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Projeto Curricular de Grupo Creche Ano Letivo 2015/2016 Educadora Raquel Ferreira

Projeto

Curricular

de

Grupo

Projeto Curricular de Grupo Creche Ano Letivo 2015/2016 Educadora Raquel Ferreira

Creche

Ano Letivo

2015/2016

Educadora Raquel Ferreira

Projeto Curricular de Grupo Creche Ano Letivo 2015/2016 Educadora Raquel Ferreira

First College

2015/2016

Introdução

O presente documento visa descrever o Plano de Trabalho com o Grupo, pelo qual sou responsável, durante

o ano letivo e 2015/16. Assim sendo, este tem por base as características gerais e específicas do mesmo, para que o

Grupo em questão beneficie de um desenvolvimento socio-afetivo, cognitivo e motor adequado.

Portanto, é importante referir que o “O projeto do educador é um projeto educativo/pedagógico que diz respeito ao grupo e contempla as opções e intenções educativas do educador e as formas como prevê orientar as oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem de um grupo. Este projeto adapta-se às características de cada grupo, enquadra as iniciativas das crianças, os seus projetos individuais, de pequeno grupo ou de todo o grupo” (Ministério da Educação, 1997: p.44).

Deste modo, este documento tem como objetivo a planificação da minha prática pedagógica ao longo do ano letivo, a qual deve conter atividades, que incluam as 3 Áreas de Conteúdo, segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, para que o desenvolvimento das crianças seja de qualidade. No entanto, inicialmente tem de existir uma avaliação diagnóstico, por parte do Educador, a qual é feita através da observação do grupo em geral e de cada criança em particular, sendo que esta avaliação determina as necessidades e gostos do Grupo, o principal foco deste documento. Assim, será feita uma descrição da caracterização do meu Grupo de trabalho, assim como a dos respetivos Intervenientes Educativos e consequentemente do Ambiente Educativo em que se insere visto que são detalhes a ter em conta na construção deste Plano. Isto porque, o Projeto Curricular de Grupo deve ter por base não só as características do grupo, como também o contexto associado, indo de encontro também de encontro ao Projeto Educativo da Instituição, já que o ambiente educativo é determinante para o desenvolvimento global da criança e do grupo.

Por outo lado, o projeto Curricular de Grupo define os objetivos que o grupo deve atingir ao longo do ano,

e para tal é necessário que o Educador analise e determine as melhores estratégias, com vista à aquisição dos mesmos, tendo como pilar uma determinada Metodologia de trabalho, a qual virá também especificada neste Projeto.

Por sua vez, a Metodologia de trabalho deve estar inserida na Rotina Diária do Grupo, que é fundamental para que a criança ganhe autonomia e bem-estar, sendo que esta deverá incluir não só as Atividades de Rotina, mas também as Atividades Livres e Orientadas, para que o processo de aprendizagem seja completo, visto que, as diferentes atividades complementam-se.

Além disso, o fato da Instituição oferecer à comunidade escolar Atividades Extracurriculares, eu farei uma breve enunciação e descrição de cada uma delas.

Por conseguinte, o presente documento, deverá incluir Planificação Anual e Mensal do referente Grupo.

E, como não podia deixar de ser, irei fazer uma referência à relação Creche/ Família, que é fulcral para um

bom desenvolvimento de cada criança do Grupo, já que cada família deve acompanhar devidamente a para e passo

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a evolução e desenvolvimento dos seus educandos, para que estes se sintam importantes para os pais e sintam seguros.

Por fim, o Projeto finaliza com uma enunciação sintética da Metodologia de Avaliação, que me permite refletir relativamente à minha prática pedagógica, às minhas escolhas, às metas definidas para o Grupo.

Em suma, este documento comtempla um conjunto de estratégias que o Educador define para promover os objetivos que pretende que o Grupo alcance, tendo em conta a sua faixa etária, necessidades, gostos e interesses. Assim sendo, neste projeto irei definir o que eu considero adequado trabalhar, desenvolver e rentabilizar no processo de aprendizagem de cada uma das crianças do grupo.

No entanto, é imprescindível que o Educador tenha em conta, que o processo educativo segue todas as seguintes fases: observação, planificação, ação e avaliação, realizada ao longo de todo o ano.

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O papel do Educador na Creche

“Os educadores têm um papel vital na prossecução dos objetivos educacionais na primeira infância.” PORTUGAL, Gabriela, 1998:201)

Nesta etapa, o educador deve ser alguém que acima de tudo, desenvolve relações de confiança e de prazer através de atenção, palavras e atitudes, alguém que permita à criança sentir-se protegida em decisões e escolhas para as quais ainda não tem suficiente maturidade.

É muito importante que o Educador transmita e suscite bem-estar e segurança na criança, para que esta se sinta segura e confortável emocionalmente e assim, progrida naturalmente e mais facilmente não só a nível sócio- afetivo, cognitivo e psicomotor.

Assim sendo, o Educador, deve atender às necessidades de cada criança, nos momentos de angústia, desconforto, acalmando-a e dialogando sempre com a mesma, manifestando amabilidade, ternura e afeto, a fim de ganhar a confiança da criança que se sente muitas vezes abalada com o afastamento parcial do seu meio familiar. Portanto, o Educador deve conquistar a criança, familiarizando-se com esta, através da estreita ligação com a família através da troca de informação. Isto é algo fulcral, a nível emocional, estimulando um desenvolvimento integral da criança, visto que, esta se sente acompanhada e importante para a sua família, que se envolve no seu desenvolvimento global.

O Educador deve potenciar a curiosidade da criança, orientado a mesma, através do trabalho na Zona de

Desenvolvimento Proximal, nos momentos em que a criança precisa de um estímulo, que sozinha não alcança. Algo que acontece essencialmente na Primeira Infância.

Por outro lado, o Educador deve estimular a criança a nível da linguagem, promovendo a sua expressão através de interações recíprocas, já que é através da linguagem que a criança consegue transmitir, mas facilmente as suas necessidades e interesses. Portanto, se a criança conseguir comunicar em grupo, será mais fácil transmitir as suas aprendizagens, o que é extremamente benéfico para si e para o grupo, pois ganham todos, ou seja, enriquece o grupo.

Além disso, o Educador deve ser promotor de autonomia e responsabilidade, transpondo para a criança confiança em si mesma, através do seu apoio no momento certo, para que esta não se sinta incapaz e inferior, reforçando sempre positivamente a criança. E nada melhor do que criar um ambiente democrático em que a criança tem um papel ativo no seu desenvolvimento/aprendizagem, através da livre expressão e comunicação dos seus sentimentos e aprendizagens, sendo o Educador o mediador das suas escolhas. Tudo isto proporciona à criança momentos de descoberta autónoma, o que tem mais valor, ainda mais se partilhado com o grupo, interiorizando assim as suas aprendizagens.

O educador tem ainda o dever de criar um ambiente de constante socialização, potenciando o contato da

criança e outras crianças, adultos, sendo esta imperativa para a sua vida, enquanto ser humano na sociedade. Isto é, este processo de socialização, em contato com diferentes faixas etárias e com outros adultos prepara a criança

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para a relações humanas mais sociáveis com os outros em toda a sua vida, através das quais a criança aprende a respeitar o outro.

Porque na creche, a criança descobre e conquista o mundo através da própria ação, o educador deve proporcionar diversas oportunidades que mantenham a criança ativa, como a distribuição de tarefas básicas, através das quais a criança iá crescer sentir-se importante e como elemento integrante da rotina.

Em suma, o Educador de Infância em creche, deve ter em conta que cada criança é única, respeitando as fragilidades, competências e handicaps, a maneira de ser e ritmo de aprendizagem de cada uma delas.

Por fim, o Educador te um papel fundamental na vida da criança, sendo que, “O trabalho do educador na creche dispõe de uma carga emocional significativa pela natureza das relações que se estabelece com as crianças e, de igual forma, pela relação com as suas famílias, para quem a educação dos filhos é, de igual modo, um empreendimento de forte intensidade emocional. Neste sentido, o educador assume-se como promotor de segurança pessoal e emocional.” (FOLQUE, Assunção; BETTENCOURT, Marta e RICARDO, Mónica, 2015)

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Objetivos da Creche

Sendo a Creche um espaço educativo para a primeira infância, é o único momento ao longo da vida de um indivíduo em que se assiste a um desenvolvimento tão rápido e dinâmico a todos os níveis, isto é, sócio afetivo, cognitivo e psicomotor. Deste modo, a criança passa de um estado de dependência absoluta para um ser humano com linguagem, pensamento e vontade própria. Parte da sua personalidade é desenvolvida nesta fase, daí ser tão importante proporcionar um ambiente rico, estimulante e seguro onde a criança se sinta amada e aceite por todos, de forma a desenvolver-se harmoniosamente nos 3 domínios (sócio afetivo, cognitivo e psicomotor).

Por isso, é importante definir os Objetivos fulcrais da Creche.

Embora, o Manual dos Processos Chave-Creche seja bastante completo, em 2011 surge a Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto, onde se delineiam os atuais objetivos para a creche. Vinte e cinco artigos e um anexo fazem parte integrante do novo documento oficial, pela qual os diretores de creches e respetivos profissionais de educação passam a reger-se. Nesta Portaria pode ler-se:

São objetivos da creche, designadamente, os seguintes:

1. Facilitar a conciliação da vida familiar e profissional do agregado familiar;

2. Colaborar com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo da criança;

3. Assegurar um atendimento individual e personalizado em função das necessidades específicas de cada criança;

4. Prevenir e despistar precocemente qualquer inadaptação, deficiência ou situação de risco, assegurando o encaminhamento mais adequado;

5. Proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança, num ambiente de segurança física e afetiva;

6. Promover a articulação com outros serviços existentes na comunidade (Artigo 4.º).

Desta forma, é importante valorizar mais acentuadamente as ações educativas em vez da componente social, pois a creche é muito mais do que um contexto de cuidados. Se queremos que a creche seja um ambiente de qualidade, promotor do desenvolvimento e aprendizagem, é necessário pensar nas próprias crianças, nas suas necessidades a estes níveis, e não apenas na satisfação das suas necessidades básicas, ainda que estas sejam de extrema importância.(MARCHÃO, 2012, p. 8)

Deste modo, para delinear corretamente este projeto ao longo do ano, é imprescindível ter em conta não só estes mesmos objetivos, como à Lei de Bases do Sistema Educativo, e a assim sendo penso que, o meu objetivo, enquanto Educadora de Creche consiste em:

Respeitar e valorizar o desenvolvimento integral de cada criança;

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Promover uma aprendizagem ativa, em que a criança é o principal agente no seu processo de aprendizagem;

Desenvolver atividades que valorizem a criatividade e a imaginação da criança e promovam a sua livre espontaneidade;

Promover um ambiente seguro, acolhedor e flexível, de forma a facilitar a adaptação de cada criança à creche;

Criar uma rotina adequada às crianças, respeitando sempre os seus interesses e necessidades;

Proporcionar à criança, na rotina diária, momentos que estimulem a aquisição da autonomia e da autoestima, bem como a afirmação da criança e o sentimento de pertença a um grupo;

Incutir valores essenciais para a vivência em sociedade como o Respeito e a Partilha, tendo por base um ambiente democrático

Criar momentos de partilha de experiências e saberes, que desencadeiam aprendizagens efetivas.

Suscitar a socialização da criança com os seus pares e com os adultos, que diariamente lhe prestam cuidados, assim como, com crianças com diferentes faixas etárias e outros adultos, abrindo

Observar e avaliar regularmente todo o processo educativo e comunicá-lo aos encarregados de educação de uma forma direta e clara

Criar uma estreita ligação com as famílias, quer através de contatos formais como também informais

Fomentar o espírito de descoberta, desenvolvendo a curiosidade

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Organização Ambiente Educativo

“Os espaços de educação Pré-escolar podem ser diversos, mas o tipo de equipamento, os materiais diferentes e a forma como estão dispostos condicionam, em grande medida o que as crianças podem fazer e aprender.” (Orientações Curriculares para a Educação-Escolar, Ministério da Educação, Núcleo de Educação Pré- Escolar, p. 37)

No que concerne ao Ambiente Educativo, pode-se dizer que este Grupo está inserido, numa sala de Creche do First College; uma Instituição Privada, situada em Braga, mais precisamente, nas Sete Fontes.

Deste modo, pode caraterizar-se o Meio Envolvente calmo, apesar de estar situado junto à cidade de Braga, estando rodeado por zona verde, de frente para o novo Hospital de Braga. Além disso, a Instituição oferece espaços verdes no espaço exterior da mesma, com muitas árvores de fruto, assim como, outros tipos de vegetação, dando sombra nos dias quentes e um parque infantil e outros espaços cimentados, onde as crianças poderão brincar.

Relativamente às valências da Instituição em causa, posso dizer que o Grupo tem contato com outras valências, como Pré-Escolar, 1º Ciclo e 2º Ciclo, sendo muito acarinhados pelas crianças e alunos mais velhos, que lhes gostam de dar atenção, o que é do agrado do Grupo e benéfico para o mesmo.

No que diz respeito, mais especificamente à Creche, que se encontra no 2º piso da Instituição, e pela qual se faz deslocações co as crianças através do elevador, esta contem:

Refeitório tem 4 mesas e cadeiras pequenas, 5 mesas e cadeiras intermédias, 2 mesas grandes

e um armário de apoio co louça e outros. É neste espaço, que são efetuadas todas as refeições das crianças (comum às salas de 12 aos 36 meses))

Sala parque tem 1 escorrega um baloiço cavalo, 1 tenda e quadrados e almofadas de equilíbrio. Este espaço destina-se às atividades de psicomotricidade orientadas ou livres e de expressão motora)

Sala do Berçário e fraldário

Copa - apetrechada de fogão elétrico, micro-ondas, esterilizador de biberons, fervedor elétrico, torradeira, lava-louça, escorredor, frigorífico e máquina de lavar louça. É neste espaço que as refeições do lanche matinal e da tare são preparados

Sala dos 12 aos 24 Meses e respetivo fraldário (comum à sala dos 24 aos 36 meses)

Sala dos 24 aos 36 Meses

Dormitório do Berçário com berços, armário de apoio e 1 cadeira de adulto

Dormitório comum às salas 12 aos 36 meses - é um espaço muito amplo com muitas janelas, com

a respetivas cortinas, mas tem uma janela com grade sem cortina. Neste espaço estão organizados os catres usados e os restantes empilhados. Há também um leitor de CD’s neste espaço para

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audição de música relaxante. Este espaço tem igualmente um armário de apoio, organizador de edredons e lençóis 2 lavatórios e 2 cadeiras.

Casa de Banho crianças (comum às salas de 12 aos 36 meses)

Casa de Banho adultos (adaptada a pessoas com deficiência motora)

Sala de Enfermagem/Resguardo abarca 1 berço, 1 sofá cama, um cadeirão 1 secretária

Sala de Arrumos 1 polibã com chuveiro, uma sanita própria para descarga de água de limpeza dos espaços, 1 armário de apoio, com produtos de limpeza, 1 mesa pequena e respetivas cadeiras

Sala de Coordenação e de trabalho pedagógico encontra-se enriquecida com 1 secretária, 1 armário de apoio, para arquivo de documentação, 2 mesas e 4 cadeiras, 1 estante.

Já referentemente à minha sala, esta encontra-se enriquecida com um Fraldário anexo com 1 armário de muda fraldas e uma estante com 4 divisórias. É neste armário que são colocadas as fraldas, toalhetes, compressas, luvas, sacos para o lixo e roupas de mudas de cada criança, estando devidamente identificadas. A estante serve de apoio, estando apetrechada de cremes faciais e de muda fralda, escovas materiais de higienização das crianças. Este espaço tem uma luz natural inferior à da sala, pois apesar de ter duas portas azuis, uma de vidro e uma fachada de vidro, recebe a luz das janelas pequenas do corredor e da porta de vidro que dá para a sala. O pavimento é antiderrapante e de cor azul intermédio.

A casa de banho referente à sala encontra-se para lá da porta de corta fogo do Berçário, logo ao lado dos

sanitários dos adultos, tendo o piso igual ao da sala e do fraldário. Esta contem 5 lavatórios, com os respetivos espelhos e 6 sanitas adequadas à faixa etária das crianças em questão, sendo que estas realizam a higiene das mãos e dos dentes neste espaço, no qual também é realizado o desfralde, sendo que entre cada saita tem um suporte de papel higiénico. Este espaço te bastante luz natural e artificial quando necessária.

O que concerne à sala de Atividades do meu grupo, ou seja, do Grupo em causa, esta tem uma boa iluminação natural e artificial, sempre que necessário e tem as paredes brancas e 2 portas azuis, uma com vidro que tem ligação direta para o fraldário e outra com a respetiva grade de proteção, que tem ligação ao corredor da Creche, pelo qual se faz as deslocações, entradas e saídas da Instituição, sendo que as janela se encontram de frente para esta mesma porta. As janelas da sala permitem escurecer a sala quando o sol encadeia a visão, uma vez que tem cortinas próprias brancas.

Além disso, a sala tem 3 armários de apoio às Atividades Orientadas, que se encontram junto às janelas. É nestes mesmos armários que estão organizados os materiais de desgaste necessários à maioria das atividades, assim como materiais de reciclagem. Um desses armários trata-se de uma espécie de arquivador, pois tem muitas gavetas, nas quais se irão ser colocadas as fotos de cada criança, para que estas autonomamente guardem os seus trabalhos, estando ao seu alcance, ou seja, a um nível relativamente baixo. Já em cima, algumas gavetas irão ser organizadas com folhas brancas, jornais, revistas…

A sala referente ao meu Grupo encontra-se dividida por Áreas de Atividade, Livres ou Orientadas, as quais

passo de seguida a enunciara a descrever.

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Área do Faz de Conta é constituída pela cozinha, com 1 mesa e 2 cadeiras, um micro- ondas com armário,1 armário lava-louça, 1 armário com fogão e forno e uma cadeira de alimentação com pé de bebé a; e pelo quarto, com 1 cama pequena 1 cómoda com espelho e cadeira.

O mobiliário desta Área é de madeira, exceto as cadeiras da mesa da cozinha, por serem

mias seguras. Esta área encontra-se situada junto à janela da sala.

Área dos Jogos esta área tem a mesa da área das Atividades Plásticas em comum, tendo

também uma estante de apoio com os respetivos jogos (de encaixe, computador, ábaco, mesa de pregos coloridos). A Área em causa está determinada ao lado dos armários de apoio das Atividades plásticas.

Área das Construções também tem uma estante de apoio com carros desmontáveis e 2 camiões e uma manta e mesa de legos grandes. Situa-se ao lado da porta de entrada principal, entre a portas da sala.

Área da Biblioteca inclui uma manta grande amarela e 2 porta livros de madeira com

rodas, uma em cada canto da manta, junto à parede. Esta Área é comum à do Acolhimento

e Despedida e situa-se ao lado para a porta principal e ao lado da Área do Faz-de-Conta. Esta área destina-se também à Hora do Conto.

Área do Acolhimento e da Despedida é nesta área que é feito o acolhimento, despedida

e a reunião de grande grupo. E é anexado a esta que irão estar afixados os Instrumentos de Pilotagem do Grupo (Mapa de Presenças, Tarefas, Tempo). Tal como já foi dito é comum à Área da Biblioteca.

Área das Atividades Plásticas

Fora da sala, mesmo ao lado da porta de entrada principal da sala, (lado direito, estando de frente para a sala) encontra-se uma estante com muitas divisórias, que tê como finalidade a organização das mochilas de cada criança, estando devidamente identificadas. Mesmo do lado direito desta estante, de frente para a sala, encontram- se os cabides para as crianças colocarem os seus casacos, os quais irão ser identificados através de um casaco pintado pelas crianças com a sua foto anexa.

É uma sala ampla e com espaço entre as Áreas de atividades, sendo que as crianças podem deslocar-se livremente sem se magoarem, a menos que corram.

Já no que respeita especificamente à Organização dos materiais e é importante referir, que os materiais didáticos se encontram à disposição as crianças, como os livros e jogos. No entanto, os lápis de cor e folhas estão organizados e forma a ser ais funcional, sem estar ao alcance das crianças, visto que nesta faixa etária seria complicado estas gerirem isto e por isso, sempre que necessário é dado o material à criança.

Além disso as produções realizadas são afixadas nas paredes da sala, sendo estas o rosto do desenvolvimento das crianças, pois é uma forma da criança acompanhar o que foi feito, interiorizando mais facilmente as suas aprendizagens.

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Já relativamente ao arquivo de determinadas produções, é de focar o fato de as gavetas do móvel de arquivo de produções irão estar identificadas através da foto de cada um, a fim de criar autonomia de arquivo de algumas produções, sendo que será criada à posterior uma tarefa em que semanalmente uma das crianças ficará responsável por tal tarefa.

Em conclusão a este item, considero que estão criadas as devidas condições para um bom ambiente educativo, sendo que o mais importante não é o ambiente físico, mas sim ambiente que é criado, entre o Educador e crianças. Ambiente esse em que deve prevalecer o respeito pelo outro, através da cooperação, e partilha de saberes.

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Caracterização da Faixa Etária

Em contexto de creche, a criança apresenta determinadas características específicas ao longo do seu desenvolvimento.

Assim sendo, é importante salientar que o grupo em questão contempla idades entre os 15 meses e os 23 meses, tratando de faixas etárias diferentes, ou seja, trata-se de um grupo dos 12 aos 24 meses e um dos 24 aos 36 meses. E por isso mesmo, passo e seguida a sintetizar as principais caraterística de cada faixa etária.

Competências Específicas da faixa Etária dos 12 aos 24 Meses

Área de

Competências

Desenvolvimento

Pessoal e Social

Gosta de estar rodeado de adultos

Repete ações aplaudidas e elogiadas pelo adulto

Gosta de brincar sozinho

Tem curiosidade pelo outro

Gera conflito com os outros por causa da aquisição de um objeto

Desenvolvimento de emoções psicológicas como alegria, prazer, raiva,

ansiedade, medo, amor, tristeza, repugnância, presunção

Cognitiva

Realiza uma aprendizagem ativa, através da ação direta com o objeto

Diferencia os gestos e os movimentos consoante o que quer fazer

Aprende pela tentativa erro

Apercebe-se que apesar de não estar ao alcance o objeto não se

encontra escondido

Linguagem

Aprende novas palavras, aumentando o leque do seu vocabulário

Ouve o adulto com mais atenção

Imita comportamentos, de modo perfeito o imperfeito

Imita sons

Responde e obedece a pequenas ordens

Sintetiza uma ação numa só palavra

Psicomotora

Adquire a marcha com segurança

Consegue arrastar um brinquedo enquanto de desloca

Lança a bola e outros objetos com destreza

Inicia o desenvolvimento da motricidade fina

Sobe e desce escadas sem dar a mão

Come sozinha, utilizando a colher

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Competências Específicas da faixa Etária dos 24 aos 36 Meses

Área de

Competências

Desenvolvimento

Pessoal e Social

Observa e imita o outro para se socializar

Manifesta sensibilidade à intervenção de outras crianças e adulto

Fala e monólogo, verbalizando do tudo o que faz

Começa a controlar os esfíncteres

Desenvolvimento de sentimentos como o ciúme e descrição de mentira

Desenvolve a identidade sexual

Cognitiva

Inicia o Jogo Simbólico (faz-de-conta)

Começa a ter a noção de despedida dos pais que tem volta

Aprendizagem através da tentativa-erro

Começa a reconhecer formas iguais

Linguagem

Exprime-se através frases simples e com significado

Comunica através de nomes

Começa a utilizar pronomes possessivos, como mim e meu

Utiliza o nome próprio ou s 3º pessoa para se descrever

Começa a distinguir o que pode e não pode fazer

Verbaliza algo que alguém fez de errado

Tem noção das regras e dos limites

Psicomotora

Caminha com perfeição

Sobe e desce escadas, mesmo se pés alternados

Salta alternando os pés

Pontapeia uma bola

Inicia a corrida

Desenha em forma de Garatuja Retilínea

Salta com ambos os pés

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Caracterização do Grupo

“Observar cada criança e o grupo para conhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades, recolher as informações sobre o contexto familiar e o meio em que as crianças vivem, são práticas necessárias para compreender melhor as características das crianças e adequar o processo educativo ás suas necessidades” (Ministério da Educação, 1997, pág.25).

O grupo, cujo qual, presente Projeto Curricular se destina é constituído por 5 crianças, com idades compreendidas entre 15 meses e os 23 meses, tratando de faixas etárias diferentes, ou seja, trata-se de um grupo heterogéneo a vários níveis e por isso é benéfico para todas as crianças, que progridem mais facilmente e aprendem a respeitar mais os outros.

Antes de mais, é importante frisar que 4 das 5 crianças, já frequentavam a Instituição, no ano anterior, apesar de 2 delas terem entrado na fase final do ano letivo anterior, o que quer dizer que a maioria as crianças do grupo já se conhecem e estão mais ou menos adaptadas, não só ao grupo, como também às rotinas em geral. Portanto, apenas 1 das crianças é nova no grupo, sendo e referir que 2 destas crianças, incluindo a que entrou no início deste ano letivo, não irão completar o 1º período na creche, uma vez que apenas irã frequentar a creche até outubro, uma delas, e outra até novembro. Isto porque já havia sido informado pelas respetivas famílias, já que as mesmas não vivem no nosso país e apenas estariam cá provisoriamente.

Assi sendo, o grupo no final de novembro irá abranger 3 crianças, com idades entre os 17 e os 24 meses de idade, constituindo-se ainda como um grupo heterogéneo, tal como no início, mas com um número inferior de crianças.

Entrada na Instituição

Nome da Criança

 

Data da Entrada

Selena Chhantyal

de 2013

Rodrigo Cruz

de 2014

Margarida Pizarro

27 de junho de 2015

Inês Pereira

3

de junho de 2015

Sasha Barros

3

de setembro de 2015

Por outro lado, o grupo também se caracteriza como heterogéneo através do sexo, uma vez que tem 1 menino e 4 meninas, até novembro, sendo que a partir deste mês, o grupo terá 2 meninas e 1 menino.

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Sexo

2015/2016

 

Setembro

 

Sexo

Feminino

Masculino

Número de Crianças

4

1

Total de Crianças

 

5

Outubro

 

Sexo

Feminino

Masculino

Número de Crianças

3

1

Total de Crianças

 

4

Novembro

 

Sexo

Feminino

Masculino

Número de Crianças

2

1

Total de Crianças

 

3

Relativamente às idades das crianças, como já foi dito, o grupo é heterogéneo, pois tem 4 crianças com 1 ano e apenas 1 de 2 anos, sendo que, 2 das de 1 ano sairão do grupo, como também já foi referido.

Deste modo, é sempre benéfico para as crianças mais novas, ter crianças mais velhas no grupo, visto que estas adquirem muitas competências mais facilmente, por imitação dos mais velhos, através da socialização com os mesmos, durante as atividades livre de rotina e até nas atividades orientadas.

Por outro lado, as crianças mais velhas também são uma mais valia, pois aprendem a respeitar as dificuldades dos mais novos, ajudando-os sempre que necessitam.

Idade/Meses

Setembro

Idade por Anos

1 Ano

2 Anos

Número de Crianças

4

1

Total

 

5

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2015/2016

Outubro

 

Idade por Anos

1 Ano

2

Anos

Número de Crianças

3

 

1

Total

 

4

Novembro

 

Idade por Anos

1 Ano

2

Anos

Número de Crianças

2

 

1

Total

 

3

Mapa da Progressão de Idades Nomes/Meses Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio
Mapa da Progressão de Idades
Nomes/Meses
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Selena
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
Rodrigo
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
Margarida
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
Inês
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
21
Sasha
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32

Aniversários

Mapa dos Aniversários

Nomes Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Selena X
Nomes
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Selena
X
Rodrigo
X
Margarida
X
Inês
X
Sasha
X
Total
1
0
0
1
0
1
0
0
0
1
0
1

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Datas de Nascimento

2015/2016

 
 

Nome da Criança

Dia

Mês

Ano

Selena

18

Outubro

2013

Rodrigo

3

Junho

2014

Margarida

24

Abril

2014

Inês

24

Janeiro

2014

Sasha

 

Dezembro

2013

Permanência em Creche/ Frequência em Creche no ano anterior/não

No que concerne à frequência em creche no ano anterior, posso dizer que o grupo, na sua maioria tem experiência de creche, sendo que 3 das crianças frequentaram a creche no ano anterior. No entanto, 2 das crianças do grupo, apenas estiveram na creche no final do ano passado, a partir de junho. Já 1 das crianças, nunca frequentou qualquer creche e para ela tudo é novidade, sendo que esta criança, apenas irá frequentar até novembro e depois irá para a creche do seu país de habitação. Isto quer dizer que, a maioria das crianças do grupo tem já uma ideia das rotinas da creche e já esta minimamente adaptada, não só aos adultos, mas a tudo o que envolve o dia-a-dia na creche, o que é uma vantagem, uma vez que são crianças que serão ligeiramente mais autónomas que outrora.

Nomes

Sim

Não

Selena

X

 

Rodrigo

X

 

Margarida

 

X

Inês

X

 

Sasha

 

X

Total

3

2

Agregado Familiar

Residência

No que respeita à localização da residência das crianças do grupo em questão, posso salientar que todas elas pertencem ao Concelho de Braga, mas de freguesias diferentes, sendo que 2 das crianças têm esta residência como provisória, já que a sua morada efetiva é e Luanda e por isso, conhecem outras tradições distintas as nossas, o que benéfico para o grupo, apesar de ser por um curto espaço de tempo, pois, deixarão de fazer parte do mesmo ainda neste primeiro trimestre. Portanto, a troca de experiências vividas e de culturas, desencadeia transmissão e riquezas e aquisição de novos conhecimentos e competências para as crianças, sendo que tal só será possível nestas idades, se for suscitado pelo Educador, o contato com o grupo.

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2015/2016

Nomes

Concelho

Residência

Selena

Braga

 

Rodrigo

Braga

S. Vicente

Margarida

Braga

Maximinos

Inês

Braga

S. Pedro Este

Sasha

Braga

Nogueira

Além disso, 1 das crianças também é descendente de pais nepaleses, o que pode gerar novos conhecimentos para todas as crianças, especialmente para esta que, está a aprender 3 línguas, nepalês, inglês e português, e por isso, só no início deste ano é que está a revelar excelentes progressos a nível a linguagem, visto estar a adquirir conhecimento de 3 língua em simultâneo, o que não é nada fácil, mas é algo que tem vindo a ser ultrapassado.

A nível da composição do agregado familiar, pode-se afirmar que a maioria das crianças vive com os pais,

sendo que 2 delas já têm 1 irmã(ão) e apenas 1 vive somente com a mãe, sendo uma família monoparental, o que é importante ter em conta, pois, pode fundamentar algumas atitudes da criança perante determinadas situações, uma vez que está habituada a estar sozinha e a ter apenas a atenção da mãe, estando longe do pai e por isso carece de mais atenção a esse respeito.

Com quem vive

A criança vive

Nomes

Total

Com os Pais

Selena

2

Rodrigo

Com os Pais e Irmãos

Sasha

1

Com os Pais, Irmãos e Avós

Inês

1

Com o Pai

 

0

Com o Pai e Irmãos

 

0

Com a Mãe

Margarida

1

Com a Mãe e Irmãos

 

0

Com os Pais e Avós

 

0

Com os Avós

 

0

O fato de as crianças terem irmãos é relevante também nas suas atitudes, perante os colegas, como por

exemplo a nível da socialização e na partilha e respeito pelos outros. Por isso, é de salientar que apenas 2 crianças têm 1 irmã, sendo que esta é prematura e ainda não brinca com a criança, mas, nota-se uma aceitação, por parte

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destas 2 crianças, deste novo membro da família, manifestando algum carinho e alegria, mas também um pouco de ciúme, o que bastante normal.

No entanto, 2 das crianças que não têm qualquer irmão, estão mais socializadas em grande grupo, uma vez que já estão habituadas a conviver com outras crianças na creche, se bem que não têm crianças na família, para brincar e isso não é vantajoso, pois é sempre bom as crianças terem com quem brincarem na creche e fora dela.

Número de Irmãos

Nomes

Nenhum

1

2

Mais

Selena

X

     

Rodrigo

X

     

Margarida

X

     

Inês

 

X

   

Sasha

 

X

   

Total

3

2

0

0

Já no que concerne, ao grau de escolaridade dos pais, eu penso que de uma forma geral, estes são qualificados de forma a poderem estimular mais os seus filhos em casa, em determinadas áreas, como na linguagem, através de histórias e jogos didáticos.

Grau de Escolaridade dos Pais

Nome da Criança/Escolaridade

9ºAno

12º Ano

Licenciatura

Mestrado

Doutoramento

Selena

 

X

     

Rodrigo

 

X

X

   

Margarida

   

X

   

Inês

   

X

   

Sasha

   

X

   
Total 2 5
Total
2
5

É de salientar que alguns dos pais das crianças, não têm empregos, cujos horários sejam benéficos para os seus filhos, uma vez que ou são rotativos e com fins de semana, ou horários prolongados o que leva a criança a estar mais horas na creche e assim menos tempo com a família, o que é mau para a criança que pode manifestar algumas alterações no seu comportamento e influenciar o seu desenvolvimento. Mesmo ao fim de semana, 2 das crianças estão a maior parte do tempo apenas com o pai ou com a mãe e não com os dois devido aos seus tipos de trabalho, que têm folgas rotativas.

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Profissão dos Pais

Nome da Criança

Profissão Mãe

Profissão Pai

Selena

Empregada de Restaurante

Empregado de Restaurante

Rodrigo

Gerente de Empresa de

Gerente de Empresa de

Restauração

Restauração

Margarida

Consultora de Moda

Médico

Inês

Geóloga

 

Sasha

 

Jornalista

Horário de frequência habitual na Creche

Necessidades dos Pais

Nome da

07h:30m às

09h:00m às

17h:20m às

18h:31m às

Criança/Horário

9h:00m

17h:20m

18h:30m

19h:30m

habitual de

Prolongamento

Horário Normal

1º Bloco

2º Bloco

permanência na Creche

Manhã

Selena

Nunca

Sempre

Sempre

Nunca

Rodrigo

Nunca

Sempre

Raramente

Raramente

Margarida

Quase sempre

Sempre

Quase sempre

Muitas vezes

Inês

Nunca

Sempre

Raramente

Nunca

Sasha

Nunca

Sempre

Muitas vezes

Raramente

Em conclusão a esta tabela e ao que já foi referido, 2 crianças do grupo, têm mais horas de permanência na creche, sendo que uma delas chega mais cedo e vai mais tarde para casa, estando em permanência mais horas e por isso, fica mais cansada e requer mais atenção em alguns momentos do dia.

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Hábitos das Crianças

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No que respeita aos hábitos das crianças, é importante referir que todas as crianças usam fralda, estando dependentes dos adultos a nível da higiene pessoal. Porém, no uso dos sanitários para higiene das mãos estão um pouco mais autónomos, mas é algo que ainda tem de ser muito trabalhado para estarem totalmente autónomos.

Uso da Fralda

Usa Fralda

Sim

Não

Número de Crianças

5

0

A nível do uso de chupeta, é importante frisar que as crianças os grupos usam chupeta, apenas para dormir, não estado dependentes da mesma durante o dia. No entanto, em casos específicos, como transmissão de calma em alguns momentos que a criança está com sono ou se magoa, esta ´dada à mesma, para estar mais calma.

Uso da Chupeta

Usa Chupeta

Sim

Não

Número de Crianças

3

3

A respeito do sono, posso dizer que algumas crianças do grupo ainda são um pouco dependentes dos adultos para dormir, uma vez que, gostam de estejam ao seu lado, acariciando enquanto adormecem, ou seja, querem atenção ao adormecerem. Porém, 3 das crianças, normalmente adormecem sem a presença do adulto por perto.

Sono

Número de Crianças

Total

Adormece sozinho

2

Adormece com ajuda

3

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Já a respeito da caraterização do grupo a nível das Áreas de Conteúdo, considero importante referir a minha análise, ainda que sintética, construída a partir das Áreas de Conteúdo, referentes às Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar.

Em relação à Área de Formação Pessoal e Social, penso que, de uma forma geral, o grupo tem autonomia, mas não a necessária, tendo que ser trabalhada a nível das atividades de rotina, como arrumação de áreas e nesses aspetos é importante dar mais responsabilidade às crianças, suave e gradual.

Ainda estão a começar a ter a noção de pertença a um grupo, não manifestando a interiorização das regras de convivência, tendo que ser devidamente promovido o respeito pelos outros, assim, como a partilha, visto que é algo que ainda têm muita dificuldade em concretizar.

No que concerne à Área e Expressão e Comunicação, há crianças que falam muito pouco ou nada, revelando dificuldades em expressar-se, uma vez que algumas delas ainda não adquiriram a linguagem e outras estão em fase de aquisição da mesma. Portanto, será com certeza uma prioridade curricular na minha prática pedagógica com este grupo. Pois assim, a tudo será mais fácil para a criança, já que é difícil por vezes para elas se exprimirem, já que algumas não se conseguem exprimir verbalmente.

A nível da matemática acho que o grupo te de desenvolver mais o raciocínio lógico, através de jogos e de instrumentos de pilotagem, que são apelativos para trabalhar o número, o raciocínio lógico, a lateralidade, o tempo, o espaço,…

Em relação ás expressões, considero que o grupo pode evoluir muito nas diferentes formas de expressão, uma vez que adora canções e instrumentos musicais, sendo um dos meios para poder trabalhar a linguagem e a forma de expressão não verbal.

Já a nível de motricidade, o grupo está bem, mas tem de continuar a trabalhar para adquirir outras competências, sendo as sessões de movimento ou de psicomotricidade uma forma que eles adoram de trabalhar a motricidade.

Relativamente ao jogo simbólico, o grupo tem revelado pequenos progressos, sendo que já conseguem estar a brincar em grupo ou individualmente nas áreas, realizando já esporadicamente o brincar ao “faz de conta”. Contudo, alguns elementos do grupo, ainda estão mais cingidos a determinados espaços, não manifestando muito o seu jogo dramático, algo que irá ser adquirido com o tempo, através de pequenas dramatizações.

No que concerne à Expressão Plástica, o grupo, em geral, adora participar em atividades plásticas, com materiais diferentes, manifestando entusiasmo na concretização das tarefas especialmente na pintura.

Por fim, em ralação à Área de Conhecimento do Mundo, nota-se que o grupo é bastante curioso e gosta de coisas novas, adorando estar no exterior, explorando tudo o que a natureza lhes oferece no espaço exterior.

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Intervenientes Educativos

A equipa educativa é formada primeiramente, por uma Educadora de Infância, uma Assistente Operacional

e 4 Professores de Atividades de Enriquecimento Curricular.

Educadora

Portanto, a Educadora de Infância é Licenciada em Educação de Infância pela Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro.

Por conseguinte, é da responsabilidade da educadora planear, organizar e avaliar o toda a prática pedagógica com as crianças, bem como organizar e dinamizar a equipa educativa e a rotinas da sala.

É de salientar que a Educadora Raquel Ferreira irá desempenhar as suas funções dentro do horário abaixo estipulado, cumprindo 40 horas semanais, sendo que tem uma hora de almoço.

Turno/Dia da

2ª Feira

3ª Feira

4ª Feira

5ª Feira

6ª Feira

Semana

Manhã

9h15m-13h00m

9h15m-13h00m

9h15m-13h00m

9h15m-13h00m

9h15m-13h00m

Almoço

13h00m-14h00m

13h00m-14h00m

13h00m-14h00m

13h00m-14h00m

13h00m-14h00m

Tarde

14h00m-18h30m

14h00m-18h00m

14h00m-18h00m

14h00m-17h45m

14h00m-19h30m

Intervalo 15h45m-16h15m
Intervalo
15h45m-16h15m

Deste modo, durante a semana haverá um dia em que irá realizar o prolongamento da tarde, exercendo as suas funções até às 19h:30m, permitindo desta forma um contacto mais próximo com os pais no período de prolongamento de horário das crianças.

Assistente Operacional

A par da educadora existe 1 Assistente Operacional ou Auxiliar de Ação Educativa, que face ao número de

crianças no grupo não está permanentemente na sala, mas sempre que se justifique, para auxiliar as atividades

orientadas ou outra situação específica que seja pertinente.

A

ajudante de Ação Educativa X tem como formação base, o

ano,

o curso de auxiliar de

educação.

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O seu horário abrange 40 horas semanais, sendo que a hora de almoço altera conforme os dias.

Turno/Dia da

2ª Feira

3ª Feira

4ª Feira

5ª Feira

6ª Feira

Semana

Manhã

10h00m-13h30m

10h00m-13h30m

10h00m-13h30m

10h00m-13h30m

10h00m-13h30m

Almoço

13h30m-15h00m

13h30m-15h00m

13h30m-15h00m

13h30m-15h00m

13h30m-15h00m

Tarde

15h00m-19h30m

15h00m-19h30m

15h00m-19h30m

14h00m-17h45m

14h00m-19h30m

Intervalo - 15h45m-16h15m
Intervalo
-
15h45m-16h15m

Professores das Atividades Extracurriculares

Por outro lado, são também intervenientes educativos do Grupo em causa, 3 Professores que realizam atividades extracurriculares e 1 Educadora que concretiza a Hora do Conto, uma outra atividade extracurricular. Estas atividades concretizam-se sempre à mesma hora, mas em dias diferentes. Assim, os intervenientes associados às Atividades Extracurriculares são:

1 Professora de Inglês, que desempenha atividades lúdicas que desenvolvam a língua inglesa, sendo que estas acontecem 2 vezes por semana.

1 Professora de Música, que desenvolve atividades de expressão musical, apenas uma vez por semana.

1 Professor de Educação Física, que desenvolve atividades que desenvolve a psicomotricidade através de jogos de motricidade, sendo esta concretizada também 2 vezes por semana.

1 Educadora, que conta diferentes histórias, com diferentes materiais, igualmente 2 vezes por semana, mas da parte da manhã.

Em suma, os Intervenientes Educativos são todos eles importantes para o desenvolvimento global e bem-estar da criança na Creche, uma vez que a criança está em contato co todos eles e estes são responsáveis pela sua evolução e aprendizagens, pela forma como operaram a sua prática pedagógica e ainda pelo modo como se relacionam com o grupo em geral e cada criança em particular.

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Rotina Diária

“A sucessão de cada dia ou sessão tem um determinado ritmo existindo, deste modo, uma rotina que é educativa porque é intencionalmente planeada pelo educador e porque é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propor modificações. Nem todos os dias são iguais, as propostas do educador ou das crianças podem modificar o quotidiano habitual.” «Orientações Curriculares, pp. 40»

A rotina diária tem um papel fulcral na educação pré-escolar, sendo a sua relevância ainda maior para as

crianças da creche, uma vez que, esta transmite segurança e conforto às mesmas e por isso esta é tão importante.

Isto porque, a Rotina proporciona à criança uma sequência de acontecimentos que esta observa e compreende, oferecendo-lhe a estrutura dos acontecimentos do dia-a-dia, o que vai permitir que, a criança com o passar do tempo, os antecipe, prevendo o que vai acontecer e assim, ganhe autonomia nas suas tarefas.

Porém, para que aconteça, é fundamental que a Rotina diária seja consistente.

As rotinas são muito importantes nesta fase inicial do desenvolvimento da criança, pois proporcionam experiências de aprendizagem a todos os níveis, podendo ser utilizadas como estratégias para atingir determinados objetivos.

Portanto, a Rotina diária do Grupo deve ser definida desde o início do ano letivo, consoante as caraterísticas do grupo e realizadas diariamente. Assim, as crianças começam a assimilar e a diferenciar os diferentes momentos do dia, começando a interiorizar a sua sequência.

A participação da criança em todas as atividades planeadas é uma mais valia para a sua adaptação e

integração e efetiva no contexto educativo. Só desta forma as aprendizagens serão efetivas.

Além disso, a rotina funciona também como um suporte para o educador, na medida que lhe permite gerir melhor o seu tempo e planificar o dia de trabalho com s crianças.

A estrutura do tempo em contexto de sala permite diversos tipos de interação, importantes para o

desenvolvimento harmonioso de cada criança, sendo estas, atividades individuais, em pares/ pequenos grupos e atividades de grande grupo.

De seguida, passo a definir a Rotina diária com o grupo de trabalho em causa.

Dr. Acácio

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Planificação Anual

Calendarização de Atividades Orientadas

Mês

Dia

Temática/Festividade

Atividades

 

1

Início do Ano Letivo

Acolhimento às crianças novas através de jogos lúdicos

23…

Início do Outono

Passeio pelo parque e jardim da Instituição

Recolha de folhas e visualização da paisagem e das

caraterísticas da Estação

Setembro

Histórias e músicas relacionados com a temática

Outubro

1

Dia da Música

Construção de uma maraca com materiais recicláveis

16

Dia da Alimentação

Prova de Frutos do Outono

Carimbagem de Maçã num pote impresso numa folha

Histórias e músicas relacionados com a temática

31

Dia das Bruxas

Carimbagem de mãos para uma bruxa

Construção de um fantasma com materiais recicláveis

Teia de aranha com carimbagem de mãos

Histórias e músicas relacionados com a temática

Novembro

11

S. Martinho

Construção da Maria Castanha em Materiais recicláveis

Construção de um assador de castanhas (lembrança para

suporte de castanhas Magusto)

Histórias e músicas relacionados com a temática

19

Dia da Ciência

Jogo dos Sentidos

20

Dia do Pijama

Carimbagem de mãos para fazer um pijama

Dança do hino do Pijama

História d’A Aranha Delicada

26

Passeio

Teatro Velho Mágico (Parque de Exposições)

Dezembro

18

Festa de Natal

Canção Boneco de Neve

21

Início do Inverno

Histórias e músicas relacionados com a temática

Decoração da sala

25

Natal

Histórias e músicas relacionados com a temática

Carimbagem de um pinheiro e Natal com mãos e dedos

Anjo de Natal

Festa de Natal (Eu sou um boneco de neve)

Janeiro

6

Dia de Reis

Coroa de Reis

11

Dia do Obrigado

Canções palavras mágicas

Fevereiro

9

Carnaval

Máscaras e fatos

Histórias e músicas

14

Dia dos Namorados

Histórias e músicas

/Amor

Registos

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2015/2016

     

Lembrança

Março

8

Dia da Mulher

Lembrança

19

Dia do Pai

História e músicas

Lembrança

20

Início da Primavera

Histórias e músicas relacionados com a temática

Passeio ao ar livre e contato direto co as caraterísticas da

estação

Decoração da sala

Registos

20

Dia da Felicidade

História e músicas

Registo

21

Dia a Árvore

Plantação de uma árvore ou planta

História

 

27

Dia de Páscoa

Histórias e lembrança

Abril

2

Dia do Livro Infantil

Ida à Biblioteca

Maio

1

Dia da Mãe

História e músicas

Lembranças

3

Dia do Sol

Pintura do sol

15

Dia da Família

História e músicas

Lembranças

Junho

1

Dia da Criança

Jogos e Músicas

Lembrança

18

Dia do Piquenique

Piquenique no exterior

21

Início do Verão

Histórias e músicas relacionados com a temática

Passeio ao ar livre e contato direto co as caraterísticas da

estação

13

 

Decoração da sala

24

Santos Populares

Registo

29

Lembrança

Julho

1

Dia das Bibliotecas

Ida à Biblioteca

20

Dia do Amigo

História e músicas

Lembranças

26

Dia dos Avós

História e registo

Lembrança e música

Agosto

 

Summer Camp

Praia

Piscina

Observações

 

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Planificação Mensal

As Planificações Mensais encontram-se anexadas ao Projeto Curricular de Grupo.

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Metodologia de Trabalho

O Modelo de trabalho da minha prática pedagógica com o grupo, é o Modelo Curricular referente ao Movimento da Escola Moderna, em que a vida democrática do grupo tem por base a autonomia e responsabilidade, sendo imprescindível a comunicação as aprendizagens para avaliação as mesmas.

Deste modo, este Modelo pressupõe diariamente momentos de reunião, entre Educadora e crianças à volta da mesa com o objetivo de, planificar o trabalho a ser realizado, de partilhar saberes, avaliar trabalhos, tarefas e atitudes, e comunicar descobertas e aprendizagens. Por conseguinte, a seleção e realização das atividades requerem por isso mesmo, um compromisso e uma responsabilização por parte das crianças, sendo a criança um membro ativo e responsável pelo seu desenvolvimento-aprendizagem. E, portanto, a Educadora tem um papel fundamental, de mediador e coadjuvante nesse mesmo processo, na vida do grupo.

Por outro lado, tudo o que e realizado é partilhado com o grupo, através de comunicações, ainda que simples nestas idades, mas que desencadeiam aprendizagens efetivas, uma vez que ao comunicar a criança interioriza o que partilhou e aprendeu, sentindo-se útil e importante para os outros.

É importante, que as aprendizagens vão de encontro às necessidades e interesses do grupo de crianças, para que a motivação e dedicação pelo trabalho realizado seja evidente e facilite a aquisição de novas competências importantes para o desenvolvimento da criança.

“Os conteúdos dos projetos das crianças, porque emergem das suas vivências e dos seus próprios problemas, permitem que as crianças desenvolvam interações em comum enfoque social significativo e se sintam ligadas entre si (…). Por outro lado, os projetos facilitam a recriação de cenas do quotidiano onde as crianças podem representar papéis socio dramáticos explorando facetas de si próprias, estruturando e refletindo sobre o seu comportamento em dimensões da realidade (…)” (Marília Mendonça2002:50).

No que respeita ao papel do educador, este deve ser mediador e orientador de informação e de atividades, rentabilizando meios disponíveis para a concretização de todas as atividades, com êxito. Além disso, deve suscitar a curiosidade, a autonomia e responsabilidade de cada criança, preparando a criança para o seu futuro na vida quotidiana, comum atitude crítica para com as situações, sendo capaz de solucionar os problemas de forma autónoma e responsável.

Não esquecendo que é minha preocupação que a criança se construa como pessoa social, moral, com valores e com respeito pelos outros.

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Estratégias

Este item é muito importante para a planificação do Educador de Infância, uma vez que é através das Estratégias que o Educador consegue desenvolver competências do grupo, em geral e cada criança em particular.

Portanto, é necessário que o Educador defina formas específicas de realizar atividades, para desenvolver determinadas competências predefinidas, a fim, de que a criança possa atingir os objetivos predefinidos pelo mesmo.

Logo, o Educador deverá adotar determinadas estratégias que facilitem a novas aprendizagens e por sua vez o desenvolvimento global da criança. Deste modo, tendo em conta o grupo de crianças, definem-se as seguintes estratégias:

Pronunciar a Lengalenga:” 1,2,3 Perninhas à chinês”, sempre que fazemos a reunião de grande grupo na área do acolhimento

Cantar a canção do silêncio para acalmar o grupo, sempre que seja necessário, na área do acolhimento;

Cantar a canção “Com pezinhos de veludo …” antes da hora do conto, para suscitar a calma, o silêncio e a atenção durante a mesma.

Bater palmas quando houver crianças a destabilizar as atividades orientadas;

Cantar a canção: “Está na hora de arrumar, as coisinhas no lugar, sempre que seja a hora de arrumar;

Trabalhar em pequenos grupos ou até individualmente, em atividades de maior concentração;

Realizar com as crianças as regras da sala;

Distribuir as responsabilidades e tarefas do dia-a-dia da sala com as crianças;

Fazer perguntas abertas, para desenvolver a capacidade de expressão de cada criança e a sua linguagem oral;

Suscitar diálogo entre as crianças, através as conversas informais;

Realizar passeios ao ar livre, sempre que estiver bom tempo, para que as crianças não se sintam num espaço fechado e possam usufruir do que a natureza lhes dá, trabalhando as estações e tudo o que o meio ambiente lhes oferece;

Pedir às crianças que levantem a mão para falar, durante as atividades orientadas;

Ajudar as crianças a encontrarem soluções aquando de conflitos verbais ou não verbais;

Repreender verbalmente aquando da existência de “disparates” na sala ou fora dela;

Ligar a música, sempre que possível, quando as crianças estiverem a trabalhar ou a brincar para criar um ambiente tranquilo;

Colocar música calma e relaxante no dormitório, para que as crianças possam ficar mais calmas e adormecerem mais facilmente;

Fazer comboio de pares com as crianças (de diferentes idades, um mais velho com um mais novo), sempre

que hajam deslocamentos, cantando “o comboio dos meninos

”;

Os mais velos ajudam sempre os mais novos nas atividades de rotina.

Pedir a colaboração dos pais, sempre que for possível, em atividades da sala ou da Instituição;

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Reforçar positivamente todos os comportamentos positivos do dia;

Realizar momentos de higiene, cujo período de incidência vai sendo ajustado, tendo em conta a evolução do controlo esfincteriano do grupo, promovendo a sua autonomia;

Suscitar momentos de contato com os livros e histórias ou canções, sempre que haja tempos de espera na sala, como mudas de fralda;

Em suma, todas estas estratégias, podem ser melhoradas ao longo do ano, sempre com intuito de melhorar a prática pedagógica, com vista a uma evolução mais eficaz por parte do grupo e de cada criança.

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Programação da Ação Educativa

A ação educativa vai basear-se, como referido anteriormente, na Metodologia de trabalho do Movimento da

Escola Moderna, em que impera uma prática pedagógica democrática da vida em grupo e a criança como ser ativo

no seu processo de aprendizagem através da planificação e avaliação de atividades e tarefas, e por sua vez a autonomia e responsabilidade, como consequência dessa autonomia.

Os projetos vão surgindo na sala, conforme o interesse e curiosidade das crianças. As temáticas e prioridades curriculares irão surgindo através do contato com o grupo, numa conversa informal, nas reuniões de grande grupo ou no acolhimento.

É através do diálogo que, o grupo vai abordando algumas temáticas que, através da observação do mesmo,

manifestaram ir ao encontro dos seus interesses, necessidades e vivências. Usar-se-á papel e caneta para registar o que for dito durante essa conversa, destacando assim alguns pontos que deverão ser desenvolvidos

Portanto, o Educador será o moderador e promotor das escolhas das crianças, suscitando sempre a comunicação das aprendizagens feitas, uma vez que estas serão efetivas se partilhadas, pois é através da partilha de saberes que a criança interioriza aprendizagens feitas.

Todas as aprendizagens serão para a vida, permanecerão para sempre connosco, darmos a conhecer às crianças e suas famílias as capacidades dos seus sentidos e valorização da sua exteriorização pela palavra, despertá-las-emos para as necessidades que todos devem colmatar para crescer em pleno.

Uma comunidade estimulada estará atenta e, com certeza ativa, tornando possível a todas as crianças conhecer- se melhor e otimizar o seu relacionamento com pares.

Todos os intervenientes educativos, pais, familiares e comunidade serão convidados a partilhar as descobertas, sensações e perceções que a plenitude dos nossos sentidos vai envolver.

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Opções e prioridades curriculares

Após uma avaliação diagnóstica e uma análise refletida, sobre as necessidades do grupo em geral e de cada criança em particular, tomei consciência dos que realmente é mais importante trabalhar com o grupo e cada criança afeta ao mesmo. Assim sendo, penso que há opções a seguir, tendo em conta não só a as necessidades, como também os interesses e a faixa etária em questão. Portanto, considero que as prioridades curriculares do grupo para o presente ano letivo são:

Afetos e o respeito pelo outro

Valores (partilha, gratidão, …)

Linguagem

Cores

Corpo Humano

Animais domésticos

Porém, a autonomia e a responsabilidade serão a base de todo o trabalho desenvolvido com as crianças, sendo esta a principal prioridade, para que as crianças se sintam seguras e confortáveis.

Por outro lado, é necessário frisar que todas estas temáticas serão desenvolvidas de forma lúdica e com criatividade, para que as crianças manifestem interesse pelas mesmas.

Deste modo, passo de seguida a definir os objetivos que predefini para o grupo, nas diferente Áreas de Conteúdo, para o longo do ano letivo.

Área da Formação Pessoal e Social

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

Desenvolver o autoconceito e a autoimagem

Ser capaz de:

reconhecer-se pelo nome próprio;

reconhecer a sua imagem representada ou em

espelho;

identificar o seu género;

reconhecer-se como parte de um grupo;

Desenvolver a Socialização

Ser capaz de:

reconhecer os seus amigos pelo nome próprio;

estabelecer, com os amigos da sala, relações

positivas;

dialogar com os amigos ao longo do dia;

reconhecer os adultos pelo seu nome próprio;

recorrer ao adulto com confiança;

Desenvolver do conceito de pertença a um

Ser capaz de:

grupo

reconhecer os amigos da sala;

partilhar o material com os seus amigos;

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cooperar com os amigos e com os adultos em alguma

tarefa;

respeitar os amigos, através de atos de carinho e de

partilha

o pedir ajuda quando necessita;

Dar a mão ao par, sempre que se desloca.

Desenvolver da autonomia e responsabilidade

 

Ser capaz de:

 

realizar uma tarefa sozinha;

Lavar as mãos sozinho.

Come sozinho.

resolver pequenos conflitos sem a ajuda do adulto;

regras

Interiorizar

de

a

educação

para

a

Ser capaz de:

cidadania

falar aos outros com cuidado e atenção;

dizer: “por favor, com licença e obrigado”;

ouvir a opinião e os gostos dos outros;

esperar pela sua vez para falar;

arrumar o que desarrumou;

cumprir as regras que estabelecidas em grupo;

respeitar e cumprir regras de higiene e segurança;

Área da Expressão e Comunicação

 

Domínio da Expressão Motora

 

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

Desenvolver a motricidade grossa

Ser capaz de:

movimentar corretamente as grandes articulações:

pescoço, ombros, cotovelos, ancas, joelhos,

utilizar diferentes formas de locomoção: rastejar,

gatinhar, andar, correr

;

realizar movimentos segundo ordens dadas

verbalmente ou não;

Levar ao despiste de algum tipo de rigidez ou

descontrolo de movimentos das grandes

articulações;

Desenvolver a motricidade fina

Ser capaz de:

Segurar o lápis ou o pincel corretamente.

Segurar na colher e no garfo corretamente.

Pegar pequenos objetos o os dedos, em forma de

pinça

Pegar no copo de forma correta, apara não deixar cair

água.

Desenvolver as pequenas articulações

Ser capaz de:

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movimentar as pequenas articulações

harmoniosamente;

movimentar especificamente as mãos e os pulsos;

alinhar objetos, a seguir um trajeto marcado no chão,

ultrapasse obstáculos sem derrubar objetos;

lançar uma bola;

Desenvolver o esquema corporal

Ser capaz de:

Desenvolver a coordenação motora

explorar espontaneamente o seu corpo, utilizando

diferentes materiais e experimentando diferentes

sensações;

ter uma postura positiva e correta de si;

tomar consciência de si e do seu corpo;

descobrir as novas possibilidades motoras que possui

nas diferentes partes do corpo;

coordenar e movimentar o seu corpo corretamente;

imitar movimentos;

Desenvolver os sentidos

Ser capaz de:

estar atenta ao que vê, cheira, sente, ouve e prova;

identificar partes do corpo que levam ao

conhecimento pelos sentidos;

Domínio da Expressão Dramática

Objetivos Gerais

 

Objetivos Específicos

Desenvolver o jogo simbólico

Ser capaz de:

comunicar através do corpo: gestos, sons e expressões

 

faciais;

caracterizar-se com os diferentes materiais presentes

 

nas áreas;

recriar momentos imaginários;

atribuir múltiplos significados aos objetos.

Desenvolver o jogo dramático

Ser capaz de:

imitar gestos de personagens reais e imaginárias;

Domínio da Expressão Plástica

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

Desenvolver a capacidade de comunicação e

Ser capaz de:

representação

realizar diferentes técnicas de expressão plástica, tais

como: pintura, desenho, carimbagem;

realizar as diversas técnicas utilizando um vasto leque

de materiais;

ter respeito pelos trabalhos dos seus colegas;

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exprimir-se através da expressão plástica;

ter gosto em iniciar e terminar um trabalho;

a

Desenvolver

capacidade

de

expressão

e

Ser capaz de:

comunicação

representar vivências individuais, temas, histórias,

paisagens, entre outros, através de vários meios de

expressão;

Domínio da Expressão Musical

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

Desenvolver o gosto pela educação musical

Ser capaz de:

expressar-se através do canto e da reprodução;

estar atenta a pormenores auditivos, em canções e

músicas;

reproduzir sons variados: palmas, bater dos pés…

diferenciar sons corporais, sons de objetos, sons da

natureza;

sincronizar o movimento do corpo com a intensidade

de uma canção;

improvisar ambientes sonoros;

 

Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita

 

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

Desenvolver a linguagem verbal

 

Ser capaz de:

 

adquirir novos vocábulos e a utilizá-los;

compreender uma mensagem dada oralmente;

reproduzir uma mensagem verbal;

colocar questões;

responder a questões que lhe sejam colocadas;

o

Promover

desenvolvimento

da

linguagem

Ser capaz de:

não-verbal

associar a linguagem não-verbal à verbal;

observar imagens;

fazer leitura de imagens, fotografias;

identificar uma sequência de imagens apresentada

(ex: rotina);

construir registos gráficos a partir de momentos que

observou ou imaginou;

Domínio da Matemática

Domínio da Matemática

Objetivos Gerais

Objetivos Específicos

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Desenvolver o raciocínio lógico

Ser capaz de:

reconhecer o critério de arrumação dos objetos;

reconhecer se um determinado objeto pertence ou

 

não a um determinado grupo de objetos;

Desenvolver a descoberta dos números

Ser capaz de:

associar os números às quantidades.

Área do Conhecimento do Mundo

Objetivos Gerais

 

Objetivos Específicos

Desenvolver o espírito de descoberta, através

Ser capaz de:

do contacto com novas situações que são,

ser curioso e ter desejo de saber cada vez mais;

simultaneamente de descoberta e exploração

utilizar os sentidos para descobrir e explorar o mundo

do mundo.

 

que a rodeia;

Desenvolver o conhecimento dos estados do

Ser capaz de:

tempo

Identificar o estado do tempo (sol chuva, nuvens,)

Posto isto, é importante enunciar os alguns dos Instrumentos que irei introduzir, na rotina diária com o grupo, para desenvolvimento de várias competências, que de seguida serão enunciadas, as quais estão interligadas às prioridades curriculares. No entanto, cada um destes instrumentos irá sendo introduzido à medida que o grupo estiver minimamente preparado, sendo explicitado e exemplificado a sua finalidade.

Os instrumentos de pilotagem do grupo, têm como grande objetivo a gestão do grupo, uma forma de este desenvolver a autonomia e responsabilidade, assim como a noção de tempo, espaço e número.

 

Instrumentos de Pilotagem do Grupo

Instrumento

Objetivos

Mapa de Presenças

Reconhecer-se a si e aos elementos do grupo;

Reconhecer a sua família;

Desenvolver a noção de presente e ausente;

Saber contar os elementos do grupo presentes;

Desenvolver o raciocínio lógico, através da tarefa de marcar a presença no

quadro ou na sua casa.

Mapa dos Aniversários

Interiorizar a sua idade:

Mapa do Tempo

Desenvolver a autonomia, relembrando e identificando os estados do tempo

Mapa das Idades

Interiorizar a sua idade;

Desenvolver o raciocínio lógico, através da idade dos colegas:

Mapa da Rotina Diária

Relembrar as atividades do dia-a-dia, interiorizando a sua sequência, através

da autonomia na realização das mesmas.

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Mapa das Tarefas

Desenvolver a autonomia, realizando pequenas tarefas;

Desenvolver o raciocínio lógico, relembrando responsabilidade de uma

tarefa.

Além disso, estes desenvolvem competências de todas as Áreas de Conteúdo, o que é bastante benéfico para a criança, uma vez que esta consegue interiorizar as suas finalidades de uma forma lúdica e não imposta.

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Atividades Orientadas

As atividades Orientadas são propostas pelo Educador, que observam planeiam e agem tendo como objetivo proporcionar situações que estimulem o desenvolvimento global das crianças. Porém, devem partir dos interesses das crianças e do grupo.

As atividades devem abranger as diversas áreas de conteúdo, interligando-as mesmas, sendo diversificadas e criativas, para suscitar a atenção e o interesse das crianças.

Logo, é a partir das características do grupo e de criança, que se organizam as atividades e se atingem objetivos.

Área de Formação Pessoal e Social

Área de Expressão e Comunicação

Área de Conhecimento do Mundo

Cuidados

básicos

de

Promover e desenvolver a

Interações com a comunidade;

alimentação, higiene e sono

aquisição da linguagem;

Visualização e interação do

Interação adulto/criança

Audição de canções e histórias

meio ambiente;

Interação criança/criança

gravadas;

Reconhecimento da utilidade

Interação do círculo

Leitura de histórias;

de objetos;

criança/família/creche

 

Estimular a criança para todos

Visualização do estado do

Adaptação à rotina diária;

os domínios: expressão

tempo;

Introdução de pequenas regras;

plástica, dramática, musical e

Contato com diferentes

Fomentar valores como

motora

materiais

partilha;

Promover o respeito pelos

outros

Atividades Livres

Nesta faixa etária é essencial que as crianças, procurem conhecer o que as rodeia, tocando, sentindo e explorando autonomamente. O educador intervém, propõe atividades e cria o ambiente educativo percecionando e explorando as necessidades e interesses vindos das crianças. É esta aprendizagem ativa e pela ação “…definida como a aprendizagem na qual a criança, através da sua ação sobre os objetos e da sua interação com pessoas, ideias e acontecimentos, constrói novos entendimentos.” (in Educar a criança, 3ª edição, p.22), por parte das crianças.

No contexto de creche é fundamental que as crianças brinquem. Estas brincadeiras deverão ser feitas com os pares, com adultos, mas também de forma individual. É através do ato de brincar que as crianças se desenvolvem a todos os níveis, psicossocial, físico-motor e cognitivo. A brincadeira em contexto de creche é também um instrumento de trabalho do educador, pois é através dela que o educador consegue perceber o estádio de desenvolvimento das crianças e as suas necessidades mais emergentes. Portanto, O desenvolvimento e a

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aprendizagem são vertentes indissociáveis do processo educativo” (FIGUEIREDO, pág. 34). Quer isto dizer que sem aprendizagem não há desenvolvimento e vice-versa.

A sala e o ambiente educativo deverão estar adequados à exploração autónoma das crianças, de forma a que estas descubram sozinhas o mundo do faz de conta, interligando com a realidade, concretizando assim aprendizagens. Portanto, o ambiente educativo de estar organizado segundo a faixa etária e de acordo com o interesses, necessidades e gostos das crianças.

Atividades de Rotina

As atividades de rotina, tal como á foi referido, são importantes para que a criança interiorize uma sequência do seu dia-a-dia, dando-lhe mais segurança, conforto e bem-estar, indispensável ao trabalho pedagógico em creche, visto que assim a criança, tornar-se-á mais autónoma nas suas atividades ao longo do dia e consiga realizar pequenas tarefas, de forma responsável.

É de salientar que as Atividades de Rotina são a base do dia-a-dia na Creche, e por isso as atividades Orientadas e as Livres têm menos tempo para se concretizarem, visto que as atividades de rotina, como a higiene e a alimentação, são nestas idades, fonte de bem-estar e conforto. O que não quer dizer que as tanto, as atividades Livres ou Orientadas não sejam importantes, quando são fundamentais para completarem o trabalho feito na creche, para um bom desenvolvimento global da criança, já que é través da parte lúdica das atividades que esta faz grandes descobertas e aprendizagens.

Atividades Extracurriculares

No que respeita às atividades extracurriculares, o grupo em causa frequenta 4 diferentes Atividades:

Hora do Conto

Inglês

Expressão Motora

Expressão Musical

Portanto, pode-se dizer que, a nível de atividades extracurriculares, o grupo tem à sua disposição um leque de atividades diversificado, o que benéfico para o seu desenvolvimento global e social. Isto porque, cada atividade está interligada a cada um dos domínios da Área da Expressão e Comunicação, mas complementam-se no seu tipo de atividades, já que tratam de crianças pequenas, sendo a música uma forma lúdica de abordar varias temáticas.

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De referir que, as atividades extracurriculares são realizadas em conjunto com os bebés do berçário, isto é, estas mesmas atividades reúnem todas as crianças da Creche, desencadeando um momento de socialização entre elas.

Além disso, cada uma destas atividades acontece em dias diferentes, ou seja, todos os dias da semana, as crianças têm uma atividade extracurricular diferente.

É de salientar, que somente a atividade de Expressão Musical decorre apenas uma vez por semana, sendo que as restantes atividades acontecem duas vezes por semana.

Assim sendo, a tabela seguinte tem como objetivo a informação do horário de cada uma das diferentes atividades extracurriculares.

Atividade/Horário

2ª Feira

3ª Feira

4ª Feira

5ª Feira

6ª Feira

Expressão Motora

 

Das 15h:45m

   

Das 15h:45m

Às 16h:15m

Às 16h:15m

Expressão Musical

   

Das 15h:45m

   

Às 16h:15m

Inglês

Das 15h:45m

   

Das 15h:45m

 

Às 16h:15m

Às 16h:15m

Hora do Conto Das 10h:15m Das 10h:15m Às 10h:30m Às 10h:30m
Hora do Conto
Das 10h:15m
Das 10h:15m
Às 10h:30m
Às 10h:30m

Por fim, é importante referenciar que estas atividades são lecionadas por professores especializados em cada tipo de atividade, sendo que a hora do conto é realizada por uma Educadora da Instituição.

Deste modo, passo a identificar na seguinte tabela o responsável por cada atividade e a respetiva habilitação.

Atividade Extracurricular

Nome

Habilitações

Expressão Motora

Prof. Miguel Nogueira

Professor de Educação Física

Expressão Musical

Prof. Andreia

Professora de Música

Inglês

Professora Marlene

Professora de Inglês

Hora do Conto

Educadora Vera Martins

Educadora de Infância

Por fim, é importante mencionar que todos estes docentes, exceto a Professora de Inglês, são docentes que já tinham estado em contato com algumas as crianças do grupo no ano anterior, o que é bom, pois, a socialização será mais fácil.

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Relação Creche /Família Divulgação de Informação

“Mais do que realizar determinadas práticas, importa assumir a atitude de estar junto e a lado das famílias, bem coo dos colegas de trabalho, para levarmos a cabo esta tarefa tão estimulante, quão complexa, da educação das crianças nas primeiras idades. (…). Criar espaços de diálogo implica encontrar tep para falarmos uns com os outros, …em reuniões formais, em encontros…ou em celebrações. (…)” (FOLQUE, BETTENCOURT e RICARDO, 2015,

p.20)

Primeiramente, é de salientar que o atendimento personalizado aos pais será realizado sempre que os pais assim o entendam e necessitem, para esclarecimento de algum acontecimento, atividade ou para dar a conhecer alguma aprendizagem ou progresso feito pela criança ou até mesmo para averiguar algum problema com a criança derivado de alguma atitude ou retrocesso da mesma.

No entanto, o horário de prolongamento às sextas feiras, até às 19h e 30 minutos, será uma forma de poder contatar com todos os pais e/ou encarregados de educação de todas as crianças, estando mais disponível para esclarecer algo que ao longo da semana, foi mais complicado de comunicar.

Contudo, caso seja necessário dar algum recado importante, no próprio dia, ou solicitar algo aos pais, é enunciado na caderneta da criança, servindo de “Diário de Bordo”, quando não possível comunicar de outra forma com os pais, sempre que necessário.

“A organização das reuniões implica uma planificação em conjunto, identificando os problemas que preocupam as famílias e/ou os profissionais. A partir desse levantamento, planeamos as atividades que, em conjunto, iremos desenvolver, e distribuímos as responsabilidades de modo a que todos participem.” (FOLQUE, BETTENCOURT e RICARDO, 2015, p.21)

Relativamente às reuniões de pais, estas realizar-se-ão formalmente, uma vez por cada trimestre, isto é, no final de cada período, com o propósito essencial, de dar a conhecer as competências adquiridas pelos respetivos educandos naquele período e tempo, salientando alguns fatos ou pormenores importantes. Todavia, no início do ano é realizada uma avaliação diagnóstica com os pais, a fim de averiguar quais as necessidades e competências de cada criança.

“O trabalho com a família tem como objetivo promover a comunicação e as conexões (LeeKeeman &Nimmo, 1999)” entre o mundo familiar a criança e o mundo da creche, capaz de ampliar as aprendizagens das crianças. A parir destas trocas, as famílias participam de forma efetiva no planeamento e avaliação das vivências da creche. A família pode ajudar os educadores a conhecer as crianças, os seus interesses e necessidades e, assim ampliar o potencial comunicativo das crianças mais novas.(FOLQUE, BETTENCOURT e RICARDO, 2015, p.21)

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Portanto, é através da relação e contato das famílias com a creche e especificamente com o Educador, que este adquire inicialmente, conhecimentos mais aprofundados das crianças, sendo que ambos se apoiam na resolução de problemas e na aquisição de novas competências.

“É importante que os pais ou os auxiliares… se vejam como participantes competentes, com saberes e experiências a partilhar.()

Assim sendo, é fundamental que haja uma relação de afetividade entre Creche e Família, sendo que esta deve participar nas atividades da Instituição, dando mais segurança e confiança à criança, uma vez que esta se sente acompanhada no processo educativo. Portanto, a relação Família/Creche é benéfica não só para as crianças como também para os pais, que ao partilharem saberes constroem novas aprendizagens.

Na relação Creche/Família, é imprescindível que o Educador tenha por base o princípio de que “…nos constituamos como uma verdadeira comunidade de aprendizagem e, em conjunto (famílias educadora, auxiliares e outros), nos apoiemos na resolução dos nossos problemas num processo de aprendizagem em que todos aprendem e todos ensinam.(FOLQUE, BETTENCOURT e RICARDO, 2015, p.20)

Deste modo, gostaria de referir que os pais serão envolvidos na maioria das atividades deste Projeto, especialmente, algumas delas que serão realizadas em casa, para que as crianças se sintam parte integrante do seu processo de desenvolvimento aprendizagem, ao realizarem atividades no ambiente familiar.

Assim, algumas das atividades, terão o apoio dos pais através de materiais específicos como fotos ou outros elementos mais particulares à criança.

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Metodologia de Avaliação

No que respeita à Avaliação das Crianças, é importante frisar que em contexto de creche e até mesmo de Jardim de infância a avaliação é meramente formativa.

Assim, o educador de infância avalia cada criança e grupo tendo como objetivo a planificação e a efetividade de situações na rotina e atividades estruturadas que promovam o desenvolvimento sócio afetivo, psicomotor e cognitivo.

A par deste objetivo a avaliação é mais um instrumento de comunicação entre o educador e os pais,

relativamente às competências adquiridas no ambiente educativo.

Portanto, a avaliação é, antes de mais o ponto de partida para a prática pedagógica do Educador, ou seja, um suporte de planeamento, uma vez que, este necessita de avaliar o contexto educativo, o grupo e todas as suas caraterísticas, para poder planear as atividades, segundo determinadas estratégias. Logo, é fundamental uma avaliação diagnóstica inicial, de cada criança do grupo, para se poder analisar e refletir sobre as prioridades e necessidades a trabalhar com cada criança e com o grupo.

Deste modo, o Educador delimita o plano a desenvolver com o grupo e cada criança individualmente, ao longo do ano, para que todas as crianças consigam progredir devidamente e adquirir as competências relativas à sua faixa etária.

Assim, é através do contato direto, durante as conversas informais ou atividades orientadas; ou contato indireto, ao longo das atividades livres nas áreas ou nas atividades de rotina, que irei verificar as capacidades, necessidades, interesses e competências de cada criança, analisando posteriormente todas as posturas e formas de realizar tarefas, com vista à promoção do desenvolvimento das capacidades e competências do grupo e de cada criança individualmente.

Portanto, depreende-se que a avaliação é um instrumento de trabalho do educador, através do qual este é capaz de avaliar o seu trabalho e os benefícios desencadeados pelo mesmo às crianças. E por isso mesmo este projeto será avaliado semestralmente, tendo em conta a prática pedagógica, especialmente, as atividades desenvolvidas e as aprendizagens feitas pelo grupo e por cada criança em particular.

O Educador é responsável pela intervenção pedagógica na sala de atividades pois é ele que planifica tendo

em conta o seu grupo de crianças e o seu meio social e familiar. Desta forma, o Educador deve basear-se no desenvolvimento do seu grupo e ser capaz de refletir sobre si e sobre a sua ação de modo a reformular a sua intervenção se necessário. Logo, este deve criar um ambiente facilitador de bem-estar e segurança, estruturando a

sua prática pedagógica em 4 partes essenciais observação, análise, reflexão e avaliação.

A divulgação dos resultados da Avaliação será concretizada nas Reuniões de Pais, bem como reuniões

individuais com os pais; e sempre que os pais e Educadora achem oportuno. Nestas reuniões individuais o Educador facilitará aos pais o visionamento da Ficha de do Plano Individual de Avaliação de Competências do seu Educando.

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Conclusões

Ao longo da construção do presente documento procurei avaliar e analisar devidamente as necessidades, interesses e competências do grupo me geral e de cada criança em particular, com o propósito de conseguir definir um plano para o grupo neste ano, a fim de que este atinja as competências adequadas à sua faixa etária.

Por outro lado, tive o cuidado de pesquisar artigos relativos a determinados itens, para que algumas das estratégias delineadas fossem fundamentadas, visto considerar serem as mais adequadas para atingir os objetivos que defini.

É importante referir também, que penso ser importante a criatividade e a diversidade, no que respeita às atividades orientadas, para que suscite curiosidade e motivação por parte das crianças, a fi de estas adquiram mais facilmente as competências desejadas, realizando noas aprendizagens.

De frisar que, o projeto em causa estará disponível a todos os intervenientes educativos para que seja conhecido mais pormenorizadamente pelos mesmos, sendo que estes estarão sempre ocorrentes de todas as atividades a serem concretizadas com o grupo, por forma a facilitar novas aprendizagens.

Importante será de dizer que, este projeto será alvo de uma avaliação sistemática e contínua avaliação pelos seus intervenientes.

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Bibliografia

Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Lopes da Silva, M. e Núcleo de Educação Pré- escolar, Ministério da educação, dezembro, 2002

FOLQUE, Assunção, MARTA, Bettencourt, RICARDO, Mónica, (2015) A prática educativa na creche e o modelo pedagógico do MEM, Editorial Escola Moderna, nº3, 6ª série, (pp.13 -32), Lisboa

Psicologia educacional: Sprinthall N. e Sprinthall, editora McGraw- Hill, ano 1993

PAPALIA D. ETAL, editora Mc Graw- Hill, O Mundo da Criança, 2001

HOHMANN M. e WEIKART D., Educar a criança, Fundação Calouste Gulbenkian- 3ª edição, dezembro, 2004

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