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DIREITO CIVIL III - CONTRATOS PROF. DANIEL PAIVA UNIDADE IV – FORMAÇÃO DOS CONTRATOS O

DIREITO CIVIL III - CONTRATOS

PROF. DANIEL PAIVA

UNIDADE IV – FORMAÇÃO DOS CONTRATOS

O contrato resulta de 2 (duas) manifestações de vontade: a proposta e a aceitação.

Que podem, ou não, serem antecedidas de uma fase preliminar, chamada de negociações preliminares.

Negociações Preliminares (Não é fase obrigatória)

Proposta + Aceitação
Proposta + Aceitação

Antecedem ao contrato

CONTRATO

O contrato segue um verdadeiro processo de formação, cujo início é caracterizado

pelas negociações ou tratativas preliminares, até que as partes chegam a uma proposta definitiva,

seguida da imprescindível aceitação.

Somente com a junção desses elementos (PROPOSTA + ACEITAÇÃO) é que o contrato restará finalmente formado.

1. NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES:

Nem sempre um contrato nasce instantaneamente de um acerto entre as partes. Na maior parte dos casos a celebração do contrato é antecedida de uma fase, às vezes prolongada, de negociações preliminares, caracterizada por sondagens, conversações, estudos, cálculos e debates.

Nesta fase, como as partes ainda não manifestaram a sua vontade de forma concreta e definitiva, não há nenhuma vinculação ao negócio. Mesmo quando surge um projeto ou minuta do contrato, ainda assim não há, teoricamente, vinculação das pessoas.

De fato, a característica básica desta fase é justamente a não-vinculação das partes a uma relação jurídica obrigacional.

Embora as negociações preliminares não gerem, em tese, obrigações diretas para qualquer um dos participantes, elas fazem surgir, entretanto, deveres jurídicos para os futuros e possíveis contratantes, decorrentes do princípio da boa-fé objetiva, tais como dever de informação, de lealdade e de sigilo.

Ver: art.422 CC/2002.

2. A PROPOSTA:

A proposta (policitação) constitui ato jurídico unilateral, por intermédio do qual o

proponente (também conhecido como policitante) convida o possível interessado a contratar, apresentando, desde logo, os termos em que se dispõe a fazê-lo.

A proposta há de ser séria, inequívoca, precisa e completa. O conteúdo da proposta

deve denotar claramente a intenção de celebrar o contrato.

Nestes termos, a proposta se diferencia do simples convite . Por exemplo, a proposta de

Nestes termos, a proposta se diferencia do simples convite. Por exemplo, a proposta de venda de um carro específico de uma concessionária de veículos em face do conhecido interesse de determinado comprador em potencial sobre um modelo de automóvel terá efeitos jurídicos diversos do simples convite dessa mesma concessionária para que aquele consumidor conhecesse o veículo em coquetel de lançamento do modelo.

Segundo o Código Civil, a proposta, compreendida como a oferta séria e completa de contratar, VINCULA o proponente ao seu conteúdo. Significando que se a outra parte, a quem foi dirigida a proposta, vier a aceitá-la, não mais poderá o proponente se negar a mantê-la.

Ver: art. 427 CC/2002

A regra é que a proposta obriga o proponente, mas esta regra não é absoluta. Assim, a obrigatoriedade da proposta terá como exceções, por exemplo, as circunstâncias peculiares previstas no art. 428 do CC/2002:

Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta:

I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também presente

a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante;

II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao

conhecimento do proponente; III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

Didaticamente, podemos criar as seguintes fórmulas para as hipóteses de não- obrigatoriedade da proposta:

Sem Prazo + Pessoa Presente – Aceitação Imediata

Ver: art. 428, I, CC/2002

Sem Prazo + Pessoa Ausente + Decurso do Prazo Moral – Resposta

Ver: art. 428, II, CC/2002

Com Prazo + Pessoa Ausente + Decurso de Prazo Dado – Resposta

Ver: art. 428, III, CC/2002

Retratação Anterior ou Simultânea + Conhecimento da Outra Parte

Ver: art. 428, IV, CC/2002

OBSERVAÇÃO: Por pessoas ausentes devem ser consideradas aquelas que não conversam diretamente no mesmo local, ou que se utilizam de outro meio de comunicação que não permita a troca de falas simultâneas (em tempo real), o que pode ser considerado com o “fax”, o próprio “e-mail”, carta, telegrama ou até mesmo por um mensageiro

3. A ACEITAÇÃO:

3. A ACEITAÇÃO: Já a Aceitação é a concordância com os termos da proposta. É a

Já a Aceitação é a concordância com os termos da proposta. É a manifestação de

vontade imprescindível para que se repute concluído o contrato, pois, somente com a adesão do

interessado (concordante) à vontade do proponente é que a oferta se transforma em contrato.

Para produzir o efeito jurídico de aperfeiçoar o contrato, a aceitação deve ser simples e pura.

Se a Aceitação for apresentada “fora do prazo, com adições, restrições ou modificações, importará em nova proposta”, comumente denominada contraproposta.

Ver: art. 431 CC/2002

A aceitação pode ser expressa (decorrente de declaração de anuência do aceitante) ou tácita

(decorrente de conduta reveladora do consentimento do aceitante).

O Código Civil menciona 2 hipóteses de aceitação tácita, em que se reputa concluído

o contrato:

No caso de negócio em que não seja costume a aceitação expressa; e

No caso do proponente tiver dispensado a aceitação expressa.

Ver: art. 432 CC/2002

Importante é ainda destacar o silêncio como manifestação de vontade. Não se confunde consentimento tácito com efeito vinculativo do silêncio, pois este, não sendo nem afirmação, nem negação, não pode ser considerado como manifestação tácita do querer.

Excepcionalmente, entretanto, tem-se admitido a função vinculadora do silêncio quando, em virtude de circunstâncias especiais, a inércia de uma das partes será compreendida como aceitação. Diz-se, então, ocorrer silêncio circunstanciado (ou qualificado). Isso se dá sempre que a lei, a vontade das partes ou o comportamento passado dos contratantes houver estabelecido para qualquer destes o dever de recusar expressamente oferta, sob pena de se imaginar que a aceitou.

Ver: art. 111 CC/2002 e §2º do art. 13 da Lei nº 8.245/91

Malgrado o contrato se aperfeiçoe com a aceitação, o Código Civil trata de 2 hipóteses em que tal manifestação de vontade (a aceitação) deixa de ter força vinculante:

Se a aceitação, embora expedida a tempo, chegar tarde ao conhecimento do proponente por motivos imprevistos; e

Se antes da aceitação, ou com ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante;

Ver: arts. 430 e 433 CC/2002

4. MOMENTO EM QUE É FORMADO O CONTRATO: Constitui ponto relevante na doutrina sobre a

4. MOMENTO EM QUE É FORMADO O CONTRATO:

Constitui ponto relevante na doutrina sobre a formação dos contratos, a determinação do momento em que se deve considerar formado o contrato (e apto a gerar os efeitos jurídicos esperados).

Para que se possa estabelecer a obrigatoriedade da avença, será mister verificar em que instante o contrato se aperfeiçoou, unindo os contraentes, impossibilitando a retratação e compelindo-os a executar o negócio, sob pena de responderem por perdas e danos.

4.1. CONTRATOS ENTRE PRESENTES:

No contrato celebrado entre presentes, a proposta poderá estipular ou não prazo para

a aceitação. Se o proponente NÃO estabelecer nenhum prazo, a aceitação deverá ser manifestada

imediatamente, sob pena de a oferta perder a força vinculante (art. 428, I, CC/2002). Se, no entanto,

a proposta estipulou prazo, a aceitação deverá operar-se dentro deste, sob pena de desvincular o proponente. Assim, nos contratos entre presentes, o aperfeiçoamento contratual se dará no momento da aceitação da proposta.

4.2. CONTRATOS ENTRE AUSENTES:

Quando o contrato é celebrado entre ausentes 1 , por correspondência (carta, telegrama, fax, e-mail, etc) ou intermediários, a resposta leva algum tempo para chegar ao conhecimento do proponente e passa por diversas fases.

Em tal situação, o Código Civil, acolhendo a teoria da expedição 2 , determina que os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida.

Ver: caput do art. 434 CC/2002

Devemos ainda ressaltar que esta regra de aperfeiçoamento do contrato entre ausentes sofre 3 exceções:

Se houver retratação oportuna (art.433 c/c art. 434, I, CC/2002);

Se o proponente, na proposta, admitir em esperar a aceitação (art. 434, II CC/2002);

Se a aceitação não chegar no prazo assinado (art. 434, III, CC/2002).

5. LUGAR DA FORMAÇÃO DO CONTRATO:

O Código Civil estabelece que o contrato se considera formado no lugar em que foi proposto, e não no lugar em que foi aceito.

Ver: art. 435 CC/2002

Denota-se que o legislador preferiu a uniformização de critérios, levando em conta o local em que o impulso inicial teve origem.

1 É o contrato em que há intervalo na comunicação dos participantes, no qual a aceitação se dá por meio indireto (carta, fax, e-mail, etc.)

2 A teoria da expedição defende que estaria formalizado o contrato no exato momento em que o aceitante envia a aceitação.

Ressalve-se ainda que as partes podem contratualmente eleger o foro competente. Isto é, nos contratos

Ressalve-se ainda que as partes podem contratualmente eleger o foro competente. Isto é, nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar o local onde se exercerão os direitos e obrigações contratuais. É o que se convencionou como foro de eleição.

Ver: art. 78 CC/2002

Assim, caso haja alguma dúvida ou litígio em decorrência do contrato, observar-se-á que o foro competente será:

O eleito expressamente no contrato; ou

Sendo omisso o contrato, o lugar em que foi proposto;

6. MOMENTO DA FORMAÇÃO NOS CONTRATOS ELETRÔNICOS:

As transações efetuadas via internet têm se multiplicado de forma bastante fecunda e

consistente. O uso de documentos eletrônicos, assinaturas digitais e outras tecnologias modernas difundiu-se de forma irreversível no dia-a-dia da grande maioria de pessoas, em especial no âmbito daquelas que atuam nos ramos comercial e bancário.

Na esteira desse pensamento, a doutrina leciona que o "contrato cibernético nada

mais é do que aquele contrato firmado no espaço cibernético, e não difere de qualquer outro contrato. Ele apenas é firmado em um meio que não foi previsto quando a legislação contratual tradicional se desenvolveu".

Utilizando uma linguagem mais jurídica, porém bastante didática, podemos afirmar

que "são chamados contratos eletrônicos os negócios jurídicos bilaterais que utilizam o computador como mecanismo responsável pela formação e instrumentalização do vínculo contratual".

O assunto internet é novo no âmbito jurídico, trazendo aspectos polêmicos e

desafiadores. E entre esses assuntos, temos a questão da formação do contrato via meio eletrônico (envolvendo justamente a proposta e aceitação das partes contratantes).

A doutrina aponta que o contrato eletrônico pode ser formado entre presentes (chat, bate-papo, videoconferência, etc.) ou entre ausentes (por e-mail, postagem em redes sociais, etc.).

Comenta Nelson Rosenvald que “em sede de internet, qualquer aceitação poderá se realizar enquanto a oferta se mantiver no servidor, pois quando subtraída do site já não será acessível ao público e não mais subsistirá”.

Assim, em relação à contratação entre presentes, aplicam-se à regras comuns, onde o aperfeiçoamento dos contratos eletrônicos se dará no momento da aceitação da proposta (ao clicar na oferta e preencher os dados pessoais no site, por exemplo).

Não obstante, se esse contrato houver sido formado por e-mail (em que a comunicação não ocorre de forma imediata – entre ausentes), deve ser aplicada a subteoria da recepção, abordada no Enunciado nº 173 do Conselho da Justiça Federal, onde “a formação dos contratos

realizados entre pessoas ausentes por meio eletrônico, completa-se com a recepção da aceitação pelo proponente.”

QUESTÕES PARA REVISÃO DA UNIDADE 01. Assinale a alternativa correta sobre a formação dos contratos:

QUESTÕES PARA REVISÃO DA UNIDADE

01. Assinale a alternativa correta sobre a formação dos contratos:

a) Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar de domicílio do proponente;

b) Considera-se existente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante;

c) Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação seja expedida, ainda que o proponente se houver

comprometido a esperar resposta;

d) A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará na continuação da mesma proposta;

e) A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das

circunstâncias do caso.

02. No âmbito da formação dos contratos, deixa de ser obrigatória a proposta:

a) se, feita com prazo a pessoa presente, foi imediatamente aceita;

b) se, feita com prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente;

c) se, feita a pessoa ausente, tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado;

d) se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

03. Cícero enviou proposta de celebração de contrato de prestação de serviços para Célio,

estabelecendo um prazo de cinco dias para a resposta. Fez constar da proposta que o contrato estará celebrado na hipótese de Célio deixar de emitir resposta no prazo assinalado. Caso Célio realmente não responda à proposta, pode- se afirmar que:

a) não houve formação do contrato;

b) houve formação do contrato em decorrência da manifestação presumida da vontade de Célio;

c) houve formação do contrato em decorrência da manifestação tácita da vontade de Célio;

d) houve formação do contrato em decorrência da manifestação expressa da vontade de Célio;

e) apesar da formação do contrato em virtude da manifestação tácita da vontade, o negócio é relativamente ineficaz perante Célio.

04. Miguel telefona para Regina e faz a ela uma oferta de compra do seu veículo usado pela quantia

de R$ 45.000,00 sem estipular um prazo para aceitação da oferta. Neste caso, a proposta:

a) não será obrigatória, pois formulada por telefone e, consequentemente, para pessoa ausente.

b) é obrigatória e vinculará o proponente até a resposta de Regina ou, então, o cancelamento da oferta.

c) não será obrigatória, pois Miguel não estabeleceu um prazo para o aceite ou recusa de Regina.

d) deixará de ser obrigatória se Regina não aceitá-la imediatamente.

e) é obrigatória e vinculará o proponente pelo prazo de quinze dias.

05. Quando da formação do contrato:

I. Deixa de ser obrigatória a proposta se, feita sem prazo à pessoa presente, não foi imediatamente aceita;

II. Os contratos entre ausentes deixam de ser perfeitos se, antes da aceitação, ou com ela, chegar ao preponente a retratação do aceitante;

III. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida, mesmo se o

preponente não houver ser comprometido a esperar a resposta;

IV. A proposta é obrigatória quando, feita com prazo à pessoa ausente, tiver decorrido tempo

suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do preponente.

São verdadeiras as afirmativas:

a) Somente I e II.

b) Somente III e IV.

c) Somente I, II e III.

d) Somente II e III.