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RECICLE A INFORMAÇÃO:

Jornal Gratuito RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro
Jornal Gratuito RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro

PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR

RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro de 2016 •
RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro de 2016 •
RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro de 2016 •
RECICLE A INFORMAÇÃO: PASSE ESTE JORNAL A OUTRO LEITOR Quinta-Feira 15 de Setembro de 2016 •

Quinta-Feira 15 de Setembro de 2016 • Venda Proibida Edição Nº 407 Ano 9 Fundador: Erik Charas

Pergunta à Tina BBM p in: 2B04949C WhatsA pp : 84 399 8634 email averdademz@gmail.com
Pergunta
à Tina
BBM p in: 2B04949C
WhatsA
pp
: 84 399 8634
email
averdademz@gmail.com
tudo o que você precisa
de saber sobre saúde
sexual e reprodutiva
A sinistralidade rodoviária segue matando em Manica CSI Moçambique A sinistralidade rodoviária, na sua maioria
A sinistralidade
rodoviária segue
matando em Manica
CSI Moçambique
A
sinistralidade rodoviária,
na sua maioria resultante
da inobservância da regras
elementares de trânsito,
segue fazendo vítimas um
pouco todo Moçambique.
Na província de Manica,
pelo menos dois indivíduos
perderam a vida e o outro
ficou gravemente ferido em
devido a quatro acidentes
de viação. O excesso de
velocidade voltou a estar na
origem da tragédia.
Texto: Redacção
Um dos acidentes, resultante do
excesso de velocidade, aconteceu
na cidade de Chimoio, onde uma
pessoa foi atropelada quando atra-
vessava a Estrada Nacional núme-
ro seis (EN6). Foi igualmente por
excesso de velocidade que uma
viatura embateu contra um obstá-
culo fixo.
Num outro sinistro, do tipo choque
carro/motorizada, um motociclis-
ta morreu e o seu acompanhante
ficou gravemente ferido. De acor-
do com a Polícia, que apela à ob-
servância das normas de trânsito
para evitar o derramamento de
sangue e luto, o condutor da mo-
torizada circulava em contramão.
Existe a convicção generalizada que em Moçambique a polícia prende e os tribunais soltam
os alegados criminosos, o facto é que até o tribunal julgar e condenar todos cidadãos
são inocentes. Para que a Procuradoria possa ter provas que levem à condenação os
criminalistas precisam de recolher todas as evidências materiais que conduzam ao
esclarecimento dos delitos criminais. “Estamos a pedir que sejam muito atentos quando
chegam a um local de um crime preservar o local, deixar como está até chegar o perito”
apela, aos cidadãos e aos agentes da Polícia da República de Moçambique, Frederico
Agostinho, um dos poucos CSI existentes no nosso País.
Texto: Adérito Caldeira • Foto: PNUD
continua Pag. 02
Consumidores moçambicanos de
drogas são de bairros suburbanos
Detida mulher que fez parte dum
assalto e assassinato em Maputo
A
prevenção e o combate ao consumo e venda de drogas
em Moçambique, trabalho que constitui um bico-de-obra
para as autoridades policiais, tem como principal entrave
o
desconhecimento dos locais de origem e produção. E os
consumidores e comerciantes são indivíduos com idades
compreendidas entre 16 e 39 anos, solteiros e residentes
nos bairros suburbanos do sul do país. Quem o diz é António
Lourenço, da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL).
A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo
deteve uma mulher que participou no assalto a uma residên-
cia e que terminou em tragédia, a 17 de Agosto passado, no
bairro do Zimpeto. Na circunstância, uma cidadã que tra-
balhava como empregada doméstica foi submetida a maus-
-tratos até à morte.
Texto: Redacção
A
mulher ora presa, que na altura
Texto: Emildo Sambo
Diariamente, a Polícia da Re-
pública de Moçambique (PRM)
desdobra-se em patrulhas, entre
as quais relâmpagos que visam
desactivar as chamadas “bocas
do fumo”. Todavia, a fonte a que
nos referimos considera que os
relatórios policiais não apresen-
tam dados sobre a origem e os
locais de produção, consumo e
venda de drogas, o que dificulta
as acções de prevenção.
vários destinos através do Aero-
porto Internacional de Maputo.
porta-voz do Comando da PRM na
capital moçambicana, disse à im-
prensa que o caso aconteceu por
volta das 08h00 da manhã.
Mas o pior de tudo, ainda se-
gundo o quadro da ACIPOL, é
do crime estava na companhia do
seu namorado e um outro indiví-
duo contactado para transportar os
bens roubados, admitiu que partici-
pou no assalto. Ela conseguiu fugir,
mas os outros dois indivíduos ele-
o
défice de comunicação entre
os funcionários da Migração e
mentos foram presos logo a seguir
ao crime.
a
Brigada da Polícia de Investi-
Os bandidos, segundo o agente da
Lei e Ordem, “agrediram a cidadã
até à morte e apoderaram-se de
vários bens que foram recuperados
num esconderijo no bairro de Bo-
gação Criminal (PIC). “Seria me-
lhor que fossem conferidos mais
poderes de decisão à Polícia pe-
A
visada contou ainda que foi ela
quisso”, no município da Matola.
quem apertou o pescoço e tapou a
boca da vítima e, em seguida, diri-
rante as bagagens suspeitas e
que as mesmas fossem escruti-
nadas logo à saída da aeronave”.
giu-se ao quarto dos donos da casa
Por sua vez, a indiciada cuja fuga
durou pouco mais de três semanas
à
Como solução, António Louren-
ço, que dissertava sobre a “A In-
cidência de Consumo e Venda Ilí-
cita de Drogas em Moçambique
no II Semestre de 2015”, há dias,
em Maputo, sugere a realização
de “pesquisas comparativas so-
bre a incidência regional do con-
sumo ilícito” de estupefacientes.
procura de dinheiro, porém, sem
sucesso.
António Lourenço falava num
seminário sobre “Dinâmicas
Actuais da Criminalidade em
Moçambique: Desafios para Pre-
venção e Combate”, pela ACI-
POL e pela Procuradoria-Geral
da República (PGR). Na sua pers-
pectiva, no bairro de Magoanine
“C”, por exemplo, nota-se uma
relação entre a malha urbana e
criminalidade.
Na
altura,
Orlando
Modumane,
acrescentou que a ideia de invadir o
referido domicílio foi do seu namo-
rado, mas a finalidade era apenas
de roubar e não matar a cidadã.
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86 450 3076
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No período em análise, avança o
orador, houve fragilidades propi-
ciam a passagem de drogas para
84 399 8634

Pequena subida de temperatura nesta 5ª feira, 36º em Tete

O Instituto Nacional de Meteo- rologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quinta-fei- ra(15) nas principais cidades de Moçambique:

Nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula prevê-se céu geralmente pouco nublado. Ocorrência de neblinas ou ne- voeiros matinais locais. Vento de leste a sueste fraco a moderado.

Para as províncias de Tete, Zam- bézia, Manica e Sofala prevê-se céu pouco nublado localmente muito nublado. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais locais. Vento de leste a nordeste fraco a moderado.

Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo prevê-se: Céu geralmente pouco nublado. Ocorrência de neblinas ou ne- voeiros matinais locais. Vento de leste a nordeste fraco a mo- derado, soprando por vezes com rajadas.

Confira as temperaturas previstas:

Cidade

Máx ºC

Mín ºC

Maputo

31

19

Xai-Xai

32

21

Inhambane

30

18

Vilankulo

26

19

Beira

30

22

Chimoio

31

14

Tete

36

23

Quelimane

31

18

Nampula

30

18

Pemba

27

19

Lichinga

27

14

Diga-nos quem é o da semana Por: BBM p in: 2B04949C WhatsA pp : 84
Diga-nos quem é o
da semana
Por:
BBM p in:
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ou escreva um E-Mail para
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02 www.verdade.co.mz

15 de Setembro de 2016

02 www.verdade.co.mz 15 de Setembro de 2016 Sociedade continuação Pag. 01 - CSI Moçambique Somam-se todos
Sociedade
Sociedade
continuação Pag. 01 - CSI Moçambique

continuação Pag. 01 - CSI Moçambique

Somam-se todos os dias os casos criminais em Moçam- bique, não está claro se deri- vado da crise económica e fi- nanceira, todavia são muitos os cidadãos que inicialmente detidos pela Polícia da Repú- blica de Moçambique(PRM) acabam por ser soltos quan- do presentes a um juiz, em

resposta ao sector da admi- nistração da Justiça” disse ainda Amabélia Chuquela que revelou existirem em Moçambique apenas três La-

boratórios de Criminalística:

o Central, na cidade de Ma-

puto, e dois Regionais, um na cidade da Beira e outro na ci- dade de Nampula.

“Ele já morreu, esperem o perito na área para fazer o trabalho”

Frederico Agostinho é o único criminalista no La-

boratório Central, não nos lembra nenhum agente CSI que conhecemos das séries televisivas, tem 50 anos de idade e formou- -se em Cuba em balística, a ciên- cia que estuda as armas de fogo, a sua munição e os efeitos dos ti- ros por elas pro- duzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou indireta com infrações penais, visando escla- recer e provar a sua ocorrência.

“Temos tido al- guns problemas nos locais de crimes porque quem chega pri- meiro são os co- legas (PRM) que vão proteger o local e quando chegam lá como preservam o lo- cal não é adequa- do, tocam nas

provas que lá encontram ou- tros levam-nas sem cuidade e quando chamam o perito tudo fica sem efeito”, lamen- tou Agostinho, que recente- mente fez mestrado na área na Índia, e cujo trabalho consiste na análise e na iden- tificação das armas de fogo, dos projéteis e dos cartu- chos vazios; dos explosivos, formadores da munição; do confronto do projétil com a arma que efetuou o disparo.

“Quando recolhe vestígios e levam para os cacifos, nós vamos lá buscar a arma ou projéctil no cacifo do co- mandante ou qualquer que seja o membro da PRM di- ficulta muito o nosso traba- lho. Então estamos a pedir que sejam muito atentos quando chegam ao local de um crime preservem o local, deixar como está até chegar o perito nessa área para poder executar o seu trabalho” apelou Frederico Agostinho que enfatizou a necessidade de não mexer em nada mesmo que passe algum tempo.

de não mexer em nada mesmo que passe algum tempo. várias situações porque a Procuradoria não

várias situações porque a Procuradoria não consegue reunir matéria que prove que aquele cidadão é o autor do crime de que é acusado.

“Estamos a ter cada vez mais um nível de criminalidade que impõe que a investiga- ção e a instrução prepara- tórias dos processos crimes tenham maior dinamismo” reconheceu a Procuradora- -Geral da República(PGR) adjunta, Amabélia Chuque- la, à margem de uma visita efectuada ao Laboratório Central de Criminalística de Moçambique.

alguma capacida-

de do Laboratório Central de Criminalística desenvolver perícias técnicas e alimentar a prova, nós pensamos que é uma capacidade que tem que naturalmente ser reforçada em meios humanos, meios materiais e equipamento tecnológicos. Como sabem a criminalidade evolui a cada dia que passa e é necessário que as perícias evoluam e estejam em condições de dar

“(

)Existe

A PGR adjunta explicou que

“os Laboratórios regionais tem dado assistência às ou- tras províncias, mas natu- ralmente quando algumas perícias não podem ser fei- tas ao nível desses Laborató- rios regionais tem que ser o Laboratório Central aqui na cidade de Maputo a realizar esse exame” o que concorre para a demora no esclareci- mento dos casos criminais e leva os cidadãos, que não en- tendem como se processa o sistema de Justiça, a recorre- rem a justiça pelas próprias mão que é crime em Moçam- bique. “Quando há recolha imediata dos elementos de prova é muito mais rápido também esclarecer o crime rapidamente”, disse.

Amabélia Chuquela revelou que a Procuradoria tem em mente a criação de um Ins- tituto de Criminalística que oferecesse além da perícia em dactiloscopia, grafologia e balística, “também com- portasse outras áreas como por exemplo DNA, psicologia forense e por aí em diante”.

“Quando há morosidade esperem, a não ser que me- xam no corpo da vítima para socorre-lo, mas se não tem vida não precisam de me- xer, ele já morreu, esperem

o perito na área para fazer o

trabalho”.

O único criminalista na cida-

de e província de Maputo ex- plica que as cápsulas da ba- las “quando recolhemos não podemos colocar num único saco, temos que isolar. Ou embrulhamos com algodão ou papel”, declarou.

Jornalistas também contaminam cenas de crimes

Neste sábado um repórter do @Verdade presenciou o ba- leamento de um cidadão não armado por agentes da PRM no bairro 25 de Junho “B”, em Maputo. Depois do corpo, ainda com vida do jovem ter sido removido para o hospi- tal, onde veio a falecer ne- nhum criminalista ou agente da políciai de investigação criminal apareceu para reco- lheu as cápsulas. Aliás uma senhora cuja barraca teve uma das paredes furada a bala nem esperou para sa-

ber da Polícia se podia tapar

o buraco. Ela, por conta pró-

margem da vista que a PGR efectuou ao Laboratório em Maputo, esclareceu que os

peritos criminais analisam

e interpretam os indícios

materiais na forma como fo-

ram encontrados no local da

ocorrência, “os indícios por

si lhe chamam, mas quando

temos de perguntar onde es-

tava a arma (eu não vi), onde estava o invólucro (um esta-

va ali outro acolá) atrapalha

o meu trabalho que tem que ser muito minucioso”.

Um local do crime devida-

mente preservado oferece elementos vitais para a apu- ração das responsabilidades,

ao passo que no sentido in-

verso poderá contribuir com

a absolvição de criminosos

em face da inconsistência

probatória, em decorrência

da possível violação dos ves-

tígios.

Segundo o criminalista além dos agentes da PRM fami- liares e mesmo jornalistas invadem locais do crime e contaminam os indícios. “Eu assisti um caso ontem na televisão, num bairro onde aconteceu um crime o colega jornalista pegou na garrafa (exibido-a) e perguntou esta

garrafa é de quem, significa que antes de chegar o perito

da dactiloscopia a garrafa já

que antes de chegar o perito da dactiloscopia a garrafa já pria, mandou buscar cimento e

pria, mandou buscar cimento

e pós alguém a tapar.

De acordo com o criminalis- ta, que falou a jornalistas à

foi segurada por pessoas que

não são meliantes, e quando chega o homem da área de dactiloscopia, o seu trabalho está dificultado”.

Cidadão preso por burla na Matola

Um indivíduo cujo nome não apurámos está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Matola, acusado de burlar uma mulher que procurava emprego para o filho. Para lograr os seus intentos, o visado fez-se passar por um agente da Polícia.

Segundo a PRM, o cidadão, detido na 5ª esquadra no bairro da Machava, alegou ser membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), pelo que alegou ter poder para arranjar emprego.

O indiciado foi neutralizado no distrito de Boane, província de Maputo, onde foi pa- rar após fugir com um telefone empres- tado a uma pessoa que se encontrava na

companhia de amigos a divertir-se numa barraca, no mercado Machava.

De acordo com a Polícia, o jovem telefo- nou para senhora que procurava emprego para o filho, supostamente para trazer di- nheiro e documentos. Chegado ao local, a mulher foi retida e encaminhada à esqua- dra como forma de indicar o paradeiro do seu presumível comparsa.

Já na capital moçambicana, dois jovens

encontram-se presos por terem sido sur- preendidos a roubar acessórios de um carro.

O caso aconteceu no passado sábado

(10), na Avenida Ahmed Sekou Toure. O grupo detido por agentes da segurança privada. Um dos indiciados assumiu o cri-

me e contou que o seu amigo pretendia apoderar-se de uma bateria para supos-

Texto: Redacção

tamente utilizar no seu veículo.

O outro elemento da quadrilha disse que tudo não passou de uma brincadeira re- sultante do consumo de álcool.

Os cidadãos foram encontrados na posse de uma pasta com acessórios e viaturas e diferen- tes chaves, mas eles alegaram que os mesmos foram encontrados num contentor de lixo.

Por opção editorial, o exercício da liberdade de expressão é total, sem limitações, nesta secção.
Por opção editorial, o exercício da liberdade de expressão é total, sem limitações,
nesta secção. As escolhas dos leitores podem, por vezes, ter um conteúdo
susceptível de ferir o código moral ou ético de algumas pessoas, pelo que o Jornal
@Verdade não recomenda a sua leitura a menores ou a pessoas mais sensíveis.
www.verdade.co.mz 03
Cidadania
15 de Setembro de 2016
As opiniões, informações, argumentações e linguagem utilizadas pelos participantes nesta secção não reflectem, de algum modo, a linha editorial ou o trabalho jornalístico do @Verdade.
Os que se dignarem a colaborar são incentivados a respeitar a honra e o bom nome das pessoas. As injúrias, difamações, o apelo à violência, xenofobia e homofobia não serão tolerados.
Diga-nos quem é o Xiconhoca desta semana. Envie-nos um E-MAIL para averdademz@gmail.com, por WhatsApp: 84 399 8634 ou um BBM (pin 2B04949C).
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S

e

Nos 25 anos da Lei de Imprensa:

da história e dos novos desafios*

Não é minha intenção trazer aqui, perante vós, uma comunicação de carácter académico. Porém, gosta- ria que muitos dos temas e episó-

Clube de Moçambique (RCM), do sempre presente “Notícias” e do eclesiástico “Diário” de Lourenço Marques. Ilídio Rocha, que não co-

bique (AIM) em 1976. Fernando Magalhães, um prestigiado jorna- lista que tinha coberto a “Guerra

dos Seis Dias” no deserto do Sinai,

de Informação.

Em 1978, a Conferência que levou

à criação da ONJ, teve os seus de-

dios chaves da luta pela liberdade

nheci de perto, mas que poderia de-

é

o primeiro Director Nacional de

legados seleccionados a dedo. Os

de

sem motivo de estudo e pesquisa

imprensa em Moçambique, fos-

Celebramos aqui, os 25 anos da Lei

finir como um auto-didacta, publi- cou uma extensa monografia sobre

Informação. Do movimento de li- bertação, de Dar esSalaam, havia

membros órgãos da organização não foram eleitos como pretendiam

pela academia, sobretudo pelas es-

a

imprensa em Moçambique que

apenas Jorge Rebelo, o secretário

os

jornalistas. Os documentos pro-

colas de comunicação social.

me parece incontornável. Porque breve, nas referências ao passado, eu referiria o “Brado Africano”,

do DIP (Departamento de Informa- ção e Propaganda), ministro de In- formação no primeiro governo de

duzidos para o Seminário e para a Conferência são de leitura obriga- tória para se compreenderem as

de

em Moçambique independente, a

Imprensa, a primeira produzida

dos irmãos Albasini, cujo legado e influência continua sem a devida

Moçambique independente e, um pouco mais tarde, Rafael Maguni, a

dinâmicas da época.

primeira também a ser publicada

atenção e diria mesmo, homena-

voz mais popular da rádio que fazia

Entre 1978 e 1990, sucederam-se

depois da instauração do multipar-

gem. Não posso deixar de notar a

a

propaganda da luta de libertação,

as

depurações cíclicas nos diversos

tidarismo no país, garantido pela Constituição aprovada em Novem- bro de 1990.

mágoa de Craveirinha pela elimina- ção do largo com nome de Albasini, ali a caminho do Xipamanine e as

nomeado director-geral da Rádio Moçambique.

órgãos de informação. Na “Tem- po” com convulsões a atingirem os seus melhores profissionais: Albino

Entre 1978 e 1990, o MINFO conhe-

Conjuntamente com o saudoso

instalações da Associação Africana, transformadas em sede de clube de

Os media eram inequivocamente apoiantes da revolução, mas es-

Magaia, Calane da Silva, Mendes de Oliveira, Alves Gomes e Carlos

jornalista Leite de Vasconcelos e com os juristas Abdul CarimoIssá

futebol. Na Beira, a sempre perma- nente capital da rebeldia, é incon-

tavam longe de ser disciplinadas células da Frelimo. A primeira con-

Cardoso. Em Sofala, no “Notícias da Beira” (o DM tinha fechado), as con-

e

João Carlos Trindade, no âmbito

tornável a criação do “Diário de

frontação de fundo acontece em

frontações ideológicas no jornal,

das atribuições dadas à ONJ- Or-

Moçambique” (DM), apoiada pelo

Setembro de 1976, no “Notícias”.

levam ao afastamento de José Qua-

ganização Nacional de Jornalistas (que pela primeira vez tinha uma direcção eleita) trabalhámos largos meses, em 1991, num anteprojeto que nos foi distribuído pelo então

bispo católico Sebastião Soares de Resende, a “Voz de Moçambique”, editada na capital a partir da “As- sociação dos Naturais de Moçam- bique” e o aparecimento da revista

Os jornalistas e sobretudo as che- fias editoriais, foram acusadas de “esquerdismo” de “serem mais re- volucionários que a própria revolu- ção”. Na sequência da mudança de

torze, Manuel Rodrigues, Heliodoro Baptista, Mário Ferro e Fernando Veloso.

Ministério de Informação. O docu-

semanal “Tempo” no início da dé-

chefias imposta pelo Ministério de

ce

mais dois titulares: José Luis Ca-

mento, e à semelhança de muita legislação avulsa em Moçambique,

cada de 70. Mesmo na “Sociedade Notícias”, é importante referenciar

Informação (Minfo), mais de duas dezenas de profissionais abando-

baço e Teodato Hunguana.

era praticamente uma cópia da lei

a criação do “Notícias da Tarde” e a

nam o matutino, provavelmente o

O

carácter cíclico das convulsões

portuguesa aprovada depois da

“Tribuna”, como tentativas de furar

maior êxodo de profissionais veri-

na

imprensa, a meu ver, reflecte o

queda do fascismo em Portugal, a

o

cerco da censura. No RCM, o alu-

ficado num órgão de informação no

Por ambiguidades do regime, mas

desconforto que era sentido no seio

25 de Abril de 1974. Nem por isso,

guer de espaços radiofónicos, per-

pós-independência. Na prática, ao

da

hierarquia da Frelimo, perante

e

ainda hoje, 25 anos depois, deixa

mitiu o aparecimento de progra-

acolher uma parte dos dissidentes

o

cinzentismo e o carácter amorfo

de

ser um documento progressista,

mas de notável qualidade, onde me

do “Notícias”, a AIM transformou-

porque passaram muitos OI’s mo-

uma ferramenta útil para o exercí-

recordo de Leite Vasconcelos, Eugé-

-se no primeiro “centro de reeduca-

çambicanos. De dentro do regime

cio da profissão de jornalista, para

nio Corte Real e o debutante João

ção” para jornalistas e continuou a

vinham sinais que nunca levaram

o

desenvolvimento das actividades

de Sousa. A Associação Académica

sê-lo até ao advento da liberdade de

os

jornalistas a atirarem a toalha

da comunicação social e para o exercício do direito constitucional que é a liberdade de expressão e imprensa.

de Moçambique, uma agremiação universitária de jogou um papel importantíssimo na criação de uma consciência independentista entre

imprensa em 1990.

também por sentido crítico em

ao chão, ou a converterem-se em obedientes comissários políticos da Frelimo. Aquino de Bragança, um

dos intelectuais com acesso directo

estudantes e professores, dispunha

relação à imprensa nos países de

ao

presidente Samora Machel, disse

Muitas vezes me tenho interrogado

de uma não menos aguerrida rádio,

Leste e na China, os jornais e revis-

no I Seminário de Informação que

como foi possível produzir, e sobre-

cujo raio de acção não ultrapassava

ta (Tempo) nunca alteraram o seu

a

leitura do “L’Humanité” (jornal

tudo aprovar, num parlamento mo-

a

cidade de Lourenço Marques. Os

regime de propriedade, nunca ne-

do

PC Francês) lhe provocava sono

nopartidário, um documento com

estudantes vindos da universidade

nhum órgão de informação foi de-

e

que, em Moscovo, quando queria

tão largo alcance, sobretudo, quan- do nos últimos anos persistem sé-

ocuparam nas redacções, muitos postos deixados pelos portugueses

clarado oficial, nem mesmo a Rádio Moçambique ou a AIM. De facto,

estar informado, lia o “Le Monde”, que lhe era fornecido por um diplo-

rias ameaças ao exercício pleno da profissão de jornalista, à existência

em debandada entre 1974-1976.

nunca houve jornal do partido, nos moldes do “Pravda” na URSS e do

mata gaulês.

de

órgãos de informação pluralistas

A

par das emissões externas em

“Diário do Povo” na R.P. da China. A

O

colectivo “Hamade Chamisse” foi

e

independentes, quando há hoje

onda curta, foram estes diferen-

AIM nunca foi a TASS ou a Xinhua.

criado, a meu ver, por inspiração

apelos claros à repressão, à censu-

tes matizes de pessoas e vontades

Rebelo, no auge das confrontações

do presidente Samora Machel, de-

ra

nas redacções, ao banimento de

que, na comunicação social, fize-

com os jornalistas, admitiu, que os

siludido com a cartilha tradicional

publicações, rádios, canais televisi-

ram muito pela divulgação dos

modelos do Leste nunca seduziram

da “imprensa revolucionária” que

vos, redes sociais e até à eliminação física de jornalistas.

ideais do movimento de libertação entre o 25 de Abril de 1974, o 7 de Setembro (Acordos de Lusaka) e o

o

movimento de libertação.

No I Seminário de Informação, ocor-

lhe era transmitida pelos assesso- res da esfera ideológica vindos da RDA, da URSS e da RPD da Coreia.

Para se perceber a lucidez com que

25 de Junho de 1975 (data da inde-

rido entre 1977 e 1978, as teses par-

A

meu ver, a RP da China e Cuba

os

jornalistas participaram, de pei-

pendência). Incluindo o princípio

tidárias de controle de informação

nunca exerceram pressões sobre a

to

aberto, na elaboração da Cons-

triunfante da Frelimo como único

foram asperamente criticadas. Os

Frelimo para que fosse alterado o

tituição multipartidária de 1990, é preciso olhar para trás. Para o per-

legítimo representante do povo moçambicano.

e

“boys”, formados apressadamente no DIP e depois no DTIP (Departa-

“regime híbrido” da imprensa mo-

curso feito depois da independên- cia, para as raízes e tradições da im- prensa em Moçambique, durante a longa noite colonial e o advento do

Foram estas opções que triunfaram nas batalhas internas que se trava- ram nos vários órgãos de informa-

mento do Trabalho Ideológico), não tinham argumentação para impor os seus pontos de vista nas redac- ções e nos debates organizados no

*Ler texto na íntegra no @Verdade Online http://www.verdade.co.mz/opiniao/vozes

autoritarismo em Portugal, a 28 de Maio de 1926.

ção até à independência. O “Diário” ficou pelo caminho logo no 7 de Setembro. Os novos recrutas da

antigo Clube Inglês (depois, ONJ). Até o INC (Instituto Nacional de Ci- nema), que tinha colaboradores de

Por Fernando Lima

Jornalista, PCA da Mediacoop SA.

O

universo da imprensa colonial

“Tribuna” (fechada para racionali-

luxo como Rui Guerra, Jean LucGo-

Intervenção na cerimónia organizada

não era apenas preenchido pelo cinzentismo obediente do Rádio

zação de quadros) vão dar início à Agência de Informação de Moçam-

dard e Jean Rouch fugia ao guionis- mo telecomandado pelo Ministério

pelo CSCS para assinalar os 25 anos da Lei de Imprensa moçambicana

Xiconhoquices

Diálogo

Parece que ainda prevalece a falta de vontade em pôr fim

o conflito armado que o país

vem atravessado. Nesta sema- na, as delegações do Governo

e da Renamo retomam as ne-

gociações, com vista a prepa- ração do encontro entre o Pre-

sidente da República e o líder

da Renamo, após 18 dias de interrupção. Não obstante os apelos deixados pelos media-

dores internacionais, aquando

da interrupção, sobre a neces- sidade de se decretar o cessar- -fogo, as partes continuaram a intensificar as suas acções ar- madas, sobretudo contra alvos civis. Deliberadamente, tanto

o Governo da Frelimo assim

como a Renamo não mostra- ram vontade de ultrapassar o

problema. Aliás, delegação da Renamo já entregou aos me- diadores a sua proposta sobrea revisão da legislação, mas a delegação da Frelimo continua

a não fazer o trabalho de caso

deixado pelos mediadores.

Polícia assassina

Há cada dia que passa, os mo- çambicanos têm mais motivos para não confiar na Polícia

da República de Moçambique (PRM). Aliás, nos últimos tem- pos, a Polícia moçambicana

tem aparecido como o prin- cipal e o mais perigoso crimi- noso, facto que está a deixar

a população bastante assus-

tada. Neste mês, pelo menos

três cidadãos foram vítimas de agentes da PRM. A título de exemplo, na semana pas- sada um cidadão identificado

pelo nome de Rafael Mutham- be perdeu a vida após atingi- do por projécteis disparados por um agente da Polícia, em Maputo. E outro foi ferido na perna direita. Estes episódios mostram o quão perigosa se

tornou a Polícia moçambica-

na, sou seja, os malfeitores

não são os únicos terrores da população.

Falta de Sementes

Não fosse a morbidez que a

situação em si representa, cer- tamente soltaríamos sonoras gargalhadas de acordar de- funtos. É, pois, muito estranho num país que grita aos quatro cantos que a agricultura é a base do seu desenvolvimen- to não faça quase nada para

impulsionar as actividades agrícolas. Não há sementes no mercado para os agricultores

e, pior de tudo, o país contam

apenas com 1361 extensionis- tas para assistir cerca de 3,8 milhões de explorações agro- -pecuárias. O mais caricato ainda é o facto de o Ministério

da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) recomen- dar sementeiras tanto no Sul como nas regiões Centro e Norte. Mas o que a população irá semear? Pedras?

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15 de Setembro de 2016

04 www.verdade.co.mz 15 de Setembro de 2016 Mundo
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ONU denuncia países que não cooperam em supervisão de direitos humanos, entre eles Moçambique

A falta de vontade dos países, entre eles Moçambique, para cooperar com os mecanismos de

supervisão e investigação da ONU sobre direitos humanos é cada vez mais evidente, denunciou na terça-feira (13) a organização num fórum no qual estavam presentes delegações de todos os seus Estados-membros.

“Há um modelo que está a emergir e

é a rejeição de um número crescen-

te de Estados-membros a dar acesso aos enviados do Escritório de Direi- tos Humanos da ONU ao país em ge-

ral ou a algumas regiões”, denunciou

o alto comissário Zeid Ra’ad al-Hus- sein ao inaugurar uma nova sessão do Conselho de Direitos Humanos.

“Qualificamos de rejeição todas as demoras sem razão e as negociações prolongadas sem justificativa. Duas semanas são um tempo suficiente- mente amplo para que as autorida- des tomem uma decisão”, explicou o responsável de direitos humanos das Nações Unidas.

Ao contrário de ocasiões anteriores, Zeid citou com nome próprio os paí- ses que se negam de forma mais gra- ve a cooperar com a ONU, e mencio- nou a China como um caso extremo, já que pede há 11 anos que autorize a entrada de uma missão oficial.

“As discussões não produziram um compromisso real para avançar com esta visita”, lamentou. O alto-co- missário também não retirou casos como o da Venezuela, que negou o visto a seu representante na Améri-

ca Latina; ou o da Turquia, que não permite que seus colaboradores che- guem à região do sudeste, da qual são recebidas denúncias de graves violações dos direitos humanos.

Dos Estados Unidos da América la- mentou que o relator da ONU sobre

a Tortura não tenha conseguido visi-

tar, apesar dos seus repetidos esfor- ços, o centro de detenção de Guan- tánamo para realizar entrevistas confidenciais.

Igualmente, criticou a Coreia do Nor- te, Irão e Israel por bloquear o tra- balho de seu escritório. Da Coreia do Norte, Zeid mencionou o fato de que

a “supervisão à longa distância indi-

ca que há restrições a todas as liber- dades, um sistema carcerário vasto e brutal, torturas e violações ao direito

à alimentação”. Do caso iraniano, as

preocupações se centram no sistema de justiça, execuções, perseguição de minorias e restrições ao trabalho de activistas, advogados e jornalistas. “Israel tem um amplo histórico de re- jeição a cooperar connosco, em ter- mos de permitir o acesso aos territó- rios palestinos ocupados”, explicou.

Gana, Moçambique, Eritreia e Etiópia,

Texto: Agências

onde há informações de actos recen-

tes

de violência e repressão por parte

de

forças governamentais, negam-se

igualmente a permitir que especialis-

tas da ONU possam avaliar a situação.

Zeid qualificou de grave a recusa do governo sírio a autorizar a entrada dos membros da comissão investiga- dora criada pelo Conselho de Direitos Humanos para questionar os crimes cometidos em cinco anos e meio de

guerra civil, assim como a da Rússia,

a autoridade de fato na Crimeia, que

não permite a abertura de um escri- tório de direitos humanos neste ter- ritório.

Aproveitando este comparecimento,

o alto-comissário pediu em público

que Índia e Paquistão aprovem uma missão de verificação da ONU de am- bos lados da linha de controlo de uma zona que os dois países se disputam.

Apesar de todas estas dificuldades, Zeid advertiu que o seu escritório não cederá às tentativas por difi- cultar o seu trabalho. “Os Estados podem nos expulsar, mas não nos calarão, nem nos impedirão de ver

e se não nos darem

acesso, então assumiremos o pior”.

o que acontece

Com mais de 65 mil, Japão bate recorde de país com cidadãos centenários

O Japão bateu de novo neste ano o número recorde de cidadãos centenários, com um total de 65.692

registados no censo, o que representa 4.124 ou 6,7% a mais que em Setembro de 2015, segundo dados divulgados na terça-feira (13) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

Deles, 87,6% são mulheres, segundo os números revelados por ocasião da cele- bração do “Dia do respeito aos maiores”, festividade nacional que é comemorada em 19 de Setembro.

Por sua vez, o número de centenários por cada 100 mil japoneses se situou em Se- tembro deste ano em 51,68.

O volume de centenários aumentou de maneira contínua desde 1971 e o Minis- tério prevê que o número cresceu princi- palmente pelos avanços em matéria de tratamentos médicos.

Quando as autoridades japonesas come- çaram a recompilar dados em 1963, o nú- mero de centenários era de 153, e 35 anos depois, em 1998, superaria pela primeira vez os 10 mil.

Em 2007, 2012 e 2015 o total superou os

30 mil, 50 mil e 60 mil, respectivamente.

Este ano, o número de mulheres centenárias aumentou 3.797 (ou 7,06%) até as 57.525, enquanto o número de homens maiores de

99 cresceu 327 (ou 4,1%) até os 8.167.

Nabi Tajima, de 116 anos (nasceu em agos-

Texto: Agências

to de 1900) e residente em Kagoshima (sudoeste), é a mulher mais velha do Ja- pão, enquanto o homem de maior idade é Masamitsu Yoshida, de 104 anos.

A esperança de vida média para as mu-

lheres se situa em Setembro de 2016 em 87,05 anos, enquanto para os homens fica em 80,79.

A Prefeitura japonesa com maior propor-

ção de idosos de 99 anos é a de Shimane

(oeste) enquanto a de Saitama (ao norte de Tóquio) é a que menos centenários tem em relação à população total.

Empresas de centro tecnológico da Índia fecham as portas devido a confrontos violentos

Empresas de tecnologia indianas e estrangeiras, incluindo a companhia global de gestão de tercerização Accenture, fecharam escritórios e instruíram seus funcionários a ficarem em casa no centro tecnológico de Bangalore na terça-feira (13), na esteira de tumultos causados pelo desvio da água de um rio.

Pelo menos uma pessoa morreu nos confrontos entre manifestantes e po- liciais, que irromperam depois que a Suprema Corte ordenou que Karna- taka, Estado do sul da Índia, desvie parte da água do rio Cauvery para o Estado vizinho de Tamil Nadu.

Os estabelecimentos comerciais de Bangalore, capital de Karnataka, enfrentaram quatro dias de inter-

rupção nas atividades neste mês por causa dos protestos contra o desvio

e de uma greve convocada por sindi-

catos no dia 2 de Setembro, mas sem

Texto: Agências • Foto: Reuters/Abhishek N. Chinnappa

Texto: Agências • Foto: Reuters/Abhishek N. Chinnappa relação com o episódio. Os distúrbios desta semana,

relação com o episódio.

Os distúrbios desta semana, durante os quais dezenas de veículos foram incendiadas, foram os mais sérios

em uma cidade na qual parques industriais novos e reluzentes de- veriam refletir a face de uma Índia moderna e pujante.

O primeiro-ministro indiano, Na-

rendra Modi, pediu que Karnataka e

Tamil Nadu resolvam suas diferen- ças pacificamente.

“A violência e os incêndios crimino-

sos vistos nos últimos dois dias só estão causando perdas aos pobres

e às propriedades de nossa nação”, escreveu Modi no Twitter.

 

Desporto

 

Liga dos Campeões Europeus: Benfica empata em casa com Besiktas

O Benfica empatou na terça-feira (13) com o Besiktas por 1 a 1, em Lisboa, no arranque do Grupo B da Liga dos Campeões Europeus em futebol, viu fugir a vitória no último minuto, graças a um golo de livre do criativo que dispensou no verão. Anderson Talisca, emprestado ao Besiktas (por um ano) resgatou a equipa turca e selou o 1 a 1 final.

 

Texto: Agências

 

Mesmo desfalcada, com Cervi e Gonçalo Guedes na frente (e Ederson a render Júlio César na baliza), a equipa encarnada fez pela vida. Marcou à primeira ocasião que criou, por Cervi (12’, na recarga a um remate de Salvio), controlou as operações e teve ocasiões para matar o jogo na segunda parte.

No entanto, o Besiktas nunca se rendeu: guiado por Quaresma e por Talisca (que entrou no início da segunda parte) foi sobres- saltando a defesa encarnada. E, no último minuto, encontrou o golo, na transformação irrepreensível de um livre direto, pelo médio brasileiro, de 22 anos - que festejou efusivamente.

Portugueses e turcos ficam com um ponto no final da 1ª jornada do Grupo B, que é agora liderado pelo Nápoles, que triunfou na visita ao Dínamo Kiev por 1 a 2.

Liga dos Campeões Europeus:

Messi, Neymar e Suárez brilham em goleada do Barcelona sobre Celtic

Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar brilharam na goleada do Barcelona sobre o Celtic por 7 a 0 no Camp Nou, na terça-feira (13), pelo Grupo C da Liga dos Campeões Europeus em futebol.

 

Texto: Agências

 

Messi teve uma exibição impressionante, marcando três golos num jogo da competição pela sexta vez, um recorde.

O

argentino aproveitou passe de Neymar para abrir o placar

logo aos 3 minutos e ampliou aos 27, depois que o jogador do Celtic Moussa Dembele teve um penálti defendido pelo goleiro Marc-Andre ter Stegen.

Neymar marcou o terceiro golo numa bela cobrança de falta aos 5 do segundo tempo, antes de passar para Andrés Iniesta acer- tar um chute incrível, de primeira, marcando o quarto.

Messi, em seguida, fez o seu terceiro golo, ultrapassando os ídolos do Real Madrid Alfredo Di Stefano e Ferenc Puskás, para chegar a seis tripletas na liga europeia.

Neymar ainda deu passe para Suárez marcar o sexto golo, e o uruguaio completou a goleada nos acréscimos.

Liga dos Campeões Europeus: PSG fica no empate com o Arsenal

Texto: Agências

O Paris St Germain desperdiçou a chance de melhorar o seu va- cilante início de temporada, na terça-feira (13), ao empatar com o Arsenal por 1 a 1, na abertura do Grupo A da Liga dos Campeões Europeus em futebol.

Os anfitriões tiveram um início dos sonhos quando Edinson Cavani abriu o placar no primeiro minuto, mas o PSG perdeu várias opor- tunidades, antes de Alexis Sánchez empatar no segundo tempo.

Cavani marcou de cabeça aos 44 segundos, mas, gradualmente, o Arsenal recuperou-se, até Sánchez acertar um chute de dentro da área aos 33 minutos da etapa final.

Ambos equipas terminaram com 10 homens em campo, depois que o atacante do Arsenal Olivier Giroud e Marco Verratti, do PSG, receberam cartão vermelho nos acréscimos.

Liga dos Campeões Europeus: Bayern goleia Rostov com bis do jovem Kimmich

 

Texto: Agências

 

O

Bayern de Munique arrasou a novata na Liga dos Campeões

Europeus em futebol Rostov por 5 a 0 na terça-feira (13), com dois golos do jovem Joshua Kimmich, e estabeleceu um recorde na competição com a sua 13ª vitória consecutiva em casa.

O

jogador alemão de 21 anos marcou duas vezes no segundo

tempo, depois que o atacante Robert Lewandowski converteu um penálti aos 28 minutos e Thomas Mueller acrescentou mais um golo perto do intervalo.

Os dois golos de Kimmich em oito minutos confirmaram sua boa forma, após ele marcar o seu primeiro golo na liga na sema- na passada e também marcar pela selecção alemã nas elimina- tórias para o Mundial no início deste mês.

Juan Bernat fez o quinto do Bayern no minuto final contra a equipe russa, que se defendeu bem nos primeiros 20 minutos de dia primeira partida na Liga dos Campeões.