é recomendado em situações que seja necessário atenuar as cargas sobre um subleito frágil. O material utilizado deve apresentar maior resistência que o material natural encontrado no subleito. Torna se facultativa a utilização desta camada da estrutura, pois a utilização de espessuras maiores nas camadas superiores supre as necessidades de um subleito fraco, porém é preciso olhar do ponto de vista econômico, pois reforçar o subleito é mais viável que aumentar a espessura das camadas superiores (BALBO, 2007).

2.7.2 Sub-base

Segundo o Brasil (2006) a sub-base é necessária para que possível a intercalação entre o revestimento e o subleito na pavimentação rígida, uniformizando os esforços aplicados sobre o revestimento, e ainda ameniza e elimina os efeitos causados pelas alterações do volume do solo. São compostas de solo estabilizado, solo-brita, brita graduada tratada com cimento, dentre outros. Balbo (2007) afirma que o uso da sub-base torna-se necessário quando, ao se dimensionar o pavimento a base camadas muito espessas, nesse caso divide-se em duas camadas. Em geral a base tem sua espessura maior do que a sub-base, por razões econômicas na sub-base são empregados matérias mais inferiores, com menores custos de execução. Segundo Rodrigues (2006), as bases possuem três funções fundamentais:

Eliminar a possibilidade da ocorrência do bombeamento de solos finos plásticos;

Evitar variações excessivas do material do subleito;

Uniformizar o comportamento mecânico da fundação ao longo do piso.

34

2.7.3

Base

A camada de base tem a função de distribuir os esforços provenientes das camadas superiores, além de servir como camada drenante e controlar a capilaridade de água (BALBO, 2007). As bases rígidas são assim chamadas pela presença de cimento em sua composição e oferecem uma maior resistência para aplicação do revestimento (SENÇO, 2007). Os materiais para as bases podem ser constituídos por diversos tipos de materiais, sendo os mais usados no país (BALBO, 2007):

Agregado siderúrgico;

Bica corrida;

Solo estabilizado naturalmente;

Misturas de solos e agregados (solo-brita);

Brita graduada;

Brita graduada tratada com cimento;

Solo estabilizado quimicamente com ligante hidráulico ou asfáltico;

Concreto compactado com rolo.

Ainda segundo Senço (2007) as bases rígidas podem ser:

Concreto de cimento: mistura de agregados, areia, cimento e agua nas proporções previstas em projeto e se caracteriza como rígida podendo possuir ou não, armadura;

Macadame de cimento: base constituída de agregado graúdo com diâmetros entre 50 e 90 mm, onde os vazios são preenchidos por material de granulometria mais fina e cimento;

Solo cimento: mistura de solo cimento e água nas proporções previstas em projeto.

Por sua vez as bases flexíveis são constituídas por (SENÇO, 2007):

Base de solo estabilizado: constituída por solo especifico com granulometria, limite de liquidez e índice de plasticidade especificados em projeto;

35

Base de macadame hidráulico: constituída basicamente de pedra britada, com a introdução de material de enchimento com a utilização de água;

Base de brita graduada: composta por mistura feita em usina de agregados dosados previamente. Contem água, cimento e material de enchimento;

Base de macadame betuminoso: composta por camadas de agregados interligados por pintura d material betuminoso, tendo a espessura e o número de camadas determinadas em projeto.

2.7.4 Imprimação entre as camadas

Para que seja possível a unificação das camadas do pavimento é necessária que seja executado a pintura de ligação, essa pintura é aplicada utilizando emulsões asfálticas. Além da pintura de ligação ainda existe a imprimação, que tem características impermeabilizantes, capaz de impermeabilizar a camada de solo antes do lançamento da camada superior, são aplicadas com a utilização de asfalto diluído.

2.7.5

Revestimento

Também conhecida como pista de rolamento, esta é a camada superior da estrutura do pavimento, pois receberá diretamente os esforços provenientes do trafego de veículos, além disso tem a função de proporciona mais conforto e segurança aos usuários da via (SENÇO, 2007). Ainda segundo Senço (2007) o revestimento é a camada mais impermeável, pois tem a necessidade de resistir os desgastes provenientes do tráfego e intempéries. Os materiais utilizados no pavimento devem estar bem ligados entre si, evitando deformações que possam afetar negativamente a estrutura.

2.7.5.1 Revestimento Rígido

Segundo Guimarães Neto (2011), na pavimentação rígida a base e os revestimentos desempenham funções únicas, haja vista que as placas de concreto desempenham função de duas camadas devido as suas características de

36

resistência e durabilidade. Os revestimentos rígidos podem ser executados de diversas formas, isso vai depender do tipo de situação e solo encontrados no local a ser pavimentado, portanto os revestimentos de concreto podem ser:

a) Concreto simples com barras de transferência (FIGURA 16);

b) Concreto com armadura distribuida descontínua sem função estrutural (FIGURA 17);

c) Concreto com armadura contínua sem função estrutural (FIGURA 18);

d) Concreto estruturalmente armado (FIGURA 19);

e) Concreto protendido;

f) Concreto simples (FIGURA 20);

Figura 16 Pavimento de concreto simples com barras de transferência

Pavimento de concreto simples com barras de transferência Fonte: Silva, 2008. Figura 17 – Pavimento com

Fonte: Silva, 2008.

Figura 17 Pavimento com armadura distribuída descontínua

transferência Fonte: Silva, 2008. Figura 17 – Pavimento com armadura distribuída descontínua Fonte: Silva, 2008.

Fonte: Silva, 2008.

37

Figura 18 Pavimento com armadura contínua sem função estrutural

Pavimento com armadura contínua sem função estrutural Fonte: Silva, 2008. Figura 19 – Pavimento de concreto

Fonte: Silva, 2008.

Figura 19 Pavimento de concreto estruturalmente armado

Figura 19 – Pavimento de concreto estruturalmente armado Fonte: Silva, 2008. Figura 20 – Pavimento de

Fonte: Silva, 2008.

Figura 20 Pavimento de Concreto Simples

de concreto estruturalmente armado Fonte: Silva, 2008. Figura 20 – Pavimento de Concreto Simples Fonte: Silva,

Fonte: Silva, 2008.

38

2.7.5.1.1 Processo de Execução do Revestimento de Concreto simples

A execução dos pavimentos de Concreto de Cimento Portland são especificadas pelas Normas DNIT 059/2004 - ES. Segundo Bianchi et.all (2008), o processo executivo do Revestiemento de Concreto segue as seguintes etapas:

1) Lançamento e adensamento do concreto (FIGURA 21) 2) Nivelamento do concreto (FIGURA 22)

Figura 21 - Lançamento e adensamento do concreto

22) Figura 21 - Lançamento e adensamento do concreto Fonte: Paiva, 2014. Figura 22 – Nivelamento

Fonte: Paiva, 2014.

Figura 22 Nivelamento de concreto

- Lançamento e adensamento do concreto Fonte: Paiva, 2014. Figura 22 – Nivelamento de concreto Fonte:

Fonte: Paiva, 2014.

39

2.7.5.1.2

Abertura e Selagem das Juntas

O

pavimento constituído por concreto está sujeito ao aparecimento de fissuras

na sua região transversal e longitudinal. Entende-se por fissuras, o nome técnico dado às rachaduras e trincas (ABCP, 1978). As fissuras podem ocorrem devido ao índice elevado de carregamento aplicado ao pavimento. Ocorrem também devido a retração sofrida pelo volume do concreto no momento da passagem do concreto fresco para o estado endurecido. Para evitar o aparecimento de determinadas fissuras no pavimento, é necessário dotar o pavimento de juntas transversais e longitudinais, para que no caso de ocorrência de fissuras, elas sejam transferidas para as juntas, não afetando a estética nem o desempenho e a durabilidade do pavimento. A junta tem a função de evitar defeitos estruturais causados pelos esforços no interior da estrutura, sendo possível aumentar a vida útil do pavimento (ABCP, 1978). De acordo com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), é necessário atentar-se para práticas de aberturas das juntas, que posteriormente serão seladas. As juntas transversais devem ser serradas preferencialmente no concreto semi-endurecido com serra de disco diamantado, devem ser retilíneas em toda a sua extensão abrangendo a largura total do pavimento. Recomenda-se que sejam perpendiculares ao eixo longitudinal, exceto quando houver situações particulares no projeto que delimitam o contrário (ABCP, 2003). A figura 23 representa a sequência de cortes de juntas nas seções transversais.

Figura 23 Sequência de corte de juntas transversais

Figura 23 – Sequência de corte de juntas transversais Fonte: ABCP, 2003 A limpeza das juntas

Fonte: ABCP, 2003

A limpeza das juntas devem ser feitas com ferramentas capazes de penetrar

na ranhura das juntas, utilizam-se nesse procedimento ferramentas com pontas em

cinzel (FIGURA 24) ; e são feitas também por jateamento de ar comprimido, onde

40

expulsam as impurezas através do ar expelido. (ABCP, 2003). A juntas também são executadas em cortes longitudinais, conforme mostrado na figura 24.

Figura 24 Limpeza de junta com ferramenta com pontas de cinzel

– Limpeza de junta com ferramenta com pontas de cinzel Fonte: ABCP, 2003 Figura 25 –

Fonte: ABCP, 2003

Figura 25 Corte de juntas longitudinal

ABCP, 2003 Figura 25 – Corte de juntas longitudinal Fonte: ABCP, 2003 O corte das juntas

Fonte: ABCP, 2003

O corte das juntas longitudinais é feito logo após o corte transversal, isso devido a ação de elementos causadores de fissuras longitudinais possuírem uma ação mais lenta se comparado a ação de elementos causadores de fissuras transversais. (ABCP, 2003). Para o corte das juntas longitudinais devem ser feitas as mesmas verificações referentes as juntas transversais mencionada nas citações anteriores.

41

2.7.5.2 Revestimento Flexível

O revestimento flexível é baseado na utilização do betume como aglutinante, é o mais frequentemente utilizado entre os calculistas. O modelo de revestimento betuminoso se trata de uma mistura executada em usina apropriada composta de agregado mineral graduado, filer e ligante betuminoso que de melhor qualidade entre os mesmos é o concreto betuminoso devido ao rigoroso controle de qualidade realizado em usina, até a sua aplicação (SENÇO, 2007). Um dos revestimentos flexíveis mais empregados no Brasil é o concreto asfáltico (CA) também denominado concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). Trata-se de uma mistura proporcionada de agregados de vários tamanhos e cimento asfáltico, ambos aquecidos a uma temperatura conveniente em função das características viscosidade-temperatura do ligante. O segundo grupo de revestimento produzidos em usinas estacionarias próprias são os pré misturados a frio, onde são empregadas emulsões asfálticas em sua mistura para envolver os agregados. Os materiais dessa mistura também são proporcionados de forma a atender certos requisitos de arranjo estrutural, características volumétricas e de resistência mecânica, porém essa mistura é realizada sem aquecimento dos agregados, em geral é utilizado em temperatura ambiente. Ainda no grupo dos revestimentos flexíveis há os modelos aplicados in-loco, mais conhecidos como calçamentos, onde são aplicadas uma ou mais camadas do agregado ligado por uma pintura betuminosa superficial. Os calçamentos são aplicados apenas em áreas urbanas onde há pouco fluxo de automóveis e a velocidade média de circulação é reduzida. Uma das vantagens do uso dos calçamentos é o seu reaproveitamento em caso de necessidade de retirada (SENÇO, 2007). Assim como no caso das bases existe uma diversidade de tipos de revestimentos diversos e diferenciados. O Quadro 5 classifica os diversos tipos de revestimento.

42

Quadro 5 - Classificação dos revestimentos para pavimentação

Revestimentos

Classificação

 

Concreto de cimento

 

Rígidos

Macadame de cimento

Paralelepípedos com rejunte de cimento

 
 

Concreto Betuminoso

 

Usinados

Pré misturados a quente

 

Pré misturado a frio

 

Betuminosos

 

Simples

 

Tratamento

Penetração Direta

Duplo

Flexíveis

Superficial

Penetração invertida

Triplo

 

Quádruplo

 

Alvenaria Poliédrica

 

Calçamentos

Paralelepípedos

 

Blocos de concreto pré-moldado

 
 

Fonte: Senço, 1997 (adaptado pelos autores, 2016).

 

2.7.5.2.1

Excecução do Revestimento Asfaltico (CBUQ)

O processo de execução do revestimento asfáltico se inicia logos após a

preparação e compactação da base. Inicia-se com a imprimação da base que depois

da cura receberá o revestimento CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado Quente)

com o auxilio de uma vibroacadora. Em seguida o CBUQ passa por um processo de

rolagem de compactação e acabamento para finalização da camada de

revestimento. A execução dos Revestimento flexíveis são regulamentadas pela

Norma DNIT 031/2006. Para que seja possível a unificação das camadas do

pavimento é necessária que seja executado a pintura de ligação, essa pintura é

43

aplicada utilizando emulsões asfálticas. Além da pintura de ligação ainda existe a imprimação, que tem características impermeabilizantes, capaz de impermeabilizar a camada de solo antes do lançamento da camada superior, são aplicadas com a utilização de asfalto diluído. As figuras 26, 27 e 28 apresentam as etapas de execução do pavimento asfáltico.

Figura 26 - Imprimação da base

do pavimento asfáltico. Figura 26 - Imprimação da base Fonte: Paviart Construtora, 2016. Figura 27 –

Fonte: Paviart Construtora, 2016.

Figura 27 Lançamento do CBUQ

26 - Imprimação da base Fonte: Paviart Construtora, 2016. Figura 27 – Lançamento do CBUQ Fonte:

Fonte: Andrade, 2013.

44

Figura 28 - Compactação da camada de Revestimento

44 Figura 28 - Compactação da camada de Revestimento Fonte: Paviart Construtora, 2016. 2.8 Materiais utilizados

Fonte: Paviart Construtora, 2016.

2.8 Materiais utilizados na construção de pavimentos

Alguns materiais de uso corrente no país podem constituir as camadas de base, sub-base e reforço do subleito para comporem as estruturas de pavimentos com revestimentos asfálticos e de concreto. Um dos materiais mais importantes que compõem as camadas do pavimento é o solo, que se destaca por atuar no subleito com o papel fundamental de suportar todas a tensões das camadas superiores, atuando como a uma fundação (SENÇO, 1997). Ainda segundo Senço (1997) outo material muito importante e indispensável é o agregado, que é usando em grande quantidade na composição estrutural de um pavimento, pois pode ser empregado na grande maioria ou até mesmo em todas as camadas dos pavimentos, possuem grande variedade de características que influenciam na sua escolha para composição do pavimento.

2.8.1

Agregados

Muito utilizados em obras de pavimentação, os agregados são componentes das camadas de base e sub base até as camadas de revestimento. Seja para uso na pavimentação de concreto Portland ou na pavimentação asfáltica, os agregados são entendidos como um conjunto de grãos minerais que devem respeitar determinados limites de dimensões (BALBO, 2007).

45

Ainda segundo Balbo (2007), os agregados podem ser classificados segundo sua natureza, tamanho e distribuição dos grãos. Quanto a origem os agregados podem ser classificados em naturais e artificiais, onde os agregados naturais são chamados assim por não necessitarem de nenhum procedimento prévio para ser utilizado após a sua retirada da fonte natural, tendo como exemplo as areias, pedregulhos, seixos, entre outros. Já os agregados artificiais sofrem vários processos antes de sua utilização, como por exemplo a pedra britada, argila expandida e escória de alto forno, sendo a escória de alto forno um agregado muito utilizado nas obras de pavimentação. Assim como os solos, os agregados também são classificados quanto a sua dimensão ou seu diâmetro, para tal denomina-se Granulometria dos Agregados. Os agregados podem assumir formas e tamanhos variados, resultante de processos mecânicos, naturais, ou ainda de processos de britagem, podem variar ainda as suas propriedades intrínsecas que dependem da mãe rocha de onde se originaram. Para o estudo da granulometria do agregado a classificação quanto as suas dimensões é a mais utilizada (SENÇO,2007). Geralmente as frações de agregados recebem os seguintes nomes:

a) Agregado Graúdo: é a fração retida na peneira 10 (2 mm)

b) Agregado fino: é a fração que é retida na peneira 200 (0,074 mm)

c) Filler ou material de enchimento: é a fração que passa na peneira 200

(0,074mm).

Há ainda uma subclassificação especifica quando se trata de areias e britas como mostrado na tabela 4. Pode se diferenciar areia de brita pelo diâmetro ao passarem pela peneira 4 (4,8mm), na qual ficam retidas as britas.

Tabela 4Classificação Granulométrica das areias e britas

Areia

Brita

Classificação

Diâmetro (mm)

Classificação

Diâmetro (mm)

Fina

0,05 e 0,425

0

4,8 e 9,5

Média

0,425 e 2

1

9,5 e19

46

Tabela 4Classificação Granulométrica das areias e britas

(continuação)

Areia

Brita

Classificação

Diâmetro (mm)

Classificação

Diâmetro (mm)

Grossa

2 e 4,8

2

19

e 38

   

3

38

e 76

Fonte: Senço, 2007

Outra característica muito importante dos agregados está relacionada a distribuição dos grãos, pois influencia diretamente no comportamento dos revestimentos das pavimentações. A distribuição dos grãos influencia diretamente na maioria das propriedades como a durabilidade, rigidez, trabalhabilidade, estabilidade, permeabilidade, resistência à fadiga e deformação (BRASIL, 2006). O controle relacionado a qualidade do agregado desde a sua obtenção até a sua utilização deve ser rigorosa devido a sua importância e empregabilidade na construção civil, em relação aos demais materiais os agregados são os materiais mais utilizados, principalmente para fins rodoviários.

2.8.1.1 Agregados siderúrgicos para a pavimentação

Os agregados siderúrgicos são grãos provenientes de processos industriais através da transformação químicas e físicas de material natural. Ao fabricar o aço, as empresas siderúrgicas geram coprodutos e resíduos, maior parte dos produtos são reutilizados. O agregado siderúrgico, quando recebe o tratamento apropriado, é muito utilizado em obras civis (RAMOS, 2016a). Os agregados siderúrgicos tem sido muitos utilizados em obras de pavimentação (sub-base, base e capa asfáltica), lastro ferroviário, artefatos de concreto, contenções de encostas, drenagens, fertilizantes, e correções de solos. Todas essas aplicações substituem parcialmente ou totalmente o uso de britas, ocasionando a diminuição dos impactos ambientais resultantes de sua extração (BRANCO, 2004). Um dos obstáculos para utilização ou reaproveitamento do agregado siderúrgico é o seu potencial de expansibilidade quando aplicado a determinada condições de confinamento, ocasionado patologias futuras no pavimento. A

47

característica expansiva do agregado siderúrgico está ocorre devido ao período de

estocagem do material e ao grau de exposição do material a umidade, temperatura,

cal virgem (CaO) e periclásio (MgO), ocasionando até 14% de aumento em seu

volume (BRANCO, 2004).

Ainda segundo Branco (2004), o processo para evitar a expansão do

agregado siderúrgico é hidratação ou carbonação completa dessas espécies

químicas ao longo do tempo. Para ser utilizado na pavimentação o agregador

siderúrgico deve atender requisitos estipulados pelas normas DNER-EM 262/94 e

informados na tabela 5.

Tabela 5 - Requisitos para aplicação dos agregados siderúrgicos em pavimentações

Requisitos

Procedimento para determinação

Valor Máximo

Potencial de expansão

PTM 130 adaptado pelo DER

3%

Teor de impurezas

-

Isento

Granulometria

Exigências de projeto

40% na faixa ½”

60% na faixa 2”

Absorção de água

ABNT MB -2698

1% a 2% em peso

Massa especifica

ABNT MB -2698

3 a 3,5 g/cm³

Abrasão Los Angeles

ABNT MB -170

25%

Durabilidade ao sulfato de sódio

ASTM C88-76

5%

Fonte: DNER 262/94 apud BRANCO (2004 adaptado pelos autores, 2016).

Abaixo as principais vantagens e características da utilização do agregado

siderúrgico aplicada em obras rodoviárias (RAMOS, 2016a):

Elevada resistência mecânica, aliada a uma textura rugosa e uma morfologia de

alta cubicidade, favorecendo maior tração e, consequentemente, maior atrito;

Estrutura física caracterizada por uma elevada densidade e porosidade

acentuada;

Elevada resistência a variações climáticas e à abrasão, ocasionando menor

desgaste e, consequentemente, maior permeabilidade;

48

Alta estabilidade com longa durabilidade (vida) para todas as aplicações; Inexistência de material orgânico, atuando como inibidor natural para a vegetação;

Inter travamento automático, produzindo uma superfície estável (excelente tração), em virtude de seu formato cúbico.

Alto peso específico, proporcionando elevada resistência a movimentos laterais (especialmente útil em curvas e ladeiras).

Baixo custo comparado a seus concorrentes (brita);

Fonte inesgotável de recursos - geração contínua de grandes volumes garantindo o fornecimento do material. O uso de agregado siderúrgico na área da construção civil é uma ótima alternativa, pois busca reaproveitar e reciclar o resíduo gerado no processo siderúrgico, de forma a minimizar os impactos ambientais e reduzir as despesas e disponibilização em aterros, o que é tecnicamente viável para o meio.

2.8.1.1.1 Brita Graduada Simples (BGS) ou Bica Corrida

É uma mistura em usina, de produtos de britagem de rocha sã que, nas proporções adequadas, resulta no enquadramento em uma faixa granulométrica contínua que, corretamente compactada, apresenta estabilização da qual é obtida através da ação mecânica de compactação que resulta em um produto final com propriedades adequadas de estabilidade e durabilidade. A BGS ou Brita Graduada Simples (Figura 29) é a composição de diferentes faixas de granulometria de pedras, a serem misturadas conforme exigência do fornecedor (BRASIL, 2006.

Figura 29 Brita graduada simples

exigência do fornecedor (BRASIL, 2006. Figura 29 – Brita graduada simples Fonte: Pedreira Lajinha, 2016 on

Fonte: Pedreira Lajinha, 2016 on line.

49

De acordo com Andrade (2014) a macadame foi um dos materiais tradicionais da construção rodoviária brasileira, pois foi um dos primeiros empregados nas rodovias brasileiras, que foi substituído por outros materiais como por exemplo a brita graduada simples. O agregado é ainda utilizado em obras de menor porte. A diferença entre a macadame hidráulico do macadame seco (Figura 30) é o seu processo de execução que tem a água como auxilio para os preenchimentos dos vazios por agregados miúdos, ambos infiltram nos vazios e travam o esqueleto sólido, através da ação mecânica de compactação (ANDRADE, 2014).

Figura 30 Macadame a seco

(ANDRADE, 2014). Figura 30 – Macadame a seco Fonte: Embu, 2016 on line. 2.8.1.2 Betumes Segundo

Fonte: Embu, 2016 on line.

2.8.1.2

Betumes

Segundo Senço (2007), os materiais betuminosos são composição de hidrocarbonetos de cor, dureza e volatilidade variáveis, tem propriedades ligantes e elevada viscosidade. Os betumes são aplicados como ligantes, podem ser obtidos por processos de fabricação, através da refinação do petróleo ou da combustão de madeira, carvão e resinas. Podem ainda ser obtidos naturalmente através de jazidas encontradas na natureza. Os betumes podem ser asfalto ou alcatrões. Os asfaltos são definidos como material aglutinante constituído basicamente de betume, de cor marrom ou negra, podem ser encontrados naturalmente em jazidas ou através da refinação do petróleo. Os Alcatrões utilizado na pavimentação é obtido através da combustão de carvão ou através da fabricação de gás e coque (SENÇO, 2007)

50

Segundo Balbo (2007), os processos de pavimentação, além de serem constantes, vem se acelerando muito nos últimos anos, portanto a produção de materiais destinados a pavimentação é intensa. A possível escassez desses materiais podem levar a uma crise mundial, isso torna importante o planejamento de uma alternativa para a aplicação na pavimentação. A obtenção do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) é feita através do refinamento do petróleo cru, esses materiais possuem grande quantidade de betume e agem como ligantes. O CAP possui boa aderência aos agregados, além de possuir propriedades impermeabilizantes, flexibilidade e boa resistência a maioria dos ácidos, sais e álcalis (BALBO, 2007). É possível fazer a averiguação da qualidade das propriedades dos betumes através de ensaios laboratoriais. Através desses ensaios é possível determinar características como viscosidade, resistência, endurecimento, densidade, ductilidade, ponto de endurecimento e amolecimento, entre outros. Essas propriedades permitem um estudo do comportamento do CAP em contato com os demais componentes do pavimento e ações provenientes das intempéries. (BALBO,

2007)

2.8.1.3

Cimento Portland

Como visto anteriormente existem inúmeros tipos de cimentos, mas para a obtenção do concreto utilizado na pavimentação rígida o cimento utilizado é o tipo Portland. O cimento é composto basicamente de calcário e argilas interagidas entre si em altas temperaturas e posteriormente triturados até a formação do clinquer, e depois de misturados outros materiais, como por exemplo os materiais carbonáticos, escória de alto forno, materiais pozolânicos e carbonáticos originam os vários tipos de cimentos existentes como mostrado no quadro 6. Com a escolha do material especifico na mistura de cimento Portland é possível alterar suas características e propriedades (BRASIL, 2006). Para a construção de pavimentos o tipo de cimento mais utilizado é o cimento Portland comum, cimento de alto forno e pozolânico. A escolha do tipo de cimento a

51

ser utilizado vai depender essencialmente da resistência exigida em projeto, tempo de pega, entre outros vários fatores.

Quadro 6 Tipos de cimento Portland

Tipo

Nomenclatura

Adições

Tipo específico

CP I

Cimento Portland Comum

 

CP I

Materiais carbonáticos

CPI S

   

Escória

CP II - E

CP II

Cimento Portland Composto

Materiais Pozolônicos

CP II - Z

Materiais Carbonáticos

CP II - F

CP III

Cimento Portland de alto forno

---

---

CP IV

Cimento Portland Pozolânico

--

---

CP V

Cimento Portland de alto desempenho inicial (ARI)

---

--

CP B

Cimento Portland Branco estrutural

---

--

 

Cimento Portland

   

---

resistente a sulfatos

---

--

 

Cimento Portland

   

--

de baixo calor de hidratação

---

--

2.8.2 Aditivos e Adições

Fonte: BRASIL, 2006

Segundo Brasil (2006) aditivo é “toda substância não plenamente indispensável à composição ou à finalidade do concreto em si, mas que, quando

52

nele colocada em pequenas quantidades, antes ou durante a mistura, gera ou reforça certas características do concreto, quer no estado plástico, como no endurecido”. O uso do aditivo torna-se necessário para atender as necessidades específicas em cada situação em que o concreto será utilizado, garantindo que seja atendida as necessidades para melhor execução da estrutura. A adição de aditivos ao concreto podem gerar diversas características, sendo elas:

a)

Melhor trabalhabilidade

b)

Melhor impermeabilidade

c)

Aceleração ou retardamento da pega

d)

Aceleração do aumento da resistência inicial

e)

Resistencia aos danos causados pelas intempéries

f)

Desenvolvimento de características especificas: germicidas, inseticidas e fungicidas.

2.8.3

Selantes das juntas

Segundo Brasil (2006) as juntas são espaçamentos entre as placas de concreto do pavimento rígido, esses espaços são preenchidos com materiais sujeito aos esforços originados da dilatação térmica dessas placas. A junta tem a função de evitar defeitos estruturais causados pelos esforços no interior da estrutura, sendo possível aumentar a vida útil do pavimento. Para execução das juntas é necessário que seja feita a selagem das mesmas, para que não seja possível a penetração de impurezas ou água na estrutura do pavimento. A penetração de impurezas nas juntas cria novos esforços durante o processo de dilatação térmica das placas. A penetração da água dentro da estrutura pode ocasionar o comprometimento da mesma. (BRASIL, 2006). Ainda segundo Brasil (2006) os selantes sofrem com os processos de dilatação, pois esses efeitos causam na estrutura esforços de tração e compressão e devem apresentar características de elasticidades, fluidez, coesão e resistência a fissura. Os selantes para juntas são classificados como selante pré-moldado, que são fabricados a partir de materiais resistentes a compressão e são aplicados em locais que não possuem tráfego de maquinas utilizadas na pavimentação.

53

Classificam-se ainda como selante vazados no local, que são fabricados por materiais que possuem certa elasticidade, flexibilidade, e são aplicados onde há um tráfego intenso (RODRIGUES, 2006). As figuras 31 e 32 demostram a aplicação de selante feito no local.

Figura 31 Sistema de junta recebendo aplicação de selante moldado in loco

de junta recebendo aplicação de selante moldado in loco Fonte: Cristelli, 2010 Figura 32 – Selante

Fonte: Cristelli, 2010

Figura 32 Selante moldado sendo aplicado no local

2010 Figura 32 – Selante moldado sendo aplicado no local Fonte: P ereira et.al, 2011 Os

Fonte: Pereira et.al, 2011

Os selantes vazados no local, classificam-se como vazados a quentes e selantes vazados a frio. Os selantes vazados a quente requerem uma manutenção constante, uma vez que a sua aplicação apresenta dificuldades e a sua durabilidade é baixa. Uma das maiores desvantagens deste selante é a sua baixa resistência ao calor , que os deixam molem e fazem com que sejam retirados facilmente com a movimentação do tráfego. Os selantes vazados a frio compõem-se de uma base formada por resina epóxica, polissulfeto orgânico, uretano, silicone ou polimercaptano e de um agente de cura, que reagem formando então um selante denominado polímero. A desvantagem inicinal desse selante é o custo inicial, mas

54

em contrapartida, possuem baixíssima necessidade de manutenção, conservando- se por muito tempo (ABCP, 2003). A Associação Brasileira de Cimento Portlan (ABCP) recomenda que antes da aplicação do selante nas juntas, é necessário verificar se o selante é o específico para a determinada aplicação , além de seguir recomendações do fabricante. No caso de selante a frio, essa aplicação devera ser feita por bisnaga fornecida pelo próprio fabricante. A operação de selagem deverá ser efetuada em períodos mais frios, quanso o concreto estiver mais retraido e suas juntas estiverem mais abertas, garantindo a colocação em quantidade suficiente de selante .

2.8.4

Aços

Os aços são matérias utilizados na execução do pavimento de concreto, seja na forma de barras ou armaduras. Os aços são produzidos com ligas de ferro carbono ou, a partir da laminação a quente ou conformados a frio. Quando conformados a frio, o aço apresenta maior resistência. Os aços utilizados na pavimentação são CA-25 e CA-50, onde CA é referente ao concreto armado, e 25 por exemplo se refere a resistência, 250 Mpa nessa situação (BALBO, 2007).

3

COMPARAÇÃO TÉCNICA: PAVIMENTOS FLEXÍVEIS E RÍGIDOS

3.1

Quanto a estrutura

As estruturas dos pavimentos flexíveis apresentam método construtivo mais complexo do que as estruturas dos pavimentos rígidos, devido a maior interação de suas camadas (GUIMARÃES NETO, 2011). Observando-se a formação estrutural de ambos os tipos de pavimentos, é possível identificar que, inicialmente, a camada mais importante de todos os pavimentos é o subleito, pois este suporta todas as cargas impostas pelo tráfego. É importante ressaltar que os pavimentos rígidos exigem menos de suas fundações, pois dispersam mais amplamente seus esforços, gerando uma significativa economia nos custos, dispensando serviços como os reforços do subleito, que na pavimentação rígida geralmente é desnecessário. (GUIMARÃES NETO, 2011)

55

O pavimento de concreto simples poderá ter um custo inicial de implantação

maior, haja vista que apesar de ser mais simples, as estruturas dos pavimentos de concreto são mais rigorosamente controladas quanto a qualidade dos materiais e metodologia de implantação. (GUIMARÃES NETO,2011) Segundo Balbo (2007), os pavimentos de concreto são mais indicados em regiões de solo com menor capacidade de suporte, nas quais seriam necessários grandes serviços de melhora, já a pavimentação flexível pode ser aplicada em solos mais resistentes. A escolha do pavimento a ser implantado deve considerar alguns aspectos, como solo, clima e intempéries características.

3.2 Quanto aos materiais empregados

Alguns materiais empregados em ambos os tipos de pavimento tem características comuns, como solos e agregados, e características diferentes quando se trata dos aglomerantes utilizados. O estudo e tratamento do solo não se diferenciam muito de acordo com o tipo de pavimento adotado, já os agregados necessitam de um controle mais especifico para ambos os pavimentos, tendo em vista que cada um exige requisitos mínimos para serem empregados (GUIMARÃES

NETO,2011).

Em ambos os tipos de pavimentos os agregados compõem a maior parcela de volume de matérias empregados na construção do pavimento, e contribuem com

a economia de matérias ligantes sem prejudicar as propriedades essências da estrutura. Para o pavimento flexível o material mais importante a ser citado é o aglomerante betuminoso, derivado do petróleo, responsável por fazer a ligação entre as camadas do pavimento (GUIMARÃES NETO, 2011). Ainda segundo Guimarães Neto (2011), o cimento Portland, também pode ser usado como aglomerante hidráulico nos pavimentos flexíveis, mas é o principal componente do pavimento de concreto simples. O pavimento de concreto simples requer um controle de qualidade mais complexo, pois além do concreto esse composto ainda necessita levar em consideração outras matérias, como selantes, juntas, aços e água.

É importante ressaltar que os aglomerantes betuminosos são obtidos através

de fontes de recursos naturais limitadas, não descartando a possibilidade de

56

esgotamento de recursos, haja vista que não é possível fabrica-lo, apenas extrai-lo da natureza.

3.3 Quanto ao dimensionamento

Para o dimensionamento de ambos os tipos de pavimentos são considerados os mesmos aspectos, como o tráfego, características do solo e clima, somente depois do levantamento desses dados serão especificadas as espessuras das camadas, tipos de materiais e serviços empregados (MESQUITA, 2001). O dimensionamento de um pavimento, seja ele rígido ou flexível, busca resultados semelhantes, se diferenciando apenas pela complexibilidade, portanto a metodologia de dimensionamento não é um aspecto determinante na escolha do tipo de pavimentação que será adotada.

3.4 Quanto a metodologia de implantação

Existem inúmeras metodologias de implantação de cada umas das camadas constituintes de um pavimento, não sendo possível determinar qual delas é a melhor a ser adotada, pois diante das diversidades de situações encontrada em cada caso torna-se determinante a particularidade de cada uma das metodologias. (GUIMARÃES NETO,2011) Neto afirma que para a pavimentação flexível há uma grande variedade de opções para a execução de cada camada com custos relativamente baixo, porem essa vantagem pode ser reduzida quando há a necessidade de realizar um número maior de serviços ou até mesmo de camadas. Quando se trata de pavimentação rígida as opções torna-se mais limitadas A escolha do tipo de pavimento através da metodologia de implantação é um fator irrelevante, pois existem inúmeras técnicas de implantação disponíveis para ambos os pavimentos, e uma delas sempre atenderá qualquer situação encontrada em campo, neste caso o fator predominante é o fator custo-benefício (GUIMARÃES

NETO,2011)

57

3.5 Quanto a viabilidade técnica e econômica

Quanto a viabilidade técnica e econômica teve-se como referência três

trabalhos de conclusão de curso em que ambos fazem uma análise comparativa

entre os pavimentos em estudo.

Mesquista (2001) em sua análise econômica teve como fonte para coleta de

dados experimentais o Projeto Final de Engenharia, da rodovia BR-262, trecho

Miranda-Morro do Azeite-MS, com extensão de 97,389 Km, ressalta que o

pavimento rigído mostra-se mais vantajoso econominamente quando se tem como

ênfase o ciclo de vida do pavimentos por um período de 20 anos, agregado ao

custo-benefício, considerando-se a revitalização e preservação da via por esse

período.

Ao término, fez-se uma síntese dos custos entre os dois pavimentos, rígido e

flexível, incluindo manutenção no decorrer dos anos, e obteve-se os dados

expressados na tabela 6:

Tabela 6 - Custo final para construção de pavimentos, somados a manutenção durante período de 20 anos.

Pavimento (em R$/Km)

Rígido

334.259,10

Flexível

536.710,50

Fonte: Mesquita, 2001 (adaptado pelos autores, 2016).

Segunda Vasata et al (2013), o pavimento Asfáltico apresenta menores

custos de implantação em relação ao pavimento de concreto, a diferença chega a

38%, porém deve se considerar os custos gastos com o pavimento ao longo da sua

vida ultil. É notável que o pavimento asfáltico requer gastos com manutenção para

mantê-lo em condições satisfatórias para o tráfego.

A análise foi feita em uma estrada localizada no município de Pato Branco-

PR, considerando que via terá em dimensão final 12 metros de largura por 1.600

metros de comprimento

58

Tabela 7 - Custo final para construção de pavimentos, segundo estudos de Vesata et al (2013)

Pavimento (em R$)

Rígido

1.916.891,63

Flexível

1.386.309,69

Fonte: Vasata et al., 2013 (adaptado pelos autores, 2016).

Segundo Domingues (1999), em análise da parte de um trecho da rodovia

dos Imigrantes na cidade de São Paulo com 34 Km de extensão, levando em conta

os aspectos técnicos e econômicos para um período final de 20 anos, chegou-se a

conclusão que o pavimento rígido inicialmente tem o custo maior devido a

implantação, porém o valor da implantação com a manutenção do pavimento flexível

ultrapassa o custo final do pavimento de concreto Portland, ou pavimento rígido.

Após análises, obteve-se os dados expressados na tabela 8.

Tabela 8 Custo do pavimento rígido e flexível num período final de 20 anos

Pavimento (em R$)

Rígido

16.100.687,04

Flexível

17.683.702,42

Fonte: Domingues, 1999 (adaptado pelos autores, 2016).

3.6 Quanto as características físico-químicas

É importante ressaltar as principais características físico-químicas de ambos

os pavimentos, o quadro 7 expõe de forma clara e objetiva o comparativo entre eles.

Quadro 7 Quadro comparativo entre pavimentos rígidos e flexíveis

PAVIMENTOS RÍGIDOS

 

PAVIMENTOS FLEXÍVEIS

Estruturas mais delgadas de pavimento

Estruturas mais espessas, requer mais

escavação e movimentação de terra.

Resiste

a

ataques

químicos

(óleo,

É fortemente afetado pelo ataque de

graxas, combustíveis).

 

agentes químicos.

59

Maior

distância

de

visibilidade

A

visibilidade

é

bastante

reduzida

horizontal,

proporcionando

maior

durante

a

noite

ou

em

condições

segurança

climáticas adversas.

 

Pequena necessidade de manutenção

Necessidade que se façam várias

e

conservação, o que mantém o fluxo

manutenções e recuperações, com

de

veículos sem interrupções.

prejuízos ao trafego e custos elevados.

Falta de aderência das demarcações viárias, devido ao baixo índice de porosidade.

Vida útil mínima de 20 anos

Maior segurança na derrapagem em função da textura dada a superfície (veículo precisa de 16% menos de distância de frenagem em superfície seca, e 40% em superfície molhada.

O concreto é feito com matérias locais,

a mistura é feita a frio e a energia

consumida é a elétrica.

Melhores características de drenagem superficial, escoa melhor a agua superficial.

Mantém

rolamento, não intempéries.

integra

a

sendo

de

afetado pelas

camada

Melhor aderência das demarcações viárias, devido a textura rugosa e alta temperatura de aplicação (vinte vezes mais durável).

Vida útil máxima de 10 anos

A superfície

quando molhada.

é

muito

escorregadia

O asfalto é derivado de petróleo

importado, geralmente misturado a quente, consome óleos combustível e

divisas.

Absorve a umidade com rapidez, e por sua textura superficial, retém a agua, o que requer maior caimentos.

Altas temperatura ou

abundantes produzem a degradação.

chuvas

Fonte: Balbo, 2007 (adaptado pelos autores, 2016

60

4

CONCLUSÃO

A análise comparativa entre os pavimentos rígidos e flexíveis não foi realizado com a finalidade de realizar teste, cálculos e análises de resultados, e sim um levantamento bibliográfico sobre o tema. O principal objetivo deste trabalho foi analisar qual tipo de pavimento apresenta maiores vantagens técnicas. Diante do estudo realizado foi possível concluir que a escolha do melhor modelo de pavimento depende de vários fatores como contabilização de trafego, caracterização do solo, clima, viabilidade econômica, entre outros fatores. Os dois tipos de pavimentos atendem as características de economia, conforto e segurança, diante disso independente do modelo de pavimentação escolhido, o mais importante é providenciar um pavimento de boa qualidade, com as melhores propriedades possíveis para atender a necessidade do usuário, garantindo satisfação ao se realizar o deslocamento. Ao se conhecer melhor, através dos estudos e pesquisas, os tipos de pavimentos, conclui-se que o pavimento rígido apesar do custo inicial ser maior, oferece mais vantagens em relação ao pavimento flexível, sendo o favorito para aplicação, principalmente em rodovias com trafego intenso e de veículos com cargas pesadas, como consequência é dispensável a paralização constante do trânsito para manutenção das vias, porém, a aplicabilidade do pavimento de asfalto é de grande importância, em seus componentes possuem agregados que são reaproveitados e de grande utilidade o que gera menos impacto ambiental. Os custos com manutenção são diminuídos com a melhoria do padrão dos pavimentos em rodovias. Isso se reverte também para os custos sociais, pois a irregularidade dos pavimentos aumenta o custo operacional dos veículos e o trânsito se torna mais inseguro para todos. O estudo comparativo entre os pavimentos não se trata de defender a substituição do pavimento asfálticos pelos pavimentos de concreto, trata-se apenas de criar uma opção inovadora, que em muitos casos pode atender melhor às necessidades dos usuários.

61

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