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I

APRESENTAÇÃO

Este instrumento documental contém as bases teórico-científicas para consecução

de um PLANO DE EMERGÊNCIA PARA TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

PERIGOSAS direcionado ao empreendimento denominado FERREIRA TRANSPORTES, instalado na Avenida Sergipe, quadra E, Lote 12, nº.2123, CEP: 77403-130 - Vila Alagoana, Gurupi-TO.

Atendendo às exigências do órgão ambiental estadual, foi contratado profissional habilitado e cadastrado junto ao NATURATINS para proceder ao desenvolvimento do estudo ambiental integrante do procedimento de autorização de transporte de cargas perigosas (ATCP).

O plano de emergência reúne os dados de identificação do empreendimento; caracterização dos veículos e equipamentos utilizados no transporte; caracterização do produto; relação de produtores e consumidores; caracterização dos condutores; normas de trabalho da empresa; procedimentos de seleção e treinamento dos condutores; procedimentos de inspeção e manutenção dos veículos e equipamentos; listagem de equipamentos e acessórios de segurança, instalados nos veículos e equipamentos; listagem da documentação

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

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constante

do

envelope

de

emergência;

procedimentos operacionais previstos para o caso de ocorrência das situações de emergência e caracterização da rota.

  • II INFORMAÇÕES CADASTRAIS

    • 2.1. Identificação da Empresa Responsável Pelo Transporte de Cargas Perigosas

RAZÃO SOCIAL

Valdivino Ferreira Silva

 

TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME FANTASIA)

Ferreira Transportes

 

NOME DO PROPRIETÁRIO

Valdivino Ferreira Silva

 

ENDEREÇO

Avenida Sergipe, quadra E, Lote 12,

nº.2123,

CEP:

77403-130

-

Vila

Alagoana, Gurupi-TO.

 

TEL / FAX

(63) 3312 3986

 

CNPJ

10.512.121/0001-76

 

E - MAIL

kattia-silva@hotmail.com

 
  • 2.2. Responsável Técnico Pela Elaboração do Plano de Emergência

NOME

Albert Junio Bovareto

 

TÍTULO

Engenheiro Ambiental

 

REGISTRO PROFISSIONAL

14129/D-GO

 

PROCESSO NO NATURATINS

800377-2007

 

ENDEREÇO

Rua

13,

n.

740,

Setor

Central,

Gurupi/TO, CEP: 77.405 – 040.

TEL

(63) 3312- 5453/ 9237 -7615

 

E - MAIL

bovaretomg@hotmail.com

 
  • 2.3. Coordenador do Plano de Emergência

NOME

Valdivino Ferreira Silva

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

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FUNÇÃO NA EMPRESA TRANSPORTADORA

Proprietário

  • 2.4. Órgão Ambiental Licenciador

ÓRGÃO LICENCIADOR

Instituto

Natureza

do

Tocantins

-

Naturatins

ENDEREÇO DA REGIONAL

Avenida

Ceará,

Nº.

1.426,

Setor

Central, Gurupi/TO, CEP: 77.410-050.

 

FONE

(63) 3351 -1511

 
  • III INFORMAÇÕES SOBRE O TRANSPORTE

    • 3.1. Caracterização dos Veículos e Equipamentos Utilizados no

Transporte Objeto do Licenciamento

A quantidade de veículos utilizados pela empresa no transporte de cargas perigosas (ATCP) são respectivamente três caminhões. A seguir são demonstradas informações relacionadas aos veículos utilizados no transporte objeto do licenciamento.

Tabela 01 - Relação de veículos e equipamentos

TIPO

MARCA

PLACA

ANO

Trucado/L 1313

Mercedes Benz

BWK 9029

1984

Trucado/1318

Mercedes Benz

LWX

1988

Trucado/1518

Mercedes Benz

BWJ 9059

1988

  • 3.2. Caracterização do Produto

O nome técnico do produto que é transportado pela empresa FERREIRA TRANSPORTES é o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). O GLP ou comercialmente conhecido como gás de cozinha, consiste numa mistura gasosa de hidrocarboneto obtido do gás natural das reservas do subsolo, ou do processo de refino do petróleo cru nas refinarias.

O GLP é acondicionado dentro de cilindros em estado líquido. O cilindro quando cheio, contém em seu interior 85% de GLP em estado líquido e 15% em estado de vapor. O GLP em estado líquido começa a se

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transformar em vapor a medida que os aparelhos a gás são utilizados. Uma característica marcante do GLP é não possuir cor nem cheiro próprio. No entanto, por motivo de segurança, uma substância do grupo Mercaptan (substância química de forte odor, que se mistura total e livremente ao gás e não é venenosa.) é adicionada ao GLP ainda nas refinarias. Ela produz o cheiro característico quando há um vazamento de gás. O GLP não é uma substância tóxica, porém se inalado em grande quantidade, produz efeito anestésico.

Um fator de suma importância para ações de combate a vazamentos de produtos químicos é o conhecimento dos riscos e das características específicas dos produtos envolvidos, razão pela qual a ONU - Organização das Nações Unidas - os agrupou em nove classes distintas, a saber:

  • a) Classe 1 - explosivos;

  • b) Classe 2 - gases;

  • c) Classe 3 - líquidos inflamáveis;

  • d) Classe 4 - sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas a combustão espontânea; substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis;

  • e) Classe 5 - substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos;

  • f) Classe 6 - substâncias tóxicas e substâncias infectantes;

  • g) Classe 7 - material radioativo;

  • h) Classe 8 - substâncias corrosivas;

  • i) Classe 9 - substâncias e artigos perigosos diversos.

O

GLP

é

classificado

como

classe

2

-

gases (comprimido,

liquefeito, refrigerado ou em solução), subclasse de risco 2.1, número de

risco 23 e o número de identificação (nº ONU) 1075.

A forma de acondicionamento para o transporte do produto é a

carga

embalada

(fracionada),

ou

seja,

produto

que

no

ato

de

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carregamento, descarregamento ou transbordo do veículo transportador, é manuseado juntamente com o seu recipiente (embalagem).

A

empresa

fornecedora

do

GLP

é

a

LIQUIGÁS DIST. S/A,

localizada na Via Primária 02 (dois), Parque Agro Industrial, Gurupi-TO, CEP: 77455 – 510. O número do telefone de contato da empresa é (63)

3311-2800.

  • 3.2.1 Relação de Produtor (es) e Consumidor (es) do produto

objeto do licenciamento

As informações sobre os produtor

(es) e consumidor

(es)

do

produto objeto do licenciamento são apresentadas na tabela a seguir.

Tabela 02 - Relação de produtor (es) e consumidor (es)

PRODUTO

FORNECEDOR

CONSUMIDOR

ROTA/FREQU

 

NOME

ENDEREÇO

NOME

ENDEREÇO

ÊNCIA

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Mauricio

Avenida Araguaia

Araguaçú -

5

Distribuido

Bairro: Parque

Martins

Bairro: Centro

TO

ra

Machado

S/A

Industrial

Município: Araguaçú -

Município: Gurupi -

TO

TO

CEP: 77475 - 000

CEP: 77455 - 510

Telefone: (63) 3384-

Telefone: (63) 3312

1209

3986

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

PV Juca Neto

Rua

Bernardino

Paraíso do

5

Distribuido

Bairro: Parque

Maciel

Tocantins -

ra

TO

S/A

Industrial

Bairro: Centro

Município: Gurupi -

Município: Paraíso do

TO

TO

CEP: 77455 - 510

CEP: 77600 - 000

Telefone: (63) 3312

Telefone: (63) 3602-

3986

6016

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Tocantins

Rua 612 Sul Rodovia

Palmas – TO

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

8

5

Distribuido

Bairro: Parque

Com. de Gás

13/14 esquina

com

 

ra

Industrial

LTDA.

Avenida NS 10

S/A

Município: Gurupi -

Bairro: Plano Diretor

TO

Sul

CEP: 77455 - 510

Município: Palmas

Telefone: (63) 3312

Telefone: (63) 3315-

3986

4000

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Maria das

Avenida

Castelo

Palmeirópolis

5

Distribuido

Bairro: Parque

Graças

Branco QD. 10 LT. 11

- TO

ra

Barros de

S/A

Industrial

Souza

S/N

Município: Gurupi -

Bairro: Centro

TO

Município:

CEP: 77455 - 510

Palmeirópolis

Telefone: (63) 3312

CEP: 77365 - 000

3986

Telefone: (63) 3386-

1436

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Centro de

Avenida B nº. 315

Goiânia - GO

Distribuido

Destroca

5

Bairro: Parque

de

Bairro: Jardim Santo

ra

Vasilhame

S/A

Industrial

Antônio

Município: Gurupi -

Município: Goiânia

TO

Telefone: (62) 3282-

CEP: 77455 - 510

6304

Telefone: (63) 3312

3986

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

CR Com. de

Rua Governador

Conceição do

5

Distribuido

Bairro: Parque

Gás LTDA.

Fernando Guilherme

Araguaia - PA

ra

S/A

Industrial

Bairro: Centro

Município: Gurupi -

Município: Conceição

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FERREIRA

9

   

TO

 

do Araguaia

 

CEP: 77455 - 510

Telefone: (94) 3421

Telefone: (63) 3312

2766

3986

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Messias &

Avenida

Ademar

Redenção -

5

Distribuido

Bairro: Parque

Castro LTDA

Guimarães

PA

ra

- ME

S/A

Industrial

Bairro: Centro

Município: Gurupi -

Município: Redenção

TO

CEP: 68552 - 000

CEP: 77455 - 510

E-mail:

   

Telefone: (63) 3312

3986

 

Telefone: (94) 3424

8003

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Gaurani

Rua Carlos Ribeiro nº.

Santana do

5

Distribuido

Bairro: Parque

Com.

126

Araguaia - PA

ra

de Gás

Bairro: Centro

S/A

Industrial

Município: Santana do

Município: Gurupi -

Araguaia

TO

CEP: 68560 - 000

CEP: 77455 - 510

Telefone: (94) 3431-

Telefone: (63) 3312

3325/ 3541

3986

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

Paragás

Rua Salgado Filho,

Imperatriz -

5

Distribuido

Bairro: Parque

Distribuidora

S/N Distrito: Belém -

MA

ra

de Gás LTDA.

S/A

Industrial

Brasília.

Município: Gurupi -

Município: Imperatriz

TO

- MA

CEP: 77455 - 510

Telefone: (99) 3529-

Telefone: (63) 3312

8150

3986

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FERREIRA

10

GLP/23.107

Liquigás

Via Primária nº. 2

SHV Gás

Rua L03 e 3A

Brasília – DF

5

Distribuido

Bairro: Parque

Brasil

Bairro: Setor dos

ra

S/A

Industrial

Inflamáveis

Município: Gurupi -

Município: Brasília -

TO

DF

CEP: 77455 - 510

CEP: 71225 - 000

Telefone: (63) 3312

Telefone: (61) 3403-

3986

8888

  • 3.3. Caracterização dos condutores

Na tabela a seguir é apresentada relação dos condutores da empresa FERREIRA TRANSPORTES com treinamento específico para o transporte de produtos perigosos.

Tabela 03 - Relação dos condutores

NOME

CURSO MOPE

 

DATA DE

INSTITUIÇÃO

REALIZAÇÃO

Ariovaldo Barbosa de Souza

06/12/2006

SINCAB/TO

Valdivino Ferreira Lima

13/01/2007

SINCAB/TO

Leônidas Rodrigues de Souza

22/10/2008

SEST / SENAT

Alex dos Santos Rodrigues

17/04/2009

SEST / SENAT

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IV MEDIDAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

  • 4.1. Normas de trabalho da Empresa incluindo instruções de

segurança

A relação a seguir, demonstra as normas de trabalho que a empresa FERREIRA TRANSPORTES adota, visando manter a organização do ambiente, a prevenção contra acidentes de trabalho envolvendo os colaboradores e o aumento da produtividade:

Pontualidade no horário de início e término das atividades;

Intervalo para horário de almoço;

Utilização de equipamentos de proteção individual – EPI’s pelos colaboradores envolvidos diretamente nas atividades de transporte, carga e descarga do produto;

Limpeza

diária

do

estabelecimento,

a

fim

de

manter

o

ambiente limpo e agradável para a realização das atividades.

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Tabela 04 - Padrão de cores

AZUL

Papel/papelão

VERMELHO

Plástico

VERDE

Vidro

AMARELO

Metal

PRETO

Madeira

MARROM

Resíduos orgânicos

CINZA

Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não

passível de separação.

Outras medidas podem ser adotadas no empreendimento, objetivando eficientizar a segurança ocupacional dos trabalhadores e promover a redução de gastos e desperdícios no local, contribuindo com ações positivas para o meio ambiente são:

Informar aos trabalhadores os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa; os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos e os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho;

Conscientizar os funcionários sobre a importância de evitar desperdícios de materiais como embalagens, papéis, copos plásticos etc., incluindo orientação quanto ao uso racional de energia elétrica (maior vida útil de lâmpadas em geral);

Implantar sistema de coleta seletiva no empreendimento, separando e acondicionando os resíduos gerados no estabelecimento (papéis/papelões; vidros; plásticos; lâmpadas; resíduos de varrição e resíduos orgânicos) em recipientes separados, conforme a Resolução CONAMA nº 275 de 25/04/2001 que estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva de acordo com o descrito na tabela a seguir.

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  • 4.2. Procedimentos de seleção e treinamento dos condutores

O procedimento de seleção dos condutores consiste na análise curricular, experiência na área comprovada, referências profissionais dos últimos empregos mais recentes, nº. da carteira nacional de habilitação das categorias D e E, curso Movimento e Operação de Produtos Especiais (MOPE) e posteriormente são realizadas as etapas de entrevista e teste prático de direção com o candidato. O treinamento dos condutores é realizado através do curso MOPE.

  • 4.3. Procedimentos e relatórios de inspeção e manutenção dos

veículos/equipamentos

A inspeção da qualidade do veículo e do equipamento é realizada diariamente na empresa, através de Check List que se encontra em anexo e reúne diversas informações sobre cada veículo/equipamento utilizado. Quando constatado a necessidade de efetuar manutenções nos veículos/equipamentos, estes são encaminhados para oficinas mecânicas especializadas, conforme exigências do curso do MOPE e ANP.

  • 4.4. Listagem

de

equipamentos

e

acessórios

de

segurança/emergência, instalados nos veículos/equipamentos, conforme determina Norma NBR 9734 da ABNT.

Os

equipamentos

e

acessórios

de

segurança/emergência,

instalados no veículo e no equipamento bem como os EPI’s são:

02 (dois) calços;

01

(um) jogo

de

ferramenta (alicate universal, chave de

fenda ou philips conforme a necessidade e chave de boca (fixa) apropriada para a desconexão do cabo da bateria);

Ficha de Emergência e Envelope de Emergência;

Licença de Operação;

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Fita de isolamento;

Extintor de pó 02 kg instalado na cabine de cada veículo e dois extintores de 8 kg na carroceria conforme a capacidade de transporte, disposto na resolução 420 da ANTT;

Um par de luvas compatível com o produto por pessoa no veículo;

Capacete;

Placas de simbologia;

Painéis de segurança;

Faixas refletivas;

Óculos;

  • 4.5. Listagem da documentação constante do Envelope de

Emergência

A

relação

de

informações

e

documentos

que

constam

no

envelope de emergência utilizada pelos condutores da empresa

FERREIRA TRANSPORTES segue em anexo.

  • 4.6. Procedimentos operacionais previstos para o caso de

ocorrência das situações de emergência: troca de pneus, quebra

do veículo, roubo, acidente com outros veículos, vazamento, tombamento e incêndio

Em

situações

de

emergência,

no

transporte

de

produtos

perigosos, devem ser observados os seguintes procedimentos:

Usar Equipamento de Proteção Individual - EPI (Conforme ABNT NBR 9735);

Aproximar-se cuidadosamente do local;

Isolar a área, afastando os curiosos;

Sinalizar o local do acidente;

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Verificar e eliminar se possível toda e quaisquer fontes de ignição, tais como cigarros acesos, motores ligados, etc.;

Avisar imediatamente ao transportador, ao expedidor do produto, ao corpo de bombeiros e à polícia;

Avisar imediatamente ao(s) órgãos ou entidade(s) de trânsito;

Entregar

a(s)

chegarem.

ficha(s)

de

emergência

aos

socorros,

assim

que

  • 4.6.1. Ações de respostas às emergências As ações de resposta à ocorrência seguem o Fluxograma de

Respostas

às

Emergências

que

está

desenvolvido

nas

instruções

seguintes.

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Figura 01 - Fluxograma geral do processo operacional

As ações, programadas para a operacionalização do sistema existente e complementar, como resposta às situações emergenciais, seguirá um fluxo de atividades coordenadas a partir da comunicação do acidente aos órgãos descritos na tabela 05.

Tabela 05 – Descrição dos níveis de acidentes

ATIVIDADE

DESCRIÇÃO

 

(1.0)

Comunicação de acidente com carga perigosa através de informação ao CODEC/DEDC, por informação telefônica feita da Rodovia.

(1.1)

CODEC – Centro de Controle de Acidentes – CCA do Centro de Operações da Defesa Civil/TO. O CODEC recebe a informação, classifica o acidente, e aciona a equipe; consulta o Banco de Dados ABIQUIM; comunica a Policia Rodoviária e o NATURATINS.

(1.1.1)

O coordenador de plantão assume a operação do CODEC, e vai para o local do acidente reclassificando – o de acordo com o porte do acidente.

(1.1.2)

O CODEC recebe a informação de acidente de pequeno porte e aciona o socorro ao usuário.

 

ACIDENTE DE NÍVEL 1 – PEQUENO PORTE

 

(1.1.3)

Coordenador avalia recursos disponíveis e aciona outros recursos, e inicia o atendimento ao acidente (pequeno porte). Coordenador verifica se a situação está sob controle.

(1.1.4)

Coordenador verifica se a situação está debelada e comunica as autoridades participantes do Plano de Contingência, através do rádio, telefone ou fax.

(1.5.1)

Coordenador providencia os procedimentos de retorno à normalidade, comunicando à PRF para desinterdição da pista e providencia o transporte da carga remanescente para o local de transbordo designado mais próximo.

(1.6)

Coordenador executa o Relatório do Acidente – REA a ser enviado ao DNER, com cópia para as autoridades locais (NATURATINS, BOMBEIROS, POLÍCIA – PRF, MUNICÍPIO).

 

ACIDENTE DE NÍVEL 2 – GRANDE PORTE

 

(1.2)

Coordenador

aciona

imediatamente

a

PRF,

os

Bombeiros

municipais,

o

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17

 

NATURATINS, o IBAMA e avalia a necessidade de acionar outros recursos institucionais e de terceiros.

(1.2.1)

Coordenador aciona o recurso de terceiros (empresas privadas especializadas e consultores).

(1.3)

(1.4)

Coordenador consulta o Banco de Dados Toxicológico no CODEC, ABIQUIM, e o Manual Básico da Defesa Civil Estadual, além de consultores, se necessário e avalia a gravidade do acidente bem como providencia novas ações de resposta.

(1.5)

Coordenador no CCA aciona imediatamente os fabricantes do produto, se necessário.

(1.5.1)

Coordenador verifica se a situação está debelada e solicita ao NATURATINS

(1.6)

providenciar recursos para o monitoramento do Meio Ambiente (coleta de amostra de água, ar, etc.)

Coordenador providencia o retorno à normalidade.

Coordenador do CODEC/DEDC emite Relatório do Acidente (REA) e encaminha para o DNER, com cópias para todas as autoridades conveniadas e envolvidas.

 

(1.2) a (1.6)

Esses acidentes percorrem o mesmo fluxo de atividades dos acidentes de Nível – 2, acrescentando-se a elas todos os recursos disponibilizados institucionais, estaduais e federais, de terceiros, e a participação da Defesa Civil Federal, no que for necessário.

  • 4.7. Catálogo de Endereços para Emergências De acordo com a norma regulamentadora da ABNT NBR

14064:2003, todas as entidades que participam, direta ou indiretamente, do atendimento a emergências geradas pelo transporte de produtos perigosos, têm as seguintes atribuições:

a) Treinar periodicamente suas equipes de atendimento, de forma individual e/ou integrada com outros órgãos;

b) Manter sistemas de plantão permanente para o atendimento às emergências;

c) Independentemente do acionamento e mobilização de outros órgãos, a primeira entidade presente no local do acidente deve adotar medidas iniciais para controle da situação, tais como:

Avaliação preliminar da ocorrência;

Sinalização do local;

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Identificação do(s) produto(s) envolvido(s);

Socorro às vítimas;

Acionamento de outras entidades.

Sem prejuízo das atribuições legais, próprias de cada órgão, nas situações de emergência no transporte de produtos perigosos, os órgãos envolvidos têm as atribuições específicas descritas a seguir:

Policiamento:

  • a) Coordenar e operacionalizar as ações de isolamento e segurança no local da ocorrência;

  • b) Cooperar com as operações de evacuação da comunidade, quando necessário, garantindo a segurança das pessoas removidas, de seus bens e pertences.

Órgãos de trânsito ou da ferrovia e concessionárias de rodovias ou ferrovias:

  • a) Operação do sistema viário ou ferroviário;

  • b) Sinalização,

isolamento

e

desobstrução

da

via

ou

da

ferrovia, de acordo com cada situação apresentada.

 

Órgãos de meio ambiente:

 
  • a) Fornecer

apoio

técnico

quanto

aos

riscos

dos

produtos

envolvidos na ocorrência;

  • b) Orientar outros órgãos envolvidos quanto às ações a serem desencadeadas do ponto de vista de riscos ao meio ambiente;

c)

Apoiar

os

trabalhos

de

campo

com

recursos

humanos

e

materiais, nas operações de transbordo de carga, contenção,

remoção, neutralização e/ou disposição dos produtos ou resíduos gerados no acidente;

  • d) Determinar as ações de controle a serem desencadeadas para a preservação ambiental.

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Corpo de bombeiro:

  • a) Operacionalizar as ações de prevenção e combate a incêndio e salvamento;

  • b) Apoiar os trabalhos de campo com recursos humanos e materiais nas operações de transbordo de carga, contenção, remoção, neutralização e/ou disposição final do(s) produto(s) ou resíduo(s) gerado(s) no acidente;

  • c) Atuar preventivamente no campo, visando a minimização dos riscos apresentados;

  • d) Apoiar as demais entidades envolvidas com recursos humanos e materiais;

  • e) Atuar em caráter supletivo na operacionalização das ações de campo, quando da ausência de técnicos e/ou recursos das empresas de transporte ou dos fabricantes dos produtos envolvidos na ocorrência;

  • f) Operacionalizar as ações de socorro a eventuais vítimas.

Defesa civil:

  • a) Mobilizar recursos humanos e materiais para apoio aos trabalhos de campo;

  • b) Manter cadastro atualizado dos recursos humanos e materiais, para suporte às atividades de campo durante o atendimento aos acidentes;

  • c) Coordenar, em conjunto com o policiamento, as ações de evacuação da comunidade, quando necessário.

Transportador:

  • a) Fornecer equipamentos e mão-de-obra para a solução do problema apresentado, tanto do ponto de vista de segurança, como ambiental e de trânsito/ferrovia;

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

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20

  • b) Providenciar a neutralização, remoção ou disposição dos eventuais produtos ou resíduos envolvidos na ocorrência, de acordo com a orientação e supervisão do órgão de meio ambiente e fabricante do produto;

  • c) Operacionalizar a transferência de cargas quando necessário, providenciando os recursos indispensáveis para tal, em concordância com o fabricante, expedidor e/ou destinatário da carga;

  • d) Fornecer as informações necessárias aos órgãos envolvidos, quanto às características, riscos e precauções com relação ao(s) produto(s), visando propiciar condições seguras e adequadas no manuseio, estivagem e transferência da carga;

  • e) Operacionalizar

a

remoção

da

unidade

de

transporte,

em

concordância

com

os

representantes

dos

órgãos

de

trânsito/ferrovia, corpo de bombeiros e órgãos de meio ambiente.

NOTA -

Podem ser mantidos

acordos de cooperação entre

empresas de transporte ou empresas especializadas para auxílio no

atendimento às emergências.

Fabricante, expedidor ou destinatário:

  • a) Apoiar no fornecimento de equipamentos e mão-de-obra para a solução do problema apresentado, tanto do ponto de vista de segurança, como ambiental e de trânsito/ferrovia;

  • b) Providenciar a neutralização, remoção ou disposição dos eventuais produtos ou resíduos envolvidos na ocorrência, de acordo com a orientação e supervisão do órgão de meio ambiente e fabricante do produto;

  • c) Operacionalizar a transferência de cargas quando necessário, providenciando os recursos indispensáveis para tal, em concordância com o transportador;

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

21

d) Fornecer as informações necessárias aos órgãos envolvidos, quanto às características, riscos e precauções com relação ao(s) produto(s), visando propiciar condições seguras e adequadas no manuseio, estivagem e transferência da carga;

e) Apoiar o transportador na operacionalização da remoção da unidade de transporte em concordância com os representantes dos órgãos de trânsito ou da ferrovia, corpo de bombeiros e órgãos do meio ambiente.

NOTA - Podem ser mantidos acordos de cooperação entre empresas especializadas para auxílio no atendimento a emergências. A tabela seguir relaciona os números de telefones úteis dos órgãos públicos que participam, direta ou indiretamente do atendimento a emergências geradas pelo transporte de produtos perigosos.

Tabela 06 – Relação de órgãos públicos

NORTE

ESTADO

BOMBEIRO

POLICIAMENT

DEFESA

ÓRGÃO DE

POLÍCIA

S

O

CIVIL

MEIO

RODO

(193)

TRÂNSITO

(199)

AMBIENTE

VIÁRIA (1

(190)

Acre

(68) 3223

190

199

(68) 3222 7474

(68) 3221

1616

Amapá

(96) 3212

190

(96) 3212 1230

(96) 3212 5300

191

1225

(96) 3251

Amazonas

(92) 3663

190

(92) 3672 1511

(92) 3643 2300

(92) 3648

5929

(92) 3672 1510

(92) 3643 2309

(92) 3648

(92) 3622

2593

Pará

193

190

199

(91) 3212 4924

(91) 3255

Rondônia

(69) 3216

190

(69) 3216 5588

(69) 3224 2220

(69) 3221

5586

(69) 3229 0222

Roraima

193

190

199

(95) 3623 1466

191

Tocantins

(63) 3218

3218 3000

(63) 3218 2763

(63) 3218 2600

(63) 3312

2715

Maranhão

193

190

199

(98) 3218 8950

191

NORDESTE

ESTADO

BOMBEIRO

POLICIAMENT

DEFESA

ÓRGÃO DE

POLÍCIA

S

O

CIVIL

MEIO

RODO

(193)

TRÂNSITO

(199)

AMBIENTE

VIÁRIA (1

(190)

Alagoas

193

190

(82) 221 1700

(82) 221 7239

(82) 231 0

 

(82) 221 4126

(82) 231 8

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

22

Bahia

-

190

(71) 371 6691

(71) 312 3365

(71) 241 3

 

(71) 312 7191

(71) 241 5

Ceará

193

190

(85) 261 9027

(85) 231 5945

(85) 295 3

Paraíba

193

190

(83) 233 3133

(83) 222 1647

(83) 241 6

 

(83) 222 4663

(83) 241 3

Pernambuco

199

190

(81) 423 0242

(81) 268 9186

(81) 465 8

 

(81) 268 6572

Piauí

193

190

(86) 222 0193

(86) 222 8000

(86) 233 1

 

(86) 222 8019

(86) 233 1

Rio Grande

193

190

(84) 223 3106

(84) 231 6946

(84) 221 2

do Norte

(84) 231 6082

Sergipe

193

190

(79) 224 2609

(79) 222 7006

(79) 241 7

 

(79) 222 7222

(79) 241 6

SUL

ESTADO

BOMBEIRO

POLICIAMENT

DEFESA

ÓRGÃO DE

POLÍCIA

S

O

CIVIL

MEIO

RODO

(193)

TRÂNSITO

(199)

AMBIENTE

VIÁRIA (1

(190)

Paraná

193

190

(41) 350 2575

(41) 252 8431

(41) 267 3

 

(41) 267 4

Rio Grande

-

190

(51) 210 4175

(51) 242 0224

(51) 221 6

do Sul

(51) 221 7

Santa

-

190

(48) 231 1236

(48) 222 8299

(48) 222 5

Catarina

(48) 222 8105

(48) 222 2

SUDESTE

ESTADO

BOMBEIRO

POLICIAMENT

DEFESA

ÓRGÃO DE

POLÍCIA

S

O

CIVIL

MEIO

RODO

(193)

TRÂNSITO

(199)

AMBIENTE

VIÁRIA (1

(190)

Espírito

199

190

(27) 345 1474

(27) 223 4022

(27) 227 5

Santo

Minas

193

190

(31) 239 2251

(31) 344 3751

(31) 333 2

Gerais

(31) 344 0613

(31) 333 2

Rio de

193

190

(21) 2690 1322

(21) 2228 3409

(21) 2471

Janeiro

(21) 2471

São Paulo

193

190

(11) 3745 3333

(11) 3813 3314

(11) 6954

 

(11) 6954

CENTRO-OESTE

 

ESTADO

BOMBEIRO

POLICIAMENT

DEFESA

ÓRGÃO DE

POLÍCIA

S

O

CIVIL

MEIO

RODO

(193)

TRÂNSITO

(199)

AMBIENTE

VIÁRIA (1

(190)

Distrito

199

190

(61) 321 1366

(61) 321 5799

(61) 394 3

Federal

(61) 321 6902

(61) 394 5

Goiás

193

190

(62) 862 1708

(62) 261 2780

(62) 207 2

 

(62) 261 6292

(61) 394 5

Mato Grosso

199

190

(65) 313 2257

(65) 313 2453

(65) 322 0

 

(65) 313 2351

Mato Grosso

193

190

(67) 720 1718

(67) 383 3161

(67) 725 3

do Sul

(67) 383 3831

  • V CARACTERIZAÇÃO DA ROTA

A rota realizada pelos condutores é do Galpão da empresa SHVGAS Brasil fornecedora do GLP, localizada em Gurupi – TO até os

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

23

consumidores em Araguaçu – TO (400 km) e de Gurupi a Paraíso do Tocantins – TO (400 km), de Gurupi a Palmas – TO (500 km), de Gurupi a Conceição do Araguaia - PA, Santana do Araguaia - PA e Redenção - PA (1.000 km), de Gurupi a Imperatriz do Maranhão – MA (1.600 km), de Gurupi a Goiânia – GO e Brasília – DF (1.200 km). A distância total aproximada desta rota é de 5.100 km

23 consumidores em Araguaçu – TO (400 km) e de Gurupi a Paraíso do Tocantins –

Figura 02 - Mapa de caracterização das rotas

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

  • VI SÍNTESE CONCLUSIVA

24

O proprietário e os colaboradores em intervalos por eles determinados devem analisar criticamente os resultados obtidos neste estudo, através do levantamento de dados, para assegurar sua conveniência, adequação e eficácia contínuas. O processo de análise crítica deve garantir que as informações necessárias sejam coletadas, de modo a permitir que a coordenação do plano de emergência proceda a esta avaliação. Essa análise crítica deve ser documentada.

A análise crítica pela administração deve abordar a eventual necessidade de alterações nas medidas, objetivos e outros elementos do plano de emergência do empreendimento à luz dos resultados obtidos, da mudança das circunstâncias e do comprometimento com a melhoria contínua.

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA

25

  • VII REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MATOS, K. A arte e a técnica da produção científica. 1ª ed. Goiânia: Universa, 2004.

Plano de emergência para atendimento a acidentes com produtos perigosos na rodovia BR-101/SC. Trecho: Palhoça/SC – Divisa SC/RS. Convênio DNER/IME. Florianópolis, 2001.

ABNT

NBR

7500:2003

-

Identificação

para

o

transporte

terrestre,

manuseio,

movimentação

e

armazenamento

de

produtos.

ABNT NBR 7501:2003 - Transporte terrestre de produtos perigosos – Terminologia.

ABNT NBR 9735:2008 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos.

ABNT

NBR

14064:2003

-

Atendimento

a

emergência

no

transporte terrestre de produtos perigosos.

PLANO DE EMERGÊNCIA TRANSPORTES

FERREIRA