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OPERAÇÕES UNITÁRIAS

OPERAÇÕES UNITÁRIAS

Prof. Hérryson Silva Galvão herryson.galvao@ifro.edu.br

Ji-Paraná

ESTADO SÓLIDO

Características:

Forma definida

Forças de coesão > forças de repulsão.

Retículo cristalino - forma geométrica definida.

Muito pouco compressíveis.

Classificação dos sólidos ou mistura de sólidos Granulometria

definida.  Muito pouco compressíveis. Classificação dos sólidos ou mistura de sólidos  Granulometria 

MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES

Escalas de dureza

Escala de Mohs:

- método comparativo

- 10 minerais

MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES  Escalas de dureza  Escala de Mohs: - método comparativo -
MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES  Escalas de dureza  Escala de Mohs: - método comparativo -

MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES

Escalas de Mohs

MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES  Escalas de Mohs
MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES  Escalas de Mohs

MINERAIS E SUAS PROPRIEDADES

Características dos materiais:

- Diferenciam-se quanto a:

tamanho dureza Diferentes aplicações e necessidades:

forma

dureza  Diferentes aplicações e necessidades: forma Problema Operações unitárias Adequar as características

Problema

Operações

unitárias

Adequar as características dos sólidos às necessidades

da indústria

PROPRIEDADES DE SÓLIDOS PARTICULADOS

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Análise granulométrica:

Determinação do tamanho das partículas, bem como da

frequência com que ocorrem em uma determinada classe ou

faixa de tamanho.

A determinação do tamanho das partículas e a

frequência com que ocorrem em uma determinada classe ou

faixa de tamanho auxilia:

do tamanho das partículas e a frequência com que ocorrem em uma determinada classe ou faixa

PROPRIEDADES DE SÓLIDOS PARTICULADOS

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Tratamento de minérios : granulometria em que o minério

deverá ser moído;

Determinação de eficiência de peneiramento industrial;

Curvas de partição de classificadores;

Controle das especificações de tamanho de produto final.

industrial; • Curvas de partição de classificadores; • Controle das especificações de tamanho de produto final.

TAMANHO DE PARTÍCULA

Distinguem-se pelo tamanho cinco tipos de sólidos particulados,

apesar dessa distinção não ser muito nítida.

Pós: partículas de 1 µm até 0,5 mm;

Sólidos granulares: de 0,5 mm a 10 mm;

Blocos pequenos: partículas de 1 a 5 cm;

Blocos médios: partículas de 5 até 15 cm;

Blocos grandes: partículas maiores que 15 cm.

de 1 a 5 cm; • Blocos médios: partículas de 5 até 15 cm; • Blocos

DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS DAS PARTÍCULAS: ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

No peneiramento as partículas submetem-se à

ação de uma série de peneiras. O tamanho das

partículas que passam por uma peneira de abertura

de malha L1 e ficam retidas em outra abertura L2, é

a média aritmética da abertura das malhas L1 e L2.

de abertura de malha L1 e ficam retidas em outra abertura L2, é a média aritmética
de abertura de malha L1 e ficam retidas em outra abertura L2, é a média aritmética

DISTRIBUIÇÃO DE TAMANHOS DAS PARTÍCULAS: ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Peneiras série padrão:

Série Tyler: 14 peneiras com base na peneira de 200 malhas/in;

Série ASMT;

Série BS (British Standard);

Série IMM (Institute of Minning and Metal).

base na peneira de 200 malhas/in; Série ASMT; Série BS (British Standard); Série IMM (Institute of

PENEIRAÇÃO SÉRIE TYLER

Mesh é o número de malhas por polegada linear.

PENEIRAÇÃO SÉRIE TYLER  Mesh é o número de malhas por polegada linear. 0,074 mm

0,074 mm

PENEIRAÇÃO SÉRIE TYLER  Mesh é o número de malhas por polegada linear. 0,074 mm

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Dessa forma características importantes do material

poderão ser obtidas em função de D:

Superfície externa de cada partícula (s);

Volume da Partícula (V);

Fator de forma (λ);

Números de partículas da amostra (N);

 

Superfície externa total (S);

Superfície específica (S esp ).

FRAGMENTAÇÃO DE SÓLIDOS

Operação unitária (ou conjunto delas) que tem por objetivo reduzir o tamanho das partículas de determinado material (matéria-prima ou produto final).

1
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Aumentar as superfícies

Separar dois

ou mais

constituintes

Pra que reduzir o tamanho?

Mistura mais

íntima

Modificar

propriedades

FRAGMENTAÇÃO DE SÓLIDOS

Como causar fragmentação?

- Aplicação de esforço ocasionando fissuras.

Esforço até

um valor

crítico

Crescimento das

fissuras

Ruptura

1
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Tamanho das partículas finas: está relacionado com a estrutura do material.

Tamanho das partículas maiores: tem relação com o

processo utilizado nesta redução de tamanho.

FRAGMENTAÇÃO DE SÓLIDOS

Consumo de energia:

Importante

Está relacionado com a estrutura interna do material e é composta de

duas etapas:

Abertura de pequenas fissuras;

Formação de nova superfície.

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MECANISMO DE REDUÇÃO DE TAMANHO

Mecanismos de fragmentação:

Compressão; Impacto;

Atrito (abrasão);

Corte e/ou dilaceramento.

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MECANISMO DE REDUÇÃO DE TAMANHO

Características ideais dos equipamentos:

Grande capacidade de produção;

Potência pequena por unidade de produto;

Fornecer um produto com tamanho único ou com uma

Economia de energia

distribuição de tamanho desejada.

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BRITAGEM

Redução grosseira.

Ocorre principalmente pela ação da força de compressão.

Algumas Aplicações:

Construção civil:

Novas estradas, edifícios, barragens, etc.

civil:  Novas estradas, edifícios, barragens, etc.  Praticamente toda construção depende tamanho

Praticamente

toda

construção

depende

tamanho (granulométrica) especificado.

de

pedra

no

BRITAGEM

Indústria metalúrgica:

Minério - desenvolvimento tecnológico e industrial.

Os processos metalúrgicos e de concentração de minérios exigem redução à tamanho adequado à sua utilização.

Os processos metalúrgicos e de concentração de minérios exigem redução à tamanho adequado à sua utilização.

BRITAGEM

Principais equipamentos:

BRITAGEM Principais equipamentos: • Britadores primários: - De mandíbula - Giratório

Britadores primários:

- De mandíbula

- Giratório

BRITAGEM Principais equipamentos: • Britadores primários: - De mandíbula - Giratório
BRITAGEM Principais equipamentos: • Britadores primários: - De mandíbula - Giratório

BRITAGEM

BRITAGEM • Secundários: - De martelos - De pinos - De barras ou gaiola - De

Secundários:

- De martelos

- De pinos

- De barras ou gaiola

- De rolos ou cilindros

- Cônico

- De disco

- De martelos - De pinos - De barras ou gaiola - De rolos ou cilindros

Rotatório

-
-

BRITAGEM

Britador de mandíbula: A alimentação passa entre duas mandíbulas pesadas, uma fixa e outra móvel (movimento de vai-e-vem). O material vai passando lentamente por um espaço cada vez menor, triturando-se ao deslocar-se.

Normalmente para redução inicial de tamanho (pré-moagem).

por um espaço cada vez menor, triturando-se ao deslocar-se. Normalmente para redução inicial de tamanho (pré-moagem).
por um espaço cada vez menor, triturando-se ao deslocar-se. Normalmente para redução inicial de tamanho (pré-moagem).

BRITAGEM

BRITAGEM Britador de mandíbula : vídeo 2 3

Britador de mandíbula: vídeo

2
2

BRITAGEM

Britador giratório:

Triturações de minérios duros

e de minerais em grande

escala.

Alto custo de revestimento

interno contra desgaste.

2
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de minérios duros e de minerais em grande escala. • Alto custo de revestimento interno contra

BRITAGEM

BRITAGEM Britador giratório: • Consiste em um pilão cônico que oscila no interior de uma cuba

Britador giratório:

Consiste em um pilão cônico

que oscila no interior de uma

cuba cônica maior, o almofariz.

Os ângulos dos cones fazem

com que a largura do espaço

entre as duas peças diminua

para o fundo das faces de trabalho.

BRITAGEM

BRITAGEM Britador giratório: • Os britadores primários têm um ângulo de pequena razão de redução. cone

Britador giratório:

Os britadores primários têm

um ângulo de

pequena razão de redução.

cone agudo e

Os secundários têm ângulo

mais aberto, com isso o

produto mais fino pode

espalhar-se ao longo de uma

mais

extensa, e o desgaste também

área de passagem

diminui.

BRITAGEM

BRITAGEM Britador de giratório : vídeo

Britador de giratório: vídeo

BRITAGEM Britador de giratório : vídeo

MOAGEM

Operação unitária de redução de tamanho, em que o

tamanho médio dos sólidos é reduzido pela aplicação de

forças de impacto, compressão e abrasão.

Equipamentos:

tamanho médio dos sólidos é reduzido pela aplicação de forças de impacto, compressão e abrasão. 
tamanho médio dos sólidos é reduzido pela aplicação de forças de impacto, compressão e abrasão. 

MOAGEM

energia do impacto - partículas maiores irão ter um tamanho menor e mais numeroso.

energia do impacto - aumento do número de partículas finas, sem alterar tamanho destas.

e mais numeroso.   energia do impacto - aumento do número de partículas finas, sem

MOAGEM

Energia necessária para efetuar a redução de tamanho do material estrutura interna do material.

Processo de redução de tamanho:

1- Aberturas por qualquer fissura já presente;

2- A formação de uma nova superfície.

Ex. Carvão Quebra da molécula aumenta a superfície,

mas se a natureza do material for fina é necessário mais

energia ainda (Moagem Fina).

 aumenta a superfície, mas se a natureza do material for fina é necessário mais energia

MOINHO DE BOLAS

Consiste num cilindro oco em rotação parcial, parcialmente cheio de bolas, com o eixo horizontal fazendo um pequeno ângulo;

num cilindro oco em rotação parcial, parcialmente cheio de bolas, com o eixo horizontal fazendo um
num cilindro oco em rotação parcial, parcialmente cheio de bolas, com o eixo horizontal fazendo um

MOINHO DE BOLAS

O

material

a

moer

pode

ser

introduzido

numa

das

extremidades do eixo oco e o produto sai através de um eixo

semelhante

extremidade.

outra

na

introduzido numa das extremidades do eixo oco e o produto sai através de um eixo semelhante
introduzido numa das extremidades do eixo oco e o produto sai através de um eixo semelhante

MOINHO DE BOLAS

MOINHO DE BOLAS

MOINHO DE BOLAS

MOINHO DE BOLAS Moinho de Bolas : vídeo

Moinho de Bolas: vídeo

MOINHO DE BOLAS Moinho de Bolas : vídeo

Moinho de Bolas

Saída do moinho: coberta com uma peneira para impedir que

as bolas possam escapar.

A superfície interior do cilindro é normalmente revestida por um material resistente a abrasão.

O rendimento da Moagem aumenta quando os vazios no

moinho, entre as bolas, se tornam completos.

Adição de mais produto = diminuição do rendimento.

os vazios no moinho, entre as bolas, se tornam completos.  Adição de mais produto =

Moinho de Bolas

Aplicação:

Moagem de Carvão;

Moagem de Pigmentos;

Feldspato (Indústria cerâmica).

Moinho de Bolas Aplicação:  Moagem de Carvão;  Moagem de Pigmentos;  Feldspato (Indústria cerâmica).
Moinho de Bolas Aplicação:  Moagem de Carvão;  Moagem de Pigmentos;  Feldspato (Indústria cerâmica).

MOINHO DE BOLAS

Fatores que influenciam na dimensão do produto:

Velocidade de alimentação: Altas velocidades = menor

redução de tamanhos.

do

alimentação, mais produto por ser fracionado/ quebrado.

Propriedades

material

de

alimentação:

Peso das Bolas: peso das bolas = produtos finos.

Condição ótima: Volume do leito de bolas = 50% do volume

do moinho.

Bolas :  peso das bolas = produtos finos.  Condição ótima: Volume do leito de

MOINHO DE BOLAS

Diâmetro das Bolas: Bolas pequenas facilitam a produção de

material fino, sendo de baixa eficiência para partículas maiores.

Inclinação do Moinho: inclinação

capacidade de

processamento, Tempo de residência = produto grosseiro.

Liberdade de descarga: Proporcional a inclinação do Moinho. Em alguns moinhos o produto da Moagem é

descarregado pelas aberturas do revestimento.

a inclinação do Moinho. Em alguns moinhos o produto da Moagem é descarregado pelas aberturas do

MOINHO DE BOLAS

Fatores que influenciam na dimensão do produto:

Velocidade de rotação do moinho:

Velocidade baixa = Pouca ação de moagem.

Velocidade média = as bolas operam a distâncias menores

através do moinho. (Eficiência Baixa)

Velocidade alta = As bolas operam a distâncias maiores uma

Velocidade alta = As bolas operam a distâncias maiores uma das outras ( eficiência maior ),

das outras (eficiência maior), porém há um considerável

desgaste do revestimento

MOINHO DE BOLAS

Fatores que influenciam na dimensão do produto:

Nível do Material no moinho:

O consumo de energia é reduzido mantendo um nível baixo para o material no moinho.

A melhor maneira de controlar o nível consiste em montar uma barreira de descarga apropriada para o produto.



Se o nível do material aumentar, aumenta a ação de

amortecimento perdendo energia pela produção excessiva

de material muito fino.

MOINHO DE BOLAS

Vantagens:

Pode ser usado com produtos a seco ou úmido, contudo a

moagem úmida favorece a remoção do produto.

Baixos custos de energia e de instalação.

Pode ser usado com uma atmosfera inerte, daí é permitido

seu uso com materiais explosivos.

e de instalação.  Pode ser usado com uma atmosfera inerte , daí é permitido seu

MOINHO DE BOLAS

Vantagens:

O material de Moagem, para esse moinho, tem custo baixo.

Próprio para materiais de todos os graus de dureza.

Uso em sistemas contínuo ou descontínuo.

Utilizado em circuitos aberto ou fechado.

todos os graus de dureza.  Uso em sistemas contínuo ou descontínuo.  Utilizado em circuitos

MOINHO DE BARRAS

Em elos são acopladas as bolas através de barras de aço.

Forças de impacto e fricção (mais pronunciada).

Aplicação:

Substâncias untosas, nas quais as bolas podem ficar aderidas quando a massa da carga se formar, acarretando uma perda

de eficiência.

As barras tem a largura do moinho e como estão ligados a

bolas, ocupam a metade do volume do moinho

de eficiência.  As barras tem a largura do moinho e como estão ligados a bolas,

MOAGEM SECA x MOAGEM ÚMIDA

Moagem úmida é preferencial, desde que a presença de líquidos não seja prejudicial

Fatores que interferem na opção por moagem úmida;

Custo ou viabilidade da posterior secagem;

Viabilidade da utilização do produto úmido;

por moagem úmida; • Custo ou viabilidade da posterior secagem; • Viabilidade da utilização do produto

MOAGEM SECA x MOAGEM ÚMIDA

Tamanho limite que se pode atingir na moagem úmida é menor que na moagem seca → liquido impede aglomeração das partículas finas. • Agentes dispersantes → aumentam a taxa de

moagem → enfraquecimento das partículas →

impedimento da aglomeração → evitam o recobrimento

superfícies.

• Moagem úmida → fluido pode atuar como auxiliar de

moagem (água)

→ evitam o recobrimento superfícies. • Moagem úmida → fluido pode atuar como auxiliar de moagem

MOINHOS RAYMOND

Princípio de funcionamento: O material é alimentado de forma contínua e

uniforme na câmara de moagem da

unidade principal.

Graças à força centrífuga em rotação, os

rolos de molas fazem um movimento

centrifugo e pressionam perto do anel.



A pá transporta o material até o espaço entre os rolos e o anel e quando o rolo

entra em movimento, o material é

moído.

pá transporta o material até o espaço entre os rolos e o anel e quando o

MOINHOS RAYMOND

A matéria-prima é triturada no britador de mandíbula.

Materiais - elevados até o funil de carga de onde o material é

transportado através de um alimentador vibratório

eletromagnético para dentro da câmara de moagem.

Câmara de Moagem: os rolos oscilam de dentro para fora

para pressionar o anel, porque a força centrífuga e a pá retira

os materiais e os transfere para o meio entre o anel e o rolo para moagem.

porque a força centrífuga e a pá retira os materiais e os transfere para o meio

MOINHOS RAYMOND

O material moído é carregado pelo ar do soprador para as peneiras.

Material fino coletado por ciclone e despejados para fora através da válvula de saída de pó (Produto final)

Material grosso - sobra na peneira e retornará para

moagem

através da válvula de saída de pó (Produto final)  Material grosso - sobra na peneira

Moinhos Raymond

Aplicações:

Preparação de carvão pulverizado,

Fabricação de cimento.

Artigos de cerâmicos.

Indústrias que demandem produtos finos.

pulverizado,  Fabricação de cimento.  Artigos de cerâmicos.  Indústrias que demandem produtos finos.
pulverizado,  Fabricação de cimento.  Artigos de cerâmicos.  Indústrias que demandem produtos finos.

Moinhos Raymond

Aplicações:

Funciona com alta velocidade, não

sendo próprio para uso com materiais

abrasivos.

Há desgaste se o material trabalhar sem alimentação, porque não há folga entre os níveis da cabeça de moagem e o anel forte.

se o material trabalhar sem alimentação, porque não há folga entre os níveis da cabeça de
se o material trabalhar sem alimentação, porque não há folga entre os níveis da cabeça de

MOINHOS RAYMOND

VANTAGENS:

Econômico no funcionamento;

Origina um produto bem fino e uniforme;

Consumo de energia e custo de manutenção pequenos.

no funcionamento;  Origina um produto bem fino e uniforme;  Consumo de energia e custo

MOINHO DE DISCO

Forças de cisalhamento - moagem fina. São divididos em :

Moinhos de disco único Moinhos de disco duplo

 Forças de cisalhamento - moagem fina. São divididos em :  Moinhos de disco único
 Forças de cisalhamento - moagem fina. São divididos em :  Moinhos de disco único

MOINHO DE DISCO

Moinhos de disco único

A alimentação passa por uma divisão estreita que existe entre um disco que gira e alta velocidade e a armadura estacionária do

moinho. Ação cisalhante = trituração da carga.

disco que gira e alta velocidade e a armadura estacionária do moinho.  Ação cisalhante =

MOINHO DE DISCO

Moinhos de disco duplo

A armadura contém dois discos que giram em direções opostas proporcionando um grau maior de cisalhamennto que nos

moinhos de disco único. Aplicação:

Preparação de cereais. Moagem de arroz e mandioca.

que nos moinhos de disco único.  Aplicação:  Preparação de cereais.  Moagem de arroz

Princípio de fragmentação de sólidos

Um material ideal se rompe quando o limite de ruptura é ultrapassado, isto é, quando se rompem todas as

ligações atômicas de certo plano.

se rompem todas as ligações atômicas de certo plano. Figura 1 - Deformação de um sólido
se rompem todas as ligações atômicas de certo plano. Figura 1 - Deformação de um sólido

Figura 1 - Deformação de um sólido sujeito a tensão e compressão.

Mecanismos de Fragmentação

Os mecanismos de fragmentação são bastante variados;

Todos eles, contudo, se dão a partir da aplicação de um esforço que cause inicialmente o aparecimento de

contudo, se dão a partir da aplicação de um esforço que cause inicialmente o aparecimento de

fissuras no material.

contudo, se dão a partir da aplicação de um esforço que cause inicialmente o aparecimento de

MECANISMOS DE FRAGMENTAÇÃO

Em seguida, a concentração de esforço adquire um valor crítico, acarretando um rápido crescimento e ramificação

das fissuras, ocorrendo finalmente a ruptura do material.

crítico, acarretando um rápido crescimento e ramificação das fissuras, ocorrendo finalmente a ruptura do material.
crítico, acarretando um rápido crescimento e ramificação das fissuras, ocorrendo finalmente a ruptura do material.

MECANISMOS DE FRAGMENTAÇÃO

A fragmentação pode ocorrer de seis maneiras distintas:

I.

Compressão

II.

Impacto

III.

Atrito

IV.

Corte

V.

Cisalhamento

VI.

Tensão por meio circulante

II. Impacto III. Atrito IV. Corte V. Cisalhamento VI. Tensão por meio circulante

COMPRESSÃO:

A fragmentação por compressão envolve uma tensão que é aplicada entre duas superfícies sólidas que podem

mover-se uma em relação à outra frontal ou

tangencialmente para exercer a pressão necessária.

sólidas que podem mover-se uma em relação à outra frontal ou tangencialmente para exercer a pressão
sólidas que podem mover-se uma em relação à outra frontal ou tangencialmente para exercer a pressão

COMPRESSÃO:

Quando partículas de formato irregular são sujeitas à quebra por compressão, os produtos se apresentam em

duas faixas de tamanho: partículas grossas resultante da

quebra induzida pela tensão, e partículas finas da quebra

por compressão no local onde a carga é aplicada.

da quebra induzida pela tensão, e partículas finas da quebra por compressão no local onde a
da quebra induzida pela tensão, e partículas finas da quebra por compressão no local onde a

IMPACTO:

A fragmentação por impacto envolve uma tensão em

uma superfície sólida que pode ser efetuada pelo choque

com partes do equipamento de cominuição ou entre

partículas.

uma superfície sólida que pode ser efetuada pelo choque com partes do equipamento de cominuição ou
uma superfície sólida que pode ser efetuada pelo choque com partes do equipamento de cominuição ou

IMPACTO:

Na quebra por impacto, a partícula sofre uma pressão elevada e como resultado absorve mais energia do que a

necessária para uma simples fratura e fragmenta-se

principalmente por tensão, não havendo deformação.

do que a necessária para uma simples fratura e fragmenta-se principalmente por tensão, não havendo deformação.
do que a necessária para uma simples fratura e fragmenta-se principalmente por tensão, não havendo deformação.

ATRITO:

A fragmentação por atrito e muitas vezes acompanhada

também por compressão.

Neste mecanismo, a tensão entre duas superfícies sólidas

é provocada por uma pressão vertical em um lado e pelo

movimento circular ou não circular em outra sobre a

superfície.

é provocada por uma pressão vertical em um lado e pelo movimento circular ou não circular
é provocada por uma pressão vertical em um lado e pelo movimento circular ou não circular

ATRITO:

A quebra por atrito produz muito material fino, o que

geralmente é indesejável.

Os principais exemplos deste tipo de fragmentação são o

pilão e os moinhos de disco.

geralmente é indesejável.  Os principais exemplos deste tipo de fragmentação são o pilão e os
geralmente é indesejável.  Os principais exemplos deste tipo de fragmentação são o pilão e os

CORTE:

A fragmentação por corte é aquela que envolve tensão entre duas ou mais superfícies cortantes.

CORTE:  A fragmentação por corte é aquela que envolve tensão entre duas ou mais superfícies
CORTE:  A fragmentação por corte é aquela que envolve tensão entre duas ou mais superfícies

CORTE:

Os cortadores são colocados verticalmente em lados

opostos, sendo que em muitos casos existe um cortador

fixo e outro móvel.

são colocados verticalmente em lados opostos, sendo que em muitos casos existe um cortador fixo e
são colocados verticalmente em lados opostos, sendo que em muitos casos existe um cortador fixo e

CISALHAMENTO

A fragmentação por cisalhamento envolve uma tensão

entre duas ou mais superfícies sólidas como resultado de

uma força de cisalhamento.

cisalhamento envolve uma tensão entre duas ou mais superfícies sólidas como resultado de uma força de
cisalhamento envolve uma tensão entre duas ou mais superfícies sólidas como resultado de uma força de

CISALHAMENTO

A diminuição granulométrica é iniciada pelo movimento das duas superfícies se movendo em direções opostas ou

por uma superfície móvel e outra fixa.

pelo movimento das duas superfícies se movendo em direções opostas ou por uma superfície móvel e
pelo movimento das duas superfícies se movendo em direções opostas ou por uma superfície móvel e

CISALHAMENTO

Exemplo deste tipo de mecanismo de cominuição ocorre nos moinhos de ultracentrífuga e nos moinhos de disco.

 Exemplo deste tipo de mecanismo de cominuição ocorre nos moinhos de ultracentrífuga e nos moinhos
 Exemplo deste tipo de mecanismo de cominuição ocorre nos moinhos de ultracentrífuga e nos moinhos

TENSÃO POR MEIO CIRCULANTE:

Na fragmentação por tensão por meio circundante, a

tensão é exercida por meio circundante (gás ou líquido).

Este mecanismo é eficiente apenas para grandes

gradientes de cisalhamento e materiais friáveis.

(gás ou líquido). Este mecanismo é eficiente apenas para grandes gradientes de cisalhamento e materiais friáveis.
(gás ou líquido). Este mecanismo é eficiente apenas para grandes gradientes de cisalhamento e materiais friáveis.

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Dureza: resistência ao corte ou resistência oferecida ao riscamento por outros sólidos, sendo medida por meio

da Escala de Mohs. Esta propriedade interfere no

desgaste da máquina e no consumo de energia. Com

materiais duros é preciso usar máquina de baixa

interfere no desgaste da máquina e no consumo de energia. Com materiais duros é preciso usar
interfere no desgaste da máquina e no consumo de energia. Com materiais duros é preciso usar

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Estrutura: a estrutura química e física do material afeta diretamente sua fragmentação. Os materiais granulares

diretamente sua fragmentação. Os materiais granulares normais, como areia e pós, podem ser triturados

normais, como areia e pós, podem ser triturados

eficientemente com o uso de compressão e impacto. Para

materiais fibrosos é necessário efetuar uma ação de

rompimento.

com o uso de compressão e impacto. Para materiais fibrosos é necessário efetuar uma ação de

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Friabilidade: é a sua tendência a quebrar-se durante o manuseamento. Em geral, um material cristalino se

fragmentará ao longo de planos bem definidos e a

potência necessária pra o esmagamento aumentará à

medida que o tamanho da partícula diminui.

planos bem definidos e a potência necessária pra o esmagamento aumentará à medida que o tamanho
planos bem definidos e a potência necessária pra o esmagamento aumentará à medida que o tamanho

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Empastamento: um material pegajoso tenderá a entupir o equipamento de moagem e, por isso, deverá

ser moído numa instalação que possa ser rapidamente

limpa.

a entupir o equipamento de moagem e, por isso, deverá ser moído numa instalação que possa

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Fluidez: esta característica define a tendência de escorregamento do sólido, sendo, em geral, um reflexo

do valor do coeficiente de atrito da superfície do

material. Caso o coeficiente de atrito seja baixo, o

esmagamento será mais difícil, e vice-versa.

da superfície do material. Caso o coeficiente de atrito seja baixo, o esmagamento será mais difícil,

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Resistência ao Esmagamento: define a capacidade que um sólido possui de suportar uma força esmagadora.

Quanto maior a resistência de um material ao

esmagamento, maior será a potência necessária para

esmagá-lo.

Quanto maior a resistência de um material ao esmagamento, maior será a potência necessária para esmagá-lo.

FATORES QUE INFLUENCIAM A

FRAGMENTAÇÃO

Conteúdo de Umidade: quanto maior o conteúdo de umidade de um sólido, maior será a dificuldade em

fragmentá-lo. Materiais com umidade entre 5 e 50%

tendem a se aglutinar, o que dificulta o processo de

cominuição.

em fragmentá-lo. Materiais com umidade entre 5 e 50% tendem a se aglutinar, o que dificulta

SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS

Baseiam-se nas diferenças físicas entra as partículas:

- Tamanho

- Densidade

- Propriedades eletromagnéticas

 Baseiam-se nas diferenças físicas entra as partículas: - Tamanho - Densidade - Propriedades eletromagnéticas

SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS

Principais meios de separação

- Peneiramento

- Separação hidráulica

- Flotação

- Separação magnética

- Separação elétrica

de separação - Peneiramento - Separação hidráulica - Flotação - Separação magnética - Separação elétrica

PENEIRAMENTO

Peneiramento: baseia-se unicamente nas diferenças de tamanho

PENEIRAMENTO  Peneiramento: baseia-se unicamente nas diferenças de tamanho
PENEIRAMENTO  Peneiramento: baseia-se unicamente nas diferenças de tamanho

PENEIRAMENTO

Eficiência do peneiramento:

- Depende da fração de grossos obtida em cada fase (φ A , φ F e φ G )

- Partículas

aglomeração,

irregularidade das malhas) - Grossos podem passar junto com os finos (irregularidade das malhas, D G próximo de D C , sobrecarga)

nas

finas

podem

retidas

ser

grossas (aderência,

(irregularidade das malhas, D G próximo de D C , sobrecarga) nas finas podem retidas ser

PENEIRAMENTO

Equipamentos

- Telas metálicas, revestidas com seda ou plástico, barras metálicas, pratos perfurados

- 4 in a 400 mesh

- Telas metálicas, revestidas com seda ou plástico, barras metálicas, pratos perfurados - 4 in a
- Telas metálicas, revestidas com seda ou plástico, barras metálicas, pratos perfurados - 4 in a

PENEIRAMENTO

Movimentos das peneiras

PENEIRAMENTO  Movimentos das peneiras
PENEIRAMENTO  Movimentos das peneiras

PENEIRAMENTO

Tipos de peneiras

- Estacionárias

- Rotativas

- Agitadas

- Vibratórias

PENEIRAMENTO • Tipos de peneiras - Estacionárias - Rotativas - Agitadas - Vibratórias

PENEIRAMENTO

Peneiras estacionárias

- Robustas, simples e econômicas

- Usada para sólidos grosseiros (>5 cm)

- Operam em batelada

- Entopem com facilidade

simples e econômicas - Usada para sólidos grosseiros (>5 cm) - Operam em batelada - Entopem

PENEIRAMENTO

Peneiras estacionárias

PENEIRAMENTO  Peneiras estacionárias

PENEIRAMENTO

Peneiras rotativas

- Cilindro longo e inclinado

- Baixa rotação

- Muito utilizada nas pedreiras (pedriscos)

- Superfície lateral perfurada ou em tela

e inclinado - Baixa rotação - Muito utilizada nas pedreiras (pedriscos) - Superfície lateral perfurada ou

PENEIRAMENTO

Peneiras rotativas

PENEIRAMENTO  Peneiras rotativas

PENEIRAMENTO

Peneiras agitadas

- Diminui os entupimentos e melhora a eficiência em relação às peneiras estacionárias - Em torno de 300 rpm

- Diminui os entupimentos e melhora a eficiência em relação às peneiras estacionárias - Em torno

PENEIRAMENTO

Peneiras vibratórias

- Maiores frequências (1200 a 7200 ciclos/minutos)

- Alta capacidade

- Alta eficiência

- Malhas variam de:

2,5 cm a 35 mesh (peneiramento a seco)

<100 mesh (peneiramento a úmido) - Alto desgaste das malhas

Malhas variam de: 2,5 cm a 35 mesh (peneiramento a seco) <100 mesh (peneiramento a úmido)

SEPARAÇÃO HIDRÁULICA

Diferença de densidade ou tamanho:

Utilizam-se fluidos (gases ou líquidos) como auxiliar na

separação

Exemplos:

- Elutriadores

- Câmaras gravitacional e de poeira - Decantador

como auxiliar na separação • Exemplos: - Elutriadores - Câmaras gravitacional e de poeira - Decantador

ELUTRIAÇÃO

ELUTRIAÇÃO - É a operação de separação (ou

 ELUTRIAÇÃO - É a operação de separação (ou classificação por tamanhos) de partículas, obtida

classificação por tamanhos) de partículas, obtida

mediante uma corrente ascendente de líquido em

contracorrente com os sólidos. Baseia-se nas

diferenças de velocidades terminais das diversas

partículas.

líquido em contracorrente com os sólidos. Baseia-se nas diferenças de velocidades terminais das diversas partículas.

ELUTRIAÇÃO

- A velocidade terminal das diferentes partículas

determina a separação

- Mecanismo: uma corrente de partículas sólidas é

colocada no elutriador, onde há uma corrente

ascendente de um fluido (água ou ar). Partículas cujas

velocidades terminais são menores que a velocidade da

corrente de fluido são arrastadas, enquanto as partículas

cujas velocidades terminais superam a velocidade do fluido se sedimentam.

são arrastadas, enquanto as partículas cujas velocidades terminais superam a velocidade do fluido se sedimentam .

ELUTRIAÇÃO

Existem quatro correntes: alimentação (sólidos e fluido) e duas correntes de saída, o produto de fundo, composto

e duas correntes de saída, o produto de fundo, composto principalmente das partículas mais pesadas e

principalmente das partículas mais pesadas e a corrente

de topo composta principalmente das partículas mais

leves.

principalmente das partículas mais pesadas e a corrente de topo composta principalmente das partículas mais leves.

ELUTRIAÇÃO

Para misturas de um mesmo material de diferentes tamanhos, as velocidades das partículas são

determinadas pelo seu tamanho

Para misturas de dois materiais diferentes, a separação é conseguida em função do tamanho das partículas e da diferença de densidades entre estas:

a separação é conseguida em função do tamanho das partículas e da diferença de densidades entre

ELUTRIAÇÃO

- a velocidade de ascensão do líquido deve ser ajustada em um valor entre a velocidade terminal da menor

partícula do material mais denso e a velocidade

terminal da maior partícula do material menos denso

da menor partícula do material mais denso e a velocidade terminal da maior partícula do material

Muito obrigado pela presença e até a próxima aula!

Muito obrigado pela presença e até a próxima aula!