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Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde Sociologia da Saúde Curso de Enfermagem Sociologia da Saúde
Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde
Sociologia da Saúde
Curso de Enfermagem
Sociologia da Saúde
Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde
Elaborado por:
Augusto Kengue Campos
Sociolinguista, escritor, pesquisador das Ciencias Sociais e Humanas
augusto.kengue.campos@gmail.com
Luanda-Angola
Miguel Sebastião
1

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Sumário

Sociologia da Saúde

1. Introdução------------------------------------------------------------------------------------------------3

2. A sociologia do Corpo----------------------------------------------------------------------------------4

3. A Base Social da Saúde--------------------------------------------------------------------------------4

4. Classe e Saúde-------------------------------------------------------------------------------------------5

5. Raça e Saúde---------------------------------------------------------------------------------------------6

Conclusão

Referências

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

1.

Introdução

Sociologia da Saúde

Os campos de estudos do conhecimento como sociologia do corpo investiga as formas como os nossos corpos são afectados por influências sociais. Enquanto seres humanos, somos corpóreos - isto é, todos possuímos um corpo.

Mas o corpo não é algo que nos limitemos a ter, nem algo puramente físico que existe separado da sociedade. Os nossos corpos são profundamente afectados pelas nossas experiências sociais, bem como pelas normas e valores dos grupos a que pertencemos.

Só recentemente os sociólogos começaram a reconhecer a natureza profunda das interligações entre corpo e vida social. Por conseguinte, este campo é uma área de estudos relativamente nova, mas muito promissora.

A sociologia do corpo abrange um certo número de questões essenciais que analisarei ao longo do presente capítulo. Um tema crucial é o dos efeitos da mudança social sobre o corpo da mesma forma que, ao longo de todo o livro, Anthony Giddens dá uma grande ênfase a mudança social.

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

2. A sociologia do Corpo

Sociologia da Saúde

Segundo Anthony Giddens (Sociologia, 8ª Edição, 2010) o mundo de hoje, em rápida transformação, apresenta novos riscos e desafios que podem afectar os nossos corpos e nossa a saúde. A medicina e os sistemas de prestação de cuidados de saúde passam presentemente por transformação profunda, que permitem que os indivíduos tenham hoje um papel mais importante no seu tratamento.

O relacionamento entre especialistas médicos e pacientes está a mudar, e formas alternativas de medicina tornaram-se cada vez mais populares. A próxima secção do livro de Anthony Giddens, analisa os fundamentos sociais da saúde, nomeadamente os padrões de saúde e de doença e a forma como estão relacionados com as desigualdades sociais.

Exactamente, depois, o nascimento da medicina científica e a emergência do modelo biométrico de saúde. Nesta matéria, observaremos estes dois processos e os processos e os princípios que sustentam a medicina contemporânea, bem como as críticas que lhes foram feitas.

Em seguida, a atenção virar-se-á para algumas expectativas sociológica sobre a saúde, em especial para o trabalho dos internacionalistas simbólicos que investigaram a experiência da doença.

Por fim, será analisado o envelhecimento do corpo. Tal como muitos outros aspectos das nossas vidas nas sociedades modernas, o envelhecer já não é o que era. O processo de envelhecimento não é apenas físico, pois hoje em dia a posição das pessoas mais velhas na sociedade está a mudar em muitos aspectos fundamentais.

3. A Base Social da Saúde

No século XX, assistiu-se nos países industrializados a um aumento significativo da esperança média de vida. Doenças como Poliomielite, a escarlatina e a tuberculose foram praticamente erradicadas.

Em comparação com outras partes do mundo, os padrões de saúde e de bem-estar são relativamente mais elevados. Atribuíram-se ao poder da medicina moderna muitos destes avanços na saúde pública. De acordo com uma ideia generalizada, a investigação médica tem tido e continuará a ter sucesso na descoberta das causas biológicas das doenças, bem como o saber e o conhecimento médico evoluem, assistiremos a uma melhoria constante e sustentada nos campos da saúde pública.

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Sociologia da Saúde

Embora esta abordagem á saúde e á doença tenha sido extremamente influente, e de certa forma insuficiente para os sociólogos, pois ignora o papel importante que as influencias sociais e ambientais teem nos padrões de saúde e doença.

Os avanços globais registados na saúde pública nos últimos cem anos não podem dissimular o facto de que a saúde e doença não se distribuem da mesma forma entre população. Investigações levadas a cabo revelam que determinados grupos de pessoas tendem a gozar de uma saúde melhor do que outros. Estas dificuldades de saúde estão aparentemente relacionadas com padrões sócio económicos mis amplos.

Sociólogos e especialistas em epidemiologia social cientistas que estudam a distribuição e a incidência de doenças entre a população tentaram explicar a relação entre a saúde e alguns variáveis como a classe social, o género, a raça, a idade e a localização geográfica.

Embora a maior parte dos autores reconheça a existência de uma correlação entre saúde e desigualdade social, não estão de acordo nem acerca da natureza dessa relação nem acerca do modo como se deve lidar com desigualdades de saúde.

Uma das principais áreas de debate centra-se em torno da questão da importância relativa das variáveis indivíduos. Nesta secção, teremos em conta o que Anthony Giddens diz sobre variações da classe social, género, raça, e localização geográfica, e passaremos em revista algumas das explicações para o facto.

4. Classe e Saúde

Pesquisas efectuadas em torno da saúde e da classe social revelaram uma relação clara entre padrões da mortalidade e classe social dos indivíduos. Dois grandes estudos efectuados sobre a saúde na Grã-Bretanha tiveram um papel particularmente relevante na divulgação da importância que a classe social tem nas desigualdades de saúde.

Muitas pessoas ficaram chocadas com os resultados. Embora, de uma forma geral, haja tendências para uma melhora de saúde global na sociedade britânica por exemplo, existem disparidades significativas entre as várias classes, que afectam os indicadores de saúde, como o peso á nascença, a tensão arterial ou risco de contrair uma doença crónica.

Em média, os indivíduos pertencentes aos estratos sócio económicas mãos elevadas gozam de uma saúde melhor, são mais altos e fortes, e vivem mais do que aqueles que se encontram no fundo da escala social.

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Sociologia da Saúde

Embora as diferenças sejam maiores no que diz respeito a mortalidade infantil e a morte de crianças, as pessoas mais pobres correm um riscos maior de morrer, seja em que idade for, do que as pessoas mais abastadas.

Anthony Giddens cita Brown e Bottrill para resumir a relação entre a desigualdade social e a saúde baseada na classe social que incluem:

Os trabalhadores manuais não especializados no fundo da escala ocupacional (classe social V) correm um risco duas vezes maior de morrer antes de atingir a reforma do que os executivos e profissionais liberais do topo da escala ocupacional (classe I).

Giddens cita ainda que segundo Brown, um indivíduo nascido na classe social I viverá, em média, mais sete anos do que alguém que nasça na classe social V (trabalho manual não especializado).

5. Raça e Saúde

Embora a saúde nas sociedades industrializadas obedeça o padrão da raça, o nosso entendimento da relação entre saúde é, no melhor dos casos, parcial.

Existe um número crescente de estudos sobre raça e saúde, mas as suas conclusões não possuem um carácter definido. Contudo, a incidência de certas doenças é mais aos indivíduos das Caraíbas de origem africana e asiáticos. A mortalidade decorrente do cancro do fígado, da tuberculose e dos diabetes é muito elevado nestas populações do que entre os brancos.

Os africanos das Caraíbas possuem taxas de hipertensão mais elevada. Nestas populações existe uma proporção de anemia muito elevada do que em outros grupos. As pessoas oriundas do sub-continente indiano têm uma mortalidade mais elevada devido a doenças cardíacas, as crianças asiáticas parecem susceptíveis a acção do raquitismo do que as de outras origens.

Alguns estudiosos voltaram-se para explicação de carácter cultural e comportamental. De um modo similar ao que ocorre com as explicações culturais de desigualdade de saúde assentes no factor classe, coloca-se muita ênfase nos estilos de vida individuais e de grupo que se pensa terem como consequências uma saúde pior.

As explicações sócio culturais dos padrões de distribuição de saúde concentram-se nos contextos sociais em que vivem os naturais das Caraíbas de origem africana e os de proveniência asiática. Estas populações enfrentam múltiplas desvantagens que podem ser daninhas para a saúde. No que concerne a Medicina e a saúde Giddens diz em seu livro que tal como muitas ideias exploradas, as doenças e a saúde precária são termos culturais e socialmente definidos.

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Conclusão

Sociologia da Saúde

Após analisar o trabalho de Giddens notei que, suas ideias tiveram uma enorme influência quer na teoria quer no ensino da sociologia e da teoria social em todo o mundo. A sua obra abarca diversas temáticas, entre as quais a história do pensamento social, a estrutura de classes, elites e poder, nações e nacionalismos, identidade pessoal e social, a família, relações e sexualidade.

Miguel Sebastião

Desigualdade Social: Protecção Pública em Saúde

Referências

Sociologia da Saúde

GIDDENS, ANTHONY, Sociologia 8ª Edição.

Miguel Sebastião