Sei sulla pagina 1di 73
Nome dos Autores Filipe Ribeiro nº090249105 Hélder Camacho nº090249101 Título: Máquina de Ensaios de Choque

Nome dos Autores

Filipe Ribeiro nº090249105 Hélder Camacho nº090249101

Título:

Máquina de Ensaios de Choque

Projeto em Engenharia Mecânica Ramo Produção

17 de Julho de 2013

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 I. DEDICATÓRIA Às nossas famílias, que

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

I.

DEDICATÓRIA

Às nossas famílias, que sempre nos apoiaram e possibilitaram esta oportunidade

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 II. AGRADECIMENTOS Este projeto não teria

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

II.

AGRADECIMENTOS

Este projeto não teria sido concretizado sem o apoio e cooperação de todos aqueles que nele contribuiram:

Prof. Doutor Nuno Nunes, por nos ter confiado este projeto, por nos ter apoiado incondicionalmente durante a sua realização e pela sua disponibilidade de esclarecimento a toda a hora;

Eng. Carlos Antunes, pelo apoio e aconselhamento prestados no decorrer do projeto, nomeadamente na aquisição de material e otimização da máquina;

Empresa Meditor, pela parceria existente ao longo do projeto, por ter acreditado nas nossas capacidades, pela facultação de material, conhecimentos e infrastruturas;

Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, nomeadamente ao Departamento de Engenharia Mecânica e seus docentes, que tornaram este projeto possível;

Prof. Doutor Ricardo Cláudio, pelos seus aconselhamentos e esclarecimentos que surgiram no decorrer do projeto;

Prof. Eng. Carlos Fortes, pela ajuda na maquinação e modelação das peças a maquinar na máquina CNC (através do programa CATIA) e pela sua disponibilidade;

Força Aérea Portuguesa, nomeadamente ao Ten. Cor. ENGEL João Rocha, à Maj. ENGAER Alice Rodrigues e à Ten. ENGAER Sara Cardoso, pela oportunidade, auxílio prestado nos ensaios e pela hipótese de conhecer a base aérea do Montijo;

Técnico Luís Deus, pelo apoio prestado no fornecimento de equipamentos e ferramentas;

A todos os intervenientes que participaram indiretamente no decorrer do projeto.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 III. SUMÁRIO Neste trabalho projectou-se e

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

III.

SUMÁRIO

Neste trabalho projectou-se e construiu-se um protótipo de uma máquina de testes de

choque, resultante da parceria entre a Escola Superior de Tecnologia e a empresa Meditor.

O envolvimento no projecto da Antenna SLAR, serviu de ponto de partida para o

desenvolvimento do protótipo da máquina de choque. O projecto da antenna SLAR consistiu

no desenvolvimento de um equipamento (Máquina de Choque) e na realização de testes para

qualificação de uma Antenna SLAR, para que esta pode-se ser instalada num avião C-295,

pertencente à Força Aérea Portuguesa.

Foi

realizada uma pesquisa sobre máquinas de choque, tipos de ondas de choque, e absorsores

de

choque programáveis.

O protótipo da Maquina de Choque foi desenvolvido, tendo em conta toda a pesquisa, a

experiência retirada do projecto da Antenna SLAR e a norma RTCA DO/160E.

Palavras-chave: máquina de choque; onda dente de serra; testes; norma RTCA DO/160E

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 IV. ABSTRACT In this work was

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

IV.

ABSTRACT

In this work was designed and built a prototype of a shock testing machine, resulting from a partnership between the School of Technology and the company MEDITOR.

The involvement in the design of antenna SLAR served as the starting point for the development of prototype machine shock. The antenna SLAR project was the development of equipment (machine crash) and testing for qualification of antenna SLAR so that it can be installed on a C-295 plane, belonging to the Portuguese Air Force. In addition to the involvement in this project a survey was conducted on shock testing, giving more relevance to the different types of shock machines, types of waves and shock absorbers programmable.

The shock machine was developed taking into account the amounts required by the standard and the characteristics of the engine to optimize the table was used SolidWorks Simulation Software.

Key words: shock machine; sawtooth wave; tests; standart RTCA DO/160E.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 6

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 V. Índice I. DEDICATÓRIA 2 II.

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

V.

Índice

I.

DEDICATÓRIA

2

II.

AGRADECIMENTOS

3

III.

SUMÁRIO

4

IV.

ABSTRACT

5

VI.

Índice Tabelas

8

VII.

Lista Figuras

9

1.

Nomenclatura

11

2.

Lista de Definições

12

3.

Introdução

14

4.

Fluxograma do Projeto

17

5.

Pesquisa

18

5.1.

Pesquisa Teórica

18

5.1.1. Tipos de máquinas

18

5.1.2. Formas de onda

24

5.1.3. Absorsores de choque programáveis

27

5.2.

Pesquisa Experimental

33

5.2.1.

Modelo Simplicado de máquina de choque

33

5.2.2.

Máquina de Choque para o Transceiver Unit

37

5.2.3.

Melhorias da Máquina de Choque para o Transceiver Unit

38

5.2.3.1

Máquina de choque melhorada

42

6.

Projecto Maquina de ensaios ao choque

43

6.1 Componentes da máquina de choque

43

6.2 Custos do Projeto

52

6.3 Produção/Montagem da máquina de choque

53

7.

Conclusão

56

Referências Bibliográficas

57

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 VI. Índice Tabelas Tabela 1 Requisitos

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

VI. Índice Tabelas

Tabela 1 Requisitos da norma RTCA DO/160E para o testes de choque

15

Tabela 2 Gráficos de aceleração, velocidade e deslocamento de uma onda dente de serra originada por

26

Tabela 3 Características dos componentes da estrutura

49

Tabela 4 - Custos do projecto

52

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 VII. Lista Figuras Fi g ura

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

VII. Lista Figuras

Figura 1 Limites de onda dente de serra

14

15

15

15

Figura 5 Máquina Impacto vs Máquina Impulso

18

Figura 6 Máquina de queda livre na areia

19

Figura 7 Máquina de choque de queda livre

20

21

21

22

Figura 11 Máquina de choque de alto impato para equipamentos leves

23

Figura 12 Máquina de choque de alto impato para equipamentes médios

23

24

Figura 14 Representação onda dente de serra

24

Figura 15 Representação dos gráficos de a) aceleração, b)velocidade, c) deslocamento da onda dente de

25

Figura 16 Representação onda meio seno

26

Figura 17 Representação onda quadrática

27

Figura 18 Dispositivo de esmagamento cilíndrico

28

Figura 19 Dispositivo de esmagamento cónico

30

Figura 20 Dispositivos de penetração

31

32

33

34

Figura 24 Diagrama ilustrativo da cadeia de medição

35

35

Figura 26 Resposta em frequência do ensaio de calibração da cadeia de medida

36

Figura 27 Máquina de Choque para o Transceiver Unit

37

38

38

38

38

39

39

40

40

41

41

42

43

43

45

46

46

46

47

47

48

48

48

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 1. Nomenclatura ̈ - 2º Derivada

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

1. Nomenclatura

̈- 2º Derivada do deslocamento (aceleração)

̇-1º Derivada do deslocamento (velocidade)

Deslocamento

-

- Aceleração

t- tempo

- Velocidade

Ω- Frequência de excitação (2πf)

- Frequência natural (2πf n )

f n - frequência natural

f- frequência

m-massa

k- coeficiente de rigidez

- Deslocamento máximo

g- aceleração da gravidade

H- altura

x m

̈ - Aceleração máxima

̇ -velocidade inicial

E

Módulo de elasticidade

L

altura útil Absorsor

D

diâmetro

F

Força

σ ced - Tensão cedência

A Área

tan tangente

sen seno

cos- coseno

T período

Ɵ – Angulo cone

α- Coeficiente de restituição

δ máx - deformação máxima

Velocidade inicial

Ø

diâmetro

U

energia de deformação

Ep Energia Potencial

Ec energia cinética

σ adm - tensão admissível

σ máx - tensão máxima

N

t - Numero Espiras

N

e - numero espiras inactivas

L 0 - Comprimento Livre

L s - comprimento comprimido

p-passo

G- Módulo d distorção

P

Peso

D

m - Diâmetro médio

K eq - Constante rigidez equivalente

τ- tensão de corte

σ n -tensão normal

M f -Momento Flector

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 2. Lista de Definições Aceleração –

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

2. Lista de Definições

Aceleração é a taxa de variação da velocidade, ou seja, derivada em função do tempo.

Acelerómetro é um dispositivo para medir a aceleração.

Impacto entende-se como sendo a colisão de uma massa em movimento com uma segunda, que pode se encontrar em movimento ou em repouso.

Frequência grandeza que indica o número de ciclos num determinado intervalo de tempo.

A unidade de grandeza é denominado por hertz (Hz).

g unidade de aceleração, definida como sendo 9,80665 m/s 2 .

Impulso É a grandeza física que mede a variação da quantidade de movimento de um

objecto. É causado pela acção de uma força actuando durante um intervalo de tempo .

A unidade SI para impulso é N.s.

Choque mecânico é a colisão entre dois corpos. Pode ocorrer estando apenas um ou vários

corpos em movimento e podem classificar-se por: Choque perfeitamente elástico; Choque parcialmente elástico; Choque inelástico. Onda choque quadrática - aumento da aceleração do instantaneamente para um determinado valor, mantém-se constante durante um intervalo de tempo, em seguida, cai para zero, de forma instantânea. Frequência Natural é a frequência de vibração livre de um sistema. Máquina de choque Uma máquina de choque é um dispositivo para sujeitar um sistema ao choque mecânico controlado e reproduzível.

Impulso de choque Um impulso de choque é uma perturbação substancial caracterizado por um aumento da aceleração de um valor constante e decaimento de aceleração para o valor constante num período de tempo curto. Os impulsos de choque são normalmente apresentados graficamente como curvas de aceleração em função do tempo. Velocidade - A velocidade de um corpo é dada pela relação entre o deslocamento de um corpo em determinado tempo. A sua unidade SI é m/s. Onda -movimento causado por uma perturbação que se propaga através de um meio. Onda choque dente de serra subida gradual da aceleração até um determinado valor e em seguida queda instantânea para zero. Este tipo de onda é chamado dente de serra devido a parecer-se com os dentes de uma serra.

Onda de choque Sinusoidal-Onda com a forma de meio seno. O valor da aceleração tem um comportamento sinusoidal durante um determinado intervalo de tempo.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 RTCA DO/160E – norma da “Radio

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

RTCA DO/160E – norma da “Radio Technical Commission for Aeronautics” SLAR - Side-looking airborne Radar.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 3. Introdução O envolvimento no projecto

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

3. Introdução

O envolvimento no projecto da máquina de choque começou com a participação num projecto

de qualificação de uma Antenna Slar, com o objectivo de instalar o equipamento num avião C- 295 pertencente à Força Aérea Portuguesa (FAP). Este projecto foi desenvolvido numa parceria entre a Força Aérea Portuguesa, a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTS) e a empresa

Meditor. Para a qualificação da Antenna SLAR é necessário satisfazer alguns dos requisitos exigidos pela “Radio Technical Commission for Aeronautics” na sua norma RTCA DO/160 E (10).

A norma RTCA DO/160E estabelece um conjunto de procedimentos de testes padronizados,

aplicáveis a equipamento aeronáutico. Estes procedimentos têm como objectivo determinar

as implicações tanto a nível estrutural e/ou funcional causadas aos equipamentos e materiais constituintes da aeronave, tanto em condições normais de voo ou em situações de emergência, tal como manobras apertadas ou aterragens de emergência. Este tipo de testes é efectuado quando se pretende adicionar/verificar um equipamento a instalar em aeronaves, servindo como um teste de aceitação, visto serem testes bastante rigorosos e exigentes. Os equipamentos podem estar sujeitos a testes, tais como, vibração, Humidade, “Choques operacionais e colisão de segurança” (operational shocks and crash Safety),variação de temperatura.

A secção 7 da norma RTCA DO/160E refere dois procedimentos de teste, os testes de impacto

(Crash Safety Impulse Test) e os testes de sustentação (Crash Safety Sustained Test). O teste de

impacto verifica se os equipamentos não se separam dos seus pontos de fixação, e se não representam uma ameaça em caso de uma manobra de emergência. Estes testes aplicam-se a equipamentos instalados em qualquer parte da aeronave, e podem ser desde depósitos de combustível, equipamento de evacuação/emergência. Neste teste o equipamento é sujeito a uma aceleração (em G’s) constante durante um período de tempo (ms) e sujeito a uma desaceleração instantânea, como demostra a figura 1. O equipamento sofre um choque controlado, em que a onda originada é do tipo dente de serra (sawtooth).

controlado, em que a onda originada é do tipo dente de serra (sawtooth). Figura 1 Limites

Figura 1 Limites de onda dente de serra

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 A tabela 1 seguinte mostra os

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

A tabela 1 seguinte mostra os valores da onda dente de serra (aceleração e período tempo) exigidos pela norma para os diferentes tipos de aeronaves.

Tabela 1

Requisitos da norma RTCA DO/160E para o testes de choque

1 Requisitos da norma RTCA DO/160E para o testes de choque Os testes de choque podem

Os testes de choque podem ser obtidos através de dois métodos, por impacto ou por impulso. Existem ainda outros tipos de onda, nomeadamente, onda de tipo sinusoidal, onda quadrática, onda trapezoidal. Para gerar estas formas onda desenvolveram-se as máquinas de choque (ponto 5.1.1). Existem máquinas de choque de impacto e de impulso, conforme o método pretendido para originar a onda. O teste de qualificação do Transceiver Unit (equipamento pertencente a antena Slar, figura 2) foi realizado numa máquina de choque por impacto demonstrada na figura 3.

numa máquina de choque por impacto demonstrada na figura 3. Figura 2 Tranceiver Unit sujeito a
numa máquina de choque por impacto demonstrada na figura 3. Figura 2 Tranceiver Unit sujeito a

Figura 2 Tranceiver Unit sujeito a teste

Figura 3 Máquina de choque do Tranceiver unit

A máquina de testes da desenvolvida para os ensaios da antenna Slar, era constituída por um pendulo e por uma base suspensa por quatro cabos. A forma de onda pretendida (dente de serra) era originada por um programador (cone de chumbo, fig. 4 ) que era colocado entre a base e o pendulo.

chumbo, fig. 4 ) que era colocado entre a base e o pendulo. 15 Figura 4

15

Figura 4 Absorsores de choque utilizados nos ensaios de choque do transceiver unit

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 O pêndulo é elevado até ao

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

O pêndulo é elevado até ao ângulo desejado e solto através de um sistema de disparo, ao embater no cone de chumbo, vai-se originar um choque que é transmitido ao equipamento que está preso na base. No seguimento do projecto da antenna SLAR, numa parceria entre a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal e a empresa Meditor surge a necessidade de desenvolver um protótipo de máquina de ensaios de choque de acordo com a norma RTCA DO/160E, tendo em conta o conhecimento já adquirido no projecto.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 4. Fluxograma do Projeto Projecto Antena

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

4. Fluxograma do Projeto

Projecto Antena SLAR

2012/2013 4. Fluxograma do Projeto Projecto Antena SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição

Pesquisa

4. Fluxograma do Projeto Projecto Antena SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição Material

Projecto Protótipo Máquina de choque

Antena SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição Material Maquinação e Fabrico Montagem

Aquisição Material

SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição Material Maquinação e Fabrico Montagem Conclusão 17

Maquinação e Fabrico

SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição Material Maquinação e Fabrico Montagem Conclusão 17

Montagem

SLAR Pesquisa Projecto Protótipo Máquina de choque Aquisição Material Maquinação e Fabrico Montagem Conclusão 17

Conclusão

5. Pesquisa Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Para a concretização das

5.

Pesquisa

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Para a concretização das melhores soluções de projeto efectuou-se uma pesquisa exaustiva, tanto experimental como teórica. Para tal foram contactadas e abordadas diversas pessoas com conhecimentos e experiência na área de projeto e fabrico, consultados vários artigos e documentos relativos a ensaios ambientais.

Na pesquisa teórica englobam-se vários aspectos relativos às máquinas de choque que se consideram relevantes, nomeadamente tipos de máquinas, tipos de onda e diferentes formas de controlo do choque.

Enquanto que na pesquisa experimental, teve-se por base um modelo simplificado de uma máquina de choque, com a função de parametrizar o choque ao longo do tempo e amplitude. Ainda nesta fase pôde-se participar na concepção de uma máquina de choque para os testes do Transceiver Unit da Antena SLAR.

5.1. Pesquisa Teórica

5.1.1. Tipos de máquinas

Uma máquina de choque, qualquer que seja o método utilizado, é essencialmente um dispositivo que permite alterar durante um curto período de tempo a velocidade do componente em teste, de acordo com Lalanne (2009, p.191).

São identificadas duas categorias:

Máquinas de Impulso Sistemas de teste que aumentam a velocidade do componente durante o choque. A velocidade inicial, geralmente, é igual a zero.

Máquinas de Impacto São máquinas que fazem diminuir a velocidade do componenteem teste ao longo do choque e/ou mudança de direcção deste.

componenteem teste ao longo do choque e/ou mudança de direcção deste. Figura 5 Máquina Impacto vs

Figura 5 Máquina Impacto vs Máquina Impulso

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 As primeiras máquinas específicas para ensaios

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

As primeiras máquinas específicas para ensaios ao choque foram desenvolvidas na época da Segunda Guerra Mundial e pertenciam a duas categorias:

Máquinas Pendulares

Este tipo de máquina é constituída por um pêndulo, e na extremidade deste encontra-se um martelo, que após percorrer o movimento circular atinge a mesa de choque. Nesta é onde se encontra acoplado o elemento a teste. A primeira máquina a ser utilizada foi no ano de 1939 em Inglaterra, com o objectivo de testar equipamentos eletrónicos utilizados nos navios de guerra. Estes equipamentos eram testados, para garantir que suportavam as adversidades sentidas no campo de batalha, como por exemplo explosões originadas por torpedos, minas submarinas, entre outras. Actualmente ainda se utilizam este género de máquinas.

Máquinas Queda Livre sobre areia

Estas são máquinas compostas por uma mesa, que desliza em duas guias laterais na vertical, com a função de assegurar que a mesa possui um movimento vertical e que embate na caixa de areia. Para controlar os diferentes tipos de espetro são utilizadas cunhas de madeira agrupadas em série, que se encontravam na parte inferior da mesa, tal como alterando a granularidade da areia, que se a caixa continha.

alterando a granularidade da areia, que se a caixa continha. Figura 6 Máquina de queda livre

Figura 6 Máquina de queda livre na areia

Neste campo da engenharia já existe muito conhecimento/informação, enquanto que as máquinas anteriores são rudimentares, a tecnologia mais utilizada actualmente classifica-se da seguinte forma:

Máquinas de choque de formas de ondas simples

Máquinas de choque de formas de ondas complexas

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.1.1.1 Máquina de Choque de formas

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.1.1.1 Máquina de Choque de formas de ondas Simples Devido à dificuldade de obtenção de sinais de choque com o grau de complexidade, como os que são encontrados no campo de choque, é frequente simulá-los como sendo choques que matematicamente são obtidos de forma simples. O que tornam os cálculos da resposta ao choque serem facilmente realizados e verificados.

Máquinas de Choque de Queda livre

São sistemas derivados das máquinas de queda livre na areia construídas na época da Segunda Guerra Mundial. Os equipamentos a testar neste tipo de máquinas podem variar a massa de poucas gramas até cerca de 1500 Kg, conforme a capacidade de cada máquina, já o mesmo se pode dizer da aceleração máxima, pois pode variar de poucos g a 70000 g. Neste tipo de máquina o impacto é controlado através de absorsores de choque colocados entre as superfícies de impacto (discos de elastómeros, cones de chumbo, sistemas pneumáticos reguláveis, etc). Caso seja necessário aumentar a velocidade de impacto, que é limitada pela altura da queda da mesa, ou seja, a altura das guias verticais e pela massa da mesa de choque e a peça em teste, a queda pode ser acelerada através da utilização de elásticos.

pode ser acelerada através da utilização de elásticos. Figura 7 Máquina de choque de queda livre

Figura 7 Máquina de choque de queda livre

Máquinas pneumáticas

As máquinas pneumáticas utilizadas para ensaios de choque são dispositivos que transformam a energia do fluido sob pressão em energia cinética, fazendo o pistão que até então retido, libertar-se de repente. As máquinas pneumáticas são geralmente constituídas por um cilindro, separado em duas partes por um prato furado, que é atravessado pela haste, a entrada do fluido é controlada por electroválvulas, e o corpo da máquina é feito em aço maciço, para fazer reacção em lado contrário ao movimento do pistão. A maquina pode ser um modelo

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 simplificado como representa a figura 8,

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

simplificado como representa a figura 8, em que na extremidade da haste do êmbolo, encontra-se acoplada a mesa de choque, onde está o equipamento a testar. A mesa após o movimento iniciar, através do disparo do pistão, embate no absorsor, que se encontra na parte superior da estrutura do cilindro. Os absorsores são os elementos que influenciam o tipo de onda, conjuntamente com a energia fornecida ao sistema. Um outro tipo de máquina, mas com a função principal de testar equipamentos à vibração, pode também ser utilizada para obter choques mecânicos. A diferença reside que, a forma da onda, amplitude e duração são controlados através da entrada e saída do ar do cilindro e já não necessita de absorsores para fazê-lo.

Vantagens na sua utilização:

Relativa facilidade na obtenção de forças e deslocamentos grandes;

Tamanho reduzido da máquina comparativamento com as forças que se conseguem atingir;

Máquinas capazes de trabalhar a temperaturas altas e baixas;

Vasta gama de frequências de funcionamento.

e baixas;  Vasta gama de frequências de funcionamento. Figura 8 Máquina de choque pneumáticas com
e baixas;  Vasta gama de frequências de funcionamento. Figura 8 Máquina de choque pneumáticas com

Figura 8 Máquina de choque pneumáticas com absorsor de choque

Figura 9 Esquema de Máquina de choque pneumática com controlo a ar

Máquinas de Choque Eletrodinâmicas

São máquinas em que o choque é gerado electrodinâmicamente e controlado através da forma de um sinal temporal, com a sua amplitude e duração, ou por um espetro de resposta ao choque (SRS). Esta é uma técnica que foi desenvolvida em meados dos anos 1950, e existem vários modelos deste tipo de máquinas, destinadas a ensaiar através de métodos eletrodinâmicos. Em geral, a máquina exerce na mesa de choque a força, através da interação entre o fluxo de corrente e o campo magnético de corrente contínua produzido na bobine, como é representado no diagrama da figura 10. Muitas vezes também são utilizados electro-

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 imans de corrente contínua, como haste

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

imans de corrente contínua, como haste dos atuadores, estes movem-se perpendicularmente ao campo magnético da bobina, mas o princípio de funcionamento é semelhante ao mencionado anteriormente. Estes sistemas de testes podem ser utilizados tanto em ensaios de vibração, como em ensaios de choque e são constituídos por um atuador eletrodinâmico, equipamentos de alimentação elétrica, equipamento de controle elétrico e de monitorização da vibração/choque.

Características deste tipo de máquinas:

Capacidade de fazer testes numa grande gama de frequências, que vai desde os 0 hz até acima dos 30.000Hz;

O deslocamento e a frequência são facilmente controlados, através do ajuste da fonte de alimentação e de

tensão;

Figura 10 Esquema de máquina de choque electrodinâmica
Figura 10 Esquema de máquina de choque
electrodinâmica

O movimento sinosoidal da mesa pode ser obtido para toda a gama de frequências que a máquina possibilita, quando bem estruturada e desenhada;

Podem ser gerados neste tipo de máquina vários tipos de vibração conforme a tensão de entrada fornecida ao sistema, nomeadamente vibração aleatória, vibração sinusoidal ou a conjugação de ambas;

Comportamente linear ao longo dos ensaios;

Economicamente viável, existem sistemas muito mais despendiosos e com dificuldade de interface e de utilização.

5.1.1.2. Máquina de Choque de formas de onda complexas

Devido à infinita variedade de movimentos possíveis nos diferentes ambientes de choque, segundo Piersol (2010, cap.27), não é prático nem desejável construir uma máquina de choque para reproduzir um choque específico, que possa ser encontrado num determinado ambiente.

Máquinas de choque de alto impacto

As máquinas de choque de alto impato são projetadas para simular choques de natureza e intensidade, que os componentes em teste podem sofrer no ambiente para que são projetados, durante a sua vida útil. Este tipo de máquinas podem ser divididas em três categorias em relação massa, e temos:

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Máquinas para componentes leves Utilizadas para

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Máquinas para componentes leves

Utilizadas para testar equipamentos que pesem até 159Kg. O aparelho consiste numa estrutura soldada de perfis em aço e dois martelos, em que um desliza na vertical e o outro se encontra acoplado a um pêndulo (fig. 11). Durante o ensaio, o equipamento a ensaiar está fixo à mesa de choque, e esta é atingida pelo martelo, quer na vertical, quer horizontal. A combinação dos dois movimentos permite ensaiar o componente nas três direcções ortogonais mais importantes.

nas três direcções ortogonais mais importantes. Figura 11 Máquina de choque de alto impato para

Figura 11 Máquina de choque de alto impato para equipamentos leves

Maquinas para componentes médios

Aparelhos utilizados para testar equipamentos cuja massa, juntamente com as estruturas de apoio destes, é inferior a 3357 Kg (fig. 12). Estas máquinas são constituídas por um martelo que pesa aproximadamente 1360 Kg que movimenta-se através de um pêndulo, com um ângulo superior a 180 o , que posteriormente atinge um batente na parte inferior da mesa de choque. A mesa de choque após ser atingida, move-se verticalmente, no sentido ascendente, mas este movimento é limitado, em que na parte suprior é aproximadamente 8 cm e 4cm na parte inferior.

suprior é aproximadamente 8 cm e 4cm na parte inferior. Figura 12 Máquina de choque de

Figura 12 Máquina de choque de alto impato para equipamentes médios

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Máquinas para componentes pesados Estas máquinas

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Máquinas para componentes pesados

Estas máquinas tem como exemplo a plataforma flutuante de choque (floating shock platform (FSP)) e a grande plataforma flutuante de choque (large floating shock platform (LFSP)). Estas são plataformas rectangulares equipadas com coberturas semicilíndricas, em que os componentes são instalados, como posteriormente serão colocados a bordo dos navios. Os impulsos serão gerados pela detonação de explosivos submersos a diferentes distâncias das plataformas flutuantes.

a diferentes distâncias das plataformas flutuantes. Figura 13 Máquina de choque de alto impato para

Figura 13 Máquina de choque de alto impato para equipamentos pesados

5.1.2. Formas de onda

Segundo Lalanne (2009, p. 167) os ensaios de choque não são uniformes, dependendo do tipo

de ensaio, do equipamento a testar, das normas impostas ou regulamentadas, podendo ser

utilizado vários tipos de ondas diferentes, tais como, dente de serra, meio seno, onda

quadrática.

5.1.2.1. Onda de dente de serra

A onda dente de serra (sawtooth) corresponde a uma onda de forma triangular (fig. 14), em

forma de dente de serra. Esta onda corresponde ao aumento linear da aceleração durante um

certo período de tempo, seguindo de uma diminuição instantânea da velocidade até zero.

de uma diminuição instantânea da velocidade até zero. Figura 14 Representação onda dente de serra Este

Figura 14 Representação onda dente de serra

Este tipo de onda pode ser obtido através da equação,

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 { ̈ ̈ ̈ (1) que

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

{

̈

̈

̈

(1)
(1)

que descreve a aceleração ao longo do tempo. Ao integrar a eq. 1, obtem-se a equação de velocidade.

Com v 0 = 0 e

̇

̇

̇

tem-se.

̇

̇

̇

̇

̈

̈

̈

̈

(2)
(2)

O deslocamento é igualmente demonstrado, desta vez integrando a velocidade, assim sendo, tem-se que:

com x 0 =0,

̇

̈

̇

̈

(3)
(3)

Obtém-se assim a equação de deslocamento causado por um ensaio de impulso, no ensaio de dente de serra. Os gráficos a baixo representam respetivamente a aceleração, a velocidade e deslocamento.

respetivamente a aceleração, a velocidade e deslocamento. Figura 15 Representação dos gráficos de a) aceleração,

Figura 15 Representação dos gráficos de a) aceleração, b)velocidade, c) deslocamento da onda dente de serra.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 A forma de onda dente de

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

A forma de onda dente de serra pode ser originada por um impulso e também por um

impacto. Tal como no impulso, no impacto podem ser determinados os gráficos da velocidade

e deslocamento da onda dente de serra, integrando

Tabela 2:

Gráficos de aceleração, velocidade e deslocamento de uma onda dente de serra originada por impacto.

̈

.

Aceleração

 

Velocidade

 

Deslocamento

Aceleração   Velocidade   Deslocamento     ̈   ̈ ̈ (4) ̇ (5)
Aceleração   Velocidade   Deslocamento     ̈   ̈ ̈ (4) ̇ (5)
Aceleração   Velocidade   Deslocamento     ̈   ̈ ̈ (4) ̇ (5)
   

̈

 

̈

̈

(4)
(4)

̇

(5)
(5)
 

̈

(

) (6)
)
(6)
   

5.1.2.2. Onda meio seno

A onda meio seno (half-sine) é uma onda com a forma de meio seno. A onda corresponde a

um comportamento sinusoidal da variação da aceleração durante um período de tempo. A função que descreve esta onda é,

̈

̈

(7)
(7)

o gráfico correspondente é representado na figura 16.

(7) o gráfico correspondente é representado na figura 16. Figura 16 Representação onda meio seno As

Figura 16 Representação onda meio seno

As equações de velocidade e de deslocamento da onda meio seno, do ensaio de impulso e de impacto são apresentadas na tabela 1 do Anexo A, bem como as respectivas gráficos.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.1.2.3. Onda quadrática A onda quadrática

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.1.2.3. Onda quadrática

A onda quadrática (square wave) corresponde a uma onda com a forma quadrada/rectangular.

Este tipo de onda é originado pelo aumento instantâneo da velocidade, seguido de um período

de tempo com aceleração constante, terminado com a diminuição instantânea da velocidade.

terminado com a diminuição instantânea da velocidade . Figura 17 Representação onda quadrática A onda

Figura 17 Representação onda quadrática

A onda quadrática pode ser representada pela seguinte expressão.

{

̈

̈

̈

(8)
(8)

As expressões matemáticas que descrevem a velocidade e o deslocamento, de uma onda

quadrática, tanto no ensaio de impacto como no ensaio de impulso, estão representadas na

tabela 2 do Anexo A, devidamente acompanhadas pelo respectivo gráfico.

5.1.3. Absorsores de choque programáveis

Para controlar o choque em máquinas que não possuem sistema de controlo incorporado são

utilizados dispositivos denominados por absorsores de choque programáveis. Estes

dispositivos permitem controlar a forma de onda (trapezoidal, dente de serra ou meio seno), a

amplitude do choque e ainda a sua duração. Os dispositivos abordados neste documento,

segundo Lannane são os mais comuns para o controlo das diversas formas de ondas simples.

5.1.3.1 Onda meio-seno

Para o controlo desta forma de onda são utilizados absorsores de choque programáveis, que

têm na sua constituição polímeros com elevada elasticidade, em que estes encontram-se entre

as superfícies de choque, ou seja, entre a mesa de choque e o martelo, no caso das máquinas

de alto impacto.

Duração do choque

Segundo Lannane (3), a duração do choque é calculada através da suposição, de que a mesa de

choque e o absorsor formam um sistema massa-mola com um grau de liberdade, e esta

equação de movimento pode ser escrita da seguinte forma:

̈

(9)
(9)
e Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 √ (10) Substituindo a eq.

e

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

(10)
(10)

Substituindo a eq. 10 na eq. 9, temos que

̈

(11)
(11)

Como solução à eq.10 temos a equação sinosoidal,

 
(12)
(12)

Mas a eq. 12 somente é valida durante a compressão e a relaxação do dispositivo elástico, ou seja, enquanto a mesa e o dispositivo elástico estão em contacto, portanto o é obtido

através

(13)
(13)

Deformação máxima do dispositivo

Para a determinação do quanto o absorsor se vai deformar, é necessário calcular a quantidade de energia cinética e igualá-la à energia de deformação do dispositivo de choque, e daí temos

que:

 

̇

(14)
(14)

e

 

̇

(15)
(15)

Simplificando,

 

̇

(16)
(16)

Amplitude de choque

Através da eq. 9, tem-se que:

 

̈

̈

(17)
(17)

Conforme eq. 16,

 

̈

̇ √

(18)
(18)

Portanto tem-se que as características para absorsores com a forma cilíndrica é dada da seguinte maneira:

L D Figura 18 Dispositivo de esmagamento cilíndrico
L
D
Figura 18 Dispositivo de esmagamento cilíndrico
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 (Altura) (19) (Diâmetro) √ (20) Uma

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

(Altura)

(19)
(19)

(Diâmetro)

(20)
(20)

Uma particularidade a ter em conta é que dos materiais disponíveis com os seu valores de k, deve haver uma relação entre a A e L, de modo a que durante a deformação do programador, este não desestabilize.

5.1.3.2. Onda de dente de serra

Esta forma de onda é obtida por absorsores constituídos por materiais com propriedades não elásticas. Quando se fala de dispositivos de choque com materiais que se deformam definitivamente, a inclinação constante da curva da aceleração deve-se à forma cónica que o dispositivo de choque possui, em que a secção transversal aumenta linearmente em função da distância, com referência o ponto onde ocorre o impacto. A brusca diminuição da aceleração para zero deve-se à dissipação da energia cinética através da deformação do absorsor com propriedade não elásticas. É também essencial que a massa da máquina/mesa de choque seja grande e tenham uma estrutura rígida, para que os ensaios cumpram as especificações definidas. Os absorsores de choque podem ser dispositivos de esmagamento, que possuem a forma de cónica, e estes constituídos por chumbo ou então por cera de abelha e dispositivos de penetração, em que um punção de aço embate num bloco de chumbo e este penetra-o até que atinga o valor máximo de deformação.

Dispositivos de Esmagamento

Um método para obter-se ondas na forma dente de serra é utilizando dispositivos de materiais não elásticos com formas cónicas,e tem como particularidade conseguir-se calcular a carga necessária para a deformação de uma maneira relativamente simples, mas em contapartida é difícil determinar a forma exata que o absorsor de choque deve possuir e de como este se comporta ao longo do choque, ou seja, como ocorre dinamicamente o esmagamento do elemento de choque. Por essa razão, é necessário levar a cabo vários ensaios preliminares para verificar se o absorsor encontra-se bem calculado, o que torna este método relativamente dispendioso.

Das equações de movimento anteriormente mencionadas para a onda dente de serra, tem-se que a deformação que o dispositivo sofrerá é dada por:

(

̈

)

(21)
(21)
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Sabendo que | | { ̈

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Sabendo que |

|

{

̈

̈

̇

̈

(22) tem-se:

Devido à dificuldade de compreensão da lei da que,

, considerando que

Altura do cone

̈

(23)
(23)

tem-se

(24)
(24)
que, , considerando que Altura do cone ̈ (23) tem-se (24) Figura 19 Dispositivo de esmagamento

Figura 19 Dispositivo de esmagamento cónico

Para calcular a altura do cone é necessário ter em conta que deformação máxima que este

sofrerá, só posteriormente calcula-se a altura que o cone deve possuir antes do choque, e isto

é conseguido através da eq. 3,

E daí,

̈

(25) (26)
(25)
(26)

Área máxima de contato (

Esta é considerada sendo a área de deformação máxima que o dispositivo sofre e é

caracterizada pela seguinte maneira,

)

Dispositivos de penetração

̈

(27)
(27)

Outro método para a obtenção de impulsos de choque com a forma de dente de serra, é fazer

com que um punção de aço com a forma cónica, embata num bloco maciço de material

deformável, como por exemplo chumbo, de maneira que haja penetração do bloco maciço por

parte do punção. Em que a duração e a amplitude do choque estão em função da velocidade

de impacto e o ângulo que o punção possui em relação ao ponto mais extremo do cone.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 θ Figura 20 Dispositivos de penetração

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

θ
θ

Figura 20 Dispositivos de penetração

Área da secção transversal

A área da secção ao longo da penetração, com referência à superfície de impacto é dado pela seguinte equação:

(28)
(28)

Igualando as forças que o chumbo realiza para contrariar a penetração do punção e a Inércia temos que:

̈

(29)
(29)

Após a energia cinética ser dissipada devido à deformação plástica do chumbo, tem-se que:

̇

̈

̈

̇

̈

̈

̇

Como equações auxiliares tem-se:

(30) (31) (32) (33)
(30)
(31)
(32)
(33)

5.1.3.3. Onda quadrática Esta forma de onda é obtida por absorsores programáveis cilíndricos, de forma a que a força seja constante ao longo do esmagamento, para tal convém que sejam constituídos por chumbo ou cera de abelha, outra maneira de obter esta forma de impulso é utilizar absorsores universais.

Área transversal de impacto

A área é dada por:

Simplificando,

̈

(34)
(34)
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 ̈   (35) Altura mínima do

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

̈

 
(35)
(35)

Altura mínima do absorsor

 

A

altura que o absorsor deve possuir é dada apartir do esgamento máximo em que:

 
 

̈

 
(36)
(36)

E

daí tem-se que:

 
L
L
D
D
(37)
(37)

5.1.3.4. Absorsores Universais

Este tipo de absorsor tem como vantagem ser capaz de produzir impulsos de choque na forma sinusoidal, Saw- tooth e trapezoidal, após o correcto ajuste.

O dispositivo consiste num cilindro, que se encontra localizado debaixo da mesa de choque, com a característica de que a saída do gaz sob-pressão é controlada conforme a amplitude e duração do choque que se pretende, tal como se mostra na Figura 21.

do choque que se pretende, tal como se mostra na Figura 21. Figura 21 Esquema da

Figura 21 Esquema da constituição de um Absorsor Universal

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.2. Pesquisa Experimental 5.2.1. Modelo Simplicado

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.2. Pesquisa Experimental

5.2.1. Modelo Simplicado de máquina de choque

O modelo simplificado da máquina de choque (Fig. 22) é composto por um pêndulo ( máquina de ensaios de Charpy), por uma barra de aço suspensa por dois tirantes, pelo absorsor de choque e pela cadeia de medição.

pelo absorsor de choque e pela cadeia de medição. Figura 22 Modelo simplificado de máquina de

Figura 22 Modelo simplificado de máquina de choque

Os testes realizados basearam-se em métodos empíricos e de tentativa e erro, tendo como princípio de funcionamento a largada do pêndulo da máquina de charpy em direção ao absorsor. O absorsor e o acelerómetro pertencente a cadeia de medição estao fixos à barra de aço. O sinal obtido pelo ensaio é analisado no Software Labview, onde se pode verificar a forma de onda obtida, bem como intensidade e tempo de duração da onda de choque.

Ao longo dos ensaios foram efectuadas as seguintes alterações:

1. Alteração da forma dos dispositivos de esmagamento (absorsor), dimensões e material constituinte.

Forma:

Cilíndrica;

Cónica;

Pirâmidal;

Trapezoidal.

Material:

Alumínio;

Roof-mate;

Bostik;

Chumbo;

Dimensão:

25 mm

35 mm

40 mm

45 mm

30 mm

Estanho;

Cera de abelha;

Cera de vela;

Cortensite.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 2. Alteração da quantidade de energia

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

2. Alteração da quantidade de energia de impacto, tanto no ângulo de largada do pêndulo como na massa do pêndulo;

Ângulo:

30

45

60

90

130

150

o

o

o

o

o

o

Massa pêndulo:

Com maço (2 Kg)

Sem maço (0,25 Kg)

3. Alteração da massa da barra de aço. Massa da barra de aço:

Sem massas adicionais (2 Kg);

Com massas adicionais:

6,12 Kg;

7,65 Kg;

9,17 Kg;

6,12 + 7,65 Kg.

6,12 + 9,17 Kg

6,12 + 7,65 + 9,17 Kg

As variáveis foram sendo conjugadas e analisadas de forma a parameterizar o espetro de choque, de modo a obter as caraterísticas desejadas da onda de choque (duração, amplitude e forma).

desejadas da onda de choque (duração, amplitude e forma). Figura 23 Modelo simplificado de máquina de
desejadas da onda de choque (duração, amplitude e forma). Figura 23 Modelo simplificado de máquina de
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Cadeia de Medida A cadeia de

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Cadeia de Medida A cadeia de medida utilizada para a medição do choque está representada na Figura 24. Esta é formada pelos seguintes componentes:

Acelerómetro Bruel & Kjaer, Tipo 4384, Nº 2068180;

Condicionador de sinal Bruel & Kjaer, Tipo 2635, Nº 01585500;

Placa de aquisição de dados National Instruments, Modelo NI DAQCard-6062E;

Computador portátil;

Programa desenvolvido em LabVIEW, para apresentação do espetro.

desenvolvido em LabVIEW , para apresentação do espetro. Figura 24 Diagrama ilustrativo da cadeia de medição

Figura 24 Diagrama ilustrativo da cadeia de medição

Fonte: Transceiver Unit Crash Safety Impulse Test

Devido à barra utilizada não ser magnética, foi colada uma chapa com uma rosca à barra de aço, para que fosse possível acoplar o acelerómetro, de modo a registar o sinal.

acoplar o acelerómetro, de modo a registar o sinal. Figura 25 Adaptador de acelerómetro Calibração da

Figura 25 Adaptador de acelerómetro

Calibração da cadeia de medida De modo a não haver equívocos, foi necessário uma calibração da cadeia de medida de acordo com o exigido da norma RTCA DO-160E, para tal foi utilizado um calibrador da marca ENDEVCO modelo 28959F.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Figura 26 Resposta em frequência do

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Figura 26 Resposta em frequência do ensaio

Figura 26 Resposta em frequência do ensaio de calibração da cadeia de medida

Fonte: Transceiver Unit Crash Safety Impulse Test

Com os ensaios efetuados no modelo simplificado da máquina de choque foi possível retirar as seguintes conclusões:

Os resultados foram influenciados negativamente devido ao modelo não ser um modelo à escala, ou seja, a relação entre as massas do pêndulo e da barra de aço são muito próximas, e não são proporcionais relativamente às máquinas reais;

Outro aspecto prende-se com o facto de os absorsores não possuirem uma geometria perfeita, devido à dificuldade em conceber estes. As dimensões dos absorsores embora aproximadas não são exactas, havendo por isso diferença de absorsor para absorsor;

O facto do pêndulo e a barra de aço (ou melhor, o absorsor) não estarem perfeitamente alinhados em alguns casos, causava movimentos indesejados na barra,

que causava interferências no sinal e a deformação do material utilizado como absorsor não era a uniforme;

o

O

material que mais se aproximou dos resultados desejados foi o roof-mate, tendo-se

obtido um espetro com um aumento de intensidade dentro dos limites, que a norma RTCA DO/160E exige. Contudo a perda instântanea que a norma exige, com material em questão não foi possível de alcançar. Isto deveu-se ao facto de que o comportamento no esmagamento do dispositivo não ser o desejado. Para a obtenção desta forma de onda é usual utilizar absorsores constituídos por chumbo ou cera de abelha, mas no nosso caso não foi possível, pois o sinal obtido não era o desejado;

O

método utilizado para adicionar massa à barra de aço (sacos de chumbo) permitiu

reduzir o período de tempo da desacelaração;

Os ensaios efetuados com variáveis semelhantes, demonstraram repetibilidade ao

longo dos vários ensaios e que com este método de funcionamento seria possível de

se reproduzir a forma de onda desejada várias vezes.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.2.2. Máquina de Choque para o

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.2.2. Máquina de Choque para o Transceiver Unit

A máquina para os ensaios ao choque do Transceiver Unit consistiu numa máquina com o

mecanismo semelhante ao modelo simplificado utilizado nos testes anteriores.

ao modelo simplificado utilizado nos testes anteriores. Figura 27 Máquina de Choque para o Transceiver Unit

Figura 27 Máquina de Choque para o Transceiver Unit

A máquina é constituída pelos seguintes componentes:

Estrutura metálica É o elemento de ligação e de suporte de todos os elementos constituintes da máquina, em que o material constituinte é aço.

Pêndulo Componente mássico que colide com a cruzeta (mesa de choque), após ter efetuado um movimento pendular, com ângulo máximo de 90 o , este elemento está ligado à estrutura metálica através de um pino.

Mesa de choque A mesa de choque tem a forma de uma cruzeta, é um componente bastante mássico devido ao seu interior estar preenchido por areia. Esta é suspensa por quatro varões roscados e tem como principal função o acoplamento dos equipamentos para teste, pois é esta que sofre o impacto por parte do pêndulo.

Varões roscados São os elementos que suportam a mesa de choque e ligam-na à estrutura metálica.

Sistema de elevação do pêndulo É o sistema composto por um desmultiplicador, que auxilia na elevação do pêndulo. Este sistema permite fixar o pêndulo no ângulo desejado através de um mordente, pois este funciona como bloqueio. Para soltar o pêndulo basta puxar o cordão.

Adaptador da mesa Este componente permite testar os equipamentos segundo os três eixos ortogonais. Encontra-se acoplado à mesa de choque.

Cadeia de medida Este sistema é o mesmo que foi utilizado para os ensaios com o modelo simplificado da máquina de choque. O acelerómetro encontra-se colocado o mais próximo possível do equipamento.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.2.3. Melhorias da Máquina de Choque

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.2.3. Melhorias da Máquina de Choque para o Transceiver Unit

Cabos de Aço

da Máquina de Choque para o Transceiver Unit Cabos de Aço Figura 29 Varões roscados da

Figura 29 Varões roscados da máquina de choque

Figura 28 Cabos de aço
Figura 28 Cabos de aço

Esta sugestão advém de que os cabos somente sofrem esforços axiais e as interferências entre estrutura e a mesa de choque são inferiores às sentidas com os varões roscados.

Vantagens:

Permitem fácil montagem;

Menor custo;

Maior Flexibilidade;

Resistência à corrosão;

Pequena variação dimensional devido a variações de temperatura;

Menor quantidade de interferências exteriores;

Facil de utilizar.

Análise de cargas necessárias a efectuar na instalação dos cabos na máquina:

Tracção simples;

Verificação à fadiga;

Alongamento dos tirantes.

Hastes e molas na horizontal

 Alongamento dos tirantes. Hastes e molas na horizontal Figura 31 Varões roscados da máquina de

Figura 31 Varões roscados da máquina de choque

Figura 30 Hastes de Molas adaptadas à máquina de choque Hastes das
Figura 30 Hastes de Molas adaptadas
à máquina de choque
Hastes das
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Esta hipótese surge devido ao facto,

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Esta hipótese surge devido ao facto, de que no sistema existente a massa da mesa ser elevada, o que com esta opção seria reduzida. A redução da massa da mesa seria efetuada através da utilização de molas, pois ao utilizar molas, estas desempenharão a função que a massa elevada desempenha. Ainda para mais esta alteração seria possível de efectuar na estrutura existente sem que fosse necessário muitas alterações.

Vantagens:

Maior flexibilidade;

Mais económico;

Menos interferências;

Maior facilidade de montagem e desmontagem;

Mais apelativo.

Análise de cargas necessárias a efectuar na instalação das hastes e molas na máquina:

Tracção simples/compressão;

Flexão das guias devido à massa da mesa e cargas excêntricas;

Verificação à fadiga.

Secção do braço do martelo

 Verificação à fadiga. Secção do braço do martelo Figura 33 Secção do pêndulo da máquina

Figura 33 Secção do pêndulo da máquina de choque

martelo Figura 33 Secção do pêndulo da máquina de choque Figura 32 Pêndulo com secção redonda

Figura 32 Pêndulo com secção redonda

Visto que, os esforços predominantes no braço são esforços normais, nomeadamente de flexão e tracção, convém que o braço do martelo tenha secção circular, para que a distância das zonas onde as tensões maiores, sejam iguais relativamente ao eixo neutro. Vantagens:

Maior rigidez;

Esteticamente mais apelativo;

Fácil de alterar;

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013  Económicamente mais viável;  Facilidade

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Económicamente mais viável;

Facilidade de ajusto do tamanho.

Análise de cargas necessárias a efectuar na modificação da secção do pêndulo na máquina:

Cálculo do braço do pêndulo à tracção simples/compressão;

Cálculo do braço do pêndulo à flexão;

Verificação à fadiga do braço.

Sistema de alteração da massa do martelo

fadiga do braço. Sistema de alteração da massa do martelo Figura 35 Martelo da máquina de

Figura 35 Martelo da máquina de choque

da massa do martelo Figura 35 Martelo da máquina de choque Figura 34 Martelo com sistema

Figura 34 Martelo com sistema de alteração da massa

Na máquina actual, para que seja alterada a massa do martelo, é necessário cortar ou juntar/soldar material para diminuir ou aumentar a massa, respectivamente. Para tal pensou- se num sistema para que a massa seja alterada com maior facilidade. Nesta pequena alteração colocar-se-ia as massas necessárias nas laterais do martelo, em que estas eram suportadas por pinos e apertadas através de porcas, para que não andem soltas. Vantagens:

Maior controlo na variável massa do pêndulo/quantidade de energia empregue no sistema;

Facilidade de aumento/diminuição da massa do martelo;

Mais económico;

Maior flexibilidade;

Esteticamente mais apelativo.

Análise de cargas necessárias a efectuar na instalação do sistema de alteração de massa do martelo na máquina:

Conceber um sistema para prender os pesos, de maneira a não andarem soltos, ou com folgas;

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013  Projectar e calcular aos diversos

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Projectar e calcular aos diversos esforços que estarão sujeitos os suportes das massas a serem colocadas (pinos, parafusos, porcas, etc).

Sistema de Elevação do Pêndulo

Figura 37 Sistema de elevação do pêndulo manual
Figura 37 Sistema de elevação do pêndulo
manual
Figura 36 Sistema de elevação do pêndulo motorizado
Figura 36 Sistema de elevação do pêndulo
motorizado

O sistema existente exige um certo grau de esforço, para que seja efetuado a elevação do pêndulo, mesmo após ter sido adaptado um desmultiplicador de força. A sugestão em vista, seria utilizar um motor elétrico com controlo remoto e predefinir alguns ângulos de lançamento do pêndulo. Com o sistema sugerido seria possível uma única pessoa efetuar os ensaios, o que não acontece com a máquina existente. Vantagens:

Maior rapidez na preparação do ensaio;

Maior Flexibilidade;

Menor número de colaboradores para a realização dos ensaios;

Menor quantidade de interferências, devido à ausência de cabos e perturbações no início do lançamento do pêndulo;

Esteticamente mais apelativo.

Análise de cargas necessárias a efectuar na instalação do sistema de elevação motorizado na máquina:

Tracção simples dos cabos;

Cálculo dos esforços do sistema de aprisionamento do pêndulo;

Potência que o motor necessita para elevar o martelo;

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 5.2.3.1 Máquina de choque melhorada Após

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

5.2.3.1 Máquina de choque melhorada

Após a análise anterior idealizou-se uma máquina de choque com as características representadas nas figura 38. A modelação deste protótipo foi realizada no SolidWorks 2011.

deste protótipo foi realizada no SolidWorks 2011. Figura 38 Diferentes perpectivas da máquina de choque
deste protótipo foi realizada no SolidWorks 2011. Figura 38 Diferentes perpectivas da máquina de choque
deste protótipo foi realizada no SolidWorks 2011. Figura 38 Diferentes perpectivas da máquina de choque
deste protótipo foi realizada no SolidWorks 2011. Figura 38 Diferentes perpectivas da máquina de choque
Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 6. Projecto Maquina de ensaios ao

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

6. Projecto Maquina de ensaios ao choque

Com base no conhecimento adquirido com a participação nos testes do Transceiver Unit, com

o estudo de vários métodos e equipamentos de ensaios de choque, optou-se por projetar um protótipo de uma máquina de ensaios de choque com as seguintes características:

Massa máxima do equipamento a testar (DUT) até 1Kg;

Dimensões da mesa de choque, em que largura 150 mm e comprimento de 250 mm;

Utilização de Atuador Linear PowerRod (PRA) da Parker;

Flexibilidade de transporte;

Capacidade da máquina efectuar testes de endurance/vibração;

Custo o mais baixo possível.

Figura 39 Máquina de choque com Atuador Linear
Figura 39 Máquina de choque
com Atuador Linear

6.1 Componentes da máquina de choque

Atuador PR 2504

O principal componente da máquina de choque é um actuador linear electromagnético Fig.39.

Este actuador é constituído por uma haste magnética e por um motor linear da série PRA (PowerRod Actuator), e tem como principais vantagens:

Elevada flexibilidade e controlo, este actuador permite efectuar movimentos precisos de curta duração, podendo trabalhar durante longos períodos de tempo;

Facilmente reprogramável;

Capacidade de carga considerável, relativamente às suas dimensões;

Funcionamento limpo, ou seja, não é necessário lubrificantes;

Funcionamento silencioso;

Grande longevidade do equipamento;

silencioso;  Grande longevidade do equipamento; Figura 40 Atuador PRA 2504 Fonte: Catálogo Parker ser este

Figura 40 Atuador PRA 2504 Fonte: Catálogo Parker

ser este o modelo disponível, no

entanto pode-se utilizar outros modelos da série na máquina de ensaios, caso o operador pretenda ou seja necessário outras caraterísticas.

Nota: O motor da série PRA utilizado foi o PRA 2504 visto

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Características do atuador PRA 2504: 

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Características do atuador PRA 2504:

Força máxima (N) = 312;

Força máxima em regime contínuo (N) = 42,5;

Aceleração máxima (m/s 2 ) = 394;

Velocidade máxima (m/s) = 5,9;

Tensão de funcionamento (V) = 230;

Cumprimento total da haste magnética (mm)= 343;

Folga (mm) = 104.

No gráfico 1, encontra-se representado o desempenho do atuador em termos de força em função da velocidade empregue, este foi retirado do Catálogo da Parker.

empregue, este foi retirado do Catálogo da Parker. Gráfico 1 Curva de Força/Velocidade do atuador PRA

Gráfico 1 Curva de Força/Velocidade do atuador PRA 2504

Molas

Estes elementos têm como função principal auxiliar a sustentação do conjunto mesa/equipamento em teste, para que no início do movimento, o esforço causado pelo peso do conjunto não tenha que ser superado apenas pelo motor, ou seja, as molas fazem com que o conjunto parta de uma posição de equilíbrio. As molas também podem ser úteis no aumento da força de arranque do sistema, através da compressão destas, antes de iniciar o movimento.

Outra aspeto importante que as molas permitem, é um melhor controlo do sistema, no momento da paragem do movimento. Tendo por referência os valores de aceleração e tempo exigidos pela norma RTCA DO/160E, considerando a duplicação da força máxima do atuador, cálculou-se a constante de rigidez equivalente e obteve-se K eq = 6000 N/m. Para consultar os cálculos efectuados ver Anexo B.

Foram utilizadas molas com a constante de rigidez diferente daquela que foi cálculada teoricamente, devido à dificuldade de obtenção dosvalores de constante de rigidez calculados

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 utilizaram-se molas com rigidez inferior. As

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

utilizaram-se molas com rigidez inferior. As molas utilizadas na parte superior são diferentes

das molas da parte inferior, em termos de comprimento e de constante de rigidez. No início

da montagem da máquina considerou-se o comprimento das molas iguais, mas de maneira a

optimizar do sistema de molas, decidiu-se atribuir um comprimento maior às molas de cima,

de modo a que a distância entre o ponto de equilíbrio da mesa de choque e o topo da

estrutura fosse maior, o que permite maior liberdade de movimento, sobretudo no sentido

descendente da mesa de choque.

Caraterísticas das molas utilizadas:

Tipo de mola = Molas helicoidais de compressão;

Número d elementos = 4

Material = Fio de música;

Diâmetro do fio (mm) = Ø 1,5;

Constante de rigidez cima (N/m) = 1025;

Comprimento inicial cima (mm) = 140;

Comprimento mínimo cima(mm) = 34,5;

Número total de espiras cima (N T ) =22;

Constante de rigidez baixo (N/m) = 770;

Comprimento inicial baixo (mm) = 100;

Comprimento mínimo baixo (mm) =21;

Número total de espiras baixo (N t ) = 17;

Para a consulta dos cálculos que foram efetuados para a determinação das molas consulte o Anexo B.

para a determinação das molas consulte o Anexo B. Figura 41 Molas helicoidais de compressão Hastes

Figura 41 Molas helicoidais de compressão

Hastes das Molas

A utilização de hastes de molas deve-se ao controlo da estabilidade da mesa de choque no

decorrer dos ensaios, visto que a mesa seria somente fixa no seu centro, através do veio do

actuador linear da Parker. Com as hastes existe maior estabilidade da mesa, e assim já

poderão ser testados equipamentos em que as suas massas não sejam bem distribuídas. As

hastes também fazem com que não exista instabilidade das molas durante o funcionamento

da máquina. Numa fase de desenvolvimento e de projecto, o material idealizado para as

hastes foi o alumínio, até que na parte de fabrico verificou-se que o material não era o ideal,

devido à falta de rigidez do material e ao atrito entre os casquilhos e as hastes. Utilizaram-se

então hastes constituídas por aço ck45.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Características das hastes das molas: Forma

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Características das hastes das molas:

Forma = Cilíndricos, Roscados nas pontas M12 x 1,75

Comprimento(mm) = 300;

Diâmetro (mm) = Ø 12;

Material = Aço CK45;

Tensão de Cedência (MPa) = 400

Módulo de Elasticidade (GPa) =200

No Anexo B encontra-se os cálculos relativos às hastes das molas.

Figura 42 Hastes das molas
Figura 42 Hastes das molas

Mesa de choque

Os equipamentos durante os ensaios estão fixos à mesa de choque. A mesa de choque é um dos elementos da máquina que maiores cuidados requer, visto estar sujeita aos esforços que a peça durante os testes sofre. No desenvolvimento do protótipo foram ocorrendo várias alterações (sequência de modificações da mesa de choque no Anexo F), até que se optou pela opção apresentada na figura 43. Para a consulta do relatório da análise estática e de frequências consulte o Anexo C e Anexo D respectivamente.

Caraterísticas da mesa de choque:

Dimensões (mm) = comp. = 250 e larg. = 150;

Massa (Kg) = 1,2;

Material = Alumínio 5083;

Tensão de Cedência (MPa) = 130;

Deformação máxima para carregamento centrado(mm)

= 130; Deformação máxima para carregamento centrado(mm) Figura 43 Mesa de choque Figura 44 Distribuição das

Figura 43 Mesa de choque

para carregamento centrado(mm) Figura 43 Mesa de choque Figura 44 Distribuição das deformações para cargas

Figura 44 Distribuição das deformações para cargas centradas

Através da aproximação efetuada no SolidWorks, vericou-se que a zona mais afectada encontra-se na parte central, nos pontos mais afastados lateralmente, em que chegam a atingir valores de deformação de 0,000237348 mm, como ilustrado na Figura bhcvhvvh. Estes valores foram obtidos com valores de carga de 750 N, aplicada na zona do veio do atuador.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Distribuiçãos das Tensões para carregamentos centrados

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Distribuiçãos das Tensões para carregamentos centrados (MPa)

Figura 45 Distribuição das Tensões para carregamentos centrados
Figura 45 Distribuição das Tensões para carregamentos centrados

Da análise estática retirou-se ainda os valores relativos às tensões sentidas ao longo do mesa de choque, em que a tensão máxima é 2,104 MPa e situa-se no centro da peça, local onde será colocado o veio do atuador e a tensão mínima é de sensivelmente de 169 Pa na parte mais afastada do centro de massas, ou seja, nos vértices da mesa de choque.

Deformação máxima para carregamento descentrado (mm)

Deformação máxima para carregamento descentrado (mm) Figura 46 Distribuição da deformação para cargas

Figura 46 Distribuição da deformação para cargas descentradas

Fez-se um estudo da mesa de choque para casos de carga descentrada, em que esta se encontra apoiada o mais afastado possível do centro da mesa de choque. Deste estudo vericou-se que a parte mais afectada encontra-se na zona mais afastada do centro. Onde atingem-se valores de deformação de 0,0199 mm, como ilustrado na Figura bhcvhvvh. Estes valores foram obtidos com uma carga de 350 N, aplicada na parte mais afastada do centro da mesa. Através da 2ª lei de newton, tendo como aceleração máxima 350 m/s 2 (capacidade máxima do atuador), e com uma massa máxima do equipamente em teste de 1 Kg tem-se que a força aplicada é de 350 N. Considerou-se a força no sentido ascendente, porque os esforços máximos atingem-se quando a aceleração é máxima (350 m/s 2 ), e esta é atingida no instante antes da paragem do movimento vertical da mesa.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Distribuiçãos das Tensões para carregamentos centrados

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Distribuiçãos das Tensões para carregamentos centrados (MPa)

Figura 47 Distribuição das tensões para cargas descentradas
Figura 47 Distribuição das tensões para cargas descentradas

Do estudo da carga descentrada, os valores relativos à distribuição das tensões na mesa de

choque estão representados na figura 47 . A tensão máxima é de 7,58 MPa e situa-se entre o

local onde é apoiada a mesa e onde é se encontra aplicada a carga descentrada, e a tensão

mínima é de 368 Pa.

Frequências Fundamentais e respetivos modos de vibração

Além da análise estática (resistência mecânica) da mesa de choque também realizou-se o

estudo das frequências naturais de vibração com o auxílio do SolidWorks. Este foi um aspeto

tido em conta no dimensionamento da mesa (frequências), pois não era desejado que o

componente tivesse frequências naturais próximas daquelas que a máquina estava destinada a

trabalhar, aquando da realização de testes de vibração.

Os resultados obtidos neste estudo estão representados na figuras seguintes:

1758,63 Hz
1758,63 Hz
1809,33 Hz
1809,33 Hz
1936,79 Hz
1936,79 Hz

Figura 49 Primeira (à esq.), Segunda (ao centro) e Terceira (à dir.) frequências naturais de vibração

2022 Hz
2022 Hz
3376,21 Hz
3376,21 Hz

Figura 48 Quarta (à esq.) e Quinta (à dir.) frequências naturais de vibração

Para a consulta dos relatórios dos estudos consulte o Anexo D (relatórios de Frequência e Estática do SolidWoks).

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Componentes da estrutura Estes são os

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Componentes da estrutura

Estes são os elementos que suportam os restantes componentes da máquina de choque. Para

o correcto funcionamento do motor convém que o material constituinte da estrutura tenha

propriedades não magnéticas, de modo a que não haja interferências indesejadas durante o

funcionamento. Durante a concepção destes elementos houve a preocupação de conceber

uma estrutura mássica, para que esta contrarie os impulsos produzidos pelo atuador. Outra

característica considerada foi a utilização do menor número de parafusos, para que estes não

interfiram com o funcionamento do motor, visto serem de material magnético.

Numa fase inicial optou-se por ter como material constituinte o aço inoxidável, visto este ser um

metal não magnético e bastante mássico. Este material foi rejeitado, devido à inexistência de

ferramentas disponíveis para o maquinar e à dificuldade na obtenção deste material,

especialmente com as dimensões pretendidas. Como solução utilizou-se alumínio, que não

possui propriedades magnéticas, com a diferença de que a massa não ser tão elevada como

com o aço inoxidável, sendo assim, aumentou-se a espessura das chapas.

Características dos componentes da estrutura:

Material = Alumínio 5083 Tensão de Cedência (MPa) = 130 Módulo de Elasticidade (GPa) = 70 Massa Total (Kg) = 8,5 Espessura da chapa (mm) = 20 Partes constituintes = 5

Espessura da chapa (mm) = 20 Partes constituintes = 5 Figura 50 Estrutura da máquina Tabela

Figura 50 Estrutura da máquina

Tabela 3:

Características dos componentes da estrutura da máquina de choque

Componente

Peça 4

Peça 2

Peça 3

Peça 7

Peça 6

Massa (Kg)

0,97

2,55

2,55

1,25

1,42

Dimensões(mm)

126 x 155,37

225 x 280

225 x 280

126 x 206,20

126 x 225

Nota: As dimensões que se encontram na tabela são relativas à maior dimensão da peça em termos de comprimento, visto existir uma inclinação nas extremidades, para melhor compreensão consulte o Anexo D(requisição de material) .

Parafusos Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 A ligação dos vários componentes

Parafusos

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

A ligação dos vários componentes será efetuada através de parafusos. Para tal foram

realizados cálculos para o dimensionamento destes elementos e que binários de aperto cada

um requer. Estes cálculos tiveram como apoio os Apontamentos de Elementos de Máquinas I

(4). Serão utilizados três tipos de parafusos.

Parafusos M6

Material = Aço Inoxidável Classe do parafuso = 8.8 Tensão de Cedência (MPa) [S y ]= 660 Comprimento (mm) = 20 Número de parafusos = 4 Pré-tensão (N) = 6390 N

Figura 51 Parafuso M6 ISO 4762 Figura 52 Parafuso M6 ISO 4017
Figura 51
Parafuso M6 ISO
4762
Figura 52
Parafuso M6 ISO
4017

Norma parafuso = ISO 4762 Passo (mm) = 0,8 Resiliência (MPa) [S p ]= 600 Diâmetro (mm) = 6 Altura Cabeça (mm) = 6 Binário de Aperto (N.m) = 5,97

Parafusos M6

Material = Aço Inoxidável Classe do parafuso = 10.9 Tensão de Cedência (MPa) [S y ]= 940 Comprimento (mm) =35 Número de parafusos = 8 Pré-tensão (N) = 12515

Norma parafuso = ISO 4017 Passo (mm) = 1,0 Resiliência (MPa) [S p ]= 830 Diâmetro (mm) = 6 Altura Cabeça (mm) = 6 Binário de Aperto (N.m) = 8,26

Parafusos M8

Material = Aço Inoxidável Classe do parafuso = 10.9 Tensão de Cedência (MPa) [S y ]= 940 Comprimento (mm) =30 Número de parafusos = 24 Pré-tensão (N) = 22800

Norma parafuso = ISO 4762 Passo (mm) = 1,25 Resiliência (MPa) [S p ]= 830 Diâmetro (mm) = 8 Altura Cabeça (mm) = 8 Binário de Aperto (N.m) = 32,83

Figura 53 Parafuso M8 ISO 4762
Figura 53
Parafuso M8 ISO
4762

Para consultar os cálculos e mais informações que procure sobre os parafusos, vá ao Anexo B.

Chumaceiras e casquilhos

As chumaceiras foram baseadas em modelos existentes no mercado. Uma dificuldade sentida foi que as existentes no mercado não disponibilizavam furações com as dimensões necessárias para os parafusos pretendidos. Os casquilhos seleccionados são padronizados e foram encontrados no Catálogo da Igus (I).

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Características das chumaceiras: Material = Alumínio

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Características das chumaceiras:

Material = Alumínio 5083; Tensão de Cedência (MPa) = 130 Módulo de Elasticidade (GPa) = 70 Quantidade = 4 Furos para os parafusos (mm) = Ø 6,25 Furo central (mm) = Ø 18 Furo menor (mm) = Ø 13

6,25 Furo central (mm) = Ø 18 Furo menor (mm) = Ø 13 Figura 54 Chumaceira

Figura 54 Chumaceira Ø12 mm

Características dos casquilhos:

Material = iglidur® A200 Quantidade = 4 Diâmetro interno (mm) = Ø 12 Diâmetro externo (mm) = Ø 18 Comprimento (mm) = 20

Fins de curso

externo (mm) = Ø 18 Comprimento (mm) = 20 Fins de curso Figura 55 Casquilho iglidur

Figura 55 Casquilho iglidur

Estes dispositivos foram adaptados à máquina para adicionar segurança para o utilizador, caso aconteça algum imprevisto no controlo do atuador. Estes elementos são padronizados e foram seleccionados através do diâmetro das hastes das molas. Estes modelos foram encontrados no Catálogo da HPC Europe (IV). Com a dificuldade de obtenção destes elementos, utilizou-se um fim de curso aplicado no veio do actuador, que será fornecido pela Meditor. Este componente tem como curso a chapa suporte do motor (regulável) e o fundo da estrutura (fixo).

Características dos fins de curso:

Material = Aço inoxidável

Tensão de cedência (MPa) = 276

Diâmetro interno (mm) = Ø 12

Diâmetro externo (mm) = Ø 28

Largura (mm) = 11

Parafusos = M4 x 12

interno (mm) = Ø 12 Diâmetro externo (mm) = Ø 28 Largura (mm) = 11 Parafusos

Figura 56 Fim de curso

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 6.2 Custos do Projeto Para a

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

6.2 Custos do Projeto

Para a realização do protótipo foram consultados alguns fornecedores, tendo sido seleccionados aqueles que melhores condições ofereceram e aquelas que possuiam um bom relacionamento com a empresa patrocionadora deste projecto. Os orçamentos podem ser consultados mais detalhadamente no Anexo D (requisição de material). A tabela 4 apresenta os custos no decorrer do projecto.

Tabela 4:

Custos do projecto

       

Custo (€)

Elemento

Material

 

Empresa

Maquinagem

(sem IVA)

Mesa de choque

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

71,66

Lateral Estrutura

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

2 x 25,58

Topo Estrutura

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

14,44

Meio Estrutura

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

17,32

Fundo Estrutura

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

19,44

Hastes das Molas

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

2

x 8,00

Chumaceiras

Alumínio

4

x 4 Multitrabalhos, Lda

Bruto

4

x 7,62

Casquilhos

Iglidur

 

Igus

Final

2

x 3,43

Atuador Linear

Parker PRA 2504

 

Meditor

Final

----------

Molas

Fio de música

 

EST

Bruto

----------

Parafuso M6

Aço

 

-------------------

Final

8

x ----

Parafuso M8

Aço

 

-------------------

Final

24 x ----

Porca M12

Aço

 

-------------------

Final

6

x ----

Parafuso M5

Aço

 

-------------------

Final

4

x ----

 

Custo Total (€)

227,36

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 6.3 Produção/Montagem da máquina de choque

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

6.3 Produção/Montagem da máquina de choque

Após a recepção do material requerido (Brutos de maquinagem) iniciou-se a produção dos

componentes

produzidos

convencionais. Para simulação de maquinagem e a gerar o código de maquinação das peças foi utilizado o

software CATIA. As peças produzidas em CNC, foram:

fig. 57, e nas máquinas ferramenta

choque. Os componentes da máquina de choque foram

da

no

máquina

centro

de

de

maquinagem

(CNC),

Mesa de Choque;

Laterais da Estrutura;

Tampa Superior;

Placa Suporte Motor;

Fundo da Estrutura;

Chumaceiras;

Suporte Motor;  Fundo da Estrutura;  Chumaceiras; Figura 57 Máquina CNC As peças geradas nas

Figura 57 Máquina CNC

As peças geradas nas máquinas ferramenta convencionais (Torno, fig. 58) foram:

Figura 58 Torno Mecânico
Figura 58 Torno Mecânico

Hastes;

Molas.

Os cadernos de fabrico, a maquinação virtual e os códigos de maquinagem das peças estão no Anexo D (Cadernos de Fabrico).

A montagem da máquina iniciou se após todas as peças estarem produzidas. A montagem da máquina divide-se em quatro fases:

Montagem dos componentes da Mesa de Choque

1. Hastes;

2. Mesa de Choque;

3. Push Rod;

da Mesa de Choque 1. Hastes; 2. Mesa de Choque; 3. Push Rod; Figura 59 1ª

Figura 59 1ª Fase de Montagem

Na ligação entre a mesa e as hastes, foram adicionadas porcas com o objectivo de evitar o desenroscamento das hastes.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013  Montagem da estrutura da Máquina

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Montagem da estrutura da Máquina

1. Tampa Superior;

2. Laterais da Estrutura;

3. Fundo da Estrutura;

4. Actuador Linear;

5. Placa de suporte do Motor;

Estrutura; 4. Actuador Linear; 5. Placa de suporte do Motor; Figura 60 2ª Fase de Montagem

Figura 60 2ª Fase de Montagem

Na ligação dos componentes da estrutura foram utilizados parafusos M8 x 25 (ISO 4762) com cola de parafusos, para que estes não desenrosquem. A placa de suporte do motor foi utilizadop anilhas de pressão, visto ser um componente que está sujeito a ajustamentos.

Montagem da Chumaceiras (Chumaceiras e Casquilhos)

1. Os casquilhos foram introduzidos à pressão nas chumaceiras, com auxílio da prensa.

à pressão nas chumaceiras, com auxílio da prensa.  Montagem de todos os conjuntos Figura 61

Montagem de todos os conjuntos

Figura 61 3ª Fase de Montagem

de todos os conjuntos Figura 61 3ª Fase de Montagem Figura 62 Fase Final da Montagem

Figura 62 Fase Final da Montagem

São montados todos os conjuntos e as restantes peças, fazendo os ajustes e as afinações necessárias de modo a que a máquina de choque fique a trabalhar correctamente. A figura 63, mostra a montagem final do protótipo da máquina de choque.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Figura 63 Protótipo da máquina de

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Figura 63 Protótipo da máquina de choque

Figura 63 Protótipo da máquina de choque montada

No Anexo D (desenhos2D ) encontram-se os respectivos desenhos de cada componente, bem como, o desenho de conjunto e vista explodida da Maquina de choque.

7. Conclusão Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 O protótipo da máquina

7.

Conclusão

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

O protótipo da máquina de ensaios de Choque foi concebido e construído, tendo-se assim

atingido o objectivo deste projecto. Durante o decorrer do projecto foram surgindo dificuldades, nomeadamente, com soluções

construtivas, pela falta de experiência e sensibilidade com as máquinas ferramenta, com a montagem e afinação da máquina de choque (sobretudo no alinhamento das hastes).

A identificação e correcção de alguns erros construtivos durante o decorrer do projecto

permitiu melhorar a performance da máquina. Entre as modificações efectuadas destacam-se a optimização da mesa de choque e a substituição das hastes de alumínio por hastes de aço rectificado (CK45), que reduziu significativamente o atrito entre as hastes e os casquilhos.

No projecto foi possível aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de engenharia mecânica, foram adquiridas competências na área dos ensaios de choque, nomeadamente com a participação nos ensaios de qualificação da Antena SLAR e desenvolvidas competências

na tomada de decisão, no trabalho de equipa e no cumprimento de prazos.

É importante salientar todo o apoio prestado por parte dos docentes e da empresa Meditor no decorrer do projecto, o que permitiu concluir o projecto dentro do prazo previsto inicialmente.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Referências Bibliográficas 1. BUDYNAS, R. G.,

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Referências Bibliográficas

1. BUDYNAS, R. G., & NISBETT, J. K. Shigley's Mechanical Engeneering Design (9ª ed.). New York: McGraw-Hill. 2008.

2. KNAPP, J., [et al]. Measurement of shock events by means of strain. Measurement 24. 1998. pp. 87-96.

3. LALANNE, C. Mechanical Vibration and Shock Analysis (2ª ed., Vol. 2). Londres: ISTE.

2009.

4. MARAT-MENDES, R. Apontamentos de Elementos de Máquinas I. Setúbal: IPS-EST.

2003.

5. MARAT-MENDES, R. Folhas Apoio à Unidade Curricular Elementos de Máquinas II. Setubal: IPS-EST. 2012.

6. MIL STD-810G. 2008, ENVIRONMENTAL ENGINEERING CONSIDERATIONS. USA:

DEPARTMENT OF DEFENSE TEST METHOD STANDARD.

7. Naval Research Laboratory. The Shock and Vibration Bulletin. Washington D. C. 1983

8. NUNES, N. Transceiver Unit Crash Safety Impulse Teste Antena SLAR. Setúbal: IPS.

2013.

9. PIERSOL, A. G., & PAEZ, T. L. Harris' Shock and Vibration Handbook (6ª ed.). California:

McGraw-Hill. 2010.

10. RTCA DO-160E. 2004, Environmental Conditions and Test Prodedures for Airborne Equipment. Secção 7 - Operational Shocks and Crash Safety. Washington D. C.

11. SILVA, A., [et al]. Desenho Técnico Moderno (9ª ed.). Lisboa: Lidel. 2004.

12. SUJUAN, J., [et al]. Shock wave characteristics of a hydraulic damper for shock. Mechanical Systems and Signal Processing 24, pp. 1570-1578. 2010.

13. U.S. Army. U. S. Army Test and Evaluation Command Common Engineering Procedures. Springfield MA: National Technical Information Service. 1966.

14. VIGNESS, I., & CLEMENTS, E. W. Sawtooth and Half-sine shock impulses from the Navy shock machine for mediumweight equipment. Shock and Vibration Branch Mechanics Division. (3 de Março de 1963). Washinqton D. C., USA: U. S. NAVAL RESEARCH LABORATORY.

15. ZHAODONG, W., [et al]. Modeling and Dynamic Simulation of Novel Dualwave. IEEE, 898-901. 2011.

Projecto Final – Máquina de Ensaios de Choque 2012/2013 Páginas da Internet com informação relevante

Projecto Final Máquina de Ensaios de Choque

2012/2013

Páginas da Internet com informação relevante para o projeto:

<http://www.dataphysics.com> Acedido em: 15 de Março de 2013 às 13:40.55